Publicado em 22/03/2010 às 10h56
Uma grande decepção no Flamengo. Andrade…

Andrade cansou.
Acordou.
Ou percebeu.
Você escolhe o verbo.
Finalmente o treinador do Flamengo se manifestou sobre as inúmeras críticas que o time recebe por Adriano, Love até Willians, expulso de restaurante.
O comandante do time mais popular do Brasil abriu a boca.
Afinal, pela hierarquia, ele deveria dar o norte aos jogadores.
Só que Andrade, um ex-jogador brilhante, caiu na armadilha fácil.
Para não entrar em conflito com seu time.
E nem fortalecer a imagem de um técnico sem energia, sem força, sem disciplina, escolheu uma terceira via.
Acusou a imprensa de conspirar contra o Flamengo.
É como se todos os jornalistas recebessem ordens de passar a prejudicar o clube rubro-negro.
E começaram a ser divulgadas as farras de Adriano.
Os seus privilégios.
As faltas aos treinamentos.
Os bailes funk de Love recheados com traficantes.
Petkovic abandonar o Maracanã, em pleno intervalo, ao ser substituído.
A decadência física do time.
Tudo isso invenção da imprensa.
Vontade de prejudicar, atrapalhar.
Se a imprensa fosse séria, deveria se calar.
Ajudar o Flamengo e seus jogadores.
A função é promover, festejar.
O que vale é dentro do campo.
Se os torcedores enchem o Maracanã está tudo certo.
O resto é bobagem.
Uma pena Andrade ter essa visão da situação.
Por anos ele amargava a situação de ser um mero auxiliar de treinador na Gávea.
Não era valorizado.
O que falava não ecoava.
O destino jogou o Flamengo nas suas mãos.
Foi campeão brasileiro com mérito.
Fez o time jogar com audácia, coragem, no ataque.
Teve o aumento dos seus sonhos.
Agora que tem tudo nas mãos, para se impor como um técnico da elite, ele escolhe o caminho mais confortável.
Foge dos problemas.
Não enfrenta.
Desvia o foco.
É mais um a tentar queimar o sofá depois da traição.
Alguém precisa acordar Andrade.
Agir dessa maneira só desaponta.
Frustra quem viu nele o potencial de um grande técnico.
E faz questionar.
É esse o tipo de comandante que o grande Flamengo precisa?
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Publicado em 17/03/2010 às 05h55
Empresário de Adriano cansou. Chegou a hora de o atacante do Flamengo voltar para a Europa…

No acordo com Adriano com o Flamengo há períodos em que ele pode sair do clube.
Sem render um centavo.
O atacante não abriria mão dos R$ 17 milhões que receberia do seu contrato com a Inter de Milão à toa.
Longe disso.
Ele e Gilmar Rinaldi acertaram que outro período livre para a saída de Adriano é logo depois do Mundial.
Ou seja: eles podem desde já escolher um novo clube e tudo bem.
Até mesmo nos jogos finais da Libertadores, caso o Flamengo chegue lá, não está decidida a participação do atacante.
Adriano não está mal no Brasil.
Ele recebe seu alto salário no Flamengo que foi aumentado em 40% este ano.
Passou para R$ 500 mil a cada trinta dias.
Resultado da conquista do Campeonato Brasileiro.
É adorado pela torcida.
Sai com seus amigos.
Dança.
Bebe a sua cerveja, que costuma chamar de Danone, como reportagem do jornal O Dia.
Noiva.
E tem regalias inéditas em toda a história da Gávea.
Dunga tem um carinho por ele que se aproxima do paterno.
O treinador da seleção sente que Adriano não tem má índole, o problema é a falta da pessoa mais importante na sua vida.
E que tinha o poder de controlá-lo: seu falecido pai.
Então Dunga se sente na obrigação de ser até contraditório por ele.
O rigor militar vale para os jogadores que nasceram no Brasil.
Menos para Adriano.
Os companheiros do Flamengo tentam blindá-lo.
Fazem vista grossa aos seus privilégios, até porque sabem que para o clube ele é fundamental.
Não só nos óbvios gols, mas na questão dos patrocínios que garantem os salários em dias, coisa rara no Flamengo das últimas décadas.
Mas o Ministério Público do Rio de Janeiro pode apressar a saída de Adriano do País.
O pedido de instauração de inquérito por causa da compra de uma moto foi mais um forte golpe no jogador.
O jornal O Dia levantou a informação que, em 2008, ele comprou a moto Hornet 600, no valor de R$ 35 mil.
Ele usou um amigo para comprá-la.
E ela foi registrada em nome da sua mãe Marlene Pereira de Souza, que nunca foi pilotou moto alguma.
O pior vem agora: a motocicleta teria sido repassada para Paulo Rogério de Souza Paz, acusado pela polícia de comandar o tráfico no Morro da Chatuba.
A situação está complicada de verdade.
Não é apenas mais um escândalo com a noiva ou uma estranha queimadura no seu tornozelo.
Esses episódios são banais.
Com delegados cariocas citando o caso de Belo, cantor que acabo preso acusado de envolvimento com traficantes.
Ao contrário de Belo, o poder financeiro de Adriano é muito grande para contratar uma sensacional bancada de advogados.
E conseguir protelar esse caso por anos.
Tempo o suficiente para jogar na Europa ou onde quiser.
E ficar ainda mais rico para conseguir, se precisar, adiar a solução do caso por quanto tempo quiser, tal a lentidão da Justiça brasileira em alguns casos.
Gilmar Rinaldi é o conselheiro e empresário de Adriano.
Embora garanta não estar nem um pouco preocupado, que o jogador pode presentear quem quiser, ele quer o atacante fora do Brasil.
Aqui ele não tem o menor controle sobre o atacante e suas noitadas.
Este inquérito do Ministério Público era tudo o que Gilmar desejava.
Vai viajar em breve para fechar o retorno de Adriano para a Europa.
Gilmar que, como Dunga, oferece uma proteção paterna a ele, achou que deu.
Chega de ficar tão exposto.
As coisas estão saindo outra vez do controle.
Adriano começa a concordar...
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Publicado em 15/03/2010 às 09h54
Adriano, pessoas ruins, Vagner Love, traficantes, o egoísmo de Dodô, Mancini ameaçado…

"Que Deus perdoe essas pessoas ruins."
Estava escrito na camiseta branca que Adriano colocou embaixo da camisa do Flamengo.
Depois do inexistente pênalti, que ele cobrou com firmeza, o atacante mandou o recado.
Para as pessoas ruins que tiveram coragem de espalhar a sua confusão com a noiva Joana.
Justo Vagner Love correu para mostrar a mensagem para as câmeras.
Ele sabia que havia sido flagrado pela TV Globo em um baile funk, cercado de traficantes com fuzis nas mãos.
Alguns deles, inclusive, servindo de segurança ao atacante.
Do outro lado, o contestado Mancini sofria nas mãos de Dodô.
O atacante além de jogar mal, perdeu um pênalti no primeiro tempo.
No segundo, houve nova penalidade.
Mancini mandou Jeferson cobrar.
Dodô não deixou e cobrou de novo para nova defesa de Bruno.
Que comando é esse de Mancini?
O presidente Roberto Dinamite disse a conselheiros que vai cobrar.
Dos dois.
A situação de Mancini está mais difícil do que possa parecer.
E o grupo de jogadores começa a isolar Dodô por seu egoísmo.
Enquanto isso, Adriano e a diretoria do Flamengo comemoram o pênalti inexistente.
Como se fosse uma redenção completa.
Hora de esquecer as faltas, os escândalos, as mordomias.
E seguir a vida.
Adriano não deu a vitória ao Flamengo?
Então, todos que se calem.
O que importa é o resultado, como diria um Maquiavel nascido no Leblon.
Coitados dos que exigem profissionalismo.
Futebol é vitória.
Os gols mandam a razão para baixo do tapete.
O que vale é festejar.
E esperar, em agonia, que Adriano chegue da festa para treinar.
Não é bom esquecer.
Se ele não chegar...
As pessoas 'ruins' estarão de prontidão...
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Publicado em 13/03/2010 às 10h31
O Vasco é o adversário ideal para a volta de Adriano I. Imperador do Flamengo. E do Rio de Janeiro…

Não tem jeito.
Adriano fez, faz e fará o que quiser no Flamengo.
E sempre será recebido com palmas, tapinhas nas costas.
O máximo que vai ouvir será um 'olha lá, hein?!'
A presidente/vereadora Patricia Amorim já aprendeu como funciona o teatro do futebol.
Ela se tranca com o jogador na sua luxuosa sala.
Tem uma conversa amigável, bem próxima da que leva com seus quatro filhos e está tudo resolvido.
Para a imprensa passa a imagem de corajosa.
Membros da diretoria espalham boatos pela Gávea favoráveis a Patrícia.
E a mostram dando ultimatos a Adriano.
Ultimatos que nunca se cumprem.
Nem se cumprirão pela importância dele, como o grande ídolo do Flamengo, do futebol carioca.
Basta o atacante colocar a camisa de treino e o clube ter um clássico pela frente e tudo está esquecido.
O rival histórico Vasco vem bem a calhar.
Ainda mais porque está um arremedo de time nas mãos de Mancini.
O time está tão mal que espantou a sua própria torcida.
Em várias partidas o público é de pouco mais de 1.500 pessoas.
O presidente Roberto Dinamite está preocupado em tentar receber os R$ 7 milhões do patrocínio da Eletrobrás.
E busca as certidões negativas de dívidas do Vasco.
Por isso não repara no decepcionante momento do clube da Cruz de Malta.
Adriano tem tudo mesmo para voltar e marcar gol amanhã no Maracanã lotado.
É a típica partida que os atletas chamam de 'levanta defunto'.
A dupla que a imprensa carioca batizou de 'Império do Amor' estará de volta.
Adriano e Vagner Love.
Tudo é festa.
Na coletiva de ontem, a sua segunda entrevista do ano, Adriano fez o óbvio.
Confirmou que está acima do peso.
Só dois quilos e não os oito como foram divulgados.
Tudo ficou nas palavras.
Ninguém tinha uma balança para comprovar os 101 quilos.
Mas tudo bem.
Adriano falou, está falado.
Explicou o escândalo com a noiva.
"A Joana ficou nervosa porque não cheguei em casa na hora que havia marcado.
Ela queria o meu bem, mas simplesmente não entendeu o que aconteceu.
Levei alguns jogadores para conhecer a minha comunidade.
Ela estava muito nervosa, desequilibrada.
E depois chegou a discutir um pouco com o Bruno."
Essa foi a sua versão para o apedrejamento dos carros dos jogadores do Flamengo que estavam indo para um baile funk na favela do Alemão.
Revelou o que ouviu de Jorginho, auxiliar de Dunga que encontrou por acaso na praia.
"Ele me cumprimentou, disse que está comigo.
E que sabe que as coisas não são assim como estão saindo nos jornais."
Falou ainda que não usa drogas.
Álcool?
"Quase todos os jogadores tomam cerveja.
Se eu tivesse problema de novo com alcoolismo não estaria jogando."
E confessou que a presidente/vereadora ofereceu uma psicóloga para que possa desabafar quando tiver problemas.
Terminada a entrevisa coletiva, Adriano saiu sorrindo da sala.
Sabia que se livrou de mais uma.
Estará amanhã na capa de todos os jornais cariocas como a grande atração do clássico.
"Ir bem nessa partida fará bem para mim.
Não para calar as críticas, responder a alguém depois do jogo.
Mas fazer bem aqui dentro", disse e bateu forte no próprio peito.
Alguns funcionários do Flamengo que acompanhavam a coletiva quase bateram palmas e choraram orgulhosos.
Os jornalistas adoraram a cena.
Se o Rio tem um imperador ele é mesmo Adriano...
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Publicado em 07/03/2010 às 14h55
A pergunta de Bruno, o goleiro do Flamengo: quem já não bateu na esposa?

"Se Adriano tivesse comportamento exemplar estava na Europa e não no Flamengo."
A frase desastrosa foi do técnico Andrade tentando defender Adriano.
O técnico confirmou que o Flamengo não exige comportamento exemplar, pelo contrário até.
Para tolerar os abusos de Adriano...
Mas o goleiro do rubro-negro foi muito pior.
Bruno surtou.
Para defender Adriano fez a uma estranha pergunta: Qual homem não saiu na mão com a mulher?
Fez com a maior naturalidade possível?
O goleiro já foi acusado de haver agredido a mãe de um de seus filhos.
Ele também foi acusado de ter batido em uma garota de programa em Belo Horizonte.
O que você pensa da declaração do goleiro do Flamengo?
Ela ajuda Adriano?
Resume o que pensa a maioria dos jogadores de futebol sobre as esposas?
Homem tem mais é de sair na mão com a sua mulher?
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Publicado em 13/11/2009 às 14h25
Adriano do Flamengo entende o suicídio do goleiro alemão…
Adriano foi perguntado por jornalistas e teve de falar sobre Robert Enke.
O goleiro titular da Seleção Alemã.
Ele se suicidou.
Preferiu ser atropelado por um trem a conviver com a depressão pela morte da filha de dois anos.
O atacante do Flamengo falou sobre a sua depressão pela morte do pai, o que o levou ao alcoolismo.
Foram anos com o problema.
De 2004 a 2009.
Cinco longos anos...
Falou por alto, para não relembrar o pior.
E foi bom mesmo.
O seu procurador Gilmar Rinaldi enfrentou muita coisa para salvar a carreira do atacante do Flamengo.
Algumas foram publicadas.
Outras, não.
Como, por exemplo, os famosos dias em que Adriano ficou na favela, ou comunidade como preferem os cariocas, da Vila Cruzeiro.
Logo após se desligar da Inter de Milão, ele sumiu.
O jogador cresceu lá e é muito respeitado.
Não por ser Adriano, o Imperador.
Mas por ser Adriano, o amigo de todos: homens, mulheres, crianças, velhos, policiais, traficantes.
“Não viro a cara para amigo meu que virou bandido”, disse o atacante ao blog.
Mas o que pouca gente sabe é que enquanto Adriano esteve na Vila Cruzeiro, houve vários tiroteios entre duas facções criminosas.
Uma contra a outra pelo controle do tráfico.
E a Polícia Militar contra as duas.
Adriano poderia ter sido atingido pelas milhares de balas que voaram pela comunidade.
A família de Adriano ficou apavorada.
Gilmar ficou tenso, sem saber notícias dele por dois dias.
“Chegaram até a dizer que eu havia morrido”, relembrou, revoltado, o atacante.
Gilmar ficou tão nervoso que, quando encontrou Adriano, tentou interná-lo em uma clínica para livrá-lo do alcoolismo.
Mas o jogador disse não.
E, desde então, afirma que ‘bebe como todo mundo’, parou de exagerar.
Ou seja: o atacante tem mesmo de tocar superficialmente sobre tudo o que enfrentou.
Adriano já sofreu demais com a depressão.
E mostrou que, infelizmente, entende o que aconteceu com Robert Enke...
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Publicado em 26/10/2009 às 14h41
O prestígio do Imperador Adriano. E a credibilidade do R7 no mundo…
Blog no R7.
Entrou no ar no dia 27 de setembro.
Completa um mês amanhã.
Mas uma entrevista já circulou o mundo.
Rússia, Austrália, Espanha, Peru, Inglaterra, Estados Unidos, Itália, México, Argentina, Portugal.
Foi parar no site oficial da Fifa.
A primeira entrevista.
A que Adriano confessou ter ido aos treinos da Inter de Milão bêbado e dormia na enfermeria.
Com coragem, revelou sua depressão após a morte do pai.
Que seu empresário Gilmar Rinaldi e sua família quiseram interná-lo para se recuperar e ele disse não.
Mostrou o quanto se sente bem na violenta favela Vila Cruzeiro.
O quanto quer disputar a Copa do Mundo ao lado de Ronaldo.
E quer ser artilheiro do Campeonato Brasileiro.
A revelação que não vendeu a sua casa em Milão, onde pretende voltar a jogar.
O que abriu caminho para as várias especulações em relação ao Milan, depois da Copa de 2010.
A entrevista foi longa, gravada, ao lado do seu assessor pessoal.
O blog gostaria de agradecer Adriano por manter as declarações.
Não tentar fugir, dizer que elas foram mal interpretadas.
O blog também destaca a credibilidade do recém-nascido R7...
As duas partes da longa entrevista estão no blog.
Abaixo estão apenas alguns dos links onde ela foi reproduzida pelo mundo...
Fifa
CNN
Corriere dello Sport (Itália)
World News - São 28 idiomas diferentes.
A SportsIllustrated
Four Four Two australiana
Russia Today
Sky Sports Football
Fussballboom (Alemanha)
No México, o site da Televisa
Mundo Deportivo (Espanha)
Record (Portugal)
A Bola (Portugal)
Ole (Argentina)
Cronica Viva (Peru)
http://tinyurl.com/yhogtrz
O Yahoo europeu
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Publicado em 19/10/2009 às 18h08
As previsões do Imperador Adriano. E a importância de Andrade no Flamengo…

Adriano já havia prometido com exclusividade ao blog.
“O Flamengo vai crescer muito nas últimas partidas do Brasileiro.”
Qual o motivo para tanta certeza?
Duas coisas.
A primeira é que o Andrade era o técnico que precisávamos.
Ele entende como as coisas acontecem no Flamengo.
Se ele notar que é possível dar treinamento só à tarde, é o que ele faz.
Quando quer cobrar alguém, trata com respeito, não humilha ninguém.
Nem usa a imprensa para isso.
E a segunda certa, Adriano?
Os pagamentos em dia.
Não adianta.
Se o jogador não tiver a certeza que vai pagar suas contas no final do mês, não vai render.
Não é por mal.
É uma questão de cabeça.
A diretoria nos chamou, deu salários adiantados.
O time tem a certeza que até o final do Brasileiro, tudo vai cair em dia.
Isso é ótimo, dá confiança e alegria ao grupo.
Nosso time é muito bom.
Só que sem dinheiro, não há time bom.
O clima bom realmente prevalece na Gávea.
Petkovic, que comprou a sua volta ao clube, abrindo mão de R$ 8 milhões, já é sondado para renovar além de junho de 2010.
Adriano, Léo Moura, Juan e Zé Roberto voltaram a ser valorizados no mercado.
Patrocinadores já se assanham em direção a Adriano.
Se ele quiser ficar até a Copa de 2010, o Flamengo tem um plano engatilhado com patrocinadores inspirado no que o Corinthians faz com Ronaldo.
Quando Adriano falou ao blog, no final de setembro, ele sonhava baixo.
Com uma vaga para a Libertadores.
Agora, depois da vitória contra o Palmeiras, em pleno Palestra Itália, ele quer mais.
“Acho que dá para buscar o título”, diz.
E há muita gente que concorda com o Imperador.
Mesmo com o clube devendo cerca de R$ 300 milhões...
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Publicado em 26/09/2009 às 20h30
“Chegava bêbado para treinar na Inter. Estava deprimido. Sofri. Mas sobrevivi”
Casa nova.
Adriano. Parte 1.
A fragilidade por trás dos músculos.
A prova do que a tristeza pôde causar na vida de um dos melhores jogadores do mundo.
Na entrevista exclusiva ao blog, ele abriu o coração e contou, sem meias palavras, tudo que viveu.
Foi um depoimento duro, sincero.
No Rio de Janeiro, na Gávea, no clube que tanto ama, Adriano não teve vergonha de ser Adriano.
E jura que nunca esteve mais forte na vida.
Desceu ao inferno e voltou.
Você sabe o que significa ao futebol brasileiro?
Você não tinha o direito de fazer tudo o que vez com você mesmo...
Não concordo.
Precisava passar pelo que passei para ser quem sou hoje.
Eu tenho plena noção do que represento.
Era um ídolo.
Eu mostrei o que é superação, de volta por cima.
As crianças, as pessoas olham para sim e me vêem como um exemplo.
Como assim?
Eu fiz muita coisa errada e consegui superar.
Se eu pude, as outras pessoas também podem.
Vou contar o que eu enfrentei.
Eu enfrentei uma depressão que foi de 2005 até 2009.
Só eu sei o quanto sofri.
A morte do meu pai deixou um buraco enorme na minha vida.
Ele morreu em agosto de 2004.
Foi a pessoa que me fez quem eu sou.
Devo tudo a ele e a minha família.
Eu acabei ficando muito sozinho, me isolando quando ele morreu.
Foi a pior coisa.
Me vi sozinho, triste, deprimido na Itália.
Foi quando surgiu o problema de alcoolismo?
Foi.
E vou ser bem sincero para você entender o que vivi.
Eu passei a beber, só me sentia feliz bebendo.
Eram festas todas as noites.
E bebia o que passava pela frente: vinho, uísque, vodca, cerveja... muita cerveja.
A situação ficou fora de controle.
Eu só conseguia dormir bebendo.
Acordava e não sabia nem onde estava.
Eu era jogador de um dos maiores times do mundo.
Comecei a ter problemas com o treinador, o Mancini, com os companheiros.
Eles perceberam?
Não tinha como não perceber.
Eu chegava bêbado para os treinos da manhã.
Com medo de perder a hora dormindo, eu ia bêbado mesmo.
Isso aconteceu várias vezes.
Eu ia dormir no departamento médico e diziam para a imprensa que eu estava com dores musculares.
A direção da Inter foi sensacional comigo, tentou me ajudar de todos os jeitos.
Eu passei a me dar mal com o Mancini, o técnico.
A situção ficou insuportável.
Eu não parava de beber, tive de sair da Inter.
O São Paulo me ajudou muito a consertar a minha vida.
Como assim?
Olha, a ideia de vir para o São Paulo por empréstimo foi do meu empresário, Gilmar Rinaldi.
Quando eu cheguei havia um esquema preparado para a minha recuperação.
Me deram psicólogo, carinho, acompanhamento 24 horas.
Eles se propuseram a salvar a minha carreira.
Tive várias conversas com os dirigentes, com o Muricy.
Conversas de apoio e até conversas duras.
Eu fui percebendo o mal que estava fazendo para mim.
A carreira estava indo indo embora.
E passei a perceber o quanto estava mal cercado de amigos.
Amigos que só me levavam para as farras, mulheres, bebidas
Não eram meus amigos, eram pessoas que queriam usufrir do que eu poderia proporcionar.
Foi a direção do São Paulo que me abriu os olhos.
Sinto que poderia ter retribuído mais ao São Paulo.
Deveria ter feito mais por tudo que fizeram para mim.
Por que você voltou para a Inter de Milão?
Porque o Mourinho assumiu e o Mancini tinha ido embora.
Só que quando me vi novamente na Itália, me senti sozinho, sem o apoio que precisava.
Voltei a beber.
Lembrando hoje, fico até com pena do Mourinho.
Ele queria demais me ajudar, ficou brigando com a diretoria, que queria me mandar embora.
O fundo do poço foi quando eu tinha voltado para o Brasil, parado de treinar e bebido muito.
A Inter mandou o preparador físico ao Rio para me ver.
Eu estava um boi de tão gordo, de tão inchado.
Quando vi a cara do preparador físico me olhando, eu senti: cheguei no fundo.
Decidi encerrar o meu contrato com a Inter.
Não queria voltar para lá.
Não tinha forças para superar.
Se tivesse voltado seria o fim da minha carreira.
Mas você tinha mais um ano e meio de contrato.
Era um dos jogadores mais bem pagos do mundo.
Muita gente diz que você foi louco e rasgou dinheiro.
Eu vou ser bem sincero com você.
Eu não rasguei dinheiro.
O que eu fiz foi comprar a minha felicidade.
Não tem milhões de euros que compense eu ter voltado para o Brasil.
Foi nessa época que o Gilmar Rinaldi quis te internar?
Sim. Essa história eu agora posso falar que foi verdadeira.
Ele queria de todo o jeito me internar para acabar com meu problema com o alcool.
Ele e o meu assessor, o Flávio Pinto, cuidaram de mim como puderam.
Mas eu me recusei.
Sabia que a cura para o alcoolismo estava em mim, na minha infelicidade.
Voltei ao Brasil, à comunidade, à favela da Vila Cruzeiro, onde cresci.
E me vi forte, confiante, cercado da minha família e dos meus verdadeiros amigos.
Isso me fez voltar a ser eu mesmo e sair da depressão.
O que você fez quando sumiu na favela da Vila Cruzeiro.
Até hoje é um mistério...
Eu fui ser o Adriano de verdade.
O que gosta de andar só de bermuda, com os pés no chão.
Fiquei conversando, brincando com meus amigos, convivendo com a minha família.
Falaram até que eu estava morto.
Eu tenho raiva dessa parte irresponsável da imprensa que fica espalhando mentiras por aí.
Essa gente irresponsável que se esquece que o jogador tem família, mãe, avó.
Minha mãe, minha vó ficaram apavoradas quando ouviram isso.
Mas você ficou convivendo com traficantes?
Olha, eu vou ser direto com você.
Eu tenho amigos na comunidade que são traficantes, trabalhadores, policiais.
Para mim, dá no mesmo.
Se são meus amigos, eu vou dar a mão, conversar, brincar.
Não vou virar as costas porque seguiram pelo lado que acho errado na vida.
Mas não é por isso que vou ficar cheirando cocaína, como muita gente acha.
Sou um jogador profissional e não uso e quero saber de drogas.
Você não usou cocaína nesta crise que teve?
Não. E não tenho porque mentir.
Hoje estou bem.
Poderia falar que usei e hoje me recuperei.
Mas não usei.
O meu problema era com o álcool.
Eu não me controlava.
Fui forte e superei.
Não sou hipócrita, na minha folga bebo uma cerveja, um vinho, como todo jogador faz.
Bebo uma cerveja e acabou.
No dia seguinte estou treinando, correndo até mais forte.
Sei o que é a minha carreira e dei valor para ela como nunca.
A religião o ajudou a se fortalecer?
Sim. Minha avó é evangélica.
Ela me levou para várias missas.
Ouvi, prestei atenção no que ouvi nas missas.
Me senti mais em paz, fortalecido.
Não me converti, mas gosto da paz que a religão me traz.
Qual conselho você daria a um jogador que fica deprimido e mergulha no alcoolismo?
Primeiro que confesse a ele mesmo que tem um problema.
Você só sara quando assume para você o problema.
Não para os outros, para você, que é muito mais duro.
E depois peça ajuda.
Até médica se for preciso.
Não tenha vergonha.
Eu não me internei, mas tive ajuda para superar a minha depressão e o alcoolismo.
Como é ser Adriano?
Não é fácil. Ser observado, ser cobrado todos os dias.
São vários convites, várias armadilhas.
Você precisa ter uma estrutura psicológica muito forte.
E graças a Deus, agora eu estou forte o suficiente para ser Adriano.
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Publicado em 26/09/2009 às 20h26
“Eu e Ronaldo estaremos na Copa da África”
Segunda parte da entrevista exclusiva.
Depois do sofrimento com o alcoolismo, Adriano fala de futebol.
Da volta ao Flamengo, do sonho da Copa do Mundo.
E faz duas revelações muito importantes.
“Eu e o Ronaldo temos lugares na Copa da África.
Vamos juntos. Tenho certeza.”
Confiante, faz a avaliação que irá atiçar empresários.
E a direção do Milan.
“Eu me recuperei.
Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.
Não vendi minha casa em Milão.
Falo italiano, gosto de lá.
Voltar a jogar na Itália de novo é uma grande possibilidade.”
O que o Flamengo lhe trouxe de bom na sua recuperação?
Tudo. Sou tratado como um filho por muita gente.
Eu precisava me sentir em casa.
Esse é o clube do meu coração.
O amor, o prazer que sinto em estar no Rio e no Flamengo não têm preço.
Estou no lugar certo agora.
Minha carreira está recuperada.
Voltei a ter o gosto de ser artilheiro da equipe, do Brasileiro.
Fiz a escolha certa.
Você e o Ronaldo são os maiores ídolos do Brasil.
Só que você está no Rio, cercado de clubes com problemas.
O Fluminense está em último. O Botafogo também na zona do rebaixamento.
O Vasco na Série B. Como você explica?
Os clubes do Rio precisam se reestruturar.
Os times do Fluminense e do Botafogo não são ruins.
Só que o atraso no pagamento atrapalha demais, deixa o ambiente pesado, tenso.
Vejo a necessidade de os clubes se modernizarem, se estruturarem.
Eu fico incomodado com a situação dos outros clubes cariocas.
É ruim demais para todos aqui no Rio.
As coisas no Flamengo agora se acertaram.
Os salários estão em dia.
Ainda bem.
Você acha que irá disputar a Copa da África?
Tenho certeza que sim.
Tive uma conversa muito séria com o Dunga.
Percebi que só dependerá de mim.
Da minha responsabilidade com a minha profissão.
Não posso mais errar. E não vou errar.
Estou focado como nunca estive na minha carreira.
Trabalho duro pelo Flamengo, sabendo que o trabalho pode me levar à Seleção.
Quero e vou disputar a Copa do Mundo.
Sei que será a minha última, terei 28 anos.
Quero me recuperar de tudo o que não fiz na Copa de 2006.
2010 será a minha Copa do Mundo.
Por que você foi tão mal em 2006?
Fui porque estava no meio do processo de depressão.
Estava muito mal fisicamente.
Sei que dependo do físico para jogar.
Estava pesado, lento.
Infelizmente estava mal, mas não porque queria.
Estava no meio do processo da minha relação com o álcool.
As farras na folga durante a Copa não ajudaram a piorar tudo?
Você e os outros jogadores do Brasil não poderiam se segurar por um mês?
Pioraram, lógico. Mas na hora, não percebia.
Olha, esse é um bom assunto que eu gostaria de tocar.
A gente ia para as festas até a madrugada porque tinha liberdade para isso.
O limite tem de partir da direção da Seleção e não dos jogadores.
Nós fizemos o que tínhamos permissão para fazer.
Se na Copa de 2010 não puder sair nas folgas, tudo bem.
Mas a ordem tem de sair da direção da Seleção.
Não dos jogadores.
Ninguém foi vilão,saiu escondido ou pulou o portão em 2006.
Éramos liberados.
Quero que isso fique bem claro.
O Ronaldo tem alguma chance de ir para a Copa?
Eu e o Ronaldo vamos para a Copa.
Eu tenho certeza.
Ele tem muito talento e está bem demais no Corinthians.
Sinto o esforço que está fazendo para ir para o último Mundial dele.
Sou amigo dele e sei o que ele é como jogador.
Nós dois estaremos lá.
Ainda temos espaço para isso.
Será um sonho realizado.
A oportunidade para deixarmos para trás o que aconteceu em 2006.
Você já tem cabeça para voltar para a Europa?
Eu me recuperei.
Tenho cabeça para depois da Copa do Mundo voltar para a Europa.
Não vendi a minha casa em Milão.
Falo italiano, gosto de lá.
Voltar a jogar na Itália é uma grande possibilidade.
Até porque não existe a bobagem que andaram espalhando em relação à Máfia.
Eu posso voltar a jogar na Itália quando eu quiser.
Disseram que a Máfia não me queria lá.
Pura bogagem de certo tipo de imprensa que detesto.
Qual tipo?
A que vive da vida alheia.
Eu deixei de ir ao aniversário do Ronaldo para não dar margem.
Se eu tomasse uma taça de champanhe, já escreveriam que eu estava bêbado.
Há muita gente mentirosa nesse tipo de imprensa que vive de fofoca.
E isso está no Brasil inteiro, infelizmente.
Quem é conhecido não pode sair em paz.
Por isso tenho evitado sair.
Tenho levado os meus pouquíssimos amigos que tenho agora para a minha casa.
Levo os amigos mesmo.
Os da comunidade da Vila Cruzeiro, com quem cresci.
E ficamos conversando, comendo, rindo, bebendo cerveja.
Me sinto feliz de verdade.
Você fará algo pela Vila Cruzeiro quando parar de jogar?
Sim. Eu vou criar uma fundação, algo assim.
Gosto do projeto do Raí e do Leonardo, o Gol de Letra.
Me sinto na obrigação de retribuir o que recebi para a comunidade.
Lá é um lugar carente e que precisa de ajuda.
Há muita gente boa que tudo o que necessita é uma chance, uma oportunidade na vida.
Você já superou a morte do seu pai?
A dor, a ausência vai diminuindo com o tempo.
Mas sempre estará lá.
Me acalma ver o meu irmão caçula estar menos revoltado.
Sei que meu pai está em um bom lugar.
E o melhor é que sinto como se ele estivesse comigo, perto de mim.
A nossa ligação sempre será forte demais...
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