bebe rede deitado Que gostoso enfrentar os chilenos de Bielsa...Que venham os holandeses...

Johannesburgo, Ellis Park

Dunga nos acostumou mal.

Com Felipe Melo e  Elano apenas servindo como atores amadores, fingindo estarem bem no treinamento de ontem,  era de esperar que o treinador escalasse Josué para marcar ao lado de Gilberto Silva.

Dunga sabia que Marcelo Bielsa não ganhou o apelido de Louco por acaso.

Mesmo com um time inferior tecnicamente e com sua dupla titular de zagueiros suspensa, o argentino que comanda os chilenos pôs seu time para atacar.

O esquema que considera o ideal para o futebol foi respeitado.

E escalou três zagueiros, três  volantes, um meia e três atacantes.

Era matar ou morrer.

O Brasil tinha Ramires e Daniel Alves no meio.

E ainda Kaká.

Era o confronto.

Dois times abertos, buscando o gol.

A vontade, o patriotismo, a correria dos chilenos não bastava

Quando a bola caia nos pés dos brasileiros o que se via era o talento superior.

Como Dunga nunca havia treinado para valer esse time tão ofensivo, o que se viu foram vários erros de passes no começo do jogo.

Principalmente com Kaká, que ainda se mostrava longe do seu melhor futebol.

Ele se ressentia de ritmo de jogo.

De participar de mais partidas.

Ele mal se recuperou de contusão grave.

Daniel Alves e Ramires foram melhorando rápido.

Principalmente o jogador do Barcelona.

Embora improvisado, o lateral parecia ter sido meia a vida toda.

O que transparecia no Ellis Park era a confiança brasileira.

Coisa de quem está acostumado a ganhar do rival.

Aliás, vencer só, não.

Golear.

Por isso, Luís Fabiano e Robinho insistiam tanto em toques de letra.

E Lúcio fingia para ele mesmo ser Messi.

Os chilenos foram se encolhendo, admitindo a superioridade do rival.

Era só uma questão de tempo para os gols.

O primeiro veio em um escanteio bem cobrado por Maicon.

Juan não estava sozinho.

Estava cercado por Luís Fabiano e Lúcio.

A zaga chilena estava adormecida, talvez pelo frio de seis graus.

Depois do primeiro gol aos 34 minutos, aos 37, outra festa brasileira.

Robinho, sozinho, invadiu pelo lado esquerdo, tocou para Kaká e ele, sem pensar, deixou Luís Fabiano livre diante do goleiro Bravo.

O atacante o driblou como quis e empurrou a bola para as redes.

Com 2 a 0, o jogo estava decidido.

Os dois lados sabiam disso.

Até as africanas que dançavam no intervalo´Waka Waka', música tema da Copa, cantada por Shakira.

Por falar em rebolar, Dunga sabia que Bielsa abriria ainda mais a sua equipe.

E que seus jogadores teriam muito espaço pra fazer mais gols.

Foi assim que Ramires invadiu a intermediária andina como se estivesse em um treino entre amigos.

E deixou livre Robinho.

O carrasco chileno marcou seu oitavo gol na carreira contra o simpático país.

E se igualou a Pelé.

O Brasil chegava a revigorantes 3 a 0, aos 14 minutos.

Os minutos restantes eram para buscar mais confiança.

Afinal, os holandeses são adversários de muito respeito.

A partida de sexta-feira será muito mais difícil do que contra os fregueses andinos.

No frio do Ellis Park, a emoção da disputa pela vaga para as quartas-de-final acabou cedo.

Os torcedores passaram a tentar enlouquecer a todos assomprando em conjunto as medonhas vuvuzelas.

Dunga colocou Kléberson e Gilberto para correr, se exercitar um pouco.

Os demais jogadores passaram a se poupar, evitar divididas desnecessárias.

Em plena disputa das oitavas-de-final, o jogo virou um grande amistoso por parte dos brasileiros.

O jogo fácil valeu para Dunga perceber que pode montar uma equipe muito mais leve, criativa, mesmo com Kaká abaixo do normal.

Felipe Melo e Elano não são tão fundamentais...

E que venham os difíceis holandeses.

Porque a Copa acabou para os nossos fregueses chilenos...

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