O talento e o improviso do Vasco contra a organização e planejamento do Corinthians. Quem merece sobreviver na Libertadores?

ae454 O talento e o improviso do Vasco contra a organização e planejamento do Corinthians. Quem merece sobreviver na Libertadores?
Vasco contra Corinthians.

A final que não houve no Campeonato Brasileiro de 2011.

Agora vai valer a vaga para a semifinal da Libertadores.

Será o confronto entre a experiência contra a empolgação.

O time paulista foi montado para ganhar a inédita Libertadores.

O carioca é fruto do improviso, onde o talento resolve a falta de planejamento.

"O Corinthians é o favorito.

É o melhor time do Brasil", já foi avisando o rodado e experiente Juninho Pernambucano.

Ele é o grande comandante vascaíno.

O time tirou do coração a classificação diante do Lanús no caldeirão argentino batizado de Forlaleza.

Perdeu a partida pelo placar que poderia: 2 a 1.

Mas arrancou a vaga a fórceps nos pênaltis.

Conseguiu sem o melhor zagueiro do País, o contundido Dedé.

Em São Januário até o espírito de Pai Santana deve estar trabalhando para a sua recuperação.

O sonho é que na quarta-feira no Rio de Janeiro, ele esteja livre do edema ósseo.

Se não estiver, não faz mal.

Cristóvão apostará de novo em Renato Silva e Rodolfo.

O Vasco tem sido assim, no improviso.

Desde o ano passado, quando Ricardo Gomes teve o AVC.

Cristóvão foi improvisado como técnico.

Juninho Pernambucano virou o seu auxiliar dentro de campo.

E os demais jogadores se juntaram em um pacto emocionante.

Há muito talento junto no elenco carioca.

E principalmente vontade de dar a volta por cima.

Diego Souza, Felipe, Éder Luís, Carlos Alberto, Fágner, Alecsandro, Fernando Prass.

E mesmo Nilton, o volante que acertou ontem um belíssimo chute que calou os argentinos.

A superação tem marcado esse grupo que levou o Vasco depois de 11 anos de volta para a Libertadores.

O clube com mais de R$ 400 milhões em dívidas recompensou da pior maneira a campanha fabulosa do ano passado.

O campeão da Copa do Brasil, semifinalista da Copa Sul-Americana e vice do Brasileiro ficou com seus salários atrasados.

A diretoria de Roberto Dinamite assistiu calada os jogadores não se concentrando como protesto.

Depois arrumou dinheiro e o Vasco foi crescendo na Libertadores.

Como o Corinthians, fracassou no estadual.

O que acabou sendo a melhor coisa que poderia acontecer nestas quartas de final.

O rodado time terá uma semana para se preparar.

Descansar da batalha vencida na Argentina.

Lamber as feridas.

Se orgulhar de ter sobrevivido.

E preparar o caldeirão de São Januário para o confronto da próxima quarta-feira.

O primeiro jogo poderá ser fundamental para a batalha.

Os cariocas sabem da obsessão corintiana pela Libertadores.

E quanto ao longo das nove competições que os rivais perderam, o quanto os nervos atrapalharam.

Ganhar no Rio e jogar toda a pressão nos paulistas no Pacaembu.

Este é o plano de Cristóvão e de seus guerreiros de muitas batalhas.

O Vasco chega muito forte para essa decisão...

Assim como o Corinthians.

O único time invicto da Libertadores.

O clube mais cobrado entre todos.

Nenhuma equipe é tão pressionada para vencer a competição sul-americana como o time de Tite.

As vitórias de São Paulo, Santos e Palmeiras tornaram uma desonra ao clube não ter a Libertadores.

A pressão nasce internamente.

Os dirigentes a repassam para o treinador, que repassa aos jogadores.

E os torcedores pressionando a todos.

Graças à influência política de Lula, o Corintians já tem garantido seu estádio.

Agora precisa a Libertadores.

E fez uma campanha impecável até essas quartas.

Se livrou do único ídolo que mantinha no seu elenco: Adriano.

Ao perceber que ele só atrapalharia, Tite o mandou dispensar.

Tratou de apostar tudo na força do conjunto.

Tem uma equipe moderna, muito bem disposta taticamente.

Contra o Emelec ontem no Pacaembu abriu mão do atacante fixo na área, Liédson.

Não havia necessidade de vândalos soltarem rojões na madrugada para deixar os equatorianos acordados.

O Corinthians dominou seus nervos.

Pressionou com toda a autoridade.

E conseguiu quebrar um tabu de 12 anos.

Desde 2000 o time não conseguia passar pelas oitavas de final.

O exorcismo começou aos sete minutos quando Fábio Santos ganhou no peito e na raça da zaga equatoriana e marcou.

Era o plano traçado por Tite dando resultado.

Pressionar o Emelec como um time pequeno desde os primeiro minutos.

Marcar logo no início e domar os nervos dos jogadores e, principalmente, dos ansiosos torcedores.

Depois do gol marcado, o time fez da partida uma festa.

Encurralou os equatorianos na sua grande área.

Foi um massacre.

Os gols de Paulinho e Alex fizeram até um placar tímido.

Pelo que o time paulista jogou poderia ter ganho de cinco, seis a zero.

Emerson foi outra vez o seu melhor e mais inteligente atleta.

Abriu espaço na defesa do Emelec, com dribles, passes e tabelas.

Deu certo Danilo, Alex e Emerson se revezando.

E apenas Willian na frente.

Paulinho e Ralf surgiram bem como elementos surpresa.

O time outra vez usou bem as laterais do campo para desestabilizar o sistema defensivo equatoriano.

Chicão e, principalmente, Leandro Castán, foram muito firmes, seguros.

Cássio desperta confiança na torcida.

Apesar de não ter sido ainda efetivamente testado.

Resumo: tanto Corinthians como Vasco chegam muito bem para as duas batalhas.

Cada um no seu estilo.

Com suas armas e ponto fracos.

O Vasco apostando no talento e no improviso.

E temendo o lado físico de peças fundamentais que se cansam no segundo tempo.

O Corinthians se garante na organização tática, absolutamente estudada e envolvente.

E cruza os dedos para que de uma hora para outra os nervos traiam o time e a torcida.

Não há motivos para cair no velho truque de Juninho Pernambucano.

Não existe favorito neste duelo.

A batalha já começou para vascaínos e corintianos...

Bolivianos jogarem banana em Neymar, para compará-lo a um macaco, pode. Ele se fantasiar de gorila não pode. É racismo. Esse é o Brasil…

reproducao329 Bolivianos jogarem banana em Neymar, para compará lo a um macaco, pode. Ele se fantasiar de gorila não pode. É racismo. Esse é o Brasil...

É o cúmulo do absurdo.

Em La Paz, contra o Bolívar, bananas foram atiradas em direção do Neymar.

Bastava o santista pegar na bola e alguns torcedores bolivianos imitavam macaco.

A diretoria santista protestou na Conmebol.

O presidente vitalício, Nicholas Leoz I, não tomou qualquer providência.

Aliás, só uma.

Multar o Santos por demorar a voltar para o segundo tempo.

A CBF não se envolveu.

O silêncio foi revoltante, inaceitável.

A entidade deveria mostrar a revolta do povo brasileiro.

Mas preferiu se cala e evitar confusões.

Neymar não gosta de polêmicas raciais.

Resolveu não levar adiante.

Fingir que não foi com ele.

Aprendeu.

Uma resposta infeliz até hoje ecoa.

Em uma entrevista ao Estadão, se complicou.

Perguntado se já havia sofrido racismo, respondeu rápido, sem pensar.

"Nunca. Nem dentro e nem fora de campo.

Até porque eu não sou preto, né?"

É óbvio que Neymar é mulato.

Ele representa o melhor que o Brasil tem: a mistura das raças.

Tem mais é que se orgulhar.

Mais de dois anos se passaram da bobagem que falou.

Muita coisa mudou.

Ele está mais maduro.

Sabe que não representa uma raça, uma cor, mas o brasileiro.

Os ignorantes bolivianos que jogaram banana em direção a Neymar são racistas, estúpidos.

Valem-se da passividade da polícia de seu país para continuarem a mostrar todo seu racismo.

Infelizmente é algo corriqueiro graças a Conmebol.

O preconceito racial tem de ser condenado.

Mas tudo tem um limite.

O que não se pode aceitar é o exagero, o fanatismo.

O Ministério Público Federal convocou Neymar para depor.

Ele vai ter de se explicar por haver participado de um clipe de Alexandre Pires.

Seu crime, ter se vestido de gorila.

O nome da música de Pires é Kong.

É uma grande bobagem que mostra os dois fantasiados dançando com várias mulheres.

Mas não para o ouvidor Carlos Alberto Silva Júnior.

Ele foi firme na sua denúncia.

O clipe mostra os negros na "condição de ser inferior".

Negro que "não se desenvolveu a ponto de se tornar ser humano".

Alexandre Pires já deu seu depoimento e, lógico, negou o exagero.

Neymar foi convocado pelo Ministério Público Federal.

Vai ter de explicar porque se vestiu de gorila.

Um absurdo, exagero total do ouvidor.

No Brasil várias situações são distorcidas.

Quando Neymar foi discriminado por bolivianos.

E até bananas foram atiradas em direção a ele, ninguém vê.

Quando o jogador que é negro se veste de gorila tem de se explicar.

Neymar nem acreditou quando soube o que estava acontecendo.

Está aprendendo da pior maneira possível como tudo pode ser absurdo neste País.

É o maior constrangimento do futebol brasileiro. Vândalos prometem soltar rojões na madrugada e não deixar o Emelec dormir. O medo é de novo vexame do Corinthians na Libertadores amanhã…

divulgacao1313 É o maior constrangimento do futebol brasileiro. Vândalos prometem soltar rojões na madrugada e não deixar o Emelec dormir. O medo é de novo vexame do Corinthians na Libertadores amanhã...
A Polícia Militar tem obrigação de trabalhar hoje à noite.

Vândalos garantindo ser torcedores do Corinthians fizeram um pacto.

Marcaram pelo facebook passar a madrugada inteira juntos.

Soltando rojões em frente ao hotel onde está hospedada a delegação do Emelec.

A campanha é bizarra.

Foi batizada de "Operação Sonhe com os Loucos".

É de uma estupidez sem tamanho.

Remete a tudo de ruim e atrasado que acontece na Copa Libertadores.

A delegação equatoriana já foi incomodada nesta madrugada.

Alfinete, personagem do Pânico, ligou para Marcelo Fleitas.

O trote foi pavoroso.

Achando estar fazendo graça, Alfinete passou a xingar o treinador do Emelec.

Palavrões e mais palavrões.

Como se isso fosse engraçado para alguém.

O que transparece nesse tipo de atitude não é vontade de divertir.

E muito menos mostrar revanchismo pela pressão que o Corinthians sofreu no Equador.

Nivelando por baixo, esses vândalos mostram o que gostariam de esconder.

Um medo enorme.

Não do Emelec em si.

Mas do mata-mata na Libertadores.

Essa é a décima que o Corinthians disputa e não ganha.

O nervosismo do time foi parte fundamental nestas desclassificações.

O raciocínio torto dessas pessoas manda que colaborem de alguma maneira com seu time de coração.

E para tentar sofrer menos medo nas arquibancandas, resolveram agir.

Mostrar ao mundo como o povo brasileiro é atrasado.

E quanto falta de confiança destes torcedores no próprio time.

Desejar que equatorianos não durmam direito é um atestado de covardia inacreditável.

A Polícia Militar foi avisada.

E sumiu a página do facebook com a estúpida convocação para a madrugada.

Toda essa bobagem deixa transparente uma situação.

O medo de passar um novo vexame já ronda os torcedores.

Chegou de vez nos vândalos.

Cabe aos comandados de Tite acabar com essa situação ridícula.

Jogarem o melhor que puder para ter a confiança da sua torcida.

Não travar diante da responsabilidade.

Aí desequilibrado nenhum ficará a noite inteira estourando rojões em frente a um hotel.

Cabe ao time corintiano reverter tanta falta de confiança.

E à Polícia Militar de São Paulo trabalhar firme nesta madrugada.

É muita humilhação para o futebol cinco vezes campeão do mundo.

Vândalos desesperados tentando deixar o time do Emelec sem dormir.

O sentimento é de constrangimento e muita vergonha...

(E os vândalos cumpriram sua promessa.

A partir da uma da manhã foi ridículo o que aconteceu.

Rojões e buzinaço para tirar o sono dos equatorianos.

Durou boa parte da madrugada.

A Polícia Militar de braços cruzados.

Este é o País do futuro?)

cosme É o maior constrangimento do futebol brasileiro. Vândalos prometem soltar rojões na madrugada e não deixar o Emelec dormir. O medo é de novo vexame do Corinthians na Libertadores amanhã...

Julio Cesar, abalado como marido traído. Foi o último a saber que foi oferecido pelo Corinthians para a Portuguesa. E implode o ambiente na Libertadores…

ae93 Julio Cesar, abalado como marido traído. Foi o último a saber que foi oferecido pelo Corinthians para a Portuguesa. E implode o ambiente na Libertadores...
A última coisa que empresários sabem fazer é se calar.

Ainda mais quando estão para fechar um ótimo negócio.

Saem das reuniões com dirigentes jurando silêncio absoluto.

Mas a promessa é logo esquecida.

É o que aconteceu na reunião que envolveu a negociação do volante Guilherme com o Corinthians.

A jovem revelação esperava jogar no Parque São Jorge ainda no final de 2011.

Mas Manoel da Lupa quis segurá-lo até o final do Paulista.

Foi um erro.

Com a cabeça no time de Tite, Guilherme foi mal demais.

E acusado como um dos responsáveis pelo rebaixamento no Estadual.

Torcedores da Portuguesa passaram a ameaçá-lo.

Wagner Ribeiro procurou da Lupa e disse que era a hora de tirar seu atleta do Canindé.

O Corinthians não quer gastar muito com Guilherme.

E decidiu oferecer jogadores para amortizar o preço do volante.

Boquita, Renato e Lulinha não foram surpresa para Manuel da Lupa.

Mas ele não esperava por Julio Cesar.

O goleiro foi oferecido por empréstimo.

O jogador campeão brasileiro, que era titular até as quartas de final do Paulista contra a Ponte.

Ele nem imaginava que o Corinthians quisesse negociá-lo.

Mantinha esperança de voltar a brigar pela posição.

Júlio César é um dos atletas mais queridos do elenco.

Saber que se tornou moeda de troca com a Portuguesa abalou o jogador.

Ele está concentrado para a partida de amanhã contra o Emelec.

Os dirigentes corintianos não esperavam que se tornasse pública a transação.

Queriam antes saber se a Portuguesa aceitava Julio Cesar.

E depois comunicar ao goleiro.

Foi criado um mal-estar desnecessário na concentração.

O jogador percebeu que os tapas nas costas que recebia dos dirigentes não valeram de nada.

Muito pelo contrário.

Bastou uma partida de Cássio e se tornou desnecessário.

E o pior.

A direção da Portuguesa não sabe se aceita o goleiro.

Manoel da Lupa não vibrou com a oferta, não.

Sabe muito bem que Julio Cesar está em baixa depois das falhas contra a Ponte.

A Portuguesa aceitar ou não a transação não importa.

O que vale destacar é a falta de tato da direção corintiana.

O clube está em plena disputa do mata-mata da Libertadores.

Resolve negociar um dos seus jogadores mais queridos do elenco.

Não o avisa.

Confia que os empresários seriam sigilosos.

Tudo o que a direção corintiana conseguiu foi expor, abalar o atleta.

Foram os mesmos dirigentes que diziam há um mês que ele era o símbolo do Corinthians.

E o incentivaram até a montar uma loja que só vende produtos do clube.

Não é por acaso que ele está se sentindo traído.

Com que motivação ele ficará até o final da Libertadores?

Sabendo que além de não haver chance de recuperar a posição, seu destino está traçado.

Não ficará no Corinthians, mesmo com o time campeão.

A diretoria quer vê-lo como goleiro da Portuguesa.

O Corinthians consegue.

Na Libertadores, não precisa de inimigos.

Ele mesmo trata de se implodir...

(Para tentar acalmar o clima...

A direção do Corinthians foi obrigada a publicar uma nota.

Tentou desmentir que tivesse oferecido Júlio César.

Só que se esqueceu de combinar com dirigentes da Portuguesa.

Eles reafirmaram que a idéia de o goleiro jogar no Canindé foi corintiana.

O conserto não foi tão bom assim.

Ficou claro que os corintianos não esperavam que a notícia vazasse.

E ainda teria mais...

A direção da Portuguesa revelou que além de Júlio César.

Mais cinco jogadores foram oferecidos por Guilherme.

Boquita, Ramírez, Ramon, Lulinha e Renan.

A Portuguesa que escolhesse três...)

Casamentos e até funerais nos gramados dos estádios do Mundial. Dívidas e mais dívidas. Este é o triste legado da Copa na África do Sul. E pode ser o do Brasil…

reproducaofifa Casamentos e até funerais nos gramados dos estádios do Mundial. Dívidas e mais dívidas. Este é o triste legado da Copa na África do Sul. E pode ser o do Brasil...

Muito se fala em legado da Copa de 2014.

O que ficará depois do Mundial?

Valerá a pena ao Brasil gastar R$ 80 bilhões em um competição de um mês?

E o que acontecerá com as 12 novas arenas?

O Brasil tem muita semelhança com a África do Sul.

Principalmente a desigualdade social.

E o país realizou a última Copa do Mundo em 2010.

Estava lá e percebi a empolgação e o orgulho que dominavam governantes e a população.

Mas quase depois de dois anos, qual o legado do mundial?

O que ficou?

Foi para saber o que aconteceu...

E fazer uma projeção do futuro do Brasil que procurei Adriana Bittar.

Ótima repórter da TV Record.

Ela é correspondende na África do Sul.

Pedi um relato dos reflexos da Copa do Mundo no país.

Aqui está.

O Brasil que se prepare...

Muito obrigado, Adriana...

Que tal se casar num Estádio de futebol?

É isso mesmo que você leu! Aqui na África do Sul a idéia está virando moda.

Não porque estádios sejam os melhores locais do mundo para se trocar alianças, mas sim porque sobra espaço e falta público.

Quando se fala em pagar as contas do que restou da Copa de 2010, os administradores precisam mesmo ser bastante criativos.

Até velórios já foram realizados em locais feitos (inicialmente) para receber partidas de futebol.

E isso não é boato não.

O próprio administrador do Estádio Mbombela, na cidadezinha de Nelspruit me confirmou a informaçao.

E olha, sem nenhum constrangimento. Segundo ele, este tipo de evento é de baixo custo e qualquer dinheirinho é bem-vindo nessa altura do campeonato.

Espere aí, que campeonato?!

Está certo, o sul-africano gosta, e muito, de futebol, mas não troca o sofá pela arquibancada.

Aqui, estádios só ficam lotados em dias de clássico. Para se ter uma idéia a média de público, nos jogos da primeira divisão, é de 7 mil pessoas.

Então, me diga, se num Estádio, construído especialmente para o mundial, cabem 40, 50, 60 mil pessoas, o que fazer com tantos assentos vazios?

Jogo duro.

O Mbombela tem 43.589 lugares.

Pra quê?

Se nem a cidade, nem a Província onde ele fica tem sequer um time de rugby ou de futebol na primeira divisão...

Ou seja, um desperdício.

A África do Sul usou dez Estádios para sediar a Copa.

Cinco foram erguidos do zero, quatro reformados e o Soccer City reconstruído praticamente em 90%.

E como não existe milagre, o equivalente a 1bilhão e 200 milhões de reais tiveram de sair dos cofres públicos.

Muito pra um País que ainda não conseguiu solucionar problemas básicos e de longa data, como violência, altíssima taxa de desemprego, saúde pública ineficiente e uma epidemia de AIDS/HIV que choca o mundo pelas estatísticas.

Recentemente conversei com um renomado economista sul-africano,Mike Schussler, um especialista em grandes eventos.

E acho que nós dois jogamos no mesmo time, pois para ele, o dinheiro usado na Copa poderia ter sido usado de uma melhor forma, como construção de casas e contratação de enfermeiras.

Na ocasião ele disse algo que marcou: "temos muitos Estádios, mas ainda temos escolas sem cadeiras e sem livros." Forte, não é?

Eu não sou contra uma Copa do Mundo.

Muito pelo contrário.

Acho que um evento desse porte também tem muitos aspectos positivos: pode trazer investidores estrangeiros, aquecer a economia, colocar o Brasil no mapa.

Eu só não acho que - futebol, futebol, futebol - tem que ser a prioridade quando muita gente dorme de barriga vazia.

Segundo o economista, infelizmente, uma Copa do Mundo não beneficia gente pobre. Pela experiência sul-africana, eles recebem apenas migalhas durante quinze dias.

No ano passado visitei uma favela que fica a alguns quilômetros do Soccer City, o Estádio símbolo do mundial de 2010. O Soccer City é uma beleza, um monumento arquitetônico. Custou nada menos que 700 milhões de reais. E isso torna a realidade ainda mais cruel.

Na favela de Kliptown dezenas de famílias dividem uma única torneira, que obviamente fica numa área aberta, em plena calçada.

A água que sai dali é a que eles usam para tudo. Tudo mesmo: beber, lavar roupa, tomar banho. Você acha possível? Eu não acho!

Os banheiros químicos, colocados pela prefeitura, ficam no meio da rua.

Ou seja: privacidade zero.

Mas isso nem é o mais grave pra esse povo sofrido, que não viu um centavo do dinheiro "investido" na Copa.

Lá, conheci Nelly, uma jovem de 27 anos, desempregada há seis.

A definição dela para o significado da Copa do Mundo é algo que sempre vem à minha cabeça, quando se toca nesse tema.

Segundo as palavras dessa moça simples, a Copa do Mundo é um piscar de olhos.

Num momento está aqui; no outro não está mais.

Alguns representantes de Estádios sul-africanos insistem em dizer que o local proporciona lazer para a população ao redor.

Como?

Se quem não tem dinheiro para comprar pão e leite, não vai comprar ingressos de futebol.

Eu sou obrigada a admitir: os Estádios da Copa da África são mesmo lindos, verdadeiros cartões-postais. Mas como já dizia minha vó, beleza não põe mesa.

O fato é que muitos estão subaproveitados.

O Green Point, na Cidade do Cabo, por exemplo quase foi demolido.

Esse daí é um problemão que restou dos dias de glória.

Foi o Estádio mais caro do Mundial, com um custo aproximado de 1 bilhão de reais.

O detalhe é que a cidade já tinha dois Estádios.

Segundo jornalistas esportivos daqui, a FIFA exigiu que um terceiro fosse construído, sob a ameaça de tirar os jogos do município.

É muita pressão.

E como o governo não tem Know-how para tocar esses gigantes, a melhor solução foi entregar seis deles para a administração privada.

Uma empresa chegou a assumir o Green Point, mas quando viu o tamanho do buraco, desfez o negócio e devolveu o Estádio.

O governo até hoje está à procura de um arrendatário.

Quem se habilita?

O custo de manutenção dos quatro estádios que estao nas mãos do poder público é uma fortuna.

Mas como aqui, nada que venha do governo é transparente, não existe nenhum dado oficial.

O problema é que a população ainda vive o sonho de ter sediado a primeira Copa do continente africano e talvez por isso, não tenha caído a ficha de que é o contribuinte que paga a conta, através dos impostos.

Dos dez palcos do Mundial, a única história de sucesso é a do Soccer City.

A empresa que administra o local encontrou uma solução: menos futebol, mais eventos.

O Soccer City, atualmente é o queridinho dos artistas internacionais para shows.

Além disso, recebe as maiores feiras do País.

A fórmulla é criticada por muitos, mas pelo menos é um modelo de como terminar o mês no azul.

A Copa da África foi um sucesso?

Sob alguns aspectos, acredito que sim.

Sob outros, não tenho tanta certeza.

Acho que o sucesso de um evento desse porte se mede pelo legado.

O que restou?

Quantos empregos fixos foram gerados?

As crianças estão indo pra escola?

Tem mais polícia na rua?

Melhorou a vida do cidadão comum?

A economia cresceu?

Afinal, depois de qualquer festa, os convidados vão embora.

Mas o dono da casa fica...

divulgacao324 Casamentos e até funerais nos gramados dos estádios do Mundial. Dívidas e mais dívidas. Este é o triste legado da Copa na África do Sul. E pode ser o do Brasil...

Fracasso de público e audiência, Guarani e Santos. O jogo só fez executivos da Globo torcer para chegar logo o Brasileiro. E o início da ‘espanholização’ de Corinthians e Flamengo…

divulgacao3256 Fracasso de público e audiência, Guarani e Santos. O jogo só fez executivos da Globo torcer para chegar logo o Brasileiro. E o início da espanholização de Corinthians e Flamengo...
Foi um fracasso o primeiro jogo entre Guarani e Santos.

Poucas vezes na história uma decisão de Campeonato Paulista atraiu tão pouco.

A falta que Corinthians, São Paulo e Palmeiras fazem é incrível.

Marco Polo del Nero errou totalmente em forçar a partida no Morumbi.

Ele matou de vez a chance do time interiorano.

Em Campinas, jogando em casa, os comandados de Vadão poderiam impor maior resistência.

No campo neutro do São Paulo, não.

Qualquer criança de dez anteveria a situação.

Como anteviu a própria torcida do Guarani.

Ela não se mobilizou para vir a São Paulo.

Sabia que seu time não teria chance.

Não houve a empolgação que a endividada diretoria bugrina esperava.

Tanto que ter 55% dos ingressos do primeiro jogo foi um erro.

O Guarani teve de devolver 15 mil ingressos à FPF.

O torcedor santista também não ficou enlouquecido pelo jogo.

Sabia que o título estava garantido.

Ainda mais em duas partidas...

E preferiu poupar para o jogo contra o Bolívar pela Libertadores.

Apenas 40 mil pessoas foram ao Morumbi.

Os preços da decisão foram majorados.

Passaram para o mínimo de R$ 60,00.

Pouco mais de 62 mil ingressos foram colocados à venda.

As diretorias dos dois clubes não têm coragem.

Mas internamente culpam Marco Polo pelo fracasso financeiro da decisão.

O fracasso promete ficar pior.

Depois dos 3 a 0 do Santos, a torcida campineira não deverá ir ao Morumbi.

Não há sentido o Guarani ficar com uma carga de 45% dos novos 62 mil ingressos confeccionados.

Marco Polo se diz amarrado ao combinado e quer manter a divisão das entradas.

Aos santistas, 55% dos bilhetes.

Dado a inovações para chamar atenção à decisão, o presidente da FPF não sabe o que fazer.

O desinteresse dos jogos travou a sua imaginação.

A expectativa é que a segunda partida não tenha mais do que 40 mil torcedores.

Isso do ponto de vista dos otimistas.

O que não é o caso de executivos da tevê Globo.

Guarani e Santos significou 19,9 pontos de audiência.

Um fracasso para uma decisão.

Frustrante em todos os aspectos.

Com Neymar, Ganso & Cia.

A torcida era para que chegasse ao menos em 25 pontos.

Mas deu 2,1 pontos de audiência a menos do que a semifinal entre São Paulo e Santos.

Um desastre para os patrocinadores.

Os corintianos, os são paulinos e os palmeirenses nem quiseram saber do jogo.

Mesmo com Neymar.

Tudo o que é ruim, pode ficar pior.

A cúpula global espera menos audiência ainda na final.

Não há como o Guarani reverter os 3 a 0.

É uma equipe muito mais fraca do que a santista.

Não há expectativa, não há interesse do telespectador.

Quem for santista vai aplaudir a festa anunciada.

Aos outros torcedores não há nem o direito de torcer contra.

E eles devem preferir nem ver o jogo.

No Rio, o clássico entre Fluminense e Botafogo foi bem melhor.

Rendeu sólidos 28 pontos à Globo.

Mas não há alegria.

Em São Paulo, executivos da emissora carioca lamentam a ausência do Corinthians.

No Rio, a do Flamengo.

Em conversas informais, eles acreditam que tudo será mudado quando começar a 'espanholização'.

Ou seja, os clubes mais populares do Brasil ganharem mais dinheiro da Globo.

Assim como Real e Barcelona ganham na Espanha, daí o termo.

Com mais dinheiro a partir deste Brasileiro, a Globo tem a esperança de corintianos e flamenguistas montarão times melhores.

Possam participar de mais finais.

E render mais audiência à emissora.

Assim o preço pode ser aumentado dos patrocinadores.

Essa é a cruel equação.

Decisões como a de Santos e Guarani não servem para a Globo.

De fosse possível para a emissora, Corinthians e Flamengo decidiriam todas as competições.

Assim como a tevê espanhola torce sempre por Real Madrid contra Barcelona, os clubes a quem mais paga.

Daí o plano maquiavélico de espanholizar o futebol brasileiro...

Lágrimas de Oscar fazem Inter aumentar a proposta para o São Paulo. E tentar liberá-lo na Libertadores. Mano Menezes já sinaliza levar o meia para a Olimpíada. Tudo mudou…

divulgacao2100 Lágrimas de Oscar fazem Inter aumentar a proposta para o São Paulo. E tentar liberá lo na Libertadores. Mano Menezes já sinaliza levar o meia para a Olimpíada. Tudo mudou...
Foi emocionante a crise de choro de Oscar.

Após marcar o gol de empate contra o Caxias, o meia desabou.

Foi cercado por seus companheiros.

Ele perceberam a felicidade do meia a voltar aos gramados.

As lágrimas valeram milhões.

A diretoria do Inter fez um pacto.

Depois de muita conversa ontem e hoje pela manhã, o Inter vai aumentar sua proposta ao São Paulo.

Giovanni Luigi resolveu avisar a Juvenal Juvêncio que deseja conversar de novo.

Acertar de vez a compensação que o clube paulista quer para ceder Oscar.

E acabar com a questão jurídica.

Luigi aposta que esta negociação pode ser o doping moral que o time precisa para eliminar o Fluminense.

Dorival Júnior e os companheiro de time têm esperança que seja liberado para atuar na quinta-feira.

A direção do Inter está apoiada na Federação Gaúcha na briga para que o meia possa jogar.

Quanto à negociação com o São Paulo, Juvenal Juvêncio também se cansou da briga.

Já se conscientizou que a pendenga jurídica pode levar ainda meses.

E tudo o que está conseguindo é ter a Justiça Trabalhista contra o clube.

José Maria Marin que apoiava o clube do Morumbi cegamente, já quer a conciliação.

A CBF não quer problema com a Justiça Trabalhista.

Juvenal soube do encontro de hoje entre o ministro Guilherme Caputo Bastos.

E para Caputo, de acordo com a imprensa gaúcha, o jogador reafirmou que pretende continuar no Inter.

Não só pelos salários, mas pela maneira com que foi tratado.

E reafirmou que não se sente bem nem em pensar em voltar ao Morumbi.

Quer seguir sua vida e que o São Paulo não deixa.

O ministro ficou ainda mais convencido que acertou na decisão de liberá-lo para atuar no Inter.

Para ele, a questão é só ressarcir o São Paulo.

A direção do Inter promete fazer uma proposta perto dos R$ 17 milhões pedidos por Juvenal.

O clube já ofereceu R$7 milhões.

E Oscar daria mais R$ 2 milhões.

A proposta foi de R$ 9 milhões.

O meio termo seria algo em torno de R$ 14 milhões.

É o que a direção gaúcha vai tentar.

E pela primeira vez há a chance real do clube paulista aceitar.

As boas notícias não param para Oscar.

Mano Menezes já sinalizou que se o meia continuar a jogar, o convocará para as Olimpíadas.

Dirigentes do Inter receberam extraoficialmente o aviso.

O jogador conseguiu se livrar da confusão jurídica a tempo.

É presença garantida em Londres.

O jogador está entusiasmado em Porto Alegre.

Poucas vezes no futebol brasileiro lágrimas tiveram tanta importância...

O melhor jogador do Fluminense foi Oswaldo de Oliveira. Estático, colaborou como pôde para a goleada de 4 a 1 e o título antecipado do time de Abel Braga…

ae12 O melhor jogador do Fluminense foi Oswaldo de Oliveira. Estático, colaborou como pôde para a goleada de 4 a 1 e o título antecipado do time de Abel Braga...
Nem o banho de cultura oriental mudou Oswaldo de Oliveira.

Oswaldinho para os íntimos.

Não tem cabimento o que ele fez com o Botafogo.

Sorte que o presidente Maurício Assumpção festejou com a Taça Rio.

Porque a taça do Campeonato Carioca de 2012 é do Fluminense.

Com uma contribuição especial e absurda de Oswaldinho.

No Engenhão, o Botafogo começou bem o jogo.

Explorando com velocidade o frágil sistema defensivo de Abel.

Cada vez que o time tricolor perdia a bola era um despero.

Renato colocou o Botafogo na frente.

E Fred empatou com um gol maravilhoso de bicicleta.

O técnico botafoguense já dava uma demonstração de miopia.

Ele deixou Deco jogar livre, solto.

Com espaço para raciocinar, ele já estava destroçando o sistema defensivo botafoguense.

Mas tudo iria ruir de vez aos 11 minutos do segundo tempo.

Lucas fez falta infantil e desleal em Thiago Neves.

Recebeu merecidamente o segundo amarelo e foi expulso.

No minuto seguinte, Deco com maestria deixou Sóbis livre para virar o jogo.

Com um atleta a menos, o Fluminense melhor e tendo mais uma partida para decidir o campeonato, o que deveria fazer Oswaldinho?

Reforçar o sistema defensivo e evitar um desastre.

Mas sua postura foi amadora.

Continuou impávido à frente do banco de reservas.

Enquanto fazia pose para a tevê, seu time tomava gols.

O Botafogo continuou aberto, escancarado.

E o Fluminense foi cruel.

Em um contragolpe fácil demais, Thiago Neves deixou Sóbis livre diante de Jefferson.

Ele driblou o goleiro antes de fazer 3 a 1.

Foi quando Oswaldinho resolveu agir.

Tirou Loco Abreu, o único jogador lúcido.

A substituição seria justificada se entrasse um volante ou um zagueiro para fechar sua esburacada defesa.

Mas ele trocou oito por meia dúzia.

Colocou o também atacante Herrera, muito mais limitado do que Loco Abreu.

Oswaldinho foi xingado e vaiado por sua torcida.

Deve ter sentido uma vontade enorme de voltar ao Japão.

Insistiu em virar a cara para o óbvio.

E colocou Caio no lugar de Elkeson.

Abel Braga nem acreditava na contribuição do treinador botafoguense.

Seu time tinha todo o espaço possível para contragolpear.

E golear.

Foi o que fez.

O jovem Marcos Júnior não teve pena e marcou 4 a 1.

O título carioca já tem dono.

É do Fluminense.

Com uma contribuição inaceitável de Oswaldinho.

O Botafogo sabia o risco que corria ao repatriá-lo do Japão.

Ele viajou para tão longe porque já não tinha mercado de trabalho por aqui.

Mauricio Assumpção havia esquecido o motivo.

Depois da humilhação de hoje deve ter se lembrado...

O tricampeonato do Santos foi fácil demais. O time goleou o Guarani por 3 a 0. E ainda se poupou para o Bolívar na Libertadores…

divulgacao1 O tricampeonato do Santos foi fácil demais. O time goleou o Guarani por 3 a 0. E ainda se poupou para o Bolívar na Libertadores...
O Santos ganhou o tricampeonato paulista.

E ainda se poupou hoje no Morumbi.

Guardou energia preciosa para a revanche contra o Bolívar pela Libertadores.

Nunca foi tão fácil ser campeão de São Paulo.

Diante da fragilidade do Guarani, os jogadores se seguraram.

Não forçaram.

Atletas são muito intuitivos.

Sabiam que não corriam riscos.

O Santos venceu fácil por 3 a 0...

E garantiu o sonhado primeiro tricampeonato paulista após Pelé.

Os talentos de Ganso e Neymar decidiram a final.

A partida do próximo domingo será um mero amistoso sem maior expectativa.

Vadão e seu bravo time sabem que chegaram ao limite.

Foi uma decisão sem emoção.

A manobra da FPF em levar os dois jogos para o Morumbi foi um tiro no pé.

Só deixou tudo ainda mais fácil para o favorito.

Se o primeiro jogo fosse no Brinco da Princesa...

O Guarani poderia mostrar mais resistência, pelo menos.

Mas na neutralidade da casa do São Paulo, se mostrou uma presa fácil.

No etapa inicial, o time deu a falsa impressão de que não se dobraria tão fácil.

Vadão, muito bom estrategista, travou o toque de bola santista.

Superpopulou o meio de campo.

Viu seu time roubar bolas importantes.

Mas estava sem o cérebro de Fumagalli.

E os pulmões de Oziel.

A estratégia estava dando certo também pela fraca atuação de Paulo Henrique Ganso nos primeiros 45 minutos.

Estava acomodado na intermediária.

O time campineiro só tinha uma esperança.

Fabinho pela ponta esquerda, em cima do improvisado Henrique.

Mas Muricy colocou Adriano para antecipar os previsíveis lançamentos ao ataque pelo seu lado direito.

Deu mais do que certo.

No primeiro tempo, o Santos não pôde impor o seu toque curto de bola.

Em compensação, o Guarani também não se beneficiava dos lançamentos longos, como gosta de atuar.

Lance real de perigo só tinha acontecido ao dois minutos.

Depois de Neymar driblar quatro jogadores, foi derrubado.

Elano cobrou e mandou a bola no travessão.

O Santos visivelmente cadenciava a partida.

Não queria correr, se desgastar.

E facilitava a marcação campineira.

Tudo ia dentro do previsível, até modorrento, quando a bola sobrou na entrada da área para Ganso.

Com talento, ele bateu colocado, tirando a bola do alcance de Emerson.

O Santos fazia 1 a 0, em ritmo de coletivo.

No segundo tempo, tudo ficou ainda mais fácil.

O Guarani se abriu tentando empatar o jogo.

Logo no primeiro minuto, Bruno Recife acertou um ótimo chute...

Aranha fez grande defesa e espalmou a bola para a trave.

O lance foi a maldição campineira.

Empolgados os jogadores de Vadão se adiantaram buscando o empate.

Foi quando sobrou espaço para Neymar.

Ganso, que ouviu uns gritos de Muricy para acordar, voltou bem melhor.

E os dois acabaram com o longo e monótono Campeonato Paulista.

Aos 20 minutos, Juan descobriu Ganso livre na grande área campineira.

Ele tentou driblar Emerson, mas o goleiro tocou na bola.

Ingrata, ela procurou Neymar, que só tocou para as redes.

Com vinte minutos, o Santos fazia 2 a 0.

Os dois times sabiam que tudo havia terminado.

Mas tinham de cumprir o seu papel.

Vadão adiantou ainda mais o Guarani.

Precisava conseguir ao menos um gol para deixar viva a esperança de título.

E o previsível aconteceu.

Tomou o terceiro.

Henrique fez espetacular lançamento para Neymar.

Ele dominou a bola no peito, invadiu a área e fez 3 a 0.

Foi o seu 104º gol com a camisa santista.

O Campeonato Paulista tem o seu tricampeão.

Para desespero da Globo, o jogo do próximo domingo perdeu o interesse.

Acabou a decisão paulista.

Não há como a equipe campineira tirar os três gols de vantagem do Santos.

O time de Muricy não tem nada a ver com a fórmula do torneio.

Fez o que deveria fazer.

Ganhou o seu sonhando tricampeonato se poupando.

Neymar já é um dos maiores artilheiro da história santista pós-Pelé.

Tem 104 gols como Serginho Chulapa e João Paulo.

Luís Álvaro já pode pagar a premiação pelo primeiro título santista no ano do seu centenário.

Os 3 a 0 só foram a primeira parte do mais previsível final de Paulista dos últimos anos.

No domingo, tem mais.

Principalmente para quem gosta de ver um filme sabendo o final.

Parabéns ao time de Muricy pelo seu terceiro tricampeonato paulista.

Em São Paulo há um clube que domina o seu território.

E deixou bem para trás o Trio de Ferro.

Corinthians, São Paulo e Palmeiras não são concorrentes à altura.

Muito menos o Guarani.

Ele se chama Santos Futebol Clube...

O maior medo da TV Globo neste domingo: que o Santos de Neymar acabe com a fraca decisão do Paulista hoje. E sabote com a programação do próximo domingo…

divulgacao55555 O maior medo da TV Globo neste domingo: que o Santos de Neymar acabe com a fraca decisão do Paulista hoje. E sabote com a programação do próximo domingo...
Santos e Globo estão em caminhos opostos hoje no Morumbi.

Muricy Ramalho e seus jogadores querem acabar com a decisão do Paulista hoje.

Vão fazer o possível para ganhar muito bem do Guarani.

Abrir uma boa vantagem de gols.

Esvaziar o jogo do próximo domingo.

Garantir o tricampeonato paulista.

E se concentrar apenas na Libertadores.

Isso é tudo o que a TV Globo não quer.

Já há uma grande decepção pela final não ter dois times grandes.

Preferencialmente o Corinthians.

A audiência da semifinal entre São Paulo e Santos ainda incomoda demais os executivos da emissora.

22 pontos no domingo passado foram considerados decepcionantes.

E quando houve a definição por Santos e Guarani, aí sim que os nervos ficaram à flor da pele.

A emissora apelou para o que considerou mais atraente.

Durante a semana inteira, Neymar teve mais visibilidade possível.

Sua imagem foi utilizada como uma forma de captalizar torcedores de outras equipes.

Mostrando o atleta a todo o momento como um fora de série, quase um Pelé dos anos 2000.

Foi utilizada artificialmente o que acontecia na década de 60 naturalmente.

Corintianos, palmeirenses e são paulinos iam aos estádios reverenciar a genialidade de Pelé.

A emissora carioca sonha que Neymar os deixe diante da televisão neste domingo cinzento em São Paulo.

E também no outro domingo.

Hoje já será difícil.

Se o Santos conseguir uma vitória 'boa demais' acabará com a graça do próximo final de semana.

Com tudo decidido hoje, acabará o interesse no outro domingo.

E a audiência será mais baixa ainda.

Os executivos da emissora não sabem o que fazer.

Apenas temem que a decisão bata outro recorde negativo.

O de decisão de campeonato menos assistido da história.

Botafogo e Palmeiras já protagonizaram a partida com menor índice de audiência para um domingo.

Assustadores 12 pontos.

A raiva dos comandantes da emissora foi tanta que o Palmeiras será o grande paulista menos mostrado no Brasileiro.

O clube do Parque Antártica está nos pesadelos da Globo há muito tempo.

No ano passado, jogando contrao Grêmio atingiu 15 pontos e 30% de share.

Share é o número de aparelhos ligados.

Na madrugada do mesmo dia, o MMA com a vitória de Cigano sobre Cain Velasquez bateu o futebol.

Ficou com 16 pontos e 43% do share.

Mesmo com a queda gradual de audiência, o futebol continua sendo um grande investimento para a emissora.

Há seis cotas de patrocínio master.

Elas custaram R$ 174 milhões em 2012.

O que alcançou a quantia de R$ 1,04 bilhão.

Em comparação, a cota de 2005 chegava a R$ 78 milhões.

Mas a empolgação com o futebol diminuiu.

Usando o Brasileiro como base, a audiência caiu 20% em dez anos.

Em 2001, a média ficou em 26,2%.

Em 2011, despencou para 21,1%.

E continua caindo.

Os patrocinadores já perceberam e reclamam.

Sonhavam que, com a proximidade da Copa do Mundo, o interesse fosse aumentando.

Mas não é que está acontecendo.

Em pesquisa recente, cerca de 72% associam a expressão Copa de 2014 com corrupção.

Isso é péssimo para quem controla o futebol no País.

São Paulo continua sendo a grande vitrine porque é o estado mais rico da União.

Por mais que o Rio faça festa com Fluminense e Botafogo...

A atenção da Globo está em Santos e Guarani.

E tudo o que os executivos da emissora não querem é que Neymar e Ganso acabem com o próximo domingo.

Mas deveriam avisar Luís Álvaro que já aumentou a premiação do time.

Quer a definição do primeiro tricampeonato depois de Pelé, no ano do Centenário, hoje.

É bom os executivos da Globo colocarem sua camisa verde e irem ao Morumbi gritar pelo Guarani.

Ou na próximo domingo mostrar Zorra Total às 16 horas....

(Foi o que aconteceu.

A vitória de 3 a 0 para o Santos foi um desastre para a Globo.

Sem saída ou imaginação...

A semana inteira será novamente massacrada por Neymar.

A ordem é fazê-lo aparecer em todos os programas possíveis.

Tudo para evitar o recorde negativo de audiência em uma decisão de campeonato.)