Como os executivos da Globo temiam. Santos e Ituano conseguiram a pior audiência de uma final de Paulista da história. 14.6 pontos. Pior que Bragantino e Novorizontino em 1990…

1reproducao6 Como os executivos da Globo temiam. Santos e Ituano conseguiram a pior audiência de uma final de Paulista da história. 14.6 pontos. Pior que Bragantino e Novorizontino em 1990...
Não houve jeito...

Como os executivos da Globo comentavam.

Santos e Ituano é um caso perdido.

Os dois proporcionaram à emissora a pior audiência de uma final.

Nunca a decisão do título paulista trouxe os números foram tão baixos.

Nem Bragantino e Novorizontino, em 1990.

A decisão há 24 anos chegou aos 20 pontos.

São Caetano e Paulista em 2004 ficou em 25 pontos.

Santos e Ituano confirmaram a angústia que dominava a emissora.

O jogo travou em apenas 14.6 pontos de audiência.

Um soco no estômago dos anunciantes.

Eles que pagam mais de R$ 1 bilhão pelo futebol da Globo.

Uma desgraça para o Fausto Silva.

Para a sequência da programação.

Pior que os executivos não enxergam saída.

Não há empolgação no time grande, o santista.

Falta um ídolo capaz de despertar a atenção do torcedor.

A saudade de Neymar é aguda, dói na alma.

O único jogador 'vendável' está em péssima fase.

Leandro Damião.

Há muitos torcedores que defendem até o Santos sem ele.

Com Gabriel na frente e Rildo desde o início da partida.

No Ituano, não há sequer um jogador conhecido.

Cristian, de apelido Mendigo, é o mais lembrado.

3reproducao3 300x168 Como os executivos da Globo temiam. Santos e Ituano conseguiram a pior audiência de uma final de Paulista da história. 14.6 pontos. Pior que Bragantino e Novorizontino em 1990...

Por isso o caso é considerado perdido.

Não há convidado especial, atriz bonita que possa dar jeito.

Há até dificuldade nas chamadas da partida.

As duas torcidas não conseguiram nem encher o Pacaembu.

Somadas chegaram a 27 mil pessoas.

Havia espaço para mais dez mil.

A decisão entre Santos e Ituano é a cereja do bolo.

Marca o pior momento do Campeonato Paulista.

A média de torcedores é de apenas 5.418 torcedores.

Um finalista está envolvido no jogo de pior público.

Na partida entre Oeste e Ituano foi vergonhoso.

Apenas 32 torcedores...

A primeira final conseguiu uma façanha.

Ficar atrás do clássico entre Corinthians e São Paulo.

O jogo levou 29 mil torcedores.

Ao contrário da Federação Carioca, a Paulista disfarça.

E terá coragem ainda de fazer uma festa de encerramento.

O que há para festejar, só Marco Polo del Nero pode dizer.

Torneio tão baixo, só em 2002, sem a participação dos grandes.

Quando o Ituano foi campeão vencendo o América de Rio Preto.

A Globo já se prepara para outro domingo sofrido.

Com mais uma vez Santos e Ituano.

A felicidade só vem à tona quando os executivos lembram.

Será a última partida desse fracassado Campeonato Paulista de 2014.

O torneio pelo qual ninguém se interessa.

E que garantiu a pior audiência de uma final na história da Globo...
1gazeta3 Como os executivos da Globo temiam. Santos e Ituano conseguiram a pior audiência de uma final de Paulista da história. 14.6 pontos. Pior que Bragantino e Novorizontino em 1990...

Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento…

1efe1 Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...
Choramos com Pelé na conquista da Copa de 1958.

Ainda é incontrolável segurar as lágrimas vendo o garoto de 17 anos.

Seu coração parecia que iria saltar da boca com a conquista.

Choramos com Pelé o motivo de tanta alegria.

Em 1950, seu pai Dondinho acompanhou a final da Copa do Mundo.

Pelo rádio, em Bauru, interior de São Paulo.

Longe, muito longe do Maracanã.

Estava com amigos, tinha enchido a casa para festejar.

Mas Pelé, com oito anos estranhou o silêncio após o jogo.

Se assustou ao ver o pai chorando muito.

Era a primeira vez que via lágrimas escorrendo por seu rosto.

Soube que o motivo era a derrota do Brasil para o Uruguai.

Pelé fez um juramento a ele.

Disse para parar de chorar que conquistaria uma Copa para ele.

Ganhou três.

Na primeira chorou nos peitos de Didi e Gilmar.

Sabia que sua carreira mudaria por tudo o que fez em campo.

Além de ter pago a promessa a Dondinho.

5reproducao Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

Sua vida é repleta de conquistas que soubemos aplaudir.

Continuamos chorando suas dores.

No dia 24 de outubro de 1992.

Seu filho Edinho participava de um racha.

E o amigo Marcílio José Marinho de Mello.

Em plena avenida Epitácio Pessoa, em Santos.

Infelizmente, o Apollo de Marcílio estava em altíssima velocidade.

Queria passar a Saveiro de Edinho.

Foi quando se chocou com uma moto.

Nela, o aposentado Pedro Simões Neto.

Ele teve morte instantânea.

Edinho foi preso e foi condenado.

Seis anos de prisão em regime semi-aberto.

Pelé chorou muito.

Nos debulhamos em lágrimas por ele.

Depois Edinho conseguiu reverter a sentença.

Foi inocentado.

A família de Pedro o processou.

E só em janeiro deste ano, saiu o acordo.

Edinho pagará uma pensão vitalícia à viúva do aposentado.

Choraríamos por Pelé em 16 de novembro de 1996.

Quando ele perdeu seu querido pai, Dondinho.

Faleceu aos 79 anos de insuficiência cardíaca.

Edinho seria motivo de lágrimas outra vez.

Em 2005 já era um ex-jogador.

Foi um goleiro fraco que defendeu o Santos graças à aura do pai.

Parou de jogar aos 28 anos graças a uma lesão no joelho.

Tentou ser corredor de motocross, não conseguiu.

Falhou ao tentar comandar uma das empresas do pai.

Faltava tino aos negócios.

Estava para começar a administrar a carreira de alguns jogadores santistas.

Tinha até uma reunião marcada com o ex-presidente Marcelo Teixeira.

Não apareceu.

O motivo: tinha sido preso, envolvido com tráfico de drogas.

O Denarc interceptou conversas telefônicas dele com Naldinho.

E nelas, Edinho, mostrava como lavar o dinheiro.

Os diálogos divulgados pela polícia eram chocantes.

Pelé ficou desesperado, chorou demais.

5ae4 Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

E nós, outra vez, choramos por ele.

Seu filho ficou preso dez meses na cidade paulista de Tremenbé.

Trabalhava na cadeia lavando roupas.

Pelé o visitou apenas duas vezes nesses trezentos dias.

No dia 11 de setembro de 2008, a sorte acabou com o caso.

O processo foi anulado por um erro do juiz da Praia Grande.

Ele não permitiu que os 11 acusados apresentassem defesa prévia.

O Superior Tribunal de Justiça mandou anular a acusação.

Edinho não estava mais envolvido em formação de quadrilha e tráfico.

"Estou feliz porque foi uma decisão favorável.

Mas tenho consciência de que não foi uma absolvição."

As palavras são do próprio Edinho.

Pelé se debulhou em lágrimas de alegria.

Choramos com ele.

O melhor jogador do mundo não pode reclamar de falta de solidariedade.

As lágrimas dos brasileiros vieram nas suas três despedidas.

Pelo Santos na Vila Belmiro.

Pela Seleção, no Maracanã.

E até na tela da televisão, quando parou no Cosmos, nos Estados Unidos.

No ano passado, quando recebeu a justa homenagem da Fifa.

Ganhando a justíssima Bola de Ouro por sua carreira.

Choramos com ele novamente.

 Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

Mas por parte de Pelé, suas lágrimas não vieram...

Faltaram momentos importantíssimos da vida brasileira.

Que era necessária o posicionamento do melhor atleta de todos os tempos.

Ele se omitiu diante de uma população que o cultua há 66 anos.

Foram várias e várias ocasiões.

Não veio uma lágrima sentida diante do nojento racismo.

Não houve sequer o seu posicionamento.

Vários jogadores e até árbitros foram humilhados.

Comparados a macacos.

E da sua boca, só o silêncio.

Nem diante da opressora e assassina Ditadura Militar.

Não se revoltou.

Pelo contrário.

Levou sorrindo a taça ao general Médici em Brasília.

O Brasil acompanhou estarrecido sua relação com Sandra Regina.

Filha de um relacionamento com uma empregada.

E que teve o reconhecimento graças a exame obrigatório de DNA.

Mesmo assim, Pelé recorreu da sentença por 13 vezes.

Sandra mostrou que o relacionamento entre eles nunca existiu.

A situação ficou dramática quando teve câncer na mama.

E, religiosa, não quis seguir o tratamento de quimioterapia.

No leito de morte esperava pela visita reconciliadora do pai.

E os órgãos de imprensa também.

Mas ela não veio.

Sandra morreu.

No velório, chegaram flores da empresa de Pelé.

A família recusou.

Ninguém viu o pai de Sandra chorando.

Assim como também não derramou lágrimas por Octávio e Gabriel.

Seus netos.

Pelé só os viu uma vez por acaso, em Curitiba.

1reproducaoterceirotempo Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

A falta total relacionamento era chocante.

Fez com que os dois pedissem autógrafos a ele nesse encontro.

Que netos pedem autógrafo ao avô?

Não moveu um dedo para ajudá-los na tentativa de virarem jogadores.

Nem quando soube que estavam em escolas públicas e passavam dificuldades.

Ele não chorou pelos órfãos.

E só passou a ajudá-los financeiramente porque a Justiça manda.

Foi processado pelo genro.

Lógico que também Pelé não chorou no dia 14 de março passado.

Morreu Anísia Machado, de câncer no estômago.

Ela era a empregada com quem teve um romance em 1963.

A mãe de Sandra...

Outra vez não houve visitas.

Parentes juram que nem flores dele chegaram.

Essa falta de sensibilidade com o alheio virou marca registrada.

E ela viria à tona ontem outra vez.

Estava aproveitando o lado comercial da Copa novamente.

Pelé já tem garantido o faturamento de R$ 58 milhões com propagandas no Mundial.

É contratado da P&G, Volkswagen, Emirates, Subway e Coca-Cola.

3reproducao2 Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

Até agora.

A revista americana People With Money aponta.

A Copa do Mundo é um excepcional negócio para ele.

Ganhou cerca de 82 milhões de dólares, cerca de R$ 180 milhões.

Só entre março de 2013 e março de 2014...

Sua fortuna bateria nos US$ 245 milhões.

Cerca de R$ 539 milhões.

Mesmo assim busca novos contratos.

Não é de surpreender que seja tão a favor da Copa.

Quando ele pediu para as manifestações fossem esquecidas.

E pediu apoio total à Seleção.

Como também quando ele pediu.

Quer que o turismo 'recompense' o que foi roubado nos estádios.

Ou seja, ele sabe e assume que houve superfaturamento, roubo.

Enquanto a Copa não vem, vai acumulando contratos.

Como o dos diamantes que foram lançados ontem.

São 1.283, um para cada gol que marcou.

Para garantir a presença da imprensa, o velho truque.

Uma rápida coletiva.

E novamente, a decepção.

Perguntado sobre a terceira morte de operário no Itaquerão, foi rápido.

"Isso é normal, são coisas da vida.

Foi um acidente, coisa normal, nada que assuste."

Em seguida, emendou.

"Mas a maneira como está sendo administrado o aeroporto e o turista no Brasil é o que mais está me preocupando. É uma pena, pois deveríamos aproveitar a Copa para fazer campanha de turismo, mostrar nossa boa organização. Acabei de voltar de uma viagem e o aeroporto estava o caos, isso faltando dois meses para a Copa! Essa é a minha preocupação: que a gente estrague essa oportunidade."

O constrangimento de alguns jornalistas na coletiva foi enorme.

Mas havia outros que rapidamente desviaram o foco.

Pelé deveria falar, olhar nos olhos de Sueli Santos.

Repetir que o acidente foi 'coisa normal, nada que assuste'.

Explicar para mãe de Fabio Hamilton da Cruz que a vida é assim mesmo.

Justo ela.

Que, de tanta dor, não consegue entrar no quarto do filho morto.

Deixa as roupas dele espalhadas pelo chão, esperando que ele volte.

E as coloque no lugar.

Mesmo sabendo que isso nunca acontecerá.

Ele está enterrado no Cemitério Municipal de Diadema.

Talvez nem adiantasse Sueli jurar a Pelé o que repete a todos.

Fabio teve apenas curso teórico.

Não tinha preparo para estar a oito metros de altura no Itaquerão.

E que por isso caiu e morreu aos 23 anos.

Esse assunto não interessaria ao melhor jogador de todos os tempos.

Nem a chocante cena de uma mãe que acaricia uma panela para fazer arroz.

Por ser o presente que ganhou do primeiro salário do filho trabalhando no estádio.

Uma demonstração que estava subindo na vida.

Antes, ele trabalhava vendendo doces nos faróis.

Mal sabia ao que seria exposto.

Talvez nem assim o homem de 73 anos chorasse...

Infelizmente desde 1958 é assim.

O Brasil se derrama em prantos por tudo que envolve Edson Arantes do Nascimento.

Ele não derrama uma lágrima pelos problemas do país.

Ou por situações que não lhe pertencem

Não há lógica chorar, nem ao menos lamentar pela morte de um operário de 23 anos.

Se oito morreram nas arenas brasileira, 'é coisa normal da vida'.

Não vai chorar por Fábio ou por sua mãe abraçada a um panela.

Não quer nem parar para pensar na terrível situação.

Não lhe pertence.

O Brasil ainda não aprendeu.

Suas lágrimas são seletivas, econômicas, egoístas.

Escorrem apenas por Edson Arantes do Nascimento...
5afp Pelé não vai chorar por apenas um operário a mais morto no Itaquerão. Nem por sua mãe, desesperada de saudade, abraçada a uma panela. O Brasil ainda não aprendeu. Suas lágrimas são seletivas, egoístas. Só escorrem por Edson Arantes do Nascimento...

Elias decidiu o leilão entre Corinthians e Flamengo. Escolheu voltar ao Parque São Jorge, ‘a sua casa’. De onde foi embora chorando. Excelente reforço. O líder que Mano Menezes precisava…

1ae9 Elias decidiu o leilão entre Corinthians e Flamengo. Escolheu voltar ao Parque São Jorge, a sua casa. De onde foi embora chorando. Excelente reforço. O líder que Mano Menezes precisava...
O Corinthians contratou o reforço dos sonhos.

Pelo menos de Mano Menezes.

Elias.

Depois de uma negociação difícil, truncada, agressiva.

Mas o clube paulista foi firme com a diretoria do Sporting.

Venceu o duelo com o Flamengo.

Graças ao apoio do personagem mais importante.

O próprio jogador.

Apesar de ter sido muito feliz na Gávea, ele repetia.

Queria voltar ao Parque São Jorge.

Isso pesou.

Nem Corinthians e muito menos o clube português.

Nenhum dos dois querem revelar o valor da transação.

Mas algo foi definitivo.

Para a transação acontecer, o volante se comprometeu.

Nunca mais vai processar o Sporting na Fifa.

Ele alega que suas luvas e alguns salários não foram pagos.

Cansado de esperar, seu pai e empresário tomou a decisão.

Processou o clube.

Mas para que atuasse no Flamengo, retirou a queixa.

O jogador atuou emprestado no Rio de Janeiro.

Foi fundamental na conquista da Copa do Brasil.

O time está na Libertadores muito graças às suas atuações.

Ele estava disposto a ficar na Gávea.

Mas o Sporting dificultou as negociações.

O Corinthians resolveu atravessar o negócio.

Com a discreta simpatia de Elias.

Mas não houve como.

De acordo com os dirigentes do Parque São Jorge...

Foi um festival de mentiras.

Quatro milhões de euros ou cerca de R$ 12,1 milhões seria o preço.

Isso por 50% dos direitos do atleta.

O clube acertou salários com o volante.

Mas de repente os portugueses quiseram mais.

Outros quatro milhões de euros.

Esses valores corresponderiam a 50% de quatro revelações da base.

Zé Paulo, Arana, Pedro Henrique e Malcom.

O Corinthians não só não aceitou como fez questão de criticar os portugueses.

Nos bastidores os dirigentes deixavam claro.

A diretoria do Sporting não tinha palavra.

1reuters Elias decidiu o leilão entre Corinthians e Flamengo. Escolheu voltar ao Parque São Jorge, a sua casa. De onde foi embora chorando. Excelente reforço. O líder que Mano Menezes precisava...

Irritados os portugueses deram o troco.

Disseram à imprensa de Lisboa que o Corinthians estava blefando.

Não tinha dinheiro para pagar pelo jogador.

A jogada definitiva veio no site do clube.

A equipe paulista mantinha publicamente a sua oferta.

Quatro milhões de euros, como havia combinado.

Nem um centavo a mais.

Os portugueses não responderam e a janela se fechou.

Mas empresários ligados ao Corinthians continuaram a transação.

Contando com a revolta do pai do jogador.

"Fui coagido e enganado pelo Sporting. Nos fizeram abrir mão de dívidas e até da ação na Fifa para liberá-lo. Aceitamos pelo bem do jogador, que queria voltar, mas não deixaram o negócio andar. O sentimento é de muita decepção. O Elias está realmente muito mal."

Eliseu Trindade deixou claro que iria entrar novamente com o processo.

E o jogador disse que seguiria treinando na equipe B.

Só para não poder ser processado por abandono de clube.

Mas não aceitaria jogar nunca mais no Sporting.

Ele completará 29 anos em maio.

A direção lusitana finalmente resolveu ceder.

E hoje a transação foi fechada.

Os salários passam a ser pagos pelo Corinthians.

Como ele só poderá atuar após a Copa, receberá R$ 50 mil.

Salário 'simbólico'.

A partir de julho, quando a janela for aberta, seu salário será outro.

Nada menos do que R$ 500 mil mensais.

O Corinthians queria um atacante, definidor.

Mas Mano precisava de um líder.

Ele não tinha esse jogador no elenco.

Sentiu que Sheik não tinha condições ou vontade de assumir a função.

Elias fez com muita competência esse papel na Gávea.

O treinador ficou impressionado com a dedicação e bom futebol do jogador.

Pediu para Mario Gobbi fazer o possível e o impossível para contratá-lo.

Elias fracassou na sua passagem pela Europa.

No Atlético de Madrid e no Benfica.

"A Europa foi uma enorme desilusão. Tínhamos a certeza de valorização, convocação para a Seleção. Mas ele chegou em dois clubes complicados financeiramente. O Atlético de Madrid também deve dinheiro ao meu filho. Do Sporting não preciso nem falar. A Europa não é essa maravilha que todos sonham..."

O desabafo foi de Eliseu.

Ele, o filho e sua família são muito ligadas ao Corinthians.

A vontade do jogador em retornar ao Parque São Jorge foi imensa.

E desequilibrou o duelo com o Flamengo.

Enquanto os cariocas desistiram do negócio, os corintianos, não.

Foram até o fim.

Incentivados pelo próprio jogador.

E o negócio acaba de ser fechado.

Excelente reforço, em todos os aspectos.

Ele volta para a 'sua casa'.

De onde foi embora chorando...
3gazeta Elias decidiu o leilão entre Corinthians e Flamengo. Escolheu voltar ao Parque São Jorge, a sua casa. De onde foi embora chorando. Excelente reforço. O líder que Mano Menezes precisava...

Recuperar Paulinho já valeu a viagem de Parreira e Felipão à Europa. O volante estava mais revoltado com o Tottenham do que parecia. Disposto até a abandonar o clube. Foi quando Parreira o chamou para uma conversa de duas horas…

1ae8 Recuperar Paulinho já valeu a viagem de Parreira e Felipão à Europa. O volante estava mais revoltado com o Tottenham do que parecia. Disposto até a abandonar o clube. Foi quando Parreira o chamou para uma conversa de duas horas...
A viagem de Felipão e Parreira à Europa foi produtiva.

Conseguiu para o Brasil um trunfo silencioso.

Não, não é a possibilidade de Kaká ficar entre os 23.

A alegria é outra.

E nesta, a responsabilidade de Parreira é imensa.

Ele conseguiu contornar uma crise que seria pesada.

Paulinho estava decidido a romper com o Tottenham.

Treinar à parte, vir para o Brasil, fazer qualquer coisa.

Mas não queria mais continuar no clube inglês.

A história é simples.

A contratação do volante foi feita graças a André Villa-Boas.

O português havia garantido à direção do time.

Se houvesse o investimento no brasileiro, o caminho estaria aberto.

Não só por uma vaga na Champions League.

Mas seria possível até sonhar com o título inglês.

Sua promessa deu resultado, convenceu.

O investimento foi forte para a contratação do jogador do Corinthians.

Cerca de R$ 61 milhões.

O jogador só decidiu sair depois de pedido de Mario Gobbi.

Foi preciso o presidente revelar que o clube precisava do dinheiro.

Exatamente a metade.

Os outros 50% eram do Audax.

A contragosto, Paulinho voltava para a Europa.

Continente que havia jurado nunca mais jogar.

Ficou traumatizado pela passagem pela Lituânia.

Pelo Vilnus.

Tinha 17 anos.

Ele quase decidiu largar a carreira.

"Eu andava na rua e as pessoas começavam a provocar. Viam a cor da minha pele escura e começavam a imitar macaco. Na minha cara. Não acreditava no que estava vendo. Foi muito triste. Pensei que não fosse aguentar. Cheguei mesmo a pensar em parar de jogar. Foi muita humilhação."

A situação amenizou quando ele foi para a Polônia.

Jogou no Lódz.

Mas o que desejava mesmo era retornar ao Brasil.

Foi feliz no Bragantino, no Audax.

Mas se encontrou mesmo no Corinthians.

Estava muito feliz.

Conquistou a Libertadores, o Mundial.

Se tornou titular absoluto da Seleção Brasileira.

Essa felicidade que o fez virar as costas à Inter de Milão.

Recebeu várias propostas.

Não quis sair no final de 2012.

Preferiu investir na conquista do bicampeonato da Libertadores.

Se ele viesse, ficaria para o Mundial.

Estava decidido.

Mas o time caiu diante do Boca Juniors e de Carlos Amarilla.

Embarcou no sonho de André Villa Boas.

Os ingleses haviam gasto mais de R$ 369 milhões em reforços.

Só que tudo acabou rápido demais.

O Tottenham que largou tão bem no inglês, começou a fraquejar.

O ponto baixo foi a partida contra o Liverpool.

A equipe perdeu por 5 a 0 jogando em casa.

Com direito à expulsão quando a partida estava 2 a 0.

O treinador português foi demitido.

O brasileiro criticado demais por seu cartão vermelho.

1reproducao5 Recuperar Paulinho já valeu a viagem de Parreira e Felipão à Europa. O volante estava mais revoltado com o Tottenham do que parecia. Disposto até a abandonar o clube. Foi quando Parreira o chamou para uma conversa de duas horas...

Tim Sherwood foi contratado.

E logo deixou claro, tudo mudaria para Paulinho.

Ele acreditava que a postura do brasileiro fragilizava o time.

O ex-corintiano era volante mas jogava como meia, como atacante para Sherwood.

O queria mais preso.

Primeiro marcando e, só se surgisse uma chance, atacasse.

Paulinho já havia ficado revoltado com a saída de Villas Boas.

Não gostou nada do que ouviu.

E decidiu que não iria mudar.

Continuaria jogando como se consagrou no Corinthians e na Seleção.

O treinador, no entanto, foi firme.

Disse que pouco se importava como o Brasil de Scolari jogava.

E na sua equipe, Paulinho iria proteger a zaga.

Como o volante não quis, não houve outra solução.

Foi para a reserva.

E desabafava com seu empresário, Giuliano Bertolucci.

Queria sair do Tottenham, da Inglaterra.

Voltar para o Brasil, se possível para o Corinthians.

Mas a situação não é tão simples quando estão envolvidos R$ 61 milhões.

Foi quando Parreira e Felipão chegaram na Inglaterra.

O coordenador técnico da Seleção soube o que estava acontecendo.

Falou a Felipão que iria conversar com Paulinho.

O treinador concordou.

Ele é peça fundamental na Seleção que irá jogar a Copa do Mundo.

E foi uma conversa mais séria do que acabou divulgada.

Parreira abriu o jogo com Paulinho.

Repetiu o que fez com Júlio César.

Disse que o Brasil o precisava em ritmo de competição.

Jogando futebol.

Só treinando não adiantaria.

E que o melhor a fazer seria mergulhar no Tottenham.

Fazer o que Sherwood pedir.

Ter paciência e dar o máximo para ser titular.

Depois logo em maio estaria na Seleção.

Jogando como gosta na Seleção Brasileira.

E com uma certeza.

Jogando bem, novos clubes interessados surgiriam.

E ele poderia deixar o Tottenham se desejasse.

O que Parreira e Felipão precisavam é que ele tivesse paciência.

A conversa teve sérias consequências.

Paulinho passou a treinar cada vez mais forte.

E parou de implicar com o esquema do seu time.

Ele está tentando fazer o máximo.

Jornalistas britânicos não cansam de reconhecer seu esforço.

Até Sherwood está satisfeito.

Mas o pragmático plano vai prosseguir.

Dedicação total agora, Seleção depois, Copa, e uma transferência.

Para uma equipe maior da Europa.

O retorno ao Corinthians terá de esperar.

No Real Madrid seu nome é sempre cogitado.

Paulinho está muito mais sorridente e aliviado.

A recuperação do jogador já valeu a viagem de Parreira e Felipão...
2afp1 Recuperar Paulinho já valeu a viagem de Parreira e Felipão à Europa. O volante estava mais revoltado com o Tottenham do que parecia. Disposto até a abandonar o clube. Foi quando Parreira o chamou para uma conversa de duas horas...

Novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, já avisou. Nada vai mudar. Os estaduais, cada vez mais esvaziados, continuarão. Ele precisa manter o poder daqueles que o elegeram. Torcedor? Não interessa…

2gazeta2 Novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, já avisou. Nada vai mudar. Os estaduais, cada vez mais esvaziados, continuarão. Ele precisa manter o poder daqueles que o elegeram. Torcedor? Não interessa...

"Minha filosofia de trabalho é de prestigiar cada vez mais os campeonatos regionais, que são superimportantes em todos os sentidos e todos os aspectos. Temos que conciliar os regionais com o Brasileiro e também com o calendário da FIFA. Os estaduais são muito importantes para o futebol brasileiro, pois envolve todo um universo em torno deles, principalmente no que diz respeito não só ao emprego de jogadores, mas de um todo."

Essa declaração tem dono.

Ele é Marco Polo Del Nero.

Falou alto em bom tom quando apresentou o Paulista de 2014.

Ele será aclamado o novo presidente da CBF.

A oposição não conseguiu nem articular uma chapa.

Não teve o mínimo apoio suficiente para concorrer.

Marco Polo já deixou os presidentes de Federações tranquilos.

Não vai ceder à pressão do Bom Senso.

O estaduais continuarão a ocupar três meses do calendário.

Com os grandes enfrentando as equipes pequenas.

Com pelo menos mais da metade da equipe titular.

Direito assegurado por contrato.

Se irá prejudicar a pré-temporada...

Ou, pior, as equipes envolvidas na Libertadores, azar...

Marco Polo é muito inteligente.

Mas continuará se fazendo de cego e surdo.

As arrecadações dos primeiros jogos finais dos estaduais são vergonhosos.

Está mais do que claro que o público já percebeu.

Esses torneios ultrapassados não valem mais para nada.

O vexame já começa no seu quintal.

No Paulista.

Santos e Ituano levaram 27.114 torcedores ao Pacaembu.

O número já foi artificialmente aumentado.

As finais deveriam acontecer em Itu e em Santos.

Em estádios com capacidade para oito mil e 20 mil pessoas.

A FPF levou para o estádio municipal para facilitar o trabalho da Globo.

E para criar a sensação que o torneio foi um sucesso.

Mas caberiam ainda mais dez mil pessoas na partida de ontem.

Escolheram não ir e o estádio não encheu.

No Rio de Janeiro, os dois times mais populares

Flamengo e Vasco da Gama fizeram o 'clássico dos milhões'.

3ae6 Novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, já avisou. Nada vai mudar. Os estaduais, cada vez mais esvaziados, continuarão. Ele precisa manter o poder daqueles que o elegeram. Torcedor? Não interessa...

Só que os 'milhões' não existem mais.

20.844 pessoas tiveram coragem de ir ver o jogo.

A sua capacidade é de 76 mil.

Um vexame.

As câmeras da Globo sofreram para esconder o vazio.

A ordem era ser apontadas para onde houvesse torcedores.

No Independência, só 22.342 pessoas.

Por causa da capacidade do estádio.

A rivalidade cega transformou o Mineirão no estádio do Cruzeiro.

O que transforma em desperdício de dinheiro e pouca gente no estádio.

Atlético Goianiense e Goiás foi de envergonhar.

Foram 4.062 as testemunhas no Serra Dourada.

Renda de R$ 121.490,00.

No estádio caberiam 50 mil pessoas.

Mesmo a apaixonada torcida baiana cansou.

Bahia e Vitória levaram 32.049 torcedores.

A Fonte Nova comporta um público de 50 mil.

A resposta da população foi dada de maneira clara.

Mas a postura dos dirigentes e de Marco Polo é a mesma.

Ele já adiantou que não alterará nada.

Os estaduais serão mantidos da mesma maneira.

Chega na CBF o maior defensor destes torneios.

A passividade, a covardia dos dirigentes dos times grandes têm explicação.

O adiantamento de cotas da tevê e empréstimos das Federações.

Se os clubes fossem empresas estariam falidos.

Por isso têm elenco cada vez mais pobres, desinteressantes.

Mas o público não tem nada a ver com essa estupidez.

E já sabe.

Início do ano é um período para economizar dinheiro.

E esperar o Brasileiro, a fase decisiva da Copa do Brasil.

Se o time do coração não estiver na Libertadores...

O melhor é esquecer o futebol.

Os estaduais já foram abandonados.

E os dirigentes vivem no mundo da fantasia...
 Novo presidente da CBF, Marco Polo del Nero, já avisou. Nada vai mudar. Os estaduais, cada vez mais esvaziados, continuarão. Ele precisa manter o poder daqueles que o elegeram. Torcedor? Não interessa...

1 a 0 foi até pouco para o Ituano no Pacaembu. O time de Doriva travou, dominou o Santos. Venceu com justiça a primeira partida final do Campeonato Paulista. Só precisa agora de um empate para ser campeão…

1ae6 1 a 0 foi até pouco para o Ituano no Pacaembu. O time de Doriva travou, dominou o Santos. Venceu com justiça a primeira partida final do Campeonato Paulista. Só precisa agora de um empate para ser campeão...
Não foi sorte, zebra, acaso.

O Ituano domou o Santos em pleno Pacaembu.

Ganhou a primeira partida final do Campeonato Paulista.

1 a 0 foi até pouco.

A consciência tática travou a inexperiência, a insegurança.

Agora o time de Itu terá a vantagem do empate no próximo domingo.

Corinthians, Palmeiras e São Paulo podem ter a companhia do Santos.

E ver o estadual de 2014 ir para o interior...

Doriva analisou com calma Santos e Penapolense.

Ele percebeu que uma coisa só não poderia fazer.

Colocar seu time atrás, esperando contragolpes.

Por mais incoerente que possa parecer...

O Ituano seria mais ofensivo do que na semifinal.

Atacaria o melhor time deste fraco Campeonato Paulista.

A aposta era explorar a fraca marcação santista.

Principalmente no meio de campo.

Arouca e Cícero são ótimos volantes com a bola nos pés.

Mas detestam marcar.

Dão espaço demais.

O que era excelente para Caucaia, Cristian e Esquerdinha.

Doriva tratou pedir aos três tocarem a bola.

Principalmente Cristian e Esquerdinha.

Ambos atuavam atrás dos volantes santistas.

À frente da fraca zaga formada por Neto e David Braz.

O Ituano surpreendia pela coragem.

Desprezava a velha fórmula viciada da FPF.

Quando há uma equipe do interior decidindo o título é a mesma coisa.

Levar as duas partidas para o Pacaembu.

Facilita a transmissão da TV Globo.

Os estádios no Interior do estado são mesmo ultrapassados.

Mas não há cabimento tirar o privilégio do finalista jogar em casa.

Por isso a Federação Paulista de Futebol coloca no regulamento.

O mando das finais é dela.

Ela pergunta à Globo onde a emissora quer e ponto final.

Quando há time do interior envolvido não há discussão: Pacaembu.

"Nós não gostamos nenhum um pouco.

Mas as coisas em São Paulo são assim", disse Oswaldo de Oliveira.

Ele queria fazer o último jogo na Vila Belmiro.

Tudo passa a ser teatral, um faz-de-conta.

Hoje, o Ituano fez de conta de jogou em casa.

Mas a estratégia é sempre a mesma.

85% das entradas nas duas partidas aos santistas.

E apenas 15% à torcida de Itu.

Que mando é esse?

O Pacaembu não lotou.

Os torcedores sabiam que o jogo decisivo é o do próximo domigo.

A partida de hoje valia o primeiro passo.

E Doriva caprichou.

Colocou seu time marcando na sua intermediária.

Não dava espaço para o toque de bola santista.

E também surgiu um ingrediente previsível.

A inexperiência.

Geuvânio sentia demais sua primeira decisão como titular.

A grande revelação do Campeonato Paulista estava tenso.

Não acertava passes fáceis.

Se complicava nos dribles.

Errava lançamentos.

3ae5 1 a 0 foi até pouco para o Ituano no Pacaembu. O time de Doriva travou, dominou o Santos. Venceu com justiça a primeira partida final do Campeonato Paulista. Só precisa agora de um empate para ser campeão...

Não tinha firmeza nem para a bola parada.

Gabriel também não deixava por menos.

Afobado, irritadiço.

Sem consciência alguma.

O Santos sentia falta demais dos seus laterais titulares.

Bruno Peres e Emerson não estavam à altura de Cicinho e Mena.

Os dois não atuaram por estarem suspensos.

O Santos não tinha saída a não ser centralizar o jogo.

O que facilitava demais o sistema de marcação interiorana.

Thiago Ribeiro era obrigado a tentar buscar a bola atrás.

Abandonando a área.

O que só expunha toda a limitação técnica de Leandro Damião.

Ele apenas buscava as trombadas nas bolas aéreas.

Incapaz de realizar o trabalho de pivô.

O Ituano preenchia o espaço.

Dominava o ritmo de jogo.

Preocupava a torcida.

Com razão.

Se sentindo em casa, o Ituano acabou marcando seu gol.

Cristian tabelou com Esquerdinha.

Recebeu um passe sensacional, diante da travada zaga santista.

Cristian teve tempo até de ajeitar o corpo antes de chutar.

E bateu cruzado, fortíssimo, pelo alto.

Indefensável para Aranha.

Ituano 1 a 0, aos 20 minutos do primeiro tempo.

O Santos partiu ainda mais escancarado ao ataque.

O árbitro Rodrigo Amaral se mostrava inseguro.

E na dúvida escolhia o lado santista.

Foi o que aconteceu aos 32 minutos.

A bola tocou no braço de Josa.

Lance discutível.

Mas a penalidade foi marcada.

E Cícero mostrou muita ansiedade.

Cobrou mal demais, por cima do gol.

2gazeta1 1 a 0 foi até pouco para o Ituano no Pacaembu. O time de Doriva travou, dominou o Santos. Venceu com justiça a primeira partida final do Campeonato Paulista. Só precisa agora de um empate para ser campeão...

O lance perturbou emocionalmente o Santos.

O time passou a tentar forçar todas as jogadas.

Não tinha paciência.

Pesava o fato de ser favorito absoluto nesta final.

Não parecia nem sombra do melhor ataque do campeonato.

Misturava falta de imaginação com insegurança.

Um desempenho excelente da zaga interiorana.

Fora seu meio de campo que se desdobrava.

Atacava e defendia em bloco.

Algo muito difícil no futebol brasileiro.

O lado físico do time de Doriva impressionava.

Era superior ao santista.

O primeiro tempo terminou com grande tensão no ar.

Oswaldo de Oliveira não trocou ninguém no intervalo.

Esperava que seu time reagisse.

Mas pelo contrário.

O Ituano voltou mais seguro, mais consciente.

O time tocava a bola e enervava os santistas.

Oswaldo de Oliveira colocou Rildo.

Mas não houve jeito.

Seu time não tinha cérebro.

Geuvânio fugiu da partida.

Doriva fazia sua equipe marcar em duas linhas de quatro.

Ficou com o domínio da bola.

Travou o Santos.

Os 15% de seus torcedores dominavam o Pacaembu.

Começaram a gritar aos 30 minutos.

Percebiam que a vitória não escaparia.

Esquerdinha foi de longe o melhor do jogo.

Ditou o ritmo da partida.

Trocou passes e tirou a velocidade, o arranque santista.

Fosse menos egoísta Rafael Silva, o Ituano marcaria mais um.

A defesa do Santos parou e ele desceu livre, cara a cara com Aranha.

Precipitado, chuto fraco em cima do goleiro.

Se rolasse a bola, Esquerdinha, livre, faria o segundo gol.

Para sorte de Oswaldo de Oliveira, não rolou.

Mas mesmo assim, o Ituano deu o primeiro passo.

Está mais perto do título paulista.

Só pode lamentar o placar.

1 a 0 foi pouco demais.

"Vamos ter de ser homens para reverter a desvantagem."

Essa foi a análise rasa de Leandro Damião.

A questão na partida de hoje não foi testosterona.

Foi consciência tática.

O que o Ituano teve de sobra.

O Santos terá se lutar muito para escapar do vexame.

Doriva mostra ter uma equipe muito bem treinada nas mãos.

Não chegou à decisão por acaso.

O que anima os santistas é que a vantagem é mínima.

A vitória do Ituano por 1 a 0 merece comemoração.

Mas na Vila Belmiro.

"Faltou um pouquinho mais de capricho.

Poderíamos ter feito mais gols.

Mas estamos contente", dizia o homem do jogo, Esquerdinha...
1ae7 1 a 0 foi até pouco para o Ituano no Pacaembu. O time de Doriva travou, dominou o Santos. Venceu com justiça a primeira partida final do Campeonato Paulista. Só precisa agora de um empate para ser campeão...

O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka…

1reproducao4 O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...
A madrugada deste domingo começou instigante.

Explicou porque Sheik não foi para Minas Gerais...

As duas da manhã, o twitter de Alexandre Kalil entrou em ação.

Simples, direto, objetivo.

Anelka é do Galo.

O presidente do Atlético Mineiro confirmava o que negou.

Horas atrás ele havia garantido que não tinha dinheiro.

Não tinha como trazer uma estrela do futebol internacional.

"Ah, você viu o empresário dele em Belo Horizonte?

Leve para casa", tentou ironizar um repórter bem informado ontem.

Mas Kalil é assim mesmo.

Tomou gosto por ele mesmo dar o furo.

Ser o primeiro a noticiar a nova contratação do Atlético Mineiro.

E esta é mais do que polêmica.

Nicolas Anelka não é para qualquer clube.

Para qualquer torcedor.

O francês de 35 anos não trocou 13 vezes de clubes à toa.

2reproducao2 O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...

Ele conseguiu uma façanha.

Se tornar o segundo jogador a mais movimentar dinheiro no planeta.

Só fica atrás do sueco Ibrahimovic.

Clubes já gastaram 135 milhões de euros.

Nada menos do que cerca de R$ 413 milhões.

Os motivos são vários.

A começar pelo óbvio, ele é um atacante talentoso, definidor.

Só que de personalidade imprevisível.

Não tem meio termo.

Se não gosta de uma situação, não esconde.

Se rebela na hora.

Como na Copa do Mundo da África.

A Seleção Francesa estava jogando muito mal.

Nas duas primeiras partidas o atacante jogou.

No empate contra o Uruguai em 0 a 0.

E na derrota contra os mexicanos por 2 a 0.

Nesta partida, no intervalo, ele soube que iria sair.

Dar o seu lugar para Gignac.

Não teve dúvida.

Partiu para cima do técnico Raymond Domenech.

3afp O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...

O cobriu de palavrões e teve de ser contido pelos companheiros.

Acabou sendo expulso da delegação francesa logo após esse jogo.

Banido da Copa do Mundo.

Foi um escândalo sem precedentes.

Acabou suspenso por 18 partidas pela Federação Francesa.

Ele nunca se arrependeu.

Confusão é com ele mesmo.

Tanto que foi uma gigantesca que o trouxe a Belo Horizonte.

Ele se converteu ao islamismo.

Adotou um novo nome: Abdelsalam Bilal.

Já em decadência, não era mais objeto de cobiça dos grandes clubes.

Estava atuando no time médio inglês West Bromwich.

No dia 28 de dezembro, enfrentava o West Ham.

O jogo terminou empatado em 3 a 3.

Ao marcar um dos gols, Anelka não teve dúvidas.

Sabia que todas as câmeras o filmavam.

Ele colocou o braço esquerdo na altura do bíceps do direito.

Esse gesto é considerado antissemita.

Uma saudação nazista.

É chamado de quenelle.

Radicais contra judeus o difundiram.

2afp O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...

Ele disse que foi uma homenagem a um grande amigo.

O comediante francês Dieudonné M'bala.

M'bala é antissemita assumido.

"Não sou racista nem antissemita. Ninguém tem provas disso. Não tenho nada contra os judeus.Só porque algumas pessoas fizeram a quenelle em frente a uma sinagoga, agora isso é racista em qualquer parte. Não engulo isso. Por este princípio, todos os padres são pedófilos e todos os muçulmanos terroristas."

1afp1 1024x781 O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...

Essa agressiva resposta foi sua defesa.

A reação na Europa foi de revolta contra o jogador.

Vários líderes criticaram a atitude.

"O gesto de Anelka é chocante, repugnante provocação.

Não há lugar para anti-semitismo e de incitação ao ódio no campo de futebol."

Assim definiu a ministra dos Esportes da França, Valerie Fourneyron.

A reação foi imediata.

O West Bromwich perdeu seu principal patrocinador.

O site imobiliário Zoopla.

Seus proprietários se revoltaram com a atitude do atacante.

A Federação Inglesa o puniu com cinco partidas de suspensão.

Além de aplicar uma multa de 97 mil euros, cerca de R$ 297 mil.

A pressão dos torcedores ingleses foi enorme.

O país foi massacrado pelos bombardeios nazistas na Segunda Guerra.

Em toda a Europa a rejeição a Anelka foi imensa.

Seu contrato com o West Bromwich acabou rescindido.

Ele não jogou ainda futebol em 2014.

Não tinha mercado.

Situação nova para o jogador que fez tanto as malas.

E vestiu tantos uniformes diferentes.

Paris Saint-Germain, Arsenal, Real Madrid, Liverpool...

Manchester City, Fenerbhaçe, Bolton...

Chelsea, Shanghai Shenhua, Juventus, West Bromwich.

Foi campeão da Champions League.

4afp O Atlético Mineiro contratou um dos maiores bad boys do futebol mundial. Expulso da França em plena Copa, banido da Europa por gesto antissemita. Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka...

Bicampeão inglês e campeão turco.

Ganhou a Eurocopa e Copa das Confederações com a Seleção Francesa.

A sua amizade com Ronaldinho Gaúcho teria ajudado a vinda a Minas Gerais.

Os dois atuaram juntos no Paris Saint Germain.

Ele chega para ser inscrito nas fases de mata-mata na Libertadores.

Nunca o Atlético Mineiro teve um jogador francês.

Mais do que isso.

Anelka é um dos estrangeiros mais polêmicos a pisar no Brasil.

A transação tem também o seu cunho midiático.

Kalil sabe que o Atlético Mineiro será divulgado em todo o planeta.

Não significa necessariamente que será uma boa publicidade.

Seu gesto antissemita ainda repercute.

Houve até dirigentes defendendo que fosse banido do futebol.

Mas o jogador renegado na Europa encontrou um lugar para jogar.

Na América do Sul, no Brasil, em Belo Horizonte.

Talento com a bola nos pés ele tem.

É um atacante habilidoso, definidor.

Se o zen Paulo Autuori conseguir controlar sua personalidade...

O Atlético Mineiro acertou em cheio.

Anelka pode ser ótimo reforço ao ataque.

Frio, calculista diante do goleiro adversário.

Muito oportunista, de chute forte, preciso.

Agora, se ele não se controlar, Alexandre Kalil que se prepare.

O francês é uma bomba ambulante.

Mas algo o polêmico dirigente já conseguiu.

Acabou com o clima modorrento que dominava a Cidade do Galo.

Principalmente com o futebol burocrático de sua maior estrela.

Ronaldinho Gaúcho que começou 2014 mais preocupado em cantar.

E com o carnaval do que se empenhar pelo bicampeonato na Libertadores.

Se Kalil queria alguém para quebrar a rotina escolheu bem.

Belo Horizonte que se prepare para Nicolas Anelka.

Qualquer dúvida pergunte a Raymond Domenech...

(Para complicar a situação.

Recebo a informação de Belo Horizonte.

Paulo Autuori nem sonhava que Anelka estava sendo contratado.

A decisão foi toda de Alexandre Kalil.

É um péssimo começo do francês na Cidade do Galo...)

Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016…

4ae1 Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016...
No Morumbi estão sendo hoje eleitos 80 novos conselheiros.

Eles vão se juntar aos 155 vitalícios.

E decidir quem será o novo presidente do São Paulo.

Carlos Miguel Aidar ou Kalil Rocha Abdalla no dia 16.

Mas já há uma certeza.

O vencedor terá muito em comum com outros presidentes.

Odílio Rodrigues, Paulo Nobre, Roberto Dinamite e Peter Siemsen.

São Paulo, Santos, Palmeiras, Vasco e Fluminense querem uma mudança.

Impedir que Corinthians e Flamengo continuem recebendo mais da Globo.

A ideia é juntar forças.

Criar um bloco para reivindicar juntos.

O movimento nasceu com Carlos Miguel Aidar.

Ele foi um dos fundadores do Clube dos 13.

O dirigente acredita que houve omissão dos outros grandes.

E com isso, os corintianos e flamenguistas foram privilegiados.

Marco Aurélio Cunha prega a mesma coisa.

Ele será o homem forte do futebol se Kalil Abdalla for eleito.

No São Paulo houve esse consenso com a divulgação do balanço.

O de 2012 mostrava que o clube havia recebido R$ 112 milhões.

No de 2013, caiu para R$ 72 milhões.

O vice João Paulo de Jesus Lopes explicou.

Houve o pedido de uma antecipação há dois anos.

Enquanto isso, corintianos e flamenguistas receberam R$ 110 milhões.

Na Vila Belmiro, mesmo com o time finalista do Paulista, briga por dinheiro.

Odílio Rodrigues brigou, implorou para o Conselho Deliberativo aprovar.

E foi aceita a antecipação da receita da televisão de 2015.

O clube não tinha dinheiro para pagar as dívidas com ex-presidentes.

Milton e Marcelo Teixeira tinham R$ 37 milhões para receber.

A justiça exigia o pagamento imediato.

E a cota santista da Globo serviu para isso.

1fotoarena Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016...

No Palmeiras, Paulo Nobre teve de revelar.

Acabou sua esperança de fazer da Caixa a patrocinadora master do time.

O empresa bancária não quis bancar os R$ 25 milhões pedidos pelo centenário.

E não quis nem negociar, pagar menos.

Dispensou Nobre avisando que investirá menos no futebol.

Na verdade, a diretoria não queria negociar com o Palmeiras.

Os dois rebaixamentos em dez anos e os vândalos infiltrados nas organizadas pesaram.

Assim como a falta de conquistas.

A eliminação da final do Paulista para o Ituano foi a gota d'água.

Atolado em dívidas, Nobre já colocou R$ 85 milhões do bolso no clube.

O Fluminense de Peter Siemsen quer se livrar da dependência da Unimed.

A briga para a demissão de Renato Gaúcho foi um marco.

Com Celso Barros ameaçando tirar o patrocínio do clube.

Siemsen acordou que é preciso caminhar sem o mecenas.

O Vasco de Dinamite está sufocado pelas dívidas.

O novo rebaixamento para a Segunda Divisão.

A pressão pela volta de Eurico Miranda fez o presidente acordar.

"Não podemos continuar a receber menos.

Temos de conversar rever as cotas de televisão.

Há vários clubes descontentes."

Odílio Rodrigues assumiu uma postura corajosa, de vanguarda.

Carlos Miguel e Marco Aurélio, rivais no São Paulo, têm agido.

 Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016...

Telefonado para os presidentes dispostos a cobrar a Globo.

E sinalizam que há Atlético, Cruzeiro, Inter e Grêmio querem ganhar mais.

Tudo fica ainda pior porque as cotas mudarão a partir de janeiro de 2016.

Corinthians e Flamengo ganharão excelente aumento.

E se distanciarão ainda mais dos rivais.

Passarão de R$ 110 milhões para R$ 170 milhões.

São Paulo de R$ 80 milhões para R$ 110 milhões.

Vasco e Palmeiras de R$ 70 milhões para R$ 100 milhões.

Santos de R$ 60 milhões para R$ 80 milhões.

Atlético, Cruzeiro, Grêmio, Inter, Fluminense e Botafogo é pior.

Passarão dos R$ 45 milhões para R$ 60 milhões.

Os outros grandes clubes do país passarão de R$ 27 milhões para R$ 35 milhões.

A distância para flamenguistas e corintianos passará a ser enorme.

Como a Globo paga mais aos dois, exibirá a dupla mais vezes na tela.

O que fará com que os clubes cobrem mais dos seus patrocinadores.

E tenha dinheiro para montar elencos mais poderosos.

3ae4 Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016...

A tendência é que possa ganhar muito mais títulos.

O que atrapalha o Corinthians é a dívida com o Itaquerão.

O Flamengo precisa se livrar dos seus mais R$ 500 milhões em débitos.

A força extra que a Globo já se comprometeu a dar vai ajudar muito.

Mesmo com esses problemas enormes, há como montar grandes equipes.

"É um disparate que não vamos aceitar.

Os clubes que implodiram o Clube dos 13 tiveram vantagens.

Houve um inércia generalizada dos outros.

Isso vai terminar", prometeu Carlos Miguel a conselheiros do São Paulo.

"Nós não vamos deixar essa situação da televisão continuar."

Desta vez foi Marco Aurélio...

A troca de telefonemas já acontece.

Basta sair o resultado da eleição no São Paulo...

E os clubes prometem comprar a briga.

Vão pedir em bloco a revisão dos valores.

Os executivos da Globo não se preocupam.

Renovaram contrato com os grandes clubes do país até 2017.

Os quatro grandes de São Paulo e do Rio receberam até bônus antecipado.

Nada menos do que R$ 30 milhões.

Ou seja, legalmente a emissora está respaldada.

Mesmo assim os rebeldes vão tentar mudar o quadro.

Vale lembrar as palavras de Fernando Carvalho.

O ex-presidente e homem que modernizou o Internacional.

"O Corinthians será o Barcelona da América do Sul. Pela arrecadação que já tem (...)E pelo que arrecadará em um futuro próximo. Se o comando não mudar, será o Barcelona. E será o favorito em todas as competições do Brasil e do no continente. (...) O Corinthians fatura o dobro de nós, Inter e Grêmio. São R$ 400 milhões ao ano.Quando inaugurar o estádio (Itaquerão), o quadro social vai aumentar. Hoje, está em quase 100 mil sócios. Com o estádio inaugurado, o Corinthians vai faturar R$ 600 milhões por ano. Será muito difícil ganhar deles em torneio de pontos corridos. E o Real Madrid será o Flamengo, caso consiga se organizar. O fim do Clube dos 13 levou a isso."

Os rivais dos corintianos e flamenguistas já acordaram.

Agora prometem agir.

Não está descartada a criação de uma entidade.

E todos brigando juntos para acabar com o privilégio da dupla...
5ae1 Após a eleição do São Paulo, clubes grandes do Brasil prometem se unir. E tentar acabar com os privilégios que o Corinthians e o Flamengo têm da Globo. O muito dinheiro que já ganham a mais. A diferença deverá ficar enorme em 2016...

“Não pagaria R$ 12 milhões no Alan Kardec. Estava no time B do Benfica… O Palmeiras já errou com o Valdívia e Wesley. Traz a peso de ouro jogadores que não deram certo na Europa… E me deixe comer o meu sanduíche de salsicha!” Mustafá Contursi…

1ae4 Não pagaria R$ 12 milhões no Alan Kardec. Estava no time B do Benfica... O Palmeiras já errou com o Valdívia e Wesley. Traz a peso de ouro jogadores que não deram certo na Europa... E me deixe comer o meu sanduíche de salsicha! Mustafá Contursi...
"Sou um cadáver insepulto no Palmeiras.

E isso incomoda muita gente."

Assim Mustafá Contursi se define.

Ele foi o presidente mais polêmico da história do clube.

Com ele o Palmeiras desfrutou do dinheiro da Parmalat.

Ganhou logo de cara o Paulista de 93.

E quebrou o jejum de 17 anos sem títulos.

Foi bicampeão brasileiro.

Ganhou a Copa do Brasil.

Mas foi rebaixado para a Segunda Divisão.

Voltou à Série A e sem a Parmalat mudou a filosofia do clube.

Adotou a política do 'bom e barato'.

Foi o primeiro a enfrentar as torcidas organizadas.

Negando ingressos e ônibus.

Sofreu ameaças de agressão que nunca se concretizaram.

Comandou o clube com mão de ferro entre 1993 e 2005.

Diz com orgulho que deixou mais de R$ 50 milhões em caixa.

Fez seu sucessor Affonso della Monica.

Mas depois se desentenderam.

Mustafá continuou muito forte no clube.

Viu seu rival histórico Belluzzo ganhar a presidência.

Brigou até não mais poder, mas foi fechado o acordo para a nova arena.

E discordou com a sua política de contratações caras.

"Ele prometeu R$ 100 milhões em caixa.

Foi embora deixando R$ 160 milhões em dívidas."

Apoiou e se arrependeu de ajudar na eleição de Arnaldo Tirone.

Virou oposição logo nos primeiros meses.

Foi responsável por ele não ter chance alguma de reeleição.

Na última eleição foi cabo eleitoral de Paulo Nobre.

O apoio continua.

Mas Mustafá não está feliz.

Não gosta de ver o clube endividado.

O Palmeiras já acumula mais de R$ 250 milhões.

Precisa apelar ao bolso do milionário Nobre.

Ele já colocou mais de R$ 85 milhões.

Mesmo assim, o clube não reage.

Começou mal demais o ano de seu centenário.

Sem patrocínio master.

Eliminado da final do Paulista pelo Ituano.

Mustafá sente que a pressão sobre Nobre aumenta.

As cobranças.

Depois de muita insistência, concordou em dar uma exclusiva.

E deixa clara sua defesa ao atual presidente.

Mas faz questão de puxar sua orelha em público pelos gastos.

Por exemplo comprando Alan Kardec.

Mas suas flechas envenenadas são apontadas para outras duas administrações.

Para a de Belluzzo e de Tirone.

"Houve muita irresponsabilidade com os gastos.

O dinheiro do Palmeiras foi tratado de forma amadora.

O peso recai sobre a atual administração.

Que trabalha bem, tem responsabilidade.

Mas o que o clube precisa é de austeridade."

Você concorda com um milionário colocar R$ 85 milhões para administrar um clube. Isso é maneira de administrar? O Palmeiras parece um clube que foi comprado pelo Paulo Nobre...

Olha, eu não concordo nem um pouco quando as pessoas falam isso. Primeiro realmente acho um absurdo o presidente ter de pedir dinheiro emprestado no seu nome. Mas se ele não colocasse, não haveria como administrar o Palmeiras. As administrações passadas foram irresponsáveis. O gasto foi muito maior do que o clube poderia fazer. Eu sou do Conselho de Orientação Fiscal. Cansei de avisar, pedir, implorar para que economizassem. Eu e a grande maioria do COF. Mas não fomos ouvidos. O futebol empolga. Todos querem ganhar, montar o melhor time. Mas tem um custo. O que aconteceu que é as contas foram empurradas. E elas chegaram até a administração do Paulo Nobre. Ele não deve ser criticado por colocar dinheiro. Se não fosse esse aporte financeiro, o clube estaria travado. Você vai me perguntar se eu gosto dessa maneira de se gerir um clube? Lógico que não. Mas entendo.

Você acredita que o Paulo Nobre tem saída?

Como deixar de montar um grande time e gastar?

Ainda mais agora com o Palmeiras fazendo 100 anos?

Não existe essa história de cem anos, centenário. Para o Palmeiras tem a mesma importância de 99, 95, 89...Se as contas não baterem no final do ano ficará complicado para o clube. É preciso ter uma visão realista das coisas. O torcedor está no direito dele de pedir grandes contratações. O dirigente precisa ir até onde as finanças permitem. Não há cabimento gastar mais do que pode. É preciso muito critério. Como por exemplo, comprar o Alan Kardec por R$ 12 milhões. Isso eu não vou concordar nunca. É um absurdo.

Mustafá, ele é do destaque do time...

1reproducao3 Não pagaria R$ 12 milhões no Alan Kardec. Estava no time B do Benfica... O Palmeiras já errou com o Valdívia e Wesley. Traz a peso de ouro jogadores que não deram certo na Europa... E me deixe comer o meu sanduíche de salsicha! Mustafá Contursi...

Pode até ser. Só que quem era o Alan Kardec no Benfica? Um jogador do time B. Comprado agora por R$ 12 milhões? Não é possível. O Palmeiras entrou nesse mesmo conto com o Valdivia, o Kléber, o Wesley. Atletas que não tinham espaço nos grandes clubes da Europa mas que nós compramos a peso de ouro. Muita irresponsabilidade dos ex-presidentes. Pura empolgação que custou caríssimo aos nossos cofres. Foi por isso que o Palmeiras está com o nome sujo na praça. As instituições financeiras não emprestam dinheiro ao clube. As dívidas se acumularam quando se agiu de forma amadora. O Alan Kardec pode até ter jogado bem nesses últimos tempos. Mas não vale R$ 12 milhões. Sou contra um gasto tão alto. Se o Paulo Nobre fizer essa compra ele vai cometer um grande erro. É preciso negociar. Mostrar aos portugueses que ele estava em baixa por lá. Em negociações desse tipo não se pode aceitar a primeira proposta. O dinheiro do clube fica comprometido. Com muito dinheiro gasto na compra e nos contratos longos, que infelizmente viraram moda no Palmeiras.

Mustafá você acha moral gastar R$ 12 milhões pelo Kardec...

E o Palmeiras ainda devendo R$ 15 milhões pelo Wesley...
 Não pagaria R$ 12 milhões no Alan Kardec. Estava no time B do Benfica... O Palmeiras já errou com o Valdívia e Wesley. Traz a peso de ouro jogadores que não deram certo na Europa... E me deixe comer o meu sanduíche de salsicha! Mustafá Contursi...

Não concordo com as duas negociações. Os valores são altos demais. Mas quero mesmo falar sobre a compra do Wesley. Eu e meus companheiros do COF protestamos, fizemos o que estava nas nossas mãos para a contratação não ser fechada. Ele estava há um ano sem jogar na Alemanha. E mesmo assim o ex-presidente quis comprometer R$ 15 milhões na sua contratação. Ele exerceu sua autoridade. Mas as coisas não deram certo. Quem pagaria tanto dinheiro pelo Wesley agora? Quanto ao empréstimo, muito cuidado. É preciso ver o que queria essa pessoa ( Antenor Angeloni, presidente do Criciúma). Ninguém sai emprestando dinheiro alegando um convênio que ainda nem existe. Ninguém é tão ingênuo assim. A negociação não me cheira bem. Só que isso não muda a minha tese. O Palmeiras precisa parar de gastar dinheiro com jogador que não dá certo na Europa. Esse erro vem prejudicando o clube. Repito a minha afirmação. Tente vender hoje o Wesley. Vai ver o quanto ninguém paga R$ 15 milhões por ele. Quem paga esse prejuízo? O Palmeiras.

O Palmeiras está devendo muito nos bancos.

Adiantou cota de televisão.

O time tem grandes limitações.

Mesmo assim a torcida cobra demais.

Qual a solução para reestruturar o clube.

E ainda ganhando títulos no futebol?

O primeiro passo é ser realista. Presidente não se pode dar ao direito de sonhar. Dirigente é dirigente, não torcedor. A solução para mim é simples. Basta agir como uma dona de casa que o marido perdeu o emprego. Não dá para ficar fazendo pose. É preciso ser prático. Pode chamar a consultoria que quiser. Encher o clube de gente arrumadinha, com gel, gravata, terno... Se o clube gasta mais do que arrecada vai ter problemas graves. Estamos pagando por isso há muito tempo. A atual administração trabalha bem. Tem responsabilidade. Mas o clube precisa de austeridade. Ser firme nas contas. Suportar as tentações. É difícil. Todo mundo gosta de comprar craques, montar seleções. Mas quem paga? O Palmeiras tem uma história de conquistas e respeito. Não é um clube de ficar devendo, ter seu nome vetado nas instituições financeiras. Administrar não é fazer apenas aquilo que se gosta. Antes dos títulos que os torcedores tanto querem vem a estrutura, a responsabilidade com o clube. Não se ganha a qualquer custo. Porque esse custo vem.

Você tinha razão em relação à arena?

Falou que o clube teria problemas com a WTorre...

Falei porque o contrato foi escondido de todos os conselheiros. Ninguém sabia como tudo iria funcionar. Nós estávamos fazendo a reforma do Palestra Itália. Você é testemunha, Cosme, que iniciamos até as obras. Mas de repente surgiu a ideia de fazer um novo estádio, do nada. E com o clube ficando anos e anos sem o menor controle desta nova arena. O Palmeiras já está pagando caro por isso. Perdendo dinheiro há anos. Pagando aluguel. Nosso time teve de circular por aí, sem casa, como andarilho. Os outros esportes também. O prédio que nos foi entregue pela construtora foi incompleto. Falta chão, teto, divisórias. Há muita coisa errada. Porém o mais importante é que ninguém teve acesso a todas as cláusulas do contrato. Como reclamei antes da arena começar a ser construída.

Mustafá, você é o presidente do Sindicato dos Clubes.

Concorda com o movimento Bom Senso para a mudança do futebol?

Acho válido os jogadores reivindicarem o melhor para sua classe. Mas existe o Sindicato dos Jogadores Profissionais para isso. O que é bom senso? Querer menos partidas? Os estaduais já foram diminuídos? Receber em dia? Jogadores cansam e processar e receber dos clubes. Há leis nesse país. É preciso prestar atenção se esse movimento de alguns jogadores não tem cunho político. Se não há pessoas beneficiadas com esse movimento. Isso é que passa a ser importante. Mas você me desculpe, Cosme. Estou com um sanduíche de salsicha na mão. Me deixe comer...

Espere um pouco, Mustafá.

Só deixe bem claro.

Você colocou o Paulo Nobre na presidência do Palmeiras.

Ele representa a sua ala política?

Isso é exagero da oposição, como sempre. Eu apenas votei e declarei meu voto no Paulo Nobre. Por acreditar que ele tem condições de comandar o Palmeiras. O que eu não via no outro candidato. Só isso. Agora ele faz o que ele quiser. Ele será cobrado no COF por seus atos. Apesar do meu voto não sou obrigado a concordar com suas todas suas atitudes. Como já disse a você. Acho que é injustiçado pela oposição e por vocês da imprensa. Ele arrumou uma maneira de fazer o clube continuar andando que foi tomar dinheiro emprestado no seu nome. Fez isso depois de vencer a eleição. Mesmo tendo o dinheiro que tem não prometeu que iria fazer isso antes. Tomou uma atitude digna, que merece elogios. Não críticas. Não é a ideal. Mas se esse dinheiro não chegasse ao clube, seria caótico.

E o centenário, vai passar em branco?

Sem títulos?

Pense no que foi o centenário de outros clubes grandes...Foi sempre um ano de muita cobrança e pouquíssimas conquistas. Não tem cabimento se preocupar demais com 100 anos. E esquecer o que está pela frente. Esse tipo de atitude irresponsável não leva a nada. O Palmeiras não pode pensar em um ano e esquecer os outros. Agora, chega. Eu quero comer o meu sanduíche de salsicha!

A última, Mustafá...

Você é apontado com a eminência parda no Palmeiras.

O homem que dá amparo à administração do Paulo Nobre.

É verdade?

Isso eu faço questão de responder. Não é verdade. O presidente faz o que quer, como sempre foi no Palmeiras. Eu pertenço com orgulho ao COF, Conselho de Orientação e Fiscalização. O que for para o bem do clube, vou concordar. O que não for, como essa arena ou gastar tanto com um jogador do time B do Benfinca, vou discordar. Mostrar a minha opinião. Mas só. Na verdade, sou um cadáver insepulto no Palmeiras. E isso incomoda muita gente. Sou página virada...

Pura ironia sua...

Mas bom sanduíche, Mustafá...

Já estava na hora. Até logo, Cosme...
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“Estou sendo humilhado no Corinthians. Nunca pensei passar pelo que estou passando. Não aqui.” O desabafo de Emerson Sheik, o grande responsável pela conquista da Libertadores…

1ae3 Estou sendo humilhado no Corinthians. Nunca pensei passar pelo que estou passando. Não aqui. O desabafo de Emerson Sheik, o grande responsável pela conquista da Libertadores...
"Estou sendo humilhado no Corinthians.

Nunca pensei passar pelo que estou passando.

Não aqui".

Este foi o desabafo que Sheik fez a um amigo em um show em São Paulo.

Não quis se alongar na conversa.

Até porque não está falando sobre sua situação com a imprensa.

Evita jornalistas.

Foi embora cedo para dormir e estar pronto para mais um dia na musculação.

Sabia que não iria treinar com o time.

Está afastado sem estar.

Vive uma situação hipócrita, comum no futebol.

Ou seja, vai ao CT todos os dias só que fica longe dos titulares.

Está fora dos planos.

Mas tem contrato.

Quando um clube não quer mais um jogador, o tortura.

Mano Menezes se convenceu que Sheik se acomodou de vez.

Perdeu a vontade de atuar no Parque São Jorge.

Mario Gobbi dá razão ao técnico.

E admite um dos maiores erros de sua administração.

Renovar o contrato de Sheik no ano passado.

O atacante tem 35 anos e acordo para ficar até junho de 2015.

Recebendo, entre luvas e salários, cerca de R$ 500 mil mensais.

Ou seja, ainda tem a receber cerca de R$ 7 milhões.

O arrependimento chega a dar azia no presidente.

A negociação tem um culpado: Tite.

Foi o ex-treinador quem lutou arduamente pelo jogador.

Tratou de retribuir o que ele fez pelo Corinthians na Libertadores.

Sheik desequilibrou a competição.

Principalmente os jogos decisivos.

Contra o Santos e o Boca Juniors.

O clube venceu a inédita competição sul-americana.

E abriu o caminho para ser bicampeão do mundo no Japão.

Só que o torneio que o atacante se destacou foi no primeiro semestre de 2012.

Desde então seu futebol caiu demais.

Seus arranques, dribles, gols, sumiram.

Passou a ser um jogador comum, facilmente anulado.

A vibração contagiante desapareceu.

Assim como seu envolvimento com o time.

Há vários fatores que pesaram.

O primeiro, pouco notado, foi a queda drástica de dois atletas.

Fábio Santos e Danilo, que o auxiliavam pela esquerda.

Ambos também jogaram mal demais 2013.

Eles o puxaram para baixo.

Danilo, inclusive, deixou de ser titular absoluto.

O episódio do beijo foi um grande tiro no pé.

De consequências profundas.

O jogador havia acabado de renovar o contrato com o Corinthians.

Ele sabia muito bem que foi graças a Tite.

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Mas logo depois veio uma partida contra o Coritiba no Pacaembu.

O treinador decidiu substituí-lo.

E foi cumprimentá-lo na saída do gramado.

Emerson fingiu que não percebeu e não deu a mão a Tite.

O jogador sabia que isso repercutiria muito na imprensa.

Era muita ingratidão.

Foi quando resolveu naquele mesmo domingo desviar o foco.

Deu um beijo na boca de um amigo dono do restaurante Paris 6.

E ele mesmo colocou a foto nas redes sociais.

Era para ser uma atitude contra a homofobia.

Sheik não é gay, pelo contrário, coleciona namoradas como chaveiros.

Só que o comando das organizadas corintianas ficou furioso.

E foi ao Centro de Treinamento do Corinthians.

Desta vez, sem precisar invadir.

A diretoria, principalmente Mario Gobbi, também detestou o beijo.

Assim, depois de um treino, Sheik teve de ir para uma sala com os torcedores.

"Tomou uma prensa e descobriu que aqui é Corinthians.

E que a gente não aceita desrespeito.

Não tem essa de dar beijinho em homem", desabafou um diretor de uma organizada.

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Todos os jogadores acompanharam a situação.

E não se manifestaram publicamente.

Não deram apoio ao jogador.

Sheik se sentiu desrespeitado e isolado.

Seu procurador Reinaldo Pitta mandou que se acalmasse.

E pensasse no futuro, no seu contrato.

Mas a relação do atacante com os demais jogadores azedou.

O clima de brincadeira, companheirismo, acabou.

Depois chegou Mano Menezes.

O treinador que tentou levá-lo para o Flamengo.

E chegou a contar com ele no meio do ano passado.

Os indícios que Pitta deu à diretoria rubro-negra não se confirmaram.

O técnico ficou muito decepcionado com a postura do jogador.

Pairou no ar a sensação que o clube foi usado.

Serviu apenas para o valorizar na discussão sobre o contrato.

O treinador acreditava que se ele tivesse ido para a Gávea, a história seria outra.

Não teria se demitido, inclusive pagando para ir embora.

E eis que o destino os coloca frente a frente.

Lógico que a boa vontade de Mano não era a mesma.

Muito pelo contrário.

No mundo do futebol ele é conhecido como uma pessoa vingativa.

Tanto que quem o decepcionava na seleção era esquecido.

Fred, Ramires, Hernanes, Douglas sentiram isso na pele.

Sheik percebia que não tinha espaço algum.

Já não era titular absoluto.

Passou a frequentar o banco de reservas.

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Para piorar, veio a invasão ao CT.

Vândalos gritavam que iriam quebrar as pernas de dois jogadores.

De Alexandre Pato e as do próprio Emerson.

O jogador estava no vestiário.

Ajudou a segurar os bancos que foram colocados na porta como barricadas.

Ou seja, viu muito bem o que aconteceu.

As lideranças do time chegaram a pedir que não houvesse jogo contra a Ponte Preta.

Mas ouviram da diretoria que a partida aconteceria porque 'era da Globo'.

Os atletas entraram traumatizados, irritados em campo.

Estavam evitando entrevistas.

Articulavam uma greve em represália à invasão.

Sheik foi perguntado sobre essa possibilidade.

"Primeiro é importante entender o motivo da greve. Eu particularmente não sei. Existem, sim, motivos para que um dia essa greve possa acontecer. Eu quero entender a situação para me posicionar. Não estou dentro nem fora da greve, quero entender pra tirar minhas conclusões."

A postura do jogador desanimou o comando do Bom Senso.

Principalmente Rogério Ceni.

Emerson se queimou com o elenco corintiano.

A partir daí, a diretoria mandou empresários de confiança trabalharem.

O Grêmio foi uma possibilidade.

Mas o clube gaúcho tentou colocar Kléber na negociação.

Mano detesta atletas indisciplinados.

Vetou o negócio no nascedouro.

Depois foi oferecido foi ao Atlético Mineiro.

Kalil quis dar em troca André.

E exigiu que o Corinthians pagasse os salários dos dois jogadores.

Gobbi negou.

Foi quando surgiu o Botafogo.

Situação que não contentou Sheik no início.

Sabe muito bem o quanto está enfraquecido o time carioca.

Além disso, tem consciência dos atrasos rotineiros de salários.

Também não é estúpido.

Sabe que, se acertar e tiver garantido seu pagamento, correrá sério risco.

Ser boicotado pelo resto do time que não recebe em dia.

Em média, dois meses de atraso.

Se completasse três, os atletas poderiam conseguir sua liberação na Justiça.

Situação que Ricardinho viveu ao trocar o Corinthians pelo São Paulo.

Pouco importou ser campeão do mundo em 2002.

Foi praticamente expulso pelos jogadores.

Inconformados por ser o único por receber em dia.

Reinaldo Pitta e Emerson sabem.

Gobbi não o quer mais no Corinthians.

Assim como Mano.

A situação é insustentável.

A Libertadores de 2012 ficou para trás.

Virou uma fotografia na parede.

Que desbotou muito, mas muito rápido...
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