Depois de dominar Portugal, o maior agente do mundo aportou no Brasil. Rodrigo Caio foi para o Valencia e não para o Atlético de Madrid porque Jorge Mendes quis. Endividado, São Paulo festeja…

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Tudo pareceu muito estranho. Na quarta-feira, manchetes em todos os portais, matérias na televisão, nas rádios. Rodrigo Caio havia sido vendido para o Atlético de Madrid. Exigência feita pelo próprio treinador argentino Simeone. Dois dias depois, hoje, a confirmação. A revelação de 21 anos vai para a Espanha. Mas atuar no Valência.

Quem motivou essa drástica mudança de planos? Jornais de Portugal e da Espanha afiançam que Jorge Mendes. O maior empresário do mundo é o intermediário na transação 12,5 milhões de euros, cerca de R$ 44 milhões. E que pode chegar a 16,5 milhões de euros ou R$ 57,8. O bônus de 4 milhões de euros, R$ 14,4 milhões, será pago se o brasileiro conseguir se firmar como titular.

Jorge Mendes tem Cristiano Ronaldo, Radamel Falcao, James Rodríguez, Di María, Diego Costa, José Mourinho entre vários outros atletas. Ele age como um polvo. Com tentáculos nos países onde o futebol é forte. No Brasil tem alguns representantes. Os ex-jogadores Deco, Luizão e Carlos Leite.

Luizão que participou da negociação com o São Paulo. Conselheiros ligados a Carlos Miguel Aidar confidenciam que a venda teria sido feita diretamente para o empresário português. E que ele escolheu o Valencia e não o Atlético de Madrid por um motivo simples. No time de Simeone, Rodrigo Caio poderia se transformar em um mero reserva.

Jorge Mendes viveu recentemente essa situação. Ele também seria o verdadeiro dono de Lucas Silva, volante que está no Real Madrid. Mendes teria conversado longamente com Carlo Ancelotti e garantido que o brasileiro suportaria a pressão de atuar em uma das principais equipes do mundo. Se enganou. Acabou se intimidando, perdeu completamente a confiança de Ancelotti e dos dirigentes.

Tanto que o time de Madrid resgatou Casemiro do Porto, a quem haviam emprestado. Não se importaram em pagar a multa de 7,5 milhões de euros, cerca de R$ 26,5 milhões. A quantia foi uma compensação prevista no contrato. Se os portugueses desejassem comprá-lo definitivamente e o Real Madrid não quisesse vender, o dinheiro teria de ser desembolsado. Foi. E tente adivinhar quem representa o volante ex-São Paulo? Sim, ele mesmo. Jorge Mendes.

Com as portas escancaradas dos principais clubes do mundo, os times brasileiros até comemoram quando negociam com o importante empresário.

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E ele queria Rodrigo Caio há muito tempo. "Ele é uma das principais revelações da história do São Paulo. Garoto de personalidade, técnica apurada, visão de jogo e com excelente preparo físico. E muita responsabilidade. Sabe o que faz. Logo acabará na Seleção. Como zagueiro ou volante, tanto faz. Vai dar muito dinheiro ao clube" Os elogios rasgados são do profeta Muricy Ramalho. O treinador o adora.

Rodrigo Caio deverá fazer parte da Seleção Olímpica. Só tem 21 anos. Estreou no time profissional com 17 anos. Seu estilo de jogo, de cabeça erguida, visão de jogo e técnica foi comparado ao do ex-jogador Antônio Carlos. Versátil, sabe o que fazer com a bola como zagueiro ou volante.

Foi no meio de campo que se destacou como o melhor jogador do tradicional torneio, sub-21, de Toulon, na França, em 2014, quando o Brasil foi campeão. Suas atuações chamaram a atenção de empresários europeus, que todos os anos vão a Toulon atrás de jovens revelações.

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O interesse de equipes europeias foi abruptamente travado em agosto. Ele rompeu o ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo contra o Criciúma. Ficou sete meses em tratamento. Só voltou em março. O colombiano Osório estava se animando com o potencial do jovem jogador, quando Jorge Mendes resolveu levá-lo para a Espanha.

O São Paulo tem 90% do seus direitos federativos. R$ 39,6 milhões irão para os cofres do Morumbi. O clube mostra que, disparado, é a equipe que melhor aproveita seus jovens no país. E que já lucrou cerca de R$ 250 milhões com suas revelações de Cotia. Lucas rendeu R$ 80 milhões líquidos. Breno, R$ 35 milhões. Lucas Piazon, R$ 25 milhões. Hernanes, R$ 25 milhões. Oscar, R$ 15 milhões foram os mais lucrativos.

Carlos Miguel Aidar gostaria de segurar o jogador até a Olimpíada de 2016. Mas o clube está enroscado em dívidas. O processo de Pato e dois meses de direitos de imagem atrasado são as provas.

Rodrigo Caio ficou empolgado com a transação. O Valência foi quarto colocado no Campeonato Espanhol e disputará a próxima Champions League. O zagueiro/volante viajará para na próxima segunda-feira.

Embora o entrosamento entre Gallo e Dunga nunca foi o ideal, o ex-treinador da Seleção Olímpica cansou de recomendar ao técnico da principal. Ele deveria ficar atento a Rodrigo Caio, considerado por ele, um 'jogador diferenciado'.

Jorge Mendes foi ágil com o jogador do São Paulo. Assim como havia sido com Fabinho, lateral que era do Fluminense, e acabou contratado pelo português. O colocou no Rio Ave, no Real Madrid Castilla para ganhar experiência. Depois o encaminhou ao Mônaco e hoje já está no grupo de Dunga que disputará a Copa América.

É assim, apesar da proibição veemente da Fifa, de empresários virarem donos de atletas, que Jorge Mendes segue. Sem ser questionado por ninguém. Comprando e vendendo atletas pelo mundo. Já domina o mercado português. Agora cada vez mais quer se apossar das jovens promessas brasileiras.

Quem rasgará dinheiro nesta recessão e virará as costas a Mendes?

Clube nenhum. Muito pelo contrário. A champanhe espera não só a ele, mas seus representantes. A comemoração hoje foi no Morumbi. Como já aconteceu nas Laranjeiras, na Toca da Raposa...

Assim caminha o futebol brasileiro. Se entregando de bom grado ao milionário português. O maior empresário do mundo...
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Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians. Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu ‘projeto Brasil’ foi um fracasso…

1agenciacorinthians Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...
Alexandre Pato fará 26 anos em setembro. Para o jogador de futebol moderno, com mercado internacional, essa é uma idade limite. O seu 'projeto Brasil' foi um fracasso. Suas pretensões eram altas. Traçadas com seu empresário Gilmar Veloz e Barbara Berlusconi, então sua namorada. E com o aval da Nike.

Barbara sabia da profunda crise financeira do Milan. Tinha informações privilegiadas, filha do ex-primeiro ministro italiano e dono do clube, Silvio Berlusconi. Não havia condições de montar esquadrões, capazes de dominar o mundo. O melhor para a carreira de Pato seria 'dar um passo atrás', se firmar na Seleção Brasileira e voltar à Europa, defendendo um grande clube. Talvez até o próprio Milan, recuperado.

O projeto era de três anos. 2013 volta a um grande clube popular brasileiro, ser titular da Copa das Confederações. Em 2014, disputar uma grande Copa do Mundo. E, no máximo, no meio de 2015, desembarcar de volta ao Velho Continente.

De forma discreta, o departamento de marketing da Nike apresentou o projeto ao Corinthians. O clube já havia conquistado a Libertadores e iria disputar o Mundial. Mas não tinha uma estrela midiática. No final de 2012, Pato tinha esse perfil. O acordo foi selado e Andrés Sanchez e Gobbi investiram R$ 43 milhões para ter o jogador. Foi a transação mais cara do futebol brasileiro. Nenhum clube gastou tanto para repatriar um atleta.

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Tite e os jogadores campeões mundiais rejeitaram o jogador. O treinador teve de suportar a chegada de uma peça fundamental que não pediu. Seu desempenho pífio o tirou da Copa das Confederações. E também foi descartado da Copa do Mundo, Felipão acredita que ele não tinha futebol e nem personalidade para tanta pressão.

Em meio a essa sucessão de fracassos, Pato rompeu com Barbara. A herdeira de uma fortuna avaliada pela Forbes, de pelo menos 5 bilhões de euros, cerca de R$ 17,4 bilhões, era mais importante do que parece. Além de parceira, seis anos mais velha e mãe de dois filhos, Berlusconi dava estabilidade psicológica ao imaturo atacante. No Corinthians todos se lembram o quanto ele ficou abalado com o final do relacionamento.

O fim do namoro representou a impossibilidade de volta ao Milan. Tudo foi estava demolindo na vida de Pato. Sua relação com o Corinthians estava péssima. Ficou desesperado quando houve a invasão do CT pelar organizadas no início de 2014. No vestiário, segurando um armário contra a porta para evitar que os torcedores entrassem, o jogador ouviu as ameaças. Eles juravam que iriam quebrar as suas duas pernas, enquanto chutavam a porta e xingavam. Só quando a polícia chegou, a situação absurda acabou.

Mas Pato avisou seu empresário que iria sair de qualquer maneira do Corinthians. Foi quando houve a troca com Jadson. E ele foi para o São Paulo. Mal chegou, avisou os companheiros que não voltaria de maneira alguma para o Parque São Jorge.

Os dirigentes corintianos souberam dessa decisão de Pato. Mal ele saiu, estourou a crise financeira com o Itaquerão. O dinheiro começou a rarear. E a diretoria no Parque São Jorge decidiu, Pato seria o último a receber seu dinheiro. Seu salário é de R$ 800 mil: metade paga pelo Corinthians e os outros R$ 400 mil com o São Paulo. Os atrasos começaram a ser uma constante.

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Foram dez meses de atraso do Corinthians. Somados, chegam a R$ 4 milhões. O São Paulo também enfrenta sua crise financeira. E deixou de pagar há três meses os direitos de imagem de Pato. A direção do Morumbi dividiu, são R$ 300 mil de salários e R$ 100 mil em direitos de imagem.

Já havia a suspeita que Pato e seu empresário articulavam entrar na justiça contra o Corinthians. Alegando o atraso, eles querem a reintegração total dos seus direitos. Só que foram além, processaram também o São Paulo. Eles desejam não só a liberdade, mas o dinheiro que pertenceria ao atacante.

A cúpula são paulina não esperava também ser processada pelo jogador. É uma desmoralização dos dirigentes. E pode servir como exemplo para outros atletas. Carlos Miguel Aidar está revoltado com a postura do jogador.

O plano de Pato não é apenas se livrar do Corinthians, com quem tem contrato até o final de 2016. Mas também do São Paulo, cujo empréstimo se encerra no final do ano.

O jogador quer voltar para a Europa. O mais rápido possível. O sonho é nesta janela de meio do ano. Haveria contatos com equipes médias, pequenas. Com 25 anos e dono dos seus direitos, pelo que fez no passado, poderia se encaixar.

3ae7 Alexandre Pato não quer apenas romper com o Corinthians.  Processou também o São Paulo por um motivo: quer voltar já para a Europa. Seu projeto Brasil foi um fracasso...

Alexandre Pato é um atleta introvertido. Vaidoso, gosta de fotografias, mas detesta conflitos. Aconselhado por seu empresário, decidiu enfrentar, comprar briga no São Paulo. Não aceitaria passivamente mais a reserva de Luís Fabiano. Reclamou publicamente. Complicou o ambiente para Milton Cruz, que estava interinamente comandando o time. O novo treinador, o colombiano Osório, aposta mais no veterano atacante que no midiático Pato.

A briga pública, na Justiça, vai seguir. Não há mais como voltar atrás. A direção corintiana garante que não irá abrir mão do jogador. Quer tentar reaver pelo menos parte dos gastos absurdos com ele. A direção do São Paulo reagiu como se recebesse um balde de água fria. Não esperava esta reação do atacante.

A explicação para Pato processar também o São Paulo vai além de querer voltar à Europa. Ele ficou decepcionado ao ouvir o próprio Carlos Miguel Aidar dizer que, para continuar no Morumbi, o jogador teria de aceitar ganhar metade do seu atual salário. Ou seja, 'apenas' R$ 400 mil. O dirigente, sem sutileza alguma, deixou claro que o jogador está ganhando o dobro do que merece.

Quando procurou a justiça, Pato e Gilmar Veloz sabiam o que estavam fazendo. Eles querem o rompimento com o futebol brasileiro. Terão de 22 de junho a 21 de julho para encontrarem um novo clube europeu. A aposta foi alta. Ambos sabem, se não der certo a briga na justiça e a transferência, o ambiente ficará insuportável não só no Parque São Jorge. Mas também no Morumbi.

Aidar é vaidoso e não aceita jogador cobrando dinheiro do São Paulo em público, nos tribunais...

Pato não se importa. Ele sabe que precisa dar uma reviravolta na carreira. Seu 'projeto Brasil' foi um fracasso...(Dois dias que o jogador entrou na Justiça, a diretoria do Corinthians se apressou em pagar os R$ 4 milhões que devia a Pato. "Foi má fé", garante João Henrique Chiminazzo, advogado do jogador. O processo vai continuar. Até porque como o blog já cansou de informar, ele alega que não pode ter ligações com o Corinthians por sua integridade física. Lembrou das ameaças dos torcedores organizados que invadiram o CT de Treinamento e ameaçaram quebrar suas pernas...)
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Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar…

1reproducao15 1024x576 Com salários atrasados, jogadores do Corinthians querem saber: como o clube negocia com o River Plate três contratações? O ambiente que é ruim no Parque São Jorge poderá piorar...
Seria cômico se não fosse trágico. O Corinthians deve cinco meses de direito de imagem a seus jogadores. Já chegou a dever oito, um empréstimo de R$ 7 milhões eliminou três meses. Perdeu Guerrero para o Flamengo por não poder pagá-lo. Sheik também vai para a Gávea, não há dinheiro para a renovação. Danilo também sabe que a diretoria não quer renovar seu contrato. E estuda o que fazer. Ou diminuir radicalmente sua pedida. Ou sair.

Tenta forçar Elias a aceitar voltar ao Flamengo. Gil a jogar na Alemanha. Ralf a conhecer os Emirados Árabes. Vendeu para o Palermo uma grande promessa, o meia Matheus Cassini, sem ele sequer ter estreado com a camisa dos profissionais.

Cristian e Vagner Love estão profundamente constrangidos por receber R$ 500 mil. Foram reservas absolutos na Libertadores. Só agora com a saída de Guerrero e, provavelmente, Ralf, terão a chance de atuarem como titulares. Tite não revela mas também tem dinheiro a receber do clube. Fora isso, foi obrigado a engolir um intercâmbio com a base. Situação forçada pela diretoria, já que ele detesta trabalhar com jovens. Tudo isso por economia.

Como foi várias vezes escrito, a situação do clube está assustadora por causa da dívida com o Itaquerão. Toda a bilheteria dos jogos é destinada a um fundo para pagar o estádio. O deputado federal do PT, Andrés Sanchez, falha há três anos na busca de empresa para bancar o naming rights. O Ministério Público travou os R$ 420 milhões que a Prefeitura tentou dar ao clube, em forma de CDIs. O estádio construído pela Odebrecht é avaliado em R$ 1,3 bilhão.

O dirigentes decidiram diminuir a folha salarial de R$ 10 milhões para R$ 5 milhões ou menos.

E diante desse quadro caótico, a diretoria quer contratar. O clube negocia com três jogadores do River Plate, semifinalista da Libertadores.

O atacante colombiano Teo Gutiérrez, de 30 anos, o meia uruguaio Carlos Sánchez e Ariel Rojas, volante e lateral esquerdo.

Como?

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O Corinthians quer fazer uma engenharia com o dinheiro que recebe dos patrocinadores, da televisão. E ainda aposta que a Odebrechet acabará por aceitar renegociar o estádio. Permitir que uma parcela da arrecadação fique no clube e seja investida no pagamento e na contratação de atletas.

O presidente Roberto de Andrade foi avisado pelos empresários dos atletas. A situação do River Plate é caótica. Suas dívidas batem nos 500 milhões de pesos, cerca de R$ 172 milhões. Os atrasos de pagamento são constantes. A campanha excelente na Libertadores trouxe enorme alívio.

A diretoria argentina aceita fazer um desmanche no time de Gallardo. Mas, evidente, só aceita entregar os jogadores após sua participação na Libertadores. Semifinalista, decidirá se chega à final em dois confrontos com o Guarani do Paraguai. A competição só voltará a ser disputada após a Copa América.

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Téo Gutierrez e Carlos Sánchez irão disputar a Copa América. O Corinthians queria deixar o acordo fechado, com medo que os dois se valorizem e outras equipes tentem contratá-los. Conseguiu a prioridade com os empresários. Embora desesperada, a diretoria do River não é ingênua. Sabe da chance de ganhar mais dinheiro com a dupla, dependendo do que ela fizer na competição.

Só que há um problema muito maior. A janela de transferência do Exterior para o futebol brasileiro estará aberta entre 22 de junho e 21 de julho. A última partida da semifinal entre Guarani e River é exatamente no dia 21 de julho. Os três não poderiam atuar. Teriam já de pertencer ao Corinthians.

As partidas finais da Libertadores, dia 29 de julho e cinco de agosto, estariam completamente descartadas. Ou seja, se o River chegar, não poderá ter o trio que é fundamental ao time. Esse é um problema enorme nesta transação.

Por isso é capaz que apenas um desses três chegue ao Parque São Jorge. Se for para escolher, Tite quer o colombiano Téo Gutiérrez. Jogador de conclusão, definidor, artilheiro, com estilo que lembra Paolo Guerrero.

Se tivesse recurso, o Parque São Jorge poderia ter o retorno de dois jogadores que fizeram sucesso. Paulinho e Dentinho estiveram no Corinthians. Conversaram com os jogadores, com os dirigentes. Gostariam de retornar da Inglaterra e da Ucrânia. Mas o Tottenham e o Shakhtar não aceitam simplesmente emprestá-los. Quer vendê-los.

Os atletas já cansaram de pedir que os donos de seus direitos facilitassem sua volta ao Brasil. Mas não há como. O Tottenham tem mais dois anos de contrato com o volante. E o atacante tem apenas mais um ano a cumprir.

Os dirigentes corintianos estão implorando por mais um empréstimo. Querem mais R$ 20 milhões. Não está nada fácil. A dívida com o Itaquerão atrapalha, faz os bancos recuarem.

Os jogadores acompanham com muito interesse essa busca de reforços. O clima é tenso. Porque não querem nem imaginar a diretoria comemorar contratações sem ter pago os salários e direitos de imagem atrasados. O que está ruim pode ficar muito pior...
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Pacto entre Globo e CBF para tentar salvar a imagem da Seleção. Querem desviar o foco da queda de audiência e da corrupção. Mas, incompetentes, se sabotam. Encavalam Copa América e Brasileiro…

2reproducao7 Pacto entre Globo e CBF para tentar salvar a imagem da Seleção. Querem desviar o foco da queda de audiência e da corrupção. Mas, incompetentes, se sabotam. Encavalam Copa América e Brasileiro...
A TV Globo e a CBF outra vez estão juntas, próximas. A missão é tentar diminuir a rejeição à Seleção Brasileira. O motivo não tem nada a ver com patriotismo. Mas sim dinheiro, faturamento. Por isso a conquista da Copa América no Chile virou obrigatória.

Dunga acreditou que levar a Seleção para Porto Alegre seria a garantia de festa, na despedida, antes da partida para o torneio sul-americano, no Chile. Mas os gaúchos não se animaram. Metade do Beira Rio ficou vazio no jogo de ontem contra Honduras. As 22 mil pessoas no estádio questão de vaiar, xingar o time brasileiro. Se sentiam enganadas com a equipe se poupando, muito mais tentando fugir das contusões do que jogar.

A TV Globo utilizou o mesmo método da partida contra o México B, em São Paulo. Tirou o som ambiente do Beira Rio. Quem estava em casa assistindo, nem imaginaria o clima ruim, as vaias, os palavrões que a Seleção ouviu.

Contra o México B, no domingo, não se repetiu durante a transmissão que o adversário no estádio do Palmeiras era o segundo time. O primeiro disputará a Copa Ouro para tentar chegar na Copa das Confederações de 2017. O telespectador desatento pensaria que o Brasil venceu os principais jogadores mexicanos, o que não é verdade. Um acaso, lógico...

Aliás, a audiência é um caso à parte. Nos últimos dez anos, o futebol já caiu 28% na Globo. A Seleção Brasileira sempre foi o grande produto oferecido aos seus patrocinadores. A Coca Cola desistiu de seguir bancando depois do vexame na Copa do Mundo. Ambev, Itaú, Johnson & Johnson, Magazine Luiza, Vivo, Volkswagen pagam R$ 1,3 bilhão para estar nas transmissões e jornais esportivos.

Brasil e México B chegou a 23 pontos. Brasil e Honduras ficou no 22 pontos. A decadência é tão grande, que os números foram comemorados. Já que os confrontos entre clubes têm mostrado patamares constrangedores, entre 12, 15, 18 pontos.

A Copa América servirá de base para os investidores. Se valerá a pena seguir gastando mais de um bilhão com o futebol brasileiro em decadência e cercado de denúncias. Vale a pena à empresa ter sua marca ligada a um produto associado à corrupção e decepções dentro do campo? E com a audiência despencando a cada ano?

Só a vitória no Chile serviria de incentivo. Daria coragem aos patrocinadores continuarem a pagar tanto por um produto deteriorado. A final da Copa América está marcada para o dia 4 de julho, em Santiago. Em 2014, a Globo anunciou os patrocinadores deste ano no meio de setembro. É o que pretende fazer agora, em relação a 2016. Apesar de o país estar mergulhado em uma profunda recessão, a emissora carioca não quer baixar sua pedida. Pelo contrário, sonha em aumentar esse faturamento de R$ 1,3 bilhão.

13 1024x577 Pacto entre Globo e CBF para tentar salvar a imagem da Seleção. Querem desviar o foco da queda de audiência e da corrupção. Mas, incompetentes, se sabotam. Encavalam Copa América e Brasileiro...

Marco Polo del Nero aprendeu com Ricardo Teixeira que as vitórias da Seleção servem como cortina de fumaça. Distraem a opinião pública e os jornalistas. Não há como fugir falar das conquistas. Ondas desvairadas de patriotismo torto surgem com os títulos.

Dunga disputou três Copas do Mundo como jogador. Duas como capitão. Uma como técnico. Entende muito bem como os bons resultados estão atrelados à escudo à CBF. Ele é muito inteligente, vivido. Sabe perfeitamente que, se Marco Polo del Nero cair, ele poderá ir no embalo. Com um novo presidente, não há certeza alguma de sua permanência como treinador da Seleção.

Portanto, Dunga dará sangue, colocará a alma para o Brasil voltar campeão do Chile. Ajudar Marco Polo e se ajudar na tentativa de comandar o Brasil na Copa da Rússia.

Dunga e Globo romperam na África do Sul. O treinador resolveu fechar a concentração brasileira, proibir entrevistas exclusivas com jogadores. Só se submeteu a coletivas obrigatórias pela Fifa. E nada mais. O executivo maior do futebol da emissora, Marcelo Campos Pinto, se reuniu com Ricardo Teixeira na África. Histérico, exigiu que Dunga desse mais espaço para a emissora que sempre foi aliada da CBF.

Ricardo Teixeira cobrou duramente Dunga. Mas o treinador não cedeu. E até colocou seu cargo à disposição. Foi o xeque-mate no presidente da CBF. Ele não poderia demitir o treinador da Seleção em plena Copa. Seria caótico. O relacionamento continuou péssimo, com o auge na discussão entre Dunga e Alex Escobar, com o treinador xingando muito o apresentador da emissora. Com o Brasil eliminado pela Holanda, Ricardo Teixeira dispensou o técnico com enorme prazer.

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Cinco anos depois, a situação não se repetirá. Dunga não atrapalhará o trabalho da Globo no Chile. Não será a farra de 2002 e 2014, quando Felipão permitiu que a emissora invadisse a concentração. E Luciano Huck e Mumuzinho atrapalhassem treinos, coletivos em pleno Mundial.

O trabalho da Globo será facilitado. A intenção de Marco Polo é fazer a Seleção reconquistar o torcedor. Mostrando alegria e seriedade no trabalho de Dunga. E a emissora tentar despertar a atenção dos telespectadores, ainda frustrados com o vexame do 7 a 1 para a Alemanha.

Não bastasse o descrédito, a estupidez do calendário do futebol, elaborado pela CBF e pela Globo, trabalha contra. O Campeonato Brasileiro não irá parar durante a Copa América. Muito pelo contrário. Rodadas com jogos importantes acontecerão até o dia 4 de julho. Eles se encavalarão com a disputa.

Palmeiras e Fluminense, Grêmio e Atlético Paranaense e Avaí e Figueirense jogarão no domingo, às 16 horas. Meia hora depois das partidas terminarem, o Brasil estreia na Copa América às 18h30 contra o Peru.

Só a quarta-feira, dia 17, o Brasil será o único foco, quando terá pela frente os colombianos, às 21 horas, atrapalhando a novela. No domingo, dia 21, o overdose de futebol. São Paulo e Avaí, Joinville e Goiás, Atlético Paranaense e Coritiba às 16 horas. Com Fluminense e Ponte Preta às 19h30, batendo de frente, com o segundo tempo de Brasil e Venezuela, que começa às 18h30. Inacreditável.

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Se o Brasil confirmar o seu favoritismo, e for o primeiro no Grupo C, enfrentará o segundo colocado do B, teoricamente Uruguai ou Paraguai. A partida das quartas-de-final está marcada para o sábado dia 27, às 18h30. Nesse mesmo dia, Avaí e Grêmio se enfrentam às 16 horas. Chapecoense e Sport no mesmo horário do Brasil. E às 21 horas, Corinthians e Figueirense.

Se o time de Dunga tropeçar e for o segundo do Grupo C, terá pela frente, provavelmente, Equador ou México B. A partida, na quinta-feira, dia 25. Aí sim, a partida seria isolada, sem Brasileiro.

Seguindo o caminho natural e otimismo, Brasil e Argentina se enfrentarão pela semifinal, na terça-feira, dia 30 de junho. Sem jogos do Brasileiro. Assim, se o time de Dunga for segundo na primeira fase, passar pelas quartas, pegaria, provavelmente, o Chile na segunda-feira, dia 29. Também sem a concorrência do nosso Campeonato Nacional. Pelo menos a final da competição, no sábado, dia 4, será respeitada. Não haverá partida alguma do Brasileiro. Todas acontecerão no dia seguinte, no domingo.

Ou seja, CBF e Globo precisam resgatar a imagem da Seleção. Mas elas mesmas conseguem fazer o Campeonato Nacional tirar a atenção do telespectador da Copa América. Só a partir da semifinal, o Brasil deverá ter a atenção necessária.

É o encontro terrível da incompetência com a ganância. Os executivos de programação da Globo são consultados na elaboração da tabela do Campeonato Brasileiro. É impossível repassar a culpa. A emissora e a entidade comandada por Marco Polo são irmãs siamesas. Um só tronco e duas cabeças.

A overdose de futebol, Seleção desacreditada e CBF cercada de denúncias pode fazer com que outros patrocinadores sigam o caminho da Coca Cola. E virem as costas ao futebol na Globo. Em vez de se desesperar, os altos executivos da emissora precisam entender o quanto sabotam o produto que querem valorizar. Esse tal de futebol...
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As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado…

 As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado...
As vaias da torcida gaúcha não foram por acaso. A partida foi irritante, burocrática, desnecessária. A Seleção se poupou no último amistoso antes da Copa América. De forma burocrática e com seus jogadores fugindo das divididas, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0, gol de Roberto Firmino.

Nem Neymar, que atuou todo o segundo tempo, quebrou a monotonia do amistoso. Mesmo Dunga não exigiu seu time vibrando, lutando. Estava claro que o time não queria o violento adversário a três dias da estreia no Chile.

"Não esperávamos as vaias, pois jogamos em casa, em fim de temporada, e contra uma equipe complicada. Futebol é muito de emoção. Acredito que tivemos mais chances que em São Paulo, mas lá saíram dois gols seguidos. Mas faltando três dias para a Copa América, os jogadores tiram o pé do acelerador", admitiu o próprio Dunga.

"Tiramos o pé, sim. Daqui a pouco começa a Copa América. Uma contusão poderia colocar tudo a perder..." disse Robinho. Prevalecendo o instinto de sobrevivência perante a vontade de jogar futebol, o time só poderia ser muito vaiado, como foi.

A organização da partida foi um fracasso. Dos 40 mil ingressos colocados à venda, pouco mais de 22 mil foram vendidos. O reflexo de adversário desinteressante até para a torcida. A renda ficou nos R$ 2,2 milhões.

Como a Pitch tem de pagar à CBF, US$ 1,2 milhão, cerca de R$ 3,7 milhões, por amistoso, houve prejuízo. Mesmo com o dinheiro de estacionamento, a empresa inglesa arcará com um prejuízo de cerca de R$ 1 milhão com o jogo.

No último amistoso antes da competição internacional no Chile, o treinador tratou de mesclar o time. Quis fazer suas últimas observações. A começar por Fabinho. Graças a um carrinho desleal contra o México B, em São Paulo, Danilo acabou cortado. Daniel Alves foi convocado para o seu lugar. A princípio, Fabinho começará a Copa América como titular.

Outro jogador importante que ficou de fora do início da partida foi Elias. Dunga queria ver o valorizado Casemiro no meio de campo. Assim como Diego Tardelli. Do banco ele viu o bom Roberto Firmino ficar com sua vaga. Os outros oito que começaram contra o México.

Mas jogador brasileiro é inteligente. Ninguém estava disposto a se expor, a três dias da Copa América. Não havia a intensidade, a gana, a raiva que Dunga tanto gosta de ver na Seleção. Pelo contrário. O toque de bola foi lento, muita vezes irritante.

 As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado...

O esquema tático brasileiro mesmo contra um adversário tão inexpressivo foi o 4-5-1. Meio de campo congestionado, Casemiro e Fernandinho marcando forte. Os outros três procupados em articular jogadas ofensivas: Willian na direita, Philippe Coutinho pelo meio e Fred na esquerda. E Roberto Firmino na frente

O colombiano Jorge Luís Pinto, que dirigiu a surpreendente Costa Rica na Copa, comandava os hondurenhos. E, inteligente, diante da limitação do seu time, entrou com cinco zagueiros. Quatro jogadores no meio e apena um atacante. Sua intenção era travar o ataque brasileiro.

Com o medo de um corte por contusão, a Seleção teve graves problemas para criar jogadas ofensivas. Honduras não sofria para travar a Seleção. Faltava movimentação. Principalmente de Philippe Coutinho. Ele estava visivelmente se poupando. Faltava qualidade no toque de bola da intermediária para a frente.

 As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado...

Casemiro não se poupava, mas entrou muito tímido. Sem a polivalência de Elias, se limitava a marcar, com Fernandinho. A saída da defesa para o meio de campo era burocrática, não tinha a velocidade para abrir a forte marcação de Honduras.

Os brasileiros que entraram com medo da violência dos jogadores de Honduras, se aproveitaram de uma jogada desleal de Filipe Luís. Ele pisou sem dó e sem bola no mais talentoso adversário: Boniek Garcia. A pegada custou um cartão amarelo, mas para o hondurenho a partida acabou. Boniek tinha como uma de suas missões fechar a intermediária direita. Com a sua contusão, houve demora para a entrada do reserva Mario Martínez.

E foi justamente onde havia um hondurenho a menos que o Brasil marcou o seu gol. Philippe Coutinho encontrou Filipe Luís livre, ele deixou Roberto Firmino na cara de Valladares. O atacante chutou e a bola passou embaixo das pernas do goleiro.

Vale notar o tempo da contusão de Boniek e o gol do Brasil. O hondurenho deixou a partida contundido aos 30 minutos. Dois minutos depois, a Seleção fazia 1 a 0. Justo quando o adversário tinha um a menos.

Mesmo depois do gol, o jogo seguiu burocrático. Passando a nítida impressão que os brasileiros queriam apenas que a partida acabasse. Eles lembravam muito bem dos pontapés maldosos que tomaram em 2013 e sabiam que não valeria a pena se expor.

Além do medo dos cravos das chuteiras hondurenhas, havia Danilo. O lateral está para ser cortado da Copa América por rompimento dos ligamentos no seu tornozelo direito. A convocação de Daniel Alves está engatilhada.

Enquanto isso, os torcedores gaúchos viam o péssimo primeiro tempo acabar. E imploraram pela entrada de Neymar. E foi o que Dunga fez, tirando Philippe Coutinho, o jogador que mais se poupou. Também colocou Douglas Costa na vaga de Willian. E Thiago Silva na de David Luiz.

1ap7 As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado...

Os hondurenhos voltaram fieis ao seu propósito de evitar um vexame. Perder por 1 a 0 não era tão ruim. E o seu esquema 5-4-1 foi mantido. O Brasil não cresceu tanto como se esperava. Neymar estava muito marcado. Também visivelmente preocupado em se expor no gramado molhado.

O Brasil seguiu tocando melancolicamente a bola. Sem intensidade, força para marcar com vigor a saída de bola hondurenha. Nas arquibancadas, as vaias começaram a surgir e se intensificaram com a proximidade do final do jogo. Estava cada vez mais claro que o jogo foi um erro. Foi incompetência demasiada escolher Honduras antes de embarcar para o Chile.

No final valeu a contabilidade. São dez vitórias de Dunga em jogos amistosos, desde o seu retorno. Para valer três pontos, só a partir de domingo. Contra o Peru, na estreia do Brasil na Copa América. Aí seus jogadores não irão se poupar.

O Beira Rio reuniu o confronto de um time com medo de contusão contra outro que só queria se defender.

Brasil e Honduras foi deprimente, desnecessário...

(Para acabar o show de horror, Neymar não aceitou as vaias da torcida gaúcha. Se recusou a saudar os brasileiros das arquibancadas do Beira Rio. Saiu dizendo aos companheiros: "Mete o pé, vamos embora daqui". Esse é o capitão da Seleção de Dunga...)
 As vaias em Porto Alegre se justificaram. Em partida deprimente, o Brasil venceu Honduras por 1 a 0. Os jogadores de Dunga, com medo de perder a Copa América por contusão, se pouparam. Danilo cortado. Daniel Alves convocado...

E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres “100% Maomé?” Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?

1afp2 E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres 100% Maomé? Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?
Barcelona campeão da Champions League de 2015. Não dá chance para a Juventus em Berlim. Neymar marca o terceiro gol dos catalães, nos descontos, o que confirma o título. Vitória catalã por 3 a 1.

É a senha para o início a uma festa apoteótica. O árbitro turco Cüneyt Çakir não quis nem reiniciar a decisão. Os espanhóis confirmam a conquista da Tríplice Coroa: já haviam acumulado o Campeonato Espanhol e a Copa do Rei.

As câmeras se fixam em Neymar. Aos 23 anos, o brasileiro alcançou Messi e Cristiano Ronaldo, terminou a Champions como artilheiro também, com dez gols. Sabendo que seria um dos protagonistas da festa, ele coloca na testa uma faixa branca com a frase '100% Jesus".

Virou o assunto mais comentado no twitter do mundo, no sábado. Foi massacrado. O planeta vive um triste período de intolerância religiosa. O Estado Islâmico é o maior exemplo. Suas execuções sangrentas, cruéis, descabidas, o massacre na redação da revista Charlie Hedbo. São apenas a ponta do iceberg. Na África, o conflito entre muçulmanos e cristãos provoca massacres. Muitos não merecem sequer a atenção da grande imprensa. A faixa de Gaza e seus bombardeios constantes entre israelenses e palestinos.

A simples faixa de Neymar provocou grande constrangimento na direção do Barcelona. Desde 2013, o clube é patrocinado pela Qatar Airways. A empresa pagou 171 milhões de euros, cerca de R$ 593 milhões, para estar estampada na camisa do clube catalão por cinco anos. O Catar é um país com maioria da população muçulmana. O gesto do brasileiro não foi aceito. Nem será repetido.

No desfile que o time fez em carro aberto, comemorando a conquista, a faixa 100% Jesus já não estava mais na cabeça do jovem atacante. Pelo contrário. Ele estava usando um boné.

Nas tevês, rádios e editoriais de jornais espanhóis, a censura ao gesto de Neymar. Sua vida pessoal foi exposta e questionada. Lembraram que ele é evangélico. Frequenta a igreja Batista Peniel, em São Vicente desde a infância. Doa parte do salário como dízimo até hoje. E que, desde criança, usa a faixa '100% Jesus' para comemorar títulos. Como no Campeonato Paulista pelo Santos. Ou ainda menino, no futebol de salão da Portuguesa Santista, com 12 anos.

1ae13 E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres 100% Maomé? Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?

Recordaram que ele tem na pele marcada em tatuagens sua devoção. Uma cruz na mão direita, a palavra 'blessed' que significa 'abençoado' na nuca e, pouco antes de começar a Copa de 2014, tatuou 'Fé' no braço esquerdo.

Também foi lembrada a declaração que deu em 2013. A revelação que estava entre o Barcelona e o Real Madrid. E que 'conversou com Deus'. Foi aconselhado a escolher a Catalunha.

"Conversei com a família e me voltei para o meu coração, que escolheu esse lugar (Barcelona). Conversei muito com Deus também. Nas minhas orações, pedi para que me ajudasse a escolher o caminho certo."

Depois de todas essas lembranças, começaram os questionamentos. Misturando religião, vida pessoal e sua transferência do Santos para o Barcelona.

A começar pelo próprio filho Davi Lucca, que veio ao mundo sem ter o jogador ser casado. Suas saídas pela noite, seu namoro com Bruna Marquezine, foram considerados 'promiscuidade' e 'que nada tem a ver com a obsessão com a igreja evangélica que prega a virgindade e a monogamia', como escreveu o espanhol German Aranda no jornal El Mundo.

Em parte do texto, Aranda lembra que gostaria de questionar Neymar sobre as relações homoafetivas, em um país como o Brasil, onde centenas de gays são mortos todos os anos pela homofobia.

1reproducao13 E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres 100% Maomé? Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?

Na tevê e rádios, jornalistas ironizaram como alguém tão religioso está envolvido em uma transação obscura. Sua venda do Santos para o Barcelona é um escândalo que não só derrubou o presidente Sandro Rosell. Mas pode colocar o ex-dirigente na cadeia, ao lado do seu sucessor Josep Bartomeu. O próprio clube catalão também é réu no processo de sonegação. A previsão é que a promotoria peça sete anos de cadeia para Rosell e dois para Bartomeu. Além de multa.

Até agora a acusação de sonegação chega a cerca de R$ 44 milhões desta transferência. O Santos entrou com um processo na Corte Arbitral da Fifa contra o Barcelona, Neymar e seu pai. A acusação: a negociação envolveu mais dinheiro. E ele não chegou à Vila Belmiro.

Além disso, o fato do pai de Neymar ter recebido 10 milhões de euros, cerca de R$ 34 milhões, como sinal dos catalães. Ainda em 2011, dias antes da final do Mundial de Clubes no Japão. Decisão que reuniu Santos e o próprio Barcelona. O jogador foi muito questionado se havia qualquer ligação com o clube da Catalunha. Ele sempre negou.

Irônicos, jornalistas de Madrid lembraram esta semana que, religioso, Neymar não poderia mentir. O seu pai deveria ter omitido do próprio filho o depósito de R$ 34 milhões do Barcelona. Por dois anos...

A direção do Barcelona não comprou briga direta com sua estrela. Mas a partir do que aconteceu na Champions, as manifestações religiosas estão proibidas com a camisa do clube. Fora do ambiente de competição, ele pode fazer o que quiser. Desde que respeitando a conduta discreta recomendado aos jogadores da Catalunha.

2ap2 E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres 100% Maomé? Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?

Ricardo Teixeira já havia proibido os cultos na concentração da Seleção Brasileira. Ele acreditava que houve exagero na Copa da África. A determinação valeu para José Maria Marin e agora permanece com Marco Polo del Nero.

A Fifa decidiu proibir manifestações religiosas nos Mundiais. A gota d'água foi toda a Seleção de Scolari rezar de joelhos após a conquista da Copa de 2002 no Japão. Foi feita uma roda. E no meio dela, um câmera da Fifa mostrando a oração para o mundo todo.

Nem Neymar se atreveu a confrontar a entidade. Quando o Brasil venceu a Copa das Confederações em 2013, nada de faixa '100% Jesus' na testa do principal jogador brasileiro.

Também graças a um brasileiro, a Uefa também passou a agir. Em 2007, após a conquista do Milan diante do Liverpool, Kaká mostrou a camiseta branca com os dizeres "I belong to Jesus" para as câmeras de televisão. A empresa de apostas esportivas Bwin, patrocinadora na época do time italiano, ficou revoltada.

Na época, Kaká era a grande estrela e, em vez de mostrar a camisa com o logotipo da empresa, divulgava sua religião. A partir daí, as manifestações passaram a ser proibidas. Foram oito anos sem polêmicas Até sábado em Berlim, com Neymar e sua faixa.

Depois da conquista da Champions, Neymar entendeu. A pessoa é livre para manifestar sua fé onde quiser. É louvável que assim seja. Mas não há como menosprezar fingir que não exista a intolerância, o incômodo de outros religiosos fervorosos.

21 E se, após a conquista da Champions, Neymar colocasse uma faixa com os dizeres 100% Maomé? Revelasse que o seu sucesso se deve ao Alcorão? E que passaria a se chamar Mohamed?

Talvez só imaginando. Se, em Berlim, Neymar tivesse colocado na testa uma faixa com os dizeres '100% Maomé'. Pregasse que o Alcorão é o seu segredo de seu sucesso na vida. E avisasse ao mundo que passaria a adotar um nome muçulmano. Sua religiosidade seria questionada no Brasil, país de esmagadora maioria cristã? Seria considerado fanático?

Editoriais comparariam seu comportamento fora dos gramados. As baladas, a transação entre Santos e Barcelona, lembrariam do filho fora do casamento. Tudo seria analisado sob os rígidos preceitos muçulmanos.

Seria justo?

Por que o jogador não coloca a faixa quando seu time fracassa?

Ele continua sendo religioso também nas derrotas. Ou não?

O exagero veio à tona na capa da Placar, mostrando Neymar crucificado.

Religião e futebol não devem se misturar no gramado.

Essa combinação só estimula a intolerância...
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Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos…

2ae6 Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...
Como foi antecipado no blog, ontem, o Palmeiras queria se livrar de Oswaldo de Oliveira. Paulo Nobre foi convencido por Alexandre Mattos e por Mustafá Contursi.

A hora de aproveitar a oportunidade havia chegado. Daí a demissão ter sido definida ontem no final da tarde. E hoje o clube já ter feito uma proposta para Marcelo Oliveira, treinador que venceu os dois últimos Brasileiros pelo Cruzeiro. E que estava livre, à espera de um convite.

Se Marcelo aceitar receber R$ 400 mil, R$ 100 mil mais do que Oswaldo ganhava, só que R$ 150 mil menos do pago pelo Cruzeiro, estará contratado. Por dois anos.

Apesar de um alegado interesse do futebol do Catar, em Marcelo, há quase a certeza de que amanhã seu nome deverá ser anunciado.

Por via das dúvidas, contatos com Cuca, Guto Ferreira e Abel Braga também estão engatilhados. Mas Paulo Nobre não quer, de maneira alguma, pagar mais de R$ 400 mil a um técnico.

1ae12 Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...

A gota d'água para Oswaldo não foi a derrota para o Figueirense. Mas o descaso com Cleiton Xavier, jogador que não pediu. E não escalava, apesar de ter sido a contratação que mais orgulho deu a Paulo Nobre. O meia tinha propostas do São Paulo e do Cruzeiro.

Também pesou a postura alienada do técnico como se o clube não estivesse em 15º lugar, conquistado apenas seis de 18 pontos disputados. A despreocupação com sua demissão. Agia como se fosse intocável.

Conselheiros vitalícios fundamentais para a estabilidade política de Nobre na presidência queriam Oswaldo fora. Não gostavam de toda segunda-feira sem jogos na quarta, ele ir para o Rio. Não aceitavam a sua falta de vibração nas partidas.

Uma pessoa muito importante no dia-a-dia palmeirense não aceitava a contratação de Oswaldo. E ela tem peso fundamental a Paulo Nobre. O ex-presidente e seu mentor, Mustafá Contursi. A antipatia está no fato de Oswaldo ser pupilo de Vanderlei Luxemburgo, a quem odeia. Via no ex-treinador a arrogância e falta de comprometimento do seu mentor. A tolerância com Oswaldo sempre foi muito menor do que Gilson Kleina, Carega, Dorival Júnior.

4ae3 Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...

O destino apressou as coisas. Após a derrota para o Figueirense, Nobre e Alexandre Mattos esperavam que Oswaldo alterasse a sua rotina. E não viajasse para o Rio. Só que ele tinha de ir. Sua primeira neta, Júlia estava para nascer. Na diretoria do Palmeiras, a atitude foi vista como descaso. Ele perdeu o timing que tinha para tentar salvar o cargo.

"Nós chegamos a conclusão que os resultados estavam se afastando dos objetivos traçados e chegamos a conclusão que era melhor a troca no comando", disse Nobre hoje na sua coletiva. Sem, evidente, tocar no nome de Mustafá, que o pressionou como pôde pela saída de Oswaldo.

O assumido pupilo de Luxemburgo sabia muito bem o que estava acontecendo. A pressão de Mustafá e seu importante grupo de conselheiros para a demissão do técnico dura desde o fim do Paulista.

"Forças superiores hierárquicas me tiraram do Palmeiras. O Paulo Nobre já foi mais presidencialista, hoje tem que ouvir mais as pessoas. Ele acabou tendo que ceder", assumiu Oswaldo, na coletiva de adeus do Palmeiras. A citação foi rápida. Mas direta para Mustafá, que tem uma importância muito grande nesta queda.

Além do desgosto dos dirigentes. Principalmente Paulo Nobre. Ele quebrou com gosto sua palavra de honra. Assim como fez com Gilson Kleina e Gareca. Havia garantido que faria de tudo para Oswaldo ficar até o final do ano. Só que na primeira dificuldade de verdade, foi o primeiro a assumir que o melhor era mesmo mandá-lo embora.

1agenciapalmeiras Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...

Nobre via muito talento no meia. Mas Oswaldo insistia em deixá-lo no banco de reservas. Era nítida a má vontade com o jogador. Ele sempre foi muito obediente, tranquilo. Mas não suportou depois da derrota contra o Figueirense, no domingo. Disse com todas as letras que precisava jogar para ter ritmo.

Paulo Nobre já estava cansado da pressão dos Conselheiros de Orientação Fiscal e do grupo de Mustafá. Agora, a birra a Cleiton Xavier. Os péssimos resultados contra Goiás, Joinville, Figueirense no Brasileiro e Sampaio Corrêa e ASA de Arapiraca, na Copa do Brasil, foram os argumentos perfeitos para despachar Oswaldo.

Quem perdeu prestígio foi Alexandre Mattos. O executivo de futebol quis menosprezar a parte política do Palmeiras. Decidiu enfrentar os conselheiros ligados a Mustafá Contursi. Suas declarações foram suicidas.

"Se não tivesse certeza do Oswaldo, eu não estava aqui dando entrevista. Não é nem 100%, é 1000%. Vamos parar, porque não tem nada de demissão." Disse isso há cinco dias, após o empate com o Internacional.

Mas Mattos conseguiu piorar as coisas. "Não tem chance nenhuma do Marcelo Oliveira assumir o Palmeiras. Chance alguma. O Oswaldo vai cumprir o seu contrato até o final."

 Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...

O executivo contratado a peso de ouro do Cruzeiro passou o dia sendo ridicularizado por conselheiros palmeirenses. Ele entendeu que sua força no clube não é tanta quanto imaginava. O vice de futebol, Maurício Galiotti, pertence à ala de Mustafá.

Além disso, Mattos vem sendo cobrado pelo alto investimento em Dudu. Jogador de R$ 19 milhões e que não consegue corresponder o investimento.

Enquanto a demissão de Oswaldo era sacramentada à tarde, Alecsandro fazia exames médicos. E deverá ser anunciado amanhã como novo atacante do Palmeiras. Ele era o atacante, homem-gol, que o ex-treinador tanto pedia.

Oswaldo deixa o Palmeiras após 31 jogos oficiais e amistosos. Foram 17 vitórias, sete empates e sete derrotas, com 50 gols marcados e 26 sofridos.

A missão do treinador era garantir o clube na Libertadores de 2016. Mas rapidamente ele foi perdendo a confiança do pressionado Paulo Nobre. O presidente não aceitava a desculpa que 22 jogadores foram contratados e ele ainda estava formando o time. Acreditava que 31 partidas seriam suficientes para ao menos um esquema tático estar definido. O que não era o caso.

A princípio, o auxiliar Alberto Valentin deverá comandar o time contra o Fluminense, no domingo. Mas há a possibilidade de, se o novo técnico for contratado até amanhã, ele dirigir a equipe na arena palmeirense.

O perfil humilde, trabalhador de Marcelo Oliveira agrada não só Alexandre Mattos, como Paulo Nobre e até os conselheiros ligados a Mustafá Contursi. Esse detalhe é fundamental para qualquer treinador sobreviver na Sociedade Esportiva Palmeiras...
1reproducao12 Mustafá, Cleiton Xavier, idas ao Rio de Janeiro, descaso com a 15ª colocação, parto da neta. Os bastidores da queda de Oswaldo do Palmeiras. Marcelo Oliveira tem proposta nas mãos...

“Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza.” Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000…

1ae11 Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza. Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000...
"A sensação que eu tenho é que sempre estivemos certos. Os personagens são os mesmos. Ricardo Teixeira, Nike, pessoas ligadas à transmissão do futebol, empresas que negociam com patrocinadores, dirigentes da Fifa, da Conmebol, da CBF, federações.

"Os esquemas são os mesmos. A corrupção, propinas, falta de transparência. A grande diferença é que houve uma investigação profunda do FBI que não deixa dúvidas. Por isso o Marin e mais sete altos dirigentes da Fifa estão presos. Essa participação mudou todo o cenário. No mundo e no Brasil.

"A Bancada da bola, políticos que sempre protegeram os dirigentes da CBF, está enfraquecida desta vez. Não por causa da opinião pública. Mas pelas provas, que são contundentes.

"Desta vez, depois de 15 anos, acredito que será feito justiça. A CPI vai chegar ao seu final e chegar a esta estrutura viciada que sempre comandou o futebol no Brasil. Demorou, mas a hora é esta."

Esta é a convicção e esperança do deputado federal Silvio Torres (PSDB-SP) ao blog. Ele sabe o que diz. Foi o relator da CPI da Nike, em 2000. Os políticos resolveram investigar a relação entre a empresa de material esportivo e a CBF.

Todo o processo foi vergonhoso. A Bancada da Bola conseguiu protelar a CPI por vinte meses. Ela deveria ter acontecido logo após a Copa de 1998. A intenção foi diminuir a revolta que dominava a opinião pública diante da perda da final do Mundial.

11 Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza. Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000...

Foram meses de revelações, contratos mal explicados, a desconfiança de que pessoas importantes pagaram ou receberam propina. Ricardo Teixeira foi o principal personagem de investigações. E o que mais recebeu acusações.

Só que ele conseguiu sobreviver no comando do futebol brasileiro. Os políticos que o protegiam conseguiram desmoralizar o Congresso Nacional. Eles simplesmente se ausentaram, não deram quorum para a votação final do relatório, que nunca chegou a ser aprovado. As acusações não foram formalizadas. Não atingiram Ricardo Teixeira.

Só que a vergonha chegaria a um nível inacreditável e que, infelizmente, nós esquecemos nestes 15 anos.

2 Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza. Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000...

Todas acusações foram reunidas. Seriam publicadas no livro CBF-NIKE. Os autores, os deputados Aldo Rebelo e Silvio Torres. O público teria acesso ao que foi apurado contra o comando do futebol neste país. Só que o processo 2002.001.028004-5 na 41ª Vara Cível do Rio de Janeiro, impediu.

Ricardo Teixeira conseguiu a censura, a divulgação, a impressão e venda do livro. Foi além. O ex-presidente da CBF impediu também que ele chegasse à Internet. Com a vitória na justiça federal, a impressão que ficou foi terrível. A de que esses poderosos homens que controlam o futebol no Brasil eram inatingíveis.

O irônico é que anos depois, Aldo Rebelo se transformou em ministro dos Esportes e ficou muito próximo de Ricardo Teixeira na organização da Copa no Brasil.

5ae3 Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza. Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000...

Entrevistei Silvio na Record News. Parte com o excelente e generoso Heródoto Barbeiro. E parte sozinho.

Deputado, por que acreditar que esta nova CPI que o Romário está propondo atingirá a cúpula da CBF?

Porque a Bancada da Bola está enfraquecida. As revelações que o FBI fez são fortes demais. O esquema de propina, de corrupção não deixa dúvidas. O Marin e outros setes dirigentes da Fifa não estão presos por acaso. Assim como a renúncia do Blatter. O Marin era até o ano passado o homem que comandava a CBF e o Comitê de Organização Local da Copa. Muitos contratos bilionários do Mundial foram mal explicados, despertam desconfiança. Os estádios são a parte aparente. Mas o grosso do dinheiro que saiu do Brasil para a Fifa estava nesses contratos que ninguém teve acesso. Antes do Marin, o Ricardo Teixeira e sua filha comandavam o COL. Isso será investigado. A CPI desta vez não acabará em pizza. E chegará à Copa do Mundo. Muita gente que está tranquila, acreditando que enriqueceu com a Copa e escapou, vai ter uma surpresa.

2ae5 Não vamos investigar apenas a corrupção no futebol brasileiro, a CBF. Vamos a fundo na Copa do Mundo no Brasil. Desta vez não vai acabar em pizza. Silvio Torres, relator da CPI da Nike em 2000...

Se o senhor não fosse deputado, mas um cirurgião e o futebol do Brasil um corpo humano doente, com câncer. Onde estariam os tumores? A sujeira, a corrupção?

Sempre houve muita brecha para a corrupção. Porque nunca ninguém controlou a CBF. Como nas ligações que envolvem as empresas de marketing. Nas organizações dos torneios. Esses contratos sempre foram sigilosos, escondidos, proibidos. Negociados entre poucas pessoas. A CBF usando o escudo que é uma empresa privada sempre fez o que quis. Ela se apossou do futebol brasileiro, da Seleção. E bilhões de reais envolvem tanto o futebol neste país como a Seleção. Direitos de transmissão, patrocinadores, amistosos, torneios. Tudo isso ficou na mão da diretoria da CBF. Foram décadas que os dirigentes usaram o futebol brasileiro sem dar satisfação para ninguém. Passou da hora de tudo vir à tona. Se houve alguém que se beneficiou de modo ilegal, vai ter de pagar.

O senhor sempre foi muito ligado ao futebol. Tentou levar adiante uma CPI em 2007 para investigar a ligação entre MSI e Corinthians. Não conseguiu. A Polícia Federal brasileira instaurou 13 processos contra Ricardo Teixeira que não deram em nada. A participação do FBI, denunciando o esquema de propina para o Marin, envolvendo a Copa do Brasil, foi decisiva e o anima para instalar esta nova CPI?

Foram três anos de investigação do FBI. Os Estados Unidos tiveram acesso às ligações dos dirigentes da Fifa. E atingiram em cheio a CBF. Não há contestação. As provas obtidas pelo FBF serão o ponto de partida para as nossas investigações. Iremos além. Nos fixaremos na CBF. Tornar público cada contrato. Entender quem ganhava o quê e porquê. Agora há condição política para fazer o que sempre sonhamos: revelar o que está por trás da organização do futebol neste país.

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Por que o senhor acha que os dirigentes dos principais clubes do país são tão omissos? A CBF os obriga a fazer o que ela quer. E sem contestação.

Por causa das dívidas. Os principais clubes neste país devem mais de R$ 6 bilhões. R$ 4 bilhões só para o governo. Então precisam se sujeitar ao que a televisão e a CBF estão dispostas a pagar. Por isso não contestam nada o que acontece. Querem saber apenas de quanto será sua parte. Este cenário é excelente para quem comanda a CBF. Não há interesse em fortalecer de verdade os clubes. E nem dar satisfação. Por isso gente como o Ricardo Teixeira ficou 23 anos comandando a CBF. Essa estrutura tem de mudar.

O senhor tentará ser o relator novamente desta nova CPI?

Acredito que será o Romário. Nós vamos tentar evitar que sejam feitas duas CPI, duas Comissões Parlamentares de Inquérito. Uma na Câmara Federal com os deputados e outra com os senadores. Isso seria muito confuso. O ideal será a CPMI, a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. Com deputados e senadores trabalhando juntos. Estou muito animado. A hora é agora para investigar a CBF e moralizar o futebol brasileiro. Trazer o que as pessoas de bem sempre desejaram: transparência. Desta vez não vai acabar em censura e pizza. E vamos avançar na Copa. O O Brasil perdeu muito dinheiro. A Fifa lucrou quatro bilhões de dólares limpos. Foi o Mundial mais lucrativo da história da Fifa. Os estádios são apenas a parte aparente. De onde saíram esses quatro bilhões de dólares sem impostos? Os contratos do COL ainda estão aí, esperando para serem investigados de verdade. O FBI e os Estados Unidos mostraram como se faz. E agora a Bancada da Bola não vai nos travar...
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Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo…

1ae10 Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo...
Emerson Sheik é um personagem criado por Márcio Passos de Albuquerque. Mudou o nome e diminui três anos dos 17 que tinha, fez nova e falsa certidão de identidade. Fez teste e foi aprovado no São Paulo e passou a atuar entre os garotos de 14 anos. Como gato, fez seis jogos pela Seleção Brasileira sub-20. Um pequeno escândalo que todos fazem questão de esquecer.

Seu dom de jogar futebol abriu todos os caminhos. Não quis assumir seu nome verdadeiro, mesmo depois de flagrado pela Polícia Federal, embarcando para o Catar. Foram dez anos se acostumando a ser chamado de Emerson.

Depois do caso Sandro Hiroshi, outro atleta a diminuir sua idade, a diretoria do São Paulo investigou melhor Emerson. E, imediatamente, ele foi despachado para o futebol japonês, onde ficou cinco anos. Depois passou quatro no Catar, onde se naturalizou catariano e disputou as Eliminatórias para o Mundial da África do Sul.

Fez três jogos pelo Rennes da França, passou pelo Flamengo, Emirados Árabes, Fluminense e desembarcou para quatro longos anos de Corinthians, que acabam de terminar. Ele acertou seu retorno para o clube do coração. Pôde se dar a este privilégio. Aos 36 anos, milionário, com a vida resolvida, ainda dá tempo para seu último sonho: se transformar em ídolo de verdade na Gávea, com a camisa rubro-negra que adora, de verdade. O carinho não é falsificado.

Tite sabe o quanto esse homem irreverente foi importante na inédita conquista da Libertadores pelo Corinthians. "Ele fez o diabo em campo. Ironizou, provocou, xingou, mordeu e principalmente jogou muito futebol. O Emerson tem lugar eterno nesta conquista que parecia impossível. O grupo todo foi fantástico. Mas ele foi especial", admite o técnico, com muita saudade daquele 2012 que parece mais distante.

3reproducao6 Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo...

A relação entre Sheik e Corinthians foi inconstante como sua vida amorosa. Cheias de alegrias inesperadas, comemorações, frustrações. Preparadores físicos e fisioterapeutas confidenciam que se ele tivesse um pouco mais de dedicação poderia ter ido muito mais além. Só que ele nunca abriu mão de fazer o que tinha vontade.

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Como morar no luxuoso condomínio de Alphaville, em Barueri, e treinar no CT Ecológico, cerca de 40 quilômetros de distância. Separado, festas e baladas sempre foram constantes na sua vida. Dormir pouco também. Os atrasos aos treinamentos também. Ele ria quando chegou a alugar helicóptero para chegar no horário.

Os dirigentes corintianos nunca foram próximos de Sheik. Principalmente Andrés Sanchez. Se dependesse dele, sairia logo após a conquista da Libertadores, quando estava em alta. E houve a possibilidade de voltar ao futebol árabe. Mas Emerson/Márcio não quis. Disputou o Mundial, foi campeão. Ainda renovou seu contrato por dois anos em 2013, graças à pressão de Tite.

Essa ligação fraterna teve consequências. Fez Sheik dar um beijo na boca de um dono de restaurante. Foi substituído no Brasileiro de 2013, contra o Coritiba. Irritado, não cumprimentou Tite, apesar de o técnico ter sido responsável por sua renovação. Para tentar desviar o foco, foi até o restaurante Paris 6, chamou o amigo Isaac Azar. E decidiram se beijar e colocar na rede social a foto. Seria uma manifestação contra a homofobia. Na verdade, uma maneira de todos se esquecerem do desrespeito a Tite.

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A malandragem de Sheik foi excessiva. Só conseguiu despertar o ódio das organizadas e dos dirigentes do Corinthians. O ex-presidente e delegado Mario Gobbi permitiu que os chefes das principais torcidas se trancassem com o jogador. E o fizeram jurar que não era homossexual. E ainda avisaram que divulgaria uma frase atribuída a ele. "Não sou gay porque não sou são-paulino." Se pronunciou de verdade essas palavras, ninguém saberá. Se assumiu a frase para não tomar alguns bofetões, também não.

Pior do que os chefes das organizadas corintianas, só seu relacionamento com Mano Menezes. Os dois se detestavam. Sheik considerava Mano desrespeitoso, arrogante sem consideração pelo time campeão da Libertadores, Mundial. Acreditava que ele tinha prazer em destruí-lo por uma pitada de inveja. Depois de uma discussão ríspida entre os dois, Mano disse a Gobbi que não trabalharia com ele. E Emerson/Márcio foi emprestado ao Botafogo.

O atacante chegou a um clube corroído pelas dívidas. Mas, esperto que é, fez questão de fazer um acordo. O Corinthians seguiria responsável por seus salários de R$ 520 mil. Em General Severiano virou o jogador mais querido. Vendo a necessidade, principalmente dos mais jovens, emprestou, deu dinheiro para aluguel, escola de filhos, remédios, comida de vários companheiros.

Expulso contra o Bahia, no Maracanã, fez questão de antecipar o que aconteceria com José Maria Marin. Andou até a câmera mais próxima e, em close, falou o que muita gente sempre pensou. "CBF, você é uma vergonha!"

Revoltado com a incompetência dos dirigentes, incapazes de pagar os salários em dia, comprou briga com a diretoria botafoguense. Acabou afastado do clube em outubro. Teve férias de quase 90 dias. Com seu salário religiosamente pago pelo Corinthians. Sem ter o que fazer, namorava atrizes e sub-celebridades. E se deixava fotografar e filmar no luxuoso apartamento a beira mar que tem na milionária Barra da Tijuca.

Seu retorno ao Corinthians não foi o que Tite esperava. Sheik voltou irritadiço, tenso. Os atrasos de salários e direitos de imagem mexeram demais com seu comportamento. Ele não esperava que isso acontecesse no Parque São Jorge. Em plena primeira Libertadores no Itaquerão. Foi quando falou a seu agente Reinaldo Pitta. Tinha certeza que seu contrato não seria renovado.

Daí veio à tona sua paixão verdadeira pelo Flamengo. Emerson/Marcio saiu do Fluminense porque, brigado com a diretoria, cantou o funk Bonde do Mengão em pleno ônibus tricolor. Fez de propósito. E quando o troféu da Libertadores veio cair na sua mão, depois da conquista contra o Boca, ele sabia muito bem onde colocava a boca. Irônico para os fotógrafos, beijou o espaço reservado para o clube da Gávea.

1reproducao10 Os loucos anos de Emerson/Márcio no Parque São Jorge. Valeu a pena o Corinthians ter contratado esse alucinado ser humano. Agora, tem o direito de beijar a camisa que ama: a do Flamengo...

Havia prometido que um dia voltaria para o Flamengo. Esse dia voltou. Vai receber R$ 270 mil a menos. Seu salário será de R$ 250 mil a cada 30 dias. Ao lado de Guerrero e Alan Patrick reforçarão a equipe que sonha com uma vaga na Libertadores. O lateral Ayrton do Palmeiras poderá também ir para a Gávea.

Ele jogou no Flamengo em 2009. Fez ótima dupla com Adriano. Mas teve de sair, negociado como Al-Ain dos Emirados Árabes. Agora, não. Aos 36 anos, escolheu onde deverá terminar a carreira. Seu contrato vai até o final do ano, com o clube da Gávea tendo a prioridade para 2016. Ela será exercida se vier a Libertadores.

O Vasco acenou com uma proposta para o jogador. Mas a vida permitiu que ele faça suas escolhas. E virou as costas ao maior dinheiro que viria de São Januário.

Da mesma maneira que se esqueceu do nome Márcio e só atende por Emerson, escolheu a camisa rubro-negra. Vai embora de vez do Parque São Jorge. Sabe que deixou para sempre sua marca.

Apesar de todas as confusões valeu muito a pena o Corinthians ter contratado esse polêmico jogador. A Libertadores deixou de ser inédita graças aso seus dribles, arrancadas, mordida, gols.

Foi um privilégio acompanhar esse alucinado Sheik, com o número 11, do Sport Club Corinthians Paulista, nas costas.

Ele conquistou o direito de voltar beijar a camisa que realmente ama...
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A palavra de Paulo Nobre é o grande obstáculo para a demissão de Oswaldo no Palmeiras. Alexandre Mattos sabe: Marcelo Oliveira e Cuca estão à disposição. O momento para agir é agora…

1reproducao9 A palavra de Paulo Nobre é o grande obstáculo para a demissão de Oswaldo  no Palmeiras. Alexandre Mattos sabe: Marcelo Oliveira e Cuca estão à disposição. O momento para agir é agora...
Paulo Nobre está entre a cruz e a espada. Ao contratar Oswaldo de Oliveira, o presidente palmeirense deu a sua palavra ao treinador. Ele teria tempo para conseguir o único objetivo real do clube em 2015: conquistar uma vaga para a Libertadores de 2016. Avisou que ele teria jogadores e respaldo para trabalhar. E foi além. Prometeu que não se preocupasse com a pressão, comum no Palestra Itália.

O executivo Alexandre Mattos entendeu que o culto, sofisticado Oswaldo combinava com o estilo de Nobre. E entendeu que o laço entre os dois era muito forte. E decidiu não interferir. Mesmo antevendo o que iria acontecer no Cruzeiro. Mesmo quando o clube estava para ganhar o segundo título brasileiro seguido, Gilvan Tavares estava preparando o desmanche do time. Queria dinheiro.

Foram Alexandre e Marcelo Oliveira que montaram o melhor time do país nos dois últimos anos. Sua previsão era que os cruzeirenses não suportariam nova frustração na Libertadores. E repassariam a conta ao treinador. Mesmo ele tendo de montar novo time durante a competição. Dito e feito.

A equipe foi eliminada em pleno Mineirão contra o River Plate. A diretoria repassou a culpa para Marcelo, contratou Luxemburgo com seu tempo de validade e a vida segue. Mas com o técnico dos sonhos de Alexandre Mattos à mão.

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Do outro lado, Oswaldo de Oliveira segue decepcionando. A perda do título paulista para o Santos já não foi bem aceita pelos poderosos homens do Conselho de Orientação Fiscal do Palmeiras, primordiais para que Nobre tenha administração tranquila.

A rejeição aumentou muito com os resultados no Brasileiro e na Copa do Brasil. Já são dez jogos seguidos e apenas duas vitórias. Com resultados ruins contra adversários muito mais fracos como empates com o Joinville e CSA. E derrota para o Figueirense.

"Altos e baixos são normais. Estou com um time em formação", tentou se defender o treinador palmeirense.

Mas já são 29 partidas oficiais no ano. Tempo mais do que suficiente para a equipe ter uma espinha dorsal eficiente. Há jogadores importantes contratados. Alecsandro que chega do Flamengo é outra aquisição pedida por Oswaldo. O clube deveria estar muito mais forte do que no ano passado, quando escapou do rebaixamento na última rodada do Brasileiro.

Aranha, Jackson, Kelvin, Alan Patrick, Victor Ramos, Dudu, Robinho, Rafael Marques, João Paulo, Leandro, Zé Roberto, Arouca, Lucas, Gabriel, Amaral, Cleiton Xavier, Andrei Girotto, Egidio, Fellype Gabriel e Ryder já vieram. E nada de representativo vem acontecendo. Pelo contrário até.

Dos 18 pontos possíveis nos primeiros jogos do Brasileiro, o clube conquistou apenas seis. Está em 15º na tabela. Não bastasse isso, houve os vexames na Copa do Brasil. O empate contra o Sampaio Corrêa do Maranhão, que obrigou nova partida e mais desgaste em casa.

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Pior foi contra o ASA de Arapiraca, quando o treinador bateu no peito e disse que a responsabilidade era dele. E a partir daquela partida, poderia ser cobrado. Resultado: frustrante 0 a 0, na nova arena. Quando a situação estava complicava, veio a sobrevida com a vitória diante do Corinthians no Itaquerão. Daí o empate em casa, contra o Internacional. E a derrota de ontem contra o Figueirense.

A irritação dos conselheiros em relação a Oswaldo é enorme, constrangedora. Mais ríspida do que a dos torcedores. E promete crescer.

Empresários já falam abertamente a diretores do Palmeiras que Cuca quer sair da China. Está no futebol oriental há um ano meio. Já embolsou só de salários, R$ 27 milhões. A cada 30 dias, caíram no seu bolso, R$ 27 milhões. Sua relação com o Shandong Luneng ainda é boa. Porém, de acordo com estes agentes, ele está com vontade de retornar ao Brasil. Só espera uma proposta importante, compensadora.

Oswaldo de Oliveira ganha R$ 300 mil mensais. Tem contrato até o final do ano, com prioridade de renovação de mais um. Ele tem como principal trunfo para continuar a palavra de Paulo Nobre. Por isso até ironizou a forte cobrança dos torcedores e da imprensa logo após a derrota contra o Figueirense.

"Acho falar de demissão corriqueiro. É até falta de criatividade (dos jornalistas). Talvez seja falta de assunto mesmo", afirmou tentando evitar mostrar preocupação.

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Só que ele pode perder seu ar superior de ministro ameaçado do governo Dilma. Ou secretário de segurança pública de Alckmin. Paulo Nobre deu a palavra mas não o juízo. Ele emprestou R$ 135 milhões ao clube. E estava empolgado com a resposta dos torcedores no novo estádio. Sabe que derrotas e fraco futebol espantam a torcida. O faturamento pode cair.

Nobre e Mattos se animaram depois do Paulista. Passaram a considerar que uma vaga apenas na Libertadores era um objetivo muito pequeno. Era possível sonhar mais. Como o título brasileiro ou da Copa do Brasil. O time teria tudo para ganhar entrosamento e crescer, apostavam. Só que as decepções estão se sucedendo.

Alexandre Mattos é muito objetivo. E calculista. Em vez da paixão, ele coloca tudo no papel. Analisa números. Por isso não quer a renovação de Valdivia, apesar da obsessão de Paulo Nobre e dos torcedores pelo chileno. O mesmo critério vale para Oswaldo.

Como empregado de Nobre, ele foi obrigado a dizer que o treinador não está garantido só 100%. Mas 1000% na semana passada. Afinal, o seu patrão havia dado a palavra que ficaria até dezembro.

 A palavra de Paulo Nobre é o grande obstáculo para a demissão de Oswaldo  no Palmeiras. Alexandre Mattos sabe: Marcelo Oliveira e Cuca estão à disposição. O momento para agir é agora...

Só que a oportunidade está passando à frente. Marcelo Oliveira, campeão brasileiro nos dois últimos anos, e amigo íntimo, compadre de Alexandre Mattos se mostra livre. Mais caro, porém também disponível, Cuca, o último treinador brasileiro campeão da Libertadores, poderia realizar seu sonho de comandar o Palmeiras. Seriam duas trocas com vantagem para o Palmeiras.

Mas há a palavra de Paulo Nobre. O Palmeiras tem uma sequência de três jogos difíceis, pesados. E que podem mudar o destino de Oswaldo. Fluminense em casa no próximo domingo. Depois, o Grêmio, em Porto Alegre. Finalmente, o clássico contra o São Paulo, também na arena palmeirense. São nove pontos em jogo. Vitórias podem tirar o time do sufoco. Mas derrotas podem colocá-lo na zona do rebaixamento.

Isso se ele chegar até o jogo contra o Fluminense. Pode ser demitido antes.

Nobre já rompeu sua palavra duas vezes. Com Gilson Kleina e o argentino Gareca. Entre amigos diz que vai com o treinador do Palmeiras até onde for possível.

A situação de Oswaldo de Oliveira nunca foi boa entre os conselheiros palmeirenses. Como já foi escrito aqui no blog, várias vezes. Só que agora está caminhando para o insuportável.

Em seis meses de trabalho, o treinador não conseguiu montar definir a equipe. Uma forma de jogar. O Palmeiras não tem padrão. Não marca forte, é vulnerável. E confuso atacando. Falta vibração, gana, intensidade. A decepção já bate há muito tempo na porta da sala da presidência.

Por incrível que pareça, Oswaldo pode tomar um susto antes do que imagina. Falar em sua demissão não é falta de criatividade. É apenas acompanhar o Palmeiras de perto. Ele que aproveite muito bem os três próximos jogos, se quiser continuar a desfilar seu ar blasé no Palestra Itália...
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