240 Revolta no whatsapp, escândalos, Kieza, rejeição aos garotos da base. Fracasso na Libertadores. E, principalmente, medo de Leco perder a reeleição. Os motivos da revolução no futebol do São Paulo. E da queda de Ataíde Gil Guerreiro...
Tecnologia, escândalos na administração Carlos Miguel Aidar, Kieza, fracasso na Libertadores. E, principalmente, medo de Leco perder a reeleição. Esses foram os fatores que derrubaram Ataíde Gil Guerreiro. O São Paulo optou por revolucionar a gestão do seu futebol. Aproximar de vez os garotos que forma no CT de Cotia do time principal. A permanência de Guerreiro era inviável. E por isso, acabou exilado. Bem longe dos jogadores, de Bauza. Vai assumir o desprestigiado cargo de diretor de relações institucionais.

A saída de Ataíde deve ser creditada primeiro ao fim da histórica omissão dos conselheiros do São Paulo. Desde que surgiram os escândalos envolvendo a administração Carlos Miguel Aidar, eles decidiram agir. E começaram a usar o Whatsapp. Dos 240 conselheiros, cerca de 180 fazem parte de um grupo. Trocam ideia constantemente. O próprio presidente Leco participou no início. Mas logo saiu.

O presidente passou a ser muito pressionado. Principalmente para que tirasse Ataíde do futebol. As queixas seguiam todas na mesma direção. Era impossível manter o vice que foi escolhido por Carlos Miguel Aidar. Há uma sindicância em relação ao ex-presidente. Com várias denúncias envolvendo patrocínio, comissão de patrocinador, de jogador. Sempre tendo como fundo o futebol profissional do São Paulo. Ou seja, o setor que Ataíde comandava.

Ter gravado e quase esganado Aidar não foram as atitudes consideradas corretas pelos conselheiros. Eles reclamavam e cobravam o fato de Ataíde não ter denunciado Aidar ao Conselho Deliberativo. As acusações, reveladas em um e-mail, divulgado neste blog, foram pesadas demais. E achavam absurdo, com a posse de Leco, o vice seguir mandando no futebol.

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Leco é um presidente que tenta não ter grandes opositores. Por isso manteve Ataíde. Mas ele percebeu a força do grupo de conselheiros. A união que surgiu a partir do aplicativo foi inédita na história do Morumbi. De repente, as queixas pelos cantos, pela Internet, se juntaram. E serão os conselheiros que votarão em 2017 na eleição para presidente do São Paulo. A esmagadora maioria queria o vice bem longe do futebol.

O presidente o defendeu o quanto pôde. A ponto de deixar o grupo do WhatsUpp. Mas vários aliados seguiram. E o notificavam que a revolta só aumentava.

Leco ficou profundamente revoltado com o vexame que passou com Kieza. O São Paulo passa por grande dificuldade financeira. A dívida está batendo nos R$ 300 milhões. O clube diminuiu a folha de pagamento com as saídas de Rogério Ceni, Luís Fabiano e Pato. Nada menos do que R$ 1,8 milhão com os três: R$ 700 mil para o goleiro e outros R$ 700 mil para o veterano artilheiro. E R$ 400 mil para o jogador emprestado pelo Corinthians.

Baixou a média de idade. De 28,2 anos do time de 2015 para 27,3 anos.

O clube buscou jogadores que pudessem chegar de graça. Foi o que aconteceu com Mena, Kelvin, Calleri e Maicon. O clube reservou US$ 1 milhão, cerca de R$ 4 milhões no início do ano, para uma grande contratação. Ataíde Gil Guerreiro convenceu Leco a investir esse dinheiro em Kieza. Ele seria o substituto de Luís Fabiano.

E o dinheiro foi enviado ao Shanghai Shenxin. Só que o jogador se revoltou com a reserva e com o desprezo de Bauza. Entrou duas vezes com a camisa do São Paulo. E exigiu ir embora. Enfrentou Ataíde. Deixou a concentração para o clássico contra o Palmeiras. E se recusou a viajar para a Venezuela, jogar contra o Trujillanos, pela Libertadores. Ataíde comunicou a Leco que o melhor era deixá-lo ir embora. E que o Vitória pagaria o que foi gasto com o jogador. Inclusive multa, salário.

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Mas o vexame pelo desgaste foi enorme. O clube investe um milhão de dólares, o atleta faz duas partidas e exige ir embora. Além disso, a janela está fechada para novas contratações internacionais. Resumo: foi uma grande bobagem feita por Ataíde.

Enquanto isso, o time despenca na Libertadores. As chances de classificação para as oitavas de final são pequenas. Vexames como perder para o boliviano Strongest e empatar com o venezuelano Trujillianos deixaram o clube com apenas dois pontos. O Strongest tem sete. O River Plate, cinco.

Leco só espera a confirmação da eliminação do São Paulo para promover uma reformulação no elenco. Ele quer que Bauza continue. E forme o time de acordo com suas convicções. Ele teve pouco tempo por causa da demora na sua contratação. Falta de dinheiro. E incapacidade de Ataíde em fazer uma leitura do mercado.

Por tudo isso, ele caiu. Para evitar um racha violento na diretoria, Leco não colocou ninguém no seu lugar. O cargo de vice de futebol ficará vago. Foi medida política. Porque o diretor de futebol, Rubens Moreno, foi dispensado. No seu lugar, assume Luiz Cunha. Não por acaso.

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Cunha cuidava da base do São Paulo. Outra reclamação insistente dos conselheiros era o desprezo crônico ao Centro de Treinamento de Cotia. Os jovens jogadores que surgiam no clube eram sistematicamente dispensados. O clube foi campeão da Libertadores da América sub-20 em fevereiro. E mesmo assim os garotos seguiam sem atenção.

Agora, haverá a aproximação. Bauza terá a obrigação de observar os garotos. Os treinos com os profissionais serão mais constantes. A fórmula que o Barcelona adota, a de que todos os times da base seguem taticamente o principal, será implantada.

Quem ganha muita força é o homem de confiança de Leco no futebol. O diretor executivo Gustavo Vieira. O filho de Sócrates terá autonomia. Algo que Ataíde Gil Guerreiro não permitia. Há a chance de um ex-atleta de prestígio no clube ser chamado para trabalhar como gerente. O desejado seria Raí, tio de Gustavo. Mas ele não estaria disposto. Cafu pode assumir a função. É o desejo de inúmeros conselheiros.

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A verdade é que Leco adiou o quanto pôde. Mas teve de ceder. Fez a revolução no futebol.

Foi sua tentativa de buscar salvar a Libertadores.

Conseguir mais dinheiro porque 2016 será muito difícil.

E também ter muito mais chance de se reeleger em 2017.

A passagem de Ataíde Gil Guerreiro no futebol foi um desastre.

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Nenhum título.

Vexames como as derrotas por 6 a 1 para o Corinthians...

Para o São Bernardo e o Strongest no Pacaembu.

Péssimas escolhas de jogadores.

Fixação por treinadores estrangeiros.

Escândalos que ele não denunciou ao Conselho Deliberativo.

Socos e tentativa de esganamento do então presidente Aidar.

Ataíde tornou um peso insuportável para a sobrevivência de Leco.

Deixou de ser...
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