cheetah and tarzan2 Por que o Brasil fará seu último amistoso contra a Tanzânia antes da Copa...

As duas explicações para os absurdos deslocamentos da seleção às vésperas da sua estreia na Copa da África do Sul não têm nada de singelas.

Por que enfrentar Zimbábue, 110º colocado no ranking da Fifa ou Tanzânia, 108ª?

Quando alguém não entende porque o Brasil não faz dois jogos aqui em Johannesburgo, como indicaria a prudência, a desculpa é que não há estádios para os amistosos.

Todos teriam sido capturados para a Fifa.

Pura balela.

Há estádios pequenos, acanhados, porém com gramados bons e pronto para ser utilizados.

Acontece que a CBF não iria desperdiçar a chance de conseguir 4,5 milhões de dólares.

O miserável Zimbábue aceitou pagar dois milhões para ver os 'samba boys' na semana passada.

O governo assumiu os custos e fez da partida uma demagógica demonstração de força.

Agora a Tanzânia pagará dois milhões e meio de dólares para ter o Brasil na próxima segunda-feira.

E para conseguir recuperar parte do dinheiro investido, a fórmula será achacar o torcedor.

A Federação da Tanzânia de Futebol irá cobrar de US$ 180 a US$ 45 dólares para quem quiser assistir à seleção pentacampeã do mundo.

Serão os ingressos mais caros da história do futebol na Tanzânia.

Para a CBF, o que importa é receber sua cota, limpa de descontos.

Outra maneira de amortizar o custo é a televisão.

Devido à importância do futebol brasileiro, nada menos do que 160 países acompanharão ao vivo o amistoso na Tanzânia.

A outra razão pelos dois amistosos nestes países é ganhar dois votos importantes para Ricardo Teixeira.

O presidente da CBF tem a aspiração de um dia suceder Blatt e assumir a Fifa. Para isso, precisa ter o apoio de quantas federações conseguir.

A de Zimbábue e da Tanzânia serão gratas a ele pela eternidade.

Para o Zimbábue, a seleção enfrentou três horas de viagem.

Uma hora e meia para ir e outra hora e meia para voltar.

Já para a Tanzânia serão oito horas.

Quatro para ir, daqui a pouco, hoje, e mais quatro para voltar nesta amanhã, logo após a partida.

No avião fretado para o Zimbábue, os assentos eram democráticos na empresa sul-africana.

Todos tinham que passar pelo aperto do espaço da classe econômica.

O avião não era de luxo, não.

Os jogadores não reclamaram, mas milionários, eles costumam viajar só de primeira classe pelo mundo.

A não ser quando chegam à seleção brasileira.

Dunga não reclamou por enfrentar adversários tão insignificantes.

Quer dar confiança aos seus jogadores que estão treinando mal, muito mal.

Está desfeito o mistério dos dois últimos amistosos da seleção brasileira antes da Copa.

Busca de dinheiro para a CBF.

E mais prestígio político para o presidente Ricardo Teixeira.

Na partida do Zimbábue, Teixeira não foi.

Assim como não irá para a Tanzânia.

Ele sabe que não precisa.

Quem precisava vai: a seleção pentacampeã do mundo...

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