21 Sorteio foi excelente para o Brasil. A defensiva Suíça, a decadente Costa Rica e a Sérvia, em crise
Muita sorte.

Este é o resumo do sorteio da Copa do Mundo de 2018 para o Brasil. A Seleção de Tite entrou no Grupo E. Fará sua estreia no dia 17 de junho em Rostov contra a Suíça. Depois, a Costa Rica no dia 22 de junho, em São Petersburgo. O último jogo nesta primeira fase será contra a Sérvia em Moscou, dia 27 de junho. Diante das possibilidades de ter Espanha, Inglaterra, Dinamarca, Suécia e Croácia como rivais, não há reclamação. Além disso, se for confirmada a lógica, os brasileiros e alemães, que também caíram em um grupo relativamente fácil, os dois só devem se encontrar na final da Copa.

O que foi ruim para Tite será o deslocamento. O Brasil sonhava com o Grupo B, que acabou sendo o de Portugal. Ele ficará sediado na cidade/balneário de Sochi. Como a Rússia é grande, a Seleção terá de enfrentar nada menos do que 2.500 quilômetros em 11 dias. Será um grande desgaste estrear em Rostov, depois jogar em São Petersburgo e, finalmente, em Moscou. Era algo que o coordenador Edu Gaspar temia.

Mas o balanço não é nada ruim.

O Brasil precisará ter cuidado no primeiro jogo. Os suíços formam uma seleção competitiva. Com um futebol de muita intensidade na marcação e velocidade no ataque. Justificando o time de 1954, que cunhou o apelido de ferrolho para o mundo todo, a equipe atual não dá espaço para os rivais. O bósnio naturalizado suíço, Vladimir Petkovic, tem o grupo de jogadores nas mãos. O comanda há três anos. Seu maior trunfo na carreira foi a Copa da Itália com a Lazio, em 2012/2013.

Seu plano tático, o 4-1-4-1, utilizando muito a parte física do seu time, conseguiu mostrar sua eficiência nas eliminatórias europeias. Terminou rigorosamente empatado com Portugal. Eliminando a tradicional Hungria. Só teve de disputar a repescagem por conta do saldo de gols. E eliminou a competitiva Irlanda do Norte vencendo em Belfast, por 1 a 0. E se contentou com o 0 a 0, na Basileia.

Está muito claro para Petkovic que o importante primeiro é não sofrer gols. E, contra adversários mais fortes, não há vergonha alguma em empatar. A campanha foi tão boa nos últimos anos que o time chegou a ser o quarto no ranking da Fifa. O goleiro Roman Bürki (Borussia Dortmund), os laterais Stephan Lichtsteiner (Juventus) e Ricardo Rodríguez (Milan) e o volante Granit Xhaka (Arsenal) são os seus destaques individuais.

O cuidado maior deverá ficar com as bolas paradas. Porque o porte atlético dos suíços é muito forte. E as jogadas ensaiadas nos escanteios e faltas laterais são treinadas à exaustão.
A estreia do Brasil tem tudo para ser com o time de Tite forçando no ataque, buscando os gols. E os suíços esperando espaço para contragolpear. Ou aproveitar as bolas levantadas para a área.

A Suíça precisa ser respeitada. Mas está longe de ser um adversário com os recursos da Espanha ou Inglaterra, que poderiam estar no grupo brasileiro, representando o 'pote 2'. É para se animar.

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A Costa Rica não é mais aquele time competitivo, vibrante do Mundial de 2014, quando fez uma campanha histórica, sendo eliminada invicta, nas quartas de final. Caiu só nos pênaltis, diante dos holandeses. Antes, eliminou Itália e Inglaterra na primeira fase. O time está envelhecido, mais previsível nas mãos do costarriquenho Óscar Ramírez. O colombiano Jorge Pinto, de tanto sucesso na Copa do Brasil, foi para Honduras.

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O grande destaque sendo o goleiro Navas, do Real Madrid. O time é limitado tecnicamente. E não tem mais o forte destaque coletivo. A equipe se tornou mais violenta. Principalmente quando enfrentam adversários mais fortes. Não há qualquer constrangimento em 'matar as jogadas no meio de campo' do rival. Neymar que não exagere nos seus dribles. E opte por tocar a bola.

Costuma atuar no 4-4-2, clássico. O único grande perigo é se o Brasil se deixar cair nas provocações dos violentos costarriquenhos. Aí, Tite pode até perder jogadores importantes. Se mantiver o equilíbrio psicológico, mais três pontos garantidos. Só que vale lembrar que a Costa Rica se classificou e os Estados Unidos ficaram fora.

A Sérvia se classificou direto nas Eliminatórias. Mas a razão foi ter tido sorte no sorteio. Enfrentou um grupo fraco, com Irlanda, País de Gales, Áustria, Geórgia e Moldávia. Apesar do 70% de aproveitamento, o treinador Slavoljub Muslin foi demitido. Dois motivos, o futebol defensivo de seu time. E a rejeição em deixar mais jovem seu elenco. Mladen Krstajić assumiu interinamente. Não há a certeza de que comandará a equipe na Copa.

O capitão e a estrela do limitado time é principal é Ivanovic. Ele atua como lateral e zagueiro. Teve sua fase áurea nos dez anos de Chelsea. Aos 34 anos, sem mais o seu tradicional vigor, foi parar no Zenit.

32 Sorteio foi excelente para o Brasil. A defensiva Suíça, a decadente Costa Rica e a Sérvia, em crise

Em crise, cheia de incertezas, a Sérvia terá pouco tempo para uma desejada reformulação. É bem provável que siga o caminho defensivo traçado por Muslin. Também adepto do 4-1-4-1. Com as linhas muito juntas, compactas. A aposta está na velocidade de seu ataque.

A rigor, o Brasil está muito acima dos três adversários. O caminho provável será encontrar a Suécia, segundo do grupo F, onde a Alemanha desponta como franca favorita.

Seguindo o caminho da adivinhação, quase como uma brincadeira futurista otimista, a Seleção de Tite teria pela frente a Inglaterra, nas oitavas de final. Na semifinal, França ou Espanha, com a tendência maior para os franceses. E a final contra a Alemanha.

A partir das oitavas, tudo é hipótese.

E apelando para a lógica otimista brasileira, que sonha com uma revanche diante do time que humilhou o futebol deste país, com o 7 a 1.

Mas na realidade aponta.

O primeiro passo foi excelente para o país.

41 Sorteio foi excelente para o Brasil. A defensiva Suíça, a decadente Costa Rica e a Sérvia, em crise

Ter como adversários Suíça, Costa Rica e Sérvia, em crise, é a certeza de uma primeira fase com tranquilidade. Desde que o time siga jogando sério e organizado coletivamente. Para isso, a importância da adequação de Neymar é fundamental.

Porque se ele quiser brincar contra os fortes suíços e sérvios e os violentos costarriquenhos, pode trazer problemas disciplinares ou até físicos para o restante da Copa. Ninguém se esquece o que aconteceu com ele no Mundial de 2014, diante dos colombianos.

A Alemanha também terá vida fácil, com México, Coréia do Sul e Suécia.

O restante do sorteio foi muito equilibrado, quase sem emoção.

Com dois favoritos destacados. No A, uruguaios e russos deverão se impor facilmente contra os egípcios e os sauditas; no B, Portugal e Espanha nem se comparam a Marrocos e Irã; No C, França e Dinamarca duelarão pelo primeiro lugar, sem levar em consideração Peru e Austrália; no grupo G, Bélgica e Inglaterra estão muito acima de Panamá e Tunísia; e no H, Senegal e Japão serão coadjuvantes de Polônia e Colômbia.

E forçando a barra, o grupo da morte, que tanta gente gosta seria o da Argentina. O D. Com Croácia, Islândia e Nigéria.

Só que com o fraco futebol que o time de Messi vem mostrando, qualquer grupo se transforma no de morte.

A falta de emoção se deve à pressão da Uefa.

Ela que pressionou que, a partir de 1998, fossem 32 países na disputa.

Por isso, a primeira fase ficou tão fraca.

E Infantino já avisou, em 2026, serão 48 times...
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