A vitória com gosto de decepção de Andrés Sanchez. O Itaquerão e o Corinthians não renderam um milhão de votos. Apenas 169 mil. Ficou atrás de Tiririca, Baleia Rossi, Marcos Feliciano. Está inviabilizado o sonho de brigar para ser prefeito de São Paulo…

2reproducao5 A vitória com gosto de decepção de Andrés Sanchez. O Itaquerão e o Corinthians não renderam um milhão de votos. Apenas 169 mil. Ficou atrás de Tiririca, Baleia Rossi, Marcos Feliciano. Está inviabilizado o sonho de brigar para ser prefeito de São Paulo...

Os conselheiros mais próximos prometiam a jornalistas. "Ele vai chocar o cenário político nacional. O Lula não é burro. Primeiro ele ganha como deputado federal pelo PT. Depois, vai brigar pela prefeitura. Para mostrar que ele tem a força da nação corintiana na mão. Afinal, ele conseguiu o nosso estádio depois de cem anos. Ele vai conseguir um milhão de votos, no mínimo. Depois? Sai da frente."

Ouvi essa promessa de um dos grandes parceiros de Andrés Sanchez há cerca de dois meses, logo depois de ele se afastar da administração do Itaquerão. O fracasso na conquista de uma empresa que arcasse que com os R$ 300 milhões por dez anos de naming rights do estádio. Gastou cerca de R$ 150 mil em viagens que não deram em nada. Foram três anos de frustração.

E sofria ainda o desgaste com as organizadas, revoltadas com o alto preço dos ingressos. Continuar seria perder o apoio dos corintianos. Tinha de cuidar da campanha. Buscar o tal um milhão de votos. Ou quem sabe ser o deputado federal mais votado da história...

4ae A vitória com gosto de decepção de Andrés Sanchez. O Itaquerão e o Corinthians não renderam um milhão de votos. Apenas 169 mil. Ficou atrás de Tiririca, Baleia Rossi, Marcos Feliciano. Está inviabilizado o sonho de brigar para ser prefeito de São Paulo...

O ex-presidente corintiano realmente conseguiu se eleger deputado federal pelo Partido dos Trabalhadores. Mas o resultado foi um desastre se um dia ele sonhou com um milhão de votos. De nada adiantou ser 'o melhor presidente da história do Corinthians', segundo seus aliados. Nem ser apadrinhado por Lula. Não conseguiu sequer 18% do milhão de votos que seus parceiros mais próximos sonhavam.

Ficou atrás de Celso Russomano, Tiririca, Marcos Feliciano, Baleia Rossi e outros. Andrés ficou apenas em vigésimo lugar com 169 mil votos. O resultado mostrou que ele não é tão bom de votos como sonhava a cúpula do PT. Muito pelo contrário. Para quem tem tanto espaço nos veículos de comunicação, foi frustrante. Uma lição que o torcedor sabe separar o político.

Com tão poucos votos, a eleição de Andrés deverá refletir até na briga pela sucessão de Mario Gobbi no Corinthians. O estranho apoio do maior líder da oposição à sua candidatura, Paulo Garcia, chocou muita gente no Parque São Jorge. O milionário deu mais de R$ 55 mil para a campanha do rival histórico. O candidato natural da situação do Corinthians, Roberto de Andrade não se pronunciou. Mas estranhou a ligação no pleito de hoje. Há a preocupação se Andrés deixará de apoiá-lo.

Na verdade, Andrés Sanchez pode ter conseguido se eleger. Mas é uma vitória vazia, de Pirro. Frustrou os seus maiores vencedores no Parque São Jorge. Fortalece o hoje seu inimigo, Mario Gobbi. Desaba parte da admiração e fica claro que não passava de lenda a força de mobilizar a 'nação corintiana' que aliados apostavam que Andrés possuía.

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As pessoas de confiança de Andrés apostavam em um ambicioso plano. Vencer a eleição como deputado federal, arrastando um milhão de votos para o PT. Depois crescer, aprender a trabalhar em Brasília. E articular uma possível candidatura a prefeito de São Paulo. Caso fosse o escolhido, repetiria 2012, quando elegeu Mario Gobbi. Se indicasse o deputado Tiririca também o faria presidente corintiano, tal a sua força no clube.

Se o pior acontecesse e não conseguisse brigar pela prefeitura ou ainda não ser eleito, haveria ainda sempre o Parque São Jorge. E o caminho ficaria aberto para voltar à presidência do clube em 2018.

Pouco mais 169 mil votos em um universo de mais 32 milhões de paulistas com direito a voto. É um resultado muito aquém. Celso Russomano teve um milhão e meio de votos. Tiririca foi escolhido por mais de um milhão de paulistas. A política partidária é bem diferente da de um clube. Andrés aprendeu da pior maneira.

A eleição foi um balde de humildade a Andrés Sanchez. Irá para Brasília para tentar reverter a decepção. Usará, lógico como desculpa, os que fracassaram. Nem conseguiram se eleger. Como os presidente de clubes, Roberto Dinamite, do Vasco; e Gilvan Tavares, do Cruzeiro, por exemplo. Tentaram ser deputados federais. Ademir da Guia, um dos maiores ídolos do Palmeiras, também não. Seu rival Marco Aurélio Cunha, ex-gerente e médico do São Paulo, fracassou. Assim como Marcelinho Carioca e Dinei. Reinaldo, Raul Plassmann e Marques também não conseguiram ser eleitos.

2reproducao4 1024x576 A vitória com gosto de decepção de Andrés Sanchez. O Itaquerão e o Corinthians não renderam um milhão de votos. Apenas 169 mil. Ficou atrás de Tiririca, Baleia Rossi, Marcos Feliciano. Está inviabilizado o sonho de brigar para ser prefeito de São Paulo...

Mas em compensação, Andrés viu o sucesso de Romário, eleito senador da República, pelo Rio de Janeiro. Foi o maior vitorioso entre os candidatos ligados ao futebol. Teve 63% dos votos, mais de quatro milhões. Evandro Leitão, presidente do Ceará, conseguiu ser deputado estadual. Assim como Osmar Baquit, presidente do Fortaleza, também foi eleito deputado estadual. Jardel, ex-atacante do Grêmio, cunhou a frase clássico é clássico e vice e versa. Se tornou hoje um nobre deputado estadual em Porto Alegre. Se deu bem também o membro do Comitê Organizador Local da Copa, o tetracampeão Bebeto.

O futebol continua misturado com a política. Há muitos aproveitadores, alguns poucos idealistas. Outros narcisistas. Vários iludidos. Infelizmente alguns alienados. Mas mesmo os mais populares, com poder de articulação para conseguir um estádio de R$ 1 bilhão, não podem sonhar com um milhão de votos. Se não sonhassem tão alto, suas vitórias não teriam gosto de decepção. Como a de Andrés Sanchez, o mais novo nobre deputado federal do Partido dos Trabalhadores em Brasília. Dono de exatos 169.828 votos...

O Brasil está ficando cada vez mais azul. De novo. O Cruzeiro venceu o Internacional, vice líder, no Mineirão por 2 a 1. A diferença na liderança passou a ser de confortáveis nove pontos. Com toda justiça…

1reproducao8 O Brasil está ficando cada vez mais azul. De novo. O Cruzeiro venceu o Internacional, vice líder, no Mineirão por 2 a 1. A  diferença na liderança passou a ser de confortáveis nove pontos. Com toda justiça...
O Brasil está ficando azul novamente. Caminha a passos largos para o bicampeonato brasileiro seguido. O Cruzeiro venceu raça e autoridade o Internacional por 2 a 1. A diferença que estava em seis pontos para os gaúchos, segundos colocados, saltou para nove. O Mineirão é uma arma fatal contra seus adversários. É o melhor mandante disparado do Campeonato Nacional, venceu dez jogos, empatou um e perdeu outro.

"Era importante a vitória. Tudo fluiu da melhor maneira possível. Era um confronto direto. Tínhamos de ganhar e vencemos", comemorava, Fábio.

Desde os primeiros minutos, o Cruzeiro deixou claro porque está disparado na liderança. Nem parecia que estava sem uma de suas mais importantes peças, Ricardo Goulart, contundido. Júlio Baptista, também. Marquinhos foi escalado e foi muito bem. Mostrou a força do seu elenco. E tomou a iniciativa do jogo desde os primeiros minutos. Não queria correr riscos na luta pelo bicampeonato brasileiro. Precisava vencer em casa.

A postura do Internacional foi uma decepção. Abel Braga não comprou a briga. Pelo contrário. Deixou seu time fechado atrás, covardia tática irritante. Falta de ambição imperdoável. E que só trouxe a melhor equipe do país para sua intermediária. E o pior, não tinha, nas raras vezes que sua equipe roubou a bola, não havia quem corresse, um velocista. Ou seja, a estratégia do Internacional, 4-5-1, era suicida. Incrível também a opção de Abel por Valdivia e não Alex.

O Cruzeiro entrou de forma aberta, escancarada. O time estava dividido claramente no 4-3-3. Em muitos momentos do jogo, atuava como uma equipe da década de 70, no 4-2-4. Com Everton Ribeiro, Willian, Marcelo Moreno e Marquinhos na frente. Com o Mineirão lotado, foi um sufoco.

O primeiro gol não demorou. A marcação por pressão dos mineiros deu resultado. Aránguiz se complicou na saída de bola. Marcelo Moreno roubou a bola, Willian se preparava para chutar, mas o boliviano foi mais ágil. 1 a 0, Cruzeiro aos 19 minutos. A vantagem deu ainda mais confiança aos mineiros. Everton Ribeiro, apesar da marcação do Internacional, tinha espaço para jogar. E foi assim que ele começou a jogada do segundo gol.

O meia cruzeirense e da Seleção Brasileira fez excelente inversão e descobriu Marquinhos, nas costas de Fabrício. Ele bateu de primeira. 2 a 0, Cruzeiro aos 33 minutos. Tudo o que os gaúchos conseguiram fazer no primeiro tempo foi dar dois arremates a gol. Por precipitação dos cruzeirenses na hora do arremate, escaparam de uma goleada. A postura do Internacional foi decepcionante.

Mas o panorama mudou no segundo tempo. Abel Braga e Willian tiveram uma grande participação nisso. O treinador tirou o volante Wellington, colocando o meia Alex. Adiantou a marcação do time. Permitiu que D'Alessandro finalmente jogasse e não apenas marcasse. Marcelo Oliveira não esperava tanta ousadia. A partida ganhou muito mais em emoção.

Aos quatro minutos, em jogada ensaiada em cobrança de falta, a sorte esteve com o time mineiro. D'Alessandro cobrou na trave, a bola bateu em Fábio, tocou na trave de novo. E Egidio salvou em cima da risca.

Parecia que tudo voltaria ao normal quando Juan agarrou Marcelo Moreno na área. Pênalti indiscutível para o Cruzeiro. Aos sete minutos, Willian cobrou. E de maneira desastrosa. A três metros do travessão. O lance encheu de brios os gaúchos. Alex deu mais consciência, técnica ao time. O Cruzeiro foi obrigado a recuar. Mesmo aprimorando a sua marcação, não houve jeito. Tomou o gol. Alex recebeu de D'Alessandro, invadiu a intermediária e acertou um chute lindíssimo, pelo alto. Indefensável para Fábio: 2 a 1.

O Internacional ainda pressionou até os 20 minutos. Seus jogadores passaram a ser melhor marcados e também cansaram. Logo quase Marcelo Moreno faz mais gol, Gilberto salvou em cima da risca. O Cruzeiro já tinha mais espaço para tocar a bola, acalmar o ritmo do jogo. Time que deseja ser campeão precisa saber ganhar. Foi assim que Marcelo Oliveira tirou do jogo Everton Ribeiro e Willian. Colocou Dagoberto e o volante Nilton. Conseguiu segurar o importantíssimo resultado.

Mais de 51 mil cruzeirenses comemoravam com muita razão. O Cruzeiro conseguiu uma vitória fundamental. Está cada vez mais perto de vencer o Brasileiro pela primeira vez por duas vezes seguidas. Resultado mais do que justo. O Internacional pagou pela covardia do primeiro tempo...
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Impressionante a garra do São Paulo. Venceu o Grêmio de Felipão em Porto Alegre por 1 a 0. Está mais perto da Libertadores. Manteve o sonho do título do Brasileiro…

1reproducao7 Impressionante a garra do São Paulo. Venceu o Grêmio de Felipão em Porto Alegre por 1 a 0. Está mais perto da Libertadores. Manteve o sonho do título do Brasileiro...

O São Paulo conseguiu uma vitória heroica, vibrante, importantíssima. O time teve raça suficiente para travar o ímpeto do Grêmio dentro da sua arena, em Porto Alegre. A equipe de Milton Cruz não trocou a técnica pelo coração e marcação. Kaká, Alan Kardec, Ganso e Pato tiveram de mudar suas características e priorizar a marcação. Deu resultado. Vitória por 1 a 0, gol de Rogério Ceni, cobrando pênalti. Os gaúchos voltavam a perder depois de nove partidas. Foi um resultado que fez bem para a alma são paulina.

"O grande mérito do nosso time foi a dedicação e a superação. Corremos os 90 minutos, brigamos e oportunidade nós criamos sempre. Aproveitamos o pênalti e ganhamos três pontos contra um adversário direto", destacava, feliz, Kaká.

Os três pontos renovam até a esperança do time de Milton Cruz até de título. Mas consolida a postura entre os que lutam pela Libertadores. A vitória teve um peso psicológico importante. O time teve nervos para superar a pressão de uma equipe muito competitiva apoiada por 50 mil torcedores.

Desde os primeiros minutos ficou claro o cenário da partida. Mesmo sem ser brilhante, o Grêmio partiu para a pressão. Felipão soube organizar muito bem a marcação na saída de bola paulista. A estratégia era não deixar o São Paulo com seus técnicos jogadores tocarem a bola. Além disso, o interesse era tentar impor um ritmo veloz na partida.

Milton Cruz foi muito feliz. Ele colocou Hudson na lateral e Maicon no meio de campo. Os dois foram muito aplicados na marcação. Principalmente no primeiro tempo, quando a pressão foi maior. Mas quem teve uma atuação impressionante foi Souza. Firme demais nas duas intermediárias. A convocação para a Seleção o deixou empolgado. Foi muito firme atrás e corajoso na frente. Kaká e Ganso atuaram mais atrás do que estão acostumados. Tinham de preencher o meio de campo. Não permitir que os gaúchos se impusessem. Alan Kardec e Pato fechavam as laterais.

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Felipão colocou seu time todo à frente assim que a partida começou. Foi uma blitz. Wallace, Ramiro e Felipe Bastos atuavam mais à frente. Eles empurravam Luan, Dudu e Barcos. Pará e Zé Roberto também estavam abertos como pontas. A obsessão gremista era marcar logo o primeiro gol. Na vibração, na raça, na força.

E quase conseguiu. Aos dois minutos, Hudson deu sua única bobeada na partida. Ele perdeu a bola para Wallace na entrada da área. O gremista invadiu a área e chutou, Rogério Ceni fez sensacional defesa. No rebote, novo chute e Paulo Miranda tirou em cima da risca. O jogo seguiu eletrizante. Com os gaúchos compensando a falta de técnica com uma vontade impressionante.

Encurralado, o São Paulo tinha pouquíssimo espaço para contragolpear. Mas mesmo assim, deu a resposta em dois lances em um minuto, aos 21. Pato foi ágil, partiu pela esquerda, tabelou com Kardec, e deu um chute fortíssimo. Marcelo Grohe fez uma defesa sensacional. Em seguida, Kaká cobrou escanteio no travessão.

Mas os lances foram exceção. O Grêmio sufocou durante todo a primeira etapa. Teve outra chance claríssima de gol. Felipe Bastos teve uma rara chance de bater para o gol, desmarcado. Foi uma pancada que obrigou Rogério Ceni a se desdobrar para espalmar. Mas outro lance agudo quase faz a arena do Grêmio vir abaixo. Zé Roberto surgiu de surpresa na grande área e bateu muito forte na bola. Ela desviou em Paulo Miranda, encobriu Rogério Ceni e Edson Silva tirou em cima da linha.

O São Paulo teve muita sorte em não ir para o intervalo perdendo a partida. O clima era de confiança total em uma vitória por parte do Grêmio e de sua torcida. Mas essa expectativa duraria sete minutos apenas. O time de Milton Cruz partiu um contragolpe veloz, pegando a defesa gremista mal colocada. Kaká tocou para Maicon que descobriu Alan Kardec na grande área. Rhodolfo, precipitado, cometeu pênalti desnecessário no atacante. Pará estava na cobertura.

Muita firmeza do árbitro Felipe Gomes da Silva. Ele não titubeou. O toque do gremista foi no pé de apoio de Kardec. Marcelo Grohe estava há oito partidas sem sofrer gols. Mas Rogério Ceni cobrou com convicção, fazendo o gol importantíssimo. Felipão ficou descontrolado. Passou a reclamar cada lance. Incendiava os seus jogadores e a torcida contra o juiz. Acabou expulso aos 13 minutos.

O clima da partida mudou completamente. Tudo virou uma guerra. Os gremistas estavam nitidamente afetados psicologicamente com o gol que sofreram. Passaram a se preocupar em reclamar com o juiz e simular faltas. Melhor para o São Paulo, ainda mais recuado. A pressão gaúcha era estéril, improdutiva.

Milton Cruz trocou Maicon por Reinaldo. Michel Bastos virou volante. Osvaldo entrou no lugar de Kaká para correr na frente, sozinho. Porque Kaká, Ganso e Kardec estavam na intermediária marcando, dando carrinho, dividindo. O São Paulo mostrou raça, coração, alma do primeiro ao último minuto. Mereceu esta vitória importantíssima, que fez bem para a alma. E o recoloca no sonho pelo título. E o fortalece na briga pela Libertadores.

O Grêmio de Felipão valorizou demais o triunfo do São Paulo. Mostrou todo o seu poderio físico, sua determinação. Mas faltou técnica no meio de campo. E tranquilidade depois que tomou o gol. Essa consciência deveria ter partido de Scolari. A sua expulsão foi extremamente desnecessária e prejudicial. Mas a campanha dos gaúchos com elenco que possuem é animadora. E faz de todos os jogos em sua arena uma tortura para os rivais. Por isso o São Paulo tem razão sim em comemorar muito a vitória de hoje...
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Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional…

1ap1 Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional...
Kaká terá 36 anos na Copa de 2018, na Rússia. Nem ele espera estar jogando futebol até lá. O meia acertou o que espera ser seu último contrato como jogador de futebol com o Orlando City dos Estados Unidos. Assinou até 2017. Ganhará R$ 17,3 milhões por ano. Será o maior salário da liga norte-americana. Sua passagem até o final do ano no São Paulo foi programada para ser a despedida do clube que ama.

Depois de uma operação delicada no joelho esquerdo em 2010 e um tratamento intenso no púbis, o meia nunca mais foi o mesmo. Suas arrancadas, dribles em velocidade, ficaram no passado. Nos tempos que foi escolhido, com todos os méritos, como o melhor do mundo em 2007. Mesmo assim, nutria alguma esperança de ser chamado por Felipão para a Copa das Confederações ou mesmo para a Copa.

Foi deixado de lado. Felipão e Parreira haviam chegado à uma triste conclusão. Kaká não tem mais físico para suportar o intenso ritmo do futebol da elite mundial. Tanto era verdade que o Real Madrid não criou problema algum para ele ir atuar no Milan. E muito menos o clube italiano quando ele acertou sua ida para os Estados Unidos. Kaká está na fase final de sua brilhante carreira, o que não é nenhum demérito.

Voltou ao São Paulo empolgado. Se sentia na obrigação de cumprir a palavra. Ao ser vendido em 2003 jurou que retornaria. Seria um agradecimento ao clube que o lançou para o mundo. Tentaria fazer o time campeão. Se não conseguisse, pelo menos a vaga para a Libertadores de 2015. Em dezembro, malas arrumadas para começar a viver nos Estados Unidos, país que sempre admirou. E só.

1divulgacao2 1024x682 Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional...

Não esperava de jeito algum que Dunga o chamasse para a Seleção Brasileira. Ainda mais agora quando a promessa do treinador é começar a montar um novo time para 2018. A convocação de hoje pela manhã, graças à dispensa de Ricardo Goulart, contundido, mostra que o treinador fala uma coisa e age completamente diferente.

Já havia convocado o rodado Robinho. Aos 30 anos e sem a mesma mobilidade e velocidade do passado, o atacante santista faz a festa por aqui, no futebol brasileiro. Tanto que não desperta mais a cobiça dos grandes clubes europeus. Kaká, nem isso. Ele tem tido grandes dificuldades para se impor no Campeonato Brasileiro. É mais um componente no tal 'quadrado mágico' criado por jornais tentando sair da crise. Seu futebol tem alternado entre bom e regular. Nada demais. Tem mostrado muito esforço, amor à camisa, vibração. Mas não é mais o mesmo jogador.

Ou Dunga resolveu fazer uma homenagem a Kaká, por seu sacrifício na Copa da África, ou então não o está vendo atuar. O chamou pelo nome. Para ser mais uma atração nos confrontos contra a Argentina e Japão. Descabida, fora de hora a convocação do veterano meia.

Para a Seleção de Felipão ele poderia ter sido útil com sua experiência, vivência. Um reserva, homem de grupo. Alguém para acalmar, servir de referência para o inexperiente grupo. Nada além disso. Não tem cabimento se Dunga decidir fazer agora isso com o meia do São Paulo. São apenas duas partidas amistosas. Se o chamou é porque o quer ver em campo. Ter um atleta que está longe de seu auge e não chegará a 2018, incoerência absoluta.

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, reclama, critica a CBF. Perderá seu meia em jogos do Brasileiro, que não irão parar enquanto a Seleção fará os dois amistosos. Lamenta não ter o experiente meia. De nada adianta para o clube a chamada. O atleta é do Orlando, a valorização, se houver será para o clube norte-americano.

1siteoficialsaopaulo 1024x576 Kaká não deverá nem estar jogando na Copa de 2018. Dunga só pode ter feito uma homenagem. Pelo meia ter atuado machucado na África, em 2010. Chamar Ganso seria muito mais racional...

Seria muito mais coerente, Dunga dar uma chance para Paulo Henrique Ganso. Atleta de 24 anos e com potencial para chegar no auge na Rússia, com 28 anos. Só que o treinador brasileiro escolheu o veterano Kaká. Perde uma chance de ouro em nome de algo incompreensível. Apenas terá cabimento se for mesmo um agradecimento pelo jogador ter atuado toda a Copa de 2010 com dores incríveis no joelho.

Toda a festa da mídia com a convocação de Kaká é por causa do seu carisma. Do talento competitivo que mostrou até 2010. Agora, infelizmente para o futebol brasileiro, ele se tornou um jogador que caminha para o final de carreira. E que suporta sequer o calendário da CBF. A alegria por imaginar de novo Kaká com a camisa da Seleção se esvai. Basta uma pergunta simples: para quê?
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Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar…

1ae1 Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...
Se não usasse seu cargo apenas para fazer política, o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo estaria hoje no Botafogo. O clube está a quatro dias de completar três meses de atrasos de salários dos jogadores. E sete, sim, sete de direito de imagem. As dívidas já ultrapassam R$ 800 milhões.

Sheik, Julio César, Edilson e Bolívar acabam de ser afastados. Pela diretoria, não jogam mais no clube. Os dirigentes querem a rescisão de contrato. Eles estariam, junto com Jefferson, organizando protestos contra a diretoria. Já na partida de amanhã contra o Vitória, em Salvador. A ordem partiu do presidente Mauricio Assumpção. O técnico Vagner Mancini colocou o cargo à disposição. Mas o presidente implorou para ele continuar. Um vexame histórico.

A situação do Botafogo é exemplar. Mostra o quanto há de irresponsabilidade no futebol brasileiro. Se existisse uma lei que punisse os clubes por calotes com jogadores e funcionários, a equipe estaria rebaixado há muito tempo. É uma vergonha o que os dirigentes estão fazendo por anos e anos.

Assumpção já disse chorando à própria presidente Dilma que talvez o Botafogo tivesse de abandonar o Brasileiro. Não conseguiria chegar ao fim do torneio, tamanha as suas dívidas. E confessou também que está sem pagar os impostos do clube desde o início do ano. Apostava na aprovação do Proforte, projeto absurdo governamental que está em estudo para liberar R$ 4 bilhões em dívidas dos clubes brasileiros.

1reproducao4 Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

Enquanto não há a aprovação do Proforte, a direção do clube tem repetido o que já faz há anos e anos. Usado brechas na legislação para fazer seu time sofrer. O mês passou a ter 90 dias literalmente. Como a lei prevê que o atleta pode se considerar sem vínculo se ficar três meses sem receber, o Botafogo é cruel. Paga cada mês na véspera de completar 90 dias. E atrasa o quanto for melhor os direitos de imagem, maior fatia salarial dos jogadores.

Atletas com a vida financeira definida como Sheik emprestavam dinheiro aos companheiros. Emerson já falou a ex-companheiros do Corinthians que já viu jogadores botafoguenses chorando, desesperados. Sem ter como pagar a escola do filho, colocar gasolina no carro, com medo de serem presos por não pagar pensão alimentícia a ex-mulheres. Sem poder pagar o aluguel. O dinheiro que Emerson tem direito chega diretamente do Corinthians para sua conta. Ele não confiou que a direção botafoguense conseguiria pagar. No que estava muito certo.

Seedorf já havia feito a mesma coisa no ano passado. Assim também como o técnico Oswaldo de Oliveira. Mesmo com todas as dificuldades, o Botafogo conseguiu ser campeão invicto em 2013. A falta de pagamento foi uma constante. Mesmo assim, o clube chegou em quarto no Brasileiro do ano passado. Se classificou para a Libertadores.

1fotoarena Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

Oswaldo de Oliveira abriu mão da maior competição da América do Sul para ir trabalhar no Santos. E receber em dia. Seedorf resolveu apostar na carreira de treinador do Milan. Ele também estava muito irritado com as insinuações que queria virar dono dos atletas a quem emprestava dinheiro.

A previsão que a crise ficaria insustentável no Botafogo vem desde janeiro deste ano. Tudo piorou ainda mais com uma revelação chocante. A empresa do pai do presidente do clube e de sua madrasta tem um contrato desde 2010 com o Botafogo. E lhe garante 5% do acordo de patrocínio com a Viton 44. A oposição tentou se unir para pedir a destituição imediata de Assumpção.

1reproducao5 Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

Divulgou uma carta aberta para os torcedores do clube e imprensa. Este é só um trecho do documento.

"Em uma demonstração de que o fundo do poço a que estamos sendo levados por esta administração ainda não foi atingido e que nada está tão ruim que não possa piorar, matéria publicada ontem nos informa que "Empresa de familiares de Assumpção recebe 5% de patrocínio do Botafogo”, o que foi confirmado pelo próprio sr Maurício, o qual, além de tudo, não vê nenhum problema nisto, achando normal remunerar a referida empresa, desde 2010, com mais de um milhão de reais por ano."

Mauricio rebateu dizendo não haver qualquer irregularidade. E a vida continuou dessa maneira trágica no clube. Com os atrasos constantes. Jogadores se cansaram de implorar por seus salários em dia. Resolveram escancarar a situação entrando com uma faixa no clássico contra o Flamengo. Era mais um pedido de socorro do que um protesto.

"Estamos aqui porque somos profissionais. E por vocês torcedores." Estava estampado também um resumo da situação dos atletas. Cinco meses de atrasos no direito de imagem. Três meses de salário. E a falta de depósito do FGTS.

1gazeta1 1024x576 Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

Exercesse a plenitude de seu cargo, Aldo Rebelo já teria interferido a favor dos atletas no Botafogo há muito tempo. Os atrasos fizeram com que os atletas abolissem a concentração. E até se negassem a atuar em amistosos. A situação é calamitosa.

Os dirigentes souberam que haveria novo protesto em Salvador. E apuraram que Emerson Sheik, Júlio César, Edilson, Bolívar e Jefferson seriam os articuladores. Como os contratos dos quatro primeiros terminam no final do ano, veio a decisão da rescisão. O goleiro da Seleção Brasileira, não. O clube ainda espera vendê-lo e fazer dinheiro em uma negociação.

No final da manhã, o presidente deu uma coletiva. E assumiu todo o caos que o clube vive.

"Os quatro terão seus contratos rescindidos. A decisão é minha. Se o Botafogo for rebaixado, a culpa também será minha. O Mancini não tem culpa alguma no que está acontecendo. Ele colocou o cargo à disposição, mas não aceito. Ele continuará sendo o nosso treinador. Se o clube cair, a culpa é minha."

Mauricio só não assumiu a incompetência dele como presidente de um grande clube como o Botafogo. A situação lastimável, vergonhosa, que chegou. Culpa também dos conselheiros, apáticos diante de tantas decisões equivocadas. E absurdas. Como não pagar jogadores e funcionários, não depositar o fundo de garantia. Deixar acumular os impostos. Inacreditável.

Fosse o Botafogo uma empresa, estaria falida, lacrada. Sem prejudicar seus funcionários. Com os responsáveis tendo de se virar para pagar o que devem. Justificar os R$ 800 milhões em dívidas. Jogadores estão sem dinheiro para pagar aluguel, viver decentemente. Se o Brasil tivesse um ministro dos Esportes ativo, tomaria alguma providência. Como não tem, é só mais um escândalo...
3reproducao4 1024x958 Botafogo rescinde contrato de Sheik, Edilson, Bolivar e Júlio César. Motivo: cobrar três meses de atrasos salariais e sete em direito de imagem. O clube já deve R$ 800 milhões. Vergonha que o ministro dos Esportes finge não enxergar...

O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar, preferiu discursos ufanistas e selfies…

1reproducao3 O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar,  preferiu discursos ufanistas e selfies...
Por um triz Daniel Alves não saiu do Barcelona. Depois de seis anos como titular absoluto, ídolo da torcida catalã e frequente assíduo em criativas propagandas da Adidas, perdeu grande parte da moral. Só não foi como contrapeso para o Paris Saint Germain na troca com Marquinhos porque não houve acerto com o zagueiro. A chegada do novo técnico Luiz Henrique foi fundamental paras que o brasileiro permanecesse.

Mas jornalistas espanhóis garantem que ele não emplaca a temporada 2014/2015. Vai sair de qualquer maneira. A contratação de Douglas já é um indício que não deve ser desprezado.

Por que o lateral sofreu tanto desprestígio? Por causa da Copa do Mundo. Ele chegou ao país como uma das estrelas de Luiz Felipe Scolari. Fez propagandas, mostrou seu guarda-roupa excêntrico, sua coleção de óculos escuros e tatuagens. Um superstar.

Sabia que não deveria ter concorrência. Maicon estava abaixo fisicamente. Deveria ser apenas uma opção que entraria no último caso. Porém o lateral do Barcelona foi titular até o jogo contra o Chile. Depois foi para o banco de reservas e de lá não mais saiu.

Assistiu a Seleção ganhar da Colômbia, ser humilhada pela Alemanha e Holanda. Mesmo depois de mais de três meses, a mágoa não passou. Ele ainda não se conforma. Não pelos vexames da Seleção. Mas pela maneira com que foi tratado por Luiz Felipe Scolari. Os dois têm o mesmo assessor de imprensa. Sempre foram muito próximos. Daniel Alves fez vários discursos ufanistas defendendo a Pátria e de reverência a Felipão durante toda a Copa das Confederações e nas partidas da Copa que jogou. Nas que ficou de fora, preferiu quase não se manifestar. Mas a mágoa continua forte.

"Não entendo por que eu saí do time. Estava jogando bem. Ninguém me explicou porque eu saí, mas eu respeito. Sou um jogador de grupo. Fui educado para ser importante coletivamente. E não individualmente.

(...) Falam que a culpa era minha, mas estava tentando me portar da melhor maneira possível contra as críticas. Mesmo porque se você analisa comentários na Espanha e no Brasil, eles são opostos. No Brasil tinha toda aquela polêmica de que eu tinha de sair. Já aqui na Espanha todos achavam diferente. Eles também não entenderam porque eu deixei o time.

2reproducao2 O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar,  preferiu discursos ufanistas e selfies...

(...)Acho que o problema é que os brasileiros não estão acostumados a ver alguém dando a cara para bater. As pessoas gostam de quem se esconde. E eu não faço isso.(...) Quando vejo que querem enfraquecer o meu grupo, um companheiro, não fico calado. Sou assim, faço as coisas coletivamente, compro brigas e defendo meus companheiros. E de repente, por fazer isso, acabei criando uma polêmica e uma campanha "Fora, Daniel". Acharam que sem a minha presença no time não teria polêmica. E, talvez, tenham conseguido me tirar.

(...)Tínhamos jogadores qualificados, mas não nos preparamos para o jogo contra a Alemanha.

(...)Aprovo o meu desempenho no Mundial. Fui bem. Só não posso dar uma nota muito alta porque não participei ativamente dos jogos mais importantes.

(...)Sonho acordado com a Seleção. Enquanto for atleta, continuo querendo a Seleção. (...) Eu estou à disposição. Não acredito que a minha ausência nessas convocações tenha a ver com o meu desempenho na Copa."

Daniel Alves foi muito esperto. Foi até onde quis ir. Mostrou o que o já é muito conhecido: seu ego é tão forte que até lhe cega. Faz de tudo para não admitir o quanto estava jogando mal, principalmente na marcação. Deixando um corredor que adversários mais fracos como a Croácia, México, Camarões e Chile se aproveitaram. Era um calcanhar de Aquiles escancarado.

Mas não consegue ainda admitir. Se defende citando as sutilmente os vexames, sem ele, contra a Alemanha e Holanda. Quem viu todos os treinos e jogos sabe que se Daniel continuasse como titular, tudo poderia ser muito pior.

Neste depoimento dado ao Lance! escancarou a mágoa com Luiz Felipe Scolari. Não percebe que o técnico o defendeu com unhas e dentes. Foi no seu limite para protegê-lo. Mesmo abaixo fisicamente, Maicon rendia mais em todo treinamento. Era gritante a diferença. Se Felipão realmente tivesse ouvido a imprensa, ele já sairia do time depois da estreia do Brasil contra a Croácia.

1ap 1024x576 O ego de Daniel Alves é tão imenso que o impede de enxergar. Felipão o preservou mais do que deveria. Criticar a preparação para a Copa agora é fácil. Quando teve a chance de reclamar,  preferiu discursos ufanistas e selfies...

Seu discurso é ralo, como quando tentava ser ufanista. Defendia que a imprensa brasileira tinha de ser como a espanhola, proteger sua seleção. Apesar de ter um veterano assessor, não aprendeu que função de jornalista é cobrir, mostrar o que acontece. Não servir de escudo para time algum. E analisando friamente, demonstrando o que está mal feito, errado, contribuiu muito mais.

Tive a chance de escancarar a falta de privacidade da Seleção na Granja Comary. Se a Costa Rica fazia treinos secretos, o Brasil tinha de fazer os seus. Não fez por causa do medo de Marin da TV Globo. E pagou caríssimo por isso. Cansei de perguntar isso para todos os atletas, Felipão. Inclusive para Daniel Alves. Na Copa, todos negaram que a exposição atrapalhasse. Agora Daniel fala o que realmente sempre pensou sobre a situação.

"A imprensa não permitia a gente trabalhar com tranquilidade. (...) Tinha que ser separado. Não é menosprezar a imprensa brasileira, mas precisávamos ter privacidade. Você vê outros times, são 15 minutos de treino aberto. Isso é criar uma educação para a imprensa. Você não vê igual como no Brasil, 24 horas por dia, mostrando a Seleção.

(...) Para mim, esse foi o grande problema da Seleção. Essa superexposição."

Nada como um dia após o outro. Daniel Alves sabe que, aos 31 anos, não faz parte dos planos de Dunga. E que seu desempenho foi tão fraco que, mesmo de fora das três últimas partidas do Brasil na Copa, é considerado um dos culpados dos vexames. Em vez de estar tão magoado, deveria é ser agradecido a Felipão. O treinador preservou a amizade até o limite. Se desse bola para os jornalistas, como se engana o lateral, ele já o teria sacado contra o México.

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Fica mais uma lição. Quando o jogador da Seleção for perguntado, que tenha coragem de aproveitar todos os microfones voltados para sua boca. Ainda mais quando posa de ufanista. Em nome do sucesso do Brasil varonil na Copa, Daniel Alves deveria ter criticado, pedido privacidade.

Não posado para fotos com Mumuzinho em plena concentração, cansado de fazer selfies narcisistas. E mostrado a Felipão que o Brasil não se preparava taticamente para enfrentar grandes seleções. Que o esquema no Mundial era o mesmo da Copa das Confederações. Que não havia plano B para uma eventual saída de Neymar.

Apesar de ser um dos mais velhos, mais vividos, não fez nada disso. Agora tenta se enganar e iludir quem não prestou atenção de verdade ao que aconteceu. Na mais vergonhosa participação do Brasil em uma Copa, seu papel foi nulo. Pelo futebol, por seus discursos vazios e pela omissão do que realmente importava. Talvez o ego nunca permita que Daniel Alves entenda o quanto foi deprimente a sua participação na Copa de 2014. Melhor posar para outro self...
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Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental…

1reproducao2 Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental...
A noite parecia que seria trágica no Pacaembu. A Chapecoense virou o primeiro tempo vencendo o Palmeiras por 1 a 0. E perdeu dois gol incríveis no começo da segunda etapa. A tensão dominava a torcida. Mas bastaram 24 minutos e o time de Dorival Júnior já vencia por 4 a 2. Henrique marcou três gols. Foi a primeira goleada no Brasileiro. E que dá moral para a briga pela sobrevivência.

A vitória palmeirense começou durante a manhã. Quando o departamento jurídico conseguiu junto ao STJD o efeito suspensivo para Valdivia. O clube paulista mostrou força política. Na hora certa. Já havia livrado seu melhor e mais irresponsável jogador de uma punição dura. De possíveis 12 partidas por pisar em Amaral do Flamengo, conseguiu a branda pena de dois jogos. Mas seus advogados agiram rápido e nem isso. Na prática só ficou de fora uma vez. E ele seria fundamental no Pacaembu.

Os catarinenses foram muito bem no primeiro tempo. Mantiveram os nervos no lugar. Jorginho montou seu time surpreendentemente aberto. Comprava a briga pela vitória com os palmeirenses. Foi uma equipe leal, que não apelava para as faltas. Queria jogar. A iniciativa foi do time de Dorival. Mas de maneira tosca, afobada. O time estava mal distribuído, o que facilitou a marcação da Chapecoense.

A equipe de Jorginho tinha duas grandes desvantagens. Seu time era pior tecnicamente. E muito menos atlético. Todas divididas acabavam sendo palmeirenses, na força. Com Wesley no meio de campo, as jogadas fluíam melhor. Eram objetivas. Dorival Júnior quase tem um enfarto ao 13 minutos. Valdivia descobriu livre Diogo, o meia serviu Henrique, livre, sem goleiro. Ele teve a coragem de chutar fraco e no meio do gol, onde estava o lateral Rodrigo Biro.

O Palmeiras era nervosismo puro. Todos sabiam da necessidade de vencer e partiam para o ataque. Tocando bola, a Chapecoense foi criando chances em contragolpes. A defesa do Palmeiras é muito fraca, lenta, eternamente desarrumada. Ricardo Conceição deixou livre o atacante Leandro. Ele chutou cruzado, na saída de Deola. 1 a 0 Chapecoense aos 40 minutos. O placar foi mantido até o intervalo.

Era tudo o que Dorival não queria. Terminar o primeiro tempo perdendo. Sabia que a pressão psicológica seria ainda maior. Mas não havia saída, a não ser comprar a briga. Jorginho recuou seu time para buscar os contragolpes. E os catarinenses terão muitos motivos para não esquecer esse jogo e chorar. A Chapecoense perdeu dois gols fáceis. Poderia abrir 3 a 0 contra o Palmeiras. O primeiro desperdício foi quando Leandro invadiu a área pela esquerda e cruzou. Do outro lado Fabinho, sem goleiro, conseguiu chutar para fora. Este lance foi aos dois minutos. Aos seis, outra vez Fabinho ficou cara a cara com Deola, tentou encobri-lo, o goleiro defendeu.

Os lances animaram os torcedores. O castigo demorou um minuto apenas. Valdivia foi tocar a bola para Wesley na entrada da área. A bola resvalou na zaga e caiu perfeita para o volante. Ele virou rápido e surpreendeu o bom goleiro Danilo. 1 a 1, aos sete minutos. O gol de empate incendiou o Palmeiras. E paralisou a Chapecoense.

2reproducao1 Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental...

O Palmeiras passou a marcar ainda mais forte a saída de bola. E aos 12 minutos veio a virada. Wesley cobra escanteio, Valdivia desvia de cabeça e Henrique completou para as redes: 2 a 1. Falha absurda de posicionamento da zaga de Santa Catarina. Em seguida, dois pênaltis para o time de Dorival.

No primeiro, discutível, Juninho cruza e a bola bate no braço esquerdo de Fabiano. Ele havia tentado interceptar a bola com um carrinho. Leandro Vuaden marcou. Cristaldo ficou histérico para cobrar. Até o cobrador oficial Henrique havia permitido. Mas Dorival Júnior mandou avisar que seria Henrique. O argentino ficou raivoso. Parecia que o Pacaembu veria outro jogador desrespeitar Dorival por causa de um pênalti. O fantasma de Neymar passou pelo estádio. Com a ordem vinda do banco, Henrique cobrou e marcou. 3 a 1, Palmeiras aos 20 minutos.

A equipe de Jorginho já estava entregue. Aos 23 minutos, Rodrigo Biro derruba Henrique na área. Outro pênalti. Henrique bate com talento, marcando 4 a 1. Era a segunda vez que o Palmeiras marcava quatro gols em um jogo no ano. O Palmeiras só deixou o tempo passar. Ainda houve tempo para Leandro descontar, aos 46 minutos, na pior defesa do Brasileiro. 4 a 2 resume bem o placar.

O Palmeiras está fora da zona do rebaixamento. E terá seis dias para se preparar. Terá um embate decisivo contra o Botafogo no Maracanã. Depois o Grêmio e o Santos no Pacaembu. Não terá vida fácil. Mas seus jogadores respirarão sossegados por seis dias. Pelo menos seis dias. Contarão com os reforços de Washington, reserva do Joinville e o goleiro Jaílson, reserva no Ceará. A luta contra a Segunda Divisão segue. E é bom sempre contar com advogados preparados para desfrutar das brechas legais que só o STJD sabe oferecer. Principalmente para os clubes grandes...
 Palmeiras consegue virada empolgante. Venceu na raça a Chapecoense. Saiu da zona do rebaixamento. A liberação de Valdivia no STJD foi fundamental...

R$ 335 milhões em dívidas transformam Pescarmona e Granieri nos ‘candidatos do medo’. Apesar do péssimo mandato, o dinheiro faz do bilionário Paulo Nobre o favorito à reeleição no Palmeiras…

 R$ 335 milhões em dívidas transformam Pescarmona e Granieri nos candidatos do medo. Apesar do péssimo mandato, o dinheiro faz do bilionário Paulo Nobre o favorito à reeleição no Palmeiras...
Mais de R$ 335 milhões em dívidas. R$ 135 milhões só com Paulo Nobre. Necessidade de pagar 13º salário de jogadores e funcionários. Folha salarial só do futebol: R$ 8,5 milhões. Falta de patrocínio master na camisa há um ano e seis meses. Briga selvagem com a W.Torre emperrando a nova arena. Perspectiva de Segunda Divisão.

Este será o terrível quadro financeiro do Palmeiras em novembro, mês das eleições. Os conselheiros aliados de Nobre, entre eles Mustafá Contursi, tem defendido com unhas e dentes a reeleição. E apresentado os representantes da oposição, Wlademir Pescarmona e Luiz Carlos Granieri como os 'candidatos do medo'. A inspiração vem no famoso depoimento de Regina Duarte, apoiando Serra e dizendo temer Lula no poder.

Os bilhões que possui a família de Nobre são a garantia ele poderá ajudar o Palmeiras enquanto o administra. Os R$ 135 milhões que injetou até agora conseguiram manter o clube sob controle. Sem o seu dinheiro, as dívidas teriam quase que dobrado, só em juros. O clube antecipou receitas de televisão e fez empréstimos. Ficou sem caixa. O dirigente se colocou como avalista para emprestar R$ 135 milhões ao clube.

Os opositores Granieri e Pescarmona não têm condições financeiras de fazer a mesma coisa que Nobre. Pela lógica dos defensores do bilionário dirigente, a saída é mantê-lo. O Palmeiras chegou a este ponto. Projetos, planos ficaram para trás. Nem mesmo o péssimo trabalho feito no futebol do clube, com o ultrapassado José Carlos Brunoro pesa. Pouco importa os 35 jogadores que contratou. Fora os dois ou três que deverá anunciar até sexta-feira, atletas que estavam na Segunda Divisão, Série B.

Mesmo com tantos atletas, o Palmeiras não conseguiu formar sequer um grande time. Teve três treinadores no mandato de Nobre. Gilson Kleina, Gareca e agora Dorival Júnior. Ao demitido argentino, o clube pagará multa até o próximo ano. A campanha terrível, sem a conquista de um título. Fracasso em dois Paulistas, Libertadores, duas Copas do Brasil e dois Brasileiros. O maior desejo neste final de ano é escapar de volta à Segunda Divisão. Seria a terceira visita em 12 anos. A segunda em três anos.

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Mesmo com tudo isso, a estratégia do medo está dando certo. A dívida enorme do Palmeiras tem coibido novas candidaturas. Fora o 'filtro'. Só candidatos com 15%, no mínimo, de apoio dos conselheiros poderão concorrer à presidência. Nobre é apoiado pelo grupo de Mustafá Contursi. Pescarmona por Belluzzo. E Granieri se apresenta como 'terceira via'.

Fugindo de entrevistas mais profundas, Nobre se especializou em coletivas. Foi muito bem treinado por seu assessor especial, Fernando Mello. Ele foi assessor de imprensa de Kia Joorabchian, presidente da MSI no Corinthians. Sabe muito bem o que Nobre deve ou não falar. Nestes dois anos, as única frases que escaparam do bilionário presidente foi para a revista Placar.

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"Pessoas às vezes me aplaudem, me dizem: "Você é um grande palmeirense". E eu falo para você: tenho vergonha de, na minha gestão. Ele se referia ao fato de ser obrigado a ser mecenas do clube, tamanha a falta de credibilidade do centenário clube frente às instituições financeiras.

"Os clubes de futebol têm credibilidade tão baixa no mercado que, para tomar dinheiro, ou não conseguem ou tomam com taxas absurdas. Como eu aplico dinheiro - e sou agressivo nos meus investimentos -, consegui captar dinheiro a menos da metade do que o Palmeiras pagaria. Mas não me sinto honrado, me sinto envergonhado. Quero que o Palmeiras devolva isso em dez ou 15 anos porque, se tiver que devolver num período mais curto, vai pegar tanto da sua receita anual que o clube vai ter que começar a tomar empréstimo para me pagar. E não é esse o objetivo", detalhou.

O Palmeiras deve R$ 135 milhões a Paulo Nobre. Vai pagar com juros abaixo do mercado, 1% ao mês. A primeira parcela será cobrada em maio de 2015, quando o clube receberá a cota pelo Brasileiro do próximo ano. A partir daí, 10% de todo o dinheiro que chegar ao Palmeiras será destinado ao bilionário. A perspectiva é que receba tudo o que tem direito entre dez e 15 anos.

É incrível, porém esse cenário de terra arrasada, piorado pela própria diretoria, é que faz Paulo Nobre favorito absoluto à reeleição. A tática do medo está funcionando. Só falta Regina Duarte circular pelos corredores do Palestra Itália mostrando pavor de Pescarmona e Granieri...
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Não adianta os presidentes de clubes comemorarem. O infiltrado do ABC na torcida do América só prova o acerto da lei. As equipes continuarão a pagar pelo vandalismo de seus torcedores. É o caminho para a civilidade nos estádios…

1gazeta Não adianta os presidentes de clubes comemorarem. O infiltrado do ABC na torcida do América só prova o acerto da lei. As equipes continuarão a pagar pelo vandalismo de seus torcedores. É o caminho para a civilidade nos estádios...
Aconteceu o que muitos presidentes de clubes grandes do Brasil sonhavam. Emanuel Victor Pinheiro de Lima atirou uma garrafa de água das arquibancadas da Arena Dunas. Ela caiu perto do bandeira Kleber Lúcio Gil. Ela foi jogada do meio das organizadas do América do Rio Grande do Norte, que enfrentava ontem o Flamengo. Mas acontece que Emanuel pertence à Gang Alvinegra, do ABC, maior rival do América.

Aconteceu o sonho dourado de Mario Gobbi, Alexandre Kalil, Paulo Nobre, Gilvan Tavares, Roberto Dinamite, Fabio Koff. E outros dirigentes que já se manifestaram tentando isentar o clube das atitudes de suas organizadas. À primeira vista seria a consagração de quem defende essa tese.

Mas é justamente o contrário. Emanuel só foi detido porque torcedores do América ficaram revoltados por sua atitude. Sabiam que iria prejudicar o clube. O seguraram e chamaram os seguranças do estádio. Diante de policias, quando foi lavrado o Boletim de Ocorrência, ele confessou ser membro da Gang Alvinegra. E que só foi à partida com a intenção de jogar a garrafa de água para prejudicar o clube que ele odeia.

Se os atos da torcida não prejudicasse o América, Emanuel poderia ficar tranquilamente nas arquibancadas. E se resolvesse jogar outra garrafa ou até o sorveteiro em direção ao gramado, tudo bem. O princípio de os clubes pagarem pelo que seus torcedores fazem nos estádios nasceu na Europa. E funciona bem há anos. Todos torcem juntos, mas se policiam.

Além disso, com as novas arenas construídas por causa da Copa, não há mais desculpa para as autoridades. O circuito de câmeras mapeia as arquibancadas. É fácil identificar o transgressor. Desde que os seguranças e os policiais resolvam trabalhar. O vândalo precisa ser identificado e preso de verdade. Os estádios não são terra sem lei no Brasil.

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Agora caberá aos auditores do STJD terem discernimento no julgamento do América. Héber Roberto Lopes fez o relatório destacando a garrafa de água atirada em direção ao campo. Foi sua obrigação. Agora cabe ao tribunal perceber a sabotagem amadora de Emanoel. A punição ao dono da casa seria descabida. A sociedade é que precisa cobrar uma pena ao infiltrado. O próprio América deve processá-lo.

O Rio Grande do Norte está virando o paraíso dos infiltrados. Torcedores do ABC se misturaram aos do Ceará. No dia 26 de outubro de 2013. Provocaram uma briga violenta no acanhado estádio José Nazareno do Nascimento, em Goianinha. Saldo do confronto: 22 detidos e quatro baleados. Cocaína e maconha foram encontradas com os membros de organizadas dos dois lados.

A polícia potiguar trabalhou bem tanto no ano passado como ontem. Prendeu e identificou os infiltrados. A ajuda de torcedores normais, vigiando a ação de quem está sentado ao seu lado no estádio, também foi fundamental. Portanto, os presidentes de grandes clubes brasileiros podem perder a esperança. Seus clubes continuarão a pagar por atitudes de seus torcedores.

 Não adianta os presidentes de clubes comemorarem. O infiltrado do ABC na torcida do América só prova o acerto da lei. As equipes continuarão a pagar pelo vandalismo de seus torcedores. É o caminho para a civilidade nos estádios...

Uma lastimável prova de quanto as equipes estão ligadas às organizadas aconteceu no ano passado. O Ministério Público de São Paulo implorou para que as diretorias de Santos, Palmeiras, São Paulo e Corinthians assinassem um Termo de Ajuste de Conduta. Se comprometeriam a não ajudar financeiramente os torcedores. Se fosse descoberta qualquer ajuda, os clubes poderiam ser multados. Depois de prometer assinar, os presidentes mudaram de ideia. E esse documento foi esquecido.

Embora neguem publicamente, a esmagadora maioria dos clubes brasileiros têm ligação com suas organizadas. Por isso a festa dos dirigentes pelo infiltrado do ABC no meio da torcida do América é inútil. Os presidentes da CBF, José Maria Marin e Marco Polo del Nero juram que a legislação não será alterada. As equipes continuarão a pagar pelos atos de seus torcedores. Até que enfim, Marin e Marco Polo tomaram uma decisão que faz bem ao futebol deste país...
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Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite…

Logo depois que Luciano marcou o segundo gol corintiano, Mano Menezes se voltou aos torcedores no Itaquerão. Mais especificamente para os que o xingavam. E resolveu dançar. Levantou as mãos para o alto e arriscou alguns passos. Digno de um John Travolta careca, envelhecido, gaúcho. Não queria nem saber da irregularidade no gol, quando Luciano empurrou Leandro Donizete antes de fazer 2 a 0. Isso não o preocupava...

O treinador corintiano saboreava a vitória diante do Atlético Mineiro. Ironizava os torcedores que pediram sua demissão. Aqueles que protestaram por ter colocado Luciano em campo. E também, seu maior inimigo declarado no Parque São Jorge, Roberto de Andrade.

"Sou assim mesmo, autêntico. Tem horas que sou como fui, acho que o momento era adequado para ser assim. Todas as danças que aprendi foram no Sul. E a gente não pode ser boçal, tem de evoluir, aceitar a modernidade. E de vez em quando extravasar. Vida de técnico não é fácil para o coração. Tem de colocar para fora. Já estou com 5.2, quilometragem alta tenho de extravasar", justificava. "Até porque é surpreendente uma vitória dessa maneira para um time que só joga atrás."

E Mano precisa mesmo aliviar o coração. Não esperava encontrar no Corinthians um ambiente tão hostil. Ao voltar ao Parque São Jorge depois de fracassar na Seleção e Flamengo, acreditava estar 'voltando' para casa. Seria um lugar que teria o aconchego de Andrés Sanchez e seu pupilo Mario Gobbi. Não imaginava que os dois estavam para romper, virar inimigos políticos.

O plano era simples. Ouviu dos dirigentes que teria de reformular a equipe campeã do mundo e da Libertadores, deixada por Tite. Ela estaria envelhecida e mimada. O recado foi para não se preocupar com títulos. A pressão seria menor porque o foco da mídia em 2014 estaria na Copa do Mundo. Obrigação apenas com a Libertadores de 2015, competição mais rentável, ainda mais jogando no Itaquerão.

2ae Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...

Mas o rompimento de Andrés e Gobbi sabotou o seu escudo. Políticos corintianos que detestam a sua postura, como Roberto de Andrade, se sentiram livres para dizer que não gostariam de trabalhar com o treinador. Mano é considerado uma pessoa muito arrogante no Parque São Jorge. Não permite aproximação dos jogadores, conselheiros, funcionários, torcedores. A postura foi um choque depois da saída do carinhoso Tite.

Logo ele e seu empresário Carlos Leite se viram muito criticados. Principalmente pela ala com maior chance de vitória na eleição de fevereiro de 2015: a de Roberto de Andrade, indicado por Andrés Sanchez. Depois com o rompimento com seu mentor e ex-presidente, Gobbi está cada vez mais isolado politicamente. Candidatos até evitam seu apoio político. Mano se viu protegido por um presidente fraco e em final de mandato.

Enquanto isso, Mano reformulava o time de Tite. Alessandro parou. Paulo André, Guilherme, Edenílson, Douglas, Romarinho, Alexandre Pato, Cléber foram embora. A mando de Gobbi passou a dar chances para atletas da base. Era sempre tranquilizado pelo dirigente. Teria apoio para seguir trabalhando em 2015. Mano rapidamente percebeu o quanto era vazio o discurso. Por mais que até queira, o presidente não tem força para garantir o que fala.

Mano passou a se defender, lembrando que não teve R$ 60 milhões para reforços como Tite teve em 2013. Só se esqueceu de citar que esse dinheiro todo veio porque o ex-técnico corintiano venceu a Libertadores e o Mundial em 2012.

Grande esteio de Andrés é a torcida. As organizadas o acompanham cegamente para onde for. Ao se afastar do clube, não preservou o ex-pupilo. Fez críticas ao seu trabalho. Elas foram entendidas como recado para as organizadas. As decepcionantes partidas do time foram a desculpa. E os ataques a Mano e a Gobbi se intensificaram.

1reproducao Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...

Depois da boa vitória corintiana ontem, Mano reverteu a situação. Aproveitou-se para dizer que a pressão que está sofrendo acontece só com a aproximação das eleições. Esqueceu-se do irregular futebol corintiano, despencando no Brasileiro.

"Algumas coisas sabemos que tem interesse peculiar, está ficando assim pela maneira como se disputam eleições atualmente, a parte política. Vamos ter que conviver com isso".

A rejeição a Mano Menezes por parte de Roberto de Andrade é escancarada no Parque São Jorge. O dirigente deverá lançar a sua candidatura oficialmente nas próximas semanas. Mas ele já foi perguntado várias e várias vezes por conselheiros sobre a volta de Tite. A reação é sempre a mesma. Sorri e disfarça. "Vamos ganhar as eleições, primeiro." Mas não é segredo o apreço de Andrade ao técnico. Ele é muito grato ao treinador. Sabe que, se não fossem as conquistas da Libertadores e do Mundial, a situação econômica corintiana estaria caótica. Além disso, a sua ligação nunca negada a Andrés o prejudicou demais em relação à Seleção.

3ae Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...

Para fortalecer sua vontade de trazer Tite de volta, há a frieza de Mano. Foi Andrade quem acertou detalhes da volta ao Parque São Jorge. Mas o técnico nunca fez questão de se entrosar com ele. Preferia falar com Gobbi, que era responsável pelo futebol nos tempos de Andrés. Quando Roberto começou a se desentender com o atual presidente, Mano teria tomado partido. Ficado com quem manda mais. Daí nasceu a rejeição de Andrade à continuidade de Mano.

O técnico sabe que se Roberto vencer a eleição, o que tem muita chance de ocorrer, ele não continuará no Corinthians em 2015. Mas o vaidoso técnico quer atender ao único pedido de Gobbi. Colocar de qualquer maneira o time na próxima Libertadores. Tanto faz o caminho. Conquistando a Copa do Brasil ou terminando o Brasileiro nas primeiras colocações.

A vibração de ontem do Corinthians contra o Atlético Mineiro não foi por acaso. Mano sabia o quanto precisava da vitória. As derrotas contra Figueirense e Atlético Paranaense tiraram o time do G4 no Brasileiro. A marcação sob pressão no Itaquerão foi fortíssima. Refletia a raiva do técnico pelos protestos dos torcedores organizados, que estão do lado de Roberto de Andrade, de Andrés.

Por isso, a dança irônica assim que Luciano marcou 2 a 0. Era o desabafo de Mano Menezes. Ele sentia que a possibilidade de o Corinthians chegar à semifinal da Copa do Brasil aumentava muito. E o técnico não deseja apenas entregar o clube classificado para a Libertadores. Seu desejo é não esperar ser dispensado. Mas anunciar seu acerto com outro time em 2015. Carlos Leite é muito inteligente e não está parado. Por tudo isso, a felicidade do John Travolta envelhecido no Itaquerão...
3agenciacorinthians Mano Menezes, o envelhecido John Travolta do Itaquerão, dançou, feliz. Foi uma resposta para os críticos, as organizadas que o querem fora do Corinthians. E principalmente para Roberto de Andrade, maior defensor da volta de Tite...