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Brasil 0, Portugal, 0. Seria muito melhor ter ido à praia aqui em Durban…

r4 Brasil 0, Portugal, 0. Seria muito melhor ter ido à praia aqui em Durban...

A proposta de Carlos Queiroz era transparente, cristalina.

Portugal entrou na partida para buscar vencê-la nos contragolpes.

Ele viu o quanto os norte-coreanos complicaram a vida do Brasil na estreia.

Comprar a briga de peito aberto não é bom negócio.

Costa do Marfim que o diga.

Ele tratou de montar uma linha de quatro zagueiros e outra com cinco jogadores no meio de campo, atrás da linha da bola.

E só Cristiano Ronaldo para fazer pose e chutar de longe.

Dunga resolveu surpreender a todos e entrou com Nilmar e poupou Robinho.

Ele podia e fez.

O Brasil já estava classificado.

Nilmar é mais agudo do que o jogador do Manchester City.

O Brasil trocou o drible pela definição em velocidade, pela verticalidade.

Aos 30 minutos, a toda velocidade, ele obrigou Eduardo a fazer um milagre, espalmar a bola que bateu na trave.

Como os contragolpes dos portugueses costumam ser armados pela direita, Michel Bastos ficou guardando posição.

E Maicon era a válvula de escape.

Com Daniel Alves na vaga de Elano, a intermediária ficou mais ofensiva, mais leve, porém mais vulnerável.

O improvisado lateral do Barcelona é habilidoso, chuta bem, mas não marca tanto.

Júlio Baptista no lugar de Kaká foi previsível.

Ficou na intermediária fechando o meio e pouco na armação.

Dunga sentiu na pele o absurdo de não ter convocado um meia de verdade para a reserva.

Os portugueses conhecem bem Felipe Melo.

E Queiroz colocou Pepe para provocá-lo.

E o brasileiro naturalizado tratou de caprichar.

Deu um criminoso pisão no seu tornozelo, por trás, covarde.

O volante brasileiro ficou histérico.

Queria sangue.

Tomou amarelo, mas não estava satisfeito.

Dunga interferiu na hora certa e o tirou de campo aos 43 minutos.

Não deixou o primeiro tempo acabar para não correr o risco de ficar com um jogador a menos.

O pequerrucho Josué  e seus passes de dois metros estavam em campo.

A opção mais corajosa e buscando o ataque seria a entrada de Ramires.

Portugal voltou melhor, mais confiante.

O Brasil já não marcava tão bem.

Perdeu na troca do sem pavio pelo pequerrucho.

Queiroz adiantou seu time, que passou a dominar a intermediária.

Julio César foi obrigado a mostrar seu talento aos 14 minutos quando Lúcio cortou a bola de Cristiano Ronaldo de carrinho.

A bola sobrou para Raul Meirelles chutar na pequena área e o goleiro espalmou.

E voltou a forçar o seu ponto fraco: a coluna.

O jogo passou a ser dominado por Portugal.

Mas falta também um jogador de criação.

Cristiano Ronaldo se limitava a esperar faltas e cobrá-las como tiro de meta.

Sem emoção, a torcida passou a fazer ôla na arquibancada.

Era mais divertido do que o monótono jogo do Brasil, que tocava a bola de forma burocrática.

E Portugal sem talento.

O público passou a se divertir assoprando suas milhares de vuvuzelas, em uma orquestra infernal.

Era mais divertido.

A partir dos 35 minutos, os dois times desistiram da partida.

Só um chute de Ramires que bateu na zaga portuguesa e obrigou o goleiro Eduardo a sujar o calção.

E só.

O empate dava ao Brasil o primeiro lugar no grupo G e a partida das oitavas de final em Johannesburgo.

E Portugal ficava mais do que satisfeito em se classificar como segundo do grupo.

Os torcedores que lotaram o estádio não escondiam o gosto de frustração.

Largaram as suas vuvuzelas e vaiaram com vontade ao final do jogo.

Seria muito melhor ter ido às belas praias daqui de Durban...

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Morumbi e Arena da Baixada fora de 2014. Só se fala isso aqui em Johannesburgo..

mosesHeston2703 468x611 Morumbi e Arena da Baixada fora de 2014. Só se fala isso aqui em Johannesburgo..

Mal acabou a partida entre o Brasil e a Coreia do Norte, os comentários de quem manda no futebol no País iam além do fraco futebol mostrado pelo time de Dunga.

Além da vitória magra por 2 a 1.

O assunto era Copa 2014.

São enormes as chances de hoje o Morumbi e a Arena do Atlético Paranaense ficarem definitivamente fora do Mundial.

O anúncio deve acontecer aqui, em Johannesburgo.

A alegação seriam falta de interesse em atender nova exigências da Fifa aos paranaenses.

E a falta de garantia bancária para o Morumbi.

Os dois estádios privados deverão ser substituídos por arenas públicas, teoricamente da população.

Depois de inúmeras idas e vindas, a tendência é que a CBF, na voz de Ricardo Teixeira, anuncie o fim dos sonhos de dirigentes do São Paulo e do Atlético Paranaense.

A coisa deste vez parece séria.

Bem séria...

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O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká…

1294 O Brasil ganhou porque Robinho foi dois. Jogou por ele e por Kaká...

Não houve samba, festa, espetáculo.

No intervalo, as vaias venceram as vuvuzelas.

Não adiantou treino secreto, privado, escondido.

O Brasil jogou da mesma maneira previsível que todos decoraram.

Só que o adversário não foi Zimbábue ou a Tanzânia.

Foi a Coreia do Norte, 105ª colocada no ranking da Fifa.

Os coreanos fizeram exatamente o que se esperava deles.

Infelizmente, o Brasil de Dunga também.

Ele não vai admitir nunca que Kaká não tem condições de jogo.

Completamente sem ritmo, não produziu.

Por ele, a bola não chegou a Robinho ou a Luís Fabiano.

Elano não tem talento para tentar um drible inesperado, uma tabela surpreendente.

Tudo que sabe fazer é chutar de longe.

Não importa se existem oito jogadores à sua frente.

O jogo do Brasil não fluía.

Foi quando Robinho se cansou de esperar pela bola.

Assumiu uma personalidade escondida.

Jogou por ele e por Kaká.

Passou a ser o meia de que o Brasil  precisava.

Foi atrevido, driblou, deu o gol para Elano.

Se soubesse chutar...

Foi Robinho quem mudou o cenário árido, triste, sem criatividade do Brasil.

Por sorte, Maicon foi Josimar.

Acertou um chute com pouquíssimo ângulo.

Surpreendeu o goleiro Myong-guk.

Abriu o caminho para o segundo gol.

Os coreanos entraram para empatar em 0 a 0.

Sentiram o gol.

Eles se desestabilizaram.

O meia Robinho encontrou Elano livre.

Ele teve de fazer o 2 a 0.

Aí, Dunga abriu o time.

Tirou Elano, colocou Daniel Alves.

Trocou Kaká por Nilmar.

E Felipe Melo por Ramires.

Tomou o gol no contragolpe o gol  de Ji Yun-nam.

Ganhou argumentos para começar com o mesmo time contra a Costa do Marfim.

Se os africanos não se preocuparem só em dar pontapés, como fizeram com gosto, diante de Portugal, a situação ficará complicada.

Dunga demonstrou que vai com Kaká, sem ritmo ou confiança, até o limite.

O Brasil precisa de um meia com condições físicas que una o meio de campo com o ataque.

Robinho não pode ser dois em todas as partidas.

Hoje foi, o Brasil ganhou.

Graças ao talento, a iniciativa de Robinho.

Não à manjada estratégia de Dunga.

Lembra um velho quarteto que foi chamado de mágico em 2006.

Dunga que sabe como ninguém olhar para o passado, pode assistir a um teipe especial de Brasil e França, em Frankfurt.

Ganhar Copa América e Copa das Confederações e ter o time decorado pelos países que enfrenta não é bom negócio.

Que o aprendizado venha rápido.

Daqui cinco dias, virá a Costa do Marfim.

Robinho não será dois todas as partidas...

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Você sabe mais do que o Pelé? Prove…

 Você sabe mais do que o Pelé? Prove...

Dunga e Vicente Del Bosque podem falar para seu jogadores arrumarem as malas.

Pelé acaba de anunciar com toda a pompa e circunstância: Brasil e Espanha são as grandes favoritas para ganhar a Copa da África.

Um gênio com a bola nos pés, mas, por vezes, infeliz nas suas declarações.

Pior ainda nas previsões para os campeões dos Mundiais.

A Colômbia foi a sua aposta para a Copa de 1994.

Tinha certeza.

O time foi eliminado ainda na primeira fase.

O campeão foi o Brasil.

Depois, cravou Espanha em 1998.

O time caiu na primeira fase.

A França venceu.

Depois veio 2002 e aí sim não teria erro.

Afinal, acompanhou o time desde a preparação até a Copa.

Portugal.

Resultado: time eliminado na primeira fase.

Antes, Pelé havia acreditado na Alemanha em 1986.

A Argentina comemorou.

E na Itália em 1990.

Os alemães fizeram a festa.

Depois da segunda operação no joelho de Ronaldo, Pelé disse tudo estava acabado e ele não jogaria em alto nível.

O atacante foi o grande jogador do Brasil na conquista da Copa de 2002.

Depois de toda a confusão envolvendo a Copa João Havelange, Clube dos 13, CBF, Pelé decretou.

"Acabou o futebol no Brasil", em 2001.

No ano seguinte, o pentacampeonato mundial.

Dunga e Vicente del Bosque não têm de ficar preocupados?

E para você, quem ganha aqui na África do Sul?

Só vale um palpite e a escolha de uma seleção.

E ainda escrever uma frase sobre o futebol do país campeão.

Vou conferir no final da Copa. E escolher.

E dar dez camisas oficiais da seleção campeã .

As frases devem ser mandadas até a definição das oitavas de final.

Os vencedores serão avisados por e-mail e por um post no final do Mundial...

ATENÇÃO! Leia o regulamento antes de participar!

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Por que o Brasil fará seu último amistoso contra a Tanzânia antes da Copa…

cheetah and tarzan2 Por que o Brasil fará seu último amistoso contra a Tanzânia antes da Copa...

As duas explicações para os absurdos deslocamentos da seleção às vésperas da sua estreia na Copa da África do Sul não têm nada de singelas.

Por que enfrentar Zimbábue, 110º colocado no ranking da Fifa ou Tanzânia, 108ª?

Quando alguém não entende porque o Brasil não faz dois jogos aqui em Johannesburgo, como indicaria a prudência, a desculpa é que não há estádios para os amistosos.

Todos teriam sido capturados para a Fifa.

Pura balela.

Há estádios pequenos, acanhados, porém com gramados bons e pronto para ser utilizados.

Acontece que a CBF não iria desperdiçar a chance de conseguir 4,5 milhões de dólares.

O miserável Zimbábue aceitou pagar dois milhões para ver os 'samba boys' na semana passada.

O governo assumiu os custos e fez da partida uma demagógica demonstração de força.

Agora a Tanzânia pagará dois milhões e meio de dólares para ter o Brasil na próxima segunda-feira.

E para conseguir recuperar parte do dinheiro investido, a fórmula será achacar o torcedor.

A Federação da Tanzânia de Futebol irá cobrar de US$ 180 a US$ 45 dólares para quem quiser assistir à seleção pentacampeã do mundo.

Serão os ingressos mais caros da história do futebol na Tanzânia.

Para a CBF, o que importa é receber sua cota, limpa de descontos.

Outra maneira de amortizar o custo é a televisão.

Devido à importância do futebol brasileiro, nada menos do que 160 países acompanharão ao vivo o amistoso na Tanzânia.

A outra razão pelos dois amistosos nestes países é ganhar dois votos importantes para Ricardo Teixeira.

O presidente da CBF tem a aspiração de um dia suceder Blatt e assumir a Fifa. Para isso, precisa ter o apoio de quantas federações conseguir.

A de Zimbábue e da Tanzânia serão gratas a ele pela eternidade.

Para o Zimbábue, a seleção enfrentou três horas de viagem.

Uma hora e meia para ir e outra hora e meia para voltar.

Já para a Tanzânia serão oito horas.

Quatro para ir, daqui a pouco, hoje, e mais quatro para voltar nesta amanhã, logo após a partida.

No avião fretado para o Zimbábue, os assentos eram democráticos na empresa sul-africana.

Todos tinham que passar pelo aperto do espaço da classe econômica.

O avião não era de luxo, não.

Os jogadores não reclamaram, mas milionários, eles costumam viajar só de primeira classe pelo mundo.

A não ser quando chegam à seleção brasileira.

Dunga não reclamou por enfrentar adversários tão insignificantes.

Quer dar confiança aos seus jogadores que estão treinando mal, muito mal.

Está desfeito o mistério dos dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da Copa.

Busca de dinheiro para a CBF.

E mais prestígio político para o presidente Ricardo Teixeira.

Na partida do Zimbábue, Teixeira não foi.

Assim como não irá para a Tanzânia.

Ele sabe que não precisa.

Quem precisava vai: a seleção pentacampeã do mundo...

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Como Nilmar ganhou a vaga de Neymar…

ww5 Como Nilmar ganhou a vaga de Neymar...

O Brasil não tem um caçula na Copa de 2010.

Se tivesse seria Neymar.

Ele despertou a atenção de Dunga e, principalmente, Jorginho.

Só que o treinador chegou à conclusão que, sem Adriano, sem Ronaldinho Gaúcho, ele precisaria de alguém mais vivido.

Não poderia fazer como Parreira, que levou Ronaldinho, que hoje, mais velho e obeso, é tratado por Ronaldo.

Nem como Scolari.

Ele levou Kaká.

Se Neymar fosse, Nilmar seria sacrificado.

Mas a favor dele contou muito o fato de haver feito como Doni.

Nilmar enfrentou a diretoria do Villarreal para atender às convocações de Dunga.

Teve problemas sérios.

Os dirigentes o ameaçaram de treinar separado dos demais jogadores.

Ficou de fora de várias partidas, mesmo estando em ótima forma.

Pensaram em vendê-lo.

Com os espanhóis é assim.

Não se conformam em comprar jogadores e ter de cedê-los para servir suas seleções.

Os altos salários desses atletas continuam sendo pagos pelos clubes.

E o brasileiro foi muito mal tratado no Villarreal.

Nilmar aguentou calado.

Não reclamou para a imprensa.

Só a Comissão Técnica do Brasil ficou sabendo.

Dunga sempre foi apaixonado pelo futebol objetivo de Nilmar.

E a demonstração de sacrifício pela seleção o ganhou de vez

Houve várias conversas sobre esse, que seria o quarto atacante da lista.

Isso quando Adriano era figura certa e não Grafite.

Neymar não teve defensor.

Os argumentos a favor dele foram o excelente Campeonato Paulista e as ótimas partidas no início da Copa do Brasil.

As informações que Dunga tinha dele das categorias de base não foram boas.

Pelo contrário.

Ele se mostrava muito individualista e pouco participativo na marcação.

Bem ao contrário de Nilmar, que pelos poucos jogos que disputou pela seleção, desdobrou-se para marcar os volantes adversários.

E jogou para a equipe.

Mas o futebol de Neymar neste primeiro semestre chamou a atenção do treinador.

Só que não viu motivo para arriscar alto e tirar Nilmar do grupo.

As últimas confusões em que a revelação do Santos se meteu acabaram por deixar Dunga mais tranquilo.

Sente que fez a opção correta...

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Dunga desafia a pubalgia de Kaká. E arrisca o futuro do Brasil na Copa…

2243 Dunga desafia a pubalgia de Kaká. E arrisca o futuro do Brasil na Copa...

Logo após a convocação de Dunga, encontro Casagrande no aeroporto Santos Dumont.

Nos cumprimentamos e,óbvio, pergunto se gostou da lista.

Sua expressão alegre muda.

Indaga, preocupado.

"E se o Kaká se machucar? Vamos jogar com quatro volantes no meio de campo?"

Essa é a pergunta está na boca de todos.

Virando as costas para Ronaldinho Gaúcho e para Paulo Henrique Ganso, Dunga apostou na sorte.

Não há outro meia criativo na reserva do jogador.

E motivos para se preocupar com Kaká.

Ele não foi nem sombra do grande jogador que foi no Milan, defendendo o Real Madrid.

Lento, facilmente marcado, suas arrancadas com a bola dominada foram mais raras do que boa notícia no Palmeiras.

Desesperador para o clube que investiu 65 milhões de euros na sua contratação.

Cerca de R$ 178 milhões.

O motivo da decepção foi uma pubalgia, inflamação do púbis.

Ela durou meses.

O jogador jura estar livre dela.

Mas lembrando que esta lesão é uma das mais traiçoeiras no futebol.

Parece ter sumido e, de repente volta, mais forte.

O diagnóstico é dado pelo próprio jogador.

Não há um aparelho que sirva para diagnosticá-la.

Na maioria das vezes os médicos dependem da palavra do jogador, quando ela não é intensa.

O que não é bom, já que Kaká é muito religioso e sempre espera ajuda divina para se curar.

E esquece a dos médicos que está bem ao seu alcance.

Se a pubalgia voltar leve, o jogador pode até entrar em campo, mas seu rendimento cai.

O púbis fica logo abaixo do umbigo.

E é 'acionado' a cada corrida, salto, chute.

Se estiver doendo não tem como não prejudicar o atleta.

Os movimentos se tornam lentos, previsíveis.

Falta explosão muscular.

Se Kaká sentir durante a Copa?

"Joga o Júlio Baptista.

Foi assim na Copa América, quando o Kaká não foi.

E o Brasil acabou campeão."

O meio de campo em 2007, há três anos, na final contra a Argentina foi: Mineiro, Josué, Elano e Júlio Baptista.

Na África do Sul, sem Kaká, seria Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Júlio Baptista.

Dunga brinca com a inteligência alheia.

Ele compara a Copa América com a Copa do Mundo.

Faz de conta não saber que Júlio Baptista vivia em 2007 um ótimo momento no Arsenal, emprestado pelo Real Madrid.

Atualmente ele é reserva na Roma.

Mas não de meia, mas de atacante.

A outra saída é improvisar o lateral Daniel Alves na meia.

Fora disso, não há o que fazer.

A dependência de Kaká é enorme.

Inconseqüente.

Cada falta que ele receber...

Toda vez que estiver caído no gramado...

Ou colocar a mão no quadril, com fisionomia de dor...

Será desesperador.

"Não havia motivo para o Brasil jogar sob esse supense.

Temos de torcer pelo time e pelo Kaká não se machucar.

Não ter um meia ofensivo na reserva como o Ganso ou o Ronaldinho Gaúcho é um pecado", diz Casagrande.

Num evento mundial de um dos seus patrocinadores, nesta semana, Kaká jurou estar bem.

E que não há motivo para preocupação.

Ele só pode estar brincando.

Como não se preocupar com ele durante a Copa?

Só Dunga tem tanto sangue frio para expor a Seleção Brasileira sem necessidade...

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A 101 dias da Copa do Mundo, o Dunga mostra o seu Brasil… Lembra muito um certo time…

1994 A 101 dias da Copa do Mundo, o Dunga mostra o seu Brasil... Lembra muito um certo time...

Londres.

A exatos 101 dias da Copa do Mundo, o Brasil de Dunga entra em campo. Com exceção de Luís Fabiano, contundido, essa é a equipe que o técnico peneirou por três anos e meio. Escolheu jogador por jogador. Personalidade por personalidade. Montou um time firme na marcação, com três atletas pegadores no meio de campo. A filosofia é simples: com a equipe segura, pode ousar no ataque. Há vários reflexos da equipe de 1994, da qual Dunga foi capitão e que venceu a Copa dos Estados Unidos. Ele acredita que esse passado vencedor influenciará no Mundial. Contra a Irlanda, às 17h05, horário de Brasília, no Emirates Stadium, aqui em Londres, o Brasil mostrará o que será capaz de fazer na África.

"Caminhamos um longo caminho para chegar até aqui. Os que aproveitaram as chances fazem parte do grupo. Consegui montar uma equipe comprometida. Que tem como objetivo maior ser campeão do mundo. Nós trabalhamos muito duro. Estou satisfeito e certo de que fizemos as escolhas certas. O Brasil está da maneira que acredito ser a melhor. Pronto para o que virá pela frente. Os resultados que conseguimos até agora já dão mostra disso", enfatiza Dunga.

O técnico se refere às conquistas da Copa América, Copa das Confederações e de ter classificado o Brasil em primeiro lugar nas Eliminatórias.

O seu auxiliar, Jorginho, também foi titular da Copa de 1994. E o influencia demais taticamente. Foram os dois que chegaram no desenho tático com que o Brasil vai para a Copa da África. Aqui na Inglaterra o que se percebeu foi sempre Jorginho conversando ao pé do ouvido do técnico. Há cumplicidade. Confiança de verdade.

Só para comparar, vale lembrar o time de Dunga na primeira partida sob o seu comando. Foi no amistoso contra a Noruega, no distante 16 de agosto de 2006. Naquele empate em 1 a 1, em Ullevall, o time ra: Gomes , Cicinho ( Maicon), Lúcio, Juan ( Alex) e Gilberto, Edmílson (Dudu Cearense), Gilberto Silva, Elano (Júlio Baptista) e Daniel Carvalho (Vagner Love); Robinho e Fred.

Muita coisa mudou depois de 52 partidas. Foram nada menos do que 36 vitórias, 11 empates e apenas cinco derrotas. Os números estão mesmo a seu favor. A Folha de S. Paulo fez uma pesquisa no início do ano e mostrou a aprovação de Dunga pelo torcedor brasileiro. Nada menos do que 64% estavam satisfeitos com o seu desempenho e o aprovavam como técnico do Brasil na Copa do Mundo.

"Não dá para contestar que o Dunga colocou o Brasil na direção certa. O trabalho foi bem feito, focado. E hoje dá para sentir um grau de comprometimento dos jogadores com a Seleção. Isso é excelente", elogia Kaká.

Dunga fez o trabalho que o presidente Ricardo Teixeira pediu. Renovou o time. Acabou com o que o presidente batizou de excesso de liberdade. Acabaram as folgas até as cinco da manhã em competições oficiais. Elas aconteciam até na Copa do Mundo. E Dunga também acompanhou de perto a vida dos jogadores fora do campo. Por isso acabou perdendo a paciência com Ronaldinho Gaúcho. Além de não mostrar bom futebol quando era convocado, não conseguiu ficar longe das farras, festas, badalações. E com o Milan lutando pelo título italiano. Isso é inaceitável para Dunga.

O técnico até pensou em Ronaldo. Ricardo Teixeira não o queria pelas baladas no Mundial de 2006. Dunga sempre teve ótimo relacionamento com ele. E se o jogador estivesse bem demais o chamaria para conversar e pediria um acordo até o Mundial. O problema foi que Ronaldo está há um ano e meio treinando e não conseguiu ainda entrar em forma. O treinador só iria se expor com a cúpula da CBF se ele estivesse brilhante em todos os aspectos. Não foi o caso.

Adriano foi o único jogador polêmico a ser perdoado. Depois de ter ameaçado abandonar a carreira no ano passado, ele teve uma conversa sincera e dura com Dunga. Mas arrancou do técnico a promessa da seleção brasileira caso superasse a depressão e os problemas com álcool. Ele se esforçou, foi campeão brasileiro, jogando bem. Dunga cumpriu o que havia prometido e não saiu do seu lado.

O Brasil continua com uma posição em aberto. A lateral esquerda. Dunga testou vários jogadores. Nenhum o agradou plenamente. Hoje ele colocará, contra a Irlanda, Michel Bastos. Será o único atleta que terá um vestibular pela frente. Nas conversas de Dunga com Jorginho ficou clara a possibilidade de improvisar no setor. Ou Gilberto, que atua como meia no Cruzeiro. Ou Daniel Alves, lateral direito no Barcelona.

"Já conversei com o Dunga. Para mim, não haveria nenhum problema. O que eu quero é ir para a Copa do Mundo", diz Daniel.

Mesmo no único treino que o técnico fez no Emirates Stadium para o amistoso de logo mais, ele levou a sério. Trabalhou para anular o ponto forte da Irlanda. As jogadas aéreas.

"Eu espero um adversário duro, competitivo. Tem o Trappattoni como treinador. Ele ganhou tudo na Juventus, no Bayern. E que deveria estar na Copa do Mundo", disse o técnico, em referência ao famoso lance de Henry da França que levou a bola com a mão, no gol que eliminou os irlandeses da África do Sul.

"Nós queremos a vitória para chegar bem para a Copa. Cada jogo com a camisa do Brasil traz enorme responsabilidade. Vamos jogar a sério. Sem nos pouparmos. Sem medo de nos machucarmos. A gente se arrisca todos dos dias", disse Kaká, justo ele que luta para se livrar de vez de uma pubalgia.

Elano, que sofreu um entorse no tornozelo esquerdo, está fora da partida.  Ficará no banco mas não deverá entrar.

"Uma das minhas maiores preocupações é pegar os jogadores para esse amistoso importante e os devolver inteiros para os seus clubes", afirma Dunga, sabendo que os campeonatos europeus estão na sua fase decisiva. Essa relação do técnico com os clubes é muito importante até porque se alguma equipe não tiver mais chance de ser campeã, talvez possa antecipar em alguns dias a dispensa de atletas importantes.  "O período que vai depois dos campeonatos europeus até a Copa do Mundo é importantíssimo. Quanto mais cedo os nossos atletas puderem descansar, se recuperar, será fundamental."

O Brasil iniciará o seu período de concentração em maio, no CT do Caju, do Atlético Paranaense, em Curitiba. Tem convites milionários de Angola e Moçambique para fazer um período de adaptação à África antes da ida definitiva para Johannesburgo.

Brasil: Júlio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Felipe Mello, Gilberto Silva, Ramires e Kaká; Robinho e Adriano.

Irlanda:  Given, Kelly, McShane, St. Ledger e Kilbane; Lawrence, Whelan, Andrews e Duff; Best (Keane) e Doyle.

Juiz: Mike Dean, Inglaterra.

O ingresso mais barato custa R$ 118,00.

O mais caro: R$ 225,00.

E os ingressos podem ser comprados em barracas no centro de Londres, onde são encontrados também entradas para os famosos musicais ingleses. Bem sugestivo. A expectativa é que o Brasil dê um espetáculo hoje.

Pelo menos para o público inglês...

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