Rogério Ceni insinua disputar a Libertadores de 2014. E reanima o São Paulo. Sua aposentadoria pode passar para 2014. Para a raiva dos rivais que comemoravam seu humilhante fim de carreira…

1reuters4 Rogério Ceni insinua disputar a Libertadores de 2014. E reanima o São Paulo. Sua aposentadoria pode passar para 2014. Para a raiva dos rivais que comemoravam seu humilhante fim de carreira...
Não está acontecendo nada do que sonhara.

O que deveria ser fim da carreira está sendo um suplício.

A eliminação no Paulista justo contra o Corinthians.

A sétima seguida.

Ele estava em todas as quedas nas semifinais.

Agora, o vexame na Libertadores.

Justo na competição mais desejada.

Da pior maneira possível.

Com o time perdendo seis dos dez jogos que disputou.

O preço de ser o maior ídolo do São Paulo veio à tona.

Virou motivo de piada nacional.

Se é amado pelos tricolores, sua arrogância cultivou inimizades.

Ao contrário de Marcos, as torcidas rivais o detestam.

Assim como grande parte da imprensa.

Inclusive a que frequenta todos os dias o treinamento do São Paulo.

Ele é prepotente, não tolera opinião contrária à sua.

Graças a seu gênio difícil não teve vida longa na seleção.

Disputou apenas 17 jogos como titular.

Mesmo tendo potencial para bem mais.

Fez do Morumbi seu reinado.

Começou de uma maneira que assustaria até a mulher de Denis.

Aquela que reclamou de Ceni na internet.

Por ele não dar chance ao marido.

Nem mesmo machucado, gripado.

Ceni sempre foi assim.

Nunca deu oportunidades para seus reservas.

Todos tiveram de se conformar em treinar e assistir aos jogos do banco.

Rogério tem 23 anos de São Paulo.

E 17 como titular absoluto.

Ganhou a posição em 1996 de maneira surreal.

Encurralou os dirigentes.

Ele tinha proposta do clube de seu coração na infância.

O Inter queria levá-lo e ele não desejava mais ficar na reserva.

A diretoria tomou um susto com a arrogância do jogador.

Mas se dobrou, vendeu Zetti ao Santos.

A partir daí, ninguém mais o questionou.

Virou o maior jogador de todos os tempos do São Paulo.

A paixão pelo Inter foi esquecida, virou coisa de criança.

O amor ao tricolor paulista é incontestável.

Como sua absurda dedicação ao clube.

Ninguém ganhou tantos títulos.

Ou entrou tantas vezes com a camisa tricolor.

Ousado, talentoso com a bola parada.

Virou cobrador oficial de pênaltis e faltas do time.

Coitados dos treinadores que tentaram dizer não.

Como Mário Sérgio.

Foram enxotados do Morumbi.

Rogério Ceni quebrou recorde atrás de recorde.

Só que os anos se passaram.

Inclusive para ele.

Vieram as consequências.

Como a diminuição da explosão muscular.

As dores por tantos treinamentos são insistentes.

Não tem mais condições de aprimorar faltas como adorava.

Ombro e tornozelo operados.

Os 40 anos chegaram.

Assim como o que deveria ser inevitável: a aposentadoria.

Anunciada oficialmente quando o São Paulo derrotou o Atlético no Morumbi.

Era a última partida da fase de grupos da Libertadores.

Sua preleção foi arrepiante.

Mostrou porque os jogadores e os dirigentes o veneram.

Ele é um grande líder, sem dúvida.

A vitória salvou o time da eliminação, deu esperança de título.

Para quem se considera um predestinado, tinha certeza.

Seu último ano de futebol seria marcante, vitorioso.

Rogério Ceni acreditava nisso piamente.

Só que a realidade veio à tona.

Já no Paulista.

A eliminação diante do time que mais odeia.

O Corinthians.

Contra o time que teve o prazer de marcar seu centésimo gol.

Mas em compensação, está perto de tomar também 100 gols.

Estatísticas divergem.

Mas a maioria aponta 84 gols sofridos.

Não queria justo o maior rival o tirando da final estadual.

Mas ele ainda não controla o destino.

Por isso o desespero na cobrança de pênalti de Pato.

Se adiantou seis passos, defendeu, mas passou por vexame.

A cobrança foi repetida e sofreu o gol, a eliminação.

Sua arrogância acabou exposta novamente.

"Eu me adianto.

Fica por conta do juiz ter peito para mandar voltar."

Ou seja, aposta na intimidação do árbitro diante dele.

Ceni criou sua imagem arrogante, ninguém mais.

Por isso não se queixa.

A articulação da direção do clube fez um trabalho ruim.

Ney Franco foi uma decepção.

Demorou demais para definir um time.

Não soube encaixar o caríssimo Paulo Henrique Ganso.

Lúcio e Luís Fabiano, veteranos indicados por Ceni, sabotaram o time.

Até que veio a decisão, a luta pela sobrevivência na Libertadores.

A competição que o São Paulo ensinou a sua importância aos brasileiros.

A partida em Belo Horizonte exigiria maior superação.

Derrotar o Atlético no Independência.

Ceni acreditava que o destino reservava esse feito no seu último ano.

Tinha a esperança de ser um jogo épico.

E tentou espalhar essa confiança ao time, a Ney Franco.

Suas palavras no vestiário antes do jogo nunca serão públicas.

Só quando o time vence as preleções são reveladas.

Suas previsões falharam.

O time outra vez ficou de joelhos diante do rival.

No gramado do Horto, o São Paulo foi humilhado.

Ele teve de pegar a bola nas redes por quatro vezes.

Justo na que seria a última Libertadores, o maior vexame.

"Acho que é a pior que eu participei", admite.

A campanha do São Paulo foi realmente ridícula.

Em dez partidas, perdeu seis jogos.

Ganhou três e empatou um.

Foi derrotado nas cinco vezes em que saiu do Morumbi.

Fez 19 gols e tomou 18.

Rogério Ceni é o recordista entre todos os jogadores brasileiros.

Participou de nove Libertadores como titular.

E três na reserva de Zetti.

Atuou 82 vezes.

Marcou 14 gols, artilheiro do São Paulo na disputa.

Esperava que a disputa de 2013 fosse consagradora.

Queria sair por cima.

Não humilhado, ridicularizado por torcedores.

Não, Rogério Ceni.

Aí escapou o que não queria deixar escapar.

Seu ego falou mais alto, para variar, no vestiário.

Não quis confirmar que esta foi sua última Libertadores.

Quer ir além.

Para alegria de Juvenal Juvêncio, que é contra a sua aposentadoria.

"Não vou fazer previsão de futuro.

Já chega ter que responder da derrota.

Não vou fazer projeção do futuro, não tem condições."

Ou seja, não confirmou que esta tinha sido a sua última Libertadores.

Deixou no ar que pretende disputar mais uma.

Suas frases ditas na madrugada já dominam o Morumbi.

A direção do clube ganhou novo ânimo.

O time será reforçado para o Brasileiro.

A cobiça por uma vaga na Libertadores de 2014 voltou.

É obrigação para Juvenal Juvêncio.

O dirigente septuagenário deixará o cargo em abril do próximo ano.

Ele quer sair com o time na competição mais desejada.

Quer ir até o final da disputa, já que faz o que quer no São Paulo?

Para isso, conta com Rogério Ceni como titular, aos 41 anos.

O primeiro passo em direção a isso foi dado ontem no Independência.

Em plena humilhação após o 4 a 1.

Antes disso há o Brasileiro.

E a sonhada Recopa, dois jogos contra o Corinthians.

Ou, se as duas diretorias conseguirem, apenas um.

Mas disputado na China.

Há sim essa possibilidade remota.

É lógico que Rogério Ceni estará em campo.

Testará sua condição física.

Porque seu ego já o empurra.

Ele quer continuar em 2014.

E disputar a Libertadores derradeira.

Mas de maneira digna.

Com um grupo mais forte, talvez um técnico menos inseguro.

Tem todo o apoio de Juvenal Juvêncio para continuar.

E é o que deseja.

Para o bem ou para o mal.

Deixar o futebol de maneira humilhante seria a morte.

Ainda mais para alguém que fez da arrogância a chave do sucesso.

Por isso a gana de continuar mesmo aos 41 anos.

A última Libertadores pode ter virado a penúltima.

O goleiro não admite sair assim tão por baixo.

Humilhado.

Não, ele não.

O dono do maior ego de todo futebol brasileiro.

Sua carreira pode ter ganhado uma sobrevida inesperada.

Mais um ano com a camisa do São Paulo.

Ficam duas perguntas sem respostas.

Que tem coragem de dizer não a Rogério Ceni?

Por que será que seus rivais querem tanto sua aposentadoria?
1gazeta6 Rogério Ceni insinua disputar a Libertadores de 2014. E reanima o São Paulo. Sua aposentadoria pode passar para 2014. Para a raiva dos rivais que comemoravam seu humilhante fim de carreira...

Atlético Mineiro, melhor time da Libertadores, humilha e elimina o São Paulo. 4 a 1 foi pouco. Ceni se despede da competição com a pior derrota da história. Juvenal promete reformular o time…

1gazeta5 Atlético Mineiro, melhor time da Libertadores, humilha e elimina o São Paulo. 4 a 1 foi pouco. Ceni se despede da competição com a pior derrota da história. Juvenal promete reformular o time...
O São Paulo foi humilhado no Independência.

Sua eliminação da Libertadores veio da pior maneira.

Graças a uma impiedosa goleada do Atlético Mineiro.

4 a 1, com direito a olé no final, um vexame.

Foi a pior derrota do clube na história da Libertadores.

Ronaldinho, Bernard, Tardelli e Jô fizeram o que quiseram.

Envergonharam a defesa são paulina.

O jogo marca a constrangedora despedida de Ceni da Libertadores.

Ele encerrará a carreira no final do ano.

Juvenal havia prometido.

Se o time fosse eliminado, faria uma reformulação.

E é mais do que necessário.

Está claro que este elenco fracassou.

Em quatro dias foi eliminado do Paulista e da Libertadores.

O time tem fracos laterais, péssimos zagueiros.

Necessita de dois artilheiros confiáveis.

E talvez de um novo treinador.

Apesar de o dirigente prometer que ficará com Ney Franco.

Seu comportamento nos jogos decisivos foi fraquíssimo.

Fora o fato de haver perdido o comando do time.

Foi omisso.

Sem coragem de cobrar Lúcio e Luís Fabiano.

Os veteranos comprometeram o time com indisciplinas.

Perdeu o respeito dos atletas.

Como no jogo contra o Corinthians.

Aqueceu Maicon e Rodrigo Caio para cobrar pênaltis.

Mas foi amador, não imaginou que a partida poderia não ter acréscimos.

E os dois não entraram, não puderam participar da decisão por penalidades.

Ney acabou sendo muito criticado por dirigentes do clube.

Mas eles esperavam a partida no Independência.

E o treinador completou sua trilogia de derrotas.

O primeiro jogo contra o Atlético em casa.

A eliminação diante do Corinthians.

E veio a humilhante goleada de ontem por 4 a 1.

Taticamente ele foi mal demais.

Ney Franco tomou as piores decisões possíveis.

Sem poder escalar Osvaldo, contundido, ele foi medroso.

Escalou o lateral direito Douglas improvisado na frente.

Mesmo tendo Wallyson, Silvinho e Ademílson no banco.

O São Paulo precisava vencer a partida.

Seria ideal que Luís Fabiano tivesse um companheiro na frente.

O veterano e problemático jogador passa por péssima fase.

Ele perdeu a gana depois que sabe ter perdido a chance de jogar na Seleção.

Tem se mostrado irritadiço, louco por cartões vermelhos dese que perdeu a chance com Felipão.

Fora isso, está lento, sem confiança.

Tem jogado com o nome, com a antiga fama.

Atacante caríssimo, problemático e que pode deixar o clube.

Há muita gente na diretoria cansada do atacante.

Ney Franco sabia o que aconteceria, mas não conseguiu evitar.

Tinha a certeza de que o time mineiro faria uma blitz atrás de gols.

Mas tudo o que o treinador são paulino fez foi recuar sua equipe.

Todos atrás da linha da bola.

Só que era muito pouco diante do fortíssimo pressing mineiro.

Atuando em casa, o Atlético pressionou desde os primeiros segundos de jogo.

Foi uma loucura.

Cuca montou seu time como se enfrentasse um pequeno.

Com toda a força para travar a saída de bola paulista.

A ordem era não deixar ninguém respirar.

Jô chutou por cima depois de ótima trama, aos dez segundos.

Depois veio a cobrança de falta de Ronaldinho no travessão.

Aos dois minutos...

Uma loucura.

A movimentação do quarteto mineiro desnorteava a marcação.

Wellington não teve personalidade para travar Ronaldinho.

Deu pena de Edson Silva e Rafael Tolói.

Fracos, inseguros.

Presas fáceis para Jô, Tardelli e Bernard.

Muito bem treinados, eles trocavam de posição.

E deixavam Paulo Miranda e Carleto sem saber o que fazer.

O Independência tremia porque só via uma equipe jogar.

Marcos Rocha e Richarlyson apoiavam à vontade, sem medo.

Até que o inevitável gol veio aos 18 minutos.

Tardelli livre pela direita tentou servir Bernard.

Tolói cortou e a bola sobrou para chute mortal de Jô.

De fora da área ele mandou longe de Rogério Ceni.

Atlético Mineiro 1 a 0.

O gol foi um baque para os encurralados paulistas.

Jogando mal demais, eles precisariam fazer três gols para se classificarem.

Só que não havia como.

O time era dominado pelo Atlético.

Tolói salvou em cima da risca chute de Bernard.

O São Paulo só teve uma chance antes de terminar o primeiro tempo.

Quando Victor abafou Ganso que estava livre para finalizar.

Já deveria ter tomado mais gols.

A diferença ficou escancarada no número de finalizações.

Foram dez do lado mineiro contra apenas duas do paulista.

Só que infelizmente para Ney Franco veio o segundo tempo.

O treinador continuou se equivocando.

Colocou Silvinho no lugar de Paulo Miranda.

E recuou Douglas para a lateral.

Só que o jogador do Penapolense se destacou no Paulista na direita.

Foi atuar inexplicavelmente na esquerda.

Mesmo assim teve a chance do empate.

Ganso dividiu com a zaga e tocou rasteiro.

A bola passou pelos pés do estreante.

A partir daí, o Atlético goleou e se divertiu.

Jô entrou livre e na saída de Rogério Ceni, foi cruel.

Chutou a bola no meio das pernas do goleiro: 2 a 0 aos 17 minutos.

O golpe foi fatal.

Os jogadores do time paulista sabiam que tudo havia acabado.

Só para eles.

Porque o Atlético queria muito mais.

Foi quando Rafael Tolói fez o que adora.

Recuar curto para Rogério Ceni.

Já havia feito isso contra o Corinthians.

Provocou o pênalti em Alexandre Pato.

Já ontem deu o gol para o elétrico Diego Tardelli.

Ele se antecipou ao goleiro e marcou 3 a 0, aos 19 minutos.

O São Paulo já estava humilhado.

Mas ainda era pouco.

Foi quando Ronaldinho Gaúcho mediu forças com Wellington.

No ombro.

1siteatletico Atlético Mineiro, melhor time da Libertadores, humilha e elimina o São Paulo. 4 a 1 foi pouco. Ceni se despede da competição com a pior derrota da história. Juvenal promete reformular o time...

O deixou caído na intermediária.

Parecia que o veterano vestia a camisa tricolor.

E o jovem avançava com a bola.

Ronaldinho serviu com açúcar e afeto para Jô.

Ele não perdoou, fez seu terceiro gol.

4 a 0 para o Atlético Mineiro, aos 24 minutos.

A humilhação não diminuiu quando Victor soltou bola fácil.

E Luís Fabiano descontou aos 30 minutos.

O placar de 4 a 1 era representativo.

A torcida cantava em coro.

"Ah, é jogo-treino. Ah, é jogo-treino."

O São Paulo tomava a sua pior goleada na Libertadores.

Caía humilhado, envergonhando seus torcedores.

O diretor e piloto Adalberto Baptista falava que nada mudaria.

Mas os repórteres não acreditavam.

Quem manda se calou.

Juvenal Juvêncio não quis dar entrevistas.

O futuro do time e de Ney Franco é ele quem decide.

E havia prometido reformular o time em caso de eliminação.

Não só o São Paulo foi eliminado, acabou humilhado.

Parte da diretoria defende a busca por Mano Menezes.

Enquanto isso, Rogério Ceni falava rapidamente.

Chocado, dizia o óbvio.

"Jogamos muito abaixo do que poderíamos."

Falou e correu para o vestiário.

Se mantiver a palavra este foi sua despedida da Libertadores.

Foram 82 jogos pela competição e 14 gols.

Ney Franco admitia.

"Fomos atropelados pelo Atlético Mineiro.

Não conseguimos jogar."

E deixava claro que não pedirá demissão.

Do lado atleticano, Ronaldinho Gaúcho foi à forra.

Tirou da garganta a infeliz declaração no último jogo da fase de classificação.

Na única derrota do Atlético nesta Libertadores.

Ele disse que tinha ido ao Morumbi "treinar, se divertir".

"Fui mal interpretado.

Mas não faz mal.

Hoje ficou claro.

Quando está valendo, está valendo."

E valeu para o Atlético Mineiro.

O time de melhor futebol de toda a competição.

Classificado para as quartas de final.

Goleada por 4 a 1 diante do São Paulo.

"Eles escaparam de tomar oito.

Porque quatro era para ser apenas no primeiro tempo.

Tradição, eu quero escutar amanhã.

Acho que nem vou trabalhar.

Vou ficar por conta da televisão.

Tentando pegar os canais de Rio e São Paulo."

As ironias eram de Alexandre Kalil, presidente atleticano.

Agora o clube espera pelo sobrevivente de Palmeiras e Tijuana.

Para decidir uma vaga na semifinal da Libertadores.

No seu caldeirão, um pedaço do inferno chamado Independência...
1efe3 Atlético Mineiro, melhor time da Libertadores, humilha e elimina o São Paulo. 4 a 1 foi pouco. Ceni se despede da competição com a pior derrota da história. Juvenal promete reformular o time...

O advogado que travou o dinheiro da Caixa ao Corinthians age novamente. E busca impedir que os milhões da estatal cheguem ao Flamengo. Nada mais justo. Chega de privilégios neste país…

1reproducao8 O advogado que travou o dinheiro da Caixa ao Corinthians age novamente. E busca impedir que os milhões da estatal cheguem ao Flamengo. Nada mais justo. Chega de privilégios neste país...
As duas torcidas estavam eufóricas.

Discutiam nas ruas, nos bares, na Internet.

Corintianos e flamenguistas duelavam para qual uniforme vale mais.

Vantagem dos paulistas por R$ 1 milhão.

A quantia seria para despertar inveja.

Nada menos do que R$ 74 milhões por ano.

Contra R$ 73,1 milhões do carioca.

Mas R$ 56 milhões nesta conta são para envergonhar.

R$ 31 milhões ao Corinthians e R$ 25 milhões ao Flamengo.

Milhões de uma estatal.

A Caixa Econômica Federal.

Todo o dinheiro que possui é público.

É o maior banco da América Latina.

O decreto-lei que a define é claro.

É de 12 de agosto de 1969.

A sua missão não deixa dúvidas.

"Atuar na promoção da cidadania.

E do desenvolvimento sustentável do país.

Como instituição financeira, agente de políticas públicas.

E parceira estratégica do Estado brasileiro."

Seu patrimônio líquido é de R$ 21,9 bilhões.

É controlado pelo Ministério da Fazenda.

Guido Mantega é o ministro, escolhido por Dilma Rousseff.

O caminho é simplista.

E cruel.

O governo, o Partido dos Trabalhadores, decidiu.

Abriu os cofres da Caixa para os dois clubes mais populares do País.

O que deveria ser um escândalo, virou banalidade.

Oportunidade.

Palmeiras, Santos, São Paulo e ASA de Arapiraca estão na fila.

Querem seu quinhão do dinheiro público.

Assim como já recebem Avaí, Figueirense e Atlético Paranaense.

Um absurdo em relação aos outros clubes.

Ou o PT abre seus cofres para todos as equipes ou para nenhuma.

É um privilégio maior do que possa parecer.

Desequilibra o futebol no país.

Uma intervenção com todo interesse por trás.

No ano que vem acontecerão eleições gerais no País.

É evidente o que os clubes populares vão desejar.

A manutenção do status quo.

Ou seja que o mesmo governo seja reeleito.

Para garantir as regalias que conseguiram.

Quem sabem até mais.

Só que houve a reação.

O advogado Antonio Beiriz acaba de entrar na Justiça.

Ele já conseguiu barrar o patrocínio dado pela Caixa ao Corinthians.

2reproducao2 O advogado que travou o dinheiro da Caixa ao Corinthians age novamente. E busca impedir que os milhões da estatal cheguem ao Flamengo. Nada mais justo. Chega de privilégios neste país...

Entrou com uma ação para travar o dinheiro dado da estatal ao Flamengo.

O caminho foi rigorosamente o mesmo.

A justiça do Rio Grande do Sul vai se manifestar.

E a tendência é que faça o mesmo em relação ao clube paulista.

Se travou os R$ 31 milhões do Corinthians...

Vai travar os R$ 25 milhões do Flamengo.

A alegação do advogado é clara.

"A propaganda é ilegal.

A Caixa Econômica não pode patrocinar times particulares, que visam lucro.

Isso infringe a Constituição Federal.

Como a Caixa é empresa pública.

O dinheiro totalmente da União, de impostos, fundo de garantia.

Ela só pode fazer propaganda institucional, informativa...

E não é um nome estampado na camiseta que remete a isso."

A justificativa foi aceita.

E desde março o Corinthians não recebe.

O advogado gaúcho entrou hoje com a ação para impedir o Flamengo de receber.

A situação é a mesma.

Outra vez a festa pode virar velório.

A pressão do governo federal deverá ser imensa.

Ninguém rasga dinheiro sem o conhecimento na Caixa.

Não sem o conhecimento de Guido Mantega.

Há o interesse federal do dinheiro chegando aos clubes.

Para que o clima em 2014 seja o melhor possível.

A direção corintiana já tem um amplo relacionamento com a Caixa.

A empresa está ajudando na lideração do empréstimo do BNDES.

Serão R$ 400 milhões para a construção do Itaquerão.

E mais, a estatal negocia pagar R$ 400 milhões para batizar o estádio.

Muita gente vê a participação do ex-presidente Lula nessa aproximação.

"O Lula é um despachante de luxo.

É um intermediário.

Não só nesse caso da Caixa e Corinthians.

Mas de empréstimos como para Eike Batista, Odebrecht...

Ele vai com a faixa presidencial cravada no peito ainda."

As acusações são do advogado Antônio Beiriz.

O homem que está enfrentando a estatal.

Impedindo que seu dinheiro banque o Corinthians.

E que também fará tudo para que não chegue ao Flamengo.

O princípio é justo.

Ou o dinheiro chega para todos os clubes ou para nenhum.

Privilégio com dinheiro público é inadmissível.

E mais importante.

Nada acontece por acaso neste País...
3r O advogado que travou o dinheiro da Caixa ao Corinthians age novamente. E busca impedir que os milhões da estatal cheguem ao Flamengo. Nada mais justo. Chega de privilégios neste país...

O pior negócio da história recente do Corinthians. A péssima venda de Marquinhos, jovem zagueiro da Seleção Brasileira, ao Roma. Misturou falta de pulso e, principalmente, de visão…

1ae5 O pior negócio da história recente do Corinthians. A péssima venda de Marquinhos, jovem zagueiro da Seleção Brasileira, ao Roma. Misturou falta de pulso e, principalmente, de visão...
Foi o maior erro recente da diretoria do Corinthians.

Assumido.

A precipitação se transformará em desperdício.

Milhões de euros deixarão de entrar nos cofres.

E não foi por falta de aviso.

O clube formou um grande zagueiro na sua divisão de base.

Mas ele acabou vítima da filosofia mercantilista que domina o clube.

Jogava na Seleção Brasileira juvenil quando chamou a atenção de Tite.

E ele decidiu.

Marquinhos iria treinar com o time principal.

O ano era 2011.

O jogador de 1m84 tinha apenas 17 anos.

Muito inteligente nas antecipações e ótimo na bola aérea.

Capitão da Seleção Brasileira sub-17.

1efe2 O pior negócio da história recente do Corinthians. A péssima venda de Marquinhos, jovem zagueiro da Seleção Brasileira, ao Roma. Misturou falta de pulso e, principalmente, de visão...

Logo caiu nas mãos do empresário Giuliano Bertolucci.

O mesmo que tirou Oscar do São Paulo.

Bertolucci aproveitou a Copa São Paulo Juniores.

Marquinhos foi um dos destaques na campanha vitoriosa corintiana em 2012.

Campeão, voltou ao elenco principal.

Acreditou ter moral para jogar como titular.

Mas nem na reserva ficava.

Tite possuía Chicão, Felipe, Leandro Castán, Paulo André, Vinicius e Wallace.

Marquinhos não tinha como brigar nem pelo banco.

Mas nos treinos ia cada vez melhor.

Bertolucci e o jogador não se conformavam.

Até que o empresário perdeu a paciência e se acertou com a direção do Roma.

Representantes do time italiano tinham acompanhado a Copa São Paulo.

Se encantado com ele.

Mas consideravam difícil a contratação do zagueiro.

Só que Bertolucci mostrou que não.

O empresário contou com a personalidade forte de Marquinhos.

Eles procuraram a direção corintiana.

O jogador foi firme.

"O Marquinhos veio até nós e disse que não queria mais ficar.

Já tinha se acertado com a Roma.

Estávamos muito bem servidos de zagueiros.

Iria demorar para ele ter espaço.

Decidimos então emprestá-lo à Roma", admite o diretor Roberto Andrade.

Só que a precipitação foi na hora de fechar a transação.

Marquinhos era considerado pelo próprio Tite uma grande revelação.

Tinha ótimo potencial.

Mas o Corinthians se dobrou a Bertolucci e ao clube italiano.

O emprestou por 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 3,9 milhões.

E aí que vem o maior e inacreditável erro.

Fixou 100% dos seus direitos federativos por mais 3,5 milhões de euros.

Mais R$ 9,2 milhões.

Ou seja, Marquinhos valeu R$ 13,1 milhões.

A precipitação foi clara e inaceitável.

O clube paulista poderia vender apenas parte do jogador.

Fixar um preço por 50% e se ele desse certo, lucrar com o Roma.

Como a grande maioria dos clubes faz.

Com atletas médios.

Com jogadores talentosos é obrigação.

Só que os corintianos não fizeram o básico.

E agora lamentam.

Marquinhos se fixou como titular no Campeonato Italiano.

Atuando muito bem pelo Roma.

Já há uma negociação com o Barcelona.

A quantia envolvida chega a 25 milhões de euros.

Mais de R$ 66 milhões.

Ele deve ser vendido assim que o Italiano acabar.

O clima é péssimo entre os dirigentes corintianos.

O assunto chega a ser tratado com raiva.

A desculpa dada é que Marquinhos queria sair.

Mas abre espaço para questionamentos.

Que tipo de direção de clube é essa que se dobra a um garoto de 18 anos?

Como aceitar a falta de visão em relação ao potencial do atleta?

O próprio treinador do time principal alertava que era melhor segurá-lo.

Enquanto a direção comemora ser o clube brasileiro que mais fatura, lamenta.

A perda é inexplicável.

E jura de que não acontecerá de novo.

Há um pacto entre os dirigentes: as promessas do time terão mais atenção.

Giuliano Bertolucci é amigo pessoal de Andrés Sanchez.

Mas não quis nem saber.

Quando a questão envolveu o futuro de Marquinhos, fez o seu papel.

Buscou o máximo de dinheiro ao seu cliente.

E para ele mesmo.

A direção do Corinthians não teve pulso.

Muito menos visão.

E agora acompanha irritada o sucesso do zagueiro na Europa.

Uma lição dolorida e cara que não será esquecida...
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Ronaldinho Gaúcho e Independência. Um jogador renascido e um caldeirão fazem Belo Horizonte voltar a ser a capital do futebol. O Brasil é obrigado a olhar admirado para o Horto. Para o Atlético…

flickatleticomineiro Ronaldinho Gaúcho e Independência. Um jogador renascido e um caldeirão fazem Belo Horizonte voltar a ser a capital do futebol. O Brasil é obrigado a olhar admirado para o Horto. Para o Atlético...
Um jogador e um estádio mudaram o eixo do futebol nacional.

Ronaldinho Gaúcho e o Independência redescobriram Minas Gerais.

O Estado estava afastado das grandes façanhas.

O último título nacional do Cruzeiro já tem dez anos.

O do Atlético, 42 anos.

Nos últimos anos, os dois estavam irmanados nas decepções.

A ponto de em 2011 jogarem valendo o rebaixamento celeste.

Tão salvadora quando estranha, uma goleada por 6 a 1 salvou o Cruzeiro.

Apesar do vexame, Alexandre Kalil resolveu manter Cuca.

O treinador reformulou o time.

Apesar do apoio econômico do banco BMG, faltava o brilho.

E ele veio de maneira inesperada.

Com Ronaldinho Gaúcho se desentendendo com o Flamengo.

Faltou profissionalismo à Patrícia Amorim e sua equipe.

O clube não conseguiu capitalizar o importante nome mundial.

Patrocinadores não vieram, salários foram atrasados.

E o jogador descontava sua raiva se perdendo na gandaia.

As farras o tiraram da seleção, o fizeram deixar de ser levado a sério.

A inesperada virada veio graças a Cuca.

O treinador havia atuado com Assis no Grêmio, quando Ronaldinho era garoto.

Foram muito amigos, de frequentar a casa um do outro.

Cuca enxergou a oportunidade e conversando com Assis, resolveu bancar o meia.

Convenceu Alexandre Kalil que valeria a aposta.

O dirigente só quis ter a certeza de que não compraria briga com o Flamengo.

Isso ficaria por conta de Assis e Ronaldinho.

Pagaria menos da metade dos R$ 1,25 milhão que deveria receber na Gávea.

Por R$ 500 mil, o jogador surpreendeu o Brasil e aportou em Belo Horizonte.

Ao mesmo tempo, a confusa reforma do Independência chegava ao final.

Foram quatro anos e R$ 125 milhões até o estádio acanhado ser reinaugurado.

Kalil não quis participar da administração do Mineirão com o Cruzeiro.

Viu no acordo com a BWA mais vantagens e fechou por 10 anos.

Lá seria o caldeirão atleticano.

Um estádio para 23 mil pessoas, com inclinação de 45%.

Com seis mil pontos cegos.

Lugares onde o torcedor sentado não vê 100% do gramado.

Por isso é normal que todos acompanhem os jogos em pé.

A pressão a favor do Atlético fica insuportável ao adversário.

Tanto que desde a sua reinauguração, o time não perdeu.

São 32 jogos de invencibilidade.

Não é por acaso que atleticanos ironizam.

"Caiu no Horto, tá morto."

O Independência fica no bairro do Horto.

O sucesso é tão grande no estádio que Kalil decidiu.

O Atlético quer a ampliação da arena, para 40 mil torcedores.

Enquanto ela não acontece, o dirigente segue os passos de seu rival.

Sangra seu torcedor como Andrés Sanchez.

Os preços para o jogo de hoje são revoltantes.

Vão de R$ 50,00 a R$ 400,00.

Na prática, o estádio passa a ter o mesmo que 40 mil pessoas.

Os torcedores pagam o dobro, o triplo, do preço normal.

Empolgados com a campanha, os atleticanos lotarão o estádio.

Ronaldinho Gaúcho foi responsável pelo estado de euforia.

No ano passado, ele mostrou não estar morto.

Grande parte da imprensa não acreditava mais nele.

Tive acesso a várias informações na Gávea.

Seu estado físico era pavoroso.

1reproducao7 Ronaldinho Gaúcho e Independência. Um jogador renascido e um caldeirão fazem Belo Horizonte voltar a ser a capital do futebol. O Brasil é obrigado a olhar admirado para o Horto. Para o Atlético...

Gordo, desinteressado, com noites viradas.

Sua explosão muscular, os reflexos eram de um quarentão.

Assis buscava interessados no Oriente Médio, no Leste Europeu.

Mas não conseguia.

Mano Menezes deixava claro que ele havia sabotado a carreira.

Não só na seleção, mas mesmo na sua vida nos clubes.

Eu acreditei que Kalil havia embarcado em uma aventura sem futuro.

Queria apenas levar os holofotes para seu clube.

É o que provavelmente aconteceria.

Se Ronaldinho Gaúcho não tivesse ficado com o orgulho ferido.

E encontrado Cuca e Carlinhos Neves.

O treinador atleticano o tratou como um irmão mais novo.

O protegeu e mostrou que o time jogaria em função dele.

Só pediu responsabilidade, fim das noites viradas.

Das manhãs dormidas nos vestiários com a desculpa de musculação.

Isso não aconteceria na Cidade do Galo.

E Carlinhos Neves o incendiou.

O preparador físico do Atlético estava na seleção.

Garantiu a ele que o Brasil não tinha um meia, uma referência.

E que se levasse a sério a sua preparação, haveria tempo para a Copa.

Foi dedicação total de ambos os lados.

Ronaldinho Gaúcho deixou o Brasil de queixo caído.

Calou os descrentes, como este jornalista.

Foi ótimo para o futebol brasileiro.

Até ao Cruzeiro, que precisou se virar, voltar a investir.

O Atlético Mineiro tinha equipe para ser campeão do País.

O título escapou.

Mas veio a classificação para a Libertadores.

Depois de 13 anos, o clube retornou à competição mais importante da América.

Com o time mais amadurecido, com Tardelli, Gilberto Silva.

O Independência se transformou no Bombonera mineira.

Um caldeirão insuportável aos adversários.

O Atlético ganhou 100% dos pontos atuando em casa.

Recebe o São Paulo hoje mais do que empolgado.

A campanha do time paulista fora dos seus domínios dá vergonha.

Foram quatro jogos e quatro derrotas.

Perdeu para o Bolívar, Arsenal, The Strongest e Atlético Mineiro.

Cuca se mostra mais consciente, mais confiante.

Sua síndrome das decisões parece estar sob controle.

Ronaldinho Gaúcho e o Bombonera do Horto o acalmam.

Ele pode olhar com confiança ao grande time que montou.

Uma equipe técnica, vertical, objetiva.

Que é empurrada pelos gritos dos seus satisfeitos torcedores.

Kalil venceu Juvenal e emplacou árbitros estrangeiros para os confrontos.

Na vitória por 2 a 1 no Morumbi, o paraguaio Antonio Arias.

E hoje, o uruguaio Roberto Silveira comandará a partida.

A vitória nos bastidores foi grande.

Newell’s x Vélez tem arbitragem argentina.

Mas no confronto entre brasileiros, estrangeiros.

Ronaldinho Gaúcho concordou com a decisão do dirigente.

E se sente mais à vontade em campo com árbitro de fora.

Muito melhor ainda no Independência.

O jogador e o estádio fizeram exatamente o que Kalil sonhava.

Tiraram os holofotes do eixo do Mal, São Paulo e Rio.

O País hoje é obrigado a olhar para Minas Gerais.

A um caldeirão incandescente chamado Independência.

Nele, um tal camisa 10 que renasceu para o futebol.

Belo Horizonte hoje é a capital do futebol hoje no Brasil.

Graças a um jogador e um estádio...
1fotoarena Ronaldinho Gaúcho e Independência. Um jogador renascido e um caldeirão fazem Belo Horizonte voltar a ser a capital do futebol. O Brasil é obrigado a olhar admirado para o Horto. Para o Atlético...

Alessandro terá sua prova de fogo contra Neymar. Tite não pode mais proteger seu capitão de 34 anos. Ele precisa reagir ou dar lugar a Edenílson. A lateral direita se tornou o ponto fraco do Corinthians…

1ae4 Alessandro terá sua prova de fogo contra Neymar. Tite não pode mais proteger seu capitão de 34 anos. Ele precisa reagir ou dar lugar a Edenílson. A lateral direita se tornou o ponto fraco do Corinthians...
Ele ergueu a taça da Libertadores.

Depois a do Mundial de Clubes.

Alessandro já está na história do Corinthians.

Ninguém vai se esquecer de seus gestos.

No Pacaembu e no Japão.

Foi o capitão nas horas mais felizes de 2012.

Momentos que o clube esperou por décadas.

É o homem de confiança de Tite no elenco.

Exemplo de comportamento.

Primeiro a chegar aos treinos, último a ir embora.

Não há nada a criticar de sua postura profissional.

A não ser o seu desempenho em campo.

O tempo passa para todos.

Alessandro já chegou aos 34 anos.

Veterano, conhece os atalhos do campo.

Foi volante, sabe marcar forte, antecipar.

Só que perdeu a força, o vigor.

Em 2013 é responsável involuntário pela mudança no Corinthians.

O time não tem mais a mesma volúpia de 2012.

O vigor de roubar a bola do adversário no seu campo.

Tirar o oxigênio dos zagueiros adversários.

Não, Tite percebeu atletas corintianos não conseguem mais.

Principalmente Alessandro.

Seu capitão das decisões.

Não há vitalidade para atacar e defender com eficiência.

E o time acaba sacrificado.

Tem vários efeitos colaterais.

O primeiro é a presença de Romarinho e não Pato no time.

O titular marca, ajuda Alessandro muito melhor.

Fecha o lado direito.

É fundamental a proteção do lado direito.

Pato fica mais tempo no banco por esse motivo.

Ralf e Paulinho têm cuidado mais da intermediária corintiana.

Coberto as laterais.

A dupla tem ficado mais de olho em Alessandro.

Gil também se desdobra na cobertura.

Há todo um sacrifício tático.

E ele reflete na produtividade ofensiva.

O momento indica ser muito melhor a escalação de Edenílson.

Com 23 anos e muito vigor físico, Tite o deixa no banco.

Sabe que ele poderia render mais.

Tem fôlego de sobra para atacar e defender.

Principalmente nestas finais de Paulista.

Quem ocupará a ponta esquerda santista será Neymar.

Ele tem se comportado como quem vai deixar o Santos.

E finalmente se transferir para a Europa na janela do meio do ano.

Lógico que deseja uma despedida em altíssimo nível.

Conseguir o inédito tetracampeonato paulista.

Mais uma marca histórica para sua carreira.

O jogador mais habilidoso do País.

Com seus 21 anos diante de Alessandro e seus 34 anos.

Tite sabe o risco que corre.

Mas não quer admitir.

Para ele, o grupo precisa da liderança de seu lateral.

Há um compromisso moral do treinador.

Sabe que nos momentos mais tensos, pesados, foi ele quem o ajudou.

Controlou a ansiedade da equipe, a pressão nas disputas dos títulos.

Alessandro é muito respeitado dentro do Parque São Jorge.

Tanto que ninguém questiona a sua presença no time em voz alta.

Jogadores percebem e sabem que o Corinthians mudou em 2013.

Perdeu a pegada, sua marca registrada no ano passado.

Sem ela, o time ficou mais vulnerável.

Sua intermediária e defesa não é tão inexpugnável.

Um jogador atuando em posição chave do time pode causar estrago.

Era o que Paulinho estava fazendo no início do ano.

Estava empolgado com seleção.

Disposto a mostrar sua versatilidade no meio de campo.

Deixou de ser elemento surpresa na área adversária.

Estava ocupando o espaço de Danilo, de Renato Augusto.

Jogava como meia.

Foi preciso Tite o conscientizar que ele é volante.

E sua primeira missão sempre será marcar.

Depois sair com a bola dominada e até fazer gols.

A conversa valeu.

Mas com Alessandro o problema é mais sério.

Não há como o treinador exigir mais disposição, mais força física.

Alessandro tem se esforçado.

Mas perdeu vitalidade.

Os duelos com Neymar nas decisões do Paulista serão fundamentais.

O lateral direito terá de se superar.

Porque há a certeza de que Muricy mandará Neymar explorar seu lado.

Alessandro já deu uma sorte absurda em 2012.

Não só por levantar a Libertadores e o Mundial.

Mas por não ter se tornado o vilão da competição sul-americana.

1gazeta4 Alessandro terá sua prova de fogo contra Neymar. Tite não pode mais proteger seu capitão de 34 anos. Ele precisa reagir ou dar lugar a Edenílson. A lateral direita se tornou o ponto fraco do Corinthians...

Ao perder uma bola no meio de campo para Diego Souza.

O então meia do Vasco desceu sozinho no Pacaembu.

Foram sete segundos até chegar livre ao gol.

Se marcasse, o time tinha tudo para ser eliminado da Libertadores.

E Cássio salvou o Corinthians e Alessandro.

Neste ano, Tite está fazendo o que pode por seu lateral.

Mas sua lealdade começa a prejudicar o time.

As finais do Paulista podem ter um peso fundamental.

Mostrar ao técnico e aos companheiros se Alessandro suporta.

O que não parece.

E se é chegada a hora de Edenílson ter sua chance.

Tite tem um compromisso moral com o capitão da Libertadores.

Com o capitão do Mundial de Clubes.

Mas muito maior com o próprio Corinthians.

Não pode sacrificar seu time por causa do lateral.

Alessandro sabe o quanto estará em jogo nestas finais do Paulista.

A sua continuidade como titular.

Seu desafio não poderia ser maior: anular o emocionado Neymar.

E ainda apoiar o time no ataque.

Lateral campeão da Libertadores e do Mundo tem de ser assim.

Se não tiver fôlego para isso é melhor que fique na reserva...
2ae3 Alessandro terá sua prova de fogo contra Neymar. Tite não pode mais proteger seu capitão de 34 anos. Ele precisa reagir ou dar lugar a Edenílson. A lateral direita se tornou o ponto fraco do Corinthians...

Osvaldo mancando. Luís Fabiano, deprimido. Aloísio, fora. Wallyson, inseguro. Ademílson, tenso. Silvinho mal chegou do Penapolense. O São Paulo escancara seu amadorismo contra o Atlético. Mas Juvenal Juvêncio está com as unhas dos pés cortadas…

1gazeta3 Osvaldo mancando. Luís Fabiano, deprimido. Aloísio, fora. Wallyson, inseguro. Ademílson, tenso. Silvinho mal chegou do Penapolense. O São Paulo escancara seu amadorismo contra o Atlético. Mas Juvenal Juvêncio está com as unhas dos pés cortadas...
Ney Franco está desesperado.

Sabe o quanto precisa de um atacante velocista amanhã.

É o único caminho para o sonho de derrotar o Atlético no Independência.

Diante de Réver, Leonardo Silva ou Gilberto Silva a saída seria a correria.

Osvaldo seria o seu principal trunfo.

Mas veio a pancada que sofreu no quadril contra o Corinthians.

E o obrigou a deixar o jogo.

Ele não foi poupado, saiu porque não tinha condições de andar.

Sua dor era tão grande que os médicos tinham até medo de uma fissura no osso.

A tomografia computadorizada apontou que seus ossos estão bem.

Mas não significa que as dores passaram.

Como houve uma forte pancada, os médicos acreditam que ele poderá melhorar.

E estar pronto para jogar.

Mas não há a certeza absoluta.

O clube fez questão de divulgar que ele viajaria para Belo Horizonte.

Foi uma manobra estratégica.

Ney Franco quer que Cuca acredite que o São Paulo terá Osvaldo.

Se preocupe com ele.

O jogador passa pela melhor fase na sua carreira.

Tem todas as chances até de disputar a Copa das Confederações.

Mas é um atleta frágil fisicamente.

Ele chorou muito no domingo pelas dores.

Sabia o quanto seria importante ter ficado na semifinal contra o Corinthians.

Mas não tinha firmeza para andar.

No embarque para Belo Horizonte as dores continuavam.

Ele deverá fazer tratamento intensivo até a hora do jogo.

Osvaldo, como Bernard, é um atleta muito leve.

Nada garante que mesmo se conseguir se recuperar, não tenha de sair.

Bastará uma simples falta, a queda e a batida da bacia no gramado.

Ney Franco está tenso demais.

Sabe que não pode confiar em Luís Fabiano.

O treinador do São Paulo tentou passar confiança.

Procurou o veterano que está em baixa no Morumbi.

Parte da diretoria quer a sua venda na janela do meio do ano.

Uma forma de recuperar pelo menos parte dos R$ 20 milhões gastos.

Ele fará 33 anos em novembro.

Está depressivo pelas expulsões, fraco futebol.

E, claro, o pênalti desperdiçado contra o Corinthians.

As organizadas do São Paulo já o perseguem.

Os gritos de 'pipoqueiro' foram ouvidos outra vez no Morumbi.

Ney gostaria demais de contar com Aloísio.

Mas o raçudo atacante sofreu uma distensão muscular.

Ficará no mínimo mais duas semanas se tratando.

Assim terá de apelar para Silvinho.

Nem o treinador e muito menos o jogador esperavam essa situação.

O atacante de 22 anos fez um bom Paulista pelo Penapolense.

1spfc Osvaldo mancando. Luís Fabiano, deprimido. Aloísio, fora. Wallyson, inseguro. Ademílson, tenso. Silvinho mal chegou do Penapolense. O São Paulo escancara seu amadorismo contra o Atlético. Mas Juvenal Juvêncio está com as unhas dos pés cortadas...

Ele começou nas categorias de base do Corinthians, mas não se firmou.

Jogou no Monte Azul, Bragantino, Marília e LASK Linz da Austrália.

Foi colocado pelo grupo DIS em Penápolis.

Se destacou pelos dribles em velocidade.

Mas não nunca sequer treinou com os titulares do São Paulo.

Caso entre em campo estará escancarado o improviso.

Ney Franco nunca terá coragem de cobrar Juvenal.

Mas ele e sua Comissão Técnica sabem.

O clube tinha tudo nas mãos.

Deveria ter duas opções de velocidade e talento.

Insistiu com Juvenal que o nome para o lugar de Lucas era Vargas.

O atacante chileno que estava no Napoli.

O presidente encarregou Adalberto Batista de fechar a transação.

O São Paulo foi o primeiro clube a se interessar.

O piloto e diretor de futebol soube que o Grêmio entrou na disputa.

Mas ele tinha viagem marcada para a Austrália.

E de lá, por telefone, tentou fechar o negócio.

O time gaúcho manteve representantes em Napoli e fechou a transação.

Juvenal disse que desistiu do jogador pelo leilão.

Mas no clube muita gente importante sabe.

A ausência de um dirigente na Itália pesou.

Há também decepção do presidente em relação a Ney Franco.

A sua recomendação de Wallyson não deu certo.

O ex-jogador do Cruzeiro tem mostrado problemas de adaptação.

Não é o atleta agudo, velocista, que o treinador indicou.

Ele ficou um ano parado em Belo Horizonte por uma fratura no tornozelo.

Ademílson vindo da base é pura tensão.

Perdeu dois gols feitos contra o Atlético na semana passada.

Não tem a confiança dos companheiros.

É imaturo demais...

Ou seja, o São Paulo vendeu Lucas ao PSG em agosto.

Teve setembro, outubro, novembro e dezembro.

Quatro meses para buscar um substituto.

E cerca de R$ 80 milhões dos R$ 108 milhões da venda.

Não houve competência.

O único velocista de talento reconhecido no elenco é Osvaldo.

Por isso a preocupação de Ney Franco.

A irritação do presidente.

A partida de amanhã pode sacramentar o final da Libertadores.

Basta o time não conseguir vencer o favorito Atlético e acabou.

Se mantiver a palavra, Juvenal deixará o São Paulo em abril de 2014.

Seu mandato terminará no meio da Libertadores.

Ele se diz cansado e que não haverá manobra política para continuar.

Desde 1984, ele tem poder sobre o futebol do clube.

É presidente desde 2006.

Seu sonho era fazer de 2013 um ano inesquecível.

Vencendo tudo: Paulista, Libertadores, Recopa, Brasileiro, Mundial.

Principalmente desbancando seu grande inimigo, o Corinthians.

Mas a realidade é crua.

O Paulista já acabou para o São Paulo.

Agora a competição mais importante do ano está por um fio.

Com o time precisando de gols, tem problemas grave no ataque.

Escancara o fracasso na contratação do substituto de Lucas.

O castigo veio.

Ney Franco tem Osvaldo debilitado, Luís Fabiano deprimido.

Um garoto de 22 anos que nunca sequer treinou com os titulares.

Ou outro, inseguro, que não se adaptou ao clube.

O clima de amadorismo é inacreditável.

Principalmente para uma diretoria que posa de moderna.

O clima é de pura tensão, improviso.

Justo na véspera do jogo mais importante dono para o São Paulo.

Companheiros de diretoria ironizaram Juvenal.

Enquanto os planos para 2013 implodem, o dirigente age.

Mostrava toda a sua maneira de se preocupar.

Logo depois da eliminação do Paulista para o Corinthians.

Ele cortava as unhas do pé, no podólogo, no CT da Barra Funda.

Há algo fora da ordem no São Paulo.

Onde diretor de futebol prefere pilotar a acompanhar o time.

O presidente vê a diretoria do Atlético escalar juízes estrangeiros.

E dar mais confiança a Cuca e seus jogadores.

Aceita passivamente até o apoio de Marin a Alexandre Kalil.

Lúcio sabota o time e não é nem advertido.

Luís Fabiano atrapalha como pode e nada acontece.

Mulher do goleiro reserva Denis detona publicamente Rogério Ceni.

Escancara o péssimo relacionamento entre os dois.

E todos fingem estar tudo bem.

O time pode até ser eliminado da competição mais desejada.

Mas de uma coisa ninguém vai poder reclamar.

Juvenal sempre estará com as unhas dos pés muito bem cortadas...
1ae3 Osvaldo mancando. Luís Fabiano, deprimido. Aloísio, fora. Wallyson, inseguro. Ademílson, tenso. Silvinho mal chegou do Penapolense. O São Paulo escancara seu amadorismo contra o Atlético. Mas Juvenal Juvêncio está com as unhas dos pés cortadas...

Oswaldo de Oliveira se reinventou. Para domar o Botafogo deixou de ser blasé. Ganhou o Carioca. Mas sabe que é pouco. O sonho é a volta à Libertadores depois de longos e amargos 17 anos…

AGIF Oswaldo de Oliveira se reinventou. Para domar o Botafogo deixou de ser blasé. Ganhou o Carioca. Mas sabe que é pouco. O sonho é a volta à Libertadores depois de longos e amargos 17 anos...
Oswaldo de Oliveira se reinventou.

Teve de mudar sua personalidade para voltar a ganhar.

Ser campeão carioca de 2013 no Botafogo exigiu muito.

Sua trajetória de vida é interessante.

Garoto de classe média, frequentava as praias cariocas.

Desfilava, era modelo fotográfico.

Com o dinheiro que recebia nas passarelas cursou educação física.

Queria trabalhar com futebol.

Homem atraído pela leitura, pela psicologia.

Muito aberto ao diálogo com os jogadores.

Formou dupla com Vanderlei Luxemburgo, na melhor fase do técnico.

O treinador deixou o Corinthians para assumir a Seleção Brasileira.

Oswaldo de Oliveira herdou o comando do time.

A pedido dos jogadores.

E logo de cara conseguiu ser campeão mundial em 2000.

Seu estilo era dar espaço para os líderes do time.

Rincón, Vampeta, Ricardinho e Fábio Luciano.

Mais de 73 mil pessoas no Maracanã viram a conquista diante do Vasco.

O que era virtude em Oswaldo se voltou contra ele.

As brigas entre Rincón, Edílson, Marcelinho Carioca minaram seu trabalho.

Foi para o Vasco e montou o time campeão brasileiro.

O famigerado torneio João Havelange, em 2000.

Brigou perto da decisão com Eurico Miranda e Joel Santana comemorou o título.

No Fluminense, conseguiu ser semifinalista do Brasileiro de 2001.

Foi para o São Paulo.

Eu havia trabalhado na cobertura do Mundial do Corinthians em 2000.

Via a modernidade tática de Oswaldo e também a fragilidade em se impor.

Sua opção em dividir o comando do time com os líderes das equipes.

Tentou fazer o mesmo na forte equipe montada por Marcelo Portugal Gouvêa.

Tinha Kaká, Rogério Ceni, Luís Fabiano.

E havia conseguido tirar Ricardinho do Corinthians.

Só que o clube estava mergulhado em uma crise financeira.

Os salários atrasavam.

Apenas Ricardinho, que havia recebido luvas muito altas, não reclamava.

O elenco passou a boicotá-lo por causa do alto salário, que recebia em dia.

Oswaldo de Oliveira se viu no meio de uma enorme crise.

Os líderes estavam divididos, o clube rachado.

Ele foi justo e corajoso.

O talento dos jogadores e o esquema tático ofensivo deram certo.

Levaram o time ao primeiro lugar do Brasileiro.

Se o sistema fosse o atual, seria campeão.

Mas na época tudo era decidido em mata-matas.

A equipe enfrentaria o oitavo.

Justo o Santos de Robinho e Diego.

E o São Paulo fracassou.

Assim como na final do Paulista de 2003, contra o Corinthians.

A crise financeira continuava.

Antes da decisão, fiz uma exclusiva com Oswaldo de Oliveira.

Fui direito.

Perguntei se já havia disputado uma final naquelas condições.

Com um time entrando em campo devendo salários aos jogadores.

Ele foi sincero até demais.

"Não nunca cheguei a uma final nestas condições.

Lógico que isto atrapalha e muito.

Tira a concentração dos jogadores."

A resposta repercutiu no Morumbi.

O treinador foi digno e manteve o que falou.

Ficou na alça de mira dos dirigentes.

O Corinthians venceu e Oswaldo acabou demitido.

Depois perambulou por vários e vários clubes.

Foi perdendo prestígio até ir para o exílio no Japão.

Lá ganhou dinheiro e títulos.

Foram quatro anos no Kashima Antlers.

1reproducao6 Oswaldo de Oliveira se reinventou. Para domar o Botafogo deixou de ser blasé. Ganhou o Carioca. Mas sabe que é pouco. O sonho é a volta à Libertadores depois de longos e amargos 17 anos...

Ganhou tudo o que poderia.

Até o retorno ao Brasil, ao Botafogo.

No futebol japonês percebeu que sua personalidade teria de mudar.

Eles queriam um comandante, alguém que entendesse o modo japonês de agir.

Soubesse tirar o máximo proveito da maneira submissa dos jogadores.

Oswaldo entendeu que não poderia ser o democrata.

E mudou sua maneira de trabalhar.

Nada de dividir o poder com os líderes do time.

O comando era seu.

Na volta do Brasil, veio o conflito.

Ele ficou dividido.

Não era venerado, não lidava mais com os orientais.

Era questionado e várias vezes teve problemas sérios.

Só resgatou seu respeito quando resolveu encarar Loco Abreu.

O uruguaio, ídolo do time, já estava em decadência.

Não conseguia se movimentar como o treinador desejava.

Apesar de seu carisma, Oswaldo sabia que tinha de tirá-lo da equipe.

E enfrentou até mesmo o presidente Mauricio Assumpção.

Amigos particulares, chegaram a discutir.

O elenco ficou acompanhando tudo de perto.

O técnico ganhou sua mais difícil batalha.

O uruguaio deixou o Botafogo.

Ao mesmo tempo, teve a recompensa divina.

Desembarcou o holandês Seedorf.

Um presente da patrocinadora que banca R$ 700 mil mensais.

Líder e ainda com condições técnicas de comandar a equipe.

Oswaldo se redescobriu.

Percebeu que a aliança deveria ficar restrita a Seedorf e Jefferson.

E se tornou o comandante do restante do grupo.

Opinião dos dois, mas a palavra final dele.

Por problemas financeiros, sua equipe é limitada.

Mas competitiva.

Oswaldo foi muito oportunista.

Viu Flamengo e Vasco implodidos por dívidas.

E o Fluminense mergulhado de cabeça na Libertadores.

Sabia que poderia vencer o Carioca.

Atropelou nos dois turnos.

Seu maior mérito foi o foco.

Conseguir tirar o máximo de um time que não assusta pelos nomes.

Jéfferson, Lucas, Bolívar, Dória e Júlio César (Lima);

Marcelo Mattos, Gabriel, Fellype Gabriel, Seedorf (Lucas Zen) e Lodeiro;

Rafael Marques (Vitinho)

Equipe que impressiona pela superação, preenchimento dos espaços.

É o mais europeus dos cariocas.

Renega o passado para vencer no presente.

Só Seedorf teria condições de atuar no Botafogo histórico da década de 60.

De Garrincha, Nilton Santos, Didi, Amarildo, Quarentinha, Manga, Zagallo.

Os tempos são outros.

Oswaldo de Oliveira soube perceber, se reciclar.

E fazer o Botafogo se impor no Rio de Janeiro.

Mesmo exagerando.

"Nós temos é que comprar o barulho mesmo.

Ir dentro dos putos.

Não tem que refrescar porra nenhuma.

Vai, peita, mete a mão na cara."

Tudo gravado em vídeo e divulgado pelo próprio site do Botafogo.

Parecia um clone, possuído pela raiva.

Oswaldo não é mais blasé, que no futebol significa omisso.

Aprendeu que é preciso apelar para o sangue nas veias.

Por isso a decisão de ontem foi vencida na garra, no fórceps.

Tecnicamente, o Fluminense era muito melhor.

Só que ficou pelo caminho.

Assim como os outros rivais cariocas.

Seu time venceu Taça Guanabara e Taca Rio para não deixar dúvidas.

No entanto Oswaldo sabe que não há porque se iludir.

Título estadual serve para dar alegria aos desvalidos.

Para o Botafogo ser grande é necessário muito mais.

Disputar a Libertadores, brilhar no Brasileiro, na Copa do Brasil.

E com coragem enfrenta o empolgado Mauricio Assumpção.

Não dá para se contentar com o esforçado Rafael Marques.

Mesmo tendo feito o gol decisivo.

Exige reforços para que a festa não fique restrita ao quintal.

O dirigente apela à torcida, sem o Engenhão.

Que os verdadeiros botafoguenses se unam, busquem recursos.

Oswaldo tinha o sonho de criança em ser campeão carioca.

Mas sessentão sabe que isso no contexto geral pouco significa.

A missão obrigatória é levar de volta o time à Libertadores.

É inaceitável o clube estar há 17 anos sem disputá-la.

Não com sua história maravilhosa.

Chega de mediocridade!

Se contentar em ser coadjuvante.

O Brasil espera pelo renascimento do Botafogo.

Há tempo demais...
2agif Oswaldo de Oliveira se reinventou. Para domar o Botafogo deixou de ser blasé. Ganhou o Carioca. Mas sabe que é pouco. O sonho é a volta à Libertadores depois de longos e amargos 17 anos...

O Corinthians eliminou o São Paulo e está na final do Paulista contra o Santos. Ganhou alma nova na Libertadores. De nada adiantou a catimba de Ceni. Em vez de cobrar o juiz, ele deve reclamar com Ganso e com o displicente Luís Fabiano…

1gazeta1 O Corinthians eliminou o São Paulo e está na final do Paulista contra o Santos. Ganhou alma nova na Libertadores. De nada adiantou a catimba de Ceni. Em vez de cobrar o juiz, ele deve reclamar com Ganso e com o displicente Luís Fabiano...
A decisão por pênaltis compensou.

Fez esquecer o 0 a 0 medroso, enfadonho.

As penalidades deixaram à mostra a rivalidade entre Corinthians e São Paulo.

Serviu para expor jogadores, mexer com os nervos.

Confirmou a coragem de Antônio Rogério Batista do Prado.

Colocou o Corinthians na final do Paulista contra o Santos.

Paulo Henrique Ganso e Luís Fabiano sabotaram os planos do São Paulo.

Rogério Ceni tentou usar o seu nome, seu carisma, os 40 anos de experiência.

E passou por um vexame.

Se adiantou seis passos de forma absurda na cobrança de Pato.

E fez a defesa irregular.

Não contava com a firmeza do árbitro.

Com toda a razão, mandou que a cobrança fosse repetida.

Ceni fez um escândalo, jogou toda a torcida do São Paulo contra o juiz.

Na repetição, Pato foi cruel e cobrou forte no canto direito.

O veterano goleiro caiu para o canto esquerda.

Vitória do Corinthians por 4 a 3.

São Paulo eliminado.

Caiu pelo sétimo ano consecutivo em semifinais do Paulista.

Traumatizante.

Muito provavelmente foi o último Paulista da carreira de Ceni.

Ele está na contagem regressiva, já que acaba sua trajetória esse ano.

O resultado não foi justo.

O São Paulo foi melhor durante os 90 minutos.

Mas quem disse que o futebol e a vida são justos?

Passada a emoção, o Corinthians está na final do Paulista.

E ganhou importante moral para seguir na Libertadores.

Na revanche contra o Boca Juniors no Pacaembu.

Já Ney Franco perdeu a sua desculpa.

Quando o time era criticado na Libertadores, apelava para o estadual.

Lembrava que o São Paulo era o primeiro na classificação geral.

Agora, nem isso tem.

Pior vai com desvantagem contra o Atlético Mineiro.

Precisará vencer a partida no Independência.

E não terá Oswaldo, com séria contusão no quadril.

Além de todo o desânimo de não ter sido eliminado do Paulista.

Tirado da competição pelo grande rival, o Corinthians.

A partida foi uma enorme decepção.

Valeu pelo primeiro tempo do São Paulo.

O time de Ney Franco foi mais vibrante, mas corajoso.

Tite este ano insiste em um erro gravíssimo.

Está recuando demais o Corinthians.

Ao contrário do que fazia no vitorioso 2012.

No ano passado, exigia que sua equipe marcasse a saída de bola adversária.

Travava seus zagueiros, seus volantes.

Não deixava o rival respirar.

Nem ter consciência para articular seus ataques.

Deixava apenas como opção os chutões.

Este ano, não.

Como fez no Morumbi, o Corinthians passou a marcar no seu campo.

E mesmo assim perdeu a pegada, o time está frouxo.

Ou seja, o São Paulo tocou a bola com toda a liberdade.

Paulo Henrique Ganso e Jadson tinham espaço para tocar ou lançar.

Isso era um perigo.

O lado negativo era Luís Fabiano em mais uma volta depois de suspensão.

1ae2 O Corinthians eliminou o São Paulo e está na final do Paulista contra o Santos. Ganhou alma nova na Libertadores. De nada adiantou a catimba de Ceni. Em vez de cobrar o juiz, ele deve reclamar com Ganso e com o displicente Luís Fabiano...

Sem ritmo, lento de raciocínio ou esperteza para sair de impedimentos.

Ele manda no time, com a cumplicidade de Juvenal Juvêncio.

Obriga seus companheiros a lhe passarem a bola para finalizar.

Ai de quem o contraria...

Atrapalhou o São Paulo.

Osvaldo já conseguia arrumar espaço quando se contundiu.

Saiu aos dez minutos, Douglas entrou no seu lugar.

Foi ótimo para o meio de campo.

Ganso se fixou centrado e Jadson passou para a esquerda.

Tivesse o São Paulo outro atacante, as coisas poderiam ter sido diferentes.

Luís Fabiano vive do seu passado, está em decadência.

Egoísta, lento e intocável, mistura que só atrapalha o São Paulo.

Antônio Batista do Prado cometeu seu grande pecado no primeiro tempo.

2ae2 O Corinthians eliminou o São Paulo e está na final do Paulista contra o Santos. Ganhou alma nova na Libertadores. De nada adiantou a catimba de Ceni. Em vez de cobrar o juiz, ele deve reclamar com Ganso e com o displicente Luís Fabiano...

Romarinho deu um pisão em Wellington que mereceria cartão vermelho.

Ele contemporizou e deu o amarelo.

Inaceitável o espaço que Paulinho e até Ralf deram aos meias são paulinos.

Alessandro e Fábio Santos, apesar da ajuda de Romarinho e Danilo, sofreram.

Emerson outra vez jogou muito mal.

A bola não chegou em Guerrero.

O São Paulo teve o controle dos primeiros 45 minutos.

Faltou objetividade e um artilheiro de verdade.

No segundo tempo, Tite corrigiu a marcação.

O Corinthians passou a marcar mais adiantado na intermediária adversária.

Cortou pela raiz o nascedouro das jogadas de Ganso e Jadson.

O São Paulo entrou em campo menos exposto.

O time ficou mais compacto, preocupado com contragolpes.

Resumou: foi covardia dos dois lados.

A partida acabou brigada nas duas intermediárias.

Parecia que os dois times arrastavam o jogo para os pênaltis.

Não houve um lance digno de perigo na segunda etapa.

E vieram os pênaltis.

Estava 2 a 2, quando Paulo Henrique Ganso foi cobrar.

Os deuses do futebol estão contra ele em 2013.

Ele foi um dos melhores do lado tricolor.

Quis mostrar firmeza na cobrança e bateu alto demais.

A bola foi por cima do gol de Cássio.

Fabio Santos marcou, como Jadson.

Alessandro, mal no jogo e sem sorte no pênalti.

Deslocou Ceni, mas acertou a trave esquerda.

Chegou a vez de Luís Fabiano.

Fez pose, correu para a bola como craque.

Só que 'cantou' onde cobraria, como um juvenil.

E facilitou a defesa de Cássio.

Inacreditável a proteção do São Paulo a este problemático atacante.

Outra vez deixava o clube em péssima situação.

Em todo jogo importante, decepciona.

Não tem nervos para decisões.

Bastaria Pato marcar e o Corinthians estaria na final.

Rogério Ceni arriscou.

Deu seis passos em direção da bola antes do atacante cobrar.

Lógico que fechou o ângulo e defendeu a bola.

Mais um pouco, a teria prensado com o corintiano.

Acreditava que seu nome intimidaria Antônio Rogério Batista do Prado.

Deu um vexame.

Convicto, o árbitro mandou a cobrança ser repetida.

Ceni esbravejou, incendiou o Morumbi contra o juiz.

Pato cobrou com convicção e eliminou o São Paulo.

Na comemoração, ainda mandou Ceni parar de reclamar.

O goleiro ainda fez questão de entregar a bola ao árbitro.

Era um sinal claro, quis repassar a ele a eliminação do São Paulo.

Ceni que tenha coragem e vá cobrar o tenso Ganso.

E o displicente de sempre, Luís Fabiano.

Se o goleiro cumprir a palavra, acabaram os Paulistas na sua vida.

Pela sétima vez seguida, seu São Paulo caiu em uma semifinal.

Agora resta ao Corinthians o grande desafio.

Travar o sonho santista do inédito tetracampeonato estadual.

Mais importante do que isso, que as cobranças de pênaltis tenha acordado o time.

E o faça jogar com a mesma pegada de 2012.

Redescubra a sede de conquistas.

Eliminar o rival São Paulo sempre fez bem à alma corintiana...
3ae2 O Corinthians eliminou o São Paulo e está na final do Paulista contra o Santos. Ganhou alma nova na Libertadores. De nada adiantou a catimba de Ceni. Em vez de cobrar o juiz, ele deve reclamar com Ganso e com o displicente Luís Fabiano...

As lágrimas, o descontrole emocional de Neymar não são para a chegada à final do Campeonato Paulista. Seu tempo no Santos pode estar terminando. E a ida para a Europa ser fechada já no meio do ano. O choro já seria de despedida…

1ae1 As lágrimas, o descontrole emocional de Neymar não são para a chegada à final do Campeonato Paulista. Seu tempo no Santos pode estar terminando. E a ida para a Europa ser fechada já no meio do ano. O choro já seria de despedida...
Tudo é muito estranho.

Basta olhar para a foto acima.

Ele é o único jogador de joelhos rezando, agradecendo.

Depois se emocionou, chorou.

Só ele derramou lágrimas ontem em Mogi.

Um exagero, despropósito para alguém tão importante.

Já tinha agido assim contra o Palmeiras na Vila Belmiro.

O Santos quer o inédito tetracampeonato paulista.

Mas Neymar muito mais.

Só que há algo além.

Nem na conquista da Libertadores agiu desta maneira.

Chorando, rezando, fazendo discurso religioso.

Por derrotar o Mogi Mirim nos pênaltis?

E chegar à final do inútil Campeonato Paulista?

Setoristas que cobrem o dia-a-dia do Santos têm certeza.

Neymar mudou muito neste último mês está arredio, irritado.

Sem paciência, não quer falar muito.

Esta mais superficial do que de costume.

Se mostra emotivo demais.

Levado o filho David Lucas para os treinos na Vila Belmiro.

No último treinamento, na véspera da partida de ontem, estava sensibilizado.

Brincava com o filho, o abraçava muito, se orgulhava quando o via com a bola.

Neymar tem apenas 21 anos.

Sabe que é um dos jogadores mais cobiçados do mundo.

Também tem plena consciência que seu contrato termina no próximo ano.

Basta esperar a Copa e fazer um dos melhores negócios da história do futebol brasileiro.

Se despedir do Santos e, com 22 anos, negociar com quem quiser.

Todo o dinheiro vai para sua família.

Ele já está milionário.

Ganha mais de R$ 4 milhões mensais.

Seu staff sangra os 11 patrocinadores.

Vinte e duas pessoas vivem da sua imagem.

E vivem criando situações para que recebe mais dinheiro.

Muitas vezes o colocam em situações constrangedoras.

O mostram ao público como um obcecado por dinheiro.

A ponto de vender pela Internet seu autógrafo por R$ 120,00.

Autógrafos feitos por um software que copia fielmente sua assinatura.

Seu staff não tem força para evitar a superexposição.

As inúmeras fotos que coloca na Internet, devassando a própria intimidade.

Se diverte com o poder de manipular os fãs.

Namora uma atriz global.

Comprou um iate.

Tem mansões, apartamentos de alto luxo.

É o maior ídolo do futebol brasileiro.

"Devo tudo isso ao Santos.

Sem esse clube não seria ninguém", diz.

Evangélico fervoroso deixa escapar sua gratidão.

Lembra demais Kaká perto da sua saída do São Paulo.

O ano era 2003.

Seu contrato terminaria em 2004.

Poderia esperar e ficar com todo dinheiro de sua venda ao Milan.

Seu empresário era Wagner Ribeiro, o mesmo de Neymar.

Mas Kaká também se sentia grato ao São Paulo.

2ae1 As lágrimas, o descontrole emocional de Neymar não são para a chegada à final do Campeonato Paulista. Seu tempo no Santos pode estar terminando. E a ida para a Europa ser fechada já no meio do ano. O choro já seria de despedida...

Não iria embora sem que o clube tivesse direito a um ressarcimento.

Os italianos aceitaram pagar apenas 8 milhões de dólares, cerca de R$ 16 milhões.

A equipe paulista teve de aceitar.

Mesmo tendo uma proposta de 12 milhões de dólares do Chelsea.

Kaká queria ir para o Milan e estava dando a recompensa ao clube que amava.

Os dirigentes entenderam que ele poderia ir embora de graça em 2004.

Tiveram de se dobrar e ainda agradecer.

Neymar parece estar indo pelo mesmo caminho.

Ele quer recompensar o Santos por sua carreira, por sua vida.

E para isso só há duas saídas.

Há duas janelas de transferências antes da Copa do Mundo.

A primeira se abre em junho.

E a segunda, em dezembro.

Não é segredo para ninguém.

Ele e sua família têm excelente relacionamento com a direção do Barcelona.

O clube catalão foi humilhado na Champions League.

Vai fazer uma reformulação no seu grande time.

E Neymar é a prioridade.

Além dos catalães, Pep Guardiola o quer no Bayern.

Está disposto até pagar mais.

Assim como o Real Madrid.

A imprensa espanhola acena com uma proposta de cem milhões de euros.

Cerca de R$ 260 milhões.

Os dois clubes lembram muito o que foi o Chelsea para Kaká.

Como o meia do São Paulo, o coração de Neymar já tem dono.

Ele quer ir para o Barcelona.

3ae As lágrimas, o descontrole emocional de Neymar não são para a chegada à final do Campeonato Paulista. Seu tempo no Santos pode estar terminando. E a ida para a Europa ser fechada já no meio do ano. O choro já seria de despedida...

Mas deseja também compensar o Santos.

A desconfiança generalizada é que já há um acordo.

Neymar estaria vivendo seus últimos dias na Vila Belmiro.

Por isso seu descontrole emocional nos últimos jogos.

Ele saberia estar disputando a derradeiras partidas.

Por isso derrama suas lágrimas pelo inútil Campeonato Paulista.

Seria a última chance de ser campeão pelo Santos.

A transferência seria feita nesta janela.

Com o clube de Luís Álvaro sendo recompensado.

E com Neymar saindo na 'hora certa'.

Ronaldo, Mano, Parreira todos já falaram que sua evolução está na Europa.

Lucas tem conversado demais sobre a importância de atuar por lá.

Junto a tudo isso, o atacante acredita que será mais respeitado aqui.

Não suporta mais colocar a camisa da Seleção e ser chamado de pipoqueiro.

Sabe muito bem a fragilidade do confuso e desentrosado time de Felipão.

E que, quando a equipe vai mal, ele é o alvo preferido do ódio da torcida.

Se cansou disso.

Sabe que se for jogador do Barcelona, será muito melhor tratado.

Sua superexposição no Brasil desgastou sua imagem.

Ou seja, tudo converge para a despedida.

A saída logo nesta janela de junho.

O pai do jogador está irritado.

Não quer dar entrevistas.

Em Mogi ontem se afastou dos repórteres.

"Vocês ficam insistindo em algo que não têm.

Nós não temos propostas."

Neymar Senior pode ter seus motivos para se calar.

Mas não menosprezar a inteligência alheia.

Seu filho tem sim propostas.

E do mais alto calibre.

A divergência é entre o maior lucro e o coração.

Uma pessoa de bom senso esperaria a Copa.

E depois usufruir de todo os direitos econômicos e federativos.

Mas o bom senso pode dar lugar à emoção.

Como é comum acontecer com a saída de jogadores formados nos clubes.

Assim como aconteceu com Kaká.

Se Neymar quiser ajudar o Santos e o pressionado Luís Álvaro o momento é agora.

A hora de se despedir do seu time de coração, da Vila Belmiro, do filho chegou.

O ideal seria com mais uma conquista.

O inédito tetracampeonato paulista.

Por isso as estranhas lágrimas por um torneio inútil, sem importância.

Todos os gestos de Neymar levam a crer que este será sua última disputa.

E que a ida para a Europa já está decidida.

Ele quer retribuir a tudo que o Santos lhe proporcionou.

O que pode fazer: ganhar mais um título.

Fazer o clube aceitar quanto o Barcelona oferecer.

Lembrando que poderia ir embora de graça.

E colocar Luís Álvaro na história da pior maneira possível.

Como o presidente que deixou Neymar sair sem render um centavo.

É tudo que Neymar não quer.

Seria por isso que ele comemorou tanto ontem em Mogi Mirim.

Mesmo com um time ruim e mal treinado, chegou à decisão.

Poderá se despedir como sonhava do Santos.

Ganhando um título inédito e deixando dinheiro nos cofres.

Saindo pela porta da frente.

Não como seu ídolo Robinho.

Por tudo isso Neymar não consegue mais conter suas lágrimas.

Seu tempo de Vila Belmiro parece estar chegando ao fim.

As despedidas já começaram...
4ae As lágrimas, o descontrole emocional de Neymar não são para a chegada à final do Campeonato Paulista. Seu tempo no Santos pode estar terminando. E a ida para a Europa ser fechada já no meio do ano. O choro já seria de despedida...