Palmeiras resolve segurar Cuca, depois do vexame contra a Chapecoense. Mas o clássico contra o São Paulo, na arena palmeirense, será o limite. Ou o time reage, e se impõe contra o rival na zona do rebaixamento, ou Cuca pode perder o emprego...
"Muito dinheiro pra pouca obrigação."
"Muito dinheiro pra pouca obrigação."

O revoltado coro dos torcedores dominava a arena. Aliás, o pior público do time no Brasileiro, em casa, pouco mais de 21 mil pessoas. Sinal que os fracassos refletem nas arquibancadas. E o outra vez, depois do Paulista, da Copa do Brasil, da sonhada Libertadores, o vexame diante da Chapecoense. Derrota por 2 a 0, para uma equipe que estava na zona do rebaixamento e chegara há seis dias, de uma excursão de 12 dias por Espanha, França, Emirados Árabes e Japão.

Enquanto Cuca se preparava para dar suas desculpas e avisar que não pediria demissão, o presidente Mauricio Galiotte se reunia com Alexandre Mattos. E cobrava o executivo de futebol. Mais do que isso, discutia o que seria melhor para o Palmeiras.

Demitir ou não Cuca.

Faltam 17 partidas para acabar a frustrante temporada palmeirense. Mattos e Galiotte sabem que o ideal seria segurar o técnico por esses jogos. Exigir ao menos uma das vagas para a Libertadores, já que nem eles acreditam no título brasileiro. E analisar sua saída ou reformulação completa do elenco mais caro da América Latina, em dezembro.

Só que a pressão está enorme no Palmeiras.

Os problemas de relacionamento de Cuca já trouxe prejuízo. O afastado Felipe Melo é apenas o mais grave. O clima de insatisfação de vários jogadores é nítido. Borja, Egídio, Keno, Tchê Tchê, Zé Roberto, Bruno Henrique, Erik, Raphael Veiga não reclamam. Nem vão reclamar publicamente. Mas estão desgastados, cansados com a indefinição do técnico. Aliás, como vários titulares.

O Palmeiras, no final de agosto, ainda não tem time definido. A cada partida, Cuca tem escolhido uma equipe. Feito mudanças táticas drásticas, profundas. E que só trouxeram insegurança, instabilidade.

"Se eu estivesse errando, seria o primeiro a reconhecer. Dizem que o Cuca não repete a equipe, mas eu também questiono isso. Não é porque quero mudar. As situações exigem", dizia ontem, pressionado, tenso. Ele sabia que a confiança que o trouxe de volta ao clube não existe mais. Por conta da diretoria, dos influentes conselheiros, da imprensa e da torcida.

"Vou até o fim. Vou até o fim", repetiu ontem na coletiva.

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O recado foi dado aos dirigentes. Ele tem contrato até o final de 2018. Ao contrário do que aconteceu com Eduardo Baptista, que só tinha dois meses de multa, Cuca fez questão de se precaver. E exigir multa muito maior. Se for demitido, o Palmeiras tem de pagar os salários dele e de sua comissão, seu irmão Cuquinha, Eudes Pedro e mais o observador técnico Daniel Cerqueira. Eles custam cerca de R$ 800 mil. A patrocinadora Crefisa banca a maior parte desse dinheiro.

Mas não basta apenas a vontade de Cuca.

Há os resultados práticos.

O time não consegue vencer há três jogos.

A reação contra o São Paulo, domingo, na arena palmeirense é obrigatória. A decepção com o treinador, que retornou em maio, é profunda. Só que Galiotte está encurralado. Deu sua palavra ao treinador e garantiu a conselheiros e jornalistas que Cuca seguiria comandando o clube. A promessa foi feita logo após à frustrante eliminação da Libertadores.

Até Leila Pereira, bilionária dona da Crefisa, foi avisada por Alexandre Mattos que o melhor caminho seria confiar no técnico. Seguir com Cuca. E esperar uma reformulação no elenco, ao final da temporada. Para que o técnico escolhesse 'seu time', já que a pré-temporada ficou com Eduardo Baptista.

Só que as cobranças são enormes.

E o time não reage.

Pelo contrário, só piora.

 Palmeiras resolve segurar Cuca, depois do vexame contra a Chapecoense. Mas o clássico contra o São Paulo, na arena palmeirense, será o limite. Ou o time reage, e se impõe contra o rival na zona do rebaixamento, ou Cuca pode perder o emprego...

Porém há um limite.

E ele pode ter chegado.

O clássico contra o São Paulo, no próximo domingo.

O jogo será na arena palmeirense.

O rival está na zona do rebaixamento.

A vitória passou a ser obrigação.

O elenco que custou R$ 115 milhões precisa reagir.

E Galiotte quer a resposta de Cuca.

O técnico dizia que precisava de tempo para treinar.

Teve uma semana antes do jogo contra a Chapecoense.

O Palmeiras voltou a atuar ainda pior.

Conselheiros já dizem que a diferença em 2016 não foi o técnico.

E sim Gabriel Jesus.

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Cuca é milionário.

Tem a vida definida.

Pode sair do Palmeiras que sua carreira seguirá.

Só que quer seguir, não sair por baixo.

O lado financeiro é uma parte importante de sua decisão.

A maior, no entanto, é o seu orgulho.

Ele sonhava em ser candidato à Seleção depois da Copa de 2018.

Cuca retornou ao clube em maio.

Em apenas quatro meses, o desgaste é incrível.

Com ele, o time foi eliminado da Libertadores e Copa do Brasil.

E faz uma campanha mais do que instável no Brasileiro.

Em 21 jogos, foram 10 vitórias, três empates e oito derrotas.

Até a quarta colocação está em risco.

A situação chegou no limite.

Ou Cuca reage contra o São Paulo ou pode perder emprego.

Ele não tem mais defensores no Palestra Itália.

Acabaram as desculpas até de Alexandre Mattos...
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