O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF…

1reproducao6 O Cruzeiro mostra coragem e faz um bem ao futebol brasileiro. Sem medo de represálias. Resgata do exílio, Paulo André, o líder do Bom Senso. E jogador mais odiado pela CBF...
Nem ele mesmo esperava voltar para o futebol brasileiro como jogador. Tinha plena consciência de quem o contratasse estaria desafiando a CBF. Vários empresários e dirigentes comentavam entre si que não valeria a pena contratá-lo. Não pelo seu futebol seguro, firme. Zagueiro experiente, líder de qualquer grupo, inteligente. Vivido, aos 31 anos. O grande problema de Paulo André era outro.

A sua indignação contra os desmandos do futebol brasileiro fez possível a criação do Bom Senso F.C. O movimento que exige da CBF a modernização na relação entre o jogador e o clube. Além de reforma no calendário. Punições aos dirigentes que não pagarem seus times em dia.

Times entraram em campo com faixas reivindicatórias, atletas sentaram-se no gramado antes de partidas começarem. A possibilidade de greve atormentou CBF e Globo como nunca havia acontecido antes. Paulo André foi apontado como o grande articulador desses protestos.

No Corinthians, clube que havia sido campeão mundial, a resistência ao atleta chegou a um clima insuportável. Entre os dirigentes, ele não tinha mais nome. Era o 'revolucionário'. Mario Gobbi entendia que ele exercia uma liderança forte demais no elenco. Na famosa invasão da torcida organizada ao Centro de Treinamento, Paulo André era o mais revoltado. Ele sabia da ligação entre os dirigentes e os torcedores. Percebeu a omissão. Não houve esforço para que ninguém fosse punido.

Mesmo com jogadores como Guerrero tendo sido agredido, outros como Pato e Sheik ameaçados de terem suas pernas quebradas, roubos de celulares. As câmeras do CT misteriosamente não funcionaram. Ninguém foi identificado. Só os jogadores foram humilhados. Paulo André ficou revoltado.

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Gobbi já estava irritado. No seu entender, o zagueiro campeão mundial jogava o clube contra a CBF. Depois da invasão, sentiu que colocava a diretoria contra o time. E resolveu negociá-lo. Não para o Brasil. Mas ao lugar mais longe possível. O despachou com gosto para a China. Para atuar no Shanghaï Shenhua. De graça. Como um 'prêmio' do Corinthians.

O zagueiro iria ganhar muito mais. Iria ficar dois anos no exílio. Mas suportou apenas um. Queria retornar ao futebol brasileiro. Apesar da carência de muitos clubes por zagueiros, principalmente os que estão na disputa da Libertadores, seu nome era vetado. Havia um acordo silencioso entre empresários e dirigentes. Sabiam que o clube que o contratasse estaria comprando briga. E séria com a CBF. Tanto José Maria Marin como Marco Polo Del Nero não suportam ouvir o nome de Paulo André.

Depois da humilhante participação do Brasil na Copa do Mundo, Paulo André foi afiado como uma navalha. No seu site, escreveu um post obrigatório para a reflexão de quem ama futebol. E que ficou com um gosto amargo na garganta depois dos 7 a 1 para a Alemanha. O texto foi batizado como "Acorda Brasil".

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"Desabafo
Não dá para acordar em plena segunda feira e ler em todos os sites que o Marin e o Marco Polo querem um treinador que represente a “reformulação”. Qual é? Só eu que fico indignado? Sempre o mesmo papinho. Querem enganar quem? Eu também quero uma reformulação. A começar por eles. E outra, será que dá pra me explicar por que esses senhores (na lista abaixo) estão no poder das federações estaduais há 20, 30, 40 anos?
José Gama Xaud, 40 anos no poder da Federação de Roraima;
Carlos Orione, 33 anos no poder da Federação de Mato Grosso;
Delfim P. Peixoto Filho, 29 anos no poder da Federação de SC;
Antonio Aquino, 26 anos no poder da Federação do Acre;
Francisco C. Oliveira, 25 anos no poder da Federação do MS;
Rosilene A. Gomes, 25 anos no poder da Federação da Paraíba;
Heitor da Costa Jr., 25 anos no poder da Federação de Rondonia;
Antonio C. Nunes da Silva, 24 anos no poder da federação do Pará;
José C. de Souza, 24 anos no poder da Federação do Sergipe;
Dissica V. Tomaz, mais de 20 anos no poder da Federação do Amazonas;
Leonar Quintalha, 19 anos no poder da Federação do Tocantins.
Esses são onze dos 47 caras que comandam o futebol nacional (27 presidentes das Federações e os 20 presidentes dos clubes da Série A). São eles que escolhem o presidente da CBF e que definem os regulamentos das competições da entidade. Só eles, mais ninguém. E alguém acha que um novo treinador vai conseguir reformular alguma coisa?
Parem com isso!
Que cada um assuma a sua parcela de culpa (jogadores, comissão, eu, você, todos temos um pouco. Mas a desses caras é gigante, só não é maior do que a cara de pau). Esses presidentes (da Confederação e das Federações), que jamais deram as caras nas derrotas, que jamais foram vaiados nos estádios e que jamais deixaram de receber seus vencimentos no final do mês (porque a Confederação e as Federações pagam em dia), são os maiores responsáveis pelo caos em que se encontra o futebol brasileiro.
Olhem para seus umbigos e tenham vergonha do que construíram! Clubes grandes endividados, clubes pequenos sem calendário, estádios vazios, atletas sem salários, etc… E a solução é o novo treinador? #Cansei.
Há pelo menos duas décadas, simplesmente para permanecerem no poder, esses senhores tem sido coniventes com tudo de ruim que a CBF representa para o nosso país. Medrosos, nada fizeram para mudar. Saibam que para se fazer a reformulação que agora descobriram ser necessária é preciso coragem, visão, paixão, conhecimento, planejamento, fugir do óbvio. Mas a prioridade (no discurso) dada a mudança da comissão técnica mostra que nada mudará, a não ser o tal do treinador.
Aproveito o desabafo para agradecer a cada um dos presidentes citados acima. Desculpe-me destacá-los em meio a tantos outros mas os senhores dedicaram suas vidas prestando serviços ao futebol nacional. Não teríamos chegado aonde chegamos sem vocês. Tenham certeza de que nenhum de nós, brasileiros, se esquecerá do que os senhores, por falta de visão e por falta de amor ao esporte, nos fizeram sentir no dia 8 de julho de 2014.
Peço, se houver um pingo de consciência e dignidade nesse mundo paralelo em que vivem, que os senhores convoquem uma assembleia geral, democratizem o estatuto da CBF e, em seguida, reformulem…, reformulem a vida de vocês bem longe do futebol.
“E você, torcedor brasileiro, que tem perguntado como ajudar, como participar da construção do nosso próprio legado da Copa, vá ao estádio nesta quarta feira – quando recomeça o Brasileirão – e leve um cartaz ou uma faixa pedindo: DEMOCRACIA NA CBF, JÁ!” (Bom Senso F.C)
Um abraço do extremo oriente,
P.A

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A repercussão foi enorme. Da China, ele coordenava os movimentos do Bom Senso. A atuação passou a ser mais silenciosa e efetiva. A presidente Dilma passou a dar atenção às reivindicações. Principalmente às empregatícias. Além do tempo em que os dirigentes tratavam as federações como capitanias hereditárias. A CBF ainda mais. Seus companheiros de luta, Alex, Dida, Juninho Pernambucano reclamavam que faltava um líder nos gramados brasileiros. Paulo André precisava voltar.

Ele já não estava muito contente no time chinês. No Corinthians, não pode nem mais pisar, depois que processou o clube cobrando, entre outras coisas, Direito de Arena. Os dirigentes paulistas, cariocas e gaúchos não quiseam arriscar. Mas Gilvan Tavares aceitou o desafio. Mesmo sabendo de tudo que cerca Paulo André, decidiu. O aceitou no Cruzeiro.

Marcelo Oliveira, que também foi um jogador de muita personalidade, gostou muito de seu nome. Com a operação de Dedé, as contusões seguidas e a instabilidade de Manoel, o técnico tinha apenas Bruno Rodrigo, Léo e Fabrício, garoto que veio da base. O clube mineiro conversou com o jogador no final de janeiro. Mas não houve acerto financeiro.

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Paulo André tinha uma proposta bem vantajosa do Orlando City, time de Kaká. Estava pronto para jogar nos Estados Unidos. Foi quando o Cruzeiro voltou à carga. Aumentando seu salário. E o acordo verbal foi fechado. A previsão que assine o contrato é hoje.

Gilvan Tavares está mostrando muita coragem. O zagueiro não é figura querida na cúpula da CBF. Alguns membros da própria diretoria cruzeirense se questionam. Tem algum tipo de represália. Até porque sabem que não podem exigir para Paulo André se calar, que jogue apenas futebol.

É uma aposta de altíssimo risco. Demonstração de coragem. Mas que tem tudo para fazer muito bem não só para o Cruzeiro na Libertadores. Mas para o atrasado futebol brasileiro. Para um país tão carente de lideranças. Gilvan merece toda a admiração.

Paulo André que siga fiel à sua sina. Dando a alma em campo pelo atual bicampeão brasileiro. Mas continue sendo o principal articulador da modernização do esporte mais amado pelo Brasil. Com mais sorte que Afonsinho. E menos sensível do que Sócrates. Bem-vindo ao país que é seu...
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O maior inimigo do São Paulo na Libertadores. Não é o Corinthians. Nem o San Lorenzo. Ele tem nome e sobrenome. Carlos Miguel Aidar…

4ae3 O maior inimigo do São Paulo na Libertadores. Não é o Corinthians. Nem o San Lorenzo. Ele tem nome e sobrenome. Carlos Miguel Aidar...
"O Muricy tem contrato até dezembro de 2015. Nós vamos ser campeões com ele. Está devendo essa para gente. Nós montamos o time que ele quis. Ainda quer um jogadorzinho, mas com o que tem agora ele precisa ganhar. Quem vai cobrar publicamente dele sou eu. Não é mais ele que cobra da diretoria."

Como havia publicado no blog ainda no ano passado, Carlos Miguel Aidar iria cobrar Muricy Ramalho. Em 2015, o dirigente exigiria um título. Havia avisado a conselheiros influentes no Morumbi. Mas o que ninguém esperava era que o presidente iria usar a imprensa para pressionar o técnico por resultados. Não dessa maneira agressiva, provocativa.

E logo depois do treinador deixar o hospital, internado com diverticulite. O que não deveria impressionar muito, já que o dirigente resolveu comprar uma batalha pesada Juvenal Juvêncio. Pouco se importando que o septuagenário ex-presidente esteja em pleno tratamento de câncer na próstata. Muitas vezes saiu do hospital para fazer campanha para Aidar.

Em vez de um 'jogadorzinho', Aidar acertou com dois. O atacante argentino Centurión. E o zagueiro Dória, do Olympique, por empréstimo. O que lhe deu mais firmeza em seguir exigindo título.

Muricy está inconformado com a situação. De uma hora para outra, ele deixou de ser o treinador que o presidente garantia que ficaria até o último dia de seu mandato. O técnico tem certeza que essa cobrança trouxe uma carga desnecessária ao time. A torcida está indo às primeiras partidas de 2015 já exigindo um grande futebol. E quando ele não vem, as reclamações e vaias surgem.

Maicon foi alvo ontem no Pacaembu de perseguição por parte dos torcedores. Foi só errar alguns passes seguidos contra o Capivariano e as vaias e palavrões vieram, sem dó. Bastava a bola chegar aos seus pés e vinham os apupos. De maneira surpreendente, o jogador desabafou após o jogo.

"Trabalho sério todos os dias. Acertei a trave, dei assistência, ajudei a marcar. O que mais querem? Só Cristiano Ronaldo, Messi e Neymar driblam todo mundo e fazem o gol. Eu não sou craque, mas um bom jogador. Se não jogar aqui, jogo em qualquer lugar.

"Estou aqui há três anos. E é sempre a mesma coisa. Maicon é culpado de tudo. Tudo o que acontece de errado é o Maicon. Estou puto e de saco cheio."

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O desabafo do jogador só não foi ainda maior porque Rogério Ceni o abraçou e impediu que falasse mais. Muricy fez questão de apoiar publicamente o meia. Ele viu nitidamente que o comportamento dos torcedores é um reflexo das cobranças por título de Carlos Miguel Aidar.

Daí a sua raiva na coletiva, na goleada por 4 a 2 contra o Capivariano.

"Já vi tudo no futebol. Agora, você se pressionar, nunca tinha visto. A gente está se pressionando. Não é a torcida, não. É um negócio chato, não agrega nada, não ajuda em nada. Acabamos em segundo lugar no Brasileiro do ano passado.

"Estou há 40 anos no futebol. Este é o meu forte. Vocês (da imprensa) tinham de ver como estava o São Paulo há um ano e meio. Era um desastre quando eu cheguei, olhe como está. Tem disciplina, boa postura, um time que não precisa nem concentrar. Ninguém precisa me falar o que tenho que fazer. Essa pressão não agrega nada."

As palavras de Muricy foram parar nos ouvidos de Carlos Miguel. Ele acionou seu vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro. Não quer mais o treinador rebatendo as palavras do presidente pela imprensa. Acabou. Se quiser, que vá reclamar com ele, na presidência.

Gil Guerreiro também não está feliz. Sabe que o 'ninguém precisa me falar o que tenho para fazer" de Muricy foi destinado a ele. O vice disse que Muricy deveria zelar pelo bom ambiente no clube com um elenco com várias opções. Principalmente ofensivas.

O clima do São Paulo a duas semanas do clube na Libertadores é pesado. E deve ficar ainda mais tenso. Porque o primeiro rival na competição sul-americana deverá o Corinthians, no Itaquerão, na quarta-feira de Cinzas. O time de Tite venceu por 4 a 0 o Once Caldas ontem.

Confirmando a classificação, o grupo de Andrés Sanchez espera com água na boca pela vinda de Aidar a Itaquera. Ainda o jogo valendo pela Libertadores. O presidente são paulino classificou Andrés de 'mestre de obra do estádio' e garantiu que o Itaquerão é 'longe de tudo'.

Aidar sonha com a conquista da Libertadores. E se acha no direito de pressionar Muricy por títulos. Acredita apenas estar devolvendo a cobrança por reforços do técnico. Ele tem todo o direito. É presidente do São Paulo. Mas precisa ter noção da realidade. Não há motivo algum para soltar farpas contra o técnico via imprensa. Sem perceber, instiga a torcida contra jogadores como Maicon.

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Carlos Miguel voltou ao futebol sonhando em ser o líder do futebol brasileiro. Comandar uma mudança profunda na estrutura do esporte. Repetir o que fez em 1987, quando foi um dos fundadores do Clube dos 13, que pretendia ser o berço de uma Liga Independente da CBF. O que não deu certo.

O presidente do São Paulo pretende criar a Liga Independente da CBF agora, 28 anos depois. Sabe que precisava ter o apoio dos grandes clubes. Mas os presidentes do Palmeiras, Cruzeiro e Santos não querem nem ouvir falar seu nome. A relação é péssima.

Mesmo no Morumbi, seus projetos estão fracassando. A reforma do Morumbi já foi engavetada. A crise com Juvenal é interminável. Acaba de perder o patrocínio master da Crefisa para o Palmeiras. A comissão de 20% que daria para a sua namorada, se o São Paulo acertasse patrocínio de material esportivo com a Puma. Essa revelação o desgastou demais politicamente no Morumbi. Assim como implorar publicamente para que milionários, como Vinicius Pinotti, emprestem dinheiro para o clube contratar jogadores.

Agora resolve peitar Muricy. E transforma em um inferno o ambiente no time do São Paulo. A irritação de Muricy se espalhou. Assim como a tensão de Maicon. Foi o efeito cascata. O presidente, homem que deveria trazer confiança, paz e tranquilidade ao time, conseguiu implodir o grupo. Muricy está completamente amargurado.

É algo absurdo o que acontece no São Paulo. Daqui duas semanas, tudo pode piorar e muito. Lembrando que o time e o Corinthians ainda têm a companhia de San Lorenzo (último campeão da Libertadores) e o Danubio do Uruguai. Dos quatro, só dois se classificam para o mata-mata.

O melhor que Carlos Miguel poderia fazer para o São Paulo seria resolver os problemas internamente. E parar de querer chamar tanto a atenção da imprensa. Agir como presidente. Mas quem consegue fazer com que se controle e consiga se calar diante dos microfones, que fique longe dos holofotes? Ninguém...
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Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians….

1flick Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....
O Ministério Público, a Polícia Militar e alguns presidentes de clubes de São Paulo estão chegando a uma conclusão. Diante da violência sem fim das organizadas, todos querem torcida única nos clássicos. Seria a solução mais lógica. Menos soldados deixariam de servir a comunidade para trabalhar em jogos de futebol. As novas arenas seriam preservadas. Os confrontos entre torcedores rivais nos metrôs, nos terminais de ônibus, as brigas marcadas pela Internet, diminuiriam muito.

Só que a FPF é contrária à medida. Não quer esvaziado seus clássicos. Se fizer disso uma norma, quando o time mandante estiver mal no Campeonato Paulista, o estádio poderá estar vazio. O que seria péssimo para a imagem do torneio. Muito ruim para Globo e Bandeirantes que transmitem a competição.

Assim, centenas de policiais a mais deverão trabalhar por causa de 1.600 corintianos que deverão ir ao clássico no Palestra. Quase todos membros das várias facções corintianas. Os palmeirenses deverão chegar perto dos 40 mil. Se houvesse uma torcida única, tudo seria mais fácil de controlar. Menos soldados seriam deslocados para o jogo.

A direção corintiana, muito ligada às suas organizadas, já mandou avisar que não aceita. Quer seu torcedor em todos as partidas do clube. Essa postura é mais para agradar seus facções do que fruto de uma análise profunda sobre a violência.

As diretorias de Santos e São Paulo não têm a mesma preocupação que o Palmeiras. Vila Belmiro e Morumbi são estádios velhos. Estão longe de ser novas arenas com instalações modernas. E não há a preocupação em preservá-los a todo custo. Não são tão veemente contra duas torcidas. Não há medo com o que as organizadas rivais possam fazer nas suas arquibancadas. Também não existe preocupação a flor da pela dos seus presidentes sobre o que acontece nos metrôs, nas estações de ônibus e trens quando suas organizadas se confrontam com adversárias.

Vale lembrar que Marco Polo del Nero e os presidentes de clubes só vão a estádios cercados de seguranças. Muitos deles armados. Ou seja, eles estão bem protegidos até de um ataque do Estado Islâmico.

1ae6 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Paulo Nobre também acredita que isso é um problema da sociedade. E que as autoridades deveriam agir. Mas sua prioridade agora é preservar o novo estádio. Ele pediu abertamente para o presidente Marco Polo del Nero. Queria, de qualquer maneira, só a torcida do Palmeiras no clássico de domingo, contra o Corinthians.

Nobre sabe que as organizadas corintianas vão se vingar. No clássico no ano passado, em julho, no Itaquerão, vândalos infiltrados na torcida palmeirense quebraram 258 cadeiras. O Palmeiras teve de pagar R$ 45 mil ao Corinthians. A atitude dos rivais estimulou a diretoria corintiana a tomar uma atitude enérgica. Tirou as cadeiras dos setores das organizadas adversárias. E também das suas. Em todo jogo havia cadeiras quebradas por corintianos no seu estádio.

A melhor saída foi divulgar que as próprias organizadas pediram para assistir aos jogos em pé. É um atraso. A vitória da ignorância. A tendência do mundo moderno é dar conforto aos torcedores. Mas no Itaquerão isso não pode acontecer. Até porque a Polícia Militar mandou avisar que não colocaria soldados para proteger as cadeiras, diante do vandalismo dos próprios corintianos.

No novo Palestra Itália, a WTorre não vai retirar as cadeiras. Mesmo sabendo que haverá a revanche. A vingança. É esperado que membros das organizadas corintianas vão quebrar seus assentos no domingo. A polícia sabe. O Ministério Público sabe. A Federação Paulista sabe. Até a ex-presidente da Petrobrás, Maria Graça Foster, a tudo desconhece, pelo menos da quebradeira programada para domingo ela sabe.

Marco Polo del Nero disse não ao pedido de Paulo Nobre. Mandou avisar que se abrisse o precedente e colocasse torcida única no Palestra Itália, teria de fazer o mesmo em todos os clássicos. E os outros presidentes de clubes não querem. O presidente da FPF não quer.

 Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

A saída encontrada por Nobre foi financeira. Ele aumentou o preço dos ingressos do setor onde ficarão as organizadas. Tanto do Palmeiras como do Corinthians. Contra o Audax, o setor Norte custava R$ 60,00. Diante da Ponte, hoje, vale R$ 80,00 a entrada. E no domingo, R$ 200,00. O dirigente queria até mais caro. A sua esperança é que o preço espante pelo menos os vândalos mais pobres.

O Palmeiras reforçará a sua segurança no setor. Pedirá o auxílio da PM para que soldados também fiquem de olho e prendam em flagrante os corintianos que quebrarem as cadeiras. Por um acordo de reciprocidade, Mario Gobbi já mandou avisar Nobre. Retribuirá o que o presidente palmeirense fez em julho, pagando as cadeiras do Itaquerão quebradas por vândalos palmeirenses.

A preocupação do Ministério Público e da Polícia Militar vai muito além das cadeiras no domingo. O medo é que corintianos resolvam vingar a morte de Felipe Augusto Oliveira. Ele foi morto na madrugada do dia 26 de janeiro. Estava em uma festa das organizadas corintianas no Anhembi. Foi capturado por cerca de 20 membros de facções palmeirenses. Foi espancado até morrer.

A morte de Felipe seria uma retaliação das mortes de Guilherme Vinícius Jovanelli Moreira, 19 anos, André Alves Lezo, 21 anos mortos a tiros por corintianos em 2012. E do professor Gilberto Torres Pereira, assassinado a pauladas, por membros de organizadas também do Corinthians.

Mas de nada adiantou o apelo do Ministério Público e da Polícia Militar paulista. Palmeiras e Corinthians no domingo terá as duas torcidas. Só hoje será definido como as organizadas corintianas chegarão ao Palestra Itália. O esquema não tem como proteger torcedores desavisados que resolvam ir sozinhos para o jogo. Eles são as vítimas prediletas de covarde vândalos infiltrados nas organizadas. O novo estádio palmeirense é cercado por terminais de ônibus e estação de metrô.

Resta o apelo do blog para que os torcedores dos dois times que forem para o clássico, principalmente os que vão sozinhos, não usem camisas de seus clubes. Elas os identificam. Os tornam alvos em potencial para criminosos travestidos de torcedores.

A Polícia Militar e o Ministério Público assumem. Não têm como proteger o cidadão que for assistir a um jogo de futebol em São Paulo, cidade mais rica da América Latina. Então, cada um que cuide de si.

O pai que deixar seu filho sair com a camisa do Palmeiras ou do Corinthians, ou de suas torcidas, no clássico de domingo é mais do que omisso. É cúmplice por tudo de ruim que vier a acontecer. Não só estádio. Principalmente, na ida e na volta até o Palestra. Depois não vá chorar, colocar a culpa no acaso.

Em 2014 houve 309.948 crimes na capital paulista. Um aumento de 20,5% em relação a 2013. Dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, admitindo que inúmeros de roubos, furtos, sequestros latrocínios e até mesmo assassinatos não foram registrados. Está cada vez mais perigoso andar pelas ruas. A Segurança Pública de São Paulo faliu há muito tempo...

(E a Federação Paulista acaba de ceder às ameaças do Ministério Público. Não quis ser processada e responsabilizada pelo que pudesse acontecer com os torcedores e policiais. O clássico entre Palmeiras e Corinthians só terá a torcida palmeirense. Houve bom senso. A decisão abre um precedente em São Paulo. Daqui por diante, os jogos entre times grandes talvez só tenham torcida da casa. E centenas de policiais a mais possam trabalhar nas ruas de São Paulo. Em vez de cuidar de membros de torcidas organizadas.

Diante da derrota da sociedade em proteger seus cidadãos, a decisão de hoje na sede da FPF foi mais do que acertada. Seria maravilhoso que os clássicos tivessem as duas torcidas. Nem divididas. Misturadas. Mas isso é para país civilizado. O que não é o caso ainda do Brasil. Aqui, nem duas torcidas separadas. Uma só. E está muito bom...)
1sigmapress Com Segurança Pública falida em São Paulo, Federação Paulista recua diante de ameaça de processo do Ministério Público. Só haverá torcida do Palmeiras no clássico contra o Corinthians....

Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida…

1reproducao4 Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida...

Com muita emoção, o Corinthians se superou. Conseguiu uma vitória marcante na primeira partida da Pré-Libertadores de 2015. O time de Tite ganhou, na técnica e no coração, do Once Caldas. Ganhou por 4 a 0 no Itaquerão. Mesmo em grande parte do jogo atuando com apenas dez jogadores, depois de infantil expulsão de Guerrero, aos 26 minutos do primeiro tempo. Fábio Santos foi ainda mais ingênuo, acabou expulso aos 47 minutos do segundo tempo, quando a goleada estava estabelecida.

A equipe chegou a enfrentar momentos de sufoco, mas se superou. Renato Augusto e Sheik foram os destaques na goleada. Os corintianos abriram vantagem importantíssima diante do bom time colombiano.

O Corinthians começou a disputa da Pré-Libertadores de maneira sensacional. Nem Tite esperaria tanto. Mal a partida começou e Sheik marcou um golaço. Aos 30 segundos, ele desceu pela esquerda, cortou para o meio e bateu, com consciência, encobrindo Cuadrado. 1 a 0.

Os torcedores e os jogadores acreditaram que seria um passeio. O Once Caldas sofreria uma goleada facilmente. Mas não foi o que aconteceu. Principalmente no primeiro tempo.

Tite cumpriu a promessa. E montou uma equipe compacta, vibrante com a bola. E marcando forte sem ela. Isso era importante porque os colombianos mostravam mais coragem do que se esperava. Flabio Torres colocou seu time com dois atacantes agudos, abertos pelas pontas. Ele sabia da dificuldade defensiva de Fagner e Fábio Santos. E da insegurança de Felipe no miolo da zaga, o que obrigava Ralf a se desdobrar na cobertura. Sem a bola, o Once Caldas marcava, mas sem medo. Nada de retranca.

O Corinthians atacando abria Jadson na direito, Sheik na esquerda. Pelo meio, Renato Augusto e Elias. Enfiado entre os zagueiros, Guerrero. Desde os primeiros minutos, ficou claro que os colombianos queriam perturbá-lo psicologicamente. Nas divididas, os zagueiros deixavam o corpo, o empurravam, xingavam.

Jadson e Renato Augusto começaram a bater da intermediária. A marcação passou a ser adiantada. Tite queria o segundo gol. Mas deixava espaço atrás. Faltava entrosamento. Porém, individualmente, o time colombiano tem jogadores com certo talento. O primeiro susto aconteceu aos 15 minutos, quando Penco entrou por trás da zaga e chutou forte. Cássio fez grande defesa. A torcida corintiana ficaria ainda mais angustiada.

2reproducao2 Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida...

Aos 20 minutos, houve uma cobrança de falta. Ralf desviou a bola para as redes. Gol contra. Mas o árbitro argentino Patricio Loustau foi muito bem. Anulou o lance. Dois atacantes do Once Caldas, impedidos, participaram da jogada. Lance dificílimo que o juiz acertou em anular.

Mas para quem ousou imaginar que ele fosse caseiro, veio uma dividida entre Guerrero e Camilo Pérez pelo alto. Os dois vinham se provocando. Os dois estavam com os braços abertos. O irritado peruano tentou se aproveitar e deixou a mão no rosto do marcador. Não foi uma pancada violenta, mas desleal. Mereceu o infantil cartão vermelho.

3getty Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida...

A expulsão aconteceu aos 26 minutos. O Corinthians tomou um grande sufoco até terminar o primeiro tempo. Com um jogador a mais, o Once Caldas adiantou sua marcação. E imprensou os brasileiros na sua intermediária. O time todo voltou para a defesa. Tite formou duas linhas de quatro. Com Renato Augusto parado na frente, sofrendo a dor da mais profunda solidão. Todos estavam preocupados com a marcação.

Elias e Gil chegaram a bater boca duas vezes. Havia muito espaço na defesa. Felipe se mostrava inseguro, nervoso. Fábio Santos dando espaço demais às suas costas. Chances foram criadas em seguida e desperdiçadas pelos colombianos.

O único lance de perigo no final do primeiro tempo para o lado brasileiro foi um chute lotérico de Sheik. Acertou o travessão.

Os colombianos, no entanto, estavam muito melhores. Por pura sorte o Corinthians não sofreu o empate. Cássio foi para o intervalo muito irritado, com as bolas cruzadas que passavam diante do seu gol. Os torcedores gritavam tentando animar o time, mas a tensão era imensa. A tensão poderia ser cortada com uma faca, como diriam velhos cronistas.

No intervalo, Tite ordenou que Jadson e Emerson se aproximassem mais de Renato Augusto. Ele continuaria à frente como referência. O técnico queria o time mais à frente. Mesmo com um a menos, sem tanto medo. Elias deveria atacar mais quando o Corinthians tivesse posse de bola.

Houve uma colaboração imensa de Flavio Torres. Ele se empolgou. Acreditou que poderia não só empatar, como vencer o Corinthians no Itaquerão. O treinador tirou o zagueiro Camilo Pérez e colocou o meio-campista Patricio Perez. E deixou no vestiário o meia Balanta e colocou o atacante Arias. Escancarou seu time. Ofereceu muito espaço para contragolpes corintianos. Foi um presente dos céus.

Não só pelo gol no primeiro tempo, Sheik parecia ter voltado três anos no tempo. Atuava com coragem, velocidade, personalidade e pressionava o árbitro argentino. Como se cansou de fazer na Libertadores de 2012. Renato Augusto mostrava muita visão de jogo e compensava a falta de velocidade com o talento de um vivido pivô de futebol de salão.

O Once Caldas estava empolgado, atacando com quatro jogadores. Tentava se aproveitar de ter um atleta a mais. Aos sete minutos, Pencos, cara a cara desperdiça chance excelente para empatar o jogo. Cabeceou livre para fora.

A torcida já começava a se irritar com Felipe e Fábio Santos, pontos fracos da defesa corintiana. Até que houve um escanteio. Em jogada ensaiada exaustivamente por Tite, Jadson colocou na cabeça de Felipe. O criticado zagueiro virava herói. Corinthians 2 a 0, aos nove minutos. O gol destruiu psicologicamente o Once Caldas. Luiz Murilo fez falta desnecessária em Fágner sem bola. E foi expulso.

O time colombiano ficou desfigurado taticamente sem seu lateral esquerdo. E o Corinthians soube aproveitar, Elias fez um golaço, completando jogada toda trabalhada, com troca de bola da intermediária. Renato Augusto fez excelente trabalho de pivô, deixando o volante livre para chutar no alto e marcar 3 a 0 aos 25 minutos.

Renato Augusto aprontaria ainda mais. Ele serviu de calcanhar a Fágner. Deixou o lateral cara a cara com Cuadrado. Ele teve sangue-frio só para desviar do goleiro. 4 a 0 aos 33 minutos.

O sufoco virou festa. Com o time de Tite tocando bola, deixando o tempo passar. A torcida empolgadíssima comemorava gritando olé e cantando para os jogadores. Tudo estava resolvido quando, aos 45 minutos, Fábio Santos foi desleal. Em dividida com Arango, ele foi com o pé alto e acertou a canela do colombiano. Mereceu o cartão vermelho.

Mas o que interessa é que o Corinthians conseguiu uma goleada importante, impiedosa. Na próxima quarta-feira vai muito mais aliviado para a Colômbia. Pode perder até por 3 a 0 e ficará com a vaga.

"Vamos com calma, não está nada decidido. Libertadores é uma competição muito esquisita", tentava disfarçar Renato Augusto. Mas não conseguia esconder o sorriso. Sabe que só enorme desastre tiraria o Corinthians da fase de grupos da Libertadores. São Paulo, San Lorenzo e Danúbio do Uruguai que se preparem. O time de Tite está a caminho. Aí, sim. Vai merecer ser chamado do Grupo da Morte...
4ae2 Corinthians supera expulsões de Guerrero e Fábio Santos. Goleia o Once Caldas por 4 a 0 no Itaquerão. Renato Augusto e Sheik tiveram atuações empolgantes. A vaga está praticamente garantida...

Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015…

1agenciacorinthians Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...
Tite foi dispensado do Corinthians no final de 2013. Não aceitou convites de Internacional, Grêmio, Fluminense, Flamengo. E sondagens do Palmeiras. Queria herdar a Seleção de Felipão. Acreditava piamente que seu currículo seria levado a sério por Marco Polo e Marin. Só que o escolhido foi Dunga. Não foi nem levado em consideração pela cúpula da CBF, por sua ligação com Andrés Sanchez.

Teria uma compensação com essa negativa. Roberto de Andrade, candidato da situação e favorito a suceder Mario Gobbi, vinha mantendo contatos frequentes com Tite. E, em outubro, avisou que o queria de volta ao Corinthians. O treinador aceitou. Seria a volta por cima. Sentiu-se injustiçado com a dispensa. E retomou o lugar que Mano ficou por um ano.

Nos 13 meses que ficou longe do Parque São Jorge, o técnico fez viagens. Foi assistir e comentou a final da Champions League. Acompanhou cada partida das principais seleções na Copa do Mundo dos 7 a 1. Avisou que mergulhou fundo, 'na alma do futebol' e que seus conceitos se ampliaram.

É o que ele tem a obrigação de mostrar hoje, a partir das 22h. Na aguardada primeira partida do que vulgarmente se apelidou de Pré-Libertadores. Na verdade, são duas partidas que valem a classificação para a fase de grupos. O Corinthians terá pela frente, no Itaquerão, o Once Caldas. Com a obrigação não só de vencer, como golear. Para jogar tranquilo na Colômbia, em Manizales.

Mas Tite voltou convencional. É como se o tempo tivesse parado. Ele tem uma equipe muito mais forte do que a colombiana. Com a torcida empolgada, com a Libertadores pela primeira vez na moderna arena. Só que Tite treinou, preparou exaustivamente a equipe de maneira tática para evitar surpresas, passar medo. Ter calafrios, passar vergonha, como em 2011, quando o também colombiano Tolima eliminou o Corinthians da 'Pré-Libertadores'.

Nada de 4-2-3-1, 3-4-3, como algumas várias equipes europeias atuam. Nem mesmo o 4-4-2 tradicional. Tite quer eliminar o Once Caldas no que entende ser mais firme, menos arriscado. No 4-1-4-1. Sim, compactação. Para evitar contragolpes em velocidade, proteção constante no ponto assumidamente fraco do time, o zagueiro Felipe.

Cássio, Fagner, Gil, Felipe e Fábio Santos; Ralf; Jadson, Elias, Renato Augusto e Sheik; Guerrero.

Não é uma formação ofensiva. E nem defensiva. É equilibrada. Teoricamente protegida e com poder de ganhar o meio de campo, envolver aos poucos, e com paciência, os colombianos. Capaz de ter dois ou até três corintianos na mesma bola. Liberar os dois laterais esforçados, mas limitados, Fagner e Fábio Santos. Liberar Elias para ser o clone de Paulinho, jogador que faz Tite chorar de saudade.

1ae5 Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...

Não depender da armação do irregular Jadson. Nem na alternância física de Renato Augusto. Ou ainda em Sheik, que perdeu muito fôlego nos últimos três anos. Guerrero, irritado, sem renovação de contrato como esperava. Nem propostas da Europa.

Ralf ficará postado na frente da zaga. Para ajudar Gil a passar confiança a Felipe. O maior risco individual nesta partida. Ele se mostra inseguro até nos treinamentos. Só vai jogar porque a diretoria não contava, de forma amadora, com a volta de Anderson Martins ao Qatar. E também porque demorou para fechar com Edu Dracena. O veterano zagueiro santista ainda está fora de forma. E ficará no banco de reservas.

Tite quer e estimula o clima de entusiasmo, confiança no Corinthians. Elogia seus jogadores. Mas quer ganhar a partida fundamental de hoje no esquema tático. Trocar a suposta possibilidade de espetáculo pelo preenchimento de espaço. Pela segurança. Ele finge que esqueceu o maior vexame de sua carreira, o Tolima.

E não quer repetir o que aconteceu em 2011. Ele colocou o time de Ronaldo e Roberto Carlos para golear os colombianos no Pacaembu. O tempo foi passando, o nervosismo dominou torcida e time. Ao final, 0 a 0. Em Ibagué, o Tolima foi empurrado por sua torcida. Enquanto o Corinthians mostrava suas falhas defensivas. Perdeu por 2 a 0. Tite esteve à porta da demissão. Mas foi salvo por André Sanchez, que não quis pagar sua multa rescisória.

"Tudo o que eu não quero é os meus jogadores com 300 quilos nas costas. Não. É para todos encararem com alegria, como uma partida importante, sim. Mas atuando confiante, sabedores do seu potencial. Temos um plano de jogo e é o que iremos fazer. A torcida é fundamental. Mas o que valerá será o nosso trabalho, o nosso planejamento", garante Tite.

3ae3 Tite não deixará o Corinthians entrar na empolgação da torcida. O fantasma do Tolima o obrigou a montar um time firme, seguro para enfrentar o Once Caldas. Sabe que é um dos jogos mais importantes de 2015...

As observações do ex-jogador Mauro, que assistiu na Colômbia a alguns jogos do Once Caldas, e mais os vídeos do rival, foram importantes. Tite sabe que o time adversário é novo. Mais de dez atletas foram contratados para esta temporada. Não há entrosamento. Flabio Torres montou um time leve, basicamente de contragolpe. Muito fechado na intermediária. E que utiliza a correria de Balanta pela direita e Arango pela esquerda.

O Once Caldas precisa do Corinthians aberto, desarrumado para surpreender. Por isso, Tite quer a vitória segura. Mesmo se o Corinthians, por questão de cuidado, tiver de impor um ritmo mais lento, é o que fará.

As jogadas aéreas foram treinadas à exaustão. Escanteios e faltas nas laterais do campo estarão a cargo de Jadson, que bate muito bem na bola. Só nestes momentos Gil e até Felipe estarão liberados, buscando as cabeçadas. Mas sempre com a cobertura de Ralf, Elias, Renato Augusto e um dos laterais, prontos para matar os contragolpes com faltas.

A torcida e grande parte da imprensa estão acreditando que o Corinthians entrará francamente ofensivo. Buscando uma goleada histórica no Itaquerão. Ela pode até vir em decorrência da fragilidade técnica dos colombianos. Mas não faz parte dos planos de Tite. O treinador precisa da vitória, mas de maneira segura. Tática. Com o controle do jogo nas mãos. Essa foi a maior lição que aprendeu no seu ano forçadamente sabático.

Ou seja, por Tite, o Corinthians chegará muito mais consciente do que entusiasmado para a partida importantíssima de hoje. Seu time vai vibrar, dar o sangue, lutar por cada bola, cada centímetro. Não prestando atenção aos gritos dos apaixonados torcedores. Seguirá o que foi treinado, combinado. Sem o desespero ou a arrogância tática que sabotaram o clube em 2011. É isso que exige o calculista Adenor...
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O doping de Anderson Silva fere a credibilidade do UFC. O resultado surpreendeu e decepcionou o mundo. Aos 39 anos, sua carreira pode terminar de forma constrangedora…

1ap1 O doping de Anderson Silva fere a credibilidade do UFC. O resultado surpreendeu e decepcionou o mundo. Aos 39 anos, sua carreira pode terminar de forma constrangedora...
"Todo mundo ama o UFC, crianças, famílias e, com caras sendo pegos usando esteroides, isso é um problema. Quando pessoas testam positivo, não deviam mais lutar. Quem usa, usa por um bom tempo e mostra que tem um problema. Mas esteroide é uma droga e nunca uma droga pode ser boa para o esporte."

Inacreditáveis, mas essas palavras foram ditas por Anderson Silva ao site "MMA Junkie", no dia 16 de outubro do ano passado. No dia 9 de janeiro, ele foi submetido a um teste surpresa pela Comissão Atlética de Nevada. O resultado foi divulgado no final da noite de ontem. Foram encontrados metabólitos de drostanolona, uma espécie de esteroide anabolizante, na sua urina. Além de androsterona,testosterona endógena. As duas substâncias são proibidas pela Agência Mundial Antidoping.

O UFC confirmou o doping ontem mesmo. Anderson deverá ser suspenso preventivamente. E até um julgamento disciplinar deverá acontecer no dia 17. A luta contra Nick Diaz só aconteceu porque o laboratório que fez o exame de urina demorou para entregar o resultado. Anderson poderá exigir uma contraprova. Mas é praticamente impossível que o doping não seja constatado.

Anderson usar anabolizante é um golpe pesado demais na credibilidade do MMA. O UFC se apressou ontem mesmo a divulgar uma nota oficial.

"Em 03 de fevereiro de 2015, a organização do UFC foi notificada pela Comissão Atlética de Nevada que Anderson Silva testou positivo para Drostanolona no teste para sua luta, realizado no dia 09 de janeiro. O UFC compreende que mais testes serão conduzidos pela Comissão para confirmar estes resultados preliminares.

Anderson Silva tem sido um excelente campeão e um verdadeiro Embaixador do esporte das artes marciais mistas e do UFC. O UFC está desapontado por saber destes resultados iniciais.

O UFC tem uma rígida e consistente política contra o uso de qualquer droga ilegal, de alteração de desempenho ou agentes mascarantes, por parte de seus atletas."

"O UFC está desapontado", há muito por trás dessa frase colocada no comunicado. Anderson Silva era a grande esperança de Dana White e os Irmãos Fertita. O UFC vem passando por algumas dificuldades. Por coincidência, com seus maiores ídolos. Desde a aposentadoria de George Saint-Pierre, a perda do cinturão e depois a quebra da perna de Anderson; Jon Jones flagrado pelo uso de cocaína.

1ae3 O doping de Anderson Silva fere a credibilidade do UFC. O resultado surpreendeu e decepcionou o mundo. Aos 39 anos, sua carreira pode terminar de forma constrangedora...

Mas o anabolizante está encaixada na tradução do próprio Anderson Silva. É 'a pior das drogas'. Substância que aumenta força, explosão muscular. É visto pelos lutadores como uma trapaça. Alguém competir com força e resistência que naturalmente não tem. Cocaína e maconha são péssimos exemplos, mas são vistas como drogas recreativas. Ninguém vai cheirar ou fumar para lutar. Agora, usar o anabolizante, sim.

Anderson Silva era até ontem o embaixador do UFC no mundo. Seus vários recordes em cima do octógono foram regiamente premiados. Ele é o lutador que mais ganhou na história do evento. Nada menos do que R$ 13,7 milhões, só competindo. Fora o que ganhou com publicidade, que é uma fortuna.

Tinha uma história belíssima de superação, honra, talento, dedicação. As crianças e adolescentes são fãs incondicionais. Americanos, japoneses, europeus e, obviamente, brasileiros o veneram. Perdoavam até seus ataques egocêntricos. Era perdoado por ser um campeão estupendo.

O doping pode ter consequências enormes. Até mesmo acabar com a carreira de Anderson. Ele tem 39 anos. Estava havia 13 meses sem lutar. A sua suspensão não deverá ser branda. Se imagina de seis meses até um ano. Mais do que o tempo, haveria o constrangimento. O desgaste à imagem. Associar Anderson Silva a anabolizante é constrangedor demais.

2ap O doping de Anderson Silva fere a credibilidade do UFC. O resultado surpreendeu e decepcionou o mundo. Aos 39 anos, sua carreira pode terminar de forma constrangedora...

Dana White nunca se deu bem com o brasileiro. O suportava porque disputa com Jon Jones o posto de melhor lutador da história do UFC. Sua presença garante muita venda de pay-per-view. Ele é recordista em defesa de cinturão. Fez vários combates fantásticos. Mas doping por anabolizante é algo grave demais.

Uma suspensão pesada, o que é muito possível, de um ano, poderia desanimá-lo. Fazer com que parasse de lutar. Ele vem repetindo que está querendo parar há anos. Justo agora que Dana White sonhava com um combate com George Saint-Pierre. Já havia mandado vários recados para o lutador canadense aposentado.

Como desgraça pouca é bobagem, Nick Diaz também foi pego pelo antidoping. Pela terceira vez, com o uso de maconha. O confronto entre os dois no sábado deverá ficar sem um vencedor. É o que acontece quando o vencedor luta dopado.

Anderson Silva tinha demonstrado humildade. Lutou sério, respeitando a arte marcial. Foi elogiado no mundo todo por isso. Agora, a surpresa, a decepção com o doping. Seu futuro no MMA está seriamente ameaçado. Desta vez não depende só dele. Mas da punição que receber. Se dependesse do que falou em outubro, já deixaria de ser lutador.

"Todo mundo ama o UFC, crianças, famílias e, com caras sendo pegos usando esteroides, isso é um problema. Quando pessoas testam positivo, não deviam mais lutar. Quem usa, usa por um bom tempo e mostra que tem um problema. Mas esteroide é uma droga e nunca uma droga pode ser boa para o esporte."

E agora?
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Ibope, Datafolha e pay-per-view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda…

2reproducao1 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...
As diretorias de Flamengo e Corinthians ganharam um enorme presente hoje. Com o vazamento de como será a distribuição das cotas de pay-per-view. Os R$ 300 milhões que a Globo dividirá pelos jogos mostrados em 2014 nos seus canais a cabo.

Os clubes mais populares do país foram os tiveram suas partidas mais assistidas. Os dados se basearam em pesquisas feito pelo Datafolha e Ibope. Foram ouvidas mais de dez mil pessoas. E a opção pelos dois se manteve firme à frente. O Flamengo com 15,2% enquanto o Corinthians ficou com 12,8% das preferências. O time carioca garantiu mais R$ 45,4 milhões nos seus cofres. E o paulista, R$ 38,4 milhões. A divulgação aconteceu no site da também tevê a cabo, ESPN-Brasil.

Mais do que o dinheiro, os dados desarmam a articulação de Eurico Miranda. Ele jurou publicamente ao voltar para a presidência vascaína que alteraria a distribuição das cotas de tevê. Na aberta, que paga muito mais. Acabaria com o privilégio flamenguistas e corintianos. Iria matar a 'espanholização' na raiz. Só que as pesquisas continuam mostrando que os dois clubes são os que despertam o maior interesse dos torcedores. Seus dirigentes já avisaram várias vezes à Globo que exigem continuar ganhando muito a mais.

Flamengo e Corinthians recebem pelo Brasileiro, na aberta, R$ 110 milhões. A partir de janeiro de 2016, receberão R$ 170 milhões cada uma. O São Paulo recebe hoje, R$ 80 milhões. Passará a ganhar R$ 110 milhões. O Vasco de Eurico Miranda e o Palmeiras, embolsam R$ 70 milhões. Passaram a ganhar R$ 100 milhões. O Santos saltará de R$ 60 milhões para R$ 80 milhões.

Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo recebem R$ 45 milhões e ganharão R$ 60 milhões. Os demais clubes ganharão entre R$ 27 milhões e R$ 35 milhões.

A diferença para Flamengo e Corinthians ficará gritante. Lembrando que quanto mais dinheiro da tevê, mais jogos mostrados. O que atrai patrocínios maiores. Mais torcedores. Mais sócios-torcedores.

3ae1 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...

O ranking de pay-per-view está baseado nas informações do assinante. Só os dois clubes são responsável por 29% da audiência. São números fortes demais, consolidados.

A briga de Eurico para tentar reverter esse quadro terá de ser política. Sem embasamento numérico. Por uma questão de justiça, os dois clubes mais populares do país precisam sim ganhar mais. A questão é se a diferença financeira é grande demais ou não.

A audiência do pay-per-view de 2014 teve a potência de um soco no queixo de Eurico Miranda, presidente do Vasco, nas diretorias do Grêmio, do Santos, do Palmeiras, do São Paulo. Esses clubes estavam sonhando com uma oportunidade para obrigar a Globo a redistribuir. de maneira mais igual, o dinheiro que investe. Perderam hoje um enorme argumento.

A esmagadora maioria entre dez mil pessoas revelou ao Ibope e ao Datafolha. 29% paga para ver Flamengo e Corinthians em campo. Os 71% restantes se dividem em 16 equipes...
1reproducao3 Ibope, Datafolha e pay per view mostram que Flamengo e Corinthians merecem receber a mais. O sonho de redistribuição do dinheiro da Globo está morrendo. Para profunda raiva de Eurico Miranda...

Carlos Miguel aprimora ideia do Palmeiras. Abre o clube para empresários com dinheiro. O dono da Natura cedeu os R$ 14 milhões de Centurión. “Precisamos de ajuda. Não somos orgulhosos”…

1ae2 Carlos Miguel aprimora ideia do Palmeiras. Abre o clube para empresários com dinheiro. O dono da Natura cedeu os R$ 14 milhões de Centurión. Precisamos de ajuda. Não somos orgulhosos...
"Administrador de Empresas. Amo muito minha família, meus amigos e o S.P.F.C. Sou contra o PT e sua gangue corruPTa. I'm a Miami Heat fan. Let's go Heat !!"

É assim que Vinicius Pinotti se apresenta no twitter. Ele foi o responsável pelo São Paulo contratar o atacante Centurión. De acordo com o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, chegou com os R$ 14 milhões que o clube deu ao Racing por 70% dos direitos do jogador de 21 anos.

"O Vinícius é um torcedor fanático do São Paulo. É um jovem empresário brasileiro, que espontaneamente deu recursos para viabilizar essa contratação. Ofereceu e aceitamos. Não fosse ele não teríamos tido condições de efetuar o pagamento. Não há contrapartidas. O Vinícius é um apaixonado pelo São Paulo desde pequeno. Manifestou o desejo e disponibilizou os recursos, que o São Paulo devolverá em um prazo longo. É um contrato com a pessoa física dele, sem exposição da imagem da empresa dele. Ele fará o pagamento integral ao Racing, menos a comissão do agente, que será bancada por nós", comemorava o presidente do São Paulo.

Aliás, ele não titubeou quando recebeu a notícia que havia um empresário disposto a emprestar os R$ 14 milhões para a compra de Centurión. Não queria lucrar com uma futura venda, nem expor sua marca, nada. Só receber o dinheiro, a logo prazo. Dizia que queria facilitar a vida do clube. Tornar possível a briga pela conquista da Libertadores. Um mecenas esportivo.

"Venho com a proposta de trazer investimento para o clube, um dinheiro que ajude o São Paulo. Investimentos de longo prazo, dinheiro barato para o clube. A ideia é trazer desta vez, e mais para frente com mais gente. O objetivo meu e do grupo que pode ser criado não é tirar dinheiro daqui, e sim trazer dinheiro, investimento. Tenho certeza que tem gente para vir nessas condições", garantiu Vinicius.

Ele teve o privilégio de posar ao lado do argentino e Carlos Miguel. O presidente fez questão de dizer que o empresário foi levado até ele por Douglas Schwartzmann e Ruy Barbosa, vice e diretor de marketing. O dinheiro do mecenas acabou sendo a saída diante das dívidas acumuladas do São Paulo. E da crise do mercado, que travou o acerto com um patrocinador master para a camisa.

1ap Carlos Miguel aprimora ideia do Palmeiras. Abre o clube para empresários com dinheiro. O dono da Natura cedeu os R$ 14 milhões de Centurión. Precisamos de ajuda. Não somos orgulhosos...

"Não somos orgulhosos, estamos abertos a qualquer ajuda", assumiu Aidar. As dívidas do clube crescem, já passando dos R$ 150 milhões. O Racing aceitou vender apenas 70% de sua maior esperança. Mas o dinheiro tinha de ser à vista. Foi onde surgiu Vinicius Pinotti.

O seu dinheiro vem da participação na Natura, empresa de cosméticos. Seu valor de mercado é calculado em R$ 18 bilhões. Aos 38 anos, Pinotti tem uma tatuagem no braço em homenagem ao São Paulo. Uma de suas filhas entrou na partida do time, no ano passado, de mãos dadas com Kaká.

Nos anos 80, o São Paulo recebia ajuda de alguns empresários milionários. Era o Grupo de Apoio ao Tricolor. Discretos, eles auxiliaram em várias contratações. Carlos Miguel quer que Vinicius seja o primeiro de vários executivos dispostos a emprestar dinheiro. Na diretoria, muita gente critica empresários que se dizem apaixonados pelo clube, mas não o ajudam financeiramente, como Abílio Diniz.

Vinicius já teve sua conta devassada no twitter. E ficou claro que ele é contra o atual governo, o PT. Assume ser contra o deputado federal Jean Wyllys, homossexual assumido. E retuita algumas mensagens de gosto duvidoso. "310 homossexuais foram assassinados em 2013. O Brasil tem 50 mil homicídios por ano. Para sua segurança: vire viado enquanto há tempo."

Para o São Paulo, o que interessa é o seu dinheiro. "Venho com uma proposta de trazer investimento barato para o clube. Usaremos juros de mercado, na base de CDI, Certificado de Depósito Interbancário. O objetivo do meu grupo não é tirar dinheiro daqui, mas trazer investimento."

Conselheiros já adiantaram que Aidar pediu para Vinicius tentar ajudar também na contratação do zagueiro Doria, que não está sendo aproveitado no Olympique de Marselle. Se não for com dinheiro, ao menos indicando alguns amigos milionários apaixonados pelo São Paulo como ele.

Aidar adorou essa história de torcedores endinheirados ajudarem financeiramente o clube. Emprestarem dinheiro para ser devolvido depois, muito depois. Sem juros. Aprimorar o que o seu rival, Paulo Nobre, faz no Palmeiras. Mas sem o investimento sair dos seus bolsos, como faz o presidente do clube adversário. Usar o poder financeiro alheio.

A ideia pode seguir até quando a proibição da Fifa de investimentos de empresários e agentes em jogadores. O dono da Natura não terá porcentagem sobre Centurión. Emprestou o dinheiro diretamente para o clube comprar o atleta. É uma manobra permitida. Até por quem, no futuro, decidir emprestar e quiser cobrar juros altos.

Carlos Miguel era só sorrisos na apresentação do argentino. O milionário deixou sua vida como presidente do São Paulo muito mais fácil. Quer que muitos outros apareçam. A porta está aberta. Quem tiver dinheiro será muito bem-vindo. "Não somos orgulhosos", repete...
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O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém…

1reproducaozerohora O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém...

Dois tiros pelas costas. Um abaixo do ombro perfura o tórax. O outro, nas nádegas, estraçalha a virilha. O adolescente de 16 anos cai. Está morrendo, com seu sangue manchando a calçada. Um pai ouve os disparos, se preocupa. Seu filho foi ao jogo e não chegou em casa. Assustado, resolve ver o que aconteceu. Sai de bicicleta, angustiado. Seu terrível pressentimento vira realidade. Cercado por policiais, torcedores e curiosos, seu filho está caído. As manchas de sangue cobrem seu corpo.

Desesperado, sem saber o que fazer, quer levar o filho para casa. O máximo que os policiais permitem é que carregue para uma das viaturas. Será levado por obrigação ao hospital. À toa. Todos já viram o pior: ele está morrendo. E, mal a viatura chega ao hospital, se confirma a morte.

O pai quer saber quem atirou duas vezes pelas costas. O constrangimento dos policiais é geral. A certeza domina Novo Hamburgo. Foi um soldado quem fez os disparos. Ele alega 'legítima defesa', mesmo que o garoto na hora da morte não estava nem sequer virado a sua direção. Em vez deste soldado da Brigada Militar ter balas de borracha na sua arma, como seus companheiros, os projéteis eram comuns, letais.

A situação ficaria ainda muito pior. Uma das balas mostrada pela polícia, como responsável pela morte do menino, foi trocada. Não é verdadeira, denuncia a equipe médica que recebeu o menino. O projétil mostrado deveria ter marcas de sangue, que não são fáceis de sair, depois que uma bala atravessa um corpo. Em vez de sangue, a marca é de concreto!

1reproducao2 O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém...

Foi terrível o que aconteceu em Novo Hamburgo. Logo na primeira rodada do Campeonato Gaúcho. Uma briga foi combinada entre a torcida organizada do time da casa, a Paranoia e a do time rival, o Aimoré, com nome em espanhol, Los Reys Del Barrio. O confronto teria sido marcado pela internet. As duas torcidas são inimigas.

Após a partida o conflito aconteceu perto da estação de trem Santo Afonso. As provocações, os xingamentos, logo viraram se transformaram em uma guerra de pedras e garrafas e paus. Atirados de um lado para o outro. A população assustada, ligou para a Brigada Militar. Mas os soldados já estavam chegando. Haviam recebido telefonemas de membros da Los Reys Del Barrio. Eles não esperavam que os rivais estivessem em tão grande número.

A partir daí, as versões se contradizem. "Não havia ninguém armado. Tanto é que fomos nós quem pedimos a escolta. Tem uma rivalidade entre as duas torcidas, como acontece com a dupla Gre-nal. E foi por essa precaução que pedimos a escolta", diz a presidente da Reys, Monica Vieira. Sim, é uma mulher. Em entrevista à rádio Gaúcha, ela garante que não houve disparo algum por parte dos torcedores.

Nos registros da Brigada Militar está registrado que os policiais foram recebidos à bala pelos torcedores. E só depois disso, passaram a atirar. Tudo fica ainda mais assustador, quando o delegado responsável pelo caso, Rogério Berbicz, confirma que os tiros foram dados em direção das pessoas que estavam em frente à estação. Poderiam atingir não só os torcedores como qualquer pessoa que quisesse tomar um trem ou estivesse passando. Uma irresponsabilidade sem tamanho.

"Mesmo que tenha sido necessário o uso de armamento para intimidar as torcidas, não se justifica que os disparos tenham sido feitos contra a multidão", repetiu, várias vezes, Berbicz.

O delegado também reclama de algo inconcebível. O soldado admitiu que disparou com balas comuns, e não de borracha, já foi identificado. Ele pertence ao 25º BPM de São Leopoldo. E sua arma foi recolhida. A sua munição será comparada com os projéteis que mataram o garoto Maicon Douglas de Lima pelas costas. A apresentação de uma bala que os médicos disseram não ser a verdadeira, já traz muitas suspeitas. O pior ainda aconteceu. Sua arma foi levada para o batalhão onde trabalha. E não para a delegacia, como exigia o delegado. Outros soldados também atiraram. Porém, com balas de borracha.

 O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém...

A Brigada Militar continua insistindo que foi recebida à bala. E os tiros que mataram Maicon, da torcida Paranoia, podem ter sido disparados da facção Los Reys Del Barrio. Só que os policiais não conseguiram encontrar arma alguma entre as duas torcidas envolvidas no confronto. Também ninguém se aprofundou na explicação da rapidez com que foi mostrada a bala que teria matado o garoto. Bala que não seria verdadeira, segundo os médicos.

Maicon trabalhava. Ajudava o pai, Vítor Augusto de Lima, pedreiro. Tentou ser jogador do Novo Hamburgo. Não conseguiu. Então decidiu se juntar à organizada Paranoia e viajar com o time pelo Rio Grande do Sul. Não queria ser servente de pedreiro por toda a vida. Estudava. Era um adolescente sem passagens pela polícia.

Sua morte entra para a estatística de 2015, como a primeira registrada envolvendo torcidas organizadas neste país sem lei. Da impunidade.

Não bastassem vândalos continuarem marcando brigas pela Internet, trocando garrafadas, pauladas e tijoladas, agora há um novo elemento. Policias que, em vez de balas de borracha, colocam projéteis mortais. E os disparem em direção à multidão. Um garoto de 16 anos, por mais que não seja inocente, estivesse por querer em uma briga de torcidas, não merecia morrer. Ainda mais com dois tiros nas costas. Com o policial alegando 'legítima defesa'. Com uma bala apresentada pela Brigada Militar que os médicos contestam, juram não ser a verdadeira.

2reproducao O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém...

É muito descaso das autoridades brasileiras. A certeza de que para enfrentar criminosos, vândalos infiltrados nos estádios, há uma polícia despreparada. Sem o menor cuidado com a vida humana. Não há um trabalho preventivo. De acompanhamento real das organizadas. O descaso governamental é cúmplice de mais uma morte.

Mas, de verdade, quem se preocupa com um servente de pedreiro assassinado no interior do Rio Grande do Sul? No Brasil são 58 mil homicídios por ano. 80% dos assassinos não são descobertos. São mais cerca de 30 mil mortos no trânsito por ano neste país. Ou seja: mais de 80 mil pessoas morrem violentamente por aqui. Nos 13 anos de guerra ininterruptos entre Estados Unidos e Vietnã, foram 53 mil óbitos.

Diante da guerra civil que fingimos não enxergar, realmente, os mortos do futebol brasileiro não interessam a ninguém. Ainda mais membro de torcida organizada. Quem vai ser preocupar com as lágrimas do pedreiro Vítor? Apenas mais um pai a perder o filho assassinado neste país...
4reproducao O primeiro torcedor morto em confronto com torcidas organizadas em 2015. Aos 16 anos, com dois tiros dados pelas costas. Quem se importa com o assassinato de um filho de pedreiro? Ninguém...

Super Bowl. Copa do Mundo da Fifa. Campeonato Paulista. A diferença na organização mostra o que é profissionalismo e o eterno amadorismo…

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