A renovação de Guerrero é obrigatória no Corinthians. Trunfo eleitoral. E exigência das organizadas. As mesmas que tentaram esganá-lo em fevereiro. Ele é o melhor atacante do Brasil…

1ae24 A renovação de Guerrero é obrigatória no Corinthians. Trunfo eleitoral. E exigência das organizadas. As mesmas que tentaram esganá lo em fevereiro. Ele é o melhor atacante do Brasil...
Paolo Guerrero nunca foi tão feliz em um clube como é no Corinthians. Jamais atingiu o grau de idolatria no Alianza Lima, quando surgiu como grande promessa. No Bayer de Munique ou no Hamburgo. O que vive no Parque São Jorge é único. Só por isso ele mudou radicalmente a sua intenção de ir embora, deixar o clube por causa das organizadas.

Guerrero estava profundamente magoado. Não se conformava como foi tratado na invasão dos torcedores ao Centro de Treinamento do clube em fevereiro. Apesar de ter feito o gol que deu o título mundial ao Corinthians no Japão, ele foi agarrado por membros das organizadas, revoltados com o fraco desempenho do time.

"O Paolo foi esganado no seu pescoço", garantiu o presidente e delegado Mario Gobbi.

O jogador se nega até hoje a detalhar o que realmente aconteceu. Ele não quis falar nem para a Polícia Militar. Optou em não comprar briga com as organizadas corintianas, muito fortes no clube. Mas a mágoa estava presente. Aos 30 anos, o jogador ficou impressionado com as cenas que viveu. Com o coro criminoso dos invasores ameaçando quebrar as pernas de Sheik e de Alexandre Pato. Inclusive esse foi o grande motivador do jovem atacante ir para o São Paulo. E o veterano se aventurar no Botafogo.

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Guerrero ficou. Deu a volta por cima. Os chefes das mesmas organizadas que invadiram o CT corintiano exigem da direção do clube que o atacante fique no clube. Que aconteça a renovação antecipada de seu contrato. Ele termina em julho de 2015. E a partir de dezembro, o artilheiro já poderia negociar com qualquer outra equipe. E sair de graça em julho do próximo ano.

Não seria essa estratégia que ele e seu empresário Andrés Pizarro traçavam. Eles cogitavam voltar para a Europa no final deste ano. Mas com o atacante vendido, dando dinheiro para o Corinthians. Mas foram mudando de ideia de acordo como a temporada foi se desenvolvendo. O time crescendo, chegando a Libertadores. Guerrero cada vez mais importante. Fazendo gols fundamentais para a equipe de Mano Menezes. O peruano resgatou o prazer de jogar no Brasil, em São Paulo, no Itaquerão. Já marcou 15 gols no ano, cada um mais importante do que o outro.

Se tornou o maior ídolo no clube. Ouve tanto de Mano Menezes sobre a dependência do time de seu futebol que já conseguiu até se livrar de amistosos do Peru para jogar pelo Corinthians. A classificação para a Libertadores lhe trouxe motivação especial para ficar. Tem o sonho de ganhar a competição e também conquistar o Mundial. Só que no meio de tudo isso há a valorização.

Guerrero tem 30 anos. Seu salário é de R$ 470 mil mensais. Em conversas com o diretor de futebol, Ronaldo Ximenez, disse no mês passado que aceitaria renovar. Aceitaria até receber o mesmo salário por um contrato de três anos. Mas desde que ganhasse uma luva compatível a uma negociação com clube europeu. Disse que desejava sete milhões. Ximenez achou alta a pedida, mas factível. Foi antes de ouvir a complementação: "de dólares". Ou seja, R$ 17,8 milhões. Aí tudo se complicou.

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O orçamento do Corinthians está comprometido para 2015. Os gastos com o Itaquerão são assustadores. Terá pagar uma parcela de R$ 100 milhões no próximo ano, do estádio de R$ 1,1 bilhão. E a previsão otimista é que o clube terá um déficit de R$ 45 milhões. Como pagar reservar muito dinheiro a Guerrero? Vendendo um ou dois atletas importantes do time. Ralf, Cássio ou Gil já sabem. Se houver propostas interessantes, até dois deles podem ir para a Europa.

Já Guerrero, não. Ele é o ídolo que o Corinthians deseja para a Libertadores de 2015. Sua presença é importantíssima para atrair o torcedor. Perdê-lo seria uma arma espetacular para a oposição nas eleições marcadas para fevereiro.

Só que Gobbi já deixou vazar. Não vai pagar sete milhões de dólares como luvas ao peruano. Sua primeira proposta a Guerrero é de quatro milhões de dólares, cerca de R$ 10,1 milhões. Parcelados. Seu salário seria arredondado para R$ 500 mil mensais. E compromisso de três anos.

O jogador gostou dos termos, mas acredita que pode ganhar mais. As negociações estão acontecendo com calma. Mas há um dado muito interessante. As chefias das organizadas insistem com a diretoria que o Corinthians não pode perder o atacante. O mesmo que foi esganado por membros dessas mesmas torcidas.

Tudo caminha bem até porque, apesar do seu ótimo desempenho nesta reta final de brasileiro, não há propostas de grandes clubes europeus. Sua idade, 30 anos, é um enorme obstáculo para seu retorno ao Velho Continente. Ele sabe muito bem disso. Assim como a diretoria corintiana.

Tudo está caminhando de maneira animadora. Mario Gobbi tem certeza que a renovação do peruano será a sua última vitória na direção do Corinthians. Ele não conseguiu convencer Roberto de Andrade, candidato da situação à presidência, a continuar com Mano Menezes. Quer de qualquer maneira o retorno de Tite. O presidente viu o time não conseguir vencer sequer um título em 2014. A vaga na Libertadores é animador. Mas garantir Guerrero por três anos virou sua obsessão.

Gobbi tem todo o apoio do seu grupo político na renovação. Até mesmo o seu mentor, com quem está brigado, Andrés Sanchez quer que o peruano fique. Há até a esperança que Guerrero renove até antes do Brasileiro acabar. Será o maior reforço do Corinthians para a Libertadores de 2015. Até os membros das organizadas que o esganaram em fevereiro concordam. Ele é o melhor atacante deste país...

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Patricia e mais três gremistas foram premiados pela Justiça gaúcha. Não irão a julgamento, apesar de terem chamado Aranha de ‘macaco’. Um erro que só estimulará vândalos e racistas nos estádios…

1reproducao28 Patricia e mais três gremistas foram premiados pela Justiça gaúcha. Não irão a julgamento, apesar de terem chamado Aranha de macaco. Um erro que só estimulará vândalos e racistas nos estádios...
Um tapa na cara na luta contra o racismo no Brasil. Patrícia Moreira, Fernando Ascal, Éder Braga e Rodrigo Rychter foram identificados. As câmeras da ESPN-Brasil identificaram os gritos de 'macaco', vindo com ódio de Patricia para o goleiro Aranha. O trabalho competente da polícia gaúcha identificou Fernando, Éder e Rodrigo. Todos torcedores gremistas. Os entregou para a Justiça.

E a Justiça fez um acordo vergonhoso para que o quarteto escapasse do julgamento que poderia os punir até com três anos de prisão. Amparado na frouxa legislação brasileira.

A legislação brasileira é hipócrita. Alguém chamar um negro de macaco é uma definitiva demonstração de racismo. Em todos os países civilizados. Mas aqui é 'injúria racial'. A melhor e mais didática explicação para essa farsa encontrei no blog Cena Jurídica de Paulo Renato Bezerra, nas palavras do professor de Direito Penal, Sandresson Menezes. Vale a pena ler para entender o que se passou com Aranha. E compreender porque esses quatro não foram presos assim que identificados, como deveriam.

"A questão mais debatida no meio jurídico é a distinção entre injúria racial e racismo, onde uma começa e a outra termina. A questão é mais simples do que se pensa. Há a injúria racial quando as ofensas de conteúdo discriminatório são empregadas a pessoa ou pessoas determinadas. . Ex.: negro fedorento, judeu safado, baiano vagabundo, alemão azedo, etc. Tal crime está disposto no artigo 140, § 3º do CP.

O crime de Racismo constante do artigo 20 da Lei nº 7.716/89 somente será aplicado quando as ofensas não tenham uma pessoa ou pessoas determinadas, e sim venham a menosprezar determinada raça, cor, etnia, religião ou origem, agredindo um número indeterminado de pessoas. Ex.: negar emprego a judeus numa determinada empresa, impedir acesso de índios a determinado estabelecimento, impedir entrada de negros em um shopping, etc.

Entre as peculiaridades de cada crime encontram-se as seguintes diferenças:

O crime de racismo é imprescritível e inafiançável, enquanto que o de injúria racial o réu pode responder em liberdade, desde que pague a fiança, e tem sua prescrição determinada pelo art. 109, IV do CP em oito anos.

O crime de racismo, em geral, sempre impede o exercício de determinado direito, sendo que na injúria racial há uma ofensa a pessoa determinada.

O crime de racismo é de ação pública incondicionada, sendo que a injúria racial é de ação penal privada (há quem defenda ser condicionada à representação);e nquanto que no crime de racismo há a lesão do Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, no crime de injúria há a lesão da honra subjetiva da vítima."

Pois bem, o quarteto que humilhou Aranha já tinha esse grande escudo da legislação. Poderiam no máximo, se julgados, pegar uma pena entre um e três anos. Além de multa. Mas como são primários deveriam pegar apenas a prestação de serviços comunitários. Mas haveria o julgamento. A sentença seria um marco. Abriria um precedente. Ficaria claro que estádio de futebol não é lugar para demonstrações de racismo, ou de injúria racial como está na nossa frouxa e hipócrita legislação.

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Só que o juiz Marco Aurélio Xavier resolveu optar pela legislação capenga deste país. Ele suspendeu o processo contra o quarteto. Ofereceu algo muito mais palatável do que o julgamento. Ficariam muito expostos, coitados. Em vez disso, o juiz deu a chance que todos se apresentassem em uma delegacia antes dos jogos oficiais do Grêmio, dentro ou fora de Porto Alegre. Até agosto de 2015. Muito unidos, os quatro aceitaram imediatamente a proposta.

Marco Aurélio Xavier não foi rígido com o quarteto. Sugeriu que em vez de ir até a delegacia, usassem tornozeleiras eletrônicas. Os gremistas não quiseram ser monitorados na polícia. Recusaram. O juiz aceitou a negativa. Mas deixou avisado que, se eles cometerem outro crime até agosto de 2015, o processo de 'injúria racial' será reaberto. E aí sim poderão julgados.

E mais para os quatro não serem novamente lembrados, os próximos passos envolvendo o processo correrão em segredo de justiça. Ou seja, a imprensa e a população não ficarão sabendo. O 'próximo passo', se os quatro cumprirem o que foi proposto, será a suspensão permanente, a extinção do processo.

A decisão do juiz é lamentável. Foi um presente de Natal antecipado para o quarteto culpados confessos de injúria racial. Talvez Marco Aurélio Xavier devesse convocar Bernardo, Vitória e Rafael. Os três são enteados de Aranha, ele trata com o mesmo carinho que dedica a Sofia, sua filha natural. Depois que o caso estourou os enteados foram chamados de macacos e filhos de macaco na escola onde estudam.

Ou então o juiz falar com o próprio Aranha, o ofendido. Vai entender porque ele fez questão de enfrentar os racistas na arena do Grêmio. Saber que ele sofre com o preconceito racial há muito tempo. Como quando foi preso apenas por ser negro e estar dentro de um carro caro em Campinas esperando por um amigo. Três policiais racistas mostraram como acreditam que negro deva ser tratado.

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"Falaram que era para eu ficar quieto, que eu era suspeito. Me algemaram, deitaram no chão, queriam saber de arma, mas eu não tinha nada. Tomei um tapa, um chute. Tenho a marca aqui, acho que é a bota do policial", declarou em 2005 o goleiro. Ele ficou preso no camburão. Só foi liberado quando chegou o advogado da Ponte Preta e os policiais viram que era jogador. Apesar da denúncia do revoltado goleiro, nada aconteceu com os policiais.

O STJD já havia sido responsável por um desserviço. Depois de eliminar o Grêmio da Copa do Brasil, pelo caso envolvendo racismo, quando foi elogiado no mundo todo, voltou atrás no Pleno. E apenas tirou três pontos do Grêmio, que inviabilizou a partida da volta contra o Santos, já que havia perdido o primeiro jogo. O abrandamento da pena causou alívio para a CBF. Se fosse referendado o primeiro julgamento, todo clube que tivesse torcedores racistas infiltrados poderiam ser eliminados dos torneios. Que seria caótico. Por coincidência, lógico, isso não aconteceu.

O Pleno do STJD foi carinhoso com o árbitro Wilton Pereira Sampaio que conseguiu não ver ou ouvir as muitas manifestações de racismo naquela partida. Não colocou nada na súmula. O mais triste de tudo é que Wilton é negro.

Patricia Moreira da Silva perdeu o emprego, teve a casa apedrejada. Uma bomba incendiária queimou uma parte da área da residência. Disse que foi ameaçada de estupro pelas redes sociais. Ela está tomando tranquilizantes desde que 'tudo aconteceu'. Por 'tudo aconteceu' se entenda ela gritar 'macaco' para Aranha. Seu choro sem lágrimas na ida à Globo para falar com Fátima Bernardes foi lastimável.

Patricia ontem caprichou no encontro com o juiz. Não tirou os óculos escuros, entrou cabisbaixa e mandou avisar que não tinha condição psicológica para falar com a imprensa. Nem parecia a mesma garota que posava com cara de nojo, mostrando um macaco de pelúcia com o uniforme do Internacional. Gostou tanto da foto que colocou nas redes sociais.

1reproducaozerohora Patricia e mais três gremistas foram premiados pela Justiça gaúcha. Não irão a julgamento, apesar de terem chamado Aranha de macaco. Um erro que só estimulará vândalos e racistas nos estádios...

O juiz Marco Aurélio Xavier não só abrandou a situação dos quatro gremistas. Na verdade, ele decepcionou o Brasil. Ninguém queria que os racistas fossem crucificados. Mas deveriam sim passar pelo julgamento. Ele seria histórico, um marco neste país com tantas injustiças. A boa vontade desse juiz reflete nos vândalos e criminosos. A postura infelizmente estimula que muita gente acredite que estádio é um pedaço do Brasil sem lei.

Não é por acaso que parte da torcida organizada gremista sempre canta a romântica música quando o adversário é o rival Internacional.

"Somos campeões do Mundo
E da Libertadores também
Chora macaco imundo
Que nunca ganhou de ninguém
Somos a banda mais louca
A banda louca da Geral
A banda que corre
Os macacos do Internacional."

Não é à toa que Patricia cansou de repetir. "Não sou racista. Tenho vários amigos negros. Mas me deixei levar pela empolgação. Aprendi ouvindo as músicas da torcida gremista. Não fui só eu quem gritou macaco para o Aranha. Eu fui pega pelas câmeras, mas havia mais gente", relembra a torcedora.

O recuo da justiça neste simbólico caso só estimula que vândalos racistas continuem a procurar estádios. E se infiltrar em todas torcidas organizadas. Não só a do Grêmio. A decisão do juiz Marco Aurélio Xavier foi lastimável para o futebol, para a sociedade deste país...

Depressiva, cinza, fosca. A última camisa da carreira de Rogério Ceni vaza na Internet. Foi a gota d’água. O São Paulo tenta se livrar da Penalty…

1reproducaointernet Depressiva, cinza, fosca. A última camisa da carreira de Rogério Ceni vaza na Internet. Foi a gota dágua. O São Paulo tenta se livrar da Penalty...
Que final de carreira de Rogério Ceni. Simplesmente nada dá certo. Primeiro a Penalty antecipou que ele realmente se despedirá do futebol este ano. Acabou com o mistério acalentado pelo jogador. Depois, o jornal Estado de São Paulo revela que o goleiro teve um filho fora do casamento. Ceni confirma ser verdade. Ele se chama Henrique e tem dois anos.

E hoje à tarde vazou na Internet o segredo que a Penalty iria revelar apenas amanhã. A última camisa do goleiro como jogador de futebol. Ela é não tem nada de especial. Ao contrário. É até sombria. É cinza, com listras finas, em cor mais escura. Calções e meiões brancos. O uniforme decepciona diante da enorme expectativa. Da pré-venda antecipada, que a empresa garante ter sido muito concorrida. Apesar do absurdo preço de R$ 249,99.

Com o vazamento, o lançamento do uniforme que estava previsto para amanhã no Centro de Treinamento do São Paulo deve ser cancelado. O presidente Carlos Miguel tenta ainda hoje antecipar o encerramento de contrato com a Penalty. O clube tem propostas da Adidas, Puma e Under Armor maiores que a atual fabricante.

Mas mesmo se houver o acordo, a Penalty ficará o final deste ano. E será responsável pela última camisa de Rogério Ceni. Nas redes sociais, torcedores já criticavam o uniforme. Realmente estranho, nada imponente para o fim da carreira do maior ídolo da história do São Paulo.

Outra vez Rogério Ceni teria ficado irritado com o fim da surpresa sobre sua camisa. O clima entre ele e a Penalty é péssimo. Mas não há o que fazer. O jogador tem um percentual sobre as camisas vendidas. A expectativa otimista da empresa é que o atleta poderia ganhar R$ 1,5 milhão com as vendas. O contrato já está assinado. E o jogador teria até recebido um adiantamento de R$ 300 mil. Ou seja, não há como voltar atrás.

Pelo contrato, o jogador deve estar presente no lançamento oficial do seu último uniforme. E participar de uma coletiva. Isso se houver festa. Porque não há o menor clima entre Rogério Ceni e a Penalty. Ele não se conforma com o festival de trapalhadas que cerca esta depressiva camisa cinzenta, fosca de R$ 249,99...

As acusações de Felipão precisam ser levadas a sério. Ele foi íntimo da CBF, Marin, Marco Polo e TV Globo. Há clubes escolhidos para disputar a Libertadores? Quem os escolhe? E por quê?

1gazetapress6 As acusações de Felipão precisam ser levadas a sério. Ele foi íntimo da CBF, Marin, Marco Polo e TV Globo. Há clubes escolhidos para disputar a Libertadores? Quem os escolhe? E por quê?
"Já estão escolhidas as equipes que estão na Libertadores."

Essa foi a frase, sem retoques, de Luiz Felipe Scolari, logo após a derrota do Grêmio para o Corinthians. O que poderia ser apenas mais um treinador desviando o foco de seu fracasso, fica mais preocupante na boca de Felipão. Ele estava revoltado com a bola que Fábio Santos desviou com o braço, pênalti. Mas suas frases foram além de uma simples reclamação contra um lance não marcado por um juiz.

Se existe alguém que conhece intimamente a CBF, José Maria Marin e a cúpula da TV Globo é ele. Conviveu e participou de várias reuniões com os representantes do comando do futebol neste país. Foi o treinador da Seleção Brasileira de novembro de 2012 até julho de 2014. Um ano e sete meses de reuniões, planos e trabalho junto a quem decide tudo o que acontece ou deixa de acontecer.

Para alguém que já foi treinador do Brasil em duas Copas, Felipão sabe muito bem o que diz. Ele, que é um mestre em meias palavras, decidiu escancarar. Falar tudo o que acredita. Principalmente o quanto acredita que desejam o time de Mano Menezes na competição mais atraente para a televisão na América do Sul.

Não deixou dúvidas sobre o que pensa. Duvida até do resultado do julgamento do recurso do Grêmio pelo Corinthians ter colocado Petros irregularmente para jogar. Situação assumida pela Federação Paulista de Futebol, que colocou a culpa na senhora Teresa dos Santos, funcionária há 30 anos da entidade. Desmoraliza o STJD.

"E tu acredita em alguma coisa nesse julgamento? O Corinthians vai ganhar quatro pontos, não perder. Se esse julgamento fosse o correto, eram 21 pontos, igual o América-MG, ou seis. Quando a Federação assumiu, já acertou tudo. Não tem jogo, isso aí é bobagem."

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O que pode parecer galhofa aqui no Brasil, seria muito sério fora daqui. Digno de uma investigação profunda. Com as autoridades como Polícia Federal, Ministério Público envolvidos. Há manipulação no Campeonato Brasileiro? O ex-treinador da Seleção Brasileira garante que os 'times que vão disputar a Libertadores já estão escolhidos'. E que um clube deveria perder 21 pontos ou seis no principal tribunal esportivo no país. Mas não vai porque a federação de seu estado assumiu a culpa.

Não há como se esquecer da entrevista do vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein. No final de outubro, ele fez acusações pesadíssimas. E não foram rebatidas, investigadas. Simplesmente as pessoas atingidas se calaram.

1reproducao27 As acusações de Felipão precisam ser levadas a sério. Ele foi íntimo da CBF, Marin, Marco Polo e TV Globo. Há clubes escolhidos para disputar a Libertadores? Quem os escolhe? E por quê?

"O STJD é um câncer incurável de grau quatro. Muita gente diz: "como é que os clubes elegem por unanimidade o presidente da CBF"? Elegem porque se não eleger o sujeito fica marcado. (...) Você entra no STJD já sabendo o resultado do que vai acontecer. Nós advogados vivemos da surpresa e de acreditar que o nosso talento, nosso poder de convencimento possa fazer prevalecer o Direito. Agora ali na hora você já sabe que o cadafalso vai te pegar.

(...) A televisão que é hoje um fator de faturamento, fundamental, sem o qual os clubes não sobrevivem...A rede que dá publicidade aos jogos, transmite os jogos (TV Globo)...O diretor mais importante dela disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (forçando o sotaque carioca)."

Hein fez essas acusações logo após o julgamento do STJD que inocentou o Corinthians em relação ao caso Petros. O tribunal aceitou a alegação da FPF que o erro foi de dona Teresa. A cúpula gremista viu uma nítida proteção ao clube paulista de maior torcida no país.

"Não é interessante para o futebol brasileiro ter dois clubes do Rio Grande do Sul na Libertadores e dois de Minas. É bom que tenha um de Minas Gerais, dois de São Paulo, e quem sabe um do Rio Grande do Sul. Quem sabe...", voltou à carga Felipão.

A quem não interessa ter na Libertadores Internacional, Grêmio, Cruzeiro e Atlético Mineiro? Quem deseja dois times paulistas? Além do Corinthians, o São Paulo também é protegido?

Aqui no Brasil, as palavras são jogadas ao vento. Por pessoas importantíssimas no contexto do futebol. Acusações são feitas e não merecem o mínimo de investigação. Nada é levado a sério. Ninguém prova nada.

Mas as suspeitas do homem que conviveu intimamente tanto com José Maria Marin e com Marco Polo del Nero, não. Merecem respeito. Assim também como as de um vice-presidente do Grêmio. Afinal, há interesses maiores que fazem um árbitro errar a favor ou contra uma equipe?

A Polícia Federal e o Ministério Público deveriam começar a agir. E convocar Felipão para depor. Ele precisa falar claramente tudo o que sabe. Mas inacreditavelmente não há interesse. Todos se fazem de surdos. Morasse aqui e estivesse vivo, José Saramago escreveria o Ensaio sobre a Surdez Oportuna.

Agora algo que o Corinthians tentará escapar é da punição pelos uso de sinalizadores. Sua torcida outra vez os usou no estádio. A fumaça que soltaram fez com que a partida contra o Grêmio ficasse paralisada por cinco minutos. Vale lembrar que foi um sinalizador que matou o garoto Kevin Spada na Libertadores de 2013. Ele partiu das organizadas corintianas que estavam na Bolívia. Ninguém pagou por essa morte.

O árbitro Ricardo Marques Ribeiro relatou os sinalizadores e também uma faixa na torcida corintiana. Os dizeres não poderiam ser mais diretos. 'CBF e Rede Globo, o câncer do futebol".

O que alivia a situação é que os três torcedores que dispararam os sinalizadores foram presos. O que é um enorme atenuante. O Corinthians é responsável pela segurança da partida que acontece no seu estádio. Como qualquer equipe que joga em casa. E esses vândalos conseguiram entrar no Itaquerão com os sinalizadores. Assim, deverá haver a denúncia e acontecer novo julgamento no STJD, o 'câncer incurável de grau quatro', nas palavras do vice gremista...
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O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento…

1reproducao26 O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento...
O Palmeiras sofreu a quarta derrota consecutiva. Outra vez mostrou futebol fraquíssimo. Perdeu para o Coritiba por 2 a 0. Escapou de uma goleada graças a Fernando Prass. O time de Dorival Júnior despenca na tabela. Já é o 16º colocado no Brasileiro. Está em situação desesperadora na luta para tentar se salvar do rebaixamento. Nas quatro últimas partidas, os palmeirenses tomaram oito gols e não conseguiram marcar sequer um.

"O nosso time não consegue marcar gol. Isso vai dando confiança aos adversários. Temos de mudar, melhorar enquanto ainda há tempo. A situação está muito complicada", admitia Fernando Prass.

Além de perder o jogo, Dorival cometeu um pecado mortal. Colocou Valdivia em campo sem a menor condição de jogar. Ele não estava recuperado de seu estiramento na coxa esquerda. Contusão que sofreu por atuar pela Seleção Chilena. Ficou sem atuar contra São Paulo e Sport Recife. Tardiamente, a direção do clube reconhecia que foi um grande erro o liberar para os amistosos de seu país. Sem ao menos tentar segurá-lo.

O treinador palmeirense sabia que não havia o que fazer. Sem Valdivia, sua fraca equipe perde seu melhor jogador. O único capaz de fazer algo diferente. Com capacidade técnica de articular o time do meio para a frente. As dores que o jogador sentia eram imensas. A delegação chegou a viajar sem ele. Valdivia ficou fazendo tratamento intensivo. E viajou para o Paraná na véspera do jogo.

Estava claro ainda no aquecimento que o meia continuava mal. Se poupava. Quando o jogo começou, suportou apenas 15 minutos. O técnico Marquinhos Santos fez questão de mandar seus jogadores dividirem forte com o chileno. Fazerem faltas duras, testar a musculatura do jogador. Foi o que bastou. Logo ele estava andando em campo, evitando divididas. Desistindo de tentar dribles, infiltrações. Nada. Virou um triste fantasma no gramado.

Era como se o Palmeiras tivesse dez jogadores. Nove atletas ruins, limitados na linha. E um goleiro muito bom. Esse era o lado paulista. Do paranaense, Alex fazia a sua antepenúltima partida da carreira. Se movimentava com dificuldade. Também joga com fortes dores. Mas estava muito melhor do que o chileno. Aos 37 anos, está no fim da caminhada como atleta. Sofria do mesmo mal de Valdivia, mal acompanhado demais. O time do Coritiba é péssimo.

1fotoarena3 O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento...

Mas empurrado por sua torcida, que lotou o Couto Pereira, o time da casa sempre esteve mais próximo da vitória. No primeiro tempo foi só correria. Seu principal destaque ofensivo era Zé Love. Incapaz de fazer uma tabela, dominar uma bola, ele tinha a oferecer apenas vontade e nenhum talento.

Os primeiros 45 minutos foram torturantes para quem assistiu à partida. Os dois treinadores congestionaram o meio de campo e ainda prenderam seus laterais. Mesmo o Coritiba que atuava com três zagueiros, se protegia. Tinha medo de sofrer um gol e desmanchar. Mas não havia esse risco. Com Valdivia como um zumbi, a esperança era Wesley no meio de campo. Só que ele vive a pior fase de sua carreira. Inseguro, sem saber o que fazer em campo. Dorival mantê-lo na equipe é um sinal de puro desespero.

O péssimo elenco não é culpa do técnico do Palmeiras. Ele foi montado por Brunoro e Paulo Nobre. O treinador tenta escolher aqueles que são menos piores. Ao final do primeiro tempo, o veterano Lúcio entregava o que Dorival Júnior havia pedido ao time. Seu sonho dourado era empatar a partida. Voltar do Paraná com o 0 a 0. Por isso montou a equipe como se fosse o Juventus da Mooca. Menor impossível: 4-5-1. Sem condições sequer de correr, Valdivia havia trocado com Henrique. Ele ficou parado na frente nos 30 minutos finais do primeiro tempo. E o tosco atacante, tentava alguma coisa no meio de campo. Um caos.

No segundo tempo, Dorival Júnior teve o bom senso de tirar Valdivia. Colocou em campo Diogo. Melhor se não pusesse ninguém. O Palmeiras continuou com dez jogadores. Marquinhos Santos percebeu que o Palmeiras não era tão fraco como imaginava. Era pior. E tratou de adiantar a marcação do seu time. Complicou tudo de vez para o adversário.

1gazeta5 O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento...

O treinador palmeirense deve gostar de jogadores talentosos. Assim como havia deixado Diego Souza livre, na vitória do Sport, hoje escolheu privilegiar Alex. O veterano meia teve toda a liberdade de fazer o que quisesse no Couto Pereira. Com mais companhia à frente, o ex-palmeirense não mostrou piedade. Começou a colocar seus companheiros na cara de Fernando Prass.

Foi assim que depois de uma bola levantada na área, Alex dividiu e, mesmo sem recursos técnicos, Zé Love teve tempo de ajeitar e fuzilar Fernando Prass. Coritiba 1 a 0, aos nove minutos. Caia por terra o plano de Dorival Júnior. Não havia mais a fazer. Sem Valdivia, o time palmeirense não sabia o que fazer. Transformou o fraco Coritiba em um Ajax dos tempos de Cruyff.

Um lançamento alcançou Alex livre, diante do desesperado Fernando Prass. Ele se recusou a marcar o gol contra seu ex-time. E apenas rolou a bola para Joel. Aos 25 minutos, o Coritiba marcava 2 a 0. Depois criou várias chances e o goleiro palmeirense evitou a goleada.

Com os três pontos, o Coritiba chegou à 15ª posição. Passou o Palmeiras. Deixou o pavor de novo rebaixamento ao lastimável time de Dorival Júnior. Internacional em Porto Alegre e Atlético Paranaense no Palestra. Para não ter chance alguma de Segunda Divisão, os palmeirenses precisam vencer as duas partidas. A situação desperta muito medo...
1ae23 O Palmeiras perde para o Coritiba. Soma quatro derrotas seguidas. Tomou oito gols e não marcou nenhum. Despenca na tabela. Está seriamente ameaçado pelo rebaixamento...

Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil…

1reuters1 Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...
O País de dobra novamente ao talento, à competência, à organização. O Cruzeiro é de novo campeão brasileiro. Repetiu 2013 e pela primeira vez na sua história conquistou dois títulos seguidos. Foi a conquista da visão tática e do planejamento de Marcelo Oliveira. Fez sua festa hoje, na sua casa, diante de seus torcedores. Com duas rodadas antes do final do torneio.

Venceu o esforçado Goiás e o ridículo gramado do Mineirão por 2 a 1. Gols dos seus jogadores mais talentosos: Ricardo Goulart e Everton Ribeiro. Neste 2014 tão sofrido depois do vexame na Copa, o Cruzeiro orgulha o Brasil.

A conquista do bicampeonato, ou tetracampeonato brasileiro como lembram os torcedores, premia o time que melhor aplica os ensinamentos da Copa do Mundo. Marcelo Oliveira já havia mostrado no ano passado o resultado da compactação, do atacar e recompor em conjunto. Do toque de bola eficiente. De laterais que não têm medo de atuar como pontas. Time de intensa movimentação e, sem a covardia tática de muitos. Atuando da mesma maneira dentro ou fora de casa.

O maior inimigo do time nesta temporada foi o cansaço. Apesar de reforços interessantes como Dedé, Manoel, Marquinhos. Fora Neilton que nem conseguiu jogar. O desgaste neste final de ano foi inevitável. A sede por conquistas teve como grande inimiga o estúpido calendário brasileiro, que sacrifica os clubes mais fortes. Os envolvidos em mais competições, como por exemplo, a Libertadores.

Aliás, o único pecado do ano foi cometido na Libertadores. O time pagou caro por optar não saber atuar como pequeno fora do Brasil. Tinha vergonha de se defender. E acabou vendo o sonhado título escapar. Ficou a lição fundamental para 2015.

1reproducao25 Com toda a justiça, o país está de novo de joelhos diante do Cruzeiro. Talento, competência e organização. Tetracampeão do Brasil...

No restante do ano, o time conseguiu ser perfeito. Venceu o Mineiro, no duelo contra o eterno rival Atlético. Conseguiu suportar a tensão de ser a melhor equipe do país. O time a ser batido. Mas comprou os duelos, colecionando vitórias, somando pontos. Administrando inclusive reservas importantes como Dagoberto, Júlio Baptista, Nilton, Manoel.

Marcelo Oliveira fez o time jogar por dois anos seguidos da mesma forma. Buscando a vitória fosse qual fosse o adversário. Ele pôde escolher e colocar os atletas certos onde desejas. Conseguiu fazer de Everton Ribeiro e Ricardo Goulart os grandes condutores do time. Do meio para a frente, sem posição fixa. Os dois meias flutuando, aparecendo para concluir a gol de todas as maneiras. Com chutes fortes, cabeçadas.

Willian o velocista para os contragolpes. Sempre presente nas jogadas agudas, nas triangulações importantíssimas pelas beiradas do campo. Marcelo Moreno misturando gols e atuando de costas para o gol, como um pivô de futebol de salão. Ajeitando com carinho a bola para quem vinha de trás. Marquinhos também ganhou espaço em momento fundamental no Brasileiro. Juntou técnica, habilidade e agilidade. Quando o ataque fraquejava, ele deixava os marcadores ensandecidos.

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Vale destacar também os volantes versáteis, modernos. e com pulmões incríveis como Henrique e Lucas Silva. Prontos para desarmes como para marcar gols. Davam a sustentação para os meias atacarem como também cobriam os laterais/alas/pontas.

Fábio mostrou porque ser um grande injustiçado na Seleção Brasileira. Há anos é um dos melhores goleiros do país. Em 2014 fez defesas fantásticas que salvaram o time. Principalmente nesta reta final do Brasileiro, quando a equipe já estava cansada demais. Não terá o prazer de disputar uma Copa do Mundo por ser muito tímido e religioso fervoroso demais para os treinadores do Brasil. Infelizmente, as coisas são assim.

Maike e Ceará pela direita; Egídio e Samúdio pela esquerda foram importantes para o time. Principalmente Maike e Egídio que atuavam como pontas antigos quando o Cruzeiro tinha a posse de bola. Não é por acaso que o Cruzeiro conquistou o título tendo chegado a 64 gols em 36 partidas. Sempre foi uma equipe voltada para o ataque. Fruto de treinamento intensivo, visão de jogo e coragem de Marcelo Oliveira.

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No meio de tanta festa e sonhos para 2015, há a necessidade de a direção do clube e mesmo o treinador repensar os zagueiros de área. Dedé, Bruno Rodrigo, Léo e Manoel foram o ponto fraco do time. Conseguiram não atrapalhar a ponto de tirar o título do Cruzeiro. Mas falharam demais durante a competição. Lentos, sem recuperação, tempo de bola. Ficaram bem abaixo do restante da equipe. Se o Cruzeiro quer sonhar com Libertadores e Mundial no próximo ano precisa buscar mais dois zagueiros com maior talento. Negociar Léo, Bruno Rodrigo e até Manoel.

Na partida de hoje, o time sofreu. Mesmo com os torcedores lotando o Mineirão, o Goiás conseguiu tirar proveito da afobação, da vontade exagerada de ser campeão. Criou inúmeras chances até para vencer o jogo. Mas parou no talento de Fábio. Mesmo muito bem marcados, Ricardo Goulart e Everton Ribeiro conseguiram marcar de cabeça os dois gols cruzeirenses. Samuel havia se aproveitado de falha inaceitável da zaga para marcar o gol do Goiás.

Foram 23 vitórias, oito empates e seis derrotas. Aproveitamento de 70,4%. Legítimo bicampeão, ou tetracampeão, como querem os torcedores. E com menos dinheiro investido que, por exemplo, São Paulo e Santos. Mas muito maior competência.

As conquistas do estadual e, agora, do Brasileiro darão toda a força para quarta-feira. O time irá lutar para tentar a Tríplice Coroa. Reverter a vantagem do maior rival, o Atlético Mineiro, que venceu a primeira partida da decisão da Copa do Brasil por 2 a 0. Se conseguir, terá o privilégio de obter a sonhada Tríplice Coroa, depois de 11 anos.

Quem ainda tem coragem de duvidar do Cruzeiro Esporte Clube, tetracampeão desse país chamado Brasil?
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Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal…

1vipcomm1 Henrique, o filho fora do casamento, humanizou Rogério Ceni. Os ídolos de futebol não são entidades divinas. Mas homens normais. Sujeitos a erros e acertos na sua vida pessoal...
Bastaram seis linhas. E um segredo de pelo menos três anos desmoronou. A 19 dias do final de sua carreira, caso o São Paulo chegue à final da Sul-Americana. O mundo soube que Rogério Ceni tem um filho, Henrique, nascido em uma relação extraconjugal.

A revelação da colunista social Sonia Racy mudou a rotina modorrenta do sábado. Foi dada de uma maneira tímida, como se a jornalista estivesse com medo do que iria divulgar. Também não era para menos, atingia o maior ídolo da história do São Paulo. Exemplo de integridade, dedicação, profissionalismo, amor a um clube.

"Não são apenas as longas viagens e as concentrações que tomam as horas do goleiro Rogério Ceni. Em São Paulo, ele tem dedicado todo o tempo aos filhos Clara, Beatriz e Henrique. O menino fruto de um relacionamento extraconjugal, deve entrar em campo com o pai, em algum jogo, antes de ele encerrar a carreira."

A reação de Rogério Ceni foi imediata. E digna. Ele assumiu publicamente o filho. No seu site pessoal, não deixou dúvidas. Em um comunicado, falava pela primeira vez em Henrique. Seu filho fora do casamento.

"Há cerca de dois anos tive a terceira grande felicidade de minha vida, nascia Henrique, meu terceiro filho.
Desde o momento em que soube que seria Pai, até o ultimo dia de minha vida, dei e darei a ele todo carinho e acima de tudo o amor que todo Pai orgulhoso tem pelos seus filhos, o mesmo amor que sinto e dedico as minhas princesas Beatriz e Clara. O que pode soar como surpresa para quase todos é uma realidade para mim e para as pessoas próximas envolvidas. E é por todas elas e, em especial as crianças, que gostaria de pedir a compreensão e a sensibilidade de todos nesse momento."

Rogério evitou um desgaste desnecessário. Resolveu a questão. Caminhou na via inversa, por exemplo, de Pelé. O maior jogador de futebol de todos os tempos só reconheceu a filha Sandra por ordem da justiça. Depois de um processo desgastante de cinco anos. Mesmo depois do exame de DNA não deixar dúvidas, ele não quis o menor contato com Sandra. Quando ela morreu de câncer, aos 42 anos, ele apenas enviou uma coroa de flores, que foi rejeitada pela família.

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Pelé só encontrou Octávio e Gabriel uma vez na vida. Em um aeroporto. A foto acima mostra um avô dando a mão de maneira formal aos netos. Mantendo toda a distância possível. Os garotos pediram autógrafo como se fosse um ídolo desconhecido que não tivesse o mesmo sangue dos dois. O pai dos garotos entrou com um processo na justiça. Pelé ficou obrigado a pagar uma pensão aos meninos. Cada um deles recebe R$ 4.746,00. A situação é pública e constrangedora. Ainda mais porque o patrimônio do ex-jogador de 74 anos ultrapassa os R$ 80 milhões.

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Outra notícia no Morumbi, fora do futebol, chocou os fãs de Kaká. O final do seu casamento de oito anos com Carol Celico. O melhor do mundo em 2007 fez questão de divulgar aos jovens detalhes da relação. Principalmente do fato de estar casando virgem, assim como sua mulher. Parecia um conto de fadas. Assim como a vida de Rogério Ceni, traçada pela retidão de caráter. Um símbolo de dedicação que parecia inacreditável, insuperável.

O filho que todos desconheciam do goleiro e o final de conto de fadas do são paulino convergem para o mesmo lugar. Mostram ao mundo que ambos não são entidades divinas. Pelo contrário. Os humanizam. São e merecem ser ídolos como jogadores de futebol. Mas são de carne e osso como cada um de nós.

Neste mundo midiático, da Internet, das notícias globalizadas e instantâneas, ambos vão lutar por sua privacidade. Ainda mais Rogério Ceni. A revelação de Henrique envolve assuntos delicadíssimos. Como seu casamento. As filhas gêmeas Beatriz e Clara, com quem se acostumou a subir para o gramado as carregando nos braços. Desde que eram bebês. Agora têm nove anos. A revelação de um irmão desconhecido para as meninas é uma situação que exige muita sabedoria por partes dos pais.

Rogério Ceni começará a ligar com um tipo de imprensa que ele não está acostumado. A das colunistas sociais, as revistas de fofocas. Isso é inevitável. Porque é um dos jogadores mais importantes do Brasil. Ao contrário do que acontece com a imprensa esportiva, onde os 24 anos de carreira lhe ensinaram a lidar, o mundo do paparazzi e das fofocas costuma ser cruel. Até levando em conta a curiosidade alheia.

Como nos Estados Unidos, revistas brasileiras compram fotos de filhos de celebridade. Quanto mais proibidas, maior o valor. As fotos de Kaká em uma viagem que fez sozinho a Fernando de Noronha foram disputadas a tapas.

Tomara que a informação de Sonia Racy seja inteiramente comprovada. Que Rogério Ceni assuma o filho até então desconhecido publicamente. E o carregue nos braços em uma das suas últimas partidas que disputará na vida. Em meio a esta situação complicada, será a melhor saída. Assumir Henrique para milhões de telespectadores e milhares de torcedores. Assim mataria na raiz a busca de paparazzi por uma imagem do menino. Melhor ainda se Beatriz e Clara estiverem juntas. Seria uma demonstração de união, de família.

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A partir daí, a questão envolveria apenas adultos. E não seria problema de ninguém como tudo irá se resolver. Por mais que fotógrafos também busquem a imagem da mãe de Henrique. O melhor exemplo dessa situação resolvida aconteceu com Ronaldinho Gaúcho. Ele teve o filho João com a ex-bailarina do Faustão, Janaina Natielle. Assumiu o menino, não se casou com Vanessa. Mas houve um acordo e tanto a mãe como o garoto vivem bem e longe da imprensa.

Neymar fez a mesma coisa com David Lucca. Ele tem ótimo relacionamento com o menino. E com Carol Dantas, mãe do garoto. Tudo de forma aberta, tranquila, civilizada. Sem espaço para escândalos.

Ronaldo se submeteu a um exame de DNA. E nele ficou comprovado que Alexander era seu quarto filho. Fruto de um relacionamento com Michele Umezu, no Japão. Sem dramas, o menino passou a conviver com a família do ex-jogador desde 2010.

Rogério Ceni, Kaká, Ronaldinho, Ronaldo, Pelé são ídolos. Qualquer notícia relacionada a eles desperta o interesse de milhões de fãs. Não ter direito a uma vida pessoal reservada é o preço da fama. O risco por optar por uma profissão que rende milhões, mas atrai tanto interesse nas atitudes não apenas dentro do gramado.

Só que todos os jogadores são homens normais. Com direito a erros e acertos nas suas trajetórias fora do futebol. E são motivo de comentários, críticas, elogios.

O que todos têm a obrigação de fazer é preservar as crianças envolvidas nesta situação. Rogério Ceni deu um passo importante nessa direção. Assumir o menino depois que a sua existência foi revelada. O ideal teria sido antes, pelas mãos do próprio jogador. Mas ele não quis. Era um direito dele.

O maior ídolo da história do São Paulo é de carne e osso. Não é infalível. Nem como jogador. E muito menos como ser humano. É isso que choca, que provocou os milhares de comentários nas redes sociais. A partir de agora, com tudo tornado público, o problema é do cidadão Rogério Mücke Ceni. Ele e seus familiares que busquem a melhor solução. E que Henrique, Beatriz e Clara sejam preservados...
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Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência…

1reproducao24 1024x576 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...
O destino foi irônico com Alex. A três partidas do fim de seu caminho como jogador de futebol. O meia estará amanhã defendendo o clube que ama contra o time responsável pela sua carreira vitoriosa. Uma vitória de um dos lados significará grande passo para a sobrevivência na Série A. O derrotado ficará à beira da Segunda Divisão. O meia de 37 anos não está dividido, como se poderia supor.

"As condições que eu ganhei no futebol, até na minha vida pessoal, o Palmeiras tem uma importância vital. Foram quatro anos de muita entrega, de carinho reciproco, mas hoje visto a camisa do Coritiba. E precisamos da vitória."

Alex não quer ter como último ato de sua vida como jogador o rebaixamento do time que tem mais prazer em vestir. Mesmo sendo completamente contra o atual presidente do Coritiba, Vilson Ribeiro de Andrade. Vilson é o maior representante de clube no Brasil ao lado da cúpula da CBF. Assim como o grande inimigo declarado do movimento Bom Senso. Evitando sabotar o clima no clube, Alex se calou sobre as reivindicações que acredita ser justa para jogadores no Brasil. Quer retomá-las quando encerrar a carreira.

Mas fora as diferenças como ele e Vilson enxergam o futebol, há uma mágoa enorme em relação ao dirigente. "Ele não cumpriu 80% das promessas que me fez para voltar ao Coritiba." Alex ser refere a montagem de um time competitivo. Ter parceiros para ganhar o Campeonato Brasileiro, disputar a Libertadores. Não apenas jogar para tentar, de maneira desesperada, fugir do rebaixamento. Isso é muito pouco para uma carreira brilhante.

Ainda mais quando tinha propostas muito mais vantajosas financeiramente. As cúpulas de Cruzeiro e Palmeiras deixaram cheque em branco para o meia em 2012. Desde que não fosse absurdo, o que ele pedisse seria aceito. Alex não quis nem iniciar as negociações. Virou as costas para o clube no qual ganhou a Tríplice Coroa.

1gazeta3 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

Pior foi o Palmeiras. Até hoje ele é um dos maiores ídolos que passou na história moderna no clube. Campeão da Libertadores. Autor de gols históricos. Chegou menino ainda. Mas cheio de personalidade, sonhos. Comprado do Coritiba com a chuva de dólares que não parava de jorrar da Parmalat. Deveria ser apenas uma ponte de uma temporada. E logo deveria desembarcar no Parma.

Só que Alex não tinha passaporte europeu. Era um estrangeiro. Não comunitário. E o Parma nos anos 2000 não tinha lugar para essa jovem promessa brasileira. O comprou para que no futuro, se interessasse, atuasse por lá. Melhor para a sua filial, o Palmeiras. Foram quatro anos de desfrute. E intensa ligação com os torcedores.

Quando uma investigação policial na Itália acabou com os investimentos da Parmalat no futebol, o dinheiro dos italianos deixou de vir ao Palmeiras. Mas Alex estava ligado ao Parma. Foi um dos jogadores mais emprestados da história. Flamengo, Cruzeiro e mais três passagens pelo Palmeiras. Até que teve finalmente a chance de atuar pelo Parma.

Foram apenas cinco partidas amistosas. Dois gols. Foi dispensado. Seu estilo foi considerado lento para o intenso futebol italiano. Foi para o Cruzeiro. E depois, se exilar na Turquia. Teve momentos memoráveis em um futebol menor. Teve fases excepcionais, com propostas de grandes clubes europeus. Porém não era mais jogador Fenerbhace. Virou patrimônio nacional turco.

O jogador que retornou ao Coritiba em 2013 já era um atleta desgastado. Mas com fôlego e talento para disputar pelo menos uma temporada em alto nível. Principalmente levando em conta o fraco estágio do futebol brasileiro. O plano que Vilson Ribeiro de Andrade lhe apresentou era sensacional. Montar uma equipe para repetir a façanha de 1985. Vinte nove anos depois, conquistar o Brasileiro. Disputar a Libertadores de 2014.

Com um time apenas regular, Alex passou por várias desilusões. O time venceu o Paranaense de 2013. Mas na Copa do Brasil passou pelo vexame de ser eliminado pelo Nacional da Amazonas. Em pleno Couto Pereira. Com direito a Alex perder um pênalti, escorregando. Time fora logo na sua fase da competição.

2ae10 Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

No Brasileiro, nada de título. Nem Libertadores. Apenas a 11ª colocação. A decadência física do meia era evidente. Assim como a equipe que Vilson colocava para representar o clube. Muito fraca.

Em 2014, tudo piorou. No estadual deste ano, eliminação na semifinal para o Maringá. Na Copa do Brasil, caiu diante do Flamengo, nas oitavas. Depois de vencer por 3 a 0 em casa, perdeu por 3 a 0 no Maracanã. E saiu da competição nos pênaltis.

No Brasileiro, mais sofrimento. O Coritiba está na zona do rebaixamento, 17º colocado. São 15 derrotas, 11 empates e apenas nove vitórias. Alex nunca passou temporada tão machucado. Estiramentos musculares. Dores nos tornozelos, joelhos. Sua inteligência com a bola nos pés e antevisão das jogadas continuam incríveis. Só que o corpo impede que coloque em prática o que pensa.

1coritiba Alex dará a alma para vencer o Palmeiras. Tentará no final da carreira, salvar o Coritiba, clube que mudou sua vida. E ajudar a esposa Daiane, a tirar Vilson Ribeiro da presidência...

Já estava mal e tudo piorou contra o Flamengo. Ele tomou uma joelhada do zagueiro Chicão. E teve de sair de cadeiras de rodas do Maracanã, no jogo em que o Coritiba foi eliminado da Copa do Brasil. Ficou sem sentir a perna direita devido à força da pancada.

Neste final de Brasileiro, ele não tem saído da fisioterapia após os treinos. Mas chegou a hora do último esforço da sua carreira. A cruel contagem regressiva aponta três partidas. Palmeiras no Couto Pereira, Atlético Mineiro no Independência, e na última rodada, Bahia, de novo no Paraná. O cálculo é simples para evitar o rebaixamento. Conseguir seis pontos. A lógica aponta: vencer Palmeiras e Bahia. E o que vier contra o Atlético será lucro.

Alex sabe que será o centro das atenções amanhã. Não quer decepcionar de maneira alguma a torcida do Coritiba. Sua participação nestes jogos finais terá consequências políticas. Haverá eleições no Coritiba no dia 13 de dezembro. Vilson Ribeiro terá como principal adversário da oposição, Rogério Bacellar. Na chapa que tentará derrotar a situação há a presença de Daiane Mauad, mulher do meia. É possível que o jogador exerça um cargo no clube caso Bacellar vença. O meia se diz neutro. Mas qualquer homem casado sabe que não há neutralidade quando a esposa está envolvida. Além disso, a maneira do jogador enxergar futebol é exatamente contrária a de Vilson.

Ou seja, se Alex for fundamental amanhã e conseguir uma vitória, não estará ajudando apenas o Coritiba. Mas até a chapa de oposição, onde sua mulher fez questão de se inscrever. Ou seja, há enorme envolvimento do meia no jogo de amanhã. Ele sabe que precisa dar tudo o que ainda tiver como atleta para vencer. Sua ligação com o Palmeiras ficará em segundo plano. "O destino é um sujeito tinhoso e muito irônico", já dizia João Cabral de Melo Neto...
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Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?

2ae9 1024x576 Os bastidores do constrangedor anúncio do final da carreira de Rogério Ceni. A Penalty matou a esperança de o maior ídolo da história do São Paulo disputar sua última Libertadores. Isso é marketing?
A cena seria maravilhosa. Afina sua carreira excepcional, com inúmeras conquistas, recordes incríveis e dedicação acima da dor, mereceria. Em um palco montado no gramado do Morumbi. Logo depois de levantar a taça de campeão da Copa Sul-Americana, garantir o seu amado São Paulo na Libertadores. Diante de 60 mil súditos, Rogério Ceni acabaria com o suspense. E anunciaria o fim da carreira.

Mas o departamento de marketing da Penalty resolveu mexer em um vespeiro. Resolveu divulgar um belo convite de lançamento de mais uma camisa do ídolo. Mas como garantir ampla, a maior cobertura dos veículos de comunicação? "Bombar a marca", como os publicitários adoram. Simples, garantir que na coletiva Rogério Ceni anunciaria o final de sua carreira. Em pleno meio-dia da próxima terça-feira. Estava garantida pelo horário a entrada dos principais noticiários da tevê. As manchetes dos sites na hora em que são mais acessados. E ainda as capas dos jornais do dia seguinte. Não só a camisa ganharia publicidade espontânea, mas a própria marca. Jogada de gênio.

Brilhante, deve ter acreditado a cúpula da empresa. O convite não seria distribuído aos jornalistas sem o consentimento da cúpula da Penalty. Jamais. Era algo significativo, importante. A empresa queria garantir a venda de milhares de camisas aos fãs do goleiro no mundo todo. O apelo comercial de Rogério Ceni, dizendo o seu adeus mostrando o seu uniforme de despedida para as câmeras, seria sensacional. Cada réplica sairá por mais de um terço do salário mínimo no Brasil: R$ 249,99.

E não haveria erro. A firmeza das palavras escritas no convite não deixavam dúvidas. Havia a convicção de que um dos grandes mistérios de 2014 estava desvendado. Estava morta a esperança de grande parte da torcida do São Paulo. Mesmo com o clube já garantido na Libertadores de 2015, Rogério Ceni vai se aposentar. Sair no auge. Vive seu melhor momento no gol do clube nos últimos cinco anos. Exatamente como queria.

Mas os marqueteiros da Penalty não sabiam com quem mexiam. Para quem tem uma carreira com a envergadura de Rogério Ceni seria mesmo ridículo, absurdo, estúpido anunciar dessa maneira o adeus. Não em um encontro entre alguns membros da diretoria, executivos da fabricante de material esportivo e algumas dezenas de jornalistas. Em um espaço improvisado na avenida Marquês de São Vicente 2.724, no Centro de Treinamento do São Paulo,na Barra Funda. Na véspera da partida que decidirá se o clube estará ou não na final da Copa Sul-Americana. Esperto, logo entendeu que vender sua camisa seria mais importante até que seu adeus.

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"Ninguém tem o direito de dizer dia, escolher data... não entendo da onde surgiu isso. Só me admira uma empresa que se diz desse tamanho soltar uma nota de alguém que não tem qualquer relação com ela", desabafou Ceni ainda na Colômbia, depois da derrota contra o Nacional de Medellin. O convite vazou antes do jogo. Desviou a atenção, a concentração do goleiro, do time no importantíssimo confronto.

Ele quis saber se alguém do clube havia passado a informação do final da sua carreira à Penalty. Houve várias trocas irritadas de telefonemas entre o presidente Carlos Miguel Aidar e o departamento de marketing do São Paulo. A raiva era a mesma dos dois lados da linha. Tudo partiu da empresa.

O repúdio do presidente do São Paulo já começou na roupa. Com um agasalho da Reebok, antigo patrocinador do clube, Aidar desabafou contra a fabricante.

"A Penalty foi infeliz, o Rogério ficou realmente indignado. Após essa falha, não sei se o Rogério ainda vai querer lançar essa camisa comemorativa", desabafou o dirigente. O evento estava acertado há mais de 40 dias. A empresa faz uma pré-venda dessa camisa desde o dia 8.

O departamento de marketing da fabricante de material esportivo percebeu onde se meteu. E, apressado, divulgou um comunicado oficial. E com direito a um erro de português inacreditável.

"A PENALTY esclarece que o convite distribuído à imprensa, para a apresentação da camisa do Rogério Ceni, não teve o intuito de oficializar a data de encerramento da carreira do ídolo são paulinho, uma vez que esta decisão e cominicação cabe única e exclusivamente ao próprio Rogério. Reforçamos nosso pedido de desculpas, ao São Paulo Futebol Clube e ao Rogério Ceni, pela falha de comunicação." Assim mesmo, Rogério foi descrito como ídolo 'são paulinho'.

O amadorismo da empresa não passou em vão. Carlos Miguel Aidar tem três propostas melhores de fábricas interessadas em confeccionar o uniforme do São Paulo: Adidas, Puma e da Under Armour. As propostas têm valores maiores do que a atual. Por contrato de três anos, a Puma ofereceu R$ 45 milhões. A Under Armour, R$ 47 milhões. Mas com quem o presidente gostaria de voltar a trabalhar é a Adidas. Que, por sinal, fez a maior proposta: R$ 50 milhões.

O contrato com a Penalty foi assinado por Juvenal Juvêncio. Ele termina no final de 2015. A confusão envolvendo a despedida de Rogério Ceni é a desculpa perfeita para o São Paulo tentar se livrar dele. E buscar um acordo mais lucrativo. A Adidas já havia sido a responsável pelos uniformes do clube na primeira passagem de Carlos Miguel como presidente. Vestiu o São Paulo entre 1985 e 1988. E, se dependesse do dirigente, haveria uma retomada já no próximo ano. Conselheiros defendem a rescisão unilateral com a Penalty alegando a confusão envolvendo a despedida do ídolo.

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O desconforto de Rogério Ceni com a situação criada pela Penalty continua. O evento não teria só a camisa 'de despedida' do goleiro. Seria mostrado também o uniforme que o São Paulo usaria no Campeonato Paulista de 2015. Aliás, uma data pessimamente escolhida. Tudo deveria ter acontecido antes, nunca na véspera da semifinal da Copa Sul-Americana.

Carlos Miguel Aidar foi presidente da OAB e sabe. O destrato de um contrato com uma grande empresa como a Penalty não é fácil. Pelo contrário, leva tempo. Ele já havia garantido que o evento da próxima terça-feira aconteceria. Ainda irritado, avalia as consequências em cancelá-lo. Deve se posicionar ainda hoje à tarde.

Mas de uma coisa o departamento de marketing da empresa pode ter certeza. Se eles queriam mídia espontânea para a Penalty conseguiram. Foi a fabricante de material mais citada nos últimos dias. Só como não imaginavam. Há campanha de são-paulinos, atenção, são-paulinos e não são paulinhos, para que o clube troque de fabricantes. Os fãs do goleiro estão revoltados.

Mas é Rogério Ceni que carrega a maior mágoa. O balanço mais importante dessa trapalhada foi a certeza de maneira oficial que sua carreira vai mesmo acabar. Mesmo não anunciando o fim, ou mesmo não comparecendo no evento, a Penalty acabou com o mistério. Matou a esperança da esticada final até a Libertadores de 2015. Há a certeza de que ele irá mesmo encerrar a carreira.

Foi e continua sendo uma situação bizarra. Digna de acontecer no Canindé, sob o comando do presidente Manoel da Lupa. O maior ídolo da história do São Paulo foi tratado sem o menor cuidado. Em nome de vender mais algumas camisas. O marketing no futebol brasileiro parou na Pré-História...
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Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão. E até piedade do Sport. O coro de ‘time sem vergonha’ não foi por acaso…

1gazetapress5 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...
"Vergonha, time sem-vergonha. Vergonha, time sem-vergonha." Foi assim, com esse coro que misturava raiva e angústia, que grande parte das 35.939 se despediu do novo estádio do Palmeiras. A limitada equipe que Dorival Júnior tem nas mãos conseguiu uma façanha. Estragou a festa de inauguração perdendo para o Sport Recife por 2 a 0. Caprichou no vexame. Foi a terceira derrota consecutiva. Veio depois de fracassos contra o Atlético Mineiro no Pacaembu e São Paulo no Morumbi.

A diretoria conseguiu o dinheiro que queria. Foram exatos R$ 4.915.835,00. Mas o sentimento que o time despertou depois da derrota foi de tristeza. E piedade. Até os jogadores do Sport pediam que os torcedores não vaiassem e xingassem os palmeirenses como fizeram ontem. "Restam três partidas. A equipe precisa de seis pontos para não cair. A hora é de apoiar e esquecer as vaias, as críticas. E dar força", pedia Diego Souza.

"Eu estou feliz demais por ter marcado o primeiro gol nesta nova arena. Mas fiquei chateado com o que a torcida do Palmeiras fez com o time. Nesta hora difícil tem de ajudar. Tomara que eles escapem do rebaixamento", deixou escapar Ananias.

Mas o que levou o Palmeiras a passar por um dos maiores vexames da sua história? Voltar a jogar em seu novo estádio e belíssimo estádio de R$ 660 milhões. Isso depois de quatro longos anos. E no retorno, derrota para o Sport Recife que ameaça o clube de rebaixamento para a Segunda Divisão.

Aqui os sete pecados capitais que transformaram o orgulho do palmeirense por ter um dos mais bonitos estádios do país. A euforia virou raiva, angústia, vergonha.

1ap6 Os sete pecados capitais do Palmeiras. Capazes de transformar a euforia com o novo estádio em angústia, desilusão.  E até piedade do Sport. O coro de time sem vergonha não foi por acaso...

1º)Medo de Dizer Não a Valdivia.

Paulo Nobre precisaria ter agido como presidente e não como um deslumbrado torcedor. Deveria ter cortado a história do seu retorno à Seleção Chilena na raiz. Não era segredo para ninguém no Palestra Itália que o treinador Jorge Sampaoli estava conversando com o meia. Queria que reconsiderasse sua aposentadoria do selecionado. E pediu que atuasse contra a Venezuela e Uruguai.

Valdivia aceitou imediatamente. Disse que havia anunciado o adeus da seleção do Chile pensando que iria atuar no futebol árabe. Mas a negociação fracassou. A hora de Paulo Nobre exercer o cargo era aquela. Ele sabia que o Palmeiras ainda seguia ameaçado pelo rebaixamento. E ainda havia a inauguração da nova arena. Apesar de ser data Fifa, os chilenos iriam fazer dois amistosos. Nobre tinha a obrigação de pedir, criar um caso internacional até, mas não deveria ter liberado o principal jogador do time.

"Sem ele, nós somos outra equipe", admitia, desanimado, Dorival, depois da derrota por 2 a 0 para o Sport. O bilionário Paulo Nobre tinha dito até que um jato estaria à disposição do meia para ele estar na inauguração da arena. Mas é incrível que o dirigente pague R$ 120 mil mensais para José Carlos Brunoro. Seu homem de confiança no futebol não o avisou que futebol é um esporte de contato. Valdivia tem uma história de contusões maior do que as que tiveram Pato e Renato Augusto juntos.

Ele sofreu uma lesão no abdômen contra a Venezuela. Não enfrentou o Uruguai. E ontem estava pateticamente em um camarote assistindo a derrota do Palmeiras contra os pernambucanos. Graças à convocação, ele não enfrentou o São Paulo. E há grandes chances de não atuar diante do Coritiba, jogo de vida e morte. Paulo Nobre e Brunoro foram tudo menos dirigente nesta situação.

"Ele está arrasado. Queria muito jogar contra o Sport", avisava Paulo Nobre, como se fosse assessor de imprensa do meia. E não o homem que deveria ter feito tudo para segurá-lo no Palmeiras. Se não tivesse jogado pelo Chile, não estaria contundido.
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2º) O Clima de Euforia Com a Nova Arena.

As bobagens já começaram com a Adidas errando português na camisa comemorativa de estreia do estádio. A assessoria da empresa que comprou o nome do estádio, divulgou que o adversário de ontem seria o Atlético Mineiro. Esse era o espírito. Não importava contra quem, a festa seria palmeirense.

Os torcedores se encantaram com a beleza da nova arena. E com todo o clima de festa. As mensagens dos ex-jogadores, que formaram Palmeiras fantásticos. Como Leão e Ademir da Guia. O hino do clube foi tocado apenas com guitarra. A certeza de que o time venceria com facilidade o Sport foi um tiro no pé.

Quando a bola começou a rolar foi desesperador. Os torcedores queriam vibrar, exigiam a vitória. Só que faltou um detalhe importante. O Sport Recife é melhor do que o Palmeiras. Tocou a bola, deixou a euforia paulista passar e ganhou o jogo como quis. As vaias e palavrões dos torcedores foram o meio de protestarem. Acreditaram que saíram de casa para ver uma goleada do time do coração. Vivenciaram toda a angústia de uma derrota perigosa demais no campeonato.

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3º)O Aviso que Haverá Várias Dispensas Depois do Brasileiro.

Na luta pela reeleição, Paulo Nobre não teve o menor senso. Afirmou que mandará vários jogadores embora. Com o dinheiro da saída deles, contratará três bons reforços para o time. Essa seria uma tentativa de corrigir o estranho inchaço do elenco. Brunoro contratou 36 atletas em um ano e meio. E o Palmeiras tem um dos piores times não só do Brasileiro, como de sua história.

Além de ruim tecnicamente, o grupo palmeirense é muito inseguro. As palavras de Paulo Nobre refletiram. Não só os reservas estão se sentindo ameaçados. Vários titulares também não sabem o que serão de suas vidas ao final do Brasileiro. Sabiam que todos os holofotes estariam voltados para eles ontem, na estreia da arena. E travaram com o nervosismo e a falta de talento, marca registrada desse Palmeiras.

4º) A Ganância Financeira e Eleitoral de Inaugurar a Arena.

"Não. Não era mesmo o momento de inaugurar o novo estádio. Com o Palmeiras ameaçado do rebaixamento e tendo um adversário difícil, o Sport", admitia o jogador do Sport, Diego Souza. O clube já havia perdido a chance de estrear o novo estádio no dia em que completava 100 anos, no dia 26 de agosto. Por causa da briga entre Walter Torre e Paulo Nobre pelas cadeiras do estádio, a construtora não teve a pressa necessária. E o Palmeiras comemorou 100 anos fora de sua arena.

Mas há a eleição dia 29 de novembro. A primeira direta, feita pelos sócios no clube. Para Paulo Nobre, era algo essencial o estádio ser reinaugurado antes da eleição. O clube ganharia o dinheiro da arrecadação. E o presidente entusiasmaria os sócios indecisos, que não sabem em quem votar, cerca de 29%. Por isso tudo foi acelerado. Não há lógica alguma reestrear para apenas dois jogos. O de ontem e contra o Atlético Paranaense, na última rodada. Depois, férias. Não há cabimento.

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5º)Dorival Júnior.

O treinador estava muito pressionado. Sem Valdivia, ele tinha pela frente um adversário com melhores valores individuais do que o Palmeiras. Além disso, menosprezou o trabalho de Eduardo Baptista, filho do também técnico Nelsinho Baptista.

O técnico sabia o quanto a diretoria precisava da vitória. E mesmo sem Valdivia montou um esquema aberto. Correu todo o risco. Tomou um nó tático histórico. Com duas linhas de quatro, jogando agrupadas, o Sport não deu chance para o dono da festa. Seria necessário um jogador talentoso como Valdivia para destruir esse esquema tático fechado.

Dorival teria de ser precavido. Não se deixar levar pela euforia da torcida, dos dirigentes com o novo estádio. Pagou o preço. Ousadia virou irresponsabilidade. O time frouxo que mal conseguia chegar na intermediária do Sport foi o retrato que ficará grudado na retina dos torcedores.

Não é por acaso que, mesmo com contrato até o final do Paulista de 2015, Dorival corre risco de não continuar. Abel Braga, Cuca e há até quem já defenda a contratação de Mano Menezes no Palmeiras.

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6º)Diego Souza e Ananias Livres.

Os dois ex-jogadores atuaram livres. O meia pôde armar, segurar a bola, diminuir o ímpeto que o Palmeiras desejava impor na partida. Não foi incomodado em campo. Os volantes palmeirenses davam espaço. O tratavam quase com idolatria. Só faltou pegar autógrafo. O que deveriam ter feito após a brilhante partida. Dorival Júnior tem total participação nesse absurdo.

Ananias entrou no segundo tempo. Para ser a óbvia opção de desafogo do time pernambucano. O velocista na frente. Ele já até jogou no Palmeiras. Todos sabiam o que ele poderia ter fazer em campo. Mas teve marcação de irmão mais novo. Como se fosse pecado mortal, o derrubar. Com todo espaço e livre, entrou para a história da arena. Marcou o primeiro gol do novo estádio. Um minuto depois de ter entrado em campo. Em seguida, Diego Souza lançaria Patric para marcar 2 a 0.

7º)Wesley.

Desde que foi divulgada a sondagem do São Paulo, o jogador não consegue mais ter uma atuação aceitável. Ele está nervoso, inseguro, irritadiço. É um peso morto para o fraco time palmeirense. Os torcedores não o perdoam. Têm a certeza que ele irá embora em 2015. E o xingam a plenos pulmões, como ontem. O resultado é um futebol péssimo.

A tensão envolvendo o jogador contagia o grupo. Dorival outra vez deveria agir. Mas fica esperando a reação do volante, que não vem. Pelo contrário. Os torcedores não perdoam. Vaiar e xingar Wesley virou a diversão predileta de vários torcedores. Seria o menos indicado para estar em campo ontem. Em péssima fase, ele deveria ser afastado do time. Mas Dorival faz exatamente o contrário.

Com tantos pecados, o Palmeiras não poderia mesmo festejar. Pelo contrário. A reinauguração do seu estádio virou medo de novo rebaixamento. Motivo de piedade do Sport Recife. Os limitados jogadores de Dorival Júnior estavam animados quando posaram para a foto antes do jogo. Acreditavam que entrariam para a história do clube. Acertaram. Com direito ao coro inesquecível na nova arena.

"Vergonha, time sem vergonha. Vergonha, time sem vergonha..."
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