Publicado em 30/04/2012 às 16h28
Sem Ronaldo, o Corinthians não consegue manter maior patrocínio do Brasil. E bate nas mesmas portas de Flamengo e São Paulo, fechadas pela crise mundial. Jogador chinês também não serviu para nada…

No Corinthians há três pessoas questionadas.
Duas perderam sua posição: Júlio César e Liédson.
A terceira tem mandato e é vice presidente do clube.
Luiz Paulo Rosenberg.
Ele é o responsável pelo tenso momento vivido na diretoria.
O motivo não são frangos ou gols perdidos.
Mas o patrocínio que o vice havia garantido estar 'quase fechado'.
Ele havia dito isso em dezembro de 2011.
Há seis meses.
Seu desejo era mostrar que seu clube era maior que a crise internacional.
Manteria o maior contrato do Brasil.
E mostraria que o clube vive muito sem Ronaldo.
Todo no Parque São Jorge sabem que a Hypermarcas só fechou por R$ 48 milhões por causa de Ronaldo.
Inclusive, R$ 12 milhões iam direto para o bolso do ex-jogador.
Só que Rosenberg descobriu que a vida sem um ídolo não é tão fácil.
Inclusive confundiu ousadia com desrepeito.
Deu a camisa do Corinthians para o presidente da Hyundai em pleno Pacaembu.
Mandou confeccioná-la com o logotipo da empresa no peito.
Mesmo com o contrato da Hypermarcas em pleno vigor.
Pensou que dobraria Seong Bae Kim.
E tratou de espalhar que teria fechado contrato de R$ 150 milhões.
R$ 50 milhões por ano.
Mas percebeu que se precipitou.
A grosseria feita com grupo Hypermarcas foi à toa.
Sem Ronaldo atuando no Corinthians, a empresa se desestimulou.
Por isso Andres Sanchez falava a sério que queria o ex-jogador para alguns amistosos.
Sonhava em segurar os R$ 48 milhões.
Mas Ronaldo não aceitou.
E nem a diretoria da Hypermarcas é ingênua a esse ponto.
Com a doença de Lula, Andres perdeu um grande parceiro.
O ex-presidente não pôde se envolver na busca de patrocinadores.
Dilma Rousseff não quer nem ouvir falar em estatais bancando patrocínio de clubes de futebol.
Roseberg ofereceu a camisa do Corinthians para inúmeras multinacionais.
Sem Ronaldo está muito difícil.
O clube tentou segurar Adriano o quanto pôde para ter um ídolo.
O Corinthians está enfrentando a concorrência de Flamengo e São Paulo.
Os clubes muitas vezes têm batido nas mesmas portas.
Com sua mania de 'maior do Brasil', Rosenberg está enrascado.
O patrocínio da Hypermarcas termina na quarta-feira.
Será a última vez que o Corinthians servirá de propaganda para a empresa.
Para o segundo jogo contra os equatoriano, no Pacaembu, não há acordo com ninguém.
Tentando não passar vexame, Rosenberg tenta patrocínios para só este jogo.
Andres sabe da situação e está tentando ajudar como pode.
Ele anteviu e havia avisado Rosenberg.
"Sem Ronaldo, o Corinthians é outro", avisou.
Sabias palavras.
Ronaldo faz uma falta muito maior que Rosenberg poderia supor.
Apostou tudo em Zizao.
Tinha certeza que alguma empresa chinesa se animaria.
Viajou pra a China e não conseguiu arrumar nenhum acordo.
O plano genial de ter um chinês no time se mostrou um blefe.
Tite já sabe que Zizao não tem a menor condição de atuar na equipe.
Todos lamentam a primária jogada de marketing corintiana.
Por isso o prestígio de Rosenberg é tão grande quando o de Júlio César ou Liédson.
A pergunta que mais escuta de conselheiros no Parque São Jorge é direta.
"Cadê o maior patrocínio do Brasil?"
O vice presidente disfarça e ri, sem graça e responde:
"Vai chegar, calma.
Estamos fechando."
A resposta é a mesma há quase seis meses...
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