O importante caso Rogério Ceni versus Milly Lacombe…

divulgação982 O importante caso Rogério Ceni versus Milly Lacombe...
O assunto é espinhoso, difícil para qualquer jornalista escrever sem tomar partido.

A tendência em uma pendência entre um escriba e um atleta é sempre ficar do lado da imprensa.

Assim como os jogadores se defendem.

Toda classe é assim.

Mas fica uma profunda lição na pendência entre Rogério Ceni e Milly Lacombe.

O goleiro se considerou ofendido por ela no programa Arena da Sportv.

A jornalista se expressou da seguinte maneira:

- Eu não consigo, por exemplo, olhar pro Rogério e deixar de lembrar de quando ele falsificou a assinatura do Arsenal [equipe da Inglaterra], porque ele queria aumento no São Paulo.

Ele forjou um documento para que o São Paulo desse [o aumento].

Rogério Ceni estava assistindo ao programa.

E entrou ao vivo.

Avisou à comentarista o que iria fazer.

- A opinião a respeito de um profissional pode ser positiva, negativa, é um direito que todos têm.

Mas você dizer que eu falsifiquei uma assinatura no São Paulo é uma coisa que você vai ter que provar...

... - Eu aceito ser uma pessoa medíocre, eu só não aceito ser falso.

Isso eu não sou.

Eu sempre fui honesto.

E se eu tenho a história que eu tenho [no São Paulo], é porque eu trabalhei pra isso."

O programa aconteceu em 2006.

Rogério Ceni entrou com um processo por calúnia, exigindo R$ 150 mil.

E com uma queixa-crime.

A pendência jurídica levou três anos, até que acabou.

Milly pagará R$ 60 mil a Rogério Ceni.

E, por ter pedido desculpas a ele em frente ao juiz, o goleiro retirou a queixa-crime.

A conclusão que deve ser tirada neste triste episódio é a responsabilidade.

Cubro bastidores de futebol há mais de 25 anos.

Falo com muita gente todos os dias.

O jornalista precisa formar sua rede de informantes.

Pessoas em quem ele possa confiar.

Esse processo é doloroso.

Há muito interesse em jogo:

A vontade de dar um furo, informar o que ninguém ainda informou.

Assim como desinformação e até vontade precipitada de ajudar ou de se mostrar uma fonte importante sem ser.

Separar o joio do trigo é dificílimo.

Há inúmeros boatos envolvendo jogadores, treinadores, dirigentes, jornalistas.

Separar o que é certo do que é errado é obrigação.

Mas há também o outro lado.

Verdades absolutas que nunca poderão ser ditas.

Pelo simples motivo de não haver provas.

Rogério Ceni se sentiu ofendido e entrou na Justiça.

Direito constitucional de qualquer pessoa.

Jornalista não é dono da verdade.

Ninguém é dono da verdade.

Nessa questão o atleta venceu.

Mas há processos em que dirigentes e atletas perderam.

A Justiça é para todos.

O microfone, o papel, o computador é uma grande tentação.

Falar e escrever o que os outros jornalistas não têm coragem de dizer, também.

Mas é preciso se calçar, ter como provar o que está acusando.

Rogério Ceni lutou pela sua honra.

Venceu, sem xingar, bater em ninguém.

Milly é uma grande profissional, não deve ser crucificada.

A Justiça brasileira considerou que ela errou.

Pagou pelo erro.

Mas tem a obrigação de seguir com sua carreira, até em respeito ao talento que tem.

Quem nunca errou, se precipitou na vida?

Trabalhar com bastidores de futebol não é simples como parece...

Uma informação pode ser mais letal do que veneno.

Para quem é vítima de um erro.

Ou para quem não pode provar o que diz...

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A hora da mala branca, dos jogadores oferecidos para 2011. O medo dos árbitros. Confiar em quem nesta hora do Brasileiro?

AgenciaEstado93 A hora da mala branca, dos jogadores oferecidos para 2011. O medo dos árbitros. Confiar em quem nesta hora do Brasileiro?

Chegou a inevitável hora dos campeonatos por pontos corridos.

A hora de estimular quem pode atrapalhar a caminhada de uma equipe em direção ao título.

Neste ano, a grande diferença é a oferta além de mala branca, jogadores para a próxima temporada.

Goiás, Guarani e Vitória são os clubes mais visados.

Eles estão no caminho da dupla primeira colocada na tabela de classificação: Fluminense e Corinthians.

Empresários revelam que o caminho da mala branca mais curto é oferecer direto para os jogadores.

Não envolver dirigentes.

Oferecer dinheiro para o capitão ou jogadores mais importantes para atrapalhar o caminho do rival.

E, com a crise, aí sim a novidade deste ano.

Dirigentes oferecer atletas para 2011.

Para garantir uma reformulação mais barata.

O Goiás está no caminho do Fluminense e do Corinthians.

O Vitória só dos comandados de Tite.

E o Guarani só do time de Muricy.

As propostas já estão sendo elaboradas.

Elas só virão a público se algum jogador que a receber resolver divulgá-la.

De quem oferece, o comportamento é sempre igual: negar.

Tão importante quanto esses adversários são aqueles grandes que não têm nada a perder.

O medo corintiano e cruzeirense está na dupla rival paulista.

São Paulo e Palmeiras enfrentam o Fluminense sem o menor interesse.

Se ganhar, vão apenas ajudar diretamente o Corinthians, depois o Cruzeiro.

A relação entre as cúpulas são-paulina e corintiana é péssima.

Entre palmeirenses e corintianos já foi melhor, com Belluzzo na presidência.

Com Palaia, não.

O Fluminense pega o Goiás, São Paulo, Palmeiras e Guarani.

Já o Corinthians, o Cruzeiro, o Vitória, Vasco e Goiás.

O Cruzeiro tem pela frente o Corinthians, Vasco, Flamengo e Palmeiras.

Roberto Horcades, Andres Sanches e Zezé Perrella nunca estiveram tão desconfiados em 2010.

Os rumores já começaram desde a noite de ontem.

Empresários estão falando muita coisa.

São propostas verdadeiras e outras, não.

Mas ninguém tem como checar se são verdadeiras ou não.

A tensão domina os primeiros colocados do Brasileiro.

A quem oferecer mala branca e a quem ceder jogadores para 2011?

A pressão também é enorme em relação aos árbitros que serão escalados.

Para os seus jogos e, principalmente, para os dos rivais pelo título.

O Brasileiro de 2010 não é só o mais equilibrado da história dos pontos corridos.

É o tenso nos bastidores.

O que mais levanta desconfiança.

Ninguém confia em ninguém nestas quatro últimas rodadas...

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Fluminense: o caminho ao título é suave. Mas Muricy proibiu todos de admitir…

gettyimages84 Fluminense: o caminho ao título é suave. Mas Muricy proibiu todos de admitir...
O desesperado Goiás no Engenhão, diante da torcida.

São Paulo, desmotivado, fora da luta da Libertadores, no Morumbi.

Palmeiras, com enormes chances de atuar com os reservas, na Arena Barueri.

E o fraquíssimo Guarani no Engenhão, na última rodada.

Basta ao Fluminense ganhar essas quatro partidas e a conquista do Brasileiro.

Muricy Ramalho, depois da vitória importantíssima e suada de ontem contra o Vasco, deu ordem aos seus empolgados jogadores para se acalmarem.

Na comemoração da vitória contra o rival vascaíno, agradecendo aos torcedores, das arquibancadas vieram poucos e tímidos gritos de "'é campeão".

Tudo o que o treinador não quer é que seus jogadores repitam.

Até mesmo os empolgados Celso Barros e Roberto Horcades precisam ser contidos.

Eles estão mais empolgados do que o italiano Roberto Begnini recebendo o Oscar de melhor ator em 1999.

Ainda mais porque sabem que Fred, Deco e Emerson deverão atuar nos jogos finais.

Por isso Muricy quer cautela absoluta.

Nenhuma palavra fora do contexto.

Nada que pareça prepotência.

Até a concentração do Fluminense deve ser antecipada nestes últimos quatro jogos.

O clube só foi campeão brasileiro em 1984.

Espera há 26 anos por um novo título.

E ele nunca esteve tão perto, na visão do patrocinador e da diretoria.

Até da maioria dos jogadores.

Todos estão empolgados.

Mesmo o sufoco que o time sofreu do Vasco não interessa.

Todos só se importam com o pontinho a mais que o time soma em relação a Corinthians e Cruzeiro.

A certeza do título domina quase toda Laranjeiras.

E quem garante esse quase é Muricy Ramalho.

Ele sabe o quanto é dolorido comemorar antecipadamente um título e perdê-lo.

Passou por isso no Palmeiras.

Tudo o que ele não quer é enfrentar essa situação novamente.

Por isso já adiantou a amigos que irá trabalhar mais do que o normal.

Ele quer as quatro vitórias.

Até para compensar a sua recusa, forçada pela diretoria, de comandar a seleção brasileira.

E não irá admitir ninguém falando em caminho suave até o título.

Ninguém...

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Namastê, Dentinho. Chaleira, provocação, gol. Você tirou o São Paulo da Libertadores de 2011…

divulgação332 Namastê, Dentinho. Chaleira, provocação, gol. Você tirou o São Paulo da Libertadores de 2011...

O budista Dentinho colocou fogo no clássico.

Deu toque de chaleira, provocou, encarou todo o banco de reservas do São Paulo.

Correu por ele e por seu 'pai gordo' Ronaldo.

É de longe o seu melhor companheiro.

Xingou e ainda fez o gol que matou o São Paulo no clássico do Morumbi.

O seu retorno foi fundamental para o Corinthians.

Trouxe talento, oportunismo, picardia ao time.

E na santa hora da arrancada final.

"Dei de chaleira mesmo, qual o problema?

Se eles querem chorar, que chorem.

Até porque têm motivo, perderam.

De novo."

Não havia nada da humildade budista nas palavras de Dentinho.

O que ele quis foi pisar no rival morto.

O atacante além de ter vencido a partida fez questão de destacar a 'freguesia' são-paulina.

Já são 11 partidas sem conseguir vencer o rival corintiano.

Paulo César Carpegiani tentou fazer o que pôde, mas o sistema defensivo de Tite se impôs.

Ralf esteve perfeito na proteção a William e Chicão.

Roberto Carlos foi um lateral defensivo, tratou de fechar o lado esquerdo.

Não houve o corredor sonhado por Lucas.

Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira se debateram diante da forte marcação.

Não houve espaço para tabelas, triangulação.

O São Paulo entrou para ganhar a partida.

Mas não encontrou espaço, brecha.

Não houve como.

Outra vez Jucilei e Elias mostraram que Mano Menezes sabe o que faz quando os convoca.

Foram grandes jogadores.

Dominaram o meio de campo.

E Dentinho foi o diferencial no jogo.

O São Paulo fez a sua última aposta na Libertadores.

Sabe que com a derrota beira o impossível.

E o Corinthians consegue engrenar a primeira marcha para o que parece ser uma arrancada sensacional.

Ganhou força, impulso, gana para enfrentar o inimigo direto, o Cruzeiro no sábado.

O budista Dentinho incendiou o time.

Diante da impotente torcida são-paulina, com 95% dos ingressos para o clássico.

A minoria corintiana gritou, comemorou, dominou o estádio do rival.

E o sonho da conquista do título brasileiro no ano do centenário nunca esteve tão real.

Tão próximo.

Graças a um budista que não tem nada de humilde.

Namastê, Dentinho...

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O confiante Corinthians contra o raivoso São Paulo. O peso de um tabu no Morumbi…

divulgação331 O confiante Corinthians contra o raivoso São Paulo. O peso de um tabu no Morumbi...
Qual a força de um tabu?

Saber que um adversário é freguês?

Ou seja: não importe o time que consiga montar, ao longo dos anos sempre perde.

Essa é a situação de logo mais no Morumbi.

O Corinthians irá enfrentar o São Paulo, adversário que não consegue derrotá-lo desde fevereiro de 2007.

São dez jogos entre os dois, com seis vitórias corintianas e quatro empates.

"Quando ia enfrentar o Corinthians sabia que o bicho era garantido.

Até gastava antes", revelou Pelé.

Ele se refere ao longo período de 11 anos que o time da Vila Belmiro levava a melhor sobre o do Parque São Jorge.

Na preparação do São Paulo para o clássico de hoje, a raiva do adversário foi um quesito importante.

Embora o time tenha sido trocado desde que começou esse tabu, o clima anticorintiano é nítido.

A direção acena até com uma premiação especial para esse jogo.

Há o lado moral do tabu e o prazer de tirar o time de Andres Sanches da briga pelo título.

Pequena compensação pelo Morumbi ter sido extirpado da Copa de 2014.

Carpegiani está empenhado como nunca neste clássico.

O Corinthians tem um peso negativo na sua carreira.

Em 1999 foi o culpado por sua demissão do São Paulo, na sua primeira passagem.

Foi eliminado pelo time do Parque São Jorge do Paulista e do Brasileiro.

Em 2007, ele assumiu o Corinthians.

Seu trabalho foi um fracasso.

Só conseguiu seis vitórias em 24 partidas.

Acabou traumatizado e queimado no mercado.

Ficou dois anos sem trabalhar como treinador, tamanha a decepção.

Ou seja: ele tem todos os motivos para fazer o seu time suar sangue para vencer.

A preparação foi especial.

Os jogadores do São Paulo estão se comportando na concentração como se fosse uma final.

Do outro lado, os jogadores corintianos estão mais confiantes.

Psicologicamente, o tabu pesa de maneira favorável ao time de Tite.

A certeza de vitória transparece em cada declaração dos jogadores.

Os sorrisos de Ronaldo e de Roberto Carlos em relação ao clássico não são por acaso.

O preocupado treinador tenta evitar essa euforia.

Mas o ambiente provocado sobre o tabu de 44 meses prevalece.

Não adianta: São Paulo é traduzido como certeza de vitória.

Pelo sim, pelo não, Andres Sanches vai fazer sua parte.

Como vê em Juvenal Juvêncio um crônico complexo de superioridade, o presidente corintiano também oferece bicho especial para seu time.

Ele quer acabar com as chances do rival chegar à Libertadores dentro da sua casa, o Morumbi.

O estádio que conseguiu, com auxílios importantes, trocar pela Arena Itaquera na abertura da Copa.

Esse será o confronto importantíssimo do Morumbi.

A raiva contra a confiança.

Faça a sua aposta...

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Santos e Atlético Mineiro. Muito além do beijinho doce de Dorival e Neymar…

gettyimages26 Santos e Atlético Mineiro. Muito além do beijinho doce de Dorival e Neymar...
Lógico que o beijinho doce de Dorival Júnior em Neymar roubou a cena.

Mas o emocionante jogo debaixo de muita água em Minas Gerais evidenciou várias situações.

A primeira dela, a mais evidente.

O poder de reação do Atlético Mineiro sob o comando de Dorival Júnior.

O time mostrou distribuição tática, equilíbrio.

Força na marcação e consciência na hora de atacar.

Diante do poderoso Santos, um adversário superior tecnicamente, o time atacou mas não ofereceu espaço para os contragolpes.

Com Luxemburgo, jogar contra o Atlético Mineiro era muito divertido.

Seu time oferecia buracos no meio de campo e intermediária para o adversário fazer o que bem entendesse.

E, muito importante, o estado físico dos atletas era deplorável.

A equipe perdia fôlego, força na segunda etapa.

Isso acabou com a troca, tardia, da Comissão Técnica do Atlético Mineiro.

Pode ser que volte, mas com empate em 2 a 2, o time teve o gostinho de dormir fora da zona do rebaixamento.

Faltam quatro partidas para que a Série A em 2011 se torne uma realidade.

Nada como o destino.

O primeiro jogo desses quatro é justamente contra o Flamengo na Arena do Jacaré.

Quem treina o Flamengo com o entusiasmo de um menino?

O mesmo homem que arrastou o Atlético Mineiro para a beira do abismo: Luxemburgo.

Empolgado como uma criança e sem a pesada Comissão Técnica que carregava nas costas, maneirando no pôquer, sua disposição é outra.

Ainda mais nesta partida, seu ego dirigirá o time.

Tentará provar que não era o único culpado pela derrocada do clube de Alexandre Kalil.
Esse confronto será significativo.

Depois dele, o Atlético terá o desmotivado Palmeiras no Pacaembu.

O desesperado Goiás em Minas.

E São Paulo no Morumbi.

Se ainda tiver chance de Libertadores, jogará de uma maneira.

Se não tiver, Carpegiani fará da partida um amistoso.

Ou seja: o ponto de ontem foi sim importante para o bombeiro Dorival.

Do lado do Santos, a consequência foi além da consciência leve de Neymar por ter sido beijado.

A direção finge que não percebe, mas está trabalhando em silêncio.

Seja qual for o novo treinador, o clube irá contratar dois zagueiros confiáveis.

Bruno Aguiar, Durval ou mesmo Edu Dracena, não tranquilizam o time com aptidão para o ataque.

E também se houver a possibilidade de contratar um goleiro não será desprezada.

O caminho para uma Libertadores trágica está na atual defesa santista.

Mesmo com a volta garantida de Paulo Henrique Ganso.

Embora disfarçassem, ficou evidente a saudade dos jogadores santistas de Dorival.

E do técnico ao time que formou e que ganhou o Paulista e a Copa do Brasil.

O trabalho não continou por causa de Neymar e do amadorismo de Luís Álvaro.

Foi isso que a chuva trouxe à tona no 2 a 2 de ontem...

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Corinthians que ganhe o Brasileiro por suas pernas. O Palmeiras vai se poupar contra Fluminense e Cruzeiro. O aviso está dado…

gettyimages883 Corinthians que ganhe o Brasileiro por suas pernas. O Palmeiras vai se poupar contra Fluminense e Cruzeiro. O aviso está dado...
O Palmeiras enfrenta o Guarani com uma equipe desfigurada.

São oito jogadores poupados para o confronto contra o Atlético Mineiro pela Sul-Americana.

Scolari segue o caminho natural e não esconde de ninguém sua prioriade.

No Brasileiro, sua missão está cumprida.

O time não cairá para a Série B, como era o medo de muitos quando o campeonato começou.

A equipe tentará de qualquer maneira a vaga para a Libertadores pela Sul-Americana.

A competição parece ter sido feita para o Palmeiras de Scolari.

A falta de técnica é compensada com a combatividade, a gana, vontade de ganhar.

Com esquema rígido que não dá espaço ao adversário e ataque em bloco.

Foi assim que Scolari aprendeu quando não tem um cardápio variado de talentos.

Ganhou a Copa do Brasil com o Criciuma no distante ano de 1991, e surgiu para o cenário nacional.

A estratégia é a mesma.

Isso precisa ficar bem claro.

Scolari não tem medo de suas escolhas, suas convicções.

Tudo isso foi escrito porque no caminho restante do Palmeiras no Brasileiro existem dois grandes candidatos ao título.

Fluminense na penúltima rodada, no dia 28, na Arena Barueri.

E Cruzeiro, na última, dia 5, no Parque do Sabiá.

Qual o interesse extra do Palmeiras em ganhar essas duas partidas?

Se ainda estiver envolvido na Sul-Americana, nenhum.

E não estiver, também não.

A preocupação será a reformulação profunda no elenco que Scolari prometeu fazer e a diretoria acena com dinheiro para as contratações.

O treinador tem obrigação com o Palmeiras, fazer o que é melhor para o seu clube.

Ele já está fazendo isso hoje contra o Guarani.

Que o Corinthians se quiser ganhar o Brasileiro, vença com suas pernas.

Não com as pernas dos palmeirenses.

Isso ele não poderá contar.

Não será traição, entrega de jogo.

Felipão está mostrando hoje o que fará nas últimas rodadas.

É um direito dele.

E desta vez, ele está certo.

Andres Sanches, Tite e Ronaldo não chorem nas últimas rodadas esperando o apoio palmeirense...

Para deixar ainda mais claro o que era obscuro, Scolari falou.

Logo após a vitória de seus reservas contra o fraco Guarani, ele se adiantou.

Perguntado se iria poupar jogadores nas partidas que faltam, ele não disfarçou.

"Tenho de cuidar da minha casa.

Mulher que não é bem cuidada, mete corno.

Portanto, os outros que se preocupem com o que é deles."

Direto, bem ao seu estilo....")

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Ferguson, 24 anos comandando o Manchester United. Saudade do injustiçado Lula e seu magistral Santos…

divulgação0888 Ferguson, 24 anos comandando o Manchester United. Saudade do injustiçado Lula e seu magistral Santos...

Quantas e quantas vezes dirigentes e treinadores brasileiros afirmam ter um plano de longo prazo?

Longo prazo pode ser traduzido como um, dois anos.

E quantas vezes cumprem?

Quase nunca...

Colocam multas nos seus contratos já pensando em quanto vão ganhar em possíveis demissões.

Leão e Luxemburgo quebraram os recordes de ganhar sem trabalhar.

Viver às custas das multas rescisórias.

Tudo isso vem à mente no dia em que Alex Feguson completa 24 anos no Manchester United.

Sim, 24 anos.

Impossível cogitar essa hipótese no futebol brasileiro atual.

Na filosofia rasteira dos clubes é mais fácil trocar um do que 22 e mandam embora os treinadores.

E dos técnicos, que quando começam a fazer sucesso ficam ávidos por propostas melhores.

Ferguson funciona como manager e tem identificação total com o Manchester United.

Teve várias propostas para trocar de clube neste 24 anos e nunca aceitou.

Seu maior mérito é fazer com que seus jogadores priorizem o Manchester em qualquer circunstância.

Ficou famos a história de que Beckham estava deslumbrado com seu sucesso como símbolo sexual.

Ferguson exigiu que se dedicasse mais como jogador.

Beckham não gostou.

Os dois discutiram feio e Ferguson não teve dúvidas: pelo Manchester United jogou um par de chuteiras no valorizado rosto do jogador.

Ele chegou a tomar pontos.

E Ferguson ganhou ainda mais moral no clube que virou sua casa.

Continua sendo disciplinador, enfrentando os jogadores.

Com todo o respaldo dos dirigentes.

Ganhou todos os títulos possíveis e imagináveis com o Manchester United.

De Campeonato Inglês até Mundial de Clubes, passando pela Liga dos Campeões.

Tem o apelido de The Boss (o Chefe) não por acaso.

No futebol brasileiro o único caso parecido foi o de Lula.

Treinador do magistral Santos de Pelé.

Dirigiu a equipe por 12 anos e meio.

"Não tinha porque trocar.

Ele enxergava muito bem o jogo.

E não complicava,não inventava.

Esse era o seu grande mérito.

Foi importante demais no nosso Santos.

Foi um dos grandes injustiçados do futebol brasileiro", relembra Pelé.

"Nunca foi um distribuidor de camisas e nem dormia no banco como diziam", destaca o melhor jogador de todos os tempos.

No futebol do nosso país, que fez da demissão uma profissão, uma reverência a Ferguson.

No dia 6 de novembro de 1986 ele assumia o Mancheter United.

Ele é um exemplo a ser seguido.

Comandar uma das maiores equipes do mundo por 24 anos é uma façanha.

Parabéns às várias diretorias do clube que se sucederam e apostaram no The Boss.

Saudade do injustiçado Lula, dos seus 12 anos e meio comandando o magistral Santos de Pelé...

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Neymar e Dorival Júnior. O abraço combinado mais triste do futebol brasileiro…

gettyimage551 Neymar e Dorival Júnior. O abraço combinado mais triste do futebol brasileiro...
Como encarar o chefe que o demitiu injustamente?

E o pivô da abrupta saída?

Menos de dois meses da demissão?

Quando os sentimentos ainda se misturam: a raiva, a decepção, a sensação de traição...

No futebol isso se resolve com um abraço.

Pelo menos é o que está preparado para hoje em Minas Gerais.

Dorival Júnior já adiantou para as redes de tevê que embalará Neymar nos braços.

E o jogador também já adiantou o seu script.

Vai pedir perdão a Dorival diante das câmeras.

Ter provocada a demissão do treinador campeão paulista e da Copa do Brasil foi o maior erro na carreira de Neymar.

Foi um marco.

Acabou com a simpatia que grande parte dos torcedores brasileiros nutria por ele.

Até Mano Menezes, sempre politicamente correto, resolveu lhe dar um castigo não convocando para enfrentar Irã e Ucrânia.

O garoto de 18 anos sentiu pela primeira vez na vida que o mundo não ficará batendo palmas para tudo o que fizer.

É bom destacar que Neymar não esteve sozinho no triste desfecho.

Pelo contrário.

A participação do dirigente que se apresentava como 'moderno' foi decepcionante.

Inclusive para seus parceiros de direção de clube.

Ele demitiu sumariamente Dorival quando ele quis manter Neymar afastado, tentar lhe ensinar respeito.

A repercusão foi imensa, inclusive na Europa.

Hoje, Neymar é apresentado como um grande talento, mas jogador rebelde.

Daqueles que xingam treinadores em campo por não ter atendida a vontade de bater um pênalti.

Os empresários explicaram com todas as letras para Luís Álvaro o significado da palavra desvalorização.

Hoje Neymar vale menos do que os R$ 82 milhões que os ingleses estavam dispostos a pagar.

E Luís Álvaro tem sua participação na desvalorização.

Se não demitisse Dorival, a situação seria feia, mas contornável.

Com a demissão fez a rejeição por Neymar ser mundial.

Comprar talento brasileiro vale muito dinheiro.

Comprar talento brasileiro problemático vale menos.

A equação é simples.

Luís Álvaro tinha a certeza de que contrataria Abel Braga para a vaga de Dorival.

Só que não contava com a multa de US$ 1 milhão e a falta de disposição do treinador em decepcionar os dirigentes do Al Jazira dos Emirados Árabes.

Agora o presidente está entre as promessas de Paulo Autuori se livrar do Al Rayan do Catar.

Ou a instabilidade emocional de Adilson Batista.

Muitos, mas muitos mesmo, conselheiros imploram para que Luís Álvaro tente recontratar Dorival para a Libertadores de 2011, que ele mesmo conseguiu a classificação.

Até mesmo os jogadores já pediram ao presidente.

Não Neymar, mas Paulo Henrique Ganso.

Luís Álvaro não quer passar pelo vexame de ouvir um não.

Demitir alguém sumariamente e se arrepender é assumir incompetência.

Dorival quer seguir com o Atlético Mineiro.

Já está corrigindo o péssimo trabalho de Vanderlei Luxemburgo.

Tem todas as condições de salvar o time do rebaixamento.

E, depois, prometeu para a diretoria montar uma equipe forte, competitiva no próximo ano.

Sem trazer jogadores sem comprometimento, como fez o demitido Luxemburgo.

Ele tem contrato até o final de 2011.

Esse é o quadro atual.

Hoje tem o abraço para as câmeras entre Neymar e Dorival Júnior.

O treinador precisará apelar para o seu sangue frio.

Para a grandeza de espírito que possui.

E Neymar enfrentar a vergonha pela injustiça que provocou e só prejudicou o Santos e ele mesmo.

Será o abraço mais triste do ano para quem aprendeu a amar o Santos Futebol Clube.

E o sonhava campeão da Libertadores, campeão do mundo em 2011.

Mas o ego de Neymar e o paternalismo de Luís Álvaro colocaram tudo a perder...

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Carpegiani será cruel. Vai apostar na lentidão de Chicão e William para vencer o inimigo chamado Corinthians…

divulgação33 Carpegiani será cruel. Vai apostar na lentidão de Chicão e William para vencer o inimigo chamado Corinthians...

Carpegiani pode ter ficado desnorteado em relação a como montar o sistema de marcação.

A suspensão de Richarlyson o atrapalhou demais para o clássico de amanhã.

Mas ele tem certeza de que a chave do jogo está nas suas mãos.

Em Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira.

A ordem do treinador é para o quarteto explorar o que o Corinthians tem de pior.

Qual é o calcanhar de Aquiles corintiano no entender do treinador tricolor?

A lentidão da zaga.

Chicão e William.

Por mais que Ralf tenha conseguido o dom raro da onipresença em 90% dos jogos, a orientação de Carpegiani é aproveitar ao máximo os 10% restantes.

Quando Chicão e William ficam "no mano a mano", como repete Carpegiani.

No largo Morumbi, o treinador quer repetir a estratégia usada contra o Santos.

Supreender o rival no clássico atacando o máximo que puder.

Não importa se sua defesa acabar exposta para contragolpes.

O que vale a Carpegiani é montar uma estratégia quase camicase.

Aceitar o risco de deixar o Corinthians solto.

Mais do que ninguém, o técnico do São Paulo sabe que é tudo ou nada.

As chances pequenas de classificação para a Libertadores passa pelos três pontos de amanhã.

Além do poder de barganha do técnico diante de sua própria diretoria.

Ele sabe que nos últimos tempos o Corinthians virou a pedra no sapato de camurça de Juvenal Juvêncio.

Vencer o jogo pode até não significar a Libertadores.

Mas garante a força moral para exigir reforços ainda mais importantes do que Branquinho.

Derrubar o inimigo do caminho do único título possível no centenário não tem preço.

Por isso, a coragem beirar a irresponsabilidade de Carpegiani.

Ainda mais com o estádio com 95% de são-paulinos.

Na sua filosofia gaúcha que lembra um certo Capitão Rodrigo, de Erico Verissimo.

É até simplista demais.

Será vencer ou morrer tentando.

Carpegiani sabe o quanto tem a ganhar nesse clássico.

E não terá piedade em explorar o lado mais fraco, que o inimigo não consegue disfarçar.

A lentidão de Chicão e William.

O plano está traçado...

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