e essa Quem se recusa a bater palmas hoje? Aniversário de um mito. Rogério Ceni...

Podem falar o que quiserem.

Amigos e, principalmente, os inimigos.

O dia é de reverência a um jogador diferenciado.

Hoje, dia 22 de janeiro, o goleiro que é sinônimo de um clube faz 37 anos.

Rogério Mücke Ceni.

O mito que conseguiu superar outras figuras históricas como José Poy, Valdir Perez, Zetti, Sérgio Valentin, Gilmar Rinaldi...

Ceni está no seu 17º ano de Morumbi.

Ele conseguiu impor sua maneira personalista de jogar.

Se transformou no líder que não mede palavras.

Que não engole desaforos e, principalmente, avaliações que julga errôneas.

Criou inúmeros inimigos por sua autoconfiança resvalar na prepotência.

Ele sabe o potencial que Deus lhe deu e que desenvolveu com anos de dedicação.

Tem nada menos do que 19 títulos como profissional do São Paulo.

Já garantiu Mundial, Libertadores, Brasileiros, Paulistas.

Bateu o recorde de jogos disputados.

De gols marcados.

E, se houvesse quem contabilizasse, de defesas.

Possíveis e várias impossíveis.

Ninguém na história fez mais pelo São Paulo usando a camisa de goleiro.

Ele rompe a barreira dos 37 anos disposto a provar que idade é apenas uma referência no RG.

Continua treinando mais do que os demais jogadores do grupo, velho costume desde os tempos em que chegou do Sinop.

Reverenciado pelos torcedores, tem mais força entre os dirigentes do que se possa imaginar.

Tem o poder de barrar ou estimular a contratação de um jogador.

E sua opinião é fundamental para um treinador continuar no São Paulo ou não.

Tem um convite permanente.

Assim que parar com o futebol, deverá assumir algum cargo no clube.

O cargo que mais lhe apetecer.

Ele não fala brincando que deseja ser presidente do São Paulo.

Muito pelo contrário.

Assim que decidir parar, há muita gente disposta a brigar por ele na política interna do Morumbi.

Mas isso ainda está longe, diz Rogério.

Casado com um psicóloga, não cultivou um trauma por não ter se firmado como goleiro na Seleção Brasileira.

É melhor pensar que goleiro é um cargo de confiança do treinador.

E ele nunca teve na Seleção um treinador que tivesse plena confiança nele.

Rogério Ceni não quer se queixar de nada.

Quer mais é aproveitar esses seus últimos anos de futebol.

Sorte de quem puder acompanhá-lo.

Esse goleiro fez história no São Paulo e no futebol brasilero.

Hoje ele tem de ser muito aplaudido.

Ele tem a alma do São Paulo estampada no peito.

E isso é cada vez mais raro em qualquer clube.

Longa vida ao capitão Rogério Ceni...

O futebol brasileiro ainda precisa de você por vários anos...

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