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Patrocinadores da Libertadores deram a vitória a Ricardo Teixeira e aos clubes brasileiros…

IMG816 Patrocinadores da Libertadores deram a vitória a Ricardo Teixeira e aos clubes brasileiros...

Bastam as preces darem certo e Palmeiras, Atlético Mineiro, Avaí e Goiás fracassarem.

Não vencerem a Copa Sul-Americana.

E o Campeonato Brasileiro acaba de valer mais uma vaga para a Libertadores.

Quatro times podem ter o privilégio de fazer companhia a Inter e Santos em 2011.

A reviravolta foi uma vitória política de Ricardo Teixeira na Conmebol.

Não foi o discurso acetinado, o cabelo prateado, o perfume Hugo Boss que seduziram o presidente paraguaio da Confederação Sul-americana, Nicolás Leoz.

Foi a força dos patrocinadores da Libertadores.

Mais vale ter mais um clube brasileiro de grande torcida e visibilidade.

A Associação Argentina de Futebol tentou impedir esse desequilíbrio, já que ela terá cinco representantes.

Só que Leoz foi hábil nas negociações.

Disse que ao presidente da associação argentina, Julio Grondona, que não poderia impedir os méritos brasileiros.

O Internacional venceu a Libertadores.

Se for uma equipe brasileira ou argentina haverá sempre o desequilíbrio: seis times contra cinco.

Presidentes de clubes ligados a Ricardo Teixeira já trabalhavam forte apostando nesta possibilidade da quarta vaga.

Principalmente Atlético Parananese, Grêmio e Botafogo.

Além dos favoritos, Cruzeiro, Fluminense e Corinthians, que podem até bobear mais do que já estão fazendo.

Os boatos já haviam caído no ouvido de Juvenal Juvêncio, daí a contratação e a empolgação de Paulo César Carpegiani.

Há muita esperança de o clube disputar mais uma Libertadores seguida.

Basta rezar para Palmeiras, Atlético Mineiro, Avaí e Goiás empacarem na Sul-Americana.

Não há como negar que o dia foi de festa para Ricardo Teixeira.

Festa no seu bunker, na Barra da Tijuca, sede da CBF.

Mas ele sabe que a vitória lhe foi dada pelos milionários patrocinadores da Libertadores...

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Uma derrota para a Argentina que valeu a pena aplaudir…

divulgação871 Uma derrota para a Argentina que valeu a pena aplaudir...

Ver o Brasil perder de uma Seleção Argentina e ainda sorrir?

Acompanhar os brasileiros sendo eliminados de um mundial e ainda aplaudir de felicidade?

Isso acaba de acontecer comigo e com quem assistiu a eletrizante partida entre Brasil e Argentina.

Em Istambul, pelo Mundial de Basquete.

Os brasileiros caíram nas oitavas-de-final.

A derrota custou caro.

Foi vendida com o time suando sangue.

Em pouco tempo de trabalho, o argentino, sim argentino!, Rubén Magnano transformou o nosso basquete.

Conseguiu a união entre os milionários da NBA com os lutadores atletas que atuam no País.

Passou a importãncia do jogo coletivo, da defesa mais forte.

O tempo da Seleção se matar para um virtuose como Oscar desfilar seu talento nos arremessos acabou.

Como também, ainda bem, passou o tempo da instabilidade emocional.

Da marcação frouxa.

O Brasil é capaz de enfrentar de igual para igual qualquer seleção do mundo.

Ainda está meio degrau abaixo dos hermanos campeões olímpicos e vice mundiais.

Assim como do renovado Estados Unidos.

Mas o caminho está aberto, escancarado.

E com o detalhe que o Brasil perdeu o pivô Nene Hilário, cortado graças um estiramento no amistoso contra a França.

Justo hoje Luis Scola fez 37 pontos, na sua melhor atuação no Mundial...

Leandrinho forçou arremessos de três pontos e deixou a bola escorregar de sua mão em momentos fundamentais...

O técnico argentino Sérgio Hernadez catimbou, pressionou os juízes e mesários como quis...

Mas nenhuma desculpa importa.

Vale o choro de Marcelinho Huertas, outra vez fantástico, com seus 32 pontos.

O choro foi de raiva.

Ele sabia que o Brasil poderia ter vencido, ter ido mais longe.

Isso já consola.

A Seleção Masculina de Basquete não consegue sequer ir para uma Olimpíada desde 1996.

É muito triste, para um país com tanto potencial, com tanta tradição no basquete.

Novos tempos chegaram, aleluia.

A derrota de hoje dói muito.

Mas finalmente há esperança.

O basquete brasileiro está nas mãos certas.

De um santo argentino chamado Rubén Magnano.

Que Londres em 2012 se prepare...

Verá um time brasileiro que dará orgulho nas suas quadras...

Sem TV, nem torcida: Brasil e Barcelona B. Enquanto isso, o mundo assiste Argentina e a campeã mundial Espanha…Não tem algo errado, não?

reuters89 Sem TV, nem torcida: Brasil e Barcelona B. Enquanto isso, o mundo assiste Argentina e a campeã mundial Espanha...Não tem algo errado, não?

No campo 7 do Barcelona, na Espanha, o jovem Brasil de Mano Menezes fará seu jogo treino.

Sem transmissão pela TV, a Globo não quis mudar sua programação por este jogo.

E ela tem exclusividade nas partidas do Brasil.

Já não mostrou a estréia de Mano no comando, contra os Estados Unidos.

Também não terá torcida.

O Brasil jogará na clandestinidade.

Enfrentará o Barcelona B.

Luis Henrique, treinador rival não está disposto nem a colocar todos os titulares.

O time teve uma partida dura no domingo (5) à noite, pela segunda divisão do Campeonato Espanhol.

O desgaste não seria necessário apenas por um jogo treino.

Diego Alves, Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva e André Santos; Lucas, Ramires, Philippe Coutinho e Carlos Eduardo; Robinho e Alexandre Pato.

Essa será a equipe brasileira, formada por atletas que só atuam no exterior.

Vale lembrar: o Brasil não está enfrentando um adversário de verdade por dinheiro.

A empresa Kentaro, que negocia as partidas do Brasil, não encontrou quem pagasse US$ 2 milhões por esse time.

Como há o envolvimento de muito dinheiro, os adversários exigem saber se as seleções levarão suas estrelas.

Não era o plano de Mano.

Então, não houve quem estivesse disposto a bancar o imberbe Brasil.

Enquanto isso...

No Monumental de Nuñez, a Argentina enfrenta hoje a Espanha, campeã do mundo.

Messi contra seus companheiro de Barcelona.

É para dar água na boca...

Mais de cem países acompanharão a partida ao vivo.

Inclusive, o Brasil.

O que dizer?

Como comparar o planejamento?

Só perguntando para quem manda no futebol brasileiro há 21 anos.

O senhor Ricardo Terra Teixeira...

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Com o desmanche do Santos, qual time passa a ser o mais técnico do Brasil?

brasil soccer team 1982 Com o desmanche do Santos, qual time passa a ser o mais técnico do Brasil?

Robinho, Neymar, André e Wesley.

Sendo confirmadas as saídas e o desmanche do Santos, que equipe será a mais técnica do Brasil?

O Fluminense?

O Internacional?

O Cruzeiro?

O Corinthians?

Ou a lacuna não será preenchida?

PS.: se tiver coragem...Chat comigo às 14 horas hoje no R7...

Convite aos amigos e inimigos...

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Fluminense. Líder. Time mais empolgante do Brasil. E ainda vem por aí Fred e Deco…

divulgação2880 300x188 Fluminense. Líder. Time mais empolgante do Brasil. E ainda vem por aí Fred e Deco...

Muricy Ramalho não iria fazer vergonha em Nova Jersey comandando a nova Seleção Brasileira.

O seu Fluminense, líder do Brasileiro, está vivendo uma fase espetacular.

Tem o melhor contragolpe do País.

E, de tanto treinar, está mostrando grande capacidade de impor a sua maneira de jogar.

Independente do adversário.

O Internacional levou seus reservas de luxo para o Maracanã.

Poupou os titulares para a decisão da Libertadores.

Renan, Tinga, Rafael Sóbis, Fabiano Eller, Andrezinho e Celso Roth fizeram o que puderam.

Mas o Inter foi completamente dominado pelo time carioca.

Do início ao final da partida.

De nada adiantou, Roth colocar cinco jogadores no meio de campo e só Sóbis na frente.

O time de Muricy tocou a bola de primeira, explorou muito bem as laterais com Mariano.

E com Júlio César, jogador que está sendo recuperado.

Conca, para variar, roubava a cena com tabelas, dribles e infiltrações em velocidade.

Washington recuperou toda alegria que havia ido embora nos últimos meses de São Paulo.

Emerson também não tinha do que reclamar.

Os atacantes do Fluminense não param receber a bola em condições de finalizar.

É uma delícia jogar na frente desta equipe.

O que também impressiona é a volúpia.

Depois de fazer um, dois gols de vantagem, os cariocas continuam a buscar mais gols.

Ainda mais hoje quando os alto falantes anunciavam o inesperado tropeço do Corinthians.

Era vencer e abrir quatro importantes pontos de vantagem na primeira colocação.

Foi uma enorme festa neste domingo de inverno.

Quase 50 mil pessoas no Maracanã.

Arrecadação de mais de R$ 1 milhão.

O Fluminense ainda está sem Fred.

E também não viu estrear Deco, jogador de R$ 500 mil mensais.

Muricy está feliz.

Mas, exigente ao extremo, só fala em construção de um CT para o clube.

Quer deixar um legado respeitável nas Laranjeiras.

Mas o presente está incrível.

Grande trabalho do técnico que virou as costas para a Seleção Brasileira.

Ele acabou com a estúpida fórmula de trabalho no Fluminense.

Nada de só os jogadores da Unimed receber em dia e os do clube estarem sempre com salário atrasado.

"Todos precisam receber em dia. É obrigação de vocês", disse Muricy ao presidente Roberto Horcades e, ao dono do cofre, Celso Barros, presidente da Unimed/Rio.

E foi o que aconteceu.

O ambiente é outro, com todos recebendo em dia.

Os jogadores que estavam no clube antes de Muricy chegar se sentem muito valorizados e agradecidos.

Se matam sorrindo nos treinos e nos jogos pelo técnico.

O Fluminense é líder do Brasileiro e com sede de campeão.

Falta muita coisa.

Mas o torcedor deve respirar aliviado.

Como é bom falar em conquista e não em zona de rebaixamento, como foi em quase todo 2009.

E é bom ter um técnico de verdade...

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Dirigentes e técnicos no Brasil. Criaturas que se merecem…

divulgação11111 Dirigentes e técnicos no Brasil. Criaturas que se merecem...

Quem acompanha futebol de perto se constrangeu.

Não havia como não perceber a tristeza de Silas, de Ricardo Gomes, de Estevam Soares.

Eles queriam, pediam, desejavam continuar trabalhando no Grêmio, São Paulo, no Ceará.

Pelos apelos que faziam diante das câmeras, aceitariam até ganhar a metade do que recebiam.

Só queriam manter seus empregos.

Todos eram unânimes no discurso que tudo iria melhorar.

E pediram chances aos dirigentes.

Mas as diretorias apontaram o caminho do departamento pessoal e fim de relacionamento.

Se alguém resolvesse analisar só o comportamento dos clubes crucificaria os presidentes dos clubes.

Eles deveriam ser punidos por serem tão frios, sem palavra...

Afinal, não havia um planejamento a seguir?

Jogadores foram contratados ou dispensados por indicação dos técnicos.

Ou não foi Ricardo Gomes que fez uma reformulação no São Paulo no começo do ano?

Não era para durar apenas seis meses...

Mas o que importa são os resultados, as conquistas justificam os dirigentes.

Quando eles passam a ter feições de vilões, surgem no cenário Renato Gaúcho e Toninho Cecílio.

O Bahia segurou o caro treinador mesmo perdendo mais uma vez o título baiano para o Vitória.

Mesmo com o time no sétimo lugar da Série B e não jogando de forma empolgante, Renato estava firme.

Os planos estavam sendo cumpridos como foram traçados.

Até que surgiu a proposta do Grêmio.

E tudo está a ponto de ser jogado para o alto.

Contra o Paraná Clube a chance é imensa de ser seu último jogo no Nordeste.

Seu procurador já deixou tudo acertado com os dirigentes gremistas, em uma reunião ontem no Rio.

Mais cruel ainda foi Toninho Cecílio.

Ele comandou a campanha surpreendente do time itinerante de empresários.

Ainda quando era Grêmio Barueri, levou a equipe à semifinal do Paulista.

Agora no Brasileiro, como Grêmio Prudente, conseguia evitar a zona do rebaixamento.

O modesto time está em 14º lugar jogando um futebol convincente.

Deu um sufoco enorme no Atlético Mineiro na Sul-Americana.

O 0 a 0 foi injusto.

Os jogadores estavam empolgados com a partida decisiva de amanhã em Minas.

Tinham certeza de que conseguiriam a classificação.

Tinham.

Chegou ao técnico uma proposta financeira muito maior do Vitória.

O diretor de futebol do clube baiano, Carlito Arini, é seu amigo pessoal.

Sabia muito bem quanto ele ganhava no clube interiorano.

E ofereceu quase o dobro.

Toninho não pensou duas vezes e jogou o trabalho para cima.

E indicou Antônio Carlos para assumir o seu cargo.

Toninho já está em Salvador até.

Mário Sérgio assume hoje o Ceará, clube comandado por políticos e empresários.

Quem está errado, quem está certo no futebol brasileiro?

Quem pode ser criticado?

Os dirigentes ou os treinadores que não cumprem suas palavras?

Ninguém.

Tudo ficaria um pouco mais racional com uma legislação séria.

Os treinadores não poderiam trabalhar em dois clubes da mesma divisão no mesmo campeonato.

Isso já obrigaria aos dirigentes e aos técnicos levarem mais a sério o que planejam.

Já há países na Europa que adotam essa quarentena.

Mas cadê coragem de o Brasil seguir o mesmo caminho?

Não interessa.

Nem aos incompententes dirigentes.

A técnicos que só querem saber de dinheiro.

Muito menos aos empresários que vivem de parcelas de luvas e salários dos treinadores.

A bagunça, a falta de planejamento, palavra e caráter no futebol brasileiro tem explicação...

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Exclusivo.”O Brasil foi injusto com Dunga.” Vicente del Bosque…

3333 Exclusivo.O Brasil foi injusto com Dunga. Vicente del Bosque...

São Paulo...

De volta ao Brasil...

Depois de longas férias de dois dias.

E com uma surreal entrevista com o campeão do Mundo, Vicente del Bosque.

Feita logo após a final da Copa, na madrugada do domingo, no estádio Soccer City.

Na longa zona mista espanhola que terminou às duas da manhã.

Tudo começou bizarro.

O lateral esquerdo Capdevila apareceu com um balde na cabeça, uma cerveja na mão esquerda.

E na direita, a taça Fifa, de campeão do mundo.

E já bem animado por causa da euforia do título e da cerveja, pedia aos jornalistas para tocarem a taça.

Jogadores beijavam e eram beijados por jornalistas espanhóis.

Enquanto isso, sereno, com uma calma inacreditável, Vicente del Bosque surgia.

Impassível, ficou por uma hora e quinze minutos falando a vários jornalistas.

Decidi acompanhá-lo no longo trajeto de cerca de duzentos metros.

E, quando havia oportunidade, ia fazendo as minhas perguntas.

Ele respondeu com maior atenção a todas.

Vicente: o que muda no futebol espanhol com o primeiro título mundial?

A certeza que de os nossos jogadores precisam ser valorizados.

O futebol espanhol é um grande comprador.

Temos estrangeiros demais no país.

E acabamos não dando o valor necessário aos nossos atletas.

A geração que comandei nesta Copa é maravilhosa.

E fruto de um trabalho sério nas categorias de base.

Eles não se juntaram por acaso.

Foram escolhidos com muito critério.

A Espanha percebeu a sua necessidade de investir nos garotos para ter grande jogadores.

Houve muito critério e muita justiça na nossa conquista.

O título não veio do nada.

Não ganhamos hoje a Copa, ganhamos anos atrás quando demos estrutura aos meninos.

Os estrangeiros atrapalharam nestes anos sem títulos da Espanha?

Não falei isso.

Muito pelo contrário.

Eles ajudaram demais no desenvolvimento do nosso futebol.

E ainda ajudam.

Quem não quer ter os melhores do mundo jogando na sua casa?

Estou falando que muito se pensou nos clubes e a seleção espanhola acabou abandonada, sem planos.

Não adianta chamar os melhores jogadores e não ter uma base, um plano de trabalho.

A Espanha aprendeu a conviver com os estrangeiros e com sua seleção.

Por isso ganhamos o mundial.

Muita gente critica o nível técnico do Mundial. Você acha justo falar que a Copa foi ruim?

O que acontece é que poucas pessoas percebem que o futebol mudou.

Grandes jogadores não brilharam nesta Copa porque times inferiores não os deixaram jogar.

É preciso analisar com cuidado, perceber o quanto a estratégia e a parte física se tornaram importantes.

Um atleta talentoso sem espaço, entre duas linhas de quatro marcadores, pouco pode fazer.

Principalmente se ele não tiver companheiros à altura.

Por isso muitos jogadores não brilharam.

Não concordo que o nível tenha sido ruim.

Houve uma grande evolução do futebol competitivo, como conjunto.

Só os talentos individuais não foram suficientes para vencer.

Isso pode ser que não tenha agradado aos olhos de quem vê futebol.

Principalmente vocês, brasileiros.

Mas essa maneira de competir já acontece há anos.

Nós fomos campeões assim da Eurocopa.

A Espanha coloca os seus jogadores de talento em benefício do time.

Não o contrário.

O time não joga para os seus atletas de talento.

Você tocou em um assunto delicado para nós, brasileiros.

A seleção de Dunga foi uma decepção para você, por priorizar a marcação?

Não. E acho que vocês, jornalistas brasileiros, foram injustos com Dunga.

Ele conseguiu ganhar a Copa América e a Copa das Confederações.

O Brasil mudou a sua maneira de atuar e sei que não agradou à imprensa e à torcida brasileira.

Dunga modernizou a sua seleção.

Era muito difícil jogar com o Brasil marcando forte e tendo tanto talento.

A seleção brasileira teve tudo para eliminar a Holanda que decidiu o título conosco.

Só que desperdiçou a chance no primeiro tempo.

O futebol de hoje entre as principais seleções está muito equilibrado.

O Brasil perdeu a chance e no segundo tempo acabou eliminado.

Os brasileiros precisavam analisar com mais calma tudo o que passou.

Mas sei que vocês são como espanhóis: muitas vezes a emoção é mais forte do que a razão.

Há que se respeitar o trabalho do Dunga.

Qual a maior virtude da Espanha campeã do mundo?

Respeitar as características do time.

Nós temos uma filosofia de dominar a posse de bola.

Nossos jogadores são talentosos: Iniesta, Xavi, Xabi Alonso, David Villa, Sérgio Ramos...

Ficar com a bola, tocando com objetividade.

Respeitando a ofensividade do time.

Ter jogadores inteligentes e velozes.

E que se conhecem.

Temos uma defesa dura, forte.

Um grande goleiro.

Analisamos todos os adversários e sabíamos que tínhamos condições de vencê-los.

Sem euforia ou autoconfiança demasiadas.

A Espanha conseguiu formar mesmo o melhor grupo desta Copa.

A derrota diante da Suíça foi "boa" para, de alguma forma, a Espanha ser até mais séria?

Essa tese é absurda.

Eu ouvi muito isso de jornalistas espanhóis.

Não existe derrota boa durante a Copa do Mundo.

A competição é curtíssima.

A vitória suíça foi injusta. Perdemos muitos e muitos gols, mas poderia ter nos custado a eliminação.

O resultado me irrita até hoje.

Não poderíamos ter perdido aquela partida.

O efeito foi que depois dessa derrota tivemos de jogar ainda mais pressionados.

Por falar em pressão e gols, a Espanha foi uma seleção que marcou pouquíssimos gols.

Oito em sete partidas. (É um recorde negativo na história de todas as Copas. Média de 1,14 por jogo)

Foi mesmo um problema.

Nós criamos inúmeras chances para marcar.

Isso não pode nos abalar nem manchar nossa conquista porque tivemos sempre o controle do jogo.

Sempre, em todas as partidas.

Até na final, a Holanda mudou sua postura, ficou mais defensiva e agressiva por conta do nosso jogo.

Os gols foram poucos mesmo.

Mas o que me conforta como técnico é que foram decisivos.

E nunca a Espanha esteve subjulgada por nenhum adversário.

O que o senhor pode falar sobre o fracasso do artilheiro Fernando Torres.

E da violência da Holanda?

O Fernando se esforçou, fez o máximo pelo grupo.

Quando senti que o Pedro seria melhor para a Espanha, o troquei.

Uma situação normal no futebol.

Mas agradeço a postura leal com o grupo de Fernando.

Em relação  à Holanda, não quero falar de coisas desagradáveis.

Acabamos de ser campeões do mundo.

E o futuro da seleção espanhola e o seu?

A seleção espanhola conta com jogadores jovens.

Tenho a certeza de que essa geração ainda vai continuar junta por alguns anos.

Isso é ótimo para brigar por novas conquistas.

E quanto a mim, o meu compromisso acabou com a seleção espanhola.

Vamos ver se eles querem continuar comigo.

Eu quero ficar e tentar classificar a Espanha para a Europa.

Não será fácil... (responde rindo, e se afastando)

Chamo o treinador pela última vez.

E aí acontece a cena surreal, acompanhada por vários jornalistas brasileiros no Soccer City...

Homem, chega de perguntas...

Me deixa comemorar o título...

Fala em tom de brincadeira e me estica a mão, me cumprimentando.

Vicente, só quero agradecer o seu respeito.

E dizer que a vitória da Espanha fará bem para a seleção brasileira.

Tenho certeza que vamos nos preocupar de novo com o ataque e não com a defesa...

Bastou. Foi o suficiente para Vicente del Bosque se alegrar de vez.

E me deu um forte e surpreendente abraço.

Muito obrigado pelas suas palavras, amigo brasileiro.

Muito obrigado...

A Copa do Mundo da África havia acabado da forma mais inesperada e amistosa para este blogueiro...

Mas o clima de harmonia,união, fraternidade durou 30 segundos.

Foi o tempo de ouvir de um repórter brasileiro me confidenciar no ouvido.

"Te vi abraçado ao Vicente del Bosque, corri para ver o que era.

Quando alguém do futebol te abraça, só pode ser briga, Cosme..."

Desta vez, não era.

Desta vez...

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“Está na hora de tentar algo novo. Mano Menezes no lugar do Dunga…” Tostão…

tw34 Está na hora de tentar algo novo. Mano Menezes no lugar do Dunga... Tostão...

Port Elizabeth, 2 de julho...

Ele é o melhor colunista de futebol do Brasil.

Escreve na Folha de S. Paulo.

Já viveu a dor de uma eliminação de Copa do Mundo.

E foi campeão com a maior seleção de todos os tempos, a de 1970.

Um dos melhores jogadores a vestir a camisa amarela.

E como deixou saudade...

Tostão.

Entrevista exclusiva logo após a eliminação do Brasil.

E uma revelação: Mano Menezes acaba de ganhar um cabo eleitoral fortíssimo.

Tostão: por que o Brasil de Dunga não deu certo?

Porque a Seleção Brasileira não tinha nada de especial.

Jogou contra um time de igual potencial e perdeu.

Não dá para apelar àquela velha desculpa de que o Brasil era muito melhor e houve uma injustiça histórica.

Nada disso.

O Brasil não é superior e nem inferior à Holanda e outras cinco seleções que estão por aqui, Alemanha, Argentina, por aí.

Perdeu como poderia ter vencido.

O que o Brasil fez na Copa do Mundo não me surpreendeu.

Não há motivo para muita lamentação, não.

Qual jogador do Brasil era fora de série, extraordinário?

Nenhum.

Foi tudo do previsto.

Essa derrota não me abala.

O que falar da Copa do Kaká?

Muito ruim.

E não foi por causa dos problemas médicos.

Foram técnicas as suas falhas.

Não conseguiu armar as jogadas ofensivas do Brasil.

Mais uma Copa em que ele não consegue render na Seleção o que costuma fazer nos clube.

Tem jogador que é assim mesmo.

Ele sabe que foi muito mal.

E tem de se reinventar para a Copa de 2014.

Está aquém do que o armador da Seleção Brasileira em uma Copa do Mundo precisa.

Você viu a dor da eliminação na Copa de 1966.

Como é essa sensação?

Horrível.

Até hoje, quando paro para pensar naquele Mundial, me dói.

Eu imagino o que será essa noite para os jogadores brasileiros.

Você busca um alívio e não consegue.

Para o jogador não há explicação.

Só a sensação de uma grande tristeza, injustiça.

Mas muitas vezes nem há tanta injustiça assim.

O Brasil hoje foi superado pela Holanda.

Os dois decidiam uma vaga para a semifinal do Mundial.

Venceu quem jogou melhor.

A explicação pode ser mais simples do que as pessoas querem ver.

Qual a culpa do Felipe Melo nesta derrota que eliminou o Brasil?

Ele não poderia ser expulso.

Deixou a Seleção com um jogador a menos em uma partida igual.

Desequilibrou de vez a equipe que estava mal.

Mas vamos falar a verdade.

Só estranha quem não conhece o Felipe Melo.

Ele cansou de fazer isso na Itália.

Ser expulso de jogos onde não poderia.

Faz isso sempre.

Não sei porque a imprensa brasileira está tão surpresa...

Qual é a culpa do Dunga?

Ele foi fiel ao que pensava.

Convocou seus jogadores e montou um sistema conservador de muita marcação.

Tanto foi assim que quando esteve em desvantagem não conseguiu se recuperar.

Eu tenho restrições a alguns jogadores que ele convocou e a outros que ele fez questão de não trazer aqui para a África.

Ele foi fiel aos seus princípios.

E perdeu com eles.

Não se poderia exigir mais do Dunga.

O Brasil nunca teve um futebol exuberante no seu comando.

Perdeu neste futebol globalizado, igual por todo o canto.

Não mudaria nada se o Brasil vencesse.

A Seleção do Dunga é igual a várias seleções da Europa, com muita marcação e contragolpes.

Igual à holandesa, por exemplo.

Repito, não há porque ninguém ficar chocado com a queda do Brasil.

O time de Dunga foi no seu limite.

Depois da derrota em 1966 você foi campeão do mundo em 1970.

Acredita que o time que acaba de ser derrotado aqui poderá dar essa volta por cima?

Não. Esse time acabou.

Vários jogadores não serão mais chamados por causa da idade.

Foi a última Copa para eles.

Também o novo treinador deverá trazer para a Seleção seus jogadores de confiança.

Será sempre assim.

Essa seleção teve a sua chance e não ganhou.

Aqui na África já se fala que nos candidatos a substitutos de Dunga.

Felipão, Mano Menezes... Quem você gostaria dever trabalhando na Seleção?

O Felipão conseguiu o título, foi muito bem.

Mas eu, sinceramente, busco algo novo.

Acredito que é preciso chegar uma pessoa com outros conceitos de futebol.

O Felipão foi há oitos anos.

Eu acho que alguém como o Mano Menezes poderia revigorar a Seleção.

Estamos precisando de conceitos novos, parar de fazer a mesma coisa que os outros.

Se não, acontecerá a mesma coisa que está Copa da África.

Qual o sentido de disputar um Mundial jogando exatamente como os europeus?

Isso tem de acabar.

Por isso defendo alguém novo como o Mano Menezes.

E por quen não você?

De jeito nenhum.

Eu não tenho perfil de treinador.

Ainda mais da Seleção Brasileira da CBF, dessa gente...

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Quem tem medo são os holandeses…

vincent van gogh 16 Quem tem medo são os holandeses...

Port Elizabeth...

Não adianta.

A camisa verde e amarela sempre causa desconforto para o adversário.

Foi assim na coletiva do treinador holandês Bert van Marwijk.

Na entrevista oficial, com tradutor, microfones e centenas de jornalistas, ele manteve a pose.

Disse que não teme o favorito Brasil.

Que seu time tem grandes jogadores como a equipe de Dunga.

E várias outras frases feitas.

Mas quando os microfones da Fifa foram desligados, ele fez ao contrário do técnico brasileiro.

Ele ficou batendo papo com os jornalistas holandeses.

De maneira tranquila, foi uma conversa de amigos.

Descontraído, falou e mostrou sua enorme preocupação com o jogo da amanhã.

Disse que não pode abrir a Holanda.

Permitir que o Brasil toque a bola, faça o que quiser na frente.

Van Marwijk oficial, conversando com o mundo é um.

Conversando entre 'os seus' é outro.

O confronto aberto que todos estão esperando, das duas equipes mais corajosas da Copa, pode se tornar Coreia do Norte e Brasil.

O treinador deixou escapar que tudo o que não pode fazer é jogar como a Costa do Marfim.

Foi claro em relação a dar espaço ser um convite para a derrota como aconteceu com os marfinenses.

Dunga deveria ter um espião infiltrado.

Ele gostaria do que ouviria.

Há um grande medo do Brasil.

Principalmente de Maicon e da velocidade de Robinho.

E do versátil  Daniel Alves no meio de campo.

Enquanto Robben, Sneidjer, Van Bommel fazem pose e povoam os pesadelos de muitos jornalistas brasileiros aqui em Port Elizabeth, o treinador europeu mostra o que é temor de verdade.

E seu time vai marcar forte o Brasil.

A Laranja Mecânica não existe mais há muito tempo.

Ele parece saber diferenciar quem é cinco vezes campeão mundial.

E quem nunca foi além da palavra bijna...

Bijna é quase em holandês...

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Que gostoso enfrentar os chilenos de Bielsa…Que venham os holandeses…

bebe rede deitado Que gostoso enfrentar os chilenos de Bielsa...Que venham os holandeses...

Johannesburgo, Ellis Park

Dunga nos acostumou mal.

Com Felipe Melo e  Elano apenas servindo como atores amadores, fingindo estarem bem no treinamento de ontem,  era de esperar que o treinador escalasse Josué para marcar ao lado de Gilberto Silva.

Dunga sabia que Marcelo Bielsa não ganhou o apelido de Louco por acaso.

Mesmo com um time inferior tecnicamente e com sua dupla titular de zagueiros suspensa, o argentino que comanda os chilenos pôs seu time para atacar.

O esquema que considera o ideal para o futebol foi respeitado.

E escalou três zagueiros, três  volantes, um meia e três atacantes.

Era matar ou morrer.

O Brasil tinha Ramires e Daniel Alves no meio.

E ainda Kaká.

Era o confronto.

Dois times abertos, buscando o gol.

A vontade, o patriotismo, a correria dos chilenos não bastava

Quando a bola caia nos pés dos brasileiros o que se via era o talento superior.

Como Dunga nunca havia treinado para valer esse time tão ofensivo, o que se viu foram vários erros de passes no começo do jogo.

Principalmente com Kaká, que ainda se mostrava longe do seu melhor futebol.

Ele se ressentia de ritmo de jogo.

De participar de mais partidas.

Ele mal se recuperou de contusão grave.

Daniel Alves e Ramires foram melhorando rápido.

Principalmente o jogador do Barcelona.

Embora improvisado, o lateral parecia ter sido meia a vida toda.

O que transparecia no Ellis Park era a confiança brasileira.

Coisa de quem está acostumado a ganhar do rival.

Aliás, vencer só, não.

Golear.

Por isso, Luís Fabiano e Robinho insistiam tanto em toques de letra.

E Lúcio fingia para ele mesmo ser Messi.

Os chilenos foram se encolhendo, admitindo a superioridade do rival.

Era só uma questão de tempo para os gols.

O primeiro veio em um escanteio bem cobrado por Maicon.

Juan não estava sozinho.

Estava cercado por Luís Fabiano e Lúcio.

A zaga chilena estava adormecida, talvez pelo frio de seis graus.

Depois do primeiro gol aos 34 minutos, aos 37, outra festa brasileira.

Robinho, sozinho, invadiu pelo lado esquerdo, tocou para Kaká e ele, sem pensar, deixou Luís Fabiano livre diante do goleiro Bravo.

O atacante o driblou como quis e empurrou a bola para as redes.

Com 2 a 0, o jogo estava decidido.

Os dois lados sabiam disso.

Até as africanas que dançavam no intervalo´Waka Waka', música tema da Copa, cantada por Shakira.

Por falar em rebolar, Dunga sabia que Bielsa abriria ainda mais a sua equipe.

E que seus jogadores teriam muito espaço pra fazer mais gols.

Foi assim que Ramires invadiu a intermediária andina como se estivesse em um treino entre amigos.

E deixou livre Robinho.

O carrasco chileno marcou seu oitavo gol na carreira contra o simpático país.

E se igualou a Pelé.

O Brasil chegava a revigorantes 3 a 0, aos 14 minutos.

Os minutos restantes eram para buscar mais confiança.

Afinal, os holandeses são adversários de muito respeito.

A partida de sexta-feira será muito mais difícil do que contra os fregueses andinos.

No frio do Ellis Park, a emoção da disputa pela vaga para as quartas-de-final acabou cedo.

Os torcedores passaram a tentar enlouquecer a todos assomprando em conjunto as medonhas vuvuzelas.

Dunga colocou Kléberson e Gilberto para correr, se exercitar um pouco.

Os demais jogadores passaram a se poupar, evitar divididas desnecessárias.

Em plena disputa das oitavas-de-final, o jogo virou um grande amistoso por parte dos brasileiros.

O jogo fácil valeu para Dunga perceber que pode montar uma equipe muito mais leve, criativa, mesmo com Kaká abaixo do normal.

Felipe Melo e Elano não são tão fundamentais...

E que venham os difíceis holandeses.

Porque a Copa acabou para os nossos fregueses chilenos...

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