divulgacao4 Pode parar de festejar, Scolari. Mustafá quer e Tirone cedeu: o dinheiro da Kia Motors vai para as dívidas. Que Felipão aproveite o boné que vai ganhar...
Foi o maior feito de Arnaldo Tirone.

Enquanto Flamengo e São Paulo buscam patrocínio.

E o Corinthians não tem a certeza da renovação da Hypermarcas...

O combalido Palmeiras fechou com a sul-coreana Kia Motors por três anos.

A média que o clube receberá será de R$ 25 milhões por ano.

Mais do que 40% em relação ao patrocínio da Fiat.

De acordo com conselheiros ligados a Tirone, fizeram uma exigência no contrato.

O término da Arena Palestra em 2014.

Eles querem aproveitar ao máximo a visibilidade do primeiro ano do novo estádio.

Luiz Felipe Scolari também foi contemplado com o acordo.

Ganhou um boné da Kia que terá a obrigação de usar nas entrevistas.

Mas Scolari já avisou que deseja muito mais do que um boné.

Ele está no seu último ano de contrato no Palmeiras.

Em clube algum ele ficou um ano e meio sem levar seu time sequer à final de um campeonato.

Sua carreira regrediu.

Não foi nada do que imaginava.

Caiu no conto de Belluzzo e Cipullo.

Os dois prometeram que ele voltaria ao Palmeiras para comandar uma 'Seleção Brasileira'.

Um time digno dos tempos da Parmalat, onde o dinheiro jorrava da Itália.

Formar a equipe se comparava a brincar de videogame.

Era só escolher o jogador e os italianos mandavam buscar.

Só que não foi nada disso.

Scolari encontrou o Palmeiras em um turbilhão político.

Belluzzo agindo mais como torcedor do que como presidente.

E para piorar tudo, ele teve um sério problema cardíaco que o afastou do cargo.

Scolari sabe melhor do que ninguém o excepcional contrato que amarrou com o Palmeiras.

Além de ser uma questão de honra, não dar o 'gostinho' aos inimigos que coleciona no Palestra...

Ele sabe que vale muito a pena receber o maior salário da América Latina como técnico.

Ganha o dobro, por exemplo, de Mano Menezes na Seleção Brasileira.

Mas chegou 2012 e ele precisa ganhar.

Em 2013 quer estar bem longe do Palestra Itália.

Sonha em comandar uma seleção no Mundial do Brasil.

Com seu atual currículo, não desperta a atenção nem de médias seleções.

Analisando friamente sua volta ao Palmeiras foi ótima para o bolso.

Mas péssimo para a sua carreira, seu prestígio internacional.

Um dos melhores treinadores do mundo que, em 18 meses, não levou o time nem para a final do torneio estadual.

Um fracasso.

Ele sabe que precisa reagir.

O acerto com a Kia Motors lhe deu novo alento.

A esperança de contratações importantes.

Não a de um jogador obeso que coloca a culpa em anabolizantes que teriam sido injetados há oito anos.

Muito menos forçar a barra e colocar um argentino raçudo, brigador, mas nada além, como um excepcional atacante.

O treinador campeão da Copa do Mundo de 2002 não precisaria se sujeitar a isso.

Só para se ter uma idéia, ele havia pedido as contratações de Nilmar, Oswaldo e Wagner, que foi para o Fluminense.

Mas se ele pensa que vai pescar camarões, como gosta de chamar grandes contratações, está enganado.

Este também é o último ano do mandato de Arnaldo Tirone na presidência.

Ele quer ser reeleito.

O clube está devendo mais de R$ 170 milhões.

A ala que o levou à presidência, comandada por Mustafá Contursi, não aceita dívida tão alta.

Quer que o dinheiro do patrocínio sirva para quitar as dívidas mais urgentes.

Tirone sabe que não pode contratar jogadores de alto nível e ao mesmo tempo se livrar dos credores.

Ele vai tentar ofertar dois ou três jogadores médios.

Camarões minúsculos para Scolari.

César Sampaio já foi avisado.

Inclusive para acalmar o técnico.

Assim, Tirone vai agradar Mustafá pagando as dívidas do clube.

Sem o apoio do ex-presidente, Tirone não conseguiria se eleger síndico do seu prédio.

É bom Luiz Felipe Scolari se preparar.

E parar de festejar.

Seu purgatório no Palmeiras está longe de acabar.

Que ele peça ao menos um boné confortável à Kia Motors.

Pelo menos isso Tirone não vai negar...

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