A desilusão de Rogério Ceni. O último são-paulino de verdade no Morumbi…

Agencia Estado27 A desilusão de Rogério Ceni. O último são paulino de verdade no Morumbi...
Uma pessoa no São Paulo ficou revoltada com o 4 a 1 do Fluminense.

Só uma.

Não, não foi o presidente Juvenal Juvêncio.

O dirigente que garantiu que o São Paulo não é clube de entregar jogo.

Nem Paulo César Carpegiani.

Ele sabe que seu elenco, mesmo jogando sério, já precisa ser reformulado.

Ainda mais não querendo ajudar o Corinthians.

Quem não se conforma até hoje com a goleada tem nome e sobrenome.

Rogério Ceni.

Aos 37 anos, ele ficou envergonhado de verdade.

Com o corpo doído de tanto tomar boladas tentando evitar um vexame maior, ele era a imagem da revolta, da tristeza.

Calado para evitar deixar o ambiente insuportável, ele mostrou sua revolta.

Sabe muito bem o potencial dos seus companheiros de clube.

Treina com eles todos os dias.

Tem a noção de jogar em uma equipe que tem potencial tão fraco para ser goleado pelo Fluminense.

Sabe que o que aconteceu em Barueri foi fora do normal.

Não vai acusar ninguém.

Foi uma questão de inconsciente coletivo.

Ou talvez consciente mesmo.

Ninguém tem condições de afirmar sem ser leviano que o São Paulo entregou a partida.

Entrou para perder, para ser goleado pelo Fluminense.

Mas uma equipe que luta no primeiro tempo e no segundo abre mão do jogo, passa a marcar à distância.

Tem duas expulsões infantis.

É estranho.

Tudo foi muito estranho.

Pequeno para a história do São Paulo.

Menos o comportamento de Rogério Ceni.

Antes, durante e depois da partida.

Foi o único são-paulino revoltado com a derrota.

O corpo estava dolorido.

Mas a alma muito mais.

Com a inteligência acima da média, beirando a prepotência, ele sabe muito bem o que aconteceu.

Só que não pode abrir a boca.

Fiel até a medula ao clube que ama, deixa sua revolta para as pessoas mais próximas.

Vai encerrar a carreira e nunca vai expor o que realmente percebeu no domingo negro em Barueri.

Quando teve de buscar a bola quatro vezes nas suas redes.

E acompanhou a sua torcida vibrar com os gols do adversário.

Acompanhou dirigentes são-paulinos com camisas dos jogadores do Fluminense no vestiário.

Ninguém irritado, revoltado.

Apenas ele.

Rogério Ceni foi o único são-paulino de verdade.

O que não aceita a derrota.

O que tem vergonha de ser goleado por um time no máximo do mesmo nível.

Para não escrever com nível inferior.

4 a 1 para o Fluminense foi demais.

Esse jogo manchou a carreira de muita gente.

Menos a de Rogério Ceni.

Ele se salvou, nesse domingo, de tanta falsidade...

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Tensão no Corinthians. Ronaldo tem pouquíssimas chances de jogar contra o Vasco. E agora?

gettyimages381 Tensão no Corinthians. Ronaldo tem pouquíssimas chances de jogar contra o Vasco. E agora?

Muita tensão no Parque São Jorge.

Os médicos já avisaram que são mínimas as chances de Ronaldo jogar contra o Vasco.

Talvez nem contra o Goiás.

Muita chance de voltar a campo só em 2011.

O princípio de estiramento na coxa direita que sofreu contra o Vitória inchou.

Bruno Mazzioti, fisioterapeuta que Ronaldo incorporou à comissão técnica corintiana, conhece o jogador desde 2003.

E é o mais preocupado com o curto tempo até a partida contra o Vasco.

A cansada musculatura do atacante de 34 anos não reage bem.

O fato de não ter aceito substituções em seis jogos seguidos pesou para agravar o quadro.

O medo de Tite é imenso.

Ele percebeu o quanto Ronaldo se tornou fundamental psicologicamente para o grupo.

Há uma dependência do time em relação ao atacante.

Suas palavras pesam mais do que as de qualquer treinador.

Os atletas se sentem mais seguros com ele no time.

Mesmo jogando apenas nove partidas no Brasileiro, o atacante estava presente nestes últimos sete.

E com ele em campo, o Corinthians não perdeu.

Foram seis vitórias e três empates.

"O time se sente muito confiante quando ele está em campo.

E a gente percebe o quanto o time adversário fica preocupado", deixa escapar Roberto Carlos.

Por mais que o Corinthians possa ganhar em agilidade com Jorge Henrique e Dentinho na frente, o clima é quase de luto no Parque São Jorge.

A ordem passada para os médicos é de segurar a informação até domingo.

Não deixar o desânimo tomar conta.

Ainda mais sabendo que o Palmeiras colocará os reservas dos reservas contra o Fluminense.

E que o último adversário do Fluminense, o pobre Guarani do confuso Mancini, está praticamente rebaixado.

Ronaldo já seria figura importante no show que Leonardo fará amanhã no Parque São Jorge.

Depois da cachaça, o departamento de marketing corintiano lançará a carne Corinthians.

Serão cortes especiais destinados aos torcedores.

"Carne bovina, não suína.

Não iríamos homenagear o nosso rival", brinca Luiz Rosenberg, se referindo ao Palmeiras.

O vice de marketing corintiano é uma das únicas pessoas a sorrir no Parque São Jorge.

Todos estão tensos, preocupadíssimos com Ronaldo.

Com a chance de passar o ano do centenário sem qualquer conquista.

Torcedores rivais já brincam na internet dizendo que até Viola foi eliminado de A Fazenda.

Enquanto isso, sabendo o quanto seria fundamental nessas duas rodadas, Ronaldo faz tratamento intensivo.

Ele mesmo se mostra preocupado.

Não dá garantia que o seu sofrido corpo suportará voltar a campo no domingo.

Mas garante que, mesmo se não puder jogar, ficará com o grupo.

Sabe da sua importância, o quanto é respeitado, ouvido.

E, principalmente, tem a noção do fracasso que seria o Corinthians passar 2010 em branco.

Sem conquista alguma.

Picanha, maminha e cachaça não vão compensar...

Foi confirmado. Ronaldo não enfrenta o Vasco.

E as chances de jogar contra o Goiás também não são boas...

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A tristeza corintiana por depender do Palmeiras de Luiz Felipe Scolari…

gettyimages29 A tristeza corintiana por depender do Palmeiras de Luiz Felipe Scolari...
"Vai ter jogo domingo?"

A pergunta em tom de gozação mostra o quanto Felipão está preocupado com o Fluminense.

Todo o planejamento da semana leva em consideração a partida de quarta-feira (24).

O que interessa a ele, ao Palmeiras, é a partida da Sul-Americana.

O Palmeiras jogará no Pacaembu contra o Goiás.

O time precisa só de um empate para chegar à final da competição internacional.

E depois lutar contra LDU ou Independiente para garantir a Libertadores de 2011.

O técnico tem livre-arbítrio para escalar quem quiser.

E ele repetirá a dose diante do Atlético Mineiro no último domingo.

Reservas dos reservas contra o Fluminense.

O Corinthians que se lasque.

Não é mesmo problema de Scolari ou de qualquer palmeirense.

A cúpula corintiana lamenta demais o problema de saúde de Belluzzo.

O presidente afastado do Palmeiras tem uma grande amizade com Andrés Sanchez.

O dirigente corintiano faria um apelo para que Belluzzo colocasse o Palmeiras titular.

A proximidade entre Andrés e Belluzzo permitiria um pedido desses.

Andrés não deu sorte.

O presidente afastado do Palmeiras, para se recuperar de cirurgia cardíaca, não pode interferir nesta fase aguda do Brasileiro.

Não há a menor sintonia entre Andrés e Palaia.

Scolari fará o que deseja.

Se ganhar do Goiás, preservará seu time para as finais da Sul-Americana.

Se perder o jogo de amanhã, deverá antecipar férias de atletas importantes para 2011, como Kleber, Marcos Assunção e Lincoln.

Por mais que doa à alma de Andrés Sanchez, ele não tem como cobrar o rival.

Só torcer desesperadamente para que algo muito errado aconteça com o líder Fluminense.

O que será difícil demais acontecer no próximo domingo.

Até os dirigentes corintianos contabilizam três pontos para os cariocas.

A esperança é pensar no que oferecer para o Guarani na última rodada.

Do Palmeiras, o Corinthians não espera nada...

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O Internacional salvou a honra do futebol brasileiro…

agencia estado84 O Internacional salvou a honra do futebol brasileiro...

Até a direção do Grêmio ficou chocada.

Renato Gaúcho e seus jogadores, idem.

Todos tinham certeza de que o Internacional iria perder para o Botafogo.

Afinal, o time colorado iria ajudar e muito aos rivais gremistas na luta pela quarta vaga da Libertadores.

Se um time brasileiro não vencer a Sul-Americana, ela estará à disposição.

No ano passado, o Grêmio foi derrotado pelo Flamengo na fase decisiva do Brasileiro.

O resultado foi terrível para o Internacional, que acabou vice campeão.

Só que neste ano, os comandados de Celso Roth se desdobraram.

Buscaram o resultado.

Correram, se desdobraram.

Travaram o time de Joel Santana.

Venceram por 2 a 1.

Abriram caminho para o time de Renato Gaúcho.

Entre os dirigentes do Inter, a sensação de ter dado 'um tapa de luva de pelica' nos gremistas.

A ordem partiu de quem manda no futebol do clube, Fernando Carvalho.

Não só neles.

O tapa também acertou os clubes brasileiros como um todo.

No campeonato de pontos corridos é muito fácil abrir mão do mais sagrado no futebol.

Virar as costas para a vitória.

Quem está fazendo isso tem consciência.

O torcedor que comemora a derrota do seu time não está totalmente feliz.

É impossível.

Entregar uma partida envergonha, mancha a história.

Sorte que em uma rodada tão triste, o Internacional distribuiu seus tapas de pelica.

E atingiu muita gente.

Mais do que o Grêmio, seu alvo principal...

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Tite pode esquecer. Palmeiras colocará reservas dos reservas contra o Fluminense. Mas não custa aprender o hino do Goiás…

gettyimages38 Tite pode esquecer. Palmeiras colocará reservas dos reservas contra o Fluminense. Mas não custa aprender o hino do Goiás...

É bom Tite, Ronaldo e diretoria decorarem o hino do Goiás.

Só se o rebaixado clube para a Série B conseguir eliminar o Palmeiras da Sul-Americana, quarta-feira (24) no Pacaembu, o rival entrará com alguns titulares contra o Fluminense.

Se a equipe de Luiz Felipe Scolari fizer o que se espera dela, chegar à final, só reservas dos reservas joagarão contra o Fluminense no próximo domingo.

E ponto final.

Felipão e dirigentes não querem e não aceitam pressão em relação à próxima partida em Araraquara.

Se o Corinthians não conseguiu se manter na liderança do Brasileiro empatando com o Vitória, o Palmeiras é problema palmeirense.

A equipe será formada como a de ontem, que perdeu facilmente para o Atlético Mineiro por 2 a 0.

E ponto final.

Tite está desesperado com essa possibilidade.

Tanto que tentou dar sua contribuição na entrevista coletiva ontem.

Sonhava em fazer com que o Palmeiras colocasse seus titulares.

Os reservas dos reservas serão presas fáceis demais ao Fluminense.

Mesmo se acontecer o improvável, o Goiás eliminar o Palmeiras, nem assim todo o time principal enfrentará o Fluminense.

Scolari dará descanso a vários jogadores importantes como Kléber e Marcos Assunção.

Será para poupá-los para 2011.

Para o Corinthians, o cenário fica ainda pior.

O último adversário do Fluminense é o praticamente rebaixado Guarani.

O fraco time campineiro está em crise.

Vivendo sua pior fase no Brasileiro, com onze partidas sem vencer.

E o problemático treinador Mancini colocando a culpa na diretoria.

Pode até ser demitido faltando duas partidas.

Um caos.

Tite sabe de tudo isso.

E principalmente que não pode contar com o Palmeiras.

Por isso, uma contribuição a Tite.

Abaixo a letra da música que ele, Ronaldo e Andrés devem cantar na quarta-feira.

Com a mão no coração...

Eu sou Goiás Esporte Clube

Eu sou Goiás, eu sou Goiás e vou gritar

Até o peito me doer

Até perder a voz eu sou Goiás

Eu sou Goiás até morrer, eu Sou Goiás,

Eu sou Goiás de coração

Cada vez nossa torcida cresce mais

Eternamente serei Goiás

Nosso Clube é a nossa glória

A nossa garra, nossa gente, nossa história

O amor pela nossa bandeira

É para nós a maior vitória

Nosso Clube é a nossa glória

Nossa garra, nossa gente, nossa história

A vida toda eu vou torcer

Eu sou Goiás, Goiás, até morrer

Eu sou Goiás Esporte Clube

Eu sou Goiás, eu sou Goiás e vou gritar

Até o peito me doer

Até perder a voz eu sou Goiás

Eu sou Goiás até morrer

Eu sou Goiás, eu sou Goiás de coração

Cada vez nossa torcida cresce mais

Eternamente serei Goiás.

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O vexame do São Paulo em Barueri. O Campeonato Brasileiro não merecia. O time jogou, mas contra o Corinthians. Não contra o Flu. Foi patético…

gettyimages54 O vexame do São Paulo em Barueri. O Campeonato Brasileiro não merecia. O time jogou, mas contra o Corinthians. Não contra o Flu. Foi patético...
No final da partida, cenas surreais.

Marco Aurélio Cunha todo feliz com a camisa de Deco.

A torcida do Fluminense gritando "São Paulo, São Paulo, São Paulo".

A do São Paulo vibrando: "É campeão: Muricy. É campeão: Muricy".

Dentro do gramado uma partida muito estranha.

O São Paulo foi facilmente envolvido pelo Fluminense.

Fácil demais.

A marcação dava espaço para o Deco, Fred, Washignton e, principalmente, Conca.

O argentino fez o que quis e o que não quis.

Com toda a liberdade.

Se ele quisesse dar um autógrafo antes de dar um passe ou um chute, daria tempo.

Quem tentava compesar a maneira estranha com que seus companheiros atuavam foi Rogério Ceni.

Ele fez grandes defesas no primeiro tempo e no começo do segundo.

O engraçado foi quando Washington desperdiçou pelo menos quatro chances e as duas torcidas pediram a sua saída.

Estava claro que a do São Paulo queria deseperadamente perder o jogo.

Mas tudo despencou com a saída de Miranda.

E as expulsões de Xandão e Richarlyson tornaram o jogo impossível.

O Fluminense conseguiu uma goleada impiedosa.

4 a 1 foi até pouco demais.

Nessa altura, todos sabiam do empate do Corinthians com o Vitória.

Foi uma estranha festa das duas torcidas.

Quase dos dois times.

Foi triste o que aconteceu.

O São Paulo não justificou sua história, sua tradição.

Agiu como se o mais importante fosse prejudicar o rival que lhe tomou a abertura da Copa de 2014.

Estava nítido demais que o time não se importou em perder o jogo.

Pelo contrário, até.

Só Rogério Ceni estava revoltado.

Tudo muito triste.

O Fluminense que não tinha nada a ver com isso, aproveitou a oportunidade.

Ter o São Paulo com uma marcação mais frouxa do que de irmão mais velho em caçula.

Quase pedindo para tomar os gols.

E as duas torcidas unidas comemorando.

Tudo muito triste...

Semana que vem será a vez do Palmeiras e seus reservas?

Hoje eles facilitaram a vida do Atlético Mineiro...

Pobre Campeonato Brasileiro...

Sorte do Fluminense de Muricy, que está com as mãos na taça.

Ah se o Chicão ainda estivesse vivo e fosse volante do São Paulo hoje...

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A falta de coragem de Tite tirou a liderança do Corinthians na Bahia. Ele antecipou o Natal e já deu o presente a Muricy Ramalho…

gettyimages232 A falta de coragem de Tite tirou a liderança do Corinthians na Bahia. Ele antecipou o Natal e já deu o presente a Muricy Ramalho...
A falta de timing de Tite foi impressionante.

O jogo estava empatado em Salvador, o Fluminense acabava de marcar 2 a 1.

E ele tirou Henrique e colocou Paulinho.

Com o time precisando vencer, ele tira um atacante e coloca um volante?

Resultado: com apenas Iarley se debatendo na frente como um peixe recém-pescado, o Corinthians perdeu todo seu potencial ofensivo.

Deve o empate que conseguiu a Júlio César, que fez duas excelentes defesas, saindo nos pés dos atacantes do Vitória.

O Corinthians mostrou sua total dependência no momento decisivo de Ronaldo.

Ao sentir uma pontada na coxa direita e pedir substituição, ele quebrou a confiança e autoestima da equipe paulista.

O time perdeu a referência.

Mesmo gordo, a sua personalidade o técnica, que terá até morrer, se destacavam.

Foi ele quem deixou Danilo na cara de Viáfara.

Ele obrigou o meia a marcar seu primeiro gol no Campeonato Brasileiro.

A partida se encaminhava tranquila, com o Corinthians montado para o contragolpe, como gosta Tite desde que nasceu.

Só que veio a contusão de Ronaldo.

Os jogadores do Vitória e a velha raposa Antônio Lopes têm instinto.

Perceberam a falta de confiança atingindo em cheio os corintianos.

O Vitória passou a marcar na intermediária paulista no segundo tempo.

E encurralou o então líder do Brasileiro no seu campo.

Ralf cometeu um pênalti infantil e Viáfara empatou.

A partir daí, o time baiano pressionou e quase virou a partida.

Ao mesmo tempo, por ironia, o Fluminense já estava goleando o São Paulo.

Os corintianos sabiam, mas Tite não teve como mudar a sua equipe.

Faltou coragem ao treinador.

Mesmo sabendo que estava perdendo a liderança do Brasileiro.

Passando a vantagem ao Fluminense de vencer dois jogos e ser campeão.

Faltou a marca registrada, a que parecia de nascença aos times corintianos: a garra.

Não teve vibração, vontade, coragem, coração de equipe que deseja ser campeã do Brasil.

A saída de Ronaldo tem um peso enorme.

Mas o responsável pela frustração corintiana tem nome.

Tite.

Um treinador que nasceu para contragolpear.

Que frustrou o centenário do Internacional em 2009.

Está a ponto de fazer a mesma coisa com o Corinthians.

Não conseguiu montar uma equipe ofensiva para vencer o Vitória.

Não tinha Bruno César e Dentinho, como chora nos vestiários.

Mas com Danilo e Jorge Henrique, tinha a obrigação de montar um time muito mais potente, corajoso, que desejasse vencer o Vitória.

A disparidade entre os elencos irrita o torcedor com esse empate.

Carlos Eugênio Simon teve uma boa arbitragem.

Fez o que todos sonhavam: não ajudou ninguém.

O que restou da partida do Barradão foi a frustração dos corintianos.

Por pura falta de coragem e competência do seu treinador, entregou o campeonato nas mãos do Fluminense de Muricy...

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Foi um absurdo o que fizeram com Lyoto Machida. Quanto vale a credibilidade do UFC, mister Dana White?

gettyimages281 Foi um absurdo o que fizeram com Lyoto Machida. Quanto vale a credibilidade do UFC, mister Dana White?

Rampage Jackson levantou o braço direito de Lyoto Machida, reconhecendo a derrota.

O gesto é universal.

E, com ele, encerrava a principal luta do UFC 123.

Desolado, Rampage sentou-se no chão e não queria levantar.

Estava entregue.

Sabia ter perdido a luta.

O brasileiro comemorava, discretamente, como é de seu feitio.

Mostrara na luta haver superado o trauma do violento nocaute que sofreu de Shogun.

Fiel ao seu estilo, no primeiro round conseguiu vencer o trauma psicológico.

Esgrimou e conseguiu escapar das investidas de Rampage, usando o seu poder de esquiva absurdo.

A luta foi igual no primeiro round.

No segundo, o americano conseguiu acertar um soco e deu uma queda em Lyoto.

No final do round, o brasileiro devolveu a queda.

Um ponto de vantagem para Rampage.

Mas veio o terceiro round.

Lyoto conseguiu uma saraivada de socos e ainda derrubou Rampage.

Conseguiu montar.

Esteve a ponto de conseguir vencer imobilizando seu braço.

Ele escapou por um triz.

Veterano, percebeu a enorme vantagem de Lyoto, que deveria ter conseguido dois pontos de vantagem.

Tanto que reconheceu a derrota, levantando o braço do adversário.

E sentando-se no chão como se estivesse de luto.

Mas veio o resultado.

Os juízes deram a vitória mais injusta do ano a Rampage.

Com vaias, a revolta da torcida americana foi contagiante.

Impossível não querer dar um high kick na televisão.

É como se alguns árbitros caseiros do futebol brasileiro tivessem ido para o UFC.

E, como acontece por aqui, sem personalidade, ajudaram o clube da casa.

Lyoto foi um gentleman em aceitar o inexplicável resultado, a sua segunda derrota.

Ainda mais do que ele, Rampage Jackson que desmoralizou os jurados não aceitando a decisão.

Ele mesmo ofereceu uma revanche a Lyoto.

Por mais que aconteça a revanche, o gosto da revolta é imenso.

Há muito interesse por trás de cada luta.

Principalmente apostas milionárias.

O round em que a luta vai acabar, até o minuto.

Se aposta em tudo.

E, principalmente, quem vai ganhar.

Resultados como o de ontem tiram parte da credibilidade do MMA.

Como dizem os grandes lutadores: deixou ir para as mãos dos juízes, 'senta e chora'.

Eles vão ajudar os norte-americanos.

Ou dar a vitória a quem interessar Dana White.

Lyoto já foi ajudado na primeira luta contra Shogun.

Agora está do outro lado.

Sentiu na pele o quanto é duro a injustiça.

O grande derrotado ontem não foi o brasileiro.

Foi o UFC.

Basta acompanhar as manchetes nos sites de todo o mundo.

Quanto vale a credilidade do MMA, mister Dana White?

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Felipão matou o sonho de Rivaldo. E da torcida do Palmeiras…

reuters12 Felipão matou o sonho de Rivaldo. E da torcida do Palmeiras...
O Rivaldo que o Palmeiras tem no time poderia ser outro.

Não o esforçado volante que atua no sacrifício, improvisado pela lateral esquerda.

O Palmeiras não tem o original e utiliza apenas o genérico por causa de Luiz Felipe Scolari.

O melhor jogador do mundo de 1999 não pôde terminar sua carreira como queria.

"Eu queria mesmo era dar adeus ao futebol no Palmeiras", disse-me no ano passado, em entrevista exclusiva.

Ele tentou, se ofereceu aos dirigentes do time que ama.

Mas eles procuraram Luiz Felipe Scolari.

E Felipão matou o sonho de Rivaldo.

Justo o jogador que ele mesmo considerou responsável pela conquista da Copa de 2002.

Foi surpreendente essa negativa.

Foi o meia quem o levou para o milionário mundo do Uzbequistão.

O treinador comandou a seleção daquele país e o Bunyodkor por indicação de Rivaldo.

No final da permanência de Felipão no Uzbequistão, eles tiveram um grave problema.

O treinador não concordou com alguns jogadores do Mogi Mirim que Rivaldo tentou colocar no time.

O técnico queria atletas com potencial maior.

Rivaldo acreditou que o desentendimento tivesse acabado.

Até que se ofereceu ao Palmeiras.

Felipão disse que era impossível, precisava de jogadores jovens, na plenitude do estado físico.

Até os dirigentes palmeirenses se surpreenderam com a veemência do não.

Mesmo assim tentaram demover o técnico da negativa.

Sabem o quanto Rivaldo é ídolo ainda dos torcedores.

E também têm a exata noção de quanto o time não tem grandes talentos.

Mas não houve jeito.

Rivaldo não abateu, aceitou a decisão.

E como é presidente e dono do Mogi Mirim, resolveu encerrar a carreira no próximo ano.

Jogando pelo Mogi Mirim.

Lá o Felipão não manda...

A situação além de ser desgastante é um desperdício.

Quem acompanha Rivaldo de perto sabe que fisicamente ele está muito bem.

E com talento de sobra para acrescentar ao limitado time palmeirense.

Mas o futebol é assim.

Uma discussão tem consequências enormes na carreira de todo jogador.

Se não fosse por Felipão, o Palmeiras teria Rivaldo de novo...

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Golpe de mestre. Como Renato Gaúcho conseguiu ganhar o salário que queria. E a direção do Grêmio se livrou da multa rescisória…

reuters83 Golpe de mestre. Como Renato Gaúcho conseguiu ganhar o salário que queria. E a direção do Grêmio se livrou da multa rescisória...
Tudo muito inteligente.

E ainda com o tom de amor incondicional ao Grêmio.

A renovação de contrato de Renato Gaúcho mostrou habilidade tanto do técnico como do novo presidente do clube, Paulo Odone.

Depois de quatro reuniões mal sucedidas, aconteceu o acordo.

Renato Gaúcho queria ganhar R$ 400 mil em 2011.

Odone estava preocupadíssimo.

Como dizer não ao maior ídolo do clube.

E que, como treinador, conseguiu uma campanha sensacional no segundo turno do Brasileiro.

Ele foi contratado apenas para tentar evitar que o Grêmio fosse rebaixado.

Mas Renato conseguiu se superar.

O time briga para valer pela Libertadores.

Como o novo presidente poderia perder o ídolo é o técnico?

Odone estava morrendo de medo da multa rescisória do novo contrato de Renato.

Por isso tentava pagar o menos que pudesse.

Estava empacado em R$ 300 mil.

Só que Renato foi inteligente.

Sugeriu o contrato sem multa.

Mas, lógico, recebendo R$ 400 mil.

A proposta agradou em cheio a nova direção do Grêmio.

E também serviu para mostrar como Renato ama o clube, abrindo mão de recompensa em caso de um eventual fracasso.

Golpe de mestre.

A torcida gremista está ensandecida, ainda mais apaixonada por Renato Portaluppi, como o chamam pelas terras gaúchas.

A diretoria, aliviada.

Vai até usá-lo como garoto propaganda para o aumento de número de sócios torcedores.

E o técnico conseguiu o salário que desejava desde que começou a negociar.

Final feliz...

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