divulgação3333  Palmeiras 2010. Ou Criciuma, 1991? A estratégia e o comandante são os mesmos...
Luiz Felipe Scolari viu a chuva e o gramado pesado do Serra Dourada.

E abriu um enorme sorriso.

Aos seus olhos, estava vendo mais um presente dos céus.

O cenário não poderia ser melhor para o seu Palmeiras guerreiro, mas sem técnica.

Diante desse time, estava o franco atirador Goiás, tentando compensar o rebaixamento certo no Brasileiro com a tentativa de chegar à final da Copa Sul-Americana.

Sem Valdivia, mesmo o torcedor fanático palmeirense sabia que haveria sufoco.

Felipão lotou a intermediária de jogadores.

A intenção era não deixar, de qualquer maneira, que os goianos trocassem bola na entrada da área.

Vigiar Rafael Moura e Felipe era missão dada.

E tinha de ser cumprida.

Para desafogar a pressão, Kléber na frente.

E os mágicos chutes de Marcos Assunção.

Luan desempenhava a função que consagrou Jorge Henrique no Corinthians: tomar todo o corredor esquerdo como um maratonista, marcando e atacando.

O Goiás não teve como se livrar da previsível estratégia de Felipão.

Faltou dinheiro para contratar jogadores talentosos.

A partida foi um desespero para os dois lados.

O futebol era feio de doer.

E era extremamente favorável ao Palmeiras.

Tudo acontecia exatamente como Felipão queria.

O primeiro tempo terminou e o 0 a 0 estampado no placar era ótimo para os paulistas.

Mas ficou espetacular quando Marcos Assunção dominou a bola da entrada da área.

Logo aos três minutos, ele acertou o chute indefensável.

No ângulo esquerdo de Harlei, grande goleiro e dono do time goiano.

Palmeiras: 1 a 0.

Melhor do que Felipão e seus jogadores esperavam.

Os desanimados goianos baixaram a guarda.

Nervosos, tensos.

Estavam prontos para serem abatidos.

Mas Felipão não quis nem saber.

Ousadia para quê?

Estava tudo fantástico.

Tratou de tirar o meia Lincoln e colocar o volante Pierre.

A estratégia: dar chutões e tentar fazer o tempo passar.

Seu aliado, os nervos à flor da pele e ruindade do adversário.

Deola também era um pilar para tranquilizar Felipão.

Evandro Rogério Roman anulou um gol marcado em impedimento do Goiás no fim da partida, o máximo que a equipe de Artur Neto conseguiu.

Logo depois, a confirmação da importantíssima vitória palmeirense.

O time só precisará empatar na próxima quarta-feira (24), no Pacaembu, para se garantir na final da Sul-Americana.

Aí a história será diferente contra o Independiente ou LDU.

Mas isso é depois.

Agora é comemorar mais uma vitória sofrida que nasceu dos pés de Marcos Assunção.

Mas que estão salvando o ano palmeirense.

Scolari está justificando cada centavo que recebe.

Está fazendo milagre com o elenco que tem nas mãos.

Do seu jeito.

Do jeito que aprendeu com o Criciuma, campeão da Copa do Brasil em 1991, quando nascia para o cenário nacional.

Sua estratégia com o Palmeiras está sendo a mesma que deu certo há 19 anos.

Repare na primeira fileira de baixo para cima da foto.

Na quinta pessoa, da direita para a esquerda.

Sim, esse bigodudo é mesmo ele, o adorador de gramados enlameados para times limitados.

Luiz Felipe Scolari...

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