Marin declara guerra ao ministro Aldo Rebelo e Dilma. Não aceitará de maneira alguma a intervenção do governo na CBF. Vai se defender com sua maior arma: a bancada da bola, políticos que o apoiam em troca dos mais variados favores…

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Brasília...

José Maria Marin não herdou apenas a CBF de Ricardo Teixeira. Ganhou de presente a 'bancada da bola'. São vereadores, deputados estaduais, federais, senadores, prefeitos e governadores. Todos que, como os mais diversos interesses, apoiam a diretoria da CBF.

E será à bancada que Marin vai apelar se o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, tiver a coragem de fazer o que fala. Capitanear uma mudança na legislação para que o Estado possa intervir na CBF.

"Dirigentes passaram a administrar o futebol sem qualquer intervenção do estado. Queremos retomar algum tipo de protagonismo. Não para nomear interventor. Mas para preservar o interesse nacional e o interesse público."

Resumiu assim Aldo Rebelo, sem o menor constrangimento.

Assessores de Marin encaram como uma grande traição de Rebelo. Ele era o braço direito de Marin na Copa do Mundo. Foi quem indicou Felipão para a Seleção. Mas como o Brasil fracassou, o ministro estaria tentando repassar a culpa pelo vexame para a CBF.

A raiva de Rebelo estaria amarrada com o desgaste político que acompanha a eliminação da Seleção de Felipão da final da Copa do Mundo.

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Quando foi criada a lei Pelé, a CBF foi protegida. Na prática é uma entidade particular que se beneficia do futebol. Controla a Seleção Brasileira e todo o esporte mais praticado no país.

Com seu sistema viciado de eleição, restrito apenas às federações e os clubes da Série A, os presidentes da CBF ficam quantos anos quiserem. Na atual reforma esportiva, advogados da entidade garantem que ela não foi atingida pela nova mudança na legislação. Seus presidentes não ficam limitados a 'apenas' dois mandatos.

Dilma ficou absolutamente revoltada com a derrota do Brasil para a Alemanha. Na goleada por 7 a 1, foi duramente ofendida pelos torcedores que estavam no Mineirão. O coro de "Dilma vá tomar no..." dominou o estádio por quatro vezes. Ela nem estava em Belo Horizonte.

Já há a certeza que Dilma será xingada novamente domingo no Maracanã. Mesmo assim, ele jura que não voltará atrás e entregará a taça para o campeão do mundo.

Enquanto isso, a presidente mandou Rebelo espalhar: irá outra vez se encontrar com os maiores inimigos de Marin: os dirigentes do Bom Senso. E estudar a aprovação, em caráter de urgência, a mudança na legislação. A primeira mudança deverá ser a penalização dos clubes que não pagarem salário em dia. A segunda, um calendário com menos jogos para as equipes grandes e mais partidas aos pequenos.

Mas a exigência de Dilma é incluir a CBF na MP 620, que limitou os mandatos de presidentes a apenas dois. Não quer mais saber de a entidade que comanda o futebol ser tratada como 'capitania hereditária'.

Não será tão fácil como Rebelo e Dilma acreditam. A Bancada da Bola é muito representativa. Não será a maior derrota do Brasil em uma Copa do Mundo que fará os políticos deixarem de apoiar Marin. Muito pelo contrário. A força do presidente da CBF continua intacta.

Ele aumentou o dinheiro que repassa as federações, os empréstimos aos clubes da primeira divisão nunca foram tantos. As 12 novas arenas terá clássicos do futebol brasileiro. Mesmo Manaus, Cuiabá, Natal e Brasília. Para manter os presidentes de federações felizes. E não assumir publicamente a construção dos elefantes brancos.

Aldo Rebelo e Dilma podem sonhar que de uma hora para outra passarão a mandar na CBF. Mas não será tão fácil. Desde quando João Havelange começou a mandar na antiga CBD, foi criada uma rede de proteção à entidade. Formada por políticos influentes. Essa rede só cresceu com seu ex-genro Ricardo Teixeira. Com ele a troca de favores entre futebol e política chegou ao seu pico.

Marin herdou a bancada da Bola e sabe muito bem manipulá-la. E está disposto a enfrentar seu ex-aliado. Aldo Rebelo pode discursar e prometer à vontade. A cúpula da CBF está pronta para há mais de 30 anos para o confronto. Acredita que o futebol no Brasil é de sua propriedade. E não admite interferência. Principalmente dos governantes brasileiros...
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As lágrimas de Neymar.”Dois centímetros para dentro e eu poderia ter acabado em uma cadeira de rodas.” Além da revelação, fez questão de mostrar que é líder na Seleção. Pediu a permanência de Felipão…

1vipcomm9 1024x682 As lágrimas de Neymar.Dois centímetros para dentro e eu poderia ter acabado em uma cadeira de rodas. Além da revelação, fez questão de mostrar que é líder na Seleção. Pediu a permanência de Felipão...
Teresópolis...

"Se a pancada fosse dois centímetros para dentro, eu... poderia ter acabado em uma cadeira de rodas agora..." Neymar não consegue terminar de falar. E começa a chorar. As lágrimas inundam seus olhos. Foi o momento mais tocante, verdadeiro na absurda concentração da Seleção, na Granja Comary.

O médico José Luiz Runco e os médicos do Barcelona que o examinaram foram diretos. Ele deveria agradecer a Deus pela pancada que rompeu sua vértebra apenas. Se atingisse a medula, ele ficaria paraplégico.

"Quando ele tomou a pancada e cheguei perto dele. E tomei um susto. Ele não conseguia mexer as pernas. Foi assustador", a revelação de Marcelo era verdadeira.

Neymar esteve a ponto de ficar inutilizado para o futebol. Poucas pessoas tinham a verdadeira dimensão de sua contusão.

"Foi um lance que não concordo, não aceito. Não vou falar que foi desleal. Não estou na cabeça dele. Todos que entendem de futebol todos que sabe que é uma entrada que não é normal. Quer fazer uma falta por trás, matar um contragolpe, chute o tornozelo, segura, empurra.

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"Não é de situação de jogo. Muitos de vocês falam que fui cai cai, nem ligo. Quando estou de frente ou com a minha visão periférica está para acontecer, eu me protejo.

"Mas de costas não consigo me defender. De costas quem defende é a regra. Deus me abençoou, me protegeu. Tudo poderia ter sido muito, mas muito pior. Sofri demais. Foi a pior semana da minha vida."

Depois da pancada do colombiano Zúñiga, tudo está se encaminhando como o médico da Seleção, José Luiz Runco, havia previsto. Neymar sentiria dores enormes, mesmo sedado. E uma cinta apertada deixaria imobilizada a sua coluna. A vértebra voltará a se consolidar sozinha. Não será necessária intervenção cirúrgica.

Perguntado se ele perdoaria Zúñiga foi direto. Mostrou sua forte formação religiosa.

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"Desculparia, sim. Não tenho rancor, ódio. Ele até me ligou, falando que não queria me machucar, que sentia muito. Desejo que Deus o abençoe e que ele tenha sucesso na carreira dele."

Neymar já consegue andar. Pouco, mas consegue. A previsão é que dentro de 45 dias consiga voltar a jogar futebol. O jogador fez questão de vir à granja Comary para se encontrar com os atletas que foram goleados por 7 a 1 pela Alemanha. Com Felipão. Exercer sua liderança junto ao grupo.

Ele aprendeu muito bem a usar o poder midiático que o cerca. Ele fez questão de aparecer na entrevista com uma camisa do Brasil autografada por todo o time. Era uma resposta. Para Neymar, a idolatria aos seus companheiros não poderia virar desprezo.

Pediu para dar entrevista. Sabia que desviaria o foco dos seus massacrados companheiros. Cumpriu muito bem sua missão. Não quis seguir o que aprendeu com os assessores. Não fingiu que respondeu. Respondeu de verdade as perguntas. Não se arrependeu por ter sido sincero...

"Até a partida contra a Alemanha éramos tratados como os melhores. Agora são ruins, ninguém presta. Não é assim. O que aconteceu foi um apagão, que eu também não tenho como explicar. Foi inacreditável. Inexplicável. Já tive esse esse tipo de apagão em campo (derrota do Santos por 4 a 0 para o Barcelona). Fica difícil reverter. Você tenta reorganizar e não consegue."

Neymar fez questão de defender não só o time como também Felipão. Fiz duas perguntas a ele. Ele foi sincero, deu a sua verdade.

"O grupo tinha potencial para ganhar a Copa?

"Felipão deve ser perdoado e seguir na Seleção Brasileira?"

"Qualquer jogador que está aqui poderia jogar em qualquer time do mundo. O grupo tinha sim potencial para ganhar a Copa. Se não fosse o apagão. Por isso que eu chorei tanto depois do jogo. Até porque uma derrota pode acontecer com qualquer time do mundo. Mas não da forma que foi. Doeu demais."

"Se o Felipão deve ser perdoado e continuar? Eu acho que o errado no futebol brasileiro é essa mania de trocar tudo quanto algo de errado acontece. Tem de mudar o técnico, os jogadores. Não é assim. Em vez de mudar, tem de corrigir."

Neymar é favorável à permanência de Felipão no comando da Seleção. Ele deixou isso claro para José Maria Marin que veio à Teresópolis. O presidente da CBF se reuniu com Felipão. Não há a confirmação.

Mas já há quem garanta que Marin quer que o treinador fique na Seleção, até pelo menos o final do ano. Em janeiro de 2014, Marco Polo del Nero assume a CBF. Aí decidiria que rumo tomar. Mas Felipão tem um cabo eleitoral importantíssimo.

Para que mantenha essa possibilidade é fundamental que pelo menos vença a Holanda, sábado em Brasília. E consiga a terceira colocação na Copa. Neymar já garantiu. Irá para o jogo junto com a delegação. E ficará no banco de reservas. Aos 22 anos, está aprendendo a ser líder de verdade.

Confirmou que irá torcer para Messi ser campeão do mundo com a Argentina. "Não sou um brasileiro torcendo para a Argentina. Isso, não. Sou Messi Futebol Clube, meu amigo e companheiro. Torço por ele e por Mascherano. Não pela Argentina."

Ao final da entrevista, levantou com toda a dificuldade da cadeira onde deu uma das mais verdadeiras entrevistas da carreira. Como prêmio recebeu algo inesperado. A imprensa brasileira como um todo o aplaudiu.

Os jornalistas perceberam estar diante de um dos melhores jogadores do mundo. E profundamente comprometido com a Seleção. Mesmo depois da pior derrota de sua história. Mereceu cada palma que recebeu...
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Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa…

1mowa3 1024x445 Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa...
Teresópolis...

Felipão e seus jogadores não querem ficar marcados na história como os vilões da Copa de 2014. Os responsáveis pela infelicidade de mais de 220 milhões de pessoas. A derrota por 7 a 1 diante da Alemanha não voltará mais atrás. Mas nasceu com assessores de José Maria Marin uma ideia que pode resgatar a imagem pública dos jogadores e do treinador.

Todos doarem para instituições de caridade a premiação por disputar a Copa do Mundo. Não ficar com um centavo.

Se derrotar a Holanda, o Brasil teria direito a R$ 48 milhões como terceiro colocado. Se perder, ficaria com R$ 44 milhões. A partilha combinada valia para o título, R$ 77 milhões. Marin daria integralmente ao grupo. A divisão incluiria funcionários da rouparia, cozinheiros etc.

Os atletas e o treinador ficariam com a premiação maior, cerca de R$ 1 milhão para serem hexacampeões. Agora, deverão ficar com algo perto de R$ 650 mil se vier a terceira colocação. Ou R$ 450 mil pelo quarto lugar.

Se não derem integralmente o dinheiro, pelo menos uma parte representativa. A metade que fosse. Valeria muito no futuro da carreira de cada atleta.

A ideia que foi levada a Marin é brilhante em termos de marketing. Apenas funcionários mais humildes receberiam uma parte do dinheiro. A grossa, a maior, dos jogadores e de Felipão seria doada para instituições de caridade.

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Tudo seria revelado de preferência no canal oficial da Seleção Brasileira: no Jornal Nacional da TV Globo. Seria uma maneira de aproximar a emissora, parceira da CBF no Mundial. Depois da derrota para a Alemanha, o tom da cobertura mudou radicalmente. Tudo o que foi relevado, como poucos treinos, só um esquema tático, descontrole emocional, convocação ruim, veio à tona.

A imagem dos atletas e de Felipão está muito desgastada. De amados, passaram a ser rejeitados nas redes sociais. Isso afeta também os patrocinadores desses atletas. A desvalorização em suas carreiras é evidente.

Fred, por exemplo, tinha a esperança de voltar para a Europa. E para um clube grande. A direção do Fluminense também já contava com milhões de uma transferência. Depois da péssima Copa que disputou será difícil surgir interessados. Com 30 anos restará a ele mercados sem prestígio como o asiático ou os Estados Unidos.

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Marin e Marco Polo del Nero analisam se tocam em frente essa sugestão. O que pode ser
um grande facilitador é a situação financeira resolvida da maioria dos atletas e de Felipão. Esse dinheiro não faria falta. E teria um enorme valor simbólico doado.

O autor da ideia tem certeza que Neymar, David Luiz, Thiago Silva e Felipão aceitariam de pronto a proposta. Assim como o restante dos atletas. Todos estão muito desgastados, desmoralizados com o fracasso no Mineirão.

Vencer a Croácia com um pênalti simulado. Empatar suando sangue com México e Chile. Ganhar de Camarões depois de 20 minutos de sufoco. Derrotar a Colômbia fechado no final da partida como time pequeno. E ser goleado impiedosamente pelos alemães por 7 a 1. Essa campanha merece R$ 400 mil, R$ 600 mil para cada atleta? Para Felipão?

4reproducao Nasce na CBF uma ideia para resgatar a imagem da Seleção junto à população e à Globo. Felipão e seus jogadores doariam, para instituições de caridade, parte ou os R$ 44 ou R$ 48 milhões por disputar o terceiro lugar na Copa...

A ideia foi passada a Marin. Em dezembro de 2014, a CBF acumulará R$ 324 milhões só dos 14 patrocinadores da Seleção. Os valores: Nike, R$ 83,9 milhões; Itaú, R$ 39,5 milhões; Vivo, R$ 36 milhões; AMBEV, R$ 36 milhões; Sadia, R$ 24 milhõe; GOL, R$ 16,8 milhões; Volkswagem, R$ 9 milhões; Gillette, R$ 12 milhões; Pão de Açúcar (Extra) R$ 9,5 milhões; Unimed Seguros, R$ 12 milhões; Nestlé, R$ 14,4 milhões; Samsung, R$ 15,8 milhões; Mastercard, R$ 12 milhões; EF English, R$ 3,6 milhões. Tênis Pé Baruel e Relógios Parmigiani também dão dinheiro mas, por pagarem menos, são consideradas empresas apoiadoras, não patrocinadoras.

Fora isso há o dinheiro da transmissão que a CBF recebe da Globo. E a fonte inesgotável que são os amistosos da Seleção. Onde nunca recebe menos de um milhão de dólares. Já há dois programados em setembro, nos Estados Unidos, contra Colômbia e Equador.

Por isso, a entidade pode se dar ao luxo de repassar integralmente o dinheiro da Fifa. Neymar, Felipão, David Luiz, Hulk, Oscar, Daniel Alves, Thiago Silva, Marcelo e outros ganharam dinheiro com publicidade com o Mundial. Além dos seus salários privilegiados.

Se não quiserem dar a premiação integral, destinem pelo menos uma parte desse dinheiro. Seria a atitude mais digna a ser feita.

Candidatos a esse dinheiro não faltam. Como a associação das vítimas da enchente daqui de Teresópolis. Milhares de pessoas esperam pela casa prometida pelo governo depois das oito trombas d'água que caíram aqui na cidade. Foi o maior desastre natural do Brasil neste século. Morreram cerca de duas mil pessoas. Centenas de corpos não foram encontrados.

Órfãos estiveram na Granja Comary. Tiveram direito a autógrafos e fotos com os atletas. A associação ou as criaças não receberam um centavo sequer da CBF ou dos jogadores. Fora tantos milhões de pessoas que precisam de ajuda neste país.

Abrir mão da premiação. ou ao menos de uma parte importante dela, em nome dos carentes seria uma solução inteligente. Não resgataria toda a vergonha que o time proporcionou no Mineirão. Mas seria algo digno, inteligente. Traria de volta um pouco da simpatia dos brasileiros. E não mataria ninguém deste time de fome. Cabe a Marin propor e os jogadores, se tiverem neurônios, aceitarem.

O legado seria verdadeiro, importante. Essa equipe amenizaria toda a frustração que proporcionou a um país inteiro. Traria um pouco de alívio ao fracasso dentro do campo...


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Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex-governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão…

1ae6 Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...
Teresópolis...

Vieram e foram Dunga, Mano Menezes. Felipão está a um jogo de se despedir. E Tite é, disparado, o mais cotado para assumir a Seleção. Quatro homens nascidos no Rio Grande do Sul e, bem além da certidão de nascimento, são formados no futebol gaúcho.

No extremo Sul do Brasil, treinadores aprendem desde cedo que o importante é lutar, brigar pela bola. Primeiro preencher os espaços atrás. Marcar. Desenvolver um sistema de contragolpes. E só depois atacar. Isso é cultural. Como os treinadores cariocas instintivamente pensam no toque de bola. Os paulistas no preparo físico.

Tite é o treinador com maior currículo entre todos os pretendentes. Tem vantagem diante de Muricy Ramalho, Abel Braga, Cuca. Acumula a Libertadores e o Campeonato Mundial em 2012. Abel venceu há oito anos... Bem educado, contido, Adenor faz questão de se mostrar atualizado.

Sua competente assessoria de imprensa faz questão de municiar jornalistas com informações sobre ele. Suas viagens para a Europa para entender como Barcelona, Bayern, Real, Atlético de Madri estão jogando. Comentou com propriedade a final da Champions League na ESPN.

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Está seguindo à risca as determinações do seu empresário Gilmar Veloz. Desde que o Corinthians decidiu não renovar seu contrato no final do ano passado, sua estratégia foi imitar Luiz Felipe Scolari. Apostar tudo, ficar disponível para a Seleção Brasileira. Esperar por um telefonema de José Maria Marin ou Marco Polo del Nero.

Recebeu sondagens do Grêmio, Inter e Flamengo. Agradeceu muito. Mas disse que precisava de um período sabático para se reciclar. Tite precisava usar uma mesma arma de Felipão: a falta de memória dos torcedores, da imprensa.

Se todos fingiram esquecer que Scolari encaminhou o Palmeiras ao rebaixamento em 2012, a amnésia seletiva também se encaixaria nos seus últimos momentos no Parque São Jorge. Ele se perdeu completamente em 2013.

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Adenor ficou preso a laços emocionais com o time que lhe deu as maiores conquistas de sua carreira. Não teve jogo de cintura para aceitar uma estrela midiática que não pediu e o Corinthians precisava: Alexandre Pato. A equipe implodiu e se arrastou no final do ano passado. Os dirigentes decidiram que o treinador não seguiria mais no Parque São Jorge.

São sete meses de desemprego voluntário esperando a Seleção Brasileira. Seu assessor de imprensa agendou várias entrevistas para que não fosse esquecido. Como trabalha também com Bernard, visitou a Granja Comary para medir a temperatura. E foi cercado por repórteres e mais repórteres. Todos sabem que Tite tem grandes chances de ser o primeiro nome da lista de espera.

A intenção de Marin e Marco Polo era manter Luiz Felipe Scolari no cargo para 2018. Depois da classificação para as semifinais, ambos viveram alguns dias no paraíso. Mas caíram de cabeça no inferno. Como o presidente da CBF havia previsto. "Enquanto estamos vivos na Copa vivemos no purgatório. Se ganharmos entraremos no céu. Se perdermos, será o inferno", definiu em Goiânia.

E está sendo assim mesmo. Desde o massacre da Alemanha, com a pior derrota da história da Seleção Brasileira, com os 7 a 1, a dupla que comanda o futebol brasileiro está desorientada. Conversa, sonda, analisa.

Um dado importantíssimo será levado em conta na avaliação dos dirigentes. A perda da parceria com a Globo. Desde a goleada em Minas Gerais, o tom da cobertura da emissora mudou drasticamente. Acabou a proteção a Scolari. De nada adiantou as conversas e revelações exclusivas a Patrícia Poeta. Usar o Jornal Nacional como o veículo oficial para notícias da Seleção Brasileira.

Acabou o tratamento especial. A Globo viu esvaziar a euforia e a audiência com a Copa. O tratamento dado é o mesmo quando um programa deixa de interessar o público. Traz prejuízos. O trabalho de Felipão continua o mesmo. Mas as críticas vieram e pesadas. À incrível falta de treinamentos, preparo psicológico, dependência de Neymar, programação caótica. Tudo que era denunciado por outros veículos de comunicação desde antes da Copa.

Além dos ataques, agora a indiferença. A emissora mandou avisar à imprensa especializada em tevê que Galvão Bueno não narrará a decisão pelo terceiro lugar com a Holanda. Ficará guardado para a final entre Alemanha e Argentina. Esse é um tapa de luva de pelica no trabalho feito na Seleção. É como se, para a emissora, esse time aqui na Granja Comary não interessasse mais.

Marin está diante de um dilema enorme. A desilusão foi tão grande em Belo Horizonte que finalmente ele percebeu o quanto foi instável a caminhada da Seleção na Copa. É preciso se livrar de Felipão. Ele representaria todo o sucesso se o Brasil fosse hexa. Mas personaliza a decepção, o fracasso com mais um Mundial que a Seleção perde em casa, depois de 1950.

A cúpula da CBF sabe que há uma grande pressão nacional para a contratação de um treinador estrangeiro. No ano passado já havia sido assim, depois da demissão de Mano Menezes. Mas José Maria Marin é absolutamente contra. Aos 82 anos, ele é nacionalista radical. Tem toda sua formação política na Ditadura Militar. Foi governador biônico dos paulistas.
3reproducao Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...
Assim como o ministro dos Esportes, Aldo Rebelo, não quer ver alguém nascido fora do país comandando a Seleção Brasileira. O político já chegou a enviar projeto querendo impor à força, raspa de mandioca no pão francês. E queria que no dia 31 de outubro fosse comemorado o dia do Saci Pererê e não o Halloween. Outro nacionalista radical.

Marin e Marco Polo estão encurralados. O cenário é assustador. Não há grandes opções. Ainda mais para quem deseja agradar ao governo. O quarto gaúcho em seguida é o nome mais forte até por eliminação. Em 2012, a dupla não quis chamar Tite também por sua ligação umbilical com o inimigo político Andrés Sanchez. Algo que agora a assessoria do treinador deixa claro que não existe mais.

Por uma questão de respeito a Felipão, Marin vai deixar o treinador anunciar sua saída. Logo após a decisão do terceiro lugar contra a Holanda. Ou depois que a Copa acabar. O presidente da CBF agradecerá com um discurso pungente o trabalho que não deu certo e precisará anunciar o seu sucessor.

Até porque já em setembro, o Brasil enfrentará Colômbia e Equador. Serão dois amistosos em Miami. A vida vai recomeçar. Sem Felipão. E muito provavelmente com o quarto homem seguido formado entre bombachas, mate e muita marcação, pegada e que não despreza um bom 0 a 0.

Em 2013, o Corinthians bateu seu recorde. Nunca havia empatado tantos jogos na sua história. Foram 31 empates, o maior número desde que foi fundado em 1910. Foram 15 0 a 0. O que traz alívio. Se Tite realmente assumir, de 7 a 1, o Brasil não perde...
3ae Nacionalismo do ministro Aldo Rebelo e de Marin, ex governador na Ditatura Militar, veta técnico estrangeiro na Seleção. Tite, o quarto gaúcho em seguida, é o mais cotado para substituir Felipão...

O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção…

1reuters2 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...
Teresópolis...

Holanda. Adversária que o Brasil não queria, mas terá de encarar em Brasília. Será contra o time de Van Gaal a briga pelo terceiro lugar na Copa do Mundo, no sábado. Felipão queria a Argentina de Messi. Motivaria mais seu abalado time. Uma vitória teria saber especial pela rivalidade. Contra os holandeses, não.

Além disso, os europeus têm um sistema de jogo que incomodará os brasileiros. A maneira agrupada que a equipe atua, saindo do 3-5-2 para para o 4-1-3-2 exige demais da marcação adversária. Se a Seleção entrar dispersa como aconteceu em Belo Horizonte poderá acontecer novo desastre.

Mesmo os atletas só falavam em derrota dos argentinos no Itaquerão. Queriam o confronto. E não ter o desprazer de ver os maiores rivais do continente decidindo a Copa do Mundo aqui, em pleno Maracanã. E a Seleção ter de se contentar em jogar no Mané Garrincha pela terceira colocação.

"Eu acredito que enfrentar a Argentina é sempre melhor. Motiva mais o grupo. Eles são os nossos rivais eternos", dizia Paulinho ainda no Mineirão.

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Era onde o time iria se apoiar para buscar força. Lutar para derrotar o time de Messi traria um ingrediente a mais. O sistema de jogo de Sabella costuma ser mais franco contra o Brasil. Nos últimos confrontos, ele usou o 4-3-3. Os dois times tinham espaço para jogar. O que não deverá acontecer contra os holandeses.

Felipão hoje à tarde mostrou sua preocupação. Quer continuar depois dos 7 so a 1 contra a Alemanha. Talvez na Seleção ou onde for. Mas deseja seguir sua carreira em uma seleção de ponta. Seu sonho de estar na Copa da Rússia não morreu. Por isso houve a coletiva que ninguém pediu. E que serviu para ele tentar se justificar perante o mundo.

"Depois da Copa das Confederações, tivemos uma derrota e nove vitórias. Tínhamos uma equipe preparada, um sistema de jogo. Foi a primeira vez, desde 2002, que chegamos à semifinal. Foi uma derrota ruim, seis minutos de pane geral. Se eu pudesse te responder o que aconteceu naqueles seis minutos, eu responderia, mas eu não sei. Não sei."

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Felipão não é um dos melhores palestrantes do país à toa. Ele aprendeu a conduzir a platéia. Apela para sua técnica básica de persuasão. Sabe como funcionam manchetes e jornalistas. Tem plena consciência que a imprensa brasileira valoriza muito mais declarações do que análises. Ou seja, vale mais o que o entrevistado diz o que o realmente aconteceu.

O Brasil teve a sua pior derrota na história. O vexame só cresce onde se investiga. Jogadores da Alemanha revelam que diminuíram de propósito o ritmo. A vantagem de gols diante do país anfitrião da Copa já estava grande demais.

O treinador Joachim Loew decidiu poupar atletas para a final que intuía, seria contra a aguerrida Argentina. Em plena semifinal de uma Copa. Não há como negar que é humilhante. Já que seu time enfrentava o pentacampeão jogando em casa.

O UOL noticia que a Fox Sports flagraram o inacreditável toque culinário da preparação do Brasil contra a Alemanha. O preparador físico Paulo Paixão despejando um pouco de sal grosso no gramado. Ele é um dos melhores profissionais disparados do país. E se prestou a um papel desses. Tive de tentar explicar para jornalistas europeus e até indianos no Mineirão.

"Porque a Seleção Brasileira jogou sal grosso no gramado? Era para cortar as energias ruins, dar sorte? E o Brasil tomou de sete da Alemanha?" Fingi que não entendi e saí de perto, constrangido. Não seria eu quem iria explicar tal ato.

Felipão teve a coragem de defender a falta de treinamentos da Seleção. Disse que fez tudo cientificamente embasado pelo departamento de fisiologia da CBF. Ou seja, a culpa de o time que começou a atuar contra os alemães ter dez minutos de entrosamento é do fisiologista? Por favor...Basta apenas parar para pensar. Não apenas escutar e balançar bovinamente a cabeça para tentar agradar o treinador.

Ouvir que adversários do Brasil o surpreenderam doeu no fígado. Croácia, México, Camarões, Chile, Colômbia e Alemanha não mudaram os seus sistemas de jogo. Acontece que, ao contrário da Seleção, não tinham apenas um. Times modernos treinam dois ou até três sistema para colocar em prática na mesma partida. Hoje é básico.

Talvez só o Brasil tenha jogado a Copa como um time de pebolim, no 4-2-3-1. O que dá certo há um ano, muda depois de doze meses. Óbvio.

Há na Comissão Técnica brasileira uma primeira intenção no jogo de sábado em Brasília. Provar o quanto Felipão está certo. E que foram apenas seis minutos que sabotaram seu trabalho. Encarar o desafio.

 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...

Colocar apenas Thiago Silva de volta à equipe na vaga de Dante. E nas demais posições repetir os outros dez que foram massacrados pelos alemães. Seria a resposta ao mundo que Scolari não está ultrapassado. E que geme de dor apenas por um acidente.

Foi anunciado que amanhã o Brasil vai fazer algo quase inédito aqui em Teresópolis. Com a bênção do fisiologista, a Seleção Brasileira vai treinar. Quem diria?! Mas lógico que irá usar os campos da granja Comary. Onde tudo é escancarado. Não há segredo algum. Basta torcer que nenhum humorista do Esquenta! invada o campo. Ou que Luciano Huck não apareça para uma intervenção logo depois do aquecimento dos atletas.

"Gente, vamos terminar. Foram 45 minutos de coletiva que não era planejada do Felipão. Está bom para vocês, não está?" perguntava o chefe de comunicação, Rodrigo Paiva. Ele adotava o tom de quem fazia um favor para os jornalistas.

Esperto, ele sabe que foi exatamente o contrário. Quem quis a coletiva e foi beneficiado com ela foi Felipão. A entrevista acabou quando ele havia dito tudo o que tinha para dizer. Ou seja, repetir que tudo correu como ele esperava. A não ser os malditos seis minutos. E Parreira, lógico, repetido mais de dez vezes que o 'trabalho foi perfeito'.

Só faltou dizer: perfeito para quem?

Sal grosso, nele...
3afp7 1024x716 O inimigo que Felipão não queria: a Holanda na briga pelo terceiro lugar. Explicações vazias, técnico tentando sobreviver ao massacre dos alemães. E sal grosso, muito sal grosso, na envergonhada Seleção...

Júlio César, Fred, Daniel Alves, Maicon, Fernandinho, Jô, Hernanes sabem que não estarão na Copa de 2018. Até o capitão Thiago Silva corre sério risco. A reformulação virá e brava na Seleção do 7 a 1…

1vipcomm7 Júlio César, Fred, Daniel Alves, Maicon, Fernandinho, Jô, Hernanes sabem que não estarão na Copa de 2018. Até o capitão Thiago Silva corre sério risco. A reformulação virá e brava na Seleção do 7 a 1...
Teresópolis...

"Foi uma Copa maravilhosa, mas o meu sentimento é de muita tristeza. Particularmente para mim. Já que acabou. Foi a minha última Copa do Mundo."

Júlio César foi o primeiro. A Seleção Brasileira sofrerá uma profunda reformulação tendo como alvo a Rússia. A incoerência é interessante. O Brasil tem um grupo inexperiente que disputa a Copa. São 17 atletas que participam da competição pela primeira vez. Mas o conjunto não é necessariamente novo. Pelo contrário.

A idade impedirá vários desses atletas de vestirem a camisa do Brasil em 2018. Além de Júlio César, que atingirá 38 anos, há outros atletas que nem precisariam de RG para dar adeus ao uniforme verde e amarelo.

Daniel Alves e Maicon. Os dois laterais direitos que duelaram por duas Copas do Mundo, morrerão abraçados. Terão respectivamente 35 anos e 36 anos. Se agora não conseguem cumprir suas funções táticas: atacar e defender, o que dirá daqui a quatro temporadas? São cartas totalmente fora do baralho.

Sabem disso. Tanto que estavam com o mesmo semblante desanimado, de que chegaram ao fim do caminho tortuoso e com muito mais baixos do que altos na Seleção. Foram campeões da Copa América. Mas quando chegou a Copa do Mundo, brincaram em se revezar e decepcionar os treinadores que confiaram neles.

1getty3 Júlio César, Fred, Daniel Alves, Maicon, Fernandinho, Jô, Hernanes sabem que não estarão na Copa de 2018. Até o capitão Thiago Silva corre sério risco. A reformulação virá e brava na Seleção do 7 a 1...

O outro que deve pensar em outra coisa para fazer em 2018 é Fred, quando terá 34 anos. O jogador tem um espírito forte, de líder. Muita coragem, raça. Mas não consegue render fisicamente. Não tem o biotipo que os atacantes modernos necessitam: velocidade, habilidade e grande visão de jogo. É um centroavante das antigas. Bem das antigas.

Foi perseguido e cobrado violentamente nesta Copa. Não por culpa dele. Era Felipão que se negava a ver a realidade. Não tinha cabimento manter um atacante fixo, parado entre os zagueiros esperando uma dádiva do destino. Uma sobra, bola rebatida, cruzamento que a defesa adversária não corte. É pouco demais.

Fred ainda conseguiu atrapalhar o Brasil fora de campo. Ao conseguir cavar o pênalti contra a Croácia trouxe a revolta contra o time anfitrião da Copa. Os árbitros que foram trabalhar nas partidas da Seleção tinham uma preocupação a mais: na dúvida pensar duas vezes antes de optar pela equipe de Felipão. Tornou a equipe nacional antipática aos adversários.

Virou um personagem marcado. Até por ter a coragem de revelar seu sonho. Marcar sete gols na Copa. Um por partida do Brasil até o título. Marcou apenas um, contra o fraco time de Camarões. Cabeceando cruzamento sem goleiro. Desabafou, disse que sofreu críticas maldosas e que tinha mostrado sua importância.

Vieram as partidas contra o Chile, Colômbia e Alemanha. No jejum. Nem se marcar seis gols contra Argentina ou Holanda, sábado em Brasília, será mais convocado. Ele ficou com o estigma de jogador de Felipão.

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Seu reserva Jô deverá seguir o mesmo rumo. Felipão é um dos último técnicos a apostar em um atacante fixo, parado na área. Só que Jô vai além disso. É quase como um pivô de basquete. É o termômetro ideal para a avaliação real da Copa das Confederações. Fez gols, chamou a atenção em função do excelente momento do time brasileiro. E da fragilidade e falta real de preparação dos adversários para o torneio.

Foi uma miragem. Na Copa do Mundo não teve espaço porque nos treinamentos foi um dos piores do time. Sem movimentação alguma. Acabava facilmente anulada pela zaga titular.

Felipão não irá confessar nem sob tortura. Mas a minha observação sobre o jogador que ele se arrependeu de convocar não tem dúvida. É o atacante do Atlético. Mineiro. A sua presença no grupo obrigava a continuar apostando em Fred. Seria um absurdo colocá-lo como atacante titular. Pelo que não está jogando.

Um jogador velocista como Robinho ou até Lucas seria muito mais útil na reserva. Por isso a atitude virulenta de Wagner Ribeiro. O empresário do atacante do PSG leu a situação e disparou contra Felipão.

"6 quesitos para ser técnico da seleção brasileira. 1- Ir treinar seleção de Portugal e não ganhar nada. 2 – Ir para o Chelsea e ser mandado embora. 3 – Ir treinar o Uzbequistão. 4 - Voltar ao Brasil e pegar um time grande e rebaixá-lo para a segunda divisão. 5 – Pedir demissão 56 dias antes do final do campeonato para 'escapar' do rebaixamento. 6 – Ser velho babaca, arrogante, asqueroso, prepotente e ridículo."

Um ataque desrespeitoso, cruel e covarde. Ele deveria falar o pensa pessoalmente a Felipão. O empresário teve os seus interesses atingidos ao não ter Lucas entre os convocados.

Mas o garoto mostrou imaturidade para tanta pressão que é disputar a Copa do Mundo no Brasil. Tem potencial para estar em 2018. Só que técnico algum no planeta aceita ser pressionado por empresário, como Wagner gosta de fazer.

O capitão Thiago Silva terá de estar jogando em altíssimo nível. De preferência sem chorar. Ele terá na Copa da Rússia nada menos do que 33 anos. É uma idade limite para um zagueiro no futebol moderno. Ainda mais porque seu grande parceiro David Luiz terá 31 anos. Dois anos fazem uma diferença enorme.

O homem de cabelo de enrolado estará garantido se continuar a mostrar seu ótimo futebol. O problema para Thiago é que surge no horizonte a figura de Marquinhos, do próprio PSG. Ele terá 24 anos em 2018. Estará no auge físico de um atleta. Tem potencial e técnica para brigar pela vaga de titular do Brasil da nova copa.

 Júlio César, Fred, Daniel Alves, Maicon, Fernandinho, Jô, Hernanes sabem que não estarão na Copa de 2018. Até o capitão Thiago Silva corre sério risco. A reformulação virá e brava na Seleção do 7 a 1...

Fernandinho e Hernanes estão no mesmo barco. Ambos terão 33 anos. E dependerão de uma paixão entusiasmada do novo técnico da Seleção para seguir até Moscou. Fernandinho era o melhor dos volantes da Seleção, mesmo na reserva. Pressionou até ganhar a posição de Paulinho. Mas ontem foi um dos responsáveis pelo desastre dos 7 a 1.

Hernanes não disse a que veio. Capaz de atuar em qualquer posição no meio de campo, acabou se tornando um curinga inútil. Sem função definida para Felipão. Era quase um volante, quase um meia. Parou nisso, um quase. Talento tem, mas a Seleção não soube usar seu potencial.

Outros jogadores menos importantes têm chances mínimas de ir para a Rússia. Jefferson, Victor, Dante, Maxwell. Terão 35, 36, 34 e 36 anos. Idosos neste futebol cada vez mais competitivo.

Resumo da ópera. Vários jogadores se despedirão da Copa do Mundo sábado em Brasília. Alguns têm a certeza como Júlio César, Daniel Alves, Maicon, Fred, Jô. Outros têm uma grande desconfiança. Até pelo que não fizeram na Copa no Brasil.

Mas assim é a vida e o futebol: o novo sempre vem. Principalmente quando o projeto é um fracasso. Palavra que resume a participação da Seleção de Felipão no Mundial de 2014, aquele o qual o técnico prometeu ser campeão e que iludiu tanta gente...
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Chegou a hora de uma revolução. Mourinho, Guardiola, Klopp, Sampaoli. É preciso acabar com a reserva de mercado na Seleção. Buscar o melhor técnico, sem importar onde ele nasceu…

1afp13 Chegou a hora de uma revolução. Mourinho, Guardiola, Klopp, Sampaoli. É preciso acabar com a reserva de mercado na Seleção. Buscar o melhor técnico, sem importar onde ele nasceu...
Belo Horizonte...

José Maria Marin não escolheu Felipão. Quem decidiu que ele era a melhor opção para comandar a Seleção na Copa de 2014 foi Marco Polo del Nero. Não só indicou como avisou a Marin que desejava que ele continuasse até 2018.

A vitória na Copa das Confederações só reforçou o acerto de sua escolha. Mas veio a Copa do Mundo. E Felipão acabou engolido pelos compromissos de Marin com a Globo, com a ultrapassada Granja Comary e, principalmente, com os laços emocionais com os jogadores campeões do torneio de exibição do ano passado.

Ficou claro que, para Felipão e seu coordenador Parreira, o tempo não havia passado. O esquema tático e os jogadores foram mantidos. Nada precisaria ser alterado na visão dos dois campeões mundiais. Só que os adversários decoraram a maneira de o Brasil andar em campo.

O rendimento de jogadores importantíssimos foi muito ruim em toda a Copa. Mesmo assim, continuaram intocáveis. Fred, Oscar, Hulk. E outros caíram demais em relação a 2013: Marcelo, Daniel Alves, Paulinho. A equipe viveu a dependência de Neymar no seu mais alto grau.

Nunca houve um plano B. O Brasil não se preparou para atuar sem seu melhor jogador. Felipão agiu como se ele fosse indestrutível. O que aconteceu ontem diante da Alemanha não foi por acaso. Foi um treinador que superestimou seu elenco. E pior, que treinou pouquíssimo. Não buscou novas alternativas táticas.

Aos 65 anos, Felipão mostrou falta de reação no banco de reservas. Seu time tomava um, dois, três, quatro, cinco gols e ele continuava impassível, inerte.

Infelizmente, o treinador mostrou limitações inimagináveis e inaceitáveis para seguir comandando a Seleção Brasileira. Justo ele que jurou que o Brasil seria campeão do mundo. Assim como Parreira que já via o time com uma mão na taça ante de começar o Mundial.

É preciso trocar, renovar para a Copa de 2018. A goleada por 7 a 1 na semifinal da Copa do Mundo obrigará Marin e Marco Polo se acertarem. O novo presidente da CBF assumirá no próximo ano. Mas como a Seleção é uma fábrica de dinheiro para entidade, há a necessidade de escolher um novo treinador já em setembro.

O Brasil jogará com a Colômbia e Equador nos Estados Unidos. Serão dois meses para escolha de nova Comissão Técnica.

Tite é candidato declarado. Ele desempregado de propósito. Recusou sondagens do Grêmio, do Internacional e do Flamengo. Quer a Seleção. Seu assessor de imprensa chegou a circular na Granja Comary. O jornalista também assessora Bernard.

1ap11 Chegou a hora de uma revolução. Mourinho, Guardiola, Klopp, Sampaoli. É preciso acabar com a reserva de mercado na Seleção. Buscar o melhor técnico, sem importar onde ele nasceu...

O ex-treinador do Corinthians ganhou a Libertadores e o Mundial. Mas tem algo que desagrada Marco Polo e Marin. Ligação com Andrés Sanchez, inimigo número um da dupla. Muricy Ramalho e Abel Braga seriam dois técnicos que também teriam chance.

Só que a escolha por qualquer um dos três nada traria de novidade. Nenhuma revolução na metodologia de trabalho no Brasil. Depois do choque dos 7 a 1 para a Alemanha, seria necessário uma revolução para revigorar o futebol brasileiro.

A saída seria quebrar o tolo preconceito. E ir buscar um treinador estrangeiro de gabarito. A Seleção pentacampeã do mundo e a milionária CBF teria prestígio e dinheiro para trazer um profissional para impor seu método nos próximos quatro anos.

Com direito à Copa América, Eliminatórias antes de chegar no Mundial da Rússia. A chegada seria um alento inclusive para os torneios internos. A derrota da Seleção na Copa refletirá em um futebol já em crise. Com várias equipes tradicionais sem patrocinadores e elencos medíocres. O baixo nível dos jogos espantam público e telespectadores.

Investir em um nome como José Mourinho, Guardiola, Jürgen Klopp ou Sampaoli traria o frescor, o impacto que o futebol brasileiro necessita. Seu ego, sua autoconfiança foram feridos de morte depois do inapelável 7 a 1 de ontem.

É preciso que Marco Polo e Marin mostrem ousadia. Ter a coragem de sair do lugar comum. Entregar o futuro da Seleção para Tite é ter um treinador atualizado mas que foi para a Europa aprender como se faz. Mourinho, Guardiola, Klopp ou até Sampaoli sabem como ensinar.

O Brasil precisa dar um salto tático. Está estagnado. Passou vergonha ontem aqui no Mineirão. Seus jogadores não sabiam como fugir do ótimo esquema montado por Joachim Loew. Deu pena do time de Felipão. 7 a 1 foi até um placar humilde. Se chegasse a 10 a 1 seria mais justo.

O medo de presidentes da CBF que passaram pelo cargo é que os torcedores e a imprensa não aceitassem um treinador de fora, com métodos diferentes dos daqui. Mas o momento é esse. Todos estamos chocados como o Brasil está atrasado taticamente em relação às grandes seleções europeias.

Marco Polo e Marin não podem ceder à tentação de pegar o treinador mais fácil. Infelizmente qualquer brasileiro, seja ele Tite, Muricy ou Abelão, teria algo profundo para acrescentar ao time que disputará a Copa de 2018.

Parreira é um estudioso tático. Felipão um excepcional motivador. Mas juntos não conseguiram superar o método de trabalho alemão. Se Loew não mandasse seu time diminuir o ritmo para ter força física para a final da Copa, domingo no Maracanã, o desastre seria muito maior.

1cbr Chegou a hora de uma revolução. Mourinho, Guardiola, Klopp, Sampaoli. É preciso acabar com a reserva de mercado na Seleção. Buscar o melhor técnico, sem importar onde ele nasceu...

Marco Polo terá de rever seus conceitos. Felipão se despedirá da Seleção após a decisão do terceiro lugar no Mundial, sábado em Brasília. Ele não merece ser execrado. Assumiu a Seleção desacreditada nas mãos de Mano. Conquistou a Copa das Confederações, fez a população redescobrir o amor à Seleção. Conseguiu levar a Seleção às semifinais de novo, depois de 12 anos.

Mas Felipão chegou no seu limite tático. Sem Neymar tudo ficou ainda mais explícito. Presa fácil de ser abatida. A repercussão mundial é vexatória. Mesmo internamente a imprensa não tolera o que aconteceu. A capa do jornal O Dia chega a mandar Felipão para o inferno.

A hora da revolução é agora. Esperar passar o sábado, agradecer muito a Felipão e Parreira e tocar em frente. Buscar um novo comandante para a Seleção. O basquete masculino, a ginástica olímpica, o boxe deram salto de qualidade com a chegada de técnicos estrangeiros. Chegou a hora do futebol.

Marco Polo e Marin precisam reconstruir a esperança da conquista da Copa do Mundo. E chegou a hora de apostar em um estrangeiro. Esquecer essa reserva de mercado só tem travado o futebol brasileiro. Mas para isso é preciso coragem de dizer não a Tite...
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David Luiz pede desculpas ao povo. Os demais jogadores, não. Apenas sentem muita vergonha pelos 7 a 1. E medo de ficarem marcados como novos Barbosas…

 David Luiz pede desculpas ao povo. Os demais jogadores, não. Apenas sentem muita vergonha pelos 7 a 1. E medo de ficarem marcados como novos Barbosas...
Mineirão...

"Eu peço desculpas. Sei que um país inteiro estava esperando pela alegria que prometemos dar. Mas não conseguimos. Foi uma pena. Não tenho explicação. Não faltou amor, dedicação. Estamos arrasados. A única coisa que eu posso fazer é pedir desculpas. Eu só queria poder dar alegria ao meu povo, a minha gente que sofre tanto. Infelizmente não conseguimos."

O maior símbolo do futebol brasileiro estava com os olhos inchados de tanto chorar. E com o olhar perdido na saída dos vestiários. Estava em choque. Arrasado.

David Luiz não sabia que rumo tomar. Estava tenso, visivelmente envergonhado. O final do sonho havia sido drástico demais. A derrota por 7 a 1 diante da Alemanha lhe doía a alma.

"Nós nos perdemos depois do primeiro gol. O time não conseguiu reagir. Ninguém deixou de lutar. Mas simplesmente não conseguimos reagir. E vieram os gols em seguida. Sei que frustramos muito gente. A dor é grande, profunda. Eu só posso pedir desculpas aos brasileiros. E jurar que um dia ainda vou dar a alegria que eles tanto querem dentro do campo."

David Luiz era o jogador mais arrasado.

O mais revoltado com a goleada por 7 a 1 era Paulinho. O volante a mais que Felipão não quis escalar e que poderia ter sido importante para travar o excelente toque de bola alemão.

"Foi a pior vergonha da minha carreira. Ficará marcado para sempre na minha história. Ser eliminado da final da Copa por 7 a 1 é demais. Não dá para negar que é a maior derrota do futebol brasileiro em todos os tempos.

"Por quê eu não fui escalado? Se eu deveria ter começado o jogo? Ah, isso foi decisão do meu treinador. E eu respeito. Quando ele me colocava no time não perguntava o motivo. Só posso lamentar o que nós mostramos em campo. Isso me envergonha demais."

O mais sem explicação coerente era Júlio César. O goleiro que sonhava com a sua ressurreição pessoal, também estava com os olhos vermelhos. Tenso, aos 35 anos, sabia que Copa para ele nunca mais. Com todo o cuidado evitava atacar os companheiros de time.

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"Olha, não dá para culpar ninguém mesmo. Deu uma pane geral no time. De repente, estávamos encurralados. Não tínhamos como escapar a pressão alemã. Eles nos atacavam com vários jogadores ao mesmo tempo, conseguiam invadir a nossa área. E chutar.

"Se é hora de contratar um treinador estrangeiro? Não sei. Acredito que temos ainda muitos técnicos importantes e com condições de comandar a Seleção se o Felipão sair. Mas isso eu deixo para quem manda na CBF. O que quero falar é do jogo de hoje.

Foram seis ou sete minutos que ficamos parados, tomando gols e sem força para reagir. De repente o time parou. Papai do Céu me deu a oportunidade de jogar outra Copa depois daquele acidente na África. Mas infelizmente acabamos caindo hoje de uma maneira incrível. Não tenho explicação. Nosso grupo é forte demais para perder por 7 a 1."

Talvez se Júlio César conversar com Dante, ele tenha uma pista sobre o motivo da goleada. O zagueiro do Bayern de Munique foi no ponto. Para ele tudo era simples, não havia mistério.

"Nosso time estava desorganizado e enfrentou uma equipe muito bem preparada. O Felipão nos orientou bem. Só que os alemães treinam e jogam juntos já seis anos. Eles estavam muito entrosados. E conseguiram fazer o que queriam em campo.

"Tinham muito conjunto. Coisa que faltou ao Brasil. Eles estavam bem preparados demais para nós. Por isso foram marcando e não tivemos força para reagir. Se a nossa geração ficará marcada por essa goleada? Talvez."

Daniel Alves, se destacou pela original maneira de analisar a goleada sofrida pelo Brasil. Conseguiu surpreender os jornalistas que o entrevistaram.

"Olha, não tem motivo para ter vergonha, não. A derrota não foi histórica. 7 a 1 não quer dizer nada demais. Se tivéssemos perdidos por 1 a 0 seria exatamente a mesma coisa. O que conta é que perdemos a chance de sermos campeões. 7 a 1 não tem mesmo nada de mais."

"Olha, eles foram melhores do que a gente. Conseguiram encaixar o jogo que eles queriam. Lutamos, mas não conseguimos reagir. Ele aproveitaram toda a superioridade em tudo. Não há desculpa. Foram muito melhores. A goleada não foi por acaso", reconhecia Luiz Gustavo, conformado.

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O mais ressentindo na saída do time era Thiago Silva. Ele ainda não conseguiu superar os ataques da imprensa brasileira pelas sucessivas crises de choro. Na hora de analisar a eliminação por 7 a 1, ele não olhava para ninguém. Fitava o alto buscando se concentrar. Mas sua fisionomia não era nem um pouco amistosa.

"Olha, nunca na minha carreira eu tive uma derrota tão grande. Mas se eu estivesse em campo poderia ser oito, nove. Mas talvez a minha experiência ajudasse. Evitasse a tal pane. Mandaria o time segurar, se acalmar. Tomamos gols em seis minutos...

"A minha dor é tão forte que não consigo nem chorar. Nem chorar. Sei que não vou dormir. A lição? Todos vão falar do Felipão. Mas todos nós somos culpados da derrota. Tenho certeza que doeu tanto como em 1950 no Maracanã. O pior é que muita gente vai questionar tudo. Como se nada que fizemos tivesse sido certo. Fizemos, mas as pessoas vão esquecer depois desse 7 a 1. Vamos ficar marcados."

A sensação é que todos sabiam no vestiário. Ficarão tão marcados como Barbosa ficou em 1950. Carregarão para sempre nos ombros o peso de perder uma Copa dentro de casa. No Brasil...
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O maior vexame da história do futebol brasileiro. A Seleção pagou o preço do amadorismo com que se preparou para a Copa. Derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Que comece logo o novo ciclo…

1vipcomm6 1024x682 O maior vexame da história do futebol brasileiro. A Seleção pagou o preço do amadorismo com que se preparou para a Copa. Derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Que comece logo o novo ciclo...
Mineirão...

Acabou da pior maneira o sonho de hexacampeonato. Uma tragédia que ficará para a história do futebol brasileiro. Mostrou a diferença entre um time treinado, organizado, consciente. Contra outro improvisado, desorientado, infantilmente montado. Em 28 minutos de jogo, já perdia por 5 a 0 no Mineirão. A inesquecível goleada merece ser batizada de Mineirazo. 7 a 1 foi pouco.

Depois do terrível vexame, o time disputará o terceiro lugar, sábado em Brasilia, contra o perdedor de Argentina e Holanda.

Não se promete nunca que um time será campeão de um torneio. Quanto mais bater no peito e jurar que o Brasil iria ganhar a Copa. O vexame é muito maior por causa das juras de Felipão, de Parreira. Marin previu, viria o inferno se o Brasil perdesse. Ele veio!

Nada foi por acaso. O Brasil ficou de joelhos taticamente para a Alemanha. Felipão fez exatamente tudo o que Loew queria. Sem Neymar, seu jogador capaz de mudar o rumo das coisas, o treinador brasileiro fez a mais insólita, pior aposta. Escolheu Bernard, o pior jogador nos treinamentos em Teresópolis.

5vipcomm 1024x683 O maior vexame da história do futebol brasileiro. A Seleção pagou o preço do amadorismo com que se preparou para a Copa. Derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Que comece logo o novo ciclo...

O técnico brasileiro fez de conta que esqueceu todo o espaço que a equipe deixava. Os desacertos que levaram o time a passar sufoco contra a Croácia, México, Chile e Colômbia. Não levou em consideração a força do adversário.

Muita gente esperava que Felipão fosse Felipão. Montasse uma equipe com três volantes, vibrante, guerreira na marcação. Mas, não. Optou pelo pelo sistema de um ano atrás, que venceu a Copa das Confederações. E sem seu o melhor jogador e capitão. Pediu pela decapitação.

Pagou caro e fez a torcida chorar. A equipe desmoronou de maneira inédita na sua história. Primeiro tomou um gol de escanteio por pura falta de atenção. Kross cobrou escanteio e Müller, livre, tocou para as redes. 1 a 0, Alemanha aos 10 minutos de jogo.

O time entrou em pane. Percebeu o quanto não tinha repertório para escapar da marcação forte firme, os espaços preenchidos. Era como um grupo de dente de leite perdido diante de uma equipe adulta. A estratégia tem esse poder. Não importa músculos, raiva, aspecto emocional ou entrar em campo para tentar homenagear um colega contundido.

Em 17 minutos o Brasil tomou mais quatro gols. Era como se os alemães fizessem um coletivo. Tocavam a bola e desciam em bloco. Diante de uma equipe anestesiada, pedindo clemência. Algo que a Alemanha, para o bem do futebol, não teve.

Os gols foram de dar pena do Brasil. O pais pentacampeão do mundo, aceitando que os alemães trocassem bola dentro de sua grande área. Até cansar e fuzilar um atônito Júlio César. O goleiro com os olhos esbugalhados ia tomando os gols e sofrendo.

Klose marcou o segundo aos 22 minutos e se tornou o maior artilheiro em Mundiais. Chegou a 16, passando Ronaldo, com 15. Mas viriam outros mais. Dois minutos depois, Kroos completou livre cruzamento de Lahm. 3 a 0 aos 24 minutos.

Felipão continuava de braços cruzados. Estava evidente que a goleada seria humilhante. Tinha de agir. Fechar o meio de campo. Torcedores e jornalistas imploravam para que colocasse mais um volante, tomasse alguma atitude. Mas, não. Ele continuou impassível.

Melhor para a Alemanha. Não iria desperdiçar a chance de fazer história. Ainda mais diante de um adversário tão tradicional. Foi assim que Khedira roubou a bola de Fernandinho e tocou para Kross marcar o 4 a 0.

Mas viria ainda mais. Khedira tabelou com Özil e fez como quis 5 a 0. Foram 28 minutos de pesadelo. Com um placar tão largo, os alemães perderam o interesse pelo jogo. Passaram a tabelar, se poupando. Sabiam que já estavam na final da Copa do Mundo.

Enquanto isso nas arquibancadas, só choro, raiva, tristeza. O time de Felipão era xingado, vaiado. As lágrimas logo viraram coro contra Dilma, contra Fred.

O Brasil pagava o preço por sua soberba, por acreditar ter um potencial maior que jamais teve. Por se deixar levar pela politicagem da CBF. A entidade ofereceu a pior concentração entre as 32 seleções. A granja Comary onde o treinamento secreto não existe. Enquanto os alemães construíram seu bunker inexpugnável na Bahia. Organização vergonhosa.

2reproducao2 O maior vexame da história do futebol brasileiro. A Seleção pagou o preço do amadorismo com que se preparou para a Copa. Derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Que comece logo o novo ciclo...

O que se viu em campo era o resultado das invasões de Luciano Hulk depois do aquecimento. Mumuzinho entrando para abraçar Neymar durante o primeiro coletivo. As informações como escalação da Seleção sendo anunciadas no Jornal Nacional para Patricia Poeta. A parceria com a TV Globo foi um dos grande motivos do desastre.

A emissora que tem o monopólio do futebol no Brasil fez questão de passar a imagem de uma seleção imbatível. Iludiu a população. Atrapalhou o quanto pôde e o quanto não pôde. Tudo por conta de Marin, que desejava ficar bem com a emissora.

O amadorismo na preparação seria pago da maneira mais cruel possível. Os alemães que não tinham nada a ver com a manchete do Jornal Nacional, continuavam a jogar sério, mostrar sua preparação séria para tentar ganhar a Copa.

Felipão tirou o inútil Hulk e o inseguro Fernandinho. Colocou Ramires e Paulinho. Loew tratou de mandar seu time diminuir o ritmo. Já não precisava se esforçar para marcar tão forte na intermediária brasileira. Bastava tocar a bola e deixar o tempo passar.

Mas o Brasil tentava descontar. E não havia mais o menor desenho tático. Lembrava time de várzea, não a grande seleção pentacampeã mundial. O jogo parecia que durava horas. E lógico, tudo que estava péssimo ficaria muito pior.

Aos 23 minutos, Lahm serviu Schürrle que, livre, fez 6 a 0. Dilma e Fred foram novamente xingados. O time brasileiro não tinha força nem para fazer faltas, dar pontapés, fazer qualquer coisa. Os jogadores tomavam a maior goleada na história moderna da Seleção e se comportavam como garotos assustados.

Viria ainda o cruel 7 a 0. Schürrle acertou um chute maravilhoso. A bola tocou no travessão antes de entrar no gol do humilhado Júlio César. Era o inacreditável. A maior goleada da Copa de 2014. Nunca a Seleção havia perdido por uma diferença tão grande em nenhum dos Mundiais, desde que eles começaram em 1930.

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Oscar ainda conseguiu marcar um gol diante dos alemães saciados. A torcida mineira, ironizou o gol. Gritava "Eu acredito!, eu acredito!"

Terminava de maneira vergonhosa a caminhada pela vingança de 1950. Diante do que aconteceu aqui no Mineirão, aquele 2 a 1 diante do Uruguai não é motivo para tristeza. Deu até saudade. Perder de 7 a 1 em uma semifinal de Copa do Mundo é inaceitável.

Que um novo ciclo comece logo. Esse acabou. Premiando todo o amadorismo da preparação. Nada foi por acaso. Diante da primeira grande força que o Brasil encontrou nessa Copa foi humilhado. Com toda a justiça. 7 a 1 foi até pouco demais. Que comece logo o novo ciclo...
2vipcomm2 1024x681 O maior vexame da história do futebol brasileiro. A Seleção pagou o preço do amadorismo com que se preparou para a Copa. Derrota por 7 a 1 para a Alemanha. Que comece logo o novo ciclo...

Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto…

 Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto...
Belo Horizonte...

Mesmo se o Brasil for derrotado pela Alemanha e perder a terceira colocação na Copa, Felipão e seus jogadores já terão compromisso depois do Mundial. A presidente Dilma receberá a delegação, aconteça o que for daqui para a frente.

Com a presença de Neymar, seu novo parceiro, lógico...

O ministro Aldo Rebelo já deixou vazar para assessores a felicidade da presidente com o time de Scolari. A contusão de Neymar só deixou tudo dramático. Esperta, como convém a toda presidente de um país, Dilma já percebeu.

Sem Neymar não existe mais Maracanazo, Mineirazo ou Garrinchazo. Com a ausência forçada do camisa 10, o Brasil ganhou uma inesperada licença poética na Copa. Poderá até perder que não afetará politicamente Dilma. Sua solidariedade significaria pontos com o eleitorado.

 Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto...

Agora, se Felipão consegue a superação e o título seria o céu na terra. A Seleção será aproveitada até o osso. Com desfile em carro aberto. Não só em Brasília como é costumeiro. Mas com possibilidade nas 12 sedes da Copa.

2gazeta Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto...

Tirar proveito político de conquistas de Copa do Mundo é um velho costume por aqui. Começou com Juscelino Kubitschek em 1958. Fotos e medalhas para os campeões pela primeira vez. Em 1962, João Goulart seguiu o mesmo caminho.

Os militares se aproveitaram bem do tricampeonato de 1970. O general Medici comemorou como nunca, já que teve interferência direta na troca do treinador. Parreira foi com prazer receber o abraço de Itamar.

Felipão e sua 'família Scolari' foram divertir Fernando Henrique Cardoso. Principalmente Vampeta com as cambalhotas bêbado na rampa do Planalto.

4reproducao1 Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto...

Ter a Seleção em Brasília não garante eleição. Mas acrescente ao político a simpatia da população. Dilma sabe o que as pesquisas mostram. A aprovação total da Copa do Mundo dentro dos gramados.

A situação é tão boa que ela confirmou que entregará sim a taça ao time campeão, domingo no Maracanã. Rebelo a convenceu que os ecos das vaias da Copa das Confederações desapareceram.

Os R$ 2 bilhões gastos em segurança valeram. Assim como a inclusão do MST ao plano Minha Casa, Minha Vida. E o monitoramento dos líderes estudantis pela Polícia Federal acabou de vez com os protesto, as manifestações.

Por tudo isso e pela campanha do time de Felipão, Dilma finalmente pode se aproveitar da visibilidade da Copa de R$ 30 bilhões. E até sorrir para as câmeras fazendo um 't' com os braços. Em um gesto que hoje é de domínio público no Brasil.

Como aprendeu a repetir, a presidente e candidata à releição, Dilma Rousseff...

"É tóis!!!"

1reproducao5 Dilma descobriu a popularidade do futebol. Não vai só entregar a taça ao campeão. Quer a Seleção com Neymar em Brasília depois da Copa. Tenha o resultado que tiver daqui para a frente. Vale voto...