143 1024x682 Rosário Central, Capivariano e Nacional. Os três próximos jogos serão fundamentais para a sobrevivência de Marcelo Oliveira no Palmeiras. Acabou a validade do efeito Copa do Brasil...
A saída de Alexandre Mattos da arena palmeirense foi simbólica. O Palmeiras havia perdido para a humilde Ferroviária. E, após a partida de ontem, os torcedores xingavam até não mais poder Marcelo Oliveira. Irritado, tenso, ele não tem mais explicações para o fraco futebol do time. Não falou com a imprensa. Fugiu dos jornalistas. O executivo 'nota 1000' perdeu os argumentos na defesa do técnico para Paulo Nobre e para os repórteres. A demissão do treinador é algo cada vez mais possível.

Os três próximos jogos serão determinantes para a continuidade ou não de Marcelo. Todos serão em casa, diante da torcida. Rosário Central, Capivariano e Nacional do Uruguai. Dois jogos pela Libertadores e um pelo Paulista. A obrigação é de três vitórias. Algo complicado para quem acumula um retrospecto de instabilidade. 22 vitórias, 11 empates e 17 derrotas.

Paulo Nobre está sendo pressionado pela ala que o dá sustentação política no clube. A comandada pelo ex-presidente Mustafá Contursi. Ela quer uma resposta do treinador mineiro que custa R$ 400 mil a cada 30 dias. Tudo o que ele pediu foi dado. O clube não vendeu atleta algum após a temporada de 2015. E ainda contratou oito jogadores para 2016. Fez pré-temporada longe de tudo e todos em Itu. E o futebol do time piorou.

Marcelo Oliveira se mostra cada vez mais inseguro e inconstante. Nas primeiras nove partidas do ano, foram nove escalações diferentes. Inclusive taticamente. Só ontem o time foi repetido. O treinador se mostra perdido, mergulhado na indecisão. Sem forças para suportar tanta cobrança.

Há quem garanta que um dos seus maiores erros foi não querer contrariar Paulo Nobre. E não enfrentar o presidente em relação aos meias. A participação dos meias explica seu sucesso no Coritiba e no Cruzeiro. Desde a saída de Valdivia, que também foi obrigado a aceitar, para não ficar contra Nobre, o time sofre. Não há no elenco ninguém talentoso para fazer a bola chegar aos atacantes. Ou com capacidade de ditar o ritmo da equipe.

Tem improvisado fracassado revezamento entre Dudu e Robinho. Feito com que o Palmeiras perca força ofensiva. Seu principal atacante pelos lados, fica preso e improdutivo no meio. Atuar com três volantes deixa o ataque ainda mais isolado.

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O grande erro aconteceu nas férias, quando Paulo Nobre garantiu aos jornalistas que Cleiton Xavier seria o 'grande' meia do elenco. E, para não contrariar o presidente, o treinador concordou. Só que no departamento médico se sabia que o jogador, perseguido pelas contusões, ficaria até o final de março sem jogar. Depois da contusão na coxa direita e panturilha esquerda, em 2015, desta vez foi a panturilha direita, que teve um estiramento.

É óbvio que Marcelo Oliveira queria um jogador mais qualificado, vivido do que Régis que veio do Sport. Por isso não o tem colocado nem no segundo tempo das partidas. Inacreditável o motivo porquê aceitou a sua chegada. Aliás, dos oito jogadores contratados, que seriam reforços 'pontuais' para as deficiências palmeirenses, só Jean é titular.

O elenco ainda não digeriu a péssima maneira com que Marcelo Oliveira conduziu o 'caso Leandro Almeida'. No início do ano, o zagueiro era considera pelo técnico como seu 'jogador de confiança'. Mas bastou falhar em algumas partidas e, principalmente, contra o São Bento e tudo mudou. O técnico avisou para os jornalistas que ele não seria mais titular e estava afastado do time. Antes de falar com o jogador. Em seguida, não o inscreveu na Libertadores.

Os atletas perderam a confiança cega no treinador. Já perceberam que ele é capaz de entregar a cabeça de qualquer jogador para salvar a sua. Houve reuniões para tentar contornar o caso. Mas o ambiente nunca mais foi o mesmo. Leandro Almeida é um atleta que tem ótimo relacionamento com os outros jogadores.

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Paulo Nobre já deixou claro a Alexandre Mattos e Marcelo Oliveira. Ele precisa que o Palmeiras faça ótima campanha na Libertadores. Espera faturar muito na competição sul-americana. Os preços das entradas para a partida contra o Rosário Central variam entre R$ 90,00 e R$ 200,00. Já foram vendidos 30 mil ingressos. A perspectiva é que o número de torcedores ultrapasse 35 mil.

Além disso, 2016 será o último ano de Paulo Nobre à frente da presidência. Seu sonho é ver o Palmeiras campeão da Libertadores e disputar o Mundial de Clubes no final do ano. A empolgação, logo após a conquista da Copa do Brasil, não existe mais. Ele está muito preocupado.

Paulo Nobre se sente amarrado pela própria palavra. Ele fez um juramento público. Deu sua palavra que, depois de Gilson Kleina, Gareca, Dorival Júnior e Oswaldo de Oliveira, Marcelo seria o seu quinto e último treinador. Ou seja, ficaria até dezembro, quando acaba seu mandato.

Em nome dessa promessa, está enfrentando conselheiros importantes. E até o descontentamento óbvio da patrocinadora, a Crefisa. Depois de a empresa assumir todo o uniforme do clube, não houve a reaproximação esperada. Pelo contrário. Os egos de Nobre e de José Roberto Lamacchia, dono da empresa, se impuseram.

Nobre não quer que Lamacchia contrate jogadores. Não para que tenha influência no departamento de futebol do clube. O presidente avisou que a Crefisa é patrocinadora e não co-gestora, como a Parmalat era. Desde então, o contrato está sendo cumprido. Com a instituição financeira não pagando mais a reforma do Centro de Treinamento, como havia prometido. A relação é fria, profissional.

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Ficou assim desde que a esposa de Lamacchia, Leila Pereira falou que Nobre fazia contratações de 'quinta categoria' e que, se continuasse assim, iria para o Flamengo, que daria muito mais visibilidade. O presidente palmeirense nunca a perdoou. Ela sabe disso. E o provocou com uma foto com Valdivia, inimigo número um de Nobre, no final de 2015.

Nobre mandou avisar que não aceitava mais jogador algum da patrocinadora. Bastavam Lucas Barrios e Leandro Almeida. Por isso sonhos como Éverton Ribeiro, Diego e Conca nem foram tentados. E Marcelo ficou sem seu grande meia de referência.

Conselheiros insistem com Nobre que 'o futebol obriga as pessoas a serem incoerentes'. Não há motivo para morrer abraçado com Marcelo Oliveira. E lembram que Cuca está desempregado, à mão...

Se o Palmeiras tropeçar na Libertadores contra o Rosário Central e Nacional, em casa, muita coisa deve mudar. O incomodado treinador sabe disso.

Alexandre Mattos está se queimando tentando defendê-lo.

O clima é muito ruim nos bastidores do Palmeiras.

Marcelo Oliveira nunca esteve tão ameaçado.

Essas três próximas partidas serão fundamentais para sua sobrevivência.

E diante da desconfiada e, cada vez mais irritada, torcida palmeirense.

O efeito Copa do Brasil perdeu a validade...
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