Romário aceita o desafio. Abre todos os seus sigilos se Gilmar Rinaldi, jogador e empresário medíocre, abrir os seus. Quanto a Dunga, o senador recuou. Talvez reconhecimento. Sem a intervenção do capitão talvez não fosse tetracampeão mundial...
Ao lado de Galvão Bueno, Gilmar Rinaldi e Dunga usaram todo o espaço do Bem, Amigos no Sportv. Foram ao programa com duas missões. A primeira e, mais importante, se reconciliar de vez com a Globo. Orientado pelo coordenador Gilmar, Dunga sorriu, brincou. Só faltou cantar e dançar.

Era o comportamento que Marco Polo del Nero queria. Ele precisa da Globo como aliada nestas dificílimas Eliminatórias. Dunga deixou claro que ele mudou. Não é mais o treinador raivoso da Copa de 2010. Se o seu chefe, o presidente da CBF, privilegiar a emissora dona do futebol, os jogadores poderão dar entrevistas. O clima, se ele e sua seleção chegarem até a Rússia, será de conciliação. Haverá espaço para as exclusivas que a Globo tanto gosta.

O treinador esqueceu de vez os constrangedores palavrões que dirigiu a Alex Escobar. Graças aos céus o apresentador e narrador não estava lá. Porque o abraço apertado de reconciliação, digno de programas da Marcia Márcia Goldschmidt seria inevitável.

Primeira parte da missão cumprida.

Depois chegou a hora de lavar a honra em sangue. Dunga e Gilmar Rinaldi, como o blog havia antecipado, querem que Romário se explique na Justiça. Prove que as convocações privilegiam empresários, como o senador acusou.

"Realmente a gente ficou surpreso com o que ele falou, mas vamos fazer uma ação judicial. Estamos estudando como, porque ele tem imunidade, é senador. Os advogados estão estudando como se faz isso (...)

"Ele é senador, tem imunidade parlamentar, por que não abre mão da imunidade a abre as contas dele? Eu abro, se ele fizer eu abro, abro meu sigilo bancário, telefone, tudo, das minhas contas no exterior abro também, que são regulares e estão no Banco Central. É simples. Falar é uma coisa, numa tribuna protegido por uma imunidade, aí é muito fácil. Eu falo aqui no programa, e estou à disposição."

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Gilmar foi direto. Ele já lidou da mesma maneira com Zico. Exigiu explicações sobre as insinuações que ainda seria empresário.

Depois foi a vez de Dunga.

"Uma grande decepção, pelo fato que sempre fui amigo dele. O amigo, entendo como respeito, o cara ser honesto, defender o companheiro. Se tem alguma dúvida, podia ter me ligado e perguntado. Estamos tomando providências, esperamos que a imunidade parlamentar dele não atrapalhe, não nos seja negado o direito de vir ao torcedor, já que estamos no mundo do futebol com muitas desconfianças, muitas acusações, mas os fatos até agora não.

"O senador tem que trazer os fatos. Disparar para todo lado e atingir as outras pessoas, não importa se tem que matar um amigo, isso não é amigo, isso não é coisa de pessoas que têm uma linha reta."

Lógico que o Romário não iria deixar por menos. E respondeu de maneira firme, forte, agressiva.

3ae13 1024x576 Romário aceita o desafio. Abre todos os seus sigilos se Gilmar Rinaldi, jogador e empresário medíocre, abrir os seus. Quanto a Dunga, o senador recuou. Talvez reconhecimento. Sem a intervenção do capitão talvez não fosse tetracampeão mundial...

"Na última semana, concedi uma entrevista ao jornal italiano Gazetta Dello Sport. Fiz duras críticas à convocação de jogadores na Seleção e mantenho minha posição. As convocações têm sido motivadas por forte interesse financeiro.

"Estão me pedindo provas, não preciso ir muito longe, o jornal O Estado de S. Paulo tornou público um contrato da CBF com a empresa a ISE, para a realização de amistosos da Seleção Brasileira. Está explícito no contrato que a lista de jogadores convocados atende a critérios estabelecidos pelos parceiros comerciais e qualquer substituição precisa ser realizada em "mútuo acordo" entre CBF e empresários. O contrato deixa claro: o jogador que substituir um "titular" precisa ter o mesmo "valor de marketing'' do substituído.

"Onde ficam os critérios técnicos? Quem define quais jogadores convocados? O técnico ou os parceiros comerciais?

"Sobre Gilmar Rinaldi, tenho todo direito de afirmar que ele não deveria ocupar o cargo de coordenador da seleção brasileira. Até um dia antes dele ser anunciado para a função, Gilmar Rinaldi era empresário de jogador de futebol. Não acredito na isenção dele para o cargo. Ontem, em um programa de TV, ele afirmou que abriria o sigilo bancário dele se eu abrisse mão da minha “imunidade parlamentar” e abrisse minhas contas. Cabe esclarecer diante da total ignorância deste senhor sobre a imunidade parlamentar. A Constituição Brasileira preconiza em seu artigo Art. 53: “Os Deputados e Senadores são invioláveis, civil e penalmente, por quaisquer de suas opiniões, palavras e votos”.
Ou seja, imunidade parlamentar não tem nenhuma relação com a abertura do meu sigilo bancário. Sobre mim não pesa nenhuma suspeita.

"Gilmar Rinaldi tem que se colocar no lugar dele. Sou senador da República, legitimado por quase 5 milhões de pessoas, enquanto ele foi indicado para um cargo em uma entidade corrupta depois de ter sido um jogador e empresário medíocre. Ele só ocupa o cargo de coordenador da seleção porque foi indicado por pessoas como José Maria Marin, que está preso na Suíça, e Marco Polo Del Nero, outro alvo do FBI. Ele tem que desafiar seus iguais, pessoas iguais a ele."

5ae8 Romário aceita o desafio. Abre todos os seus sigilos se Gilmar Rinaldi, jogador e empresário medíocre, abrir os seus. Quanto a Dunga, o senador recuou. Talvez reconhecimento. Sem a intervenção do capitão talvez não fosse tetracampeão mundial...

Os ataques estão em todas as palavras a Gilmar. Mas o nome Dunga nem foi citado pelo senador da República. Há jogadores que disputaram a Copa de 1994 e estranharam quando Romário misturou o treinador da Seleção nas acusações. Os dois eram mesmo muito próximos, amigos naquele Mundial.

Há quem veja no 'esquecimento' do treinador, uma sombra de arrependimento. Dunga foi um dos maiores responsáveis por sua volta à Seleção para disputar o Mundial. O jogador havia brigado com Parreira em 1992, em Porto Alegre, contra a Alemanha.

Sou testemunha desse entrevero. Fui eu quem pergunto a Romário o que achava ter voado da Europa para o Brasil e ficar na reserva da Seleção. Ele estava irritadíssimo. Olhou para mim e disse.

"Se for para me deixar no banco, o Parreira nem precisa mais me chamar."

Foi um escândalo. Parreira ouviu Zagallo, seu coordenador, e não mais convocou Romário. Até a última partida das ELiminatórias, quando o Brasil precisava vencer o Uruguai no Maracanã. Dunga implorou para o treinador convocá-lo. O técnico cedeu. O atacante foi o responsável pela tranquilizadora vitória. Marca os dois gols nos 2 a 0. Depois, foi o grande jogador do Mundial dos Estados Unidos. Ganhou o título. E agradeceu demais ao capitão Dunga.

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Pode ter se lembrado disso na hora de escrever. Sabe que atacou quem um dia foi importantíssimo na sua trajetória. E também talvez tenha sido o motivo do ódio por Gilmar ter sido redobrado.

A briga entre três tetracampeões mundiais está escancarada.

Denúncias gravíssimas de uso da Seleção para enriquecer empresários.

A justiça que resolva a questão.

Porque, da proximidade que o título mundial trouxe ao trio, nada sobrou.

Virou um dos piores sentimentos humanos.

Ressentimento...
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