1ae23 Por sobrevivência, Fifa acaba limpeza. Bane Blatter e Platini do futebol. O maremoto de ética atingirá a CBF, o Brasil. Basta os patrocinadores acordarem, como fizeram na Fifa...
A limpeza foi completa na Fifa. Como precisava ser. Atingiu as pessoas mais poderosas. Não teria lógica nesta enxurrada de prisões, Joseph Blatter e Michel Platini escaparem. Foram suspensos do futebol por oito anos. O que na verdade é uma sentença de morte no esporte para ambos.

Blatter tem 79 anos e aos 87 teria de recomeçar uma nova trajetória, o que está fora de questão.

Plattini, com 60 anos, poderia pensar em seguir dirigente ao final da punição. Teria 68 anos. Só que a desmoralização que está perdendo o cargo de presidente da UEFA, inviabilizaria um retorno. Ele sabe que seu sonho de ser presidente da Fifa morreu hoje.

A decisão foi do Comitê de Ética. E baseado nos dois milhões de dólares que Blatter depositou na conta de Platini em 2011. A explicação foi ridícula. Uma desfaçatez. Seria um serviço de consultoria que o francês teria feito para o suíço nove anos antes, em 2002.

A explicação não convenceu ninguém. Há a certeza que o dinheiro foi um acerto para que Platini aprovasse o balanço da Fifa em 2011, quando era vice-presidente da entidade. O balanço seria forjado, mentiroso. Propina da pior espécie.

"Fui traído. Ainda sou o presidente da Fifa, mesmo afastado. Só o congresso da Fifa pode me afastar. Não esse congresso de Ética. Não tem esse direito. Criamos esse congresso para lidar com a ética. Mas ele tenta barrar evidências, cometem uma violação dos direitos humanos."

"Para eleger um novo presidente, eu preciso passar o cargo. Eu voltarei, isso não acabou. Lutarei pelos meus direitos. Vou lutar por mim e pela Fifa. Não se pode terminar 40 anos dessa maneira? Suspenso por quê?", tinha coragem de perguntar.

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"Se os Estados Unidos fossem a sede da Copa de 2022, isso não teria acontecido", desabafa. Como tudo o que aconteceu com ele e Platini tivesse sido apenas uma vingança do país preterido pelo Catar.

Na verdade, Blatter sabe porque ele está sendo enxotado, inclusive, sem direito a entrar em qualquer estádio nos próximos oito anos.

Pela onda de lama que domina a Fifa, as Confederações e as Federações por todo o mundo. Diz a lenda que o presidente Obama quis entender o motivo dos Estados Unido não sediarem a Copa de 2022. Quis saber qual o motivo de o Catar haver vencido a disputa. Quando ele soube que a eleição na Fifa teria sido orquestrada pela corrupção, teria autorizado o Departamento de Justiça e do FBI a investigar todos os principais dirigentes da Fifa.

A versão oficial é que o FBI e o Departamento de Justiça Norte-Americano descobriram que bancos nos Estados Unidos receberam dinheiro de origem duvidosa. E que, ao investigarem, descobriram um esquema assombroso de corrupção, lavagem de dinheiro, pagamentos de propinas e fraudes.

Ficou provado que dezenas de dirigentes do mundo todo estavam envolvidos em um esquema de corrupção vergonhoso.

"Todas as pessoas punidas pelas autoridades americanas são da América do Norte e Sul, da Concacaf e Conmebol. Foram atividades ligadas a suas confederações, ligadas aos direitos de transmissões locais. Não tinha conhecimento do que acontecia. Eram problemas que não se relacionavam com a Fifa", teve a coragem de dizer, Blatter.

Seu desespero de hoje não pode ser levado em consideração. Ele se relacionava intimamente com esses dirigentes presos, extraditados ou que estão sendo investigados e foram acusados abertamente, como o presidente da CBF, Marco Polo del Nero.

Blatter tenta negar. Mas as evidências são claras que ele sabia e participava da orgia de propinas e corrupção que dominava o futebol mundial. Principalmente o bilionário esquema de escolhas de sedes das Copas do Mundo.

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Sua patética negação não convence ninguém. Principalmente os patrocinadores da Fifa. Empresas poderosas mundialmente se cansaram de ter suas marcas ligadas a este esquema mafioso. É como se dessem o aval para esses bandidos ficarem articulado a divisão da propina em cada torneio organizado com a chancela da Fifa.

A investigação dos Estados Unidos e a pressão dos patrocinadores escancaram a pouca vergonha com que Blatter administrava o futebol no planeta. Tinha status de chefe de estado, sendo recebido como presidente de uma grande nação. Se não participava, ao menos fechava os olhos diante do esquema de bandidos que comandavam as Confederações e Federações.

O FBI e o Departamento de Justiça Norte-Americano trabalham com a forte hipótese de que tudo começou quando o brasileiro João Havelange assumiu a presidência da Fifa. E trouxe os grandes patrocinadores, aumentou o número de participantes da Copa do Mundo e implementou o fim do simples rodízio de continentes.

A Copa deixaria de acontecer apenas na Europa e na América do Sul. A Ásia e a África passariam a ser sedes. E a corrupção começou a correr frouxa na escolha dos países que iriam organizar o Mundial. Esta seria a explicação para os Estados Unidos perderem o Mundial de 2022 para o Catar.

Já são mais de dois anos de investigação e cruzamento de dados feitos pela justiça norte-americana. Foram encontradas provas de mais de 200 milhões de dólares em transações irregulares, criminosas. Desde 1991. E cujo dinheiro passou por bancos dos Estados Unidos, maior erro desses corruptos.

As prisões, detenções e extradições começaram em maio deste ano, na Suíça. Quando o ex-presidente da CBF, José Maria Marin, foi capturado na Suíça.

Reynaldo Vasquez (Vice-presidente da Federação de El Salvador), Carlos Chávez (Ex-presidente da Federação boliviana de futebol e tesoureiro da Conmebol), Eduardo Deluca (Federação Argentina), José Luis Meiszner (Federação Argentina e ex-Secretário-Geral da Conmebol), Luis Chiriboga (Federação Equatoriana), Ariel Alvarado (Presidente da Federação Panamenha).

Romer Osuna (Presidente da Federação Boliviana), Héctor Trujillo (Secretário-geral da Federação Guatemalteca), Manuel Burga (Ex-presidente da Federação Peruana), Rafael Callejas (Federação Hondurenha), Brayan Jiménez (Presidente da Federação Guatemalteca) e Rafael Salguero (Ex-presidente da federação guatemalteca de futebol e membro do Comitê executivo da Fifa) estão indiciados. Além de Marco Polo del Nero e Ricardo Teixeira.

Juan Angel Napout, presidente da Conmebol, Alfredo Hawit, presidente da Concacaf, foram os últimos capturados. Se juntam a o uruguaio Eugenio Figueiredo, que foi presidente da Conmebol até o ano passado e agora faz parte do comitê executivo da Fifa. Eduardo Li, presidente da Federação de Futebol da Costa Rica; Júlio Rocha, que foi por mais de 20 anos presidente da Federação de Futebol da Nicarágua e hoje é dirigente da Fifa; e Rafael Esquivel, presidente da Federação Venezuelana de Futebol e integrante executivo da Conmebol.

O ex-presidente da Conmebol, Nicolás Leoz, também foi preso. Só que no Paraguai. E teve sua extradição pedida oficialmente pelos Estados Unidos.

Impossível que Blatter, presidente da Fifa, não soubesse o que essa gente que o cercava fazia.

O dinheiro que deu a Platini foi a gota d'água. A desculpa que os patrocinadores e o Comitê de Ética esperavam para mandar Blatter para longe da Fifa.

"Claro que eu deveria ter parado depois da Copa do Mundo de 2014. Isso teria sido, talvez, a coisa sensata a fazer. Mas vou lutar até o fim", diz Blatter, sem a menor convicção. Ele sabe que sua presença simboliza a corrupção, a vergonha para o futebol mundial.

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Mas o maremoto na Suíça tem força para atingir a CBF. Basta os patrocinadores perceberem o quanto é ruim ter suas marcas atreladas a homens acusados de corrupção, propina.

E o governo cumprir a sua obrigação.

Intervenção na CBF não é golpe.

É enfrentar o atraso, o clientelismo, a corrupção.

A falta de transparência.

A Fifa já fez a sua parte.

Blatter e Platini estão banidos.

Marco Polo e seus coronéis que se cuidem.

A 'limpeza' chegará no Brasil.

Ou melhor, já começou.

Está apertada a tornozeleira eletrônica, Marin?
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