1sitepalmeiras Por trás da vitória épica, muitos erros graves do Palmeiras. O time de Eduardo Baptista perdeu a concentração, jogou com raiva cega, abandonou a tática e se igualou ao fraco Peñarol. Não é a fórmula para ganhar a Libertadores...
Foi a mais perfeita tradução do que é a Libertadores.

Catimba, entradas violentas, juiz estranhamente ruim, atletas negros chamando outros de macacos. No meio dessa selvageria comandada pela corrupta Conmebol, o Palmeiras se superou. E conseguiu uma vitória capaz de unir qualquer grupo, arrancada com a alma, com o time com dez jogadores, com gol aos 54 minutos do segundo tempo.

O time é líder isolado do grupo 5, com sete pontos.

A vitória por 3 a 2 contra o Peñarol será cantada em verso e prosa.

Jogão, cinco gols, virada espetacular, garra de campeão.

Sangue nos olhos.

São algumas expressões ufanistas, após a partida.

Mas depois que baixou a adrenalina, o saldo é complicado.

O Palmeiras cometeu pecados primários que quase levam o time à derrota.

E que precisam ser corrigidos de forma urgente.

Caso Eduardo Baptista queira fazer valer a promessa de ser campeão.

O primeiro e mais básico foi a precipitação. O time entrou na ansiedade, na empolgação desenfreada da torcida. A arena lotada em vez de ser cúmplice se tornou adversária. O time não teve maturidade para cumprir as determinações táticas, a movimentação, a dinâmica de jogo treinadas à exaustão. Não. Os jogadores queriam decidir a partida sozinhos. Prendiam e carregavam a bola como se quisessem enfiá-la à força no gol uruguaio. O time perdeu a concentração.

2futurapress Por trás da vitória épica, muitos erros graves do Palmeiras. O time de Eduardo Baptista perdeu a concentração, jogou com raiva cega, abandonou a tática e se igualou ao fraco Peñarol. Não é a fórmula para ganhar a Libertadores...

Era tudo o que o Peñarol queria. A camisa é maravilhosa, vencedora. Foram cinco conquistas da Libertadores. E outros cinco vice. Foram dez vezes que o time chegou à final. Só que o último título foi em 1987. Há 30 anos.

A crise financeira se tornou velha companheira do tradicional clube.

O atual time é fraco, barato e sem condições técnicas de disputar de igual para igual com o Palmeiras. Mas psicologicamente sabe ir ao limite nesta competição marcada pela malandragem chamada Libertadores. E usando a catimba e a afobação do rival, conseguiu igualar as coisas na arena palmeirense. E por um triz não consegue vencer o jogo, mesmo com uma equipe muito pior.

"No primeiro tempo conduzimos a bola, fizemos tudo o que eles queriam", reconheceu Eduardo Baptista. Quando ele é cobrado pela inexperiência, não é por acaso. Esta é a primeira Libertadores na qual comanda uma equipe. Ele nunca havia passado pelo sufoco, pela tensão, pela selvageria da competição. Por isso acabou tão pilhado quanto seus jogadores. As câmeras flagraram a sua emoção nos gols. Imagem perfeita e que será explorada pela televisão. Mas as lentes também o mostraram desesperado durante o jogo.

E esse nervosismo do comandante chegou ao time.

Uma coisa é ter garra, outra é se deixar levar pelos nervos, pela ansiedade, pela vontade cega da vitória. O primeiro gol do jogo é algo para ser visto 30 vezes pelos palmeirenses. Jogada primária, infantil. Escanteio. Sem corta luz de ninguém, Ramon Árias correu, tomou impulso e cabeceou com toda a força para as redes de Fernando Prass. Na escolha de marcação misturando homem a homem com setor, Fabiano não acompanhou Árias. Distração absurda, ele foi cooptado pelo clima de dramaticidade do jogo e não fez o básico do básico.

Diante de um acovardado árbitro Roddy Zambrano Olmedo, os uruguaios tiveram toda a liberdade para matar as jogadas e fazer toda a cera que quiseram. O jogo ficou parado por quase quarenta minutos. Foi como se o Palmeiras tivesse apenas um tempo para vencer a partida. Muito por culpa dos próprios brasileiros, que passaram a reclamar, discutir com os jogadores do Peñarol, com o árbitro, com os bandeiras. E o cronômetro correndo, gastando minutos preciosos.

 Por trás da vitória épica, muitos erros graves do Palmeiras. O time de Eduardo Baptista perdeu a concentração, jogou com raiva cega, abandonou a tática e se igualou ao fraco Peñarol. Não é a fórmula para ganhar a Libertadores...

A irritação atingiu jogadores importantes como Borja, Dudu, Mina, Felipe Melo e Willian. Chegou até o quarentão Zé Roberto se deixou contaminar. Os nervos fizeram o Palmeiras correr muito, mas errado.

A atuação de Guerra foi fundamental para a vitória. Ele foi o jogador que conseguiu manter a sobriedade diante de tanta tensão. Provocada pelos uruguaios, pelo árbitro, torcida e até pelo locutor do alto falante na arena. Ao inflamar a torcida, o locutor instigava ainda mais os nervos dos atletas palmeirenses. Uma bobagem desnecessária, que pode funcionar no vôlei, no basquete norte-americano. Mas no futebol só acaba com a concentração dos atletas.

O capitão Dudu foi o mais provocado. E o jogador que aceitou as provocações. Ele não conseguiu se conter. Perceber que os uruguaios queriam tirá-lo do sério porque juntava habilidade com velocidade, capazes de abrir a retranca uruguaia. E o atacante que começa a ser acompanhado com seriedade por Tite acabou se perdendo. Fazendo o que o Peñarol queria. Acabou expulso. Prejudicou o Palmeiras ontem e na próxima partida da Libertadores, que é justamente a revanche de ontem, em Montevidéu.

Borja também acabou se deixando levar pela pressão. E fez uma partida irreconhecível. Querendo mostrar mais testosterona que os adversários, se esqueceu de jogar. Irritado a cada conclusão. Perdeu um pênalti depois de o Palmeiras mostrar cinco minutos de sanidade e virar a partida, com Willian e Dudu, depois de passe incrível de Borja. Borja cobrou com raiva e a bola foi por cima do gol de Guruceaga. E ainda saiu irritadíssimo ao ser corretamente substituído por Michel Bastos.

5jammedia Por trás da vitória épica, muitos erros graves do Palmeiras. O time de Eduardo Baptista perdeu a concentração, jogou com raiva cega, abandonou a tática e se igualou ao fraco Peñarol. Não é a fórmula para ganhar a Libertadores...

O Palmeiras tomou o gol de empate em outra bola parada. Quintana cabeceou livre, Fernando Prass fez uma defesa incrível, espalmou e Gastón Rodriguez fez o 2 a 2. Dudu resolveu peitar o árbitro e cavou seu cartão vermelho.

O gol da vitória de Fabiano veio em uma cabeçada. Aos 54 minutos. Fez os 38.483 palmeirenses, que gastaram R$ 2,5 milhões, vibrarem, chorarem, se entusiasmarem.

O grande trunfo palmeirense foi não desistir.

Persistir, acreditar, vibrar.

Mas o erro maior foi não controlar os nervos.

A ansiedade, a afobação, a tensão.

Esquecer o 4-1-4-1.

Sua intensidade, as triangulações, as trocas de posição.

As infiltrações, a marcação alta, as jogadas ensaiadas.

Apenas com raiva cega, a fórceps o Palmeiras vence jogos.

Como o de ontem contra o fraco, empobrecido Peñarol.

Suando sangue, enchendo de orgulho sua torcida.

Mas não é a fórmula da conquista da Libertadores...
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