Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge…

1ae7 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...
"Sobre o Sport Club Corinthians Paulista, que também negociou conosco para contar com Dudu, não há muito o que ser dito. Apenas desejamos ao clube, em nome de sua grandeza e tradição, que o dia 07 de fevereiro chegue depressa ante ao processo latente de apequenamento que se dá dia após dia. Aguardamos a entrada da nova diretoria para podermos voltar a sentar à mesa e lembrar que estamos lidando com um clube glorioso e centenário.

"(...)Pesou a vontade de nosso cliente, que mesmo após declarar publicamente que não via no São Paulo sua melhor escolha, continuou sendo procurado insistentemente pelos dirigentes do clube até a citada reunião de sexta, quando pessoalmente agradeceu e recusou o convite. Por esse esforço sem medidas e surpreendente, agradecemos em nome do atleta e desejamos sorte ao São Paulo nos desafios de 2015..."

Esses são trechos da nota oficial de Bruno e Fernando Paiva, os homens que levaram Dudu ao Palmeiras, dando fim ao duelo entre São Paulo e Corinthians, Andrés Sanchez e Carlos Miguel Aidar. Viraram com prazer as costas para a Libertadores. Nunca na história desse país, dois empresários mostraram tanta arrogância.

Desprezaram as atuais diretorias de Corinthians e São Paulo sem o menor medo de retaliações. Não são insanos camicazes. Sabem que a partir de 7 de fevereiro, Mario Gobbi será um quadro amarelado na parede. Seu mandato terminará. E voltarão a negociar. Provavelmente com Roberto de Andrade, favorito na eleição presidencial, mesmo com toda oposição ameaçando criar um bloco único reunindo Paulo Garcia, Roque Citadini e Ilmar Schiavenato.

A raiva dos Paiva em relação a Gobbi é enorme. Eles haviam dado a preferência ao Corinthians. Tinham negociado com Andrés Sanchez, Roberto de Andrade e Edu Gaspar. Estava tudo certo. Só faltava o clube fechar com o Dínamo. A proposta autorizada por Gobbi: quatro milhões de euros, cerca de R$ 12,4 milhões, por 60% dos direitos do jogador. Com a primeira parcela, 500 mil euros, em maio. Tudo praticamente fechado.

Mas Gobbi detestou o que seu ex-secretário e hoje diretor de futebol, Ronaldo Ximenes, descobriu. O envolvimento de Andrés e do candidato Roberto de Andrade na transação. O troco nos dois veio a cavalo.

A direção do Dínamo recebeu de maneira surpreendente uma proposta do São Paulo. Carlos Miguel Aidar quis atravessar a negociação. Dar um 'chapéu' no Corinthians. E deixou tudo acertado com o clube ucraniano. Daria três milhões de euros, R$ 9,7 milhões, por 50% dos seus direitos. E pagaria a primeira parcela, 500 mil euros, imediatamente.

1ae8 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

Só que aí entraram em ação os Paiva. Eles perceberam que o chapéu seria nos dois. E trataram de travar o negócio. Fizeram Dudu confirmar publicamente sua vontade de jogar pelo Corinthians. 'Quebraram as pernas' dos dirigentes são paulinos. Não havia mais condições políticas para a transação se efetivar. Conselheiros e torcedores ficaram revoltados com a preferência assumida pelo Parque São Jorge.

Do lado do Parque São Jorge, Gobbi anunciava publicamente que desistia do negócio. Deixava mal o jogador, os empresários e, principalmente, Andrés e Roberto de Andrade. O Lance! publicou ontem o teor de um telefonema do ex-presidente corintiano a um membro da diretoria. Nele, teria mostrado toda sua ira com a desistência.

"Vocês são uns b...! Vetam tudo (negociações)! Dinheiro não pode ser problema para o Corinthians."

A declaração tinha a força de uma declaração de guerra a Gobbi. Da pior espécie. Mal a declaração foi divulgada, a assessoria de imprensa de Andrés entrou em ação. "Não fiz ligação nenhuma. Não participo de negociação nenhuma do futebol do Corinthians desde que saí da presidência", era o desmentido do deputado federal.

Quando Aidar já começava a comemorar a vitória, os Faria agiram rápido. Aceitaram de pronto o convite de Alexandre Mattos para conversar sobre Dudu. O novo diretor de futebol do Palmeiras precisava de uma contratação de impacto. Mostrar que havia sido o homem que montou o Cruzeiro campeão dos dois últimos Brasileiros. Com o desejo de vingança do São Paulo de Paulo Nobre e com o dinheiro do Avanti!, programa sócio-torcedor, Mattos não levou dois dias para fechar a transação.

1cbf Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A participação dos empresários foi efetiva. Eles bloquearam qualquer possibilidade de o jogador acertar financeiramente com o São Paulo. Fecharam contrato de quatro anos com o Palmeiras, com o salário de R$ 400 mil mensais. E bônus em caso de classificação para a Libertadores e títulos de Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro. Animados, não tiveram trabalho para convencer os ucranianos a aceitar R$ 9,3 milhões por 50% do jogador, oferecidos pelo Palmeiras imediatamente. Os outros 50% serão pagos em um ano.

Os Paiva, com o aval dos sócios Marcelo Goldfarb e Marcelo Robalinho, compraram briga com Aidar. Sabem que não deverão colocar jogador no Morumbi enquanto ele for o presidente. Mas não se importam. Com a direção do Corinthians, acreditam que voltarão a conversar em fevereiro, quando Mario Gobbi voltar para Jaú. E houver um novo presidente no clube. Até porque precisam. Paolo Guerrero não renovou seu contrato com o clube.

 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

A partir de fevereiro, o peruano poderá acertar um pré-contrato com qualquer outra equipe. E sair sem render um centavo ao Corinthians. Se Roberto de Andrade for eleito, os Paiva têm certeza que ele continuará no clube. Desejam 7 milhões de dólares como luvas, cerca de R$ 18,5 milhões. Mais R$ 570 mil de salários por três anos. Atualmente, ele recebe menos do que Alexandre Pato, Sheik e Elias no atual grupo.

Gobbi já havia avisado que não daria esse dinheiro ao peruano. Andrés e Roberto de Andrade querem a redução. Aceitam pagar no máximo 5 milhões de dólares como luvas, R$ 13,2 milhões. Aceitam R$ 570 mil. Alexandre Mattos já avisou aos Faria. Caso o impasse continue, o Palmeiras está pronto para ficar com o jogador. Basta os empresários o convencerem a esquecer sua promessa. A de não atuar em outro clube no Brasil a não ser o Corinthians. Algo, no entanto, está claro. Os Faria não vão implorar para Guerrero continuar no Corinthians.

Depois que Dudu fechou com o Palmeiras há um clima de comemoração na OTB Sports. Por parte de Bruno e Fernando Farias, especialmente. Mostraram que não cederam à desvalorização de Dudu que Mario Gobbi queria fazer. E atropelaram Aidar e Ataíde Gil Guerreiro, que o desprezaram, fechando com o Dínamo. Com o maior prazer levaram o jogador para o Palmeiras. Os empresários nunca estiveram tão fortes e prepotentes neste país de nome Brasil...
2ae5 Os empresários ridicularizaram o Corinthians e atropelaram o São Paulo. Colocaram Dudu no Palmeiras. E não vão implorar para Guerrero continuar no Parque São Jorge...

Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai…

1reproducao5 Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...
2015 começa com o mundo chocado com a morte dos cartunistas do jornal francês Charlie Hebdo. Extremistas enlouquecidos invadiram a redação e, com tiros de fuzis, mataram 12 jornalistas e dois soldados. O motivo: as charges contra a religião muçulmana. Os assassinos foram caçados e mortos.

Os protestos dominaram a França, o planeta. Muitos brasileiros se revoltaram diante do crime bárbaro contra a liberdade de expressão. Principalmente nas redes sociais. Muitos postam com muito orgulho "Je Suis Charlie Hebdo". O que é louvável.

Mas algo terrível também aconteceu no Brasil. Com consequência absurda. E muita gente faz questão de não enxergar. O caso acontece na elite do futebol brasileiro. Nesta quarta-feira, Mauricio Sampaio assumirá a presidência do Atlético Goianiense. Foi aclamado, aplaudido. Não houve sequer chapa de oposição. Mas quem é Maurício Sampaio?

"Ele é apontado pela polícia de Goiânia como o principal suspeito de um crime bárbaro. Foi preso três vezes de forma preventiva. De acordo com investigações, ele teria sido o mandante do assassinado do jornalista esportivo Valério Luiz. O cronista foi morto depois de receber sete tiros logo após sair da Rádio Jornal AM. Um motoqueiro fez os disparos em plena luz do dia, às 14 horas. No dia 5 de julho de 2012.

Valério Luiz já estava proibido de entrar no Atlético Goianiense. Ele e os dois veículos de imprensa onde trabalhava. Os motivos: fortes críticas e questionamentos em relação à diretoria do clube. A gota d'água teria sido declarações feitas dois dias antes de sua morte, na televisão. Foi bem claro em relação a patrocinadores 'tenebrosos' do clube, envolvidos em escândalos financeiros. Insinuou que, no clube, haveria dinheiro de Carlinhos Cachoeira, empresário acusado de jogo do bicho, crime organizado e corrupção política.

O jornalista foi além. Disse que quem colocou dinheiro no Atlético Goianiense foi "em passes de atletas, para tirar (com lucro) depois". Foram, porém as frases no final de sua participação na tevê, que teriam provocado o crime.

"Meu amigo, você pode ver em filme de aventura. Quando o barco está enchendo de água, os ratos são os primeiros a pular fora." O recado teria endereço certo. Sampaio havia acabado de se afastar da diretoria do clube."

Depois de oito meses de investigação foi divulgado o inquérito feito pela polícia goiana. O comerciante Urbano de Carvalho Malta teria contratado o cabo da Polícia Militar Ademá Figueiredo e o açougueiro Marcus Vinícius Pereira Xavier para matar o jornalista. O sargento Djalma da Silva da Polícia Militar acabou indiciado por atrapalhar as investigações, ameaçado Marcus Vinicius.

Urbano morava de favor em uma casa que pertencia a Mauricio Sampaio. Ela ficava em frente à rádio Jornal AM. De acordo com o inquérito, ele acompanhou o crime. E teria até verificado se Valério estaria mesmo morto. De acordo com as investigações dos policiais, teria sido o cabo Ademá quem teria disparado os tiros. Marcus Vinícius emprestou sua moto e teria ajudado no planejamento do assassinato.

Todos os cinco envolvidos chegaram a ser presos preventivamente. Inclusive Mauricio Sampaio. Marcus Vinícius confessou. Aliás, fez duas confissões. Na primeira, disse que não sabia de nada. Na segunda, porém, foi direto. Garantiu que, na primeira vez havia mentido. Por medo. Segundo ele, os policiais envolvidos, Djalma e Ademá, haviam ameaçado matar sua família. Ele também seria assassinado na cadeia, caso dissesse ter agido a mando do empresário. O açougueiro só teria mudado seu depoimento após a prisão dos PMs.

Os advogados de Mauricio Sampaio afirmaram que a Polícia Civil errou. E que seu cliente é inocente. Alegam que a investigação partiu do principio que Sampaio era culpado. Não houve outra linha de investigação. O dirigente falou o mínimo possível publicamente sobre o caso. Mas chegou a dizer que era inocente. E estava sendo acusado por pessoas interessadas em ficar com o cartório, que é dono."

2reproducao2 Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...

Tudo isso publiquei no blog no dia 30 de dezembro de 2014. Tinha a esperança que a candidatura fosse retirada. O bom senso indicava que a direção do Atlético Goianiense esperasse o julgamento popular de Sampaio. Não há como assumir o principal cargo de uma instituição tradicional com esta sombra. Porém os dirigentes do clube fizeram de conta que nada importava. A não ser ter alguém para enfrentar as dívidas. A diretoria aclamou, como novo presidente, uma pessoa acusada de mandar matar um jornalista que o questionava.

Inocente, que alega ser, Sampaio deveria se livrar primeiro da terrível acusação. E só então assumir um cargo tão importante para o futebol goiano. Aceitando antes do julgamento, acaba por expor de maneira absurda o clube que diz amar.

A situação é indecente. Pensei na dor da família. A tristeza por Valério Luiz, brutalmente fuzilado. Pedi para o filho do jornalista escrever um texto, revelando como tudo aconteceu do seu ponto de vista. E a sensação de ver o acusado de mandar assassinar o próprio pai assumir a presidência do Atlético Goianiense. Aplaudido de pé por conselheiros.

O filho não se limitou ao terrível luto. Ele mergulhou no processo. Seu empenho como advogado o tornou assistente de acusação contra o bárbaro crime que vitimou seu pai. Entre elas, evidente, Mauricio Sampaio, o novo presidente do Atlético Goianiense.

Só que não chegou apenas o texto especial ao blog. Ele veio, expondo a situação. Assim também como uma carta de desabafo que ele havia escrito ao pai, após o assassinato. Faço também questão de reproduzir.

Muito obrigado pela coragem e generosidade, Valério Luiz de Oliveira Filho...

11 Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...

"Dia 05 de julho de 2012. Eu estava esperando meu pai chegar do trabalho para discutirmos sobre alguns clientes que havíamos conseguido. Ele estava ajudando na recém-iniciada carreira de advogado do filho e falava em abandonar o jornalismo. O programa “Debate Esportivo”, da Rádio Jornal 820 AM (atual Rádio Bandeirantes 820 AM), terminava por volta das 14h00. Dez minutos depois, via de regra, o Ford Ka preto já apontava lá em casa e o dono descia com seu tênis cinza e suas meias levantadas até as canelas. Naquele dia, porém, estava atrasado. Às 14h22, meu celular toca. Era Lorena, minha madrasta, desesperada:

“Valerinho, pelo amor de Deus, vem aqui pra porta da rádio que seu pai tomou um tiro”.

A ligação caiu. Disquei então para Pedro Gomes, administrador da rádio, que perguntou onde eu estava. “Em casa”, respondi. Pedro se prontificou a enviar um carro para me pegar, porque, e o plural usado foi perturbador, meu pai “havia levado uns tiros”. Quando o Fiat/Uno plotado chegou, sentei no banco do passageiro e a coordenadora financeira da Jornal 820, que estava no banco de trás, passou a mão pelo meu ombro, em sinal de condolência. Naquele momento, imaginei o pior. Pessoas me ligavam, mas não diziam nada específico, só perguntavam se estava tudo bem.

O carro não conseguiu virar na rua da rádio, devido à grande aglomeração de gente. Desci na esquina e continuei o trajeto a pé. À medida que ia me aproximando da esquina seguinte, aparecia a cena que mudaria minha vida para sempre: o Ford Ka preto parado na diagonal, com as duas portas abertas, os vidros crivados de balas e o pé do meu pai, com seu tênis cinza e a meia levantada, pendendo para o lado de fora. Não tive coragem de me aproximar, de ultrapassar as faixas amarelas já apostas. Fiquei parado, incrédulo, como se aquela imagem fosse a película de um filme prestes a se dissolver.

“Nosso pai morreu, Laura”, foi o que precisei dizer à minha irmã mais nova, quando me ligou logo depois. Meu avô, chegando ao local, gritava e insistia para chamarem uma ambulância. Avisaram-no que era tarde demais, e senti o peito dele explodir feito uma bomba: “Mataram meu filho!”. O choro e os brados vindos daquela voz poderosa, de veterano radialista, marejavam os olhos e estampavam nos rostos de todos a mesma consternação: “Como as coisas chegaram a este ponto?”. Eu continuava em silêncio, olhando fixamente o pé do meu pai pendendo daquele carro baleado, e dentro de mim crescia a certeza de que, quem quer que fizera aquilo, iria pagar.

Foram meses e meses de investigação policial, de luta, de agonia. Fizemos protestos pelas ruas de Goiânia, em jogos nos Estádios, nos reunimos com autoridades, tudo para cobrar a elucidação do caso. Eu já estava com uma petição pronta para o Ministério Público Federal quando, em primeiro de fevereiro de 2013, recebi a notícia das primeiras prisões temporárias. Corri pra delegacia. Ouvi sobre uma espécie de despachante e motorista, Urbano Malta; um sargento da Polícia Miliar, Djalma da Silva; e um açougueiro, Marcus Vinícius. No dia seguinte, era preso Maurício Sampaio, ex-Vice-Presidente do Atlético Clube Goianiense e um dos homens mais poderosos de Goiás.

6 Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...

Quando o inquérito finalmente se tornou público, a fria precisão da trama assustou a imprensa goiana: Maurício Sampaio contava com a amizade de alguns dos policiais militares mais violentos do Estado. Entre eles, Djalma da Silva e Ademá Figuerêdo, que faziam sua segurança pessoal durante os jogos no Serra Dourada. Urbano Malta era funcionário de Maurício, cuidava de caminhões deste e resolvia problemas atinentes ao grande cartório então controlado pelo patrão na capital. Da Silva conseguiu a arma, e Urbano habilitou, três dias antes do crime, dois celulares pré-pagos no CPF de um cheque de terceiro, um desavisado com quem mantinha negócios. Um dos telefones e a arma foram guardados no açougue de um amigo de Da Silva, Marcus Vinícius, pois o estabelecimento é próximo à rádio.

No fatídico dia 05 de julho de 2012, então, Figuerêdo foi deixado no açougue de Marcus por uma viatura descaracterizada, pegou a arma, uma moto do açougueiro e seguiu rumo à emissora. Urbano, portando o segundo celular, estava de tocaia: ele se mudara algumas semanas antes para um imóvel, de propriedade de Sampaio, bem em frente à 820 AM. Precisamente às 13h59min17s, Urbano ligou para Figuerêdo, que já esperava a uma esquina de distância, e avisou da saída de Valério Luiz. Sem hesitar, o PM entrou pela rua Teixeira de Freitas, diminuiu a velocidade, emparelhou a moto com o carro do jornalista, e disparou seis vezes.

Tenho calafrios ao lembrar que, pelo apurado, Urbano até abriu a porta do carro para checar se meu pai estava morto. Da Silva foi ao velório, de madrugada, quando ainda havia pouca gente, e ficou encarando o corpo. Figuerêdo até já respondia a processo por uma chacina em Aparecida de Goiânia, quando teria matado uma criança de quatro anos com um tiro na nuca. E Maurício Sampaio, bem, faturava mais de dois milhões por mês no cartório, contando com prestígio nas altas rodas da sociedade e do poder goianos. Ninguém imagina a sensação de revolta e impotência no meu coração.

Marcus Vinícius confirmou que o mandante do crime foi mesmo o patrão de Urbano, Maurício Sampaio. Nos meses anteriores à execução, meu pai tecera ácidas críticas à administração do Atlético. Revelara, entre outras denúncias, que Maurício pagava torcedores para picharem os muros da sede com insultos a jogadores e dirigentes dos quais não gostava; que tentava comprar resultados de jogos no Campeonato Brasileiro; que colocava dinheiro no Clube para retirar em passes de jogadores depois e que os patrocinadores do time eram todos envolvidos em escândalos (à época, Linknet e Delta Construções). Por fim, quando Sampaio decidiu afastar-se do cargo, Valério declarou que “quando o barco está afundando, os ratos são os primeiros a pular fora”.

4reproducao1 Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...

Após tudo isso, e com a ação penal já em vias de ser mandada a Júri Popular, o Atlético Clube Goianiense aclama Maurício Sampaio como seu Presidente Executivo para o biênio de 2015/2016. Ao serem questionados por jornalistas, os Conselheiros e a Diretoria afirmaram “não ter relevância” o fato de Sampaio responder pelo assassinato de Valério Luiz. Tentam dissociar o “Maurício pessoa” do “Maurício dirigente”. Ora, a instituição é maior que os indivíduos e seus problemas pessoais, claro, mas como ignorar que, segundo a Polícia Civil e o Ministério Público, o Presidente do Atlético mandou matar um jornalista por causa das críticas que sofria quando era Vice-Presidente do mesmo Clube?

Não podemos dar de ombros para o maior atentado à imprensa e à liberdade de expressão já visto em Goiás. A atuação jornalística e a morte do meu pai escancararam as relações escusas que o futebol trava com o poder, com o dinheiro e com a corrupção. Lutamos para que os réus sejam julgados e que, após a condenação, qualquer coronel pense duas vezes antes de pegar a carabina por causa de um microfone. Lutamos para que os jornalistas, classe à qual pertence toda a minha família, possam ser coesos não somente entre frases de textos, mas também na criação de uma cultura pela qual não se engula em seco por nada e nossa voz ecoe alta, clara, destemida."

Valério Luiz de Oliveira Filho, advogado e assistente de acusação no processo que julga a morte de seu pai, Valério Luiz de Oliveira...

CARTA AO PAI

'"O mundo não era digno deles", diz Hebreus 11, 38 sobre diversos servos fiéis de Deus. Era um dos textos preferidos do meu pai, morto há exatos dois anos por analfabetos de espírito que não conseguiriam soletrar "dignidade".

Nesta vida é necessário mentir, fingir que não se sabe, ser conivente com o mais forte. Lá em casa, porém, vigorava o ensinamento bíblico "deixe que seu 'sim' signifique 'sim' e que seu 'não' signifique 'não'". Quanta frustração quando, adulto, percebi ser impossível seguir uma máxima tão límpida...

Meu pai a seguia mesmo assim. As pessoas encaram a moralidade como uma simples obediência a normas externas que, na maioria das vezes, sequer pararam pra pensar a respeito: constituem família, pagam impostos e só por isso se julgam morais.

Mas não meu velho. Nele eu enxergava o único traço que considero verdadeiramente moral: o incontornável compromisso consigo mesmo e com o que se acredita, o sentimento do trabalho como uma espécie de chamado secreto, mais importante que qualquer relação pessoal.

Ao passo que somos vigiados pra nos comportarmos dessa ou daquela forma, apenas aos nossos próprios olhos, particularmente, são visíveis os princípios íntimos, por isso é cômodo passar por cima destes pra agradarmos gregos e troianos.

Por sorte existem homens que, quando pressionados a abandonar uma convicção, sentem vir de dentro uma voz gritando "não" e precisam obedecê-la, por mais que signifique ruína. Isso se chama nobreza. Ser nobre é viver segundo a consciência de que é preferível estar morto a não poder ser o que se é.

E você era irrepreensível, pai. Lembro com muito orgulho das dificuldades que passamos, como quando eu o via sair todos os dias de bicicleta do Jardim América pra trabalhar no Parque das Laranjeiras, quando o salário atrasava três meses e sobrevivíamos de comprar fiado na venda do senhor Isaías, ou quando a casa estava em reforma e dormíamos na cozinha.

Nossas principais discussões nunca foram sobre notas no colégio, chegar tarde em casa, mas sobre ressurreição e uma segunda vida. Eu o magoava com minha incredulidade, jamais esquecerei de ouvi-lo explicar que não lhe restava outra opção além dessa fé, pois, se esta vida presente fosse tudo, melhor seria abandoná-la.

Consigo entender. E homens como você, firmes feito pedra inamovível, são os que fornecem esperança contra os caprichos e perversões dos poderosos. No entanto, a Terra não merece aqueles que lhe dão esperança.

Alguns funcionários da Rádio Jornal 820 AM disseram que o viram respirar por uns cinco minutos após os tiros. Já gastei várias noites imaginando o que se passou na sua cabeça durante aqueles instantes. espero que não tenha se preocupado comigo e com minhas irmãs, porque somos fortes e ficaremos bem.

Espero que não tenha se lembrado das coisas que ainda gostaria de fazer ou pensado nos desgraçados que puxaram o gatilho: enlouquece-me cogitar que sua última sensação tenha sido uma agoniante mistura de raiva e impotência.

E, principalmente, espero que não tenha sentido medo. Qual o sentido de viver em fé e renúncia, como um bom cristão, pra ter confiança frente a morte, se esta chega pelas costas, sorrateira, sem dar chance a nada além do espanto e do pavor?

Não, não foi assim. Você imaginou o paraíso para o qual enfim seria mandado e de onde riria do meu ceticismo. Imaginou que um dia eu também chegaria lá, risonhamente sem graça, nos abraçaríamos e então entraria de novo no meu nariz seu cheiro de pai.

A selvageria deste mundo seria passado, um sonho estranho do qual acordamos, e finalmente passaria pela minha cabeça as palavras de Isaías 65, 17: "Eis que crio novos céus e uma nova terra; e não haverá recordação das coisas anteriores, nem subirão ao coração..."
3reproducao Exclusivo. A dor e a indignação de Valério Luiz Filho ao ver aclamado, aplaudido de pé, o novo presidente do Atlético Goianiense. O homem acusado de haver mandado matar seu pai...

Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes…

1ap3 Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes...
Frio gelado de Yokohama. Dezembro de 2011. Poucos dias antes da decisão do Mundial de Clubes. Em raríssima aparição no lobby do luxuoso hotel Bay Sheraton, consegui chegar perto de Neymar. Passei pelos seguranças do hotel, do Santos e os jogadores, que mais os protegiam. "Você está negociando com o Barcelona? Com o Real Madrid?", não se falava outra coisa na época.

Neymar estava especialmente irritado naqueles dias. Ele sempre me tratou bem, talvez por ter me conhecido com 15 anos na TV Bandeirantes. Olhou para mim e responde seco. "Não tem nada. Nada." Virou as costas e seguiu em frente. Depois de meia hora, eu e o repórter Samir Carvalho o flagramos ao lado de Elano em uma frustrada tentativa de passeio ao shopping subterrâneo, abaixo do hotel.

Samir sacou o celular mais rápido. Fiquei só observando, estarrecido. Fãs o reconheceram. Ele não quis parar para fotos ou autógrafos. Estava tenso, nervoso, como nunca mais o veria, nestes quatro anos seguidos de contatos por causa da Seleção. Nem mesmo no vexame que o Brasil deu na Copa do ano passado.

Veio o jogo e a goleada impiedosa do Barcelona por 4 a 0. Todos os repórteres brasileiros repararam na maneira com os atletas do time catalão tratavam Neymar na zona mista do Estádio Internacional de Yokohama. Abraços fraternos, estranhos. Principalmente de Messi. Eu estava interessado no então presidente Sandro Rosell. Ele dava lições sobre como administrar um clube moderno. Parou de falar quando o atacante passou. Os dois se olharam e se abraçaram, sorrindo.

Perguntado se gostaria de contratar Neymar, Sandro respondeu balançando a cabeça. Disse que 'gostaria muito'. Piscou e se afastou para falar com jornalistas espanhóis.

O tempo se passou. Neymar foi para o Barcelona. A Justiça Espanhola esmiuçou a transação. E foi descoberto que semanas antes do confronto que decidiu o título Mundial Interclubes, o pai de Neymar recebeu 10 milhões de euros, cerca de R$ 31 milhões, do clube catalão. A mando de Sandro Rosell. Para assegurar a prioridade. Todas as partes confirmaram a transação. Quem pagou e quem recebeu.

1barcelona Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes...

O então presidente santista, Luís Álvaro, garante que nada sabia deste adiantamento. O máximo que havia feito: dar uma carta para Neymar Sênior buscar um clube para o filho. E o criticou duramente.

"Com esse tipo de gente, de cafajeste, não adianta discutir através da mídia."

Neymar e seu pai odeiam esse assunto. Não falam. Mas para a Justiça e o Fisco espanhóis, não houve como escapar. O genitor e empresário assumiu ter recebido o dinheiro. Lógico que o jogador sabia de toda a situação. Assim como Sandro Rosell, que teve de abandonar a presidência devido a vários 'mal entendidos' na transação do atacante brasileiro. Ele ainda pode até ser preso.

É quase impossível precisar o número de torcedores que acompanham seus times em decisões de Mundiais. Até porque, como no caso do Santos no Japão, a batucada atraiu vários adeptos japoneses. Famílias faziam questão de comprar camisas do time brasileiro. E se juntar na festa.

Foram alto os gastos dos que partiram do Brasil para acompanhar o Santos no Japão, com direito a dois jogos. A vitória contra o Kashiwa Raysol em Toyota por 3 a 1 no dia 14 de dezembro e derrota, por goleada, para o Barcelona por 4 a 0, 18 de dezembro em Yokohama. A média por pessoa bateu em cerca de R$ 12 mil.

1reproducao4 Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes...

Os santistas que voltaram no mesmo vôo que eu para São Paulo, no dia 15 de dezembro, estavam arrasados, frustrados. Pais, filhos, avôs. A tristeza era imensa.

Lembrei de toda essa situação já confirmação da venda de Neymar para o Barcelona em 2013. Tudo ficou ainda pior com a constatação que o pai do jogador recebeu apenas seis dias antes da final do Mundial os tais dez milhões de euros, pela prioridade. A quantia entrou na conta da família no dia 12 de dezembro de 2011. Menos de uma semana depois, o atacante, com 19 anos, disputou a decisão.

O dinheiro teve sua utilidade. Serviu para a família recusar uma proposta do Real Madrid, superior ao do time da Catalunha. Quando garoto, Neymar havia passado por lá, e não houve maior empenho em segurá-lo. A vingança foi um prato degustado frio.

É o que também pensa o torcedor Luciano Caparroz Pereira dos Santos. Ele teve coragem de fazer o que muito santista desejava. Entrou com uma ação contra Neymar e o Santos. Pede reparação de danos materiais e morais. Ele gastou cerca de R$ 11 mil com a viagem ao Japão. Pede exatamente R$ 28.960,00. Luciano é advogado. E diz ter como base na idenização o Estatuto do Torcedor e Código de Defesa do Consumidor.

2ap3 Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes...

O processo chegou no final de 2014 à 2ª Vara do Juizado Especial Cível. E foi marcada uma reunião de conciliação entre Luciano, Neymar e a direção do Santos.

Uma parte da ação já foi divulgada pela ESPN. As palavras de Luciano são taxativas.

"No Brasil existe o Codigo de Proteção ao Torcedor, exatamente para se evitar que o mesmo seja ludibriado e os seus direitos não sejam respeitados. Mas foi exatamente ao contrário que clube e jogador fizeram em relação aos seus torcedores, colocando os mesmos em uma situação vexatória e constrangedora, sendo alvo de todos os demais torcedores que passaram a zombar dos torcedores do Santos pelo resultado apresentado."

A ação do advogado dá estocada em uma ferida que não fecha. Foi legal a família de Neymar receber os dez milhões de euros semanas seis dias antes da final do Mundial. Mas foi respeitada a ética?

"Eu me pergunto como é que estaria a cabeça de alguém depois de receber um cheque de 10 milhões de euros. Eu imagino que do ponto psicológico, de alguma maneira, isso deve ter afetado Neymar", aposta o ex-presidente Luís Álvaro.

1ae6 Advogado processa Neymar e Santos. É o vingador dos tolos. Os que se surpreenderam com o inacreditável adiantamento do Barcelona ao jogador. Faltando seis dias antes da decisão do Mundial de Clubes...

Segundo o site inglês goal.com, o patrimônio de Neymar já passa dos R$ 255,6 milhões. Ele e seu pai têm como contratar os melhores advogados do mundo. Fora o auxílio jurídico do Barcelona em todo o planeta. Assim como o Santos possui advogados renomados para se defender. Muito provavelmente, haja um acordo. E Luciano recebe pelo menos parte do seu dinheiro.

Mesmo se não receber um centavo, só a audiência marcada já é uma grande vitória moral de que ama futebol. O bom senso e o respeito ao Santos obrigavam. Não custaria nada ao pai do melhor jogador do Brasil esperar uma semana. E no dia 19 de dezembro receber formalmente os 10 milhões de euros do Barcelona.

É fácil entender a revolta de Luciano, dos milhares de torcedores santistas que foram ao Japão e os milhões que ficaram diante da televisão torcendo, sofrendo na goleada diante do Barcelona. Todas as pessoas ligadas ao futebol se sentiram traídas com a revelação do inacreditável adiantamento.

Eu faço parte delas. Perguntei para Neymar se ele negociava com o Barcelona, no dia 16 de dezembro de 2011. A Justiça espanhola revelou que o dinheiro estava na conta da N & N Consultoria Empresarial quatro dias antes. Ouvi e jamais esquecerei da sua resposta.

"Não, não tem nada. Nada."

Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada…

1ae5 1024x576 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...
Se Cinara Maturana não for ciumenta, Carlos Miguel Aidar precisa dar um beijo estalado na bochechas de Mario Gobbi. O presidente do Corinthians virou seu maior aliado no leilão por Dudu. O dirigente resolveu se vingar no final de seu mandato. Cansou de ser humilhado, sabotado. Acusado de ser mau gestor. Até agosto do ano passado, o clube acumulava R$ 261 milhões em dívidas. A suspeita é que 2014 acabou com quase R$ 300 milhões em débitos. Lembrando que a primeira parcela de R$ 100 milhões pelo Itaquerão precisa ser paga no meio do ano...

Só que há situações humilhantes para a atual diretoria no meio de tantas dívidas. Uma interessante lista de 18 nomes chegou às mãos de vários jornalistas em 2014. Nela constavam os jogadores que recebiam do Parque São Jorge atuando em outras equipes, com sua autorização.

Sheik, Botafogo, R$ 520 mil; Pato, São Paulo, R$ 400 mil salários e mais R$ 40 mil de auxílio moradia; Júlio César, Náutico, R$ 180 mil; Douglas, Vasco, R$ 150 mil (até julho, quando rescindiu); Ramirez, Botafogo, R$ 130 mil, Vitor Júnior, Figueirense, R$ 120 mil, Rena, Bragantino, R$ 75 mil; Elton, Flamengo, R$ 75 mil; André Vinícius, União da Madeira (Portugal), R$ 35 mil; Igor, Sport, R$ 35 mil, Zé Paulo, Atlético Paranaense, R$ 30 mil, Willian Arão, Atlético Goianiense, R$ 25 mil, Paulinho, América Potiguar, R$ 20 mil; Yago, Bragantino, R$ 18 mil. Mais de R$ 1,8 milhões.

Não bastasse isso, outro estranho vazamento no final do ano. E muito, muito mais grave. O empresário de Mano Menezes, Carlos Leite, emprestou R$ 2 milhões para Gobbi pagar o 13º dos funcionários e jogadores do Corinthians. Sem juros, correção monetária. Algo que banco algum faria.

Ronaldo Ximenez, que passou de secretário de Gobbi, a diretor de futebol do Corinthians, foi quem achou inacreditável os dados serem divulgados. Eram tratados como sigilosos no clube. E só situacionistas teriam acesso a essas informações. Ele detectou o que batizou de 'fogo amigo'.

Gobbi apoia Roberto de Andrade à sua sucessão porque é obrigado. Os dois têm sérios problemas de relacionamento. Praticamente não se falam. Roberto era vice de futebol, mas se desligou no ano passado. Não aceitava as ingerências do presidente. Principalmente a sua decisão de mandar Tite embora. Gobbi manteve o apoio a Roberto porque diz é uma questão de lealdade ao grupo que levou Andrés Sanchez ao poder. Não engoliu ter de dispensar seu amigo Mano Menezes.

2ae4 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Só que Andrés também não suporta mais Mario Gobbi. Depois de dois mandatos no Parque São Jorge, se ele quisesse, nomearia Joelma do Calypso como sua sucessora. Preferiu dar o cargo a Gobbi, seu pupilo. Disse que se tornar o 'prefeito' do Itaquerão. Assumiria a responsabilidade de tocar a obra e buscar naming rights. Andrés não dá ponto sem nó. Tinha a certeza que teria os holofotes da mídia.

E teve, até quando não desejava. Nas tristes mortes dos operários na construção do estádio. No endividamento absurdo da obra que passou do bilhão de reais. Do atraso inacreditável que obrigou a Fifa a promover a estreia da Copa sem um jogo-teste com a arena lotada, como deveria acontecer. A abertura do Mundial aconteceu em um estádio sem total cobertura. Porque Andrés vetou os vidros brancos que, ao refletir o sol, ganhavam um tom esverdeado.

Foi além: autorizou o vice Luiz Paulo Rosenberg a consultar a Fifa, pedindo para que o gramado fosse pintado artificialmente de preto. "Verde é a cor do rival Palmeiras", bradava Rosenberg. Lógico que o pedido não foi nem levado em consideração.

Mas Andrés deixou as dívidas para serem pagas à Odebrecht. A primeira parcela de R$ 100 milhões precisa ser quitada no meio do ano. O Corinthians tendo de economizar e pagando R$ 1,8 milhão para atletas atuarem em outras equipes. Pegando emprestado dinheiro do empresário de Mano Menezes, a quem Gobbi queria manter no Corinthians a todo custo.

Os vazamentos desnortearam Gobbi. Ele se diz 'enojado' com a política do clube. Revela estar estafado, 12 quilos mais gordo, tenso. E jura que, quando terminar o seu mandato, no próximo mês, vai sumir do Corinthians. Mas faz questão de posar como o homem que conquistou a inédita Libertadores da América e o Mundial no Japão. Sabe que ninguém o tirará da história corintiana por causa desses títulos. Muito mais importantes que o Brasileiro e a Copa do Brasil que Andrés ostenta.

Gobbi e Ximenez se revoltaram de vez nas últimas semanas. O vazamento das dívidas, do desperdício do dinheiro, do empréstimo de Carlos Leite já foram graves. Mas, quando souberam que o gerente Edu Gaspar estava se reportando a Roberto de Andrade e Andrés em relação às novas contratações, surtaram.

1agenciacorinthians Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Decidiram mostrar autoridade. Foram dois casos simbólicos. Dudu e Conca. Os dois souberam pela imprensa que Andrade e Andrés instruíram Gaspar e até telefonaram para a Unimed. Agiam como se fossem dirigentes com poder no Corinthians. Foi quando Gobbi resolveu comprar talvez a sua última briga política no Parque São Jorge. Contra Andrés, o mentor que deve estar arrependido de lhe ter dado o cargo, em vez de nomear Joelma do Calypso.

Gobbi repetiu o mestre. Quando dirigentes e conselheiros exigiram a demissão de Tite após a derrota do Corinthians para o Tolima, na eliminação da Pré-Libertadores de 2011, Andrés foi direto. "Quem quer a saída do Tite, assine o cheque da rescisão. E pronto. Ele está na rua." Ninguém quis pagar do bolso a multa que batia nos R$ 2 milhões. O técnico ficou e foi campeão da Libertadores e do Mundial.

Gobbi mandou avisar a Andrés. Não há dinheiro agora para pagar a primeira parcela que o Dinamo está exigindo para ceder Dudu, R$ 4,8 milhões. Se ele e Roberto de Andrade conseguirem os milhões ou adiar o recebimento para maio, tudo certo. O mesmo vale para Conca. Se a dupla conseguir convencer a Unimed a aceitar R$ 12 milhões parcelados e a entrada for para maio, excelente. Não vetará. Mas por que maio? Porque Gobbi não será mais o presidente corintiano. O problema não será mais dele e, provavelmente, de Roberto - favoritíssimo na eleição.

1reproducao3 Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Andrés não esperava o confronto aberto. O que reverteu uma situação ganha. Dudu e seu empresário Bruno Garcia já haviam acertado salários e tempo de contrato com Edu Gaspar. O que encorajou o jogador a assumir abertamente preferir o Corinthians ao São Paulo. Carlos Miguel já se conformava com a derrota. Foi quando a direção do clube ucraniano avisou. Recusara a proposta corintiana. Se Aidar confirmar o pagamento da primeira parcela à vista, terá o jogador. Dudu tenta resistir, não quer ir para o Morumbi. Teme a rejeição da torcida. Ainda deseja o Corinthians.

Bruno Garcia empresaria também Guerrero. E irritou profundamente Gobbi. Ele e o atacante não cedem. Querem 7 milhões de dólares como luvas, cerca de R$ 18,7 milhões como luvas. E mais R$ 570 mil mensais por três anos de contrato. O contrato de Guerrero vence no meio de julho deste ano. A partir de fevereiro, se não renovar, já poderá assinar pré-contrato com quem quiser. E sair do Parque São Jorge no sétimo mês deste ano. Sem render um centavo para os cofres corintianos.

A ideia de Andrés, Roberto de Andrade e Garcia com problemas, depois de negociarem com o Dinamo e com a Unimed, é muito atraente para os aliados de Gobbi. Há o gostoso sabor de vingança misturado no café servido na luxuosa sala da presidência no Parque São Jorge.

Quem perde com tudo isso é Tite e o próprio Corinthians. A pré-Libertadores contra o Once Caldas começará no dia 4 de fevereiro, no Itaquerão. O jogo de volta será no dia 11, na Colômbia. O treinador não sabe se poderá organizar um esquema com Dudu ou não. O atacante chegou a ter sua reserva feita para a pré-temporada nos Estados Unidos. E depois cancelada.

O São Paulo será adversário do Corinthians no grupo da Morte da Libertadores. Desde que o time de Tite elimine o Once Caldas. San Lorenzo, atual campeão, e o Danubio do Uruguai são os outros 'companheiros do Grupo 2. Só duas equipes ficarão com duas vagas.

De camarote, tomando champanhe com Cinara, o romântico Carlos Miguel acompanha a anarquia tomando conta do Parque São Jorge. E manda o seu departamento de marketing agir. Preparar uma desculpa que amenize a rejeição da torcida, em caso de Dudu ter de atuar no Morumbi e não no sonhado Corinthians. Gobbi que prepare as bochechas...
1reproducaoglamurama Gobbi virou o maior aliado do São Paulo no leilão por Dudu. Cansado de ser apontado como responsável pelas dívidas corintianas, não quer gastar com o atacante. Está implodindo uma negociação praticamente fechada...

Chegou a hora de Nepomuceno mostrar que merece ser presidente do Atlético. E segurar Diego Tardelli para a Libertadores. Vendê-lo para a China é dar ao Cruzeiro seu maior reforço de 2015…

1fotoarena1 Chegou a hora de Nepomuceno mostrar que merece ser presidente do Atlético. E segurar Diego Tardelli para a Libertadores. Vendê lo para a China é dar ao Cruzeiro seu maior reforço de 2015...
R$ 19,2 milhões e mais Aloísio 'Boi Bandido'. Ou R$ 21 milhões. Será que o atacante titular da Seleção Brasileira, campeão da Libertadores, 29 anos, vivendo a melhor fase de toda a sua carreira vale tão pouco? Ainda mais às vésperas da disputa da histórica Libertadores da América de 2015, quando o maior rival, campeão brasileiro nos últimos dois anos, está mais preparado do que nunca para reconquistá-la?

A situação é simples de resumir. A permanência de Diego Tardelli no Atlético é mais importante do que a de Paolo Guerrero no Corinthians. Sem comparações. Cabe ao novo presidente Daniel Nepomuceno mostrar que merece estar no cargo de presidente do importantíssimo clube mineiro. E dizer não ao dinheiro do Shandong Luneng e Guangzhou.

Afinal, Tardelli assinou contrato por quatro anos em 2013. Só faltou beijar os pés de Alexandre Kalil tão contente que ficou com a negociação. Ganhou luvar e salários de primeiro mundo. Chegou desacreditado do catariano Al Gharafa. Graças a um time excelente e com o apoio incandescente da torcida, venceu a Libertadores.

Passou a ganhar espaço, ganhou prestígio que nunca teve. Sua imagem de rebelde sem causa, amante de baladas, foi ficando para trás. Não fossem os olhares vesgos de Felipão e Parreira deveria estar no grupo que disputou a Copa de 2014.

Mas assim que veio o fracasso do Mundial. A dupla de 137 anos, 71 Parreira e 66 Felipão, foi mandada embora. Chegou Dunga no comando da reconstrução do Brasil. E Diego Tardelli se tornou titular da Seleção. Status que qualquer empresário adora.

1ap2 Chegou a hora de Nepomuceno mostrar que merece ser presidente do Atlético. E segurar Diego Tardelli para a Libertadores. Vendê lo para a China é dar ao Cruzeiro seu maior reforço de 2015...

O que impede a sua contratação para o futebol europeu é a idade. 30 anos em maio. Mas para o futebol chinês, o artilheiro está no ponto. Ainda mais no Shandong onde Cuca contou mil maravilhas a seu respeito. O clube ficou tão obcecado que contagiou o rival Guangzhou. Ambos mandaram seus empresários negociarem com o jogador primeiro.

Ele ficou seduzido com a possibilidade de receber R$ 1,2 milhão mensais. Os dois clubes fazem um cruel leilão pelo jogador. Diego recebe no Atlético Mineiro R$ 350 mil. A oferta para ele é excelente. Não é por acaso que está histérico para ir embora.

"Tudo está nas mãos do meu empresário e do presidente. Manifestei a minha vontade e todos já estão sabendo. Tenho uma proposta irrecusável que irá mudar minha vida e a vida da minha família. Faz parte da vida de qualquer ser humano lutar por um aumento salarial. Conversei muito com a minha esposa e ela também se interessou, pois a China abre um leque de possibilidades na profissão dela. Agora estou esperando a decisão do Atlético. Sei que tem de ser bom para todos, para mim e para o clube. Por isso estou esperando. Se eu sair, ótimo, se eu ficar, será melhor ainda, pois conheço todos aqui e tenho o respeito da torcida."

Esta foi a declaração de Tardelli na reapresentação do Atlético. Nepomuceno que entenda o recado. A falta de lógica nas palavras do jogador tem tradução. Não são incompatíveis as frases "tenho uma proposta irrecusável" com "se eu ficar será melhor ainda, pois conheço todos e tenho o respeito da torcida". O jogador quer mais dinheiro. Ter um aumento significativo para seguir em Minas Gerais.

1ae4 Chegou a hora de Nepomuceno mostrar que merece ser presidente do Atlético. E segurar Diego Tardelli para a Libertadores. Vendê lo para a China é dar ao Cruzeiro seu maior reforço de 2015...

Quanto o clube teria de investir para contratar um jogador à altura de Diego Tardelli? Basta colocar no papel. Jogador de grande potencial técnico, perfeitamente entrosado com a vida do Atlético Mineiro? Profundo conhecedor de suas rotinas, idiossincrasias. Um atacante com visão de meia prontinho para atuar ao lado do melhor definidor do futebol argentino, Lucas Pratto?

Quanto vale fazer uma ótima campanha na Libertadores? Ainda mais com o novo presidente querendo levar o time para o Mineirão e não no acanhado Independência? A hora de ser dirigente chegou para Nepomuceno.

Lógico que a situação não é simples. Tanto que até Levir Culpi não acredita na permanência de sua grande estrela.

"Pelo dinheiro envolvido, acho que ele vai acabar indo. O dinheiro da negociação é muito alto." As frases do técnico foram ditas para a Transamérica de Curitiba.

Tardelli não está errado. Ele é um trabalhador comum. Apesar de ter contrato, recebeu excelente proposta de outra empresa. E para que continue a exercer sua profissão onde está, quer ganhar mais dinheiro.

Há o dinheiro que o Atlético receberia dos chineses. Mas ele poderá vir em dobro se o clube, por exemplo, chegar na semifinal da Libertadores. Não precisa nem ser campeão.

Só que para tudo isso acontecer, Nepomuceno precisa amadurecer a fórceps. Mostrar que realmente estava pronto para o cargo. Fazer o seu papel. Não ficar sentado esperando qual chinês dará mais por Tardelli. A hora é de trabalhar. E pegar Diego Tardelli a unha. Perder o atacante titular da Seleção Brasileira, às vésperas do início da Libertadores que o Cruzeiro está mais forte, não tem justificava. Não para o presidente do Clube Atlético Mineiro...
2ap2 Chegou a hora de Nepomuceno mostrar que merece ser presidente do Atlético. E segurar Diego Tardelli para a Libertadores. Vendê lo para a China é dar ao Cruzeiro seu maior reforço de 2015...

Paulo Nobre, Oswaldo e Alexandre Mattos tentam preservar Lúcio. E dizem que ele pediu para ir embora. A verdade é que o Palmeiras não quis continuar mais com o pentacampeão do mundo…

1ae3 Paulo Nobre, Oswaldo e Alexandre Mattos tentam preservar Lúcio. E dizem que ele pediu para ir embora. A verdade é que o Palmeiras não quis continuar mais com o pentacampeão do mundo...
O Palmeiras era massacrado no primeiro tempo pelo Atlético Paranaense. Paulo Nobre se desesperava acompanhando o jogo. Sem nada a perder ou ganhar, o treinador Claudinei Oliveira escalou um time de garotos na última rodada do Brasileiro. E eles infernizaram o time paulista ameaçado de novo rebaixamento.

Fernando Prass fez pelo menos quatro excelentes defesas que evitaram a derrota. Na tribuna, o presidente palmeirense confidenciava a quem estava perto. Diante das falhas e atraso na hora das divididas que quase custaram a volta à Segunda Divisão, Lúcio nunca mais jogaria pelo clube. E assim que soube que Tobio, apesar de dores musculares, tinha condições de jogo, o dirigente decidiu que não continuaria também com Dorival Júnior. Sua campanha já era péssima com o time. Arriscar tudo pelo veterano zagueiro foi a pá de cal do treinador.

O novo diretor de futebol, Alexandre Mattos, e o técnico, Oswaldo de Oliveira, não tiveram influência no fim da passagem do jogador de 36 anos no Palestra Itália. A decisão foi de Nobre. O dirigente ficou profundamente arrependido por ter assinado contrato com o zagueiro até dezembro deste ano. Acreditou que ele poderia ser o grande líder que o Palmeiras precisava. O 'xerife' como gostava de dizer, como se fosse um dirigente dos anos 60. Paulo assegurava que o jogador não havia dado certo no São Paulo por problemas disciplinares com Paulo Autuori.

Mas não foi bem o que aconteceu. Lúcio continua mais líder do que nunca. Fez questão de participar de todas as palestras. Incentivou Valdivia. Os garotos da base. Tomou à frente do grupo nas derrotas com Gareca. Insistiu que o Palmeiras atuava aberto demais. O argentino estava cedendo ao jogador quando foi demitido.

Além disso, o zagueiro era o primeiro a chegar para treinar. Dava exemplo de dedicação. Só que a idade o sabotou. Seus reflexos, explosão muscular e, principalmente, o arranque não eram os mesmos há anos. Não foi por acaso que ficou sem mercado na Europa. Mesmo jogadores sem habilidade, mas velozes, o deixavam para trás com toda a facilidade. Até nos treinamentos.

Inexperiente, Paulo Nobre travou várias discussões com conselheiros no Palmeiras por causa do jogador em 2014. Até mesmo o seu mentor, Mustafá Contursi, não via mais lógica em mantê-lo no time. As queixas do presidente chegaram ao ouvido de Dorival Júnior. O desempenho da dupla Tobio e Nathan deixava a equipe muito mais segura.

2ae3 Paulo Nobre, Oswaldo e Alexandre Mattos tentam preservar Lúcio. E dizem que ele pediu para ir embora. A verdade é que o Palmeiras não quis continuar mais com o pentacampeão do mundo...

Só que Dorival insistiu. Não iria se dobrar diante da pressão de quem quer que fosse. Acreditava que, mesmo com as falhas, Lúcio era fundamental para a alma da equipe. Foi avisado por pessoas próximas a Nobre que poderia 'morrer abraçado com o veterano zagueiro'. Não se importou.

Tudo ficou muito pior na véspera da última partida do Brasileiro contra o Atlético Paranaense. Tobio havia reclamado de dores musculares, mas acabou recuperado. Foi manchete nos sites e jornais ainda na terça-feira, dia 2 de dezembro, cinco dias antes da partida.

Mas Dorival Júnior quis Lúcio na partida que decidia a sorte do Palmeiras no Brasileiro. De qualquer maneira. Levava mais em consideração o lado psicológico do que o técnico. Tobio ficou fora até do banco de reservas. O 'xerife' foi titular ao lado de Nathan. O pentacampeão mundial falhou demais. E tudo se tornou pior quando seu jovem companheiro se contundiu. No seu lugar, entrou Victorino.

3ae Paulo Nobre, Oswaldo e Alexandre Mattos tentam preservar Lúcio. E dizem que ele pediu para ir embora. A verdade é que o Palmeiras não quis continuar mais com o pentacampeão do mundo...

A sorte foi que o Atlético Paranaense, de maneira muito singular, não atacou no segundo tempo. Não foi forçado a isso pelo potencial do Palmeiras. O time da casa era fraco demais para isso. A decisão foi tática, de Claudinei. Os jogadores demonstravam estar satisfeitos com o empate. Mesmo assim, toda a vez que a bola chegava em Lúcio, Paulo Nobre se irritava.

Tobio incendiou de vez o ambiente. Tentou atingir Dorival Júnior com um tuíte. Mesmo com seu fraco português misturado ao espanhol, a mensagem era clara. "Eu não fique machucado. Foi decision do entrenador. E eu fique fora." Ele colocou no ar logo no domingo, após a partida.

A estocada atingiu seu alvo. Nobre ficou ainda mais revoltado com Dorival. Entendeu que ele cedeu diante da personalidade de Lúcio. E colocou em risco a sobrevivência do Palmeiras na Série A. Os quatro argentinos contratados a mando do ex-técnico Gareca já se sentiam perseguidos por ele. Não haveria perdão. Foi impossível para Dorival continuar.

Paulo Nobre decidiu não correr o mesmo risco com Oswaldo de Oliveira. O dirigente sabe o quanto Lúcio é dedicado, persuasivo e dono de um currículo invejável. Seria o líder natural de qualquer equipe do mundo. Desde que tivesse condições físicas e técnicas para jogar. Logo que o ex-treinador do Santos participava da primeira reunião com Nobre, soube da decisão do presidente. Não quis comprar briga pelo veterano zagueiro.

Embora todos os indícios apontassem para o fim do seu caminho no Palmeiras, o 'xerife' tinha esperança de continuar. Mas recebeu recados que o melhor seria procurar outra equipe. Foi sondado para atuar na China. Nobre avisa que irá ajudar como puder na transferência. Abre mão de qualquer quantia para o zagueiro seguir sua vida. Mas por enquanto não houve acerto. Se não fechar com outra equipe, Lúcio sabe. Tem ainda mais um ano de contrato. Recebe R$ 250 mil mais bônus por produtividade.

Por uma questão de respeito, o Palmeiras divulga que foi o pentacampeão mundial quem pediu para não continuar. A intenção é não manchar sua imagem. Ele realmente se dedicou ao máximo pelo clube. Mas infelizmente teve um inimigo maior do que a sua raça, sua entrega. A perda de reflexos, velocidade. Foi por isso que acabou saindo da Inter de Milão. Praticamente não jogou na Juventus. Perdeu sua posição no São Paulo.

No dia em que o Palmeiras faz festa pelo quarentão Zé Roberto, Lúcio sai discreto de cena pela porta dos fundos. Não tem do que se envergonhar. Fez o que pôde no Palestra Itália. Só que o péssimo time do centenário deixou mais escancarada a sua falta de recursos físicos. Sua carreira foi maravilhosa.

Porém, graças à sua passagem no Palestra Itália, Nobre está tão resistente à chegada de Réver. Quer ter a absoluta certeza que o zagueiro do Atlético Mineiro chega na plenitude de sua forma.

O dirigente palmeirense descobriu na prática que um 'xerife' precisa ir muito além do que cobrar os companheiros, discutir com árbitros, intimidar adversários. Tem de fazer o básico. Ter condições para jogar futebol de forma convincente, firme. Infelizmente não é mais o caso de Lúcio. Não no Brasil, muito menos na Europa. Talvez na China. Talvez...
4ae Paulo Nobre, Oswaldo e Alexandre Mattos tentam preservar Lúcio. E dizem que ele pediu para ir embora. A verdade é que o Palmeiras não quis continuar mais com o pentacampeão do mundo...

O UFC precisa desesperadamente de Jon Jones. A cocaína encontrada no seu sangue tem efeitos devastadores para o MMA. É como se Pelé, no auge, fosse pego dopado…

1ap1 O UFC precisa desesperadamente de Jon Jones. A cocaína encontrada no seu sangue tem efeitos devastadores para o MMA. É como se Pelé, no auge, fosse pego dopado...
A situação só teria um paralelo no futebol. Foi como se Pelé, no auge de sua carreira, fosse pego no exame antidoping usando cocaína. Mas para o próprio MMA, é muito pior. O esporte ainda é marginalizado. O evento que se tornou conhecido como o primeiro UFC aconteceu em novembro de 1993. Desde então cresceu, atingiu um estágio impressionante de popularidade no mundo todo. Com regras, ranking e campeões carismático.

Justo o melhor de todos os tempos. O único lutador a ter o patrocínio do próprio UFC. Jonathan Dwight Jones, Jon Bones Jones, foi flagrado em um exame surpresa. Seu sangue apresentou traços de benzoilecgonina, principal metabólico da cocaína. O teste aconteceu no dia 4 de dezembro. A Comissão Atlética de Nevada faz normalmente exames surpresas nos lutadores do UFC. Jones pôde participar do combate com Daniel Cormier, no sábado. O motivo: a Agência Mundial Antidoping, a WADA, não proíbe a cocaína antes do período de competições.

Ao contrário de anabolizantes, a cocaína não melhora em nada a performance dos lutadores. Pelo contrário. Médicos especialistas garantem que atrapalha. Tira a concentração, o foco. Aumenta a euforia, a ansiedade. Não há melhora esportiva alguma nos combates. Mas é uma droga ilícita que pode levar à morte. Um atleta da elite do esporte mundial ter seu nome relacionado à cocaína é algo terrível.

Para o UFC foi pior. Jon Jones é o melhor peso por peso de toda a história. Foi escolhido pelo presidente Dana White como o embaixador de seu evento. Eu estava no Rio de Janeiro, em janeiro de 2012, cobrindo para o R7 as lutas de José Aldo contra Chad Mendes e Vitor Belfort diante de Anthony Johnson. Na pesagem, Jon Jones apareceu e roubou a cena. Ele havia massacrado Lyoto Machida, uma das maiores estrelas do MMA brasileiro, 30 dias antes. Mas parecia um herói nacional.

Foi cercado por fãs. Deu autógrafos, recebeu beijos, apalpadas das mulheres, fez centenas, sim centenas, de selfies. Sorriu muito. Cantou, dançou. Depois foi se divertir em um baile funk. Antes da luta foi desfilar no Rio Fashion, depois foi direto para o combate de José Aldo. Apareceu com a camisa da Seleção Brasileira. Era o representante dos sonhos do UFC.

Até porque no octógono, suas performances sempre foram impressionantes. Fez da categoria meio pesados o seu reino. Misturando agressividade, versatilidade e golpes contundentes, foi acumulando vitórias. Estava apenas a duas lutas do recorde de defesas de cinturão, derrotou oito desafiantes. Anderson Silva tem dez. Mas enfrentou adversários muito mais fracos. Jone, só perdeu uma vez, nas 22 lutas que fez, desclassificado por ter dado cotoveladas ilegais em Matt Hamill. Nas 21 restantes, só vitórias.

Se tornou o maior ídolo do UFC. Seus rivais Anderson Silva e George Saint-Pierre naufragaram. Nike, Reebok, Gatorade o disputaram a tapas. Aos 27 anos já havia chegado ao patamar de embolsar um milhão de dólares por luta, cerca de R$ 2,6 milhões. O homem que desejava ser policial está milionário. Com patrimônio que passa dos R$ 50 milhões. Não seria demitido como alguns foram por usar drogas ilícitas. Saíram do UFC por não ter o seu currículo.

2ap1 O UFC precisa desesperadamente de Jon Jones. A cocaína encontrada no seu sangue tem efeitos devastadores para o MMA. É como se Pelé, no auge, fosse pego dopado...

Religioso, ele fez questão de tatuar no peito um salmo da Bíblia. O capítulo 4, versículo 13 do livro Filipenses: "Tudo posso Naquele que me fortalece".

Melhor imagem para o embaixador do UFC, impossível. Só que tudo começou a ruir em maio de 2012. Ele destruiu seu Bentley de R$ 1 milhão. Estava completamente bêbado. Foi preso pela polícia de Nova York. Só saiu depois de pagar fiança. Casado, mas levando vida de solteiro, ainda mais irmão de dois jogadores de futebol americano, Jones passou a misturar vitórias incríveis com festas intermináveis.

Seus excessos já preocupavam Dana White há tempos. Só que a personalidade forte de Jones impedia censuras públicas. Até porque, o presidente do UFC tinha planos ousados. Pretendia ganhar muito dinheiro com o lutador subindo de categoria em 2016. O combinado extraoficialmente era promover três lutas como meio pesado neste ano. E a partir do próximo, Jones lutaria nos pesados.

Ambicioso, Jones havia aceitado o desafio. Acreditava que sua versatilidade o faria impor diante dos brutamontes. Esperto, ele já criava uma rivalidade com o campeão Cain Velasquez. Daniel Cormier se preparou para o combate de sábado passado com Velasquez. Após a vitória, Jones apontou para o lutador norte-americano de origem mexicana. Esta luta já havia virado o sonho de qualquer fã de MMA.

Só que surgiu ontem a revelação da cocaína no seu exame antidoping. Foi um direto no queixo do UFC. Dana White e os Fertitta Brothers estavam animados. Conseguiam driblar a vergonha que passaram com o Ultimate Fighter Brasil 3. Vanderlei Silva e Chael Sonnen, os capitães, professores, mestres dos lutadores brasileiros não puderam se enfrentar. Vanderlei se recusou a fazer exame antidoping e foi banido do UFC. Chael foi flagrado pela quarta vez dopado. Encerrou a sua carreira de lutador. Vexame inesquecível e pouco comentado.

A desistência de George Saint-Pierre de continuar lutando, devido à estafa foi péssimo. O canadense era um dos maiores ídolos da história do UFC. Garantia de multidões nos ginásios e milhões e milhões nos pay-per-view.

3ap1 O UFC precisa desesperadamente de Jon Jones. A cocaína encontrada no seu sangue tem efeitos devastadores para o MMA. É como se Pelé, no auge, fosse pego dopado...

A maré só piorou com o carismático Anderson Silva quebrando a perna na luta contra Chris Weidman. Em pleno octógono. Com milhões de pessoas acompanhando o combate, em mais de 170 países. O chute rompeu a fíbula esquerda ao atingir a perna do norte-americano. O ângulo da fratura foi uma enorme infelicidade.

Pela centésima vez, o UFC não conseguiu fazer um evento em Nova York. Lá o evento é proibido desde 1997. A alegação é que o MMA é violento demais. Para Dana e os Ferttita tudo não passa de uma pressão do Culinary Union, sindicato dos trabalhadores em hotéis e cassinos. Os sindicalistas fariam pressão sobre os membros dos Partidos Democrata e Republicano. Seria uma vingança pelos Fertitta não contratarem trabalhadores sindicalizados nos seus hotéis/cassinos. Além do boicote de políticos que seriam apoiados pelo boxe. Seja como for, a campanha sofre um baque popular com a cocaína no sangue de Jones.

A melhor medida possível foi a internação imediata em um centro de reabilitação. Para a opinião pública fica a imagem de que ele está doente. E não apenas usava a droga de maneira festiva. Já não haveria punição ou perda do cinturão por causa da cocaína. Os patrocinadores, a começar pela Reebok, garantiram apoio incondicional. O que evita uma onda de descrédito nas empresas que colocam dezenas de milhões de dólares no torneio.

Não há outra saída para Dana White e os Ferttita Brothers. Jon Jones é o maior lutador de MMA que já pisou em um octógono. Virar as costas para ele neste momento é prejudicar o esporte. Neste momento, sem campeões carismáticos, Jon Jones é imprescindível ao UFC.

Que no centro de reabilitação, encare no espelho sua tatuagem no peito. E entenda o verdadeiro significado do salmo que eternizou na própria pele. "Tudo posso Naquele que me fortalece." Essas palavras vão muito além de apenas vencer seus adversários no octógono.

Significam superar a arrogância, a prepotência, a sensação de superioridade que dominavam o ego do melhor lutador do UFC de todos os tempos...

Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões…

luan Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

"O Grêmio não pode vender o que não lhe pertence. Tenho 50% dos direitos do Luan. Tenho o contrato registrado. Estou tentando avisar a direção do clube gaúcho desde o meio do ano passado. Mas ninguém me dá atenção. Acreditam que podem pisar em mim. Mas essa gente está muito enganada. A Justiça está do meu lado e posso provar.

"Tenho os contratos assinados do Luan, do Guilherme e do Karon. Além da direção da Catanduvense. Tudo registrado. Soube que o Valencia está tentando comprar o Luan. É bom os espanhóis ficarem sabendo que terão problema na Justiça se efetivarem a compra. E mais. O Grêmio não poderia ter adquirido o Luan sem eu ter sido consultado.

Porque além de comprar 50% desses jogadores, tenho a prioridade para comprar os demais 50%. Tudo por escrito. Não sou uma pessoa despreparada. Vou até as últimas consequências para conseguir o que é meu por direito. Queria deixar a imprensa fora disso, mas agora chega! Tenho de tornar público o que estão fazendo comigo."

O desabafo feito por exclusividade ao blog foi feito pelo empresário Luis Alfredo Mariano. A história é emblemática. E acaba com o glamour de muitas negociações feitas no país. Mariano foi dono de uma fábrica de papelão por décadas. Teve uma grande oferta para vendê-la. Aceitou. Resolveu trabalhar como empreiteiro, construindo e vendendo casas.

Ele foi procurado por pessoas ligadas à Catanduvense. Elas garantiram que havia a possibilidade de ganhar muito dinheiro com três destaques do time juniores. O clube interiorano os havia emprestado para disputar a Copa São Paulo de 2013 pelo América de São José do Rio Preto.

Contrato Catanduva Marianos e atletas 0042 e1420569148745 Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

Luan, Kerlon e Guilherme Rato chamaram a atenção de alguns empresários. A hora era essa para Mariano. "Eu via tanta gente ganhando dinheiro com futebol que resolvi investi. Comprei 50% dos três. Paguei R$ 200 mil por metade dos direitos do Luan, R$ 200 mil pelo Guilherme e mais R$ 150 mil para o Kerlon. A Catanduvense estava muito mal financeiramente. O presidente me agradeceu muito e me felicitou, dizendo que tinha feito um ótimo negócio", relembra o empresário.

Foi quando surgiu a oportunidade. "O presidente da Catanduvense me procurou no meio do ano passado dizendo que o Grêmio queria levar os três. Veio me avisar e pedir a minha permissão. Fiquei entusiasmado. A chance para os meninos aparecer para o Brasil e para o Exterior. Era o retorno do meu investimento."

Mas veio a surpresa para Mariano. Houve uma troca na direção da Catanduvense. De acordo com o empresário, o novo presidente não considerou o contrato da venda de 50% do trio. E vendeu 100% dos direitos dos garotos ao clube gaúcho. Ele não foi nem avisado.

Contrato Catanduva Marianos e atletas 001 e1420563735960 Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

"Olha, já vi gente safada. Mas no futebol é demais. Acreditaram que eu ficaria quieto. Aceitaria me passarem para trás. De jeito algum. Foi quando entrei na Justiça. Tenho direito a 50% do Luan e dois outros dois. Não abro mão de jeito nenhum. Fui decente, procurei a direção do Grêmio. Expliquei que não há como vender algo que não te pertence. Se eles foram enganados, o problema não é meu. Não vou abrir mão do que comprei."

Mariano procurou o escritório de Gislaine Nunes. Ela tem no currículo a liberação de Ronaldinho Gaúcho do Flamengo, Juninho Pernambucano do Vasco, Luizão do Corinthians, perdão da dívida de Marcelinho Carioca do Corinthians. O escritório assumiu a causa. E o grupo de advogados que trabalham com Gislaine tem a certeza que o Grêmio terá de dividir o que lucrar com Luan.

"Os documentos que o senhor Mariano possui são legais. Não há como desprezá-los. Qualquer transação que o Grêmio fizer envolvendo os três atletas, ele tem direito de 50%. E mais. A Catanduvense não teria como vender os 100% do trio ao clube gaúcho. Isso provamos na Justiça, sem problema algum", assegura a advogada Clara Gaudino.

Ela fez um resumo jurídico, sob o ponto de vista do escritório, da transação.

"Em 06/02/2013, o clube Grêmio Catanduvense de Futebol, a empresa Marianos empreendimentos (nossa cliente) e os atletas Luan Guilherme de Jesus Vieira, Kairon Rodrigo dos Santos Assumpção e Guilherme da Silva Amorim Marcondes, firmaram contrato pelo qual o clube de Catanduva vendeu à empresa Marianos 50% (cinquenta por cento) dos direitos econômicos de cada um dos jogadores em questão; sendo que no mesmo contrato ficou estipulado o direito de preferência de compra dos outros 50% de cada atleta, ou seja, no caso de haver a intenção do Catanduvense vender os direitos econômicos à terceiros, era obrigação do mesmo, por previsão contratual, dar a preferência expressa à empresa Marianos para que a mesma pudesse exercer a preferência na compra dos direitos econômicos restantes.

Todos os atletas concordaram com a negociação e venda dos direitos econômicos, tendo, assinado os respectivos contratos.

No mês seguinte, ou seja, em 01/03/2013, o Catanduva emprestou os atletas ao Grêmio (cessão temporária e gratuita), com a intenção de colocá-los em um vitrine do futebol, buscando alavancar a carreira dos jogadores. Até aí tudo bem, pois como se sabe é interessante para o clube, empresário e atleta que o jogador esteja em um clube de renome para que as oportunidades de crescimento profissional de multipliquem meteoricamente.

Contrato Catanduva Marianos e atletas 011 e1420563952543 Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

Porém, esse empréstimo, diga-se, feito entre os clubes, sem a ciência da empresa Marianos Empreendimentos, ignorou totalmente o contrato havido entre o clube de Catanduva e a Empresa Marianos, violando direitos já estabelecidos no contrato, pois como se vê do contrato de empréstimo, inicialmente temporário, a empresa Marianos já era dona de 50% dos direitos econômicos de cada um dos atletas, incluindo-se o Luan, além de ter no contrato a preferência para comprar os 50% restantes.

1reproducaogremio Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

Tudo isso foi ignorado pelos clubes, o Catanduvense ardilosamente “revendeu” os direitos que já tinha vendido à empresa Marianos, além de ter cedido ao Grêmio de Porto alegre 10% como taxa de vitrine. O contrato assinado pelo Catanduvense, a empresa Marianos Empreendimentos e com ciência dos atletas, foi totalmente desconsiderado pelos clubes, no processo, a empresa provará que o Grêmio de Porto Alegre tinha ciência das negociações passadas... Mas preferiu descartar a empresa para ficar sozinha com os direitos econômicos dos atletas.

Para isso, 19/09/2013, o Catanduva “vendeu” os atletas ao Grêmio Porto Alegrense (cessão definitiva e onerosa dos direitos econômicos ), "revendendo" os direitos econômicos que já pertenciam à empresa Marianos, sem sequer dar ao mesmo o direito contratual de compra do percentual restante, como está ajustado no contrato.

Diante disso, a empresa procurou o escritório, que ajuizou duas ações, a primeira denominada como ação ordinária onde se busca a nulidade do contrato entre os clubes, pois que é, a nosso ver, simulado e portanto, juridicamente nulo; bem como para restabelecer os direitos assegurados no contrato em favor da empresa Marianos.

Na outra ação, cautelar, buscou-se do Poder Judiciário, fossem protegidos os direitos da empresa pedindo ao juiz que fosse condicionada qualquer transferência dos atletas, nacional ou internacional, ao depósito em juízo de 50% do valor da venda ou empréstimo oneroso de quaisquer dos jogadores.

A MM. Juíza da 2ª Vara Cível de Catanduva, a Dra. Maria Clara Schmidt de Freitas, entendeu perfeitamente cabível tal pedido e condicionou a transferência de quaisquer dos atletas ao deposito de 50% do valor negociado em juízo; o que ao contrário do que alega o Grêmio de Porto Alegre não viola o direito ao exercício da profissão dos atletas, mas tão somente, protege a empresa de levar o calote que já é bem conhecido para os investidores que apostam suas fichas no futebol e que, algumas vezes são passados para trás.

O Grêmio, recorreu da decisão da MM. Juíza (agravo de instrumento), tendo o Tribunal de Justiça de São Paulo – TJ/SP, revogado a decisão sob o fundamento de que a empresa não pode, nesse momento, bloquear valores de eventuais negociações, pois, a questão da titularidade dos direitos econômicos (quem é o dono ou não) pende ainda de decisão judicial, tornando sem efeito a decisão da MM. Juíza de 1ª instância.

A empresa recorreu da decisão do Tribunal, que foi mantida sob o mesmo fundamento. Porém, diante da iminente “venda” de um dos atletas dos quais a empresa é contratualmente, dona dos direitos econômicos – Luan, os advogados estudam acionar mais uma vez o Poder Judiciário para a proteção dos direitos da empresa, pois, o que era só um risco de lesão à direitos, já está sendo publicamente concretizando-se em danos.

O contrato entre o Catanduvense e a empresa existiu, os atletas assinaram o contrato como anuentes (concordando); os direito econômicos já eram da empresa Marianos Empreendimentos; os clubes não podem rasgar um contrato para se beneficiarem de sua própria torpeza (má-fé); os caminhos processuais necessários na ação principal são lentos e o Poder Judiciário não pode admitir ou se furtar de proteger a parte autora do eminentíssimo risco de lesão; trata-se de mandamento constitucional.

De alguma forma, o reconhecimento judicial do contrato, restabelecendo os direitos da empresa Marianos nos fará mover todas as medidas para receber o que de direito em favor da empresa; sem exclusão da possibilidade de bloqueio judicial de valores e bens do clube ou dos clubes; até que os direitos da empresa Marianos sejam garantidos."

O blog entrou em contato com o departamento jurídico do Grêmio. O advogado Gabriel Vieira foi veemente.

"Esse pessoa nos procurou e nos ameaçou. Dizia que tinha parte do Luan e dos outros jogadores que vieram da Catanduvense. Respondemos que não temos nada a ver com essa questão. Nós compramos os atletas de um clube. Se este clube não honra os acordos com seus investidores, a questão não é nossa.

Já ganhamos o primeiro julgamento em São Paulo. E ganharemos quantos aparecerem. Por questões dessa natureza que a Fifa mudou a legislação a partir de janeiro deste ano. Não permite mais a participação de agentes nos direitos dos atletas. Repito. O Grêmio está tranquilo em relação ao Luan e os outros jogadores que vieram da Catanduvense."

Mas Mariano garante que vai continuar na sua luta. Quer fazer valer o acordo que, no seu ponto de vista, garante 50% de Karon, Guilherme. E, principalmente, do valorizado, Luan...

Contrato Catanduva Marianos e atletas 002 e1420563752565 Exclusivo. Empresário e Grêmio travam batalha jurídica por 50% de Luan. O jogador de 21 anos que o Valencia está disposto a pagar R$ 32 milhões...

Andrés Sanchez venceu Carlos Miguel Aidar. Dudu não quer o Morumbi. Prefere o Parque São Jorge. Deve ser anunciado como novo reforço do Corinthians. A Libertadores de 2015 já começou…

1gremio Andrés Sanchez venceu Carlos Miguel Aidar. Dudu não quer o Morumbi. Prefere o Parque São Jorge. Deve ser anunciado como novo reforço do Corinthians. A Libertadores de 2015 já começou...
Conselheiros do São Paulo já buscaram ontem à noite a desculpa ideal para a perda de Dudu para o Corinthians. O jogador foi o grande destaque do Grêmio no Brasileiro. O clube gaúcho assumiu não ter dinheiro para contratá-lo, apesar do pedido de Scolari. Houve então um duelo entre as duas diretorias paulistas: a corintiana e a são paulina. Por trás da disputa, Andrés Sanchez e Carlos Miguel Aidar.

Dudu havia praticamente deixado tudo certo com o Corinthians no início de dezembro. Ele e seus empresários trataram com o gerente Edu Gaspar. O dirigente estava tão tranquilo em relação à transação que resolveu fazer uma pequena viagem de férias. Os salários do atleta foram fechados. Aos ucranianos, o Corinthians ofereceu 4 milhões de euros, cerca de R$ 12,4 milhões. A primeira parcela, de 500 mil euros, R$ 1,6 milhão deveria ser paga em maio. O restante seria acertado em parcelas, até maio de 2016. O Dínamo quis mais dinheiro de entrada e à vista.

A indefinição chegou aos ouvidos de Carlos Miguel. Ele passou a negociar diretamente com a cúpula da equipe ucraniana. Fez uma proposta de 3 milhões de euros, cerca de R$ 9,7 milhões. Mas por 50% dos direitos do atleta de 22 anos. Com o clube paulista assumindo pagar 1 milhão de euros, cerca de R$ 3,2 milhões à vista. Fechando toda a transação até o final de 2015.

As proposta se equivalem. Houve uma profunda irritação no Parque São Jorge com o São Paulo tentando atravessar o negócio. Andrés tomou a questão como pessoal. Percebeu nitidamente a atuação de Aidar. E mandou uma mensagem direta a Edu. Ele que fizesse Dudu assumir publicamente o que disse a seu gerente. De sua vontade de atuar no Parque São Jorge. Caso contrário, a porta do Parque São Jorge estaria fechada para sempre ao jogador e seus empresários.

Edu tratou de procurar o jogador. E lembrar que o Corinthians está com problemas financeiros. Tem previstos apenas R$ 10 milhões para gastar com contratações em 2015. E o atacante consumirá grande parte desse dinheiro. Gaspar lembrou ao atleta que ele assumiu na reunião sua preferência, no Brasil, pelo Corinthians. Ele que fizesse sua parte e assumisse para onde quer de verdade ir.

Ou seja, a revelação do atleta ao site esportivo da Globo não foi por acaso. Ele falou o que Andrés e Edu Gaspar queriam. "Eu já tinha dado minha palavra ao Edu. Se ele acertasse com o Dínamo, eu iria jogar lá. Quero jogar no Corinthians. Essa é a minha vontade. Estou conversando com o Gil (zagueiro) há bastante tempo e ele sempre me disse da grandeza que o clube tem." Dudu e Gil foram companheiros no Cruzeiro.

1reproducao2 Andrés Sanchez venceu Carlos Miguel Aidar. Dudu não quer o Morumbi. Prefere o Parque São Jorge. Deve ser anunciado como novo reforço do Corinthians. A Libertadores de 2015 já começou...

A postura do jogador tem tudo para encerrar a questão. Carlos Miguel Aidar é muito vaidoso. Não vai empenhar recursos, que também estão curtos, para fechar com um atleta que deseja jogar no Corinthians. Havia uma reunião marcada com os ucranianos hoje no Morumbi. Ela deve ser cancelada. Muito provavelmente, o veloz atacante será anunciado entre hoje e amanhã como novo reforço do Corinthians.

A vitória nesta disputa foi de Andrés Sanchez. A postura firme do ex-presidente, exigindo que Edu Gaspar cobrasse as promessas de Dudu, resolveu a questão para o Corinthians.

Diante do quadro perdido, conselheiros são-paulinos tentavam fazer pose no final da noite de ontem. Afirmavam que tudo não passou de um truque de Carlos Miguel. O Corinthians havia deixado tudo certo com Dudu no início de dezembro. Iria pagar os 500 mil euros de entrada. E em pequenas parcelas até maio de 2016 pagaria pelo atleta.

Aidar soube que o Corinthians terá apenas R$ 10 milhões para contratações neste ano. E tudo o que o presidente teria feito foi só entrar em uma falsa briga. Estimulando assim o possível rival da Libertadores a gastar bem mais do que imaginava. Gastar boa parte desses R$ 10 milhões. Não sobraria, portanto, muito dinheiro para buscar outros jogadores. Daí o tal leilão.

É uma tese. Mas esses conselheiros que dão essa desculpa, deveriam falar com Muricy Ramalho. O técnico estava alucinado pela contratação de Dudu. Jogador velocista e muito mais inteligente do que Osvaldo e Ademílson.

Mas agora a transação está mais do que encaminhada. Dudu havia prometido só revelar sua preferência quando o Corinthians tivesse se acertado com o Dínamo. E foi o que aconteceu na reunião de ontem à tarde no CT do Parque Ecológico. O jogador deverá viajar para a pré-temporada do clube nos Estados Unidos.

O Corinthians disputará a Pré-Libertadores com o time colombiano Once Caldas. Caso consiga passar, entrará no grupo 2, o da 'Morte'. Com o Danúbio do Uruguai,o argentino San Lorenzo, atual campeão da Libertadores e o São Paulo. Quatro para apenas duas vagas.

No dia 18 de fevereiro, uma quarta-feira, às 22 horas, está marcado o primeiro jogo do time de Muricy. O rival será o vencedor de Corinthians e Once Caldas. Passando o rival paulista, a partida acontecerá no Itaquerão. Se o confronto for confirmado, toda a rivalidade virá à tona. E Dudu deverá estar com a camisa que preferiu: a branca e preta. Vitória de Andrés contra Carlos Miguel. A Libertadores de 2015 já começou...
1ae2 Andrés Sanchez venceu Carlos Miguel Aidar. Dudu não quer o Morumbi. Prefere o Parque São Jorge. Deve ser anunciado como novo reforço do Corinthians. A Libertadores de 2015 já começou...

Dez anos que o futebol deste país não exporta um técnico para a elite do futebol mundial, a Europa. Motivo: visão tática ultrapassada. O 7 a 1 da Alemanha só piorou ainda mais as coisas…

1ap Dez anos que o futebol deste país não exporta um técnico para a elite do futebol mundial, a Europa. Motivo: visão tática ultrapassada. O 7 a 1 da Alemanha só piorou ainda mais as coisas...
No dia 5 de janeiro de 2005, Vanderlei Luxemburgo assumia o Real Madrid. Foi levado pelas mãos do empresário uruguaio Juan Figer. Acabou sendo motivo de orgulho nacional. E notícia no mundo todo. Um treinador brasileiro comandaria um dos maiores clubes da história.

Dinheiro não seria problema para quem mantinha Ronaldo, Zidane, Roberto Carlos, Beckham, Raúl. Todos no auge. Luxemburgo foi apresentado por Figer como exemplo de modernidade, o grande técnico injustiçado na Seleção Brasileira. O então presidente Florentino Pérez avisou que desejava um comandante de verdade, com fibra para enfrentar os medalhões que havia contratado.

O trabalho durou um ano. Acabou sendo enorme decepção. O treinador não dominava nem o espanhol. Os jogadores aproveitavam a sua dificuldade com o idioma para se fechar. Não se submetiam aos seus gritos, não suportaram seu método personalista.

Luxemburgo não teve o apoio irrestrito de Ronaldo e Roberto Carlos, como esperava. Os brasileiros estavam preocupados com a decadência do time. E tentavam salvar sua carreira. Vanderlei tentou variações táticas. Principalmente ofensivas. Mas os resultados não vieram.

"Todos os treinadores do Real Madrid precisam se entender com as estrelas do time. Historicamente sempre foi assim. Caso não tenha psicologia e consigam convencer essas estrelas que o seu esquema funciona, ele fracassa. Por isso estou acostumado. Os técnicos que fracassam no Real sempre posam de vítimas", desabafou Florentino Perez.

2ap Dez anos que o futebol deste país não exporta um técnico para a elite do futebol mundial, a Europa. Motivo: visão tática ultrapassada. O 7 a 1 da Alemanha só piorou ainda mais as coisas...

Luxemburgo teve 62% de aproveitamento na sua passagem por Madrid, destaca o jornal O Globo. Mas acontece que ele perdeu os jogos decisivos. Não conseguiu um título sequer. Além de ser humilhado pelo principal e eterno rival, o Barcelona de Ronaldinho Gaúcho. Como Figer havia prometido, o técnico embolsou R$ 5 milhões livres. Mas sua demissão teve consequências.

Nunca mais um treinador brasileiro saiu de um clube daqui para assumir uma equipe de ponta na Europa. Scolari saiu da Seleção Portuguesa para o Chelsea, Leonardo deixou de ser jogador para assumir o Milan. De lá foi para a Inter de Milão. Zico nunca trabalhou no Brasil. Saiu do Japão e de lá começou sua peregrinação, passando pelo Fenerbahce.

Nenhum deles conseguiu sequer um título significativo, representativo. A Copa da Itália, com Leonardo. E o Campeonato Turco, com Zico. Conquistas que não impressionam nem seus familiares.

A falta de trabalhos efetivos só consolidou a ideia: o Brasil é um exportador de pés e não de cérebro. Nestes últimos dez anos, treinadores que conquistaram Mundial de Clubes ficaram à disposição, esperando um chamado. Perderam seu tempo.

Paulo Autuori teve de se conformar com o mercado japonês e o árabe após fazer o São Paulo campeão em 2005. Só os Emirados Árabes ofereceram trabalho para Abel Braga após o título com o Internacional em 2006.

O Campeonato Mundial de Clubes só viria a ser conquistado em 2012, pelo Corinthians. E Tite sentiu na pele o quanto o título não importou para os clubes europeus. Ele ficou 2014 em um ano sabático. Esperava sim pela Seleção Brasileira. Mas se um time grande do Velho Continente acenasse, ele aceitaria imediatamente. Só que nada, nenhum chamado.

Nem o respaldo de haver treinado a Seleção Brasileira adiantou para Mano Menezes. Seu empresário, Carlos Leite, é amigo e representante de Jorge Mendes na América do Sul. Só que o homem que comanda a carreira de Cristiano Ronaldo não conseguiu encaixar Mano em clube algum. O ex-treinador corintiano está tentando agora em 2015 uma recolocação.

3ap Dez anos que o futebol deste país não exporta um técnico para a elite do futebol mundial, a Europa. Motivo: visão tática ultrapassada. O 7 a 1 da Alemanha só piorou ainda mais as coisas...

Nem mesmo Portugal, onde já trabalharam Oto Glória, Autuori, Marinho Peres. O mercado lusitano também se fechou aos brasileiros.

Mas o que é ruim, lógico que pode ficar pior. Veio a Copa do Mundo no Brasil, em 2014. Converso com um empresário importante. Ele diz claramente que os 7 a 1 que o time de Scolari acabaram por tatuar nos treinadores tupiniquins a palavra 'atraso tático'. Não é segredo para o mundo que os germânicos se pouparam no segundo tempo. A goleada poderia ter chegado a 10, 11, 12 a 1.

A tese de apagão de Felipão e Parreira não ganhou adeptos. Cuca fez um excepcional trabalho no Atlético Mineiro. Ganhou a Libertadores de 2013. Mas o único mercado de trabalho que o cobiçou e o levou foi o chinês.

Muricy Ramalho, Tite, Levir Culpi, Marcelo Oliveira, Oswaldo de Oliveira, Vanderlei Luxemburgo, Luiz Felipe Scolari, Mano Menezes são completamente descartados no mercado europeu.

Nunca esteve tão consolidada a mentalidade retrógrada do treinador brasileiro no Exterior. O mérito das conquistas da Seleção fica com os jogadores. Até mesmo esse começo de reação com Dunga é credenciado a Neymar.

"O treinador brasileiro não se recicla. Ele acredita que já sabe tudo. Diz que o futebol daqui é pentacampeão do mundo. E não tem nada a aprender. Não há o menor interesse em fazer intercâmbio. Conhecer outras maneiras de jogar. Não precisa nem ser na europa. Mas na Argentina, Chile, Uruguai. Isso é muito ruim. Não há evolução", resume Kaká.

O empresário que converso também destaca que, apesar do que sofreu Luxemburgo em 2005, os treinadores daqui são acomodados. Não se dão ao trabalho nem de aprender outro idioma. Nem mesmo o inglês. Esta seria uma necessidade básica para quem deseja trabalhar no mercado europeu.

Não há boicote, preconceito, ojeriza a brasileiros. O que na realidade existe é a falta de ter algo a oferecer. Os esquemas táticos nos campeonatos brasileiros são considerados ultrapassados. O ritmo é lento, sem intensidade. Faltam variações táticas. O que os empresários consideram interessante são os jogadores. E os dirigentes europeus credenciam os títulos aos atletas. Não aos técnicos.

Por isso essa década de falta de convites. De interesse do mercado mais representativo do planeta. São dez anos. E a perspectiva de outros mais. Infelizmente não há como protestar, reclamar. Os cérebros que comandam o futebol deste país pararam no tempo. E não interessam os donos da festa do futebol mundial: os bilionários grandes clubes europeus...