Publicado em 02/02/2010 às 17h46
A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias…

Sim, seu contrato terminaria no final do ano.
E ele poderia ir embora de graça.
Mas quem falou que se ele tivesse uma boa proposta, André Dias não ficaria no São Paulo.
Ele foi para a Lazio por cerca de R$ 6,5 milhões.
Dinheiro muito baixo para quem tinha a responsabilidade de comandar a defesa tricolor.
Gritar, orientar, cobrar.
Não trocou agressões em pleno jogo com Hugo?
É dessa raça que o São Paulo abriu mão.
E não só raça.
O poder de antecipação.
A saída de jogo com a bola dominada.
Foi um péssimo negócio.
O time ficou com Renato Silva, Alex Silva e Miranda para a zaga.
Ricardo Gomes assistiu a tudo de camarote.
Ele esperava ter de escalar o São Paulo no 4-4-2, mas apostava na ida de Miranda para a Europa.
No fim, foi André Dias.
Os próprios jogadores lamentaram a ida de um dos líderes do elenco.
E, para vários atletas, André Dias era bem melhor do que o badalado Miranda.
Mas a diretoria não tentou segurá-lo.
Ele disse que seu sonho era atuar na Europa, mas esperava uma oferta do São Paulo para ficar.
Não simplesmente um "Vá com Deus".
Agora o São Paulo vai começar a Libertadores sem o seu zagueiro com maior personalidade.
Com novo esquema tático.
Com vários jogadores desentrosados.
E sem um lateral direito talentoso de ofício.
Muito estranho essa planejamento do São Paulo para tentar ganhar a Libertadores.
Muito estranho...
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Publicado em 16/11/2009 às 14h17
Não foi vontade de vencer. Foi revolta de Hugo. Ele se sente rejeitado no São Paulo.
Há explicação para as ofensas e tapinhas nos rostos entre Hugo e André Dias.
E vai muito além da ansiedade, da vontade de ganhar dos dois.
A verdade é que Hugo se cansou.
O jogador deu um ponto final a toda má vontade do elenco em relação a ele.
Hugo é considerado por grande parte do elenco do São Paulo como um jogador disperso.
De potencial desperdiçado.
A falta de concentração durante os jogos acabou com o sonho com que começou 2009.
Ele tinha a certeza de que seria titular absoluto do clube em que adora jogar.
Mas Muricy Ramalho tinha outros planos.
Hugo se tornou mero reserva e só era colocado quase a força pelo técnico.
Ele acreditava enfrentar uma perseguição por parte de Muricy.
E deixou isso claro ao ver o técnico demitido.
Só que Hugo ficou ainda mais sem graça ao saber que o treinador o defendia.
Se dependesse da diretoria do São Paulo, ele já teria sido negociado e nem começaria 2009 no Morumbi.
Com o passar do Campeonato Brasileiro, Hugo percebeu que não agrada a cúpula do clube.
E se abateu.
Continuou treinando forte, mas estava profundamente magoado ao saber que irá embora em 2010.
Os jogadores perceberam o abatimento e, nos treinamentos, Hugo é constantemente cobrado.
E se sente injustiçado, rejeitado.
Ele já está com o pavio curto há muito tempo.
Principalmente depois de haver deixado acertada a sua ida para o Grêmio.
Quando André Dias começou a xingá-lo e gritar com ele contra o Vitória, Hugo não se conteve e o enfrentou.
André Dias não esperava a reação forte de Hugo.
E quase brigaram.
Ambos só se contiveram por respeitar Rogério Ceni e Washington.
E o detalhe é que os dois são próximos, não são inimigos.
Mas por trás do quadro bonito da vontade de vencer, há a tristeza de Hugo por sair do São Paulo.
E, enfrentando um dos líderes do grupo, ele já avisou: não tolerará mais ofensas ou cobranças que achar injustas.
Até que se apresente no Grêmio na próxima temporada.
Os dois tomaram cartões amarelos e não enfrentam o Botafogo no Engenhão.
Huga está triste por não jogar no Rio, mas se mostra alegre: sabe que passará a ser mais respeitado no Morumbi.
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Publicado em 05/10/2009 às 09h34
O Corinthians fez o pior negócio de 2009…
Tristes indícios no Parque São Jorge.
Mano Menezes deixa claro à TV Record que 2010 será seu último ano no Corinthians. Ronaldo voltou a ficar irritado. A bola parou de chegar ao ataque.
É mais confiável depender de passe do zagueiro do São Paulo, André Dias, do que do meio de campo corintiano. A promessa de marcar 30 gols na temporada perdeu força.
Assim como a pressão popular por sua convocação para a Copa de 2010.
O clube foi obrigado a desistir de vez do Brasileiro, depois da derrota para o Atlético Paranaense. Os adversários deixaram de respeitar o Pacaembu.
Não há dificuldade em ganhar o meio de campo corintiano. A desconfiança já cerca o argentino Defederico.
A mando da diretoria, empresários imploram aos dirigentes cruzeirenses pela liberação do lateral Júlio Cesar que está no Goiás. O clima na festa no 99º aniversário do clube não foi de confiança.
Não havia mais a confiança na conquista da Libertadores em 2010, no ano do centenário.
A certeza virou novamente mera torcida. O grupo Sonda continua insistindo com Riquelme. Faz promessa para o Boca não se classificar à Libertadores e o negócio ser facilitado.
O clima de insegurança e insatisfação que começa a dominar o Corinthians foi criado pelo próprio Corinthians.
A diretoria desmanchou o time que ganhou com toda a autoridade o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Por falta de visão, os dirigentes não enfrentaram André Santos e o mantiveram no Parque São Jorge.
O melhor volante que jogava no Brasil, Christian, queria ficar. Chorou muito ao sair. Bastava dar um aumento.
O talentoso e injustiçado Douglas também aceitaria ficar até o final da Libertadores. Só André Santos necessitaria um tratamento de choque para ficar. Com o detalhe que ele tinha contrato com o Corinthians.
Ao aceitar a saída do trio, os dirigentes foram os maiores adversários de Mano Menezes. E despertaram no técnico a vontade de pensar em trabalhar em outro clube em 2011.
O time que jogava o melhor futebol da América do Sul foi desmantelado. Os três eram peças fundamentais. A equipe tinha entrosamento raro.
Por R$ 11 milhões o Corinthians abriu mão de ganhar o Brasileiro, conseguir a Tríplice Cora. Muito pior: jogou fora a confiança da torcida no futuro. No sonho de entrar na Libertadores de 2010, ano do seu aguardado centenário, como franco favorito.
E não são só os torcedores que estão inseguros, os próprios jogadores já não acreditam no time como ante da saída do trio. A explicação para tanto desperdício ainda ecoa no Parque São Jorge.
“Futebol é business”, disse o diretor de futebol Mário Gobbi ao explicar as vendas dos três jogadores.
Se Gobbi está certo, o Corinthians fez o pior negócio, ou business, de 2009...
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