divulgação992 Rússia e Catar foram escolhidos porque deram livre e total acesso à Fifa em 2018 e 2022...Igual ao Brasil...

Não tem nada de exótica a escolha da Rússia e Catar como sedes da Copa de 2018 e 2022.

Pelo contrário.

Houve muito interesse.

Denúncias graves de corrupção.

Graças ao Sunday Times, foram afastados dois membros do Comitê Executivo da Fifa.

O nigeriano Amos Adamu e o presidente da Confederação de Futebol da Oceania, o taitiano Reynald Temarii, teriam recebido propina.

Trocado seus votos por dinheiro.

A BBC acusou Ricardo Teixeira, Nicolás Leoz, do Paraguai, e Issa Hayatou, de Camarões, de terem recebido dinheiro da ISL ainda na década de 90.

Ao brasileiro, de acordo com a emissora inglesa, coube cerca de R$ 9,5 milhões.

Por meio de nota oficial da CBF, Ricardo Teixeira negou a acusação e se calou para os jornalistas que estão em Zurique.

A briga foi ferrenha para seduzir os 22 membros do Comitê que restaram e votaram.

Fora toda adulação ao presidente Joseph Blatter...

Pela Copa de 2018: Bélgica/Holanda, Portugal/Espanha, Inglaterra e Rússia.

O lobby maior, muito rico foi o dos ingleses.

A campanha da imprensa britânica foi assustadora.

E era a grande favorita para levar o Mundial.

Beckham, o príncipe William e o primeiro ministro Cameron perderam a viagem...

Oficialmente pesou o fato de que nunca nenhum país do Leste Europeu promoveu uma Copa.

Este é o lado romântico da escolha.

O ilusório.

O que Joseph Blatter gostaria de ver publicado amanhã nos jornais.

Mas, na verdade, o ponto decisivo foi a estratégia russa de se igualar à África do Sul e ao Brasil.

O país se comprometeu a aceitar tudo o que a Fifa quiser fazer.

Sem influência do forte parlamento britânico.

Ou da poderosa imprensa inglesa.

A Fifa estará livre de um controle absoluto.

Isso é fantástico, quando uma competição envolve bilhões de dólares.

Também não tem romantismo na escolha do Catar para 2022.

Bill Clinton também perdeu a viagem à Suíça.

Para vencer os favoritos Estados Unidos...

A Austrália, o Japão e a Coreia do Sul...

A resposta é simples e objetiva.

Muito dinheiro.

Haverá a construção de estádios fantásticos.

Verdadeiros oásis no deserto.

Há onze projetos absurdos.

Será uma festança inacreditável para as mais poderosas empreiteiras do mundo.

Lógico que a Fifa também terá livre acesso ao país.

A ponto de escolher as empresas que deverão trabalhar nos estádios.

Bobo não pisa no chão de mármore da Fifa em Zurique...

O golpe de mestre da Fifa foi anunciar hoje as sedes para as duas Copas.

Com isso, amarra tudo o que Blatter acha volátil.

E se livra de possíveis crises econômicas nos próximos anos.

Ele fecha com patrocinadores para as duas competições.

E a Fifa já começa a receber pela Copa que irá acontecer daqui a 12 anos.

Genial.

Maquiavélico.

Escolha o adjetivo que desejar.

A Fifa é assim.

O futebol moderno também.

Ou você pensa que no Brasil é diferente?

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