13 de setembro | às 17h50

reuters921 Os milagres de Joel Santana e o seu Botafogo, terceiro do Brasileiro...

Ficar fora da Copa do Mundo de 2010 foi a sua dor mais profunda como treinador.

Seu sonho era ter o prazer trabalhar em um Mundial como técnico.

Mas os dirigentes da África do Sul não lhe deram a chance.

A campanha foi ruim, mas o que mais pesou foi o inglês tosco, motivo de piadas aqui no Brasil e lá.

Joel Santana tinha certeza de que iria volta a trabalhar no clube que acreditava ser a sua casa: o Vasco.

Com a saída de Dorival Júnior, ele estava cotado, ao lado de Vagner Mancini.

Só que conselheiros pressionaram Roberto Dinamite e o clube apostou em Mancini.

Joel se sentiu traído.

E se calou.

Mas o time da Cruz de Malta o ajudou.

Goleou o Botafogo de Estevam Soares.

E o cargo caiu no colo de Joel Santana.

Ninguém acreditava que iria dar liga.

O time era limitado.

O Flamengo super favorito, com seu Império do Amor.

Só que o patinho feio ficou com o título.

O Botafogo ainda deve cerca de R$ 300 milhões em impostos e dívidas trabalhistas.

Por isso, mesmo campeão carioca não teve como fazer grandes investimentos para o Brasileiro.

O maior,quem diria?, foi a manutenção de Joel Santana.

Ele não cedeu à proposta do Flamengo.

E lá foi ele, sua prancheta e o elenco do Botafogo que chama de 'conta do chá'.

Ou seja: dá certinho, não tem de menos ou de mais.

O Engenhão virou armadilha mortal para os adversários.

Os empresários se assanharam com o sucesso do Botafogo e o ofereceram a um clube árabe.

Joel Santana ficou feliz como uma quarentona bem casada ao recusar convite de um garotão para jantar.

Depois, fez Loco Abreu voltar à razão com uma imensa bronca pública.

Ganhou o grupo.

E até a amizade do uruguaio, que gostou de ser confrontado.

Joel Santana fez do Botafogo a equipe que mais ganhou pontos após a Copa do Mundo.

Sua moral está nas nuvens.

Há conselheiros do São Paulo que o apontam como solução para 2011.

O incrível é que são os mesmos que o ridicularizaram quando ele passou pelo Corinthians na década de 90.

Mas será difícil tirar Joel Santana do Botafogo.

Ele se sente bem demais.

Só ele é capaz de fazer o clube tão endividado viajar na segunda-feira para enfrentar o Goiás, na quarta-feira, por exemplo.

O que ele pede à diretoria tem.

Já falou a amigos que esta é a fase da sua vida, da sua carreira, em que está sendo mais respeitado.

Ganhou a camisa de Rogério Ceni depois do jogo de ontem.

Tem o respeito da imprensa nacional.

As brincadeiras constrangedoras com o seu fraco inglês ficaram para trás.

Ninguém tampouco ironiza a prancheta.

O mundo do futebol respeita os vencedores.

A campanha do Botafogo de Joel Santana no Brasileiro é de cair o queixo.

Levar esta equipe ao terceiro lugar, com chances reais de Libertadores e de título é uma façanha.

Ainda mais com o Botafogo tocando a bola com velocidade e inteligência.

Cada jogador fazendo até mais do que pode.

Impressionante a reviravolta na carreira de Joel.

O desprezo da África do Sul...

Ser preterido pelo Vasco...

E agora, cultuado como um rei no Botafogo...

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13 de agosto | às 16h07

reuters30 300x213 Infiltrações em Kaká. O que mais a clausura de Dunga escondeu?

A cada dia uma nova e assustadora revelação envolvendo Kaká e a Copa da África.

Primeiro foi a cirurgia que se submeteu ao joelho esquerdo.

As dores e ele o departamento médico acreditavam que as dores eram efeito colateral da pubalgia.

Só que a pubalgia estava melhor do que seu joelho.

Depois, ontem, em entrevista ao Marca da Espanha ele confirma ter recebido infiltração no joelho para jogar.

Infiltração é injeção de corticóide para evitar dores.

O medicamento que o doutor Runco usou era liberado pela Fifa.

Mas o princípio da infiltração é o mesmo usado no doping cruel no hipismo.

Para os cavalos não sentirem dores devido aos saltos, eles recebem infiltração.

Muitos terminam provas com cortes nas patas graças aos toques nos obstáculos.

Só que os animais não se manifestam porque não sentem as dores.

Runco confirmou: fez duas infiltrações em Kaká.

Uma no pé direito e outra no joelho esquerdo.

A reveleção demonstra três coisas.

A primeira a vontade absurda e irresponsável de Kaká de atuar de qualquer maneira no Mundial.

A segunda que ele não é tão sincero em momentos de pressão, já que cansou de dizer que estava tudo bem.

E a terceira, os jornalistas não podem acreditar no que ouvem.

Principalmente dos médicos.

Isso para quem achou que esconder o peso de Ronaldo e de Adriano em 2006 era grave...

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6 de agosto | às 16h03

divulgação200 A máscara vai caindo. E Kaká poderia ter sido cortado da Copa...

E a máscara caiu.

Ou um será que um dia ela existiu?

Quem foi para a África do Sul, mesmo tendo um olho só e mesmo com catarata enxergou.

Kaká tinha um problema médico sério.

O desconforto era evidente cada vez que ele tocava na bola.

O meia evitava dar arranques, sua marca registrada.

Foi um jogador sem força física.

Sem perfeição nos arremates.

Não marcou um gol sequer.

As caretas, as conversas com os médicos, a preocupação dos companheiros.

Ele só avisou, respondendo uma pergunta minha, que passaria por uma avaliação.

Médicos decidiriam se iria operar ou não a pubalgia.

Só que o seu joelho esquerdo estava bem pior que o púbis.

O médico Marc Martens, que já operou Ronaldo, Gullit, Inzagui e muitos outros jogadores foi claro.

Se assustou ao examinar os meniscos de Kaká.

E foi direto.

"Ele colocou sua carreira em risco disputando a Copa do Mundo."

A operação foi um sucesso.

E ele ficará nada menos do que quatro meses longe do gramado.

Kaká confirmou o que negava na África do Sul: jogava com dores.

Todo o departamento médico da Seleção Brasileira ficou exposto.

O médico principal, José Luiz Runco teve de se defender.

E complicou ainda mais a situação.

Deixou claro que falou Kaká chegou com um grave problema no quadril.

E que conversou com o jogador até sobre corte.

Deixou claro que se ele não melhorasse não disputaria a Copa.

O maior sintoma da lesão na cartilagem do joelho de Kaká é a dor, de acordo com o médico Martens.

Disputar a Copa da África do Sul era o grande sonho do jogador.

Ele já tinha sido um fiasco no Real Madrid.

Fiasco para um jogador com seu potencial.

Fiasco para quem foi comprado por 65 milhões de euros.

Os dirigentes espanhóis e principalmente a imprensa desconfiavam que estava se poupando para a Copa.

Kaká parou de dar entrevistas aos jornais espanhóis.

Por tudo isso, é muito possível que Kaká tenha suportado as dores em silêncio.

Isso só ele sabe.

O resto estamos sabendo e entendendo agora.

O principal jogador na estratégia de Dunga estava pior fisicamente do que se supunha.

Deve ter suportado dores fortíssimas.

Seu sacrifício foi em vão.

Atrapalhou a Seleção Brasileira.

E colocou sua carreira em risco.

Tudo por falta de uma postura mais firme.

Mais clara.

Mais transparente da Comissão Técnica.

Principalmente do doutor Runco...

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31 de julho | às 13h28

divulgação46 Se Dunga tivesse de pagar pelo vexame na África, qual seria a pena justa?

Na África do Sul parecia uma piada.

Quando os norte-coreanos choravam ao ouvir o hino nacional do seu país, eles choravam.

Os jornalistas brasileiros estranhavam.

As lágrimas iam além da devoção ao país.

A piada é que eles choravam com medo de voltar ao regime ditatorial.

Se dessem vexame na Copa da África teriam de enfrentar a fúria de Kim Jong-il.

A realidade se mostrou pior.

O mundo inteiro noticiou que os jogadores e, principalmente, o treinador Kim Jong-Hun foram humilhados.

Ignorantes de futebol, as autoridades queriam que a Coréia do Norte repetisse em 2010 a surpreendente campanha de 1966.

Na Inglaterra os orientais venceram a Itália, se classificaram para a segunda fase da Copa.

E chegaram a estar vencendo por 3 a 0 Portugal de Euzébio e Coluna.

Só que não conseguiram suportar e perderam a partida por 5 a 3, em um dos jogos mais emocionantes de todos os Mundiais.

Na África do Sul foram três derrotas.

O time sofreu 12 gols e só marcou um, justo contra o time de Dunga.

Os jogadores e o treinador tiveram de ouvir um discurso de seis horas ontem.

O ministro dos Esportes, Pak Myong-Chol foi arrasador.

Disse que eles haviam envergonhado o país.

Que a Seleção Norte-Coreana foram fizeram uma publicidade contra o regime comunista.

Mostrou ao mundo uma fragilidade inadimíssivel.

E que não tinham honra.

O ministro falou diante de jornalistas, autoridades e até familiares dos jogadores e do técnico.

Um vexame.

Além de falar, a punição: trabalhos forçados.

Principalmente para o treinador.

Imagine se o mesmo acontecesse no Brasil...

Em vez de estar viajando pelo mundo, o que deveria acontecer com Dunga?

E seus jogadores?

Que punição você recomendaria?

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7 de julho | às 12h56

medo Se fala, e muito, em Bruno do Flamengo. Na semifinal da Copa do Mundo, em plena África...

Durban...

Daqui a pouco, Alemanha e Espanha entrarão aqui, no gramado do Moses Mahbida, estádio lindíssimo.

Será a semifinal que decidirá o adversário da Holanda, na final da Copa de 2010.

Há mais de dois mil jornalistas espalhados por aqui.

Mas o interesse dos frequentadores da torre de Babel quando encontram um brasileiro têm uma pergunta pronta.

Não quem será o novo treinador brasileiro.

Ou o que aconteceu com Kaká durante o Mundial.

A questão é: "Quem é o goleiro brasileiro acusado de assassinato?'

Com a rapidez da Internet, a terrível história ganhou o mundo.

Está nos noticiários africanos.

E com detalhes mórbidos.

A vida de Eliza

Tudo sobre o primo de 17 anos.

Macarrão.

A notícia que a mulher de Bruno foi detida transmitida pelas rádios.

Em inglês e até em zulu.

E a Polícia Militar procurando o goleiro do Flamengo.

A presidente/vereadora Patricia Amorim promete divulgar uma nota oficial ainda hoje.

Demorou.

A situação terrível expõe um jogador como nunca aconteceu na história.

Não sei o que explicar.

Não quero falar que li sobre o primo haver dado uma forte coronhada na cabeça de Eliza.

E nem sobre uma das versões mais sombrias: a que teria cortado o corpo dela em pedaços e dado a cachorros.

Torço para ser devaneio, fantasia, loucura.

Vídeos de Eliza antecipando o seu sumiço circulam no Youtube e são apresentados na tevê africana.

O goleiro do Flamengo garantindo que ainda iria rir da situação.

Tudo é terrível, absurdo.

Mais um escândalo na história do Brasil.

Quando me pressionam para explicar o que aconteceu, disfarço.

"Não sei quem é Bruno..."

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2 de julho | às 12h51

logo brasil2014 Acabou para você, Dunga!!!!! Pena que o Brasil foi junto...

Port Elizabeth...

Logo no aquecimento, os deuses pareciam estar ao lado de Dunga.

A escalação já havia até sido entregue para a imprensa.

O zagueiro pela esquerda de  Bert van Marwijk era Mathjsen.

Mas ele sentiu dores no joelho direito já no gramado do Nelson Mandela Bay.

E vou cabisbaixo para o vestiário.

No seu lugar, entrou o surpreendido Andre Ooijer.

Dunga conseguiu esconder a recuperação de Felipe Melo.

E com ele, o meio de campo brasileiro reforçava o seu poder de marcação.

A estratégia brasileira foi surpreendente no primeiro tempo.

Dunga atraiu os holandeses para o campo brasileiro.

E orientou os seus jogadores a atuar no contragolpe, com toques de primeira na bola.

O treinador tinha certeza que, contra os grandalhões holandeses, a habilidade e velocidade brasileira prevaleceria.

Os europeus viram com cautela aquela intermediária para atacar.

Aos poucos foram se encorajando.

Mas era uma armadilha.

Kaká, Robinho estavam encolhidos, ajudando na marcação.

Tudo o que o Brasil queria era ter espaço ao retomar a bola.

Surpreender.

E foi de cair o queixo mesmo.

O lançamento saiu de quem ninguém esperava.

Nem os brasileiros.

Aos nove minutos, Zizinho encorporou Felipe Melo.

E ele descobriu Robinho passeando pela área holandesa.

A bola chegou no setor do reserva Ooijer.

O atacante só desviou para  as redes.

Os holandeses sentiram o gol.

Os brasileiros passaram a tocar a bola, driblar, ter mais confiança.

Robben e Sneidjer eram bem vigiados.

O máximo que conseguiram foi um perigoso cartão amarelo para Michel Bastos.

Enquanto isso, o Brasil criava e perdia chances preciosas.

A mais impressionante aconteceu quando Robinho saiu de dois marcadores, deu para Luís Fabiano.

De chaleira, ajeitou para Kaká.

A bola iria no ângulo, mas Stekelenburg  não deixou e fez uma excelente defesa.

O ânimo brasileiro na classificação era evidente.

Os gols desperdiçados foram esquecidos.

Mas por pouco tempo.

Mal começou a etapa final e eles seriam lembrados.

Depois de uma cobrança de falta na intermediária, a bola foi levantada para a área.

E aí, Felipe Melo não foi Zizinho.

Foi Felipe Melo.

Ele subiu torto para cabecear e acabou desviando a bola para as redes brasileiras.

No gol contra, Julio César teve participação.

Ele poderia ter atropelado o brasileiro.

Goleiro tem essa prerrogativa nas bolas aéreas.

1 a 1, logo aos oito minutos do segundo tempo.

O gol achado, feio.

Mas valeu e doeu como se fosse um de placa.

Descontrolou o time de Dunga.

A confiança passou a vestir laranja.

E principalmente Felipe Melo.

O  jogador demostrava insegurança e nervosimo a cada lance.

E o que estava ruim poderia e iria ficar pior.

Um mero escanteio e Kuyt desviou a bola de cabeça para o toque, também de cabeça, do baixinho Sneidjer.

Gol da Holanda!

Quem estava na jogada, na frente de Sneidjer?

Sim, ele mesmo...

Felipe Melo.

O time brasileiro inteiro se abateu, se irritou.

Parou de jogar e começou a discutir, fazer faltas.

E um deles resolveu não só dar pontapé em Robben, mas pisou no holândes.

O volante criado à imagem e semelhança de Dunga foi merecidamente expulso.

O Brasil passava a ter dez jogadores em campo.

Os nervos de todos em frangalhos.

Acabou aí a estratégia, o desenho tático.

Lúcio virou centroavante.

O Brasil estava de joelhos, aberto para os contragolpes dos holandeses.

Mas eles estavam satisfeitos.

Sabiam que o jogo estava ganho.

Não queriam arriscar.

Com calma, acabaram com os planos de Dunga.

Com o sonho do hexacampeonato.

O Brasil de Dunga era muito mais frágil do que parecia.

Agora é buscar outro técnico.

Outro caminho.

O da seleção do confinamento, do silêncio, do segredo acabou.

Os deuses do futebol e da liberdade não deixaram a censura vencer.

Acabou a Copa para o Brasil.

Acabou para você , Dunga!

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1 de julho | às 16h00

vincent van gogh 16 Quem tem medo são os holandeses...

Port Elizabeth...

Não adianta.

A camisa verde e amarela sempre causa desconforto para o adversário.

Foi assim na coletiva do treinador holandês Bert van Marwijk.

Na entrevista oficial, com tradutor, microfones e centenas de jornalistas, ele manteve a pose.

Disse que não teme o favorito Brasil.

Que seu time tem grandes jogadores como a equipe de Dunga.

E várias outras frases feitas.

Mas quando os microfones da Fifa foram desligados, ele fez ao contrário do técnico brasileiro.

Ele ficou batendo papo com os jornalistas holandeses.

De maneira tranquila, foi uma conversa de amigos.

Descontraído, falou e mostrou sua enorme preocupação com o jogo da amanhã.

Disse que não pode abrir a Holanda.

Permitir que o Brasil toque a bola, faça o que quiser na frente.

Van Marwijk oficial, conversando com o mundo é um.

Conversando entre 'os seus' é outro.

O confronto aberto que todos estão esperando, das duas equipes mais corajosas da Copa, pode se tornar Coreia do Norte e Brasil.

O treinador deixou escapar que tudo o que não pode fazer é jogar como a Costa do Marfim.

Foi claro em relação a dar espaço ser um convite para a derrota como aconteceu com os marfinenses.

Dunga deveria ter um espião infiltrado.

Ele gostaria do que ouviria.

Há um grande medo do Brasil.

Principalmente de Maicon e da velocidade de Robinho.

E do versátil  Daniel Alves no meio de campo.

Enquanto Robben, Sneidjer, Van Bommel fazem pose e povoam os pesadelos de muitos jornalistas brasileiros aqui em Port Elizabeth, o treinador europeu mostra o que é temor de verdade.

E seu time vai marcar forte o Brasil.

A Laranja Mecânica não existe mais há muito tempo.

Ele parece saber diferenciar quem é cinco vezes campeão mundial.

E quem nunca foi além da palavra bijna...

Bijna é quase em holandês...

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28 de junho | às 13h07

99 E o caso Bruno chega à África do Sul...

A situação está ficando tão deprimente que chegou até aqui na África do Sul.

Jornalistas cariocas se mostram cada vez mais perplexos com as notícias que chegam do Brasil em relação ao caso Bruno.

A presidente/vereadora Patricia Amorim demorou, mas acabou cedendo aos conselhos até de Zico.

O goleiro foi isolado do outros jogadores do Flamengo.

Eles estão constangidos com a possibilidade dele estar envolvido no desaparecimento da sua ex-namorada, Eliza Samudio.

O grupo foi para Itu e ele continuará treinando no Ninho do Urubu.

Os pais da modelo foram de Foz do Iguaçu até Belo Horizonte para ficar com a guarda do menino de quatro meses, Bruno, filho de Eliza e o goleiro do Flamengo.

Mal chegou em Minas Gerais, o pai foi direto em relação ao que pensa sobre a filha.

"A esperança é a última que morre, mas no fundo, no fundo, eu tenho quase certeza de que ela não está mais entre a gente."

E sobre Bruno, tem certeza de que matou a filha.

"Ele é um covarde por ter feito isso".

Ele tem certeza que Eliza foi morta pelo jogador do Flamengo.

O pai sabia que a filha já havia dado queixa de Bruno por agressão.

De acordo com o seu depoimento, ela teria apanhando muito.

E grávida.

A notícia corre o mundo, denegrindo a  imagem de Bruno e do clube carioca.

Da China, passando por Portugal, Espanha, Estados Unidos...

O tom é acusatório.

Vale lembrar que não há qualquer prova contra Bruno.

São só suspeitas.

A polícia mineira está investigando o seu sítio.

Local onde já foi acusado de ter espancado uma prostituta.

Um de seus carros está sendo periciado, há busca de vestígios de sangue da modelo.

A notícia tem enorme destaque  em todos os maiores veículos de comunicação do Brasil.

Todos.

Diante de todo triste quadro, a postura de Bruno provoca indignação.

"Eu ainda no futuro vou rir de tudo isso", disse na Gávea.

"No futuro vou rir disso tudo."

Triste, tudo é muito triste...

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27 de junho | às 12h49

1966 Lembra de 1966, Inglaterra? Agora qual é o gosto da injustiça?

Todos os jogos entre Brasil e Uruguai são a vingança da final da Copa de 1950.

E toda Inglaterra e Alemanha a revanche da decisão de 1966.

Se o Brasil só pode culpar a própria incompetência na Copa de 50, o mesmo não pode falar dos alemães.

O terceiro gol de Geoff Hurst dói até agora.

A bola bateu no travessão e reproduções digitais mostram que não entrou.

Mas foi o terceiro gol e facilitou a vitória no 4 a 2.

Só que chegou a doce hora da vingança.

Aqui na África.

Com o patrocínio uruguaio de Jorge Larrionda.

Ele não confirmou o gol de Lampard.

A bola bateu no travessão e entrou muito dentro do gol.

Martin Vasques o bandeira foi pela cegueira.

E vendeu a arbitragem do compatriota Jorge Larrionda.

Depois desse lance nítido, a Inglaterra de Capello se desmantelou.

Tomou gols e mais gols nos contragolpes.

Se tivesse empatado, não iria se abrir tanto.

E todou a histórica goleada por 4 a 1.

O gol não confirmado mudou, acabou com a partida.

Niguém sabe o que aconteceria se fosse confirmado o empate.

O gosto amargo que os ingleses sentem hoje, sabendo que terão de arrumar a mala, é o mesmo que os alemães sentiram em 1966.

É a injustiça, justa...

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24 de junho | às 15h30

g45 Dunga: ame o ou deixe o...

Dunga foi muito inteligente.

E conseguiu reverter a pressão que sofria por haver ofendido o comentarista da Globo, Alex Escobar.

Usou de uma arma recém descoberta: a comunicação direta com o torcedor.

Inteligente, ele faz com que as dezenas de câmeras e centenas de jornalistas trabalhem por ele.

E leve à torcida o seu discurso direto.

E aqui na sala de imprensa do estádio Moses Mabidha, deu uma aula de como reverter uma situação.

Primeiro, tomou uma atitude rara na sua vida: pediu desculpas.

Não ao jornalista ofendido, mas ao torcedor, a quem ouviu seus palavrões.

O duro Dunga reconhecer um erro, mesmo que ao alvo errado, é um acontecimento.

E mais, o treinador mostrou seu lado humano, baixou por segundos a guarda.

Falou do pai doente, preso à cama há anos.

Edelceu sofre de mal de Alzheimer.

Foi firme, não chorou.

Falou do exemplo que um filho precisa seguir.

E disse o que está fazendo com a Seleção Brasileira, enquanto o pai  não consegue falar, andar, interagir.

"Para mim, é mais uma oportunidade de mostrar para ele tudo que ele me ensinou: que o homem para ser homem precisa ter dignidade, coerência, virtude, honra, transparência e saber pedir desculpas quando erra."

Bastou Dunga balbuciar a palavra desculpas que os centenas de jornalistas silenciaram.

E tinha mais.

"Eu só quero que me deixem trabalhar."

O recado com certeza atingiu o torcedor.

Dunga hoje tem uma popularidade que encosta na do presidente Lula.

As duas vitórias nas primeiras partidas do Brasil na Copa pesam.

Mas a sua postura de enfrentar a Globo tem sido recompensada.

Graças a ele há a campanha de amanhã: um dia com as pessoas não assistindo à emissora carioca.

Dia do jogo do Brasil.

A campanha é para mostrar de que lado está o torcedor: de Dunga.

E a estocada final, falar da mãe, do seu sofrimento, foi primorosa.

"Não se faz a um ser humano o que estão (a imprensa) fazendo com o filho dela (ele mesmo).

Mas ela me ensinou a não abandonar nada antes de terminar.

E também, por ser professora de História, o que foi motivo de chacota (de alguns jornalistas), ela também me deu uma lição.

Temos de ser patriotas. Embora muita gente não goste. E fazer o melhor pelo país, pela família, pelos amigos."

Como ficar contra um discurso desses?

Mas ele não quer o apoio dos jornalistas.

Daqueles que sobem em prédios para desvendar que seu time jogará com Júlio Baptista e Daniel Alves contra Portugal.

Ele fala diretamente com os milhões de brasileiros que acompanham, empolgados, a Copa do Mundo.

As vitórias e  postura de Davi de Dunga contra a Golias, Globo, fizeram nascer um novo ídolo.

O treinador da Seleção percebeu isso.

E cada vez mais vai usar os microfones, as câmeras, os sites e os jornais para consolidar a imagem de um herói perseguido.

Cercado por inimigos.

Os jornalistas.

Dunga está se mostrando um mestre da comunicação

Conseguiu criar a seguinte situação: quem não está do lado dele, quem o questiona, quem não concorda com ele, não é patriota.

Está contra o Brasil.

O ideal talvez seja fechar os olhos a tudo de errado que acontece.

A falta de liberdade se justifica.

O clima pesado.

As inúmeras proibições.

A falta de alegria.

A censura.

O não pode.

Talvez seja mesmo melhor seguir Dunga...

É o que a opinião pública quer.

Então vamos cantar a todos os pulmões e esquecer o resto...

Noventa milhões em ação
Pra frente Brasil
Do meu coração

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil
Salve a Seleção

De repente é aquela corrente pra frente
Parece que todo o Brasil deu a mão
Todos ligados na mesma emoção
Tudo é um só coração!

Todos juntos vamos
Pra frente Brasil, Brasil
Salve a Seleção...

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