O entusiasmado Palmeiras quebra o tabu. Ganha um clássico depois de mais de um ano. Humilha o apático São Paulo de Muricy por 3 a 0. Com direito a gol antológico de Robinho…

1reproducao25 O entusiasmado Palmeiras quebra o tabu. Ganha um clássico depois de mais de um ano. Humilha o apático São Paulo de Muricy por 3 a 0. Com direito a gol antológico de Robinho...
Foi a vitória mais marcante na nova arena do Palmeiras. Humilhou o eterno rival São Paulo. 3 a 0 foi até pouco. O jogo foi muito especial para vários personagens. O primeiro, Oswaldo de Oliveira, já cobrado seriamente nos bastidores do clube. Para Rafael Marques, autor de dois gols, um deles golaço, também questionado.

Para Paulo Nobre que desejava aliviar a raiva que acumula de Carlos Miguel Aidar, que lhe 'roubou' Alan Kardec e Wesley. Para Dudu que precisava de uma atuação tão empolgante pelo altíssimo investimento. E para Robinho, autor de um gol antológico, mostrar que o clube pode viver sem o fantasma eterno de Valdivia.

"Precisávamos de uma vitória assim, jogando bem. Quem sabe o presidente não fica feliz e me dá uma placa..." brincava Robinho, autor de um golaço, do meio de campo, em Rogério Ceni. Mais consciente, Zé Roberto resumia de verdade o que havia acontecido e as consequências para o futuro palmeirense.

"Nosso time entrou com uma postura diferente. Estamos de parabéns pelo resultado. É manter os pés no chão. No vestiário, discutimos situações que seriam determinantes para o jogo de hoje. Essa tem de ser a postura daqui para frente. Não adianta ser assim só hoje. Daqui para frente tem que ser assim também."

Muricy Ramalho ajudou como pôde o Palmeiras a ganhar o clássico. O treinador transmitiu ao time sua estranha apatia. Assim também como Rafael Tolói, expulso infantilmente aos sete minutos do primeiro tempo. E também o árbitro Vinícius Furlan, que deveria também ter mostrado o cartão vermelho a Dudu. O palmeirense foi sutil, mas também agrediu anteriormente o zagueiro são paulino.

Ao ser substituído, para o São Paulo recompor a zaga, Alexandre Pato ficou muito irritado e falou vários palavrões. Michel Bastos também deu vexame, ao dar uma entrada violenta em Arouca, sendo expulso e deixando seu time com nove jogadores ao 33 minutos do segundo tempo.

O jogo foi um massacre do Palmeiras, do primeiro ao último minuto. Oswaldo de Oliveira sabia o quanto precisava vencer. Mesmo sendo uma partida a mais da insignificante fase de classificação do Campeonato Paulista. Os dois já entraram classificados.

Mas o time da casa precisava vencer. Pesava demais o fato e o clube estar há dez jogos sem vencer os principais rivais em São Paulo. A última vitória havia sido em fevereiro de 2014, contra o próprio time de Muricy.

Oswaldo de Oliveira sabia que estava questionado depois das derrotas contra o Corinthians e Santos. Tratou de montar uma equipe com muita pegada, personalidade. Colocou o Palmeiras para sufocar o São Paulo, como se estivesse enfrentando um adversário pequeno. Sem respeito algum.

A marcação foi sufocante, não permitindo que os zagueiros de Muricy respirassem. Nem deu tempo para comparar o 4-2-3-1 palmeirense contra o 4-4-2 são paulino.

Aos dois minutos aconteceria um gol antológico. Que merece sim placa de Paulo Nobre. Rogério Ceni foi repor uma bola para o meio de campo. Ele não pegou bem na bola. Mas ela foi longe, 41 metros longe do seu gol. Só que caiu no peito de Robinho. O meia palmeirense a dominou e de onde estava chutou e encobriu o maior ídolo da história são paulina. Palmeiras 1 a 0.

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O gol mágico contagiou toda a equipe de Oswaldo. A encheu de confiança. Gabriel e Arouca conseguiam marcar e manter um ritmo frenético. A bola saía com muita qualidade dos volantes para o versátil Robinho e ao atrevido Dudu. Ambos desestabilizaram o sistema de marcação são paulino. Muricy passou 90 não enxergando a liberdade que dava aos dois jogadores que desequilibravam o clássico.

Aliás a falta de vontade, a apatia do São Paulo no jogo. O treinador havia perdido Luís Fabiano com dores musculares. Os erros de Muricy já começaram na escalação. Contra um adversário de bom potencial técnico e extremamente empolgado, ele colocou três jogadores sem a menor aptidão para a vibração: Alan Kardec, Pato e Ganso. Eles ficavam olhando os rivais correndo, apáticos. Pareciam que haviam comido uma feijoada antes de entrar para o clássico. Como sonhar com contragolpes com esse trio?

Sem marcação na frente, o efeito foi de bola de neve. O Palmeiras tinha toda a liberdade para articular suas jogadas que nasciam com Gabriel, Arouca e passavam por Robinho e Dudu, buscando as finalizações de Rafael Marques e Cristaldo.

Dudu estava particularmente inspirado, instigado. Queria mostrar futebol contra o clube que quase o contratou. Queria driblar, provocar. Conseguiu chamar a atenção especialmente de Rafael Tolói. As ameaças, de lado a lado, logo se concretizaram. O atacante deu uma discreta, mas maldosa cotovelada no zagueiro. O árbitro não viu. Irritado, Tolói deu um pontapé sem bola em Dudu. Vinícius Furlan também não enxergou, mas foi avisado pelo quarto juiz. Só que deu vermelho apenas ao são paulino. Injustiça.

O São Paulo mal escalado, perdendo o jogo e com um a menos aos sete minutos. Muricy continuou o festival de desatinos. Apenas recuou Hudson para a zaga. Atraiu o Palmeiras que, por falta de sorte, deixou de marcar dois gols. Demorou, mas o treinador acordou. Precisava colocar mais um defensor. Só que não soube escolher. Deveria tirar um dos dois jogadores mais lentos do país: Ganso ou Kardec. Tirou Pato, o único jogador com velocidade para aproveitar um contragolpe bem executado. O atacante xingou muito ao sair. As imagens de sua revolta deverão tumultuar ainda mais o instável ambiente são paulino.

 O entusiasmado Palmeiras quebra o tabu. Ganha um clássico depois de mais de um ano. Humilha o apático São Paulo de Muricy por 3 a 0. Com direito a gol antológico de Robinho...
Logo sairia o segundo gol. Dudu fez ótima jogada pela esquerda e descobriu Rafael Marques livre. O chute saiu certeiro, indefensável para Rogério Ceni: 2 a 0, Palmeiras.

Era muito estranha a apatia do São Paulo. Ganso outra vez fazia péssimo jogo. Michel Bastos também. Nervoso, irritadiço, forçando jogadas diante da firme marcação palmeirense. A pressão do time da casa durou todo o primeiro tempo. Por falta de capricho, os jogadores de Oswaldo não marcaram pelo menos mais dois gols.

"Não há planejamento que resista ao gol que nós tomamos e a expulsão logo em seguida", tentava se defender Muricy antes de começar o segundo tempo.

O treinador no intervalo tirou o travado Ganso e colocou o veloz Centurión. Mas de nada adiantou. O Palmeiras dominava o meio de campo e estava muito melhor. O terceiro gol não demorou. E foi lindo. Zé Roberto levantou da esquerda e Rafael Marques completou com um sem pulo, indefensável para Rogério Ceni. 3 a 0 ao seis minutos do segundo tempo.

O Palmeiras continuou se impondo. Com um a mais, o time tocava a bola de maneira consciente. Buscando a goleada. Muricy recuou seu time. Sabia que o jogo estava perdido. Procurava apenas preservas sua credibilidade. Recuou a equipe para evitar o massacre no placar.

Michel Bastos ainda fez uma falta estúpida em Arouca. Se o volante palmeirense não pula poderia ter ficado machucado. Cartão vermelho ao são paulino, aos 33 minutos. A pressão virou toque de bola e a torcida palmeirense, entusiasmada, gritava olé. Muricy colocou toda sua equipe atrás. Apenas para evitar vergonha maior. Algo muito pequeno para um clube como o São Paulo.

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A vitória entusiasmou o Palmeiras, afastou vários fantasmas. E reconquistou o mais importante: confiança. Para o novo time até brigar pelo título paulista. Já seu rival precisa se recuperar. Daqui uma semana tem uma partida importantíssima contra o San Lorenzo, na Argentina, pela Libertadores. Se jogar parecido com ontem, levará pelo menos 5 a 0 no Nuevo Gasometro. O futebol são paulino foi vergonhoso.

"Não tem cabimento o time jogar como jogou novamente. Estou muito irritado, não é hora de declaração. Vou ver o que vou fazer, mas vou cobrar comissão técnica, vou cobrar elenco, vou cobrar todo mundo", prometia o vice Ataíde Gil Guerreiro...
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Não há limites para os vexames que o Palmeiras passa com Valdivia. Técnico chileno confirma. O convocou para que se recupere fisicamente para a Copa América. E não para jogar contra Irã ou Brasil…

1ae21 Não há limites para os vexames que o Palmeiras passa com Valdivia. Técnico chileno confirma. O convocou para que se recupere fisicamente para a Copa América. E não para jogar contra Irã ou Brasil...
Os médicos e fisioterapeutas do Palmeiras precisam ter muita paciência com Valdivia. Outra vez o chileno os desmoralizou. O jogador que não atua desde sete de dezembro de 2015 está no Chile. Foi convocado por Jorge Sampaoli. A princípio se esperava que fosse para enfrentar Irã ou Brasil. Só que não.

Sampaoli confirmou para a imprensa que chamou Valdivia para que pudesse se tratar. Passar um tempo com o fisioterapeuta cubano José Amador. Para tentar recuperar o meia para a Copa América. A competição acontecerá em junho! O treinador da Seleção Chilena teme não poder contar com o jogador sete meses depois de sua última partida.

No Chile, Valdivia é considerado um herói. Quase um mártir. Ele deixou claro que tomou injeções com anestésicos para poder jogar contra o Atlético Paranaense. E salvar o Palmeiras do rebaixamento.

As críticas aos departamentos médicos e de fisiologia palmeirense são constantes na imprensa andina. O eco dessa gritaria chegou ao clube. Afinal, profissionais de destaque trabalham no Palestra Itália. Principalmente o veterano José Rosan e o recém-contratado do Cruzeiro, Jomar Ottoni. Além de José Eduardo Arruda e Marcelo Gondo. Há ainda o coordenador científico, Altamiro Bottino.

Paulo Nobre não cansa de repetir aos conselheireos que o clube paulista está construindo um centro de excelência de Fisioterapia.

Tudo isso está sendo desmoralizado por Valdivia. Ele não cansa de deixar claro que falta competência para todo esse departamento. São quase quatro meses sem jogar por causa de uma distensão na coxa esquerda. O jogador não teve o menor constrangimento.

No domingo, 20 de janeiro, ele escancarou o quanto precisa de Amador."Mágico si estuvieras aquí, quizás ya estaría jugando ... tus manos mágicas se extrañan...!!" A tradução livre: "Mágio, se estivera aqui, talvez, eu já estaria jogando. Sintou falta de suas mãoes mágicas." A declaração estava no Instagram, como legenda de uma foto sua com o fisioterapeuta cubano.

A situação é absurda. Jorge Sampaoli confirmou que o meia estará no banco de reservas amanhã, contra o Irã e domingo, contra o Brasil.

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De nada adiantaram o pedido oficial do Palmeiras para que Valdivia não fosse convocado. Sampaoli usou sua prerrogativa de data-Fifa, o que torna obrigatória a liberação por parte dos clubes que têm atletas convocados para qualquer seleção.

O clima entre o jogador e o Departamento Médico do Palmeiras é péssimo. Os médicos estranham muito sua recuperação ser muito mais longa do que a de outros jogadores. O mesmo tratamento, as mesmas medicações não funcionam. Ou melhor, levam um tempo incrivelmente maior para que acabem dando resultado.

O jogador não atuou nem na metade de partidas que o Palmeiras fez, desde que foi contratado em 2010. As torcidas organizadas palmeirenses chegaram a criar um Chinelômetro para ironizar suas frequentes ausências.

Conselheiros garantem que Valdivia está muito irritado pela proposta de produtividade que recebeu para renovar contrato. Ele ganharia R$ 50 mil em cada partida que atuasse. Se não jogasse, não receberia. Se esse método estivesse em vigor, não receberia nem a metade do salário de R$ 475 mil, que embolsa desde 2010.

As diretorias de Flamengo e Cruzeiro acompanham com interesse o desgaste entre Valdivia e Palmeiras. Já está livre para assinar um pré-contrato com quem quiser. Seu contrato termina em agosto. A princípio, o meia insiste que deseja renovar. Mas não com a cláusula de produtividade. O executivo de futebol, Alexandre Mattos, insiste que será um erro se Paulo Nobre ceder e assinar um novo contrato 'normal' com o problemático jogador.

Enquanto isso, Valdivia se mantém alheio a tudo. Está sendo tratado pelo fisioterapeuta que confia. E também retratado como herói da sobrevivência do Palmeiras na Série A. Herói sem reconhecimento. Afinal, foi o homem que expôs sua saúde pensando no clube brasileiro.

Mocinho no Chile e vilão para muita gente no Palestra Itália. Pergunte a qualquer fisioterapeuta ou médico no Palmeiras. Perceba o quanto ele é 'amado'...
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O vexame na apresentação de Drubscky no Fluminense. O clube contratou um técnico de R$ 100 mil. A torcida protestou queria Abel, R$ 600 mil mais caro. Só que acabou a farra com a Unimed. Restou a realidade e R$ 400 milhões em dívidas…

1photocamera 1024x445 O vexame na apresentação de Drubscky no Fluminense. O clube contratou um técnico de R$ 100 mil. A torcida protestou queria Abel, R$ 600 mil mais caro. Só que acabou a farra com a Unimed. Restou a realidade e R$ 400 milhões em dívidas...
Foi algo descabido, vexatório. A diretoria do Fluminense não teve coragem de barrar membros de suas principais organizadas ontem nas Laranjeiras. Os dirigentes passaram vergonha porque quiseram. Sem o menor constrangimento, esses 'torcedores' humilharam a diretoria, jogadores e o novo treinador, Ricardo Drubscky, substituto de Cristóvão Borges.

Sem a menor cerimônia, invadiram a sala do vice de futebol Mario Bittencourt. O ameaçaram, xingaram e avisaram que não concordavam com a escolha de Drubscky. Exigiam o time nas finais do Carioca e reforços para o Brasileiro, para o time não correr risco de rebaixamento. Tudo isso aos gritos, que nem um office boy mereceria ouvir. Bittencourt reagiu a altura e aconteceu uma indigna troca de berros.

Pouco antes, os membros das organizadas cercaram Walter. E trataram de 'enquadrá-lo', como gostam de dizer. O avisaram que deveria perder peso de qualquer maneira. Deixaram claro que ele seria vigiado pelo Rio de Janeiro. E que seria bom nenhum torcedor do Fluminense encontrá-lo em restaurantes ou lanchonetes se perdendo em cheese saladas.

Enquanto cobravam Walter, não se aproximavam de Fred. O capitão e principal jogador da equipe é rompido com as organizadas. Já foi ameaçado, xingado e reagiu à altura. Em nota em abril do ano passado, comparou os torcedores que o tentaram intimidar a "um bando de marginais desocupados". 'Bandidos' não tinham o direito de xingar, ameaçar jogadores. E nem mesmo reclamar, já que 'nem ingressos eles pagam'.

2photoarena O vexame na apresentação de Drubscky no Fluminense. O clube contratou um técnico de R$ 100 mil. A torcida protestou queria Abel, R$ 600 mil mais caro. Só que acabou a farra com a Unimed. Restou a realidade e R$ 400 milhões em dívidas...

Desde então, Fred passou a ter segurança redobrada ao chegar e ir embora dos treinamentos. Não será nada surpreendente se ele, apesar de ter renovado contrato, for embora na próxima janela. Clubes chineses e árabes se mostram interessados no artilheiro.

Esses membros de organizadas passaram a protestar contra a escolha de Ricardo Drubscky. Logo no primeiro treinamento, ele foi xingado, ameaçado, cobrado. O ódio dos torcedores era facilmente explicável. Esperavam a contratação de um técnico consagrado nacionalmente. Sonhavam com a volta de Abel Braga.

Só que havia uma diferença de R$ 600 mil entre os dois. Abel não voltaria às Laranjeiras por menos de R$ 700 mil. Já Drubscky aceitou trabalhar por R$ 100 mil mensais. Salário mais baixo entre todos os clubes grandes de Rio, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, a elite do futebol do país.

O novo treinador também não se ajudou. Não se impôs. Deveria ter parado o treinamento e exigido a retirada desses 'torcedores'. Enfrentando a passividade da diretoria. Mas se calou. Quando falou, se complicou mais ainda. Mostrou uma humildade que não combina com o cargo de líder, comandante de um time tão importante quanto o Fluminense.

"O torcedor do Fluminense tem de me ajudar a virar um treinador conhecido nacional e internacionalmente. Aí todo mundo vai saber pronunciar o meu nome corretamente."

Se era para ser piada, acabou sendo uma confissão de fraqueza. Técnico não precisa pedir ajuda de torcedor para se tornar conhecido, para que saibam falar seu sobrenome. Isso é patético. Tanto quanto vice presidente de futebol ter sua sala invadida, ouvir gritos, ameaças e não chamar seguranças, polícia. Essa permissividade é que fortalece os membros das organizadas que se sentem donos dos clubes.

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O que está acontecendo é simples. 15 anos do dinheiro fácil da Unimed não bastaram para o Fluminense. Diretorias passaram pelo clube e não aproveitaram a chance. O clube não se estruturou. Foram mais de R$ 300 milhões que circularam ao longo dessa década e meia.

Vieram três Campeonatos Cariocas, 2002, 2005 e 2012. A Copa do Brasil em 2007. E dois Campeonatos Brasileiros da Série A, 2010 e 2012. Passaram Dodô, Roger, Carlos Alberto, Sheik, Thiago Neves, Edmundo, Ramon, Conca, Deco, Romário, Fred, Rafael Sóbis e tantos outros jogadores importantes. E o que restou?

O clube não tem sequer um Centro de Treinamento para os jogadores profissionais. Só houve essa preocupação em 2013, quando a Prefeitura do Rio cedeu uma área em abril de 2013. As primeiras previsões davam conta que ele estaria pronto no final de 2014 e custaria R$ 13 milhões. A realidade: o prazo passou para 2016 e não sairá por menos de R$ 45 milhões!

Enquanto isso, o clube vive a ressaca de ter perdido a Unimed. Com o Brasil mergulhado na recessão, não havia mais cabimento a empresa, com dificuldades, investir em futebol. Ao louco desses 15 anos, se calcula, por baixo que, entre contratações e pagamentos, foram torrados R$ 300 milhões. Algo impensável para o que restou.

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O trato era simples. As grandes estrelas e 80% dos salários e direitos de imagem ficariam por conta de Celso de Barros. Inclusive os treinadores. Quando houvesse vendas, além de ter usado os atletas, caberia ao Fluminense uma parcela do lucro. Ao clube bastaria se estruturar, pagar 20% dos ídolos, bancar os jogadores mais simples e cuidar dos garotos nascidos no simples CT de Xerém.

A incompetência e irresponsabilidade das várias diretorias que passaram pelo clube sabotaram várias vezes o time. Impediram mais conquistas. O motivo? Atrasos nos salários dos jogadores. Os ídolos recebiam em dia por parte da Unimed. E os demais, que deveriam ganhar do Fluminense, não. O ambiente era de constante rancor.

Agora, não. Celso de Barros foi embora. Levou consigo o dinheiro da Unimed. No seu lugar, patrocinadores interessados apenas em ficar estampados na camisa tricolor. A folha de pagamento do time que, nos anos áureos da antiga parceria, já bateu nos R$ 9 milhões, atualmente é de cerca de R$ 2,5 milhões. E a diretoria quer ainda redução. O máximo possível. O nível técnico do time, com jogadores mais baratos, despencou.

As dívidas do Fluminense chegam a R$ 400 milhões. Elas foram tratadas com desdém enquanto o dinheiro da Unimed jorrava. Os credores fazem fila, pressionam os dirigentes. O clube tem débitos trabalhistas, com o Refis e com a Timemania.

Diante dessa situação caótica, o time continua treinando no ultrapassado estádio das Laranjeiras. Onde Muricy disse que já ouviu ratos correndo nos telhados. Um mês depois de sua queixa, um roedor caiu do teto, diante dos jornalistas e foi morto por um funcionário envergonhado.

Com essa realidade, o Fluminense teve de pensar primeiro no dinheiro e depois no profissional ao contratar seu treinador. Ricardo Drubscky tem 55 anos, 19 anos como técnico. E um só título: ganhou o Campeonato Paraibano de 2002, com o Botafogo da Paraíba. Por isso seu salário tão baixo para treinador de futebol neste país.

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Não adianta os torcedores pressionaram, xingarem, ameaçarem. O Fluminense colhe o que não plantou. Mostra o peso do desperdício, da falta de comprometimento dos seus dirigentes. Foram 15 anos se divertindo com o bolso alheio.

E lógico, o clube das Laranjeiras, está na fila. Quer sua parcela dos R$ 4 bilhões de dinheiro público que o governo brasileiro quer destinar aos clubes endividados. Deseja desfrutar de 20 anos para pagar.

É este tipo de administradores que o país tem de premiar? Tratar com paternalismo e populismo, enquanto faculdades e hospitais privados são fechados por falta de dinheiro para pagar os mesmos impostos e dívidas trabalhistas?
1reproducaofluminense O vexame na apresentação de Drubscky no Fluminense. O clube contratou um técnico de R$ 100 mil. A torcida protestou queria Abel, R$ 600 mil mais caro. Só que acabou a farra com a Unimed. Restou a realidade e R$ 400 milhões em dívidas...

Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior…

1ae20  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...
É para arrepiar os líderes do Bom Senso. A ideia que envolve Alexandre Pato é tão cruel quanto prática. O Corinthians está dramaticamente endividado. Por causa do Itaquerão. Deve R$ 1,2 bilhão. Luta pela liberação dos R$ 420 milhões de CIDs da prefeitura de São Paulo, prometidos por Gilberto Kassab, em julho de 2011. Os títulos estão embargados pelo Ministério Público, que nega a sua legalidade e ainda acusa o ex-prefeito de improbidade administrativa. A alegação é que os cofres públicos paulistas não podem ser usados para ajudar um clube particular.

Andrés Sanches e o presidente Roberto de Andrade pediram paciência aos jogadores. E a Tite. Avisaram de forma aberta que a 'situação está complicada'. O clube atrasaria premiações, salários e direitos de imagem. Mas todos seriam, aos poucos, pagos.

A péssima administração de Mario Gobbi colaborou para este caos. O ex-presidente não teve constrangimento em adiantar as cotas da televisão de 2015. Este ano não entra um centavo da Globo para os cofres corintianos. Além disso fez outras bobagens como pagar salários de atletas que emprestou a outros clubes. Foram gastos com R$ 3,6 milhões em 2014.

Sheik (Botafogo) R$ 520 mil, Pato (São Paulo), R$ 400 (mil de salários e mais R$ 40 mil de auxílio moradia); Douglas (Vasco), R$ 150 mil; Júlio César (Náutico), R$ 180 mil; Ramirez (Botafogo), R$ 114 mil; Renan (Bragantino), R$ 75 mil; André Vinícius (Portuguesa), R$ 35 mil; Igor (Sport), R$ 35 mil; Willian Arão, (Atlético Goianiense), R$ 25 mil; Paulo Victor (América Mineiro), R$ 20 mil; Yago (Bragantino), R$ 18 mil;
Ramirez (Botafogo): R$ 114 mil (contrato se encerra em dezembro de 2014).

Tite também não tem o que comemorar. São R$ 3,5 milhões atrasados desde 2013. Mano Menezes tem a receber cerca de R$ 4 milhões, entre luvas e salários. Até ao empresário de Mano, Mario Gobbi teve coragem de pedir R$ 2 milhões no final do ano passado. E não pagar.

2ae18  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

A Guerrero, o clube deve cerca de R$ 2,2 milhões em direito de imagem e premiações. Por causa desta dívida, que se arrasta desde o ano passado, o peruano não aceita nem sentar para conversar sobre a renovação de seu contrato.

Andrés, deputado federal pelo PT, usou sua influência e está para acertar um grande empréstimo bancário para o Corinthians. Ele quer quitar todas as dívidas em aberto, com os treinadores e os jogadores. Quase todos.

Não há a menor pressa em pagar Alexandre Pato. O clube deve sete meses da sua parte no salário do jogador. São R$ 2,8 milhões. Mais R$ 280 mil de auxílio moradia. O total é de R$ 3,08 milhões.

O atacante tem ainda mais 21 meses de contrato com o Corinthians. Seu compromisso se encerra em dezembro de 2016. Serão mais nove meses dividindo os salários com o São Paulo, o que dá um total de R$ 3,6 milhões. Mais R$ 360 mil em auxílio moradia. Até dezembro de 2015, R$ 3,9 milhões.

A partir daí, mais 12 meses bancando os R$ 840 mil sozinho. Até o final de contrato, no último mês de 2016, nada menos do que R$ 10.080.000,00.

Se Alexandre Pato ficar no Parque São Jorge até 31 de dezembro de 2016, o Corinthians terá de colocar no seu bolso a exorbitante quantia de R$ 17,06 milhões só de salários. Somando débitos deste ano e do próximo.

O clube já investiu muito dinheiro no jogador, desde que chegou, até janeiro de 2014. Foram R$ 10,9 milhões.

Ou seja, Mario Gobbi pagou R$ 43 milhões ao Milan pelo atacante. E comprometeu em salários, o absurdo de R$ 27,9 milhões. Não é à toa que ninguém quer ouvir falar no ex-dirigente na atual diretoria. Ele concretizou uma negociação de R$ 70,9 milhões. Fora as premiações.

Andrés Sanchez sabe da sua participação no péssimo negócio. Na época, era mentor de Gobbi. E acreditou no plano da Nike em trazer uma estrela internacional ao clube. Acabou também por sabotar o ambiente do campeão da Libertadores e Mundial. Nenhum atleta se conformava com Pato ganhando muito mais do que todos. Até do que Tite. O clima implodiu e atrapalhou todo 2013.

  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

Não foi por acaso que após a eliminação da Copa do Brasil daquele ano, diante do Grêmio, vários jogadores quiseram bater no atacante. Ele colocou tudo a perder ao tentar bater um pênalti com cavadinha diante de Dida. O ressentimento era antigo.

Além disso, na invasão ao Centro de Treinamento no ano passado, membros das organizadas procuraram desesperadamente o jogador. Ele estava escondido, trancado nos vestiários. Mas ouviu o canto dos vândalos ameaçando que, ao encontrá-lo, quebrariam suas pernas.

Pato contou tudo isso aos seus novos companheiros de São Paulo. Eles ficaram chocados. Principalmente como a diretoria permitiu o acesso dessas organizadas. E principalmente a falta de firmeza na cobrança de uma punição. O jogador garantiu que não quer nunca mais atuar pelo Corinthians. Não houve identificação com o clube.

Andrés Sanchez e Roberto de Andrade sabem muito bem de sua intenção. Também não o querem. E por isso não estão nem um pouco preocupados com o atraso de sete meses, na parte que o Corinthians deveria pagar do seu salários.

O jogador vive uma situação surreal. Não há como entrar na justiça para se livrar do time de Parque São Jorge. Afinal, está recebendo a metade do que tem direito. Advogados garantem que a batalha seria longa, levaria anos. E com a possibilidade de o Corinthians ser apenas obrigado a pagar a sua parte. E após o julgamento. Antes, legalmente, o atacante não pode ser considerado livre. Sua situação não se encaixa nos três meses sem salários. Ele recebe 50%, a parte do São Paulo.

Agora, finalmente, a cruel ideia de alguns conselheiros. Acompanhar de perto o rendimento do jogador no São Paulo. Se continuar fracassando, e não despertar o interesse de clubes estrangeiros,sabem que clube algum bancará os R$ 30 milhões estipulados em contrato.

3ae17  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

Se o clube não pagar o jogador até janeiro de 2017, a dívida será altíssia. Os atuais R$ 3,08 milhões, mais R$ 3,9 milhões a serem desembolsados atpe i final deste ano. Dá um total de R$ 6,9 milhões. Mais os R$ 10,08 milhões a serem pagos pelo ano de 2016.Com Pato podendo desde julho do próximo ano, assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe e sair de graça do Parque São Jorge.

Se o Corinthians não consegue pagar R$ 2 milhões de direitos de imagem atrasados para Guerrero, por que comprometer tanto dinheiro com Pato?

Conselheiros recomendam ao final do contrato com o São Paulo, no final do ano, fazer um acordo com Gilmar Veloz, empresário do atacante. Não pagar mais um centavo ao jogador. Em compensação, ganharia a liberdade. A economia seria de R$ 10,08 milhões de todo 2016 mais o acumulado até dezembro deste ano, o que daria no total, R$ 17,06 milhões. A ideia seria repassar os seus direitos para atuar onde quisesse. Menos no Brasil. Por pelo menos dois anos. O medo é que, livre, assine com o São Paulo.

Ninguém na diretoria corintiana acredita que o clube de Carlos Miguel Aidar se disponha a pagar R$ 30 milhões pelo atacante, como reza o atual contrato de empréstimo do jogador.

Para dar mais peso na opinião desses conselheiro há a profunda rejeição das organizadas a Alexandre Pato. Não o querem ver nem pintado de ouro com a camisa corintiana.

Tudo ainda é prematuro. Mas factível. A ideia é minimizar as perdas com a pior contratação financeira do Corinthians em todos os tempos. Não custa relembrar. R$ 43 milhões pagos ao Milan e deixar comprometidos R$ 27,9 milhões em salários. Nada menos do que R$ 70,9 milhões com um só jogador.

4reproducao5  Corinthians deve sete meses de salários a Pato. Para não ter de pagar R$ 17 milhões até fim de 2016, já começa a pensar em dar seus direitos ao jogador em janeiro de 2016. Desde que vá atuar no Exterior...

Depois, o governo federal ainda quer dar R$ 4 bilhões e 20 anos aos clubes brasileiros refinanciarem suas dívidas. O caso é exemplar. E mostra toda a falta de responsabilidade, de comprometimento dos dirigentes. Mario Gobbi, que fechou a transação com Pato, deixou o cargo tranquilamente, cantando. As dívidas com Pato e todas que o Corinthians acumulou nos últimos três anos deixaram de ser problema dele. Aliás, nunca foram...

Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis….

4ae7 Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis....
Utopia. Na definição do dicionário de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira não deixa dúvidas. "País imaginário em que tudo está organizado de uma forma superior. Sistema ou plano que parece irrealizável. Fantasia."
A palavra deu título ao livro de Thomas Morus, de 1516. Onde ele apresentava uma ilha onde o pensador e estadista inglês imaginava uma sociedade perfeita. Ele mesmo assumia ser devaneio, ilusão.

Infelizmente o termo se encaixa na Medida Provisória de Dilma Rousseff. O grande avanço histórico no futebol brasileiro não passa de um grande projeto populista e utópico. Populista para garantir manchetes nestes tempos de profunda crise e depressão que o país vive diante da corrupção. Da impunidade. E da profunda recessão que afeta a todos.

Dilma parcelaria em 20 anos dividas de R$ 4 bilhões dos clubes. Como contrapartida os dirigentes da CBF aceitariam ver limitados seus mandatos em oito anos. Assim como os dirigentes das equipes endividadas aceitariam gastar apenas 70% de seus orçamentos. E que passivamente até aplaudiriam a perda de pontos e rebaixamento quando atrasassem salários ou direito de imagem. Tudo em nome do fair play.

13 Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis....

E mais comemorariam a obrigação de investir no futebol feminino. Mesmo sabendo da aversão dos torcedores brasileiros. As categorias de base sofreriam uma profunda revolução. Com as equipes gastando dinheiro com impecáveis CTs, departamentos médicos de primeira, escolas que garantissem a educação aos atletas e até outras profissões para os meninos que não conseguissem virar jogadores.

Tudo maravilhoso. Utópico. Se não fosse o detalhe de vivermos no Brasil.

"(A limitação dos mandatos) Vale para quem vai se beneficiar da MP e não para quem não se enquadra porque não tem dívida nem fiscal, nem trabalhista nem do FGTS. A CBF não tem dívidas, portanto não se enquadra. O Bom Senso FC quer porque quer enquadrar a CBF no 18A. Cheira quase a perseguição do futebol. O Estado não está exigindo mandato máximo de quatro anos de órgãos da mídia, de igrejas, sindicatos, das Santa Casa. A CBF não tem dívidas trabalhistas ou com o INSS.

"(A ameaça de limitação dos mandatos na CBF) Contraria o artigo 217 da Constituição Federal que determina a autonomia das instituições. Depois, a nível de esporte mundial, esta intervenção nos clubes e associações pode trazer problemas. Isto aconteceu na Índia e o país foi excluído de eventos do Comitê Olímpico Internacional. A Fifa também não aceita qualquer tipo de intervenção governamental nas entidades filiadas e pode punir também."

Não adianta buscar palavras de juristas e jornalistas utópicos. Quem gosta de futebol quer ver o país avançando. Querer progresso não significa perder neurônios, ser afetado pela cegueira, como bem lembraria Saramago. É preciso ouvir quem, de carne osso, fez essa MP e ser realista.

As palavras acima são do deputado federal Vicente Cândido do Partido dos Trabalhadores. Se revelou ao meu competente amigo de 20 anos, Luciano Borges, no UOL. Vicente é quem está por trás dessa MP. Quem há dois anos trabalha pelo generoso refinanciamento de R$ 4 bilhões dos clubes. Com dinheiro público.

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Vicente Cândido é sócio. Divide um luxuoso escritório de advocacia com Marco Polo del Nero, presidente eleito da CBF. É preciso deixar de infantilidades. Entender o que está por trás dessa medida provisória.

Pessoas com décadas de experiência jurídica ou jornalística não tem o direito de posar de ingênuo. Nem mesmo pelo orgulho de ter sido recebido em Brasília e jantado com a própria presidente da República. Isso é inaceitável.

É evidente que Vicente Cândido faz a sua obrigação e briga pelo seu partido. Mais propriamente pela imagem tão combalida de quem comanda o país. Quer colocar Dilma com a 'mãe' da modernidade no futebol brasileiro. Assim como um dia já tentaram fazer de Getúlio Vargas o pai dos pobres. O populismo pode até parecer, mas não nasceu com o PT. Nem com o PSDB.

Uma coisa é a pose. Outra é o que realmente acontece. Cândido faz parte da Bancada da Bola. É mais um deputado federal que se junta aos senadores para defenderem os clubes de futebol e a CBF em Brasília. Juntar algo favorável ao PT e aos clubes, à CBF era algo muito tentador.

Daí a medida provisória. Lançada com toda a pompa e circunstância, parecia que sua função era moralizar o futebol brasileiro.

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Só que gente madura se deixou levar pela embalagem, pela casca. Não percebeu a jogada tão tradicional na nossa política. Depois do lançamento espetacular, o que acontecerá nestes quatro meses que a MP tem para sair do Congresso e virar lei? Sofrerá várias e várias emendas que o deixarão irreconhecível. Transformará a utopia em realidade.

A começar por diminuir a influência dos empresários nas categorias de base. Buscar uma maneira para que os clubes fiquem mais fortalecidos nesta relação. Para que tenham mais tempo de domínio sobre os garotos. Alterar a Lei Pelé é um sonho antigo dos presidentes de equipes. Além disso, criar uma loteria que destine seu dinheiro ao indesejado futebol feminino. Os clubes não querem gastar um tostão, já que acreditam que as mulheres são inviáveis.

Vicente Cândido e a Bancada da Bola vão dar a alma para livrar a CBF da obrigação de limitar os mandatos de seus presidentes. Com certeza, seu sócio, Marco Polo, ficará muito feliz. Assim também surgirão emendas que protejam os clubes que atrasarem ou não pagarem seus jogadores. Os deputados e senadores caracterizarão, de maneira fácil, que se trata de intervenção estatal nos clubes, entidades privadas. Assim como também a limitação de mandatos aos dirigentes que aderirem ao refinanciamento em 20 anos. Também a alegação plausível é intervenção.

Na prática, o que Vicente e a Bancada da Bola sempre quiseram foram os R$ 4 bilhões de refinanciamento aos clubes. Sem contrapartida verdadeira. Só algo para iludir os mais afoitos. Não querem entrar no cerne do fair play financeiro. Nada de punições, perda de pontos, rebaixamento. E muito menos a limitação de mandatos.

Além disso, alterar a Lei Pelé. Cortar os privilégios dos empresários. E os repassarem aos clubes.

Blatter, mandatário da Fifa há 17 anos, protegerá Marco Polo e a CBF. Os mandatos eternos serão preservados.

Só não enxerga quem se faz de cego. Quem está iludido. Ou não conhece o país e os políticos de onde vive. Não há motivo para festa, avanço e nada de histórico nesta Medida Provisória de Dilma. Só se engana quem quer.

Fica aqui a simbólica frase de Vicente Cândido, que há dois anos elabora essa MP.

"O projeto jamais sairá como entrou no parlamento", jura o sócio de Marco Polo...
5ae7 1024x682 Acabou a utopia. A bancada da bola vai implodir a MP de Dilma. Os clubes seguem protegidos, não serão rebaixados por calotes. E os mandados na CBF continuarão eternos. Só se iludiu quem quis....

A pressão para vencer um clássico e garantir o Palmeiras na Libertadores. Esses os motivos para Oswaldo não escalar Gabriel Jesus. As histéricas fãs dos Beatles servem para desviar o foco…

1fotoarena A pressão para vencer um clássico e garantir o Palmeiras na Libertadores. Esses os motivos para Oswaldo não escalar Gabriel Jesus. As histéricas fãs dos Beatles servem para desviar o foco...
Há o lado engraçado, folclórico. Enquanto o Palmeiras vencia mais um jogo no insignificante Campeonato Paulista, contra o São Bernardo, Oswaldo de Oliveira ouvia o pedido que o acompanha desde que 2015 começou. "Coloca o Gabriel, coloca o Gabriel."

Tem sido assim em todas as partidas. O treinador outra vez via a parte ofensiva não estava criativa como deveria. Mas segurou o garoto no banco. No acanhado estádio do ABC, os gritos não podiam deixar de ser ouvidos. E eles aumentaram quando, aos 25 minutos, técnico cedeu e tirou o improdutivo Cristaldo e colocou o menino em campo.

Nos vinte minutos que esteve em campo, o jogador de 17 anos, tabelou, correu, deu um chapéu, tomou um chute nas costas. Fez muito mais que do que os 70 minutos que o argentino esteve em campo.

Diante do óbvio, o técnico, esperto, escolheu a saída menos comprometedora. Desviar o foco. Apelou para sua cultura pop.

"É normal pedirem o Gabriel ou qualquer outro jogador. Mas aquela voz estava se repetindo e me lembrou o filme dos Beatles, "Os Reis do iê iê iê". Falei: "Pô, esse cara vai ter um ataque daqui a pouco. Me deu curiosidade de ver. Quando olhei para cima e vi um careca, sem camisa, fortão, falei: "Meu irmão, toma vergonha na a cara, rapaz! Vai arrumar o que fazer". Quase não botei o Gabriel por causa dele. Esse cara ia ter um ataque e ia morrer."

Como não seria diferente, a inusitada declaração de ontem chamou a atenção. Virou manchete. Estará nos noticiários esportivos na tevê, misturando as impressionantes imagens de idolatria aos Beatles. Muita gente irá rir e esquecer. Exatamente como o homem de 64 anos quer. Mas é o que não pode acontecer.

Porque depois desse lembrança das beatlemaníacas que o 'careca fortão, sem camisa' provocou, o técnico deu a declaração que merece ser analisada com cuidado.

"Isso (cobrança ao técnico) prejudica o menino, a gente tem que ter calma. O Gabriel é um jogador normal, regular. Vocês (jornalistas) têm de ter um pouquinho de cuidado também, porque insistem demais com essa coisa de Gabriel. Calma! Deixa o cara crescer, senão prejudica o menino. Vai virar Beatlemania."

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Na ansiedade de parar os pedidos do torcedor e da imprensa para que escale o garoto, Oswaldo se perde. Os setoristas, jornalistas que cobrem todos os dias o Palmeiras, e os próprios companheiros de clube, se referem ao meia atacante como um jogador diferenciado, especial. Talentoso, rápido, com muita personalidade. Eles não se conformam com o pouco tempo que o treinador tem dado para o menino em campo.

A verdade é uma só. Oswaldo de Oliveira sabe que vive um momento decisivo na sua carreira. Ele precisa se firmar, voltar a ganhar títulos relevantes no Palmeiras. Sabe que está no meio de uma revolução que pode fazer o clube ter excelentes times nos próximos anos. O dinheiro da nova arena disparou onda de otimismo a ponto de os recentes 100 mil sócios-torcedores e a camisa de mais de R$ 50 milhões não satisfazer Paulo Nobre. O dirigente quer mais dinheiro de patrocínio, como a chegada do Banco do Brasil, batizando parte do estádio, cujo nome já pertence à seguradora Allianz. E pelo menos o dobro de sócios-torcedores até o final do ano.

É muita expectativa. Para que tudo der certo, a classificação para a Libertadores de 2016 é obrigatória. Só que a cobrança por resultados já chegou. O Palmeiras não vence um clássico há mais de um ano, em fevereiro de 2014. E não derrota uma equipe da Série A, há cinco meses. Neste Paulista perdeu para o Corinthians e Santos. Há um movimento de cobrança entre os conselheiros e dirigentes em relação a Oswaldo.

"Não vou entrar nisso, não vou fazer parte dos melhores momentos da entrevista. Não está faltando nada. Vamos trabalhar para vencer, para chegar equilibrado na fase final", disse o técnico após seu time perder para o Santos.

Vivido, ele sabe que não é o momento para arriscar. Precisa mostrar serviço no insignificante Paulista e na Copa do Brasil. Sua índole sempre foi de dividir o comando dos times que treina com jogadores vividos, experientes, rodados. Aprendeu a agir assim no Corinthians, campeão do mundo em 2000. Rincón, Ricardinho, Vampeta assumiam a função de técnico em campo. O que não dava certo, eles alteravam. Muitas vezes até sem consultar 'Oswaldinho', como eles o chamavam na época.

Gabriel Jesus tem mais talento que Cristaldo, Leandro Banana e Rafael Marques. Juntos. Mostrou isso nos jogos nas categorias de base e nos treinamentos. É preciso saber se não se trata apenas de um 'leão de treinos' ou jogador sem estrutura psicológica para se impor entre os profissionais. Não se tratar de nova versão de Lulinha, Jean Chera, Kerlon e tantos outros.

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Por isso, o garoto precisa jogar pelo Palmeiras. Até porque seus empresários, Fábio Caran e Cristiano Simões, conversam com intermediários de clubes europeus. A possibilidade de saída na janela do meio do ano é real. E o clube pode negociá-lo sem saber o seu verdadeiro potencial. Há muita reclamação da maneira que foi feita a renovação de contrato.

Para garantir que o atleta ficasse até 2019, Paulo Nobre cedeu. O Palmeiras tinha 75% dos direitos do atacante. Cedeu uma porcentagem enorme para o jogador: 45% Desde janeiro, o clube tem apenas 30%. Os agentes, 70%. Um exagero. Tudo para o presidente fixar sua multa em R$ 30 milhões.

Mas Oswaldo está pensando nele. Precisa de resultados. E sua carreira mostra que só coloca garotos quando não há outra saída. Como no Botafogo, com o clube massacrado de tantas dívidas.

Por isso, o treinador se protege. Apela para os Beatles. Vivido, tira o foco. Taxa de fanáticos os torcedores e apressados os jornalistas que querem Gabriel Jesus em campo. E monta seu time experiente com as limitações de Cristaldo, Leandro Banana e Rafael Marques.

Não falta ousadia a Oswaldinho. Na verdade, seu instinto de sobrevivência é muito maior. Ele tem de se segurar no Palmeiras. Ainda mais com a perspectiva de uma equipe muito mais poderosa em 2016, com dinheiro para mais contratações importantes. Daí a aposta em jogadores vividos.

A necessidade de vencer um clássico, disputar até o final o Campeonato Paulo e assegurar o mais rápido possível a classificação para a Libertadores. É tudo isso que está por trás na rejeição de Oswaldo a Gabriel Jesus. As histéricas fãs de John, Paul, George e Ringo são lembradas para servir de meras desculpas. São resgatadas da memória do técnico sessentão apenas para tirar o foco do seu real problema...

Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo…

12 Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo...
Desde o início do blog, leitores mostram verdadeira fixação sobre a audiência na tevê. Principalmente vários mitos foram criados em relação à Globo, dona do futebol neste país, os torneios nacionais. E principalmente sobre a divisão de cotas que os clubes recebem da emissora carioca. Principalmente em São Paulo.

De maneira direta, clara, é interessante colocar os dados dos últimos cinco anos. Tendo como fonte, o instituto mais tradicional de pesquisa no país. E que é sempre citado nas conversas entre dirigentes de clubes e executivos da emissora:o Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística, mais conhecido como Ibope.

De 2010 até 2014. Os números podem surpreender. Primeiro pela decadência da audiência da Globo. Os canais a cabo, a Internet e a baixa qualidade dos times deste país são algumas das explicações sobre a fuga dos telespectadores. Os patrocinadores continuam pagando R$ 1,3 bilhão à dona do monopólio do futebol no Brasil. Mas sabem muito bem, que seus produtos são vistos cada vez por menos pessoas na emissora.

Vamos aos índices de audiência nos diversos torneios. E os números de cada equipe paulista.

1ae17 Para acabar, ou aumentar, as discussões. A audiência de Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos. E dos campeonatos mais importantes, na rainha do monopólio do futebol neste país:a Globo...

Campeonato Brasileiro de 2010, média de 20,9 pontos; Brasileiro de 2011, 21,1 pontos; Brasileiro de 2012, 17,2 pontos; Brasileiro de 2013, 17,0; Brasileiro de 2014, 16,8 pontos.

A decadência da audiência está por trás da súbita discussão sobre a mudança da fórmula. A Globo é favorável ao retorno do mata-mata. O fim de pontos corridos. A conversa é muito mais séria do que parece. A emoção pode tomar o lugar da justiça.

Copa do Brasil de 2010, média de 27,6 pontos; Copa do Brasil, 2011, 21,0; Copa do Brasil, 2012, 27,5; Copa do Brasil, 2013, 23,7 pontos; Copa do Brasil, 2014, 18,6 pontos. O que mostra que só mata-mata nacional não carrega emissora nenhuma nas costas.

Copa Libertadores da América de 2010, média de 27,9 pontos; Libertadores de 2011, 28,2 pontos; Libertadores de 2012, 30,2 pontos; Libertadores de 2013, 24,0 pontos; Libertadores de 2014, 16,6 pontos. A competição mais desejada do continente está longe de ser uma avassaladora campeã de audiência.

Campeonato Paulista de 2010, média de 21,4 pontos; Paulista de 2011, 20,2 pontos; Paulista de 2012, 16,6 pontos; Paulista de 2013, 16,9 pontos; Paulista de 2014, 16,5 pontos. A rejeição ao torneio insignificante é constante, real, sem contestação.

Agora chegam os números que os torcedores de São Paulo tanto queriam. E discutem. Principalmente nas redes sociais. Vários mitos foram criados. É hora de desmascará-los.

A média dos jogos do Corinthians na Globo em 2010 foi de 23,8 pontos; em 2011, 22,6 pontos; em 2012, 21,9 pontos; em 2013, 19,9 pontos; 2014, 17,5 pontos. Mesmo o time mais popular de São Paulo, e que recebe muito mais do que seus concorrentes no estado, não está tão distante dos demais.

A ironia está justamente no fato de o Corinthians ser o clube mais mostrado. Como ele enfrenta muito mais pequenos do que os rivais, São Paulo, Palmeiras e Santos têm sua média aumentada. Pelo simples fato das partidas mostradas pelo trio costumeiramente ser mais importantes. Como nos clássicos. Até mesmo contra o próprio Corinthians.

A média das partidas do São Paulo na Globo em 2010 foi de 21,9 pontos; em 2011, 20,6 pontos; em 2012, 18,0; em 2013, 18,0; e em 2014, 17,2. A inconstância do time nos últimos anos reflete diretamente na audiência.

A média dos confrontos do Palmeiras na Globo em 2010 foi de 19,1 pontos; 2011, 20,1; 2012, 16,9; 2013, 12,1; em 2014, 16,5 pontos. O segundo rebaixamento em dez anos foi um baque enorme. Afugentou seus torcedores da televisão.

A média dos jogos do Santos na Globo em 2010 foi de 21,2 pontos; em 2011, 24,2; em 2012, 21,0; em 2013, 18,7; em 2014, 17,2 pontos. A saída de Neymar fez o clube perder sete pontos.

A Globo paga ao Corinthians, só pelo Brasileiro, R$ 110 milhões, ao São Paulo, R$ 80 milhões, ao Palmeiras, R$ 70 milhões, ao Santos, R$ 60 milhões. A diferença ficará maior a partir do ano que vem. O Corinthians passará a receber R$ 170 milhões, o São Paulo, R$ 110 milhões, o Palmeiras, R$ 100 milhões e o Santos, R$ 80 milhões. Será assim até o Brasileiro de 2018.

Os números dão margem à inúmeras interpretações. Faça a sua...
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Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis…

2ap3 1024x576 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...
Como era previsto, José Maria Marin e Marco Polo del Nero não iriam abrir mão assim tão fácil do poder. Na medida provisória que facilita, como uma mãe, o parcelamento de R$ 4 bilhões aos irresponsáveis e corruptos dirigentes dos clubes brasileiros, foi divulgada a falsa esperança.

A de evitar que os mandatos dos presidentes da CBF continuassem a ser, na prática, capitanias hereditárias. Com os dirigentes permanecendo no cargo quanto tempo quisessem. Ou até que, como no caso de Ricardo Teixeira, a Polícia Federal e as denúncias de corrupção o obrigasse a renunciar.

O desejo era que a limitação de quatro anos para os dirigentes da CBF e das federações de futebol dos estados brasileiros. Com a possibilidade de apenas uma reeleição.

Mas Marin e Marco Polo se revoltaram. Como assim? Oito anos é pouco demais. João Havelange, por exemplo, fez o que quis com o futebol brasileiro de 1956 a 1974. Foram 18 anos. Seu ex-genro, Ricardo Teixeira, foi além. Ficou 23 anos no poder, de 1989 a 2012.

Os mandatários de federações espalhadas pelo país, e que elegem o presidente da CBF, também não querem qualquer limitação de tempo. Querem mandar enquanto tiverem energia. Como Zeca Xaud. Ele é o digníssimo presidente da Federação de Roraima. Quanto tempo está no cargo? 41 anos.

Qualquer ditador de uma republiqueta de bananas teria inveja. Reeleições ilimitadas...

1reproducao20 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

Diante da tentativa de o governo brasileiro tentar restringir o tempo de comando destas pessoas, surgiu ninguém menos do que Joseph Blatter. O presidente da Fifa. A entidade que comanda o futebol no mundo e que organizou, com todo o carinho, a Copa do Mundo neste país. E levou como lucro, 4,8 bilhões (cerca de R$ 15,6 bilhões). Esse dinheiro foi publicado no seu balanço do ano passado.

Muito grato à acolhida, Blatter soube da determinação de Dilma de restringir o mandato de Marco Polo, que assume em abril. O dirigente aproveitou jornalistas brasileiros na Suíça, no anúncio da Copa de 2022, para mandar um aviso. Não tolerará a influência governamental na CBF. A entidade é particular e só deve seguir determinações da Fifa. E não da presidente da República ou de quem quer que seja.

O aviso é para valer. Com ameaça de desfiliação. O irônico é que esta atitude da Fifa, de não aceitar intervenções, sempre valeu para governos tiranos dispostos a intervir no futebol para se beneficiar de sua popularidade. Não para limitar mandatos.

O estatuto da Fifa cai como uma luva. Advogados renomados garantem que Marco Polo pode ficar tranquilo. Mesmo se a MP for aprovada, esse item não terá validade na prática. Mas, pelo sim e pelo não, os presidentes da CBF trataram de se precaver. Marin, o atual, e Marco Polo, o futuro, entraram em contato com a bancada da bola. Deputados e senadores ligados à CBF já se preparam suas emendas.

O principal alvo será a limitação do tempo dos dirigentes da CBF e das Federações. Advogados insistem que ser infantil a tentativa do governo burlar o imposto pela Fifa. E obrigar os clubes que quiserem dinheiro a só disputar torneios cujos presidentes da entidade fiquem no máximo oito anos.

1ap5 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

Se a Fifa der respaldo para a CBF, só restaria aos clubes disputarem uma liga pirata. Sem legalidade. Vencê-la não garantiria a equipe em torneio algum com a tutela da Fifa, como Libertadores, Sul-Americana. O campeão não seria reconhecido. Simples assim.

A medida provisória de Dilma, infelizmente, como foi escrita no blog é populista e fantasiosa. A CBF e a Fifa têm recursos legais para proteger seus dirigentes.

Há um caso exemplar. A Nigéria. Após a eliminação nas oitavas de final contra a França, em Brasília, o presidente do país, Goodluck Jonathan, pediu a prisão da autoridade máxima da federação de futebol nigeriana, Aminu Maigari, e destituiu os outros dirigentes dos cargos.

A confusão aconteceu depois da classificação da Nigéria para as oitavas da Copa do Mundo. Os jogadores não receberam a premiação prometida. E resolveram entrar em greve. Só voltaram aos treinos depois que o dinheiro chegou, em espécie, a cada um. Foi um escândalo nacional. Daí a punição aos dirigentes depois da eliminação na competição.

Blatter não aceitou a intervenção. E suspendeu o país de todas as competições oficiais da Fifa. Desde a base até o futebol feminino. O impasse durou 12 dias. O autoritário presidente Jonathan teve de recuar. Os dirigentes voltaram aos seus cargos. E a Nigéria voltou a disputar torneios internacionais.

2reproducao5 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

O apoio da Fifa é para valer. Há perfeito entrosamento entre Blatter, Marco Polo e Marin. O dirigente da entidade com sede na Suíça está muito feliz. O balanço com a Copa do Mundo por aqui, onde a Fifa fez o que quis, é recordista. Nunca uma competição rendeu tanto. Com o líquido alegado, R$ 8,4 bilhões, seria suficiente para a construção das 12 novas arenas onde o torneio aconteceu.

Além disso, no mesmo dia em que Dilma anunciou a medida, Marco Polo del Nero formalizou o apoio a Blatter para mais uma reeleição, em maio. Ele já controla a Fifa desde 1998. Está há 17 anos no poder. Não poderia ficar a favor de uma medida que restringisse o mandato do seu parceiro brasileiro por apenas oito anos.

Só que não é a apenas Marco Polo que não aceita ver a duração de seu mandato controlado. Os presidentes das federações também não. Já acionaram os deputados e senadores que representam seus estados. Será uma ação conjunta para emendas que impeçam que a aprovação deste item. Os dirigentes estão furiosos com Dilma.

Foram marcantes as declarações do presidente da Federação Catarinense de Futebol, Delfim Peixoto, ao site da ESPN. Resumem o quanto os dirigentes estão prontos para a guerra.

2ae16 1024x682 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

"Eu só posso rir. É uma intervenção. Não pode. Pediu o parcelamento, tem de pagar, só isso. Mas não é por causa disso que tem de se submeter a vontades do governo, ou de qualquer poder. Eles vão fazer isso para as grandes empresas?

"O Bom Senso não tem nada de Bom Senso. No dinheiro deles, não quer que mexa. A Dilma quer fazer média no futebol. Ela está por baixo. Ela que cuide dos escândalos do governo dela. Ela que cuide da roubalheira dos tempos de Lula, do tempo dela. Ela tinha que se preocupar com isso."

O desrespeito à presidente mostra que Delfim sabe. A medida provisória anunciada com toda a pompa foi fantasiosa. E de forma crua mostra o que todos, menos Dilma sabia. A Fifa protege a CBF. A CBF protege as Federações. E os deputados e senadores da Bancada da Bola vão humilhar as boas intenções.

E tem mais. Os dirigentes dos clubes não aceitam a restrição de gastos de apenas 70% de suas receitas. Muito menos a obrigatoriedade de formar equipes femininas. Alegam que isso é intervenção estatal. E já acionaram também Marco Polo e a Bancada da Bola.

Vale lembrar que o Fair Play financeiro também está ameaçado. O que é lindo na teoria, na prática pode se perder. Para que o clube seja punido por calote em seus jogadores precisa ser acusado publicamente. O atleta que ousasse comprometer uma equipe, por exemplo, causando seu rebaixamento, acabaria queimado. Marginalizado diante das outras.

Fora que os clubes não aceitam essas punições esportivas que o governo quer implementar, como perder pontos e ser rebaixados por causa do calote. Alegam outra vez intervenção em empresas privadas.

Na prática há enorme chance de que todo Carnaval tenha sido à toa. E tudo não passe de R$ 4 bilhões de dinheiro público que premia a irresponsabilidade, e até corrupção, de dirigentes que brincaram com o patrimônio de seus clubes. Será o governo repetindo o que fez com a Timemania, por exemplo. Era uma loteria fracassada que foi criada para ajudar os clubes com suas dívidas.

O que deveria fazer, o governo não cogita. Parar de ajudar e cobrar judicialmente como tem todo o direito. E cansa de fazer com empresas normais deste país. Se um clube tiver de falir, que feche. Como aconteceu com os populares Rangers da Escócia e Fiorentina, da Itália. O Parma está no mesmo caminho. É preciso acabar com essa proteção, esses prêmios à incompetência dos dirigentes de clubes.

2reproducao6 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

O Sonho de Verão está para tornar nada mais do que uma medida populista. Um governo mergulhado em profunda crise tentando usar o futebol para melhorar sua imagem. Iludir a opinião pública.

"A Dilma está por baixo. Ela que cuide dos escândalos do governo dela. Ela que cuide da roubalheira dos tempos de Lula, do tempo dela", foram as palavras de Delfim Peixoto.

Mal assessorada e com propostas para ganhar manchete, porém facilmente anuladas legalmente, a presidente não tem ideia das pessoas com quem resolveu mexer. São muito mais articuladas e espertas do que sua base aliada...
3ae16 Blatter acaba com a fantasia. Desmoraliza a populista proposta de Dilma. Governo não pode limitar os mandatos na CBF e nas Federações. Apenas parcelará, como mãe, R$ 4 bilhões dos cofres públicos a irresponsáveis...

Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar…

3reproducao6 Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar...
Tudo estava muito tranquilo para a TV Globo e os canais Sportv até 2011. Desde 1995 havia a Fox Sports Latinoamérica. A empresa, um braço da Fox, do bilionário australiano Rupert Murdoch, não incomodava. Crescia na América do Sul, do Norte, Central. Por uma questão estratégica, o Brasil ficava fora do circuito. A multinacional só entraria no país quando estivesse estruturada, diante da importância comercial e da área continental brasileira.

Dinheiro nunca foi problema. A conceituada revista Forbes avalia o patrimônio de Murdoch em 14,1 bilhões de dólares, cerca de R$ 46,4 bilhões. Executivos do canal trataram de comprar os direitos de transmissão dos principais torneios das Américas, do mundo. Foi assim que atropelou a Globo e se tornou dona da Libertadores e da Sul-Americana, em 2011.

Estava tudo certo, já que colocaria no ar seus canais no ano seguinte. Teoricamente. Foi quando a Fox percebeu a força que a Globosat tem no mercado das tevês a cabo no país. A Net e Sky, de maneira muito estranha, se recusava a liberar canais para a emissora mostrar os torneios.

Mesmo assim, a fórceps, exerceu seu direito. E não cedeu a transmissão da Libertadores e da Sul-Americana para os canais Sportv em 2012. Justo nesse ano, o Corinthians foi campeão pela primeira vez do torneio. O sucesso para a Fox foi uma tragédia nos canais Globosat. A pressão ficou insuportável.

Executivos da Fox perceberam que haveria a necessidade de negociar, compartilhar com a Globo. Em troca dos seus dois grandes trunfos, a emissora exigiu três torneios para mostrar ao vivo: o Brasileiro, a Copa do Brasil e a Copa do Mundo.

Tudo certo? Mais ou menos. No Mundial, a Globo exerceu seus privilégios. Principalmente em relação à Seleção. Junto a isso, a pressão exercida enfrentada junto à Net e Sky nunca foi esquecida.

E o troco veio. Na reunião que ficou decidida a tabela da Libertadores deste ano, a empresa de Rupert Murdoch surpreendeu. Resolveu impor os seus direitos de dona da transmissão dos jogos. E exigiu, na confecção da tabela, dois jogos exclusivos do Corinthians. A Globo foi surpreendida. O clube, assim como o Flamengo, são os principais carros chefes do futebol na emissora. A ordem dos executivos é mostrar sempre que possível partidas dos dois.

"A televisão que é hoje um fator de faturamento, fundamental, sem o qual os clubes não sobrevivem...A rede que dá publicidade aos jogo, transmite os jogos (TV Globo)...O diretor mais importante dela disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (...)

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"(...) Estou dando essa entrevista porque estou saindo do Grêmio. Por que se eu fosse um dirigente que fosse continuar provavelmente não levaria a público as minhas declarações."

As revelações da paixão global pelo Corinthians e Flamengo foi escancarada no ano passado pelo vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein. Como havia prometido, ele falou e deixou da diretoria do clube gaúcho no final do ano.

A Globo tentou se proteger da exigência de exclusividade da rival. Pelo menos colocar também os canais Sportv junto com a Fox Sports nas partidas do Corinthians. Não conseguiu. O departamento jurídico da emissora reconheceu a derrota.

Foi assim que Danubio e Corinthians e Corinthians e San Lorenzo deixaram a quarta-feira, dia reservado às transmissões da Globo. Passaram para terça-feira, dia 17 deste mês e para a quinta-feira, 16 de abril.

Havia uma enorme expectativa em relação ao jogo do Corinthians esta semana, no Uruguai. Os executivos da Fox Sports ficaram exultantes. Foi um resultado marcante. De acordo com o Ibope, foram 7,03 pontos. Entre as tevês a cabo ficou em primeiro disparado das 20 às 22 horas. E, entre as abertas, só ficou atrás da Globo. Passou todas as outras. As imagens chegaram a 1,6 milhão de residências no País. No público A e B, mais disputado pelo mercado publicitário, ficou encostada na emissora carioca.

Foi a segunda maior audiência do ano entre todos os canais a cabo. Muito mais que os jogos da Champions League. No mesmo dia, à tarde, o vice campeão Atletico de Madrid eliminou o Bayer Leverkusen nas oitavas. A transmissão não chegou à metade do Corinthians. Em 2015, a partida mostrada pela Fox Sports só ficou atrás do filme Capitão América 2, o Soldado Invernal, mostrado pelo Telecine. Isso porque o canal estava fazendo uma promoção e o sinal era aberto a todos os assinantes, mesmo os que não pagam especificamente para assisti-lo.

O resultado, histórico. A Fox Sports promete repetir a dose, usar o Corinthians contra o San Lorenzo, no Itaquerão. Foi uma luta. A Globo desejava também mostrar essa partida. Não queria Danubio e São Paulo, no dia anterior, dia 14 de abril. Mas não conseguiu a inversão.

1reproducao19 Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar...

A emissora carioca sentiu o baque. Não esperava tanta coragem dos executivos de Murdoch. Mas pelo menos estão aliviados, por enquanto. Não há a menor possibilidade de nenhuma partida do Corinthians nos mata-matas. Não neste ano. Nada garante no próximo.

Como era de se esperar, a Fox Sports gostou da experiência. E caso o clube mais popular de São Paulo se classifique para a Libertadores de 2016, a situação para a Globo pode até piorar. Se as donas do direito de transmissão exigirem jogos exclusivos do Corinthians, inclusive nos mata-matas, não há o que fazer.

Com o respaldo de centenas de milhões de dólares, a postura da Fox Sports é bem diferente da Bandeirantes. Aceita as imposições e mostra os jogos que a Globo permite. Porque paga uma pequena parte do que a emissora carioca banca, entre 10% e 20%. Daí não tem direito a exigir nada.

Até a programação diária da nova concorrente está atrapalhando. O programa de debates Fox Sports Radio forçou o fim do Arena, depois de 12 anos. O Sportv criou o Seleção, antecipando seu espaço de conversas sobre futebol também para as 13 horas, assim como o rival. Mas apesar de Neymar e vários outros convidados ao vivo, perdeu a disputa na estreia. O FSR teve 0,22 de audiência. O Bate Bola da ESPN Brasil, 0,17. E o Seleção, 0,10.

Revoltada com o tradicional domínio sobre o Corinthians, a Globo reagiu como pôde. E sacrificou o time de Tite. Não aceitou a antecipação do jogo contra o Capivariano para este sábado. A equipe terá de jogar no domingo, porque a partida será transmitida pela emissora. Assim, o time fará quatro partidas em oito dias : Capivariano (domingo, 22), Portuguesa (terça, 24), Penapolense (quinta, 26) e Bragantino (domingo, 29). Maratona absurda e que pode prejudicar prejudica o clube na Libertadores. Lembrando que a FPF forçou a inscrição de apenas 28 atletas para que nunca equipe alguma não leve só reservas para seus jogos.

A Globo sentiu o baque. E sabe que mais do que honra, é dinheiro que está em jogo. Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo, Volkswagen bancam R$ 1,3 bilhão pelo futebol na emissora. Além da audiência, a Fox Sports está de olho no capital que o principal esporte do país atrai.

A guerra entre Fox Sport e Globo mal começou. Pela primeira vez, a emissora que deteve o monopólio do futebol neste país desde a Ditadura Militar tem concorrência. Os R$ 46,4 bilhões de Murdoch já assustam. E há mais motivo para pavor.

A Turner Broadcasting System, braço da Time Warner, acaba de se tornar sócia majoritária do Esporte Interativo. E como presente comprou com exclusividade três anos de exclusividade da Champions League, de 2015 até 2018. O patrimônio da Time Warner é de 75 bilhões de dólares, cerca de R$ 245 bilhões. A pressão da empresa norte-americana sobre a Net e a Sky para que o Esporte Interativo entre em suas programações é enorme. Por que outra vez há uma estranha rejeição. Como aconteceu com a Fox Sports.

Já há uma silenciosa guerra nos bastidores. A Time Warner também não está recuando. Quer mostrar a Champion League nas operadoras mais importantes do país. Não se importa com a suposta influência da Globosat. Suas armas são pesadas. Canais importantes como a CNN, Warner e o Cartoon Network. Os canais Sportv já sabem que ficaram sem o principal torneio de clubes do mundo até 2018.

Acabou a farra da Globo no futebol deste país...
3reproducao5 Jogo exclusivo do Corinthians dá audiência histórica à Fox Sports. Liderança no cabo e segundo entre as tevês abertas. Os bilhões de Murdoch e da Time Warner acabam com a farra da Globo. O dinheiro travou o monopólio dado pela Ditadura Militar...

O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata-matas no Itaquerão…

 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...
Tite não toca no assunto. Até por respeito a São Paulo, San Lorenzo e Danubio. Mas a performance do seu time é positiva demais. São três vitórias nos três primeiros jogos. Duas destas partidas fora do Brasil. No returno, enfrentará o Danúbio e o San Lorenzo no Itaquerão e terminará a fase de grupos no Morumbi, contra o São Paulo.

As vitórias já fazem o treinador sonhar. Não só com a classificação. Mas com o primeiro lugar geral na fase de grupos. Ter o direito de fazer as partidas de voltas no seu estádio.

Era algo que nem o técnico ou os jogadores ousavam desejar. Acreditavam que a batalha seria duríssima. Três clubes grandes para duas vagas: Corinthians, São Paulo e San Lorenzo. O fraco Danubio nunca contou. Era o que vislumbrava Tite logo na fase de pré-Libertadores, quando eliminou o Once Caldas.

A previsão de muitas dificuldades começou a ir por terra logo na estreia, no clássico contra o São Paulo. O domínio sobre o time de Muricy poderia ter até proporcionado uma goleada. No final, 2 a 0 foi pouco. Depois, a sorte ajudou e o Corinthians enfrentou o San Lorenzo no Novo Gasometro vazio. O campeão argentino cumpriu punição justo contra o time paulista. Depois de muito sufoco, vitória por 1 a 0.

O adversário mais fraco do grupo quase complicou as coisas. Mas no final, mais três pontos, vitória por 2 a 1.

Na classificação geral só há outra equipe com 100% de aproveitamento entre os oito grupos. O Boca Juniors. Todos os demais 30 concorrentes perderam pontos. A campanha do time portenho era mais do que esperada. Os argentinos tiveram sorte. Têm os adversários mais fracos entre os 32 que disputam a Libertadores. Os adversários são: Zamora da Venezuela, Palestino do Chile e o uruguaio Montevideo Wanderes.

O Boca Junior está colecionando vitórias e gols. Venceu o Palestino no Chile por 2 a 0 e Wanderes por 2 a 1 e Zamora por 5 a 0 na Bombonera. Depois, abrindo o returno, nova goleada na Venezuela. 5 a 1 na revanche contra o Zamora. Ou seja, quatro jogos, 12 pontos. 14 gols a favor e dois contra. Saldo de 12.

O Corinthians marcou cinco gols e sofreu um nos três primeiros jogos. Saldo positivo de quatro.

1ap3 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

A disputa é desigual. O nível técnico dos adversários também, bem diferente. Mas o Corinthians conseguiu igualar em termos de vitórias, o grupo da Morte ao grupo mais fácil de toda a Libertadores.

Está lembrando demais a campanha de 2012, quando o time foi o segundo colocado geral na fase de grupos. Só ficou atrás do Fluminense. Teve o privilégio de decidir em casa seus jogos eliminatórios. Foi assim contra Emelec nas oitavas, Vasco da Gama, nas quartas, Santos nas semifinais e Boca Júniors, na decisão.

O coração de Tite palpita pela possibilidade de ficar, no mínimo em segundo, na classificação geral. Mais três vitórias no returno são muito plausíveis. Danubio e San Lorenzo no Itaquerão e o clássico contra o São Paulo, no Morumbi.

3afp O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...

Se tudo der certo neste ano, até com a conquista do título, a grande diferença estará no dinheiro que entrará no clube pela arrecadação. Em 2012, atuando no Pacaembu, o clube ficou com R$ 15 milhões, somando a arrecadação dos 228 mil torcedores que pagaram para ver suas partidas.

Desta vez, não. O dinheiro arrecado no Itaquerão não entrará nos cofres corintianos. Nenhum centavo. Está destinado ao fundo de investimento que controla o estádio. Pelo acordo firmado, com a Odebrecht, o clube só passará a receber cotas do que arrecada depois da dívida de R$ 1,2 bilhão do estádio ser paga. O fundo controlaria esse dinheiro por 16 anos, mas houve uma mudança em 2012. E ele passará a ter esse poder por 30 anos.

O acordo fechado por Andrés Sanchez é muito criticado internamente. E o parâmetro foi a combinação feita pela diretoria do Palmeiras com a WTorre. Toda a arrecadação dos jogos na nova arena fica no clube.

Mas Tite não está nenhum pouco preocupado com dinheiro. A ele importa a vantagem técnica. Decidir o máximo de partidas possíveis, nos mata-matas, em casa. Isso está muito bem encaminhado. O Corinthians igualou o grupo da Morte ao mais fácil da Libertadores...
2ae15 O Corinthians conseguiu uma façanha na Libertadores. O aproveitamento de 100% igualou o Grupo da Morte ao mais fácil do torneio, o do Boca Júniors. A luta é para ficar em primeiro na classificação geral e decidir os mata matas no Itaquerão...