36 Renato Gaúcho, Jair, Felipão. Galiotte pressionado. Por um técnico de verdade no Palmeiras
Volátil.

Tudo ficou volátil no Palestra Itália.

Com a direção do Palmeiras dividida pelas denúncias, envolvendo o ex-presidente Mustafá Contursi na distribuição de ingressos dados pela dona da Crefisa, Leila Pereira, Maurício Galiotte viu sua certeza desmoronar em sete dias.

Parecia o roteiro previsível de uma matinê infanto-juvenil. O time recontratou o técnico mais caro do Brasil. Ele volta sem paciência,com muitas mágoas. O relacionamento com jogadores e dirigentes é péssimo. O incansável auxiliar tem a chance de substituí-lo. Elenco faz juramento para dar a alma para efetivá-lo. Vêm as vitórias contro o Atlético Goianiense, Ponte Preta e reservas do Grêmio.

Galiotte e Alexandre Mattos ficam esperançosos. A solução de todos os problemas já estava no Palestra Itália. Alberto Valentim.

Só que o filme de superação se transforma em uma película de horror.

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Viriam as partidas de confirmação. E elas se transformaram em uma sucessão de decepções. Primeiro, contra o Cruzeiro. Empate em casa por 2 a 2, contra o time que havia acabado de ganhar a Copa do Brasil, sem maiores ambições no Brasileiro. Chance de Valentim mostrar que o clube não precisava de Mano Menezes. A vitória deixaria o clube com chances de tomar a liderança do Brasileiro do Corinthians, logo na próxima rodada.

Em seguida, derrota contra o esforçado e muito mais barato elenco corintiano. O Palmeiras se intimidou em Itaquera. E, ontem, jogo que os três pontos seriam obrigatórios. Derrota contra o fraquíssimo Vitória, em Salvador. Com o time da casa não goleando o plantel mais caro de todo o país, por pura sorte.

O descontentamento se estampou logo no início da manhã, com os muros da arena modernosa pichados.

"Vergonha."

"Jogadores medíocres."

"Felipe Melo mais 10."

O estoque de tinta verde segue em dia. E as pichações já foram cobertas. Mas a pressão sobre Galiotte é insuportável.

Conselheiros importantes criaram vários grupos de whatsapp, nos últimos tempos. E, graças a eles, ficou fácil medir a temperatura interna do Palmeiras. E o que era esperança até de conquistar o Brasileiro de 2017, se transformou em medo de o time não se classificar sequer para disputar a fase de grupos da Libertadores. Ou seja, há a descrença até na quarta colocação.

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Além disso, os ataques são pesados para Egídio, Juninho e para quem segue teimando em escalá-los para atuar no lado esquerdo defensivo palmeirense: Alberto Valentim.

De técnico jovem, promissor, capaz de fazer o time atuar como o Napoli, as críticas o consideram um mero auxiliar, imaturo e amigo dos jogadores. Incapaz de seguir como técnico palmeirense em 2018.

Conselheiros sabem ser uma loucura buscar outro técnico para apenas os últimos jogos do Brasileiro. E será Valentim que seguirá contra Flamengo, Sport, Avaí, Botafogo e Atlético Paranaense. E com a obrigação de, ao menos, classificar o clube para a Libertadores. E em seguida, Galiotte e Alexandro Mattos que busquem um novo treinador.

E na impulsividade dos conselheiros influentes que circundam o presidente, três nomes ganham força.

Três gaúchos e um carioca.

O primeiro, e mais citado, está para decidir a Libertadores. Renato Gaúcho. O comentário é que ele amadureceu muito, o que já demonstrou nas duas últimas temporadas. Conquistou a Copa do Brasil em 2016. E lutará com o Lanús pelo título que o Palmeiras priorizava com seu em 2017. O que chama a atenção é o domínio do elenco gremista e a competitividade do time que montou.

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O segundo é Roger. Apesar do fraco trabalho no Atlético Mineiro, seus defensores alegam que ele tem grande potencial. Como mostrou, por coincidência, no Grêmio. Só não conseguiu render com o caro e problemático elenco atleticano, que se mostrou derrubador de treinadores. E que decepcionou tanto na Libertadores quanto no Brasileiro. Ele está livre e muito fácil de ser contratado.

Há ainda aqueles que defendem o retorno de Luiz Felipe Scolari. O treinador ficará livre neste final do ano do Guangzhou Evergrande. Está terminando sua terceira temporada na China. Exilado foi curar as feridas do 7 a 1, do vexame na Copa do Mundo de 2014. E ainda da demissão, em seguida, do Grêmio. Foi tricampeão chinês, venceu a Liga dos Campeões da Ásia, a Copa da China e duas Supercopas da China

Por coincidência, ele completa hoje 68 anos. E segue sonhando. Quer dirigir uma equipe no Mundial de 2018. Quer esperar até o início do ano para tentar disputar uma última Copa. Se não der certo, sua prioridade seria seguir no Exterior. Se possível na Europa, onde fracassou no Chelsea. Ou assumindo uma seleção, como fez tanto sucesso com Portugal. Ele jurou a amigos que nunca mais voltaria a trabalhar no Brasil. Mas ele também é impulso. Pode mudar de ideia.

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Apesar de sua última passagem pelo Palestra Itália ter sido bipolar. Ele foi acusado por conselheiros de egoísta e sem visão. Priorizou a conquista da Copa do Brasil e expôs um time fraco no Brasileiro. Resultado: ganhou a Copa do Brasil, mas foi demitido porque o caminho era inexorável para o segundo rebaixamento da história palmeirense.

O carioca é Jair Ventura. Seu trabalho no limitado elenco do Botafogo é considerado excelente. Conseguiu reverter a expectativa. De time que deveria lutar apenas para escapar do rebaixamento, em 2016, o classificou para a Libertadores. E fez de 2017, um ano digno.

A verdade é que Galiotte está embaixo de fogo cruzado. Querem que tome atitude. Ainda mais agora que está distante de Mustafá. Se posicione o mais rápido possível em relação ao time. Que cobre o elenco e Valentim. Exija em um ano sem um título qualquer, apesar do investimento de mais de R$ 115 milhões da Crefisa e R$ 57,4 milhões arrecadados na sua arena. Conselheiros que o sustentam politicamente consideram o ano um fracasso.

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Além disso, a reformulação do elenco já está sendo cobrada. Há uma caça às bruxas. Nomes como Egídio, Juninho, Edu Dracena, Roger Guedes, Deyverson, Fernando Prass, Fabiano, Jean, Zé Roberto, Arouca, Michel Bastos, Hyoran, Erik são dados como dispensáveis. Assim como também, o amado dos membros das organizadas, Felipe Melo.

Lucas Lima, Diego Barbosa e Weverton são prioridades.

E as negociações já estão adiantadas.

A dúvida está no comandante do time para 2018.

Da Alberto Valentim os conselheiros só querem duas coisas.

Que coloque o time na Libertadores.

E volte a ser auxilar de um treinador mais experiente.

Ninguém o enxerga mais como o 'novo' Fábio Carille.

O desejo é por um técnico 'de verdade'.

Para montar um time realmente vencedor.

Que compense os mais de R$ 100 milhões prometidos pela Crefisa em 2018...
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