Sem Ronaldo, o Corinthians não consegue manter maior patrocínio do Brasil. E bate nas mesmas portas de Flamengo e São Paulo, fechadas pela crise mundial. Jogador chinês também não serviu para nada…

divulgacao091 Sem Ronaldo, o Corinthians não consegue manter maior patrocínio do Brasil. E bate nas mesmas portas de Flamengo e São Paulo, fechadas pela crise mundial. Jogador chinês também não serviu para nada...
No Corinthians há três pessoas questionadas.

Duas perderam sua posição: Júlio César e Liédson.

A terceira tem mandato e é vice presidente do clube.

Luiz Paulo Rosenberg.

Ele é o responsável pelo tenso momento vivido na diretoria.

O motivo não são frangos ou gols perdidos.

Mas o patrocínio que o vice havia garantido estar 'quase fechado'.

Ele havia dito isso em dezembro de 2011.

Há seis meses.

Seu desejo era mostrar que seu clube era maior que a crise internacional.

Manteria o maior contrato do Brasil.

E mostraria que o clube vive muito sem Ronaldo.

Todo no Parque São Jorge sabem que a Hypermarcas só fechou por R$ 48 milhões por causa de Ronaldo.

Inclusive, R$ 12 milhões iam direto para o bolso do ex-jogador.

Só que Rosenberg descobriu que a vida sem um ídolo não é tão fácil.

Inclusive confundiu ousadia com desrepeito.

Deu a camisa do Corinthians para o presidente da Hyundai em pleno Pacaembu.

Mandou confeccioná-la com o logotipo da empresa no peito.

Mesmo com o contrato da Hypermarcas em pleno vigor.

Pensou que dobraria Seong Bae Kim.

E tratou de espalhar que teria fechado contrato de R$ 150 milhões.

R$ 50 milhões por ano.

Mas percebeu que se precipitou.

A grosseria feita com grupo Hypermarcas foi à toa.

Sem Ronaldo atuando no Corinthians, a empresa se desestimulou.

Por isso Andres Sanchez falava a sério que queria o ex-jogador para alguns amistosos.

Sonhava em segurar os R$ 48 milhões.

Mas Ronaldo não aceitou.

E nem a diretoria da Hypermarcas é ingênua a esse ponto.

Com a doença de Lula, Andres perdeu um grande parceiro.

O ex-presidente não pôde se envolver na busca de patrocinadores.

Dilma Rousseff não quer nem ouvir falar em estatais bancando patrocínio de clubes de futebol.

Roseberg ofereceu a camisa do Corinthians para inúmeras multinacionais.

Sem Ronaldo está muito difícil.

O clube tentou segurar Adriano o quanto pôde para ter um ídolo.

O Corinthians está enfrentando a concorrência de Flamengo e São Paulo.

Os clubes muitas vezes têm batido nas mesmas portas.

Com sua mania de 'maior do Brasil', Rosenberg está enrascado.

O patrocínio da Hypermarcas termina na quarta-feira.

Será a última vez que o Corinthians servirá de propaganda para a empresa.

Para o segundo jogo contra os equatoriano, no Pacaembu, não há acordo com ninguém.

Tentando não passar vexame, Rosenberg tenta patrocínios para só este jogo.

Andres sabe da situação e está tentando ajudar como pode.

Ele anteviu e havia avisado Rosenberg.

"Sem Ronaldo, o Corinthians é outro", avisou.

Sabias palavras.

Ronaldo faz uma falta muito maior que Rosenberg poderia supor.

Apostou tudo em Zizao.

Tinha certeza que alguma empresa chinesa se animaria.

Viajou pra a China e não conseguiu arrumar nenhum acordo.

O plano genial de ter um chinês no time se mostrou um blefe.

Tite já sabe que Zizao não tem a menor condição de atuar na equipe.

Todos lamentam a primária jogada de marketing corintiana.

Por isso o prestígio de Rosenberg é tão grande quando o de Júlio César ou Liédson.

A pergunta que mais escuta de conselheiros no Parque São Jorge é direta.

"Cadê o maior patrocínio do Brasil?"

O vice presidente disfarça e ri, sem graça e responde:

"Vai chegar, calma.

Estamos fechando."

A resposta é a mesma há quase seis meses...