“Se for para o Palmeiras ter um dono, o melhor é chamar um sheik como fez o Manchester City. O Paulo Nobre é um pseudo mecenas. Ele põe dinheiro, mas vai cobrar e com juros.” Exclusiva com Wlademir Pescarmona…

 Se for para o Palmeiras ter um dono, o melhor é chamar um sheik como fez o Manchester City. O Paulo Nobre é um pseudo mecenas. Ele põe dinheiro, mas vai cobrar e com juros. Exclusiva com Wlademir Pescarmona...
"Se for para o Palmeiras ter um dono, o melhor é chamar logo um sheik como fez o Manchester City. E ele compra o clube e monta um time de estrelas. O Paulo Nobre é um pseudo mecenas. Ele coloca o dinheiro do bolso porque é milionário. Mas na verdade só estica a dívida. O clube já deve R$ 300 milhões. R$ 150 milhões para ele. Para ter um time que a maior alegria no centenário é não ser rebaixado. Que administração é essa?"

As declarações são de Wladimir Pescarmona. Em entrevista exclusiva ao blog, o candidato de oposição a presidente do Palmeiras, destrincha a administração de Paulo Nobre. Revela que o quanto Mustafá Contursi influencia a administração, insistindo em jogadores 'bons e baratos'.

Pescarmona avisa que que muita coisa mudará no futebol se for eleito. A começar por Brunoro. Rodrigo Caetano, que está se desligando do Fluminense, já foi contatado. E será só o começo, se for eleito.

Pescarmona, você é conselheiro vitalício. Tem acesso às contas do clube. Quanto o Palmeiras está devendo?

São cerca de R$ 300 milhões. R$ 150 milhões só para o Paulo Nobre. Isso não existe. Aliás, existiu no XV de Piracicaba com o Rípoli. E com o Marcelo Teixeira no Santos. É inadmissível o presidente colocar dinheiro no clube. Por um motivo que vou explicar para você. O Nobre não pergunta onde vai gastar. Põe os seus milhões onde quer, sem perguntar a ninguém. Ele não está resolvendo as dívidas do Palmeiras. Ele está aumentando de maneira assustadora. E não está doando dinheiro. Apenas emprestando. Depois vai receber de volta até com juro. Isso não é maneira de administrar clube de futebol. Ele age como se fosse dono do clube.

Mas ninguém o questiona?

Não porque ele tem o Mustafá Contursi que controla o Conselho de Orientação Fiscal. É o COF que aprova ou desaprova as contas no Palmeiras. Quando o Tirone era presidente, suas contas eram barradas, reprovadas porque ele era brigado com o Mustafá. Mesmo estando positivas. Com o Paulo Nobre é diferente. Com prejuízo em cima de prejuízo, elas são aprovadas. Só porque o Mustafá influencia as decisões do presidente. Ele é responsável pela política dos jogadores bons e baratos. Essa postura acabou respingando até na perda de Alan Kardec por uma mixaria para o São Paulo. Aliás não dá para esquecer a saída de Barcos, a briga com Henrique. A atual gestão perde ídolos, contrata 36 jogadores e não tem um time. Aliás, vou lembrar a todos. Dos 11 titulares atuais são quatro jogadores da base, quatro atletas que de outras administrações e só três dos 36 contratados. É um absurdo essa gestão do futebol.

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Como você pode definir o trabalho do Brunoro?

Ele é o primeiro que tem de ir embora. Só deu certo quando tinha o dinheiro da Parmalat por trás. Não deu certo onde passou. Inacreditável ter voltado ao Palmeiras. O Paulo Nobre não se deu ao trabalho de pesquisar qual era o desempenho profissional do Brunoro. Tudo já começou muito errado. A negociação do Barcos foi muito estranha, para não falar outra coisa. O Grêmio iria dar cinco jogadores. Deu quatro. No total, o argentino rendeu R$ 4 milhões. E o Palmeiras vai e gasta R$ 8 milhões pelo Leandro? (O clube ficou com 64% do jogador.) Depois manteve o Gilson Kleina sabendo que depois de três derrotas todos pediriam sua demissão. Aí vai para a argentina contratar um técnico que não conhecia o futebol do Brasil. Chegou no momento errado. No desespero vai atrás de Dorival Júnior. É um improviso em cima do outro. O resultado é este centenário que estamos vivendo. A maior alegria será ficar na Primeira Divisão. E tem mesmo de comemorar. Por que o trabalho foi péssimo.

Se eleito, o novo comandante do futebol do Palmeiras será o Rodrigo Caetano?

Bom...Ele é um excelente nome e sabe muito como as coisas funcionam de uma maneira vitoriosa no futebol. Gosto demais do seu trabalho. Diria que ele tem 70% de chances se as coisas acontecerem nas eleições. Precisamos reestruturar a maneira de trabalhar no clube. Colocar um diretor de futebol estatutário. Não adianta um presidente querer controlar o futebol para aparecer. E investimentos precisam ser feitos de maneira firme. Não adianta quantidade. Trazer jogador com problemas físicos como Victorino. Com problemas disciplinares como França. O prejuízo fica para o clube. São muitos outros erros por pura incompetência. Infelizmente não há outra palavra que posso definir o Brunoro, incompetente.

3ae2 1024x576 Se for para o Palmeiras ter um dono, o melhor é chamar um sheik como fez o Manchester City. O Paulo Nobre é um pseudo mecenas. Ele põe dinheiro, mas vai cobrar e com juros. Exclusiva com Wlademir Pescarmona...

O Dorival Júnior continuará sendo o treinador do Palmeiras sob sua gestão? Dizem que você ama o Cuca e o Tite...

Olha...O Dorival Júnior tem contrato com o Palmeiras até o meio de 2015. Foi a opção do Paulo Nobre deixar o contrato tão longo. Sua identificação com o clube é enorme. É sobrinho do Dudu. É muito trabalhador. Já até atuou junto com o Rodrigo Caetano no Vasco. É mentira que eu falei que ele será mandado embora. De jeito nenhum. Mas tudo será avaliado com a minha vitória. Quanto ao Cuca e ao Tite são treinadores que eu fui perguntado se gostava. Respondi que sim. E só. Nem toquei no nome do Dorival. Eu quero fazer uma análise mais ampla sobre treinador e jogador depois da eleição. Diria que o Dorival tem chance de continuar. Não quero me comprometer com técnico agora.

E o perfil do Palmeiras em 2015?

Precisamos ter um time forte. Não um limitado que passa vexames e luta para ficar na Primeira Divisão. Isso é pouco demais. O Palmeiras tem de respeitar sua história, sua tradição de grande campeão que sempre foi. Tenho um grupo de pessoas dispostas a investir R$ 30 milhões no futebol. Esse dinheiro será bom para buscar peças importantes à equipe. São pessoas dispostas a ajudar e não comandar o futebol como acontece com o Fundo Gestor do Santos. Foi o ex-presidente Belluzzo quem conseguiu esses investidores.

Como você analisa o Palmeiras não ter patrocínio master na sua camisa, no ano do centenário?

Outro absurdo. O clube tinha patrocínio quando Paulo Nobre assumiu. Mas ele achava que era pouco dinheiro. E desprezou. Depois demorou demais para conseguir a Certidão de Débitos Negativos. E perdeu a Caixa Econômica Federal. Ela bateu na porta do Palmeiras com R$ 25 milhões. Mas faltou competência para o clube conseguir receber esse dinheiro. O Flamengo com R$ 700 milhões em dívidas conseguiu. O Vasco também endividado. O Corinthians. Só nós que não. É muita incompetência. Dinheiro jogado fora. O diretor de marketing que o Nobre mesmo demitiu saiu falando que não conseguiu patrocínio porque o produto que tinha nas mãos era 'muito ruim'. Ele falava do time. É triste.

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Você ficaria com o Valdivia mesmo já tendo um grave problema com ele? Ele chegou até a ofendê-lo quando você trabalhava no futebol do clube...

Eu amadureci. Sou homem suficiente para conversar com ele, olho no olho. E reconhecer que ele precisa ficar no Palmeiras. É um excelente jogador. Se não fosse pelo futebol, o Palmeiras já estaria rebaixado. O que passou, passou. Hoje eu quero o Valdivia no Palmeiras, contribuindo com o time como ele está fazendo. Sei que ele torce pelo Paulo Nobre. Não tem problema algum. É um craque e não vai sair do Palmeiras. E quero que você lembre nesta entrevista. O Paulo Nobre fez tudo para vendê-lo para os Emirados Árabes. Por pura sorte nós não perdemos o Valdivia. É esse dirigente que preside hoje o Palmeiras.

Qual será a sua relação com as organizadas se ganhar?

Não vou dar regalia para ninguém. Vão ter de comprar ingressos, pagar pelas viagens. O Palmeiras não colocará um tostão. Posso, no máximo, pedir para os adversários reservar ingressos quando as partidas for fora. Mas com as organizadas pagando. Se entenderem isso, ótimo. Se não entenderem, não haverá relação alguma.

Qual o primeiro ato como presidente, caso consiga o cargo?

Vou fazer várias auditorias. Precisamos saber qual é a verdade sobre a situação financeira do Palmeiras. Também desvendar todos os contratos dos jogadores, multas. Ver a situação do técnico. E marcar uma reunião com a WTorre e nos acertar me relação ao estádio. Não adianta continuar com picuinha, de cara virada. Somos homens de negócio. Se há uma divergência sobre o contrato, vamos chamar os dois escritórios que o elaboraram. E cortar o problema na raiz. Somos pessoas inteligentes. Temos um estádio maravilhoso nas mãos. Poderemos fazer um acordo e resolver de vez esse problema das cadeiras. Se perde um pouco agora para se ganhar no futuro. Mas se administra. Chega de perder tempo. O Palmeiras é grande demais para ficar travado. A questão do patrocinador ficará a cargo do grupo de pessoas importantes do mercado que o Belluzzo trará ao clube. Chega de perder dinheiro.

Como é que se compete em uma eleição contra um bilionário?

É a campanha do milhão como o tostão, costumo brincar. Sou dono de uma gráfica e ele pertence a uma família de banqueiros. Eu estou fazendo uma campanha de corpo a corpo com os sócios. Frequento o Palmeiras há muito tempo. Tive cargos importantes. Sei como o clube funciona por dentro. Isso é fundamental para poder presidir esse clube. Tenho apoio fundamentais como o do ex-presidente Belluzzo. Há muita gente envolvida, empenhada. Quando comecei a minha campanha tinha 8% de intenção de votos contra 30% do Nobre. Agora tenho 26%. Ele tem 36%. Mas a diferença vem caindo a cada dia. Além disso há 29% de indecisos. A minha esperança é que entre eles há gente demais insatisfeita com o rumo das coisas. Tenho sim toda a esperança de vitória. Não importa se o Paulo tem muito mais dinheiro. Ele já teve a chance de presidir e fez um trabalho muito ruim.

Se o Palmeiras for rebaixado de novo, o que mudará nos seus planos?

Seria um caos. Para mim, para o Paulo, para o presidente que for. O clube não pode estar na Segunda Divisão em 2015. Como atrair investidores? Como ficaria a nova arena? Seria começar tudo do zero. Não é possível que o Paulo Nobre consiga rebaixar o Palmeiras. Acredito que o Palmeiras tem boa chance de não cair. Restam cinco jogos. Uma vitória e dois empates devem bastar. Mas é isso que eu quero que o sócio do Palmeiras entenda. Lembre que clube é o Palmeiras. E tudo o que representa no futebol do Brasil, do mundo. Não podemos nos contentar em ter R$ 300 milhões em dívidas e ficar sonhando em fugir do rebaixamento. Time que é goleado por 6 a 0 para o Goiás. Humilhado pelo Mirassol. Isso não é o Palmeiras. Aliás, esse é o Palmeiras do Paulo Nobre. Não o meu...
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Cinco camisas do campeão da Copa do Brasil. Basta explicar o que significa vencer o rival na decisão de um título nacional. Os melhores textos ganharão. A promoção só vale para torcedores do Cruzeiro e Atlético Mineiro. Por uma questão de justiça…

1reproducao13 Cinco camisas do campeão da Copa do Brasil. Basta explicar o que significa vencer o rival na decisão de um título nacional. Os melhores textos ganharão. A promoção só vale para torcedores do Cruzeiro e Atlético Mineiro. Por uma questão de justiça...
Atlético Mineiro e Cruzeiro pela primeira vez decidem um título nacional. A conquista será inesquecível. O blog resolveu premiar os torcedores do campeão da Copa do Brasil de 2014. Cinco camisas oficiais do vencedor do torneio serão dadas aos leitores.

O critério serão os melhores textos que expliquem a rivalidade, o prazer de vencer o maior rival em uma decisão nacional. Eles serão enviados em forma de comentários. O prazo será no dia 26 de novembro, dia do derradeiro jogo, no Mineirão. Até o meio-dia.

Por uma questão de bom senso, as camisas serão dadas aos torcedores do clube campeão. Entrarei em contato com os vencedores por e-mail. As camisetas chegarão por correio. Podem concorrer torcedores de todo o planeta.

Por mais que existam admiradores dos dois clubes, nesta decisão não há neutralidade. Só cruzeirenses e atleticanos concorrerão. É o privilégio de torcer pelos melhores times da Copa do Brasil. A decisão no blog já começou. Quem quiser concorrer deverá escrever seu comentário neste post. Só aqui estará valendo. Boa sorte...

Guerrero não perdoou bobagem de Bruno Uvini. O Corinthians venceu o Santos. Conseguiu três pontos fundamentais na luta pela Libertadores de 2015. Ganhou todos os clássicos no Itaquerão…

1ae7 Guerrero não perdoou bobagem de Bruno Uvini. O Corinthians venceu o Santos. Conseguiu três pontos fundamentais na luta pela Libertadores de 2015. Ganhou todos os clássicos no Itaquerão...
Uma bobagem de Bruno Uvini custou demais ao Santos. O zagueiro recebeu a bola de Aranha. Tentou passar por Renato Augusto. Perdeu a bola. O meia retribuiu o favor dando dois dribles desmoralizantes no desesperado zagueiro. E, calculista, cruzou com perfeição a bola para Guerrero. O peruano só empurrou para as redes. O gol saiu logo aos sete minutos. E decidiu o clássico no Itaquerão. O Corinthians conquistou três pontos fundamentais. E segue lutando pela Libertadores. É o quinto colocado.

"Nós precisávamos vencer hoje. Por meia a zero. Mostramos nossa raça, vibração. Era importantíssimo vencer. Conseguimos", comemorava Elias. "Nem foi tão sofrido assim. Criamos várias chances de gol. Mas foi bom marcar 1 a 0 no começo do jogo. Nos deixou mais tranquilos", admitia Guerrero. Em três clássicos pelo Brasileiro no Itaquerão, o Corinthians ganhou os três. Contra Palmeiras, São Paulo e Santos.

O Corinthians precisava vencer de qualquer maneira o Santos. Com os resultados dos seus rivais. Tinha a obrigação de estar colado no G4. Mano Menezes teve uma semana de trabalho para montar sua equipe. Tinha todos os seus jogadores à disposição. Inclusive Ralf.

Já o Santos tinha um cenário de terra arrasada. Havia sido eliminado da final da Copa do Brasil na Vila Belmiro. E ainda não contava com três atletas importantes Robinho, David Braz e Thiago Ribeiro. Enderson Moreira já sabe que dificilmente continuará na Vila Belmiro. Seu nome não agrada a nenhum candidato à presidência.

Mais um motivo para o treinador santista tentar aproveitar esse final de Brasileiro. Até para ganhar espaço, publicidade. Sabia muito bem da importância do clássico contra o Corinthians. E tentou surpreender. Montou uma equipe leve. Articulada para os contragolpes. Mesmo sem Robinho, Leandro Damião continuava no banco de reservas.

A revelação Serginho atuaria perto de Rildo e Gabriel. Lucas Lima seria o articulador. Mano Menezes queria a vitória, mas não escancaria seu time. Pelo contrário. Manteria a estrutura tática. Nada de abrir o meio de campo. Ralf atuaria à frente da zaga. Liberando Elias para atuar mais à frente, como rende muito mais. Só que Petros e Renato Augusto fechavam a intermediária. Na frente, Guerrero. E o jovem e afobado Malcom. O garoto continua deslumbrado e desperdiçando várias jogadas fáceis.

O gol precoce corintiano mudou o cenário do que poderia ser o clássico. O Corinthians não tinha um adversário fechado na defesa. Pelo contrário. Tinha espaço para buscar contragolpes. Os jogadores santistas não nutriam a esperança por algo concreto para sonhar no Brasileiro. Nem título, muito menos Libertadores. O desejo maior era individual. Mostrar talento e seguir na Vila Belmiro em 2015.

Por tudo isso, a partida foi muito intensa, agradável. Com os dois times buscando o gol. O Santos compensava menos talento com muita correria do meio para a frente. O destaque, Gabriel. Atleta talentoso, ágil. E também o meia Lucas Lima. Eles se ressentiam de companhia talentosa.

O Corinthians tinha um conjunto mais forte. Mais consciente. Não dependia, como o time de Enderson Moreira, de jogadas individuais. A movimentação do time era muito boa. Atacava e, principalmente, defendia em bloco. A recomposição era muito bem feita. Jogou de maneira inteligente. Conseguiu o gol que precisava de presente. Não havia motivo para se expor.

Mano Menezes e cautela são velhos companheiros. Ele conseguiu manter seus jogadores concentrados. Marcando muito forte na intermediária. E quando o Corinthians atacava, o sistema defensivo não se desmanchava. O Santos apelava para dribles e cruzamentos aéreos que não levavam perigo.

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O segundo tempo seguiu com o Corinthians controlando o jogo. Enderson resolveu dar uma chance para as trombadas de Leandro Damião. Tirou o menino Serginho, inexperiente demais para o clássico. O Corinthians voltou ainda mais firme. Consciente que não precisa abrir a equipe. O Santos que, se quisesse, adiantasse a sua marcação. Abrisse espaço na intermediária. Mas Enderson Moreira via sua equipe sem alternativas. Gabriel era muito bem vigiado. Por onde se deslocasse havia dois corintianos o atrapalhando. Lucas Lima se desdobrava, lutava. Mas sozinho. O elenco santista é fraco.

Depois veio o maior inimigo para o time do Litoral. O cansaço. O desgaste na épica batalha contra o Cruzeiro pesava. Os jogadores lutavam, mas sem consciência. O Corinthians, matreiro. Já tinha espaço para contragolpear. Luciano acertou o travessão. E Aranha fez uma excepcional defesa. Renato Augusto, que jogou sempre livre, bateu muito forte, o goleiro rebateu. Guerreiro chutou ainda mais forte, de primeira, no rebote. E Aranha espalmou para fora. Lance lindo.

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Depois, o Corinthians de forma inteligente controlou a partida. Deixou o tempo correr. Ganhou o clássico por 1 a 0. Agora restam cinco partidas que definirão se o clube chegará ou não à Libertadores. Bahia na Fonte Nova, Goiás, em Belém, Grêmio no Itaquerão, Fluminense no Maracanã e Criciúma no Itaquerão. A classificação é possível.

Já o Santos tem a certeza. 2O15 seus jogadores acompanharão a Libertadores pela televisão. O ano foi um enorme fracasso na Vila Belmiro...
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O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz…

1reproducaositegremio 1024x576 O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz...
Foi o aniversário dos sonhos de Luiz Felipe Scolari. Ele precisa de alegria ao completas 66 anos. E ela veio digna de quem precisava de acalanto. O treinador dos 7 a 1 contra a Alemanha necessitava viver momentos de plenitude para compensar tanta tristeza, tanta humilhação.

Lógico que não foi a mesma coisa, uma revanche ou algo que o valha. Mas desde aquele 8 de julho no Mineirão, o velho técnico não sentia tanta emoção. Em vez de vergonha, sentiu felicidade. Ele foi o responsável pela goleada impressionante do Grêmio diante do grande rival, o Internacional.

4 a 1 do jeito que Felipão adora. Com empurra empurra, provocações, três volantes. Colocar o clube que lhe deu guarida depois da Copa no G4, tirando justamente o inimigo colorado. Ter a felicidade de fazer quatro gols pela primeira vez no Campeonato Brasileiro. A vitória quebrou o jejum de dois anos e três meses do lado azul do Rio Grande do Sul sem vitória sobre o vermelho. Foi muita alegria para um técnico só.

Mas se o lado emocional foi fundamental na goleada gremista, também há o lado silencioso. E que deve ser levado em consideração. Felipão fez com seu time tudo o que deveria ter feito com a Seleção. Diante de um time mais talentoso, com mais talentos individuais como era a Alemanha, o treinador mostrou que aprendeu depois de ser desprezado pela CBF.

A primeira providência foi, apesar de jogar em casa, colocar seu time com três volantes. O que poderia parecer covardia na verdade era visão tática. A derrota por 7 a 1 é uma tatuagem no seu peito que não sairá jamais. Felipão deixou sua empolgação no Mineirão. Ramiro, Wallace e Felipe Bastos tinham missão definida. Travar o cerebral D'Alessandro e Alex. Não dar espaço para a dupla respirar. Com isso isolava também Nilmar, que voltou do Exterior muito mais lento do que saiu.

Luan também tinha de se desdobrar marcando, recompondo e atacando. Do meio para a frente, para ficar com todo o fôlego, Dudu. E Barcos era incumbido de ficar à frente, segurando dois zagueiros. Felipão prendia Pará e Zé Roberto para não ser surpreendido nos contragolpes.

Abel Braga por seu lado esperava que seus jogadores deixassem o ritmo da partida lento. Calmo. Irritante. Aposta era que a pressão dos torcedores gremistas acabasse por obrigar Felipão a errar. E organizou seu time para buscar contragolpes. Tentar aproveitar uma bola levantada em escanteio ou falta. Ou ainda uma arrancada de D'Alessandro.

Mas não foi o que aconteceu. O Grêmio adiantou seu meio de campo, marcando a saída colorada. Aos 27 minutos, Abel Braga sentiu o gosto amargo do primeiro gol. Dudu roubou a bola no meio de campo. A tocou para Barcos e recebeu de volta na frente. Ele deu um drible humilhante em Aránguis e tocou para Luan, livre. O jogador que é perseguido pela torcida gremistas empurrou, com convicção, para as redes. Grêmio 1 a 0.

1reproducao11 O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz...

O primeiro gol no Grenal tem um peso psicológico enorme. Ainda mais com tudo que estava em jogo. O Inter tentou atacar, buscar o ataque. Mas os volantes gremistas atuavam muito bem. Por onde tentassem correr, D'Alessandro e Alex tinham péssima companhia.

Mas houve uma bola parada de arrepiar. Alan Patrick, figura decorativa no jogo, cobrou na barreira. Alan Costa ajeitou de cabeça e Nilmar deu uma sensacional bicicleta. A bola passou perto do gol do assustado Marcelo Grohe. Com o Inter adiantado, Alex acertou chute forte que o goleiro gremista salvou. O Inter buscava o empate, mas se arriscava muito. Não tinha outra saída.

Matreiro, no intervalo, Felipão deu um baile em Abel. O técnico sabia que Abel imaginava que voltaria com o Grêmio recuado, buscando apenas os contragolpes. Fez exatamente o contrário. E os colorados tinham a certeza de que enfrentariam um adversário recuado. Foram orientados para atuar mais à frente. Só que deixaram muito espaço nas intermediárias.

O Grêmio não demorou para se aproveitar. Luan tabelou com Dudu e descobriu Ramiro entrando de surpresa no meio dos atônitos Alan Costa e Hernando. 2 a 0, Grêmio aos três minutos. Foi um choque enorme para Abel. Ele tinha de fazer alguma coisa. E fez. Enquanto a torcida pedia Valdivia, ele colocou Rafael Moura no lugar de Alan Patrick. E logo no primeiro lance, o imprevisível atacante acertou chute perfeito de fora da área. 2 a 1 aos 15 minutos.

Havia ainda 30 minutos de jogo. O Internacional se abriu ainda mais. Abel queria seu time mais à frente. Tirou Alex e colocou Valdivia. Felipão percebeu que poderia ousar. Trocou Ramiro por Giuliano. Tinha mais um jogador com intimidade com o ataque, pronto para atuar nas costas dos volantes do Inter. E aos 28 minutos, a mexida perfeita. Tirou o esforçado Luan. Colocou o abusado Alan Ruiz.

2reproducaogremio O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz...

O argentino estava iluminado. Dois minutos depois, houve uma falta perto da área do Inter sofrida pelo próprio Alan Ruiz. Zé Roberto cobrou, Rhodolfo desviou de cabeça e a procura fez questão de procurar Alan Ruiz. Ele apenas empurrou para as redes: 3 a 1.

O gol marcado aos 30 minutos incendiou a partida. Os jogadores do Internacional sabiam tudo o que estava perdendo. Só que perderiam de vez o controle. Dudu fez excelente jogada e deixou Giuliano livre. O meia tocou para Alan Ruiz. O argentino deu um drible humilhante e chutou indefensável para Alisson. 4 a 1, Internacional.

1gazetapress3 O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz...

Ele optou por comemorar perto do banco de reservas colorados. Acendeu o pavio. E quase houve uma briga generalizada. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira foi firme. Em vez de estragar o jogo e expulsar vários jogadores, apenas deu cartões amarelos. Felipão deu sua contribuição para serenar os ânimos. Tirou o argentino artilheiro da partida. A humilhação colorada já estava sacramentada.

O Grêmio empurrou o rival duas colocações abaixo e assumiu uma vaga no G4. Felipão sorria satisfeito como há muito tempo não fazia. A emoção foi tanta que classificou a vitória como o ponto mais importante de sua longa carreira. Até mesmo do que ser campeão do mundo em 2002 com a Seleção.

"Foi o ápice, a coroação de uma carreira, que eu nunca achei que ia acontecer, vencer um Gre-Nal pelo Grêmio, o time do meu coração, no meu aniversário, e ainda por 4 a 1. Eu devolvo ao Grêmio a possibilidade de eles acreditarem no trabalho que está sendo feito."

Exagero puro de quem sofreu e fez uma Nação sofrer depois da inesquecível derrota para a Alemanha. Mas como não existe nenhuma punição no Brasil perpétua, Felipão aproveitou o seu aniversário. No lugar onde é mais feliz no futebol. Na arena do seu Grêmio, comemorando uma goleada diante do Internacional...
3reproducao2 O aniversário dos sonhos de Felipão. Histórico 4 a 1 do seu Grêmio diante do Internacional. O treinador fez hoje tudo o que deveria ter feito contra a Alemanha. Aprendeu. E foi muito feliz...

Os 34 constrangedores segundos de Shogun em Uberlândia. O ex-campeão do Pride, do UFC não merece ser tão exposto. Ele tem a obrigação de preservar sua reputação e repensar a carreira…

 Os 34 constrangedores segundos de Shogun em Uberlândia. O ex campeão do Pride, do UFC não merece ser tão exposto. Ele tem a obrigação de preservar sua reputação e repensar a carreira...
Foram 34 segundos constrangedores. Lento, sem noção de distância, o fabuloso lutador virou alvo fácil para um espancamento. Assim que entrou o primeiro soco no contragolpe, o limitado Ovince St. Preux não parou mais de bater. Até que o legendário Mauricio Rua Shogun, desabasse. Sofresse o seu nocaute mais rápido e mais triste. Diante de frustrados torcedores em Uberlândia.

Shogun já havia decepcionado os fãs de MMA do Rio Grande do Norte este ano. Quando desabou diante de um direto de Dan Henderson. Outro nocaute que deixou muita gente perplexa. Nas dez últimas lutas, Shogun perdeu seis. E cada vez de forma mais humilhante. Se não tivesse um passado brilhante já teria sido demitido do UFC há muito tempo. Depois da derrota de ontem, ele ainda tem sete lutas no contrato.

Só que ele já convenceu a cúpula do evento e os torcedores que seu melhor momento já passou. Perto de completar 33 anos este mês, o ex-campeão do Pride e do próprio UFC virou outro lutador. Os reflexos, a explosão muscular, a agilidade surpreendente, a resistência e a velocidade se foram. Virou um lutador comum, previsível. Nem mesmo o brilho nos olhos, o orgulho, a alegria de estar no octógono desapareceram.

Nos bastidores da luta sua decadência desde que perdeu o cinturão para Jon Jones tinha explicação. A falta de preparo físico. Seu irmão mais velho e ídolo, Murilo Ninja começou a ser questionado. Não estaria coordenando com eficiência os treinamentos do irmão. Shogun se cansava rapidamente nos combates. Murilo rompeu com o irmão. Mas nem assim, os resultados vieram.

Passaram por Shogun vários técnicos. Sérgio Cunha, André Dida, Glaube Feitosa, histórico lutador do K-1. Jacob Harman, Ken e Mike Jackson no wrestling, Freddie Roach no boxe. Mas nada adiantava. Os resultados não vieram. As decepções se sucediam. O sueco Alexander Gustafsson foi a única perdoável. Duas para o quarentão Dan Henderson. Uma guilhotina constrangedora para o falastrão Chael Sonnen. Até que veio Onvice, norte-americano com origens haitianas.

1pride Os 34 constrangedores segundos de Shogun em Uberlândia. O ex campeão do Pride, do UFC não merece ser tão exposto. Ele tem a obrigação de preservar sua reputação e repensar a carreira...

A derrota aos 34 segundos foi embaraçosa também para o UFC. Shogun acabara de ser nomeado capitão do TUF Brasil ao lado de Anderson Silva. Seria uma tentativa de limpar a triste imagem deixada por Vanderlei Silva e Chael Sonnen. Os dois não lutaram ao final da temporada por ambos estarem dopados. Sem ter a certeza como Anderson voltará depois da chocante quebra da perna esquerda, Dana White havia decidido. Os dois lutadores brasileiros não se enfrentariam ao final do TUF. Estaria quebrada uma tradição. Mas havia a certeza de audiência, interesse pelos ensinamentos da histórica dupla de lutadores.

A derrota avassaladora de Shogun fez até o TUF Brasil perder o interesse. A decadência de Shogun é muito chocante para quem o acompanha desde as memoráveis vitórias no Pride, passando com sucesso ao UFC. Quinton Jackson, Antônio Rogério Nogueira, Alistair Overeem, Ricardo Arona, Mark Coleman, Kevin Randleman, Chuck Liddell, Lyoto Machida, Forrest Griffin e outros ficaram pelo caminho.

Ele deveria enfrentar ontem um lutador mais difícil do que Ovince. O nigeriano naturalizado inglês Jimmy Manuwa quebrou o pé no treinamento. E foi substituído às pressas. Shogun afirmava que a luta seria uma retomada. A volta às vitórias. A retomada até a busca do cinturão dos meio-pesados.

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Depois dos 34 segundos, nem os seus fãs mais apaixonados de Curitiba acreditam. A palavra aposentadoria dominava Uberlândia e também os comentários de UFC por todo o planeta. Mauricio não irá jogar dinheiro fora. Ele já tem contrato assinado por sete lutas e ainda para comandar o TUF Brasil. Cabe a Dana White avaliar se ainda vale a pena manter os compromissos.

A fase de Shogun é a pior de toda sua carreira. Toda a geração brasileira que atingiu seu auge no Pride, como Wanderlei Silva, Minotauro, Minotouro, Ricardo Arona, Minotouro passou. Os que ainda lutam caminham para o fim de carreira. Infelizmente Mauricio deve pensar nessa possibilidade. Para não ser aposentado.

Sua carreira maravilhosa no MMA não merece ser manchada. O campeão do Pride e do próprio UFC não pode ser exposto. Os 34 segundos em que esteve no octógono lutando ontem em Uberlândia foram inesquecíveis. O combate poderia durar até cinco rounds. Shogun mal conseguiu passar de meio minuto. Ele tomou dois chutes do canhoto americano. Foi responder com um direto. Errou, sofreu o contragolpe. Caiu para não levantar mais.

O silêncio em Uberlândia se espalhou pelo mundo. Uma lenda caída, sentada, tomando uma saraivada de socos. Sem se defender, inerte. Mario Yamashaki até esperou o quanto pôde. Mas teve de parar o espancamento. Shogun não tinha forças para reagir. Triste demais.

Ovince é um lutador medíocre. Vinha de derrota para o também medíocre Ryan Bader. Estava visivelmente emocionado só pela chance de estar no mesmo octógono que Shogun. Mas infelizmente hoje tem mais potencial físico, atlético para vencer uma lenda brasileira do MMA.

Mauricio Shogun que pense muito no futuro, na carreira, na legião de fãs espalhados pelo mundo. Avalie de verdade o que pode fazer como atleta. Deixe a vaidade de lado. Por que se ele não pensar, o UFC vai avaliar por ele...
1inovafoto Os 34 constrangedores segundos de Shogun em Uberlândia. O ex campeão do Pride, do UFC não merece ser tão exposto. Ele tem a obrigação de preservar sua reputação e repensar a carreira...

O limitado Palmeiras desprezou os reservas do Atlético Mineiro. Resultado: derrota por 2 a 0 no Pacaembu. Volta a namorar o rebaixamento. E ainda não terá Valdivia contra o São Paulo…

1ae6 O limitado Palmeiras desprezou os reservas do Atlético Mineiro. Resultado: derrota por 2 a 0 no Pacaembu. Volta a namorar o rebaixamento. E ainda não terá Valdivia contra o São Paulo...
Paulo Nobre, Wlademir Pescarmona e seus correligionários passaram o sábado de manhã e à tarde fazendo 'corpo a corpo' com os sócios do Palmeiras. Em comum, ambos prometiam um grande time para 2015. Com potencial para ser campeão da Copa do Brasil ou conseguir o Brasileiro. Garantiam que pelo menos quatro jogadores selecionáveis serão contratados.

Mas Nobre e Pescarmona precisam saber que o clube precisa se manter na Série A. Há a chance o presidente contratar quatro selecionáveis para a Segunda Divisão. O Palmeiras chegou à sua 16ª derrota em 33 jogos. Só o Criciúma e o Vitória perderam tanto assim. Diante dos reservas do Atlético Mineiro, o time de Dorival Júnior empacou e foi derrotado por 2 a 0, gols do zagueiro Tiago e do meia-atacante Dodô. Foi a despedida da pior maneira possível do Pacaembu. Vexame.

O clube continuou com 39 pontos, em 13º no Brasileiro. Mas a apenas cinco pontos da zona do rebaixamento. Para se livrar definitivamente dela, precisa de seis pontos nos cinco jogos que restam. Está longe de ser uma posição confortável. Restam São Paulo no Morumbi, Sport no Palestra, Coritiba no Couto Pereira, Internacional no Beira-Rio e Atlético Parananense no Palestra.

"Fomos muito abaixo do que a gente vinha jogando. Perdemos um jogo que sabíamos que não poderíamos perder. Faltou tudo. Não jogamos da maneira que treinamos. Agora temos de pensar que ainda a situação não está boa", reconhecia Valdivia. O maior talento palmeirense avisava ainda. Havia se despedido da Seleção Chilena porque pensava que iria para os Emirados Árabes. A história é outra agora no Palmeiras. Ele aceitou a convocação para atuar contra Venezuela e Uruguai. Não deve atuar no clássico contra o São Paulo. O que só piora ainda mais as coisas...

1reproducao10 O limitado Palmeiras desprezou os reservas do Atlético Mineiro. Resultado: derrota por 2 a 0 no Pacaembu. Volta a namorar o rebaixamento. E ainda não terá Valdivia contra o São Paulo...

A partida de hoje não era para ser desperdiçada. Levir Culpi tratou de poupar seus jogadores que vão decidir a Copa do Brasil. Victor era apenas o único titular em campo. Os dez demais eram reservas ou nem isso. Esta decisão do treinador atleticano já havia vazado desde após a vitória contra o Flamengo.

Só que em vez de animar os palmeirenses teve um efeito colateral inesperado. A acomodação. Os palmeirenses esqueceram sua limitações e entraram com salto alto. Algo absurdo que Dorival Júnior não conseguiu reverter. Ele gritava, cobrava. Mas faltava pegada, intensidade, vontade. Era tudo o que os rivais mais tinham.

Os atleticanos não fizeram nada demais. Levir Culpi montou sua equipe no 4-5-1. Ele buscou preencher o meio de campo. Travar as jogadas palmeirenses no setor de criação. Valdivia, o mais habilidoso em campo, caía na armadilha das duas linhas de marcação. Sem violência, os mineiros impediam que produzisse algo de útil.

Além de falta de combatividade, o Palmeiras insistia em tentar atacar pelo meio. Esquecia as laterais. E facilitou demais o trabalho do Atlético. Victor praticamente não teve trabalho no primeiro tempo. Para que não voltasse para o vestiário com a roupa limpa, ele se esticou para espalmar uma cabeçada de Henrique. No mais, foi um mero espectador da partida.

Só que antes disso, o Palmeiras havia tomado seu primeiro gol. Aos 38 minutos, Dodô cobrou falta para a área. A defesa estava muito mal posicionada. O zagueiro Tiago cabeçou como quis, no chão. Indefensável para Fernando Prass. Atlético Mineiro 1 a 0.

A torcida já estava decepcionada com a falta de empenho do time. Perdendo o jogo, os torcedores gritavam até mais. O medo do rebaixamento continua forte. Os palmeirenses preferiam engolir a raiva. E faziam de tudo. Cantavam o hino, dançavam, incentivavam. Se seguravam para não vaiar.

Dorival Júnior tem sua grande parcela de culpa. Ele é o treinador, o comandante do grupo. É inexplicável a apatia, o desleixo dos jogadores do Palmeiras. Entraram em campo em ritmo de amistoso entre solteiros e casados. Inadmissível postura já que o time não está garantido na Série A em 2014.

Além disso, o Palmeiras teve uma semana inteira para treinar. O ambiente era o melhor possível. O time se superou em Salvador e venceu o Bahia no domingo passado. Não havia lógica alguma pelo péssimo futebol mostrado no Pacaembu. Ainda mais diante de desentrosados reservas atleticanos.

No segundo tempo, a derrota se confirmou. Dorival Júnior cometia um outro erro. Trocava o veloz Mazinho pelo lento Diogo. Substituição que só ajudava a firme defesa rival. Acertou pelo menos no câmbio dos argentinos. Allione foi figura decorativa. Mouche entrou no seu lugar. O Palmeiras mudava seu 4-2-3-1 para um escancarado 4-3-3. Dorival cobrou vibração, raça, outra postura.

1gazetapress2 O limitado Palmeiras desprezou os reservas do Atlético Mineiro. Resultado: derrota por 2 a 0 no Pacaembu. Volta a namorar o rebaixamento. E ainda não terá Valdivia contra o São Paulo...

Só que Levir voltou com sua equipe ainda melhor postada. Ele conhece bem o Palmeiras. Foi o treinador do primeiro rebaixamento para a Segunda Divisão em 2002. Tinha a certeza de que o nervosismo dominaria o rival. E ele caprichou na marcação na sua intermediária. Deixava, porém, mais jogadores para arquitetar os contragolpes.

Os palmeirenses se irritavam com forte marcação. E começaram a levantar a bola para a área ou chutar de longe. O que só facilitava o trabalho do excelente Victor. Tudo piorou em um descuido no meio do campo. A ótima revelação Dodô tabelou com Botelho. Recebeu de frente para toda a defesa palmeirense. Deu um drible de futebol de salão. Passou o pé em cima da bola, gingou e tirou os zagueiros da jogada. Na saída de Fernando Prass, tocou com tranquilidade incrível para as redes. 2 a 0, Atlético aos 19 minutos.

A partida estava decidida. O Palmeiras continuou desesperado atacando. Mas sem a menor consciência. E os mineiros diminuindo o ritmo do jogo. Deixando o tempo passar. Conseguiram uma vitória importante. Foram três pontos a mais que colocam o clube na terceira colocação do Brasileiro. O que deixa a esperança aberta. Se o time perder a decisão da Copa do Brasil, a vaga para a Libertadores poderá vir no Campeonato Nacional.

Já o Palmeiras perdeu de maneira justa. Um time fraco não tem o direito de desprezar ninguém. Nem os reservas de outra equipe. Foram três pontos importantíssimos jogados fora por falta de seriedade. Os jogadores precisam ser cobrados. Assim como Dorival Júnior. Que treinador é esse que permite a um time tão ameaçado essa postura vergonhosa? Paulo Nobre e Pescarmona que não se esqueçam. A ameaça da Segunda Divisão está viva...
 O limitado Palmeiras desprezou os reservas do Atlético Mineiro. Resultado: derrota por 2 a 0 no Pacaembu. Volta a namorar o rebaixamento. E ainda não terá Valdivia contra o São Paulo...

Rio Grande do Sul dá o golpe certeiro nos vândalos e racistas infiltrados nas organizadas. Tornozeleiras eletrônicas. Para deixá-los cinco quilômetros longe dos estádios. E monitorá-los até nos metrôs e em tocaias nas estradas…

 Rio Grande do Sul dá o golpe certeiro nos vândalos e racistas infiltrados nas organizadas. Tornozeleiras eletrônicas. Para deixá los cinco quilômetros longe dos estádios. E monitorá los até nos metrôs e em tocaias nas estradas...
A notícia está mexendo com as cúpulas de torcidas organizadas de São Paulo e Rio de Janeiro. Principalmente as lideranças apoiadas por vândalos. Há um clima de mal estar. O motivo veio do Rio Grande do Sul. Até que enfim as autoridades descobriram a fórmula de não só afastar os violentos membros das organizadas dos estádios. E também ter a certeza de que eles estiveram ou não em confrontos com outras torcidas em toda a cidade.

A velha desculpa, até da riquíssima Federação Paulista de Futebol, era que tudo seria muito caro. Instalar nos estádios um confiável sistema de monitoramento biométrico custaria milhões. A biometria utiliza digitais, pontos do rosto ou até as íris dos olhos para identificar o indivíduo. Com a maioria dos clubes em estado pré-falimentar eles não se dispunham a gastar com esse sistema. Os vândalos ficavam livres para entrar à vontade nos estádios, mesmo com ordens de restrição da polícia.

Daí as acomodadas medidas que não levavam a nada. Proibir certas torcidas de acompanharem os jogos. Hipocrisia da pior espécie. Quem não entrava nos jogos eram as camisas com o logotipo da organizada. Os vândalos estavam lá. Era acomodação pura das autoridades.

Mas no Rio Grande do Sul foi feito um trabalho sério. E teve como inspiração países europeus. Principalmente a Inglaterra. A determinação de obrigar o vândalo ir até a delegacia se mostrou enorme desperdício financeiro. Além de tirar policiais da rua para buscar esses torcedores. O custo, em média, era de cerca de R$ 1.000,00 mensais para acompanhar mensalmente cada um deles. Somando, lógico, a busca pelos fujões.

Qual a solução? Colocar tornozeleiras eletrônicas nesses vândalos. Aí cada passo seria monitorado da própria delegacia nos dias de jogos. O torcedor não poderia chegar perto do estádio. E também haveria a certeza que ele estava ou não em uma grande briga entre organizadas até longe das arenas. Não haveria mais necessidade de investigação, nada. O custo caiu para 20%, algo como R$ 200,00 por vândalo.

1gazeta1 Rio Grande do Sul dá o golpe certeiro nos vândalos e racistas infiltrados nas organizadas. Tornozeleiras eletrônicas. Para deixá los cinco quilômetros longe dos estádios. E monitorá los até nos metrôs e em tocaias nas estradas...

A decisão foi um sucesso e vários países europeus começaram a adotar o mesmo sistema. No Brasil, os gaúchos saíram na frente. Mostraram como se deve fazer. O chefe organizada, Guarda Popular, do Internacional, Gilberto Bitencourt Viegas, o Giba do Trem, foi um dos primeiros. Ele está proibido de frequentar o Beira Rio até o final deste ano. O motivo: agrediu um guarda municipal em 2013.

Em dias de jogos do Inter, ele tinha de comparecer a uma delegacia. Só que investigações mostraram que ele havia se aproximado dos barras bravas, membros violentos de organizadas argentinas. E ele foi proibido também de acompanhar jogos da Argentina na Copa do Mundo em todo o país. Tudo estava dando certo. Até que Gilberto não resistiu. Tentou entrar no Beira-Rio na partida entre o Inter e o Flamengo.

Foi pego e o Ministério Público ordenou que fossem colocadas tornozeleiras eletrônicas para monitorá-lo. Ele se negou e está foragido. Mas toda a repercussão do caso fez com que a ideia vingasse.

E já está valendo para o clássico de amanhã. O temido Grenal. A Promotoria do Torcedor já determinou que 54 torcedores envolvidos em vandalismo não possa entrar no jogo. 30 gremistas e 24 colorados. 49 deles deverão se apresentar às delegacias antes do jogo. Gilberto continua foragido. E a novidade que interessa: quatro já estão com as tornozeleiras eletrônicas. Se eles chegarem a cinco quilômetros da Arena Grêmio, serão processados. E poderão ser presos. É a grande novidade contra os vândalos no país.

3ae1 Rio Grande do Sul dá o golpe certeiro nos vândalos e racistas infiltrados nas organizadas. Tornozeleiras eletrônicas. Para deixá los cinco quilômetros longe dos estádios. E monitorá los até nos metrôs e em tocaias nas estradas...

As tornozeleiras eletrônicas também ajudarão a polícia gaúcha no exemplar caso de racismo contra o goleiro Aranha. O juiz Marco Aurélio Xavier determinou que Patricia Moreira da Silva, Eder Braga, Fernando Ascal e Ricardo Rychter estão proibidos de assistir jogos do Grêmio por um ano. Precisam se apresentar na 2ª Delegacia de Pronto Atendimento em Porto Alegre. Uma hora antes das partidas e liberados meia hora depois. A medida começou a valer neste mês e terminará em novembro de 2015.

Se Patricia, Eder, Fernando ou Ricardo deixarem de cumprir esta determinação, passarão a usar tornozeleiras eletrônicas e serão monitorados por um ano.

A notícia se espalhou. A Polícia de Minas Gerais se encantou com a ideia. O promotor de Defesa do Consumidor, Fernando Abreu, já divulgou. Há 30 tornozeleiras eletrônicas disponíveis para os vândalos de Belo Horizonte. A promotoria e a PM está discutindo até a possibilidade de colocá-las nos torcedores mais violentos de Cruzeiro e Atlético. Já nessas decisões da Copa do Brasil.

A Polícia de São Paulo e do Rio de Janeiro estão acompanhando atentas a nova postura dos gaúchos e mineiros. A notícia já chegou nas maiores organizadas paulistas e cariocas. Daí a tensão neste final de semana. Seria um golpe certeiro nos criminosos infiltrados. Estariam cinco quilômetros longe dos estádios. E monitorados por onde fossem, principalmente nos confrontos em metrôs, tocaias em estradas.

A solução está aí. Não há mais desculpa. Rio Grande do Sul mostrou o caminho. O Brasil não protegerá o futebol dos vândalos, dos criminosos, dos racistas só se não quiser. As tornozeleiras são as soluções mais baratas e precisas. Basta as autoridades cumprirem sua obrigação. Fazer valer o dinheiro público que embolsam a cada final de mês. E, independente de partido político, trabalhar pela população...

A dolce vita de Emerson Sheik. As regalias do jogador pagas pelo Corinthians. R$ 520 mil mensais. Santos, Flamengo, Vasco, China? Só vai pensar no futuro em 2015. Agora está ocupado…

1reproducao9 A dolce vita de Emerson Sheik. As regalias do jogador pagas pelo Corinthians. R$ 520 mil mensais. Santos, Flamengo, Vasco, China? Só vai pensar no futuro em 2015. Agora está ocupado...
São R$ 520 mil mensais. Pouco importa que tenha sido dispensado do Botafogo há mais de um mês. O dinheiro cai religiosamente na sua conta bancária. Nem executivos das maiores multinacionais norte-americanas ou europeias recebem tanto. Amigos o cumprimentaram por exigir que seu salário do empréstimo fosse vinculado ao Parque São Jorge. Esperto, escapou da fileira de atletas botafoguenses que sofre por atraso de salários.

Emerson Sheik só irá jogar em outra equipe novamente em 2015. As contratações no Brasil estão proibidas. O mercado para o Exterior fechado. O que ele pode fazer? Se manter em forma fazendo ginástica em academia, correr na praia. E aproveitar a vida. Solteiro e muito bem relacionado, se divertir é o que o atacante de 36 anos faz melhor.

2reproducao2 A dolce vita de Emerson Sheik. As regalias do jogador pagas pelo Corinthians. R$ 520 mil mensais. Santos, Flamengo, Vasco, China? Só vai pensar no futuro em 2015. Agora está ocupado...

Conselheiros no Parque São Jorge não cansam de questionar Mario Gobbi. Estão furiosos porque o Corinthians já acumula R$ 40 milhões de déficit em 2014. Querem de qualquer maneira que o clube encontre uma maneira legal para parar de continuar a pagar o salário de Sheik. Gobbi responde que não pode fazer nada. Metade do salário é parte do pagamento do uruguaio Lodeiro. E os R$ 260 mil restantes são responsabilidade corintiana. Esse foi o acordo.

Emerson sabe que não atuará mais no Parque São Jorge. Nem mesmo depois que seu maior inimigo, Mano Menezes, for embora. Ele criou uma área de atrito forte demais com as organizadas ao beijar na boca o dono do restaurante Paris 6. A rejeição ao atacante por parte dos chefes das torcidas já foi passada aos candidatos a presidente do Corinthians.

O ódio entre Mano e Sheik é recíproco. Ambos garantem que nunca mais trabalharão juntos. O treinador por acreditar que o jogador estava acomodado no Corinthians. E sem o menor envolvimento na recuperação do time nesta temporada. O atacante não esconde de ninguém que considera Mano o técnico mais arrogante com que já trabalhou. Os dois não fazem questão nem de disfarçar. Confirmam publicamente que não aceitam trabalhar um com o outro.

3reproducao1 A dolce vita de Emerson Sheik. As regalias do jogador pagas pelo Corinthians. R$ 520 mil mensais. Santos, Flamengo, Vasco, China? Só vai pensar no futuro em 2015. Agora está ocupado...

Sheik perdeu o apoio também de um treinador com quem sempre se deu muito bem. E responsável pela renovação do seu contrato no Corinthians: Tite. O técnico que está para voltar ao Parque São Jorge ficou decepcionado com a falta de dedicação do jogador no último semestre de 2013. Quando mais precisou dele, de sua personalidade irreverente, de sua liderança. Emerson estava desinteressado. E não percebia o quanto Tite foi criticado por ter convencido Gobbi a renovar contrato com o veterano atleta. Em vez de se dedicar, Sheik se omitia.

Caso retorne mesmo ao Parque São Jorge, Tite não quer trabalhar novamente com Emerson. Na nova reformulação que o time sofrerá, ele está fora. Roberto Andrade, Paulo Garcia ou Ilmar Schiavenato. Quem vencer a eleição no Corinthians tentará um acordo com Sheik. Tentará economizar R$ 3,1 milhões. E rescindir o contrato do jogador. Seria o primeiro ato dos sonhos dos candidatos.

Acontece que Emerson está longe de ser bobo ou ingênuo. A não ser que ele tenha uma proposta financeiramente muito compensadora, não vai jogar no lixo seis meses de salários. Por isso empresários ligados à periferia do futebol mundial buscam clubes para o jogador. Os mercados chineses, norte-americanos e árabes são os mais indicados ao veterano atacante.

No Brasil, conselheiros corintianos ouviram nos últimos dias o nome do Santos. Dependendo de quem vença a eleição, Sheik poderia ser emprestado até o final do seu contrato para a Vila Belmiro. O jogador teria também boas relações com o Vasco e Flamengo. Todos esses clubes não aceitariam pagar o salário integral do atacante. Apenas a metade. O que já seria uma economia de mais de R$ 1,5 milhão.

4reproducao1 A dolce vita de Emerson Sheik. As regalias do jogador pagas pelo Corinthians. R$ 520 mil mensais. Santos, Flamengo, Vasco, China? Só vai pensar no futuro em 2015. Agora está ocupado...

Sheik não está nem um pouco preocupado. Sabe que legalmente está amparado. E a amigos já disse que fará o que for melhor para ele e sua família. Primeiro ele deseja esperar pelo desligamento oficial de Mano Menezes do Parque São Jorge. E o fim do vínculo com o Botafogo, até o final deste ano.

Suas férias serão de quase três meses. O jogador acertou ontem sua participação em um amistoso contra veteranos da Seleção Argentina em Natal. A partida festiva acontecerá no dia 23 de novembro. Sheik ganhará cachê para atuar com Marcos, Cafu, Edílson e outros contra Caniggia, Mancuso, Batistuta. Sheik tem o status de grande estrela da festa.

Enquanto isso no Parque São Jorge, todo final de semana é a mesma coisa. Conselheiros almoçam revoltados com o dinheiro desperdiçado no atacante. E que tanto fez para o clube vencer a sonhada Libertadores, em 2012. Parece até que foi em outra encarnação. Ninguém poderia supor que aquele atleta tão importante se tornaria alguém que virou símbolo de dinheiro jogado fora. Cobram omissão de Gobbi, mas o irritado presidente responde que não pode fazer nada contra. Legalmente está tudo acertado.

Só que os três candidatos à presidência corintiana não comungam da mesma opinião. Farão de tudo para se livrar de Emerson. Tentando não pagar nem mais um centavo do excelente salário de R$ 520 mil que recebe. Sheik sabe de tudo isso. Mas não se importa. Pensará nisso em fevereiro, após as eleições. Antes disso quer acompanhar de camarote a saída do seu inimigo declarado, Mano Menezes, do Corinthians. Até lá, no entanto, tem muito o que fazer...

Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna…

1fotoarena Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...
Enquanto os ambulantes chamam a atenção, querendo voltar a vender feijão tropeiro em frente ao Mineirão, de maneira discreta, algo muito mais importante aconteceu. De repente, a rivalidade história entre Atlético e Cruzeiro desapareceu. Como por encanto, Alexandre Kalil e Gilvan Tavares se entenderam como velhos amigos.

Não, não decidiram fazer os dois jogos no Mineirão com as torcidas divididas. De jeito algum. A selvageria dos vândalos e a falta de interesse da polícia venceram. Torcida única ou, no máximo, 10% da adversária. Facilita o trabalho dos soldados.

O Atlético não abre mão do acanhado Independência, seu alçapão favorito. Conforto para quem for assistir a partida não interessa. O Cruzeiro não quer mais ser punido pelo excesso de suas organizadas. Pleiteou e conseguiu cada jogo com a torcida do mandante.

Mas a estocada final na beleza da decisão mineira na Copa do Brasil foi no preço dos ingressos. Aproveitando a sonolência do Procon mineiro. Kalil e Tavares decidiram cobrar o mesmo preço das entradas nos dois jogos. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. Uma mágica coincidência...

O Cruzeiro cobrou na partida semifinal contra o Santos entre R$ 50,00 e R$ 200,00. O Atlético diante do Flamengo estipulou os preços entre R$ 100,00 e R$ 200,00. O aumento foi exorbitante para as finais. Pune os torcedores que empurraram os dois clubes à final inédita.

Um recente estudo sobre o preço dos ingressos nos principais campeonatos do mundo mostrou. O Brasil é o pais de preços mais caros em relação aos salários da população. Aqui se cobra em média R$ R$ 51,74. O brasileiro recebe, também em média, por ano, R$ 11.208,00. Com esse dinheiro, poderia adquirir 495 ingressos. A relação é mais cruel do que países mais ricos que o nosso.

Espanha, Inglaterra, Portugal, Argentina, Turquia, México, Itália, Japão, Holanda, França, Alemanha e Estados Unidos cobram menos. E só os portugueses têm média de torcedores menor do que a dos brasileiros. Os campeonatos dos outros países têm mais fãs nos estádios. O estudo da Pluri Consultoria não deixa dúvida que nós somos o povo mais explorado, o mais sacrificado financeiramente por causa do futebol.

1afp Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

O salário mínimo do brasileiro é de R$ 724,00. Diante desse valor, como referência, o preço cobrado por Cruzeiro e Atlético é indecente. Aliás, as finais da Copa do Brasil têm essa característica. O Flamengo cobrou entre R$ 250,00 e R$ 800,00 seu jogo decisivo contra o Atlético Paranaense no ano passado. Já em 2012, o Coritiba fixou entre R$ 95,00 e R$ 190,00. Em 2011, o mesmo Coritiba já exigia R$ 50 a R$ 160,00 na final com o Vasco.

No ano passado, o Procon viu abuso nos preços cobrados pelo Flamengo na final da Copa do Brasil. O Ministério Público conseguiu até liminar baixando o custo. Mas o Tribunal de Justiça do Rio cassou a liminar. E os R$ 250,00 e R$ 800,00 foram mantidos. Apesar da confusão no ano passado, o presidente Eduardo Bandeira de Mello já havia avisado. Dobraria os preços cobrados na semifinal da Copa do Brasil, entre R$ 100,00 e R$ 350,00. Ficariam entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

O Cruzeiro cobrou entre R$ 120,00 e R$ 200,00 a partida semifinal contra o Santos. O Atlético entre R$ 200,00 e R$ 300,00 no jogo diante do Flamengo. Agora, decidiram cobrar o mesmo valor na final da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00.

A desculpa dada pelos dois clubes é que há muitos ingressos vendidos pela metade do preço a estudantes e os descontos para sócios-torcedores. Mas a parcela dessas duas categorias é menor do que a do torcedor comum. O Procon de Belo Horizonte sabe muito bem. A tentativa de diminuição do preço dos ingressos por parte do Procon do Rio em 2013 não deu nada. E até agora está hibernando. Não parece disposto a comprar a briga.

O mata-mata é emocionante. Surpreendente. A final mexe com as emoções. Mas o que não tem graça alguma é a exploração. Independente do clube, é sempre a mesma coisa. A ganância é capaz de milagres. Faz dos rivais eternos cruzeirenses e atleticanos os melhores amigos. A ponto de decidir cobrar o mesmo preço indecente dos ingressos na final da história Copa do Brasil. Triste futebol brasileiro, especialista em pisotear no seu maior patrimônio: o torcedor...
1reproducao8 Dirigentes de Atlético Mineiro e Cruzeiro esquecem a rivalidade. E cobram os mesmos preços indecentes para as finais da Copa do Brasil. Entre R$ 200,00 e R$ 700,00. O Procon mineiro? Hiberna...

Não foi Carlos Miguel Aidar quem mudou as datas da semifinal da Sul-Americana. Sua pose de vencedor é vazia. Foi a Globo que percebeu que São Paulo quer ver Cruzeiro e Atlético. Só isso…

1ae5 Não foi Carlos Miguel Aidar quem mudou as datas da semifinal da Sul Americana. Sua pose de vencedor é vazia. Foi a Globo que percebeu que São Paulo quer ver Cruzeiro e Atlético. Só isso...
O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, posa como vencedor. Como se ele tivesse dobrado a TV Globo e a Conmebol. Suas partidas contra o Nacional da Colômbia coincidiriam com a final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, dias 12 e 26. A emissora passaria para os paulistas o jogo do time de Muricy. O restante do Brasil acompanharia as partidas em Belo Horizonte, mais interessantes e com nível técnico muito superior.

Só que a Globo precisa da audiência do estado mais rico do Brasil. Os anunciantes têm interesse no Ibope de São Paulo pelo poder de compra dos telespectadores. A reclamação e os alertas internos foram imensos durante o dia. A emissora é dona dos direitos da Copa do Brasil e da Copa Sul Americana. Não precisaria optar entre uma ou outra. Havia datas. Então a emissora pediu junto à Conmebol a mudança de datas das partidas do clube paulista.

A emissora carioca poderá mostrar para todo o Brasil, os clássicos entre Cruzeiro e Atlético. E também São Paulo e Nacional de Medellin para os paulistas. O primeiro clássico, no Independência, será visto na próxima quarta-feira, dia 12. No dia 26, a última partida da competição no Mineirão coincide com a decisão da vaga entre São Paulo e Nacional, no Morumbi. A emissora deverá praticamente repartir a transmissão dos dois jogos. Para o público paulista não perder nada do que acontece em Belo Horizonte.

Carlos Miguel Aidar está fazendo o certo. Está capitalizando a mudança de datas como vitória sua. Talvez nem ele mesmo saiba. Mas foram executivos globais que decidiram pelo desdobramento das duas competições. Analisando friamente, foi uma vitória dos anunciantes. Em vez de apenas duas datas, serão quatro de decisões. De garantia de boa audiência em São Paulo com um produto desgastado, o futebol. Uma providência para agradar quem bancará R$ 1,3 bilhão em patrocínio em 2015, na emissora.

E evolução. Até que enfim executivos da dona da transmissão do futebol desse país acordaram. As fronteiras acabaram. A população está carente de grandes jogos. Os paulistas querem sim ver São Paulo jogando sua vida na Copa Sul-Americana, último torneio para valer que Rogério Ceni pode ser campeão. Alguns para torcer a favor e outros contra.

E também há os inúmeros apreciadores de grandes espetáculos, depois de tantos e tantos jogos ruins no Paulista, na Copa do Brasil e mesmo no Brasileiro. Atlético e Cruzeiro farão duas partidas épicas. A Globo tinha tudo isso na mão. E iria boicotar o mercado que tem mais retorno, mais interesse. O bom senso e o faro comercial venceram.

Em todo caso, comemore, Carlos Miguel Aidar. Nunca é demais posar de vencedor. Mesmo sabendo que a Globo e a Conmebol não ficariam de quatro para o São Paulo ou para clube algum, como ele está fazendo questão de deixar subentendido. A ótima notícia é que as pessoas que não podem pagar tevê a cabo verão Cruzeiro e Atlético Mineiro, decidindo pela primeira vez uma competição nacional. Isso é que interessa...

(Ou não. O São Paulo conseguiu a antecipação de seu jogo contra o Internacional para o dia 12. Manobra unilateral que teve a resposta da direção do clube gaúcho.

" Não falaram com o Inter. Publicaram de forma leviana (a alteração) sem nosso conhecimento. Um dos nossos principais atletas está convocado para amistosos do Chile, os campeonatos nacionais não param, e vamos adotar todas as medidas para que nossos direitos sejam resguardados. Está se rasgando o estatuto do torcedor, é uma situação que o Inter não admite. Há uma quebra do equilíbrio da competição."

As declarações são do vice de futebol do Inter, Marcelo Medeiros. O futebol brasileiro acumula atitudes amadoras, improvisadas. Se o jogo for mesmo antecipado, os paulistas sem tevê a cabo ficarão sem Cruzeiro e Atlético Mineiro...)
2spfc Não foi Carlos Miguel Aidar quem mudou as datas da semifinal da Sul Americana. Sua pose de vencedor é vazia. Foi a Globo que percebeu que São Paulo quer ver Cruzeiro e Atlético. Só isso...