“É triste o que aconteceu com o Zico. O Flamengo está dividido politicamente. É difícil demais trabalhar lá.” Exclusiva com Andrade…

4000403449 8abc173dca É triste o que aconteceu com o Zico. O Flamengo está dividido politicamente. É difícil demais trabalhar lá. Exclusiva com Andrade...

"É triste o que aconteceu com o Zico.

Hoje o Flamengo é dividido politicamente.

É uma briga constante pelo poder.

Eu te garanto que se o grupo do Delair (Drumbrosck) tivesse vencido a eleição, tudo seria diferente.

E eu, o treinador do Flamengo até hoje.

A Patrícia ganhou e teve de fazer suas acomodações políticas.

É uma pena tudo o que está acontecendo.

Lamento muito pelo Flamengo.

Pelo Zico."

Quem fez essas declarações exclusivas ao blog sabe o que diz.

Tem uma vida na Gávea.

Jogador excelente, companheiro fundamental de Zico no brilhante time campeão do mundo.

E técnico campeão brasileiro de 2009.

Andrade.

Agora treinador do Brasiliense, clube do senador cassado Luiz Estevão.

Ele me recebeu no hotel Trianon Paulista antes do empate contra o São Caetano.

Andrade, o que acontece no Flamengo?

Há uma divisão enorme pelo poder no clube.

Cada ala quer uma coisa.

A Patrícia recebe pressão de todos os lados.

E lógico que o futebol do Flamengo é muito cobiçado.

Há muita disputa política.

Ninguém tem tranquilidade para trabalhar.

É só política.

Cada ala pensa em si e o Flamengo fica por último.

É difícil demais trabalhar em paz.

O que aconteceu com o Zico te surpreendeu?

Sim. Eu sei o quanto ele ama e se dedicava ao Flamengo.

É uma pesssoa bem resolvida financeiramente na vida.

Com muito caráter, decente, limpo.

É triste o que aconteceu com ele.

Tenho certeza de que fazia o melhor para o Flamengo.

Lamento demais a sua saída do clube.

Mas não me surpreende.

Por quê?

Repito: pela divisão política no clube.

As pessoas estão pensando mais nelas do que no Flamengo.

Todos sabem que o clube tem enormes dificuldades financeiras, de estrutura.

Sem um CT, jogadores dormiam na sala de musculação quando o treino era em dois períodos.

E fomos campeões brasileiros.

Você sabia disso?

Então, isso era insustentável.

O Flamengo não merecia isso.

Tenho certeza de que o Zico estava tentando mudar tudo isso.

Se o Zico comandasse o futebol, você não seria demitido?

Acho que não.

Ele sabe o quanto eu conheço o clube, os jogadores.

O problema foi que eu fiquei no meio de uma briga política pelo futebol.

A pressão era imensa.

Se o Zico tivesse chegado antes, acredito sim que tudo seria diferente.

O Adriano ajudou a te derrubar?

Não, de jeito nenhum.

Ele foi artilheiro do time, um jogador sensacional.

Se tinha problemas, tratamento diferenciado era que por que a direção do clube permitia.

Eu era o treinador e, quando ele estava pronto, jogava.

Acredito até que pelo nosso ótimo relacionamento, ele entrou muito mais em campo do que queria.

Eu saí porque não houve retaguarda.

Fui um dos alvos na briga política do clube.

A Patrícia Amorim disse que você saiu também por outro motivo.

Você foi perguntar para ela se deveria escalar o Petkovic.

Isso não é péssimo para sua imagem como comandante, como treinador?

Eu não queria ficar rebatendo isso por jornalistas.

Li o que ela falou.

Não é bem assim.

Gostaria de não me indispor com ela.

Não se indispor?

Ela te expôs para o mundo do futebol como um técnico que pergunta ao presidente se deveria escalar um jogador...

Já disse que não foi assim.

O Pet tinha tomado várias atitudes erradas e muito se falava dele no clube.

Cada pessoa com poder político me dizia algo sobre ele.

Eu perguntei para a Patrícia qual era a real situação do Pet.

Se o clube iria continuar com ele ou não.

Porque havia a chance dele ser dispensado.

Dependendo do que ela respondesse, eu o manteria no time ou não.

Foi isso...

Você acha que ela falando que você perguntou se deveria escalá-lo estava desviando o foco?

Tirando a atenção das derrotas do Flamengo atual?

Olha, não sei.

Não quero brigar com ela por meio de jornalista.

Sei apenas que a minha consciência está tranquila.

Não pediria nunca ordem a um presidente para escalar jogador.

Por que você acha que, de campeão brasileiro, o Flamengo briga para escapar do rebaixamento?

A situação é simples.

A divisão dos grupos políticos é maior do que as pessoas percebem.

Todos querem o poder.

E isso atinge em cheio o time de futebol.

Você ficou cinco meses sem trabalhar.

Disse que era vítima de preconceito racial.

Acredita mesmo que o negro não pode ser técnico da Série A no Brasil?

A única coisa que eu tenho certeza é de que não há nenhum negro no comando dos 20 times.

Acredito que não é coincidência.

Que técnico negro dirigiu a seleção brasileira?

Talvez aconteçam coisas que não percebemos.

Eu acredito que existe sim essa possibilidade.

Foi o seu caso?

Para mim há outros problemas.

Eu não tenho empresário.

Sei que os empresários dominam o mercado.

E também muita gente, não sei o motivo, achou que eu tinha ido para o Mundo Árabe.

E outros que eu ainda era funcionário do Flamengo.

Como é ter sido campeão do Brasileiro da Série A e assumir um clube na zona do rebaixamento na Série B?

Desde que decidi ser treinador, e não mais auxiliar, sabia que poderia viver várias situações.

Essa é uma delas.

Vim para o Brasiliense com toda a vontade de mostrar o meu potencial.

Vou tirar o time dessa situação.

Os jogadores estão muito empenhados, sabem o quanto vale para as suas carreiras continuarem na B.

O Senador (é como trata Luiz Estevão) se mostrou uma pessoa que sabe o que deseja.

Mostrou confiança no meu trabalho, nos meus planos.

Vamos tirar o Brasiliense desse sufoco e seguir a vida.

Você tem planos de ficar no Brasiliense em 2011?

Seu contrato é verbal?

Eu acertei tudo até o final do Brasileiro da Série B apenas.

Depois, não.

E o meu contrato é sim verbal.

Confio demais no Senador, não haverá nenhum problema.

Depois de acabar o Brasileiro conversaremos sobre o futuro do Brasiliense.

Quero ajudar como puder para que o clube nunca mais passe por uma situação tão difícil.

Você acha que um dia volta para o Flamengo?

Eu sou agora treinador de futebol.

Não sou mais o eterno auxiliar do Flamengo.

Já ajudei treinador demais por lá.

Vou seguir a minha carreira.

Mas nunca vou negar o meu amor pelo Flamengo.

Nunca...

Seja quem for o presidente...

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O dia em que um chefe de torcida derrubou Zico do Flamengo…

divulgação11 O dia em que um chefe de torcida derrubou Zico do Flamengo...

O Flamengo começou outubro de 2010 de luto.

Um ex-chefe de torcida organizada, cabo eleitoral da presidente/vereadora Patricia Amorim derrubou Zico.

'Capitão' Léo.

Presidente do Conselho Fiscal.

Ele tinha a certeza de que seria o candidato de Patricia Amorim para a eleição de 2012.

Queria ser o presidente do Flamengo.

Sair da torcida, como saiu, por exemplo, Andrés Sanches.

E para isso, contava com o apoio total de Amorim.

Só que ela resolveu trazer Zico para a Gávea.

A presidente havia afirmado a todos até ao 'Capitão Léo', que ele cuidaria apenas do futebol.

E mesmo na terra devastada que encontrou, o carisma de Zico se impôs.

Sua palavra tinha muito mais força do que a de Patricia Amorim.

Com a do ex-chefe de torcida, então, não havia comparação.

Zico passou a ser o candidato natural à presidência do Flamengo.

Um obstáculo grande demais para qualquer pessoa que sonhava com o cargo.

O que fazer para abalar o ídolo?

Desmoralizá-lo.

E foi fácil.

Não por falhas de caráter.

Pela precariedade das finanças do clube.

Todos sabiam, Zico havia avisado que faria uma gestão responsável.

E que os resultados no campo seriam ruins, já acabara com ele a era dos perdulários.

Boa parte dos mais de R$ 300 milhões que o Flamengo deve é direito trabalhista.

A fórmula simples: contratava jogador que não podia pagar.

Várias e várias vezes premeditado, cruel.

Dirigentes gastavam e repassavam o pagamento para os sucessores.

Não é por acaso que o clube chegou a dever R$ 16 milhões a Petkovic.

Ele comprou seu retorno ao time dividindo esse dinheiro pela metade.

Com Zico, não.

Ele realmente montou uma equipe limitada, fraca.

E com jogadores acomodados, viciados na Gávea.

Até porque a safra dos juniores não era boa.

Errou ao insistir com o interino Rogério como treinador.

Depois também escolheu mal, para o momento do Flamengo, Silas.

Jovem e sem ligação alguma com a Gávea.

Não sabe nem 10% dos problemas do clube.

Zico se tornou alvo fácil ao investir em jogadores baratos, mas em péssimo momento.

Foi assim com Leandro Amaral, que estava parado.

E, de tão mal, joga no time B.

Deivid e Diogo, completamente fora de forma.

Renato também não consegue fazer nada do que se esperava dele, uma enorme decepção.

O golpe fatal dos que trabalharam contra Zico foi o contrato com o CFZ.

Clube que o ídolo criou.

Havia o acordo envolvendo as categorias de base.

O Flamengo poderia ficar com os jogadores que se destacassem.

Por ser uma vitrine sensacional, ficaria com 50% dos direitos dos garotos revelados.

O acordo foi fechado quando o presidente era Delair Dumbrosck. 

O problema é que Zico vendeu o CFZ para empresários do fundo de investimento MFD.

A transação aconteceu em agosto.

A partir daí, a ala que queria derrubar Zico começou a atacá-lo por trás.

Dizendo inclusive que seu filho Bruno estaria envolvido com jogadores do CFZ levados à Gávea.

E que desejava comissão.

A situação foi desmentida por Zico inúmeras vezes.

Quem acusava Bruno nunca mostrou sequer uma prova.

A presidente/vereadora fez questão de dizer que Zico estava 'assustado' com a pressão.

Em 2004, outro ídolo, Júnior, tentou comandar o futebol do clube.

Mas foi engolido politicamente pela ala que cuidava dos esportes amadores.

Zico se mostrava desgostoso a cada dia.

A ala comandada pelo 'Capitão Léo' minava o seu trabalho.

Zico queria a saída de Silas depois das declarações do técnico contra seus jogadores, após o jogo contra o Goiás.

E contratar seu amigo Luxemburgo.

Mesmo em péssima fase, o treinador sabe como tudo funciona na Gávea por ter jogado desde a base na Gávea.

E não esconder seu amor eterno.

Os contatos foram feitos.

A pedido de Zico, Luxemburgo abriria mão da comissão técnica gigantesca e dos salários milionários.

Só que sua contratação foi barrada.

E ofícios começaram a chegar nas mãos de Patricia Amorim pedindo explicações a Zico.

Ele teria de explicar ao Conselho Deliberativo e ao Fiscal o acordo entre o CFZ, Flamengo e MFD.

Zico nunca foi estúpido.

Ele percebeu que mesmo não tendo nada a dever, seria massacrado pelas perguntas.

Pelo ambiente, de total domínio do 'Capitão Léo'.

Não só ele sairia desmoralizado, mas também Bruno, sua família.

Não contou nem ao irmão Edu.

E preferiu sair do clube que tanto ama.

Mandou uma mensagem de texto para a presidente/vereadora Patricia Amorim.

Despedidas sem contato físico são as mais tristes.

Quem diz adeus geralmente não quer chorar em frente a que fica.

Zico fez questão de recusar diversos convites para treinar o Flamengo.

Tinha medo de ser chamado de 'burro' pela torcida que tanto amou.

Sendo assim, não poderia ficar comandando o futebol do Flamengo com parte dos conselheiros desconfiando da sua honestidade.

Da honra dos seus filhos.

Para quem não sabe, Zico é muito rico.

Acumulou patrimônio como jogador e nas suas andanças pelo mundo como treinador.

Mas de qualquer jeito, parabéns, meu capitão...

O caminho está livre para ser presidente.

Aproveite...

O Flamengo como fica agora?

E a ameaça de rebaixamento?

Ah, o Flamengo...

Depois a gente pensa no que faz.

E que importa esse ex-jogador sem apoio político no Conselho Deliberativo?

O bom é que o caminho está livre para a presidência.

Até porque, você,  'Capitão Léo',  fez muito mais pelo clube torcendo nas arquibancadas...

Do que esse tal de Zico em campo.

Ele pode ser símbolo de honestidade por onde passou.

Menos na Gávea atual, território de um certo capitão...

(E para deixar ainda tudo mais deprimente, Zico chorou.

Foi se despedir dos jogadores e de Silas e não se conteve.

Viu o seu sonho de reestruturar o futebol do Flamengo ir por água abaixo.

Fazer descer lágrimas de alguém como Zico não tem perdão...)

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Exclusiva com Alberto Dualib, no exílio, em Itapecerica da Serra…

 Exclusiva com Alberto Dualib, no exílio, em Itapecerica da Serra...

Depois de 14 anos como presidente do Corinthians, ele teve de renunciar.

Para não ser expulso.

Os 20 títulos que conquistou não o defenderam como sonhava.

Ter trazido a MSI, Boris Berezovsky e Kia Joorabchian acabou com sua carreira esportiva.

Foi  banido do Corinthians em 2007.

E até hoje ainda responde por processos de formação de quadrilha e lavagem de dinheiro.

Nunca mais pisou em um estádio de futebol.

Nem voltou ao Parque São Jorge.

Ele detesta imprensa.

Seu sobrenome ficou manchado para o torcedor corintiano.

Perdeu a mansão em que vivia no alto de Pinheiros.

A Justiça a confiscou como parte das dívidas.

Teve várias empresas, 1.500 funcionários.

Todas faliram.

Tentou passar o que sobrou para o Uruguai, mas a manobra foi detectada pela Justiça.

Perdeu quase tudo.

Sobrou uma pequena empresa que constrói e vende casas.

Ele mora em uma chácara em Itapecerica da Serra, de onde raramente sai.

Depois de três semanas de tentativas, a exclusiva com ele.

Alberto Dualib.

Vamos começar de uma maneira direta.

Por que o senhor tinha de buscar dinheiro com a MSI do Berezovsky, do Kia?

Olha, era uma oportunidade maravilhosa.

O clube passava por dificuldades financeiras.

E surgiu essa proposta.

Eu já tinha trazido vários patrocinadores fortes, o banco Excel, por exemplo.

Surgiu essa chance da MSI, fomos para a Inglaterra, o Andrés foi várias vezes comigo.

Eles não tinham nenhum problema em Londres, com os clubes ingleses.

E eu acreditei que não haveria problema em fechar uma parceria com o Corinthians.

Quando fechei o negócio, muita gente que me acusou e ajudou a me derrubar aplaudiu, viu?

Depois me viraram as costas.

Mas elas sabem quem são.

O senhor não desconfiou de tanto dinheiro chegando ao Corinthians?

Não passou pela sua cabeça que poderia ser lavagem?

Olha, repito.

Eles negociavam na Inglaterra e em vários países.

Não tinham problema nenhum.

Como eu poderia saber se era lavagem ou não era lavagem.

Eu queria trazer era bons jogadores para o Corinthians, ganhar títulos.

Melhorar o clube.

O Andrés acompanhou tudo de perto.

Foi meu vice-presidente.

Ele sabe que não houve maldade nenhuma da minha parte.

Tudo que fiz foi tentar deixar o Corinthians mais forte.

Sou uma pessoa honesta, íntegra, trabalhadora.

Trabalho até hoje.

Foi uma injustiça a maneira como teve de sair do Corinthians?

O senhor ficou com vergonha?

Olha, essa questão de injustiça é muito clara para mim.

Não vou ter de ficar repetindo, repetindo, repetindo.

Se as pessoas quiserem ser justas e entender, vão entender.

Se quiserem me achar o culpado de todos os males da história do Corinthians, vão achar.

Eu tenho a minha consciência limpa.

Sei o que fiz pelo Corinthians.

O quanto me dediquei nestes 14 anos e poucos meses.

Lamento muito pelo que fizeram com a minha família.

Foi um massacre.

Todos sofreram muito.

Mas temos dignidade.

Se eu fosse metade do que disseram, não teria perdido a minha casa, meu maior bem em São Paulo.

Perdeu como?

Não gosto de falar nisso, não gosto de me expor tanto.

Mas é preciso.

Eu perdi por falta de pagamento.

Não tinha condição de mantê-la.

Então o senhor não pegou dinheiro nenhum do Corinthians, da MSI?

Lógico que não.

Ouvir isso é até um grande desrespeito.

Nunca peguei nada que não é meu.

Se eu tivesse pego, estaria morando com minha família em São Paulo.

E não em uma chácara em Itapecerica.

O que foi mais sofrido na época da sua saída?

As acusações, os processos da Polícia Federal?

Olha, foi saber que tudo aquilo era um absurdo.

As acusações vinham de todos os lados.

E sem provas.

Tudo que falavam contra mim se tornou verdade absoluta.

Só que nada foi provado.

Fui massacrado a troco de nada.

Algum processo continua na Justiça?

Ah, uma porcaria de lavagem de dinheiro.

Não lavei dinheiro algum...

O senhor tem contato com Andrés Sanchez?

Lógico que tenho.

Nós conversamos sempre por telefone.

Somos amigos.

Ele foi meu vice-presidente.

Sua carreira política no Corinthians cresceu porque eu o apoiei.

Nós temos uma relação muito boa.

Ele é muito inteligente.

Seguiu pelo caminho que eu havia começado.

Como assim?

Vou te revelar uma coisa.

O segredo da administração do Andrés é ter contratado o Ronaldo.

O patrocínio cresceu cinco vezes mais no Corinthians.

Assim ficou fácil administrar.

Mas você sabe quem teve a idéia de trazer o Ronaldo primeiro para o Parque São Jorge?

Fui eu.

Quando tínhamos patrocínio do Banco Excel, tentamos de todas as maneiras contratá-lo.

Ele sabe disso.

Mas o danado estava muito bem na Europa.

Ele estava com problemas com o Barcelona, se não me engano. (Em 1997.)

O banco Excel até fez uma boa oferta.

Mas o Ronaldo acabou indo para outro time (a Inter de Milão).

E eu sempre dizia.

Se o Corinthians tivesse o Ronaldo, a nossa vida seria outra.

Isso há muito tempo.

Eu sempre fui um dirigente de visão.

O senhor ficou frustrado com o Andrés conseguir um estádio e o senhor não?

Ser amigo do presidente da República ajuda bastante, né?

O Lula é corintiano, conversamos várias vezes.

Mas com o Andrés a relação é outra.

Eles são amigos mesmo.

E eu quero falar a você que o Andrés foi muito inteligente e esperto nessa história do estádio para a Copa do Mundo.

Esperto, rápido.

Quem errou feio e ajudou sem querer foi o Juvenal Juvêncio.

Ele é muito meu amigo, gosto dele.

Mas está turrão demais.

Briga com todo mundo.

Perdeu o Morumbi na Copa do Mundo por causa dessas brigas.

No futebol não se pode brigar.

O importante é ficar bem com todos, negociar.

E isso o Andrés sabe fazer.

Desde que foi meu vice-presidente eu sabia que iria crescer no Corinthians.

O senhor acha que representa o passado do clube e ele a modernidade?

Acho que não.

O Andrés seguiu vários projetos que eu falava há muito tempo.

O Ronaldo abriu as portas.

O Lula...

Eu fiquei 14 anos e pouco e ninguém ganhou tantos títulos como eu.

O Corinthians foi campeão do mundo, comigo.

Ganhou vários brasileiros, Campeonatos Paulistas, Copa do Brasil, um monte de coisa...

Não fui tão ruim para o Corinthians, não.

E se você quer saber, ganhamos o Brasileiro até com a MSI.

Falam muita bobagem, mas naquele campeonato não aconteceu nada demais.

A não ser a superação do Corinthians.

O senhor voltou ao Parque São Jorge?

Pisou em algum estádio desde que saiu do Corinthians?

Nunca mais voltei ao Parque São Jorge.

E olha que sou sócio remido.

Ninguém me cassou, não.

Mas não quero ir, não tenho vontade.

Os jogos do Corinthians eu assisto todos.

Pela televisão, mas vejo todos.

O senhor tem alguma mágoa, foi traído por alguém?

Não tenho mágoa de ninguém.

Mágoa faz mal para o coração, para o sangue.

Não fui traído.

Acabaram me usando.

Mas no fim, eu te pergunto: se estavámos tão errados com a MSI, por que ninguém foi preso?

Tudo foi um puta exagero.

Mas não quero mais falar do passado.

Só quero falar bem claro uma coisa.

Tenho 91 anos e trabalho todos os dias para sobreviver.

Construo e vendo casas.

Se fosse essa pessoa que me desenharam, não estaria trabalhando.

Estaria aproveitando.

Falaram muita mentira a meu respeito.

Que o senhor acha que significa para o Corinthians?

O clube cresceu muito nas minhas mãos.

Ganhou títulos, respeito internacional.

Trouxe Tevez, Mascherano, Carlos Alberto e muitos outros.

Ganhei 20 títulos.

A história irá me fazer justiça.

O senhor tem saudade de alguma coisa?

Arrependimento?

....Não...tudo já passou.

Fiz o que tinha de fazer pelo Corinthians.

Não há do que me arrepender.

Falem o que quiserem.

O tempo vai provar.

Fiz tudo pelo bem do Corinthians...

Qual o seu grande erro?

Ter me apegado ao poder.

Poderia ter saído por cima, vencedor.

Mas o poder é uma coisa que fascina.

Você sempre quer concluir uma coisa que começou.

Foi aí que eu errei.

Deveria ter largado antes.

Era só ter saído depois de um grande título.

E a minha vida seria outra...

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Não peça jogador, palmeirense. A Traffic já vai trazer Paul McCartney. Você e o Felipão querem mais?

john lennon cheirando coca Não peça jogador, palmeirense. A Traffic já vai trazer Paul McCartney. Você e o Felipão querem mais?

Paul McCartney no Brasil.

Três shows em novembro.

Um em Porto Alegre, no Beira-Rio, dia 7.

E dois em São Paulo, no Morumbi, dias 20 e 21.

Antes de fazer as contas de quanto gastará para ver os shows obrigatórios, pense em um detalhe.

Quem está por trás da esticada do lado comercial do Beatles no Brasil?

Qual empresa pagará os US$ 2,5 milhões por cada show a Paul?

Quem pôde assegurar os cerca de US$ 15 milhões, já que cada show exige US$ 5 milhões de investimento?

A Planmusic.

Quem?

A subsidiária de uma empresa muito conhecida.

Senta e chora, palmeirense.

A Traffic.

A investidora que parou de colocar jogadores importantes no clube.

A parceria travou quando o Palmeiras não se garantiu na Libertadores deste ano.

Os seguidos vexames só estimularam os donos da Traffic a pensarem nos Beatles.

O retorno é garantido.

O lucro fantástico com Henrique e Keirrison não foi o bastante para segurar este amor.

Ao não ter o retorno esperado com Cleiton Xavier.

E a perda dos R$ 10 milhões com Diego Souza, fez os cofres se fecharam de vez.

Pensar que Montillo, Farias, Deivid foram oferecidos...

Mas que Palmeiras, o quê?!

A sugestão da empresa é, no máximo, convidar todos a irem ao Morumbi e ao Beira-Rio.

Pagando, lógico.

E cantar, a pleno pulmão, o tema musical do clube de Salvador Hugo Palaia e Felipão.

Dê um clique e faça coro, deixando as lágrimas escorrerem, com os palmeirenses...

http://www.youtube.com/watch?v=ONXp-vpE9eU

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Silas a um passo da demissão. E Luxemburgo da volta ao Flamengo. Tudo isso pode acontecer ainda hoje…

divulgação232 Silas a um passo da demissão. E Luxemburgo da volta ao Flamengo. Tudo isso pode acontecer ainda hoje...

E a situação está caminhando de maneira rápida demais.

Meu relógio marca 1h56.

Recebo um telefonema.

Tomo um susto.

Uma ótima fonte do Flamengo.

Ela me diz que hoje pela manhã Silas deverá perder o comando do Flamengo.

Tudo ficou muito pesado durante a chegada de Goiás.

A declaração que o blog destacou do treinador após o empate em 1 a 1, revoltou a todos.

Principalmente a Jean.

Silas para se defender dos jornalistas disse que não era ele "que fazia gol contra".

A referência era clara, direta a Jean.

Foi ele quem marcou a favor do Goiás.

O treinador também disse que não era ele quem 'perdia gols'.

Tudo o que conseguiu com isso foi ficar de um lado.

E o outro os jogadores.

Zico, o comandante do futebol do Flamengo, percebeu o clima.

E admitiu hoje que está perto do insuportável.

Quer trocar Silas e colocar seu amigo pessoal.

Sim, ele mesmo.

Vanderlei Luxemburgo.

Mas terá de reduzir o salário que costuma pedir e levar apenas preparador físico e mais um auxiliar.

Os demais 483 membros da sua Comissão Técnica não deverão acompanhá-lo desta vez.

Haverá uma reunião importantíssima na manhã da Gávea.

Zico, Silas, Patrícia Amorim.

A saída de treinador é muito provável.

E as férias forçadas de Luxemburgo deverão acabar.

Uma semana muda muita coisa na vida.

Casais que iriam casar se separam para sempre.

Técnico humilhado é visto como salvação.

Ou alguém se esqueceu de Fluminense 5 a 1 no Atlético Mineiro?

Não há lógica em lugar algum.

Mas como é bom estar vivo...

(A reunião acabou na Gávea.

Silas se desculpou com Zico e com o elenco.

Ganhou uma sobrevida para o clássico contra o Botafogo.

Ele se manteve no cargo porque ninguém esperava essa postura tão humilde.

Mas muitos jogadores não o perdoaram de verdade.

Nem Zico, que saiu muito decepcionado da reunião.

A situação continua sim, crítica, para Silas.)

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Juvenal ofereceu o São Paulo para Baresi aprender a ser técnico. 4 a 2 para o Grêmio não é nada demais…

gettyimage34 Juvenal ofereceu o São Paulo para Baresi aprender a ser técnico. 4 a 2 para o Grêmio não é nada demais...

O que deveria ser incentivo, uma dose incrível de ânimo, se mostrou precipitação.

Bastou o presidente Juvenal Juvêncio anunciar o novato Baresi como técnico até o final do Brasileiro.

Suas palavras acabaram por provocar um efeito contrário.

Desanimador.

Devastador para o São Paulo.

Foram duas partidas.

Uma para o Goiás e a de ontem, diante do Grêmio.

Duas derrotas.

Sete gols sofridos.

Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete...

E apenas dois a favor.

O time que havia sido presa fácil para o fraco Goiás, se desmanchou diante do esforçado Grêmio.

Mesmo com três zagueiros proporcionou todo espaço para o time gaúcho se divertir.

Para doer o orgulho de qualquer são-paulino foi quem estava articulando no meio de campo gaúcho.

Sim, era ele mesmo Lúcio.

Ex-lateral do próprio São Paulo, considerado pelos dirigentes sem inteligência para atuar como ala.

Imagine no meio de campo.

E no ataque gremista, André Lima, também taxado pela diretoria do São Paulo como um jogador fraquíssimo.

Daqueles que o Campeonato Carioca produz todo ano para enganar clubes de outros estados.

E com todo espaço, Lúcio e Douglas fizeram tudo o que quiseram.

André Lima se vingou do desprezo no Morumbi e marcou dois gols.

Lúcio ainda teve o prazer de ver uma falha infantil de Rogério Ceni em um chute seu.

Foi uma batida fraca, despretensiosa.

O goleiro deu rebote para Diego marcar o definitivo 4 a 2.

Baresi outra vez saiu abatido do campo.

Os dirigentes irritados.

Juvenal Juvêncio que anunciou a permanência do treinador está calado.

Dizem que tem telefonado todos os dias para Paulo Autuori.

Enquanto isso, a equipe acumula derrotas e uma certeza.

Depois de sete anos seguidos, o clube deverá sim saber o que não é disputar uma Libertadores.

O que aconteceu ontem no Olímpico foi assustador.

O Grêmio se impôs de uma maneira absoluta.

Para usar palavra da moda: soberana.

O olhar de Rogério Ceni após a partida resumia toda a tristeza e vergonha que o são-paulino passou ontem.

E o pior: a situação deve continuar.

O que Juvenal Juvêncio pretende com isso, só ele para explicar...

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Erick Bandeira. Foi ele quem tirou dois pontos do Botafogo. Ou deu um para o Corinthians no Pacaembu…

divulgação69 Erick Bandeira. Foi ele quem tirou dois pontos do Botafogo. Ou deu um para o Corinthians no Pacaembu...

Não adiantou ter Bandeira no sobrenome.

O que Erick Bandeira acaba de fazer no Pacaembu foi indecente.

Ele anulou um gol limpído, claro de Herrera.

Prejudicou absurdamente o Botafogo.

O confronto era importantíssimo para a seqüência do Brasileiro.

Foi um confronto de xadrez.

Cada peça mexida refletia no outro tabuleiro.

O Corinthians com a empolgação.

O Botafogo com a frieza, a articulação.

Os dois lutando pelo título brasileiro.

Cada um fiel ao seu estilo.

O toque de bola rápido, envolvente.

A troca constante de posição dos jogadores corintianos.

O Botafogo tentando diminuir o ritmo da partida.

Explorando os contragolpes.

Bruno César e Loco Abreu marcaram os gols que valeram.

E o de Herrera?

Marcelo Cordeiro o descobriu livre no meio da zaga corintiana.

Eram quatro minutos do segundo tempo.

Erick Bandeira entrou em cena.

Matou a boa arbitragem de Leandro Vuaden.

E novamente provoca dúvidas, questionamentos, raiva.

No Campeonato Brasileiro erros absurdos estão roubando pontos importantes dos candidatos ao título.

Como pode o Botafogo se conformar com o sexto lugar com 41 pontos?

Quando poderia estar em quarto com 43?

Quem irá repor esses dois pontos?

Em uma partida tão equilibrada, um gol mal anulado tira sim o potencial da vitória.

É imperdoável.

O Corinthians só está a três pontos do Fluminense por esse erro.

Deveria estar a quatro pontos.

O Brasileiro vai seguir.

Mas a mancha de hoje no Pacaembu ficará.

Será fácil de ser lembrada.

O erro foi pesado demais a favor do Corinthians.

Será que ninguém tem vergonha?

Será que todos conseguem dormir sem dor na consciência?

O Corinthians não precisava dessa ajuda.

E o Botafogo não merecia tamanha injustiça.

Com o sutil detalhe: Erick Bandeira é auxiliar da Fifa.

Deveria saber muit0 bem o que estava fazendo.

Deveria...

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Palaia mostra como dominar o endividado Palmeiras…

divulgação89 Palaia mostra como dominar o endividado Palmeiras...

Quando alguém quer se enturmar em uma rodinha de universitários é fácil.

Basta pagar a próxima rodada de cerveja.

Pronto.

Essa tática tosca é o que Salvador Hugo Palaia está disposto a seguir no Palmeiras.

O presidente em exercício foi o homem das finanças do clube por anos.

Sabe que o plano econômico traçado por Belluzzo e sua equipe foi um desastre.

Embora primeiro vice, Palaia discordava e muito das idéias do presidente afastado.

Os dois estavam juntos para ganhar a eleição e nada mais.

O Palmeiras deve hoje mais de R$ 80 milhões.

O departamento de futebol é deficitário.

Mesmo com várias antecipações de direito de transmissão por parte da Globo, da FPF e do Clube dos 13, as dívidas crescem.

Os investimentos no futebol foram muito além do aceitável.

Para nenhum resultado.

Belluzzo não conseguiu gritar 'campeão'.

Não vale a pena recordar o lamentável episódio das ameaças ao árbitro Simon.

Nem o anúncio de 'caça aos bambis'.

Vamos deixar o lado folclórico.

O Palmeiras está atolado em dívidas.

O apoio da Traffic pouco refresca.

A Unimed está ajudando muito ao clube, principalmente em relação a Felipão.

Mas mesmo assim, o Palmeiras deve um mês de salários e dois de direitos de imagem.

Pouco antes de ter o problema cardíaco, Belluzzo estava negociando o empréstimo de R$ 30 milhões com um banco.

Palaia é muito matreiro.

Viu nesse cenário desolador, a oportunidade de emprestar dinheiro seu para pagar jogadores.

Sua pretensão é muito maior do que ser querido pelo grupo.

Ele quer amarrar a dependência do Palmeiras ao seu bolso.

A ponto de nas eleições de janeiro, os conselheiros acabarem ficando do seu lado.

"Pelo bem do Palmeiras", a desculpa já está na p0nta da língua de muitos.

A reaproximação da principal torcida organizada não é por acaso.

Os dois sempre se deram bem.

Ou seja: Palaia está deixando de forma explícita como se controla um clube poderoso.

Dinheiro é o melhor ingrediente.

Sempre.

Ele já foi aceito na rodinha verde.

Adivinhe quem pagará a próxima rodada...

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Robinho: cobre dos seus treinadores da base. Aqueles que não o ensinaram a chutar…

reuters Robinho: cobre dos seus treinadores da base. Aqueles que não o ensinaram a chutar...

Robinho forçou sua saída do Santos da primeira vez.

Disse que queria ir para o Real Madrid ser o melhor do mundo.

Não chegou nem perto.

Foi para o Manchester City.

Acabou envolvido em escândalo e assistindo a vários jogos do time.

Não ficava nem entre os reservas.

Veio para o Santos e os garotos Neymar e Ganso o ajudaram a redescobrir a alegria.

Sonhava com o Barcelona.

Os donos do Manchester City lhe ofereceram a Turquia.

Bateu o pé e não foi.

Garantiu que iria para um clube para onde seria o melhor do mundo.

Ele deve ter sido a freira que ensinou o sentido de bondade e resignação à Madre Tereza de Calcutá.

Graças à outra encarnação, seu desejo foi realizado.

Veio o Milan com um tapete vermelho e felpudo para Robinho.

Só que, em tempo recorde, vieram os questionamentos.

Quem assistiu à partida do Milan contra o Ajax e não chutou a parede é porque não tem sangue nas veias.

Os gols que Robinho desperdiçou.

A falta de convicção na hora de dar o último passe.

As bolas perdidas.

Não é possível.

Parecia uma criatura que misturava Val Baiano, Souza do Corinthians e Herrera.

Mereceria encontrar Felipe Melo no vestiário, jogando no mesmo time.

O Milan está no grupo da morte da Liga dos Campeões.

O clube italiano, o Real Madrid, Ajax e Auxerre.

Apenas dois sobreviverão.

O Milan apenas empatou ontem com o Ajax graças aos gols perdidos por Robinho.

Ele nunca foi um bom finalizador.

Desde Santos, Madrid, Manchester e agora Milão, a mesma reclamação.

Robinho não gosta de treinar chutes a gol nos treinamentos.

Sempre foi assim.

Desde a base santista.

Seu grande talento lhe dava mordomias.

Entre elas, ensaiar dribles, pedaladas.

E sutilmente, fugir dos chutes a gol.

O reflexo dessa proteção dos técnicos atrapalha, trava a carreira de Robinho.

É uma fundamental lição para quem trabalha com garotos talentosos.

O jogador pode ser completo.

Se com a habilidade e velocidade que possui, Robinho já se vira muito bem na carreira.

Imagine se ele chutasse como deveria, como poderia...

Poderia talvez ganhar o seu sonhado troféu de melhor do planeta.

Como o melhor jogador pode driblar, correr, tabelar, se antecipar e não saber chutar a gol?

O sonho de Robinho não se realizará graças aos seus primeiros treinadores no Santos Futebol Clube...

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Adilson Batista corrigiu seu erro. Bruno César vai jogar como sempre quis…

mistake bridge Adilson Batista corrigiu seu erro. Bruno César vai jogar como sempre quis...

Para fazer valer o Pacaembu e buscar a vitória obrigatória contra o Botafogo, Adilson Batista teve uma missão.

Consertar o que ele mesmo quebrou.

Ao dar uma bronca desmoralizante em Bruno César, ele desestabilizou o jovem jogador.

"Há jogadores que um grito o transforma no melhor do mundo.

E há outros que a cobrança em um sussurro o faz o pior."

O ensinamento é do tricampeão brasileiro Rubens Minelli.

Adilson Batista errou com Bruno.

A dura cobrança diante dos companheiros de Corinthians só o constrangeu.

Ele estava vivendo no Paraíso.

Jogando muito bem e com chances reais de ser convocado para a seleção brasileira.

Só que ao dar uma entrevista se empolgou.

Falou que Adilson o havia colocado para atuar como não gosta: muito adiantado.

Ele prefere e rende muito mais atuando da intermediária para trás, indo ao ataque com a bola dominada.

O treinador viu sua autoridade ser desafiada publicamente.

O que poderia ser resolvido em uma breve conversa entre os dois, transformou-se em um aviso ao grupo.

Roberto Carlos foi animar o garoto depois da dura.

Contra o Internacional, ele jogou bem.

Marcou um gol e acertou o travessão.

E, durante a partida, fez o que o treinador pediu e, de teimoso, fez o que queria.

Seus melhores lances foram atuando como desejava.

Diante do Botafogo, Adilson Batista vai deixar Bruno César atuar onde ele deseja.

Acabou a picuinha.

O técnico corintiano não vai admitir, mas sabe que estava errado.

E sabe o quanto precisa da vitória.

Do grande jogador da sua equipe bem de cabeça.

Se sentindo o melhor do mundo.

Não o pior.

A situação ficará complicada para o Botafogo de Joel Santana...

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