12 Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo...
Desde o início do blog, leitores mostram verdadeira fixação sobre a audiência na tevê. Principalmente vários mitos foram criados em relação à Globo, dona do futebol neste país, os torneios nacionais. E principalmente sobre a divisão de cotas que os clubes recebem da emissora carioca. Principalmente em São Paulo.

De maneira direta, clara, é interessante colocar os dados dos últimos cinco anos. Tendo como fonte, o instituto mais tradicional de pesquisa no país. E que é sempre citado nas conversas entre dirigentes de clubes e executivos da emissora:o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, mais conhecido como Ibope.

De 2010 até 2014. Os números podem surpreender. Primeiro pela decadência da audiência da Globo. Os canais a cabo, a Internet e a baixa qualidade dos times deste país são algumas das explicações sobre a fuga dos telespectadores. Os patrocinadores continuam pagando R$ 1,3 bilhão à dona do monopólio do futebol no Brasil. Mas sabem muito bem, que seus produtos são vistos cada vez por menos pessoas na emissora.

Vamos aos índices de audiência nos diversos torneios. E os números de cada equipe paulista.

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Campeonato Brasileiro de 2010, média de 20,9 pontos; Brasileiro de 2011, 21,1 pontos; Brasileiro de 2012, 17,2 pontos; Brasileiro de 2013, 17,0; Brasileiro de 2014, 16,8 pontos.

A decadência da audiência está por trás da súbita discussão sobre a mudança da fórmula. A Globo é favorável ao retorno do mata-mata. O fim de pontos corridos. A conversa é muito mais séria do que parece. A emoção pode tomar o lugar da justiça.

Copa do Brasil de 2010, média de 27,6 pontos; Copa do Brasil, 2011, 21,0; Copa do Brasil, 2012, 27,5; Copa do Brasil, 2013, 23,7 pontos; Copa do Brasil, 2014, 18,6 pontos. O que mostra que só mata-mata nacional não carrega emissora nenhuma nas costas.

Copa Libertadores da América de 2010, média de 27,9 pontos; Libertadores de 2011, 28,2 pontos; Libertadores de 2012, 30,2 pontos; Libertadores de 2013, 24,0 pontos; Libertadores de 2014, 16,6 pontos. A competição mais desejada do continente está longe de ser uma avassaladora campeã de audiência.

Campeonato Paulista de 2010, média de 21,4 pontos; Paulista de 2011, 20,2 pontos; Paulista de 2012, 16,6 pontos; Paulista de 2013, 16,9 pontos; Paulista de 2014, 16,5 pontos. A rejeição ao torneio insignificante é constante, real, sem contestação.

Agora chegam os números que os torcedores de São Paulo tanto queriam. E discutem. Principalmente nas redes sociais. Vários mitos foram criados. É hora de desmascará-los.

A média dos jogos do Corinthians na Globo em 2010 foi de 23,8 pontos; em 2011, 22,6 pontos; em 2012, 21,9 pontos; em 2013, 19,9 pontos; 2014, 17,5 pontos. Mesmo o time mais popular de São Paulo, e que recebe muito mais do que seus concorrentes no estado, não está tão distante dos demais.

A ironia está justamente no fato de o Corinthians ser o clube mais mostrado. Como ele enfrenta muito mais pequenos do que os rivais, São Paulo, Palmeiras e Santos têm sua média aumentada. Pelo simples fato das partidas mostradas pelo trio costumeiramente ser mais importantes. Como nos clássicos. Até mesmo contra o próprio Corinthians.

A média das partidas do São Paulo na Globo em 2010 foi de 21,9 pontos; em 2011, 20,6 pontos; em 2012, 18,0; em 2013, 18,0; e em 2014, 17,2. A inconstância do time nos últimos anos reflete diretamente na audiência.

A média dos confrontos do Palmeiras na Globo em 2010 foi de 19,1 pontos; 2011, 20,1; 2012, 16,9; 2013, 12,1; em 2014, 16,5 pontos. O segundo rebaixamento em dez anos foi um baque enorme. Afugentou seus torcedores da televisão.

A média dos jogos do Santos na Globo em 2010 foi de 21,2 pontos; em 2011, 24,2; em 2012, 21,0; em 2013, 18,7; em 2014, 17,2 pontos. A saída de Neymar fez o clube perder sete pontos.

A Globo paga ao Corinthians, só pelo Brasileiro, R$ 110 milhões, ao São Paulo, R$ 80 milhões, ao Palmeiras, R$ 70 milhões, ao Santos, R$ 60 milhões. A diferença ficará maior a partir do ano que vem. O Corinthians passará a receber R$ 170 milhões, o São Paulo, R$ 110 milhões, o Palmeiras, R$ 100 milhões e o Santos, R$ 80 milhões. Será assim até o Brasileiro de 2018.

Os números dão margem à inúmeras interpretações. Faça a sua...
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