divulgação101 Que venha o Mago que o Palmeiras precisa. Não o que some em campo...

Na África do Sul foi interessante conversar com jornalistas chilenos.

Eles não entendiam essa fixação que os brasileiros, leia-se dirigentes do Palmeiras, têm por Valdivia.

Para os colegas andinos, ele não é tão mago assim.

Sua maior mágica é desaparecer em grandes competições.

Tanto que a sua convocação para a Copa do Mundo correu sérios riscos.

Bielsa nunca foi um fã incondicional do meia.

Pelo contrário até.

Sua instabilidade durante os jogos virou marca registrada.

Um fenômeno parecido com Ronaldinho Gaúcho, guardadas as mais que devidas proporções.

Muitas e muitas vezes Valdivia fica em campo mesmo mal.

Todos ficam na expectativa de uma jogada diferente, um drible, um lançamento, um gol.

E muitas e muitas vezes, essa jogada não vem.

No Palmeiras ele também foi instável.

Porém como um namorado abandonado, o torcedor e o dirigente só lembram dos bons momentos.

Do chororô, das provocações contra os são-paulinos, corintianos.

Valdívia soube usar muito bem a mídia.

Quando ele vivia seu grande momento, teve de ser vendido.

Isso mesmo, teve de sair.

Na tese do então treinador Vanderlei Luxemburgo, ele e Diego Souza não poderiam jogar juntos.

O chileno atrapalharia o brasileiro.

E Luxemburgo não autorizou a venda.

Recomendou, pediu, insistiu.

E lá se foi Valdivia.

Assim como técnico disse não ser pecado mortal não ficar com Kléber porque o time teria Keirrison.

Agora o Palmeiras, o mais saudosista clube brasileira, resgatou seus dois amores.

Ou melhor, os três: Luiz Felipe Scolari.

Valdivia chega com uma responsabilidade imensa.

Não é aquele jogador que ninguém conhecia e foi doado pelo dirigente Palaia.

Sim, Palaia.

O dirigente que um dia, comandando o futebol do Palmeiras, resolveu fazer perguntas e respondê-las diante dos microfones da imprensa paulista.

Valdivia sofreu para ganhar espaço no clube, por mais que Palaia repetisse que ele era um craque.

Agora o meia volta como o grande camisa 10.

O meia que os torcedores e os dirigentes sonhavam em ver de volta.

Cabe agora justificar tanta expectativa.

Houve um esforço absurdo para conseguir pagar os 100% que o Al-Ain exigiu.

Traffic, palmeirenses ilustres, outros nem tanto, se juntaram para bancar os 4,4 milhões de euros...

Tomara que valha a pena.

Que ele seja o mago dos palmeirenses.

E não o mago da imprensa chilena, que desaparece quando mais se espera dele...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Veja as principais notícias do dia
+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/5S5j