Os cinco torcedores e suas declarações de amor ao legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014. Vencendo o eterno rival Cruzeiro. Cada um levará como troféu, por tanta paixão, uma camisa oficial do Clube Atlético Mineiro…

1ae Os cinco torcedores e suas declarações de amor ao legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014. Vencendo o eterno rival Cruzeiro. Cada um levará como troféu, por tanta paixão, uma camisa oficial do Clube Atlético Mineiro...

Aqui, os cinco vencedores da promoção da final da Copa do Brasil. Só concorreriam os apaixonados pelo time campeão. O Atlético Mineiro se impôs diante do Cruzeiro.

Foram 175 concorrentes. A competição foi mais uma maneira de destacar o domínio do futebol mineiro no país. Muito obrigado a todos. Novas promoções virão em 2015.

Abaixo, os premiados e suas declarações de amor. Entrarei em contato por e-mail com cada um. Enviarei as camisas oficiais do Clube Atlético Mineiro, legítimo campeão da Copa do Brasil de 2014.

"Jogai pelo seu Pai menino Galo.

São outros tempos...

Somos calejados, sofridos e jamais baixaremos a guarda.
Seguiremos em frente reescrevendo a história, sem nunca esquecer do nosso passado,do qual temos orgulho. E a história é feita de sucessos e fracassos. E nosso passado é rico de tudo isso.

Mas o presente...
o presente é PRESENTE.
De quem sempre esteve presente, e sempre fez por merecer. Carregamos times medíocres nas costas. Quantos dirigentes incompetentes nos deram rasteiras. Quantos irmãos de fé abraçamos lamentando os infortúnios.

A gente não acredita de hoje.
A gente sempre acreditou. O Atleticano não é cético. Se o fosse estaria impedido de exercer sua função na plenitude. Quando veste o seu manto sagrado o atleticano vira o maior mandingueiro do mundo. Se Einstein fosse galista, vestiria a mesma cueca dos jogos ganhos e evitaria dizer o nome do rival. O Ateu atleticano levanta as mãos aos céus a cada gol ou defesa de São Victor.

O amor do atleticano não é carnal.
É paternal.
O atleticano perdoa o Galo, como um pai perdoa um filho.
Porque sabe que ali, está a razão do seu viver.
Porque sabe que há dias em que o colocará de castigo e há dias em que se encherá de orgulho.
E ainda que os dias de castigo se repitam, e teimem em dizer que aquele garoto não tem futuro, esse pai nunca desiste.
Mesmo quando os "amigos", sem filhos, com suas douradas namoradas diziam pra "deixar esse guri de lado". Eles não tem filhos, não sabem o que falam. Estão acostumados ao prazer intenso e fugaz que as douradas lhes trazem. E que a gente não é doido de dispensar. Mas amor de pai é diferente. Meninas douradas haverão muitas... em umas épocas mais em outras menos. Mas o moleque é pra sempre.
E agora. Que esse pai anda sendo paquerado por algumas moças douradas como nunca antes e elas é claro lhe dão prazer...
Só um amor lhe faz verdadeiramente feliz. O amor de pai pra filho. Aquele que não espera nada em troca. E que sempre acredita.
E esse moleque nunca nos fez tão feliz.
E hoje, esperamos levar mais uma gata dourada pro nosso quarto.
É a ex do nosso maior inimigo.
E ela sabe que aqui, a coisa é mais quente.
Enquanto ele dorme feliz por ter retribuído todo amor e confiança do seu pai.
Sr. Massa nunca esteve tão feliz."
(Wagner Gudson Marques Junior)

"O que seria de He-Man sem Esqueleto, Peter Pan sem Capitão Gancho, Prof. Xavier sem Magneto, assim como nos desenhos e filmes, no futebol existem rivais que não conseguem viver um sem o outro. Palmeiras x Corinthians, Gre-Nal, Ba-Vi, e Cruzeiro x Atlético, os melhores times brasileiros dos últimos dois anos, que hoje fazem o maior clássico mineiro da história decidindo a Copa do Brasil. O rival é tão grande que ao encontrá-lo pode-se até temê-lo, mas não se deixa transparecer, pode provoca-lo, mas sem faltar o respeito, e é diante do rival que junta-se toda a força possível, e às vezes impossível, para vencê-lo. O Galo não seria tão grande sem seu rival azul celeste, e a recíproca é verdadeira. Vencer a Copa do Brasil contra o Cruzeiro hoje, terá um prazer incomensurável, como se ganhássemos o beijo da mulher amada, o abraço de alguém querido, que estava distante, durante a sua chegada, o sorriso do bebê logo após nascer. Será uma felicidade extrema, tão grande quanto a conquista da Taça Libertadores 2013. Será a mais épica conquista de Copa do Brasil, enterrando fantasmas do passado e fazendo um presente vitorioso, de conquistas. Enquanto a bola rolar logo mais no Mineirão, verei os cruzeirenses como rivais, após o apito final, a confraternização entre amigos, pois Rivais sim, Inimigos jamais!!!"

(Hugo Leonardo)

"Pergunte a qualquer torcedor – flamenguista ou fluminense, colorado ou gremista – quando você começou a torcer? Responderão: nasci vestido com a camisa do meu time do coração! Sinto que comigo foi assim também, em família de pai flamenguista e mãe atleticana, não sei ao certo desde quando comecei a gritar “GALO” mas minha primeira partida no Mineirão foi inesquecível.
Quarta-feira, 03 de Maio de 2006. Ao retornar da escola meus pais avisam: “Vamos ao Mineirão! A partida de hoje é Atlético e Flamengo, pelas quartas de final da Copa do Brasil, jogo tranquilo pois, no jogo de ida no Maracanã, o placar foi de 4x1 para o Flamengo, o Atlético precisará fazer 3 gols.” Nada disso poderia me desanimar, a emoção de assistir o Galo no Mineirão começava a me tomar, eu esperei por 13 anos por aquele momento!
Chegando à Pampulha, uma multidão caminhava em direção aos portões, torcedores vestidos de preto e branco cantavam o hino do clube do meu coração, e eu cantei junto! Ao chegarmos na bilheteria, uma surpresa: esgotados os ingressos da arquibancada superior, não poderíamos entrar pelo famigerado portão 9! Pegamos ingressos para a arquibancada inferior e subimos correndo as escadas em direção à entrada. A cada momento em que eu me aproximava do estádio, o som das vozes se agigantava e eu sentia pela primeira vez o coração acelerar pelo clima criado pela torcida do Galo. Entramos, a visão do Mineirão lotado! Um público de quase 45 mil pessoas, como informou a Ademg pelo sistema de som que havia no Mineirão antigo. Eu pensava: não parece que temos que fazer 3 gols, o estádio está lotado, as pessoas cantam e pulam sorrindo! Nada pode abalar esse sentimento! Pude comprovar que A Massa faz o Mineirão tremer de verdade! Entrada dos jogadores, cantamos o nome de cada um deles, eu fazia parte do jogo, todos nós fazíamos! Naquele jogo, o Atlético não alcançou o placar necessário, não houve nenhum gol: empate por 0x0 e classificação do Flamengo. Meu pai dizia: não se preocupe, o Galo é freguês do Flamengo, sempre foi assim! Mas nada daquilo me importava, naquela noite eu tive certeza de que o sentíamos era maior que qualquer derrota, qualquer eliminação: o Clube Atlético Mineiro fazia parte de mim!
Copa do Brasil 2014: dessa vez, nas semi-finais encontraríamos o Flamengo. Aquele Flamengo do primeiro jogo da minha vida, o Flamengo do meu pai. Estava escrito: Mineirão, 34 minutos do primeiro tempo Éverton faz 1x0. No agregado: 3 gols para o Flamengo – o número de gols que precisávamos naquele jogo em 2006. Sim, o Galo precisaria de 4 gols, o placar de 4x1 classificaria o Atlético, o mesmo placar que o Flamengo trouxe do Maracanã para aquele primeiro jogo da minha vida. Meu pai vibrava e eu acreditava! Mais do que isso: eu e toda a torcida, que cantava o “eu acredito!” tínhamos certeza! Era questão de tempo, um a um viriam os gols, assim como contra o Corinthians na fase anterior da competição. Fim do jogo e com ele a notícia: após passar pelo clube que costumava ser nosso carrasco, encararíamos o Cruzeiro na final da Copa do Brasil. Belo Horizonte estava em êxtase. Apesar de toda a rivalidade de mais de nove décadas, emanávamos orgulho pela presença dos dois clubes mineiros na final da disputa. Era a coroação de um trabalho construído dentro de cada clube. Enfim mediríamos forças frente a frente: o Campeão da Libertadores 2013 e o Campeão do Brasileirão do mesmo ano.
O último jogo dessa grande final se aproxima, dois grandes clubes de Minas e suas torcidas vivem toda a apreensão que esse jogo histórico cria em todo o estado. Desse confronto, o melhor, ao levantar a taça, erguerá também seu clube e sua torcida. Se mostraremos ao Brasil nossa grandeza? Eu acredito. Eu tenho certeza."

(Mayara Reys)

"O que significa vencer o Rival na Final de uma Competição Nacional?

Vencer o Cruzeiro na final da Copa do Brasil significa a Glória para o Atleticano. Significa o Máximo!!! Significa tanger o intangível. Cravar na história algo que não poderá ser apagado. Significa alcançar o inalcançável. Significa eternizar aquilo que mais nos honra: Vencê-los!!!! Significa adornar uma conquista já grandiosa com algo tão grande quanto ela própria e de valor incalculável: 100 anos de Rivalidade. 100 Anos de rivalidade a serem tirados a limpo em 02 jogos. 180 minutos, onde cada pensamento positivo fará diferença, onde cada grito, de cada garganta será fundamental. Uma guerra, onde a vitória significará a glória eterna para o vitorioso e a derrota uma ferida incurável no coração do derrotado. Parece exagero não é?? Não, não é!!! Explico: Decidir o Campeonato Mineiro com o Cruzeiro é o mínimo, é a obrigação de ambos, ano após ano, e ganhando ou perdendo, no próximo ano tem mais. É Repetitivo, É desnecessário. Tornou-se praticamente o clássico por si só, com todo respeito aos demais adversários. Por isso a relevância dessa decisão. Em 106 anos de história do Galo e 93 de história do Cruzeiro, nunca ambos chegaram simultaneamente a uma decisão dessa magnitude. Eles (cruzeirenses) sempre se gabaram de terem títulos, coisa q nunca foi primordial pra nós, afinal de 71 pra cá foram poucos e nem por isso deixamos de rodar a roleta do Mineirão na proporção de 3/1 em cima deles. Nossa paixão não se mede pelos títulos. Somos fanáticos na vitória e na alegria (Libertadores 2013), ou na derrota e na tristeza (rebaixamento),tanto faz. Como dizia Drummond, nós torcemos até contra as forças da natureza se for a nossa camisa q estiver na tempestade. O que importa é que nosso maior objetivo sempre foi vencê-los, significa muito pra nós. Somos apaixonados pelo galo e quando se tem aquilo q nos faz mais felizes (vencer o Cruzeiro), ampliado por um título de Grandeza nacional, que não beliscamos há muito tempo, é indescritível. Vencê-los na final e ainda levando em consideração a nossa épica trajetória (02 viradas seguidas sobre Corinthians e Flamengo), será o título mais perfeito e espetacular da história do Galo. O Cruzeiro tem 04 copas do Brasil, estão cansados de gritar, falar e ostentar. Tudo bem!!! Agente sabe!!! Já até decoramos a ladainha, mas esta vale mais que as 04 deles juntas e mais 01 brasileiro de troco. Nós não ligamos pras 04 copas do Brasil ou pra quantos títulos eles podem conquistar pela eternidade. Nós ligamos pra vencê-los!!!! Nós ligamos pra carimbar a faixa de campeão deles e dizer: “eh, agora tem o nosso carimbo de qualidade”. Nós ligamos pra mandar no nosso quintal que é Minas Gerais, e quando este quintal se expande e se torna o Brasil vira algo de valor incalculável, inestimável!!! Nunca, nenhum título mundial, intergaláctico, ou cósmico, valerá tanto!!!!Vencer significará q toda argumentação e discussão entre as torcidas estará finalizada com uma simples frase: “2014 a copa das copas do Brasil é do Galo!!!!” . #euacredito!!! #euacredito!!! #euacredito!!!........."

(Luis Carlos Teixeira)

"Cosme. Sou Atleticano de corpo e alma, você como jornalista tem conhecimento de tudo que nós Atleticanos passamos, todos os campeonatos perdidos desde 77 (invicto, melhor ataque, artilheiro e vice), 80 (Tomou o gol no fim de Nunes), 81 (Maior palhaçada do futebol mundial, libertadores do rato), 85 (Faria final com Bangu, não conseguiu fazer um gol no mineirão no Curitiba),... e por aí vai, na década de noventa tivemos que assistir a ascensão de nosso rival, ganhando praticamente tudo e ainda a tríplice coroa em 2003, em 2005 caímos... (parecida o fim), mas tinha mais sofrimento, vieram mais eliminações (Bota-fogo que o diga), em 2011 pensei: Agora vamos vingar... vamos jogá-los para série B... me vem aquele 6x1 fatídico, ridículo, cheirando a jogo comprado... mas em 2012 renasce a emoção... Victor, R10, Jô, Bernard, Réver, Léo Silva fizeram um grande campeonato Brasileiro pra mim sendo o melhor time daquele ano, mas o título ficou com o Fluminense com ajuda de juízes é bem verdade, cheguei a pensar mais uma vez: Será que não vou ver meu Galo ganhar um título grande? Tenho 32 anos, não era nascido em 71. Mas veio aquela heroica libertadores de 2013, me dando um sensação de liberdade literalmente, mas o rival reagiu rápido demais e ganhou o Brasileiro de 2013, só com o Galo mesmo...

“Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus.” Marco Polo del Nero…

1ae2 Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...
"Um homem que viveu a CBF e conhece o perfil do presidente e do vice-presidente não deveria ter falado isso. Ele não poderia reclamar porque não viu nada de errado e nos não fizemos nada de errado. Futebol é jogado seriamente. Arbitragem erra, mas erra menos que os jogadores. Ele deveria treinar melhor os jogadores do que reclamar da CBF, de qualquer setor dela."

Foi assim que Marco Polo del Nero confirmou hoje o rompimento de vez com Luiz Felipe Scolari. O futuro presidente da CBF se irritou profundamente com as insinuações do treinador de que os times que vão disputar a Libertadores já "foram escolhidos". Felipão desabafou após a partida contra o Corinthians.

Marco Polo ficou profundamente magoado. Ele foi o maior defensor de Felipão junto a José Maria Marin. Seu padrinho assumido. Insistiu que deveria ser o nome para substituir Mano Menezes, técnico ligado ao inimigo Andrés Sanchez. Marin ficou em dúvida por causa do rebaixamento do Palmeiras.

2ae Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

Foi Marco Polo, conselheiro vitalício palmeirense, insistiu que o problema era do fraco elenco oferecido por Arnaldo Tirone. E não de Felipão. A relação entre os dois era excelente. Ficou melhor ainda depois da conquista da Copa das Confederações.

Mas veio a Copa e o vexame com a derrota para a Alemanha por 7 a 1. Scolari revelou a amigos que tinha a promessa de Marin e de Marco Polo. Fosse qual fosse o resultado do Mundial, o treinador tinha a promessa de seguir comandando a Seleção. Os três conversaram sobre a juventude da geração que representou o Brasil antes da Copa.

De acordo com Felipão ficou acertado que ele seguiria até o Mundial da Rússia, em 2018. O técnico chegou até a fazer um relatório minucioso após a Copa. Levou para Marin e Marco Polo. Mas ele logo percebeu que havia algo errado, quando encontrou um carro da TV Globo no prédio de Marin.

Mal começaram a conversar e Marco Polo e Marin avisaram que ele não continuaria na Seleção. O treinador se sentiu muito traído. Principalmente pela notícia de demissão ter vazado na Globo.

Desde então, os dois não mais se encontraram. A postura de Marco Polo teria magoado profundamente Scolari. O técnico decidiu não falar claramente sobre o assunto. Assumiu o Grêmio e esqueceu a Seleção, a Copa e o padrinho. Só abriu exceção ontem. Quando fez um balanço sobre o ano.

"De Copa do Mundo só participa quem é bom, quem tem qualidade, participei de três (campeão com o Brasil em 2002, quarto lugar com Portugal e Brasil, em 2006 e 2014). Não tenho nada que ficar preocupado com 2014."

3ae Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

Mas não é o que acredita Marco Polo. Ele tem uma tese para as reclamações de Felipão.

"O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que eles perdem os postos que gostariam de ocupar e culpam alguém. Arbitragem, CBF, só falta culpar Deus."

O futuro presidente da CBF, veterano advogado, não fala nada à imprensa que não queira. Escolheu as palavras para mandar um recado direto a Felipão. Mostrar ao mundo que o considera ultrapassado.

"Acho que temos que reciclar. Eles têm que se preparar melhor, atentar para que o mundo mudou, o futebol no Brasil mudou, a transparência existe. Eles precisam se reavaliar para saber o que acontece no Brasil, porque falar sem saber."

Felipão chegou a reunir jornalistas em Porto Alegre para mostrar um vídeo de lances que teriam ajudado o Cruzeiro a derrotar o Grêmio, em Porto Alegre. Principalmente dois pênaltis que não teriam sido marcados em Geromel. Tudo ficou pior depois de derrota para o Corinthians.

A sua tese de favorecimento a alguns times sofreu enorme baque ontem. Com a derrota para o péssimo Bahia, não há nem como insistir. Reafirmar que os gremistas não estarão na Libertadores por perseguição. Nada disso. Há incompetência também.

A postura de Marco Polo, há pouco, na rádio Globo mostra que não haverá perdão. Enquanto for presidente da CBF, Felipão não pisará mais na sede da entidade. Acabaram os almoços e jantares de três horas. O presidente da FPF sabe muito bem que Felipão desfrutou da intimidade do poder do futebol brasileiro. Teve reuniões com a cúpula da Globo antes do Mundial.

Por isso a reação rígida. Não haverá perdão a Scolari. O que é justo. Mas o STJD teria a obrigação de convocar o ex-treinador da Seleção. E pedir esclarecimentos. Quem escolhe os times da Libertadores? E por que não interessariam dois clube mineiros e outros dois gaúchos? Infelizmente, até agora essa convocação não veio. Ninguém sabe explicar qual o motivo...
1reproducao Felipão deveria treinar melhor os jogadores. O que eu vejo desses treinadores que reclamam é que perdem postos que gostariam de ocupar. E culpam alguém: arbitragem, CBF. Só falta culpar Deus. Marco Polo del Nero...

Mano Menezes descontrolado com sua saída. Desestruturou o Corinthians no Maracanã. Foi responsável pela goleada, pelo 5 a 2 do Fluminense…

2reproducao11 Mano Menezes descontrolado com sua saída. Desestruturou o Corinthians no Maracanã. Foi responsável pela goleada, pelo 5 a 2 do Fluminense...
O Corinthians foi para o Maracanã apenas para confirmar se juntar ao Cruzeiro, São Paulo e Internacional. Bastava um empate e estavam fechados os quatro clubes que disputarão a Libertadores em 2015, saídos do Brasileiro. Bastaria um empate contra o Fluminense. O time saiu até na frente no placar, com gol de Guerrero.

Mas o time sucumbiu, desmoronou de forma impressionante. E foi goleado por 5 a 2. O grande personagem negativo do jogo foi Mano Menezes. O técnico mostrou seu descontrole emocional. Reclamou publicamente do time, que estaria 'de frescurinha', quando estava vencendo a partida por 1 a 0. Discutiu com torcedores atrás do seu banco de reservas, gesticulando, gritando. De costas para o campo.

Depois discutiu com Wilton Pereira Sampaio. Depois de expulso, se recusou a sair deixar a partida. Avisou que sairia só se Wilton fosse conversar com ele. O juiz foi. Só então foi embora.

Mano estava visivelmente descontrolado. E passou seu nervosismo para o time. O Corinthians estava irreconhecível no Maracanã, quando tomou cinco gols na partida que deveria ser a de consagração.

1gazeta9 Mano Menezes descontrolado com sua saída. Desestruturou o Corinthians no Maracanã. Foi responsável pela goleada, pelo 5 a 2 do Fluminense...

Ninguém poderia imaginar o caos que a partida se transformaria para os paulistas. O time começou muito bem no Maracanã. Aos quatro minutos, Guerrero completou para as redes rebote de Cavalieri, que evitou o gol de Malcom. Com a vantagem, o Corinthians passou a tocar a bola, ditar o ritmo de jogo. Tivesse um pouco de objetividade, poderia ter ampliado a vantagem.

Mano foi ficando cada vez mais irritado. Ele estava obcecado para aproveitar os holofotes e sair do Maracanã com o time classificado para a Libertadores. O esquema era mais do que conhecido. Ralf na frente da zaga. Elias, Petros e Renato Augusto cuidando das intermediárias. Na frente, a velocidade de Malcom e a eficiência de Guerrero. Fagner e Fábio Santos ficavam fechando seus setores.

O Corinthians queria os contragolpes. O Fluminense dava espaços. Os setores estava espaçados, abertos. Cristóvão via seu time perder o meio de campo. A bola não chegava com qualidade, principalmente para Fred. Até que um simples cruzamento, em cobrança de falta de Rafael Sóbis, pegou Ralf mal colocado e o desvio de cabeça 'matou' Cássio. Gol contra: 1 a 1 aos 39 minutos.

1gazeta10 Mano Menezes descontrolado com sua saída. Desestruturou o Corinthians no Maracanã. Foi responsável pela goleada, pelo 5 a 2 do Fluminense...

No intervalo, enquanto Mano confirmava a 'frescurinha' do seu time para a televisão, o treinador do Fluminense fazia algo de mais prático. Uma mudança fundamental. Trocou Rafael Sóbis que fazia péssima partida. Colocou o velocista e inspirado Kenedy.

Adiantou a marcação e colocou o limitado Diguinho na lateral e passou Edson para o meio, melhorando sensivelmente a saída de bola. O Corinthians voltou exatamente a mesma coisa. E não demorou para o Fluminense começar a construir sua goleada.

Fred, mais presente na área, brigou com a zaga e desviou para Edson, também de cabeça marcar a virada, aos 12 minutos. Os corintianos trocavam olhares assustados com a reação dos cariocas. Cinco minutos depois, o desespero. Gil derrubou Conca, que fazia excelente segundo tempo, e atuava livre. Pênalti.

Fred não perdoou. 3 a 1. A esta altura, Mano já discutiu com torcedores corintianos atrás do seu banco no Maracanã. Descontrolado, tenso, irritado. Mais cinco minutos e novo motivo verdadeiro para a raiva do técnico. Em contragolpe, Fábio Santos derrubou Kenedy fora da área. Mas o árbitro Wilton Pereira de Sampaio marcou novo pênalti, traído por seu bandeira.

Mano Menezes fez um escândalo no banco e foi expulso. Só saiu depois que o árbitro chegou perto dele e ouviu seu desabafo. Fred não tinha nada a ver com isso. Marcou 4 a 1.

Os jogadores corintianos estavam sem rumo. Mas brigavam, disputavam com raiva cada bola. E ganharam um alívio com a expulsão infantil de Marlon. Com um a mais, tinha mais facilidade para tentar descontar o placar. E a chance veio em um pênalti absurdo, desnecessário de Edson no esperto Petros. Fábio Santos cobrou mal e Diego Cavalieri defendeu.

Na cobrança de escanteio, Danilo desvio para as redes. Eram 38 minutos. Os corintianos se abriram tentando um milagre. Cavalieri foi obrigado a fazer três grandes defesas.

Quando parecia que os corintianos fariam o terceiro, tomaram o quinto gol. Em contragolpe fulminante, Conca marcou um golaço. Kenedy desceu pela direita e rolou a bola para o meia. Ele driblou como quis Felipe e fez 5 a 2.

Cássio saiu revoltado do campo. Atacou o juiz.

"Houve erros da arbitragem. Ele entrou pressionado por outros times, que falaram a semana inteira. A gente precisa tomar cuidado com o que fala, porque a punição acontece. Eles estão errando bastante, apitando mal, e não são punidos."

A cena mais representativa nesta goleada foi a resposta de Mano para torcedores que o xingavam no Maracanã. "Calma, eu já vou embora. Já, já."

(E o Corinthians chegou à Libertadores. O Grêmio de Felipão perdeu para o Bahia em Salvador. E saiu matematicamente da disputa. Não era dessa maneira que Mano sonhava com a vaga. Com seu time goleado e presenteado por um tropeço adversário. Impossível comemorar...)
1reproducao32 Mano Menezes descontrolado com sua saída. Desestruturou o Corinthians no Maracanã. Foi responsável pela goleada, pelo 5 a 2 do Fluminense...

Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento…

1ae29 Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento...
"O Palmeiras não vai cair." Anunciou Paulo Nobre a seus amigos mais próximos. Ele estava feliz, tranquilo. O presidente reeleito do clube que ganhou o apelido de 'campeão do século XX', apostava todas as suas fichas na ruindade do Vitória e no Santos. Muito mais do que o elenco que montou vencer o Atlético Paranaense.

A apatia do homem a quem o Palmeiras deve R$ 150 milhões é algo inacreditável. A sua reeleição magra foi constrangedora, apesar do seu poderio econômico. Ele é herdeiro do banco e tem patrimônio que passa da casa do bilhão de reais. Concorreu com Wlademir Pescarmona, dono de uma gráfica. Nobre vencer com apenas 810 votos de vantagem, 2.421 votos contra 1.611 da oposição.

O momento é tão deprimente no clube que, apesar de quase 11 mil sócios, pouco mais de quatro mil foram votar ontem. O desânimo, a vergonha, o constrangimento domina o ambiente. Não é para menos.

Enquanto eram contabilizados os votos que davam mais dois anos para Nobre, o Palmeiras sofria mais uma derrota. Desta vez contra o Internacional, a 20ª no Brasileiro. O time perdeu um turno inteiro e mais uma partida. A chance do terceiro rebaixamento em 12 anos é grande. E será definida na última rodada, quando o enfrentamento é com o Atlético Paranaense e o Vitória enfrenta o Santos em Salvador.

Paulo Nobre tem a certeza de sobrevivência na Série A por causa dos baianos. O time comandado por Ney Franco é péssimo. E nem em casa tem mostrado personalidade. Com um ponto a menos, teria de vencer e ainda torcer para os rivais empatarem ou perderem para os paranaenses.

Se depender dos principais jogadores do clube e muitos conselheiros, para garantia, o Palmeiras deveria mandar dinheiro aos santistas. Não custa nada prevenir. Assim, o clube ficaria livre do que pior pode acontecer à esta altura do Brasileiro, depender de si.

2ae18 Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento...

Dorival Júnior sabe que comandará sua última partida como treinador palmeirense. Sua campanha é lastimável. O time não tem o menor padrão tático. Os jogadores se tornaram bipolares: ou inseguros ou descontrolados, briguentos. Não há paz para os atletas conseguirem jogar.

Repórteres que acompanham o time comentam o quanto Dorival está perdido. Não passa confiança aos atletas, altera demais a equipe. E é dependente de Valdivia até para tomar água. Uma pena porque Dorival era um dos treinadores mais promissores de sua geração.

A simples comparação com Gareca o desmoraliza. Na sequência de nove partidas pelo Brasileiro, que culminaram com sua demissão, o argentino chegou a quatro pontos. Quase foi deportado imediatamente. Só que Dorival enfrentou Santos, Cruzeiro, Corinthians, Bahia, Atlético-MG, São Paulo, Sport, Coritiba e Internacional.

Diante desses adversários, Gareca somou quatro pontos. Dorival, quatro. E contando com Valdívia e Fernando Prass, que não jogaram com o argentino. Os números são incontestáveis. Assim como o péssimo futebol palmeirense. Contra o Internacional, já são cinco derrotas seguidas.

Paulo Nobre assinou contrato com Dorival até o final do Paulista de 2015. Mas o clima é pesado demais no Palestra. A chegada de um outro treinador, de renome, já era prioridade para Pescarmona. A ideia contagiou até partidários do presidente reeleito. Cuca, Mano Menezes e Abel Braga ganham espaço.
3ae7 Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento...

José Carlos Brunoro e seus 36 contratações, deram um título sequer. Pelo contrário, só embaraçaram Paulo Nobre, envergonharam os torcedores. Assim que o Brasileiro acabar, o ultrapassado dirigente será mandando embora. Rodrigo Caetano, dispensado pelo Vasco, e Alexandre Mattos, responsável pelo Cruzeiro, são os mais cotados.

Embora tente esconder, o próprio presidente reeleito não gostaria de fazer a última partida do Brasileiro no recém inaugurado estádio palmeirense. E levar o jogo para o Pacaembu. São esperados protestos dos torcedores, principalmente, os das organizadas. Isso se o time conseguir se salvar. Caso seja rebaixado, a nova arena poderá ser depredada.

O conselheiro vitalício palmeirense e muito amigo de Paulo Nobre, Marco Polo del Nero, trabalha para o jogo contra o Atlético Paranaense passe para o Pacaembu. Além de presidente da FPF, ele já foi eleito comandante da CBF, a partir de primeiro de janeiro. Seu parceiro José Maria Marin não colocará obstáculo.

1reproducao31 Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento...

Nobre também fará o que prometeu. Até de forma precoce e amadora: a reformulação no elenco palmeirense. Além de Dorival Júnior e Brunoro, mais da metade dos inchado grupo de jogadores não seguirá no Palestra Itália. Essa certeza é que faz com que atletas como Bruno César estejam completamente fora de si.

Valdívia continua em tratamento intensivo do edema na sua coxa. E deverá jogar contra o Atlético Paranaense. Atuará com a aura de salvador da Pátria. Basta uma vitória contra o desinteressado adversário para a permanência na Série A. O chileno tem proposta para renovação. Nobre quer o jogador mais dois anos no clube, até o final de seu novo mandato. Como Guerrero no Corinthians, ele deseja contrato de três anos.

Nobre sabe que começa o novo mandato com importante rejeição no Palmeiras. A oposição juntando Pescarmona, Belluzzo e o tradicional grupo político Fanfulla promete cobrar muito forte o presidente reeleito. Até o Walter Torre, dono da nova arena, exige a sobrevivência na Série A.E mesmo inimigo declarado de Nobre, promete ajudar na contratação de atletas.

Mustafá Contursi continua ao lado do presidente reeleito, mas está cada vez mais difícil justificar sua administração. As dívidas aumentaram, passam dos R$ 300 milhões, e o time é lastimável.

Paulo Nobre fará de tudo para o Palmeiras não ser rebaixado. Os jogadores sabem desde o primeiro turno, que terão bônus para escapar do grande vexame. Haverá promoção de ingressos aos torcedores. Se cogita que as entradas para o próximo domingo deverão custar até R$ 10,00. A relação com a diretoria santista será é muito boa. Garantir o empenho para que o clube do Litoral vença o Vitória se tornou missão especial do presidente.

Diante de toda essa pressão, o bilionário dirigente tem certeza que o pior não acontecerá. Garante a parceiros e tensos conselheiros ligados à sua reeleição. "O Palmeiras não cai", diz com orgulho. Como se não soubesse que, sob seu comando, o clube passa por um centenário inesquecível. Vergonhoso.

Jamais o garoto que frequentava a extinta organizada Inferno Verde, teria amigos íntimos na Mancha Verde, imaginaria que tivesse o Palmeiras sob seu controle. E montaria para o campeão do Século XX, um time digno do pior grau de constrangimento. Assim, Paulo de Almeida Nobre começa seu novo mandato na Sociedade Esportiva Palmeiras...
5ae1 Dorival, Brunoro e vários jogadores deverão se despedir do Palmeiras no domingo. O reeleito Paulo Nobre promete reformulação total. Sonha com Mano, Abel e Cuca. E em escapar do rebaixamento...

O único jogador que não tem motivo para comemorar o adiamento da aposentadoria de Rogério Ceni: Denis. Ninguém imagina o que é ser goleiro reserva no São Paulo…

1futurapress1 O único jogador que não tem motivo para comemorar o adiamento da aposentadoria de Rogério Ceni: Denis. Ninguém imagina o que é ser goleiro reserva no São Paulo...
Você termina de ler mais um capítulo de Metamorfose, de Kafka. Antes de adormecer, pensa na notícia do dia. Rogério Ceni renovou com o São Paulo. Quando os olhos se fecham, um último pensamento fugaz visita sua mente sem ser convidado. "E como fica o Denis?"

De repente, você acorda diferente. Percebe que o pijama está largo. Seu corpo está mais atlético, os músculos tonificados. Pensa: será que a geleia real é tão boa que não precisa em ir para a academia? Vai até o espelho e toma um enorme susto. O rosto não é seu. É jovial, conhecido. Já o viu, não sabe onde. Até que se lembra. Você acordo neste sábado Denis, o reserva de Rogério Ceni! E os pensamentos despencam no seu cérebro, como um caminhão descontrolado...

"Nooooooossa! Ele renovou até o fim da Libertadores de 2015. A princípio até agosto, mas com prorrogação automática até o fim do ano. O que eu faço? Como é que eu vou contar para a minha mulher Carol? Para a minha família. Mais seis meses ou um ano na reserva. A minha espinha congelou.

"Não tenho nada contra ele. Pelo contrário, é quem melhor me trata no São Paulo. Quando eu surgi na Ponte Preta, ainda garoto, ficava admirado como ele podia misturas as coisas. Ser um grande goleiro e ainda ter a coragem de bater faltas e pênaltis com maestria. Uma personalidade enorme, virou meu ídolo.

"Havia sondagens do Santos, sabia que meu nome estava cotado entre os clubes cariocas, mas quando surgiu o São Paulo não pensei duas vezes. Era para lá que eu queria ir. Treinar e jogar ao lado dele.

"Na chegada o abraço apertado de Bosco, ótimo goleiro com grande passagem pelo Sport. Ele era o primeiro reserva. Nunca saiu da minha cabeça a força daquele abraço. O olhar profundo quando me disse 'boa sorte'. Bosco sabia que ficaria no seu lugar. O ano era 2009. Eu deveria ter três anos para amadurecer. 2012, no máximo ficaria com a vaga do meu ídolo, que completaria 40 anos em janeiro de 2013.

"No meu primeiro treinamento, não sei porque me lembrei de Roger, o reserva mais célebre. Ele surtou, cansou de esperar para jogar. E posou nu para uma revista. Foi defenestrado do clube. Muito se comentou na época que o ex-goleiro do Flamengo e da Seleção Brasileira de base sentia falta da popularidade que um dia sonhou ter. Mas comigo isso não aconteceria. Eu sabia que aos poucos, talvez em 2012 mesmo começaria um revezamento com o
meu ídolo.

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"Só que essa alternância nunca chegou. Mas eu me mantive firme. Meu contrato é muito bom. A infraestrutura é ótima. Não me faltava nada. Só jogar. Nos treinamentos comecei a pensar em algo importante. E se eu começasse também a bater faltas e pênaltis. Seria melhor aceito pela torcida e pela imprensa, apaixonador por ele.

"Pouquíssima gente sabe, mas estou batendo muito bem na bola. Se tiver uma falta perto da área adversária, vou virar candidatíssimo. Caso não esteja no banco, lógico.

"2012 passou. 2013, também já estava para lá da metade. Foi quando minha mulher não aguentou mais. E depois de uma raro erro dele, que jogou com dores, na Bolívia, Carol desabafou no twitter. Escreveu que falhou e que não dava chance nem para a mãe dele. O que é verdade, já que supera qualquer limite para entrar em campo. Com febre, com dores, o que for. Enquanto estiver respirando e com contrato será assim. Não é nada contra mim. É só sua vontade de jogar. Eu respeito.

"Só eu sei o quanto fiquei mal. Sei que ela queria me defender. Mas deixou tudo mais difícil. Pedi mil vezes desculpas. Ele foi magnânimo, entendeu. Sabe que se fosse a mulher dele teria feito a mesma coisa, provavelmente.

"2013, acabou. 2014 ia terminando. Eu estava com o coração na garganta de felicidade. Soube que o São Paulo teve Jefferson, goleiro titular da Seleção, na mão. Mas o presidente Aidar ouviu Muricy. E os dois vieram a público e disseram que o goleiro, quando ele se aposentasse, seria eu. Nossa, que moral, que responsabilidade. Foi uma festa em casa, com os amigos. Estava muito orgulhoso. Era o prêmio por ter jogado apenas 39 partidas em cinco anos, quase oito por ano. Pouco demais. Mas o sacrifício iria valer a pena.

"Até que chegou a derrota para o Atlético Nacional. Nós caímos na semifinal da Copa Sul-Americana. Ele não iria se despedir campeão, como sonhava, e merecia. Meu instinto começou a apitar quando vi Muricy o abraçar no vestiário. Os dois conversaram ao pé do ouvido. Kaká, Luís Fabiano...Logo havia uma fila para consolá-lo. E pedir para continuar.

2gazeta4 O único jogador que não tem motivo para comemorar o adiamento da aposentadoria de Rogério Ceni: Denis. Ninguém imagina o que é ser goleiro reserva no São Paulo...

"Demorei demais para dormir. Não sou burro. O nosso time está classificado para a Libertadores. Somei um mais um. E percebi. Ele não iria parar. Quero deixar bem claro. O adoro, o admiro. Não tenho nada contra ele. Só que acreditava que a minha vez tinha chegado. Não chegou.

"Ele confirmou que irá seguir até o final da Libertadores. A primeira reação foi de choque. Mas de compreensão. Sei o quanto sou querido e respeitado. A primeira reação de Carlos Miguel Aidar foi dizer, via imprensa, para que eu tivesse paciência. É tudo o que eu tenho feito há cinco anos.

"Sei que o clube contratou o jovem Renan do Atlético Mineiro para ser meu reserva. Só que ele também terá de engolir em seco. Seu período de terceiro goleiro vai continuar.

"Eu vou pensar bem no que fazer. Meu potencial só melhorou nestes anos todos. Mas não tenho como provar. Vejo tantos e tantos atletas com salários atrasados ou sem receber. Recebo em dia, estou construindo o meu patrimônio. Mas quero jogar. A notícia que ele vai continuar até depois de completar 42 anos mexe comigo. Me surpreende. Vou ter de ser forte se decidir continuar na reserva.

"A única coisa que já decidi. Os computadores de casa estão bloqueados. Ninguém toca neles até escolher o meu caminho. Nada, principalmente, de twitter. Quem falou que o emprego mais fácil no futebol é ser reserva de Rogério Ceni, não sabe o que eu passo. Carol? O que você está digitando no celular? Carolllll"

Aí você acorda, com o coração disparado. A primeira coisa que faz é sair para comprar uma camisa de goleiro. E vai para a pelada com os amigos no clube. Todos estranham. Você não é são paulino. O estranhamento só aumenta quando está escrito Denis nas costas e não Rogério Ceni. Diante do questionamento, a sua resposta, depois da instrutiva experiência kafkiana.

"Ser Rogério Ceni é fácil. Difícil é ser Denis..."
 O único jogador que não tem motivo para comemorar o adiamento da aposentadoria de Rogério Ceni: Denis. Ninguém imagina o que é ser goleiro reserva no São Paulo...

São Paulo se entusiasma com a renovação de Rogério Ceni. E Aidar promete montar um time para ganhar a Libertadores da América, dez anos depois…

1ae28 São Paulo se entusiasma com a renovação de Rogério Ceni. E Aidar promete montar um time para ganhar a Libertadores da América, dez anos depois...
Ele não suportou. Caiu na tentação. Mesmo aos 41 anos, Rogério Ceni acaba de renovar contrato com o São Paulo. Vai disputar a última Libertadores da América. Não se conformou com a eliminação para o Atlético Nacional de Medellin e a perda da chance de disputar a final da Copa Sul-Americana.

Ceni caiu no canto da sereia de Carlos Miguel Aidar e Muricy Ramalho. Os dois disseram o que o goleiro queria ouvir. Que o São Paulo precisava de sua liderança na Libertadores.

"A conversa da renovação demorou exatos três segundos. Nós queríamos que ele ficasse e ele queria ficar. Se vencermos a Libertadores, certamente ele ficará para o Mundial", revelou Carlos Miguel Aidar.

A notícia deixou surreal a coletiva que aconteceria no CCT da Barra Funda. O que seria a mera apresentação de sua última camisa na carreira, com direito a três partidas, virou um surpreendente 'fico'.

Rogério Ceni ficou emocionado demais nos últimos dias. A começar quando a Penalty divulgou a coletiva que acontece hoje garantido que ele faria o discurso de despedida. Ele se esqueceu do adiantamento de R$ 300 mil que havia recebido da empresa sobre as camisas. E a possibilidade de ganhar até R$ 1,5 milhão em vendas de uniformes.

Desmoralizou o marketing da empresa. Desautorizou a Penalty de falar no sue nome. Até porque ele estava muito confuso. Conversas seguidas com Kaká e Luís Fabiano o estimulavam a seguir jogando. Fora os companheiros indo no mesmo caminho. Com a confirmação da vaga na competição adorada pelos são paulinos, ele ficou indeciso de vez.

Até que vazou a notícia que ele tinha Henrique, um filho fora do casamento, Henrique. Mais emoção e pressão afloraram. O capitão e exemplo de conduta no São Paulo passava a ter seus segredos pessoais expostos. Com personalidade, ele confirmou a notícia.

Mas sua ansiedade aumentou. Ele continuava inconstante, fugindo dos repórteres para não confirmar o final da carreira. Era até engraçado, quando a pergunta era feita, ele fugia literalmente da resposta. Muitas vezes se fez de surdo. Ironizou, brincou, não sabia o que dizer.

3ae6 São Paulo se entusiasma com a renovação de Rogério Ceni. E Aidar promete montar um time para ganhar a Libertadores da América, dez anos depois...

Havia outra situação que o persegue há anos. Denis, seu eterno reserva. Ele estava certo que, depois de cinco anos, assumiria a meta do São Paulo. Os dirigentes tinham Jefferson, goleiro titular de Dunga, nas mãos. Mas Muricy bateu o pé. Disse ser sacanagem com Denis. Se Ceni parasse, a vaga seria dele.

Carol Paes Matos, esposa de Denis, estava ansiosa. Desde o ano passado, ela já tinha a impressão que o capitão do time não sairia do time nem amarrado. Mostrou todo o seu descontentamento em abril do ano passado. Quando mesmo contundido e, em péssima fase, Ceni jogou e falhou contra o The Strongest na Libertadores.

Impulsiva, desabafou no twitter. "Rogério Ceni falha no primeiro gol. Ele não dá chance nem para a mãe dele." A frase trouxe consequências no elenco. Denis pediu mil desculpas ao titular. Carol revelava que Ceni havia jogado machucado. E ainda errou na ironia. A mãe do goleiro morreu em 1993. Ela não ter acompanhado seu sucesso é uma das grandes frustrações na vida.

Rogério perdoou seu reserva. E 2014 chegou. Aquele que deveria ser o ano de adeus. Só que algo inesperado aconteceu. Treinando menos, recuperou o seu melhor futebol. Sem as dezenas cobranças de faltas e pênaltis obrigatórios depois de cada treino, as pernas se mostraram mais fortes. A explosão muscular, os reflexos voltaram, como anos atrás.

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Ceni virou de novo apenas goleiro. Como nos tempos em que Mário Sérgio não o deixava cobrar faltas. Longe de ser o caso de Muricy. Era apenas uma questão de bom senso, de poupar as articulações.

As boas atuações se seguiam. Mas os títulos fugiam do São Paulo. O Penapolense levou o Paulista, o Bragantino, a Copa do Brasil, o Cruzeiro, o Brasileiro. A chance do sonhado título viria na Sul-Americana. O destino parecia traçado. Ser campeão pela última vez contra um gigante argentino.

O River Plate fez sua parte. Eliminou o Boca. Só que os coadjuvantes do Atlético Nacional saíram do seu papel. E eliminaram o São Paulo em pleno Morumbi. Adeus decisão com o último título.

Ao final da decisão por pênaltis, Ceni andava em círculos. Não queria encarar a imprensa Quando chegou nos jornalistas, outra vez não disse que sim ou que não. Até que chegou esta sexta-feira.

Rogério Ceni já ganhava R$ 700 mil mensais no São Paulo. Conselheiros já avisavam que Carlos Miguel Aidar poderia aumentar o salário do jogador, se ele aceitasse continuar. O que tudo indica ter acontecido nesta manhã. Além disso, a fabricante de material esportivo Under Armour negocia com o jogador. O quer como um dos jogadores a usar suas chuteiras.

A primeira consequência desta decisão é a certeza de que o time terá o capitão que a diretoria e os jogadores desejavam. A autoridade do jogador em relação ao elenco nunca esteve tão forte. Muricy já conversa com ele taticamente há muito tempo. Como sempre fez. Por isso ele tentou fazer o mesmo com Ney Franco e foi um escândalo.

A esticada de carreira de Ceni pode fazer com que até a vida de Muricy mude. O treinador de 58 anos tem se mostrado preocupado com a carreira de técnico. Já teve dois sustos. O primeiro foi quando foi internado com diverticulite. O segundo, com arritmia. Se estiver jogando bem no próximo ano, Ceni tem a renovação automática depois da Libertadores, se quiser. Ou seja, ficar até o final de 2015. A possibilidade de passar a treinar o São Paulo em 2016 não está descartada.

O certo é que há um clima de euforia no São Paulo. Com a renovação de Ceni, Carlos Miguel Aidar garante que montará um time para ser campeão da Libertadores. Se perderá Kaká, buscará reforços importantes. Também assegura que um patrocínio master virá.

O único jogador com direito a ficar desapontado é Denis. Ele completará seis anos na reserva de Ceni. Mais do que ter paciência, precisará manter afastada a sua esposa do twitter. Por que o goleiro que completará 42 anos no dia 22 de janeiro tem uma meta. Jogar todas as partidas na sua última temporada. Quem ainda acredita que será a última?
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Felipão adivinhou. O Corinthians não perdeu ponto nenhum no Pleno do STJD. Apesar de ter escalado Petros irregularmente. O tribunal multou a CBF em R$ 10 mil. E a vida segue…

 Felipão adivinhou. O Corinthians não perdeu ponto nenhum no Pleno do STJD. Apesar de ter escalado Petros irregularmente. O tribunal multou a CBF em R$ 10 mil. E a vida segue...
"O Corinthians vai ganhar quatro pontos, não perder. Se esse julgamento fosse correto, eram 21 pontos, igual ao América Mineiro, que depois caiu para seis perdidos (na Série B). Quando a Federação Paulista de Futebol assumiu o erro, já acertou tudo. Isso é bobagem.

"Não é interessante para o futebol brasileiro ter dois clubes do Rio Grande do Sul na Libertadores e dois de Minas. É bom que tenha um de Minas Gerais, dois de São Paulo, e quem sabe um do Rio Grande do Sul. Quem sabe...

"Já estão escolhidas as equipes que estão na Libertadores."

Foi assim que Luiz Felipe Scolari antecipou como seria o julgamento que acaba de ser encerrado no Pleno do STJD. E ele acertou no resultado. De nada adiantou Grêmio e Internacional se juntarem como interessados no caso. O Corinthians foi inocentado por ter escalado Petros comprovadamente de maneira irregular.

Só para lembras, Petros é o mesmo jogador que foi suspenso por seis meses pelo STJD por ter dado um encontrão no árbitro Raphael Claus, no clássico contra o Santos. Mas o Pleno reduziu a pena de 180 dias para apenas três partidas.

O STJD acatou a tese que o erro foi da CBF que autorizou o clube a colocá-lo em campo. A não checou a liberação da Federação Paulista de Futebol, que não poderia ter acontecido. Tudo se passou na 13ª rodada do Brasileiro, em um domingo, quando o Corinthians enfrentou o Coritiba.

O nome de Petros estava no BID (Boletim Informativo Diário) da CBF na sexta-feira, dia primeiro de agosto. Neste dia, o Corinthians encerrou seu contrato de empréstimo com o jogador (ele pertencia ao Hortolândia-SP) e registrou um novo contrato.

Só que o novo contrato deveria ser válido apenas no dia 2 de agosto, um sábado. Mas o contrato foi registrado na véspera na Federação Paulista de Futebol, entidade que que repassa essas informações para a CBF, que administra o BID. Algo inacreditável legalmente.

Petros foi inscrito na CBF no dia 1, com um contrato que só tem validade a partir do dia 2. Como era um sábado, o registro do jogador só seria válido a partir da segunda-feira, dia 4 e primeiro dia útil seguinte. Como exige a legislação.

3ae5 Felipão adivinhou. O Corinthians não perdeu ponto nenhum no Pleno do STJD. Apesar de ter escalado Petros irregularmente. O tribunal multou a CBF em R$ 10 mil. E a vida segue...

Ou seja, Petros estava irregular contra o Coritiba. Todos concordam com isso. Mas a Federação Paulista de Futebol assumiu a culpa. Alegou que houve um erro de sua funcionária de 30 anos, Teresa dos Santos. E que o Corinthians não teve nada a ver com isso.

O presidente da FPF é Marco Polo del Nero, já eleito presidente da CBF. O STJD é subordinado à entidade que controla o futebol no país. Seus auditores cansam de bater no peito se dizendo independente. Mas acataram no primeiro julgamento do Corinthians a desculpa dada pela Federação Paulista. O clube paulista não foi punido.

Houve recurso de Grêmio e Inter, dois clubes interessados no julgamento e que também brigam por uma vaga na Libertadores. Novo julgamento foi marcado para hoje. E outra vez, a tese da Federação Paulista de Marco Polo foi aceita. O Corinthians não perdeu ponto algum, como Felipão havia previsto. E está praticamente classificado para a maior competição da América do Sul, em 2015.

O lado absurdo neste julgamento foi o depoimento do auditor do STJD, Décio Neuhaus. Ele garantiu que recebeu ameaças até de morte se votasse contra o Corinthians. Ligações e e-mails teriam partido de São Paulo. Décio é gaúcho e mora em Porto Alegre.

"Eu nem atendo mais prefixo 11 (de São Paulo). Recebi um e-mail, dois e-mails, depois algumas mensagens... Quando vi que ia desbancar, parei de atender e de ler. Avisei a minha família para cuidar a bina (identificador de chamadas) em casa. Teve uma mensagem que citava até o PCC", disse Décio.

No julgamento de hoje, Décio foi voto vencido. Ele queria que o Corinthians perdesse quatro pontos pela escalação irregular de Petros. Pouco importando se o erro foi da Federação Paulista. Mas teve de se conformar com a derrota.

O tom do julgamento foi todo esse. Os gaúchos reafirmando que o Corinthians, clube de maior torcida no estado mais rico do Brasil, acabou protegido pelo STJD. A frase do advogado do Internacional, Rogério Pastl, resume tudo.

"A lei serve para todos. Inclusive o 'todo poderoso'." Ironizava a maneira como a torcida corintiana se refere ao time durante os jogos.

"Estamos presenciando um milagre aqui. Grêmio e Internacional estão unidos pela primeira vez", ironizava João Zanforlin, o advogado do Corinthians.

Foi assim neste confronto aberto que foi feita a votação. Os três primeiros auditores já mataram a questão. Flávio Zveiter, relator do STJD, votou pela absolvição do Corinthians e da FPF e punição à CBF. Ronaldo Placenti, vice do Pleno do tribunal, acompanhou integralmente o voto de Zveiter. Gabriel Marciliano vai pelo mesmo caminho. Só Neuhaus votou pela perda de quatro pontos para o clube paulista.

Resultado: Corinthians mantém seus 66 pontos e se mantém na terceira colocação do Brasileiro, praticamente classificado para a Libertadores. A Federação Paulista de Marco Polo foi absolvida. E em uma 'demonstração de independência', o Pleno do STJD penalizou a CBF, com patrimônio de cerca de R$ 900 milhões, a pagar R$ 10 mil de multa.

Resumo da ópera. Petros jogou de maneira irregular, ninguém contesta. Nem mesmo o Corinthians. Mas a culpa recaiu sobre a CBF, que foi multada, por não checar informação errada da FPF.

Uma grande dúvida que permanece em quem acompanha diariamente os bastidores do futebol deste país. E se fosse a Portuguesa que entrasse em campo com um jogador escalado de forma irregular?

15 Felipão adivinhou. O Corinthians não perdeu ponto nenhum no Pleno do STJD. Apesar de ter escalado Petros irregularmente. O tribunal multou a CBF em R$ 10 mil. E a vida segue...

(A direção do Corinthians se divertiu com o resultado do julgamento. Postou um twitter que é pura ironia. " 'Batizou' os mascotes olímpico e paraolímpico brasileiros. Viraram os 'mascotes do Brasileirão'. O vermelho de DVD, em uma alusão ao famoso dvd que o Internacional reuniu lances em que o Corinthians teria sido ajudado no Brasileiro de 2005. E o azul, de 7 a 1, em alusão à goleada que a Seleção tomou da Alemanha. O técnico era Felipão, o mesmo que garantiu que o clube paulista não seria punido no julgamento do Pleno do STJD...)
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Com a eliminação do São Paulo da Sul-Americana, Rogério Ceni não consegue disfarçar a tristeza. Agradece ao time pela dedicação. E deixa claro que vai mesmo parar de jogar futebol…

1spfc Com a eliminação do São Paulo da Sul Americana, Rogério Ceni não consegue disfarçar a tristeza. Agradece ao time pela dedicação. E deixa claro que vai mesmo parar de jogar futebol...
"Esse grupo reergueu o São Paulo no segundo semestre com achegada de alguns jogadores, como o Michel Bastos, o Kaká, o Kardec, enfim, mais alguns que também somaram. Só tenho a agradecer. É um puta orgulho fazer parte de um time bacana como esse. A gente só lamenta o fato de não poder disputar o título."

Foi assim que Rogério Ceni desabafava a dor da eliminação da Sul-Americana. O São Paulo caiu diante do Atlético Nacional nos pênaltis, por 4 a 1, depois de vencer o jogo por 1 a 0. A sensação de despedida do goleiro era mais dolorida até a confirmação: 2014 foi um ano em que o clube não conquistou nenhum título. Foi desclassificado do Campeonato Paulista pelo Penapolense, caiu na Copa do Brasil diante do Bragantino e também não tem como ser campeão brasileiro, título do Cruzeiro. Foi a 14ª eliminação do clube em mata-matas sob o comando de Muricy Ramalho.

Mas ninguém queria se aprofundar no tema. O assunto que roubou toda a atenção foi a dica dada pelo próprio Rogério Ceni. O maior ídolo do São Paulo falou como quem está mesmo dando adeus ao futebol. E mais do que isso. Logo após o final da decisão por pênaltis, o jogador de 41 anos parecia perdido. Sem rumo.

Ele cumprimentou alguns jogadores do São Paulo e do Atlético Nacional. E antes de sair do gramado parece que se deu conta. O destino impediu que participasse da última final de sua carreira. Ficou andando em círculos no gramado, para baixar a adrenalina. Impedir as lágrimas. Se controlar para não falar sobre o adeus. Não foi isso que combinou com a cúpula do São Paulo. O anúncio do fim da carreira não aconteceria para dez repórteres que o cercava.

Conseguiu se controlar. Falou rapidamente. E antes que os jornalistas perguntasse sobre o adeus da carreira, ele preferiu descer rapidamente o túnel que dá acesso aos vestiários. Estava visivelmente transtornado.

Foi uma enorme decepção para Rogério Ceni o que o São Paulo fez ontem diante do Atlético Nacional. Os jogadores sabiam que o clube precisava de um título para terminar 2014. Seria o primeiro do retorno do presidente Carlos Miguel Aidar. Ele busca novo patrocinador master para a camisa. Ou até dois ou três que ficariam em sistema de rodízio. A conquista do torneio internacional seria importantíssimo.

Mas o time não conseguiu. Pressionou muito os colombianos. O São Paulo criou inúmeras chances de gol. Acertou duas vezes a trave de Armani, com Kaká e Luís Fabiano. Foi um sufoco. Principalmente depois que Ganso marcou cobrando falta. Mas nada do segundo gol que garantiria os brasileiros na final da Copa Sul-Americana. A decisão ficou para os pênaltis.

 Com a eliminação do São Paulo da Sul Americana, Rogério Ceni não consegue disfarçar a tristeza. Agradece ao time pela dedicação. E deixa claro que vai mesmo parar de jogar futebol...

Rogério Ceni conversou muito com todos. Era, de longe, o mais empenhado em vencer. Só que não conseguiu fazer uma só defesa. Marcou o seu, depois de ver no laptop, como Armani se comportava nos pênaltis. E depois viu Alan Kardec escorregar e chutar sua cobrança por cima. E Tolói cobrar muito mal, facilitando as coisas para o goleiro adversário.

Em questão de minutos acabava o sonho de Rogério Ceni de disputar a decisão da Copa Sul-Americana. Enfrentar Boca Júniors ou River Plate. O goleiro parecia um menino. Tinha a certeza que o São Paulo teria a chance de encerrar a carreira sendo campeão pela última vez. Sabia estar no melhor elenco da competição. Só que de nada adiantou.

Rogério Ceni tem mais duas partidas para disputar neste ano. O Figueirense, no Morumbi. E o Sport, em Recife. No planejamento do departamento de marketing, Rogério Ceni para. Adeus disputa de três pontos. E no dia 22 de janeiro, um jogo festivo no Morumbi contra os veteranos do Liverpool.

A torcida o aplaudiu ontem no Morumbi. Com o coração apertados, alguns torcedores pediam para ele continuar. Ficar e disputar a Libertadores da América. Só que Rogério Ceni dá mostras de que realmente quer encerrar sua brilhante carreira. Orgulhoso, como sempre foi, não se conformava ontem. As coisas não saíram como havia previsto. Por isso andou em círculos.

Mas pelo menos metade de seu plano está dando certo. Passa por uma grande fase. Muito melhor do que anos anteriores. Agora dá para sentir saudade também debaixo das trave. Por isso está tão decidido a encerrar a carreira ainda este ano. 'Por cima.'

Não agradeceu à toa os seus companheiros de time. Sabe que fizeram o que puderam para lhe proporcionar o último afago. Mas não conseguiram. Nada de título. Mas há a Libertadores da América em 2015. Só que Ceni segue no firme propósito de ir embora.

Até decidiu vestir a polêmica, e feia, camisa do adeus. Confeccionada especialmente pela problemática Penalty. Com toda a paciência, o jogador já avisou a Aidar que entrará com ela diante do Figueirense, no Morumbi. E até diante do Sport, em Recife. Mas no dia 22 de janeiro, a roupa não está escolhida.

Rogério Ceni deve sacramentar o adeus após o Sport. O São Paulo lutará pelo segundo lugar no Brasileiro. Entrar direto na fase de grupos da Libertadores. Mas o assunto será o goleiro. Melhor para Muricy Ramalho. Ele não terá de explicar o acúmulo de fracassos do time que comanda. Por enquanto. 14 eliminações em mata-mata é um número grande demais. 2015 vai chegar...
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Nada de Tríplice Coroa no Mineirão. A personalidade do Atlético Mineiro se impôs. Não tomou conhecimento do Cruzeiro, com sua torcida no Mineirão. E é campeão da Copa do Brasil…

1siteoficialatletico Nada de Tríplice Coroa no Mineirão. A personalidade do Atlético Mineiro se impôs.  Não tomou conhecimento do Cruzeiro, com sua torcida no Mineirão. E é campeão da Copa do Brasil...
O Atlético Mineiro ganhou o duelo mais importante da história contra o Cruzeiro, nos 93 anos que esses clubes se enfrentam. Jogando com muita coragem, o time de Levir Culpi desafiou o elenco que ganhou duas vezes seguidas o Campeonato Brasileiro.

Enfrentou de cabeça erguida os torcedores rivais e o Mineirão. Tirou o doce da boca do maior rival. Nada de Tríplice Coroa. Ou o quinto título da Copa do Brasil. Não, esse não. Esse foi do Clube Atlético Mineiro pela primeira vez. Diego Tardelli marcou o gol que fez justiça à essa decisão.

"Para mim, a sensação é melhor do que a da Libertadores. Ganhar do Cruzeiro na final é gostoso, aqui é nosso salão de festas. Aqui quem manda no Mineirão é a gente", provocou o artilheiro.

O grande arquiteto da vitória atleticana tem nome e sobrenome. Levir Culpi. Ele contrariou a lógica. Apesar da vitória por 2 a 0 no Independência, o treinador não caiu na tentação. Não só não colocou seu time atrás. Como marcou os cruzeirenses com toda a personalidade na frente. Na saída de bola. Na raiz do problema.

A grande preocupação assumida de Levir era com Everton Ribeiro. E mandou Leandro Donizete o perseguir. Com direito a antecipações inteligentes, divididas ferozes e até algumas entradas desleais, principalmente no tornozelo do meia. O motor do time cruzeirense estava travado.

Aliás, foi decepcionante demais a atuação do Cruzeiro. Fora todo o desgaste físico, compreensível. Era o grande duelo mano a mano da história dos dois clubes. Eles nunca decidiram um título nacional. Marcelo Oliveira estava tão preocupado em não perder sua terceira final de Copa do Brasil, que fez tudo para perder.

Ele esperava os atleticanos mais fechados. Acreditava que no toque de bola seu time iria se impor. Aos poucos conseguiria tirar a diferença de gols. Mas sem se expor. Era nítido que o Cruzeiro temia o potencial ofensivo da equipe de Levir.

Mas a postura atrevida do Atlético mudou todo o panorama do jogo. Desequilibrou psicologicamente o rival. Não havia espaço para a saída de bola com qualidade. Levir cortou a carótida azul. Sem Everton Ribeiro, os nervos dos cruzeirenses atrapalhavam passes fáceis. Não havia jogadas pelas laterais. Ceará, que atuou no lugar de Mayke, foi muito mal. Na verdade, também atuou no sacrifício. Egídio atacou muito muito menos do que poderia.

O Atlético estava muito melhor distribuído e pronto para a final do que o Cruzeiro. Marcelo fez uma substituição para matar os laterais cobrados por Marcos Rocha na pequena área, e que deram tanto trabalho na partida no Independência. Colocou Nilton e deixou Lucas Lima fora. Defensivamente foi melhor. Mas justamente a saída de bola ficou comprometida, o meio de campo mais pesado. Foi um grande erro. Até porque Ricardo Goulart fazia uma péssima partida.

Logo aos 12 minutos, Marcos Rocha quase marca o primeiro gol. Tomou a bola no meio de campo de Nilton no meio de campo, passou para Luan e recebeu na frente. Fábio fez excelente defesa. No rebote, Tardelli chutou para fora. O lance já calou a torcida do Cruzeiro. Pontuava o quanto estava travado, inseguro o rival.

1getty7 Nada de Tríplice Coroa no Mineirão. A personalidade do Atlético Mineiro se impôs.  Não tomou conhecimento do Cruzeiro, com sua torcida no Mineirão. E é campeão da Copa do Brasil...

Mas uma reposição de bola de Fábio quase muda o cenário. O chute encontrou a zaga atleticana mal posicionada. Ricardo Goulart teve a chance de fazer o gol. Mas nervoso, afobado, pegou mal demais na bola. E ela foi para fora. Chance incrível desperdiçada. Só que o Atlético continuava muito melhor. Travando o meio de campo e saindo em velocidade incrível, em bloco. Parecia um clone do rival nas suas melhores partidas no Brasileiro.

Foi se impondo, torturando aos poucos o adversário. Fazendo vibrar a sua minúscula mas corajosa torcida no Mineirão. Como em um lance inacreditável, aos 24 minutos. Dátolo cobrou falta e descobriu Diego Tardelli livre no meio da pequena área, entre Léo e Bruno Rodrigo. Ele bateu na bola de coxa e ela foi para fora.

O Cruzeiro não tinha força para reagir. Willian estava mais preocupado em brigar, provocar adversários do que correr, abrir espaço pelos lados do campo. Marcelo Moreno se desesperava, porque a bola não chegava. E, fugindo de suas características, voltava para buscá-la na intermediária. Sem jogadas dos laterais, o ataque cruzeirense era um desastre.

Era apenas uma questão de minutos para o Atlético concretizar a sua ousada estratégia. A gana e o preparo muito maiores para ser campeão do que o grande rival. E tinha de ser sacramentado com ele. O homem que jurou que trocaria seus títulos e gols para conquistar esta Copa do Brasil, em cima do Cruzeiro.

E não precisou nada disso. Bastou Diego Tardelli escorar de cabeça levantamento de Dátolo. Gol histórico, inesquecível no Mineirão. Atlético Mineiro 1 a 0, aos 47 minutos.

Não houve reação à altura. No intervalo, Marcelo Oliveira não quis correr o risco de ver o seu time goleado. Deveria ter apostado em substituições ofensivas. Mas, não. Sabia o quanto desgastado fisicamente e, principalmente, emocionalmente a sua equipe. Todos sabiam no vestiário cruzeirense que não marcariam quatro gols no rival. Não em uma péssima noite como a de ontem.

Infelizmente, o Cruzeiro abriu mão da briga. Henrique, contundido saiu. Se esperava pela entrada de um atacante, um meia mais ofensivo. Só que não. Entrou Willian Faria para fechar o meio de campo. Ou seja, o Cruzeiro continuaria com a mesma distribuição tática. Levir puxou sua equipe um pouco mais para trás. Não deixaria espaço para o rival trocar a bola nas intermediárias.

1gazetapress7 Nada de Tríplice Coroa no Mineirão. A personalidade do Atlético Mineiro se impôs.  Não tomou conhecimento do Cruzeiro, com sua torcida no Mineirão. E é campeão da Copa do Brasil...

A decisão já estava decidida. Os dois times sabiam muito bem disso. E o que se viu no segundo tempo foi muita luta, mas com os dois sistemas defensivos prevalecendo. O Cruzeiro, apático, era uma caricatura dos seus melhores jogos em 2014. Everton Ribeiro se cansou e abdicou de vez do jogo. O Atlético continuou pilhado, empolgado. Já se sentindo campeão. Só estava um pouco mais violento nas divididas.

Marcelo Oliveira não abriu sua equipe. Trocou Willian por Dagoberto. Atacante por atacante. Era uma decepção a falta de ambição cruzeirense. Do lado atleticano, Levir ia dando mais força na pegada. Rafael Carioca, ótima surpresa no time, foi substituído por Pierre. Maicosuel já havia entrado no lugar do contundido Luan.

A partida continuava disputada, quando Dátolo acertou um chute fortíssimo no travessão de Fábio. Só aos 33 minutos, Ceará saiu, trocado por Júlio Baptista. E o Cruzeiro ficou um pouco mais ofensivo. Leandro Donizete perdeu a cabeça em seguida e deu uma entrada violenta, desnecessária em Dagoberto. E foi justamente expulso por Luiz Flávio de Oliveira, que foi muito bem no jogo.

Enquanto os torcedores cruzeirenses iam embora, os times já se conformavam com seus destinos. O Cruzeiro sabia que havia feito um ano ótimo. Mas não tiveram competência ou força física e psicológica para ganhar do rival nesta final.

Já o Atlético se superou. voltou a ganhar um título nacional depois de 43 anos. Justo no maior confronto de 93 anos de clássicos contra o Cruzeiro. É com toda a justiça, descobriu o gosto de ser campeão da Copa do Brasil. Pela primeira vez. Diante do rival predileto, na final dos sonhos para todo atleticano.

"Há coisas que não se explica. Estou tão feliz. Quero abraçar minha família, minha mulher, filhas e todos que participaram disso. Foi um dos títulos mais justos que eu já vi. Jogamos bem, fizemos milagres. Eliminamos Palmeiras, Corinthians, Flamengo e nosso maior rival com duas vitórias. Talvez seja o título mais significativo da minha carreira", resumiu, entusiasmado, Levir Culpi.

A torcida do Cruzeiro reverenciou o time que lhe deu tanta alegria. Os jogadores e Marcelo Oliveira foram aplaudidos, mesmo com o título indo para o rival. Nada mais justo...
1ae27 Nada de Tríplice Coroa no Mineirão. A personalidade do Atlético Mineiro se impôs.  Não tomou conhecimento do Cruzeiro, com sua torcida no Mineirão. E é campeão da Copa do Brasil...

Final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético. Deveria ser a demonstração do domínio de Minas no futebol nacional. Não será. Por causa do amadorismo de Alexandre Kalil e Gilvan Tavares. Apavorados em perder o título para o rival…

1reproducao30 Final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético. Deveria ser a demonstração do domínio de Minas no futebol nacional. Não será. Por causa do amadorismo de Alexandre Kalil e Gilvan Tavares. Apavorados em perder o título para o rival...
O que deveria ser orgulho, rivalidade pura, virou mesquinharia. Atlético e Cruzeiro são a prova da superioridade do futebol de Minas Gerais no Brasil. O último campeão tupiniquim da Libertadores da América enfrenta o time que venceu o atual e o anterior campeonatos nacionais. Derrotaram o poderio econômico paulista, o melhor mercado carioca, deixaram para trás os tradicionais gaúchos.

Decidem pela primeira vez na sua história um título nacional. A Copa do Brasil de 2014 ficará marcada para sempre. Poderá significar a conquista da Tríplice Coroa para o Cruzeiro. Ou a Libertadores, com o prazer de evitar a fantástica conquista do maior rival para o Atlético.

Os dois clubes que perderão os milhões do BMG como patrocinador master em 2015, deveriam estar capitalizando a força dessa decisão. Organizando ações conjuntas. Buscando outros investidores dispostos a colocar seu dinheiro em clubes vencedores. E que têm o domínio do futebol brasileiro. Unindo forças para ficarem ainda mais fortes para as próximas temporadas.

Para brigar juntos por melhores quinhões na divisão da transmissão do futebol, por exemplo. Afinal, juntos, possuem mais de 13,2 milhões de torcedores em todo o país, de acordo com última pesquisa do Ibope. São números importantíssimos.

Afinal têm Everton Ribeiro, Diego Tardelli, Ricardo Goulart, Victor, Fábio, Carlos, Marcelo Moreno, Leandro Donizete. Jogadores importantes, cobiçados. São comandados por Levir Culpi e Marcelo Oliveira. Dois excelentes treinadores no auge de suas carreiras.

Deixar a rivalidade sadia por parte dos torcedores. Sem agressão. Se a torcida do Cruzeiro espalhou milho na entrada do Independência, agora tomou o troco, com atleticanos jogando muita purpurina nas cercanias do Mineirão. Tudo na base da provocação, ironia, brincadeira. Sem violência, tudo perfeito.

Mas quem deveria ter uma visão diferenciada, que capitalizaria esse momento único, especial, maravilhoso do futebol mineiro coloca tudo a perder. Alexandre Kalil e Gilvan Tavares têm tanto medo de perder essa final que a contaminaram. O clima de raiva, ódio, exploração do torcedor, tribunais, polícia, Ministério Público, Procon se deve a esses dois homens. Os presidentes.

Há divergência sobre quem começou. Mas o outro seguiu no caminho até pior. Em uma reunião antes de começar a decisão no Independência, Gilvan jurou que Kalil propôs e ele aceitou torcidas únicas para os dois jogos. Triste este país onde a violência vence e as autoridades não conseguem dividir o estádio, reservando metade para cada lado.

3reproducao7 Final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético. Deveria ser a demonstração do domínio de Minas no futebol nacional. Não será. Por causa do amadorismo de Alexandre Kalil e Gilvan Tavares. Apavorados em perder o título para o rival...

O presidente cruzeirense teria aceitado. Mas ficou revoltado quando na reunião definitiva para este acerto, com a polícia, Kalil voltou atrás. E disse que o Atlético queria seus 10% no Mineirão. Revoltado e sem ter o que fazer, Gilvan pediu seus 10% no Independência. O princípio da proporcionalidade iria atrapalhar. Um estádio é muito maior do que o outro. Só que tudo ficou muito pior.

O Cruzeiro deveria ter direito a 2.331 ingressos, 10%. Só que não havia condições de juntar essas pessoas em um setor só do Independência, de acordo com a PM. Apenas 1.871 entradas foram oferecidas, 8% do estádio. A direção cruzeirense se recusou a ficar com esses ingressos. E ainda avisou que teria troco.

E ele veio. Tão baixo quanto o nível dessa briga diretiva. O Mineirão tem capacidade para 60 mil torcedores. 10% disso são seis mil. O Cruzeiro disponibilizaria 4,5%, 2.736 ingressos. Mas foram liberados para a partida decisiva de hoje, apenas 1.854 ingressos. Pouco mais de 2,5%. O pedido foi da PM mineira. Porque a direção cruzeirense colocou de maneira 'esperta', os atleticanos em um setor cercado por sua torcida. Ou seja, os policiais tiveram de isolar a área. E o espaço ficou muito menor.

Gilvan queria ser ainda mais cruel. Fez o diabo para cobrar R$ 1.000,00 dos rivais. Entrou na justiça, segurou até a última hora a venda das entradas. Só que perdeu. E teve de se contentar com R$ 500,00. Para os cruzeirenses, entradas entre R$ 100,00 e R$ 800,00. Exploração do amor do torcedor, exatamente como aconteceu no Independência, por parte da direção atleticana. Mas a notícia do dia é que o STJD resolveu processar o Cruzeiro pela venda irresponsável dos ingressos.

Kalil e Tavares tiveram duas grandes derrotas pessoais neste ano. Tentaram seguir uma velha prática: misturar futebol com política. O presidente atleticano está no final de mandato. Ele era muito ligado ao candidato à presidência Eduardo Campos. Foi ele quem o convenceu a sair como candidato a deputado federal. Mas com a morte de Campos, Kalil decidiu não mais concorrer ao Congresso Nacional. Não teria o mesmo apoio do PSB.

Gilvan sofreu um baque ainda maior. Decidiu ser candidato a deputado estadual pelo Partido Verde. Nem a campanha vitoriosa cruzeirense conseguiu elegê-lo. Teve apenas 38,4 mil votos, cerca de 0,37% dos 10,3 milhões de votos válidos em Minas Gerais. Foi uma imensa decepção. Não pôde seguir o caminho, por exemplo, de Zezé Perrela, ex-presidente cruzeirense e hoje senador da República.

Os dois presidentes ficaram mais amargos depois de verem fracassar seus projetos eleitorais. E se afastaram ainda mais. Atualmente mal se suportam.

4reproducao4 Final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético. Deveria ser a demonstração do domínio de Minas no futebol nacional. Não será. Por causa do amadorismo de Alexandre Kalil e Gilvan Tavares. Apavorados em perder o título para o rival...

Neste dia 26 de novembro de 2014, histórico para o futebol mineiro, Atlético e Cruzeiro perdem uma oportunidade de ouro de juntar forças. Fazer uma decisão incrível com o Mineirão dividido entre as torcidas. Com preços muito mais acessíveis. Exigindo que a Globo mostrasse a decisão para o país todo, principalmente São Paulo, o maior mercado. São dois milhões de mineiros que vivem no estado paulista e estão impedidos de ver a partida na tevê aberta. Quantas vezes Minas Gerais não foi obrigada a ver confrontos de times paulistas ou cariocas?

Mas movidos pelo ódio e medo de ver o rival campeão, os dois dirigentes não percebem. Colocam tudo a perder. Deixam muito menor a inédita decisão da Copa do Brasil. Esse é o preço falta de visão, da rivalidade mais mesquinha. Possa o Cruzeiro reverter a desvantagem de 2 a 0. Ou o Atlético mantê-la ou até vencer o jogo. Na verdade, os dois clubes já perderam. Não perceberam a força incrível que teriam juntos. Graças à visão ultrapassada e raivosa de apenas dois homens: Alexandre Kalil e Gilvan de Pinho Tavares. Apavorados em ver o rival sair campeão hoje à noite...

(O blog homenageia o campeão desse confronto histórico. Dará cinco camisas oficiais aos torcedores da equipe vencedora. O regulamento está no post específico. E só lá os comentários podem ser postados. A promoção termina às 22 horas, quando os times entrarem no gramado mal cuidado do Mineirão...)
2reproducao10 Final da Copa do Brasil, entre Cruzeiro e Atlético. Deveria ser a demonstração do domínio de Minas no futebol nacional. Não será. Por causa do amadorismo de Alexandre Kalil e Gilvan Tavares. Apavorados em perder o título para o rival...