Roberto de Andrade pode ser mais corintiano do que patriota. Mas nada segura Tite no Corinthians, se vier um convite da CBF para assumir a Seleção, depois da Olimpíada. Não existe multa. E nem rejeição em trabalhar com Marco Polo...
Todo o 'assédio' a Tite não passou de sondagens de pessoas de terceiro escalão da CBF. Telefonaram ao treinador tentando marcar uma reunião. O treinador disse 'não'. O 'não' não foi à Seleção Brasileira, seu sonho. Mas aos intermediários.

O treinador não é estúpido. É rodado o suficiente para saber que Marco Polo del Nero não usa intermediário. Ele liga para quem quer trabalhar. Foi assim com Gilmar Rinaldi e Dunga. Tite percebeu que poderia ser apenas usado. Ou seja, pessoas desejavam ter a sua palavra, levar o seu desejo, quase um pedido a Del Nero.

O técnico corintiano recuou. E nunca recebeu convite diretamente do presidente da CBF.

Essa foi a situação.

Mas o que acaba de chamar a atenção foi a declaração do presidente do Corinthians, Roberto de Andrade. Ele repetiu aos jornalistas, em coletiva, o que já diz há meses aos conselheiros mais próximos.

"Sou mais corintiano do que patriota."

E para ele, Tite não sai do Corinthians.

Não antes da Libertadores.

Roberto de Andrade disfarça. Dribla. Foge. Mas ele sabe. Quando retornou ao Parque São Jorge, Tite aprendeu. Quando sonhou ser o substituto de Mano Menezes, em novembro de 2012, ele tinha um contrato bem amarrado. Não poderia deixar o clube sem pagar uma multa contratual. Ela era o restante dos seus salários. Ouviu do então presidente Mario Gobbi, que o Corinthians não abriria mão de receber.

No seu retorno, no final de 2014, ele deixou acertado com Roberto. Se houver o convite para assumir a Seleção, não há multa. Era algo imperioso. O treinador tinha proposta mais lucrativa do Internacional. Queria essa prerrogativa. Conseguiu.

 Roberto de Andrade pode ser mais corintiano do que patriota. Mas nada segura Tite no Corinthians, se vier um convite da CBF para assumir a Seleção, depois da Olimpíada. Não existe multa. E nem rejeição em trabalhar com Marco Polo...

Por mais que não seja patriota, Roberto de Andrade sabe que não terá o que fazer se a CBF escolher seu treinador. Tite não largaria de jeito algum o Corinthians durante a Libertadores. E enquanto Dunga estiver trabalhando. Isso, de jeito algum.

A versão que Tite não trabalharia com a atual cúpula da CBF é uma fábula. E espalhada por conselheiros corintianos que desejam sua permanência no Parque São Jorge. Tite iria feliz da vida trabalhar com Marin, em 2012. Ficou todo 2014 à disposição, esperando a chamada de Marco Polo.

Lógico que há um ressentimento do técnico por não ser sido chamado. Mas se depois da Copa América e da Olimpíada, Dunga for mesmo demitido, e o Corinthians não tiver vencido a Libertadores, Tite estará à disposição. Seja Marco Polo, seja Eduardo Cunha ou Lula o presidente da CBF.

O que ocorre agora é a confirmação de Dunga no cargo até agosto.

Tite não virará as costas para Marco Polo. Nem jogará fora a chance de trabalhar na Copa da Rússia. Até porque existe a forte possibilidade de Del Nero ficar no comando da CBF até 2019, quando termina o seu mandato.

Quem viver, verá...
57 1024x682 Roberto de Andrade pode ser mais corintiano do que patriota. Mas nada segura Tite no Corinthians, se vier um convite da CBF para assumir a Seleção, depois da Olimpíada. Não existe multa. E nem rejeição em trabalhar com Marco Polo...

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