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Para raiva de Rogério Ceni, o Corinthians elimina o São Paulo. Empate no Itaquerão em 1 a 1. Gol corintiano de Jô, que só jogou graças à honestidade de Rodrigo Caio. A decisão do Paulista será contra a Ponte Preta, 40 anos depois de 77…

Postado por Cosme Rímoli em 23/04/2017 às 17:56 em Sem categoria | 130 Comments

133 Para raiva de Rogério Ceni, o Corinthians elimina o São Paulo. Empate no Itaquerão em 1 a 1. Gol corintiano de Jô, que só jogou graças à honestidade de Rodrigo Caio. A decisão do Paulista será contra a Ponte Preta, 40 anos depois de 77... [1]
Para raiva de Rogério Ceni, Jô foi fundamental na batalha entre Corinthians e São Paulo. Justo o jogador que não estaria em campo se não fosse Rodrigo Caio, no primeiro clássico da semifinal, domingo passado no Morumbi. Se o zagueiro não fosse tão honesto, Jô estaria suspenso e não teria feito o marcado o gol fundamental hoje no Itaquerão.

A reclamação do São Paulo foi a de Jô estaria impedido no gol que aconteceu aos 46 minutos do primeiro tempo. Quando a bola foi levantada para a área, ele estava impedido. Mas Lucas Pratto cabeceou a bola e o colocou em condições legais para marcar.

Só que, por ironia, o início da jogada no gol de Jô foi irregular.

Houve falta em Maicon, de Romero.

Com a vantagem, de três gols, dois no domingo passado e um hoje, o time de Fabio Carille fez o que mais gosta. Se compactou e disputou cada centímetro com determinação, raiva, vontade. Tudo o que não fez diante do Internacional, na eliminação da Copa do Brasil.

Lucas Pratto conseguiu empatar aos 38 minutos do segundo tempo.

Mas graças ao gol de Jô, o tricolor precisava vencer a partida por 4 a 1.

O jogo ficou mesmo no 1 a 1.

"Se não fosse o Rodrigo Caio, eu nem estaria neste jogo. É muito difícil falar em Fair Play no lance do meu gol, é tudo muito rápido. Mas a equipe está de parabéns, mostrou raça nos dois jogos e merecidamente está na final. No começo do ano nosso time era muito criticado.

"Mas para o Corinthians, tudo está sendo sofrido, é nossa identidade. Estamos sabendo marcar, sabendo sofrer, e por isso estamos na final. É uma equipe raçuda, que briga bastante e faz o gol quando tem oportunidade. Merece decidir o título com a Ponte."

A alegria toda é de Jô, autor do gol corintiano.

2agenciacorinthians2 Para raiva de Rogério Ceni, o Corinthians elimina o São Paulo. Empate no Itaquerão em 1 a 1. Gol corintiano de Jô, que só jogou graças à honestidade de Rodrigo Caio. A decisão do Paulista será contra a Ponte Preta, 40 anos depois de 77... [2]

O São Paulo jamais venceu o Corinthians em Itaquera.

Foram quatro derrotas e dois empates.

A equipe tricolor mostrou hoje muita raça, rivalidade, iniciativa. Atuou desde o início do jogo com dois atacantes enfiados na área, Lucas Pratto e Gilberto. Ainda adiantou sua marcação, Rogério Ceni queria ao menos derrotar o rival. Mesmo que não conseguisse reverter o saldo de gols. Mas o trunfo não veio.

Será reeditada a final do Campeonato Paulista de 40 anos atrás, da final paulista de 77, quebrando o jejum de 23 anos sem conquistas. O Corinthians enfrentará a Ponte Preta. Se a diretoria campineira não repetir o que fez o Linense, e vender o mando de jogo, a primeira partida acontecerá no próximo domingo, no Moisés Lucarelli.

A decisão será no Itaquerão.

Foi a segunda eliminação seguida de Rogério Ceni.

Seu time caiu na Copa do Brasil na quinta-feira.

E três dias, depois, vem a queda no Campeonato Paulista.

"A gente acabou saindo das duas competições, que são importantes. Tomamos gols de bola parada, tivemos desatenção dentro de cada. Aqui, estava impedido o gol do Jô, poderia ter sido outra história. Acho que nossa equipe evoluiu, em todas as partidas a posse de bola é sempre da gente, a gente sempre impõe nosso ritmo. Mas temos que rever, porque não adiante só ter posse.

Em compensação, Fabio Carille está empolgadíssimo.

No primeiro Paulista que comanda o Corinthians já chega à final.

Flávio de Carvalho mostrou outra vez quanto é péssima a arbitragem brasileira. Os jogadores trocaram provocações, pontapés, cotoveladas à vontade. Apitando de longe, ele nunca teve o comando do jogo. Não teve pulso para comandar a partida tão importante.

O clássico foi disputado com muita raiva.

Rogério Ceni colocou seu time para tentar ao menos vencer o jogo. Ele sabia que a vantagem corintiana era grande demais. O placar de 2 a 0, do domingo passado, era grande demais. Ainda mais por enfrentar o rival, especialista em contragolpes, na sua casa. Mas o treinador não tinha outra solução. Tratou de colocar dois artilheiros, dois jogadores de definição à frente. Adiantou a marcação na saída de bola corintiana. E orientou seus jogadores de meio de campo para lutar por cada centímetro de grama.

Carille sabia que o rival viria desesperado para o ataque.

Seu plano foi travar o nascedouro das jogadas do São Paulo. Cueva não pôde nem respirar. Ficou encaixotado no esquema 4-1-4-1 que Carille tão bem aprendeu com Tite. O técnico sabia que o único perigo para a classificação à final seria se seu time não lutasse e nem respeitasse a sua ordem de compactação.

O que se viu durante boa parte da partida foram divididas.

Com a cumplicidade de Flávio de Carvalho, os dez, 12 jogadores trocavam entradas violentas, desleais em um espaço de 30 metros. Nas intermediárias. O São Paulo procurava impor um ritmo veloz ao jogo. Mas isso não interessava ao Corinthians. Ele conseguiu deixar a partida lenta, truncada. Com excessos de faltas.

Sobrava raiva, faltava efetividade à partida.

O jogo seguia equilibrado e parecia que o primeiro tempo terminaria 0 a 0. Mas no final do primeiro tempo, Maicon sofreu falta de Romero, Flávio de Carvalho nada marcou. A jogada prosseguiu. A bola foi levantada para a área. Jô estava impedido. Mas ao saltar para cabecear e desviar a bola, Lucas Pratto deixou em condições de jogo o atacante. Gol do Corinthians, aos 46 minutos.

A decisão estava resolvida.

O São Paulo não marcaria 4 a 1.

Todos sabiam disso.

A começar Rogério Ceni.

Mas ele precisava ganhar moral.

E queria ao menos vencer o jogo.

Adiantou ainda mais sua equipe.

Seus atletas voltaram muito nervosos.

Haviam ouvido no intervalo que o gol corintiano foi ilegal.

Carille havia alertado da pressão que o time sofreria.

E tentou articular contragolpes.

Mas o jogo acabou prejudicado pelo ódio.

Cada dividida era uma demonstração de ódio.

Cotoveladas, pontapés, empurrões e provocações eram distribuídos sem problema. Flávio de Carvalho parecia árbitro de MMA. Observava as agressões, só que não tomava providência alguma. O tempo foi passando rápido, inclemente.

Até que aos 38 minutos, Tiago Mendes dá excelente lançamento para Lucas Pratto. Ele ganha na corrida da zaga corintinas. O argentino marca o seu primeiro gol em clássicos no Brasil.

Mas faltava pouco tempo demais.

O Corinthians segurou, sem muito sacrifício, o 1 a 1.

Está na decisão do Campeonato Paulista de 2017.

A diretoria tentará convencer os dirigentes da Ponte Preta a fazer os dois jogos em São Paulo. E dividir a arrecadação. Tudo para não jogar em Campinas e não correr o risco de passar pelo vexame que o Palmeiras enfrentou.

Esta indecência será colocada amanhã na reunião da FPF.

Pelo bem do futebol [3], que a Ponte Preta não aceite.

Mostre que muita coisa mudou desde 1977.

O eliminado São Paulo?

Terá 18 dias de férias....
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