1reuters2 Que o sangue escorra outra vez pelos lábios. E que suas costas sejam pisadas novamente pela exclusiva chuteira 41. Wellington entra para anular o ídolo Ronaldinho Gaúcho no Morumbi. Sua inocência de fã morreu no Independência...
Ele terminou o primeiro tempo com sangue nos lábios.

Teve de trocar a camisa ensanguentada no intervalo.

Deu até orgulho a dor nas costas, pisado pela chuteira 41.

Eram as marcas do fim de respeito.

Tudo ficou mais gostoso ao final do jogo, com a vitória.

Wellington havia seguido os conselhos de Ney Franco e de Ceni.

Não se deixou impressionar por seu ídolo de infância.

Marcou individualmente Ronaldinho Gaúcho no Morumbi.

Sem medo, respeito, reverência.

Não o deixou respirar.

Bem diferente do que havia acontecido no Independência.

Na primeira partida, Wellington sucumbiu à malícia.

O jogador de 33 anos foi só sorrisos, o chamou pelo nome.

O deixou disperso.

Inteligente, apenas aumentou o respeito do jovem volante.

Durante a partida estava claro o desconforto de Wellington.

Parecia sem graça em acompanhá-lo.

Só faltou pedir desculpas por atrapalhá-lo ao dominar uma bola.

Inseguro, recebeu um nocaute psicológico.

Acabou perdido em campo, sucumbiu à malandragem do meia de 33 anos.

Fez uma das piores partidas com a camisa do São Paulo.

Foi substituído por Maicon.

Após a derrota por 2 a 1, não só tomou broncas homéricas.

Reviu o jogo e percebeu, envergonhado, o papel infantil que desempenhou.

Ronaldinho não teve pena de Rogério Ceni.

O iludiu pedindo água só para surgir livre diante da meta são paulina.

Se faltou consideração ao maior ídolo do São Paulo, com Wellington seria pior.

Nem pensou duas vezes.

Apelou para o recurso que garantia uma marcação suave, leve, respeitosa.

E jogou à vontade.

Welligton sentiu o sangue ferver ao que perceber o truque.

Como se submeteu à idolatria.

Só faltou pedir autógrafo a Ronaldinho Gaúcho.

Ney Franco e Rogério Ceni trabalharam em conjunto.

Fizeram uma lavagem cerebral no volante de 22 anos.

Mostraram que não há razão para simpatia.

Mas veio a revanche.

Sua missão, fundamental

Ele tinha de anular Ronaldinho.

O tirar do jogo, grudar como um carrapato.

Usando a explosão muscular, a juventude.

Para antecipar, não deixar pensar com a bola nos pés.

Ney Franco foi claro.

Perguntou se ele tinha condições para exercer tal papel.

Se respondesse não, sairia da equipe.

Mas caso se comprometesse, teria de dar o sangue.

E Wellington jurou que seria diferente.

Percebeu que foi feito de bobo em Minas.

1ap1 Que o sangue escorra outra vez pelos lábios. E que suas costas sejam pisadas novamente pela exclusiva chuteira 41. Wellington entra para anular o ídolo Ronaldinho Gaúcho no Morumbi. Sua inocência de fã morreu no Independência...

Não havia um pingo de sinceridade nos sorrisos de Ronaldinho.

Só intimidação.

Ele sabia que seria marcado pelo garoto.

Ganhou em Minas.

Mas veio a vingança no Morumbi.

Wellington foi outro jogador.

Não quis saber de conversas, trocas de gentileza.

O meia percebeu que havia acabado a farsa.

E os dentes avantajados se fecharam.

A falsa alegria logo virou raiva autêntica.

Os dois duelaram e Wellington venceu com facilidade.

Se antecipou, travou o jogador mais cerebral atleticano.

Homem que Felipão deseja pensando o jogo da Seleção.

A atuação do volante perturbou Ronaldinho.

Primeiro a carga por trás que provocou o tombo.

O corto nos lábios do volante.

Logo faria mais.

Esqueceria a mão na boca de Wellington.

E sem querer, lógico, lhe daria um pisão forte nas costas.

O sangue escorrendo nos lábios era prova da vitória.

O discreto Ney Franco também tem sangue nas veias.

Não é tão bonzinho quanto quer parecer.

Mandou no intervalo que continuasse a perseguir o antigo ídolo.

Sem dó.

E foi o que Wellington fez.

Ao final da partida, nos vestiários, todos os jogadores o elogiaram.

Principalmente Rogério Ceni.

Todos confirmaram.

Sua atuação foi fundamental na vitória que classificou o time.

Sem graça por ser anulado, Ronaldinho tentou ironizar no intervalo.

Disse que estava jogando para se divertir, já que o Atlético estava classificado.

Pura desculpa de quem foi dominado por um garoto de 22 anos.

O duelo entre o ídolo e o fã estava empatado.

Hoje começa o desempate no mata-mata das oitavas.

Wellington foi orientado a fazer a mesma coisa.

Nada de sorriso, só pegada firme.

O meia atleticano sabe que a relação mudou.

Deverá usar o seu talento para buscar o espaço vazio.

Por sorte terá a colaboração de Bernard, seu fiel escudeiro.

Mas Wellignton não quer nem saber.

Não é problema dele.

O seu alvo outra vez é o mesmo.

O jogador que usou sua idolatria contra ele.

Que o sangue escorra outra vez pelos lábios.

Que a chuteira 41 lhe deixe nos marcas dos cravos nas costas.

Não interessa.

Wellington está condicionado.

Vai caçar Ronaldinho no Morumbi.

Sabe que uma eventual vitória do São Paulo depende do seu sucesso.

Ney Franco e Rogério Ceni estão mais tranquilos.

Não será um fã a ter papel tão importante.

Ronaldinho precisará se impor ao melhor marcador do elenco são paulino.

Até para provar que é mais útil do que Kaká à Seleção.

Enfrentará um dos melhores preparos físicos do Morumbi.

O volante de 22 anos fez a leitura da situação.

Com o meia atleticano e da Seleção nada é de graça.

Os sorrisos, as conversas paralelas, o chamar pelo nome.

Ele terá pela frente novamente um duelo psicológico.

A vitória ou a derrota do São Paulo começará pela vitória deste embate.

De dois jogadores profissionais de grandes clubes.

Não de um ingênuo fã diante de um matreiro ídolo.

A inocência de Wellington morreu no Independência...
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