divulgação72 Renato Gaúcho. Depois de cinco mil mulheres, agora ilude a torcida do Grêmio...

Psicólogos dizem que uma das grandes qualidades de um sedutor é aumentar suas qualidades.

Iludir a mulher desejada.

Falar o que ela quer ouvir.

Acreditar ter qualidades que não possui.

Ainda mais se for o amor de uma noite só.

Renato Gaúcho se gaba de ser o maior conquistador a colocar chuteiras no País.

Perdeu o número de mulheres que seduziu.

Contou até cinco mil.

Como jogador, ele não precisava falar sobre o seu potencial.

Foi espetacular.

Quem não viu não tem idéia do que perdeu.

Mesmo sendo muito alto e forte, era habilidoso e muito veloz.

Se tivesse um mínimo de noção, soubesse esperar as noitadas, seria consagrado também na Seleção.

Mas ele já disse que sentia uma compulsão e saia à caça todas as noites.

Perdeu a Copa do Mundo de 1986 quando foi flagrado por Telê Santana.

Ele e Leandro pulando o muro da concentração.

Situação constrangedora.

Há quem garanta que a situação só aconteceu porque Leandro bebeu e atrasou Renato.

Por que ele era profissional nas escapadas.

Os dois estavam no auge e não foram para a Copa do México.

Perdemos todos.

Renato foi sensacional com a bola nos pés.

Se acostumou com a reverência da imprensa, da torcida.

E pensou que tudo continuaria a mesma coisa quando virasse treinador.

Só que os resultados mostraram que não é a mesma coisa.

Sua visão de jogo é boa, mas seu esquema não tem variação.

Basta ter pela frente um treinador vivido e um esquema fortemente defensivo que seus times se complicam.

Foi o que aconteceu ontem, no aniversário do Grêmio, não teve como evitar a festa do Palmeiras, de Felipão.

Seu elenco é voluntarioso, tem raros lampejos de talento.

É limitado.

É dependente de bolas paradas.

E do apoio da apaixonada torcida gremista.

Vai no coração, na empolgação, na raça.

Nunca na estratégia.

Renato já tinha cometido o mesmo erro no Rio.

Quando levou o Fluminense à decisão da Libertadores em 2008.

Falou várias vezes que o time sairia campeão do Maracanã.

E depois, a equipe brincaria no Brasileiro, se preparando para a decisão do Mundial.

Os organizadores do jogo chegaram a colocar fitinhas vermelhas, brancas e verdes para quando o capitão do time vencedor levantasse a taça.

A certeza que seria o Fluminense era absoluta.

Afinal, Renato não havia dado sua garantia?

No final, a equatoriana LDU ganhou o título.

E o Fluminense quase foi rebaixado no Brasileiro que iria brincar.

Antes, demitiu Renato.

Ele foi para o Vasco.

Garantiu que salvaria o time do rebaixamento.

A torcida e os dirigentes acreditaram.

Resultado?

Queda para a Segunda Divisão pela primeira vez na história vascaína.

Renato ficou de molho muito tempo.

Como um galã que vai sempre à mesma balada e acaba marcado por não levar ninguém a sério.

As meninas largadas e os dirigentes de clubes decepcionados não perdoam.

Ainda mais para quem já deu entrevista dizendo ter ficado pelo menos com cinco mil mulheres no seu tempo de solteiro.

Cinco mil mulheres, isso mesmo.

Entre elas, várias atrizes consagradas e capas de Playboy...

Mas o boicote dura só algum tempo.

Sempre alguém cai em tentação quando a conversa é boa.

A tentação de que 'comigo será diferente' prevalece.

Foi o que aconteceu com o Bahia.

Projeto de acabar com o domínio do Vitória no Campeonato Baiano.

Resultado: tetracampeonato dos rubros negros.

Depois, subir o Bahia para a Série A.

Resultado, abandonou o projeto quando surgiu a proposta gremista.

Ele é o maior ídolo da história do clube tricolor.

Sabe o carisma que tem.

E fez o discurso bem ao contrário de Silas.

Falou o que a torcida queria ouvir, assim como já sussurou mentiras sinceras no ouvido de muita garota carente.

E os gremistas acreditaram que o time era melhor do que os olhos mostravam.

Não é time para ser rebaixado.

Mas também não pode ter maiores aspirações neste Brasileiro.

Bastaram algumas vitórias e vieram as promessas do galanteador.

O Grêmio estava com o caminho aberto para ganhar uma vaga para a Libertadores.

E em dez anos ele chegará  à Seleção Brasileira.

Hoje, após a derrota diante do esforçado Palmeiras, diante da sua apaixonada torcida, uma sensação conhecida.

O olhar decepcionado dos torcedores lembra aqueles de milhares de mulheres que acreditaram nas suas promessas.

E dá-lhe desculpas: foi o juiz, falta de sorte, o Palmeiras só jogou na defesa...

A culpa nunca é de Renato Gaúcho.

Como ele mesmo já disse: financeiramente ele não precisa mais do futebol.

É o seu ego, a vontade de voltar a sensação de ganhar.

Ele é treinador desde 1996.

São 14 anos.

Ganhou uma Copa do Brasil com o Fluminense.

E só.

É muito pouco.

Se não fosse o seu carisma, o que fez no passado como jogador, não teria as chances que teve.

E as está desperdiçando por ainda se comportar como se fosse um galã e não um técnico de futebol...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/vtIC