24 São Paulo, medíocre até o final. Empata com o Bahia. Adeus, sonho da Libertadores
Não adiantou Jean, goleiro do Bahia, que está para ser contratado, dar sua colaboração. Nem mesmo a paixão da sofrida torcida que lotou o Morumbi. Time ruim é time ruim. Tudo que a equipe montada por Leco e Pinotti conseguiu foi decepcionar. Mais uma vez, entre tantas vezes em 2017. O São Paulo apenas empatou com o Bahia, em 1 a 1, e sabotou o próprio sonho de Libertadores, mesmo com a Conmebol oferecendo nove vagas, se o Flamengo ganhar a Sul-Americana.

Com outro futebol pobre, medíocre, o São Paulo não tem nem o direito de sonhar. Perdeu a nona colocação que teve nas mãos e acaba o Brasileiro na 13ª colocação. Mais um ano contabilizando fracassos. Triste para um clube tricampeão mundial.

A única alegria real dos torcedores foi a festa pela despedida de Lugano. Mais de 60 mil são paulinos aplaudiram de pé seu ídolo, antes de ir embora. E tentar esquecer mais um ano desperdiçado. Repleto de fracassos. Em que bateu o recorde negativo, de permanência na zona do rebaixamento. Graças ao balcão de negócios que Leco e Pinotti montaram no Morumbi.

Se fosse um banco, o presidente e seu braço direito repartiriam um bônus. Afinal, venderam R$ 162 milhões em jogadores, quando o planejado era R$ 60 milhões. Mas como comandam um time de futebol, esse festival de vendas, chuva de dinheiro, distribuição de comissões e exportação de talento, tudo o que conseguiram foi fazer o time acumular derrotas. E não chegar perto de título algum.

Vexame maior. Ainda recebem vinte membros das torcidas organizadas, nesta semana, e assistem a um verdadeiro simpósio feito pelos torcedores. Com indicações do que fazer em 2018. Que Leco e Pinotti aproveitem, diante de tanta incompetência. E estranha sede de vender jogadores importantes.

O último jogo do Brasileiro foi o trivial. Ainda mais sem Dorival Júnior sem poder escalar Lucas Pratto e Hernanes. Ambos estavam jogando com fortes dores, no sacrifício. E como o São Paulo havia fugido do rebaixamento, não entraram em campo hoje. O que se esperava é que o elenco, jogando com o apoio maciço dos torcedores, milhares pagaram só R$ 1,00 para ver a partida, venceria o Bahia, que tecnicamente chega a ser mais fraco que o medíocre time de Dorival Júnior.

Mas antes de descrever o péssimo jogo, vale a pena valorizar o adeus dentro campo de Lugano. Ele não jogará mais no São Paulo. Ainda não sabe se encerrará sua carreira, aos 37 anos. Ou voltará e disputará um último ano no futebol uruguaio, para terminar seu ciclo como jogador.

"Impossível expressar em palavras a emoção que companheiros, funcionários e torcedores me fizeram sentir. É uma sensação que nunca havia experimentado na vida. Tenho a sensação de que fiz tudo o que gostaria no futebol. O mais importante é ver quem está no dia a dia com você, na intimidade, o que pensa de você. Esses dias o São Paulo me fez sentir a pessoa mais feliz do mundo.

"É um momento de sensações diversas. Fecho uma etapa que um dia ia chegar. Mas é uma sensação de tranquilidade, de ter feito tudo o que gostaria. Me deu essa sensação. É tão intenso o que estou vivendo e lindo, para que perder um segundo pensando? Em poucas semanas terei tempo para pensar. Por enquanto quero desfrutar.

"É o que penso hoje, mas daqui uns dias vou analisar o que é melhor para mim e para a minha família. Por enquanto gratidão ao clube, à torcida e ao Brasil. Tenho uma ligação muito especial. O São Paulo é o clube da minha vida, como pessoa, ser humano e profissional. Cheguei a seleção do Uruguai graças ao São Paulo, fiz carreira de 11 anos, fui à Europa e solucionei minha vida econômica graças ao São Paulo. Sou grato eternamente. Como sempre falo para a torcida: obrigado por tudo e perdão por tão pouco."

O uruguaio tem proposta para ser gerente de futebol em 2018.

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A volta de Lugano em 2016 só foi mais uma demonstração de fraqueza de Leco. Ele o contratou como escudo. Como um assistente técnico. Embora ídolo e com muito amor ao São Paulo, ele deveria ter voltado há pelo menos cinco anos. E Leco, por ironia, foi quem se colocou contra quando o falecido Juvenal Juvêncio articulava seu retorno, quando não estava sendo utilizado pelo Paris Saint-Germain.

A falta de rumo e manipulação da atual diretoria fez com que houvesse comemoração pelo time bater seu recorde em 2017. O de número de torcedores no Morumbi. 1.009.059 torcedores. Sim, mais de um milhão. Mas o que Leco e Pinotti não comentam é que esse número foi atingido pela vulgarização no preço dos ingressos. O clube cobrou meias de R$ 10,00 quase o ano todo. E hoje, chegou ao R$ 1,00.

E além dessas vulgarização, há outro fator. O Morumbi esteve permanentemente repleto porque os torcedores, desesperados com o medo do rebaixamento, resolveram apoiar. Só por isso. Nunca em 2017 o time que representava o tricampeão mundial empolgou. Pelo contrário, acumulou fracassos, deu vexames e namorou a zona do rebaixamento. Além de desmoralizar o ídolo Rogério Ceni na sua primeira incursão como treinador. Ele sucumbiu diante do inesperado desmanche de Leco e Pinotti.

O time só não caiu graças à chegada de Hernanes. Jogador que foi dispensado da China. Mas, diante do fraco nível técnico do Brasileiro, se impôs. E conduziu o São Paulo a fugir da zona do rebaixamento.

A campanha fraquíssima pode ter consequências sérias. Com medo de perder a Copa do Mundo, Lucas Pratto pensa em uma transferência. Se o River Plate confirmar seu interesse, será difícil segurá-lo, apesar de seus discursos para agradar os sofridos torcedores. Cueva também está interessado em voltar para o México. O fato de o time não disputar a Libertadores desestimula a dupla.

Rodrigo Caio também está cansado. Se surgir uma proposta interessante, também fará a mala. Se cansou de passar sufoco. Sua vaga na Seleção Brasileira no Mundial da Rússia está por um fio.

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Em compensação, Jucilei será contratado definitivamente. O goleiro Jean do Bahia está praticamente contratado. Leco e Pinotti prometeram a Dorival Júnior pelo menos entre quatro a seis reforços. O time sofrerá uma reformulação profunda.

Na partida de hoje, o que vale ser destacado é a assustadora apatia do São Paulo no primeiro tempo. Precisando desesperadamente vencer para sonhar com a nona vaga na Libertadores, o time de Dorival mostrou falta de talento, de imaginação, de movimentação. Foi facilmente travado pelo Bahia de Carpegiani. No segundo tempo, empurrado pela torcida, o time ao menos mostrou vontade.

Mas seguia incompetente no ataque. Até que Jean, que deverá ser seu goleiro em 2018, resolveu colaborar. E segurou com as mãos um recuo claro de Renê Júnior. Foi ridículo. Todos perceberam que o toque foi do volante baiano, menos o goleiro. O São Paulo aproveitou a colaboração. Dentro da área, Petros rolou para o garoto Brenner marcar o seu primeiro gol como profissional. São Paulo 1 a 0, aos 18 minutos do segundo tempo.

O Bahia foi ao ataque, os jogadores sentiam que o adversário não assustava. O São Paulo estava sonhando com a nona colocação. Mas seguia perdido. Não marcava, não buscava segurar a vitória. E nem partida decidido para marcar mais gols.

Foi quando uma simples cobrança de falta na lateral do campo, fez justiça ao jogo. A bola chegou na cabeça do lateral direito Éder do Bahia, 1 a 1, aos 43 minutos Silêncio constrangedor no Morumbi, ao final do jogo. O São Paulo dava vexame até a sua última partida no ano.

Mas como os especialistas de marketing dominam o São Paulo, souberam o que fazer. Para evitar vaias, o anúncio da despedida de Lugano, o aceno aos torcedores com o hino do clube ao fundo. Vale tudo para disfarçar o fracasso.

Ficaram os últimos acenos de Lugano como compensação.

Por mais um ano humilhante.

De total responsabilidade de Leco e Vinicius Pinotti.

E dos omissos conselheiros que não agem diante de tamanha incompetência...
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