237 São Paulo tenta se aproveitar do rompimento de Corinthians e Caixa. E oferece sua camisa à estatal. Mas tem uma resposta dura. Para o banco, ela vale R$ 15 milhões. A metade da corintiana...
É para ferir o orgulho. Mas ameniza o bolso. Esta é a conclusão que a direção do São Paulo chegou. O diretor de marketing, Vinicius Pinotti, intermediou uma reunião com a cúpula da Caixa Econômica Federal. Nela ficou claro. Há interesse do banco estatal em ser o patrocinador master do clube. Mas não aceita sequer pagar perto do que gastava com o Corinthians.

A desculpa dos representantes da Caixa foi que o clube do Parque São Jorge ganhou os títulos mais importantes nos últimos anos. Desde Mundial, Libertadores, Brasileiro, Recopa, Campeonato Paulista. E que possui muito mais torcedores. Ou seja, nem pensar nos R$ 30 milhões que chegavam aos cofres corintianos.

Os dirigentes são-paulinos já esperavam por isso. E queriam receber pelo menos R$ 25 milhões. Aceitariam R$ 23 milhões. Só que a Caixa chegava a um máximo de R$ 15 milhões. A metade que pagava ao Corinthians. E alegava ser um grande valor. Já que paga R$ 12,5 milhões ao Cruzeiro e ao Atlético Mineiro.

Nada ficou acertado. Haverá um novo encontro. Provavelmente nesta semana ainda.

Há pressa por parte do São Paulo. Há um ano e sete meses o clube não tem patrocinador master. Desde que a Semp Toshiba não quis renovar o contrato. Na época, a empresa bancava R$ 20 milhões ao clube. É um valor aceitável para o presidente Leco.

O Corinthians tenta ainda amarrar um acordo para vender o nome do Itaquerão. E nesse acordo estaria incluído o patrocínio master e o plano de sócio-torcedor. A negociação não está indo tão rápida quanto sonhava a diretoria.

Por garantia, se a transação envolvendo o naming rights não der certo outra vez, o presidente Roberto Andrade, mandou avisar aos executivos da Caixa. Não aceitaria mais R$ 30 milhões. Nem R$ 35 milhões. Mas exigia R$ 40 milhões. O título do hexacampeonato era o grande trunfo. Se a Caixa aceitasse, o alto valor compensaria. E a camisa deixaria de fazer parte do pacote do naming rights.

Mas a resposta da estatal foi definitiva: não. Eram os R$ 30 milhões ou nada. Assim as duas partes resolveram romper.

 São Paulo tenta se aproveitar do rompimento de Corinthians e Caixa. E oferece sua camisa à estatal. Mas tem uma resposta dura. Para o banco, ela vale R$ 15 milhões. A metade da corintiana...

Daí foi que Pinotti, ávido por crescer politicamente no São Paulo, se ofereceu para trazer a Caixa ao Morumbi. O homem que emprestou R$ 12 milhões para contratar Centurion, sabe. Caso a transação der certo, seu prestígio ficará ainda mais alto.

Recentemente, Vinicius comemorou tomar os shows do Rolling Stones da arena do Palmeiras e levá-los ao Morumbi. Ele tenta convencer a AEG, maior organizadora de espetáculos em estádios no mundo, a fechar com o São Paulo. Decepcionada com o fracasso do acordo com a construtora WTorre e com a crise brasileira, a empresa pensa em ir embora do país. Mas pode rever essa decisão.

Ao saber do fim da parceria entre Corinthians e Caixa, a diretoria do Santos também bateu às portas da estatal. Desde o final de 2012, quando o BMG desistiu, o clube não tem mais patrocinador master. O irônico é que em 2013 recusou a própria Caixa. Por ter Neymar, acreditava que ganharia R$ 24 milhões. O banco ofereceu R$ 18 milhões. R$ 3 milhões a mais que o BMG. A diretoria santista recusou. Neymar foi embora, assim como o desejo de empresas em patrocinar o clube.

Agora a realidade é bem outra.

Se a Caixa oferecer R$ 15 milhões, os santistas aceitam voando.

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Enquanto isso, no Parque São Jorge a conclusão é direta.

Se Roberto de Andrade não quis R$ 30 milhões garantidos da Caixa tem a obrigação.

Ou fecha contrato com o naming rights.

Ou traz novo patrocinador tão forte quanto a estatal.

Enquanto isso não acontece, conselheiros ironizam.

E brincam.

Para a Caixa, a camisa do São Paulo vale a metade da do Corinthians...
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