Sem Corinthians e Flamengo, Globo perde o rumo. Vai transmitir São Paulo e Nacional de Medellin. A final da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético só para quem tem tevê a cabo, no estado dos paulistas…

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Cruzeiro e Atlético Mineiro nas finais da Copa do Brasil? O confronto entre o melhor time do país contra o mais emocionante? Ou São Paulo e o colombiano Nacional de Medellin pela semifinal da Copa do Brasil? O que interessa na mais importante praça do país?

O Ibope mostra que há mais de 15,5 milhões de corintianos em São Paulo. Mais de cinco milhões e novecentos mil palmeirenses e dois milhões e novecentos mil santistas. Além de mais de dois milhões de mineiros vivem no estado. O que mostrar para eles e para o restante do país? Agora que os clubes mais populares do Brasil, Corinthians e Flamengo, estão eliminados das competições?

Executivos da emissora participam efetivamente da confecção das tabelas dos torneios mais importantes da América do Sul. Como a Libertadores e o Brasileiro. Assim como a Copa do Brasil e a Copa Sul-Americana. A Globo programa de maneira otimista cada jogo na quarta-feira. Usou o São Paulo como carta na manga. Caso os paulistas não chegassem à decisão da Copa do Brasil, poderiam ter o time de Muricy Ramalho na Sul-Americana. Foi o que aconteceu.

A emissora programa sua grade com antecedência de um ano. E nela consta sempre um jogo às quartas e outro aos domingos. Está nos contratos dos torneios que ela mostra. A Globo, portanto, tem o direito de mostrar tanto a final da Copa do Brasil como a semifinal da Sul-Americana. Os jogos estão marcados para as mesmas datas e horário. Dias 12 e 25 de novembro. Às 22 horas. Depois da novela.

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A Globo é uma empresa que visa o lucro. Quanto mais audiência tiver seus programas, mais pode cobrar dos anunciantes. E ter mais prestígio. E quanto menos gente estiver interessada em assistir, mais barata será a cota exigida. E também mostra uma política canibal em relação ao futebol. Ela compra muitas e muitas vezes para se dar ao direito de escolher mostrar o que quiser. Nos últimos anos suas escolhas são cada vez mais questionadas.

A audiência do futebol na tevê aberta caiu 28% nos últimos dez anos. Não foi por acaso que a poderosa Coca Cola resolveu não mais uma das patrocinadoras do esporte na emissora carioca. Seus executivos entenderam que não valia mais a pena e, a partir de 2015, a marca não estará mais nas transmissões. Mais do que o dinheiro foi um golpe no prestígio. Um aviso. Por ano, a Coca Cola movimenta mais de 300 bilhões de dólares, cerca de R$ 763 bilhões. Seus executivos não tomam atitude alguma por impulso. Muito foi pesquisado antes de a multinacional desistir. O Magazine Luiza entrou no seu lugar. O dinheiro será o mesmo, mas a força da marca é diferente.

Os patrocinadores de 2015 serão AlmapBBDO (Ambev e Volkswagen), África (Ambev, Itaú e Vivo), DM9DDB (Itaú, Johnson & Johnson e Vivo), DPZ (Vivo), Etco Ogilvy (Magazine Luiza), F/Nazca S&S (Ambev), JWT (Johnson & Johnson) e Y&R (Vivo). Cada um pagando R$ 225 milhões. O total arrecadado será de R$ 1,3 bilhão. Incluídos os torneios nacionais, sul-americanos e jogos da Seleção.

Em agosto, logo após a Copa do Mundo, houve reuniões entre executivos da Globo e representantes dos clubes brasileiros. Eles ouviram claramente que o futebol na tevê aberta estava deixando de ser interessante. Poderia morrer. A qualidade dos jogos era ruim, os elencos fracos, as fórmulas dos campeonatos monótonas, previsíveis. Tudo desestimulava o telespectador. Os clubes reclamaram do horário dos jogos, às 22 horas. Mas isso a emissora não abre mão. E lembrou que as partidas aos domingos começam às 16 horas e às 17 no horário de verão. E muitas delas estão derrubando a audiência do Faustão, que vem logo a seguir.

Já houve tempo que jogos chegavam facilmente a 40 pontos de audiência. Atualmente quando batem nos 20 pontos há festa. Aos domingos já houve partidas que ficaram em 12, 11 pontos. Palmeiras e Santos são equipes que derrubam audiência em São Paulo. O favorito nas transmissões é o Corinthians. Depois vem o São Paulo. Mas ambos também já mostram jogos que espantam torcedores. Principalmente nos estaduais.

Na semana passada já houve um impasse. O São Paulo tem uma torcida muito maior do que a do Santos. A Globo teve de decidir entre a decisão das quartas na Sul-Americana, no Equador, contra o Emelec. Ou a semifinal da Copa do Brasil, na Vila Belmiro, diante do Cruzeiro. Optou pelo confronto brasileiro. Seguiu o que havia acontecido na semana passada, quando sua transmissão bateu nos 19,6 pontos. Números prévios de ontem apontam que o jogo de ontem teria ficado acima de 25 pontos na Vila Belmiro.

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Havia dois clubes paulistas nas duas competições. Assim como o carioca Flamengo na Copa do Brasil interessava a uma grande parte do país. Além do Rio de Janeiro, o Norte e Nordeste, ainda herança da Rádio Nacional das décadas de 40 e 50. Agora, o quadro é outro.

A tendência é que a Globo siga o caminho mais fácil e, para alguns, obsoleto. Vai mostrar aos paulistas os dois confrontos entre São Paulo e Nacional de Medellin. Apenas alguns flashes e gols do Mineirão. Por não compensar financeiramente, a Band desistiu de comprar os direitos da Copa do Brasil e da Sul-Americana. Assim, transmitirá filmes antigos nas quartas de decisão.

Ou seja, quem morar em São Paulo, e não paga tevê a cabo, não verá a histórica decisão da Copa do Brasil entre Cruzeiro e Atlético Mineiro. Verá em todos os detalhes São Paulo e o Nacional de Medellin. Executivos de emissora carioca ficam mesmo sem rumo quando Corinthians e Flamengo não estão nas decisões.

Ou como resume de forma oporturna o vice-presidente do Grêmio, Nestor Hein. Ele ouviu a declaração significativa de um executivo da emissora há pouco tempo. "O diretor mais importante (da Globo) disse o seguinte: Corinthians e Flamengo são times. O resto é merrrrrda (forçando o sotaque carioca)."

Talvez por isso há tanta insegurança, quando os clubes mais populares do país não estão nas competições que transmite. O Flamengo já está fora da Libertadores de 2015. O Corinthians corre muito risco de seguir o mesmo caminho.

Ajude os inseguros programadores globais. Talvez se libertem do provincianismo barato. E pensem nas partidas que mostrarão o melhor futebol, na rivalidade, na tensão da decisão em Minas Gerais.

Quais jogos você gostaria de assistir? Os clássicos mais importantes da história entre Cruzeiro e Atlético? O atual melhor time e o mais emocionante do país? Ou a equipe de Muricy Ramalho diante dos colombianos valendo uma vaga na final da competição B da América do Sul? Que partidas merecem ser transmitidas ao vivo para o Brasil todo?

(O sorteio da final foi feito. O primeiro jogo da decisão da Copa do Brasil, dia 12 será no Independência. O segundo, no dia 26, no Mineirão. É compreensível a vontade de Kalil em ganhar o torneio. Mas Cruzeiro e Atlético e o próprio futebol brasileiro não mereciam uma partida no acanhado Independência...)
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O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho…

1getty O Brasil vai parar. E reverenciar a capital do futebol no país: Minas Gerais. Cruzeiro e Atlético decidirão, de forma inédita e justa, a Copa do Brasil de 2014. Tiraram o Santos e o Flamengo do caminho...
Foi a quarta-feira mais emocionante no país de 2014. Dois jogos sensacionais, cheios de reviravoltas, tensão e incríveis 11 gols. No final das duas semifinais da Copa do Brasil, Minas Gerais se impôs como a capital do futebol nacional. Cruzeiro e Atlético Mineiro farão a inédita decisão do título. Os mineiros desbancaram os paulistas representados pelo Santos e os cariocas, pelo Flamengo. E já garantiram uma vaga para a Libertadores.

"Lógico tudo o que aconteceu foi bonito, emocionante. Foi maravilhoso vencer o Flamengo de virada por 4 a 1. Einstein tentou explicar a existência do universo com suas teorias e não conseguiu. Já estou há 40 anos no futebol e não consigo explicar o que foi esse jogo no Mineirão. Não que eu me compare com Einstein, porque sou mais inteligente (risos). Mas não precisava ficar ainda mais emocionante. Cruzeiro e Atlético decidindo a Copa do Brasil é demais. Por isso que eu tenho de carregar a minha caixinha de remédios comigo", dizia Levir Culpi, feliz e já preocupado com o rival.

"Até falamos com os atletas agora, na oração depois do jogo. Foi uma coisa de Deus também. As coisas de Deus acontecem para quem trabalha forte e com honestidade. Os jogadores merecem, porque acreditaram o tempo todo e lutaram até o fim. Conseguimos suportar a pressão aqui na Vila Belmiro e eliminamos o Santos com o empate em 3 a 3. Agora virão os jogos contra o Atlético Mineiro. Serão duas partidas sensacionais e imprevisíveis. Os confrontos mostram a força do futebol no nosso estado", resumia Marcelo Oliveira.

O Atlético Mineiro foi campeão da Libertadores de 2013. O Cruzeiro venceu o Brasileiro do ano passado. Agora a rivalidade estará aflorada como nunca. Os atleticanos sabem que o lado azul de Belo Horizonte está sonhando com a Tríplice Coroa. Já que venceram o Mineiro. Estão muito bem encaminhados no Brasileiro. Se conseguirem vencer a Copa do Brasil o ciclo de conquistas estará completo.

Levir lançou uma ideia muito importante. A divisão de torcidas nos dois jogos 50% de cada lado no Mineirão. E que a Polícia Militar trabalhe. Seria um prêmio aos fãs dos clubes poderem acompanhar as duas finais.

Mas como foi que os dois rivais conseguiram chegar à final? Passando muito sufoco. A começar da inacreditável partida no Mineirão. O Atlético Mineiro havia perdido para o Flamengo por 2 a 0. A torcida carioca havia carregado o time de Vanderlei Luxemburgo nas costas no primeiro jogo. E ontem era a vez dos atleticanos nas arquibancadas. E foi um show inesquecível.

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O slogan "Eu acredito" estava outra vez na boca dos torcedores. Não importava se o clube já tinha abusado de milagres nos dois últimos anos. Era outra derrota por 2 a 0 na casa do adversário a ser revertida. A postura atleticana foi absolutamente ofensiva. Os números após a classificação são impressionantes. Parecem de um jogo entre um time grande e outro pequeno.

Posse de bola: Atlético-MG 65% x 35% Flamengo; finalizações: vinte do time de Levir e sete da equipe de Luxemburgo. Os mineiros levantaram 32 bolas na área carioca. O Flamengo, duas. Dez escanteios para o Atlético. Os cariocas conseguiram só dois.

Com o Mineirão tremendo a seu favor, Levir colocou o time com apenas um volante de marcação. Liberou os laterais. E meias e atacantes formavam um bloco só. Já Vanderlei Luxemburgo tratou de recuar o Flamengo. Queria matar o jogo em contragolpes. Se para o Flamengo valia milhões de reais na Libertadores, para Vanderlei seria a chegada de novo à final de uma competição nacional depois de dez anos. A última vez tinha sido com o Santos, há dez anos.

O Flamengo não teve Gabriel, contundido. Só Everton estava recuperado e pronto para o jogo. Ele deveria ser o meia que acionaria Eduardo da Silva e Elton. Para se defender, os cariocas tinham três volantes. Cáceres, Márcio Araújo e Canteros. Os laterais Léo e João Paulo proibidos de atacar. Doía para Vanderlei não ter Léo Moura, machucado. Ele é o desafogo natural para os flamenguistas.

Para dar mais emoção, Everton puxou um contragolpe fulminantes e fez Flamengo 1 a 0 aos 34 minutos do primeiro tempo. Os mineiros precisariam de quatro gols para se classificar. Este seria um obstáculo que faria muito time desistir. Mas não o Atlético, clube que se especializou em reverter a lógica. A torcida começou a gritar ainda mais ensandecida. E veio o gol de empate. Douglas Santos cruzou da intermediária e Carlos desviou para as redes, aos 41 minutos. O Mineirão começou a tremer e a torcida a entoar o famoso 'eu acredito'.

O Flamengo segurou o empate, com muita raça no primeiro tempo. Outra vez apelando para a 'normalidade' qualquer equipe ficaria desalentada com a obrigação de fazer três gols e não tomar nenhum no segundo tempo. Não o Atlético Mineiro.

Levir Culpi foi perfeito. Deixou seus jogadores apenas dez minutos nos vestiários. Os últimos cinco minutos de descanso aconteceram no gramado. Para insuflar ainda mais seu time. E com a marcação ainda mais adiantada, partiu para arrancar a classificação a fórceps do Atlético. Tardelli abria espaço diante do assustado Flamengo. Maicosuel, Dátolo e Luan fizeram os três gols necessários. E ficou a impressão que, se os atleticanos precisassem de seis gols, marcariam. Tamanha a superioridade.

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"Nós recuamos de forma exagerada. Foi a nossa postura que ajudou demais o Atlético, lamentava Chicão. Luxemburgo reconhecia, abatido. "Eles foram muito melhores do que nós. Mereceram a classificação."

Na Vila Belmiro também houve um duelo épico. A elegante diretoria cruzeirense não lamentou, brigou, xingou pela anulação de um gol legítimo no primeiro confronto. A vitória por 1 a 0 foi apertada demais. Deu alento aos santistas. Enderson Moreira colocou o Santos todo no ataque. Já Marcelo Oliveira, optava pelos contragolpes. Só que os jogadores mineiros estavam desgastados fisicamente.

O Cruzeiro é a equipe no país que joga de maneira mais intensa. Neste final de temporada, atletas estão muito abaixo do que podem render. Everton Ribeiro é o caso mais gritante. Não consegue mais correr e ditar o ritmo do time. Pelo contrário. Cai para a ponta direita e fica esperando bola. O Cruzeiro tinha apenas dois volantes, não conseguia renegar sua postura naturalmente ofensiva.

Robinho havia prometido publicamente que decidiria a classificação. Mas ele não é nem sombra do grande jogador que nasceu na Vila Belmiro. Para o mercado brasileiro está muito acima da média. Só que não tem como prometer fazer do Santos finalista da Copa do Brasil. Enderson finalmente abdicou de Leandro Damião. A grande revelação Gabriel era o titular. Rildo ensandecido, correndo pela esquerda. Lucas Lima, talentoso, unia o meio de campo com o ataque.

Foi um sufoco santista. Gabriel deu o primeiro gol para Robinho. A um minuto de jogo, o Santos igualava as semifinais. O comportamento da torcida na Vila Belmiro foi digno. Empurrou o time do início ao fim do confronto. A euforia com o gol relâmpago passaria sete minutos depois. Ceará deu vários dribles humilhantes em Mena e chutou forte, cruzado. Aranha rebateu e Marcelo Moreno empatou.

O Santos precisaria fazer 3 a 1 se quisesse ser finalista. Conseguiu fazer 2 a 1 em um pênalti difícil, mas marcado com acerto pelo árbitro Dewson Fernando Freitas da Silva. Gabriel chegaria na frente em um rebote de Fábio, Léo o impediu que aproveitar a rebatida. Pênalti que o próprio Gabriel cobrou e marcou aos 46 minutos.

No segundo tempo, o Santos continuou firme, atacante. E conseguiu o terceiro gol. Gabriel deu um passe inteligentíssimo para Rildo só empurrar para as redes. Foi só o time fazer 3 a 1 e Robinho, contundido, saiu. Deu mais confiança a Marcelo Oliveira. Ela adiantou seu time. E teve muita sorte. Aos 35 minutos, Bruno Uvni falhou feio. Cabeceou para trás uma bola morta. Ela chegou até Willian que teve sangue frio para fazer 3 a 2. O golpe de misericórdia veio com o mesmo velocista. Ricardo Goulart o deixou livre de novo com Aranha. Nova conclusão perfeita. 3 a 3.

Com toda a justiça, Cruzeiro e Atlético decidirão a Copa do Brasil de 2014. Minas Gerais é a capital do futebol no país. São Paulo e Rio de Janeiro, como todo o resto do país, não têm outra saída. A não ser assistir de queixo caído aos dois jogos que valem muito mais do que a pura classificação à Libertadores. Superar o maior rival decidindo um título nacional. Algo inédito, histórico. E muito merecido...
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O motivo que fez o Atlético Mineiro banir Jô, André e Emerson Conceição. Mulheres na concentração em Curitiba. Na véspera da decisão contra o Flamengo. Nem os próprios companheiros de time os perdoam…

2siteoficialatletico O motivo que fez o Atlético Mineiro banir Jô, André e Emerson Conceição. Mulheres na concentração em Curitiba. Na véspera da decisão contra o Flamengo. Nem os próprios companheiros de time os perdoam...
Foi o mais comum e inaceitável motivo o afastamento de Jô, André e Emerson Conceição do Atlético Mineiro. A três dias da decisão da semifinal da Copa do Brasil, o vexame. O trio está fora não só da importantíssima partida de hoje contra o Flamengo no Mineirão. Não atuará mais pelo clube. A decisão do presidente Alexandre Kalil tem respaldo nos candidatos à sua sucessão, nos demais dirigentes e, o mais significativo, nos demais jogadores.

Por que os próprios atletas punidos acabaram acatando a dura decisão de Kalil? E não vieram a público reclamar? Ou os seus companheiros admitem cabisbaixos que o trio merecia o afastamento? Por que houve um inacreditável desrespeito ao grupo, ao clube, ao profissionalismo.

O Atlético Mineiro não irá confirmar oficialmente. Até para preservá-los em futuras negociações. Mas o motivo se espalhou como um rastilho de pólvora. E calou conselheiros e até chefes de torcidas organizadas. Além de jornalistas experientes de Belo Horizonte. Não há como ficar do lado dos atletas afastados.

De acordo com relatos de quem frequenta diuturnamente a Cidade do Galo, o que aconteceu foi inacreditável. O time havia perdido para o Atlético Paranaense em Curitiba por 1 a 0. Jô que já havia sido afastado por desaparecer do clube, estava perdoado por Levir Culpi e Kalil. Revelou aos dois que estava com problemas familiares. Não estava sabendo lidar com a separação de sua esposa, Cláudia Santos.

O técnico e o presidente ficaram até constrangidos pela maneira que Jô escancarou sua vida. Pediu um voto de confiança. Ganhou o apoio. Mas foi avisado que seria a última vez. Ele já havia sumido dos treinos por duas vezes. A primeira tinha sido em agosto. A segunda em outubro. Levir o tinha afastado do time. Repetia que precisava preserva a disciplina. O colocou nos últimos minutos contra o Atlético Paranaense. A situação parecia solucionada. Principalmente às vésperas da semifinal contra o Flamengo.

Jô sempre afirmou ter uma dívida de honra com o Atlético Mineiro. Ele havia sido demitido do Internacional por indisciplina. O clube gaúcho havia acabado de ser eliminado da Libertadores pelo Fluminense, no Rio. Depois do jogo, ele e Jajá só voltaram para o hotel às dez da manhã. Jô já era reincidente. Fotos de festas em Porto Alegre circulavam na Internet, revoltando diretoria e torcida. Foi dispensado sem dó em 2012.

Com André, o Atlético Mineiro gastou oito milhões de euros, cerca de R$ 25 milhões. O comprou do Dínamo de Kiev. Desde os tempos de Santos ele tinha fama de gostar de festas. Não conseguiu render em Belo Horizonte. Foi emprestado para a Vila Belmiro e depois para o Vasco. Não foi bem em nenhum dos clubes. De retorno a Minas Gerais, prometeu no início deste ano que compensaria o alto investimento dos dirigentes atleticanos. Mas dentro de campo virou mero reserva. Em agosto circulou uma foto onde ele aparece dormindo em uma balada.

1reproducao5 O motivo que fez o Atlético Mineiro banir Jô, André e Emerson Conceição. Mulheres na concentração em Curitiba. Na véspera da decisão contra o Flamengo. Nem os próprios companheiros de time os perdoam...

Emerson Conceição chegou em fevereiro para resolver o problema da lateral esquerda do Atlético Mineiro. A diretoria conseguiu convencer a cúpula do Rennes a liberá-lo antes de maio. A tempo de disputar a Libertadores da América. Tanta correria não se justificou. Seu futebol decepcionou.

O trio se tornou muito amigo. E na fatídica noite de domingo em Curitiba foi flagrado. Depois de toda a delegação jantar no restaurante que o treinador Levir Culpi tem na capital paranaense, todos teriam de voltar para o hotel e voltar logo pela manhã de segunda-feira para Belo Horizonte. E treinar já para o jogo contra o Flamengo.

Não Jô, André e Emerson Conceição. Aqui a postura oficial do Atlético, por meio do diretor de futebol, Eduardo Maluf. Ele estava profundamente envergonhado quando falava com os jornalistas.

"Fomos jogar em Curitiba no domingo, dentro do nosso planejamento, jantaríamos no restaurante do Levir Culpi. Foi toda a delegação e a comissão técnica. Saímos por volta de 1h30 e retornamos ao hotel. Os três atletas cometeram uma indisciplina grave, infringindo as normas disciplinares do clube. E, em contato com o presidente Alexandre Kalil e o Levir, definimos que esses jogadores não fazem mais parte dos planos do Atlético. Foi uma atitude inconveniente, dentro do hotel em que nós estávamos concentrados."

1divulgacaoatletico O motivo que fez o Atlético Mineiro banir Jô, André e Emerson Conceição. Mulheres na concentração em Curitiba. Na véspera da decisão contra o Flamengo. Nem os próprios companheiros de time os perdoam...

Não quis entrar em detalhes. O presidente Alexandre Kalil já não os quer mais vestindo a camisa do Atlético. Mas vai anunciar a sua decisão apenas amanhã, depois do jogo de hoje à noite.

Jornalistas que cobrem o Atlético Mineiro ouviram a versão de quem esteve em Curitiba. A situação é tão irresponsável que beira a infantilidade. Os três teriam alugado um quarto no hotel onde a delegação estava hospedada. Apenas em outro andar, para disfarçar. Dentro dele, três mulheres os aguardavam. Eles as encontrariam depois do jantar no restaurante de Levir e depois voltariam para seus quartos e viajariam de manhã, como se nada tivesse acontecido.

Mas acontece que foram flagrados por seguranças. Eles alertaram os dirigentes do clube. E eles foram até o quarto. Lá houve a constrangedora constatação. O trio desrespeitou a concentração. Levir Culpi fez questão de avisar os outros jogadores do motivo que não queria mais contar com Jô, André e Emerson Conceição.

Kalil conversou com o departamento jurídico atleticano. Seria uma batalha jurídica enorme simplesmente rescindir unilateralmente os contratos. É preciso haver um acordo. É o que tentará fazer com os representantes dos atletas. Enquanto isso, eles deverão treinar separados dos outros atletas. Até que seja acertada a saída do clube.

Dos três, o caso mais surreal é o de Jô. Pouco antes da Copa, emissários do Borussia negociavam sua contratação. Os números giravam em 15 milhões de euros, cerca de R$ 47 milhões. Só que o futebol do jogador estava muito abaixo do que fez na Copa das Confederações. E fez um Mundial deprimente. Os alemães fecharam felizes com Imobille, artilheiro do Campeonato Italiano por 19,4 milhões de euros ou R$ 58,8 milhões.

Levir Culpi deseja que a situação seja resolvida com o trio o mais rápido possível. O clube quer de qualquer maneira a Libertadores. Tentará reverter a desvantagem de 2 a 0 para o Flamengo com o Mineirão lotado. Daí chegar à final da Copa do Brasil contra Cruzeiro ou Santos. Se não conseguir por esse caminho, o clube dará a alma nos últimos setes jogos do Brasileiro, onde é o quinto colocado.

Perder três atletas nesse situação é terrível. Mas no futebol moderno e profissional não há cabimento aceitar o que Jô, André e Emerson Conceição fizeram. É um desrespeito profundo demais ao Atlético Mineiro, a seus torcedores, ao futebol brasileiro...
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Adriano sabia que um dia responderia por sua ligação com os amigos traficantes. Mas nunca imaginou que seria agora. Quando estava para tentar salvar a carreira na França. Mas a lei é para todos. Ou não?

1reproducao4 Adriano sabia que um dia responderia por sua ligação com os amigos traficantes. Mas nunca imaginou que seria agora. Quando estava para tentar salvar a carreira na França. Mas a lei é para todos. Ou não?
Sete anos depois, o Ministério Público do Rio de Janeiro denuncia Adriano. Seu crime: ter comprado duas motos de R$ 35 mil em 2007. E registrado uma delas em nome de Marlene Pereira de Souza. Ela é mãe de seu amigo Paulo Rogério de Souza Paz, conhecido como Mica. Ele é apontado pela polícia como chefe do tráfico na Chatuba, no Complexo do Alemão, favela enorme carioca. E um dos principais representantes do Comando Vermelho.

De acordo com relatos de policiais, Mica era muito importante na Chatuba. "Pessoa que autorizava ou não a entrada e saída de pessoas e a realização de eventos na região” e precisaria de “veículos velozes, em especial motocicletas, pela agilidade no tráfego, que fossem legalizados e não levantassem suspeitas quando transitassem fora das comunidades." Marlene, na época, tinha 64 anos. E nunca teve carteira de habilitação para pilotar motos.

Adriano foi acusado de tráfico e associação com o tráfico. Pelo primeiro crime ele pode ter uma pena de até 15 anos e pelo segundo, dez anos.

Nada do que está acontecendo é surpresa para ninguém. Adriano nunca escondeu que o lugar que ele se sente mais feliz é no Complexo do Alemão. Foi no conjunto de favelas que ele cresceu. Ao lado de muita gente trabalhadora e também de alguns traficantes. Em 2009, ele deu uma entrevista reveladora ao blog. E tocou no tema.

"Olha, eu vou ser direto com você. Eu tenho amigos na comunidade que são traficantes, trabalhadores, policiais. Para mim, dá no mesmo. Se são meus amigos, eu vou dar a mão, conversar, brincar. Não vou virar as costas porque seguiram pelo lado que acho errado na vida. Mas não é por isso que vou ficar cheirando cocaína, como muita gente acha. Sou um jogador profissional, não uso e não quero saber de drogas."

E não virava mesmo. Nas inúmeras festas que fez ou foi convidado no Complexo do Alemão, se encontrou com vários amigos que entraram para o crime. Não fazia distinção. Conversava, farreava de igual para igual. A direção do Flamengo sempre soube disso e não colocava qualquer obstáculo.

2reproducao Adriano sabia que um dia responderia por sua ligação com os amigos traficantes. Mas nunca imaginou que seria agora. Quando estava para tentar salvar a carreira na França. Mas a lei é para todos. Ou não?

A ficha criminal de Mica, preso em 2012, é impressionante. Como publicou o R7 no dia 20 de fevereiro de 2012. "De acordo com a polícia, o criminoso ganhou fama após organizar um "tribunal do tráfico”, onde condenou quatro comparsas, que, em novembro de 2005, atearam fogo em um ônibus na zona norte, matando cinco pessoas. A ideia do ataque ao coletivo surgiu a partir de um protesto de moradores contra a morte de um traficante do Morro da Fé. Mica executou o quarteto que participou do crime e jogou os corpos no bairro do Grajaú, zona norte.

As informações são do Disque-Denúncia.

Além de comandar o tráfico, Mica ficou conhecido por matar os comparsas que descumprissem suas ordens. Em 2007, ele foi suspeito pela morte de Elaine da Silva Benedito, uma de suas amantes, porque ela teria revelado que iria contar tudo para sua mulher.

Mica também teria participado do sequestro de turistas chineses e do ataque e invasão ao Morro dos Macacos, em Vila Isabel, em outubro de 2009."

Ou seja, era mesmo um criminoso muito perigoso. Um dos chefes da facção criminosa Comando Vermelho. Policiais cariocas acreditavam ser um absurdo Adriano frequentar o mesmo ambiente que traficantes. Mas o jogador até se divertia com essas queixas. E chegou até a posar para fotos deprimentes. Duas ficaram famosas. A primeira ele com um fuzil ao lado de uma amigo. Outra com ele mostrando claramente as letras C e V, sigla do Comando Vermelho.

1agenciaodia Adriano sabia que um dia responderia por sua ligação com os amigos traficantes. Mas nunca imaginou que seria agora. Quando estava para tentar salvar a carreira na França. Mas a lei é para todos. Ou não?

A sensação é que Adriano estava tranquilo. Tinha a certeza de sua impunidade. Até porque os anos foram se passando. Mesmo com os fracassos no Corinthians, no retorno ao Flamengo e na passagem relâmpago pelo Atlético Paranaense, Adriano parecia longe dos traficantes.

O jogador estava na França neste final de semana. Praticamente havia acertado o seu retorno ao futebol. Estava para assinar contrato como o Le Havre. Mostrou toda a sua empolgação em entrevista a um canal de tevê francês, La Bien Sports.

"Esta semana, quando o presidente assumir o cargo, ele vai dar a última palavra. Este é um bom começo. Creio que já está em 99%. Tive várias propostas, mas eu gostei do projeto que foi apresentado pelo Le Havre. Já se passaram três meses e meio desde que eu parei. É importante voltar para a Europa para me concentrar no trabalho. O Le Havre me deu esta oportunidade e eu concordei. Quero me tornar o jogador que eu era para voltar à Seleção. Tenho o desejo de retornar à Seleção."

Adriano estava nas nuvens na segunda-feira. Sendo tratado como um grande ídolo. Precisava desse carinho. Mas voltou para a realidade ontem. O Ministério Público não quer sua prisão imediata. Mas sim reter seu passaporte. A alegação é que ele tem condições financeiras de fugir para o exterior e não pagar pelo suposto crime.

A dúvida agora é se a direção do clube francês não vai desistir de Adriano por seus problemas legais. A sensação é de muita tristeza. Justo agora quando o jogador de 32 anos está para ter mais uma chance na vida, vem a denúncia. Só que o vale para todo o resto da população brasileira tem de valer para o ex-atacante da Seleção.

O caso será avaliado pela 29ª Vara Criminal do Rio, que vai decidir se acata ou não a denúncia dos promotores do Ministério Público. Há pressão dos dois lados. Para que o jogador tenha de responder na Justiça as acusações. Assim como para que tudo seja esquecido. E Adriano possa atuar na França. Isso se o Le Havre ainda o quiser. O staff do jogador está tenso, muito tenso.

Essa é a carreira de Adriano. Uma das conturbadas entre os jogadores que passaram atualmente pela Seleção Brasileira. Triste exemplo de talento misturado com irresponsabilidade, bebida e amigos procurados pela Polícia...
3reproducao Adriano sabia que um dia responderia por sua ligação com os amigos traficantes. Mas nunca imaginou que seria agora. Quando estava para tentar salvar a carreira na França. Mas a lei é para todos. Ou não?

Jean Chera. O ‘Messi do Mato Grosso’, o ‘novo Neymar’, o meia que seria o camisa 10 da Copa de 2014, acumula dispensas e decepções. Aos 19 anos, foi parar na Segunda Divisão da Grécia…

jeancherafacebook Jean Chera. O Messi do Mato Grosso, o novo Neymar, o meia que seria o camisa 10 da Copa de 2014,  acumula dispensas e decepções. Aos 19 anos, foi parar na Segunda Divisão da Grécia...
"Você tem duas escolhas: virar a página, ou ficar lendo e relendo a mesma história!"

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"Só porque você vê, isso não significa que você pode pará-lo. Veja-me em "Mirrors" no @NikeFootball App": http://gonike.me/NF_Mirrors #Hypervenom

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Um agradece aos céus estar ganhando espaço no Paniliakos Futebol Clube. Time da Segunda Divisão da Grécia que fica na pequena cidade de Pyrgos, com 40 mil habitantes. Atua no Pyrgos Stadim, com capacidade para 6.700 pessoas. Quase nunca está cheio por causa do time fraco. Salários não confirmados de 5 mil dólares, cerca de R$ 12 mil. 19 anos.

Outro é titular absoluto do Barcelona. Está na lista dos melhores jogadores do mundo, que disputará bola de Ouro da Fifa. Atua no Camp Nou, com capacidade para 98.787 pessoas. Lotado constantemente por causa da equipe repleta de estrelas. Salários não confirmados de R$ 4,5 milhões mensais.22 anos.

As diferenças entre Jean Chera e Neymar hoje são gritantes. Os destinos são completamente diferentes. Mas um dia já foram os mesmos. Eram companheiros no Santos. E os dirigentes tinham a certeza absoluta que um seria o sucessor do outro. Não só na camisa titular do clube. Mas na Seleção Brasileira. E seriam astros em seus clubes na Europa.

As previsões não se confirmaram em relação a Chera. Pelo contrário. Sua carreira é de uma decadência assustadora para a pouca idade. Santos, Flamengo, Atlético-PR, Cruzeiro, Gênoa, Oeste de Itápolis, CS Universitatea Craiova, da Romênia. Todos esses clubes têm em comum a dispensa do jogador. Na equipe romena foi mandado embora após apenas dez dias de treinamentos. Ele chegou agora à Segunda Divisão grega.

Jean Chera nunca teve contusão séria alguma. O grande problema na sua carreira, de acordo com dirigentes santistas, foi seu pai e seu empresário, Celso Chera. Ele se empolgou com o talento do filho entre 10 e 12 anos. O menino chegou a ser conhecido como Messi do Mato Grosso. Canhoto, habilidoso, mais rápido e inteligente com a bola nos pés que os meninos de sua idade.

1reproducao2 Jean Chera. O Messi do Mato Grosso, o novo Neymar, o meia que seria o camisa 10 da Copa de 2014,  acumula dispensas e decepções. Aos 19 anos, foi parar na Segunda Divisão da Grécia...

Logo o eficiente serviço de olheiros do Santos Futebol Clube funcionou. E anunciou com entusiasmo a contratação do 'meia titular da Copa de 2014'. Os vídeos de Jean quando moleque eram mesmo impressionantes. Os boatos de tanto talento logo chegaram aos ouvidos de representantes de grandes clubes europeus no país. Chelsea, Manchester United, Real Madrid. Todos mandaram relatórios para a Europa que o time de Pelé e Robinho tinha outra nova esperança.

Quando Wagner Ribeiro, empresário de Neymar e Robinho, tentou se aproximar de Jean Chera teve de recuar. Encontrou o pai do garoto, Celso, disposto a 'tocar sozinho' a carreira do filho. A partir desse instante foi um inferno. Ele passou a exigir remuneração especial para o garoto já de 14 anos. Se não iria levá-lo para atuar na Europa.

O pai passou não só a acompanhar cada treinamento. Como a dar palpites. Treinadores alegavam que Jean deixava de correr, marcar ao ver Celso. Exigia a bola nos pés por ser o craque do time. Foi um veneno. Aos poucos foi perdendo a competitividade, essencial para um meia no futebol moderno. Até Messi volta para marcar no Barcelona. Mas a jovem promessa, não.

Houve um episódio simbólico. Jean e Celso procuraram o então presidente Marcelo Teixeira. Disseram ter proposta da Espanha e só não iriam embora se não 'trabalhassem' mais com o treinador Alberto Vieira. O menino tinha 13 anos. O técnico foi mandado embora. A história se espalhou e prejudicou demais Jean no clube.

Seu ambiente foi ficando cada vez pior na Vila Belmiro. A alegação do clã Chera era inveja dos outros meninos, inconformados com o tratamento especial que Jean recebia. Quanto mais Neymar e Ganso faziam sucesso, mais Jean dava entrevistas. Televisões o seguiam na escola, na concentração. Tinham a certeza que estavam filmando o nascimento de um grande talento internacional. O departamento de marketing da Umbro chegou até a fazer uma chuteira personalizada, com o sobrenome Chera estampado no calçado.

1jeancherafacebook Jean Chera. O Messi do Mato Grosso, o novo Neymar, o meia que seria o camisa 10 da Copa de 2014,  acumula dispensas e decepções. Aos 19 anos, foi parar na Segunda Divisão da Grécia...

Se a publicidade estava ótima, em campo, acontecia exatamente o contrário. Encontrava cada vez mais dificuldade em ser titular. As discussões de seu pai com os treinadores viraram uma constante. Tudo piorou quando chegou a hora do primeiro contrato profissional. Coincidiu com sua perda definitiva de posição. Virara reserva do sub-17. O clã acreditou que se tratava de uma jogada articulada. Para que o salário oferecido pelo Santos fosse aceito.

R$ 75 mil no primeiro ano, R$ 100 mil no segundo e R$ 130 mil, no terceiro. E mais luvas de R$ 1 milhão. Era essa a pedida de Celso. A diretoria santista achou um absurdo. Queria manter os R$ 25 mil que ele recebia. Afinal, era reserva. E ir aumentando gradativamente nos dois anos seguintes. Além de querer participação nos direitos do jogador. O pai/empresário pegou seu filho e foi para a Itália. Com apenas 16 anos.

Ele tinha uma proposta do Genoa da Itália. Jean chegou como uma grande revelação. Com a fama de enorme talento. Mistura de Neymar e Messi. A decepção foi imensa. Logo os italianos se arrependeram por feito um contrato de três anos. Sem combatividade, lento, era facilmente anulado nos treinamentos. O deixaram encostado. Não concentrava. Não conseguiu nem ser reserva. O passaporte comunitário, prometido pelo pai, nunca chegou às mãos dos italianos. O que só piorava e muito as coisa.

Celso entrou em ação e acertou a liberação. Tinha certeza que seu filho brilharia no Brasil. O ofereceu para o Palmeiras e Corinthians. O empresário Ricardo Mendes desabafou na época.

"O moleque é vítima de um pai louco, que briga com todos. O Palmeiras descartou o menino na mesa de reunião por causa do pai. Pergunte ao Frizzo se é mentira. O Andrés Sanchez disse que não contrataria o Jean porque não suportava o Celso. O Jean é tranquilo. O pai que estraga."

Celso o levou ao Flamengo. Outra vez não conseguiu se firmar no time sub-17. Nem na reserva foi aceito. Foi para a equipe B. E logo dispensado. O pai chegou à conclusão que precisava do apoio de um empresário importante: Juan Figer. O uruguaio tentou colocá-lo no São Paulo. Não conseguiu. O Atlético Paranaense aceitou. Mas logo o dispensou. Figer fez uma última tentativa com o Cruzeiro. Desejava que o time mineiro o colocasse na vitrine, na Taça São Paulo. Muito mal nos treinamentos, Chera foi dispensado e nem viajou para a capital paulista.

Chegou até o Oeste de Itápolis já sem Figer. E seu pai. Não conseguiu atuar em nenhuma partida profissional. Resolveu se aventurar na Europa. Em um mercado menor, a Romênia. No CS Universitatea Craiova. Ficou treinando apenas dez dias e foi mandado embora por falta de competitividade. Chegou à Segunda Divisão grega, o Paniliakos.

"E o tempo que roubado foi não poderá se comparar a tudo aquilo que o Senhor tem preparado para ti!", postou na sua página no Facebook. Está muito animado. Empolgado com uma nova chance. Depois de seis dispensas, cada uma mais vexatória do que a outra após ter saído do Santos.

Aos 19 anos, a carreira de Jean Chera mostra que nem sempre o amor paterno deve se misturar à carreira de um jogador. Enquanto o filho está na Grécia, Celso voltou para a pequena cidade de Vera, que fica a 463 quilômetros de Cuiabá. Saudoso, sem entender o que deu errado nesses sete anos. Sem perceber o quanto atrapalhou, travou o futuro do "Messi do Mato Grosso". Pelo menos, na hora que a saudade aperta, sobraram os dvds...

Mario Gobbi desobedeceu a Andrés Sanchez ao tentar contratar Leandro Damião. Mano Menezes revelou que tentou repetir a estratégia do São Paulo, com Pato. Até para se proteger em caso de o Corinthians não chegar à Libertadores de 2015…

leandrodamiãomowapress Mario Gobbi desobedeceu a Andrés Sanchez ao tentar contratar Leandro Damião. Mano Menezes revelou que tentou repetir a estratégia do São Paulo, com Pato. Até para se proteger em caso de o Corinthians não chegar à Libertadores de 2015...
Outra grande prova que Mario Gobbi não dá a menor atenção ao que fala e pensa seu mentor Andrés Sanchez. Ela saiu dos lábios de Mano Menezes. Ele confirmou ser verdade aquilo que parecia boatos na boca de conselheiros. Gobbi tentou durante a Copa do Mundo o empréstimo de Leandro Damião para o Corinthians.

O presidente não quis nem saber das várias vezes que ouviu de Andrés. O clube não deveria fazer negócios com o empresário Renato Duprat. Foi ele quem trouxe a MSI para o clube na gestão de Alberto Dualib. E também a devassa que a Polícia Federal fez atrás de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. As acusações e a MSI passaram. Mas Sanchez garantiu que não negociaria mais com Duprat. Seria péssimo para a imagem do Corinthians. Apesar de ele mesmo continuar amigo íntimo de Kia Joorabchian, ex-presidente da MSI e representante do bilionário Boris Berezovisky.

Andrés queria Renato Duprat e Doyen Sports longe do Parque São Jorge. Mas Gobbi resolveu enfrentar a sua determinação. A pedido de Mano Menezes, ele não estava satisfeito em ter apenas Paolo Guerrero como atacante 'cascudo' no elenco. A saída de Emerson Sheik e Romarinho, e a falta de dinheiro, o obrigaram a apostar em quem não queria. O paraguaio Romero, Malcom, Luciano e Gustavo Tocantins têm em comum a pouca idade, a inexperiência. O treinador sabia que eles não suportariam a pressão.

E convenceu Gobbi a repetir o que o São Paulo havia feito com Alexandre Pato e até com Casagrande, em 1984. Buscar Leandro Damião que está fracassando no Santos. Contratá-lo por empréstimo. O argumento, o Corinthians recuperaria o investimento de R$ 42 milhões feito pela diretoria santista. Daria um banho de confiança no já desacreditado artilheiro.

"O Leandro Damião é um jogador que confio e já trabalhou comigo na seleção brasileira. Porém, o Santos vetou." Mano confessou ontem na Fox Sports.

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Odílio Rodrigues não teve como convencer seus conselheiros que iria poupar R$ 500 mil mensais. O jogador recebe R$ 450 mil e mais R$ 50 mil de auxílio moradia. Na Vila Belmiro, o Corinthians é considerado o maior rival dos santistas. Além disso, a diretoria sempre teve como prioridade classificar o time para a Libertadores de 2015. O clube paulistano é um dos concorrentes às quatro vagas brasileiras.

Leandro Damião e seu empresário Vinicius Prates nem foram consultados. Odílio já rechaçou a proposta corintiana. Matou na raiz a sondagem. E queria que não vazasse. Para que, em caso de o jogador continuar decepcionando, não seja acusado de desperdiçar uma oportunidade de se livrar dele. Mario Gobbi vinha mantendo segredo. Os poucos conselheiros que ouviram rumores sobre a tentativa de negociação foram convencidos que ela não havia acontecido.

Mano fez questão de torná-la pública. Na sua visão está implícito o erro de o Corinthians depender tanto de Paolo Guerrero na temporada. O peruano não tem companheiros e quanto mais reservas à altura. O time se ressente demais de suas ausências por contusão, suspensão ou convocação para a seleção peruana. Não só pelos gols, mas pela presença na área, capaz de atrair a atenção de dois zagueiros e abrir espaço para os companheiros concluírem.

Mano conhece Leandro Damião da Seleção Brasileira. E também do Internacional. Sabe que ele é um jogador que não tem muita técnica, fundamentos. Não participou de escolinhas de futebol nem de categorias de base. Se tornou profissional aos 18 anos. Forte fisicamente, tem o porte de Guerrero. Mano sabe que Leandro Damião precisa se sentir confiante. Ter um treinador e uma torcida que o apoie de maneira intensa. Quanto mais questionado, menos ele rende. O técnico corintiano estava disposto a se colocar como escudo do jogador. E até pedir apoio dos torcedores corintianos.

Ao revelar o interesse frustrado, Mano repassa aos dirigentes uma grande parcela de culpa. Principalmente se a Libertadores não chegar. Escancarou que, sem saída, teve de apostar em Malcom, Luciano, Romero e Gustavo Tocantins. Atletas muito jovens e instáveis psicologicamente.

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A ala de conselheiros ligada a Andrés e a Roberto de Andrade, candidato favorito à presidência corintiana, ficou ainda mais irritada com Mario Gobbi. Ele já está isolado no Parque São Jorge. Com a revelação que estava disposto a contratar um jogador de Renato Duprat, ficou claro que ele não dá a menor atenção aos pedidos de Sanchez.

Roberto de Andrade só investiria em Leandro Damião se o Santos tivesse pagado os R$ 42 milhões à Doyen Sports, que comprou o atleta do Internacional. O que demorará muito a acontecer. O clube banca R$ 500 mil mensais ao fundo de investimento maltês. Os juros são de 10% ao ano. Na prática, o atacante custa R$ 1 milhão todos os meses aos cofres santistas. Seu contrato é de cinco anos.

Dentro desse cenário, Roberto de Andrade não vai nem tentar o atacante santista. Não vai desobedecer à recomendação de seu principal cabo eleitoral, Andrés Sanchez. Ele não quer saber de jogador de Renato Duprat no Parque São Jorge. Mario Gobbi tentou desobedecer a sua ordem. A tentativa deveria ter ficado em segredo. Mas Mano a tornou pública. Até porque já sabe que não continuará no Parque São Jorge. E para se precaver, ter uma desculpa, caso não venha a vaga na Libertadores. Calculista, o treinador não fala uma palavra publicamente sem querer.

O outro efeito colateral que se espera na Vila Belmiro é que Leandro Damião se anime, se sinta valorizado, cobiçado. Já que ele virou reserva de Gabriel e toda vez que entra em campo é recebido com vaias pela torcida santistas. O que, segundo a teoria de Mano Menezes, faz com que seu futebol seja cada vez pior...
2ae2 1024x576 Mario Gobbi desobedeceu a Andrés Sanchez ao tentar contratar Leandro Damião. Mano Menezes revelou que tentou repetir a estratégia do São Paulo, com Pato. Até para se proteger em caso de o Corinthians não chegar à Libertadores de 2015...

Marco Polo del Nero mostrou seu autoritarismo. Atrapalhou os clubes que disputarem a Libertadores de 2015. Vão ter de valorizar o Campeonato Paulista na marra. E ainda ironizou o Bom Senso…

1fpf Marco Polo del Nero mostrou seu autoritarismo. Atrapalhou os clubes que disputarem a Libertadores de 2015. Vão ter de valorizar o Campeonato Paulista na marra. E ainda ironizou o Bom Senso...
Marco Polo del Nero mostrou como será o seu reinado na CBF. Quem acreditava que José Maria Marin é autoritário, terá um choque. Ele já está eleito como novo presidente da entidade nacional. Mas antes de sair da presidência da FPF mostrou sua marca. Acaba de dar uma demonstração da sua força para o Bom Senso. Diminuiu o número de datas. Mas quer os clubes com seus principais jogadores.

Ele sabe muito bem a repulsa dos torcedores e da imprensa aos inúteis regionais. E até dos clubes grandes. Principalmente os envolvidos com a Libertadores. Durante anos, as equipes se protegeram escalando equipes reservas. As inscrições eram abertas. Cada clube inscreviam dezenas de atletas. E utilizavam atletas com nível mais fraco. Principalmente garotos da base. Os melhores ficavam reservados para a Libertadores ou aos jogos mais importantes.

Isso enfraquecia a competição. E desmoralizava prefeitos de cidades do interior, que gastavam verbas municipais para fortalecer os times que representavam seu município. Tinham em troca o prazer de ver Corinthians, São Paulo, Palmeiras e Santos com suas principais estrelas.

Isso não acontecia há anos. Outro efeito colateral era cada vez menor a irritação da Globo e Bandeirantes em mostrar jogos com atletas desconhecidos, fracos, desinteressantes. A audiência despencava. O que fazia os torneios definharem a cada nova edição.

Só que Marco Polo del Nero foi direto. Avisou que o regulamento estava mudado. A Federação Paulista de Futebol impõe que cada time inscreva apenas 28 jogadores. Ele travou a possibilidade de que os grandes usem equipes desfiguradas. Elencos inchados com atletas jovens ou fracos para serem titulares em torneios significativos como Libertadores. Foi uma manobra astuta e cruel.

Se uma equipe grande resolver poupar seus 11 jogadores titulares, só levará 17 atletas para suas partidas. O que dará muito menos opção a seus treinadores. Já que a Fifa permite até 12 profissionais no banco. As jovens promessas da base não deverão ter chance. Não se o time pretende ganhar o torneio. Atletas que despontam na Segunda e na Terceira Divisão enfrentarão mais resistência para ser contratados. Os estaduais serviam como testes. Agora não mais.

1ae3 Marco Polo del Nero mostrou seu autoritarismo. Atrapalhou os clubes que disputarem a Libertadores de 2015. Vão ter de valorizar o Campeonato Paulista na marra. E ainda ironizou o Bom Senso...

Marco Polo del Nero sabia que a esmagadora maioria dos clubes não reclamaria. Pelo simples fato de a Federação Paulista de Futebol emprestar dinheiro a vários deles. E interceder junto à Globo em várias antecipações de cotas de televisão. Carlos Miguel foi o único a protestar. Até porque pleiteia dinheiro da CBF pelo uso de seus atletas na Seleção Brasileira. E porque quer ser o líder de uma liga independente. Os 19 demais presidentes se calaram. Não quiseram contrariar o presidente da FPF e da CBF.

Marco Polo quer melhorar o nível técnico da competição à força. A conquista do Paulista pelo Ituano mostrou apenas o quanto tudo é artificial. O time interiorano foi desmanchado logo em seguida. Por falta de torneios para disputar. Para os dirigentes, o campeonato estadual é mais uma perda de tempo. Sua fase áurea passou há mais de 20 anos, com a valorização da Libertadores da América.

Mesmo com datas reduzidas, o torneio atrapalha a pré-temporada. E a vida dos clubes. O time que conquista o Campeonato Paulista sabe que a competição não tem valor. Mas os que perdem tem sua rotina complicada. Treinadores se desestabilizam. Passam a ser questionados. Jogadores reclamam pelo pouco tempo de treinamento para enfrentar clubes que se preparam por meses. Por isso costumam surpreender, disparar e até vencer torneios estaduais. Como o Ituano de Juninho Paulista.

Marco Polo del Nero não se incomodou com a reclamação de Carlos Miguel Aidar. Desviou o foco para o combate contra as torcidas organizadas. Disse que existem entre 200 e 150 bandidos em cada organizada. Mas completou avisando que o reconhecimento facial, que garantiria a prisão dos vândalos, é impossível. Devido ao seu alto custo.

O torneio paulista deste ano está enxuto. São quatro grupos de cinco equipes. Elas não se enfrentam dentro dos seus próprios grupos. O Grupo A tem São Paulo, Ituano, São Bernardo, Mogi Mirim e Red Bull; grupo B, Corinthians, Ponte Preta, Audax, Rio Claro e São Bento; C, Palmeiras, Botafogo, Portuguesa, Linense e Marília; D, Santos, Penapolense, Bragantino, XV de Piracicaba e Capivariano.

Os dois primeiros de cada grupo se classificam. As quartas de final e semifinal serão feitas em jogo único. Só a decisão terá duas datas. Outro dado que irritou os dirigentes. O preço mínimo de ingresso. Marco Polo exigiu R$ 40,00 para não desvalorizar seu produto. Ele só aceitará redução para os planos de sócios-torcedores.

Só haveria uma saída para os clubes grandes que disputarão a Libertadores. Inscrever só jogadores insignificantes no Paulista. Mas cadê coragem para enfrentar o todo poderoso Marco Polo? Nem o rebelde Carlos Miguel Aidar fará isso. Não comprará briga com a FPF e a CBF de uma vez só.

A cúpula do Bom Senso não poderá protestar. O tempo do torneio foi reduzido. Mas os atletas foram também prejudicados. Principalmente os que buscam uma chance nos clubes grandes. Além de tudo massageou o ego da Globo e da Bandeirantes que terão partidas mais interessantes para mostrar. Foi vitória por nocaute do autoritário presidente da FPF...
2ae1 Marco Polo del Nero mostrou seu autoritarismo. Atrapalhou os clubes que disputarem a Libertadores de 2015. Vão ter de valorizar o Campeonato Paulista na marra. E ainda ironizou o Bom Senso...

A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos…

1ae2 A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos...
Não adianta. Carlos Miguel Aidar já recebeu até recados de velhos amigos corintianos. Para que esquecesse Andrés Sanchez e tudo o que ele faz ou diz. Com muito carinho, ele é tratado como "Carlinhos", apelido que carregou quando era conhecido como o filho de Henri Couri Aidar, que presidiu o São Paulo entre 1972 e 1978. Amigos conselheiros do Parque São Jorge pediram que deixasse de provocações, como classificá-lo de 'mestre de obras do Itaquerão'.

Suas declarações pouco antes da Copa não foram esquecidas. Principalmente por Andrés.

"Havia uma determinação do presidente da República para uma construtora fazer um estádio novo. E ele não torce para o São Paulo, ele torce para o Corinthians. E mandou fazer. A construtora disse sim, senhor, e fez o estádio. Está lá. Cheio de problemas. O Corinthians não é o dono do estádio, é da construtora. Ele nunca vai conseguir pagar aquele dinheiro."

"O Itaquerão não vai ter show. Por um motivo simples. Aquilo (Itaquera) é outro mundo, é outro país, não dá para chegar lá."

Andrés é muito vingativo. E na primeira oportunidade que encontrou Carlos Miguel, em um restaurante paulista, o ex-presidente corintiano deu o troco. O chamou de elitista por desprezar a Zona Leste de São Paulo. E ainda pediu a Mario Gobbi que não levasse os clássicos contra time de Aidar no Itaquerão. Não queria que o 'time da elite' pisasse no estádio do Corinthians. E que os confrontos acontecessem longe de São Paulo. Como em Manaus, Natal. Mas o seu ex-pupilo não lhe deu ouvidos. Foi um dos motivos que piorou o afastamento entre os dois.

A situação havia acalmado um pouco. Mas Andrés não perdoou a chance quando viu Carlos Miguel bradar contra a CBF. Exigindo dinheiro por usar os jogadores do clube. O dirigente queria liderar um movimento nacional para cobrar a entidade.

"Isso é o São Paulo que está com dificuldade financeira e está cobrando lá na CBF. A CBF não tem como pagar jogador que é convocado", ironizou o ex-presidente corintiano na Jovem Pan.

Mas tomou o troco. 'Carlinhos' se esqueceu dos conselhos que recebeu de amigos corintianos. E partiu para o confronto. Desta vez ainda mais pesado.

"O São Paulo está cobrando um direito dele. As dificuldades financeiras do São Paulo não são nem um terço das dificuldades do Corinthians. Acho que o Andrés está passado da eleição do Corinthians e não faz ideia do tamanho da dívida do seu clube." E foi além. Humilhou a avaliação do rival em relação aos 'anos negros' como ele classificou o mandato de Marco Polo del Nero à frente da CBF.

1cbf A troca de provocações e ironias entre Andrés e Carlos Miguel. A briga é pela liderança dos dirigentes brasileiros. E a formação de uma liga independente. Para enfrentar a CBF e redistribuir o dinheiro da transmissão dos jogos...

"Ao contrário. O Andrés está fazendo discurso de derrotado. Ele só não é candidato derrotado porque retirou a candidatura dele. O Marco Polo vai fazer uma gestão muito boa. Ele está desligando pessoas ligadas ao Ricardo Teixeira, esses sim eram pessoas desserviam o futebol. Está fazendo o que o Marin não fez." Aidar usou a rádio para dar o novo troco.

Para tristeza de Andrés, Mario Gobbi tem lavado as mãos nesse confronto. Não quer inimizade com Aidar por causa do seu ex-mentor. Mas Roberto de Andrade será diferente, se eleito. Ele não tolera as provocações do presidente do São Paulo. Sua filosofia combina com o ex-presidente corintiano.

Andrés não quer ver Aidar liderando qualquer movimento entre os clubes brasileiros. Seja na formação de uma nova liga ou brigando por mais dinheiro da transmissão da Globo. O presidente do São Paulo sabe bem disso. E está tentando primeiro pacificar o São Paulo, afetado pela briga com o ex-presidente Juvenal Juvêncio. Quando conseguir, vai 'dar a vida' pela reforma do Morumbi.

Aí chegará a etapa de tentativa de formação de uma liga independente. Para questionar a CBF e cobrar o fim de privilégios da Globo a Corinthians e Flamengo. O que Andrés não deseja de forma alguma ver liderada por seu oponente. Será nesta hora que a guerra de verdade vai acontecer...
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O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração…

1ae1 1024x576 O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração...
É de longe o clube mais empolgado do Brasil. Não é o melhor. Não tem os grandes valores técnicos. Seu treinador está se redimindo depois de dez anos de decadência. Suas dívidas somam mais de R$ 500 milhões. Mas o casamento do Maracanã e a sua torcida tiveram o efeito de um desfibrilador gigantesco para o Flamengo.

Foi como uma catarse. A diretoria elitista não se conformava em ver um técnico simples como Jayme de Almeida. Pouco importavam a Copa do Brasil do ano passado e o Carioca deste ano. No torneio 'de verdade', a Libertadores, o time foi um fracasso. Ter jogadores fracos e uma programação péssima não contaram. Jayme nunca foi visto além de um auxiliar. Havia desconforto em vê-lo como comandante do Flamengo.

Empresários sabiam disso e entraram em contato com Ney Franco no Vitória. E na Gávea todos sabiam que ele chegaria para assumir o time. Jayme foi o último a saber. Mas a manobra foi um fracasso. Os jogadores souberam da articulação. E rejeitaram o novo técnico. Inseguro, Ney resistiu apenas sete partidas. Foi mandado embora.

Com medo do rebaixamento à flor da pele, dirigentes se mexeram. Tentaram fechar com Tite, ouviram 'não'. Depois sondaram Oswaldo de Oliveira, que não imaginava que seria demitido do Santos. Outro não. Só depois contataram Vanderlei Luxemburgo. Sua íntima ligação com a Gávea e as conquistas antigas serviam como escudo. Decadente, ele sabia ter as portas dos principais clubes do país fechadas para 'seus projetos'. Aceitou correndo R$ 350 mil mensais. Recebeu apenas uma missão, evitar o rebaixamento.

Esperto, Vanderlei tratou de deixa pública a sua tarefa. E que batizou no seu vocabulário simplório de 'confusão'. Supersticioso, evita a palavra rebaixamento. Para evitar sua energia negativa.

Do lado prático, Luxemburgo se viu de novo presenteado pelo destino. Tinha nas mãos mais uma oportunidade para salvar a sua reputação. Milionário e avô, Vanderlei tinha a obrigação de se concentrar apenas na montagem da equipe. Da sua comissão técnica gigante que adorava levar aos clubes, sobrou seu melhor companheiro e profissional. Antônio Mello. Ele é excelente preparador físico.

Burro, Vanderlei nunca foi. Tratou de montar um esquema para aproveitar as características do limitado grupo que tinha nas mãos. Tratou de, sempre apelando para o seu vocabulário, fechar a casinha. Ou seja, proteger a defesa. Baniu sem dó o problemático goleiro Felipe. Foi a vingança particular por ele ter comemorado sua demissão em 2012. Fixou o ótimo Paulo Victor. E mostrou ter aproveitado a Copa de 2014, como comentarista da Fox Sports.

1gazetapress O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração...

Tratou de usar o fôlego dado aos atletas por Antônio Mello. E fez do Flamengo, o melhor time com recomposição defensiva do país. O que falta na técnica, no talento, os jogadores compensam atuando de maneira compacta. Com todos os setores se ajudando. Quando o time carioca é atacado, forma duas linhas de quatro e cinco jogadores. E com tanta disposição, quase nunca é surpreendido nos contragolpes. Sem nenhuma estrela para sabotar seu trabalho, como fez Ronaldinho Gaúcho, os atletas o obedecem cegamente. É algo emocionante a aplicação. Marcando tem a intensidade um time europeu.

A grande arma ofensiva do Flamengo está na correria. Na vibração. Everton é o grande motor da equipe. É quem articula os contra-ataques velozes. Quando está de posse de bola, Léo Moura e João Paulo abrem pelas laterais como pontas. Podem descer sem medo que a equipe atua com três volantes. E aí Gabriel, Eduardo da Silva ou Nixon se viram. Finalizando ou abrindo espaço para quem vem de trás. Cáceres, Canteros, Márcio Araújo surgem de forma inesperada.

O que parecia ser um enorme desfalque, o afundamento da testa de Alecksandro, foi benéfico taticamente. O artilheiro grandalhão fazia gols, abria espaço. Mas é lento. O Flamengo incendiou seus ataques com o velocista e habilidoso Gabriel. O que parecia ruim acabou sendo uma dádiva.

Mas por trás de todos esses acertos está a empolgação da torcida. Com o final da Copa, restou o novo Maracanã. A proximidade do gramado, a acústica do estádio já haviam feito milagres em 2013. Só não continuou fazendo porque Jayme era sabotado dentro do clube e Ney Franco misturou sua insegurança e a rejeição dos atletas. Luxemburgo foi premiado. Tem a diretoria toda e os jogadores a seu favor. E mais os apaixonados e vibrantes torcedores.

Primeiro eles queriam continuar a se vangloriar pelo fato de o Flamengo ser o único clube grande do Rio a não ser rebaixado. Depois, sentiram até antes de Luxemburgo e da própria diretoria a possibilidade de vencer a Copa do Brasil. O exemplo foi contra o Coritiba. Vanderlei levou um time misto para a primeira partida diante do time paranaense em Curitiba. Perdeu sem choro por 3 a 0. Na verdade, seria bom ter apenas o foco no Brasileiro. Mas a torcida se recusou a ver a equipe eliminada.

1flaimagem O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração...

Apoiou de maneira tão intensa na partida de volta que veio a reviravolta inesperada. Nem Luxemburgo ou dirigentes acreditavam na sobrevivência do clube na competição. Os jogadores foram empurrados pelos gritos dos torcedores. Outra vez de arrepiar até torcedor do Vasco. No coração e não na técnica, o Flamengo venceu por 3 a 0. E ganhou a classificação nos pênaltis. A partir daquele 3 de setembro, tudo mudou.

Foram 17 partidas. A equipe eliminou o América do Rio Grande do Norte e venceu a primeira semifinal do Atlético Mineiro por 2 a 0 no Maracanã. Se livrou de vez da chance do rebaixamento com a vitória ontem por 3 a 0 contra a Chapecoense, sem quatro titulares. 2014 está salvo.

Mas o Flamengo pode mais. Os dirigentes 'amarraram' os pés de Luxemburgo na Terra. Nada de devaneios como manager. Voltou a trabalhar com o afinco dos tempos de Bragantino, quando queria ser alguém na vida e não apenas dono de lojas de carros velhos. Descobriu que mora em um país tropical e aposentou os ternos Armani à beira do gramado. Avô, está dominando o ego que tanto o sabotava. Assim como falsos amigos que o tratavam como o Einstein de Xerém.

Se redescobriu como técnico, deixou as frivolidades sem sentido, como ter um site de vinhos finos. Ou montar um instituto que revolucionaria o futebol no Brasil, na América do Sul, no mundo.Não nasceu para ser enólogo ou campeão de pôquer. Olhou no espelho e se enxergou um ótimo técnico rejeitado por vários clubes, ultrapassado e tratou de dar a volta por cima. A quarta vez que assume o Flamengo é a que está mais centrado, mais humilde.

Melhor para a torcida mais ensandecida do país. Se o ano está salvo para os dirigentes e Luxemburgo, problema deles. Os flamenguistas querem acabar 2014 com o título da Copa do Brasil. Ela tem o seu 'projeto', colocar o time do coração na Libertadores de 2014. Queira Eduardo de Mello ou não. E vai invadir o Mineirão. Desafiar outra vez o favoritismo do Atlético Mineiro.

Mais uma vez na sua história, a torcida do Flamengo provou. Ela é maior que qualquer diretoria, qualquer treinador. Muda prognósticos. Reverte a lógica. E transforma qualquer jogador em craque. O empurra com os gritos e, principalmente, com as batidas dos seus corações rubro-negros...
2flamengoimagens1 O grande personagem pela reviravolta do Flamengo. Não é Luxemburgo ou Everton. O mérito é todo da torcida mais apaixonada e vibrante do Brasil. Ela empurra o time com as batidas do seu coração...

Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016…

1ae Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...
Valdivia finalmente está justificando os R$ 475 mil que recebe por mês desde 2010. Pelo clube bancar metade do salário do seu fisioterapeuta particular, o cubano José Amador. Com o camisa 10 em campo, o Palmeiras está conseguindo uma recuperação empolgante. Faltando seis partidas para o Brasileiro acabar, o clube que já chegou a ser último colocado, precisa apenas de seis pontos para se salvar. O caminho para a salvação ficou mais aberto hoje depois da vitória importantíssima contra o Bahia, em Salvador, por 1 a 0.

O chileno foi o grande responsável pela vitória. Era o melhor jogador tecnicamente disparado na Fonte Nova. Mas o mais corajoso. Encarou Lucas Fonseca, zagueiro muito mais forte, e violento do que ele. E ainda provocou desestabilizou todo o time baiano. Soube como catimbar, ir ao limite do permitido em um jogo de futebol. Discutiu, provocou, fez faltas, conversou como se fosse o melhor amigo de infância com o árbitro Leandro Vuaden, catimbou.

Só que Valdivia foi também o atleta mais vibrante. Em meio aos pontapés, ameaças, palavrões, o meia não se omitiu. Nem teve medo. Comprou a briga e incentivou seus companheiros. Primeiro os acalmou quando o Palmeiras foi encurralado nos primeiros 20 minutos do primeiro tempo.

Dorival Júnior não esperava a pressão na saída de bola e a tomada de iniciativa do Bahia, a mando de Gilson Kleina. O agora treinador do time nordestino sabia que o precisava era sair na frente no placar. Marcar o primeiro gol seria a certeza de desestabilizar o Palmeiras que foi seu por dois anos. Ele tinha o lado psicológico a seu favor. Os salários atrasados foram pagos e os atletas ficaram sabendo que haverá um prêmio se o Bahia não for rebaixado.

O time de Kleina só faltou comer grama, tanta era a vontade de vencer. Só que a limitação técnica é um obstáculo grande demais. Nos primeiros 20 minutos, cinco chutes a gol. E uma bola no travessão de Kieza. Dorival Júnior não esperava o Bahia assim tão à frente. O pegou de surpresa. Foi um choque ver os laterais adversários atuando como pontas. Sua defesa não conseguir respirar.

O chileno catimbava, brigava pela bola, cobrava os companheiros. Dorival fez sua parte. Recuou Wesley para ajudar na cobertura pela direita. Renato ajudou no lado esquerda. E Marcelo Oliveira travou Lincoln que articulava as principais jogadas baianas.

O Palmeiras se reequilibrou e encontrou espaço para os contragolpes. Gilso Kleina sabia que algo de positivo, com neurônios do lado paulista, seria dos pés do chileno. Uelliton e Rafael Miranda tinham decorado que não poderiam deixar o meia livre. Mas Valdivia estava jogando com muita vontade. Se deslocando por todo o campo. Muito bem preparado fisicamente. E referência para quando seus companheiros tinham a bola nos pés.

E foi visão diferenciada que decidiu a partida. Mazinho lhe tocou a bola na entrada da área e correu. O chileno não pensou duas vezes em devolvê-la, aprofundada, entre a violenta e fraca defesa do Bahia. Mazinho bateu cruzado, indefensável para Marcelo Lomba, Palmeiras 1 a 0, aos 35 minutos.

1reproducao Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...

Toda a dinâmica de jogo mudou. Os baianos perderam a concentração. O medo de mais uma derrota e a proximidade da Segunda Divisão paralisou o time. Assim como a reorganização tática de Dorival Júnior. O Palmeiras estava muito melhor postado. Defendia em duas linhas, com o time junto, agrupado. Vibrando em chutar a bola para a lateral. Valdivia era quem destoava. O toque de talento em meio à enorme correria.

E também a provocação, a catimba em cada lance. O chileno conseguiu desestruturar psicologicamente o time da casa. Os jogadores do Bahia contavam até 20 para não socá-lo. Foram discussões e ameaças durante boa parte do jogo. Quanto mais Valdivia era ameaçado, mais ele jogava. E brigava por cada bola com raiva, com vontade fora do normal. Foi caçado em campo. E ria, percebia que estava conseguindo ter uma função importantíssima no jogo.

A partida era entre duas equipes ameaçadas pela Segunda Divisão. Kleina não podia perder três pontos em casa. E tratou de abrir seu time. Só que o Palmeiras estava muito bem posicionado, firme. Fernando Prass exalava confiança que a zaga montada por Tóbio e Nathan aproveitava ir mais confiante nas divididas. Havia luta, briga pela bola, mas sem stress. O time sabia que estava fazendo. Inclusive as faltas. O Palmeiras fez mais do que o dobro de falta dos baianos. Depois que conseguiu a vantagem, apelou várias vezes para os pontapés, leves, mas constantes.

Em meio à luta para tentar manter o 1 a 0, houve uma falha imperdoável da arbitragem. Nathan, caindo, prendeu a bola com o braço. Não foi involuntário. Ele virou o pescoço, procurou onde estava a bola. Foi um erro de Vuaden que ajudou a decidir a partida. Mas não tanto quanto o comportamento de Valdivia.

2ae Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...

As atuações recentes, o empenho do chileno tiveram repercussão na cúpula palmeirense. O presidente Paulo Nobre já adiantou que se reeleito renovará o contrato do meia. E Valdivia não deverá ganhar menos ou se submeter ao contrato de produtividade. O bilionário dirigente garante que montará um time forte para 2015. E quer como uma das estrelas, o camisa 10 chileno. Bem ao contrário do seu adversário Wlademir Pescarmona. Ele já se desentendeu com o meia e não defende sua permanência no clube. Mas seu principal apoiador é Luiz Gonzaga Beluzzo, que recontratou o jogador. E ele quer sim que o meia fique. Pescarmona, para não perder o apoio de Belluzzo, sabe que terá de ceder. E manter o atleta que já até o ofendeu na administração Tirone.

Mas Valdivia sabe que Nobre é favorito à reeleição. E não está nem um pouco preocupado. Sabe que se conseguir continuar sendo o principal responsável pela reação do Palmeiras, terá um novo contrato à disposição. Não como o ex-presidente Belluzzo fez. O chileno ganhou um contrato de cinco anos. Só que se o atual presidente for reeleito, oferecerá dois anos a mais no Palmeiras. O quanto durar seu novo mandato. Valdivia está muito disposto a ficar.

O jogador que atuou hoje na Fonte Nova merece continuar. É importantíssimo ao grupo. Não o Valdivia acomodado, mimado, manhoso. Grande parte dos quatro anos foi um desperdício gerado pela acomodação. Ganhou por mérito um chinelômetro. O meia chileno quer ficar no Palestra Itália. Por isso está dando a alma nos últimos jogos do Brasileiro. E quando ele deseja jogar, faz a diferença. Este jogador dedicado, empenhado, corajoso, guerreiro e talentoso é fundamental ao Palmeiras...
3ae Este Valdivia guerreiro, dedicado, talentoso, e que decidiu o jogo contra o Bahia, é fundamental ao Palmeiras. Não o acomodado, de anos e anos. Se continuar a lutar, como fez na Fonte Nova, terá seu contrato renovado para 2015 e 2016...