divulgacao02 Perdendo com o São Paulo, Muricy Ramalho aprendeu. Para ganhar a Libertadores com o Fluminense, ele esqueceu a técnica...
Ele já provou que não precisou da estrutura do São Paulo para ser campeão brasileiro.

Agora, a chance de mostrar que é um técnico que só sabe ganhar competições longas.

E que em todo mata-mata fracassa.

Muricy Ramalho tem outra Libertadores da América pela frente.

Desta vez com o Fluminense, que fez tricampeão do Brasil em 2010.

Duas vezes no campo e uma graças a um decreto da CBF.

Com o dinheiro da Unimed de Celso Barros.

E a confiança da torcida tricolor.

O primeiro passo é hoje, no Engenhão, contra o Argentinos Juniores.

Para começar bem, diante da assumida retranca portenha, a versatilidade do meio de campo...

Souza, Conca e Willians alternando posições para perturbar a marcação...

Abrir espaços...

E alforria para os alas Mariano e Carlinhos...

Eles poderão jogar como pontas...

Tudo porque o treinador conseguiu contratar o jogador que considera fundamental para a conquista da Libertadores.

Não, não é Souza...

Tampouco Rafael Moura...

Muricy tem vontade de dar um beijo na testa de Edinho todas as vezes que o vê nas Laranjeiras...

Ele o considera o volante ideal para ocupar a posição de terceiro zagueiro...

Com ele, o treinador libera Mariano e Carlinhos para atacarem até ao mesmo tempo...

Fora essas armas, Muricy ensaiou a que considera mortal na Libertadores: a bola parada...

Escanteios, faltas nas laterais e Gum, Leandro Euzébio(ou André Luís) e Rafael Moura correndo como gladiadores para cabecear...

Rafael Moura não voltou para o Fluminense pela sua deprimente imitação de He-Man...

Mas pela força física, pela estatura, pelas cabeçadas....

É um Washington evoluído...

O treinador lamenta a ausência de Fred...

Se conforma com Deco fora...

E nem pensa em Belletti...

Muricy Ramalho aprendeu o quanto é fundamental ganhar em casa na Libertadores...

O maior torneio da América se vence aproveitando os próprios domínios...

A participação da torcida será fundamental para tornar o Engenhão uma panela de pressão...

Para isso o time precisa colaborar, imprensar o adversário na sua intermediária...

Não deixar os jogadores adversários respirar...

Morder os tornozelos...

Muitas vezes durante o jogo esquecer a técnica...

E ganhar como puder, com a força, com a canelada...

Tomando e dando chutes na cara...

Pressionando árbitros...

Muricy Ramalho apanhou, sofreu, perdeu...

Mas mesmo contra os seus princípios, ele jura que aprendeu...

Só técnica não garante Libertadores para ninguém...

O Santos de Pelé, Coutinho, Pepe ficou na década de 60...

Agora é força física, vontade, raça e uma pequena pitada de talento...

A bola nos gramados sul-americanos não perdoa, lembra Muricy?

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