A constrangedora saída de Mario Gobbi do Corinthians. O diretor de futebol que aplaudiu a saída de Cristian, André Santos e Douglas a preço de banana…

divulgação28888 A constrangedora saída de Mario Gobbi do Corinthians. O diretor de futebol que aplaudiu a saída de Cristian, André Santos e Douglas a preço de banana...
"Futebol é business."

Essa foi a maior contribuição de Mario Gobbi ao futebol do Corinthians.

Depois de três anos de cargo e nenhum poder ele se cansou.

Pediu demissão.

Gobbi foi colocado no cargo porque Andres Sanches queria compensá-lo da derrota para a presidência do Conselho Deliberativo.

"Eu não entendo nada de futebol", afirmou Gobbi ao assumir.

Sanches sabia bem disso.

Ele quis apenas agradar o companheiro de grupo político do Corinthians.

Lhe dar visibilidade para concorrer outra vez ao Deliberativo.

E Gobbi foi figura constante nas apresentações dos jogadores.

A sua maior função foi entregar a camisa aos novos atletas.

A definição das contratações acontecia entre Andres e Mano.

E depois, Andres e Adilson.

E agora será entre Andres e Tite.

No Parque São Jorge todos sabem disso.

Foram três longos anos de Mario Gobbi apenas sendo testemunha imporante do futebol e só.

Agora, sobrecarregado, Andres vai escolher alguém que possa realmente exercer a complexa função de diretori de futebol.

A contribuição de Gobbi para a história aconteceu quando o Corinthians desmanchou sua espinha dorsal.

Foi a única negociação em que ele teve espaço e realmente se empenhou.

A única....

O brilhante time de 2009 perdeu peças fundamentais que refletem até hoje.

Cristian, Douglas e André Santos saíram a preço de banana.

A desculpa de Gobbi.

"Futebol é business", disse ele, maior defensor público da saída do trio.

Talvez por não perceber o talento dos jogadores e a importância tática deles no esquema de Mano.

Como só fosse importante o dinheiro.

E não ter um time forte, moldado com todo cuidado.

Não importasse a paixão do torcedor.

Com a saída do trio, avaliada e quase comemorada por Gobbi, veio a decadência da equipe.

Talvez não por acaso não conquistou nada depois disso.

O Brasileiro de 2009, o Paulista de 2010, a Libertadores de 2010, o Brasileiro de 2010.

Mas 'futebol é business'.

Gobbi pediu demissão por carta.

Andres cumpriu a sua obrigação como presidente do clube.

Expôs Mário Gobbi.

O seu nome se tornou conhecido.

Para o bem e para o mal.

Ninguém vai se esquecer do seu grande ensinamento para o futuro da humanidade.

"Futebol é business."

Pergunte para o valorizado Cristian e aos dois jogadores da Seleção Brasileira, André Santos e Douglas.

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Belletti: “Em vez do Fluminense, eu voltaria da Europa para o São Paulo. Mas fui barrado”…

divulgação00222 Belletti: Em vez do Fluminense, eu voltaria da Europa para o São Paulo. Mas fui barrado...
Poucas vezes na minha vida vi um jogador de futebol envergonhado.

A última vez que tinha conversado com Belletti havia sido no festivo voo de volta da seleção-pentacampeão do mundo, do Japão para o Brasil.

Depois disso, por coincidência, nunca mais.

Até que ontem o encontrei na festa dos melhores do futebol brasileiro.

Não, não estava recebendo nenhum prêmio pessoal.

Não há prêmios para reservas.

Ele estava lá com a delegação do Fluminense, que foi receber a taça.

Quando ele me viu, reconheceu e ficou envergonhado pela sua situação no clube carioca.

Ganha salário de R$ 200 mil mensais e não joga...

Esta foi a estranha entrevista...

Belletti: o que aconteceu com você no Fluminense?

Como é que suportou a reserva nos últimos jogos?

Você me conhece desde os tempos do São Paulo.

Fico louco quando me deixam na reserva.

Foi assim no Barcelona, no Chelsea, na seleção brasileira.

Mas eu aceitei para o bem do Fluminense, do Muriciy, do grupo.

O time estava bem e brigava para ser campeão.

Só que agora em 2011 vou mostrar que o Fluminense não jogou dinheiro fora quando me contratou.

Aliás, você assinou contrato por dois anos para ser um dos líderes do time...

É verdade...Sei disso. Mas eu cheguei mal fisicamente da Europa.

Quando estava melhorando, me contundi.

Quando a contusão estava curada, já era tarde, o time estava entrosado e eu fora de ritmo.

Conversei com o Muricy e o apoiei.

Foi melhor para o time.

Só que doeu muito.

Ver tudo de fora me deu uma enorme agonia.

Belletti, como você explica o futebol carioca, sem estrutura, ser bicampeão brasileiro? Ainda mais para você, acostumado com Barcelona, Chelsea...

Foi a vitória do ser humano, do potencial dos jogadores.

No ano passado, o Flamengo.

E agora, nós.

Há muita coisa para ser corrigida em todos os clubes por aqui.

Nós tivemos muita sorte de ter um grupo de jogadores e um treinador de alto nível.

Foi isso que nos fez superar a falta de estrutura.

Ainda bem que eu soube que muita coisa irá melhorar em 2011...

Você se sente em dívida no Fluminense?

Lógico que sim.

Eu sei que sou um jogador importante, vivido.

Tenho muito a dar para o time.

Estou devendo porque não pude jogar.

Em 2011 vou justificar o esforço pela minha contratação.

Aliás, por que você não voltou para o Brasil para jogar no São Paulo?

Boa pergunta.

Eu vou revelar uma coisa: também não sei.

Fiquei seis anos no Morumbi e tinha a certeza de que, quando voltasse, iria para o São Paulo.

Antes do Fluminense, tinha conversado com o pessoal do São Paulo.

Estava tudo certo.

Mas depois uma ala da diretoria não quis.

O clube ficou dividido.

Então eu disse que entendia e não iria querer levar problema ao São Paulo.

Foi quando surgiu o Fluminense e tudo mudou.

Bola para a frente.

Última pergunta: você vai jogar o que se espera de você em 2011 para o Fluminense?
Sim.

A diretoria e o técnico querem o Fluminense forte demais para brigar pelo título da Liberadores.

Sinto que serei uma peça importantíssima no time.

Quero demais voltar a jogar, ser titular.

Detesto a reserva.

Não foi para isso que resolvi voltar para o futebol brasileiro.

Não foi para ver outros jogadores em campo.

Chega de banco de reservas...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

De candidato a melhor goleiro de 2009 a preso e condenado. Bruno mudou a maneira de o jogador brasileiro encarar as mulheres…

agenciaestado28 De candidato a melhor goleiro de 2009 a preso e condenado. Bruno mudou a maneira de o jogador brasileiro encarar as mulheres...
Rio de Janeiro

A condenação de quatro anos e meio de prisão de Bruno vai mexer ainda mais com o futebol brasileiro.

Só o fato dele estar na cadeia desde que Eliza Samudio desapareceu já havia mudado o comportamento de muitos atletas e clubes.

Jogadores começaram a repensar a maneira de agir.

Principalmente com as inúmeras mulheres que o assediam.

Passaram a pensar melhor nas conseqüências.

Empresários usam o caso de Bruno como exemplo para mostrar o quanto a vida de todos podem mudar.

De uma hora para outra.

Em dezembro do ano passado, Bruno estava concorrendo a melhor goleiro do Brasileiro.

Havia sido campeão nacional com o Flamengo.

Estava sendo sondado pelo futebol europeu.

Parecia e agia como se pudesse tudo.

Seus desentendimentos com Eliza já eram públicos.

Inúmeras pessoas na Gávea o aconselharam a se afastar dela.

Mas ele não ouviu.

E todos sabem da truncada história, do desaparecimento da mulher.

Bruno foi condenado por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal.

Seu contrato foi rescindido com o Flamengo.

O advogado afastado por estar viciado em crack.

O goleiro tem telefonado desesperado para jogadores pedindo dinheiro emprestado.

Tudo isso é passado para os garotos dos juniores dos grandes times do Brasil.

Bruno está sendo usado como exemplo de como a carreira, a vida de um jogador pode acabar.

A sua condenação acaba com a síndrome de inatingível que acomete a grande maioria dos atletas.

Até mesmo os mais rodados, acostumados às 'festinhas' de domingo à noite e segunda-feira à tarde, estão

tensos, preocupados.

O assédio das 'Maria Chuteiras' não é mais tão garantido quanto antes.

A relação doentia de Bruno e Eliza é assunto obrigatório nos clubes.

Os seguranças estão orientados a não permitir a aproximação de mulheres como acontecia.

Os dirigentes acordaram.

As histórias das tentativas de suicídio de Bruno deixaram o quadro ainda mais desolador.

A condenação de quatro anos e meio de prisão, sem o direito de recorrer em liberdade promete ser devastadora.

Nenhum jogador do País se sente à vontade ao falar nele.

Nenhum.

Ele virou sinônimo de tudo o que um atleta não deseja para o seu futuro.

No ano passado, ele concorreu ao melhor goleiro do Brasileiro...

E hoje está preso, condenado...

Não custa nada repetir...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

“Renato Gaúcho trouxe a confiança que me faltava no Grêmio.” Exclusiva com Jonas, artilheiro do Brasileiro. Que um dia foi emprestado de graça à Portuguesa…

divulgação28 Renato Gaúcho trouxe a confiança que me faltava no Grêmio. Exclusiva com Jonas, artilheiro do Brasileiro. Que um dia foi emprestado de graça à Portuguesa...
Rio de Janeiro

Nem mesmo ele imaginava que poderia dar uma reviravolta tão grande na sua carreira.

De jogador desacreditado, dispensável, emprestado de graça à Portuguesa...

Atacante capaz de perder gols incríveis...

A ídolo, artilheiro do Campeonato Brasileiro, cobiçado por times europeus...

2010 revolucionou a carreira de Jonas.

Em meio à entrega da premiação dos melhores do País, ele deu uma entrevista exclusiva ao blog.

Jonas, o que aconteceu com você?

Que mudança foi essa na sua carreira?

Foi a prova do que pode acontecer quando as pessoas confiam em você.

Eu sempre soube do meu potencial como atacante.

E fazia meus gols, mas havia sempre uma certa dúvida no ar.

Isso porque as pessoas não percebiam que muitas vezes o Grêmio não jogava no ataque.

Priorizava apenas a marcação.

E poucas bolas chegavam na frente.

Com o Renato Gaúcho tudo mudou.

No meu time e na minha carreira.

Como assim?

A primeira coisa que ele falou quando me viu foi me dizer que me entendia, que confiava em mim.

E que sabia que eu era um definidor.

Alguém para dar o último toque, colocar a bola na rede.

Não para jogar na intermediária marcando o adversário, armando.

Sou atacante.

Meu lugar é dentro da área adversária.

Mas muitos treinadores não entendiam isso.

Eu tinha de correr por um espaço muito maior, desnecessário.

Agora, não.

Meia é meia e atacante é atacante no Grêmio.

A reação do time gaúcho foi fantástica no Brasileiro.

De ameaçado de rebaixamento a quarto colocado, torcendo contra o Goiás para chegar à Libertadores.

Se o Renato Gaúcho tivesse chegado antes, o time poderia ter sido campeão do Brasil?

Não tenho a menor dúvida disso.

A equipe se encaixou.

Passou a jogar para a frente, com coragem.

Com uma pegada forte na intermediária e muita habilidade no meio de campo com o Douglas, que é craque.

E velocidade no ataque.

Não tenho dúvidas que poderíamos, sim, ter chegado bem mais longe.

Brigar de verdade para ser campeões.

Você surgiu no Guarani, foi para o Santos e está no Grêmio desde 2007.

Só três anos depois conseguiu se firmar...

Chegou até a ser emprestado de graça para a Portuguesa...

De graça...

Eu sofri muitas contusões graves que me atrapalharam.

Faltou apoio.

Fazia meus gols, mas não havia confiança.

Eu percebia que poucos de verdade acreditavam em mim.

Mas a Portuguesa me ajudou muito nesta reviravolta.

Sou muito grato pelo período que passei por lá.

Foi o que fiz no Canindé que me deu moral para voltar ao Olímpico.

E mesmo pressionado, fui marcando os meus gols.

Tanto fiz que hoje tenho 75 gols pelo Grêmio.

Acabei de passar o "'meu chefe", o Renato Gaúcho.

Pedi até desculpas para ele.

Já sou o quinto artilheiro da história gremista.

Isso não é para qualquer um.

A impressão que eu tenho é que começaram a prestar atenção em mim de verdade agora, em 2010...

Seu contrato terminava no final do ano e foi um parto para prorrogá-lo até o final de 2011.

Há vários clubes europeus e até brasileiros interessados em contratá-lo.

Como é que está a situação?

Eu não quero sair do Grêmio agora, não.

Sei que o time não será desmanchado.

Tenho certeza de que 2011 será um ano muito especial para todos nós.

Esse é o nosso sentimento.

É como se os jogadores tivessem combinado sabendo que o que nos espera será muito bom.

Ouço falar muita coisa, algumas situações chegaram ao meu irmão (seu empresário).

Mas não vou cortar tudo de bom que está acontecendo no Grêmio por dinheiro.

Meu contrato termina no final de 2011 e lá verei que rumo tomar.

Você pensa em uma chance real na Seleção Brasileira?

O Brasil tem ótimos atacantes, mas eu tenho de sonhar.

Ter uma meta, mostrar do que sou capaz.

Acho que a Seleção é um estímulo para todo jogador.

Por que não seria para mim?

Ter sido o artilheiro do Brasileiro de 2010 foi uma meta que eu tive e alcancei.

E jogando para o time, não para mim.

Gosto de deixar bem claro isso.

O Grêmio vai disputar a Libertadores de 2011?

Eu sinto muito ter de torcer para um time argentino contra um brasileiro.

Mas acredito muito no Independiente contra o Goiás.

Sou obrigado a torcer como nunca.

O Grêmio está pronto para disputar uma ótima Libertadores.

O clima está propício.

Vou secar, rezar, fazer o que puder diante da televisão na quarta-feira.

Se o Grêmio ficar com essa vaga, vai brigar pelo título da Libertadores.

Escreva o que estou dizendo...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

A louca festa dos melhores do Brasileiro de 2010 no Rio de Janeiro… O grande jogador do país é o argentino Conca, que atua há dois meses com o menisco lesionado. E vai operar o joelho nas férias…

reuters21 A louca festa dos melhores do Brasileiro de 2010 no Rio de Janeiro... O grande jogador do país é o argentino Conca, que atua há dois meses com o menisco lesionado. E vai operar o joelho nas férias...
Rio de Janeiro

Cuca com uma mamadeira gigante nas mãos, prêmio para o chorão do ano.

Deco constrangido com uma caixa de pizza com o símbolo do São Paulo.

Andrés Sanchez vaiado, tendo de abandonar o palco.

Conca revelando que vai operar o joelho esquerdo e deve ficar parado por 45 dias.

E mais, jogou com dores e com o menisco lesionado há dois meses...

Sandro Meira Ricci, nervoso, sendo vaiado e xingado, recebendo prêmio de melhor árbitro do Brasil.

William, barrado pelos seguranças, não pôde entrar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.

Torcedores do Fluminense cercando Jonas e gritando em coro: "O Celso (Barros) vai te comprar..."

Lula, constrangido, cumprimentando a delegação do Fluminense campeã do Brasil.

Teve de tudo na festa de ontem no Theatro Municipal.

Na entrega das premiações dos melhores do futebol brasileiro em 2010.

Evento organizado pela CBF.

E que consagrou o argentino Conca como o melhor jogador do país.

"Se ele fosse brasileiro, eu o convocaria", revelou Mano Menezes, deixando claro que o meia do Fluminense seria o seu camisa 10.

Conca ganhou o prêmio da"'Galera", votação dos torcedores.

E do melhor jogador do Brasileiro 2010.

Desbancou o também argentino Montillo.

Ele agradeceu e disse que iria operar o menisco do joelho esquerdo nas férias.

Revelou que jogou com dor nas últimas partidas do Brasileiro.

Ele foi o único atleta "de linha" a atuar nas 38 partidas de seu time no campeonato.

Revelou que tem mais um ano de contrato, mas negocia a sua permanência por mais três anos no Fluminense.

"O Conca mereceu.

Jogou bem demais.

Ele é um argentino com o sangue brasileiro", ironizou Roberto Carlos.

O corintiano foi eleito como o melhor lateral do país.

Mesmo assim não estava feliz.

"O Corinthians não conseguiu nenhum título.

O ano não foi bom.

Não posso me conformar por ficar sem dar uma volta olímpica em um ano tão importante para nós", dizia, referindo-se ao centenário.

Ronaldo foi homenageado por sua carreira.

Foi vaiado e chamado de gordo pela torcida, desculpe, plateia no Theatro Municipal.

Ele reviveu lances importantes da sua carreira.

Se emocionou.

Agradeceu, mas enfrentou, irado, as vaias e as ofensas.

"Não é por que torce pelo Fluminense que tem de odiar os outros."

A plateia não esperava a bronca, calou-se.

Mas depois destilou seu ódio contra Andrés Sanchez.

O presidente do Corinthians pegou no ponto fraco dos tricolores.

"Eu quero agradecer a premiação pelo terceiro lugar e também parabenizar..."

Os torcedores do Fluminense pensaram que ele iria falar sobre o campeão brasileiro.

"Parabenizar o ABC e o Coritiba que subiram como o Corinthians.

Quando caímos, voltamos pela porta da frente."

Bastou para começar uma vaia insuportável.

Os torcedores perceberam que ele se referia à virada de mesa que tirou o Fluminense da Série C para a B.

Andrés teve de deixar o palco.

Mais envergonhado do que ele, só Cuca.

Ainda na entrada do Teatro Municipal, ele teve de enfrentar Carioca e Alfinete do Pânico na TV.

Os dois perguntaram ao técnico do Cruzeiro se era duro acabar na segunda colocação do Brasileiro.

Quando ele estava respondendo, sério, a dupla lhe entregou uma mamadeira vazia gigante.

"É para quando você quiser chorar, o que sempre faz", disse Carioca.

O treinador, sem saber o que fazer, ficou segurando a mamadeira...

Aí chegou a vez de Deco.

O jogador que chegou há pouco tempo da Europa foi chamado pelos dois.

E foi perguntado como é vencer o Brasileiro com tantos times que não jogaram de verdade contra o Fluminense.

Quando ele respondia, também a sério, recebeu uma caixa vazia de pizza com o emblema do São Paulo.

Nervoso, ele segurou a caixa, mas não conseguiu articular uma resposta.

Mesmo com o presidente Lula, a segurança foi falha.

Populares tiveram acesso não só aos jogadores, como também ficaram perto demais do Presidente da República.

Lula estava visivelmente irritado com a derrota do Corinthians e fugiu das entrevistas.

Estava claro que havia agendado estar no Rio só porque acreditava piamente que o seu Corinthians seria campeão brasileiro.

Ele ficou constrangido ao estar no palco na comemoração do título do Fluminense.

Carla Camurati, presidente do Municipal, circulava pelo teatro, visivelmente preocupada com tantos torcedores acompanhando a festa.

Ela não queria que o belíssimo teatro fosse depredado.

Até para estimular uma festa fechada que haveria depois no Espaço Vivo para os ganhadores, nada no Municipal era de graça.

Até água os convidados tinham de pagar.

A segurança só se preocupou com o presidente Lula.

Depois, todos ficaram expostos.

Os jogadores sofreram na hora de irem embora.

Centenas de torcedores os cercavam, sem constrangimento.

Principalmente os do Fluminense, esmagadora maioria.

Os obrigavam a posar para fotos, faziam fila exigindo autógrafos.

Quem mais sofreu foi Jonas.

Além de tudo isso, teve de ouvir cerca de cem torcedores cantando em coro.

"O Celso (Barros, presidente da Unimed/Rio) vai te comprar....

O Celso vai te comprar..."

Umas 30 vezes seguidas.

Jonas ria, satisfeito, percebendo o interesse dos torcedores rivais no seu futebol.

Mas envergonhado de verdade ficou quando uma repórter de TV com roupa colada lhe fez várias perguntas.

Todas com voz macia e duplo sentido.

"Você comeu quantos ovos de codorna e amendoim para ter tanta fome de gols?", perguntava, libidinosa.

Jonas fugiu dela o mais rápido possível.

Tão ovacionado como Conca, só Renato Gaúcho.

Ele chegou ao evento levando sua mulher e filha.

Duas mulheres muito bonitas.

A torcida do Fluminense, querendo agradar, gritava que ele era o rei do Rio.

O técnico piscava para os repórteres, satisfeito.

Ricardo Teixeira foi aconselhado a não divulgar na festa a sua decisão de acatar os títulos brasileiros conquistados antes de 1971.

Mas a torcida do Fluminense gritou durante a entrega dos prêmios o grito de tricampeão nacional.

Pelas contas, além dos Brasileiros de 1984 e 2010, o torneio Roberto Gomes Pedrosa, de 1970.

Muricy Ramalho parecia ter esquecido toda a alegria da conquista do seu quarto brasileiro.

E disse em entrevista que ainda havia muita coisa errada no Fluminense.

Já cobrou para 2011.

Ele quer outro local para treinamento ou a troca de piso.

Tem a certeza de que o piso duro ocasionou tantas lesões no clube.

E também uma melhor sala de musculação e uma piscina aquecida para acelerar a recuperação dos atletas.

O mecenas do clube, Celso Barros, concordou.

Inclusive em contratar Richarlyson para a Libertadores.

Ao final da entrega da premiação, poucos tinham fôlego para ir dançar na festa privada.

A grande maioria queria voltar para seus hotéis e descansar.

O longo evento no Teatro Municipal foi uma massacrante e louca maratona.

Em 2011 tem mais...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Andrés poderá ser processado. Chamou o ex-goleiro Felipe de mau-caráter e de haver entregado o jogo para o Flamengo em 2009…

r71 Andrés poderá ser processado. Chamou o ex goleiro Felipe de mau caráter e de haver entregado o jogo para o Flamengo em 2009...
A raiva de Andrés Sanchez com 2010, sem a conquista sequer de um título, foi descontada em Felipe, ex-goleiro do clube que está no Braga.

Ele está na mira do alvo no centenário sem conquistas.

O presidente corintiano foi além do permitido.

Atacou de maneira incrível um jogador de futebol.

É bom que ele tenha provas.

Perguntado pela rádio Bandeirantes se o Corinthians não tinha entregado o jogo contra o Flamengo em 2009, o dirigente deu uma resposta supreendentemente triste.

'Meu Corinthians não fez, quem fez foi o mau-caráter do meu goleiro.'

A repercussão da acusação já é enorme.

O STJD deverá chamar Andrés para depor.

Para confirmar a acusação.

Naquela partida, Felipe teve um comportamento estranho.

No pênalti de Léo Moura, cobrado no meio do gol, ele nem se mexeu.

O goleiro desmentiu todas as suspeitas.

Ninguém do futebol nunca o havia acusado de maneira tão direta.

Por enquanto, seus assessores não responderam.

Mas há quem garanta que eles podem processar o presidente.

Sim, processo.

O presidente poderá ter de provar nos tribunais que Felipe entregou o jogo.

A relação entre Andrés e o goleiro sempre foi péssima.

O dirigente já disse a amigos que a maior decepção no futebol foi conviver com o jogador.

A acusação de Andrés foi grave demais.

Fica a dúvida, se ele tinha essa certeza, por que não afastou Felipe logo após a partida contra o Flamengo?

O goleiro já teve problemas graves com o ex-presidente do Vitória, Paulo Carneiro.

Mas a denúncia de Andrés não pode passar em branco.

E não vai...

Com a palavra Felipe...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

CBF perto de anunciar Fluminense tricampeão do Brasil. Talvez até hoje… E Palmeiras e Santos octacampeões brasileiros…

divulgação1191 CBF perto de anunciar Fluminense tricampeão do Brasil. Talvez até hoje... E Palmeiras e Santos octacampeões brasileiros...
Rio de Janeiro
Na festa dos melhores do Campeonato Brasileiro, marcada para hoje, no Teatro Muncipal do Rio, uma surpresa.

Há muita possiblidade de o Fluminense comemorar de verdade o tricampeonato brasileiro.

Ricardo Teixeira pode dar ainda hoje o seu aval aos títulos nacionais antes de 1971, quando começou oficialmente o Campeonato Brasileiro.

Na festa dos melhores do torneio de 2010.

Seria uma homenagem ao Fluminense campeão.

O pior que pode acontecer é anunciar que a CBF está proxima de ceder diante das evidências.

Taça Brasil e torneio Roberto Gomes Pedrosa seriam, enfim, reconhecidos.

As conquistas ficariam assim divididas entre os que mais venceram no País...

Palmeiras - oito títulos - (1960*/ 1967*/ 1967**/ 1969**/ 1972/ 1973/ 1993/ 1994)
Santos - oito títulos - (1961*/ 1962*/ 1963*/ 1964*/ 1965*/ 1968**/ 2002/ 2004)
São Paulo - seis títulos - (1977/ 1986/ 1991/ 2006/ 2007/ 2008)
Flamengo - seis títulos - (1980/ 1982/ 1983/ 1987/ 1992/2009)
Vasco da Gama - quatro títulos - (1974/ 1989/ 1997/2000)
Corinthians - quatro títulos - (1990/ 1998/ 1999/ 2005)
Fluminense - três títulos - (1970**/1984/2010)
Internacional - três títulos - (1975/ 1976/ 1979)
Grêmio - dois títulos - (1981/ 1996)
Bahia - dois títulos - (1959*/ 1988)
Botafogo/RJ - dois títulos - (1968*/ 1995)
Cruzeiro - dois títulos - (1966*/ 2003)

*Taça Brasil

** Torneio Roberto Gomes Pedrosa

Sem asterisco, os Brasileiros a partir de 1971

A pressão já era enorme na CBF pelos clubes que fizeram um dossiê de 385 páginas.

No dossiê as provas que Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa valiam como Brasileiros para todos na época: imprensa, torcida e critério de seleção para competições como Libertadores da América.

O presidente da Unimed, mecenas do Fluminense, dizia a amigos que hoje será o dia do tricampeonato nacional tricolor.

A expectativa é enorme nas Laranjeiras...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Andrés Sanchez não tem como garantir Tite no Corinthians em 2011…

gettyimages Andrés Sanchez não tem como garantir Tite no Corinthians em 2011...
Um nome saiu mais arranhado do que todos de Goiânia.

Tite.

O vexame que o Corinthians deu ao empatar com os reservas do Goiás foi um enorme golpe na moral do treinador.

Ele já está pressionado antes mesmo de começar 2011.

Andrés não tem como garantir a sua permanência no clube.

O desgaste foi além do suportável.

A situação já vinha mal.

O jogo de ontem deixou muito pior...

Dentinho empatou a partida aos 29 minutos do primeiro tempo.

E em mais de uma hora, o time não teve forças para marcar um gol.

Jogadores inseguros.

Equipe sem desenho tático para atacar.

Cada vez mais no Parque São Jorge fica forte a convicção mais óbvia do futebol brasileiro.

Tite nasceu para contragolpear.

Não para atacar.

As vitórias mais importantes dos times que comandou foram assim.

E o técnico ainda teve a coragem de colocar a culpa nos atletas.

Os diagnosticou com ansiedade.

Nunca iria assumir a falta de estratégia do time.

Não confirmaria que os jogadores não foram orientados para sair do sistema de marcação dos reservas dos rebaixados goianos.

Não.

Foi a ansiedade.

Tite fez a mesma coisa com o centenário do Internacional.

Comandou a equipe que, com ele, só decepcionou.

Andrés Sanchez, que sonhava com uma viagem até Brasília, até Lula, para mostrar o Corinthians campeão, se recolheu.

Ele sabe que deu sua palavra de que ficaria com Tite até o final da sua administração, em 2012.

Mas se os conselheiros influentes do Parque São Jorge forem levados a sério, haverá outro treinador em breve no Parque São Jorge.

A desculpa da invencibilidade de Tite não os convence.

O Corinthians empatou dois jogos fundamentais: contra os rebaixados Vitória e Goiás.

Por não ter chegado ao título e nem à segunda posição, o Corinthians disputará a fase eliminatória da Libertadores.

Algo desmoralizante para quem sonha em ser campeão da Libertadores.

De nada adianta Ronaldo correr para o vestiário e posar com uma camiseta.

Nenhum corintiano esquecerá o desperdício que foi o Brasileiro de 2010.

O título estava nas mãos.

Era um campeonato fácil para o elenco que o Corinthians tinha.

Ficou difícil quando Adilson Batista foi escolhido para substituir Mano Menezes.

E todos fingiram não ver que o desperdício de pontos tinha origem na rejeição do grupo ao técnico.

Foi preciso 17 jogos até que a diretoria desse o braço a torcer.

Mas pontos preciosos foram para o ralo.

Depois a entrega de um time ofensivo para Tite.

Não foi por acaso que o futebol de Jucilei, Elias e Bruno César caiu demais nos últimos jogos do Brasileiro.

O Atletico de Madrid não compraria Elias se ele jogasse travado como fez na rodadas decisivas.

Alguém precisa ser cobrado.

O homem que bate no peito dizendo que fez o CT e garantiu um estádio inexistente na abertura de uma Copa.

O pré-candidato à presidência da CBF...

Aquele que jura não querer ser candidato a prefeito de São Paulo, apesar da insistência de Lula...

A conta dentro do campo chegou, Andrés Sanchez...

E você não pagará sozinho, os corintianos do Brasil pagam por você.

Pagam com tristeza, desconsolo, nesta amarga manhã...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Toda mágoa do tetracampeão brasileiro Muricy Ramalho com o futebol de São Paulo…

r7 Toda mágoa do tetracampeão brasileiro Muricy Ramalho com o futebol de São Paulo...
Rio de Janeiro...

Engenhão...

Chegou a hora do desabafo.

Muricy Ramalho mostrou o quanto estava atravessado com o futebol paulista.

Com os fracassos com o São Paulo na Libertadores de 2009.

E, principalmente, com sua passagem desastrosa pelo Palmeiras.

Hoje foi a hora da vingança, de mandar recados direcionados.

Bastou um repórter perguntar porque o futebol paulista o havia perdido para o Rio de Janeiro.

"Perdeu porque não concordo com certo tipo de coisa que muitos concordam.

Contratar jogador que um ganha um pouco, o outro um outro tanto.

Contratar por interesse que não seja ganhar uma partida de futebol não combina comigo.

O momento então era de sair, procurar outro lugar.

Estava muito decepcionado com que aconteceu comigo.

Quem me conhece sabe o quanto sou honesto e trabalhador."

Muricy se recusou a falar nome de quem ganharia dinheiro com contratações.

Ficou claro que a pessoa sabe muito bem a quem ele está se referindo.

E em que clube...

Eis que surge um outro repórter e pergunta no campo sobre o momento que ganhou o elenco do Fluminense.

Como ele conseguiu que os jogadores se matassem por ele.

"Foi quando disse não à Seleção Brasileira.

Não foi nada fácil, não mesmo.

Mas eu tinha de ser leal a quem me contratou.

E aí, Deus me ajudou...

Eu precisava de uma grande compensação por ter aberto mão da Seleção Brasileira.

Deus premia a quem é honesto, trabalhador, vencedor.

Quem não faz as coisas com maldade.

E veio este título do Brasileiro.

E o Fluminense tinha de ganhar comigo, comigo."

Surge uma outra repórter e pergunta sobre a importância dos garotos do Fluminense.

"Eles foram fundamentais.

Seguraram as pontas quando tudo estava dando errado.

Tinha um monte estrelas contundidas.

Não adiantava nada.

E muita gente disse que eu só ganhava porque tinha estrelas e mais estrelas.

Ninguém presta muito atenção.

Quantos partidas eu não montei o time com jogadores que ninguém nem lembra, como o Tarta?"

Aí, alguém lembrou de Fred.

Do seu enorme jejum de gols.

"Eu quero sempre ter o Washington no meu time.

Ele é honesto, um homem trabalhador.

Cheguei nele quando vi que estava perturbado e chamei para conversar.

Não gosto disso, mas estava vendo todos os dias o monte de bobagem que ele ouvia todos os dias.

Fui claro.

Meu, está na hora de você dar uma parada.

Ir para a igreja, rezar.

Se acalmar.

Depois você volta.

Tenso desse jeito não é bom para você, nem para o time.

Ele fez o que eu falei e o resultado esta aí.

Estou muito contente pelo Fred.

Eu não desisto de quem trabalha."

A maior emoção estava reserva ao sonho que teve na madrugada de ontem.

"Eu sonhei com o Telê Santana.

Ele não falava nada.

Mas eu ia até ele e o dava um enorme abraço.

Ele sorria muito.

Foi de arrepiar.

Eu sabia que só poderia vir coisa boa hoje, depois desse sonho.

Foi especial para mim."

E uma bela cutucada ele reservava para quem deseja mudar a fórmula de pontos corridos.

"Não tem cabimento.

É a mais justa, meu.

Quem consegue ganhar mais, fica com o título.

Mas para isso é preciso trabalhar o ano inteiro.

Não tem essa história de dar gás só no final.

O Fluminense só foi campeão porque trabalhou demais.

Eu tenho quatro Brasileiros porque trabalhei muito.

Abri mão dos meus três filhos maravilhosos, da minha companheira.

Tive uma meta e o resultado taí.

Ninguém pode questionar."

Enquanto falava, Muricy percebeu o ex-presidente Roberto Horcades querendo se aproximar.

O técnico foi duro com ele.

"Deixa eu acabar que depois você fala por duas horas, presidente."

Dito e feito.

Só quando estava satisfeito, Muricy se livrou dos repórteres que o cercavam.

E avisou Horcades.

"Pronto: agora as câmeras são todas suas.

Pode falar à vontade."

Esse é Muricy Ramalho, tetracampeão brasileiro.

Alguém muito magoado com o futebol de São Paulo...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Com todo sofrimento e mais um prêmio de R$ 1,5 milhão: Fluminense campeão do Brasil…

divulgação10 Com todo sofrimento e mais um prêmio de R$ 1,5 milhão: Fluminense campeão do Brasil...
Rio de Janeiro...

Engenhão...Foi um sofrimento.

O Fluminense jogou taticamente errado.

Parte da torcida vaiou no intervalo.

Muricy Ramalho, tenso, esteve perdido durante todo o primeiro tempo.

Os apedrejados reservas do Guarani tiveram o auxílio dos nervos, da insegurança do time carioca, que refletia na torcida.

Vagner Mancini tratou de marcar o único jogador criativo do Fluminense e o time parou, não andou.

O desespero passou do time para a torcida.

O medo de um vexame histórico no Engenhão era enorme.

A festa já estava preparada há muito tempo.

A Unimed havia prometido a singela contribuição de R$ 1,5 milhão de premiação.

E até o intervalo parecia que iria economizar o dinheiro.

Sem criatividade, inseguro, o Fluminense era facilmente marcado pelos rebaixados bugrinos.

No intervalo parte dos torcedores tentou vaiar o time.

E quase foi espancada pela maioria que preferia apoiar.

A mala branca do Corinthians estava dando certo.

Os jogadores de Campinas que rebaixaram o time para a Segunda Divisão mostravam um empenho que
deveriam ter durante o Brasileiro.

Não só quando surgiu a promessa de R$ 500 mil do Corinthians.

Mas o jogo continuou e a sorte corrigiu o grave erro de Muricy.

Júlio César se contundiu e ele foi obrigado a acabar com os três volantes.

E ele trocou a insegurança pela famosa estratégia “vamos que vamos”.

Colocou Washington e seu time ficou com três atacantes.

Conca, cansado demais, por jogar todas as partidas do Brasileiro.

Acabava, sem querer, facilitando a marcação campineira.

Sobrava Diguinho uma obrigação que era acima da sua capacidade: armar o time.

Quando a situação estava ficando caótica, coube à providência ajudar.

Carlinhos foi para a linha de fundo e cruzou.

Washington desviou de cabeça e Emerson marcou o choradíssimo gol.

Gol do título.

O improvisado Guarani não tinha forças para reagir.

O estádio inteiro sabia que o Brasileiro de 2010 estava resolvido.

Depois de 26 anos, o único time da elite a visitar o inferno da Terceira Divisão

E voltou graças a um plano de saúde.

O dinheiro da Unimed foi fundamental para a recuperação do Fluminense.

Tão importante que o plano de saúde fez o novo presidente do clube.

Mas esses são detalhes que não pesam agora.

O que interessa é que o Fluminense resgatou a sua moral de vez.

É campeão do Brasil de novo.

O sofrimento ficou para trás.

Seu torcedor já pode encarar qualquer outro sem constrangimento.

O futebol do Brasil se dobrou ao Fluminense.

Tricampeão, tricampeão, tricampeão, gritou a torcida que contabilizou não só o de 1984, como o de 1970.

Hoje o tricolor pode tudo.

Inclusive cobrar do presidente Lula a visita que ele havia prometido ao Corinthians se o seu time fosse campeão.

Quem ganhou foi o Fluminense.

Prepare o sorriso amarelo, presidente...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7