reuters54 300x200 Parreira não quer. Muricy não larga o Fluminense. Não tem outro. Foi assim que o Corinthians chegou ao nome de Tite...

"Não tem outro.

Fale um bom que esteja a mão e eu digo para o Andrés.

Fale...

Nós queríamos o Parreira.

O Mano não pode.

O Muricy não sai do Fluminense.

O menino (Fábio Carille) é muito novo para tantas feras.

Estamos falando com o Tite mesmo.

O Ronaldo ia fazer uma última tentativa com o Parreira.

Ainda hoje acho que vamos fechar com alguém.

Mas deve ser o Tite."

Estas foram as respostas que consegui hoje pela manhã de uma fonte ligada a Andrés Sanchez.

Todos os dias esse companheiro de mais de 15 anos de clube.

De tomar cerveja no bar da Torre, onde sonhavam em derrubar Dualib com a força da torcida.

Andrés está irritado com ele mesmo.

Percebeu tarde que se deixou levar pelos projetos de marketing e não percebeu o que acontecia com o futebol.

Ficou desnorteado com a perda da sonhada Libertadores do centenário.

Fez campanha com Ricardo Teixeira e empurrou Mano Menezes para a seleção.

Se fixou em tirar o Morumbi da Copa e ganhar a Arena Tatuapé, com o auxílio do amigo Lula.

Construiu o Centro de Treinamento.

Com elenco montado, tinha a certeza da conquista do Brasileiro.

E não percebeu a incompatibilidade de Adilson Batista com o time.

Com as estrelas.

As improvisações.

A insatisfação dos jogadores.

E agora, como 'os bons' estão empregados, apela a Tite.

Ele se dispôs a largar o Al Whada, dos Emirados Árabes.

Faz até o favor de não disputar o Mundial de clubes, onde sua equipe não tem a menor chance de conquista.

E vem assumir o Corinthians.

Gilmar Veloz, seu procurador, quer ótima compensação financeira pela troca.

E contrato até o final de 2012 com multa altíssima.

O Corinthians oferece contrato até 2011.

Tite foi o treinador do Internacional em 2008 e 2009.

Ganhou a esvaziada Copa Sul-Americana, que não garantia vaga na Libertadores.

Em compensação não conseguiu, mesmo com o time forte, classificar o Inter para a Libertadores do centenário.

Uma enorme decepção.

Ganhou o Gaúcho de 2009, perdeu a Copa do Brasil em casa para o Corinthians.

Vitório Piffero, homem que domina o futebol do Inter, suportou uma pressão enorme para manter o treinador.

Com medo de o Inter não chegar à Libertadores deste ano, Tite foi demitido em outubro.

Mesmo com a imensa dança das cadeiras dos treinadores brasileiros, ficou desempregado por dez meses.

Foi para os Emirados apenas em agosto.

Tite reflete a pura falta de opções no mercado.

E o quanto Andrés Sanchez não se programou ao ser cabo eleitoral de Mano Menezes na seleção.

O nome do treinador gaúcho não desperta entusiasmo nos jogadores, na torcida uniformizada.

Nem mesmo em Andrés.

Para quem tinha o treinador da seleção, buscar um técnico que ficou quase 300 dias sem emprego.

E teve de ir para os Emirados Árabes.

Lembra uma situação que o presidente corintiano viveu quando trabalhou em feiras nas ruas de São Paulo.

Até os 17 anos foi feirante, daqueles chatos que empurravam mesmo a mercadoria.

E que apelava para a mesma frase quando chegava a hora de ir embora.

E vinha uma freguesa exigente reclamando do que via na prateleira quase vazia.

"É o que sobrou, madame..."

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os principais destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

http://r7.com/locM