gettyimages26 Santos e Atlético Mineiro. Muito além do beijinho doce de Dorival e Neymar...
Lógico que o beijinho doce de Dorival Júnior em Neymar roubou a cena.

Mas o emocionante jogo debaixo de muita água em Minas Gerais evidenciou várias situações.

A primeira dela, a mais evidente.

O poder de reação do Atlético Mineiro sob o comando de Dorival Júnior.

O time mostrou distribuição tática, equilíbrio.

Força na marcação e consciência na hora de atacar.

Diante do poderoso Santos, um adversário superior tecnicamente, o time atacou mas não ofereceu espaço para os contragolpes.

Com Luxemburgo, jogar contra o Atlético Mineiro era muito divertido.

Seu time oferecia buracos no meio de campo e intermediária para o adversário fazer o que bem entendesse.

E, muito importante, o estado físico dos atletas era deplorável.

A equipe perdia fôlego, força na segunda etapa.

Isso acabou com a troca, tardia, da Comissão Técnica do Atlético Mineiro.

Pode ser que volte, mas com empate em 2 a 2, o time teve o gostinho de dormir fora da zona do rebaixamento.

Faltam quatro partidas para que a Série A em 2011 se torne uma realidade.

Nada como o destino.

O primeiro jogo desses quatro é justamente contra o Flamengo na Arena do Jacaré.

Quem treina o Flamengo com o entusiasmo de um menino?

O mesmo homem que arrastou o Atlético Mineiro para a beira do abismo: Luxemburgo.

Empolgado como uma criança e sem a pesada Comissão Técnica que carregava nas costas, maneirando no pôquer, sua disposição é outra.

Ainda mais nesta partida, seu ego dirigirá o time.

Tentará provar que não era o único culpado pela derrocada do clube de Alexandre Kalil.
Esse confronto será significativo.

Depois dele, o Atlético terá o desmotivado Palmeiras no Pacaembu.

O desesperado Goiás em Minas.

E São Paulo no Morumbi.

Se ainda tiver chance de Libertadores, jogará de uma maneira.

Se não tiver, Carpegiani fará da partida um amistoso.

Ou seja: o ponto de ontem foi sim importante para o bombeiro Dorival.

Do lado do Santos, a consequência foi além da consciência leve de Neymar por ter sido beijado.

A direção finge que não percebe, mas está trabalhando em silêncio.

Seja qual for o novo treinador, o clube irá contratar dois zagueiros confiáveis.

Bruno Aguiar, Durval ou mesmo Edu Dracena, não tranquilizam o time com aptidão para o ataque.

E também se houver a possibilidade de contratar um goleiro não será desprezada.

O caminho para uma Libertadores trágica está na atual defesa santista.

Mesmo com a volta garantida de Paulo Henrique Ganso.

Embora disfarçassem, ficou evidente a saudade dos jogadores santistas de Dorival.

E do técnico ao time que formou e que ganhou o Paulista e a Copa do Brasil.

O trabalho não continou por causa de Neymar e do amadorismo de Luís Álvaro.

Foi isso que a chuva trouxe à tona no 2 a 2 de ontem...

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