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Tottenham e Sunderland contratam atacantes. Andrés admite. Chance de o Corinthians vender Pato para a Europa é praticamente zero. “Se o São Paulo quiser comprar, a gente faz um carnezinho das Casas Bahia”…

1ae27 Tottenham e Sunderland contratam atacantes. Andrés admite. Chance de o Corinthians vender Pato para a Europa é praticamente zero. Se o São Paulo quiser comprar, a gente faz um carnezinho das Casas Bahia...
Amigo íntimo de Kia Joorabchian, Andrés Sanchez, trata de jogar um balde gelado no entusiasmo de Alexandre Pato. O deputado federal, ex-presidente e homem que realmente manda no Corinthians, garante. O jogador não será vendido nesta janela para a Europa. O que seria motivo de euforia para Juan Carlos Osório.

"Eu não acredito nisso (na venda de Pato). No final do ano ele vai ter que se reapresentar ao Corinthians. Não tem nenhuma proposta na mão do Corinthians. Se tiver com ele ou com o empresário dele, nós não estamos sabendo. Ele vai cumprir o contrato de empréstimo no São Paulo e, no final do ano, se reapresenta ao Corinthians. Aí pode haver negociação em janeiro."

Andrés sabe que é Kia e seu aliado, Giuliano Bertolucci, que estão na Inglaterra. Já ofereceram o atacante para vários clubes britânicos. De acordo com a imprensa inglesa, a direção do Tottenham teria até conversado com os empresários. Mas teria desistido da negociação de acordo com o jornal Daily Mail.

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Sunderland mostrou interesse no jogador. Mas nas redes sociais, vários torcedores se mostraram contra a contratação. E o clube na sexta-feira acabou contratando atacante sueco Ola Toivonen. Ele era jogador do Rennes. Sua chegada parece mesmo colocar fim no desejo pelo brasileiro.

O Tottenham também recebeu Kia e Bertolucci. Conversaram muito sobre Pato. Mas o clube inglês contratou também na sexta-feira, o atacante sul-coreano Heung-Min Son. Pagou 30 milhões de euros, R$ 120 milhões, ao Bayer Leverkusen.

O Cristal Palace tem condição financeira menor do que o Tottenham e o Sunderland. Contratou três atacantes baratos. Bakary Sako, do Wolfes, chegou de graça. Patrick Bamford, emprestado pelo Chelsea, e Connor Wickham, contratado junto ao Sunderland.

Advogados do departamento jurídico do São Paulo alegam que o clube está tranquilo. Não haverá tempo para uma transação. Há uma cláusula no contrato que, em caso de proposta pelo jogador, o São Paulo terá dois dias para oferecer sua contraproposta. Como até agora não chegou, a janela para a Europa já estaria fechada.

Além disso há outra cláusula que advogados consideram letal.

O item é o 3.2.1. Caso o Corinthians deixe de prover o São Paulo a garantia bancária prevista no "Instrumento Particular de Garantia de Pagamento e outras Avenças", firmado em 13/2/2014 e dos quais são partes Corinthians e São Paulo, os valores mínimos para transferência definitiva do atleta serão majorados em 20 milhões de euros. Independente da data que a proposta for apresentada."

"Existe uma cláusula contratual que diz que, se viesse uma proposta acima de um determinado valor, o Corinthians poderia negociá-lo dando 48 horas de prazo para o São Paulo se pronunciar se cobre ou iguala. Aí começa a discussão jurídica: o contrato fala em multa de 10 milhões de euros.

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"Acontece que o Corinthians tinha a obrigação de nos dar uma fiança bancária correspondente aos valores pagos ao Pato. Embora hoje esteja adimplente com o Pato, eles não nos deram a carta de fiança. Assim, entendemos que a multa dobrou. Não adianta vir proposta de 11 ou 12 milhões de euros, a multa é de 20 milhões de euros. Se aparecerem com proposta menor, vamos discutir, querendo a confirmação na Justiça de que a multa é de 20 milhões de euros. E neste momento, não vai aparecer nada neste valor por ele", garante o vice de futebol do São Paulo, Ataíde Gil Guerreiro.

Nenhum clube do mundo estaria disposto a gastar 20 milhões de euros, cerca de R$ 81 milhões no atacante. A possibilidade de uma briga jurídica para ter o atleta, desanima qualquer dirigente europeu. E a cúpula do São Paulo jura que faria um salseiro jurídico caso houvesse uma transação por menos de 20 milhões de euros.

Andrés Sanches é bem realista. Embora o jogador tenha contrato com o Corinthians até o final de 2016, ele acredita que Pato tem tudo para seguir no São Paulo. Sabe que o atleta não quer voltar a jogar no Parque São Jorge. Também não esconde sua falta de vontade em tê-lo de volta. E ironiza.

"Com o São Paulo a gente até faria um carnezinho das Casas Bahia para eles acertarem se quiserem.O São Paulo pode parcelar, é um time estruturado, rico", disse à rádio Bandeirantes.

Osório pode começar a ficar menos angustiado.

Tudo leva a crer que Pato seguirá com a camisa tricolor...
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Boca Juniors festeja a volta de Carlitos Tevez. O Corinthians teve o jogador na mão, em dezembro de 2012. Mas Andrés não quis. E Nike preferiu jogador mais bonito e midiático. Veio, mais caro, Alexandre Pato…

3ap3 Boca Juniors festeja a volta de Carlitos Tevez. O Corinthians teve o jogador na mão, em dezembro de 2012. Mas Andrés não quis. E Nike preferiu jogador mais bonito e midiático. Veio, mais caro, Alexandre Pato...
A Bambonera lotada para a volta de Carlitos Tevez ao Boca Junior. O Apache cumpriu sua promessa. Disse que voltaria a jogar no clube que ama. E em alto nível. Foram nove anos de Europa. Ganhou uma Champions League. Três Campeonatos Ingleses. Dois Italianos. Duas Supercopas da Inglaterra e uma Supercopa Itália. Suas passagens pelo West Ham, Manchester United, Manchester City e Juventus o deixaram milionário.

Aos 31 anos, ele está onde queria. Está pronto e disposto a fazer valer cada centavo dos seis milhões e meio de euros, cerca de R$ 22,4 milhões que o Boca Juniors gastou. Além de colocar à disposição da Juventus quatro jogadores, Guido Vadala, Franco Cristaldo e Adrián Cubas e do uruguaio Rodrigo Bentancur.

2ae14 Boca Juniors festeja a volta de Carlitos Tevez. O Corinthians teve o jogador na mão, em dezembro de 2012. Mas Andrés não quis. E Nike preferiu jogador mais bonito e midiático. Veio, mais caro, Alexandre Pato...

Mas em dezembro de 2012, ele poderia ter voltado para a América do Sul. Só que não para o Boca Juniors. Para o Corinthians. Tevez estava brigado com o treinador Roberto Mancini. Chegou a ficar cinco meses sem jogar. Estava rompido porque não aceitava o modo ríspido com que era tratado. Estava desesperadamente querendo sair.

A cúpula do Corinthians, então presidido por Mario Gobbi, soube da possibilidade. E seus direitos estavam valendo o que a Juventus pagaria seis meses depois: 12 milhões de euros, cerca de R$ 34 milhões na época.

Mas a resistência foi enorme. A começar pelo patrocinador. A Nike tinha uma profunda ligação com Alexandre Pato. E Andrés Sanchez virou inimigo mortal do argentino. Quando ele era vice de futebol, os dois tiveram uma enorme discussão pública. O jogador seguiu no clube sem dirigir a palavra a Andrés. De acordo com empresários, Tevez aceitaria voltar ao Corinthians. Desde que não tivesse contato com o ex-dirigente.

2ap5 Boca Juniors festeja a volta de Carlitos Tevez. O Corinthians teve o jogador na mão, em dezembro de 2012. Mas Andrés não quis. E Nike preferiu jogador mais bonito e midiático. Veio, mais caro, Alexandre Pato...

Para fazer justiça, Andrés não foi o único voto contrário ao retorno do argentino. Mario Gobbi e toda a diretoria haviam sido convencidos por executivos da Nike que a contratação de Pato, por R$ 43 milhões na época, era muito melhor. Ele tem seis anos menos do que Carlitos. E era muito mais midiático. Com melhor aparência, inclusive para cativar o público feminino.

Passou o tempo e os dirigentes corintianos perceberam o erro. Pagaram mais por um jogador muito pior. E problemático. Hoje Alexandre Pato nem conversa com o presidente Roberto de Andrade. Manda qualquer questionamento ser resolvido por seu empresário ou seu advogado. No Morumbi, já disse a companheiro de clube que nunca mais jogará com a camisa corintiana e nem pisará no Parque São Jorge. Não foi à toa que procurou a justiça para tentar se livrar do clube.

Indiferente a tudo isso, Carlitos seguiu sua vida. Mostrou todo o seu talento na Juventus. E pediu para voltar ao Boca Juniors. "É meu coração que está exigindo", disse ao sair do time italiano. Ele tinha mercado aberto. Vários grandes clubes europeus o queriam. Afinal, é um dos melhores atacante do futebol mundial. Mas o Apache voltou para onde é feliz: ao Boca Juniors.

O gesto do atacante beijando o gramado da Bombonera ficará para a história. O amor de Carlitos Tevez pelo Boca Juniors é mais do que verdadeiro. Impossível não se emocionar com o gesto.

Se arrependimento doesse, a esta altura, muitas pessoas estariam gemendo no Parque São Jorge...
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Polícia Federal investiga relação entre Globo e CBF. Quer entender porquê e como a emissora mantém o monopólio do futebol deste país. Há mais de 40 anos…

1ae2 Polícia Federal investiga relação entre Globo e CBF. Quer entender porquê e como a emissora mantém o monopólio do futebol deste país. Há mais de 40 anos...
Por mais de 40 anos a TV Globo tem o monopólio das transmissões esportivas neste país. A relação da emissora com a CBF e a Fifa chegou a parâmetros inimagináveis. Como, ganhar o direto de mostrar as Copas de 2018 e 2022, sem ao menos abrir concorrência, como acontece no mundo todo.

Para chegar a este nível, o relacionamento precisa ser profundo. Só é muito maior com a CBF. Tanto que a emissora tem o Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a esmagadora maioria dos Estaduais. Ou seja, tudo o que a interessa.

De acordo com o bem informado Ricardo Feltrin, a Polícia Federal resolveu aproveitar as denúncias, os escândalos envolvendo a Fifa. E decidiu investigar a relação entre Globo e CBF.

Como o colunista destaca, a Globo faz questão de avisar nos seus noticiários que os canais de tevê não estão sendo investigados pelo FBI ou pelo Departamento de Justiça Norte-Americano. O que não quer dizer muita coisa. E nem inocenta ninguém.

A relação entre TV Globo e CBF foi mesmo muito mais intensa quando Ricardo Teixeira era presidente. Ele era profundamente íntimo de Marcelo Campos Pinto, o diretor de eventos da emissora. E que sempre tratou o futebol como se fosse mais um produto exclusivo da Globo.

Um episódio resume muito bem esta relação siamesa entre CBF e Globo. O fim do Clube dos 13. Com a palavra, Luiz Gonzaga Belluzzo. Ele explicou à Folha como ele ocorreu. É estarrecedor.

"Usei a eleição do Clube dos 13 de 2011 como exemplo de como funciona o futebol. A entidade tinha sido organizada pelos 13 principais clubes brasileiros nos anos 90, para que cuidassem de seus interesses. E a ideia, em 2011, era transformá-lo em uma liga.
Os clubes, por meio dessa liga, organizariam os campeonatos e negociariam os direitos de transmissão. A CBF cuidaria só da seleção.
Entre 2009 e 2011, nós discutimos muito essas duas questões. O então presidente do Clube dos 13, Fábio Koff, concordou inteiramente.

"A CBF organizava [o Campeonato Brasileiro] e a TV Globo comprava o valor total dos direitos de transmissão do Clube dos 13, em cotas que eram distribuídas entre os sócios [clubes] depois, de maneira desigual. As cotas não eram suficientes [eram vendidas por pouco dinheiro]. Nem bem distribuídas.

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"Palmeiras, Corinthians, Flamengo e São Paulo recebiam cerca de R$ 30 milhões. Os outros, bem menos. Nós achávamos que a distribuição não favorecia a melhora na competição. O presidente do Sport [Recife], por exemplo, me disse que só recebia R$ 15 milhões. A disparidade era enorme.
E os que não concordavam com essa estratégia [de transformar o Clube em liga] apresentaram outro candidato, o Kleber Leite.

(Quem não concordava?)Basicamente a CBF e a Globo, que era a detentora dos direitos de transmissão. E o Kleber Leite era o candidato deles. Se vencessem, eles ocupariam também o Clube dos 13 e fechariam o, digamos, sistema brasileiro de futebol. Derrotariam o movimento de clubes que começavam a se rebelar. E nós apoiávamos o Koff, que se comprometeu com o projeto de melhorar o valor pago pela TV pelos direitos de transmissão.

(Havia a questão do horário...)"Sem dúvida. Transmitir um jogo às 22h é horário de lobisomem com mula sem cabeça. Os torcedores tendo que sair dos estádios à meia-noite, chegando em casa às 2h. Queríamos mudar o horário e isso se chocava com a grade de programação da Globo. Eles estavam defendendo os interesses deles, legitimamente, mas isso colidia com os interesses dos clubes. Enfim, queríamos mudar o modelo de relações entre os clubes e o detentor dos direitos de transmissão, a TV Globo. Nesse período, o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) revogou o direito de preferência da Globo [de transmitir o campeonato].

"A eleição definiria o destino do Clube dos 13, se ele se transformaria em liga, com capacidade de negociar de maneira independente, ou não. O pleito transcorreu num clima de muita tensão, por causa da pressão enorme que o Ricardo Teixeira [então presidente da CBF] fazia sobre os clubes.

(Como tudo terminou?)"Terminou no seguinte: nós ganhamos a eleição. Estávamos preparando a licitação [para a escolha da emissora que transmitiria o Campeonato Brasileiro, que tinha Globo e Record como interessadas] quando fomos todos almoçar no restaurante El Tranvia [em Santa Cecília]. Estávamos o Luis Álvaro [de Oliveira, então presidente do Santos], o Juvenal [Juvêncio, então presidente do São Paulo], o Andrés Sanchez [então presidente do Corinthians] e eu. E o Andrés avisou: "Eu vou implodir o Clube dos 13 porque isso aí tá amarrando tudo". E realmente o Andrés saiu e fez uma negociação à parte com a TV Globo, muito vantajosa. E também o Flamengo. A Globo chamou os dois e diferenciou mais ainda as cotas. O Clube dos 13 implodiu. Foi uma negociação comercial bruta, digamos assim. Feita com certa brutalidade.

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"É bom que fique claro que o nosso problema não era com a Globo. Nós não queríamos tirar a Globo. Era com o contubérnio Globo, CBF e negociadores de direitos de transmissão. Nós queríamos mudar o padrão. A Record se apresentou [para a licitação em que seria escolhida a TV que transmitiria o campeonato]. E nós queríamos os melhores preços e horários.
Se houvesse uma liga dos clubes, que buscam maximizar seus rendimentos, certamente o sistema de vigilância e controle [sobre a negociação] seria maior. Na verdade, estávamos fazendo uma coisa quixotesca. A relação de força entre os dois grupos era muito distinta.

(Como o Andrés se justificou?)"Naquela época ele fez um discurso justificando a escolha dele em ficar com os que perderam a eleição [Globo e CBF]. [O cartola disse numa reunião de clubes: "Sou amigo do Ricardo Teixeira mesmo, sou amigo da Globo mesmo, apesar de ser gângster".] O Andrés é assim, fala o que vem na cabeça dele, tem todo o direito de fazer isso.

(Mas o que ele explicou?) Ele deixou claro o seguinte: o projeto deles era fechar o sistema de gestão financeira e esportiva do futebol, de modo que não houvesse fissuras, não houvesse ninguém querendo atrapalhar. Os horários teriam que ser aqueles, as cotas estavam definidas. Depois que o Clube dos 13 acabou, os clubes cederam, era cada um por si. E aí você tem que entender que a maioria dos clubes estava com problemas financeiros. Estavam sempre pendurados no adiantamento de cotas que a Globo dava. Eles são a parte frágil desse tripé [de gestão do futebol].
O presidente de um clube me telefonou na época e disse: "Eu gostaria de votar com vocês. Porém, o senhor é presidente de um clube grande e eu sou presidente de um clube frágil economicamente. Eu vou ter que votar no Kleber Leite". Não estou dizendo que houve corrupção. Estou dizendo que pode ter havido promessa de facilitar algum financiamento etc etc.]

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"No caso das dominâncias estão as confederações, as federações e os detentores dos direitos de transmissão, a Globo. É fácil dizer que o Marin é corrupto, que o cartola tal é corrupto. Pode até ser que seja, mas ele está lá cravejado de pressões. Não adianta falar sem olhar como funciona. Você vai ficar prisioneiro de uma dicotomia que não existe.
Como dizia Hegel, a verdade é o todo. O que existe é um sistema que gera dinheiro e distribui esse dinheiro de uma determinada maneira. E ele gera favorecimentos, pressões. O sistema, do futebol brasileiro e do futebol mundial, é gerador de corrupção. Ele funciona assim. Basta olhar o relatório dos investigadores americanos [sobre a Fifa]. Aliás, eu não acho que os americanos fizeram isso por virtude. Eles são seletivos e não são confiáveis nessas coisas. Mas trouxeram à tona a questão da estrutura, digamos, corrupta do futebol mundial. Há um velho ditado que diz que Deus escreve certo por linhas tortas.

"E outra coisa que me espantou é que, quando ocorreram as prisões nos EUA, imediatamente as autoridades brasileiras correram para investigar a empresa do Kleber Leite. Quer dizer, há anos isso aí tá aí e ninguém se mexe. E agora nossas autoridades se comportaram como lulu de madame diante das autoridades americanas. Foi só eles acionarem, correram lá. Isso é muito grave. Revela que o Brasil está disposto a ceder parte de sua soberania."

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A entrevista de Belluzzo resume como as coisas acontecem em relação às transmissões esportivas, na tevê aberta, neste país.

A CBF repassou o futebol para a TV Globo.

Não só nos últimos 40 anos. Mas para todo o sempre.

Cabe à Polícia Federal investigar os motivos...
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O surreal Corinthians. Afogado em dívidas com jogadores, governo, Odebrecht. Implora por empréstimos que bancos negam. Mesmo com milhões de reais passando pela bilheteria do Itaquerão…

5ae3 O surreal Corinthians. Afogado em dívidas com jogadores, governo, Odebrecht. Implora por empréstimos que bancos negam. Mesmo com milhões de reais passando pela bilheteria do Itaquerão...
O Corinthians comemorou ontem ultrapassar a meta de 100 mil sócios-torcedores. Já alcançou 104 mil hoje. Só que não há disputa, corrida com o Palmeiras com seus 119 mil. Ou o prazer de tentar passar o Internacional, o primeiro do Brasil, com 136 mil.

A diretoria anseia que esse número aumente cada vez mais. Pelo simples fato de esse dinheiro chega limpo aos combalidos cofres corintianos. Com planos de vários preços, o cálculo básico é que cem mil sócios-torcedores pagantes rendam cerca de R$ 25 milhões por ano. R$ 5 milhões a menos que a Caixa Econômica Federal paga pelo patrocínio da camisa.

E o clube do Parque São Jorge está afogando em dívidas. Fosse a diretoria de uma empresa multinacional séria, haveria demissão em massa. O absurdo acordo para a construção do seu estádio e a péssima administração de Mario Gobbi tornaram o Corinthians inviável. Com sério risco de falência se não fosse um clube de futebol cercado de privilégios.

Executivos da área financeira acham inadmissível o acordo que Andrés Sanchez levou à frente com a Odebrecht. Houve um otimismo juvenil, injustificado, descabido. O Corinthians tenta disfarçar. Só que em agosto de 2010 comprometeu R$ 1,3 bilhão. Fez de conta que o mundo não vivia uma crise profunda.

Analisando com calma, todos os dados do acordo foram favoráveis à construtora. Ela está protegida pelo fundo que administra a dívida. No início, o BNDES financiaria R$ 400 milhões. A Prefeitura de São Paulo bancaria R$ 420 milhões em CDIs, uma generosa oferta do ex-prefeito Gilberto Kassab. Andrés ofereceu toda a arrecadação dos jogos para o pagamento da dívida. E sonhava que, em sete anos, o Corinthians pagaria tranquilamente, inclusive os juros.

Andrés foi o mais crédulo dos corintianos. Primeiro acreditou que seria fácil demais fechar a venda dos naming rights. Conseguiria, utilizando o seu poder de convencimento, fazer uma empresa colocar R$ 400 milhões para ter o direito de batizar o estádio por 20 anos. Conselheiros foram convencidos que a Emirates, empresa aérea dos Emirados Árabes, iria ser anunciada com grande festa. Isso, em 2010!

Cinco anos depois, a dura realidade. O dirigente percebeu o quanto é profunda a crise, a recessão. Viajou para os Emirados Árabes, Estados Unidos, Japão, China. Conversou com representantes coreanos. Aproveitou sua ligação com o governo federal e ofertou à Petrobrás, aos Correios, à Caixa Econômica. A resposta foi não.

O tempo passou e o nome Itaquerão se firmou. Como Maracanã, Morumbi, Pacaembu. O acordo do Palmeiras com a WTorre foi muito melhor. A construtora explora o estádio. E também os dirigentes foram muito ágeis e assim que a nova arena foi liberada para o público, já tinha a Allianz como dona dos naming rights. Especialistas em publicidade já avisaram Andrés, que a alcunha Itaquerão já virou um obstáculo intransponível, maior do que a recessão.

1 O surreal Corinthians. Afogado em dívidas com jogadores, governo, Odebrecht. Implora por empréstimos que bancos negam. Mesmo com milhões de reais passando pela bilheteria do Itaquerão...

Os R$ 420 milhões em CDIs ofertados por Kassab foram embargados. O Ministério Público conseguiu provar que a doação foi ilegal. O ex-prefeito não poderia dar tanto dinheiro público a um clube privado. Essa situação nunca foi sequer aventada por Andrés, o que foi um erro gravíssimo, confidenciam advogados especializados em finanças. A briga jurídica existe e pode levar anos. O prefeito Fernando Haddad lava as mãos, diz que o problema não é dele.

O deputado federal pelo PT e que domina o Corinthians também errou feio sua previsão em relação ao futuro. Ele tinha a certeza que o Brasil iria viver anos de empolgação com a conquista da Copa do Mundo. O fracasso do time de Felipão, a vergonha que o país passou, só trouxe ainda mais descrédito internacional. A queda de audiência e a péssima média de público nos estádios espantam ainda mais potenciais investidores, patrocinadores.

Um executivo que errasse tanto com o dinheiro de uma empresa já estaria demitido. Há muito tempo. Só que no Corinthians, Andrés continua ainda mais poderoso. Ainda é admirado, reverenciado. Afinal, o Corinthians ter uma arena moderna, um Centro de Treinamento de primeiro mundo para os profissionais e está construindo outro CT, agora só para a base. São poucas pessoas que analisam qual o custo de tudo isso.

Os balanços mostram que a dívida corintiana não para de crescer. Em 2012, era de R$ 177 milhões. Em 2013, atingiu R$ 194 milhões. Em 2014, pulou para R$ 314 milhões. O R$ 1,3 bilhão do estádio é uma conta à parte.

3ae1 O surreal Corinthians. Afogado em dívidas com jogadores, governo, Odebrecht. Implora por empréstimos que bancos negam. Mesmo com milhões de reais passando pela bilheteria do Itaquerão...

Alguns detalhes sugestivos do balanço de 2014. Em relação à temporada de 2013, a receita do Corinthians caiu 18,29%. O endividamento e déficit operacional chegam a R$ 21 milhões, no futebol. Os empréstimos saltaram de R$ 34,82 milhões em 2013 para R$ 42,09 milhões em 2014. As dívidas com fornecedores passaram de R$ 36,22 milhões para R$ 56,93 milhões. A situação nestes cinco primeiros meses do ano só piorou.

Fisk e Car System desistiram de patrocinar a camisa corintiana. A Caixa renovou o patrocínio master e ainda paga R$ 30 milhões. Além de não dar um tostão de aumento, executivos do banco avisaram: se a economia do país não melhorar, não haverá condições políticas de seguir bancando a camisa.

A esperança é que, em 2016, a Globo passará a pagar R$ 160 milhões para transmitir seus jogos. Atualmente, banca R$ 110 milhões. Corinthians e Flamengo são os que mais recebem da televisão neste país. São os privilegiados.

Mesmo assim, o clube deve cerca de R$ 32 milhões a seus jogadores e ex-funcionários. Está tentando desesperadamente empréstimos de R$ 15 milhões junto aos bancos. A pedida era de R$ 25 milhões, passou a R$ 20 milhões. Foi baixando. BMG e Caixa Econômica recusaram. Por falta de garantias. A dívida com o estádio é brutal.

Há uma parte da diretoria que tenta convencer Andrés a tentar o impossível. Ou seja pedir ao fundo que administra a arrecadação do Itaquerão uma parte da arrecadação. Esse dinheiro seria pago no futuro. Porque o que acontece no Corinthians é surreal.

Só no Brasileiro de 2014, o Corinthians arrecadou R$ 32 milhões com o estádio. No Paulista de 2015, mais R$ 15,6 milhões. Na Libertadores até agora, contra o São Paulo, a renda: R$ 3,5 milhões. Diante do Danúbio, R$ 3,2 milhões. E diante do San Lorenzo, R$ 3,3 milhões. Ou seja, cerca de R$ 10 milhões. Já passaram pelas bilheterias do Itaquerão, R$ 57,6 milhões. Ainda há, no mínimo, a partida de volta contra o Guarani do Paraguai, pelas oitavas de final. A previsão é de, no mínimo, R$ 4 milhões. E todo os jogos Brasileiro, da Copa do Brasil...

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Os jogadores sabem que todo esse dinheiro circula pelo clube. E não se conformam com os atrasos em direito de imagem, salários. Guerrero, por exemplo, tem R$ 2 milhões para receber e discute sua reforma de contrato há oito meses. Ele e seus agentes sabem que jogadores reservas como Cristian e Vagner Love fecharam excelentes contratos. Mesmo com toda essa crise.

O volante receberá por três anos, R$ 21,5 milhões. Só de salários: R$ 300 mil em 2015, R$ 350 mil em 2016, R$ 400 mil em 2017. Mais R$ 7,5 milhões de direito de imagem. O que, com 13º e outros direitos, somam fabulosos R$ 538 mil mensais, em média, até 2017. No mês que vem, ele completará 32 anos. Vagner Love acertou contrato por um ano e meio. Recebe R$ 500 mil mensais. Em junho, o atacante reserva completará 31 anos.

A folha salarial corintiana bate nos R$ 9 milhões a cada 30 dias. É uma das maiores neste país.

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Os erros administrativos foram imensos no Corinthians. Nenhuma diretoria de uma empresa seria mantida com essa gestão caótica. Com tanta falta de visão global. Mas no futebol brasileiro, com o país mergulhado na recessão, tudo pode. Os dirigentes são intocáveis.

As esperanças para o sufoco corintiano passar. O clube vencer a Libertadores. Com o título atrair mais patrocínios, até agora ninguém se interessou pelos calções e omoplatas no uniforme. A conquista valorizar seus atletas. Gil e Ralf devem ser vendidos na próxima janela. Vendas de camarotes e cativas do estádio, o dinheiro fica no clube. E torcer para o número de sócios-torcedores dispare. Tudo isso está amarrado à conquista do torneio sul-americano.

No fundo, ninguém na diretoria acredita no sonho maior. Que o fundo que administra a bilionária dívida com o Itaquerão aceite repassar parte da milionária arrecadação do estádio. Pelo contrário, a Odebrecht quer seu dinheiro o mais rápido possível.

Fora tudo isso, não custa lembrar. Andrés Sanchez optou por não pagar Imposto de Renda do clube quando era presidente. A dívida era de R$ 35,8 milhões. Ele e mais quatro dirigentes foram acusados pela Receita Federal de calote. A saída foi um acordo que custará R$ 188,1 milhões aos cofres corintianos até o final de 2018. Ou seja, uma diferença de R$ 152,3 milhões a mais.

A justificativa do homem que manda no Corinthians foi uma aula como se administra um clube no Brasil.

"Ou se paga salário, acordo trabalhista, ou... E infelizmente não conseguimos pagar todos os impostos. Quando fui presidente eu tive de fazer opções. Fiz opções que, para mim, foram corretas. Eu acertei todos os salários do clube. Acertei tudo. O clube fez um acordo sobre o imposto e está pagando."

As previsões para este ano estão se tornando realidade. A recessão o fracasso da Copa só tornam o que já ruim, muito pior. 2014 já foi o ano mais deficitário da história dos clubes neste país. 2015 está se mostrando assustador.

Caso fosse uma empresa, com as contas se acumulando, o Corinthians poderia estar fechado, falido. Se estivesse no cargo de executivo maior, o CEO de uma multinacional, o que aconteceria com Andrés? No endividado Parque São Jorge, o deputado federal está cada dia mais poderoso...
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Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América…

1reproducao25 Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América...
O Corinthians escolheu um adversário poderoso. Andrés Sanchez impediu que o clube mandasse qualquer representante na posse de Marco Polo del Nero, como novo presidente da CBF. O deputado federal do PT ainda comanda a política no Parque São Jorge. Manda mais do que o presidente Roberto de Andrade. E ele detesta Marco Polo.

Desde que Andrés surgiu no futebol, apadrinhado pelo ex-presidente do Corinthians, Alberto Dualib, ele nunca teve bom relacionamento com o então presidente da Federação Paulista. Os dois sonhavam há muito tempo em comandar a CBF. Os dois tinham proximidade com Ricardo Teixeira. As crises de ciúmes entre eles ficaram famosas.

Mas desde que implodiu o Clube dos 13, porque iria promover um leilão de verdade pelos direitos de transmissão dos jogos do Brasileiro, a gangorra pendeu para Andrés. Ele ganhou beijos na bochecha, fidelidade absoluta de Ricardo Teixeira, que quis fazer o favor para a emissora que mantém o monopólio de futebol no Brasil. Marco Polo foi escanteado.

A generosidade de Teixeira foi tão grande que concordou imediatamente com a ideia de Sanchez: a construção de um estádio para o Corinthians. Bastaria aproveitar a Copa do Mundo no Brasil. De quebra, o dirigente corintiano se vingaria de outro inimigo, Juvenal Juvêncio, presidente do São Paulo. Foi assim que o Morumbi foi defenestrado do Mundial. Por isso continua um estádio 'ultrapassado', um 'Canindé', nas definições do presidente são paulino, Carlos Miguel Aidar.

Teixeira deu o cargo de coordenador de Seleções a Andrés Sanchez. Seria um treinamento para logo assumir a CBF. Ricardo sonhava ter uma chance verdadeira de suceder Blatter. Os aliados de João Havelange iriam trabalhar a seu favor.

Ninguém se lembrava mais de Marco Polo. E nem do vice-presidente da CBF, região Sudeste. José Maria Marinho. Mas logo todos se recordariam da dupla. Foi quando a Polícia Federal e a Fifa acabaram por obrigar Ricardo Teixeira a deixar a presidência da CBF. As acusações de superfaturamento de um amistoso contra Portugal e de recebimento de propina na chegada da ISL no Brasil foram fortes demais. Por sorte, escapou de ser preso.

De uma hora para outra, Andrés Sanchez viu seu sonho ruir. Ficou sem seu padrinho. Justo o ex-presidente corintiano que adorava provocar a imprensa. "Sabe quando o Ricardo Teixeira vai deixar a CBF? Quando o Sargento Garcia prender o Zorro." Dizia, ria muito e acendia um cigarro. Logo o riso sumiu e os cigarros se multiplicaram.

Marco Polo cultiva a fama de ser um dirigente frio, calculista e vingativo. Desde que era advogado e depois vice de Eduardo José Farah. Por anos ele esperou o dirigente cumprir a palavra e entregar o cargo. Quando Farah resolveu se afastar, estava nomeando Reinaldo Carneiro Bastos. Marco Polo exigiu que a promessa fosse cumprida e tinha a lei a seu favor. Era o vice mais velho da FPF. Quando assumiu, não deixou a menor brecha para que Farah mantivesse ligação com futebol. Ele morreu magoado com del Nero.

1ae20 Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América...

E foi essa mesma obsessão nos regulamentos internos das associações esportivas que afundou de vez Andrés. Fernando Sarney, filho do ex-presidente José Sarney, queria assumir no lugar de Ricardo Teixeira. Mas o estatuto mostrava que o privilégio era do vice mais velho. No caso, José Maria Marin.

O ex-governador biônico não tinha poder. Seu cargo deveria ser simbólico. Teixeira nunca o pensou como sucessor. Mas a Polícia Federal e a Fifa acabaram mudando o rumo das coisas. E quem era o melhor amigo, aquele que nunca o deixou de fazer questão de sua companhia? Marco Polo.

Marin vai fazer 83 anos. Tem nove anos a mais que de del Nero. Os dois combinaram em março de 2012. José Maria ficaria até 2015. E recompensaria o presidente da FPF pelo apoio nos anos de baixa. O faria vice e depois seu sucessor.

Aterrorizado, Andrés Sanchez viu seu maior inimigo ficar muito poderoso. E, mesmo no cargo de coordenador de Seleções, mandou espalhar que sairia candidato à CBF. Marco Polo soube. Resolveu se divertir. Não demitiu o desafeto de imediato. Apenas tirou o seu poder. O transformou em um fantoche. Ele não tinha a menor ideia do que aconteceria no futebol da CBF. Como no caso de seu protegido, Mano Menezes. Passou vexame diante de toda a imprensa. Até que, quando menos esperava, foi mandado embora.

Andrés procurou o presidente da Federação Gaúcha, Francisco Noveletto e do da Federação Carioca, Rubens Lopes. O trio enfrentaria Marin e Del Nero. Mas sentiram todo o poder de fogo de quem possui o mandato na CBF. Marin conseguiu o apoio quase unânime das Federações e Clubes. Rubens Lopes logo desistiu. Assim também como Noveletto, para não passar vergonha.

2ae13 Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América...

Marco Polo foi aclamado presidente da CBF em abril de 2014. Mas não se esqueceu de Andrés e seus amigos. Depois do vexame da Seleção na Copa de 2014, Tite era o treinador de melhor currículo no país. Mas acontece que era muito ligado ao ex-presidente corintiano. Marin até gostava dele. Porém Marco Polo o barrou. Apostava na disciplina de Dunga. Tite sabe que foi esse o motivo que o afastou da Seleção.

E hoje, na posse de Marco Polo, o Corinthians não mandou nenhum representante. Comprou a briga em nome do deputado e homem que comanda o clube. O inimigo escolhido é de alto porte. E não é nada ingênuo. A aproximação com a Globo, com as federações e demais equipes do país é excelente.

5ae4 Por causa de Andrés Sanchez, Corinthians compra briga com Marco Polo, o novo presidente da CBF. Escolheu um inimigo poderoso. Em plena Libertadores da América...

Tanto que Marco Polo prometeu aos grandes clubes do país que eles não ficarão na mão. Não precisarão ficar de joelhos diante da MP de Dilma. O dirigente prometeu se empenhar para que o governe abra mão das contrapartidas. Nada de obrigatoriedade de investir 70% no futebol profissional, muito menos colocar dinheiro alto na base e no futebol feminino. Punições como rebaixamento para quem não pagar salários em dia. Ou os dirigentes terem de arcar com seu patrimônio por prejuízos ao clube. Ou se o governo não aceitar tirar essas exigências, a CBF vai ajudar os endividados.

Lógico que quem irá escolher as equipes será o conselheiro vitalício do Palmeiras, Marco Polo del Nero. O Corinthians terá dificuldade em obter facilidades na CBF. Além de apoio político, por exemplo, na Conmebol. Na escolha dos árbitros de seus jogos na Libertadores. Romper com o presidente da CBF nunca foi bom para clube algum no Brasil. Quem se esquece de Carlos Amarilla?

Mas a situação é incontornável. Andrés Sanchez não tem medo. Tanto que já garantiu que após o final de seu mandato terá duas missões na vida.

"Eu quebrei o Clube dos 13 e por isso saiu de R$ 20 milhões para R$ 100 milhões de tevê. Eu posso ser o presidente do Corinthians em 2018. Vou ser e vou quebrar todo esse sistema da CBF. Vou! Em 2018! Daqui quatro anos", disse ao jornal suíço Neue Zürcher Zeitung, no ano passado.

Marco Polo del Nero, com mandato até 2019, sabe dos planos do seu inimigo. E já deixou claro na posse sem nenhum representante do Corinthians: não vai ficar esperando de braços cruzados, não...
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O prefeito Haddad não leva a sério a ameaça de o Corinthians tirar o Itaquerão da Olimpíada. Para ele não passa de blefe de Andrés Sanchez, tentando liberar R$ 420 milhões. Se foi, deu errado…

1ae15 O prefeito Haddad não leva a sério a ameaça de o Corinthians tirar o Itaquerão da Olimpíada. Para ele não passa de blefe de Andrés Sanchez, tentando liberar R$ 420 milhões. Se foi, deu errado...
De nada adiantou a estratégia de Andrés Sanchez e Roberto de Andrade. O mentor e o presidente corintiano decidiram usar a nomeação do Itaquerão, como estádio de São Paulo na Olimpíada. E tentaram atingir o famoso ego do prefeito Fernando Haddad. E o Corinthians divulgou uma nota oficial ontem.

"É uma grande honra para o Corinthians ter a Arena Corinthians como o estádio da cidade de São Paulo nos Jogos Olímpicos de 2016. Depois da Copa do Mundo, esta é mais uma confirmação que enche de orgulho os mais de 30 milhões de corintianos. No entanto, estamos atendendo, mais uma vez, um pedido da cidade de São Paulo e precisamos saber quem se responsabilizará e arcará com as obras do overlay (específicas para o evento) e também da liberação dos CIDs. Do contrário, o clube deve rever a decisão de sediar a Olimpíada."

Haddad entendeu o recado. A direção corintiana quer que a prefeitura pressione o Ministério Público. Promotores entraram com ação considerando ilegal a ajuda de R$ 420 milhões em CDIs que São Paulo deu ao Corinthians erguer seu estádio. A ação que ainda tramita na justiça impede que os CDIs sejam trocados com empresas que devem impostos. Esse entrave já fez a dívida corintiana saltar em mais R$ 80 milhões.

A partir de junho, o clube precisa começar a pagar a dívida que já bate nos R$ 700 milhões, descontados os CDIs. Serão R$ 5 milhões mensais. Por isso a urgência na liberação dos CDIs.

 O prefeito Haddad não leva a sério a ameaça de o Corinthians tirar o Itaquerão da Olimpíada. Para ele não passa de blefe de Andrés Sanchez, tentando liberar R$ 420 milhões. Se foi, deu errado...

Mas Haddad não pode fazer nada. Ainda vivemos em uma democracia. O poder Executivo não pode simplesmente atropelar o Judiciário. Também chegou ao prefeito um pedido de adiantamento. A prefeitura daria ao Corinthians pelo menos uma parte em dinheiro dos CDIs. Assim que a questão na justiça fosse resolvida, o clube devolveria dinheiro. Mas Haddad respondeu na mesma moeda. Através de recados, pediu que o clube nem formalizasse o pedido. Não aceita.

Andrés estava muito otimista. Afinal, pelo planejamento chegou às suas mãos, o Corinthians deverá sediar dez partidas olímpicas. Com a chance de sediar a final feminina. A masculina deverá acontecer no Maracanã. Acreditava que a pressão seria suficiente para provocar uma comoção pública.

Pelo contrário. O prefeito de São Paulo foi firme. Tratou como blefe, bravata a ameaça corintiana. Disse, no entanto, que as pequenas obras de adequação do Itaquerão as Olimpíadas poderão ser bancadas pela cidade. O novo estádio do Palmeiras não faz parte dos planos. Pelo COI obras complicadas deveriam ser feitas. Como a construção de um novo vestiário. Exigiria o estádio fechado e alto investimento em obras que não teriam serventia após os Jogos Olímpicos. Situação que Paulo Nobre não aceita de jeito algum. O ultrapassado Morumbi nem foi levado em consideração.

1reproducao15 O prefeito Haddad não leva a sério a ameaça de o Corinthians tirar o Itaquerão da Olimpíada. Para ele não passa de blefe de Andrés Sanchez, tentando liberar R$ 420 milhões. Se foi, deu errado...

Nem o fato de o prefeito e o deputado federal forem do mesmo partido, o PT, foi levado em consideração. Os dois não são próximos. Haddad quer buscar sua reeleição. O ex-presidente do Brasil, Lula, já aventou a possibilidade de Andrés tentar a prefeitura da cidade mais desenvolvida da América Latina. Os dois estão longe de serem amigos íntimos.

O clima está pesado no Parque São Jorge por causa da dívida em relação ao Itaquerão. Há muito tempo as promessas de Andres de conseguir R$ 400 milhões por vinte anos de naming right foram esquecidas. A falta de dinheiro abre a possibilidade que empresas nacionais que não foram levadas em consideração, como Itaipava e Kalunga, possam fazer novas ofertas. Por um período menor, três a cinco anos.

O clube deve para jogadores, empresários, fornecedores. A Alexandre Pato, a dívida seria maior. Ele não estaria recebendo a metade de seu salário que cabe ao Corinthians: R$ 400 mil. Assim como também o seu auxílio moradia, R$ 40 mil. O atraso chegaria a seis meses. Como o São Paulo está pagando os outros R$ 400 mil em dia, não há como o jogador entrar na justiça e tentar sua liberação. Mas o empresário do atacante, Gilmar Veloz, está muito atento a esse atraso.

Haddad tem tanta certeza que o Corinthians irá recuar que já confirmou aos organizadores da Olimpíada. São Paulo está mais do que garantido no futebol em 2016. Andrés Sanchez e Roberto de Andrade terão de encontrar nova maneira de pagar pelo Itaquerão. A ameaça à prefeitura de São Paulo foi um fracasso...
3ae14 O prefeito Haddad não leva a sério a ameaça de o Corinthians tirar o Itaquerão da Olimpíada. Para ele não passa de blefe de Andrés Sanchez, tentando liberar R$ 420 milhões. Se foi, deu errado...

O deputado Andrés Sanchez já começou a trabalhar em Brasília. Primeiro ato: apoiar a criação do Dia do Corinthians. Esse é o candidato dos sonhos de Lula para prefeito de São Paulo…

1ae25 O deputado Andrés Sanchez já começou a trabalhar em Brasília. Primeiro ato: apoiar a criação do Dia do Corinthians. Esse é o candidato dos sonhos de Lula para prefeito de São Paulo...
"A população clama por mudanças na política. As manifestações que tomaram as ruas em junho de 2013 mostraram isso. E só há uma forma de transformar essa realidade: a Reforma Política. Na Câmara Federal, Andrés Sanchez vai defender projetos que signifiquem uma ampla reforma no sistema político e eleitoral e que garantam mais transparência nas ações do governo e rigor no combate à corrupção. Como deputado federal, Andrés não terá medo de fazer o debate da Reforma Política, enfrentando interesses que ainda permeiam alguns setores da política brasileira."

Esta era a primeira das seis promessas do então candidato a deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores, Andrés Sanchez. Feitas na página na Internet do então candidato número 1354. Todas estarão neste texto. A expectativa sobre sua candidatura era enorme. Amigo íntimo e apadrinhado por Lula. O operário que virou presidente da República nutre um sonho em relação a Andrés. O considera em condições de fazer excelente carreira na política.

Como já aconteceu muito neste país, pessoas que conseguem projeção no futebol, costumam se aproveitar da popularidade do clube que defendem e acabam eleitas pelos torcedores das equipes. Não é necessário projeto algum.

Lula convenceu a cúpula do PT que Andrés é um fenômeno natural. Com a proteção do manto corintiano, o ex-presidente acredita que ele fazer muito pelo partido. A começar pelos votos que deveria trazer. Ele foi o homem que conseguiu modernizar o Corinthians. Contratou Ronaldo. Montou uma base política que está há dez anos mandando no Parque São Jorge. A comanda com mão de ferro.

Andrés apoia a renovação na política. Defende ideias diferentes e projetos inovadores. Por isso, é contra a reeleição. Enquanto presidente do Corinthians, Andrés liderou a reforma do estatuto que proibiu a sua própria recondução ao cargo no clube. Para ele, se sangue novo é bom no futebol, na política também será! Na Câmara, Andrés vai atuar para que os mandatos passem de quatro para seis anos, mas trabalhará pelo fim da reeleição."

A maior conquista de Andrés é, sem dúvida, o Itaquerão. Ele conseguiu, com a ajuda do indefectível Lula, a sonhada construção de uma arena moderna, digna de um dos grandes clubes do mundo, que o Corinthians é. Com Ricardo Teixeira, Lula e o discreto, mas significativo apoio da Globo, o dirigente tomou a abertura da Copa do Mundo do Morumbi. Viabilizou a construção da arena de mais de um bilhão. Como o Corinthians vai pagar a Odebrecht? Isso é assunto para depois, mas o estádio está lá.

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Hoje, o esporte representa apenas 1,9% do PIB brasileiro. Em um país com um povo apaixonado pelo futebol e outras modalidades esportivas, esse número tem condições de crescer muito mais. O esporte é uma cadeia produtiva importante e deve ser organizada, planejada e potencializada. Hoje, é a área da prestação de serviços que mais cresce economicamente no país. Como deputado federal, Andrés defenderá o incentivo e fomento à indústria esportiva como forma de gerar empregos e renda e qualificação profissional, além do apoio a novos atletas nas diversas modalidades esportivas existentes.

Carismático, populista, dono de frases de efeitos e centralizador, ele virou uma figura adorada pela mídia. Suas entrevistas são sarcásticas, contundentes, explosivas. Pouco importa se muito do que diz é raso, sem profundidade. Porém ser politicamente incorreto dá Ibope. Andrés percebeu e capricha nos palavrões, no mau humor.

Dirigentes do PT acreditavam que, pelo Itaquerão, pelos títulos da Libertadores e do Mundial, que Andrés encaminhou para Mario Gobbi, seria histórica sua votação como deputado federal. Os cálculos dos petistas era que chegaria a um milhão de votos. Mas sua campanha não decolou. Aceitavam 500 mil. Não conseguiu nem chegar perto. Ficou com 169.834 votos. Em 20% lugar geral. Atrás de Celso Russomano, Tiririca, Marco Feliciano...

Foi uma enorme decepção. O socialista ex-presidente do Corinthians, que Lula sonhava em ver como prefeito de São Paulo, não decolou. Nem com o Itaquerão nas costas, conseguiu impressionar o eleitorado. Muitos corintianos souberam separar o ex-presidente do político inexperiente.

Andrés sabe do potencial do esporte e da cultura como instrumentos de inclusão social e de combate ao crime e às drogas. Para ele, nada dialoga mais com as crianças e os jovens. Na Câmara Federal, vai defender a ampliação de parcerias com estados e municípios e até mesmo com agremiações e clubes amadores para colocar em prática projetos esportivos e culturais nas comunidades, especialmente aquelas mais carentes. Também é possível aliar esporte e cultura às questões de saúde e educação.

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Mesmo com o decepcionante número de votos, Andrés não se fez de rogado. Deu várias entrevistas. Cansou de repetir que iria brigar para acabar com a desigualdade social no país. O futebol ficaria em segundo plano. Mas ao mesmo tempo, com a eleição de mais um pupilo seu para a presidência do Corinthians, Roberto de Andrade, Andrés foi convocado oficialmente. Será o superintendente do futebol.

O cargo é apenas uma satisfação aos sócios, aos conselheiros. Na verdade, desde 2005, Andrés é o presidente de fato do Corinthians. São dez anos de muito poder. Mario Gobbi só se revoltou no final do seu mandato com tanta influência de Andrés. Em absolutamente todas as decisões importantes do clube. Com a eleição de Roberto, Andrés ganhou voltou a ter o poder de decidir o futuro do clube.

Andrés sabe a transformação que a Arena provocou na ZL de São Paulo. A construção foi planejada a fim de alavancar o desenvolvimento, e o resultado não podia ser diferente: vários investimentos em mobilidade e transporte, instalação de órgãos públicos e novas empresas, polo educacional, geração de muitos empregos e a melhoria da autoestima de quatro milhões de pessoas. Na Câmara, Andrés quer propor projetos para diagnosticar o potencial de cada região e trabalhar para que recursos públicos sejam destinados, estimulando o desenvolvimento regional e melhorando a qualidade de vida da população.

O salário mensal de um deputado federal é de R$ 33,763,00. Tem ajuda de custo de R$ 1.113,46. R$ 33.010,33 de "Cotão": são passagens aéreas, fretamento de aeronaves, alimentação do parlamentar, cota postal e telefônica, combustíveis e lubrificantes, consultorias, divulgação do mandato, aluguel e demais despesas de escritórios políticos, assinatura de publicações e serviços de TV e internet, contratação de serviços de segurança.

Há uma verba de R$ 78 mil mensais para até 25 funcionários. Mais auxílio-moradia, R$ 239,85. O custo de Andrés e de cada deputado federal em Brasília por mês chega a R$ 147.659,96. Por ano a despeja atinge, impressionantes R$ 1.919.579,48. Como são 513 deputados federais, o Brasil gastará ao final de 2015, nada menos do que R$ 984.744.273,24. Nada menos do que R$ 75.749.559,48 por mês.

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Andrés, que começou a trabalhar muito cedo, sabe da importância do investimento público nas áreas da saúde e educação para que o país possa crescer e se fortalecer cada vez mais. Na Câmara, vai apoiar expansão de programas como o Mais Médicos, Rede Cegonha, Prouni, Pronatec, Ciências Sem Fronteiras, entre outros que geram igualdade de oportunidades para todos, além de fiscalizar a destinação correta dos recursos do pré-sal para essas duas áreas.

Mesmo recebendo essa enormidade de dinheiro público, Andrés continuará comandando o Corinthians. Aliás, o primeiro projeto que ele efetivamente se envolveu em Brasília terá uma relevância inacreditável. Vai mudar o rumo da política nacional, acabará com a desigualdade, será uma dádiva ao saneamento público, à combalida educação, à saúde.

Andrés e o representante da Gaviões da Fiel em Brasília, Goulart, trabalharam em fazer do dia 1º de setembro, o Dia do Corinthians. O projeto foi formulado por Goulart, mas contou com todo apoio do ex-presidente. Ou seja, o primeiro projeto que o deputado federal Andrés se envolveu foi dar ênfase nacional ao dia em que seu clube foi fundado. Quem sabe, se os outros deputados aprovarem, o país não ganhe mais um feriado por causa do Corinthians?

Assustado com a péssima repercussão, Andrés se apressou em colocar no seu facebook que não é autor do projeto. Só apoiou Goulart, se justificou. Depois de 25 dias que tomou posse, essa foi a primeira ação efetiva no cargo.

O ex-presidente corintiano garante: esse será seu único mandato como deputado federal. Não concorrerá à reeleição. Resta saber se não brigará para se tornar prefeito de São Paulo, como sonha seu grande amigo Lula...

(Com vergonha da repercussão do Dia do Corinthians, Andrés pediu e seu amigo Goulart não enviará mais o projeto para votação. Pelo menos por enquanto. O vexame ficou pior...)
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Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge…

1ae7 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...
"Sobre o Sport Club Corinthians Paulista, que também negociou conosco para contar com Dudu, não há muito o que ser dito. Apenas desejamos ao clube, em nome de sua grandeza e tradição, que o dia 07 de fevereiro chegue depressa ante ao processo latente de apequenamento que se dá dia após dia. Aguardamos a entrada da nova diretoria para podermos voltar a sentar à mesa e lembrar que estamos lidando com um clube glorioso e centenário.

"(...)Pesou a vontade de nosso cliente, que mesmo após declarar publicamente que não via no São Paulo sua melhor escolha, continuou sendo procurado insistentemente pelos dirigentes do clube até a citada reunião de sexta, quando pessoalmente agradeceu e recusou o convite. Por esse esforço sem medidas e surpreendente, agradecemos em nome do atleta e desejamos sorte ao São Paulo nos desafios de 2015..."

Esses são trechos da nota oficial de Bruno e Fernando Paiva, os homens que levaram Dudu ao Palmeiras, dando fim ao duelo entre São Paulo e Corinthians, Andrés Sanchez e Carlos Miguel Aidar. Viraram com prazer as costas para a Libertadores. Nunca na história desse país, dois empresários mostraram tanta arrogância.

Desprezaram as atuais diretorias de Corinthians e São Paulo sem o menor medo de retaliações. Não são insanos camicazes. Sabem que a partir de 7 de fevereiro, Mario Gobbi será um quadro amarelado na parede. Seu mandato terminará. E voltarão a negociar. Provavelmente com Roberto de Andrade, favorito na eleição presidencial, mesmo com toda oposição ameaçando criar um bloco único reunindo Paulo Garcia, Roque Citadini e Ilmar Schiavenato.

A raiva dos Paiva em relação a Gobbi é enorme. Eles haviam dado a preferência ao Corinthians. Tinham negociado com Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Edu Gaspar. Estava tudo certo. Só faltava o clube fechar com o Dínamo. A proposta autorizada por Gobbi: quatro milhões de euros, cerca de R$ 12,4 milhões, por 60% dos direitos do jogador. Com a primeira parcela, 500 mil euros, em maio. Tudo praticamente fechado.

Mas Gobbi detestou o que seu ex-secretário e hoje diretor de futebol, Ronaldo Ximenes, descobriu. O envolvimento de Andrés e do candidato Roberto de Andrade na transação. O troco nos dois veio a cavalo.

A direção do Dínamo recebeu de maneira surpreendente uma proposta do São Paulo. Carlos Miguel Aidar quis atravessar a negociação. Dar um 'chapéu' no Corinthians. E deixou tudo acertado com o clube ucraniano. Daria três milhões de euros, R$ 9,7 milhões, por 50% dos seus direitos. E pagaria a primeira parcela, 500 mil euros, imediatamente.

1ae8 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

Só que aí entraram em ação os Paiva. Eles perceberam que o chapéu seria nos dois. E trataram de travar o negócio. Fizeram Dudu confirmar publicamente sua vontade de jogar pelo Corinthians. 'Quebraram as pernas' dos dirigentes são paulinos. Não havia mais condições políticas para a transação se efetivar. Conselheiros e torcedores ficaram revoltados com a preferência assumida pelo Parque São Jorge.

Do lado do Parque São Jorge, Gobbi anunciava publicamente que desistia do negócio. Deixava mal o jogador, os empresários e, principalmente, Andrés e Roberto de Andrade. O Lance! publicou ontem o teor de um telefonema do ex-presidente corintiano a um membro da diretoria. Nele, teria mostrado toda sua ira com a desistência.

"Vocês são uns b...! Vetam tudo (negociações)! Dinheiro não pode ser problema para o Corinthians."

A declaração tinha a força de uma declaração de guerra a Gobbi. Da pior espécie. Mal a declaração foi divulgada, a assessoria de imprensa de Andrés entrou em ação. "Não fiz ligação nenhuma. Não participo de negociação nenhuma do futebol do Corinthians desde que saí da presidência", era o desmentido do deputado federal.

Quando Aidar já começava a comemorar a vitória, os Faria agiram rápido. Aceitaram de pronto o convite de Alexandre Mattos para conversar sobre Dudu. O novo diretor de futebol do Palmeiras precisava de uma contratação de impacto. Mostrar que havia sido o homem que montou o Cruzeiro campeão dos dois últimos Brasileiros. Com o desejo de vingança do São Paulo de Paulo Nobre e com o dinheiro do Avanti!, programa sócio-torcedor, Mattos não levou dois dias para fechar a transação.

1cbf Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A participação dos empresários foi efetiva. Eles bloquearam qualquer possibilidade de o jogador acertar financeiramente com o São Paulo. Fecharam contrato de quatro anos com o Palmeiras, com o salário de R$ 400 mil mensais. E bônus em caso de classificação para a Libertadores e títulos de Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro. Animados, não tiveram trabalho para convencer os ucranianos a aceitar R$ 9,3 milhões por 50% do jogador, oferecidos pelo Palmeiras imediatamente. Os outros 50% serão pagos em um ano.

Os Paiva, com o aval dos sócios Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho, compraram briga com Aidar. Sabem que não deverão colocar jogador no Morumbi enquanto ele for o presidente. Mas não se importam. Com a direção do Corinthians, acreditam que voltarão a conversar em fevereiro, quando Mario Gobbi voltar para Jaú. E houver um novo presidente no clube. Até porque precisam. Paolo Guerrero não renovou seu contrato com o clube.

 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A partir de fevereiro, o peruano poderá acertar um pré-contrato com qualquer outra equipe. E sair sem render um centavo ao Corinthians. Se Roberto de Andrade for eleito, os Paiva têm certeza que ele continuará no clube. Desejam 7 milhões de dólares como luvas, cerca de R$ 18,5 milhões. Mais R$ 570 mil de salários por três anos. Atualmente, ele recebe menos do que Alexandre Pato, Sheik e Elias no atual grupo.

Gobbi já havia avisado que não daria esse dinheiro ao peruano. Andrés e Roberto de Andrade querem a redução. Aceitam pagar no máximo 5 milhões de dólares como luvas, R$ 13,2 milhões. Aceitam R$ 570 mil. Alexandre Mattos já avisou aos Faria. Caso o impasse continue, o Palmeiras está pronto para ficar com o jogador. Basta os empresários o convencerem a esquecer sua promessa. A de não atuar em outro clube no Brasil a não ser o Corinthians. Algo, no entanto, está claro. Os Faria não vão implorar para Guerrero continuar no Corinthians.

Depois que Dudu fechou com o Palmeiras há um clima de comemoração na OTB Sports. Por parte de Bruno e Fernando Farias, especialmente. Mostraram que não cederam à desvalorização de Dudu que Mario Gobbi queria fazer. E atropelaram Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, que o desprezaram, fechando com o Dínamo. Com o maior prazer levaram o jogador para o Palmeiras. Os empresários nunca estiveram tão fortes e prepotentes neste país de nome Brasil...
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Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada…

1ae5 1024x576 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...
Se Cinara Maturana não for ciumenta, Carlos Miguel Aidar precisa dar um beijo estalado na bochechas de Mario Gobbi. O presidente do Corinthians virou seu maior aliado no leilão por Dudu. O dirigente resolveu se vingar no final de seu mandato. Cansou de ser humilhado, sabotado. Acusado de ser mau gestor. Até agosto do ano passado, o clube acumulava R$ 261 milhões em dívidas. A suspeita é que 2014 acabou com quase R$ 300 milhões em débitos. Lembrando que a primeira parcela de R$ 100 milhões pelo Itaquerão precisa ser paga no meio do ano...

Só que há situações humilhantes para a atual diretoria no meio de tantas dívidas. Uma interessante lista de 18 nomes chegou às mãos de vários jornalistas em 2014. Nela constavam os jogadores que recebiam do Parque São Jorge atuando em outras equipes, com sua autorização.

Sheik, Botafogo, R$ 520 mil; Pato, São Paulo, R$ 400 mil salários e mais R$ 40 mil de auxílio moradia; Júlio César, Náutico, R$ 180 mil; Douglas, Vasco, R$ 150 mil (até julho, quando rescindiu); Ramirez, Botafogo, R$ 130 mil, Vitor Júnior, Figueirense, R$ 120 mil, Rena, Bragantino, R$ 75 mil; Elton, Flamengo, R$ 75 mil; André Vinícius, União da Madeira (Portugal), R$ 35 mil; Igor, Sport, R$ 35 mil, Zé Paulo, Atlético Paranaense, R$ 30 mil, Willian Arão, Atlético Goianiense, R$ 25 mil, Paulinho, América Potiguar, R$ 20 mil; Yago, Bragantino, R$ 18 mil. Mais de R$ 1,8 milhões.

Não bastasse isso, outro estranho vazamento no final do ano. E muito, muito mais grave. O empresário de Mano Menezes, Carlos Leite, emprestou R$ 2 milhões para Gobbi pagar o 13º dos funcionários e jogadores do Corinthians. Sem juros, correção monetária. Algo que banco algum faria.

Ronaldo Ximenez, que passou de secretário de Gobbi, a diretor de futebol do Corinthians, foi quem achou inacreditável os dados serem divulgados. Eram tratados como sigilosos no clube. E só situacionistas teriam acesso a essas informações. Ele detectou o que batizou de 'fogo amigo'.

Gobbi apoia Roberto de Andrade à sua sucessão porque é obrigado. Os dois têm sérios problemas de relacionamento. Praticamente não se falam. Roberto era vice de futebol, mas se desligou no ano passado. Não aceitava as ingerências do presidente. Principalmente a sua decisão de mandar Tite embora. Gobbi manteve o apoio a Roberto porque diz é uma questão de lealdade ao grupo que levou Andrés Sanchez ao poder. Não engoliu ter de dispensar seu amigo Mano Menezes.

2ae4 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Só que Andrés também não suporta mais Mario Gobbi. Depois de dois mandatos no Parque São Jorge, se ele quisesse, nomearia Joelma do Calypso como sua sucessora. Preferiu dar o cargo a Gobbi, seu pupilo. Disse que se tornar o 'prefeito' do Itaquerão. Assumiria a responsabilidade de tocar a obra e buscar naming rights. Andrés não dá ponto sem nó. Tinha a certeza que teria os holofotes da mídia.

E teve, até quando não desejava. Nas tristes mortes dos operários na construção do estádio. No endividamento absurdo da obra que passou do bilhão de reais. Do atraso inacreditável que obrigou a Fifa a promover a estreia da Copa sem um jogo-teste com a arena lotada, como deveria acontecer. A abertura do Mundial aconteceu em um estádio sem total cobertura. Porque Andrés vetou os vidros brancos que, ao refletir o sol, ganhavam um tom esverdeado.

Foi além: autorizou o vice Luiz Paulo Rosenberg a consultar a Fifa, pedindo para que o gramado fosse pintado artificialmente de preto. "Verde é a cor do rival Palmeiras", bradava Rosenberg. Lógico que o pedido não foi nem levado em consideração.

Mas Andrés deixou as dívidas para serem pagas à Odebrecht. A primeira parcela de R$ 100 milhões precisa ser quitada no meio do ano. O Corinthians tendo de economizar e pagando R$ 1,8 milhão para atletas atuarem em outras equipes. Pegando emprestado dinheiro do empresário de Mano Menezes, a quem Gobbi queria manter no Corinthians a todo custo.

Os vazamentos desnortearam Gobbi. Ele se diz 'enojado' com a política do clube. Revela estar estafado, 12 quilos mais gordo, tenso. E jura que, quando terminar o seu mandato, no próximo mês, vai sumir do Corinthians. Mas faz questão de posar como o homem que conquistou a inédita Libertadores da América e o Mundial no Japão. Sabe que ninguém o tirará da história corintiana por causa desses títulos. Muito mais importantes que o Brasileiro e a Copa do Brasil que Andrés ostenta.

Gobbi e Ximenez se revoltaram de vez nas últimas semanas. O vazamento das dívidas, do desperdício do dinheiro, do empréstimo de Carlos Leite já foram graves. Mas, quando souberam que o gerente Edu Gaspar estava se reportando a Roberto de Andrade e Andrés em relação às novas contratações, surtaram.

1agenciacorinthians Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Decidiram mostrar autoridade. Foram dois casos simbólicos. Dudu e Conca. Os dois souberam pela imprensa que Andrade e Andrés instruíram Gaspar e até telefonaram para a Unimed. Agiam como se fossem dirigentes com poder no Corinthians. Foi quando Gobbi resolveu comprar talvez a sua última briga política no Parque São Jorge. Contra Andrés, o mentor que deve estar arrependido de lhe ter dado o cargo, em vez de nomear Joelma do Calypso.

Gobbi repetiu o mestre. Quando dirigentes e conselheiros exigiram a demissão de Tite após a derrota do Corinthians para o Tolima, na eliminação da Pré-Libertadores de 2011, Andrés foi direto. "Quem quer a saída do Tite, assine o cheque da rescisão. E pronto. Ele está na rua." Ninguém quis pagar do bolso a multa que batia nos R$ 2 milhões. O técnico ficou e foi campeão da Libertadores e do Mundial.

Gobbi mandou avisar a Andrés. Não há dinheiro agora para pagar a primeira parcela que o Dinamo está exigindo para ceder Dudu, R$ 4,8 milhões. Se ele e Roberto de Andrade conseguirem os milhões ou adiar o recebimento para maio, tudo certo. O mesmo vale para Conca. Se a dupla conseguir convencer a Unimed a aceitar R$ 12 milhões parcelados e a entrada for para maio, excelente. Não vetará. Mas por que maio? Porque Gobbi não será mais o presidente corintiano. O problema não será mais dele e, provavelmente, de Roberto - favoritíssimo na eleição.

1reproducao3 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Andrés não esperava o confronto aberto. O que reverteu uma situação ganha. Dudu e seu empresário Bruno Garcia já haviam acertado salários e tempo de contrato com Edu Gaspar. O que encorajou o jogador a assumir abertamente preferir o Corinthians ao São Paulo. Carlos Miguel já se conformava com a derrota. Foi quando a direção do clube ucraniano avisou. Recusara a proposta corintiana. Se Aidar confirmar o pagamento da primeira parcela à vista, terá o jogador. Dudu tenta resistir, não quer ir para o Morumbi. Teme a rejeição da torcida. Ainda deseja o Corinthians.

Bruno Garcia empresaria também Guerrero. E irritou profundamente Gobbi. Ele e o atacante não cedem. Querem 7 milhões de dólares como luvas, cerca de R$ 18,7 milhões como luvas. E mais R$ 570 mil mensais por três anos de contrato. O contrato de Guerrero vence no meio de julho deste ano. A partir de fevereiro, se não renovar, já poderá assinar pré-contrato com quem quiser. E sair do Parque São Jorge no sétimo mês deste ano. Sem render um centavo para os cofres corintianos.

A ideia de Andrés, Roberto de Andrade e Garcia com problemas, depois de negociarem com o Dinamo e com a Unimed, é muito atraente para os aliados de Gobbi. Há o gostoso sabor de vingança misturado no café servido na luxuosa sala da presidência no Parque São Jorge.

Quem perde com tudo isso é Tite e o próprio Corinthians. A pré-Libertadores contra o Once Caldas começará no dia 4 de fevereiro, no Itaquerão. O jogo de volta será no dia 11, na Colômbia. O treinador não sabe se poderá organizar um esquema com Dudu ou não. O atacante chegou a ter sua reserva feita para a pré-temporada nos Estados Unidos. E depois cancelada.

O São Paulo será adversário do Corinthians no grupo da Morte da Libertadores. Desde que o time de Tite elimine o Once Caldas. San Lorenzo, atual campeão, e o Danubio do Uruguai são os outros 'companheiros do Grupo 2. Só duas equipes ficarão com duas vagas.

De camarote, tomando champanhe com Cinara, o romântico Carlos Miguel acompanha a anarquia tomando conta do Parque São Jorge. E manda o seu departamento de marketing agir. Preparar uma desculpa que amenize a rejeição da torcida, em caso de Dudu ter de atuar no Morumbi e não no sonhado Corinthians. Gobbi que prepare as bochechas...
1reproducaoglamurama Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Andrés Sanchez jura que se fosse presidente em 2012 o Corinthians não disputaria a Libertadores. Alguém acredita?

reuters23 Andrés Sanchez jura que se fosse presidente em 2012 o Corinthians não disputaria a Libertadores. Alguém acredita?
Andrés Sanchez disse que, se fosse presidente do Corinthians em 2012...

O seu clube não disputaria a Libertadores.

O motivo: as baixas cotas pagas pela competição sul-americana.

Com ele como presidente, o Corinthians seguiu fracassando na Libertadores.

O clube não venceu nenhuma.

Algumas perguntas cabem depois da declaração de Andrés...

Será que, para a Conmebol, o Corinthians faria falta?

Caso faça seu sucessor, o já candidato Mario Gobbi...

O clube irá mesmo renunciar à classificação?

Respeitará a opinião do mentor, do seu guru?

O torcedor corintiano não quer ver o time mais disputar a Libertadores?

Que poder Sanchez pensa possuir para tirar o clube da competição mais desejada?

A diretoria, os conselheiros corintianos não têm valor de decisão algum?

Alguém acredita que Sanchez deixaria mesmo o Corinthians fora da Libertadores?

Por que será que está pensando em atitudes que teria como presidente no próximo ano?

Será que tem vontade de mudar os estatutos?

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