Agencia Estado 45 Palmeiras: o maior trauma na carreira de Muricy, o líder do Brasileiro...

Para tirar do sério Muricy Ramalho basta citar o nome Palmeiras.

Ter trabalhado no clube é o maior arrependimento na sua carreira.

Não pelo clube.

Mas pelo que lhe foi prometido e não foi cumprido.

No São Paulo ele havia cansado de ouvir a direção comentar com o Palmeiras trabalhava.

A sua gestão conjunta com a Parmalat.

Com a Traffic.

E, como treinador, sempre pensou nos reforços que as empresas ofereciam.

Ele estava ferido, magoado como a forma com que o São Paulo o demitiu.

Tricampeão brasileiro, sinceramente não esperava o bilhete azul por haver fracassado na Libertadores de 2009.

Queria descansar, se afastar até o final do ano.

Mas o presidente Belluzzo insistiu.

Havia a promessa de assumir um grande time.

E ainda depois comandá-lo na Libertadores de 2010.

A equipe estava bem encaminhada no Brasileiro.

Bastaria Muricy Ramalho conduzi-la ao menos entre os primeiros para garantir a disputa da competição sul-americana.

O técnico queria mais.

Sonhava no quarto Brasileiro seguido, desta vez com as cores verde e branca.

Tudo estava indo muito bem.

Até a chegada de Vagner Love, jogador que não pediu aos dirigentes.

Eles o ofereceram como bônus.

Seria a 'cereja no bolo', como muitos dirigentes palmeirenses disseram.

Só que a cereja fez o bolo desandar.

Ao chegar ganhando mais do que os outros jogadores.

E ainda querendo marcar gols de qualquer maneira, atuando de forma egoísta, sabotou o grupo.

Muricy sabia que ele era o atleta do presidente.

E não conseguiu evitar que o ambiente no clube deteriorasse.

O ciúmes fez a equipe degringolar.

Ninguém confiava ou se importava com o outro.

Havia muito ressentimento e o Palmeiras não só fracassou na busca do título.

Não obteve a classificação para a Libertadores.

Um caos nos planos do clube e do mecenas Jota Hawilla, dono da Traffic.

O resultado foi a falta de investimentos em 2010.

E a retirada de jogadores fundamentais como Cleiton Xavier e Diego Souza.

Muricy Ramalho nem acompanhou, foi demitido antes.

Por isso quando hoje teve de comparar a situação do Fluminense com a do Palmeiras, ele surtou.

Perdeu todo o bom humor que o sol carioca lhe deu.

Depois de 33 rodadas, o Palmeiras, tal qual o Fluminense, liderava o Brasileiro.

A diferença é que somava 57 pontos, um a menos que a equipe carioca.

E a equipe paulista não conseguiu nem ser campeão e muito menos a Libertadores.

Isso também seria um caos nas Laranjeiras.

O mínimo que a Unimed espera é a Libertadores.

Muricy mostrou que a ferida ainda está aberta.

Vai tentar fazer tudo ao contrário do que fez nos últimos cinco jogos do Palmeiras.

A começar pelo clássico contra o Vasco.

Irá colocar o seu time para ganhar o jogo.

As brigas internas do Palmeiras impediram que o time se impusesse no final do Brasileiro.

Muricy tem a equipe do Fluminense nas mãos.

Isso é uma diferença e tanto.

Mas mesmo assim não esquece o que passou.

E para exorcizar seu medo, uma vitória no Engenhão será fundamental.

Na busca do seu quarto título brasileiro e, principalmente, da paz de espírito que perdeu no Palestra Itália...

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