O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração…

1ae1 1024x576 O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração...
É de longe o clube mais empolgado do Brasil. Não é o melhor. Não tem os grandes valores técnicos. Seu treinador está se redimindo depois de dez anos de decadência. Suas dívidas somam mais de R$ 500 milhões. Mas o casamento do Maracanã e a sua torcida tiveram o efeito de um desfibrilador gigantesco para o Flamengo.

Foi como uma catarse. A diretoria elitista não se conformava em ver um técnico simples como Jayme de Almeida. Pouco importavam a Copa do Brasil do ano passado e o Carioca deste ano. No torneio 'de verdade', a Libertadores, o time foi um fracasso. Ter jogadores fracos e uma programação péssima não contaram. Jayme nunca foi visto além de um auxiliar. Havia desconforto em vê-lo como comandante do Flamengo.

Empresários sabiam disso e entraram em contato com Ney Franco no Vitória. E na Gávea todos sabiam que ele chegaria para assumir o time. Jayme foi o último a saber. Mas a manobra foi um fracasso. Os jogadores souberam da articulação. E rejeitaram o novo técnico. Inseguro, Ney resistiu apenas sete partidas. Foi mandado embora.

Com medo do rebaixamento à flor da pele, dirigentes se mexeram. Tentaram fechar com Tite, ouviram 'não'. Depois sondaram Oswaldo de Oliveira, que não imaginava que seria demitido do Santos. Outro não. Só depois contataram Vanderlei Luxemburgo. Sua íntima ligação com a Gávea e as conquistas antigas serviam como escudo. Decadente, ele sabia ter as portas dos principais clubes do país fechadas para 'seus projetos'. Aceitou correndo R$ 350 mil mensais. Recebeu apenas uma missão, evitar o rebaixamento.

Esperto, Vanderlei tratou de deixa pública a sua tarefa. E que batizou no seu vocabulário simplório de 'confusão'. Supersticioso, evita a palavra rebaixamento. Para evitar sua energia negativa.

Do lado prático, Luxemburgo se viu de novo presenteado pelo destino. Tinha nas mãos mais uma oportunidade para salvar a sua reputação. Milionário e avô, Vanderlei tinha a obrigação de se concentrar apenas na montagem da equipe. Da sua comissão técnica gigante que adorava levar aos clubes, sobrou seu melhor companheiro e profissional. Antônio Mello. Ele é excelente preparador físico.

Burro, Vanderlei nunca foi. Tratou de montar um esquema para aproveitar as características do limitado grupo que tinha nas mãos. Tratou de, sempre apelando para o seu vocabulário, fechar a casinha. Ou seja, proteger a defesa. Baniu sem dó o problemático goleiro Felipe. Foi a vingança particular por ele ter comemorado sua demissão em 2012. Fixou o ótimo Paulo Victor. E mostrou ter aproveitado a Copa de 2014, como comentarista da Fox Sports.

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Tratou de usar o fôlego dado aos atletas por Antônio Mello. E fez do Flamengo, o melhor time com recomposição defensiva do país. O que falta na técnica, no talento, os jogadores compensam atuando de maneira compacta. Com todos os setores se ajudando. Quando o time carioca é atacado, forma duas linhas de quatro e cinco jogadores. E com tanta disposição, quase nunca é surpreendido nos contragolpes. Sem nenhuma estrela para sabotar seu trabalho, como fez Ronaldinho Gaúcho, os atletas o obedecem cegamente. É algo emocionante a aplicação. Marcando tem a intensidade um time europeu.

A grande arma ofensiva do Flamengo está na correria. Na vibração. Everton é o grande motor da equipe. É quem articula os contra-ataques velozes. Quando está de posse de bola, Léo Moura e João Paulo abrem pelas laterais como pontas. Podem descer sem medo que a equipe atua com três volantes. E aí Gabriel, Eduardo da Silva ou Nixon se viram. Finalizando ou abrindo espaço para quem vem de trás. Cáceres, Canteros, Márcio Araújo surgem de forma inesperada.

O que parecia ser um enorme desfalque, o afundamento da testa de Alecksandro, foi benéfico taticamente. O artilheiro grandalhão fazia gols, abria espaço. Mas é lento. O Flamengo incendiou seus ataques com o velocista e habilidoso Gabriel. O que parecia ruim acabou sendo uma dádiva.

Mas por trás de todos esses acertos está a empolgação da torcida. Com o final da Copa, restou o novo Maracanã. A proximidade do gramado, a acústica do estádio já haviam feito milagres em 2013. Só não continuou fazendo porque Jayme era sabotado dentro do clube e Ney Franco misturou sua insegurança e a rejeição dos atletas. Luxemburgo foi premiado. Tem a diretoria toda e os jogadores a seu favor. E mais os apaixonados e vibrantes torcedores.

Primeiro eles queriam continuar a se vangloriar pelo fato de o Flamengo ser o único clube grande do Rio a não ser rebaixado. Depois, sentiram até antes de Luxemburgo e da própria diretoria a possibilidade de vencer a Copa do Brasil. O exemplo foi contra o Coritiba. Vanderlei levou um time misto para a primeira partida diante do time paranaense em Curitiba. Perdeu sem choro por 3 a 0. Na verdade, seria bom ter apenas o foco no Brasileiro. Mas a torcida se recusou a ver a equipe eliminada.

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Apoiou de maneira tão intensa na partida de volta que veio a reviravolta inesperada. Nem Luxemburgo ou dirigentes acreditavam na sobrevivência do clube na competição. Os jogadores foram empurrados pelos gritos dos torcedores. Outra vez de arrepiar até torcedor do Vasco. No coração e não na técnica, o Flamengo venceu por 3 a 0. E ganhou a classificação nos pênaltis. A partir daquele 3 de setembro, tudo mudou.

Foram 17 partidas. A equipe eliminou o América do Rio Grande do Norte e venceu a primeira semifinal do Atlético Mineiro por 2 a 0 no Maracanã. Se livrou de vez da chance do rebaixamento com a vitória ontem por 3 a 0 contra a Chapecoense, sem quatro titulares. 2014 está salvo.

Mas o Flamengo pode mais. Os dirigentes 'amarraram' os pés de Luxemburgo na Terra. Nada de devaneios como manager. Voltou a trabalhar com o afinco dos tempos de Bragantino, quando queria ser alguém na vida e não apenas dono de lojas de carros velhos. Descobriu que mora em um país tropical e aposentou os ternos Armani à beira do gramado. Avô, está dominando o ego que tanto o sabotava. Assim como falsos amigos que o tratavam como o Einstein de Xerém.

Se redescobriu como técnico, deixou as frivolidades sem sentido, como ter um site de vinhos finos. Ou montar um instituto que revolucionaria o futebol no Brasil, na América do Sul, no mundo.Não nasceu para ser enólogo ou campeão de pôquer. Olhou no espelho e se enxergou um ótimo técnico rejeitado por vários clubes, ultrapassado e tratou de dar a volta por cima. A quarta vez que assume o Flamengo é a que está mais centrado, mais humilde.

Melhor para a torcida mais ensandecida do país. Se o ano está salvo para os dirigentes e Luxemburgo, problema deles. Os flamenguistas querem acabar 2014 com o título da Copa do Brasil. Ela tem o seu 'projeto', colocar o time do coração na Libertadores de 2014. Queira Eduardo de Mello ou não. E vai invadir o Mineirão. Desafiar outra vez o favoritismo do Atlético Mineiro.

Mais uma vez na sua história, a torcida do Flamengo provou. Ela é maior que qualquer diretoria, qualquer treinador. Muda prognósticos. Reverte a lógica. E transforma qualquer jogador em craque. O empurra com os gritos e, principalmente, com as batidas dos seus corações rubro-negros...
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Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016…

1ae Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...
Valdivia finalmente está justificando os R$ 475 mil que recebe por mês desde 2010. Pelo clube bancar metade do salário do seu fisioterapeuta particular, o cubano José Amador. Com o camisa 10 em campo, o Palmeiras está conseguindo uma recuperação empolgante. Faltando seis partidas para o Brasileiro acabar, o clube que já chegou a ser último colocado, precisa apenas de seis pontos para se salvar. O caminho para a salvação ficou mais aberto hoje depois da vitória importantíssima contra o Bahia, em Salvador, por 1 a 0.

O chileno foi o grande responsável pela vitória. Era o melhor jogador tecnicamente disparado na Fonte Nova. Mas o mais corajoso. Encarou Lucas Fonseca, zagueiro muito mais forte, e violento do que ele. E ainda provocou desestabilizou todo o time baiano. Soube como catimbar, ir ao limite do permitido em um jogo de futebol. Discutiu, provocou, fez faltas, conversou como se fosse o melhor amigo de infância com o árbitro Leandro Vuaden, catimbou.

Só que Valdivia foi também o atleta mais vibrante. Em meio aos pontapés, ameaças, palavrões, o meia não se omitiu. Nem teve medo. Comprou a briga e incentivou seus companheiros. Primeiro os acalmou quando o Palmeiras foi encurralado nos primeiros 20 minutos do primeiro tempo.

Dorival Júnior não esperava a pressão na saída de bola e a tomada de iniciativa do Bahia, a mando de Gilson Kleina. O agora treinador do time nordestino sabia que o precisava era sair na frente no placar. Marcar o primeiro gol seria a certeza de desestabilizar o Palmeiras que foi seu por dois anos. Ele tinha o lado psicológico a seu favor. Os salários atrasados foram pagos e os atletas ficaram sabendo que haverá um prêmio se o Bahia não for rebaixado.

O time de Kleina só faltou comer grama, tanta era a vontade de vencer. Só que a limitação técnica é um obstáculo grande demais. Nos primeiros 20 minutos, cinco chutes a gol. E uma bola no travessão de Kieza. Dorival Júnior não esperava o Bahia assim tão à frente. O pegou de surpresa. Foi um choque ver os laterais adversários atuando como pontas. Sua defesa não conseguir respirar.

O chileno catimbava, brigava pela bola, cobrava os companheiros. Dorival fez sua parte. Recuou Wesley para ajudar na cobertura pela direita. Renato ajudou no lado esquerda. E Marcelo Oliveira travou Lincoln que articulava as principais jogadas baianas.

O Palmeiras se reequilibrou e encontrou espaço para os contragolpes. Gilso Kleina sabia que algo de positivo, com neurônios do lado paulista, seria dos pés do chileno. Uelliton e Rafael Miranda tinham decorado que não poderiam deixar o meia livre. Mas Valdivia estava jogando com muita vontade. Se deslocando por todo o campo. Muito bem preparado fisicamente. E referência para quando seus companheiros tinham a bola nos pés.

E foi visão diferenciada que decidiu a partida. Mazinho lhe tocou a bola na entrada da área e correu. O chileno não pensou duas vezes em devolvê-la, aprofundada, entre a violenta e fraca defesa do Bahia. Mazinho bateu cruzado, indefensável para Marcelo Lomba, Palmeiras 1 a 0, aos 35 minutos.

1reproducao Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...

Toda a dinâmica de jogo mudou. Os baianos perderam a concentração. O medo de mais uma derrota e a proximidade da Segunda Divisão paralisou o time. Assim como a reorganização tática de Dorival Júnior. O Palmeiras estava muito melhor postado. Defendia em duas linhas, com o time junto, agrupado. Vibrando em chutar a bola para a lateral. Valdivia era quem destoava. O toque de talento em meio à enorme correria.

E também a provocação, a catimba em cada lance. O chileno conseguiu desestruturar psicologicamente o time da casa. Os jogadores do Bahia contavam até 20 para não socá-lo. Foram discussões e ameaças durante boa parte do jogo. Quanto mais Valdivia era ameaçado, mais ele jogava. E brigava por cada bola com raiva, com vontade fora do normal. Foi caçado em campo. E ria, percebia que estava conseguindo ter uma função importantíssima no jogo.

A partida era entre duas equipes ameaçadas pela Segunda Divisão. Kleina não podia perder três pontos em casa. E tratou de abrir seu time. Só que o Palmeiras estava muito bem posicionado, firme. Fernando Prass exalava confiança que a zaga montada por Tóbio e Nathan aproveitava ir mais confiante nas divididas. Havia luta, briga pela bola, mas sem stress. O time sabia que estava fazendo. Inclusive as faltas. O Palmeiras fez mais do que o dobro de falta dos baianos. Depois que conseguiu a vantagem, apelou várias vezes para os pontapés, leves, mas constantes.

Em meio à luta para tentar manter o 1 a 0, houve uma falha imperdoável da arbitragem. Nathan, caindo, prendeu a bola com o braço. Não foi involuntário. Ele virou o pescoço, procurou onde estava a bola. Foi um erro de Vuaden que ajudou a decidir a partida. Mas não tanto quanto o comportamento de Valdivia.

2ae Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...

As atuações recentes, o empenho do chileno tiveram repercussão na cúpula palmeirense. O presidente Paulo Nobre já adiantou que se reeleito renovará o contrato do meia. E Valdivia não deverá ganhar menos ou se submeter ao contrato de produtividade. O bilionário dirigente garante que montará um time forte para 2015. E quer como uma das estrelas, o camisa 10 chileno. Bem ao contrário do seu adversário Wlademir Pescarmona. Ele já se desentendeu com o meia e não defende sua permanência no clube. Mas seu principal apoiador é Luiz Gonzaga Beluzzo, que recontratou o jogador. E ele quer sim que o meia fique. Pescarmona, para não perder o apoio de Belluzzo, sabe que terá de ceder. E manter o atleta que já até o ofendeu na administração Tirone.

Mas Valdivia sabe que Nobre é favorito à reeleição. E não está nem um pouco preocupado. Sabe que se conseguir continuar sendo o principal responsável pela reação do Palmeiras, terá um novo contrato à disposição. Não como o ex-presidente Belluzzo fez. O chileno ganhou um contrato de cinco anos. Só que se o atual presidente for reeleito, oferecerá dois anos a mais no Palmeiras. O quanto durar seu novo mandato. Valdivia está muito disposto a ficar.

O jogador que atuou hoje na Fonte Nova merece continuar. É importantíssimo ao grupo. Não o Valdivia acomodado, mimado, manhoso. Grande parte dos quatro anos foi um desperdício gerado pela acomodação. Ganhou por mérito um chinelômetro. O meia chileno quer ficar no Palestra Itália. Por isso está dando a alma nos últimos jogos do Brasileiro. E quando ele deseja jogar, faz a diferença. Este jogador dedicado, empenhado, corajoso, guerreiro e talentoso é fundamental ao Palmeiras...
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Alexandre Pato não quer ir para clube pequeno da Europa. São Paulo não o liberará até dezembro de 2015 por menos de 15 milhões de euros. Para desespero do endividado Corinthians…

alexandrepatofuturapress Alexandre Pato não quer ir para clube pequeno da Europa. São Paulo não o liberará até dezembro de 2015 por menos de 15 milhões de euros. Para desespero do endividado Corinthians...
Alexandre Pato tem conversado muito com os jogadores do São Paulo. Já são duas semanas tratando um edema na coxa esquerda. E horas de troca de ideias com médicos, fisioterapeutas e companheiros de time. Bem ao contrário do que aconteceu em novembro de 2013, no Corinthians, ele está muito feliz no Morumbi. Não quer nem pensar em atuar em um clube pequeno europeu. Muito menos voltar ao Corinthains.

Ele já avisou ao vice de futebol, Gil Ataíde, que está animado em ficar mais um ano no São Paulo. O atacante não quer nem saber da possibilidade de voltar à Europa em 2015. Não sem ser em uma poderosa equipe. Seu empresário, Gilmar Veloz, já sondou a diretoria do São Paulo. Queria saber se o clube aceitaria negociar o jogador por menos de 15 milhões de euros (cerca de R$ 46 milhões). A resposta foi não.

 Alexandre Pato não quer ir para clube pequeno da Europa. São Paulo não o liberará até dezembro de 2015 por menos de 15 milhões de euros. Para desespero do endividado Corinthians...

O Corinthians está com dificuldades financeiras. Elas piorarão em 2015. Tanto a situação como a oposição querem parar de pagar R$ 400 mil, metade do salário do atacante. E mais R$ 40 mil em auxílio moradia. Os candidatos a presidente no Parque São Jorge, assim como Mario Gobbi querem vendê-lo na janela de dezembro. Mas estão amarrados.

Por contrato, o Corinthians só poderá vender Pato, antes do final de 2015, se conseguir um interessado disposto a pagar 15 milhões de euros. O São Paulo poderá ficar com o jogador se igualar a proposta. Se isso não acontecer, o atacante ficará no Morumbi até o próximo ano terminar.

Gilmar Veloz e Mario Gobbi sabem que será quase impossível conseguir em dezembro uma proposta tão alta. O Corinthians estaria disposto a perder dinheiro. Negociá-lo entre 10 e 12 milhões de euros. Precisa de dinheiro. Só que a diretoria do São Paulo não vai ceder. Na troca de Jadson, os dirigentes corintianos foram avisados. O plano no Morumbi era desfrutar de Pato até dezembro de 2015.

patosaopaulonet Alexandre Pato não quer ir para clube pequeno da Europa. São Paulo não o liberará até dezembro de 2015 por menos de 15 milhões de euros. Para desespero do endividado Corinthians...

Já era assim com Juvenal Juvêncio. Será o mesmo com Carlos Miguel Aidar. O presidente são paulino gosta muito da situação. Tem um jogador midiático por apenas R$ 400 mil mensais. Muricy Ramalho já avisou o presidente que Alexandre está melhorando. Readquirindo a confiança que perdeu no Corinthians. E o quer na próxima temporada.

O clube está caminhando firme para conseguir sua classificação à Libertadores. Aidar já se conscientizou que não deverá continuar com Rogério Ceni. E pensa se continua ou não com o problemático Luís Fabiano.

Ele já se tornou reserva nos planos de Muricy. A chance de fazer dinheiro com o atacante que fará 34 anos em uma semana será no final de ano. Os mercados chinês e árabe são interessantes. Mas há ainda a chance de ser negociado com o Orlando City, equipe de Kaká. Por empréstimo ou vendido.

Aidar sabe que atacantes são caros. E por isso nem imagina abrir mão de Alexandre Pato antes de dezembro de 2015. Não sem o Corinthians apresentar uma proposta oficial, e comprovada, de 15 milhões de euros.

O único personagem capaz de mudar essa realidade seria o próprio Alexandre Pato. Mas ele não se mostra nem um pouco disposto a comprar uma briga pela volta à Europa. Deixou claro a Gil Ataíde que está se sentindo muito bem no São Paulo. E quem tem a certeza de convencer Dunga a convocá-lo para a Seleção Brasileira.

Aos 25 anos, ele está disposto a ficar mais um ano no Brasil. Investir na sua carreira. Não acredita que indo para um clube pequeno da Europa fará um bom negócio. Pelo contrário. Vai regredir. Com a chance de ganhar um pouco mais só que ficará escondido, perdido.

No São Paulo terá muito mais holofotes. O clube está indo muito bem tanto no Brasileiro como na Copa Sul-Americana. Há grande chance de disputar a Libertadores. Pato ouviu de Ataíde que, se o São Paulo realmente se classificar, reforços de peso chegarão. Será formado um grande time para buscar o título. Além da importância de uma eventual conquista, Dunga seria obrigado a acompanhar o desempenho do jogador.

Pato tem uma certeza na vida. Não quer voltar a atuar pelo Corinthians. Ele sabe tudo o que viveu no Parque São Jorge. Já contou a companheiros do São Paulo quando as organizadas do clube rival invadiram o CT. Os torcedores gritavam que iriam quebrar as pernas de Sheik, por causa do beijo na boca de um amigo, e de Pato. Por tentar ser o responsável pela eliminação do clube da Copa do Brasil, ao dar uma cavadinha na decisão por pênaltis contra o Grêmio.

Seu rendimento no Morumbi mostra um progresso. Em 35 jogos, marcou 12 gols. No Corinthians ele disputou 63 partidas e fez 17. O futebol cresceu com o apoio de Muricy, ao contrário de Tite que não o queria. E Mano que não acreditava no seu futebol.

Jogadores comentam com jornalistas no Morumbi que há mais um motivo para Alexandre Pato ficar mais um ano no Brasil: Fiorella Mattheis. O atacante estaria empolgado com o novo namoro. E deseja ficar mais tempo com a atriz.

Tudo está se encaminhando para a permanência do jogador em 2015 no Morumbi. Para tristeza dos candidatos à presidência do Corinthians. Carlos Miguel Aidar não quer nem saber de recados de Gilmar Veloz. Não cederá. Se ele não conseguir um clube que pague 15 milhões de euros, pode esquecer. E mais, avisa que o atacante for bem, há até a possibilidade de o São Paulo comprá-lo em dezembro do ano que vem...
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Dorival Júnior não é unanimidade no Palmeiras. Mesmo se salvar o clube da Segunda Divisão. Grupo de Wlademir Pescarmona discute o nome de Abel Braga para 2015…

1ae14 Dorival Júnior não é unanimidade no Palmeiras. Mesmo se salvar o clube da Segunda Divisão. Grupo de Wlademir Pescarmona discute o nome de Abel Braga para 2015...
Dorival Júnior tem todo o apoio de Paulo Nobre. Se conseguir salvar o Palmeiras do rebaixamento, o bilionário presidente garante que ficará no próximo ano. E que comandará o time com grandes jogadores que contratará para jogar no novo Palestra Itália.

Mas Dorival não é unanimidade no grupo de Wlademir Pescarmona. A ideia de seu principal apoiador, Luiz Gonzaga Belluzzo é outra. Avaliar se vale a pena contratar um técnico com melhor currículo. Abel Braga está sendo lembrado em todas as conversas com membros da oposição.

Quando foi presidente, Belluzzo colocou Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari como treinadores. Eles foram dos mais caros no país. Felipão, o que mais recebia na América Latina. No choque de gestão, na profissionalização, faz parte a busca de um técnico de grande currículo. Tem o apoio de Walter Torre, dono da construtora do novo estádio, que não suporta ouvir o nome de Paulo Nobre e trabalha com afinco pela oposição.

Mustafá Contursi acredita ser um absurdo pensar em gastar mais dinheiro com treinador. Está bem satisfeito com o sobrinho de Dudu.

Se o Palmeiras for rebaixado, nem Paulo Nobre, se eleito, vai continuar com Dorival. O treinador sabe muito bem disso. Por isso se empenha tanto. Quer dar uma guinada na sua carreira, que estava em péssimo momento. Do seu lado, Abel Braga está muito desgastado com a imprensa gaúcha. Cansado, pode não renovar com o Inter. Mesmo conseguindo a classificação para a Libertadores. O que seria uma ameaça real a Dorival...

Mario Gobbi fez o que pôde por Mano Menezes. Mas não conseguiu garantir o técnico em 2015 no Corinthians. Os candidatos à presidência, tanto da situação como oposição, querem Tite. Gobbi descobriu a sua força política: nenhuma…

1agenciacorinthians3 Mario Gobbi fez o que pôde por Mano Menezes. Mas não conseguiu garantir o técnico em 2015 no Corinthians. Os candidatos à presidência, tanto da situação como oposição, querem Tite. Gobbi descobriu a sua força política: nenhuma...
Mario Gobbi finalmente entendeu. Nenhum dos candidatos a presidente do Corinthians quer Mano Menezes. Gobbi tentou de qualquer maneira prorrogar a permanência do técnico. Fora a competência que ele vê no treinador, até por consideração ao seu grande amigo, Carlos Leite.

O empresário de Mano já chegou até a emprestar dinheiro do próprio bolso ao clube, quando estava na Segunda Divisão. Gobbi era o vice de futebol. E aceitou embevecido a ajuda. Não se ateve ao fato de que Leite emprestou dinheiro para que fossem contratados jogadores seus: Welington Saci e Eduardo Ramos.

O candidato da situação, Roberto de Andrade, o da oposição Paulo Garcia e até o independente Ilmar Schiavenato querem Tite. A sombra da conquista da Libertadores, de forma invicta, e do Mundial de clubes foi grande demais para Mano Menezes. E Gobbi foi insistente. Tentou convencer Andrade e Garcia do talento do atual técnico. "Eu não pensaria duas vezes em renovar seu contrato. É um dos melhores do Brasil. Ele fez uma reformulação no elenco. Teria todas as condições de colher os resultados no próximo ano", repete a cada entrevista o presidente.

Esta estranha obsessão por Mano tem razão de ser. Gobbi foi responsável pela dispensa de Tite. O mesmo treinador que conquistou os títulos que o dirigente se vangloria, acabou sendo tratado sem consideração. Não houve perdão pela temporada titubeante de 2013. O presidente negou de pés juntos, só que conselheiros, membros da diretoria, e principalmente, o próprio Tite acreditam. Os contatos com Mano foram feitos antes da demissão do campeão da Libertadores e do Mundial. Do homem que possibilitou a Gobbi ironizar Blatter e Platini depois da vitória diante do poderoso Chelsea no Japão.

"Eu batia no ombro do Blatter e perguntava. "O que aconteceu? O mundo está preto e branco. E para o Platini eu disse que se ele reencarnasse milhares de vezes ele nunca veria de novo a cena. Um time do Brasil levar 50 mil pessoas para um estádio no Japão. O cerimonial pedia para eu ficar na tribuna após o jogo. Mas avisei para sair da minha frente. E fui comemorar com os jogadores. Foi uma festa", relembrou o presidente à ESPN.

1gazetapress1 Mario Gobbi fez o que pôde por Mano Menezes. Mas não conseguiu garantir o técnico em 2015 no Corinthians. Os candidatos à presidência, tanto da situação como oposição, querem Tite. Gobbi descobriu a sua força política: nenhuma...

Mas ele comemorou muito também com Tite. Abraçou, beijou, pulou junto como uma criança junto ao treinador. Falou no seu ouvido que era o 'melhor do mundo'. Além disso ouviu o apelo de Gobbi quando Mano Menezes foi mandado embora da Seleção Brasileira. Havia no Parque São Jorge a certeza que Tite seria o convidado por Marin. O presidente conversou com o técnico e pediu para que ele seguisse no clube, que o Corinthians precisava dele.

Tite se lembra muito bem dessas passagens. Por isso não perdoa a maneira descuidada que Gobbi mandou avisar que não renovaria seu contrato. Fiel, não abriu a boca para reclamar. Mas ficou abalado, sofreu muito com seus familiares. Gobbi apresentou, com toda a alegria do mundo, a volta de Mano. Ele tem mais intimidade com o atual treinador corintiano. Foi ele quem o ajudou a compreender o que acontecia ao redor de Mario.

Sua chegada à vice-presidência do Corinthians foi uma mera compensação de Andrés Sanchez. Gobbi queria de verdade era ser presidente do Conselho Deliberativo. Andrés o apoiou. Mas não houve como conseguir a sua eleição. A saída foi lhe dar o cargo. "Eu já aviso logo que não entendo nada de futebol", confessou Mario. E se agarrou a Mano, Carlos Leite e a Andrés. Os três o ensinaram como tudo funciona. Pelo menos, na visão do trio.

A vida seguiu. Gobbi se indispôs com Andrés. O delegado acreditou que o ex-presidente estava querendo mandar demais no clube. Mesmo 'mestre de obra do Itaquerão, como Carlos Miguel Aidar se refere a Andrés, o mentor não permitia que o seu pupilo andasse com as próprias pernas. Foi quando Gobbi deu um basta. Não queria conviver com os amigos mais chegados de Andrés. E passou a não receber palpites de Manuel Evangelista, o Mané da Carne (o apelido nasceu por ser dono de açougues) e André Negão, ex-bicheiro. Também minimizou a importância do vice de futebol Roberto de Andrade e do adjunto Duílio Monteiro Alves. Tanto que os dois pediram demissão.

2ae8 1024x576 Mario Gobbi fez o que pôde por Mano Menezes. Mas não conseguiu garantir o técnico em 2015 no Corinthians. Os candidatos à presidência, tanto da situação como oposição, querem Tite. Gobbi descobriu a sua força política: nenhuma...

Gobbi ficou isolado. Buscou novos parceiros. Transformou o secretário-geral do clube, Ronaldo Ximenez, no homem do futebol. Mas quem passou a tomar as decisões importantes foi o próprio presidente. Aprendeu a ser centralizador com Andrés. Tenta agora se reaproximar de Mané da Carne, lhe convidar para viajar com o time. Mas a aliança é artificial.

Não foi preciso ser um gênio para Mario perceber que as organizadas querem Mano Menezes longe do clube. Foram protestos e vários pedidos na sua própria sala. Sim, o delegado recebe as organizadas no Corinthians. Mano é considerado arrogante pelos chefes das principais facções. Embora também não se submeta a explicar suas decisões aos torcedores, Tite sempre foi muito mais afável. Com os péssimos resultados no Paulista e na Copa do Brasil e a certeza de que o Corinthians nãos será campeão brasileiro, Mano virou alvo fácil demais.

O técnico entendeu de vez que não há saída. Terá de procurar outro lugar para trabalhar, como o blog vem avisando desde o meio do ano. Não há uma liderança no Parque São Jorge, com exceção de Gobbi, que tolere o atual treinador. É algo impressionante. Tudo piorou com levantamentos mostrando que ele é o treinador mais bem pago do país. Os valores oscilam. O meu amigo Ricardo Perrone jura que é R$ 633 mil. Eu, como a Pluri consultoria, ouço de pessoas que acompanham bem de perto a finança corintiana, que ele recebe R$ 500 mil. Ganha o mesmo que Muricy e Abel Braga.

É muito provável que Mano arrume as suas coisas logo após o Brasileiro. Não há lógica ficar até o dia 31 de dezembro. Tite no seu quase assegurado retorno não seguirá as determinações de Mano. Muito menos usará os jogadores que ele escolher. Gobbi acreditava que existiriam dois meses de transição, com o time nas mãos do auxiliar Silvinho. Mas ele está entendendo que será um tiro no pé. Pode comprometer toda a próxima temporada.

Uma maneira e burlar a decisão do Conselho Deliberativo, que exigiu que a eleição ocorra em fevereiro, será se Mano for embora assim que acabar o Brasileiro. E confirmar com Andrade e Garcia se Tite é mesmo unanimidade. E acertar um contrato com o técnico. Seria melhor para o Corinthians. O único obstáculo está no salário de dezembro. Mano não quer virar as costas para R$ 500 mil. Se aceitar pagar integralmente, tudo resolvido. Se não, quase três semanas de desperdício. Com Mano vagando pelo Parque São Jorge. 'walking dead'. Alguém cujas decisões não interessam ao novo presidente corintiano. Seja ele qual for.

Gobbi é tão execrado por pagar a metade dos salários de Pato e Emerson Sheik que tem receio de bancar dezembro integralmente a Mano. Por ele, o técnico fica até o dia 31 de janeiro. A partir daí, o problema passa a ser dos candidatos à sua sucessão.

O atual presidente já jurou que irá se afastar da vida política do Corinthians após eleição de um sucessor. Só que a verdade completa não é bem essa. Não há espaço para Mario Gobbi em qualquer ala do clube. Ele conseguiu se queimar com a situação. E a oposição o quer longe. Não é ele que não quer o Parque São Jorge. É o Parque São Jorge que não o deseja mais. Ele que aproveite bem as fotos beijando as taças da Libertadores e a do Mundial. Sempre abraçado a Tite, o treinador a quem virou as costas.

Para quem ainda duvida, vale a pena lembrar as frases que Gobbi disse ao Diário de São Paulo e foram publicadas no dia 18 de julho de 2013. Perguntado se Tite sairia em dezembro do ano passado.

"Pode escrever uma coisa: o Tite vai ficar comigo aqui até o fim do meu mandato, em dezembro do ano que vem. Eu não abro mão dele. O Tite só sai sobre o meu cadáver." Tite foi embora em dezembro de 2013. E Gobbi não virou cadáver...
 Mario Gobbi fez o que pôde por Mano Menezes. Mas não conseguiu garantir o técnico em 2015 no Corinthians. Os candidatos à presidência, tanto da situação como oposição, querem Tite. Gobbi descobriu a sua força política: nenhuma...

Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo…

flamengoagenciachicao Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...
Roberto Dinamite foi à Brasília todo esperançoso ontem. Como não é segredo para ninguém, o Vasco está devendo dois meses de salários. E precisa urgentemente de dinheiro. No início de novembro, completará três meses. Já há a promessa de um empréstimo bancário para quitar pelo menos um mês e não perder legalmente seus jogadores.

O contrato com a Caixa Econômica Federal terminou em agosto. Dinamite havia ouvido que não seria renovado até o fim das eleições presidenciais. Com a reeleição de Dilma e, por enquanto a manutenção de Jorge Fontes Hereda como presidente, o dirigente vascaíno apostou alto. Em vez dos R$ 15 milhões que seu clube recebia, queria R$ 21 milhões. Ofereceria a frente e também o verso do uniforme da cruz de malta.

Mas Dinamite voltou preocupado de Brasília. Ouviu que ainda não está garantida a manutenção da política de investimento do banco estatal no futebol em 2015. Vai depender da postura do novo ministro da Fazenda que Dilma vai nomear no lugar de Guido Mantega. Há uma disputa acirrada. Os nomes mais cotados são de Rossano Maranhão, ex-presidente do Banco do Brasil e executivo do Safra; o presidente do Bradesco, Luiz Carlos Trabuco; e o economista Nelson Barbosa.

O novo ministro pode manter ou não Fontes Hereda. O baiano presidente da Caixa viu no futebol uma maneira de não só fortalecer o nome do banco, como fazer política com os patrocínios. Hoje é a entidade que mais investe no futebol brasileiro. Coloca um total de R$ 106 milhões anuais em 14 clubes.

Na Série A, são sete os clubes agraciados. Corinthians, R$ 30 milhões; Flamengo, R$ 25 milhões, Atlético Paranaense, Coritiba e Vitória ganham R$ 6 milhões. Figueirense embolsa R$ 4,5 milhões. E a Chapecoense, R$ 4 milhões. Na Série B, o Vasco era o privilegiado, R$ 15 milhões. O Atlético Goianiense recebe R$ 2,5 milhões. O Paraná Clube, o América do Rio Grande do Norte e o ABC, R$ 2 milhões. Na Série C, CRB e ASA de Arapiraca, R$ 500 mil cada um.

 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

A decisão do banco estatal começar a investir no futebol foi política. Em 2012 para fortalecer os clubes. Deixá-los atrativos. Aumentar o clima de euforia com a chegada da Copa do Mundo. A própria Dilma foi aconselhada a autorizar os investimentos em clubes populares. Principalmente Corinthians e Flamengo, os com mais torcedores, e eleitores, foram os mais agraciados. Fizeram os melhores contratos.

Como retorno nestes dois anos de investimento maciço no futebol, a marca Caixa se fortaleceu. Passou a ser o banco mais citado em pesquisa com torcedores. Mais até do que o Itaú que já acertou a renovação de contrato com a TV Globo por R$ 225 milhões. Esse é um argumento para Hereda tentar continuar a gastar R$ 100 milhões com as camisas dos clubes de futebol.

Mas tudo dependerá do novo ministro da Fazenda. Por um motivo muito simples. Há muita reclamação, pressão de políticos influentes ligados a clubes esquecidos pela Caixa. Palmeiras, Santos, Fluminense, Botafogo são os mais insistentes. O banco se defende exigindo a Certidão Negativa de Débitos (CNDs).

As famosas CNDs são documentos emitidos pelos órgãos públicos declarando que uma determinada empresa não possui débitos ou pendências com aquele órgão na data de sua emissão. Para poder participar de licitações ou tecer acordos com os órgãos públicos é necessário que a empresa tire as CNDs tanto dos órgãos municipais, quanto estaduais e federais. Os mais comuns são da Receita Federal e do Instituto Nacional do Serviço Social (INSS).

A título de curiosidade, há outras pendências que o clube interessado não pode ter. E são exigidos vários documentos provando que não haver dívidas ou protestos. Certidão Negativa do Imóvel, Certidão Negativa de Protesto, Certidão Negativa de Processos Cíveis, Certidão Negativa de Execuções Fiscais, Certidão Negativa de Falência e Concordata, Certidão Negativa da Justiça do Trabalho, Certidão Negativa da Justiça Federal, Certidão Negativa de Testamento, Certidão Negativa de Tributos Imobiliários, Certidão Negativa de Tributos Mobiliários, Certidão Negativa de Fundo de Garantia, Certidão Negativa de Débitos Previdenciários, Certidão Negativa Pessoa Física, Certidão Negativa Criminal, e Certidão Negativa Antecedentes Criminais.

1reproducao35 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

Todas essa exigências funcionam como escudo da Caixa por exemplo contra Botafogo e Fluminense e outros. que possuem dívidas públicas. Palmeiras e Santos suaram sangue, mas conseguiram a documentação. Há a possibilidade de que o banco estatal renove só com os principais clubes do país, Corinthians e Flamengo, abrindo mão dos demais. Cruzeiro e Atlético Mineiro têm patrocínio do BMG. Ganham R$ 12 milhões cada. Internacional e Grêmio recebem R$ 13 milhões do Banrisul.

Se a filosofia de investir no futebol da Caixa Econômica vai depender do novo ministro da Fazenda, o acordo entre políticos para o Proforte continua. O deputado federal, Vicente Cândido do PT, foi reeleito. Ele encabeça o lobby para o perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos clubes com a Receita Federal e INSS. A aprovação seria muito mais importante do que qualquer patrocínio. O ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, também se esforça para que o projeto seja aprovado. A CBF apela para sua bancada da bola para que o Proforte seja aprovado. Lembrando, a bancada da bola são deputados e senadores que atuam em Brasília, simpáticos à entidade que comanda o futebol no país.

O interessante é que quando o Proforte começou a ser imaginado, há quase três anos, a dívida dos clubes com o governo era de R$ 4 bilhões. Mas a incompetência e irresponsabilidade dos dirigentes fez com que ela já chega em números assustadores: R$ 6 bilhões. Ou seja, mesmo que esses R$ 4 bilhões sejam liberados, não serão suficientes para acabar com os débitos.

A ligação de políticos e a CBF tem o seu ápice em uma associação surpreendente. O deputado federal do PT, Vicente Cândido, é sócio do presidente da Federação Paulita de Futebol e já eleito presidente da CBF, Marco Polo del Nero. São donos de um escritório de altíssimo luxo. Muito frequentado por políticos e dirigentes de futebol, o local fica na rua Padre João Manoel, no elitizado bairro de Cerqueira Cesar, na capital paulista. O Proforte é assunto recorrente no escritório...
1reproducaoistoe 793x1024 Sob risco os R$ 100 milhões de patrocínio da Caixa aos clubes. O dinheiro dependerá do novo ministro da Fazenda. Já CBF e políticos se animam com o Proforte. O perdão de R$ 4 bilhões de dívidas dos times com o governo...

O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante…

williancruzeiro1 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...
O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, na primeira partida da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi muito prejudicado pela arbitragem no Mineirão. Teve um gol claro de Ricardo Goulart, absurdamente anulado. Não pôde ter a vantagem de dois gols graças ao bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia. A CBF precisa tomar providências. Os árbitros brasileiros estão cada vez piores.

"Perder para o Cruzeiro por 1 a 0, aqui em Minas, não está mal. Poderemos sim reverter a vantagem. E conseguir chegar à final", dizia, feliz, Robinho.

Além de ter mais talento individual e conjunto, o acaso e postura firme de Marcelo Oliveira melhorou o Cruzeiro. O atual campeão brasileiro e líder do torneio nacional deste ano tinha Willian como atacante velocista. Só porque Marquinhos já havia atuado pelo Vitória nesta Copa do Brasil.

A outra alteração foi feita com coragem pelo treinador. Tirou Marcelo Moreno que vive uma fase ruim. Colocou Júlio Baptista improvisado na frente. Sem a postura fixa do artilheiro com obrigação de concluir. Júlio Baptista abriria espaço para Everton Ribeiro e Ricardo Goulart. Ótima mexida cruzeirense. Além disso, os mineiros não fugiam da responsabilidade de abrir a semifinal da Copa do Brasil em casa. Tinha de vencer e jogava para ganhar. Marcando forte a saída de bola santista.

Enderson Moreira teve uma perda importante. Geuvânio, contudido, desfalcava o time. Sem grandes opções, o técnico apostou na troca de neurônios e técnica pela correria. Colocou Rildo como titular. A articulação ficava toda para Lucas Lima. Apesar que no primeiro tempo, o Santos nada fez. Não teve como escapar da pressão cruzeirense. Não conseguiu sequer dar um chute a gol.

De nada adiantava ter Rildo, Gabriel e Robinho, três jogadores leves, rápidos, ágeis na frente. Se a bola não chegava. Cicinho e Mena ficavam presos apenas marcando. Os paulistas não tinham desafogo.

Everton Ribeiro estava outra vez bem demais. Justificando as convocações de Dunga. Ele e Ricardo Goulart conseguiam encontrar espaço na intermediária. Júlio Baptista atrapalhava muito a movimentação da zaga santista. Mas era Willian que se mostrava mais objetivo. Foi ele quem conseguiu fazer 1 a 0 para o Cruzeiro, aos dez minutos. Ele chutou de maneira precipitada de direita, de fora da área. A bola bateu em David Braz e voltou ao atacante. Desta fez de esquerda, ele bateu com curva, tirando de Aranha.

Mesmo com a vantagem, o Cruzeiro não diminuiu o ritmo. Queria ampliar a vantagem pressionou. Mas um choque entre Rildo e Willian travou a grande arma veloz mineira. O cruzeirense tomou uma fortíssima pancada nas costelas do lado esquerdo. Sentindo muitas dores, não conseguia render. O ritmo diminuiu. A posse de bola continuou superior, mas faltava objetividade.

 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...

Enderson Moreira pediu para seus jogadores perderem o medo. E adiantou o meio de campo. Quase tem o prêmio quando aos quatro minutos, Gabriel cruzou e Lucas Lima, livre, chutou para fora. Estava dado o cartão de visitas santista no segundo tempo. Comprava o desafio. Iria atacar também.

Quando o Santos já estava melhor, o Cruzeiro foi muito prejudicado pela arbitragem. Em um contragolpe em velocidade, Willian tocou para Júlio Baptista. O chute foi cruzado, Aranha rebateu nos pés de Ricardo Goulart. Ele marcou. Gol limpo. Mas foi marcado impedimento inexistente de Júlio Baptista. O lance foi fácil, mas o bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia, complicou a vida do juiz Marcelo de Lima Henrique. E do Cruzeiro. O placar deveria ser 2 a 0.

Enquanto isso, o Santos crescia no jogo. A defesa do Cruzeiro mostrava fragilidade em lances fáceis. Robinho e Alison tiveram chances de empatar. Mas desperdiçaram. A partida ficava muito mais emocionante, nervosa. Os mineiros fraquejavam. Enderson adiantava de vez seu time. Cicinho e Mena já estavam liberados para atacar.

Quem foi muito mal na importante partida de ontem foi Robinho. Sem força física para escapar da marcação. Omisso. Previsível. Foi um atleta nulo, improdutivo. Se não tivesse o nome que tem, sairia ainda no intervalo. Everton Ribeiro não estava bem fisicamente e foi substituído por Marlone. Dagoberto já estava no lugar de Willian. Mas o Cruzeiro mostrava cansaço. Falta de vibração no quarto final da partida.

O jogo terminou aberto. Com os dois times marcando muito mal. Faltou convicção dos atacantes. Chances dos dois lados apareceram. Pelo que aconteceu hoje no Mineirão, o confronto está aberto. A vantagem do Cruzeiro por apenas um gol é reversível na próxima quarta-feira, na Vila Belmiro. Se o jogo tivesse terminado 2 a 0, tudo se complicaria. Mas o bandeira da Fifa, Rodrigo Pereira Joia não deixou. Até quando a CBF vai permitir que árbitros e auxiliares amadores estraguem campeonatos e impeçam clubes de ganharem milhões por seus erros primários?

(O Flamengo, empurrado pela sua torcida, conseguiu travar o Atlético Mineiro. Luxemburgo anulou os principais jogadores do Atlético Mineiro, principalmente Tardelli. Os cariocas conseguiram ótima vantagem. Venceram por 2 a 0 ontem no Maracanã...)
 O Cruzeiro venceu o Santos por 1 a 0, no primeiro jogo da semifinal da Copa do Brasil. Mas foi prejudicado pela arbitragem. Teve um gol claro, legítimo, anulado. Revoltante...

Hulk defender os nordestinos não é compatível com a cartilha de Dunga. Neymar imitar Ronaldinho e desmoralizar a foto oficial do Barcelona, tudo bem…

1reproducao34 Hulk defender os nordestinos não é compatível com a cartilha de Dunga. Neymar imitar Ronaldinho e desmoralizar a foto oficial do Barcelona, tudo bem...
"Morando tanto tempo fora do Brasil, o jornalista Diogo Mainardi não demonstra conhecimento pela importância do Nordeste ao País e principalmente respeito com a população nordestina. Já que ele fala também de cultura, será que ele sabe a importância destes homens para o Brasil: Graciliano Ramos, Rui Barbosa, Glauber Rocha, Jorge Amado, Suassuna, Renato Aragão, Caetano Veloso, Gilberto Gil, José Wilker e Chico Anisio.

Cito 10 importantes nomes nascidos no Nordeste em vários períodos que contribuíram para a evolução do Brasil. São escritores, poetas, pensadores, atores e compositores que ajudaram e são referências do Brasil no exterior. Infelizmente o Mainard demostra ignorância e arrogância quando crítica o Nordeste. Nossa população tem dificuldades e luta com humildade para melhorar sua condição de vida. As maiores dificuldades foram impostas pelos diversos Governos ao longo dos anos. Mainard, respeite o Nordeste!"

O twitter de Hulk, atacando o jornalista Diogo Mainardi ainda repercute. O atacante ganha apoio de outros jogadores nordestinos como Anderson Martins. Parte da mídia também se colocou a favor do jogador do Zenit. Ele não perdoou a postura de Mainardi depois da reeleição de Dilma.

“Essa eleição é a prova de que o Brasil ficou no passado. Não é Bolsa Família, não é marquetagem. O Nordeste sempre foi retrógrado, sempre foi governista, sempre foi bovino, sempre foi subalterno durante a ditadura militar, depois com o reinado do PFL e agora com o PT. É uma região atrasada, pouco educada, pouco construída, que tem uma grande dificuldade para se modernizar na linguagem. A imprensa livre só existe da metade do Brasil para baixo. Tudo que representa a modernidade tá do outro lado", publicou o jornalista.

O paraibano tomou para si a missão de enfrentar Mainardi. Mas o que mereceu palmas de muitos brasileiros não foi bem visto pela CBF. Hulk fez o que Dunga e Gilmar Rinaldi não querem. Jogador chamando atenção por seu posicionamento político. O atacante enxergou preconceito nas palavras do articulista. Mas há quem enxergue uma tomada de postura a favor não só dos nordestinos. Mas de Dilma.

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A postura de Neymar apoiando abertamente Aécio Neves não aconteceria se ele estivesse concentrado, junto com a Seleção. Faz parte da cartilha fugir das redes sociais quando a Seleção está unida. Ainda mais para se posicionar a favor de um candidato a presidente.

José Maria Marin tem péssima relação com Dilma Rousseff. Mas não foi louco de tomar partido a favor de Aécio. Para não complicar a já difícil convivência. Ele está driblando com muita habilidade a possibilidade de uma intervenção estatal na CBF depois do fracasso na Copa. Tudo o que ele não quer é confusão política. Ainda mais com o país dividido, como mostrou a eleições.

O ex-governador biônico na Ditadura Militar não quer saber de tomada engajamento político na Seleção. As coisas deverão ficar ainda mais difíceis para Hulk. Dunga já não o está convocado. Quer atletas mais habilidosos, mais versáteis. A força bruta que tanto encantava Felipão, pouco acrescenta na visão do novo treinador.

Portanto não haverá a necessidade de aviso algum ao atacante do Zenit. Nem a Neymar. O jogador fez questão hoje de ironizar a foto oficial do Barcelona. Ele resolveu brincar, fazer um gesto obsceno. Exatamente como Ronaldinho havia feito em 2006. Imitando a genitália feminina.

Neymar é o capitão da Seleção Brasileira. Único jogador que concorre a melhor do mundo. E se permite a uma brincadeira desnecessária, justo na foto do clube oficial para a temporada do Barcelona. Travessura que não combina com um jogador tão importante.

Mas não haverá qualquer represália por parte da CBF. Porque ele agiu com seu time. Apenas o coordenador Gilmar Rinaldi ficará atento quando houver fotos oficiais da Seleção.

Ou seja, manifestações políticas a favor de um partido, de um candidato, discussões sobre aspectos sociais do país estão proibidas na Seleção. Molecagens não são obsessão de Marin. Ainda mais vindas do principal jogador brasileiro. Tempos modernos. Ou nem tanto...
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No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo…

1felipaogremiositeoficial No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...
O escritor João Máximo relatou de forma direta, seca. Uma significativa situação com importante personagem do futebol brasileiro.

"Ao chegar para a noite de autógrafos do livro “Anatomia de uma derrota”, em que Paulo Perdigão narrava o dramático insucesso brasileiro na Copa do Mundo de 1950, Flávio Costa foi abordado por uma desinformada repórter de TV:— O senhor é o autor? — perguntou.

— Não, eu sou a derrota — respondeu ele."

O encontro aconteceu 35 anos depois da derrota da Seleção na Copa de 1950. Flávio Costa era o treinador. E sempre assumiu ser muito mais responsável pela perda do título na decisão contra o Uruguai do que Barbosa. Ficou marcado até o final de sua vida, em 1999.

Cinquenta e quatro anos depois do amaldiçoado vice brasileiro, a história se repete. O técnico foi crucificado.

As palestras mais caras do Brasil não acontecem mais. Agência alguma deseja incluí-lo nas propagandas. Muito menos Murtosa. Até o seu assessor de imprensa parou de seu bajulado. Não há mais sede de entrevistas com Felipão. A TV Globo o quer longe do Jornal Nacional. Maitê Proença não deseja mais sentar no seu colo.

Só que Felipão não quer ser Flávio Costa. Assumiu o erro tático contra a Alemanha, na maior derrota de todos os tempos do futebol deste país, a inesquecível goleada por 7 a 1. E que também não conseguiu reanimar o grupo, perdendo a decisão pela terceira colocação para os holandeses, em Brasília. E só.

1felipãocampeao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Scolari sabe mais do que ninguém o quanto foi traído. A começar pelas longas conversas que teve com Marin e Marco Polo del Nero. O técnico colocou de maneira aberta que o grupo brasileiro era muito jovem. As estrelas da Copa de 2014 deveriam ser Kaká, Ronaldinho Gaúcho, Robinho, Adriano. Só que eles se perderam no caminho. Kaká fisicamente. Robinho perdeu a explosão física, Ronaldinho se perdeu nas farras. Adriano decidiu que não seria mais jogador.

Não havia, portanto, herança efetiva da Copa de 2010. Felipão sabia que o único talento verdadeiro era Neymar. Thiago Silva e David Luiz eram ótimos zagueiros. E só. O ideal seria fazer o que ninguém iria revelar publicamente. Era preciso tentar dar a vida para ganhar a Copa. Mas o que ficaria seria o amadurecimento de todo o grupo. Scolari tinha nas mãos 17 atletas que nunca disputaram um Mundial. Era muita coisa.

Marin prometeu a Felipão com todas as letras. Ele entendia a situação. E o técnico continuaria depois da Copa do Mundo, fosse qual fosse o resultado. Deveria esquecer sua vontade de trabalhar no Mundial da Rússia treinando outro selecionado. Seria o brasileiro. Marco Polo, sucessor de Marin, concordava com o projeto.

Os dois dirigentes estavam empolgadíssimos com a conquista da Copa das Confederações. Entre eles, acreditavam que Felipão estava exagerando. Também cansaram de ouvir de Carlos Alberto Parreira. O treinador campeão mundial de 1994 considerava muito possível a conquista do título. Era o que também queria ouvir Aldo Rebelo, ouvido e olhos da presidente Dilma Rousseff, tanto na organização da Copa como na Seleção Brasileira.

Marin teve reuniões importantes com a cúpula da TV Globo. E ele tratou de passar toda a empolgação, a sua confiança pessoal na conquista do título. Toda a conversa de amadurecimento do grupo com Felipão foi esquecida. A confiança do presidente da CBF contagiou a emissora carioca. A concorrência com os canais a cabo vem diminuindo de maneira efetiva sua audiência no Brasil. Em todos os setores. Os jogos dos Estaduais e do Brasileiro estão sabotando a programação do domingo. Os altos índices também nas quartas são raros. A solução rasa, transmitir muito mais jogos dos times mais populares, Corinthians e Flamengo, já não funciona.

1felipaopropaganda 1024x709 No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Foi quando a emissora resolveu bombardear sua grade de programação com a Copa do Mundo. Com a Seleção. Foi um acordo entre a alta cúpula da emissora com Marin que norteou a programação da Seleção. Foi decidido que, ao contrário de todas os outros 31 times, o Brasil teria todos seus treinos abertos. Com direito a visitas na concentração. Exclusivas obrigatórias com Felipão. Informações do técnico para Patricia Poeta no Jornal Nacional. Pedidos expressos do presidente da CBF. Marin aproveitou para fazer um agrado aos patrocinadores que fazem sua entidade acumular um patrimônio de mais de R$ 900 milhões. Mandou construir lance de arquibancadas na Granja Comary para que pudessem assistir aos treinos.

Felipão não havia concordado com nada disso. Teve de engolir tudo isso. Acabou envolvido em um clima de empolgação e amadorismo de dar pena. Ele tinha inspirações histórias de seleções donas da casa que foram campeãs do mundo mesmo não tendo o melhor time. Alemanha em 1954, Argentina em 1978, França em 1998. Nesses três momentos, a pressão da torcida, o nacionalismo empolgou os jogadores, que acabaram se superando em campo. Scolari falou o que não deveria.

"Nós temos a obrigação de ganhar a Copa. E vamos ganhá-la", assegurou. Parreira, que deveria ser a razão na Comissão Técnica, piorou tudo. "O campeão chegou e muito bem chegado", avisava, batendo no peito. A população acreditou. Se preparou para comemorar mais um título, não ver um campeonato de futebol.

Enquanto isso, Felipão e Neymar estavam em todas propagandas possíveis, imagináveis. A todo instante. Uma tortura. Foi uma overdose de exposição. E que aumentou e muito suas contas bancárias.

1felipãodivulgacao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Por isso quando veio o vexame, a frustração foi bem maior. O choro virou revolta, desprezo pelo time que havia vencido a Copa das Confederações. Galvão Bueno, voz oficial da Globo, fez discursos questionando todo o trabalho. Como se a emissora não tivesse exigido regalias como os treinos abertos. Acesso de Luciano Huck, Mumuzinho na intimidade da concentração dos jogadores.

Marin e Marco Polo se esqueceram da promessa feita a Felipão. O treinador nem mostrou o relatório que fez dos jogadores aos dirigentes. Eles não quiseram ver. Já desejavam Dunga. Decidiram enfrentar até a Globo, que havia se isentado de culpa, os apresentado como únicos responsáveis pelo fracasso. O troco seria chamar um técnico rígido e que vai sim fechar os treinos e está disposto a enfrentar Galvão ou qualquer contratado da emissora que questionar seus métodos. A culpa que ficasse com Felipão. Agora a ordem é imitar a Alemanha, campeã.

Felipão chorou de tristeza com o sofrimento de sua família. De raiva com a traição da CBF. Mas não quis ficar sem trabalho. Enlouqueceria. O técnico foi buscar refúgio no seu ninho, o Rio Grande do Sul. Nos braços do seu Grêmio, de Fábio Koff. Não trabalha mais pelo dinheiro, mas para limpar seu nome. E Felipão tem sido Felipão. Gritado com os jogadores, enfrentado a imprensa, fechado os treinamentos. Brigado com Pedro Ernesto e quem o questiona. Montado times fechados, com três volantes. Seus atletas não têm vergonha de fazer falta. Não choram quando ouvem o hino nacional. Nem o gaúcho.

Está a dois pontos do G4, faz uma ótima campanha com uma equipe nada além do que competitiva. Não quer saber de falar de Seleção. Finge que a Copa de 2014 nunca existiu. Se esquece também da de 2002, que ganhou. Quer apenas tomar seu chimarrão em paz. Ficou extremamente magoado com a torcida do Palmeiras. Iludido, esperava apoio do clube onde ganhou a Libertadores. Ouviu um cruel coro no Pacaembu. "Não é mole, não, o Felipão afundou a Seleção." Percebeu que não havia sido perdoado pelo encaminhamento do rebaixamento em 2012.

1felipaocopa No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

Felipão percebe que sua vida fez um circulo. Desde que saiu do Grêmio foi para o Japão, Palmeiras, Cruzeiro, Seleção, Portugal, Chelsea, Bunyodkor, Palmeiras, Seleção. E retorno ao Grêmio. Foram 18 anos. De vitórias, dinheiro, conquistas marcantes. E também frustrações.

Mas jamais alguém ouvirá de sua boca. Não desse técnico, que fará 66 anos daqui a 11 dias. "Eu sou a derrota de 2014." Felipão sabe o quanto se iludiu, se enganou. Assume ser um dos responsáveis pelo vexame. Não o único. Tem consciência do quanto foi traído. Para também não trair, se cala sobre a CBF e a Globo. Não torna pública a verdadeira história do fracasso da Seleção na Copa do Mundo no Brasil...
1felipãoselecao No Grêmio, Felipão voltou a ser Felipão. Não esqueceu o 7 a 1 da Alemanha. Continua amargurado, mas calado. Não quer trair quem o traiu na Copa do Mundo. A CBF e a Globo...

“Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado.” Nestor Hein, vice-presidente do Grêmio…

1reproducaogremio Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...
"O STJD é um câncer incurável de grau quatro. Muita gente diz: "como é que os clubes elegem por unanimidade o presidente da CBF"? Elegem porque se não eleger o sujeito fica marcado. Estou dando essa entrevista porque estou saindo do Grêmio. Por que se eu fosse um dirigente que fosse continuar provavelmente não levaria a público as minhas declarações.

"Os clubes não votam contra a CBF por temor à represália. É isso que é. Vamos dizer a verdade. Temor da represália. É uma ditadura. Porque o voto do Acre vale o mesmo que São Paulo. O voto da Federação de Sergipe vale tanto quanto o voto da Federação do Rio de Janeiro, do Rio Grande do Sul.

"Então é essa bagunça generalizada. O sujeito para não se prejudicar mais ainda não contraria o poder vigente. Isto é o que está acontecendo. É a verdade. Só que as pessoas não dizem. Por isso não tem rebelde suficiente para dar a virada de mesa. Enquanto não tiver vai ser esse mandonismo aí.

"E outra coisa, não dá para fugir disso. A televisão que é hoje um fator de faturamento, fundamental, sem o qual os clubes não sobrevivem...A rede que dá publicidade aos jogo, transmite os jogos (TV Globo)...O diretor mais importante dela disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (forçando o sotaque carioca).

1reproducaoglobo Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...

"Então é a isso que estamos submetidos. Essa bagunça, essa esculhambação que faz a gente ter nojo do futebol. Era para ser uma coisa bacana e uma coisa com regras. Estou acostumado com regras. Já militei em muitos tribunais. Nunca vi coisa mais nojenta do que esse STJD.

"Você entra no STJD já sabendo o resultado do que vai acontecer. Nós advogados vivemos da surpresa e de acreditar que o nosso talento, nosso poder de convencimento possa fazer prevalecer o Direito. Agora ali na hora você já sabe que o cadafalso vai te pegar.

"(Onde foi a declaração do diretor da Globo?) Eu ouvi uma conversa de rabo de ouvido. Numa ocasião social. Fique meio apatetado. Eu que deveria ter respondido, não respondi, fiquei quieto. Fui até um pateta na ocasião. Mas é outro caso. Como os clubes são muito dependentes de verbas e tudo isso...Você fica também em uma situação complicada. Além disso ninguém vai confirmar publicamente o que disse. Vai dizer "ah, jamais eu falei isso. Esse dirigente do Grêmio está louco." Nessa altura do campeonato ninguém vai por os pingos nos is."

Esse é o absurdo depoimento do vice presidente do Grêmio, Nestor Hein. Homem de muito poder no tradicional clube gaúcho. Falou na rádio Bandeirantes de Porto Alegre, ao repórter JB Filho. Tudo gravado, na rádio. Mostrou sua indignação com o julgamento de Petros do Corinthians. O Grêmio e o Internacional se juntaram. Entraram como clubes interessados. Mas viram a vitória corintiana. Aquele que junto com o Flamengo, são times de verdade. O resto é melhor nem repetir a escatologia.

Sempre bom ouvir o outro lado. Checar o lado perdedor de uma disputa. Nem sempre a verdade fica ao lado de quem vence a batalha, a guerra. Hein colaborou. Colocou uma peça importante em público para os torcedores entenderem como realmente funciona o poder no futebol brasileiro.

Confessou. Teve a coragem de falar porque no final do ano irá embora do Grêmio, não continuará. Se continuasse, talvez se calasse. Ponderaria cada palavra. Teria medo de atrapalhar seu clube, sua diretoria. Por isso Hein falou.

Melhor para quem ainda cultiva um pouco de ingenuidade neste esporte chamado futebol. Voto de cabresto na CBF. STJD sem credibilidade para os próprios principais dirigentes brasileiros. O principal diretor da TV Globo só levando em consideração Corinthians e Flamengo, comparando os outros clubes a excremento. Um triste resumo do atual momento do futebol no país humilhado na Copa do Mundo de 2014. Motivos não faltam...
1divulgacaoglobo Ouvi o diretor mais importante da Globo dizer: o Corinthians e o Flamengo são times de verdade. O resto é merda. Nunca vi coisa mais nojenta que esse STJD. A gente entra já sabendo o resultado. Nestor Hein, vice presidente do Grêmio...