A gananciosa manipulação dos preços dos ingressos da diretoria do Flamengo. Quando o time perde, cobra menos. Nas vitórias, o ingresso fica mais caro. Isso que é desprezar a maior torcida do Brasil….

1reproducao13 A gananciosa manipulação dos preços dos ingressos da diretoria do Flamengo. Quando o time perde, cobra menos. Nas vitórias, o ingresso fica mais caro. Isso que é desprezar a maior torcida do Brasil....
Atuação deprimente da diretoria do Flamengo. E que só mostra o desprezo dos dirigentes com o amor dos torcedores. A manipulação dos preços dos ingressos para o Maracanã é repugnante. Quando o clube estava ameaçado seriamente pelo rebaixamento, qual a atitude dos comandantes? Baixar os preços dos ingressos.

Os setores Norte e Sul passaram a custar R$ 40,00. O Leste a R$ 60,00. Foi assim contra Botafogo, Sport, Atlético Mineiro e Grêmio. Os dirigentes do departamento de marketing ficaram histéricos quando viram que, contra o time de Luiz Felipe Scolari, 51.858 ingressos foram vendidos. O recorde do Maracanã no Brasileiro foi quebrado. Em vez de comemorar o apoio que empurrou o time para três vitórias, veio a ganância.

Hora de aumentar o preço dos ingressos. Ainda mais contra o adversário também popular, o paulista Corinthians, domingo no Maracanã. Uma traição inaceitável. O setor Norte passou a R$ 50,00. O Sul, a R$ 70,00. E o Leste, a R$ 90,00. As torcidas organizadas ficaram histéricas, os flamenguistas 'comuns' também ficaram revoltados.

O vice-presidente de marketing, Luiz Eduardo Baptista, assumiu o papel de vilão. Era ele quem vislumbrou a possibilidade de o clube faturar mais. Não se preocupou em estar ridicularizando a promessa do vice de futebol, Alexandre Wrobe. Ele havia garantido que os preços baixos seriam mantidos. Era um compromisso do Flamengo com seus torcedores.

Houve confronto em Baptista e Wrobe. Mas o aumento foi mantido contra o Corinthians. Só que a reação espetacular do time no Brasileiro, com cinco vitórias consecutivas, foi travada. Perdeu para o Grêmio e Goiás. O vaidoso Vanderlei Luxemburgo foi obrigado a matar os devaneios do departamento de marketing rubro-negro.

"A missão do Flamengo neste ano é não ser rebaixado. Sair da zona da confusão. A prioridade é não cair."

 A gananciosa manipulação dos preços dos ingressos da diretoria do Flamengo. Quando o time perde, cobra menos. Nas vitórias, o ingresso fica mais caro. Isso que é desprezar a maior torcida do Brasil....

O veterano técnico já falou diversas vezes para a diretoria, mostrou o time fraco que tem nas mãos. E que a maior arma que o clube possui é a sua empolgada torcida. Capaz de empurrar os jogadores, principalmente no Maracanã. Depois de vários e vários fracassos seguidos, Luxemburgo não tem moral para exigir nada do presidente Bandeira de Mello. Posar como manager. Apenas pediu, com todo o cuidado, que o clube não espantasse seus torcedores com ingressos altos.

O medo é que a equipe, com fraco apoio, despenque outra vez para a zona do rebaixamento. Nem o treinador ou a diretoria confiam no potencial do time. O sonho do início de 2014 de atingir R$ 90 milhões só com o arrecadado nas bilheterias morreu. O clube atingiu até agora apenas R$ 33 milhões.

Por isso, as duas chacoalhadas que o time tomou do Grêmio e do Goiás trouxeram o departamento de marketing à realidade. O Flamengo voltará a baixar o preço de seus ingressos. Pelo menos até não conseguir emendar uma sequência de vitórias. Aí ninguém garante. Assim o clube mais popular do país manipula o amor de sua torcida. Perdendo, preços baixos. Ganhando, preços altos. Falta total de consideração...
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A briga de egos entre Aidar e Juvenal escancara. O São Paulo é atrasado, mal administrado, reacionário como todo clube brasileiro. Acabou a pose. Pior para o time de Muricy…

1spfc A briga de egos entre Aidar e Juvenal escancara. O São Paulo é atrasado, mal administrado, reacionário como todo clube brasileiro. Acabou a pose. Pior para o time de Muricy...
"Pagar bicho em dinheiro, no vestiário, em saquinho de pão? Acho que não dá mais. Dirigir o clube em duas, três pessoas... O jeito de ele gerir é ultrapassado.

"Viagens para diretores, conselheiros, passagens, hospedagens. Eu vendi 20 carros. Serviam pra quê? Para buscar pessoas. Diretor com carro e motorista por conta do clube. Meu carro está aí na porta, eu dirijo meu carro. O São Paulo parou no tempo.

"Encontrei o São Paulo muito pior do que imaginava, acostumado a benesses, com pessoas acostumadas a vantagens. Era comum ver diretor andando pelo clube com pacote de ingressos na mão para show, para jogo, distribuindo para sócios."

"A base deveria produzir mais jogadores. A base meio que se isolou do São Paulo. Quando assumi, tinha 320 meninos. Cortei para 240. E vai ficar entre 150, 160."

Carlos Miguel Aidar desmoralizou a gestão do ex-presidente e seu principal cabo eleitoral à presidência do São Paulo, Juvenal Juvêncio. Reclamou da dívida que ele deixou e que hoje já chega a R$ 131 milhões. E ainda o ameaçou de demissão do Centro de Formação de Atletas de Cotia. Insiste que, com Juvenal, o clube parou no tempo. Falou e ainda fez questão de posar para fotos para a Folha de São Paulo de ontem.

Juvenal Juvêncio rebateu o dirigente. Item por item. Foi além deixou claro que ninguém vai tirá-lo do comando do CFA de Cotia. Ironizou o ataque do presidente ao centro de formação de atletas.

"Cotia não é uma obra que você corta 50 operários e diminui o ritmo. Aquilo é uma ciência, é uma arte. Não pode ser jogado em barganha política."

Juvenal também tratou de desmoralizar Carlos Miguel.

"O associado do São Paulo FC não pode ser levado a acreditar que todos os elogios que Carlos Miguel fez à minha gestão durante campanha eleitoral foram fruto de desconhecimento, ou pior, por oportunismo. O associado não quer acreditar que houve no São Paulo FC algo que poderia ser considerado um estelionato eleitoral. Digo a esses, e aos milhões de torcedores, que fiquem seguros de que isso não houve."

E ontem mesmo começaram as consequências práticas. João Paulo Juvêncio, neto de Juvenal, pediu demissão do cargo de diretor-adjunto de finanças. Ele é filho de Marco Aurélio Cunha. Pessoas ligadas ao ex-presidente, como Milton Cruz e o gerente José Carlos correm risco de demissão.

1reproducao12 A briga de egos entre Aidar e Juvenal escancara. O São Paulo é atrasado, mal administrado, reacionário como todo clube brasileiro. Acabou a pose. Pior para o time de Muricy...

O que está por trás dessa lavagem inesperada de roupa suja em público? Justo o São Paulo onde dirigentes cansaram de garantir ser um clube diferenciado dos outros no Brasil? Agora, que o time de Muricy Ramalho conseguiu se acertar. Está em segundo no Brasileiro e tem uma partida decisiva contra o Cruzeiro no domingo, a guerra de egos escancara situações bizarras.

Como um presidente levando dinheiro em 'sacos de pão' para pagar aos jogadores. Ou levar conselheiros para viagens e distribuir talões de ingressos de shows. Tudo para manter o apoio político. Ou o ex-comandante do clube insinuar que recebeu elogios à sua gestão por oportunismo do então candidato à sua sucessão.

O elo quebrou entre os dois quando Mariana Aidar, ex-agente Fifa, pediu demissão. A filha caçula de Carlos Miguel era assessora do presidente. Mas como havia sido agente Fifa, conselheiros espalharam no clube que o cargo era incompatível. E que ela poderia tirar proveito nas negociações de atletas. Mariana teria ficado muito magoada com as insinuações e decidiu pedir demissão.

Carlos Miguel esperava que Juvenal defendesse sua filha em público. Mas o ex-presidente se calou. Ficou a impressão entre os conselheiros que ele concordava com a demissão de Mariana. A partir daí, o amor do pai prevaleceu. Os dois não só se afastaram. Mas Carlos Miguel tomou uma decisão.

Ele decidiu romper formalmente com Juvenal. Além de se vingar do que aconteceu com Mariana, o presidente tem a certeza de que, sem o ex-presidente por perto, ficará mais fácil para negociar a reforma do Morumbi com a oposição. O blog já revelou que seu sonho era a construção de uma nova arena, vendendo o atual estádio do São Paulo que considera 'ultrapassado'. Mas ele não tem cacife político para aprovar esse polêmico projeto.

Até mesmo a reforma do Morumbi é de difícil aceitação. Inúmeros conselheiros acreditam que o clube não pode se aventurar em projetos caríssimos. Alegam que o mundo está em recessão. E o futebol brasileiro mais ainda. E destacam que a grande prova está na ausência de um mero patrocinador na camisa do time. Fazer o São Paulo passar a dever R$ 400 milhões para a cobertura e modernização do estádio é quase impossível. O sonho de Carlos Miguel já foi travado duas vezes pela oposição.

Sem Juvenal, Carlos Miguel acredita que o diálogo com opositores será muito melhor. Tanto que pretende oferecer um cargo para Marco Aurélio Cunha. "Se for para bater palmas, eu não vou. Há gente que bate muito mais forte do que eu", disse Cunha ao ser sondado. Isso foi antes da demissão do seu filho, forçada pelo descontentamento do presidente com as dívidas do clube, deixadas pelo avô. A influência de Juvenal ainda é imensa. Em todos os setores do Morumbi.

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O São Paulo se escancara de uma maneira amadora, cujos dirigentes sempre juraram que não aconteceria no Morumbi. Por trás dessa lavagem de roupa suja há a obsessão de Carlos Miguel em reformar o estádio. Mas ele só quis distância de Juvenal quando viu que ele não fez nada para proteger sua filha Mariana. Aí veio a vingança. Ridicularizou sua administração. E forçou o neto de Juvenal a pedir demissão. O avô sentiu a mesma dor que o pai sentiu. Dente por dente, olho por olho.

O duelo entre Carlos Miguel e Juvenal Juvêncio não vai parar por aí. O ex-presidente garante que está curado do câncer de próstata. O primeiro passo para demonstrar força será continuar mandando em Cotia. E sem cortar os meninos que o presidente deseja do CT. O segundo já começou a ser dado desde ontem. Está articulando os conselheiros mais próximos e influentes, que garantiram a eleição de seu sucessor. O primeiro pedido é não apoiar de maneira alguma a reforma do Morumbi.
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Já Carlos Miguel promete fazer a sua prerrogativa de presidente do clube. E fazer uma reformulação no quadro de funcionários. Os ligados a Juvenal são os que correm mais risco de demissão. Além disso, quer a aproximação dos comandantes da oposição, para não depender dos 'conselheiros de Juvenal'. Enquanto isso, assume que o direito de imagem e premiações estão mesmo atrasados. A revista Veja publicou que Muricy tem três meses de salários atrasados.

Toda essa briga atinge em cheio o time. Há jogadores que desfrutam de amizade com Juvenal como Rogério Ceni, Luís Fabiano e Kaká. Além do próprio Muricy. As principais organizadas também têm ligação umbilical com o ex-presidente. Não fazem a menor questão de esconder.

Muitos conselheiros que são ligados tanto ao ex, como ao atual presidente, não sabem o que fazer. Como se posicionar. Funcionários vivem com medo de demissão. O clima é tenso. O conflito vem à tona justo na véspera do confronto contra o Cruzeiro, líder do Brasileiro. Uma vitória alimentaria a esperança de título. Só que o foco apenas no jogo não existe mais. Os três pontos conquistados na goleada por 4 a 2 contra o Botafogo ficaram para segundo plano.

Os egos de Carlos Miguel Aidar e Juvenal Juvêncio não poderiam esperar. E vieram à tona. Pior para o São Paulo está escancarado como nunca esteve. A situação só prova o que muitos já sabiam. O clube é tão mal administrado, atrasado, endividado, reacionário como qualquer um do Brasil. Acabou a pose...
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Pelé faz o inacreditável. Não só não apoia Aranha, como o critica. O goleiro deveria ter fingido não ouvir os gritos de ‘macaco’. Para ele, o jogador negro tem de se calar diante do racismo…

2reproducao7 Pelé faz o inacreditável. Não só não apoia Aranha, como o critica. O goleiro deveria ter fingido não ouvir os gritos de macaco. Para ele, o jogador negro tem de se calar diante do racismo...
Qual é a melhor atitude a fazer quando um negro é chamado de macaco? Abaixar a cabeça e fingir que não ouviu. Porque se reclamar, buscar os seus direitos só estará incentivando o racismo. Ainda mais se for jogador de futebol.

Essa é a triste maneira de pensar de Pelé. Por 21 anos que duraram sua carreira ele ouviu os gritos racistas. Nunca usou todo o prestígio de ser o melhor jogador de futebol de todos os tempos. Preferiu não comprar a briga. E se submeteu. Fingia não ouvir os gritos de macaco.

A postura submissa de Pelé está tão enraizada que ele criticou Aranha. Para ele, o goleiro do Santos não deveria ter enfrentado alguns torcedores gremistas que o chamavam de macaco. No entender de Pelé, o melhor seria ter se feito de surdo.

"O Aranha se precipitou em querer brigar com a torcida. Se eu fosse querer parar o jogo cada vez que me chamassem de macaco ou crioulo, todos os jogos iriam parar. O torcedor grita mesmo. Temos que coibir o racismo. Mas não é num lugar publico que você vai coibir. O Santos tinha Dorval, Coutinho, Pelé... todos negros. Éramos xingados de tudo quanto é nome. Não houve brigas porque não dávamos atenção. Quanto mais se falar, mais vai ter racismo."

Pelé teve a coragem de assumir essa postura deplorável hoje. Ele foi até o Rio de Janeiro. No Morro da Mineira. Em evento de um patrocinador, deu uma entrevista. Chamou de 'desastre' a goleada por 7 a 1 que o Brasil sofreu da Alemanha na Copa. Disse que a Seleção não pode depender apenas de Neymar. Mostrou que acredita em Dunga.

Mas nenhuma das suas declarações foi mais importante. Ele mostrou como ele e os negros no Brasil se comportaram desde que os brancos os deixaram jogar futebol profissional, na década de 30. A esmagadora ouviu os gritos de 'macaco' da arquibancada e se calavam.

O pior é que Pelé não percebe tudo o que ele poderia ter feito pela importantíssima causa. Porque se os torcedores brasileiros tinham coragem de chamar o maior de todos os tempos de 'macaco', fácil imaginar que os outros não tinham sossego. Mas pouquíssimos tiveram coragem de abrir a boca para reclamar.

Pelé foi muito além de confessar que não fazia nada. Criticou Aranha. Para ele, criar confusão não leva a nada. O melhor do mundo não consegue enxergar que o racismo deve ser enfrentado com raiva. Pelé é filho de Dondinho. Também negro e que foi jogador de futebol. Deve ter aprendido em casa que jogador negro não enfrenta brancos que o chamam de macaco. Se cala e abaixa a cabeça.

Ele já havia adotado uma postura estranha no famoso caso de Daniel Alves. No começo do ano, a Europa teve inúmeros casos de racismo. O do lateral direito foi o mais importante. Um racista jogou uma banana em direção ao lateral do Barcelona. Bem humorado, ele comeu a banana. Humilhou quem queria humilhar. Mas Pelé não gostou.

"Se ele não pega a banana, não come a banana, ninguém ia ver que tinham jogado a banana. Não aconteceria nada. Só teve a repercussão porque ele fez a brincadeira. O ser humano, as pessoas cafajestes, existem em todas as partes do mundo."

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Mesmo com 73 anos e extremamente lúcido, Pelé não consegue enxergar. Para ele, o jogador negro precisa fazer de conta que não escuta os gritos de macaco. Nem vê as bananas atiradas em sua direção. Os racistas espalhados pelo mundo devem adorar a falta de reação de Pelé. Ela só incentiva que a situação perdure.

Pelé age como os primeiro negros a se misturarem com os brancos no futebol brasileiro. Eles estavam tão gratos por poder disputar partidas de futebol que serem chamados de macacos não importava. Uma tristeza que o melhor e mais representativo jogador de todos os tempos seja tão omisso. E não perceba que a atitude certa, correta é a de Aranha.

Quando há racistas nas arquibancadas é preciso parar a partida. Chamar o juiz, a polícia, pedir para os cinegrafistas filmarem. Tomar providência. Os estádios não são os lugares para a escória do mundo. Lugar de racista é longe da sociedade. Não em campos de futebol jogando banana e chamando o negro mais próximo de macaco.

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Pelé diz que foi amigo de Mandela, Muhammad Ali, bispo Desmond Tutu e tantas outras personalidades negras importantes para a humanidade. Elas não abaixaram a cabeça diante do racismo. Não se fizeram de surdos diante dos gritos de macacos. Pelo contrário, fizeram que muitos e muitos se calassem. Uma pena que não aprendeu com os exemplos. Omissão é tudo que os racistas espalhados pelo mundo querem.

Sem se dar conta, Pelé age exatamente como um atleta negro da década de 30 que foi liberado para jogar com os brancos. E não terá mais de passar pó de arroz no rosto, braços e pernas para esconder sua pele escura dos torcedores. Por isso os gritos de macaco não o incomodam. O mundo mudou. Só Pelé não percebeu...
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O ex-governador biônico, apoiado pelos militares, precisa apoiar a ex-guerrilheira. Marin se agarra na candidatura Dilma por medo de Romário no ministério dos Esportes. O parceiro Aldo Rebelo continuar no cargo é muito melhor para a CBF…

1reproducao10 O ex governador biônico, apoiado pelos militares, precisa apoiar a ex guerrilheira. Marin se agarra na candidatura Dilma por medo de Romário no ministério dos Esportes. O parceiro Aldo Rebelo continuar no cargo é muito melhor para a CBF...
"Estou há quatro anos pregando no deserto sobre os problemas da Confederação Brasileira de Futebol, uma instituição corrupta gerindo um patrimônio de altíssimo valor de mercado, usando nosso hino, nossa bandeira, nossas cores e, o mais importante, nosso material humano, nossos jogadores.

"Porque não se iludam, futebol é negócio, business, entretenimento e move rios de dinheiro. Nunca tive o apoio da presidenta do País, Dilma Rousseff, ou do ministro do Esporte, Aldo Rebelo. Que todos saibam: já pedi várias vezes uma intervenção política do Governo Federal no nosso futebol.

"O presidente da entidade, José Maria Marin, é ladrão de medalha, de energia, de terreno público e apoiador da ditadura. Marco Polo Del Nero, seu atual vice, recentemente foi detido, investigado e indiciado pela Polícia Federal por possíveis crimes contra o sistema financeiro, corrupção e formação de quadrilha.

"São esses que comandam o nosso futebol. Querem vergonha maior que essa?

"Marin e Del Nero tinham que estar era na cadeia! Bando de vagabundos!!!"

Essa foram as singelas declarações de Romário após o Brasil ser goleado pela Alemanha. O deputado federal mostrou o quanto não suporta Marin e Marco Polo del Nero. Como deputado federal, ele já incomodava a dupla. O Ibope mostrou ontem que ele é o grande favorito à primeira vaga como senador pelo Rio de Janeiro. Ele tem 44% de intenção dos votos contra 21% de César Maia. Eduardo Serra, 4%. Carlos Lupi tem 3%.

Falta menos de um mês para a eleição. É praticamente impossível uma reviravolta no caminho de Romário ao Senado. Ele deverá ser grande personagem dessa eleição. Mas o que já é muito ruim para Marin e Marco Polo, pode ficar pior. Assessores de Marina Silva querem, se ela for presidente, um ministério forte, representativo. E com pessoas com conhecimento técnico, apelo popular. Para desgosto da cúpula da CBF, o cargo de ministro dos Esportes deve ser oferecido a Romário.

O ex-jogador da Seleção e principal inimigo assumido dos dirigentes atuais tinha outros planos. Seu sonho era vencer a eleição para o Senado e ganhar força política para ser prefeito do Rio de Janeiro. Mas dependendo do que lhe for oferecido, pode acumular os cargos. O que seria enorme pesadelo para Marin e Marco Polo.

2reproducao6 O ex governador biônico, apoiado pelos militares, precisa apoiar a ex guerrilheira. Marin se agarra na candidatura Dilma por medo de Romário no ministério dos Esportes. O parceiro Aldo Rebelo continuar no cargo é muito melhor para a CBF...

Romário e o falecido presidente do PSB, Eduardo Campos, eram muito próximos. Além de terem ideias parecidas para a política do Brasil, os dois tiveram filhos com síndrome de down. A cumplicidade, a parceria entre os dois cresceu enormemente.Tanto que o ex-jogador ficou arrasado com a morte de Campos. Em Pernambuco já se comentava que Eduardo gostaria de ver Romário senador e ministro dos Esportes.

Marina Silva tem no ex-atacante um grande conselheiro. Ela não entende nada de esportes, de futebol. Principalmente dos intrincados caminhos que fizeram o futebol brasileiro estacionar, deixar de ser uma grande potência. Romário insiste que o problema está na administração do futebol, na CBF. O político defende maior atuação do estado no futebol. Não intervenção. Até porque ela é proibida por lei, já que a CBF é uma entidade particular. Mas não quer que o futebol brasileiro continue refém de Marin e Marco Polo.

Além disso, ele não perdoa a promessa não cumprida pelo COL da doação de 32 mil ingressos para deficientes na Copa do Mundo. Só por isso, o deputado federal aceitou posar para fotos ao lado de Marin. A doação não aconteceu. O presidente do Comitê Organizador da Copa de 2014 foi Marin.

Pensar em Romário senador e ministro dos Esportes tira o apetite dos atuais comandantes da CBF. A candidatura de Aécio Neves está cada dia mais fraca. O desejo de Ronaldo em assumir o ministério dos Esportes parece que será adiado. Seu grande amigo não mostra força nem para disputar o segundo turno.

3reproducao3 O ex governador biônico, apoiado pelos militares, precisa apoiar a ex guerrilheira. Marin se agarra na candidatura Dilma por medo de Romário no ministério dos Esportes. O parceiro Aldo Rebelo continuar no cargo é muito melhor para a CBF...

Quem diria? O melhor que poderia acontecer para Marin e Marco Polo seria a vitória de Dilma Rousseff. O ex-governador biônico, José Maria Marin, defensor da Ditadura Militar precisa torcer para a vitória de uma ex-guerrilheira. Dilma impediu que Aldo Rebelo abandonasse o ministério dos Esportes. Ele esteve à frente da Copa. Se reeleita, a presidente exige Rebelo cuidando das Olimpíadas. O que seria ótimo para a cúpula da CBF.

Rebelo se mostrou muito mais ameno nas críticas aos comandantes da entidade. Muito pelo contrário, até. Tem excelente relacionamento com Marin. Colocar Felipão no comando do Brasil na Copa do Mundo foi uma ideia de consenso entre os dois.

A CBF não tem como apoiar publicamente Dilma. Mas os presidentes de federações sabem muito bem que 'para todos' seria muito melhor que tudo continuasse como está. Seria um sonho a permanência do moderado Rebelo do que Romário e sua sede de mudanças radicais.

Esta eleição terá um peso imenso para o futuro do futebol brasileiro. Até para a sobrevivência política de Marin e Marco Polo del Nero. Nunca o cargo de ministro dos Esportes valeu tanto. Não há dúvida para quem frequenta a CBF. O ex-governador biônico poucas vezes torceu tanto, como agora. Sonha com a permanência da ex-guerrilheira no comando do Brasil. As voltas que a vida dá...
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Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder…

1mowa2 Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder...
"Time que quer ganhar precisa aprender a sofrer."

A frase de Dunga resume o que foi a partida do Brasil contra o Equador em New Jersey, ontem à noite. O segundo jogo depois que ele reassumiu a Seleção. O Brasil tomou bola na trave, Filipe Luís tirou bola em cima da risca. Foi um sufoco. Mas no final, vitória por 1 a 0. Gol de Willian, em jogada ensaiada criada pelo técnico. Lutou muito outra vez para conseguir o resultado.

Foram dois jogos nos Estados Unidos em oito dias. Duas vitórias por 1 a 0. Contra colombianos e equatorianos. Com gols que nasceram em duas bolas paradas. Os amistosos marcaram o duro recomeço depois do vexame histórico na Copa do Mundo em 2014. E revelaram a dura realidade. Contra adversários nada tradicionais ficou evidenciado que o Brasil não tem uma grande geração de jogadores. Seu futuro dependerá absolutamente da estratégia a ser utilizada. O treinador deverá ser cada vez mais influente.

O Metlife Stadium já revela muito do atual estágio da Seleção. Apenas 35 mil pessoas estiveram no estádio com capacidade para 82 mil torcedores. Menos da metade foram as arquibancadas, reflexo de que o público sabe do potencial limitado do atual selecionado. E outra mensagem que a arena passou foi que a CBF continua só pensando no dinheiro e não preserva seus jogadores. Expôs a Seleção a um gramado absurdo.

1cbf Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder...

O estádio é utilizado normalmente para o futebol norte-americano. E é utilizado o gramado artificial. Apenas na segunda-feira ele foi coberto com placas de grama natural. O efeito foi terrível. As placas não se fixaram bem e o piso ficou fofo. A bola não ganhava velocidade. Nem quicava. Por muita sorte não houve torção de tornozelos entre as frestas entre as placas. Fora que carrinhos e mesmo chutes tiravam pedaços do gramado solto. Absurdo, descaso.

Não bastasse tudo isso havia ainda o lamentável episódio que marcou o corte de Maicon. O jogador se atrasou por 11 horas depois da folga, após a vitória contra a Colômbia. Tudo foi muito mal conduzido. Faltou transparência. O coordenador Gilmar Rinaldi falou que era por 'problemas internos'. E depois confirmou 'indisciplina'. Rinaldi não esclareceu o que aconteceu e ainda proibiu os atletas de tocarem no assunto.

A falta de transparência gerou boatos vergonhosos envolvendo Maicon, Elias, David Luiz. Todos inventados por humoristas brasileiros mas que foram levados a sério pela imprensa do mundo todo. O clima ficou tenso na concentração. A ponto de Elias confirmar que irá processar um site humorístico. Os boatos o ridicularizaram, afetaram sua família.

Diante desse clima todo, Dunga tratou de fazer o que mais gosta. Prepara o time não para um jogo. Mas para uma guerra. Outra vez a Seleção deixou transparente que mudou. Entrou em campo com Danilo na lateral direita, na vaga deixada por Maicon e Marquinhos no lugar do contundido David Luiz. A disposição tática não mudou. O Brasil atuava outra vez no 4-3-2-1. Mesmo esquema utilizado em Miami. Com Luiz Gustavo, Ramires e Willian fechando a intermediária, protegendo a zaga. Oscar e Tardelli flutuando como dois meias mais à frente. E Neymar rodando todo o setor de ataque. A figura do atacante fixo, de referência, foi enterrada com Fred.

Os equatorianos com Sixto Vizuete, técnico interino, nada tinham a perder. Tinham uma equipe que misturava juventude com atletas rodados, esforçados. Nada além de competitivos. O time mistura muita velocidade e algum atrevimento principalmente com Paredes e Valencia. De marcação forte, com oito homens atrás da linha da bola. E contragolpes velozes principalmente pelas laterais do campo.

O Brasil também marcava forte na intermediária. Durante boa parte do primeiro tempo, com o gramado atrapalhando muito os dois times, a partida foi monótona. Sem chances de gol. Com até 16 jogadores brigando por cada centímetro. Danilo não tinha a explosão de Maicon pelo lado direito. E Filipi Luís prioriza a marcação. Ataca raramente. É marcador.

A Seleção dependia do talento de Neymar. Os equatorianos sabiam disso. E distribuíram muito pontapés no brasileiro. Assim como em Miami, a arbitragem foi péssima. O norte-americano Edvin Jurisevic estava completamente intimidado, nervoso diante do ríspido duelo norte-americano. O Brasil também não perdia dividida. Se o adversário escapava, era parado com faltas.

Neste festival de infrações, houve duas a favor da Seleção. Na primeira, Neymar cobrou muito bem e a bola passou perto do ângulo direito do ágil goleiro Domínguez. Na segunda, os equatorianos estavam bem preocupados com outro arremate do camisa 10 brasileiro. Foi aí que surgiu a jogada ensaiada por Dunga. Oscar correu para a bola e a rolou para Neymar. Ele a colocou dentro da área, surpreendendo os zagueiros. Pegou Willian de frente para o gol, contra marcadores de costas. O brasileiro desviou para as redes. 1 a 0 aos 30 minutos.

2mowa Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder...

A partir daí, a partida ficou muito mais interessante. Com o Equador se abrindo mais, buscando o empate. E abrindo espaço para contragolpes. O Brasil marcava bem. Mas faltava convicção para Oscar e Tardelli. Enquanto Willian estava outra vez muito recuado. Assim, poucas bolas chegavam com qualidade para Neymar.

Valencia fez Dunga passar por um grande susto aos 35 minutos. Ele conseguiu invadir a área brasileira e chutar forte. A bola passou por debaixo de Jefferson e foi beijar a trave esquerda. A Seleção marcou melhor e segurou a vantagem no primeiro tempo.

A segunda etapa começou de uma maneira incrível. Em raríssimo apoio de Danilo, ele cruzou e Neymar dentro da pequena área, livre, perdeu gol incrível, acertando o travessão. A briga continuava quente. Mas Dunga precisava testar jogadores. E trocou seus meias. Oscar e Willian saíram para que Everton Ribeiro e Ricardo Goulart, estrelas do Cruzeiro, atuassem. Foi aí que o Brasil tomou um imenso sufoco. Os equatorianos adiantaram sua marcação. E pressionaram a Seleção na defesa. Os dois meias cruzeirenses são muito mais ofensivos. Não sabem marcar como Oscar e Willian aprenderam no Chelsea, nas mãos de Mourinho.

Enquanto a bola rondava a área brasileira, a Seleção vivia de contragolpes sempre tendo como Neymar como articulador. O Equador já merecia empatar, quando aos 16 minutos, Valencia cabeceou, Jefferson desviou. A bola entraria. Mas Filipi Luís salvou em cima da risca. A partida continuou brigada até o seu final. Vitória brasileira sem brilho, sem grande empolgação.

Mas Dunga sabia que precisava vencer esses dois amistosos. Fosse como fosse. Com ele, nada de fair play ou jogo bonito. O que interesse é o resultado. E o Brasil venceu. Não ouse dizer a Dunga que a Seleção venceu dois amistosos.

"Não coloco como amistosos. São jogos preparatórios para as Eliminatórias. É bom encontrar adversários como temos encontrado. As Eliminatórias serão muito duras. Equipes como Colômbia, Equador, Paraguai... Eles têm jogadores competitivos e temos que nos preparar da melhor maneira. É importante testar jogadores para elevar a confiança e autoestima e trazer o torcedor para o nosso lado."

3mowa Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder...

O goleiro Jefferson foi direto. "Já estamos entendendo a filosofia do Dunga, de guerra, de batalha, de superação." É exatamente isso daqui para a frente. "Batalha, guerra, superação" serão palavras cada vez mais comuns no Brasil.

Com a Seleção marcando muito e lutando muito mais, o time vai precisar se preparar. Para, como gosta Dunga, nova guerra no dia 11 de outubro, em Pequim. O adversário será a vice campeã do mundo, a Argentina de Messi. Se foram duas batalhas contra colombianos e equatorianos, é preocupante imaginar o que acontecerá na China. É bom Messi e Di Maria reforçarem as caneleiras...
4mowa1 Dois jogos e duas vitórias sofridas, por 1 a 0, contra Colômbia e Equador. Em bolas paradas. O Brasil de Dunga assume sua limitação. Sua maior arma é guerrear. Para o técnico não adianta sonhar com futebol bonito e perder...

Patricia Moreira da Silva e seu advogado foram ao programa errado da Globo. Se encontrar com a jornalista errada. Fátima Bernardes não se submeteu. Desmontou a ridícula defesa da gremista que chamou Aranha de macaco…

1reproducaoglobo Patricia Moreira da Silva e seu advogado foram ao programa errado da Globo. Se encontrar com a jornalista errada. Fátima Bernardes não se submeteu. Desmontou a ridícula defesa da gremista que chamou Aranha de macaco...
Como era previsível, Patricia Moreira da Silva foi se defender. Procurou abrigo onde seu advogado Alexandre Rossato acreditou ser mais seguro: a TV Globo. Muitas pessoas que chocaram a sociedade brasileira já se justificaram na emissora. A estratégia foi antecipada no blog quando, na sexta-feira, ela fez um depoimento de 61 segundos. E não respondeu a qualquer pergunta. Deixou para responder hoje, no Rio de Janeiro, e escolheu o programa errado, Encontro com Fátima Bernardes.

Fátima é uma jornalista consagrada, íntegra. Tem uma história importante como repórter e apresentadora. Não iria se submeter a perguntas que serviriam para proteger uma mulher de 23 anos que chamou um jogador negro de macaco. Seria degradante. Patricia percebeu desde os primeiros segundos que estava no lugar equivocado.

Sempre educada, Fátima Bernardes mostrou toda a inconsistência das respostas decoradas de Patricia. A desarmou com sutileza incrível. Suas perguntas fugiram do script. Tiraram facilmente a cortina que a torcedora tentava tecer para se proteger. Principalmente a que não gritou 'macaco' para Aranha. O Grêmio perdia por 2 a 0, o goleiro fazia sim cera. E ela se lembrou do rival Internacional e decidiu gritar macaco. Bobagem sem nexo que ficou escancarada.

A estratégia de Patricia, foi então dizer que estava gritando porque todos estava gritando. "Foi um impulso." Se deixou levar pela emoção. Se for assim, muitos e muitos crimes que acontecem no mundo devem ser deixados de lado. Por coincidência, ou não, quantas e quantos criminosos alegam que foi por forte emoção?

"Não foi especificamente para ele. Foi no calor do jogo. Meu time estava perdendo. Nunca vi meu time ganhar nada. Não falei macaco para ofender." O constrangido silêncio dos convidados do programa mostrava a inconsistência das respostas. Artistas evitavam até encará-la. A torcedora não falava nada com nada. Nervosa, buscava lembrar algumas frases que a ajudassem legalmente. As queria aplicar de qualquer maneira. E elas ficavam sem sentido, soltas. Cada segundo a mais, mais ela ficava comprometida.

Disse que se assustou ao sair do estádio e vários telefonemas chegaram no seu celular. Familiares diziam que havia sido vista chamando Aranha de macaco. Ela deixou claro que se assustou porque não imaginou que seria flagrada. Ou seja, pensou que não havia motivo para se preocupar. Se comprometia ainda mais no programa e não percebia.

O fato de estar perto de Fátima Bernardes, falando para todo o Brasil, mexeu com seu ego. Patricia se animou e confessou contente o motivo que a fez virar gremista.

"Fui comprada por uma bicicleta", revelou. Ela torcia para o Internacional, mas seu padrinho prometeu uma bicicleta para virar gremistas. E aos sete anos, virou. Pensou que ganharia a simpatia de Fátima com mais essa bobagem. Errou.

2reproducaoglobo Patricia Moreira da Silva e seu advogado foram ao programa errado da Globo. Se encontrar com a jornalista errada. Fátima Bernardes não se submeteu. Desmontou a ridícula defesa da gremista que chamou Aranha de macaco...

A apresentadora continuou fiel ao seu passado. E a encheu de perguntas constrangedoras. Como se ela ficaria ofendida se visse um amigo negro seu sendo chamado de macaco. Ela disse que sim. Patricia percebeu aos poucos onde havia se metido. Os próprios artistas que estavam no programa mostravam desconforto com sua presença. Ela tinha de tomar alguma atitude.

Foi quando Fátima comentou sobre sua família. Aí sim ela se emocionou de verdade. Sabe todo o mal que sua atitude racista na quinta-feira fez para seus pais, familiares, amigos. Se lembrou da casa apedrejada. E, ironia das ironias. Quem chamou Aranha de macaco revelou que hoje, sem poder voltar para casa, vive 'de galho em galho'.

Patricia mostrou outra vez que parece mais preocupada com o Grêmio do que com Aranha. Disse que não concorda com a eliminação de 'sua paixão, sua vida', da Copa do Brasil pelas demonstrações de racismo no estádio. E avisou que se a legislação já previsse esse tipo de punição, com os clubes pagando por atos de seus torcedores, agiria diferente.

"Se eu soubesse que poderia prejudicar o Grêmio assim, pensaria melhor."

Instigada a falar sobre Aranha por Fátima, Patricia repetiu o que parecia decorado. E sem o menor entusiasmo.

"Eu quero que ele (Aranha) conheça a pessoa que eu sou e não a torcedora que ele viu naquele momento." Ou seja, ela é uma pessoa fora da arena do Grêmio e outra fora. Ela só deixou ainda mais explícito o que muitos pensam. Como se dentro de uma arena tudo fosse permitido.

Confessou o que está sentindo com toda a situação. "Me sinto arrependida e com medo também, estou sendo ameaçada." Tentou posar de vítima, como se ela mesma não tivesse provocado a situação. Mas Fátima logo cortou esse caminho.

A ida de Patricia Moreira da Silva ao 'Encontro' foi um desastre. Ficou nítido que Fátima Bernardes buscava as perguntas que mais interessava à jornalista premiada que é. Não tentou agradecer a preferência de Patricia e seu advogado com questões leves, que facilitassem a vida da gremista. Pelo contrário.

Mostrou a inconsistência de sua defesa. Uma mulher de 23 anos no pleno gozo de suas faculdades mentais. Gritou 'macaco' para Aranha porque quis fazer. Ninguém a obrigou. Assim como escolheu a foto que mantinha em uma das suas redes sociais. E que Fátima Bernardes e muitos artistas que estavam no seu programa devem ter visto.

1instagram3 Patricia Moreira da Silva e seu advogado foram ao programa errado da Globo. Se encontrar com a jornalista errada. Fátima Bernardes não se submeteu. Desmontou a ridícula defesa da gremista que chamou Aranha de macaco...

A Polícia do Rio Grande do Sul já ouviu 11 pessoas até agora. E já antecipou que cinco serão indiciadas por injúrias raciais. Evidente que Patricia é uma delas. Os gritos de macaco foram filmados pelas câmeras da ESPN-Brasil. O crime prevê de um a três anos de prisão. Mas como Patricia não tem antecedentes criminais deverá, se punida, cumprir serviços comunitários.

Fátima Bernardes perguntou a Patricia o que ela 'aprendeu' com a situação. "Eu aprendi a respeitar o próximo. A não ser Maria vai com as outras. Que a minha família é a coisa mais importante. Sei quem são meus amigos e que não são..." Quando se esforçava para se emocionar, Fátima a cortou. E perguntou se o seu comportamento vai mudar daqui para a frente. E não iria mais xingar ninguém mais de macaco.

Patricia ficou séria e respondeu, seca. "Vai." Mas ainda havia algo. Patricia pediu para falar.

"Quero pedir desculpas para a comunidade negra. Desculpas para as pessoas que se sentiram ofendidas..."

Quando outra vez estava se emocionando, Fátima a cortou. "Eu acho ótimo. É importante para você mesma, para que possa se reconstruir a partir disso." Patricia fingiu que não ouviu. Tentou pela última vez ir pelo caminho da emoção. "Quero agradecer também às pessoas que estão me ajudando. Perdi o meu emprego..." Mas Fátima não deixou que tentasse impressionar quem assistia ao programa. A calou com toda classe.

"Tá bom. Quero agradecer sua presença aqui. Muito obrigado." Assunto encerrado. Patricia definitivamente percebeu que o abrigo não era tão confortável assim.

Fátima Bernardes teve uma atitude digna diante do 'privilégio' da exclusiva. Respeitou sua carreira, sua história e principalmente os telespectadores. Não os tratou por idiotas. Não se serviu como 'escada' para as justificativas de uma mulher de 23 anos que xinga um jogador negro de macaco. Uma lição de jornalismo à própria TV Globo...

O fraco desempenho do time de Mano é o menor dos problemas no Corinthians. A dívida milionária com o Itaquerão e os péssimos negócios travam Mario Gobbi. E Citadini, o protegido de Dualib, sai das cinzas pela oposição…

1ae13 O fraco desempenho do time de Mano é o menor dos problemas no Corinthians. A dívida milionária com o Itaquerão e os péssimos negócios travam Mario Gobbi. E Citadini, o protegido de Dualib, sai das cinzas pela oposição...
Romarinho não queria sair do Corinthians. Não para ir jogar no El Jaish, da Arábia. Com tantas dificuldades para seu time marcar gols, Mano Menezes não queria perder seu atacante de 23 anos. Quando percebeu que não havia saída, o treinador brincou com Mario Gobbi. "Então me dê o Nilmar ou o Jonas." Ambos estão livres de seus clubes. O presidente fechou a fisionomia, tenso. "Se fosse por mim, o Romarinho ficava e ainda trazia os dois. Mas o momento é outro."

A resposta de Gobbi demonstra o grave problema financeiro que o Corinthians vive. As dívidas se acumulam por causa do Itaquerão. Dos R$ 420 milhões em incentivos fiscais para 2012, ainda R$ 210 milhões não foram liberados pela prefeitura de São Paulo. Por problemas burocráticos. Os juros da dívida com a construtora Odebrecht só aumentam. Não é para menos. Todo o planejamento financeiro estava baseado nesse dinheiro prometido pela prefeitura.

O Itaquerão custou oficialmente R$ 1,150 bilhão. A Prefeitura prometeu R$ 420 milhões e o governo estadual já até repassou R$ 80 milhões. Ou seja esses R$ 500 milhões foram a garantia que levou a Odebrecht pegar, via Caixa Econômica, o restante do dinheiro emprestado do BNDES para fazer o estádio. Como o dinheiro municipal não chegava, a construtora pegou dos bancos muito mais do que era o combinado. Ou a arena não ficaria pronta.

O Corinthians tem 12 anos para pagar a dívida. Só que com o enorme atraso do repasse da prefeitura, os juros não param de crescer. O prazo declarado por Gobbi e Andrés Sanches de pagar em sete anos não será cumprido. Vale a pena prestar atenção na promessa de Sanches. Perguntado em 2013 sobre quando o clube pagaria o estádio.

"Em seis ou sete anos. Toda a receita do estádio vai para o Fundo. Os pessimistas dizem R$ 150 milhões (de arrecadação anual), os otimistas, R$ 250 milhões. Então, vamos fazer a conta com R$ 200 milhões. A prestação é 60, 70 milhões. Paga. Sobram R$ 140 milhões. Desses 140 milhões, 30% vai para o Fundo, fica amortizado, para ir antecipando o empréstimo. Sobram 100 milhões de lucro, vamos dizer assim: 50% é do Corinthians, 50% fica no fundo, antecipando os pagamentos. Se o Corinthians quiser usar a parte dela para antecipar os pagamentos, pode. Isso tudo sem naming rights."

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Sim, Andrés chegou a falar seis anos para o Lance! Mas acabou o otimismo no Parque São Jorge. Para que tudo isso acontecesse, a média de público deveria chegar nas 40 mil pessoas no novo estádio. Ela está batendo nos 32 mil torcedores (cerca de 29 mil, neste Brasileiro, somando jogos no Pacaembu e no Canindé). Só que, a diretoria pressionada, teve de abaixar o preço dos ingressos. Mesmo assim são os mais caros do país. O que provoca ainda hoje a revolta das organizadas. O ex-presidente preferiu sair 'oficialmente' da administração do estádio para não sofrer desgaste. Ele é candidato a deputado federal e quer levar um milhão de votos para o partido de seu 'padrinho', Lula. E, depois de dois anos de promessas, nada de naming rights.

Especialistas em marketing esportivo associam o nome Itaquerão ao Morumbi, Maracanã, Mineirão. Seria desperdício gastar dinheiro tentando batizar o estádio corintiano. Ainda mais com a crise mundial. Os R$ 400 milhões sonhados por Andrés em naming rights viraram fumaça.

Toda a pressão está recaindo sobre a administração Gobbi. O vexame de os telões prometidos para logo depois da Copa não foram instalados. Assim como a cobertura do estádio. Ou mesmo, absurdo dos absurdos, a instalação de bancos de reservas. Tudo é improvisado, com cadeiras soltas. Inaceitável para um estádio de mais de R$ 1 bilhão.

As saídas de Romarinho e Guilherme ainda renderam dinheiro ao clube. Triste foi ver Cléber. O zagueiro talentoso não rendeu um centavo ao clube. Ele foi para o Hamburgo por R$ 9,3 milhões, R$ 3,1 milhões. Dinheiro que foi integralmente para o bolso dos seus investidores. Por contrato, haveria a possibilidade de segurar o atleta. Desde que a proposta fosse inferior a 8 milhões de euros (R$ 24 milhões). Desde que comprasse 20% do jogador. O clube paulista alegou não ter caixa. Serviu apenas de vitrine para valorizar o atleta que veio da Ponte Preta e saiu de graça. Ele tem apenas 23 anos.

2ae5 1024x576 O fraco desempenho do time de Mano é o menor dos problemas no Corinthians. A dívida milionária com o Itaquerão e os péssimos negócios travam Mario Gobbi. E Citadini, o protegido de Dualib, sai das cinzas pela oposição...

A compra de Alexandre Pato por 15 milhões de euros, R$ 43 milhões. E a renovação de contrato de Sheik. O pagamento da metade dos salários dos dois atletas também pressionam Gobbi. A ridícula desventura por Zizao. São críticas e mais críticas. Elas ficaram duras quando o clube antecipou da Globo e da FPF nada menos do que R$ 15 milhões. Esse dinheiro foi para inocentar Andrés Sanches e mais três dirigentes da ação penal do Ministério Público. A acusação era de sonegação de impostos entre julho e dezembro de 2010. Além de Andrés, os outros dirigentes são Roberto de Andrade, ex-diretor de futebol do clube, Raul Correa da Silva, diretor financeiro, e André Luiz de Oliveira, ex-diretor administrativo. Roberto de Andrade e André Luiz são candidatos à presidência do clube.

O Corinthians foi o primeiro clube que Assis procurou quando tirou Ronaldinho Gaúcho do Atlético Mineiro. O irmão/empresário queria um acordo que rendesse pelo menos R$ 900 mil. Queria contrato por dois anos. Gobbi logo recusou. Não tinha a menor condição de se aventurar com o atacante tão caro. Pesou mais o dinheiro que desperdiçou com Pato do que todo o sofrimento que passou com Adriano.

Diego Tardelli também esteve nas mãos do Corinthians. O atacante estava disposto a trocar a Cidade do Galo pelo Parque São Jorge. Mas faltou dinheiro.

3ae O fraco desempenho do time de Mano é o menor dos problemas no Corinthians. A dívida milionária com o Itaquerão e os péssimos negócios travam Mario Gobbi. E Citadini, o protegido de Dualib, sai das cinzas pela oposição...

Por tudo isso, Mano Menezes está mais do que blindado. Não importa que seu time seja o rei dos empates. E veja a chance de o clube ser campeão brasileiro ficar cada vez mais longe. Não há pressão alguma interna depois de um resultado vexatório como o 0 a 0 contra o Criciúma. Não para uma diretoria que não tem como segurar Romarinho. Ou colocar bancos de reservas no Itaquerão.

Gobbi esteve tão fragilizado. Ou Andrés tão criticado. A eleição no Corinthians se tornou uma incógnita. Roberto de Andrade, o candidato que se apresenta como da situação, não tem certeza alguma de vitória. Antônio Roque Citadini, dirigente protegido por Alberto Dualib, surge das cinzas. E com chance de brigar pela oposição.

Andrés havia jurado a um jornal suíço que voltaria à presidência do Corinthians em 2018. Para 'quebrar', destruir a CBF. As dívidas de mais de R$ 800 milhões com o Itaquerão e os péssimos negócios feitos por Gobbi podem acabar com sua ambição. A situação é complicada e pesada. O fraco futebol do time de Mano se tornou o menor dos problemas no Parque São Jorge.

مع السلامة, Romarinho. Traduzindo do árabe: tchau, Romarinho...

Dunga e Gilmar dão uma aula de amadorismo no corte de Maicon. A censura ao motivo ridiculariza a seleção. Versões bizarras envolvendo leite condensado, pimenta, e xampu ganham o mundo. Por que o medo de falar a verdade?

1ap2 Dunga e Gilmar dão uma aula de amadorismo no corte de Maicon. A censura ao motivo ridiculariza a seleção. Versões bizarras envolvendo leite condensado, pimenta,  e xampu ganham o mundo. Por que o medo de falar a verdade?

Leite condensado, pimenta, xampu, balada, embriaguez, discussão. Mistério. Antes de qualquer outro ingrediente exótico ou mentiras constrangedores, o corte de Maicon da seleção mostra falta total de habilidade. Dunga e Gilmar Rinaldi conseguiram expor o Brasil ao ridículo ao esconder o motivo da inesperada dispensa. Veículos de comunicação do mundo todo mostram os mais bizarros motivos do corte.

Ele ocorreu de surpresa ontem. O coordenador Gilmar foi de uma infelicidade atroz. Anunciou a dispensa aos jornalistas brasileiros. Disse que era 'assunto' interno. E pedia para que os repórteres não perguntassem nada aos jogadores. Lógico que não foi atendido. Mas ninguém disse uma palavra concreta sobre o motivo que obrigou o lateral de 33 anos, o mais velho do grupo, a ir embora, enxotado por Dunga.

Enquanto os correspondentes buscavam informações, Maicon já havia fugido antes. Saiu como se tivesse cometido um grande crime. Escondido nas sombras. A partir daí, começaram a surgir inúmeras versões sobre a dispensa. Várias inacreditáveis. Vergonhosas. Envolvendo outros jogadores. Não valem a pena ser reproduzidas, de tão ofensivas.

O que importa é que este episódio é simbólico. O clima de quartel já domina a seleção. É o efeito do estilo de Dunga. Ele já usava Maicon como exemplo de como será o seu comando na seleção. Se não admite choro no hino e selfie, o treinador detesta indisciplina. Não admite que seu comando seja questionado. E afasta quem não se enquadra, não se submete à maneira de pensar.

A falta de visão do treinador e de seu coordenador é assustadora. Garantir que é 'problema interno' só expõe não só Maicon, mas a própria seleção. De repente, não importa mais a maneira com que o time ganhou da Colômbia. E nem como se prepara para enfrentar o Equador. Mas sim xampu, leite condensado, pimenta e o que mais a imaginação permitir.

O Corriere della Sera garante que o real motivo de Maicon não tem nada a ver com escatologias. Mas um velho conhecido do futebol brasileiro. Dunga teria dado folga aos jogadores após a vitória diante dos colombianos em Miami. Eles poderiam ficar fora do hotel até as dez da noite. Na versão do jornal, Maicon voltou apenas as sete da manhã. Ainda supõe para se recuperar de uma 'noite selvagem'.

A CBF não desmentiu nem confirmou a versão do jornal italiano. Só ficou claro que o lateral da Roma nunca mais será convocado. Gilmar Rinaldi agradeceu em nome de Dunga os serviços que ele prestou à seleção brasileira. Foi quase um obituário.

1mowa1 Dunga e Gilmar dão uma aula de amadorismo no corte de Maicon. A censura ao motivo ridiculariza a seleção. Versões bizarras envolvendo leite condensado, pimenta,  e xampu ganham o mundo. Por que o medo de falar a verdade?

O ponto-final estava presente nas palavras e na postura de Gilmar. O que só despertou versões criativas para o adeus. Várias delas bizarras. Dunga precisa acordar para a vida. Perceber que não estamos mais vivendo no tempo da ditadura. Ele não é um general em 1970 que dizia à imprensa até onde qualquer assunto seria divulgado. Isso não existe mais. Se Maicon não teve um comportamento profissional é preciso ser tornado público, sim. A época das mentiras ou a manipulação das notícias acabou. Assim como a censura.

A maneira como a situação está sendo conduzida é tosca, amadora. O fato é importante demais para ser omitido. A irmã e sua empresária tentou amenizar. Disse que ele teve 'problemas particulares'. Só que não convenceu ninguém. Se fosse assim, Gilmar não faria tanto terrorismo psicológico.

Evidente que houve uma grave indisciplina por parte do lateral. Ele não foi despachado para sempre da seleção por acaso. Jogadores importantes mundialmente como Neymar e David Luiz não estariam com feições tão assustadas se não fosse algo sério. Dunga tem a grande missão de reestruturar o Brasil depois do vexame que deu na Copa do Mundo. Precisa ter mais visão. Seu poder em calar jornalistas é nulo. Toda a sua vivência não o faz entender que só está agravando uma situação que, infelizmente, pode ser corriqueira nas concentrações: alguém chegar atrasado, passar a noite fora.

Seja qual for a verdade, Dunga tem a obrigação de se manifestar. Ele não está protegendo a seleção. Ele a está expondo ao ridículo. Nos tempos de redes sociais, Maicon e alguns outros jogadores do Brasil acabam ridicularizados em várias versões do corte. Seus familiares e amigos também acabam afetados. Assim como a noção de decência em uma concentração brasileira.

Se Dunga proteger o ambiente na seleção, fez completamente o contrário. Mandar Fabinho sair do Qatar às pressas, deixar a seleção sub-21, para chegar aos Estados Unidos para ficar na reserva de um amistoso contra o Equador é ridículo. Trazer holofotes para a dispensa. Lógico que os jornalistas não param de especular o que Maicon poderia ter feito de verdade? A ponto de Dunga não suportar ficar perto do seu jogador de confiança de tantos anos? O homem que seria capitão de sua seleção, sempre que Neymar não estivesse atuando?

 

 Dunga e Gilmar dão uma aula de amadorismo no corte de Maicon. A censura ao motivo ridiculariza a seleção. Versões bizarras envolvendo leite condensado, pimenta,  e xampu ganham o mundo. Por que o medo de falar a verdade?

Pior ainda é a omissão da presidência da CBF. José Maria Marin deveria justificar o seu cargo e esclarecer à opinião pública. Mas Marin e Dunga vão pelo caminho das sombras. Que cada um divulgue a versão que desejar da dispensa. Que o imaginário divulgue situações que envolvam xampu, leite condensado, pimenta.

A volta de Dunga ao comando da seleção foi resgatar a imagem afetada, ridicularizada na Copa do Mundo. Principalmente depois do 7 a 1 para a Alemanha. Mas logo na primeira situação difícil. Em uma indisciplina, ele se perde. Não sabe lidar. O caminho mais simples, mais coerente é o da verdade. O treinador se cala e pensa que expõe Maicon. Mas na verdade, quem está exposta novamente é a seleção brasileira. Ridicularizada nas redes sociais de todo o planeta. Isso não é censura. É amadorismo puro...

(O comediante Mauricio Meirelles do CQC assume ter inventado a história do shampoo. O site de humor Olé do Brasil inventou uma situação envolvendo um romance entre Maicon e Elias. Portais do exterior divulgaram as histórias como verdadeiras. A censura de Dunga é responsável por esses boatos ganharem o mundo...)

1ae12 Dunga e Gilmar dão uma aula de amadorismo no corte de Maicon. A censura ao motivo ridiculariza a seleção. Versões bizarras envolvendo leite condensado, pimenta,  e xampu ganham o mundo. Por que o medo de falar a verdade?

Aranha não foi ‘escroto’ ou é um ‘m…’ Nem Patricia é ‘menina’ ou ‘vítima’. O intelectual Eduardo Bueno não pode se deixar dominar pelo gremista Peninha na tevê. Racismo é algo muito sério…

1reproducao9 1024x744 Aranha não foi escroto ou é um m...  Nem Patricia é menina ou vítima. O intelectual Eduardo Bueno não pode se deixar dominar pelo gremista Peninha na tevê. Racismo é algo muito sério...
"O Aranha se comportou como um escroto, não estou falando no momento da denúncia, calma, estou falando antes. Não estou dizendo que ele foi escroto por denunciar, pelo amor de Deus. Ele fez muito bem em denunciar, estou dizendo o que antecedeu a revolta da torcida. Ele ficou quatro minutos, se recuperou e depois caiu de novo.

"O maior negro que existiu Nelson Mandela ficou preso e conseguiu perdoar. Se essa menina viesse aqui na empresa agora e pedisse emprego, eu daria emprego para ela agora. Quer me chamar de racista? Eu estou cagando.

"Minha filha namorou negro, eu vou beijar um negro aqui no ar (Hélio de la Peña). Eu sou racista beijando esse negro. A menina (Patricia Moreira da Silva) virou vitima absurda.

"Ela pediu perdão e ele não deu. Pra mim (o Aranha) é um merda que nunca ganhou nada."

Chamar Aranha de "escroto e merda" e dizer está cagando para quem o chamar de racista. E garantir que Patricia Moreira da Silva, a mulher de 23 anos que chamou o jogador de macao é "vítima". O caso Aranha foi capaz de fazer o inteligente historiador Eduardo Bueno piorar tudo em rede nacional.

Ele é um dos participantes do programa "Extra-Ordinários" do Sportv, canal a cabo da TV Globo. Ao lado de Maitê Proença, Xico Sá e Helio de la Peña, Eduardo conversa sobre futebol, cinema, teatro e história.

Ficou famosa a declaração de Peninha, como Eduardo é conhecido, durante a Copa do Mundo. "A Holanda juntou o útil de ocupar a área açucareira do Brasil, porque todo o açúcar era refinado na área rica do Brasil. aquela bosta lá do Nordeste." Diante do espanto geral de seus companheiros, ele completou. "Isto é piada."

Lidar com racismo, preconceito não é piada. Dizer que um atleta profissional teve comportamento de 'escroto', porque fez cera. Ao para milhões de pessoas ouvirem é incompatível. Alguém tão inteligente precisaria perceber que, sem querer, está justificando a raiva dos gremistas. Em uma extrema análise, quase que liberando para os torcedores reagirem diante da suposta 'escrotidão'. Patricia Moreira da Silva escolheu chamá-lo de 'macaco'.

Peninha, como é conhecido Eduardo Bueno, errou de novo. Mal informado, não sabia ou não quis saber que Aranha havia perdoado Patricia. Só não queria encontrá-la. Muito menos fazer um show para as tevês, dando um abraço em quem o ofendeu. O chamou de 'macaco'. É um direito dele.

2reproducao5 Aranha não foi escroto ou é um m...  Nem Patricia é menina ou vítima. O intelectual Eduardo Bueno não pode se deixar dominar pelo gremista Peninha na tevê. Racismo é algo muito sério...

Eduardo não respeita e mistura as coisas. O chama de merda por não perdoá-la e por não ter ganhado 'nada' na carreira. Um erro absurdo. O historiador precisava saber que Aranha foi campeão da Libertadores da América, venceu a Recopa Sul-Americana, o Campeonato Paulista, o Campeonato Mineiro. Isso é nada?

Peninha é um historiador, jornalista, tradutor muito conceituado. Juntos Viagem do Descobrimento, Náufragos, Traficantes e Degredados e Capitães do Brasil venderam quase 500 mil livros. Traduziu o clássico obrigatório beat de Jack Kerouac. Comandou um programa na TV Educativa voltado para adolescentes. Se chamava "Pra Começo de Conversa". Tratava de literatura, incentivava os jovens a ler.

Eduardo Bueno também escreveu livros sobre a Caixa Econômica Federal, a Agência de Vigilância Sanitária, a Confederação Nacional de Indústria, a empresa Kimberly & Clark. Assumiu a biografia autorizada do grupo Mamonas Assassinas.

Em Porto Alegre seu amor ao Grêmio é mais do que conhecido. Escreveu o livro "Grêmio, nada pode ser maior". E foi também o roteira de "Inacreditável. A Batalha dos Aflitos." O filme descreve a volta do time gaúcho da Série B de 2005, vencendo o Náutico, em Pernambuco, com apenas oito jogadores.

11 Aranha não foi escroto ou é um m...  Nem Patricia é menina ou vítima. O intelectual Eduardo Bueno não pode se deixar dominar pelo gremista Peninha na tevê. Racismo é algo muito sério...

Eduardo Bueno é um dos homens mais inteligentes do país. Não tem o direito em rede nacional se deixar contagiar pelo que sente por um time. É preciso responsabilidade para quem é um dos ídolos intelectuais da juventude. Principalmente em Porto Alegre é cultuado, com toda razão, por adolescentes e por adultos que se acostumaram a entender melhor o Brasil graças a ele.

Não é possível que coloque tudo a perder falando sem pensar em uma questão tão delicada. Tão sério. Não pode se deixar dominar pelo torcedor. Antes de se deixar levar pela irritação diante da eliminação gremista da Copa do Brasil é preciso raciocinar. Não ocorreu por acaso. Alguns torcedores na geral comparavam um jogador negro a um macaco. O fato de Aranha fazer cera não dá liberdade para essa atitude racista.

Patricia Moreira da Silva não é vítima coisa nenhuma. Para começar, não é uma menina como Peninha insiste. Ela é uma mulher de 23 anos. Aos 23 anos, alguém já sabe muito bem o faz. O que fala e, principalmente, o que grita.

Chico Sá, Maitê Proença e Eduardo de la Peña o contiveram. O seguraram. Perceberam o erro que estava cometendo. Quando ele chamou o Nordeste de 'bosta', houve uma revolta generalizada. Principalmente nas redes sociais. Ele foi duramente criticado. Peninha se defendeu no programa mostrando toda sua erudição. Dizendo que só aceitaria discutir com quem havia lido pelo menos 40 livros sobre o Nordeste, que ele tanto amava. Citou vários e vários autores. A produção do programa aplaudiu a resposta de Eduardo Bueno.

O que Peninha precisa entender o peso de suas palavras. Um escritor, jornalista, roteirista, tradutor, apresentador de programa para adolescentes precisa ser muito responsável. Ainda mais em uma rede de tevê. Por mais que ele ame o Grêmio, não há cabimento classificar Aranha como 'escroto', 'um merda que não ganhou nada'. Vitimizar uma mulher que grita 'macaco' a um brasileiro negro.

3reproducao2 Aranha não foi escroto ou é um m...  Nem Patricia é menina ou vítima. O intelectual Eduardo Bueno não pode se deixar dominar pelo gremista Peninha na tevê. Racismo é algo muito sério...

Por mais erudito que seja, Eduardo Bueno só conseguiu acirrar os ânimos. Terá de se justificar. Voltará a falar que não é racista, que sua filha namorou um negro, vai beijar o negro mais próximo. Mostrar quantos livros escritos por negros ele leu. As biografias fantásticas que conhece. Mas tudo isso não apaga o que falou. Coloca a perder um trabalho intelectual belíssimo, uma biografia admirável a troco de um fanatismo vazio, que só piora a situação mais do que delicada.

O que não pode acontecer é que houve no Maracanã. Quando parte da torcida flamenguista generalizou, chamou os gremistas de racistas. E alguns até jogaram latas de cerveja em quem foi torcer para o time de Luiz Felipe Scolari. O ideal seria expor algo construtivo. Não pejorativo.

"Me emociono sempre que falo de Grêmio, é difícil não fazê-lo. Choro até ao ouvir o hino desse clube maravilhoso", já disse várias vezes Peninha. Nesse momento tenso, o historiador Eduardo Bueno deveria se impor ao torcedor Peninha. Principalmente em uma rede de televisão. Para o bem do futebol. Será o melhor para o país que ele tanto ama. E conhece como poucos.

Não adianta falar depois que tudo foi brincadeira. Racismo precisa ser levado muito a sério. Ainda mais para quem conhece tanto o sofrimento dos negros na história do país. Eduardo Bueno precisa rever a 'menina' e 'vítima' Patricia gritando 'macaco' para Aranha. Vai mudar seus conceitos...

Imagens ESPN Brasil

Aranha ao negar se encontrar, abraçar a gremista que o chamou de ‘macaco’, mostra dignidade. Frustra tevês desesperadas atrás de Ibope. Faz muito mais pelos negros do que Pelé…

1reproducao8  Aranha ao negar se encontrar, abraçar a gremista que o chamou de macaco, mostra dignidade. Frustra tevês desesperadas atrás de Ibope. Faz muito mais pelos negros do que Pelé...
O enredo do show já estava armado. Produtores de programas importantes da tevê brasileira fizeram e fila para ligar para a assessoria de imprensa do Santos. Eles querem porque querem juntar Aranha e Patricia Moreira da Silva. Garantir pontos importantes no IBOPE com a reconciliação em rede nacional.

A mulher loira que xingou o negro goleiro de macaco. E que causou a eliminação do time que 'é sua paixão' da Copa do Brasil. O reencontro talvez com a música Black and White de Michael Jackson tocada no piano. A plateia, escolhida a dedo, formada metade por brancos e outra metade de negros. Seria a garantia de primeiro lugar no horário. Os patrocinadores ficariam eufóricos. Quem sabe esses produtores conseguissem um aumento?

Ou então os apresentadores de um programa dominical ficariam no meio dos dois. De um lado, Patricia soluçando, chorando muito ao falar do caso. Não derramar uma só lágrima como na sexta-feira seria detalhe. Do outro, Aranha, depois dela pedir 18 vezes desculpas ao Grêmio e à sua torcida, chegaria a sua vez. No final da entrevista dupla, o câmera, já instruído previamente, faria o foco nas mãos tremendo da torcedora. O goleiro esticaria as suas. Viria o abraço. Com outras duas câmeras postadas. Uma para focalizar o choro sem lágrimas de Patrícia, a outra, Aranha emocionado. Aí sim, noite história. Sem esquecer, lógico, o logotipo de 'exclusivo' do início ao fim do encontro do século.

Mas graças à consciência de Aranha, nada disso vai acontecer. O máximo que se permitiu foi dizer que perdoa Patricia após o jogo de ontem contra o Vitória. Repórteres não esportivos estavam no Pacaembu esperando a chance de falar com ele para garantir a reconciliação. O jogador foi firme. Percebeu que a situação estava se invertendo. O agressor virava vítima e a vítima, o agressor.

O perdão 'de boca' a Patricia era necessário. Mas ele deu um golpe perfeito no racismo. Disse que perdoava a loira torcedora que o chamou de 'macaco'. Só que não aceitaria encontrá-la. Não se submeteria ao teatro barato que a televisão estava tentando armar para ganhar alguns pontos a mais de Ibope. Aranha foi perfeito no complemento. Colocou as coisas nos seus devidos lugares.

"Queriam que eu desse o perdão sendo que ela não tinha pedido desculpa. Não tenho como antecipar as coisas. Desde o ocorrido, ela mostrou, amigos mostraram que não é uma pessoa racista, apesar de ter tomado um ato racista. Em vez de expor isso logo, ela sumiu, deletou rede social, não pediu desculpa. Demorou muito para tomar essa atitude.

"Perdoo, mas ela vai pegar pelo que fez. Do mesmo jeito que ela pediu perdão, estou desculpando, perdoando. Infelizmente, vai ter que pagar. Por mim, como pessoa, perdoo, sim. Mas, quando você erra, tem as leis."

Aranha apela para as leis que ele mesmo enfrentou. A vida de negro no Brasil não é fácil. Vivemos em uma sociedade hipócrita. O goleiro havia garantido ter sofrido na pele a dor do racismo. E ele não ficou apenas em vizinhos de classe média alta que não dizem bom dia a um negro.

Aranha contou ontem para os repórteres e produtores que queriam a reconciliação hoje em rede nacional. Ele morava em Campinas e estava com amigos negros e um nordestino dentro de um carro. Estavam levando uma criança branca para um hospital. Foram vistos por uma pessoa dentro de um ônibus. Ela não se conformou com a cena e fez uma denúncia anônima à polícia. Passando as placas do carro. A certeza do denunciante, os negros estavam sequestrando a criança. A PM deteve o grupo.

"Eles chegaram e falaram que era para eu ficar quieto porque eu era suspeito. Depois me algemaram, me deitaram no chão e perguntaram onde estava a arma. Passei muita vergonha. Uma pessoa até me reconheceu." O goleiro disse à Folha, em 2005.

1reproducaofolha  Aranha ao negar se encontrar, abraçar a gremista que o chamou de macaco, mostra dignidade. Frustra tevês desesperadas atrás de Ibope. Faz muito mais pelos negros do que Pelé...

Foi algemado, tomou um soco e um chute. Só foi solto quando ficou constatado que era jogador de futebol da Ponte Preta. O goleiro ficou revoltado e fez Boletim de Ocorrência contra os policiais. O caso foi arquivado. Nada aconteceu com os soldados.

O racismo continuou seguindo Aranha. Ele casou com Juliana Costa. Ela é branca e tem três filhos brancos de outro relacionamento. O goleiro e ela têm a filha Sofia de três meses. Já havia passado por alguns constrangimentos na sua vida fora dos gramados. O que mais lhe incomodou no grito de "macaco" de Patricia foi o sofrimento de sua família. Todos ficaram muito chocados com a cena da partida contra o Grêmio.

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Choraram, mas evitaram entrevistas. Decidiram não transformar o caso em um show de televisão. Sua mãe, Benedita Duarte, só aceitou falar para uma emissora esportiva a cabo. "As pessoas que falaram têm a alma podre", disse para a ESPN Brasil. Ela mostrou sua tristeza também com o árbitro Wilton Moreira. De uma maneira absurda, ele não viu os torcedores gremistas e não ouviu os gritos de 'macaco', 'preto fedido'. Detalhe importante: Wilton é negro. Acabou suspenso por 90 dias pelo STJD.

Patricia teria motivos para se arrepender Não sabia com quem havia mexido. Mario Lúcio Duarte Costa decidiu não agir como o ídolo de sua Benedita: Pelé. O maior jogador de todos os tempos fazia de conta que não ouvia os gritos racistas que várias torcidas dirigiam a ele. Omisso, acreditava que sua grande preocupação era apenas jogar futebol. Perdeu inúmeras oportunidades de falar contra o racismo para o mundo todo. Teve incontáveis chances, mas preferiu se calar.

"Se o Pelé tivesse um pouco de noção ou sensibilidade, faria uma revolução neste caso [racismo]. Ele tem mais repercussão que líderes políticos e religiosos. Mas não, prefere ficar falando besteira. E, na boa, nem quero mais falar dele. Não vale. Temos que falar de Muhammad Ali, Martin Luther King, Nelson Mandela... Estes, sim, foram grandes líderes que aproveitaram o espaço que tinham para brigar pelos negros. Abdicaram de suas vidas e compraram brigas sérias, coisa que o Pelé deveria fazer e nunca fez", desabafou Paulo César Caju ao UOL.

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Patricia e seus advogados conseguiram o perdão de goleiro, obrigatório por ele ser 'cristão'. Mas a loira não terá o abraço do jogador em rede nacional. Nem as tevês terão os pontinhos a mais que tanto desejavam. Está cada vez mais evidente que ela escolheu a pessoa errada para chamar de 'macaco'. Aranha está entrando para a história na luta contra o racismo neste país. Indo muito, mas muito além do que Pelé jamais se atreveu a ir...