Perder para o CRB, com direito a olé, terá consequências no São Paulo. Acabou a zona de conforto de Muricy. Os alagoanos ganham dez vezes menos. A nova diretoria será mais enérgica do que Juvenal com o treinador e seu time...
Os gritos de 'olé, olé, olé' não serão esquecidos em Maceió.

A noite de ontem foi inédita.

Pela primeira vez na história o CRB ganhava de um grande.

Nunca antes na Copa do Brasil havia dado esse prazer à sua torcida.

Tentou contra Corinthians, Atlético Mineiro, Fluminense...

Cruzeiro, Flamengo e Botafogo.

Mas contra o time de Muricy Ramalho finalmente conseguiu.

Expôs velhos problemas que atormentam conselheiros no Morumbi.

E que foram parar diretamente no ouvido de Carlos Miguel Aidar.

O presidente da triste declaração.

Que no seu clube só joga atleta com todos os dentes na boca.

E alfabetizado.

Não consta que ontem tenha jogado nenhum banguela ou analfabeto.

O problema seria fácil se fosse esse.

A situação é muito mais complicada.

Muricy tem nas mãos um elenco milionário.

Pato, Luís Fabiano, Ganso, Rogério Ceni, Antônio Carlos...

Alvaro Pereira, Pabón, Maicon, Souza, Osvaldo...

Além da promessa Rodrigo Caio.

São elementos suficientes para montar um bom time.

Pelo menos na teoria.

Mas não é o que vem acontecendo.

Desde 2008, o clube só ganhou um título.

A Copa Sul-Americana em 2012.

É pouco demais para tanta estrutura.

Jogadores e treinadores caros.

Carlos Miguel e o novo vice de futebol Ataíde Gil Ribeiro juraram.

Iriam cobrar, exigir uma equipe forte, competitiva.

Brigando por títulos.

Bem ao contrário do que se viu em Maceió.

Na verdade, o ano passado já foi péssimo.

Ney Franco e Paulo Autuori fracassaram.

Deixaram o time até ameaçado pelo rebaixamento.

Muricy foi contratado como o salvador.

E conseguiu o principal objetivo.

Manteve o clube na Série A.

Mas também vem acumulando vexames.

Perdeu a semifinal da Sul-Americana para a Ponte Preta.

Caiu nas quartas do Paulista diante da Penapolense.

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Com a troca de presidente, a promessa é que tudo seria diferente.

Mas para eliminar o CSA, também de Alagoas, foram necessárias duas partidas.

A vitória por 3 a 0 contra o Botafogo no domingo não animou.

Todos sabiam da fragilidade do time carioca afogado em dívidas.

Mas ninguém contava com uma derrota contra o CRB.

A folham de pagamento do clube alagoano é de R$ 500 mil.

A do Morumbi bate nos R$ 5 milhões, ou seja, dez vezes mais.

Nem assim, o time conseguiu se impor.

Juvenal Juvêncio não é mais o comandante do clube.

Carlos Miguel lhe deu a chefia da base em Cotia.

Mas ele tem muito a dizer sobre o futebol.

E algumas reclamações.

Principalmente em relação a Muricy.

Ele já avisou o seu sucessor que deveria cobrar o técnico.

Juvenal sabe que o treinador tem uma aura de vencedor.

As três conquistas de Brasileiro só pelo São Paulo pesam.

A irritação pelo velho caudilho vem desde a Sul-Americana de 2013.

O clube poderia estar disputando a Libertadores se vencesse.

Mas não houve como cobrar o técnico já que a prioridade era não cair.

Agora em 2014, não.

2gazeta8 Perder para o CRB, com direito a olé, terá consequências no São Paulo. Acabou a zona de conforto de Muricy. Os alagoanos ganham dez vezes menos. A nova diretoria será mais enérgica do que Juvenal com o treinador e seu time...

Juvenal não se conforma com duas contratações que fez.

A pedido dele fechou com Luís Ricardo, lateral da Portuguesa.

Muricy também deu seu aval para a vinda de Pabón.

Só que os dois já viraram reservas no Morumbi.

A única explicação é que a observação foi mal feita.

É muita incoerência querer a dupla e não usá-la.

Rodrigo Caio também é motivo de questionamento.

Ele era a maior esperança da categoria de base.

Primeiro volante que jogava com a cabeça erguida.

Excelente na antecipação, na marcação.

Foi fixado como zagueiro e os cartões viraram uma constante.

Ganso continua irregular.

Para uma partida boa, três ruins.

Só está mais falante por orientação do seu novo agente: Pepe Dioguardi.

Pato se sente muito bem no Morumbi.

Está mais aguerrido, vibrante.

Só que ontem perdeu pelo menos dois gols absurdos.

O primeiro sem goleiro.

E o segundo, livre para cabecear na pequena área.

Teve a coragem de mandar a bola para fora.

É evidente que precisa treinar mais fundamentos.

Rodrigo Caio foi expulso no início do segundo tempo.

Mas isso não é desculpa para a apatia da equipe.

Muricy tenta se esconder alegando viagem e calor.

Mas a justificativa não convence.

A temporada mal começou.

Tem a obrigação de se classificar no jogo decisivo contra o CRB.

Mas as cobranças deverão começar bem mais cedo.

O São Paulo enfrentará o Cruzeiro domingo em Uberlândia.

E conselheiros exigem a reação do time.

Carlos Miguel e Ataíde Gil Guerreiro sentem na pele as queixas.

1spf Perder para o CRB, com direito a olé, terá consequências no São Paulo. Acabou a zona de conforto de Muricy. Os alagoanos ganham dez vezes menos. A nova diretoria será mais enérgica do que Juvenal com o treinador e seu time...

Vão repassá-la a Muricy.

Juram a conselheiros que não serão tão tolerantes quanto Juvenal.

E que a prioridade do treinador não é mais tirar o time do rebaixamento.

Ambos exigem, no mínimo, a Libertadores em 2015.

O vexame de ontem à noite não passará em branco.

Perder, com direito a olé do CRB, é inadmissível.

Ao clube tri mundial, da Libertadores e com seis Brasileiros.

Vão cobrar o treinador.

Acabou sua zona de conforto.

E se preciso for, correr atrás de reforços.

O cheio de dentes e criado à base de iogurte Kaká, já disse não.

Prefere os Estados Unidos se deixar o Milan.

Mas há no mercado desdentados, feios e analfabetos.

E vencedores.

Como vários que fizeram a história vitoriosa do São Paulo.

E que talvez Carlos Miguel tenha se esquecido.

A realidade é uma só: a zona de conforto de Muricy acabou...
2ae10 1024x723 Perder para o CRB, com direito a olé, terá consequências no São Paulo. Acabou a zona de conforto de Muricy. Os alagoanos ganham dez vezes menos. A nova diretoria será mais enérgica do que Juvenal com o treinador e seu time...

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