divulgação9990 Santos apela para a sua quarta opção como treinador da Libertadores: Adilson Batista. Para travar a volta de Dorival Júnior...
Dois sentimentos dominaram a Vila Belmiro hoje: empolgação e, depois, extrema desconfiança.

O primeiro foi a alegria com a confirmação de que Pelé resolveu aceitar a proposta para o ousado plano Multiplicação de Peixes.

Ele será o principal personagem para tentar fazer com que os cerca de 20 mil sócios santistas se transformem em 100 mil em 2012, quando o clube completará o centenário.

E ainda Pelé se incumbirá de buscar investidores no exterior para o time de futebol.

A proposta não tem nada de amadora: é muito profissional, com Pelé recebendo um bom dinheiro por essas atividades.

Amor é amor: trabalho é trabalho.

Este é o lema de Pelé.

Ao assumir o Santos, Luís Álvaro já queria Pelé.

Mas de graça.

Percebeu que as coisas não são bem assim.

Pelé funciona como uma empresa.

Com tudo acertado, o presidente santista resolveu acabar com uma situação pendente importantíssima.

Desde a sumária demissão de Dorival Júnior, o dirigente vinha conversando com Abel Braga.

Tinha a certeza de que ele se livraria do Al Jazira.

O técnico mostrou que poderia sair sem problemas.

Mas deu tudo errado.

Os árabes não diminuíram a multa rescisória de US$ 1 milhão.

E ele acabou tendo de dizer 'não' ao plano de comandar o Santos na Libertadores de 2011.

Diante da negativa, Luís Álvaro quis ganhar tempo.

O time ia bem no Brasileiro.

Não havia pressa.

Seu desejo era esperar as opções surgirem no mercado com o fim do campeonato.

Só que um fenômeno estava tomando conta da Vila Belmiro: o pedido pela volta de Dorival Júnior.

Os jogadores o amam.

Sentem falta da maneira paternalista com que ele tratava o grupo.

E principalmente da sua visão privilegiada na hora de montar o time.

O seu maior defensor é Paulo Henrique Ganso.

Neymar não queria.

Mas ficou abalado com o beijinho doce que recebeu do treinador em Minas Gerais, antes da partida contra o Atlético Mineiro.

Dorival Júnior o desarmou.

E também começou a ver com empolgação o seu retorno.

Assim colocaria fim ao remorso que o persegue desde a demissão.

Luís Álvaro tinha Adilson Batista nas mãos desde foi demitido do Corinthians, depois de 17 partidas.

Ele sabia o quanto o treinador desejava treinar o talentoso elenco, que ainda será reforçado para a disputa da Libertadores.

Mas o presidente estava indeciso.

Tentou Paulo Autuori do Al Rayyan, no Catar.

Só que a multa é ainda mais cara: US$ 2 milhões.

Autuori tentou mas não conseguiu se livrar.

A saída para o dirigente santista foi apelar para o plando D e fechar com Adilson Batista.

A escolha é incompreensível por um motivo simples.

Adilson Batista detesta trabalhar com jovens jogadores.

Prefere veteranos.

Pergunte ao presidente Andres Sanches que reclamava demais pela não utilização de Dodô, lateral esquerdo da Seleção Brasileira de Juniores, quando Roberto Carlos não podia jogar.

No Cruzeiro também ele ficou marcado por preferir veteranos.

Seu meia esquerda sempre jogou mais recuado.

É bom Ganso pesquisar o quanto sofreram Wagner no Cruzeiro e Bruno César no Corinthians.

E também, muito temperamental, ninguém sabe como trabalhará com Neymar.

Mas Luís Álvaro não quis saber de nada disso.

Escolheu correndo Adilson Batista e abortou a idéia do retorno de Dorival Júnior.

Nunca ele iria aceitar a volta do técnico que ousou desacatá-lo e afastar Neymar do elenco.

Quem manda no Santos é Luís Álvaro.

A responsabilidade por colocar Adilson Batista no comando do time da Libertadores é toda dele.

Vários companheiros de diretoria estão extremamente preocupados com a escolha do presidente.

Mas ele não permitiu discussão.

Viva a quarta opção, o plano D...

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