AFP Richarlyson. Saída pela porta dos fundos do São Paulo. Enquanto isso, a direção do Fluminense comemora a chance de fazer o negócio do ano...
Jogadores cantaram Amigo para Jorge Wagner.

E o abraçaram, choraram com sua saída do São Paulo.

Ele começará a partida contra o Atlético Mineiro.

Será homenageado.

Sairá pela porta da frente do clube para atuar no Japão.

Já Richarlyson não terá nada disso.

O presidente Juvenal Juvêncio ordenou que o departamento jurídico não tentasse livrá-lo da suspensão pela expulsão contra o Fluminense.

Decidiu que nunca mais ele vestiria a camisa do São Paulo.

Sua saída seria pela porta dos fundos.

Com a última imagem fixada na retina dos torcedores, a expulsão que os dirigentes consideram forçada e só não têm coragem de afirmar publicamente.

A suspeita que teria forçado o vermelho para ajudar o time carioca não se justifica.

O São Paulo estava entregue naquele fatídico jogo.

Não mostrava a mínima vontade de ganhar no segundo tempo.

Estava claro que desejava prejudicar o Corinthians.

Mas a expulsão, realmente infantil, de Richarlyson caiu do céu.

A direção repassou toda a culpa para o jogador que negocia sua ida para o Fluminense.

E a vida segue...

Richarlyson está magoado demais com a direção do São Paulo.

Só que não vai criar confusão para não deixar tudo pior.

Talvez depois, quando já estiver em outro clube em 2011, ele fale o que pensa agora.

Sabe das enormes pressões que sofreu para deixar o clube.

Principalmente das torcidas organizadas do próprio São Paulo.

E de parte importante dos conselheiros.

Sempre negou ser homossexual.

Mas foi perseguido como se fosse.

Ter a suspeita de ser homossexual no futebol é fatal.

A diretoria do São Paulo se mostrou firme e sempre deu guarida a Richarlyson.

E ele foi muito macho em continuar no Morumbi.

Poderia ter saído e mesmo muito pressionado, ofendido, ficou.

E lhe deu até assistência jurídica quando o dirigente palmeirense José Ciryllo Júnior insinuou na TV que o jogador seria homossexual.

Ciryllo pediu desculpas e tudo foi esquecido.

Que fique bem claro.

Richarlyson não está saindo dessa maneira deprimente do São Paulo por nenhum boato sobre a sua sexualidade.

Mas pelas inúmeras expulsões infantis.

E, principalmente, pelo seu futebol que caiu demais nos últimos anos.

Só que não deixa de ser um enorme desperdício.

Inclusive financeiro.

Um atleta de alto nível sair pelas portas do fundo do Morumbi.

Motivado, tem nível para atuar até na seleção brasileira.

Como volante e não pela lateral como Dunga forçou que atuasse.

É uma pena.

Um grande prejuízo.

Sair e não render um centavo ao São Paulo.

A direção do Fluminense já esfrega as mãos garantindo ter feito o melhor negócio de 2010...

(Após o post ter sido escrito, alguns jogadores se reuniram diante da imprensa e de Richarlyson.

Detalhe que foram alguns.

E se despediram dele.

Depois o jogador chorou e disse que se dependesse dele ficaria no São Paulo.

Deixou claro que estava sendo dispensado.

Chorou.

Marco Aurélio Cunha tentou amenizar a situação e disse que todos no São Paulo 'amam' Richarlyson.

Só que o amam longe do Morumbi.

E ele foi embora.

Pela porta dos fundos...)
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