São Paulo ‘inova’. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos…

1ae24 São Paulo inova. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos...
Na década de 90, dirigentes do São Paulo adoravam repetir para a imprensa. O clube era o mais inovador do futebol brasileiro. O primeiro a investir de verdade em Centro de Treinamento para profissionais e garotos. Fora o investimento na medicina esportiva, referência na América Latina. E mais o gigante Morumbi, pronto para as maiores competições do planeta.

O tempo passou. O Morumbi se tornou um estádio 'velho, ultrapassado', nas palavras do próprio presidente Carlos Miguel Aidar. Clubes como Grêmio, Internacional, Atlético Paranaense, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Corinthians entre outros possuem CTs tão bons quantos os do São Paulo.

O caminho do Núcleo de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica, o Reffis, também foi seguido por dirigentes brasileiros.

Mas agora a inovação que o São Paulo está propondo é absurda. Pagar comissão para o intermediário que trouxe a nova fabricante de material esportivo do clube. Inacreditável.

O acordo já é pesadíssimo. Carlos Miguel Aidar aceitou pagar 15% à Far East Global Holdings Limited do acordo com a Under Armour. Ou seja, 15% sobre R$ 122 milhões. São incríveis R$ 18 milhões só de comissão.

Mas esse dinheiro para o intermediário ficará ainda maior. Basta o clube vencer qualquer campeonato. A Under Armour prometeu, como todas as empresas esportivas, bônus em caso de conquistas do São Paulo. Só que pela primeira vez no país, o intermediário terá direito a 15% desses eventuais prêmios.

 São Paulo inova. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos...

Os R$ 18 milhões que a empresa de Hong Kong tem direito podem aumentar e muito.

A cláusula terceira do contrato entre a Far East e o clube prevê que a comissão vale para a 'verba de patrocínio, de marketing, bônus, royalties e prêmios, inclusive referente ao material esportivo a ser fornecido, bem como e todo e qualquer tipo de verba condicionada a desempenho esportivo e/ou comercial', de acordo com denúncia da Folha.

A direção do São Paulo diz que esta cláusula é 'interpretativa'. Como assim? Está muito claro no contrato. Palavra por palavra. Qualquer advogado que conseguir ler poderá fazer o clube dar 15% do que o time conseguir de bônus, por títulos, ao intermediário.

No Morumbi, o contrato com a nova fabricante de material esportivo é muito questionado. Principalmente pelo intermediário. Membros da oposição já se cansaram de pedir detalhes sobre ele. Tudo que ouviram é que ele se chama "Jack".

"O Carlos Miguel está muito chateado é quele quer pagar uma comissão (para a Far East Global Holdings Limited ). Chegam a falar em R$ 28 milhões para pagar em Hong Kong, um paraíso fiscal. O 'Jack' mexe com roupa. Eu não conheço. Me disseram que ele me conhecia, eu falei"fala para ele que estou com saudade. Manda ele ir lá dia 28 no conselho, vou cumprimentá-lo, dizer o que ele fez".

"É justo dever para os jogadores e pagar uma comissão para um cidadão que ninguém sabe a firma, a origem dela?

"Por que não pega esse dinheiro e paga esses atletas e diz pro cara. Eu quero, mas o conselho não quer pagá-lo."

"Eu quero é que ele (Jack) venha aqui. E mostre a firma, qual é o endereço. Que traga toda a junta comercial lá de Hong Kong, que a firma existe. Primeiro é a o origem. "Jack, o que você fez neste processo?"

3ae11 São Paulo inova. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos...

"Por que há dois anos a Under Armour nos procurou: eles falaram que fizeram pesquisa e o produto se encaixava melhor no São Paulo. Falei para fazermos (o contrato) mas eles disseram que precisavam de dois anos porque não tinham um escritório, fábrica, logística.

"Então eu sai, e eles foram (voltaram) no São Paulo. E a comissão, o São Paulo vai pagar. R$ 28 milhões."

As declarações são do ex-presidente Juvenal Juvêncio ao Lance! O presidente ironiza o fato da atual administração apenas declarar o primeiro nome do intermediário, Jack. Não fornecer mais dados da Far East Global Holdings Limited. Questiona abertamente nas reuniões do conselho do clube que não era necessária a presença de qualquer intermediário no acordo com a Under Armour. Muito menos pagar qualquer quantia. E Juvenal insiste que a comissão é de R$ 28 milhões.

A situação desmente o ex-presidente. Insiste que pagará 'apenas' R$ 18 milhões. Rebate com outra acusação. Que a empresa intermediária ofereceu esse contrato, que era mais lucrativo do que a Penalty pagava, a Juvenal. Teria sido há dois anos e ele não se interessou.

4ae11 São Paulo inova. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos...

Juvenal disse que não havia intermediário. Teria sido procurado pela fabricante de material esportivo. Mas ela ainda precisaria dos tais dois anos porque não 'teriam escritório, fábrica, logística'.

O ex-presidente ainda acusa o atual de querer arrendar o CT de Cotia. Alugá-lo para fazer dinheiro. Por dez anos. A acusação é pesada. A situação nega.

A dívida do São Paulo é uma realidade. A consultoria DBO mostra que o clube deve mais de R$ 340 milhões. Os direitos de imagem dos jogadores ficaram atrasados por três meses e 20 dias. Salários também já atrasaram.

Graças à briga entre Juvenal e Carlos Miguel, o São Paulo continua expondo suas entranhas em público.

Cabe aos conselheiros mostrar coragem. E cobrar os dois dirigentes.

Tudo precisa ser esclarecido nos mínimos detalhes.

O outrora pioneiro São Paulo hoje é um clube rachado, problemático.

Parou no tempo.

Falta o que é fundamental em qualquer clube moderno: transparência.

Por isso qualquer denúncia causa alvoroço.

E ninguém sabe quem tem razão.

Bastam simples perguntas para causar constrangimento.

Para a situação e para a oposição.

Quem é Jack?

Por que o desprezo há dois anos com a Under Armour?

Já que a empresa americana iria pagar mais que a Penalty?

Com a palavra Carlos Miguel e Juvenal.

Os homens donos dos egos que implodem o São Paulo...

CRUZ AZUL DESISTE DE LUÍS FABIANO

Enquanto brigam, o Cruz Azul acaba de desistir de Luís Fabiano. Os mexicanos se recusaram a pagar os 3 milhões de dólares, cerca de R$ 9,5 milhões. Quantia absurda para um jogador que fará 35 anos em novembro. E cujo contrato terminará daqui cinco meses.

O atacante havia pedido como um 'prêmio' a sua liberação gratuita.

Agora resta saber como ele encarará a decisão do São Paulo.

Foi desperdiçada uma oportunidade de ouro no final de sua carreira.

Ele já estava irritado por ser mero reserva de luxo.

Ninguém no Morumbi controla seu gênio explosivo...
6ae1 São Paulo inova. Se for campeão, dará dinheiro ao intermediário que trouxe a Under Armour ao Morumbi. E o Cruz Azul desiste de Luís Fabiano. Não aceita pagar R$ 9,5 milhões pelo jogador de 34 anos...

Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília…

1ae23 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...
"Posso afirmar que essa CPI é de verdade, muitos daqueles que fazem mal ao futebol vão pagar pelos seus crimes. Tenho esperança que vai sobrar para o presidente da CBF (Del Nero). É o corrupto mor. O Ricardo Teixeira também. Merecem uma vaga ao lado de Marin em uma cela."

"A gente já tem provas suficientes para pedir o afastamento do Del Nero até antes dele se tornar presidente. Só que a CBF é uma empresa privada e tem uma bancada muito forte tanto na Câmara quanto no Senado."

Esses eram os sentimentos conflitantes de Romário em maio. O senador estava entusiasmado com a prisão de José Maria Marin na Suíça. Percebeu que o momento havia chegado. Propôs e conseguiu a CPI a CBF. Políticos prometem investigar a entidade que controla o futebol no país.

O senador pelo PSB, que é candidato à prefeitura do Rio de Janeiro, estava empolgado. Sabia que deveria ser o presidente da CPI, tal foi seu empenho para que ela nascesse. Só que seus assessores se preocupavam com os outros membros. Principalmente o relator. Será ele quem definirá o que realmente acontecerá depois dos depoimentos.

O escolhido nasceu de um acordo explícito entre PT e PMDB. Ele é Romero Jucá. Senador pelo PMDB de Roraima. E muito ligado ao ex-presidente José Sarney. Um dos filhos de Sarney, Fernando, é vice da CBF. Há a certeza que foi escolhido para blindar a CBF. Evitar que a CPI chegue a fundo nas investigações. Ele tem poder para travar o ex-atacante. Romero é aliado de Renan Calheiros (PMDB Alagoas). E o presidente do Senado tem ótima ligação com a Bancada da Bola.

Antes mesmo da CPI começar, Jucá deixa claro que Romário. Ele precisa rever suas expectativas otimistas, revolucionárias, explosivas. O ex-jogador avisou que vai pedir o fim do sigilo bancário e telefônico de Marco Polo de Nero, de Ricardo Teixeira, dos dirigentes mais graduados do futebol brasileiro, das federações. Dificilmente terá sucesso na investida.

Romero, pernambucano que é senador por Roraima, já deixou claro. Ele vai desviar o foco da corrupção. Pretende insistir nos 'detalhes técnicos' do futebol, do esporte. Amarrar as investigações e depoimentos ao fracasso da Seleção Brasileira nos gramados. A fragilização dos clubes.

"É preciso retomar o futebol como paixão do povo brasileiro. Chega de 7 a 1, de Copa América (se referindo à desclassificação da seleção). A retaguarda está desorganizada", disse Jucá.

Foi até mais explícito a jornalistas de Brasília. Perguntado se iria permitir que Marco Polo e Ricardo Teixeira tivessem seus sigilos devassados, o experiente senador foi firme. "Investigaremos quem for preciso. Mas aviso que a CPI não será contra ninguém. Não se pode personalizar. Não será contra A ou B. O tema é o futebol brasileiro."

Está claro que Romário não terá o espaço que esperava. Até porque há outros interesses na CPI, além de investigar profundamente a CBF e a maneira como administra o futebol nesse país. Como a importante eleição para a prefeitura do Rio de Janeiro, marcada para o ano que vem.

2ae16 1024x681 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

O ex-jogador confirmou ontem o que todos já sabiam. Será candidato. Pesquisa divulgada há dois dias pelo jornal carioca O Dia, o coloca como segundo colocado na disputa. O primeiro é o senador Marcelo Crivella do PRB, com 32,2%. Romário, PSB, tem 27,6%. Marcelo Freixo do PSOL, 13,2%. Clarissa Garotinho do PR, 6,5%. Pedro Paulo, PMDB, 3,0%. Bernardinho, técnico da Seleção Masculina de Vôlei, sem partido, teria 2,3% dos votos. Alessandro Molon, PT, 2,0%. Índio da Costa, PSD, 1,2%. Não sabem em quem votar 5,2%. Nenhum deles 6,7%.

Ou seja, não é de interesse de ninguém que não seja do PSB, que Romário tenha grande projeção nesta CPI. E Romero Jucá pode travá-lo. Não só como representante da bancada da Bola. Como filiado do PMDB.

Entre os outros senadores que fazem parte da CPI e que não agrada os assessores de Romário. O ex-presidente Fernando Collor de Mello. Seu filho Arnon é muito ligado ao futebol. Fundou a Liga do Nordeste, que controla, com o apoio da CBF, a Copa do Nordeste.

Os membros da CPI são apontados, na sua maioria, como políticos conservadores. Romário não terá grandes aliados na revolução no futebol brasileiro que esperava comandar.

Humberto Costa (PT-PE); Zezé Perrela (PDT-MG); Ciro Nogueira (PP-PI), Donizete Nogueira (PT-TO), Gladson Caneli (PP-AC), Eunicio Oliveira (PMDB-CE), Romero Jucá (PMDB-RR), Omar Aziz (PSD-AM), Hélio José (PSD-DF), Álvaro Dias (PSDB-PR), Davi Alcolumbre (DEM-AM); Romário (PSB-RJ), Roberto Rocha (PSB-MA), Fernando Collor (PTB-AL) e Wellington Fagundes (PR-MT). Esses são os membros da CPI. Eles terão 180 dias de prazo para discutir os problemas do futebol brasileiro.

Em seis meses, o cenário poderá estar muito mais calmo, o que teoricamente seria ótimo para a cúpula da CBF. A definição da CPI já demorou absurdos dois meses. Manobra clara dos políticos para deixar 'baixar a poeira', acalmar os ânimos da prisão de Marin.

3ae10 1024x698 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Romário já ficou profundamente decepcionado com a MP que foi aprovada para refinanciamento de R$ 4 bilhões dos clubes em 20 anos. O senador percebeu que Marco Polo del Nero e a CBF foram as grandes vencedoras. Foi tirado do projeto a sua principal reivindicação.

Foi retirada da Medida Provisória a transformação da seleção brasileira de futebol em patrimônio cultural, o que permitiria o Ministério Público acompanhar a gestão e investigar a CBF, entidade responsável pela Seleção.

Além disso, o colégio eleitoral da CBF não se democratizou como esperava o senador. Nada de representantes de jogadores votando. O processo continua fechado. Além das federações e dos clubes da Série A, os da Série B terão direito a eleger o presidente da entidade. Ou seja, continua fácil para o grupo que estiver comandando a CBF se manter no poder o quanto quiser.

 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Marco Polo 'cedeu' em relação ao tempo de mandato de um presidente da entidade. Ele só poderá ter direito a ser reeleito apenas uma vez. Ele tem 74 anos. Seu mandato vai até 2019. Se reeleito, sairá em 2024. Terá, então, 83 anos. Poderá se aposentar.

Diante desse quadro, Romário não votou a favor da MP, que tanto desejava. Percebeu que foi vencido no seu principal sonho. Tornar a Seleção um patrimônio público para acabar com a blindagem da CBF. Perdeu.

O mesmo poderá acontecer com a CPI da CBF. Ser o presidente poderia ser algo marcante, dar maior visibilidade política. Mas a bancada da bola conseguiu se impor. Seus representantes são fortes. Capazes de proteger não só Marco Polo del Nero, a atual diretoria da CBF, mas também Ricardo Teixeira.

Além disso há a disputa silenciosa pela prefeitura do Rio de Janeiro. Travar Romário, impedir que ele transforme a CPI em um palanque para 2016, é obrigação de Romero Jucá. Como relator, o senador de Roraima tem esse poder.

Por isso, apesar das frases provocativas, de sua revolta contra Marco Polo e Ricardo Teixeira, Romário está preocupado. Sabe que, como a MP, a CPI da CBF pode ser uma enorme decepção.

A influência da CBF é muito forte.

Marco Polo e Ricardo Teixeira são silenciosos.

Porém, muito mais poderosos do que parecem.

E juntaram força para sobreviver...
 Acabou a ilusão de Romário. Sarney, Collor, Renan e Jucá estão juntos na CPI. E a favor da CBF. O candidato à prefeitura do Rio já percebeu. Marco Polo e Ricardo Teixeira juntaram forças. E ainda são muito poderosos em Brasília...

Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo…

4ae10 1024x647 Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo...
Luís Fabiano procurou a direção do São Paulo. Pediu um prêmio. Ser liberado gratuitamente para o Cruz Azul. E precisa ser já. É uma oportunidade de ouro para o jogador que completará 35 anos em novembro. Ele não quer nem jogar domingo contra o Sport em Recife.

A situação surgiu graças a um estiramento muscular. O paraguaio Roque Santa Cruz ficará entre três e quatro meses sem poder jogar futebol. Talvez só retorne no próximo ano. A direção mandou empresários procurarem na América do Sul, um atacante experiente e que pudesse ser inscrito agora. E, de preferência, sem custo. Com os mexicanos arcando só com os salários e luvas.

Luís Fabiano tem contrato até o final de 2015. Seus salários batem nos R$ 500 mil mensais. Sem ter de pagar os cinco meses de salário, o clube economizaria R$ 2,5 milhões. O atacante deixou de ser titular absoluto no clube há muito tempo. Não tem mostrado força física para suportar o absurdo calendário brasileiro. No México é mais racional.

1spfc2 1024x682 Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo...

Este pode ser o penúltimo bom contrato de Luís Fabiano. Se ele acertar por uma temporada. A próxima, no meio de 2016, ele ficaria livre para atuar com Kaká no Orlando City. O convite para atuar nos Estados Unidos ele tem. Mas jogar em uma liga valorizada e que está pagando muito bem, como a mexicana, é algo inesperado e que o atrai muito mais.

A princípio, a reação do vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro foi negar. Não queria liberar o jogador. Mas o presidente Carlos Miguel Aidar viu uma oportunidade não só de economizar. Mas de ganhar algum dinheiro. Ele quer que os mexicanos paguem algum dinheiro para levar o veterano atacante.

Luís Fabiano é o terceiro maior artilheiro da história do São Paulo. Só atrás de Serginho Chulapa, com 242 gols, e Gino, 233 gols. Ele tem 206. Seu rendimento desde que voltou do Sevilha, em 2011, foi decepcionante. O clube gastou R$ 20 milhões para tê-lo de volta. Muitas expulsões infantis, até depois de partidas acabadas, contusões e discussões públicas com a torcida. Seguiu sua sina de não conseguir títulos importantes pelo clube.

Foi chamado de 'pipoqueiro' pelos são paulinos inúmeras vezes. A última foi quando errou uma das penalidades na eliminação do São Paulo da Libertadores. Devolveu chamando os torcedores de 'idiotas' e que tivessem paciência que iria embora no final do ano.

1ae22 Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo...

Para que ele mesmo entendesse melhor a relação com torcida são paulina, cansou de repetir que era como um casamento, marcado de momentos de amor e ódio.

Só que ele mesmo sabe que esse casamento está desgastado. As duas partes querem romper. Só faltava coragem, e oportunidade, para esta relação ser rompida.

Surgiu. O Cruz Azul quer levá-lo. E ele já falou abertamente que deseja ir embora. Pela porta da frente. Não em dezembro, com o contrato terminado e não renovado, apesar das promessas de Carlos Miguel Aidar.

O técnico Juan Carlos Osório não gostaria de perdê-lo. Mas não tem como argumentar que Luís Fabiano hoje é fundamental na vida do São Paulo. Já foi, não é mais.

6ae Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo...

O melhor caminho parece mesmo ser a liberação. Ataíde Gil Guerreiro já está mais conformado. Mas Carlos Miguel avisa que deseja dinheiro dos mexicanos. O que não será muito fácil.

Só que diante de toda a vontade Luís Fabiano, há quase certeza absoluta entre os conselheiros no Morumbi. Desta vez, o atacante vai embora de vez. Para nunca mais voltar.

A confirmação deverá sair amanhã em uma reunião entre os representantes do Cruz Azul, a cúpula do São Paulo e o entusiasmado jogador.

Luís Fabiano, que adora música, pode colocar um velho CD de Chico Buarque e ouvir um refrão que resume muito bem a sua despedida do São Paulo.

"Eu bato o portão sem fazer alarde
Eu levo a carteira de identidade
Uma saideira, muita saudade
E a leve impressão de que já vou tarde."

Foi bom, enquanto durou o amor.

Esse casamento havia acabado há muito tempo...

(Mas o São Paulo parece aquela esposa ressentida. Que não queria ser abandonada, mesmo com o casamento fracassado. E Aidar manda avisar que deseja do Cruz Azul 3 milhões de dólares, R$ 9,4 milhões. É uma quantia altíssima por cinco meses. A postura é de quem quer manter as aparência e seguir com o casamento fracassado...)
2ae15 Luís Fabiano pede um presente à direção do São Paulo. Sair pela frente e jogar no México, no Cruz Azul, na vaga de Roque Santa Cruz. Ele sabe que o casamento já acabou faz tempo...

Escândalo de Malcom com o Detran acaba com a paz no Corinthians. Revelação de 18 anos é acusado de ter comprado carta para dirigir. Pode ser processado, com risco de dois a 12 anos de prisão. Diante da confusão, empresário pensa em vendê-lo para a Europa…

1ae21 Escândalo de Malcom com o Detran acaba com a paz no Corinthians. Revelação de 18 anos é acusado de ter comprado carta para dirigir. Pode ser processado, com risco de dois a 12 anos de prisão. Diante da confusão, empresário pensa em vendê lo para a Europa...
O Corinthians estava vivendo um momento de calmaria. Mesmo com o amador acordo para pagar o Itaquerão, que compromete as finanças do clube, os jogadores estavam tranquilos. Começando a receber pelo menos os salários em dia. Direito de imagem é um problema não só no Parque São Jorge. Mas no Brasil todo.

Tite fez das tripas, coração. E o time teve uma reação impressionante no Brasileiro. Já é terceiro colocado no Brasileiro. A campanha é excepcional. Basta lembrar que o próprio treinador havia desistido da competição. Mas o baixo nível técnico dos clubes foi cúmplice do Corinthians.

O treinador já até aceitava os jovens jogadores da base que a diretoria quer no time. E estava esquecendo os reiterados pedidos de reforços, da vinda de atletas rodados, importantes, como o colombiano Téo Gutierrez. O Corinthians perdeu a prioridade e ele já até teria assinado contrato de três anos com o Sporting de Portugal.

O grupo estava focado, trabalhando para o importante confronto de sábado, contra o líder do Brasileiro, o Atlético Mineiro. Quando explodiu um escândalo que já tirou a paz da maior revelação da base: Malcom.

O jogador de 18 anos quis esnobar dando uma entrevista para o UOL. E falou sobre o seu carro, um Hyundai I30, que custa cerca de R$ 75 mil. Só que foi além. Disse que, mesmo sem carta, o dirigia até o Corinthians. Teria apenas um protocolo do Detran.

Pronto. A reportagem foi ao ar no dia 25 de março. A partir dela, a chefia do Detran seguiu os passos de como Malcom conseguiu esse protocolo. E verificou todos os dados que acabariam se transformando na sua carta. Viu que todos os dados eram falsos.

 Escândalo de Malcom com o Detran acaba com a paz no Corinthians. Revelação de 18 anos é acusado de ter comprado carta para dirigir. Pode ser processado, com risco de dois a 12 anos de prisão. Diante da confusão, empresário pensa em vendê lo para a Europa...

Sua carta foi tirada em apenas 20 dias, o que é impossível no trâmite normal. E registrada em Hortolândia, cidade onde o jogador não mora. O que é mais uma irregularidade.

O Detran tem fortes indícios que a cartas teria sido 'comprada'. Funcionários teriam recebido dinheiro para acelerar a liberação. Não só de Malcom. Mas de cinco mil pessoas. Graças ao jogador corintiano, todas essas cartas estão suspensas, inclusive a dele. Os envolvidos terão de depor na Polícia.

O esquema chegaria a mais de R$ 10 milhões. O preço das cartas compradas ficaria entre R$ 6 mil e R$ 10 mil.

A acusação para quem compra a licença para dirigir é de corrupção ativa e passiva. O envolvido pode ser preso. A pena pode chegar de dois a 12 anos.

O medo no Corinthians é que o Detran queira fazer de Malcom um exemplo. O departamento jurídico do clube já foi acionado para tentar proteger o atacante.

2reproducao10 Escândalo de Malcom com o Detran acaba com a paz no Corinthians. Revelação de 18 anos é acusado de ter comprado carta para dirigir. Pode ser processado, com risco de dois a 12 anos de prisão. Diante da confusão, empresário pensa em vendê lo para a Europa...

A situação tem tudo para criar mais uma enorme área de atrito. Fernando Garcia é o empresário do jogador. Ele é irmão de Paulo Garcia, que já foi candidato derrotado à presidência do Corinthians. Fernando é visto como um homem da oposição. Mas todos da diretoria de Roberto de Andrade precisam conviver.

Fernando é dono da Elenko Sports. Tem vários jogadores espalhados por clubes no país. No Corinthians tem Malcom, Guilherme Arana, Uendel e Walter. Já negociou o zagueiro Cléber e Petros para a Europa.

O empresário já buscava um clube europeu para Malcom. Havia mudado de ideia. Decidido esperar. Mas, de repente, essa confusão envolvendo o Detran pode mudar seus planos. E de novo tentar negociar o atacante.

O pior é que Malcom havia implorado publicamente para seu empresário. Queria seguir no Corinthians. Por pelo menos mais um ou dois anos. Ganhar experiência e aí sim ir viver seu sonho europeu. Ele acabou de estender seu contrato até 2019. Seu salário pulou de R$ 9 mil para R$ 70 mil.

Mas a revelação que estava dirigindo sem carta pode mudar o rumo de sua vida. Assim como já mudou de cinco mil pessoas que o Detran acredita que tenham comprado sua carta. E também acabou com o momento de paz que o Corinthians vivia.

O Hyundai I30 não está no estacionamento do Corinthians. O carro de R$ 75 mil está na garagem. Malcom tem chegado aos treinos de carona ou de táxi. Como devem se locomover quem não possui licença de habilitação.

Mesmo sendo jogador de futebol...

(Para amenizar a situação, o Corinthians vaza a 'informação' aos setoristas do clube. Os jogadores ironizaram, brincaram com Malcom. Como se acusação fosse um piada. E que todos neste país 'comprassem' suas cartas.

Por 'coincidência' o jovem atacante treinou na reserva. Situação que Tite adotaria se Malcom estivesse abalado psicologicamente com o que aconteceu. Mas foi apenas mais uma coincidência, lógico. O advogado do jogador foi à ESPN e disse que tudo não passou de 'um grande engano'...)
3ae9 Escândalo de Malcom com o Detran acaba com a paz no Corinthians. Revelação de 18 anos é acusado de ter comprado carta para dirigir. Pode ser processado, com risco de dois a 12 anos de prisão. Diante da confusão, empresário pensa em vendê lo para a Europa...

A diferença entre profissionalismo e amor ao clube? Fácil de definir. Basta comparar Robinho com Carlitos Tevez. Neste momento de crise, um está na China e outro, na velha Bombonera…

1ap10 A diferença entre profissionalismo e amor ao clube? Fácil de definir. Basta comparar Robinho com Carlitos Tevez. Neste momento de crise, um está na China e outro, na velha Bombonera...
O presidente do Santos, Modesto Roma, chorou diante das câmeras. Era sua despedida de Robinho. O Santos não poderia competir com o Guangzhou Evergrande. Os chineses ofereciam R$ 2 milhões a cada 30 dias. Modesto chegava apenas a R$ 800 mil. E quem, sabe, se algumas empresas ajudassem, a R$ 1 milhão.

O dirigente ligou, pediu, implorou. Explicou ao jogador o quanto precisava dele nesta hora difícil na Vila Belmiro. A antiga diretoria deixou dívidas que praticamente inviabilizam o clube. Seria um sacrifício que o atacante teria de fazer.

Mas Robinho acreditou que já tinha feito muito. Suportou atrasos de salários e oito meses de direito de imagem calado. Aos 31 anos acreditava que não chegariam novas propostas milionárias. E virou as costas ao clube que o lançou para o mundo. Hoje sua chegada ao time de Felipão na China foi confirmada.

Modesto Roma ficou magoadíssimo com a postura de Robinho. Acompanhando de perto a vida do Santos, o presidente sabe que o clube da Vila Belmiro serviu de porto seguro ao jogador. Foi fundamental para que reerguesse a carreira.

Saiu batendo no peito, garantindo que seria o melhor jogador do mundo. Enfrentou legalmente o clube para jogar no Real Madrid. Foi sabotado por Raúl e seus companheiros, irritados com seu egocentrismo. Robinho quis seguir Felipão no Chelsea. A direção do time espanhol soube do acordo e o impediu de ir para Londres. Se quisesse, no máximo iria para Manchester. E lá encarou o City. Robinho ficou tão irritado com a situação que despachou seu empresário Wagner Ribeiro.

O atacante e o treinador Roberto Mancini se detestavam. O jogador já nem sequer concentrava. Dunga avisou que ritmo, não disputaria a Copa do Mundo de 2010. Quem o salvou? O Santos.

O clube esqueceu todo rancor com sua saída. E ele teve tratamento de rei. Foi importante para Neymar e Ganso. Disputou a Copa, voltou para a Europa, como jogador do Milan.

2reproducao9 A diferença entre profissionalismo e amor ao clube? Fácil de definir. Basta comparar Robinho com Carlitos Tevez. Neste momento de crise, um está na China e outro, na velha Bombonera...

Sua chegada coincidiu com a decadência financeira do time italiano. As grandes equipes prometidas nunca saíram do papel. Ele foi afetado pelos companheiros medianos. Sucumbiu. Se perdeu. Felipão o deixou de lado da Copa das Confederações e da Copa do Mundo de 2014.

Estava muito baixa, triste, sem mercado. Quem abre as portas, pagando até o que não tinha? Novamente o Santos. Sua chegada coincidiu com a volta de Dunga à Seleção. Diante do baixo nível técnico do futebol no país, Robinho se impôs. Virou peça fundamental no Santos. E logo o treinador com quem tem enorme amizade, o chamou de novo para representar o Brasil.

Dunga é muito grato a Robinho. Várias vezes ele se indispôs, principalmente com Mancini, para jogar na Seleção. O técnico reconheceu esse esforço o garantindo, por exemplo, no grupo que disputou a Copa América.

Embora tenha passado grande parte do tempo tocando pandeiro, quando foi chamado para atuar, Robinho mostrou sua personalidade e está vivendo outra vez uma boa fase. Tanto que despertou a atenção dos chineses.

Ao mesmo tempo, o império na Vila Belmiro ruía. A falta de dinheiro era assustadora. Modesto Roma sabia que precisava do jogador. Tem a plena noção que o grupo que mantém na Vila Belmiro é muito fraco. O fantasma do primeiro rebaixamento para a Segunda Divisão é real.

1ap11 A diferença entre profissionalismo e amor ao clube? Fácil de definir. Basta comparar Robinho com Carlitos Tevez. Neste momento de crise, um está na China e outro, na velha Bombonera...

Para buscar apoio de patrocinadores, sócios-torcedores, empresas dispostas a comprar mandos se jogos, era primordial manter Robinho. Só que ele teria de fazer um enorme sacrifício pelo time que o lançou. Em uma reunião que durou horas, Modesto Roma mostrou o trágico quadro financeiro ao jogador.

O dirigente tentou todo tipo de soluções. Mas não havia como competir o dinheiro do Oriente. Robinho ouviu o quanto o clube que não só o lançou, e o salvou sua carreira duas vezes, precisava dele. Mas foi firme. Calou Modesto Roma dizendo que precisava cuidar do futuro de sua família. Como se já não estivesse milionário. Muito magoado, o presidente santista teve uma crise de choro. Sabia como seria difícil o restante do ano na Vila Belmiro.

Resignado, o dirigente não tinha o que fazer. A não ser abraçar o jogador sem contrato e chorar.

As fotos de Robinho anunciado oficialmente como atleta do Guangzhou Evergrande já circulam pelo mundo.

Enquanto isso, a Argentina esta mobilizada para a reestreia de Carlitos Tevez pelo Boca Juniors. Ele estará em campo neste sábado, na sua amada Bombonera, contra o Quilmes.

Tevez teve uma carreira internacional instável. Não por seu futebol. Mas pela personalidade difícil. Brigou com dirigentes, treinadores. Não se dobrava. Principalmente à rigidez hierárquica da Inglaterra. "Ninguém vai me domesticar", disse. Já havia sido assim na ponte que seu empresário Kia Joorabchian havia feito no Corinthians.

Não aceitou os torcedores tentando invadir o Pacaembu para bater no time eliminado da Libertadores de 2006. Reclamou, foi vaiado, respondeu mandando a torcida calar a boca depois de marcar um gol. Teve o carro chutado. Era a desculpa ideal para fazer as malas. Foi para outra ponte: o pequeno West Ham.

De lá, o grande Manchester United, de Alex Ferguson. O treinador/manager não queria relações com Kia. Sabia da sua ligação com os bilionários russos, exilados na Inglaterra. A personalidade indomável de Tevez não aceitou a forte cobrança de Ferguson. Continuou em Manchester. Mas no City. O confronto com os dirigentes e Mancini foi inevitável.

Chegou a ficar cinco meses sem jogar, afastado. Foi quando o Corinthians poderia tê-lo recontratado. Seria mais barato que Pato. Mas Andrés Sanchez, seu inimigo, barrou a transação. Tevez foi então para a Juventus. Os italianos compreenderam sua personalidade. E deram liberdade para ser o que é. O resultado foi fantástico.

Só que Carlitos continuou muito ligado ao Boca Juniors. De longe acompanhava a crise do clube. Seus elencos que deixavam de ser competitivos. Só a tradicional camisa se impunha. Sempre que voltava a Buenos Aires ia para a Bombonera e morria de saudades.

Sabia de todo seu sucesso na Juventus. E que gigantes europeus já pensavam em levá-lo. PSG, Chelsea, Atletico de Madrid seriam os principais. Mas Carlitos procurou a direção do time de Turim e avisou. Voltaria para o Boca Juniors. A final da Champions contra o Barcelona seria seu ponto final.

Os dirigentes perguntaram se ele havia enlouquecido. Ainda havia um ano de contrato e ele poderia ganhar milhões de euros. Tinha 31 anos, mesma idade de Robinho, e clubes gigantes o queriam. Se voltasse para a Argentina, sua carreira na elite do futebol mundial estaria acabada.

Ele respondeu. "O dinheiro compra tudo. Menos a felicidade. Minha felicidade está na Bombonera. E o Boca Juniors precisa de mim."

Não foi por acaso que a Bombonera estava lotada com torcedores que enfrentaram o frio de 12 graus. Entre eles um, no seu camarote, de boné, explodindo de alegria. Diego Maradona. A festa foi maravilhosa.

Todos estavam apenas para ver Tevez vestir a camisa azul e amarela. Resgatar o respeito ao gigante Boca Juniors. O mais alegre, entre todos, era Carlitos. Entrou no gramado, se abaixou, e beijou o gramado, emocionado.

Assinou um contrato por dois anos. E jura que 'dará a vida' para que o Boca Juniors volte a ser respeitado. A volta de Tevez faz com que, em plena crise argentina, empresas olhem com carinho a possibilidade de patrocinar o clube. Jogadores promissores se animam em atuar ao lado de Carlitos. O plano de sócio-torcedores estava estagnado. E há a certeza de uma explosão com a volta do ídolo.

Modesto Roma olha com inveja para a relação entre Tevez e Boca Juniors.

Era o que sonhava fazer com Robinho e Santos.

Mas as coisas são como são.

Carlos Tevez é Carlos Tevez.

Robinho é Robinho...

1reproducao26 1024x730 A diferença entre profissionalismo e amor ao clube? Fácil de definir. Basta comparar Robinho com Carlitos Tevez. Neste momento de crise, um está na China e outro, na velha Bombonera...

Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem…

1reproducao25 Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem...
Torcedores se dividiam ao final do grande jogo no Beira-Rio. Muitos comemoravam a vitória diante do Tigres por 2 a 1 e a vantagem na primeira partida da semifinal da Libertadores. Outros, não. Lamentavam, se preocupavam com o que o Internacional poderia ter feito e não fez. O time de Aguirre jogou 35 minutos com um jogador a mais no segundo tempo. Mas não soube tirar vantagem. Os realistas sabem que basta uma vitória simples por 1 a 0 dos mexicanos em Monterrey, na próxima quarta. Ou seja, a passagem para a final está perigosamente aberta.

"Nós não aproveitamos a vantagem de um a mais. O placar foi muito apertado", desabafou o ótimo Rodrigo Dourado.

"A sensação que ficou é que, se não tivéssemos um jogador a menos, iríamos não só empatar, mas tínhamos tudo para vencer. Mas saímos daqui com um resultado que posse ser revertido no México", dizia Rafael Sóbis. Ele sabe que basta 1 a 0 para o Tigres e pronto, final de Libertadores.

O Internacional começou a partida de maneira arrebatadora. Empurrado por sua apaixonada torcida e pelo esquema corajoso de Diego Aguirre. Os gaúchos não queriam deixar oxigênio para os mexicanos respirarem. A marcação na saída de bola era fortíssima.

4getty Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem...

D'Alessandro e Valdivia começaram a semifinal inspirados, confiantes, com personalidade. O argentino tocava, driblava, abria espaços na zaga mexicana. Já a revelação do Intr pegava a bola e partia para cima dos seus marcadores. Ele conseguiu destruir a forte marcação montada pelo técnico brasileiro que comanda o Tigres, Ricardo Ferreti.

Os mexicanos montaram as famigeradas duas linhas de quatro. A intenção era conter o ímpeto gaúcho. Mas aos quatro minutos houve uma enorme bobagem. Ríos tenta recuar a bola, mas Nilmar foi mais esperto. Ele conseguiu dar um toque na bola. O suficiente para desfiar sua trajetória e pegar a defesa desarmada. Caiu nos pés D'Alessandro. O chute foi mortal, violentíssimo. 1 a 0 Internacional...

Diante do choque dos mexicanos, os brasileiros seguiram na pressão. E o acaso ajudou. Valdivia começava tomar pontapés, quando Nilmar tentou invadir a área. O zagueiro brasileiro do Tigres, Juninho, cortou e ao perceber que a bola cairia com Valdivia, deu o carrinho. O chute desviou e a bola encobriu o goleiro Guzmán. 2 a 0 aos dez minutos de jogo.

1siteinternacional Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem...

A torcida gaúcha ensandecia. Parecia que tudo seria resolvido no primeiro jogo. E em uma goleada. O Inter continuou muito melhor, criando e desperdiçando chances. Até que o futebol mostrou mais uma vez porque ele fascina. Bastou um lance e tudo ruiu. Rafael Sóbis, justo ele, acertou cruzamento perfeito na cabeça de Ayala. A testada saiu firme, indefensável para Alisson. 2 a 1, aos 23 minutos de jogo.

A partir daí os mexicanos ganharam confiança e as intermediárias. O Tigres adiantaram a forte marcação para a saída de bola do Internacional. Rafel Sóbis era o grande jogador. Coordenava os ataques. O francês Gignag mostrava seu talento, com dribles secos e chutes fortes ao gol.

No intervalo, se esperava que Aguirre tivesse mais ousadia. Mas o treinador resolveu apostar no time e no esquema que havia preparado. Foi aí que o destino ajudou novamente. Ayala já havia tomado um cartão amarelo besta, de graça. Deu entrada desnecessariamente violenta em Geferson. Na expulsão, acertou de novo no lateral do Internacional. Cartão vermelho.

Aí seria vez de o Internacional passar a atacar. No futebol moderno, um a mais é grande vantagem. Mas faltou ousadia para explorar um jogador a mais. Em vez de usar as laterais, os gaúchos forçaram pelo meio. Inutilmente. Abriram espaço para contragolpes. Foram 35 minutos de desperdício.

Daí as sensações. A alegria pela vitória. Mas o medo de a vantagem ter sido pequena. A tensão de pensar que a vitória por apenas 1 a 0 pode dar a vaga à final da Libertadores aos mexicanos. A vitória foi ótima. Mas o placar foi apertado demais.

E não se desperdiça boas chances na vida. Diego Aguirre tem direito a noite de insonia, pensando que teve um jogador a mais contra os mexicanos. E não soube aproveitar...
2siteinternacional Duas sensações após a vitória do Inter. Alegria pelo 2 a 1 contra o Tigres, na semifinal da Libertadores. E o desperdício de ficar 35 minutos com um jogador a mais. E não conseguir ampliar a vantagem...

Luxemburgo não fala sobre processo por dívida com o cassino de Las Vegas. E o líder do Bom Senso, Paulo André, se cala. Ordens de Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro. Silêncio ou hipocrisia?

1reproducao24 Luxemburgo não fala sobre processo por dívida com o cassino de Las Vegas. E o líder do Bom Senso, Paulo André, se cala. Ordens de Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro. Silêncio ou hipocrisia?
Gilvan Tavares sabia muito bem quando estava contratando. Eram dois personagens problemáticos para qualquer direção de clube. Vanderlei Luxemburgo e seus intermináveis problemas extracampo. Paulo André e sua firme postura na liderança do movimento reivindicatório Bom Senso.

O presidente do Cruzeiro conversou muito com o gerente de futebol Valdir Barbosa. Deixou definido que Luxemburgo e Paulo André só pisariam na Toca da Raposa se fossem apenas técnico e jogador. Não queria de maneira alguma que misturassem suas atividades fora do gramado.

O primeiro a silenciar foi Paulo André. O futebol brasileiro vivendo uma revolução com CPI, MP, Marin preso. Marco Polo del Nero fragilizado. Cúpula da CBF aceitando a limitação de mandatos do presidente da entidade e das federações. A maioria dos grandes clubes devendo salários ou direito de imagem.

E o líder do Bom Senso, que voltou da China, calado. Sem se manifestar. Cumprindo o que prometeu a Gilvan e Valdir.

2reproducao Luxemburgo não fala sobre processo por dívida com o cassino de Las Vegas. E o líder do Bom Senso, Paulo André, se cala. Ordens de Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro. Silêncio ou hipocrisia?

Pior Vanderlei Luxemburgo. Mais um escândalo na sua vida pessoal. A ESPN divulgou os R$ 430 mil que ficou devendo para o cassino Wynn Las Vegas. Lá há rodadas de pôquer de 25 mil dólares, R$ 78 mil. Várias publicações já mostraram a relação do técnico com o pôquer. E que, inclusive, teria atrapalhado sua carreira. Há fotos de Luxemburgo jogando cartas em cidades com cassinos de alto nível, como em Punta del Leste.

A dívida é do ano passado, em mais um período que estava desempregado. Ele deixou um cheque-promissório no valor de 300 mil dólares, R$ 941 mil. Só pagou 161 mil dólares, R$ 505 mil. O restante, não. Daí o cassino ter entrado na justiça no Brasil para receber.

O escândalo estourou na semana passada.

O normal seria Luxemburgo ter dado a sua versão de mais esse problema na justiça. Mas no Cruzeiro não aceita falar sobre a dívida. Nem seu advogado, Antonio Carlos Sandoval Catta Preta não se posiciona sobre o caso.

São dois extremos. Mas Gilvan mostra quem manda no Cruzeiro. O líder Paulo André está silencioso. Na reserva, se preocupa em jogar. Afinal, ganha por produtividade. Quanto mais atuar, maior o salário.

A empolgação com Luxemburgo já passou. Depois das primeiras vitórias, o time decepciona, estacionando na 11ª posição. O técnico mostra insegurança, falta de convicção. Em 40 dias na Toca da Raposa, não conseguiu repetir sequer uma escalação. O que deixa o ambiente tenso.

Disso ele até fala. Só não toca nos problemas que viveu na CPI do Futebol, quando foi constatado que fraudou a idade durante toda a carreira como jogador. Escondeu três anos. Assinava Wanderley Luxemburgo, com w e y. Voltou ao seu nome verdadeiro, Vanderlei Luxemburgo da Silva.

E também está proibido tocar na sua dívida com o cassino de Las Vegas.

Muito menos sobre a vexatória cobrança pública.

Com Paulo André, Gilvan exagera.

Mas com Vanderlei Luxemburgo erra.

O Cruzeiro só o proíbe de falar.

Mas os erros estão aí.

A cobrança do cassino é algo muito grave, documentada.

Não é só Vanderlei que está sendo atingido por seu erro.

É a imagem do comandante do futebol do Cruzeiro.

A desmoralização pela cobrança pública afeta a Toca.

O silêncio na sala de coletivas é pura hipocrisia.

Não há um jogador ou jornalista que não comente o assunto.

O escândalo é internacional.

Será que vale a pena o clube trazer esse problema para o seu ambiente?

Técnico com dívida com cassino cobrada na justiça?

É o que Gilvan acredita ser melhor para o seu amado Cruzeiro?
1reproducaoespn Luxemburgo não fala sobre processo por dívida com o cassino de Las Vegas. E o líder do Bom Senso, Paulo André, se cala. Ordens de Gilvan Tavares, presidente do Cruzeiro. Silêncio ou hipocrisia?

O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais…

1ae20 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...
A CBF deveria acabar com a hipocrisia. Nos campeonatos que organiza, Brasileiro e Copa do Brasil, os mandos, estão à venda. Principalmente dos clubes pequenos, sem recursos. Mas não só eles. Várias equipes tradicionais, grandes, viraram as costas aos seus torcedores, e foram atrás de quem oferecia dinheiro.

Todos os clubes desse país já foram privilegiados com essa situação. Lucrou por tabela. Enfrentou os adversários fora dos seus domínios. E, lógico, foram beneficiados tecnicamente. Até porque, na prática, mandos acabam invertidos. Com uma equipe atuando duas vezes apoiado por seus torcedores. E outra, com dinheiro na conta bancária, mas visitante em ambos os confrontos.

Essa venda é imoral. Mas a CBF fecha os olhos porque os pedidos chegam através dos presidentes de Federações. A ladainha é a mesma. Falta de dinheiro. De propósito, não há nada que impeça esse mercantilismo nos regulamentos dos torneios.

Empresas de marketing se aproveitam. Surgem com intermediárias. Desfrutam da desgraça que estão atolados a maioria dos clubes deste país. Ou do nível rasteiro dos nossos políticos. Principalmente os que estiveram por trás de elefantes brancos, que consumiram bilhões de reais, para a Copa do Mundo. Inúteis, precisam ser utilizados. Mesmo que não tenham equipes com potencial para encher arenas de 50, 60, 79 mil torcedores.

O detento José Maria Marin, ex-presidente da CBF, fez a alegria de governadores, prefeitos, senadores, deputados. E incentivou vários jogos da Série A em Brasília, Manaus e Cuiabá, principalmente. Fez favor e incentivou a mentira. Quis provar a utilidade dos estádios artificialmente. Mudou tecnicamente o Brasileiro. Ajudou equipes a fugir de confrontos difíceis fora de casa. Mas promover competições justas nunca preocupação de Marin. E nem parece da CBF.

2reproducao8 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...

A situação é mais triste na Copa do Brasil, a mais 'democrática' competição do país. Misturando as equipes da Série A com as da Série B, C e até D. O contraste financeiro fica absurdo. Prato cheio para abusos. Para oportunistas, pessoas dispostas a lucrar com a desgraça alheia. Não há nada de desonesto nisto. Até porque agem com o aval da CBF. Fazem tudo de forma transparente.

A situação envergonha o futebol deste país. Mas o que acontecerá hoje em Londrina vai além. Agride até mesmo o beneficiado, o Palmeiras.

O tradicional clube passou por muita vergonha neste século 21. Foi rebaixado duas vezes em dez anos para a Segunda Divisão. Ficou cinco anos mambembe, esperando sua arena ser reconstruída. Finalmente ela ficou pronta no final do ano passado. É uma das melhores do país, se não for a mais moderna. Erguida sem dinheiro público, é motivo de orgulho dos palmeirenses.

Presidido por um bilionário, o clube contratou 25 atletas. Bancou o técnico que venceu os últimos dois Campeonatos Brasileiro, Marcelo Oliveira. A folha salarial do Palmeiras passa dos R$ 6 milhões. Crefisa, Prevent Senior, Faculdade das Américas (FAM) e Tim bancam R$ 50 milhões em patrocínios. Da Globo, o clube recebe, apenas pelo Brasileiro, R$ 80 milhões. É o sétimo clube do mundo a ter mais sócios torcedores, 129 mil.

Jogos na sua arena já renderam mais de R$ 26 milhões em 2015. É um gigante comparado ao ASA de Arapiraca.

Aqui estão as contas do time alagoano no balanço do mês passado, junho.

Gastou R$ 645 mil com atletas, Comissão Técnica e funcionários. Investiu R$ 9,2 mil na categoria de base. Gastou R$ 84,5 mil em acordos trabalhistas. Pagou R$ 12 mil em alimentação. Foram R$ 23 mil confeccionando ingressos. Suas despesas somadas chegam a R$ 998 mil.

1reproducao23 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...

O clube alagoano faturou R$ 250 mil dos seus patrocinadores. Lucrou com bilheteria R$ 73 mil. Recebeu com cotas da Copa do Brasil, R$ 509 mil. Arrecadou R$ 4,2 mil com seus sócios-torcedores.

O total de receitas é de R$ 875 mil. O de despesas, R$ 998 mil. O clube está devendo R$ 210 mil.

Diante desse quadro não foi nada difícil para Roni Santos, dono da empresa R7, comprar o direito de jogo da volta dentre ASA e Palmeiras. O clube alagoano empatou em 0 a 0 em São Paulo. Decidiria em casa, em Arapiraca, no seu estádio, o Fumeirão, para 17 mil pessoas. Seria o justo em qualquer lugar do mundo. Menos aqui.

Por R$ 400 mil, o presidente do ASA, Bruno Euclides, vendeu para o mando para o ex-jogador Roni.

A situação fica mais vergonhosa quando o agora empresário confessa que procurou Paulo Nobre. E perguntou para o presidente do Palmeiras onde deveria levar a segunda e decisiva partida.

15 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...

"Foi o Paulo Nobre quem indicou a cidade. Disse o lugar que teríamos mais público seria Londrina", confirmou Roni à Folha.

Sim, o presidente escolheu onde seu caríssimo time jogaria contra o pequeno ASA. Ele sabe que a cidade paranaense é um reduto de torcedores palmeirenses. Por acaso, 2.650 quilômetros distante de Arapiraca. Por acaso, lógico.

A delegação palmeirense chegou em Londrina e foi cercada por centenas de torcedores. O estádio do Café deverá estar repleto de torcedores do time paulista. Para garantir o lucro da R7, os preços dos ingressos são caros para a cidade. Entre R$ 80,00 e R$ 60,00.

Para completar o quadro, o discurso fino, inteligente do presidente do ASA, Bruno Euclides.

"Quem tem medo de cagar não come. Sabíamos do risco que corríamos ao assumir um clube endividado. Estamos tentando reverter o déficit do primeiro semestre e o desafio é terminar o ano com tudo zerado ou melhor do que no ano passado.

"Estou conseguindo pagar 26 acordos trabalhistas, quase R$ 300 mil já foram depositados. Estamos honrando os salários, claro, que com um pouco de paciência pessoal, é claro.

"Por isso digo que infelizmente o jogo com o Palmeiras será em Londrina. Questão de força maior, ninguém fez isso satisfeito e de coração tranquilo mas a necessidade financeira falou mais alto."

Mas o presidente garante. Os torcedores do ASA terão sua compensação. Pagando R$ 5,00 poderão acompanhar ao vivo o jogo no telão do ginásio Papa João Paulo Segundo. E duas camisas serão sorteadas...

 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...

E assim caminha o futebol brasileiro. Com a CBF faturando em 2014, mais de meio bilhão de reais. R$ 589 milhões. Isso que interessa.

Por isso, Marco Polo del Nero fecha os olhos tranquilo aos absurdos nos campeonatos que a CBF organiza.

A tabela oficial da Copa do Brasil marca o confronto da 22 horas.

ASA, mandante, Palmeiras, visitante.

Local: Londrina.

Piada de mau gosto...
3reproducao5 O bilionário Paulo Nobre escolheu Londrina para o confronto contra o ASA. Mas a torcida de Arapiraca poderá ver o jogo. No telão em um ginásio e concorrer a duas camisas do time. A omissa CBF? Comemora faturamento de meio bilhão de reais...

Flamengo e Corinthians, fracasso de audiência na Globo. 17 pontos. Emissora culpa ausência de Guerrero e Sheik. Rivais comemoram. Ganharam força na briga pelo fim de privilégio, na desigual distribuição das cotas…

1ae19 1024x750 Flamengo e Corinthians, fracasso de audiência na Globo. 17 pontos. Emissora culpa ausência de Guerrero e Sheik. Rivais comemoram. Ganharam força na briga pelo fim de privilégio, na desigual distribuição das cotas...
Não se restringiu aos 3 a 0, o efeito de o Corinthians não liberar Guerrero e Sheik. O Flamengo perdeu a chance de lotar o Maracanã. O prejuízo foi enorme. Foram apenas 26.209 pagantes. A arrecadação ficou em R$ 1.184.210,00. Foi cerca de um terço tanto em torcedores como do que o dinheiro que a partida poderia render. Uma estupidez em tempos de crise.

Mas o efeito colateral bateu no peito dos executivos globais. Corinthians e Flamengo são os grandes privilegiados na distribuição das cotas da tevê. Ganham proporcionalmente o que Real Madrid e Barcelona arrecadam na Espanha.

O confronto entre os dois times mais populares do Brasil já chegou a 60 pontos de audiência na década de 80. 27 pontos já seriam comemorados com entusiasmo e lágrimas nos olhos na emissora carioca.

Mas a resposta veio duríssima. O jogo oscilou entre 18 e 16 pontos. Acabou dando 17 pontos consolidados. Um fracasso para a perspectiva do confronto.

O fracasso já repercutiu. Presidentes de clubes que desejam o fim do privilégio a Corinthians e Flamengo ganharam argumento fortíssimo. Não há cabimento o desequilíbrio nas cotas. A audiência não justifica.

2ae1 Flamengo e Corinthians, fracasso de audiência na Globo. 17 pontos. Emissora culpa ausência de Guerrero e Sheik. Rivais comemoram. Ganharam força na briga pelo fim de privilégio, na desigual distribuição das cotas...

Na Globo a desculpa está no fato de o Corinthians ter impedido Guerrero e Sheik de jogar. Acabou tirando o maior atrativo do confronto.

Dirigentes de Vasco, Palmeiras, São Paulo, Cruzeiro, Atlético Mineiro, Internacional, Grêmio e Fluminense têm trocado telefonemas e e-mails. Estão se sentindo cada vez mais forte. Querem exigir que a diferença caia a partir de 2016.

No ano que vem, a diferença está prevista para aumentar. E muito.

Só para exemplificar a distorção. Em 2009, eram pagos R$ 25 milhões para Corinthians, Flamengo, Vasco, São Paulo e Palmeiras, R$ 18 milhões para o Santos, R$ 16 milhões para Fluminense, Botafogo, Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio e Internacional.

Tudo melhorou. Principalmente para corintianos e flamenguistas.

Flamengo e Corinthians recebem De R$ 110 milhões por ano. A partir de 2016, serão R$ 170 milhões. O São Paulo ganha R$ 80 milhões. Passará a R$ 110 milhões. Vasco e Palmeiras de R$ 80 milhões para R$ 100 milhões. O Santos recebe R$ 60 milhões. Ganhará R$ 80 milhões.

Atlético Mineiro, Cruzeiro, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo estão no mesmo patamar. Apenas R$ 45 milhões. Passarão a receber R$ 60 milhões. Outros times da Série A passarão de R$ 27 milhões para R$ 35 milhões.

A revolta está sendo cuidadosamente articulada.

A Globo sabe e promete resistir.

Já se programou.

Em vez do R$ 1 bilhão de agora, passará a pagar R$ 1,6 bilhão.

Não aceita aumentar cotas combinadas de ninguém.

Tem como armas os contratos assinados, se houver confronto.

As diretorias de Corinthians e Flamengo se fingem de mortas.

Só não aceitam, de jeito algum, receber um centavo a menos.

Querem seus R$ 170 milhões em 2016.

E ponto final...
1reproducao22 Flamengo e Corinthians, fracasso de audiência na Globo. 17 pontos. Emissora culpa ausência de Guerrero e Sheik. Rivais comemoram. Ganharam força na briga pelo fim de privilégio, na desigual distribuição das cotas...

Ganso foi a gota d’água. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador…

1reproducao21 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...
Juan Carlos Osório se cansou. Embora tenha o apelido de Lorde não quer mais levar desaforo para casa. Seu medo é perder o comando do time. Michel Bastos, Centurión e Ganso já expuseram o treinador colombiano. O caso mais dolorido, que o irritou aconteceu domingo.

Osório se aproximou de Ganso na hora da troca. Queria cumprimentá-lo. Recebeu todo o desprezo do meia. O técnico não se conformou. Desde que chegou ao São Paulo ele vem sendo aconselhado até a colocar o meia no banco. Mas o colombiano enfrentou dirigentes e garantiu que Paulo Henrique tem potencial para ser um dos melhores jogadores não só do São Paulo, mas da Seleção.

Teve várias conversas com o jogador. Algumas públicas para deixar claro que o estava não só cobrando. Mas o incentivando a mostrar todo o potencial que Osório enxerga.

2spfc1 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

Mas ao ser ignorado no domingo, Osório explodiu. Quer uma postura mais firme da diretoria. O técnico entende que está sendo exposto ao ridículo. Daqui a pouco terá de pedir permissão para um jogador na hora em que desejar o substituir.

Ao contrário do que gosta de aparentar, o vice de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, não é tão enérgico quanto gosta de aparentar para a imprensa. Ele gosta de falar alto e dizer que a diretoria se impõe diante dos jogadores. Mas nos bastidores, o dirigente é conhecido por seu comportamento dócil, amigável. O que só incentiva essa postura desrespeitosa.

Osório é vivido. Está em um país estrangeiro. Não quer e nem vai comprar uma briga pública com ídolos de um dos grandes clubes brasileiros. Por isso tratou em entrevistas após os incidentes 'fazer o jogo'. Disse que não levaria para o lado pessoal e que estava buscando ganhar a confiança dos atletas. Mas o técnico não tem outra saída a não ser enfrentar os rebeldes.

1ap9 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

No São Paulo, desde Muricy adoentado, passando pelo interino Milton Cruz até Osório, os jogadores têm muito espaço. Reclamam, cobram, palpitam. Talvez seja a equipe no Brasil que os atletas tenham mais autonomia. A começar por Rogério Ceni. É muito comum o goleiro procurar companheiros desanimados, com problemas, irritados, tensos.

Foi ele quem controlou os nervos do time com os quase quatro meses de atraso de direito de imagem. Ele é mais procurado para conversas particulares do que Osório e Ataíde juntos. O presidente Carlos Miguel Aidar nem é levado em consideração. Sua postura elitista o afasta dos atletas. E ele gosta disso.

Osório ainda é novo neste cenário. Sabe da liderança de Rogério Ceni. Não tem como brigar. Estuda português de forma ensandecida. Quer ganhar a amizade, a cumplicidade dos atletas. Ele era adorado na Colômbia por sua parceria com todo o elenco do Atlético Nacional. Chorou na sua despedida. Assim como vários jogadores. Mas ainda está sendo tratado como um estrangeiro pelos jogadores do São Paulo.

Seus métodos são considerados surreais. Como definir o esquema tático adversário e o que deseja com chinelos. Antes da partida contra o Coritiba, ele fez questão de se intrometer no aquecimento dos jogadores. Protegeu a bola de Jonathan Cafu. Seus recados em canetas azuis e vermelhas também fogem do normal.

Ou seja, os jogadores do São Paulo estranharam. E não foram todos que o levaram profundamente a sério. A dificuldade de idioma e a sua docilidade natural acabaram por confundir.

1spfc1 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

Diante da falta de gritos, palavrões, socos na mesa e chutes em garrafas de água, o elenco acredita estar diante de um técnico sem pulso. Por isso tanta coragem.

Se fosse alguém explosivo como Felipão, Michel Bastos não apontaria para o próprio peito e perguntaria 'Eu? Eu? Eu?'ao ser substituído. E falaria as belas palavras 'filho da p... do cara...' Ou Centurión usaria o twitter para lembrar que não é o Mister M. "Entrando do banco, para jogar dez minutos, nem o melhor jogador do mundo pode fazer magia." Ou Ganso não daria a mão para o truculento Scolari se ele o esperasse à beira do gramado?

Jogadores de futebol agem de maneira previsível. Ainda mais quando o assunto é indisciplina. Se Michel Bastos tivesse sido punido, o exemplo teria sido dado. Ou mesmo o argentino Centurión.

Osório não quer a oportunidade passe em relação a Paulo Henrique Ganso. O técnico pode se comportar como um lorde, ser erudito. Mas quer sua autoridade sendo levada a sério pelo time. Quer que Ataíde faça sua obrigação e puna Ganso. Repreensão para a imprensa e torcida acompanhar é pouco.

14 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...

Porque se, pela terceira vez nada acontecer, o treinador colombiano poderá perder de vez o seu comando. Esse é o pecado mortal para qualquer técnico. Aí não tem chinelo, canetinha, livros de autoajuda que consertem.

A omissão já passou do suportáve.

Até quando os jogadores do São Paulo vão humilhar seu treinador?

Com a palavra Ataíde Gil Guerreiro.

Chega de tietagem.

Dirigente precisa se impor diante dos jogadores.

E preservar o treinador quer foram buscar na Colômbia.

Além do desmanche, oferecer guarida à indisciplina é inaceitável.

A hora de cobrar é agora.

Quando os salários e os direitos de imagem estão em dia.

O que infelizmente já virou raridade no Morumbi...
4ae9 Ganso foi a gota dágua. Osório quer que a diretoria do São Paulo discipline os jogadores. O colombiano está perdendo o comando do time. É o pecado mortal para qualquer treinador...