1ae3 1024x576 Para não imitar a política de Mario Gobbi, emprestar e pagar para jogador atuar em outro clube, Corinthians fica travado. Segue bancando R$ 500 mil mensais com Cristian. Reserva do reserva. Volante que Tite não quer...
O ex-presidente Mario Gobbi tem poucos e bons amigos entre os conselheiros do Corinthians. E todos estão acompanhando com muito interesse a postura da diretoria com um jogador em especial. E está inscrito entre os 30 que deverão disputar a Libertadores. Seu nome: Cristian.

Há motivo para os adeptos de Gobbi prestam a máxima atenção ao que Roberto de Andrade e seu mentor, Andrés Sanches, farão com o volante de 32 anos. O motivo é mais do que explicável. Revanche.

Quando Gobbi presidiu o Corinthians foi massacrado. E por aliados. Sua decisão de emprestar jogadores para outros clubes, pagando parte ou até salários integrais, foi seu calcanhar de Aquiles. Questionamentos, críticas. Em público e, principalmente, no Conselho Deliberativo do clube.

Em 2014 foi constrangedor. Eram exatos R$ 1.520,00 a cada mês. R$ 520 mil para Sheik jogar no Botafogo. R$ 400 mil para Pato defender o São Paulo. R$ 180 mil a Júlio Cesar no Náutico. Douglas, R$ 150 mil, Grêmio. Elton, R$ 100 mil, Flamengo. Ramirez, R$ 80 mil. E R$ 90 mil para Renan ser o goleiro do Bragantino.

"São apostas. Isso faz parte do futebol. Nem sempre dá certo. Quando assumi o futebol recebi uma herança que não é das melhores. O que a gente conseguiu fazer foi emprestar para conseguir dividir o pagamento com outros clubes e não ficar tão pesado para o Corinthians. Se a gente não tivesse emprestado, o custo seria ainda maior."

Essa era a desculpa do diretor de futebol e ex-secretário de Mário Gobbi, Ronaldo Ximenez.

Andrés Sanches e Roberto não se conformavam. Acreditavam ser desmoralizante. Se fosse quantias insignificantes, para jovens atletas, tudo bem. Mas o dinheiro era exorbitante. Ao assumir, Roberto garantiu que não faria nada parecido. Reforçar adversários e ainda pagar por isso.

Mas eis que surgiu Cristian.

Ele foi contratado de volta para o Corinthians, depois de cinco anos na Turquia, por Andrés Sanchez. O volante é muito próximo da família do ex-presidente. Mas Mano Menezes também concordou com o seu retorno em 2014. Não havia o que fazer. A diretoria estava satisfeita. Certa que estava repatriando um ídolo 'de graça'.

Depois de cinco anos, Cristian foi dispensado pelo Fenerbhace. Por excesso de estrangeiros no elenco. Assim como, o zagueiro nigeriano Yobo e o meia sérvio Krasic.

O clube paulista não teria de pagar um centavo a clube algum. Em compensação, reservou um contrato sensacional para o atleta que tinha 31 anos. R$ 500 mil, em média, por três anos. Dá um total de R$ 18 milhões. R$ 19,5 milhões, contando o 13º.

 Para não imitar a política de Mario Gobbi, emprestar e pagar para jogador atuar em outro clube, Corinthians fica travado. Segue bancando R$ 500 mil mensais com Cristian. Reserva do reserva. Volante que Tite não quer...

Só que o jogador não conseguiu se firmar com Mano Menezes. Com Tite foi pior ainda. O treinador não o vê com capacidade sequer para brigar com a vaga de segundo volante com Elias. Improvisá-lo como primeiro, à frente da zaga, pior ainda.

Com o dinheiro comprometido, hoje ele é o segundo atleta mais caro do elenco corintiano.

Só perde para Elias, que recebe R$ 550 mil.

O jogador treinou muito durante as férias. Tinha a certeza que teria nova chance em 2016. Mas Tite o chamou para uma conversa sincera. Disse que não havia espaço para ele como titular. Não estava nos seus planos. Melhor seria procurar uma equipe para atuar, ser titular.

E, por isso, não foi inscrito no Campeonato Paulista.

A postura do treinador foi pública.

Com a intenção de despertar interesse de algum clube.

Só que o Brasil está mergulhado na recessão.

Os presidentes das grandes equipes se assustaram com os valores que o Corinthians comprometeu com o atleta. E Andrés e Roberto só aceitam emprestá-lo se quem levar pagar todo seu salário. Não querem pagar parte alguma.

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Foi oferecido para o Atlético Mineiro, Flamengo, Vasco, Cruzeiro. E nada. Ninguém ousou pensar na possibilidade. Clubes como o Botafogo, Ponte Preta, Náutico o aceitaram de bom grado. Desde que o Corinthians seguisse pagando seus R$ 350 mil. O que o clube paulista não aceita de jeito algum.

Cristian tem 32 anos. Não pode jogar no lixo mais dois anos de contrato. Ninguém vira as costas a R$ 500 mil mensais. Seria uma enorme estupidez. Por isso não aceita a simples dispensa do Parque São Jorge.

O impasse chegou de volta a Tite. O treinador e o presidente Roberto de Andrade conversaram sobre o caso. E, diante do quadro atual, a melhor coisa que decidiram foi inscrever o atleta na Libertadores. Ambos não se importaram com a contradição. Na prática, ele não serve para o Paulista. Mas sim para o Brasileiro.

Está clara a guerra de egos.

Roberto de Andrade e Andrés seguem firmes.

Não querendo repetir Mario Gobbi.

Pagar alto para um corintiano jogar em outro clube.

Só que estão enroscados.

Tite tem Elias, Bruno Henrique, Willians e Maycon como volantes.

Os prefere em relação a Cristian.

Mas não tem de seguir ordens.

O jogador sabe que suas chances de atuar são remotas.

Mas não pode fazer nada.

Precisa cumprir o seu contrato e receber o que tem direito.

Com certeza será o último clube que pagará tanto por seu futebol.

A situação é constrangedora.

Todos evitam falar sobre o assunto no Parque São Jorge.

Menos os conselheiros.

Revoltados, querem uma solução.

Andrés e Roberto fazem de conta que não escutam.

Não sabem o que fazer.

O caminho para imitar Gobbi, a quem criticavam, parece óbvio.

Enquanto resistem, um reserva do reserva vai embolsando R$ 500 mil.

Talvez por isso o clube tenha atrasados dois meses a premiação do hexa brasileiro. Isso para os atletas não foram vendidos.

Gil, Edu Dracena, Ralf, Marciel, Jadson,

Renato Augusto, Vagner Love e Malcom não receberam.

Para decepção dos jogadores e irritação dos seus empresários.

E não há previsão...
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