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A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias…

head A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias...

Sim, seu contrato terminaria no final do ano.

E ele poderia ir embora de graça.

Mas quem falou que se ele tivesse uma boa proposta, André Dias não ficaria no São Paulo.

Ele foi para a Lazio por cerca de R$ 6,5 milhões.

Dinheiro muito baixo para quem tinha a responsabilidade de comandar a defesa tricolor.

Gritar, orientar, cobrar.

Não trocou agressões em pleno jogo com Hugo?

É dessa raça que o São Paulo abriu mão.

E não só raça.

O poder de antecipação.

A saída de jogo com a bola dominada.

Foi um péssimo negócio.

O time ficou com Renato Silva, Alex Silva e Miranda para a zaga.

Ricardo Gomes assistiu a tudo de camarote.

Ele esperava ter de escalar o São Paulo no 4-4-2, mas apostava na ida de Miranda para a Europa.

No fim, foi André Dias.

Os próprios jogadores lamentaram a ida de um dos líderes do elenco.

E, para vários atletas, André Dias era bem melhor do que o badalado Miranda.

Mas a diretoria não tentou segurá-lo.

Ele disse que seu sonho era atuar na Europa, mas esperava uma oferta do São Paulo para ficar.

Não simplesmente um "Vá com Deus".

Agora o São Paulo vai começar a Libertadores sem o seu zagueiro com maior personalidade.

Com novo esquema tático.

Com vários jogadores desentrosados.

E sem um lateral direito talentoso de ofício.

Muito estranho essa planejamento do São Paulo para tentar ganhar a Libertadores.

Muito estranho...

Não foi vontade de vencer. Foi revolta de Hugo. Ele se sente rejeitado no São Paulo.

dado cosme Não foi vontade de vencer. Foi revolta de Hugo. Ele se sente rejeitado no São Paulo.

Há explicação para as ofensas e tapinhas nos rostos entre Hugo e André Dias.

E vai muito além da ansiedade, da vontade de ganhar dos dois.

A verdade é que Hugo se cansou.

O jogador deu um ponto final a toda má vontade do elenco em relação a ele.

Hugo é considerado por grande parte do elenco do São Paulo como um jogador disperso.

De potencial desperdiçado.

A falta de concentração durante os jogos acabou com o sonho com que começou 2009.

Ele tinha a certeza de que seria titular absoluto do clube em que adora jogar.

Mas Muricy Ramalho tinha outros planos.

Hugo se tornou mero reserva e só era colocado quase a força pelo técnico.

Ele acreditava enfrentar uma perseguição por parte de Muricy.

E deixou isso claro ao ver o técnico demitido.

Só que Hugo ficou ainda mais sem graça ao saber que o treinador o defendia.

Se dependesse da diretoria do São Paulo, ele já teria sido negociado e nem começaria 2009 no Morumbi.

Com o passar do Campeonato Brasileiro, Hugo percebeu que não agrada a cúpula do clube.

E se abateu.

Continuou treinando forte, mas estava profundamente magoado ao saber que irá embora em 2010.

Os jogadores perceberam o abatimento e, nos treinamentos, Hugo é constantemente cobrado.

E se sente injustiçado, rejeitado.

Ele já está com o pavio curto há muito tempo.

Principalmente depois de haver deixado acertada a sua ida para o Grêmio.

Quando André Dias começou a xingá-lo e gritar com ele contra o Vitória, Hugo não se conteve e o enfrentou.

André Dias não esperava a reação forte de Hugo.

E quase brigaram.

Ambos só se contiveram por respeitar Rogério Ceni e Washington.

E o detalhe é que os dois são próximos, não são inimigos.

Mas por trás do quadro bonito da vontade de vencer, há a tristeza de Hugo por sair do São Paulo.

E, enfrentando um dos líderes do grupo, ele já avisou: não tolerará mais ofensas ou cobranças que achar injustas.

Até que se apresente no Grêmio na próxima temporada.

Os dois tomaram cartões amarelos e não enfrentam o Botafogo no Engenhão.

Huga está triste por não jogar no Rio, mas se mostra alegre: sabe que passará a ser mais respeitado no Morumbi.

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O Corinthians fez o pior negócio de 2009…

Tristes indícios no Parque São Jorge.

mBurningMoneyBrown O Corinthians fez o pior negócio de 2009...

Mano Menezes deixa claro à TV Record que 2010 será seu último ano no Corinthians. Ronaldo voltou a ficar irritado. A bola parou de chegar ao ataque.

É mais confiável depender de passe do zagueiro do São Paulo, André Dias, do que do meio de campo corintiano. A promessa de marcar 30 gols na temporada perdeu força.

Assim como a pressão popular por sua convocação para a Copa de 2010.

O clube foi obrigado a desistir de vez do Brasileiro, depois da derrota para o Atlético Paranaense. Os adversários deixaram de respeitar o Pacaembu.

Não há dificuldade em ganhar o meio de campo corintiano. A desconfiança já cerca o argentino Defederico.

A mando da diretoria, empresários imploram aos dirigentes cruzeirenses pela liberação do lateral Júlio Cesar que está no Goiás. O clima na festa no 99º aniversário do clube não foi de confiança.

Não havia mais a confiança na conquista da Libertadores em 2010, no ano do centenário.

A certeza virou novamente mera torcida. O grupo Sonda continua insistindo com Riquelme. Faz promessa para o Boca não se classificar à Libertadores e o negócio ser facilitado.

O clima de insegurança e insatisfação que começa a dominar o Corinthians foi criado pelo próprio Corinthians.

A diretoria desmanchou o time que ganhou com toda a autoridade o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil. Por falta de visão, os dirigentes não enfrentaram André Santos e o mantiveram no Parque São Jorge.

O melhor volante que jogava no Brasil, Christian, queria ficar. Chorou muito ao sair. Bastava dar um aumento.

O talentoso e injustiçado Douglas também aceitaria ficar até o final da Libertadores. Só André Santos necessitaria um tratamento de choque para ficar. Com o detalhe que ele tinha contrato com o Corinthians.

Ao aceitar a saída do trio, os dirigentes foram os maiores adversários de Mano Menezes. E despertaram no técnico a vontade de pensar em trabalhar em outro clube em 2011.

O time que jogava o melhor futebol da América do Sul foi desmantelado. Os três eram peças fundamentais. A equipe tinha entrosamento raro.

Por R$ 11 milhões o Corinthians abriu mão de ganhar o Brasileiro, conseguir a Tríplice Cora. Muito pior: jogou fora a confiança da torcida no futuro. No sonho de entrar na Libertadores de 2010, ano do seu aguardado centenário, como franco favorito.

E não são só os torcedores que estão inseguros, os próprios jogadores já não acreditam no time como ante da saída do trio. A explicação para tanto desperdício ainda ecoa no Parque São Jorge.

Futebol é business”, disse o diretor de futebol Mário Gobbi ao explicar as vendas dos três jogadores.

Se Gobbi está certo, o Corinthians fez o pior negócio, ou business, de 2009...