O ressentimento de Jadson em relação ao São Paulo é muito profundo. Ele ainda não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi. Com Ganso ficando com o espaço que deveria ser seu…

1ae26 O ressentimento de Jadson em relação ao São Paulo é muito profundo. Ele ainda não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi. Com Ganso ficando com o espaço que deveria ser seu...

"Nada como um dia após o outro!!! Hahahaha"

Logo após a eliminação do São Paulo, Jadson não perdoou.

Fez questão de ironizar a eliminação para o Penapolense.

Mas está muito enganado quem pensa que foi empolgação.

Há muito rancor do meia em relação ao seu ex-clube.

Ele não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi.

Principalmente depois da chegada de Ganso e de Muricy.

O jogador ainda não se conformou.

Contratado por R$ 11 milhões do Shakhtar Donetsk...

Teve tratamento muito especial da diretoria em janeiro de 2012.

Juvenal Juvêncio o tratava com todo cuidado.

Dizia que chegou o 'meia da Copa de 2014'.

Os jogadores também o acolheram bem.

Menos Leão.

O então treinador teve uma grande dificuldade em colocá-lo no time.

Não sabia utilizar sua velocidade partindo com a bola dominada.

O sacrificou obrigando a atuar pelas pontas e marcar volantes.

Seu desempenho era decepcionante.

Por sorte, Leão foi logo demitido.

O clube contratou Ney Franco.

O relacionamento foi completamente diferente.

O treinador sabia como utilizar sua intensidade de jogo.

Os toques curtos, as deslocações, as infiltrações na área.

Ele seria o responsável por dar o ritmo do São Paulo.

O sonho durou muito pouco.

Ney Franco chegou em junho.

E em setembro, Juvenal conseguiu realizar sua obsessão.

Contratou Paulo Henrique Ganso.

Gastou com gosto R$ 23,9 milhões.

Era parte dos R$ 80 milhões que o clube recebeu de Lucas.

Juvenal se sentiu um estadista ao final de longa negociação.

E queria o ex-santista no time, como maestro.

Só que se esqueceu de falar com Ney Franco.

Se o consultasse não teria fechado com o meia.

Ele é lento, adepto dos lançamentos longos, sem combatividade.

Não combinava com o São Paulo que Ney estava montando.

E que tinha em Jadson seu principal jogador.

Logo o meia que veio da Ucrânia percebeu que atrapalhava.

E ficou no meio do conflito entre Rogério Ceni e Ney Franco.

O goleiro queria dar palpites e o treinador não permitiu.

O clima rachou nos vestiários do São Paulo.

2ae14 O ressentimento de Jadson em relação ao São Paulo é muito profundo. Ele ainda não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi. Com Ganso ficando com o espaço que deveria ser seu...

Luís Fabiano logo ficou do lado de Ceni, como quase todo o elenco.

Mesmo sem querer, Jadson ficou marginalizado.

Era o 'querido do professor'.

Ney deixou Ganso no banco de reservas.

Mas foi muito pressionado por Juvenal.

O presidente queria o caríssimo meia em campo.

Isso acabou acontecendo e o resultado sempre foi ruim para o clube.

Ney Franco caiu depois de uma vergonhosa Libertadores.

Autuori e, principalmente, Muricy optaram por Ganso.

Acabou o espaço de Jadson.

Ele virou mero coadjuvante que teria de se adaptar ao ritmo do time.

Não conseguiu.

Não sentiu grande alegria no clube quando foi convocado.

E disputou a Copa das Confederações.

Não voltou valorizado.

Pelo contrário.

Via Ganso ocupar espaço privilegiado no meio de campo.

Jogando como não gostava, outra vez pelas beiradas, caiu de rendimento.

E logo deixou de ser titular absoluto.

Estava desgostoso no Morumbi.

Não teve apoio do time.

A preocupação era que Ganso jogasse bem.

O resto não importava.

Se desmotivou e foi cobrado duramente por Muricy.

E diante dos outros atletas.

Logo vieram dois capítulos que acabaram com a relação.

Jadson alegou dores na coxa direita para não enfrentar o Universidad Católica.

O jogo era pelas oitavas de final da Sulamericana.

O meia disse que não poderia jogar.

Muricy mandou que médicos fizessem exames detalhados.

Nada foi detectado.

O técnico o obrigou a viajar para o Chile.

Mas praticamente deixou de falar com ele.

O relacionamento era absolutamente profissional.

Aí veio a partida contra o Coritiba pelo Brasileiro.

Ele fez uma cirurgia dentária sem avisar ninguém no clube.

Principalmente o treinador.

Não tinha condições físicas de jogar.

Aí a situação ficou ruim de vez.

Outra vez, os jogadores não ficaram ao seu lado.

A diretoria também sabia que o técnico queria sua saída.

Mas não conseguiu negociá-lo no final do ano.

O jogador voltou das férias acima do peso.

Muricy só faltou chutar a parede de ódio.

E voltou a pedir que Juvenal encontrasse outro clube ao meia.

O treinador aceitou sorrindo a troca por Pato.

Jadson exigiu que fosse definitiva, que não voltasse ao Morumbi.

Na primeira entrevista após o negócio efetivado, Muricy não perdoou.

"A troca foi boa para o Jadson."

Mas em seguida não deixou passar.

Aproveitou uma pergunta em relação aos jogadores que ficaram no Morumbi.

Mandou um recado direto.

1fotoarena3 O ressentimento de Jadson em relação ao São Paulo é muito profundo. Ele ainda não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi. Com Ganso ficando com o espaço que deveria ser seu...

"Ele não querem sofrer como no ano passado (ameaça de rebaixamento).

Não pode ser ficando no Departamento Médico, no gelinho.

Não querendo viajar.

Não tem isso aqui.

Os caras têm de trabalhar para caramba.

Não tem chinelinho."

A declaração foi um soco no estômago de Jadson.

Por isso ele vibrou na eliminação do São Paulo.

Daí, o Twitter.

Restou ainda muito rancor pela maneira que saiu do clube.

O jogador não estranhou Luís Fabiano rebater sua ironia.

O veterano atacante é muito ligado a Muricy.

O treinador sempre o protegeu, mesmo em péssima fase.

Mesmo agora, quando mais uma vez fez 'gols inúteis' no Paulista.

E logo no primeiro jogo eliminatório, contra o Penapolense, não marcou.

Essa tem sido a carreira de Luís Fabiano.

Jadson já foi avisado no Corinthians a se controlar.

Principalmente para não arrumar problemas com os torcedores do São Paulo.

Segurar sua mágoa com os dirigentes, com Muricy, com alguns jogadores.

E deixar passar.

Será sua postura.

Pelo menos até o dia 11 de maio.

Haverá o clássico entre os dois times.

As duas diretorias estão se acertando.

A liberação para que Pato jogue contra o Corinthians.

E Jadson diante do São Paulo.

Aí, tudo vai mudar de figura.

Sobrou ainda muito ressentimento...
1reproducao14 O ressentimento de Jadson em relação ao São Paulo é muito profundo. Ele ainda não perdoa a maneira como foi tratado no Morumbi. Com Ganso ficando com o espaço que deveria ser seu...

O Palmeiras se impôs contra o Bragantino. Venceu por 2 a 0. Mostrou ao São Paulo com time grande tem de se comportar quando enfrenta um pequeno. Está na semifinal do Paulista. Pronto para o Ituano…

1ae24 O Palmeiras se impôs contra o Bragantino. Venceu por 2 a 0. Mostrou ao São Paulo com time grande tem de se comportar quando enfrenta um pequeno. Está na semifinal do Paulista. Pronto para o Ituano...
Com toda a justiça, o Palmeiras está na semifinal do Paulista.

Não deu espaço para zebra no Pacaembu.

O time de Gilson Kleina se impôs na técnica, na vontade.

Fez o que se espera de um clube grande contra um pequeno.

Não deu chance para o voluntarioso Bragantino por 2 a 0.

Em outra excelente atuação de Alan Kardec.

O clube tem de apressar na renovação do contrato do atacante.

Há vários clubes interessados.

O Corinthians é o principal.

No domingo, o adversário será o Ituano.

No mesmo cenário, no Pacaembu.

A partida começou com a sombra do Penapolense.

O time do interior que eliminou o São Paulo serviu como exemplo.

Para Gilson Kleina sobre a necessidade de 'matar o jogo'.

Não dar chance para que a disputa fosse para os pênaltis.

Já para Marcelo Veiga o time de Narciso mostrou 'ser possível'.

Tirar a vaga do time grande diante de sua própria torcida.

Sem a necessidade de armar uma retranca.

Marcar forte, preencher o meio de campo.

Não deixar o jogo do Palmeiras fluir.

E tentar se impor com seus jogadores fortes e altos.

O Bragantino lembra uma equipe alemã.

Marcelo Veiga ama há anos o seu 3-5-2.

E foi assim que foi para o jogo.

Já o Kleina queria Marcelo Oliveira em frente à zaga.

E Wesley voltava ao time para ser o jogador de saída de bola.

De cabeça erguida.

Seria fundamental para facilitar o trabalho de Valdívia e Bruno César.

Kleina queria um meio de campo rápido, dificultando a marcação.

Wendel preso e Juninho liberado.

Era um claro 4-1-3-2.

Com o apoio da apaixonada torcida palmeirense, a ordem era atacar.

Fazer Leandro correr, abrir espaço para o eficaz Alan Kardec.

Desde o início da partida, a vontade se impôs à técnica.

Foi muita correria, carrinho, marcação, precipitação.

Até que houve um simples escanteio.

Wesley levantou, a bola tocou na barriga de Alexandre.

E procurou Alan Kardec: 1 a 0, Palmeiras, aos 21 minutos.

1ae25 O Palmeiras se impôs contra o Bragantino. Venceu por 2 a 0. Mostrou ao São Paulo com time grande tem de se comportar quando enfrenta um pequeno. Está na semifinal do Paulista. Pronto para o Ituano...

"Foi o primeiro gol de bola parada que tomamos."

A lamentação de Rafael Defendi se explicava.

A zaga do Bragantino é muito alta e se posiciona bem.

Depois de fazer o primeiro gol, o Palmeiras continuou atacando.

Kleina não teve a síndrome de Mano Menezes.

O treinador corintiano que adora recuar o time quando está em vantagem.

O Palmeiras, não.

Continuou correndo muito, tentando ampliar.

"Matar o jogo", como havia insistido seu treinador.

Faltava um pouco de consciência.

Valdivia não prendia a bola.

Pelo contrário, tentava impor ainda mais velocidade.

Ficou um perde e ganha desanimador.

Ao Bragantino faltava talento.

O time tentava compensar atuando em bloco.

O jogo era disputado, mas feio.

O primeiro tempo terminou dando esperanças aos dois times.

Gilson Kleina foi claro no intervalo.

O Palmeiras voltou marcando a saída de bola do Bragantino.

O time estava muito mais adiantado.

Encurralando o adversário na sua intermediária.

Estava claro que o Bragantino foi surpreendido.

Não esperava essa blitz.

Acreditou que teria espaço para atacar.

Não teve.

Wesley largou de vez a marcação.

Passou a atuar como um meia pela esquerda.

Na direita ficou Bruno César.

E Valdívia centralizado.

O esquema perfeito.

Só que o chileno quase coloca tudo a perder.

Deu uma entrada violenta e desnecessária em Francesco.

Se o árbitro Flávio Rodrigues Guerra quisesse, poderia expulsá-lo.

Não quis.

O Palmeiras continuou imprensando o Bragantino.

Até que conseguiu seu intento.

Bruno César deixou Leandro na frente de Rafael Defendi.

O goleiro conseguiu rebater a bola que caiu com Alan Kardec.

Inteligente e generoso, apenas tocou para Wesley.

2 a 0 aos 17 minutos.

O Bragantino teve de se abrir.

Seus jogadores estavam muito nervosos, irritados com Valdívia.

O meia palmeirense fazia questão de provocar.

Tomou vários encontrões, empurrões, foi xingado.

Conseguiu resistir às provocações.

Sabia que a vitória estava conquistada.

Segurou os nervos para não ser expulso.

Kleina pediu e seus jogadores reduziram o ritmo.

Já haviam garantido a vitória.

E o fraco futebol ofensivo do Bragantino não preocupava.

O Palmeiras fez a sua classificação para a semifinal tranquila.

Mostrou ao acomodado São Paulo de Muricy como se faz.

Se mostra pronto para o Ituano.

Tem todo o direito de sonhar com o título...
1gazeta11 O Palmeiras se impôs contra o Bragantino. Venceu por 2 a 0. Mostrou ao São Paulo com time grande tem de se comportar quando enfrenta um pequeno. Está na semifinal do Paulista. Pronto para o Ituano...

Penapolense e Ituano no lugar de São Paulo e Corinthians transformam a semi do Paulista em pesadelo para a Globo. Palmeiras e Santos também não atraem. Os Estaduais não interessam mais. Há quem pense até em mostrar o Espanhol…

1ae23 Penapolense e Ituano no lugar de São Paulo e Corinthians transformam a semi do Paulista em pesadelo para a Globo. Palmeiras e Santos também não atraem. Os Estaduais não interessam mais. Há quem pense até em mostrar o Espanhol...
Desespero entre executivos da TV Globo.

Ituano e Penapolense estão nas semifinais do Paulista.

Assumiram os lugares de Corinthians e São Paulo, respectivamente.

O Bragantino ainda pode roubar o lugar do Palmeiras hoje.

Mesmo que aconteça a lógica no Pacaembu, não há motivo para festa.

No domingo passado, o clássico entre santistas e palmeirenses foi triste.

A audiência consolidada não passou dos 15 pontos de audiência.

São os dois clubes que a emissora carioca menos quer mostrar.

Corinthians e São Paulo elevam o Ibope.

Os outros dois grandes fazem cair.

Tudo fica ainda pior já que Marco Polo Del Nero avisou.

"A fórmula do Campeonato Paulista será repetida em 2015."

Mesmo diante da queda drástica de audiência.

E de público, o dirigente sabe.

Precisa manter 20 clubes para seu grupo se manter no poder.

São os presidentes dos times pequenos que decidem a eleição.

E eles querem os grandes visitando suas cidades.

Em troca, dão seus votos.

Mas a confirmação do fracasso do torneio está em todo lugar.

No Morumbi ontem, apenas 16 mil pessoas em jogo eliminatório.

Na Vila Belmiro, pouco mais de 10 mil.

Em Ribeirão Preto, na partida entre Botafogo e Ituano, o público foi pequeno.

Mas, como muitas vezes acontece no Interior, não foi divulgado.

Esta, aliás, pode ser a grande mudança para o Paulista de 2015.

Para evitar mais vexames, proibir a divulgação de público e renda.

Ou seja, a Federação Paulista sabe que o decadente torneio se esvazia.

Mas não quer espalhar a notícia.

1gazeta10 Penapolense e Ituano no lugar de São Paulo e Corinthians transformam a semi do Paulista em pesadelo para a Globo. Palmeiras e Santos também não atraem. Os Estaduais não interessam mais. Há quem pense até em mostrar o Espanhol...

Não é por acaso que Palmeiras e Santos não têm patrocinadores masters.

E já adiantaram a cota de transmissão do Paulista do ano que vem.

Estão endividados.

O Santos tem pago o direito de imagem com um mês de atraso.

O presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, colocou mais de R$ 85 milhões do bolso.

Isso é profissionalismo, modernidade?

As empresas sabem que a audiência e o público despencaram.

O Campeonato Paulista, assim como todos os Estaduais, são perda de tempo.

Se o time de Gilson Kleina vencer hoje, ainda sim a situação da Globo é triste.

Santos e Penapolense?

Ou Palmeiras e Ituano?

Qual jogo mostrar no horário nobre das 16h do domingo?

Como semifinal do torneio da cidade mais rica da América Latina.

E com os executivos fazendo promessas para nenhum time pequeno vencer.

Seria simbólico Ituano e Penapolense decidindo o título.

A premiação da covardia dos presidentes dos clubes grandes.

Que submetem seus jogadores caríssimos a um torneio sem pré-temporada.

Enfrentando equipes de aluguel bancadas por prefeituras em busca de promoção.

Com esse caótico calendário, muitas não têm atividades no segundo semestre.

E se preparam desde outubro para o torneio que começa em janeiro.

Estão muito superiores fisicamente.

Por isso, disparam nas primeiras rodadas.

E atingem seu auge físico na decisão do Paulista.

Enquanto os times grandes vieram de disputas pesadas.

Acumuladas no ano anterior.

Paulista, muitas vezes Libertadores, Copa do Brasil, Brasileiro, Sul-Americana.

Férias aos jogadores e, logo em seguida, sem preparação adequada, o Paulista.

Por isso os espetáculos são cada vez piores.

Jogos modorrentos que não enganam mais os telespectadores.

E nem levam torcedores aos estádios.

1reproducaoituano 1024x651 Penapolense e Ituano no lugar de São Paulo e Corinthians transformam a semi do Paulista em pesadelo para a Globo. Palmeiras e Santos também não atraem. Os Estaduais não interessam mais. Há quem pense até em mostrar o Espanhol...

Os horários absurdos, fazendo com que as partidas terminem mais de meia-noite...

A falta de transporte público adequado...

Violência dentro e fora dos estádios...

E os preços absurdos dos ingressos.

Essa combinação já envenenou de morte não só o Campeonato Paulista.

Mas todos os Estaduais pelo Brasil.

O movimento Bom Senso ofereceu propostas concretas à CBF.

Com os times pequenos disputando torneios eliminatórios o ano todo.

E os Estaduais seriam uma espécie de Copa do Mundo.

Com cerca de oito datas.

Mas os presidentes das federações não querem nem ouvir.

Precisam amarrar seu eleitorado levando o time grande ao interior.

E obrigando, por contrato, que os titulares sejam escalados.

A Globo quer saber de preencher sua grade de programação.

E que de janeiro a dezembro tenha futebol às quartas e domingos.

Paga mais a Corinthians e Flamengo no Brasileiro e nos Estaduais.

Porque garantem mais audiência.

Desta vez na sua mais rica praça, os corintianos fracassaram.

Não conseguiram nem chegar às quartas de final.

O São Paulo, segundo clube em audiência, não chegou à semifinal.

Não é por acaso que os patrocinadores reclamam.

A audiência despencou.

E não é nada animadora para a semifinal.

Mesmo nas finais.

Palmeiras e Santos são os clubes que a emissora menos mostra.

Porque na visão de seus executivos não se sustentam na tela por 90 minutos.

O freguês tem sempre razão.

Principalmente quando pagam mais de R$ 1 bilhão por ano.

A situação está caótica em pleno ano de Copa do Mundo no Brasil.

Se por acaso a seleção de Felipão não vencer o Mundial, tudo se complicará.

A previsão para o futebol local é terrível.

Grandes arenas impostas pela Fifa para clubes empobrecidos.

Sem grandes jogadores, sem atração.

O movimento ainda é pequeno, sutil.

Mas a emissora carioca não irá continuar a perder tempo e dinheiro.

Já mostra jogos da Champions League.

Há quem defenda nos corredores da emissora a transmissão do Campeonato Espanhol.

Com Neymar, Messi, Cristiano Ronaldo, Diego Costa, Bale, Iniesta...

O clássico entre Real Madrid e Barcelona mostrado pela ESPN Brasil no domingo marcou.

Foi comentado por todo o Brasil.

O canal a cabo ficou em segundo lugar.

Incluindo tevês a cabo e abertas.

O jogo levou mais de 80 mil pessoas ao Santiago Bernabéu.

Somados os jogos dos 12 maiores clubes brasileiros no domingo...

O resultado ficou abaixo dos 80 mil.

O problema é o calendário.

O torneio europeu tem jogos no mesmo período do Brasileiro.

Se não fosse isso...

Há muita insatisfação da emissora dona dos direitos do futebol no país.

Os principais estaduais estão implodindo.

De olho no seu faturamento, a Globo não acompanhará tudo calada.

Já está claro que diminuir as datas, como aconteceu no Paulista não ajudou.

Pelo contrário.

Deu menos tempo para os grandes clubes se arrumarem.

Agora os dois times de maior audiência estão fora, eliminados.

Deram seu lugar ao Penapolense e Ituano, que tiveram todo o mérito.

A Globo se prepara.

A semifinal do Paulista pode ser histórica.

A de menor audiência de todos os tempos.

E isso não passará despercebido pelos patrocinadores...
1efe6 Penapolense e Ituano no lugar de São Paulo e Corinthians transformam a semi do Paulista em pesadelo para a Globo. Palmeiras e Santos também não atraem. Os Estaduais não interessam mais. Há quem pense até em mostrar o Espanhol...

A vexatória eliminação do São Paulo do Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi, terá consequências. Carlos Miguel e Kalil prometem reformular o decepcionante time. E Juvenal perdeu a última chance de título no seu mandato…

1ae22 A vexatória eliminação do São Paulo do Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi, terá consequências. Carlos Miguel e Kalil prometem reformular o decepcionante time. E Juvenal perdeu a última chance de título no seu mandato...
Um vexame inesquecível.

O São Paulo foi eliminado do Campeonato Paulista de 2014.

Caiu diante do modesto Penapolense em pleno Morumbi.

O time de Muricy Ramalho empatou em 0 a 0.

E caiu nos pênaltis por 5 a 4.

Pela primeira vez o clube de Penápolis chega à semifinal.

Era a última tentativa de título no mandato de Juvenal Juvêncio.

A queda precoce deve ter consequências.

Os candidatos Carlos Miguel Aidar e Kalil Rocha vão mudar o time.

A promessa é da busca de reforços para o Brasileiro.

Luís Fabiano, improdutivo outra vez em jogo decisivo, é o primeiro da lista.

Conselheiros tanto da situação como da situação não suportam as desculpas.

Ele é um jogador caríssimo.

Recebe perto de R$ 500 mil mensais.

4ae4 A vexatória eliminação do São Paulo do Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi, terá consequências. Carlos Miguel e Kalil prometem reformular o decepcionante time. E Juvenal perdeu a última chance de título no seu mandato...

Já tem 33 anos.

Na partida de ontem acabou intimidado diante de Samuel.

Desapareceu em mais uma partida importante, decisiva.

Esta é sua sina.

O clube contratou Alexandre Pato para ser o novo artilheiro da equipe.

Há a busca também de um novo lateral direito.

Outro zagueiro e dois volantes.

Empresários já estão buscando opções no mercado.

O primeiro a chegar deverá ser Hudson, volante do Botafogo de Ribeirão.

Foi um vexame a eliminação do São Paulo.

Com exceção de Wellington, todos os outros dez jogadores estavam poupados.

Ficaram dez dias só se preparando para o confronto eliminatório de hoje.

Era importante demais o clube ser campeão paulista.

Seria a última demonstração de poder de Juvenal Juvêncio.

Ele havia ficado muito feliz com a eliminação precoce do rival Corinthians.

Acreditava que hoje não haveria problemas diante do time interiorano.

A distância era imensa entre um clube e outro.

A torcida também acreditou que seria uma partida só para constar.

Resolveu poupar dinheiro para a semifinal.

Pouco mais de 16 mil pessoas foram ao Morumbi.

Com pouca gente foi possível ouvir os gritos de Muricy.

Suas reclamações diante da apatia de Ganso...

A falta de rumo de Pabón...

A inutilidade de Luís Fabiano...

A inconstância de Douglas...

A limitação de Wellington e Maicon...

Osvaldo e Álvaro Pereira foram os melhores do time.

Narciso havia prometido que não ficaria na retranca.

E realmente não ficou.

Seu time atuou de maneira moderna.

Compacta, travou o espaço no meio de campo.

A marcação era forte, mas ainda na intermediária são paulina.

Atuava em um 4-1-3-2.

Complicava a saída de bola adversária.

E ainda conseguia trocar passes, fazer o tempo passar.

O time interiorano dominou o ritmo do jogo.

O deixou lento, travado.

Quando o São Paulo dominava a bola.

A equipe se retraía.

Ganso era vigiado de perto, mas por setor.

Como sempre faz nestas ocasiões, o meia recuou.

E abria um buraco imenso na intermediária ofensiva.

Luis Fabiano não tinha quem lhe passasse a bola.

Douglas teve outra péssima atuação.

Acabou contaminando Pabón.

O São Paulo virou uma equipe pensa.

Só atacando pelo setor de Álvaro Pereira e Osvaldo.

Os dois eram os únicos que faziam algo de produtivo.

Mesmo assim o goleiro Samuel foi um espectador da partida.

O São Paulo tem um gravíssimo poder de articulação ofensiva.

Ganso provou pela milésima vez que é um jogador que não merece confiança.

É preciso ter no elenco um outro meia para brigar pela posição com ele.

Muricy também precisa ser cobrado.

3ae8 A vexatória eliminação do São Paulo do Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi, terá consequências. Carlos Miguel e Kalil prometem reformular o decepcionante time. E Juvenal perdeu a última chance de título no seu mandato...

Seu time não reage, não há alternativas táticas diferentes.

Tudo é muito previsível.

Xingar, gesticular, cobrar jogadores é fácil.

Ele quis montar um 4-3-3.

Mas só que a sua equipe era muito compartimentada.

Os setores muito distantes.

Isso facilitava a marcação.

A falta de produtividade, irritante.

Teve a bola muito tempo em seu poder.

Mas não sabia o que fazer com ela.

Na primeira etapa chegou a ficar com 69% de posse de bola.

Mas ao contrário do Bayern ou o Barcelona, isso não significou nada.

O Penapolense foi fiel ao seu estilo de jogo.

Narciso montou bem demais a equipe.

Tocando a bola enquanto teve fôlego, travou o São Paulo.

E calou os torcedores no Morumbi.

A ordem era não deixar que o rival ficasse confiante.

Conseguiu.

Era nítida a frustração do time do São Paulo.

Incapaz de produzir diante de uma equipe mais fraca tecnicamente.

Só que bem montada demais.

O 0 a 0 perdurou até o final.

O que já era uma vitória aos interioranos.

Mas vieram os pênaltis.

Rogério Ceni, Luís Fabiano, Ganso e Osvaldo marcaram.

Samuel conseguiu defender a cobrança de Rodrigo Caio.

Guaru, Petrus, Washington e Douglas marcaram.

Neto teve a tranquilidade de fazer o gol da classificação.

5 a 4 para o Penapolense.

"O Rogério Ceni falou que iria pegar a minha cobrança.

Vai pegar a bola na rede.

Nós estamos na semifinal", ironizou Douglas.

Ele é jogador emprestado pelo Corinthians.

Estava satisfeito demais por despachar o São Paulo.

E Rogério Ceni...

O time de Narciso enfrentará o Santos.

Os pouco mais de 16 mil torcedores xingaram, vaiaram a equipe.

Desiludidos com mais um Paulista perdido.

Faz nove anos que o time venceu o último.

Juvenal Juvêncio havia prometido premiação especial pelo título.

Mas nem assim, o time conseguiu sequer passar das quartas.

Por isso Carlos Miguel e Kalil prometem uma reformulação.

Estão cansados de vexames como o de ontem.

Cair no Paulista diante do Penapolense no Morumbi foi histórico.

Desde 2004, o clube não fazia uma campanha tão ruim.

Ficava pelo menos entre os quatro primeiros.

Um vexame inesquecível.

E que terá consequências...
2ae13 A vexatória eliminação do São Paulo do Paulista, diante do Penapolense, em pleno Morumbi, terá consequências. Carlos Miguel e Kalil prometem reformular o decepcionante time. E Juvenal perdeu a última chance de título no seu mandato...

Santos sofreu, mas foi só até marcar o primeiro. Depois, veio mais uma goleada. Foi a Ponte hoje que sofreu: 4 a 0. E vaga na semifinal do Paulista. O time de Oswaldo já marcou 43 gols em 16 jogos…

2ae12 Santos sofreu, mas foi só até marcar o primeiro. Depois, veio mais uma goleada. Foi a Ponte hoje que sofreu: 4 a 0. E vaga na semifinal do Paulista. O time de Oswaldo já marcou 43 gols em 16 jogos...
Eram quatro minutos do segundo tempo...

O Santos vencia, mas tomava um sufoco da Ponte Preta.

A bola sobrou na intermediária, caiu nos pés de Leandro Damião.

O atacante de R$ 42 milhões improvisou, deu uma bicicleta.

Não para o gol, sua intenção surpreendente.

Conseguiu servir Geuvânio.

A maior revelação do futebol brasileiro neste 2014 não decepcionou.

Dominou a bola e com o pé direito marcou 2 a 0.

Seu sétimo, depois de dez assistências.

A eficiência do garoto foi fundamental.

Quebrou o ímpeto campineiro.

Abriu o caminho para 4 a 0.

Mais uma goleada.

A sexta no Paulista.

Tem 43 gols em 16 jogos.

E o Santos está classificado para a semifinal do Paulista.

Mas não foi tão fácil como parece.

Oswaldo de Oliveira foi ambicioso demais.

Sobrecarregou Arouca e Cícero no meio de campo.

O Santos foi ofensivo demais, desequilibrado.

Geuvânio, Gabriel, Leandro Damião e Thiago Ribeiro.

O quarteto pensava só em atacar.

Assim como Cicinho que jogava como ponta.

Oswaldo pensou que a Ponte se retrancaria.

Não teria coragem de montar nada além de uma retranca.

Errou.

Vadão sabia ter um elenco muito limitado.

E tratou de montá-lo da melhor maneira.

Distribuiu muito melhor seu time.

Bruno Silva, Bob Fernando, Adrianinho e Antônio Flávio.

O quarteto dominava o meio de campo.

Até com facilidade.

Só que a Ponte Preta pagou caro demais por um fundamento: passes.

A baixa qualidade técnica de seus jogadores colocava tudo a perder.

O time não tinha profundidade nos ataques.

Ficava com a bola mas não conseguia concluir.

Time fraco demais.

O Santos era muito mais objetivo.

Não é por acaso que tem a melhor campanha.

E 39 gols marcados em 15 jogos.

O time é formado por atletas com vocação para marcar.

Foi assim que em um escanteio, veio o primeiro gol.

Geuvânio cobrou, Neto desviou, Ferrugem tentou salvar.

A bola procurou Cícero.

3ae7 Santos sofreu, mas foi só até marcar o primeiro. Depois, veio mais uma goleada. Foi a Ponte hoje que sofreu: 4 a 0. E vaga na semifinal do Paulista. O time de Oswaldo já marcou 43 gols em 16 jogos...

O arremate saiu mascado, mas indefensável para o bom Roberto.

1 a 0, Santos aos 22 minutos do primeiro tempo.

A Ponte não se abalou e continuou melhor.

Ganhava as intermediárias.

Mas era incompetente demais para concluir a gol.

No seu banco de reservas, Vadão lamentava.

Sabia que tinha o controle do jogo.

Mas faltava o mínimo talento para concluir a gol.

O Santos abusava, dava espaço demais.

Mas o homem do toque final, Alemão, era lento demais.

Silvinho egoísta, queria a bola só para ele.

Os dois desperdiçaram várias jogadas importantes no ataque.

No intervalo, Vadão resolveu arriscar tudo.

Fez seu time marcar a saída de bola santista.

Ele sonhava com o empate na insistência.

Já pressionava o Santos, conseguindo escanteios seguidos.

Foi quando Leandro Damião conseguiu o improviso.

A bicicleta que foi parar nos pés de Geuvânio.

Com 2 a 0 aos quatro minutos, a partida estava decidida.

Os jogadores da Ponte Preta já se viam eliminados do Paulista.

Tentavam ao menos descontar.

Mas perderam a concentração, o desenho tático.

Ficou fácil para Gabriel.

Ele recebeu a bola na entrada da área.

Tinha Cicinho como opção descendo pela ponta direita.

Mas o jovem atacante resolveu chutar.

Bola no canto de Roberto, 3 a 0.

4ae3 Santos sofreu, mas foi só até marcar o primeiro. Depois, veio mais uma goleada. Foi a Ponte hoje que sofreu: 4 a 0. E vaga na semifinal do Paulista. O time de Oswaldo já marcou 43 gols em 16 jogos...

Enquanto Oswaldo poupava jogadores, a Ponte agonizava.

E tomou mais um.

Cícero desceu livre pela direita.

Só serviu para Diego Cardoso ampliar.

4 a 0 aos 34 minutos.

Depois foi só esperar a partida acabar.

Cada time seguiu o seu destino.

O Santos, melhor time do Paulita, espera o adversário.

Estará na semifinal.

Vale lembrar que dos últimos dez Paulistas, ganhou cinco.

O time é ótimo do meio para a frente.

Mas insiste em dar espaço para os adversários.

Precisa arrumar sua defesa.

Já a Ponte Preta com graves problemas financeiros já sabe.

Precisará reforçar esse time para a Série B do Brasileiro.

Se não conseguir, pode até ser rebaixada para a Série C.

É uma equipe fraca demais...
1santosmais1 Santos sofreu, mas foi só até marcar o primeiro. Depois, veio mais uma goleada. Foi a Ponte hoje que sofreu: 4 a 0. E vaga na semifinal do Paulista. O time de Oswaldo já marcou 43 gols em 16 jogos...

Com a Globo e o governo federal como aliados, Marin mostra poder. Marco Polo será aclamado na CBF. A Seleção ficará durante a Copa na Granja Comary e sua neblina. Todos querem esquecer o vexame da nova concentração que seria na Barra da Tijuca…

2ae11 Com a Globo e o governo federal como aliados, Marin mostra poder. Marco Polo será aclamado na CBF. A Seleção ficará durante a Copa na Granja Comary e sua neblina. Todos querem esquecer o vexame da nova concentração que seria na Barra da Tijuca...
"Política é como uma nuvem.

Você olha uma vez.

Quando olha a segunda, já está diferente."

Essa é a maneira que Rubens Lopes resumiu o que aconteceu.

O presidente da Federação Carioca estava em Teresópolis.

Batendo palmas para a reinauguração da Granja Comary.

Sua presença e a de Francisco Novelletto acabaram com qualquer mistério.

Foi a confirmação do que muitos já sabiam.

Eles se renderam e passaram para o lado de Marin.

Não haverá oposição para a eleição de Marco Polo em abril.

Ele será aclamado novo presidente da CBF.

José Maria Marin soube neutralizar qualquer tentativa de tomada de poder.

Não deixou espaço para seu inimigo político, Andrés Sanchez respirar.

O ex-presidente corintiano não teve nem coragem de se lançar candidato.

Vai tentar ser deputado federal pelo PT.

Foi só o que lhe restou.

Marin soube muito bem se articular.

Prometeu que retribuiria a atenção que teve de Marco Polo.

O presidente da Federação Paulista era o único apoio político de Marin.

Foi ele quem brigou para Ricardo Teixeira o manter como vice da CBF.

Teixeira aceitou.

Mas nunca imaginaria que um dia perderia o cargo.

Acossado pela Polícia Federal e pelas denúncias de corrupção na Fifa.

Teve de se exilar em Boca Ratón na Flórida.

Antes de largar o cargo que ganhou do ex-sogro João Havelange, agiu.

Fez Marin prometer que iria apoiar Andrés e Mano Menezes.

Bastou Teixeira embarcar no avião e as promessas foram esquecidas.

O ex-governador biônico de São Paulo soube amarrar o apoio que precisava.

Do governo federal e da TV Globo.

O ministro do Esporte, Aldo Rebelo, foi seu grande aliado.

Explicou à Dilma que seria uma grande confusão ficar contra Marin.

E que o homem que ela queria ver longe da CBF havia saído, Teixeira.

A presidente aceitou os argumentos.

Deu a mão, sentou ao lado, tirou foto com Marin.

Mesmo ela tendo sido uma ex-guerrilheira.

E ele um digno representante da Ditadura Militar.

Teixeira tinha um sonho.

O ex-presidente queria tirar a concentração da Seleção de Teresópolis.

Ele iria atender os pedidos dos treinadores.

A maior reclamação é a neblina que costuma dominar a Comary.

Principalmente em maio, período que o Brasil sempre foi para lá.

O local escolhido sempre serviu de piada entre os dirigentes brasileiros.

Cerca de 150 mil metros foram comprados da família Guinle.

Giulite Coutinho construiu cinco campos e os alojamentos dos atletas.

A serração sempre foi inimiga da Seleção.

Teresópolis fica a 881 metros do nível do mar.

Cercada de montanhas, como o pico Dedo de Deus.

Tem a temperatura amena o que provoca a famosa neblina.

Ricardo Teixeira já havia até fechado parceria com o Rio de Janeiro.

Sorte de quem consegue esquecer.

Em 2009 chamou Blatter e lançou a pedra fundamental na nova concentração.

Seria na Barra da Tijuca.

Englobaria a concentração, museu do futebol e a nova sede da CBF.

O projeto poderia chegar até R$ 100 milhões.

A entidade já havia até dado R$ 12 milhões.

Era o preço da metade do terreno de 11 mil metros.

Situado na avenida Salvador Allende na Barra da Tijuca.

3ae6 Com a Globo e o governo federal como aliados, Marin mostra poder. Marco Polo será aclamado na CBF. A Seleção ficará durante a Copa na Granja Comary e sua neblina. Todos querem esquecer o vexame da nova concentração que seria na Barra da Tijuca...

Só que a transação foi cancelada.

O dono da área tinha graves problemas com a Justiça.

Não poderia vender nem seus sapatos, quanto mais um gigantesco terreno.

Ninguém se deu ao trabalho de verificar.

Foi um grande vexame.

Ricardo Teixeira fez de conta que nada aconteceu.

E todos tiveram uma oportunista amnésia.

A Seleção voltaria para a Granja Comary e sua neblina.

Marin a modernizou, há um quarto para cada jogador, velha reivindicação.

Os campos foram tratados.

Há uma nova área para a imprensa.

Mas infelizmente não houve como combinar com São Pedro.

A cerração irá atrapalhar o treinamento do Brasil.

Isso é fato.

Ainda mais porque a Seleção ficará de maio até o final da Copa lá.

Mas os dirigentes não querem nem saber.

Felipão e Parreira não têm autonomia para exigir nova concentração.

A prefeitura de Goiânia ofereceu muito dinheiro para a CBF.

Queria ser a sede do Brasil no Mundial.

Belo Horizonte e São Paulo também.

Marin não abriu mão de Teresópolis.

O octogenário dirigente mostrou seu poder.

Segurou a Seleção Brasileira na Comary.

Por uma questão política, não favorecer estado algum.

A concentração já é da CBF.

E levou os presidentes das Federações.

Além de alguns mandatários de clubes da Primeira Divisão.

Mostrou que não tem inimigos à altura.

Fará tranquilamente Marco Polo seu sucessor.

Se desejasse colocar Ricky Martin no cargo, ele seria eleito.

Tal a costura política que Marin fez com o governo federal e a Globo.

A emissora carioca já voltou a tratar a Seleção como produto seu.

Com direito a exclusivas com Felipão e jogadores.

E incursões à concentrações, hotéis.

A ordem de Marin é essa.

Sem dificultar o trabalho da emissora dona do futebol no país.

Em compensação ela não apoiou Andrés Sanches.

O ex-presidente que prestou serviço à emissora implodindo o Clube dos 13.

A Globo não comprou briga com Marin já que tem tudo com ele.

Será assim também com Marco Polo.

Marin tem todas as federações nas suas mãos.

Aldo Rebelo percebeu que seria um erro tentar enfrentá-lo.

E viraram parceiros.

O dia foi festivo para Marin.

Ele mostrou o local onde ele definiu onde a Seleção ficará.

Não significa que é o melhor, o mais inteligente durante o Mundial.

E aos mesmo tempo arrastou para lá seus eleitores.

Os que farão Marco Polo seu sucessor.

Vitória do ex-governador biônico José Maria Marin.

Que dará de presente a CBF ao seu amigo e camarada Marco Polo.

Sem ninguém ter a coragem sequer de enfrentar a dupla na eleição.

A vitória será por aclamação.

Os dirigentes paulistas dominam o futebol brasileiro.

E não têm a menor vontade de abrir mão desse poder.

Afinal, o que importa a neblina atrapalhar o treino durante uma Copa?

Para esses homens, nada.

Basta garantir a Internet nos quartos e tudo está resolvido...
1ae21 1024x576 Com a Globo e o governo federal como aliados, Marin mostra poder. Marco Polo será aclamado na CBF. A Seleção ficará durante a Copa na Granja Comary e sua neblina. Todos querem esquecer o vexame da nova concentração que seria na Barra da Tijuca...

Se Carlos Miguel vencer no São Paulo será guerra contra o ‘novo rico’ Corinthians e seu Itaquerão. Será sangrento o confronto. De um lado Aidar, Marin e Marco Polo, CBF e FPF. Do outro, o deputado federal Andrés, Lula e o PT…

 Se Carlos Miguel vencer no São Paulo será guerra contra o novo rico Corinthians e seu Itaquerão. Será sangrento o confronto. De um lado Aidar, Marin e Marco Polo, CBF e FPF. Do outro, o deputado federal Andrés, Lula e o PT...
Carlos Miguel Aidar é muito diferente de Kalil Abdala.

Não é sutil como o presidente da Santa Casa.

Aprendeu com o pai, o ex-presidente do São Paulo, Henri Aidar.

Foram seis anos observando, de 72 a 78.

O clube se impunha como o mais moderno do Brasil.

Acompanhou o Morumbi receber enxurradas de dinheiro.

Eram comuns jogos para mais de cem mil pessoas.

Muitas vezes em partidas dos adversários.

Como quando o Corinthians quebrou o jejum de 23 anos sem títulos.

Em 1977.

Aprendeu desde moleque que o time de branco e preto era o que deveria ser batido.

Na época, o São Paulo era exemplo de modernidade.

Com o maior estádio particular do mundo.

Os corintianos, mais populares, representavam o atraso.

Pessimamente administrados, com seu acanhado Parque São Jorge.

Davam de bandeja dinheiro mandando as partidas mais importantes no Morumbi.

Isso perdurou até quando foi presidente do São Paulo.

Aliá, o mais jovem, assumiu com 37 anos.

Ficou dois mandatos, entre 1984 e 1988.

Foi Carlos Miguel que tirou o futebol do Morumbi.

Levou para o revolucionário CCT da Barra Funda.

Onde, como na Europa, os jogadores teriam vários campos de treinamentos.

Enquanto isso, os rivais treinavam no Parque São Jorge.

E jogavam contra pequenos e médios no Pacaembu.

Continuavam pagando aluguel no Morumbi.

Foi assim que Carlos Miguel passou o poder para Juvenal Juvêncio.

Assumiu a presidência do Conselho Deliberativo do clube.

Os dois são aliados e seguem pela mesma cartilha.

São elitistas e defendem a primazia do São Paulo no Brasil.

Apesar de décadas comandando um escritório de advocacia, o gênio não mudou.

Pelo contrário.

Carlos Miguel é mais radical do que o espalhafatoso Juvenal.

Na briga para voltar a comandar o São Paulo tem repetido.

Sócios e conselheiros já entenderam.

Além da modernização do Morumbi, o candidato escolheu outro alvo.

Fazer o clube dominar o cenário paulista e brasileiro.

Não foi por acaso que resolveu defender a CBF contra a Portuguesa.

E acabou cassando todas as liminares de torcedores na Justiça Comum.

Possibilitou a divulgação das tabelas dos Brasileiros da Série A e B.

Neles, está a Lusa na Segunda Divisão.

Fluminense e Flamengo na Primeira.

Fez muito bem o serviço para José Maria Marin.

E Marco Polo del Nero, seu sucessor.

Ganhou crédito importantíssimo junto à CBF.

1ae20 Se Carlos Miguel vencer no São Paulo será guerra contra o novo rico Corinthians e seu Itaquerão. Será sangrento o confronto. De um lado Aidar, Marin e Marco Polo, CBF e FPF. Do outro, o deputado federal Andrés, Lula e o PT...

Ter Marin e Marco Polo como aliados não tem preço no quadro atual.

Os dois têm como inimigo mortal, Andrés Sanchez.

Carlos Miguel já comprou a briga.

Sabe que foi ele quem articulou com Ricardo Teixeira e Lula.

E tiraram a abertura da Copa do Morumbi.

Como mera compensação, o CT de Cotia será alugado à Colômbia.

E o São Paulo receberá R$ 2 milhões.

Enquanto o rival conseguiu facilidades para construir seu estádio.

Orçado em mais de R$ 1 bilhão...

Ao contrário de Juvenal Juvêncio, ele não se conforma.

Assim como também o incomoda a modernização do 'primo pobre'.

Se esquece da conveniente ajuda do governador Laudo Natel ao Morumbi.

Se eleito, enfrentar o Corinthians dominado por Andrés será sua obsessão.

Por isso os ataques não param.

Quando Andrés questionou as promoções que o São Paulo fez no ano passado.

Ameaçado pelo rebaixamento no Brasileiro, abaixou o preço dos ingressos.

E foi cobrado pelo corintiano por desvalorizar o futebol.

2ae10 Se Carlos Miguel vencer no São Paulo será guerra contra o novo rico Corinthians e seu Itaquerão. Será sangrento o confronto. De um lado Aidar, Marin e Marco Polo, CBF e FPF. Do outro, o deputado federal Andrés, Lula e o PT...

"Como a gente costuma dizer, acredito que o Andrés perdeu uma grande oportunidade de ficar calado. Ele tem a obra do Itaquerão para cuidar e ele deveria ficar preocupado com a conta que o Corinthians vai ter que pagar. É um ex-presidente e praticamente mestre de obras de estádio."

A eleição no São Paulo entrou na reta decisiva.

A disputa com Kalil está acirrada.

Carlos Miguel voltou à carga.

Sabe o que os eleitores no Morumbi querem.

Que o novo presidente tenha coragem de enfrentar o Corinthians.

Retomar a primazia do futebol paulista.

E o candidato decidiu bater forte no rival.

A começar como conseguiu o Itaquerão.

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro. O estádio não está pronto, tem arquibancadas alugadas, provisórias, a Fifa está criticando, é o estádio mais crítico da Copa do Mundo, mas está lá, feito pela Odebrecht."

Revelou para a ESPN temer a concorrência do novo Palestra Itália.

Mas para os shows.

Desdenha do estádio corintiano.

"O Itaquerão não vai ter show.

Aquilo é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá."

Carlos Miguel faz o discurso que o eleitorado quer ouvir.

Kalil se mostra mais preocupado com o estádio.

Com obras no clube.

Talvez seja até mais importante para o sócio do São Paulo.

Mas não tem o mesmo impacto, principalmente na mídia.

Só que não é mero discurso.

Carlos Miguel vai de verdade comprar briga com o Corinthians.

Principalmente se Andrés fizer o sucessor de Mario Gobbi.

O filho de Henri Aidar representa a ala que marcou seu pai.

Quando os 'cardeais' dominavam o futebol paulista.

E não admitiam contestação.

Principalmente vinda do Parque São Jorge.

Por coincidência, o grupo de Andrés Sanches tem um apelido.

Dado pelo grupo do ex-vice de futebol, Antônio Citadini.

É chamado até hoje de 'baixo clero'.

Se Carlos Miguel vencer, o confronto virá.

Com a CBF politicamente tendendo para o Morumbi.

Assim como a Federação Paulista.

Ele, Marin e Marco Polo sabem que Andrés será candidato a deputado federal.

Pelo PT, partido do presidente Lula.

Se Dilma conseguir a reeleição, a guerra será sangrenta.

"Minha relação com os presidentes dos clubes vai ser bem assim. Quando a bola rolar vou querer matar, com requintes de crueldade, mas depois eu quero abraçar e discutir interesses comuns."

Era assim que o São Paulo se comportava nos tempos de Henri Aidar.

Quando o Corinthians era o retrato do atraso.

Apenas o 'primo pobre'.

A situação mudou.

Hoje a ala elitista no Morumbi vê o rival como 'novo rico'.

A declaração de guerra já está feita.

Os lados já foram escolhidos há muito tempo...
 Se Carlos Miguel vencer no São Paulo será guerra contra o novo rico Corinthians e seu Itaquerão. Será sangrento o confronto. De um lado Aidar, Marin e Marco Polo, CBF e FPF. Do outro, o deputado federal Andrés, Lula e o PT...

Depoimentos exclusivos de Falcão, Vinícius e Vanessa. Os melhores do futsal do Brasil. Mostram tudo o que acontece de verdade. E por que sonham que uma CPI investigue a Confederação de Futsal. Documentos já chegam às mãos de Romário…

1afp Depoimentos exclusivos de Falcão, Vinícius e Vanessa. Os melhores do futsal do Brasil. Mostram tudo o que acontece de verdade. E por que sonham que uma CPI investigue a Confederação de Futsal. Documentos já chegam às mãos de Romário...
A organização do futebol brasileiro é atrasada.

Mas a do futsal é absurda.

A renúncia de Falcão, o melhor jogador de todos os tempos, não foi por acaso.

Teve a intenção e conseguiu trazer luz ao esporte.

Abalou a Confederação Brasileira de Futsal.

Expôs seu presidente Aécio de Borba Vasconcelos.

Ele comanda o futsal do país há nada menos do que 35 anos!

Falcão tinha dois anos quando chegou ao poder.

Vinícius, melhor jogador do Mundial conquistado na Tailândia, tinha um.

Vanessa, a mais talentosa jogadora do planeta, nasceria nove anos depois.

A administração de Aécio veio à tona graças a Falcão.

A sua renúncia à Seleção só vale enquanto ele for o presidente.

Se sair, o melhor do mundo voltará.

Mas talvez não fique só na torcida.

Há a movimentação em Brasília em relação ao futsal.

Documentos estão chegando às mãos de Romário.

O ex-jogador e deputado federal poderá estar à frente de uma CPI.

Formar uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar.

Analisar se há abusos na administração de Aécio.

Aqui depoimentos exclusivos ao blog.

De Falcão, de Vinícius e de Vanessa.

Talvez fique mais fácil entender o que está acontecendo.

O primeiro a mostrar sua revolta é o melhor do mundo, Falcão.

"Abrir mão de 16 anos de Seleção Brasileira foi terrível para mim. Mas tinha de tomar uma posição contra o que acontece no meu esporte. Resolvi comprar a briga, enfrentar uma ditadura de 35 anos. Como é possível alguém ficar 35 anos no poder? Tendo os presidentes de federações nas mãos... Ele só pensa em política e se esquece dos atletas. Ganhamos títulos e mais títulos para o nosso país. Mas somos tratados sem o menor respeito, consideração. Nos calamos por tempo demais. Mas agora acabou. Vou falar o que estava engasgado há anos. Não dizia porque pensava que iria atrapalhar o futsal. Mas agora entendi que vou fazer um bem para as novas gerações. Essa administração precisa ser investigada e trocada.

"Vou começar falando das péssimas condições que os jogadores da Seleção enfrentam. A começar pelas diárias. Diárias são só no nome. Muitas vezes ficamos 15, 20 dias nos preparando para uma partida. São R$ 1,5 mil por jogo oficial e R$ 1 mil por amistoso. Quem tem clube recebe do clube. Quem é da Seleção e não tem, precisa se virar com isso. A Confederação alega que não tem dinheiro. Mas comigo essa história não cola. Pelo simples motivo que os principais patrocinadores da Confederação são meus também. Ou seja: eu sei que eles pagam em dia. E muito dinheiro circula na Confederação. As marcas são fortes demais. Banco do Brasil, Correios, Chevrolet. Os valores são altíssimos. Perto de R$ 20 milhões para mais por ano. E onde vai parar esse dinheiro? Tanto dinheiro não é revertido para os clubes, para a organização de torneios, para os jogadores. Onde está esse dinheiro. Ninguém sabe. Falta transparência. Chega...

"Quero deixar bem claro, Cosme. Ninguém é mercenário, mas resolvemos deixar de agir como escravos. Queremos respeito. Posso dar exemplos que vão chocar qualquer pessoa, esportista ou não. Nós fomos obrigados a usar o tênis que a CBFS acertasse patrocínio. Obrigados. O tênis é material fundamental de trabalho dos atletas. Isso começou em 1997 e foi até 2008. Nós não tínhamos coragem de dizer à imprensa. Foi assim com a Pênalti, depois entrou a Dalponte e finalmente, a Topper. Eram contratos milionários e que todo o dinheiro ia para a Confederação. Quem não aceitasse não era convocado. Simples assim. Era como se o Marin obrigasse o Neymar, Hulk e Fred a jogar com chuteira Adidas. Foram vários casos de jogadores que atuaram com tênis que detestavam, que provocavam bolhas. Nos atrapalhava na quadra. Mas o que importava era o dinheiro que rendia. Nos rebelamos na Copa do Mundo no Rio em 2008. Seria a última vez. Ou então revelaríamos para a imprensa o que estávamos sendo obrigados a fazer. A Confederação recuou. E fizemos essa acordo. Só a partir de 2008 podemos atuar com os tênis que gostamos. E podemos fazer contratos particulares como todos os jogadores de futebol fazem. Foram 11 anos absurdos.

1reproducao13 897x1024 Depoimentos exclusivos de Falcão, Vinícius e Vanessa. Os melhores do futsal do Brasil. Mostram tudo o que acontece de verdade. E por que sonham que uma CPI investigue a Confederação de Futsal. Documentos já chegam às mãos de Romário...

"O Aécio, presidente da Confederação, tinha tudo para perder a eleição para Edson Nogueira. Ele estava articulado com várias federações. Pela primeira vez a oposição iria assumir. Quando viu que tudo estava perdido, Aécio ofereceu a Nogueira o comando da Seleção Brasileira. O presidente ficou só com a parte administrativa. Foi aí que começou o terror. Ele implantou regras absurdas, pior que Exército. A preocupação passou a ser com assuntos supérfluos. Como exigir barba feita, cabelo cortado. Proibiu os jogadores de cantar no ônibus. E até de usar fones de ouvido. Ele não aceita questionamento, reclamação de espécie alguma. Reclamou, o Nogueira afasta da Seleção. Não se preocupa com o time. Mas em mostrar autoridade. Foi assim que afastou o Tiago, o Vinícius. O diretor passa por cima dos técnicos com todo o apoio do Aécio. O que aconteceu no Mundial da Tailândia foi absurdo.

"A começar pela preparação. Ficamos no CT gigante construído em Caucaia no Ceará, terra do presidente da Confederação. Lá não tinha tevê, nem Internet. Mosquitos para todo o lado. Eu reclamei e veio a ameaça de ser cortado da Seleção. Só não fui porque a direção tinha medo dos meus patrocinadores. Mas o clima era péssimo. Depois veio a história da premiação se o Brasil ficasse com o título. O nosso time estava muito bem. E tudo indicava que ficaríamos com o título. Foi quando o presidente veio falar que a Confederação não tinha dinheiro. O máximo que iria fazer seria dar um bilhete de loteria que ele comprou. Se ele fosse sorteado, o prêmio seria nosso. Pensamos que era brincadeira. Mas era sério. Ele quis humilhar os jogadores. Mostrar que quem mandava era ele. Nós ganhamos o Mundial da Tailândia. E não recebemos um centavo. Nada, zero da Confederação. E ainda fomos avisados que se falássemos para a imprensa, não seríamos mais convocados. O Edson Nogueira avisava que não faltariam jogadores. É assim que as coisas funcionam no futsal desse país.

"Cansamos de pedir para a direção da CBFJ tentar incluir o futsal na Olimpíada. Ao menos como esporte de exibição. Mas não mexeram um dedo. Não sabemos qual o interesse... Depois do futebol, somos o esporte que é mais visto na tevê a cabo. Mas ninguém na Confederação se preocupa com os clubes. Fazer com que seus nomes sejam divulgados. Ela só aceita o dinheiro da transmissão e ponto final. Nós jogadores somos avisados para não reclamar de nada na imprensa. Fingir que está tudo às mil maravilhas. Mas acabou essa história.

"Fazemos amistosos contra equipes fracas como o Chile e tantas outras só por uma questão de economia. A Confederação arruma esses jogos que são perdas de tempo e não nos levam a nada. O Brasil não enfrenta adversários de verdade para a preparação de qualquer torneio. Só acontecem amistosos rentáveis. Se pensa no dinheiro e se esquece da parte técnica. É uma vergonha...

"O que eu peço para as autoridades é que investiguem a Confederação. Analisem suas contas. Pelo que ela recebe, as condições dos atletas deveriam ser muito melhores. Falo de hotel, treino, condições de trabalho. Não é possível tanto descaso. O ministro Aldo Rebelo precisa prestar atenção à nossa situação. Enquanto isso não acontece, não jogo mesmo mais na Seleção. Só volto um dia se esse presidente e esse diretor de seleções estiverem bem longe. Lamento, mas tinha de assumir uma postura. Depois de tudo o que aconteceu no vôlei, que as autoridades olhem para o futsal do Brasil. E investiguem as contas da Confederação Brasileira. Por favor...

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Vinícius, melhor jogador do Mundial da Tailândia.

Ele é mais contido do que Falcão.

Só que teve a coragem de ir fundo.

Postou a carta escrita por Aécio.

Nela avisava antes do Mundial da Tailândia.

Não haveria dinheiro para a premiação.

E ele esperava o posicionamento dos atletas.

"Se alguém reclamasse, não iria."

O capitão da Seleção e melhor jogador do Mundial resume.

Ele também decidiu não defender o Brasil.

Também mostrou sua indignação ao blog.

"Para mim chega! Com Aécio ou sem Aécio. O que acontece na Seleção Brasileira é muito grave. A Confederação Brasileira precisa ser investigada a fundo. O que acontece é absurdo. Por muito tempo, nós jogadores, nos calamos. Erramos, perdemos tempo. Não queríamos arrumar confusão. Mas tem muita coisa errada. Vou dar um exemplo que pode parar o esporte no Brasil. E que mostra como as coisas são perigosamente amadoras. A Confederação fechou contrato da Liga de Futsal com o canal a cabo Sportv. O contrato tem anos e vai até 2020... Só que nunca nenhum atleta assinou liberando o direito de Arena para o clube. O clube cede para a Confederação. E ela repassa para a tevê. Isso nunca foi feito nos clubes. Se alguém resolver processar a tevê por mostrar sua imagem pode fazer. A legislação brasileira obriga que todos atletas assinem. Só assim as transmissões podem ser feitas. No futsal, a Confederação não liga para isso.

"Eu tenho muita preocupação em relação a não passar a imagem de mercenário. Não estamos protestando porque simplesmente queremos dinheiro. E sim pela maneira como as coisas acontecem no nosso esporte. Como a Confederação administra mal. Como os atletas não são remunerados nem ganhando títulos importantíssimos. E tendo plena consciência de quanto a Confederação está bem financeiramente. A revolta é pela injustiça. Por tudo que tivemos de suportar calados. Como a imposição dos tênis e não poder questionar nada. A carta em tom de ameaça da Confederação foi a gota d'água. Não tem cabimento o que acontece com o nosso esporte. Eu apoio o Falcão e a Vanessa. Se nós homens somos pressionados, é inacreditável o que acontece com as mulheres."

Vinícius tinha razão.

Fiz questão de ouvir Vanessa.

Muita gente talvez não saiba.

Mas temos a melhor jogadora de futsal do mundo.

Ela também está revoltada.

E está coberta de motivos.

"Não é possível a Confederação com tanto dinheiro e expondo a Seleção Brasileira Feminina a vexames. Como no Mundial da Espanha. Nós éramos 14 jogadoras. Ficamos em um alojamento, nem hotel quiseram gastar. Éramos sete em cada quarto. Sete! Dois banheiros para sete meninas. Não tinha televisão, Internet. Alguém arrumou uma televisão emprestada para colocar no nosso quarto. Não tínhamos fisioterapeuta. Tivemos de arrumar um emprestado de um clube. Um vexame. As condições foram péssimas. Mesmo assim, fomos campeãs. Pela quarta vez seguidas, tetracampeões do mundo. Aí veio a hora da premiação.

"Nos prometeram R$ 15 mil para cada atleta. Tudo certo. Mas quando chegamos no Brasil, recebemos uma carta do presidente da Confederação. Ele só teria dinheiro para pagar R$ 6 mil. E ponto final. Ninguém poderia reclamar, questionar. Não teve maior explicação. Foi assim e ponto final. Só que esse dinheiro não chegou. Como também a premiação que tínhamos direito em um amistoso pelos 350 anos de aniversário dos Correios.

"Eu tive um enorme problema com a minha bolsa atleta que tenho direito. O presidente da Confederação, doutor Aécio, não queria assinar. Sem a sua assinatura, não receberia o dinheiro. O motivo foi que eu dei apoio a um jornalista que criticou a falta de calendário do futebol de salão feminino. O presidente me disse que como poderia ajudar a uma atleta que quer prejudicar o esporte? Tive de implorar, me desculpar, me humilhar para ele assinar e liberar o dinheiro que tinha direito.

"A diretoria da Confederação não aceita contestação. Como na escolha dos treinadores das Seleções. O principal da masculina vira auxiliar da feminina. E o auxiliar da masculina treina a feminina. Não importa se ele conheça as atletas ou não. É tudo na base do improviso. Sem a menor preocupação em escolher de verdade as melhores. Como a Liga e a Taça Brasil são torneios improvisados, o critério para a convocação para um Mundial é o desempenho no anterior. Coisa absurda, sem nexo. A última vez que a televisão mostrou a Seleção Brasileira Feminina jogando foi em 2011. Em 2010 um clube pagou a uma tevê a cabo para que mostrasse um jogo. Não há a menor preocupação da Confederação em desenvolver o nosso esporte. Mesmo sendo tetracampeãs do mundo. Os dirigentes dos nossos clubes são heróis. Fazem tudo pelo esporte. Eu tenho mais orgulho de vestir a camisa do meu time daqui de Chapecó do que da Seleção. Sei o trabalho dos dirigentes para nos fazer campeãs sul-americanas, pentas da Liga Feminina, tetras da Taça Brasil. E ainda tricampeãs do mundo. Amo o meu país, mas não vou concordar nunca com o que acontece na administração do meu esporte.

"Há muita coisa errada. Principalmente porque todos nós sabemos o quanto a Confederação Brasileira é rica. Não sei se serei mais convocada depois das minhas declarações. Mas precisava falar. Torço também para que as autoridades olhem para o nosso esporte. Todos pedem por mais transparência no esporte brasileiro. No futsal feminino e masculino não há nenhuma. Isso precisa acabar. Muito obrigado por nos ouvir. Não suportamos mais essa situação."
2reproducao11 Depoimentos exclusivos de Falcão, Vinícius e Vanessa. Os melhores do futsal do Brasil. Mostram tudo o que acontece de verdade. E por que sonham que uma CPI investigue a Confederação de Futsal. Documentos já chegam às mãos de Romário...

“Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar.” “A liberação dos invasores do Corinthians? É a ‘porra do Brasil’.” Exclusiva com Paulo André…

1ae19 Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar. A liberação dos invasores do Corinthians? É a porra do Brasil. Exclusiva com Paulo André...
Depois de Afonsinho e Sócrates surgiu Paulo André...

Jogador titular do Corinthians campeão da Libertadores, do mundo.

E com coragem de usar os holofotes para enfrentar o sistema.

Fazer o futebol brasileiro se encarar no espelho.

Enxergar o quanto está ultrapassado, mal conduzido.

Foi um dos criadores do grupo Bom Senso.

Com coragem, defendeu um calendário racional.

Valorizar torneios importantes para os clubes grandes.

Partidas durante toda a temporada para os pequenos.

E cobrar o fim do vergonhoso calote aos jogadores.

Bateu de frente com a CBF e as federações.

Ser revolucionário no Brasil recém saído da Ditadura tem um preço.

Passou a incomodar o próprio Corinthians.

Se dependesse de Paulo André renovaria seu último contrato.

Ficaria feliz, orgulhoso, no Parque São Jorge.

Só que suas palavras incomodavam os dirigentes.

Conselheiros importantes queriam o revolucionário fora.

Gobbi rompido com Andrés não teve outra saída.

E deixou claro que seu contrato não seria renovado.

Em outras palavras, mostrou a porta de saída.

Pensando na família, na sua vida, o jogador foi para a China.

É o líder agora do Shangai Shenhua.

Marin, Marco Polo comemoraram seu exílio.

Acreditavam ter calado a voz mais alta do Bom Senso.

Se enganaram.

Paulo André continuará sua maior missão no futebol.

Ajudar a modernizar o futebol brasileiro.

Seu empenho é até maior.

Busca ideias, estratégias para o Bom Senso.

Com Alex, Dida, Juan, Rogério Ceni, Fernando Prass.

Não vai sossegar enquanto não a situação não melhorar.

O país não evoluir dentro e fora do campo.

Ele é digno sucessor de Afonsinho e Sócrates.

Como deixa claro nesta entrevista exclusiva ao blog desde a China.

Com a palavra um jogador que dá orgulho por ser brasileiro...

Você era o grande líder do Bom Senso no país. Quem melhor se expressava. Teve proposta para ir jogar na Itália, não foi. Depois acerta com a China, logo depois da invasão de vândalos no Corinthians. Tudo ficou solto e parecendo represália sua pela maneira com que o futebol é conduzido no seu ex-clube, no Brasil...

Eu já havia recebido duas ofertas da Europa e estava pesando os prós e os contras desde dezembro. A paixão pelo Corinthians, a minha história no clube, a qualidade de vida que eu tinha em São Paulo e a luta pelo Bom Senso me faziam ter a certeza de que não seria 50 mil a mais ou 50 mil a menos que me fariam largar tudo e ir embora para outro país. No dia 10 de janeiro entrei na sala do Mano Menezes e expus com transparencia o que estava acontecendo. Eu estava com 30 anos, havia tido lesões sérias ao longo da minha carreira e eu precisava de uma posição dele e do clube quanto a prorrogação do meu contrato. Deixei claro que eu não estava ali para pedir aumento. Eu queria estender o contrato para ter estabilidade já que os italianos me ofereciam dois anos e meio de contrato e no Corinthians eu tinha apenas mais onze meses. A renovação ou a saída representavam, provavelmente, meu "último bom contrato" e como eu havia terminado 2013 muito bem, era a hora de fazer isso. Edu Gaspar recebeu meu empresário e pediu uma semana para dar uma resposta. Por confiar demais, esperei até o dia 31 de janeiro, a janela de transferencias para a Europa se fechou e consequentemente acabei perdendo o negócio. Então quando surgiu a proposta da China, estava muito claro para mim o que eu deveria fazer. Fui ao clube e pedi para ser liberado. O pior cego é aquele que não ver ver. Simples assim.

Que sentimento domina a sua alma ao saber que só três pessoas foram detidas entre as quase 200 que invadiram o CT do Corinthians? E elas acabam de ser liberadas, com o juiz garantindo que elas só queriam mostrar seu amor ao clube? Sinceramente...

2ae9 Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar. A liberação dos invasores do Corinthians? É a porra do Brasil. Exclusiva com Paulo André...

É a porra do Brasil, como diria Renato Russo. A declaração do juiz foi desastrosa, ele não tem ideia do que passamos naquele fatídico dia. Ele está incentivando novas ações como essa. É uma vergonha. A impunidade é o grande mal do nosso país. Essa semana o presidente do Comercial de Ribeirão Preto deu entrevista dizendo que não pagaria seus atletas, seu segurança ameaçou os jogadores com uma arma e nada vai acontecer. Precisa de mais alguma confissão para o cara ser banido do futebol? E ainda veremos mais 3 ou 4 casos de ameaças e agressão a atletas de futebol no Brasil esse ano. Pode escrever. Até o dia em que alguém morrer. Daí aparece um promotor/justiceiro para cuidar do caso. O Brasil é o país do deixa para depois que a gente resolve. Lembre-se de uma coisa: todos os anos quatro times cairão, outros tantos irão jogar muito abaixo das expectativas e apenas um será campeão. Só não assino um papel em branco com essa informação porque quem organiza o campeonato é a CBF e nunca se sabe quantos clubes cairão de verdade.

Por que os treinadores de grandes times e mesmo o Felipão não aderem ao calendário apresentado pelo Bom Senso?

Os treinadores de grandes times aderiram ao Bom Senso. Inclusive participaram do video que o movimento produziu no inicio do ano. Muricy Ramalho, Gilson Kleina, Oswaldo de Oliveira, Vagner Mancini, Renato Gaúcho, Tite e muitos outros apoiaram o movimento publicamente. E agora temos o apoio da Federação dos Treinados e da Associação dos Executivos de futebol. Ou seja, não é possivel que esse tripé que vivencia diariamente o futebol esteja falando besteira e apoiando o lado errado. Eles, historicamente, nunca entraram nesse tipo de discussão e sabemos que não entrariam se não tivessem certeza do que estão defendendo. Mas CBF e as Federações não dão a mínima para isso.

Na proposta apresentada pelo Bom Senso, com até Série E, haverá milhares de jogos entre equipes muito pequenas. Mas que não despertam o menor interesse. Com estádios vazios, como os clubes pagarão esses 12 mil jogadores?

Cosme, o Bom Senso está preparando essa resposta para dar de forma oficial. Então não vou adiantar nada aqui, tudo bem?

No começo muita gente considerava o BS um movimento elitista. Mas os clubes grandes não são os grandes massacrados no calendário brasileiro nas últimas décadas?

Todos os clubes tem sido massacrados. Uns porque jogam demais e outros porque jogam de menos. Só algumas poucas pessoas continuam ganhando com esse caos ao longo de todo esse tempo. O que não entendo é porque os clubes tem tanto medo de retaliação. Parece que estão se posicionando contra a máfia nos seus tempos aureos. Quando os clubes entenderem que vendem o mesmo produto e que são aliados fora de campo, veremos uma luz no fim do túnel. Não há Grêmio sem Inter ou Inter sem Grêmio. Não há Atlético sem Coritiba ou Coritiba sem Atlético. E assim por diante...

Há como fazer um calendário decente sem afetar o desejo da televisão? Seja a Globo ou quem for a dona dos direitos de transmissão não irá pensar primeiro na sua grade de programação?

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Mas essa é uma questão clara. A Globo está no negócio para ganhar dinheiro. Ela não quer saber se os jogadores recebem em dia, se a qualidade está boa ou poderia ser melhorada, muito menos se os estádios estão cheios. E o pior é que ela está no direito dela. Quanto mais endividados e dependentes forem os clubes, menos ela pagará pelo campeonato e mais mandará em tudo. O que eu não entendo é a CBF não se preocupar com tudo que envolve o futebol brasileiro. Desde a qualidade dos gramados, a iluminação dos estádios, as instalações da imprensa, a segurança dos torcedores, o horário de jogos, a super dependência de seus filiados aos direitos de transmissão da TV, o adiantamento descabido desses direitos, a falta do pagamento aos atletas, a falta de pagamento dos impostos ao governo, a capacitação de gestores e treinadores que ditarão os rumos do nosso futebol, a formação de novos atletas à moda brasileira, etc… Ela diz não ter nada a ver com tudo isso. Tem que ficar claro que a CBF tem uma responsabilidade gerencial e social sobre o futebol que é estatutária, ela não pode se fazer de simples intermediária e se isentar de mexer nas feridas ou de desenvolver soluções para os nossos problemas. Até porque o resultado de tudo isso é o afastamento de pessoas e empresas sérias do meio do futebol e a desvalorização do produto final que é razão da existencia da própria entidade. Mas como a Seleção vai bem, e vende patrocinio a torto e a direito, que se danem os outros. Quanto ao calendário, não existe um ideal mas há muitos que são melhores do que o atual e dá pra trabalhar com a TV num modelo ganha-ganha. Basta vontade política para tal.

Adequar o calendário brasileiro ao europeu não seria muito melhor aos clubes grandes?

Sem dúvida nenhuma. Essa é uma opinião pessoal minha. Para fortalecer o futebol brasileiro, aumentar o intercambio de experiencias e a visibilidade dos nossos clubes lá fora, é necessário adequar o nosso calendário. O primeiro problema é que mexer nesse vespeiro é ir diretamente para o choque com a TV GLOBO. O Marcelo Campos Pinto diz que dezembro e janeiro a audiencia do futebol é muito baixa e isso ocasionaria uma redução das cotas dos anunciantes. Consequentemente o direito de transmissão pago aos clubes seria menor. É assim que se emperra a máquina. Os clubes não querem menos dinheiro no curto prazo e então ninguém se mexe a partir dessa primeira questão. Isso é verdade? Há números que comprovam isso? O que explica o sucesso da Premier Ligue? E o segundo grande problema é que teria que haver uma completa mudança nas datas da Comenbol já que historicamente as datas da Copa Libertadores avançam até julho, enquanto na Europa as competições se encerram no final de maio. A Comenbol é outra parada dura. Teríamos que convencer a CBF a peitar a Globo e a Comenbol de uma só vez. Estudamos isso incansavelmente e preferimos propor, devido a urgência da necessidade, um calendário customizado, com pouquíssimas alterações nas principais competições e que pudesse ser aplicado ou implementado apenas com a decisão da CBF e dos clubes brasileiros, sem atrapalhar a TV Globo.

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As Copas Estaduais propostas pelo Bom Senso não estão sendo levadas em consideração pelos presidentes de federações. Eles não abrem mão da base que os possibilita ficar no poder: os clubes pequenos. E agora?

Já passou da hora dos clubes pequenos se rebelarem. Até quando vão aguentar isso que lhes é oferecido? Conversei com vários presidentes, nenhum deles está feliz. Mas aí você vê que os presidentes das federações se mantém no cargo por aclamação. Alguma coisa está errada, não? Os clubes juntos tem muita força mas a desunião deles é que sustenta o poder das federações. Enquanto cinco ou seis aceitam o risco da mudança, 20 ou 30 encostam nas federações para conseguir vantagens, empréstimos etc… E vivem essa vida modorrenta de jogar três meses por ano. É um modelo fadado ao fracasso, infelizmente.

Os jogadores têm medo de optar pela greve? Vocês não deixaram o trem passar logo depois da invasão ao CT do Corinthians? Foram sabotados pelos clubes do interior? Os jogadores não tiveram coragem de enfrentar os dirigentes que os ameaçavam de demissão? Ou dentro do Corinthians houve atletas que não queriam greve para não ter mais problemas com torcedores como o Emerson?

Dentre os jogadores do Corinthians, sustentamos (todos) a paralisação até domingo as 13:30h (o jogo estava marcado para as 16h) mas o clube não estava com a gente. O diretoria estava com medo das possíveis punições. Não nos sentimos respaldados e acabamos cedendo muito mais pelo desespero nos olhos dos amigos da diretoria do que pela nossa vontade de ir para o jogo. E essa posição da diretoria do Corinthians após a invasão do CT acabou por não convencer atletas importantes de outros times de que deveríamos parar. Esses jogadores pediam uma posição mais firme para que pudessem bancar os riscos de uma greve que se apresentava sem suporte legal. E sem a adesão dos jogadores de renome, não havia como pedir para que os atletas do interior parassem também. Há de se lembrar que os atletas do interior foram extremamente pressionados por seus presidentes (que receberam, um a um, ligação direta do Sr. Marco Polo Del Nero) e preferiram não colocar em risco suas carreiras e seus futuros naquele momento. Quem propôs a greve foi o sindicato dos atletas de são paulo. O Bom Senso não se pronunciou oficialmente naquele momento já que havia decidido que não atrapalharia o andamento dos estaduais pois essa é a única opção de milhares de atletas jogarem, receberem e aparecerem para os grandes clubes. Mas a meu ver, a greve será a única solução para pressionar o status quo a buscar soluções no curto prazo.

1cbf2 1024x682 Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar. A liberação dos invasores do Corinthians? É a porra do Brasil. Exclusiva com Paulo André...

O movimento Bom Senso não buscou o apoio de jogadores jovens e importantes como Neymar, Oscar, Lucas, Ganso? Ou eles não se interessaram? A principal 'acusação' de membros da CBF e até de gente como Eurico Miranda é que o movimento é de jogadores ricos e em final de carreira, que só querem atenção perto de largar o futebol e sonham em ser dirigentes, políticos?

Você deve se lembrar que quando houve greve na Espanha, há dois anos, quem estava sentado na mesa de negociação e quem dava as caras na imprensa eram oito dos principais jogadores da seleção espanhola. Foram eles que tomaram a frente do processo e disseram que não entrariam em campo em solidariedade aos demais companheiros de outros clubes que estavam com salários atrasados. Na NBA há alguns anos a greve também foi comandada pelos seis principais jogadores da liga. Não tenho dúvida de que apenas os grandes jogadores, com prestigio e história é que podem sustentar uma posição de confrontação com as entidades. Esse tipo de atleta não será ameaçado ou retaliado descaradamente. Todos os outros serão, sabemos disso. Quanto aos jovens, o movimento é democrático, é público. Entra quem quer. Ninguém é forçado a nada. Quando éramos jovens também não participamos ou não participávamos das principais decisões porque tínhamos medo de retaliação, porque estávamos preocupados com a nossa carreira e com as nossas oportunidades. A geração anterior a nossa era alienada ou desinteressada e não parou um segundo para pensar nos que vinham depois deles. Alguns estão na TV hoje, falando abobrinhas como se tivessem feito alguma coisa importante (extra campo) quando tinham notoriedade e representatividade para tal. Já Neymar, Lucas e Oscar estão estabilizados financeiramente mas tem uma Copa do Mundo pela frente e os outros jovens, instáveis economicamente, não discutirão com os poderosos nem se posicionarão contra eles. É mais do que entendível isso. Mas é oportunista a CBF e os Euricos dizerem que o movimento é de velhos que querem atenção. Parece que estão falando de si próprios. É uma tentativa ridícula de ludibriar o publico para mascarar sua inoperancia administrativa e o desrespeito para com as estrelas que produzem, com suor e trabalho, o futebol brasileiro. Freud explica. Só se tem medo do que há dentro de voce. Como eles têm muitos interesses nos cargos políticos do futebol, eles acreditam que todas as outras pessoas também devam ter. Então será impossível explicar-lhes ou faze-los entender que um bando de atletas consagrados representando mais de mil jogadores resolveu contribuir com o aperfeiçoamento do esporte no país, por paixão e vontade de deixar um caminho mais saudável para quem está por vir. Diferentemente dos atletas, esses personagens não são os produtores mas sim, os exploradores do futebol brasileiro. E exatamente por esse motivo, não dá pra entender como a CBF e as Federações (que vivem do espetáculo produzido pelos atletas) desrespeitam os jogadores e não dão a mínima para suas opiniões e experiências. Estamos falando do Dida, Alex, Rogério Ceni, Juninho Pernambucano, Seedorf, Juan, D’Alessandro, Gilberto Silva, Fernando Prass, Barcos, Lucio Flavio, e tantos outros…. Quem são Marin e Marco Polo? Quem é Novelletto para falar uma asneira por semana? Tiveram sucesso em suas administrações? O interior de São Paulo está jogado as traças. O interior do Rio Grande do Sul nem se fala. É esse modelo atual que eles defendem? Me parece que sim porque estão todos muito satisfeitos. São verdadeiros dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar nas tetas da vaca. E o povo, revoltado com a sua própria desgraça diária em um país que não oferece o mínimo necessário, ao invés de perceber a força e a importância desse movimento (como exemplo) para a sociedade que precisa reclamar coisas mais importantes (evidentemente), trata de gastar energia para discriminar alguns atletas (2% do total) que recebem salários privilegiados. Só que por ignorância esse mesmo povo aceita passivamente a exploração e a má gestão do produto que ele ama e consome. Isso sim é uma coisa de maluco para mim!

Sua ida à China enfraqueceu o movimento. Alex está muito mais contido do que no início do movimento. Falta carisma ao Dida e ao Fernando Prass. Rogério Ceni mais desabafa do que propõe. Você ficou dividido entre o sucesso financeiro da transferência ao Oriente e sua importância no futuro do futebol brasileiro?

Acho que expliquei isso na primeira resposta.

No Corinthians eu havia descoberto um desconforto à sua permanência. Mano não queria que você fizesse o time perder o foco do futebol. Mario Gobbi, rompido com Andrés, queria ficar mais perto de Marin. A sua presença atrapalhava. Você percebeu o cenário?

1agenciacorinthians3 Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar. A liberação dos invasores do Corinthians? É a porra do Brasil. Exclusiva com Paulo André...

O que percebi é que eles não propuseram uma prorrogação do contrato. Quais os motivos para isso eu não sei. Quanto ao Mano, ele havia conversado comigo sobre as entrevistas. Eu havia dito que tomaria cuidado para não atrapalhar o grupo mas que o meu caminho de contestação e de exposição não tinha mais volta. Eu durmo tranquilo todos os dias porque não deixei, em momento nenhum, de seguir a mesma linha de conduta de quando iniciei minhas críticas ao Ricardo Teixeira lá atrás.

Você ficará dois anos na China. Terá 32 anos, quer voltar para jogar no Brasil ou tentará ser dirigente, político?

Não sei. Aprendi que fazer planos é uma perda de tempo irrecuperável para a nossa vida. Nunca acertamos o que será de nós.

Muita gente repetiu que o Brasil é um país que não abre espaço para jogadores revolucionários, intelectuais. Foi assim com Afonsinho, Sócrates. Você está sentindo na pele essa situação?

Eu não ouso me comparar a esses craques da bola e do pensamento. Acho que eles atuaram em um momento muito mais dificil que o atual e foram extremamente corajosos e inteligentes. Colhem, merecidamente, os frutos de suas boas atitudes até hoje. Mas não é só no futebol que o povo não abre espaço. O nosso país é o que é porque falta educação de qualidade ao povo. Quem sabe se tivermos mais exemplos de pessoas com notoriedade e representatividade (como vem fazendo os principais jogadores do país com o movimento do Bom Senso) consigamos disseminar a importancia de se participar de ações que visam a discussão e o aprimoramento de tudo que não funciona bem no Brasil. Uma coisa é certa, não adianta ficar em casa com a bunda na cadeira reclamando que a vida é uma porcaria.

Você tem consciência que sua saída do Brasil frustrou muita gente que começava a aderir ao Bom Senso? E por outro lado proporcionou festas na CBF e o sentimento de alívio em vários dirigentes? Você era visto como uma ameaça ao sistema.

As pessoas que aderiram ao Bom Senso continuam acreditando e contribuindo com o movimento. Elas não estavam lá por mim mas porque acreditam na causa e nos valores que defendemos. E assim continuará sendo.

Qual a sua real análise da Copa no Brasil? Qual o legado que ficará para o país? Para os jogadores? O que mudará se o Brasil vencer ou perder o Mundial? Muita gente acredita que será o caos ao futebol interno uma derrota. Concorda?

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O futebol brasileiro está quebrado. O mercado foi inflacionado desde o último contrato que a Globo pagou pelos direitos de TV. Os clubes gastaram muito mais do que podiam e agora estão adiantando as receitas de 2015 e 2016. A maioria está com salários ou com os direitos de imagem atrasados. A Copa do mundo deixará estádios lindos que foram construídos com muito dinheiro público. A manutenção desses estádios é uma incognita. Os gastos foram absurdos e abusivos, nenhuma cidade sede entregará o que prometeu. Os legados sociais e esportivos são minimos para a sociedade. Ou seja, não muda nada. Deixamos o bonde da história passar. Quanto ao resultado da Seleção, torço pelos jogadores. Eles receberão uma pressão absurda. Espero que tenham discernimento e suportem bem essa cobrança para que consigam fazer grandes jogos. Há muita coisa em jogo, não se trata só de futebol. O que se repete é que os cavalos de corrida é que terão que carregar toda essa carga no mês de junho.

Qual é o país que adota o melhor calendário para o futebol?

Os países europeus, sem dúvida.

A participação da imprensa está sendo favorável ao Bom Senso? Ou muitos não conseguem entender a sua importância?

A maior parte da imprensa me parece favorável ao movimento. Que cada um contribua da forma que puder. Todos, inclusive a imprensa, tem muito a ganhar com a melhora do espetáculo e do futebol brasileiro.

Dirigentes afirmam que o BS não aceita um teto salarial. É justo ou não fixar um teto para os jogadores?

Em primeiro lugar, o Bom Senso nunca falou sobre este tema com ninguém. O movimento fala sobre jogo limpo financeiro e calendário. Só. Se o jogo limpo financeiro for implantado, os novos contratos serão reajustados de acordo com o mercado e sua realidade. Os jogadores apoiam essa medida. Deu pra entender? Os jogadores sabem que há um risco de redução dos valores mas preferem receber menos para receber em dia. E em segundo lugar, e aqui vai a minha opinião, o mercado ou os bons gestores sabem que há um limite na folha de pagamento que deve ser proporcional a arrecadação do clube. Se o clube arrecada mais, pode pagar mais. Se o clube arrecada menos, deve pagar menos. Todo clube tem uma oscilação de receita dependendo do resultado esportivo do ano anterior, bilheteria, etc… Por isso o valor do "custo futebol", dizem os especialistas, não deve passar de 70% da receita total. Ou seja, o clube oferece o contrato que quiser para o atleta. Posso pedir um milhão, se ninguém me pagar isso vou ter que reduzir, reduzir, reduzir até achar um valor justo. Só que tem muito dirigente torcedor que na hora do desespero faz cagada e depois põe a culpa no atleta. Chegou a hora de melhorar a política de contratação e de manutenção de elenco. Sou a favor dos contratos por produção. Isso é feita na Europa há décadas e pouquíssimos clubes fazem no Brasil. Que cada gestor consiga montar o melhor elenco possível com o dinheiro que tem. Ah, e outra coisa, jornalistas, empresários e artistas tem teto salarial? Isso é história pra boi dormir.

Você está escrevendo um livro sobre o BS? Seria interessante demais mostrar o quanto é difícil mudar os paradigmas do futebol neste país.

Não estou escrevendo não. Quem sabe um dia. Nesse momento meu foco é aprender mandarim, jogar bem, dar suporte ao Bom Senso e aproveitar a vida na China. Isso toma todo o meu tempo, posso te garantir.

Qual o motivo da violência dos torcedores. O que pensa da atual legislação? Por que tanta impunidade?

Pulei essa.

O quanto você e sua família sofreram com sua postura firme de tomar à frente dessa revolução no futebol brasileiro?

Sinceramente, não sofri nada. Fiz tudo de peito aberto, acreditando piamente no que estava fazendo. Faria tudo de novo. E minha família diz ter muito orgulho. Nos piores dias os amigos mais próximos me ligavam, estavam preocupados com toda a exposição e eu lhes dizia: Estou feliz. Tenho tanta convicção do que estou falando e sei que estou fazendo o que é certo que durmo feito uma criança a noite. Sabem por que? Porque não passo um pingo de vontade. Digo o que penso e defendo os meus ideias utilizando todo o conhecimento e experiência que adquiri aos longo desses 16 anos de futebol. Voces sabem o que é isso? Eu lhes perguntava. E eles diziam que eu era um louco. E por fim eu sempre dizia a mesma coisa - como naquela música que não lembro o cantor - louco é quem não é feliz. Pensando bem, foi exatamente isso que o Doutor Sócrates e meus pais me ensinaram.
1ap2 Quem são Marin, Marco Polo, Novelletto? São dinossauros que não fazem ideia do que acontece no futebol atual. Mas que estão dispostos a tudo para continuar a mamar. A liberação dos invasores do Corinthians? É a porra do Brasil. Exclusiva com Paulo André...

O Santos venceu o Palmeiras. É o melhor time da fase de classificação. Mas na prática perdeu. Terá os adversários mais difíceis pela frente. Triste Campeonato Paulista que premia os perdedores…

1gazeta9 O Santos venceu o Palmeiras. É o melhor time da fase de classificação. Mas na prática perdeu. Terá os adversários mais difíceis pela frente. Triste Campeonato Paulista que premia os perdedores...
Enfrentar em mata-matas decisivos Ponte Preta e São Paulo?

Ou Bragantino e depois o vencedor de Botafogo e Ituano?

A estúpida fórmula do Campeonato Paulista dá o que pensar.

Faz acreditar que o Palmeiras foi o grande vencedor na Vila Belmiro.

Mesmo perdendo o clássico para o Santos por 2 a 1.

O consolo de time de Oswaldo de Oliveira: ser o melhor da fase de classificação.

Como 'prêmio', adversários até a final mais difíceis.

Ou seja, o segundo colocado foi premiado.

É muito bizarro.

Pior ainda fica quando já se tem a garantia.

O criador dessa indecente fórmula de disputa já avisa.

Ela será repetida em 2015.

E mais, esse senhor comandará o futebol brasileiro a partir de abril.

Marco Polo del Nero poderá fazer o mesmo em outros estados.

Afinal, mandará na CBF...

O jogo na Vila Belmiro foi marcado por desfalques.

Dos dois lados.

Vários jogadores não entraram em campo, foram poupados para os mata-matas.

O que deixa claro que o clássico não era tão importante assim.

Ou Fernando Prass não seria liberado por 'problemas particulares'...

Wendel e França poupados.

As recuperações de Wesley e Marquinhos Gabriel poderiam ser aceleradas.

Como Jubal, Cicinho, Cícero, Leandro Damião e Arouca.

Se fosse uma partida imprescindível, jogariam.

Assim começou o 'mais importante clássico do Paulista'.

O que colocaria cara a cara o confronto entre o primeiro e o segundo colocado.

Ao Palmeiras bastaria o empate na Vila Belmiro.

O Santos precisava da vitória.

O time de Oswaldo era muito mais ofensivo.

Forçado pelas circunstâncias, colocou um grande quarteto.

Gabriel, Geuvânio, Rildo e Thiago Ribeiro.

Hábeis e leves, não deixavam saudade de Leandro Damião.

Bruno Peres e Mena apoiavam bem pelas pontos.

O Santos assumia o controle do jogo.

O Palmeiras de Gilson Kleina optava pelos contragolpes.

Eguren e Marcelo Oliveira ficaram presos à frente da zaga.

Bruno César ainda fora de forma ficava mais preso.

Assim como Leandro, atuava mais atrás do que o normal.

A ordem era liberar Valdivia e Alan Kardec.

O Palmeiras padecia com a improvisação de Bruninho pela lateral.

E pelo defeito crônico de Juninho: não saber marcar.

O Santos estava bem melhor quando fez o primeiro gol.

Em um lance irregular.

Geuvânio cobrou muito bem um escanteio.

O zagueiro Neto se apoiou em Marcelo Oliveira.

Cabeceou longe de Bruno.

Falta clara que Luís Flávio de Oliveira não quis dar.

Confirmou 1 a 0 para o Santos aos 24 minutos do primeiro tempo.

O Palmeiras tentou reagir.

A marcação se adiantou um pouco.

E Alan Kardec quase empatou.

Ele dominou a bola com muita qualidade na entrada da área.

Bateu com curva no ângulo, obrigou Aranha a excepcional defesa.

Ele espalmou e, caprichosa, beijou o travessão.

Mas em seguida, aos 35 minutos, o Santos ampliou.

Geuvânio deu excepcional passe para Thiago Ribeiro.

O meia santista percebeu que Eguren bobeava.

Tocou a bola no espaço onde o uruguaio deveria estar.

Como não estava, Thiago Ribeiro invadiu sozinho a área.

E tocou com firmeza na saída do desesperado Bruno.

2 a 0, Santos aos 35 minutos.

3gazeta1 O Santos venceu o Palmeiras. É o melhor time da fase de classificação. Mas na prática perdeu. Terá os adversários mais difíceis pela frente. Triste Campeonato Paulista que premia os perdedores...

Os palmeirenses não se desesperavam com a iminente derrota.

Lutavam, mas sabiam que a situação era era ruim.

Pelo contrário, estavam fugindo da Ponte Preta e do São Paulo.

Tanto foi assim que, uma partida tão importante, não teve muitas faltas.

Pelo contrário, mostrou a animosidade de um amistoso.

Nem de longe parecia ser um clássico decisivo.

Os jogadores não deixavam de demonstrar o quanto eram amigos.

Como Bruno quando atendeu Gabriel com cãimbras.

Os times voltaram os mesmos do intervalo.

Kleina fez sua obrigação.

Passou Tiago Alves para a lateral direita.

Recuou de vez Marcelo Oliveira para a zaga.

E pôs Bruninho na sua posição, volante.

O Palmeiras passou a marcar a saída de bola santista.

Mas faltava objetividade aos seus atacantes.

Aranha também estava em dia muito inspirado.

Fez uma defesa excelente.

Travou Bruno César livre, cara a cara com ele.

O Palmeiras descontaria aos 43 minutos do segundo tempo.

Juninho cruzou e Alan Kardec teve de disputar a cabeçada com Mena.

Covardia, já que o atacante é muito mais alto.

Gol do time de Gilson Kleina, Santos 2 a 1.

Mas falta raiva, vontade do Palmeiras escapar da derrota.

Todos sabiam que não era nada mal em termos de futuro perder.

Lembravam da tal fórmula estúpida de Marco Polo del Nero.

A eliminação precoce do Corinthians ajudava essa postura.

Estivesse o time de Mano classificado, os dois na Vila Belmiro pensariam.

Se seria melhor ter pela frente o São Paulo ou o Corinthians.

Essa escolha não foi necessária.

O Santos venceu e roubou a melhor campanha.

Foi o melhor time da fase de classificação.

E ganhou o presente de grego da FPF.

Terá pela frente a Ponte Preta pelas quartas.

A lógica aponta, que se ganhar, terá o São Paulo na semifinal.

O time de Muricy enfrentará o Penapolense no Morumbi.

Já o derrotado Palmeiras terá o Bragantino nas quartas.

Se vencer, pegará Botafogo ou Ituano nas semifinais.

Triste e inútil Campeonato Paulista que pune os vencedores.

E premia os derrotados...

(O Penapolense merece um capítulo especial.

13º colocado geral e está classificado entre os oito melhores.

De sentar na calçada e chorar...)
2gazeta4 O Santos venceu o Palmeiras. É o melhor time da fase de classificação. Mas na prática perdeu. Terá os adversários mais difíceis pela frente. Triste Campeonato Paulista que premia os perdedores...