115 São Paulo acovardado perde para o Atlético. E volta a namorar o rebaixamento
Não bastasse outra péssima atuação do São Paulo, o time ainda perde para o Atlético Mineiro graças a um lance infantil. Desatento, Bruno Alves deve ser um dos únicos jogadores deste país que não sabe. Marcos Rocha cobra lateral com a força de um cruzamento com os pés. Resultado, a bola o encobriu e se ofereceu para Valdivia, na corrida. O zagueiro o segurou, cometeu um pênalti inadmissível. Fabio Santos cobrou e marcou. E a equipe de Dorival Júnior perde a 12ª partida no Brasileiro. E volta a namorar, com toda paixão, a zona do rebaixamento.

O time sentiu falta demais de Cueva. O peruano desfalcará a equipe por quatro partidas, atuando por seu país na repescagem, contra a Nova Zelândia. Sem ele, a equipe não teve articulação. Hernanes e Lucas Fernandes foram mal demais. Esse é um fator que preocupa muito na sequência do time, contra Atlético Paranaense, Fluminense e Flamengo. Só conseguiu uma chance real de gol, em cabeçada de Lucas Pratto. Enquanto o Atlético Mineiro perdeu pelo menos quatro chances reais, além do gol que marcou.

Além disso, por dinheiro, a diretoria resolveu abrir mão do Morumbi, estádio que os atletas estão acostumados e adoram jogar. Preferiu desprezar a péssima fase do time e a ameaça de rebaixamento. E garantir uma boa quantia por quatro shows do U2. E o time será despachado para o Pacaembu.

"Tomamos um gol de pênalti. Se o jogo está 0 a 0 e a gente não consegue criar jogadas, tem que acabar 0 a 0. Mas é um campo difícil, eles estavam em uma noite boa coletivamente. Tomamos o gol de pênalti e parece que só aí começamos a jogar.Eu tive uma grande chance. Mas criar uma jogada é muito pouco para o São Paulo", desabafou Lucas Pratto, irritado com outra partida ruim do seu time. E aumentou o jejum de gols. São 12 partidas sem chutar uma bola para as redes. O péssimo momento do clube o afastou da Seleção Argentina.

"A gente poderia ter feito um pouco mais de gols, pelas oportunidades que a gente criou", lamentava Robinho, que desperdiçou vários contragolpes e perdeu um gol claro, livre com Sidão.

Mais preocupante que a péssima atuação do São Paulo foi a entrevista de Dorival Júnior. Ele parecia desconectado da realidade. Parecia ter assistido outra partida. E o tom de falsa tranquilidade que tentou passar, não convenceu nenhum repórter na sala de coletiva. A sua postura de negação do momento atual de seu time, que joga cada vez pior é inacreditável.

"Estávamos marcando bem. No segundo melhoramos, propusemos muito mais o jogo, acreditamos mais, adiantamos a marcação. Foi uma outra equipe. Infelizmente nosso gol acabou não saindo. Mas não vamos abaixar a guarda não. A equipe é muito boa, a oscilação é natural

"Sem o Cueva é natural que aconteça uma perda considerável, mas temos que nos preparar para isso. Quem está entrando está indo bem, o Gomez hoje foi muito bem, o Shaylon manteve o nível."

Foi estarrecedor. Dorival Júnior não pode crer que qualquer pessoa com meia dúzia de neurônios acreditou nas suas declarações. É evidente que estava tentando usar um truque velho e desgastado que muitos treinadores apelam. O de falar de uma partida fictícia para não ter de admitir que o time foi mal demais. Os seus treinamentos nos dez dias sem jogos não deram o menor resultado. Pelo contrário, a equipe piorou.

Por isso, o nome de Mano Menezes começa a ganhar força para 2018. Mesmo se Dorival conseguir evitar a Segunda Divisão, conselheiros querem o clube com outro treinador na próxima temporada. E desejam Mano, que está desgastado com a diretoria que vai assumir o clube mineiro.

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O São Paulo foi uma equipe medrosa, encolhida. E que chamou o Atlético Mineiro para o seu campo durante todo o primeiro tempo. Incrível como o time não marcava no meio de campo e nem criava. Além de ter dois laterais que pareciam dos anos 70, proibidos de atacar. O time de Oswaldo de Oliveira nem acreditou no espaço que tinha para criar. As linhas são paulinas eram distantes, havia como os jogadores atleticanos dominarem a bola, pensar o que desejavam fazer. Não havia a menor intensidade.

Hernanes estava perdido em campo. Assim como Lucas Fernandes. A retranca organizada por Dorival Júnior 'matou' os dois. Não tinham função. Lucas Pratto corria como um desesperado e a bola não chegava ao atacante. Valdivia e Casares atuaram soltos. Tivessem um pouco mais de capricho no último passe, acabariam com o jejum de 11 jogos de Fred. Fariam Robinho lembrar dos seus velhos tempos.

O Atlético criou e desperdiçou chances e mais chances na etapa inicial. Quando se esperava uma mínima reação do São Paulo,o time voltou ainda mais acovardado. E pagou caro. O lateral de Marcos Rocha chegou até Valdivia e o pênalti, digno de um garoto de 14 anos, de Bruno Alves. Fabio Santos não perdoou. 1 a 0, Atlético Mineiro, aos seis minutos.

Oswaldo perdeu um jogador que fazia ótima partida. Casares cansou de puxar contragolpes e cobrir Marcos Rocha. O nível do Atlético Mineiro caiu porque Valdivia também cansou. Assim como Robinho e Fred. O excesso de veteranos é algo preocupante no Atlético.

O São Paulo percebeu que o jogo ficou melhor. E adiantou sua equipe. Mas de forma descoordenada, sem o mínimo de organização. Criou apenas uma chance real. Shaylon fez ótimo cruzamento e Lucas Pratto cabeceou forte, no chão. E Victor fez uma ótima defesa. Aos 28 minutos do segundo tempo. O São Paulo levou 73 minutos para criar sua única oportunidade durante todo o jogo.

Oswaldo de Oliveira, que há muito tempo deixou de ser treinador de ponta, não aproveitou a desorganização, a tensão, a falta de confiança do rival. Seu time poderia ter aproveitado. E se articulasse minimamente seus contragolpes, teria goleado o São Paulo.

Mas no fim, a revigorante vitória atleticana. E o salto para a oitava colocação. E a frustrante, mas absolutamente justa derrota do São Paulo. A décima segunda em 31 partidas. O time se acostumou a perder. Não houve revolta, protestos, desabafos. Essa postura passiva pode sabotar de vez o time de Dorival Júnior.

O São Paulo vive um ano lastimável.

E há ainda que sonhe com a volta de Kaká.

Um jogador que reclama de dores após todos os jogos.

Sem força e velocidade para as arrancadas que o consagraram.

Mas falar seu nome é tudo o que a diretoria quer agora.

Desviar o foco de novo momento delicado.

E o flerte apaixonado pela Segunda Divisão...

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