18 São Paulo dividido por eventual volta de Kaká, a caminho dos 36 anos. Leco não se anima
Divisão.

Não há unanimidade no São Paulo em relação à decisão que Kaká anunciará nos próximos dias. A mais remota delas será seguir no Orlando City. E no caminho de completar 36 anos, ele pode fazer o que seu corpo pede, e encerrar a carreira devido às dores. Ou antes, disputar uma temporada no São Paulo, em 2018.

Se torcedores ficaram ouriçados nas redes sociais, o entusiasmo não foi o mesmo para Leco. O presidente do São Paulo lembrou a conselheiros que, em 2015, ele foi mal. Só conseguiu marcar três gols. E reclamava de seguidas contusões. Dois anos depois, seu rendimento já é decepcionante até nos Estados Unidos, onde o nível dos clubes segue baixo.

Leco já teve problemas ao contratar ídolos.

Segue encurralado por conselheiros. Por ter prometido ao novato técnico Rogério Ceni nada menos do que R$ 5 milhões pela demissão. Trazer de volta Kaká, confesso prisioneiro de fortes dores após cada partida, é visto pelo presidente como sério risco. Há quase a certeza, para o presidente, que ele não traria ganhos técnicos.

Leco não quer correr o risco de viver nova desventura, como acontece com Lugano. Ele sempre foi contrário à volta do uruguaio. Mas acabou sucumbindo à pressão das organizadas e de conselheiros, como Vinicius Pinotti. E hoje o São Paulo banca o ídolo para ser o mais animado reserva.

Dorival Júnior, que ainda vive a série ameaça de rebaixamento, não quis se prolongar no tema. Sabe que não tem a certeza de permanência no Morumbi. Com ele, o time não consegue mostrar futebol convincente. E imaginar ter um veterano, com imenso prestígio junto à imprensa e torcida, só que lento e com sérias dores nas articulações, seria mais tortura do que presente.

O Orlando City faz péssima campanha em 2017. Está em nono lugar da Conferência Leste. Kaká só fez 22 partidas das 32 do time até agora e marcou seis gols. O jogador deu entrevista à TV Globo dizendo que está dividido. E que o fato de os seus filhos morarem no Brasil pode pesar. E ele ficar um último ano atuando pelo São Paulo.

Só faltou avisar o clube. As últimas passagens de ex-ídolos pelo São Paulo foram péssimas experiências. Luís Fabiano, Lugano e Rogério Ceni desiludiram. Vinicius Pinotti, o milionário e novato executivo de futebol, é especialista em marketing. E ainda acredita que, muito abaixo de sua melhor fase, Kaká poderia ser um jogador que desviaria o foco dos muitos problemas que o clube vive. Dividido e clima de guerra, com a oposição forte e revoltada com o time tendo fracassado mais uma temporada e ainda lutando contra o rebaixamento.

Leco quando não gosta de uma situação, ainda mais envolvendo um grande ídolo do clube, ele se cala. Se estivesse animadíssimo com a volta de Kaká, já teria dado entrevistas coletivas. Até mesmo Pinotti, que adora fala sobre tudo, está mudo. Ou seja, não há nenhum entusiasmo. O veterano que está mostrando serviço é Hernanes. Se Kaká voltasse ao Morumbi seria para ser titular. Esse ideia não encanta.

Já em relação à uma partida de despedida, a conversa seria outra. Dinheiro garantido nos cofres. Agrado nos torcedores e em Kaká. Mas sem o peso de valer três pontos.

Só que a falta de convicção, insegurança, falta de rumo são características que norteiam o presidente Leco. Ele não queria Lugano. E o zagueiro uruguaio está no elenco. Ganhando sem jogar. Hoje, o conselho está dividido em relação a Kaká.Também não há grande entusiasmo. Triste surpresa para muitos torcedores, que ainda suspiram para mais um retorno do meia.

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