148 Sonho de muitos, José Mourinho não comandará nunca o Brasil. A Seleção é para técnicos brasileiros. O Special One reconhece. Tite recolocou o país no caminho certo para ganhar a Copa. Admite. Jamais terá Neymar no United...
José Mourinho não é treinador de Portugal porque não quer.

Há pelo menos 12 anos, a população lusa sonha com ele.

Só que Mourinho não aceita.

Talvez, depois dos 60 anos, talvez...

Está preocupado com sua carreira internacional, em comandar os clubes mais poderosos do planeta. Quer ter os grandes jogadores do mundo sob seu comando, não apenas Cristiano Ronaldo cercado por inúmeros coadjuvantes medianos.

Não.

Isso não é para o "Special One", apelido que adora. E criou, quando chegou ao Chelsea pela primeira vez. E que resume até de maneira irônica o seu status como técnico no mundo. Ele é tão criativo, talentoso quanto vaidoso. Assume a postura de ser não só um dos melhores do mundo, mas o especial. Aquele capaz de enxergar o que ninguém vê. De montar times consistentes, competitivos, vibrantes.

Mas nunca belos, técnicos.

São eficientes.

Os críticos insistem no seu amor à parte defensiva. É responsável pela expressão "colocar um ônibus" diante do gol que seu time defende, quando precisa do resultado. Na verdade, ele desenvolveu princípios do basquete e do handebol para o futebol. As duas linhas de quatro sobrecarregando a sua defesa. Dois atacantes velocistas, que ganham quatro companheiros na velocidade mortal dos contragolpes. A marcação pressão que desenvolveu na saída de bola adversária. A intensidade na marcação.

Se Pep Guardiola é sonhador, Mourinho se orgulha de ser prático.

226 1024x778 Sonho de muitos, José Mourinho não comandará nunca o Brasil. A Seleção é para técnicos brasileiros. O Special One reconhece. Tite recolocou o país no caminho certo para ganhar a Copa. Admite. Jamais terá Neymar no United...

É o único em todos os tempos a conseguir ganhar a Liga, a Copa e a Supertaça em quatro países diferentes. Portugal, com o Porto, Inglaterra, com o Chelsea, Itália, com a Inter, e na Espanha, com o Real Madrid.

Venceu duas vezes a Champions. Com o Porto e com a Inter. Foi campeão mundial interclubes com os portugueses. E não quis levar os italianos para mais uma conquista mundial, deixou o time com Rafa Benitez.

Não abre mão de seu estilo por onde for. Acabou carregado nos braços dos dirigentes, da torcida, da imprensa em Portugal, na Inglaterra, na Itália. Mas na Espanha, quase acabou apedrejado. Transformou o Real Madrid em um time de contragolpes e que abria a mão de atacar, como é sua tradição. O que foi considerada uma blasfêmia.

Tem 27 títulos. 29 prêmios como melhor treinador.

E apenas 54 anos.

Recebe 15 milhões de libras por ano do Manchester United. Cerca de R$ 58,1 milhões. Nada menos do que R$ 4,8 milhões por mês. Fora bônus por vitórias, por conquistas. Ele tem um contrato com a Porshe. É garoto-propaganda da Champions League nesta temporada. Sua fortuna pessoal é de cerca de 50 milhões de dólares, cerca de R$ 156 milhões.

Aprendeu, no início de sua vida no futebol, como auxiliar de Bobby Robson e Van Gaal. Técnico de sucesso precisa ser personalista, vaidoso, enfrentar os jornalistas dá moral no clube, com os dirigentes, com os jogadores, com a torcida, e com a própria masoquista imprensa.

Sua voz dublará o Papa Francisco em um filme da animação português, chamado Fé. O detalhe é que o Vaticano aprovou a escolha do treinador. O que apenas aumentou o mito, sua vaidade.

Mourinho foi muito citado, ao lado de Guardiola, quando o Brasil passou pelo maior vexame de sua história, quando foi goleado por 7 a 1 pela Alemanha. Ao final da cruel Copa de 2014, foi sonhado por jornalistas nacionais para substituir Felipão. Assim como Guardiola.

A CBF de Marin e Marco Polo optou por Dunga. Marin foi preso por corrupção e espera julgamento nos Estados Unidos. Marco Polo, com medo de o Brasil ficar fora da Copa, demitiu Dunga e colocou Tite no seu lugar. Tudo mudou, a campanha é excelente.

Mas Mourinho aceitaria a Seleção?

Em rara entrevista do treinador para a imprensa nacional, para a ESPN, ele não deixa por menos.

Concorda com Marco Polo.

A Seleção Brasileira é para os brasileiros.

E elogia muito Tite.

Alivia o fracasso do retorno de Dunga.

Coloca a culpa no vexame de 2014, com Felipão.

Vale prestar atenção a cada palavra de Mourinho.

Parabéns, João Castelo Branco...

"Acho que a seguir do Manchester United eu preciso de um trabalho mais fácil do que o Manchester United, e treinar a seleção brasileira deve ser mais difícil. Obviamente seria apaixonante, qualquer treinador quer trabalhar com os melhores clubes e com as melhor seleções. A seleção brasileira obviamente é líder de sucesso, obviamente com o talento, não interessa qual seja a geração, talento aparece sempre.

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"Mas tenho que confessar que deve ser difícil, em cada brasileiro há um treinador, em cada jornalista há um treinador melhor do que o treinador. Acho que deve ser um país difícil para trabalhar, mas também apaixonante.

"Mas reconheço que seleção brasileira é para treinador brasileiro.

"A vossa seleção, acho que a Copa em casa era uma faca de dois lados, por um lado, as melhores condições para ganhar; e do outro lado, uma pressão exagerada para ganhar. Acho que vocês ficaram negativamente marcados por aquele episódio, e o trabalho posterior de recuperação da equipe foi ingrato, difícil. Dunga teve uma herança emocionalmente pesada. Acho que era difícil para ele conseguir ter sucesso.

"Agora entrou o Tite, muita experiência no nível de clube, acho que os clubes desenvolvem melhores treinadores, pois o clube é o futebol do dia a dia, competição semana a semana, desenvolvem muito mais nossas capacidades. Um homem com maturidade, como se diz em Portugal, com estaleca, com personalidade para um cargo de tão grande pressão. Às vezes, há a geração em que há mais talentos ao mesmo tempo e se formam grandes equipes; às vezes menos, mas mesmo assim o Brasil está sempre com injeção brutal de talento. Sempre continuam a ter grandes jogadores e tem um par deles no top 5 ou no máximo top 10.

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"Vocês estão aí no caminho certo, com tempo para trabalhar, experimentar, para inovar um bocadinho, quando está em uma situação de tranquilidade está mais em condições para inovar e procurar coisas novas. E pode ser que a próxima Copa traga aquilo que gosto sempre, quando não é para Portugal que seja para vocês (brasileiros)."

Neymar é um velho sonho de Mourinho. Mas reconhece que é impossível, desde que não seja treinador do Barcelona. A imprensa inglesa garantiu que o Manchester United iria oferecer 200 milhões de euros, cerca de R$ 673 milhões pelo jogador brasileiro.

"É mesmo uma especulação. Procuro sempre ser objetivo e pragmático com os clubes e pedir aos clubes aquilo que me pode ser dado. Pedir Neymar é absurdo. Um clube como o Barcelona nem pode e nem vai perder o Neymar. Apesar de Messi ser ainda um jovem jogador com anos pela frente, já esta a tocar nos 30, e o Neymar vai ser o grande jogador do Barcelona pós-Messi. Tanto que acho que é ir tentar arrombar um cofre, impossível..."
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