Hernanes há um ano e meio valia R$ 62 milhões para o São Paulo. E hoje, vale R$ 12 milhões…

soberbo Hernanes há um ano e meio valia R$ 62 milhões para o São Paulo. E hoje, vale R$ 12 milhões...

Hernanes é um fenômeno inexplicável.

A cúpula do São Paulo já se reuniu com Muricy Ramalho.

Agora é com Ricardo Gomes.

Querem saber o que aconteceu com o futebol maravilhoso do jogador.

Em 2008 ele foi disparado o melhor atleta no País.

Deslumbrava torcedores do São Paulo e adversários.

Juvenal Juvêncio esfregava as mãos pensando no grande lucro que teria com o jogador.

E teria um gostinho especial, já que Hernanes fez dois testes para atuar no Corinthians e foi dispensado.

O Barcelona ofereceu 14 milhões de euros pela nova maravilha do futebol brasileiro.

Mais de R$ 35 milhões.

Empresários do Milan, Manchester United e CSKA visitaram Juvenal.

O  presidente do São Paulo não abria mão de um número.

Tirado de onde, só ele pode dizer.

"Não vendo o Hernanes por menos de 25 milhões de euros", avisava o dirigente.

Ele pretendia mais de R$ 62 milhões pelo jogador.

O Barcelona não se atreveu a pagar tanto.

Juvenal avisou aos companheiros de diretoria que não tinha importância, Hernanes se valorizaria com o passar do tempo.

Só que deu tudo errado.

Hernanes não conseguiu mostrar o mesmo futebol em 2009.

Muricy Ramalho tentou colocá-lo em todas as posições do meio de campo.

Era como seu futebol tivesse sumido.

Nem com Ricardo Gomes, Hernanes foi um décimo do atleta de 2008.

Não justificou a campanha da imprensa paulista por uma convocação para a Seleção.

Tentou dar milhões de explicações.

Nenhuma delas convenceu.

Nem mesmo a ele.

Agora os dirigentes do São Paulo avisaram a empresários importantes do futebol brasileiro: por 8 milhões de euros, já dá para conversar.

Ou seja: pouco mais de R$ 20 milhões.

Mas não há no mercado ninguém disposto a pagar tanto.

Representantes do Atletico de Madrid vieram a São Paulo.

Mas levantaram o histórico do jogador e não se empolgaram em bancar tanto.

A primeira conversa não chegaria a 5 milhões de euros.

Pouco mais de R$ 12, 5 milhões.

Com a ressalva que o Atletico está estudando outras opções no mercado sul-americano. 

E não é uma proposta oficial.

Ou seja: Hernanes se tornou o atleta mais desvalorizado do País.

Se arrependimento matasse...

Douglas. O Palmeiras chegou primeiro. Ele queria vir. Mas não houve dinheiro…

muricio 926x1024 Douglas. O Palmeiras chegou primeiro. Ele queria vir. Mas não houve dinheiro...

Muricy Ramalho há quatro anos sonha com meia esquerda.

Habilidoso, canhoto.

Foram anos insistindo com a diretoria do São Paulo.

Mais meio ao tentando convencer os dirigentes palmeirenses.

Chegou aos seus ouvidos o descontentamento de Douglas no Emirados Árabes, exposto aqui no blog, em exclusiva.

Muricy admira o jogador desde os tempos de Criciúma, antes mesmo de ir para o São Caetano.

O treinador insistiu com a diretoria tricolor, mas a corintiana foi mais rápida.

Muricy sabia que Douglas saiu do Corinthians sem vontade de ir aos Emirados Árabes.

E ficou na espreita.

Avisou os dirigentes do Palmeiras.

A proposta palmeirense foi a primeira a chegar ao Al Wasl.

Mas de empréstimo.

O clube paulista tem sérios problemas financeiros.

E a Traffic não investe em jogador de mais de 23 anos.

Douglas está a caminho dos 28 anos.

O jogador estava muito propenso a atuar no Palesta Itália sob o comando de Muricy.

Mas Flamengo e Grêmio chegaram logo depois.

E com propostas de compra de metade do passe do meia.

Os gaúchos ganharam o leilão.

A Muricy Ramalho resta outra vez o gosto frustrante de não ter o meia esquerda que sonhava.

Parece uma sina.

Discreto, ele não vai cobrar publicamente os dirigentes.

Sabe que não é de bom tom.

Até porque ele está caçando no mercado um outro meia.

Quem sabe esse outro jogador o Palmeiras possa pagar?

Kléber está cansado da bigamia. Escolheu o Cruzeiro. E quer esquecer outros amores verdes…

klebers Kléber está cansado da bigamia. Escolheu o Cruzeiro. E quer esquecer outros amores verdes...Kléber marcou três gols na estreia do Cruzeiro no Campeonato Mineiro.

Essa é a manchete de jornais, sites, rádios e televisão.

Mas há muito mais além dos gols.

Antes dos gols diante do Uberlândia, houve o pênalti desperdiçado.

As vaias dos torcedores cruzeirenses que não se conformam com histórias diárias sobre o Palmeiras.

Depois Kléber marcou três vezes, e todos tiveram de se render.

Mas há algo que os torcedores e as diretorias de Palmeiras e Cruzeiro precisam saber.

Kléber se cansou dessa indefinição.

Cobrou seu empresário.

Se cansou.

Quer ficar com a cabeça em um só lugar.

No time que está pagando religiosamente os seus salários.

E jogar pelo Cruzeiro no primeiro semestre.

Ele sabe que a esperança de atuar no Palestra Itália acaba sendo alimentada por seu próprio empresário.

Quando ele conversa com Belluzzo e diz que há chances, joga contra o projeto da Libertadores do Cruzeiro.

E desafia Zezé Perrella.

O presidente do Cruzeiro já se cansou dessa história e deu a palavra a Kléber que não o venderá por menos de R$ 20 milhões.

Como o Palmeiras anda pedindo dinheiro emprestado a bancos para sanar sua vida financeira, não há como bancar a contratação.

O plano imaginado por Cipullo de compra de parte dos direitos federativos não tem sentido.

Por que o Cruzeiro irá liberar o atacante em que mais confia?

Às vésperas do início da Libertadores.

Por quê?

Só para agradar ao Palmeiras?

Ninguém colocou uma arma na cabeça de Kléber para assinar o contrato com o Cruzeiro.

Pelo contrário.

Seu empresário dizia ser o melhor caminho.

Kléber se cansou e quer cumprir o papel onde colocou sua assinatura.

Sua esposa jornalista também o aconselhou a parar com essa história de dois amores.

E ele abriu mão do Palmeiras.

Vai tentar ser o mais feliz possível no Cruzeiro.

E já avisou seu incendiário empresário...

O estranho revezamento que só fragiliza o São Paulo…

confusso O estranho revezamento que só fragiliza o São Paulo...

"O mais importante é a Libertadores."

Essa é a desculpa mais fácil de usar no início deste ano, quando o time não rende no estadual.

O primeiro a utilizá-la foi Ricardo Gomes.

Depois de mais uma pífia participação do São Paulo.

Jogou com nove reservas.

O esquema foi o que deseja implantar de vez no Morumbi, o 4-4-2.

Mas outra vez foi uma decepção.

Já havia perdido para a Portuguesa.

O Mirassol fez até gol de letra e merecia ter saído do estádio com os três pontos.

Só não venceu por uma jogada sensacional de Richarlyson, o jogador mais perseguido do futebol brasileiro.

Mais uma vez ele comemorou seu gol com raiva das vaias dos próprios torcedores são-paulinos.

E desviou o foco.

A verdade é que Ricardo Gomes optou por um caminho estranho, que desperta preocupação até na diretoria do clube.

O técnico pretende insistir no revezamento.

De atletas, de peças.

Como se não fossem eles que atuassem nesse novo esquema.

Ricardo não manterá nem equipe base nessas primeiras partidas do Campeonato Paulita.

Ou seja: o esquema é diferente, precisa ser treinado, exercido contra adversários de verdade.

Mas com um time só.

Não por duas equipes divididas, com jogadores que nem decoraram os nomes dos companheiros.

Houve várias contratações.

Os atletas estão desentrosados.

Inseguros.

O time se mostra frágil diante de adversários com potencial duvidoso.

As surpresas são comuns no início do ano.

Os times pequenos estão treinando há mais tempo.

Só que, se Ricardo Gomes continuar nessa filosofia, de colocar todos para jogar, como se fosse uma peneira, o São Paulo  continuará exposto às derrotas e não terá o entrosamento sonhado na Libertadores.

Está muito difícil entender o que pretende o comandante tricolor.

Algo importante, no entanto,  ele já conseguiu: preocupar quem manda no futebol do clube.

Bastaram duas partidas em 2010.

E, por mais que o presidente Juvenal Juvêncio despreze o torneio de seu inimigo Marco Polo del Nero, ele quer entender o que se passa.

Entender esse revezamento sem sentido.

E Juvenal não está sozinho...

Roberto Carlos foi tudo ontem no Corinthians. Menos Roberto Carlos…

erasmo Roberto Carlos foi tudo ontem no Corinthians. Menos Roberto Carlos...

Roberto Carlos não foi Roberto Carlos contra o Bragantino.

Mano Menezes foi mais prudente do que se poderia supor.

O técnico escalou Jorge Henrique para marcar o lateral direito do time interiorano.

Tcheco deveria travar as jogadas armadas pelo lado esquerdo corintiano.

Ralf também tinha de fechar a intermediária esquerda.

E mesmo assim, Roberto Carlos foi proibido de passar pela linha de meio de campo.

Ele foi um lateral dos anos 60, que só tinha de marcar o ponta direita.

Ao não atacar, ele ficava até constrangido, tenso.

Mas tinha de obedecer a ordem do treinador.

Como o Bragantino não tem ponta direita há mais de 20 anos, Roberto Carlos ficou guardando posição.

Deu seus carrinhos tradicionais.

E chute a gol só em uma cobrança de falta.

Sacrificado taticamente e lento por natureza, Tcheco passou a ser vaiado pela torcida.

Enquanto isso, Roberto Carlos foi sentindo caimbras.

E saiu de campo sob aplausos.

Muito mais respeitosos do que entusiasmados.

Mano Menezes conseguiu preservar Roberto Carlos.

E será assim enquanto ele não tiver confiança que o veterano jogador poderá ser lateral dos anos 2000.

Com liberdade e fôlego para atacar e defender.

Isso vai demorar.

Roberto Carlos não será exposto.

Não será desvalorizado, de maneira alguma.

Enquanto isso, os outros jogadores do Corinthians terão de se desdobrar.

Mas eles estão acostumados.

Já fizeram isso em 2009 por Ronaldo.

Agora será pelo atacante e por Roberto Carlos.

Será que o jogador que estreou ontem era mesmo Roberto Carlos?

Santos 1 Ponte Preta 1. Vila Belmiro. Giovanni é o ou não é muito pouco?

santoss Santos 1 Ponte Preta 1. Vila Belmiro. Giovanni é o ou não é muito pouco?

Ficou mais claro para os dez mil santistas que foram para a Vila Belmiro hoje.

E deixaram o estádio desapontados.

O empate em 1 a 1 contra a Ponte Preta, em casa, foi a antítese do jogo contra o Rio Branco.

Os que pulavam animados com a goleada por 4 a 0, também em casa, no Pacaembu, graças às inversões típicas da Federação Paulista de Futebol, pararam para pensar.

Dorival Júnior precisa demais que o presidente Luís Álvaro confirme os R$ 40 milhões de investimento em jogadores.

Foi essa promessa que animou Dorival Júnior.

A partida de hoje, mesmo com a entrada do Messias, do Enviado dos Céus, do Jason chamado Giovanni mostrou as poucas opções santistas.

A bem da verdade, os talentosos Neymar e Ganso não têm com quem jogar.

E por isso tentam resolver todas as bolas que recebem sozinhos.

Isso ficou manjado.

E mesmo com a defesa da Ponte Preta insistindo em fazer faltas na entrada da área, nem assim o Santos conseguiu vencer.

Para espantar a frustração, vários torcedores ficaram xingando o jovem goleiro Felipe.

Ele realmente falhou no gol de empate dos campineiros.

Saiu muito mal.

Mas os defeitos do Santos vão muito além do esforçado Felipe.

O Campeonato Paulista está cumprindo a sua função: mostrar o quanto os clubes grandes estão despreparados para o que virá pela frente.

O Santos é sim, um caso grave.

E não há nenhum demérito em reconhecer que só esperança, camisa gloriosa e fotos na parede não resolvem...

Santos e São Paulo ganham neste troca-troca…

balance Santos e São Paulo ganham neste troca troca...

Poucas vezes as diretorias do São Paulo e do Santos estiveram tão conscientes.

A troca por um ano entre Arouca e Rodrigo Souto consegue ser boa para os dois clubes.

A começar pela situação de Rodrigo.

Ele ganha salários muito altos e tem mercado.

Está deixando a Vila Belmiro depois de ótimos serviços prestados e ainda trará uma jovem promessa do futebol brasileiro.

Ricardo Gomes está ávido, precisando de um líder para o seu time.

Do gol, Rogério Ceni tem um poder de atuação muito limitado.

Rodrigo poderá correr pelo campo todo.

Acalmar e orientar jogadores que têm mostrado uma grande aptidão para sumir nos momentos decisivos.

Uma palavra de incentivo, uma cobrança na hora certa podem manter desperto durante toda a partida Hernanes.

A orientação na hora de um escanteio pode fazer com que Jorge Wagner salve um gol adversário.

Washington talvez fique mais calmo na cara do gol com alguém dizendo dentro do campo que acredita nele.

Rodrigo Souto chega no melhor momento possível, às vésperas da Libertadores.

E a troca também pode salvar a carreira de Arouca.

Ele chegou com toda a moral no Morumbi.

Havia vários outros candidatos ao seu futebol que chegou a ser empolgante no Fluminense.

Mas as cobranças e a falta de confiança generalizada com jovens atletas que chegam do Rio acabaram por desmotivá-lo.

Terminou um mero coringa reserva.

Entrava em todas as posições.

Não era dono de nenhuma.

Dirigentes se queixavam do investimento mal feito.

Ele suportou tudo calado demais.

Não procurou ninguém, não pediu explicações.

Simplesmente aceitou tudo de cabeça baixa.

Suas tranças quase raspavam no chão de tanto desgosto.

A troca é por um ano.

Mas deverá tirar definitivamente Rodrigo Souto do Santos, já que seu contrato termina no final deste ano.

Já Arouca ainda terá a opção de poder voltar ao São Paulo.

Ou fazer da Vila Belmiro a sua casa.

Já que Dorival Júnior é apaixonado por seu futebol e montará o cenário para que repita suas ótimas atuações no meio de campo.

Ele terá uma posição só dele à sua espera.

Com o direito de poder jogar algumas vezes mal.

A troca reforça os dois clubes.

Perfeito.

Tomara que no ajuste final dos empresários, hoje à noite, a ganância de um deles não atrapalhe tão bom negócio...

E ainda dá fôlego a duas carreiras.

Três vão correr para a primeira noite no Corinthians de Roberto Carlos. O Silvio Caldas da Zona Leste…

silvio Três vão correr para a primeira noite no Corinthians de Roberto Carlos. O Silvio Caldas da Zona Leste...

Nada como o primeiro cinema.

O primeiro jantar.

 O primeiro beijo.

Como a primeira noite...

Para que Roberto Carlos tenha direito a uma lua de mel na sua estreia às 22h, no Pacaembu, Mano Menezes tratou de ser o melhor hostess possível.

Colocará Ralf, Tcheco e Jorge Henrique para marcarem pelo jogador que completará 37 anos daqui três meses.

Se Giovanni é tratado como o Jason da Praia Grande, Roberto Carlos é o Silvio Caldas da Zona Leste.

Como o excelente cantor fez dezenas de despedidas do futebol, o lateral já teve festa de despedida do Real Madrid e do Fenerbahce.

Sonha com a sua da Seleção Brasileira e a do Corinthians.

Mas ele tem dois anos para justificar a fama.

Mostrar que tem vigor físico para ser o lateral canhoto que Mano Menezes tanto precisa.

Por isso o privilégio tático nessa estreia.

Ele terá todo o respaldo para atacar à vontade o Bragantino.

O desejo de Mano Menezes é criar logo a empatia e raspar ainda a tinta verde com que alguns ainda olham para Roberto Carlos.

A sua ligação com o Palmeiras foi forte e vitoriosa.

Mas o privilégio, de ter três jogadores fechando o lado esquerdo para que possa dar seus chutes fortes, tem prazo de validade.

O Corinthians não poderá jogar em função de Roberto Carlos.

Ele é vivido, inteligente.

Sabe disso.

A noite de hoje é exceção, festa.

Ele com seu irmão Ronaldo querem fazer desta quarta-feira, uma noite de carnaval antecipada para a Gaviões da Fiel.

Mas tudo o que acontecer hoje é ilusão.

Quando começar a Libertadores, sonho maior, o time precisará voltar à realidade.

Para ser feliz no centenário, ninguém poderá ser mais importante do que o time, a estratégia competitiva.

Ninguém.

Nem mesmo o Silvio Caldas da Zona Leste.

Mas a noite é de festa, de fantasia.

Aproveitem corintianos...

A saída pela porta dos fundos do pentacampeão Edmílson do Palmeiras…

porta A saída pela porta dos fundos do pentacampeão Edmílson do Palmeiras...

A saída pela porta dos fundos não deveria ser para todos.

Como é típico das contratações que Luxemburgo faz, ele disse que estava trazendo o líder que faltava ao Palmeiras.

Pentacampeão do mundo, jogador do Barcelona, Lyon, Villarreal, São Paulo.

Edmílson seria o grande líder que conduziria o time na Libertadores.

Luxemburgo discursou, prometeu que a versatilidade dele seria fantástica.

Durante a mesma partida ele seria zagueiro, volante, meia.

Um fenômeno.

Faz exatamente um ano que o técnico fez essas promessas.

Edmílson não as negou.

Pelo contrário.

Disse que tudo o que havia vivido na Europa  ainda acrescentaria à visão de como formar um time campeão.

Como orientar os mais jovens.

Como dar o exemplo.

A diretoria batia palmas entusiasmada.

Só que, infelizmente, para o Palmeiras, Edmílson foi uma caricatura de Edmílson do Barcelona.

O jogador se mostrou lento, sem forças para a vibração que desejava passar.

Luxemburgo já havia ficado constrangido com as atuações do volante pentacampeão.

Assim como Muricy Ramalho.

A situação era constrangedora.

Como afastar o jogador de tão boa índole?

Porque vontade não faltava.

O que Edmílson não teve foi condição física de colocar em prática tudo o que combinava com os treinadores.

E com os próprios companheiros de time.

Quantos gols o Palmeiras não tomou por falta de velocidade dele, peça chave no esquema?

De maneira silenciosa, o jogador percebeu o desinteresse no Palestra Itália por ele.

Pouco importa que tinha contrato até o final deste ano.

Teve a dignidade de chamar os dirigentes e pedir para ir embora.

Sem escândalo, sem briga por mais dinheiro.

Sem nenhum torcedor pedindo para ele ficar.

Muito pelo contrário.

Edmílson tem tudo para se tornar um grande treinador.

Visão de jogo, personalidade e maneira de tratar os companheiros.

Tudo leva para a nova carreira.

Como jogador de time de ponta, de equipe que dependa dele, a situação se complica.

O Atlético Mineiro, com Luxemburgo, mostra estar com portas abertas a ele.

Mas Edmílson mesmo deveria pensar 30 vezes antes de dizer sim.

Financeiramente ele já está resolvido.

Ele não pode deixar o ego atrapalhar.

Se não puder ser o jogador que todos esperam, não deveria manchar sua carreira que foi tão vitoriosa.

Não um atleta com a índole tão decente como a de Edmílson...

A primeira preocupação grave de Dunga para a Copa da África: Kaká…

kaka A primeira preocupação grave de Dunga para a Copa da África: Kaká...

Dunga está sabendo.

E está muito preocupado.

O médico Runco também.

"Justo ele?", desabafou o auxiliar Jorginho a um amigo no litoral norte paulista.

A Comissão Técnica Brasileira já tem o seu primeiro motivo para tensão em 2010.

A pubalgia de Kaká.

O jogador está sentindo fortes dores na região pubiana, logo abaixo do umbigo.

E ela tem prejudicado demais o seu rendimento no Real Madrid.

Ele não consegue se movimentar, chutar com precisão.

Dói com qualquer esforço.

Muito provavelmente esse seja o motivo do seu desempenho mediano no Real e seus minguados quatro gols.

"A pubalgia é uma das lesões mais traiçoeiras para o atleta de futebol", costuma dizer Runco.

Quando Jorginho desabafou, perguntando 'justo ele?', o auxiliar de Dunga sabia do que estava dizendo.

O jogador é capaz de suportar calado as fortes dores da contusão.

A lesão de Kaká tem várias implicações.

Ele e Cristiano Ronaldo foram contratados para serem as grandes estrelas do time galáctico do Real Madrid.

A pubalgia costuma atacar atletas submetidos a excesso de esforço, de exercícios.

As dores são absolutamente subjetivas.

Não existem aparelhos no mundo capazes de medir a intensidade dessas dores.

Ou seja: um médico pode achar que o jogador tem condições de entrar em campo, e ele estar se contorcendo de dor.

Ou pior, o atleta fingir estar bem e enganar o médico.

Tudo é muito mais problemático diante da personalidade de Kaká.

Se fosse qualquer outro atleta, ele pensaria primeiro nele e abandonaria treino e jogos ao menor sintoma de dor.

A Comissão Técnica brasileira teme que, por senso de responsabilidade, o meia esteja indo além do recomendável, jogando no sacrifício.

Afinal, o clube espanhol gastou 65 milhões de euros, cerca de R$ 164 milhões com ele.

Kaká tem de justificar o investimento.

A situação é complicadíssima.

Seu futebol não tem empolgado ninguém.

Todos comentam em voz baixa sobre a pubalgia.

Mas uma operação de púbis agora colocaria o Campeonato da Espanha e a Liga dos Campeões da Europa em risco.

A recuperação leva em média de dois a três meses para o atleta voltar aos gramados.

Se precisar operar mais tarde, digamos em abril, como ficará a Copa do Mundo para Kaká?

Kaká terá 28 anos durante o Mundial.

Estará no seu auge como jogador.

Dunga precisa dele como seu grande líder em campo.

Na Copa de 2002, ele atuou apenas 19 minutos contra a Costa Rica.

Na de 2006, o jogador foi uma sombra do que se esperava dele, fracassou com o restante do time.

A 'Copa de Kaká' seria esta, a de 2010 na África.

A Comissão Técnica da Seleção Brasileira não pode interferir no Real Madrid.

Se pudesse, o caso já teria uma solução.

Ou o tratamento intensivo, com afastamento dos gramados.

Ou a temida operação.

De uma maneira ou outra, tudo o que Real Madrid e Kaká não podem fazer é arrastar a situação.

Levá-la para o Mundial.

A pubalgia é uma das contusões mais comuns e complicadas do futebol moderno.

E não perdoa ninguém.

Nem Kaká.

É bom ele saber...