1ae29 Se o São Paulo repetir o que fez contra o Penapolense perde. Para o Atlético Mineiro na quinta e contra o Corinthians no domingo. Futebol horrível, nem tanto quanto seu uniforme beterraba...
São Paulo e Corinthians pela frente.

No domingo, valendo uma vaga para a final do Paulista.

O primeiro jogo decisivo entre os dois rivais em 2013.

Depois eles podem se encontrar na semifinal da Libertadores.

E com certeza o encontro está marcado pela Recopa.

O São Paulo sofreu demais contra o Penapolense.

Mostrou um futebol horrível.

Do mesmo nível de seu uniforme beterraba, invenção do marketing.

Para celebrar as cadeiras vermelhas do estádio.

A classificação foi um sufoco.

Chorado 1 a 0.

A classificação veio graças ao gol contra de Jaílton.

O time alternou nervosismo com lentidão.

"Não fizemos um grande jogo, mas vencemos", resumiu Rogério Ceni.

O semblante de todos após a vitória era de alívio.

Estiveram bem próximo de um vexame.

O Penapolense perdeu pelo menos três gols.

E o próprio Ceni fez uma defesa fantástica aos 43 minutos do segundo tempo.

Espalmou chute cara a cara de Sergio Motta.

E garantiu o confronto contra o Corinthians.

A partida foi dramática demais.

Principalmente pela campanha no Paulista.

Entre o melhor colocado da etapa de classificação contra o oitavo.

Deveria ser um tranquilo teste, um aperitivo.

Ney Franco iria seguir o caminho de Tite.

Colocou um time teoricamente até mais forte.

Contando Luís Fabiano, que não poderá enfrentar o Atlético Mineiro na quinta.

Mas o pensamento estava na Libertadores.

O clima era de vitória antecipada.

32 mil pessoas foram para o Morumbi empolgados.

Certos que viriam uma goleada.

Juvenal exibia as cadeiras vermelhas com orgulho.

2ae14 Se o São Paulo repetir o que fez contra o Penapolense perde. Para o Atlético Mineiro na quinta e contra o Corinthians no domingo. Futebol horrível, nem tanto quanto seu uniforme beterraba...

Afinal, o adversário era muito modesto.

O presidente mal tinha ideia do quanto iria sofrer contra o Penapolense.

Time simples, convencional, dirigido por Pintado, campeão mundial pelo São Paulo.

A simples classificação entre os oito melhores já deveria ser um prêmio.

Afinal, o clube fazia sua estreia na principal divisão paulista em 2013.

Só que o time de Ney Franco foi muito pior do que os interioranos esperavam.

Entrou em campo com soberba, tocando a bola sem grande interesse.

A beterraba que deveria incentivar raça, vontade, despertava sono.

Pintado fez o óbvio.

Uma linha de quatro e cinco, muitas vezes seis, no meio de campo.

A intenção era segurar o 0 a 0.

E o São Paulo se complicou diante da dedicação interiorana.

Jadson teve uma tarde de Ganso, se omitiu do jogo.

Luís Fabiano mostrou toda a sua falta de ritmo.

E ainda o velho egoísmo de sempre, desperdiçando vários ataques.

Chutando a gol em vez de passar, de tabelar.

Foi facilmente anulado pela zaga.

O time vivia das arrancadas de Osvaldo, o melhor em campo.

Ele era o único a conseguir espaço para suas arrancadas.

Está em excelente fase.

Ganso, de maneira surpreendente, estava combativo.

E conseguiu três grandes passes, dignos do seu melhor momento em 2010.

Estava acordado.

Mas era pouco.

O São Paulo não tinha jogadas pelas pontas.

Paulo Miranda não existia na frente.

E Carleto só sabia abaixar a cabeça e dar chutões de longe.

Faltavam jogadas de linha de fundo.

Simples tabelas ou infiltrações.

Fora sangue nas veias, gana.

O São Paulo beterraba irritava seus torcedores.

Centralizava o jogo e quase não levou perigo ao time interiorano no primeiro tempo.

A situação estava tão animadora, que Pintado se empolgou.

Acreditou que poderia ganhar a partida.

O Penapolense pressionou o São Paulo em pleno Morumbi.

Guaru é um meia muito habilidoso.

Assim como Silvinho é atrevido, atacante irreverente, driblador.

O melhor do time, no entanto, é o lateral Rodrigo Biro.

Jogador de time grande.

A Ponte anuncia que já fechou contrato por dois anos com ele.

Mas o Corinthians pode melar a negociação.

Os três criaram pelo menos quatro chances para o Penapolense.

Marcelo, ex-Corinthians, fazia grandes defesas.

O São Paulo estava afobado, mas chutava muito mais a gol.

A saída de Wellington para a entrada de Douglas deixou o time mais leve.

A partida ficou empolgante, com os ataques criando e perdendo chances.

Parecia que não havia time grande, virou um clássico entre dois médios.

Até que o talento de Osvaldo definiu.

Em uma arrancada individual pela esquerda, ele invadiu a área e cruzou forte.

Jaílton foi se antecipar a Luís Fabiano e desviou a bola para as próprias redes.

São Paulo beterraba 1, Penapolense 0, aos 27 minutos do segundo tempo.

O alívio nas arquibancadas vermelhas não durou.

Logo o time do Interior tomou o domínio do jogo.

Precisava e acreditava no empate.

Pressionou e teve falta de sorte nas conclusões.

Na melhor delas, Rogério Ceni fez uma defesa sensacional.

Aos 43 minutos, Silvinho cruzou e Sérgio Motta surgiu como um raio.

Livre, cara a cara com Ceni.

Bateu forte e no alto.

Com grande reflexo, o goleiro espalmou a bola e impediu o 1 a 1.

Ao final, a vitória injusta do São Paulo.

E a garantia de ter o Corinthians pela frente no domingo.

Mas Ney Franco não é bobo.

Se o time mostrar o mesmo futebol de hoje perde para o rival.

Não chega até a final do Paulista.

Assim como perde a vaga para as quartas da Libertadores para o Atlético.

O futebol do São Paulo hoje contra o Penapolense foi assustador.

Mas nem tanto quanto o seu uniforme beterraba.

Noite constrangedora no Morumbi...
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