Publicado em 01/02/2013 às 21h14
Sem Felipão e com o time na Segunda Divisão, a Kia Motors quer fugir do Palmeiras. Ou então pagar apenas R$ 4,5 milhões só até julho. Triste para o clube que posava no ano passado ter o maior patrocínio do Brasil. E receber fictícios R$ 25 milhões por ano…
Primeiro a postura de Arnaldo Tirone.
O ex-presidente palmeirense deixou que o Brasil acreditasse.
Em plena crise financeira na Europa e nos Estados Unidos, ele fez um milagre.
Conseguiu o maior patrocínio do Brasil.
Seriam R$ 25 milhões que a Kia Motors pagaria ao Palmeiras.
O mercado ficou boquiaberto.
O valor passou a ser referência nos clubes como o Corinthians.
A diretoria lutou muito até o patrocínio da Caixa Econômica Federal
E os seus R$ 30 milhões.
Quando o patrocínio palmeirense foi superado, a verdade veio à tona.
O clube recebia R$ 18 milhões anuais e não R$ 25 milhões.
A revelação veio dos membros do Conselho de Orientação Fiscal.
O que seria desmoralizante ficou ainda muito pior.
Qual o interesse de uma marca em patrocinar time rebaixado?
E desmoralizado com tantas confusões?
Jogador apanhando de torcedor na rua.
Atleta 150% a mais do que recebe para atuar no Palestra Itália.
Sem dinheiro, o clube quer se livrar da Libertadores.
A melhor competição da América Latina é vista como um peso, um estorvo.
A mentalidade do novo presidente, Paulo Nobre, é de total recessão.
Arnaldo Tirone não só deixou os cofres vazios.
Deixou dívidas e mais dívidas.
São cerca de R$ 210 milhões.
Nobre, um dos acionistas do Itaú, não quer se visto como irresponsável.
E está fazendo de tudo para gastar o mínimo possível.
A perspectiva esportiva é péssima.
Não recomenda o clube a qualquer patrocinador.
A diretoria da Kia Motors está longe de ser estúpida.
Colocou uma cláusula no contrato que ele poderia ser revisto em dezembro de 2012.
Era pura balela também a divulgação que o clube havia fechado três anos de compromisso.
E a cúpula da Kia resolveu que não pagará mais nem R$ 18 milhões ao Palmeiras.
Muito pelo contrário.
Se Paulo Nobre quiser, ela paga metade.
Sim, apenas 50%, ou seja: R$ 9 milhões.
E só até o meio do ano.
No máximo até o final da participação do Palmeiras na Libertadores.
Não há interesse em ficar no segundo semestre, com o clube na Segunda Divisão.
Há vários outros clubes de massa na Série A precisando de patrocínio.
Paulo Nobre não esperava uma postura tão dura da montadora.
Ele poderia fazer o Palmeiras jogar sem patrocínio em fevereiro.
Mas considera ser uma derrota ter a 'camisa limpa'.
E está oferecendo como prova de boa vontade a continuidade do patrocínio.
Tal gesto no entanto não tem poder para seduzir os sul-coreanos.
Um dos pontos que era muito importante no contrato se chama Luiz Felipe Scolari.
Sem o treinador campeão do mundo e com o time na Segunda Divisão não há interesse.
Mesmo os R$ 9 milhões oferecidos por ano são na verdade, R$ 4,5 milhões.
Já que em julho, a direção da Kia Motors quer ir embora.
Paulo Nobre saiu tenso demais da reunião de hoje.
Otimista, quando candidato contabilizava os R$ 18 milhões neste ano.
Desnorteado, ele e Brunoro estão fazendo uma análise do mercado.
Buscando saídas.
Até mesmo conselheiros do lado do rival Décio Perin estão tentando ajudar.
Eles são ligados ao ex-presidente Belluzzo.
Pensam em até tentar seguir o caminho do Vasco e do Corinthians.
E buscar uma estatal como patrocinador master.
Pensam até em contatar o ex-governador José Serra.
Vale tudo nessa hora.
O momento é terrível para Paulo Nobre.
E de muita vergonha à nova diretoria.
Fechar por seis meses e por apenas R$ 4,5 milhões é muita derrota.
Chega a ser humilhante.
Principalmente para quem posava no ano passado.
Fingia ter o maior contrato do Brasil.
A situação do Palmeiras é lastimável...
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