“Para entender por que Corinthians, Santos e São Paulo evoluíram, olhe bem para o Palmeiras.” Mustafá Contursi…

divulgação0011 Para entender por que Corinthians, Santos e São Paulo evoluíram, olhe bem para o Palmeiras. Mustafá Contursi...
"Foram dois anos de pose e promessas vazias.

E sofrimento para os nossos torcedores.

Ele gastou mais de R$ 60 mil mensais com assessores de imprensa e publicitários.

Tudo para forjar uma imagem de dirigente moderno, que iria revolucionar o futebol.

Não deu estabilidade para técnicos como Luxemburgo, Muricy e Felipão.

Será que eles desaprenderam quando colocaram o uniforme do Palmeiras?

O Palmeiras não ganhou nada, só perdeu com Belluzzo.

Eu como palmeirense não me conformo com esses dois anos perdidos.

Os outros clubes evoluíram, só o Palmeiras que andou para trás."

Entrevista exclusiva com Mustafá Contursi.

Belluzzo chega ao final da administração sem a conquista de um título.

Foram dois anos de derrotas seguidas.

O Palmeiras continua endividado.

O que aconteceu?

Mustafá Contursi: Nada diferente do que eu havia previsto.

Infelizmente, porque sou palmeirense e me dói as derrotas, os vexames no futebol.

E com treinadores de renome como Luxemburgo, Muricy e Felipão.

Uma coisa é ficar preocupado em se apresentar como a modernidade.

Gastar mais de R$ 60 mil com assessores de imprensa e publicitários para cuidar da própria imagem.

E se esquecer do clube.

Você sabia que a assessoria de imprensa do Palmeiras é a mais cara do futebol brasileiro?

Quero dizer que, nestes dois anos, o clube perdeu tempo com pose e falta de projetos sérios.

As dívidas só aumentaram.

Não foram feitos investimentos na base.

O Palmeiras não revela jogador, só compra.

E compra mal.

O que é muito pior: a diretoria nunca deu respaldo ao time, aos treinadores.

Agiu de forma amadora, comandada não por dirigentes, mas por torcedores.

E, como torcedores, não houve planejamento sério.

Tudo mudava de acordo com o humor do presidente.

Assim, o clube não vai para lugar nenhum.

Mas não se pode negar que o Belluzzo trabalhou muito.

Até comprometeu a própria saúde...

Contursi: Sim, pode ter se esforçado.

Se esforçou, admito.

Mas sem saber para onde ir.

Talvez aí esteja o motivo de tanto desgaste.

Lamento pelo problema de saúde que teve.

Foi mal assessorado e continua não sabendo que rumo tomar.

A sensação de fracasso e enorme decepção domina o Palmeiras.

E não é só no futebol.

O clube como um todo está estagnado.

Pessoas competentes levarão anos para consertar o que o Beluzzo fez de errado.

Hoje o Palmeiras, no mercado, é sinônimo de um clube com uma administração ultrapassada, endividado.

Mas o senhor e o seu grupo não estão atrapalhando?

Por que esta luta para barrar a construção da Arena no Palestra Itália?

Contursi: Não estamos atrapalhando, não.

Estamos exigindo apenas saber o que realmente acontece com a obra.

Porque só estão destruindo o clube e não começam a estruturar a Arena?

Ninguém sabe ao certo como é o contrato com a WTorre.

Tudo leva a crer que o contrato é altamente danoso ao Palmeiras.

Será ínfima a parte do lucro que chegará ao clube.

As próximas administrações estarão comprometidas.

Não sou contra a Arena, sou contra a maneira com que ela foi aprovada.

O Palmeiras não tem dono.

Não é porque uma pessoa é presidente que pode fazer o que quiser.

Eu e meu grupo iremos lutar para que a arena não seja construída dando todo o lucro para a WTorre.

O Palmeiras esperará por décadas para começar a receber algo significativo.

Ninguém vai atropelar ninguém só para dizer que começou a arena.

É preciso responsabilidade com o Palmeiras.

E ela faltou em toda administração.

O pior de tudo é essa arena.

E as cotas da televisão?

Estão todas adiantadas.

Belluzzo já está usando as dos próximos anos, comprometendo quem assumir.

Isso é administrar?

Tirar verbas do próximo presidente?

Fora todos os empréstimos que ele fez em nome do Palmeiras.

A situação é muito pior do que vocês da imprensa podem imaginar.

Por isso os atrasos de salários, falta de pagamento a funcionários.

Podem me acusar do que quiser,mas nunca atrasei um dia o salário de ninguém.

Essa é a pior postura de qualquer pessoa que se diz dirigente.

Junta irresponsabilidade com covardia.

Isso tudo acontece no Palmeiras.

E é noticiado diariamente por vocês.

Por que vocês não se aproximam e tentam trabalhar juntos pelo Palmeiras?

Contursi: Porque quem está no comando do clube se acha o senhor da razão.

Eu respeito porque o Belluzzo venceu a eleição.

Ele tem o direito de seguir o caminho que achar certo.

Mas, infelizmente para o clube, escolheu o errado.

E ele não abre mão do poder, não há como as pessoas se misturarem.

O pensamento é completamente diferente.

Não tenho como concordar com a sua postura, preocupada com a mídia e esquecendo dos sócios, do clube.

CR: Quem vencerá as eleições no Palmeiras: Palaia, Paulo Nobre ou Arnaldo Tirone?

Contursi: Ninguém pode descartar a reeleição do Belluzzo.

Por mais que ele diga que não quer, pode se apresentar como candidato de consenso.

Consenso dele com ele mesmo, diga-se de passagem.

O quadro está muito confuso.

Eu acredito muito na postura do Arnaldo Tirone.

Ele tem condições de recolocar o Palmeiras no rumo certo.

Vai dar muito trabalho.

CR: E por que o senhor não tenta voltar?

Contursi: Minha colaboração eu dei.

Fiz o que pude.

Acertei, errei.

Acertei bem mais do que errei.

Se o clube caiu para a Série B comigo, voltou no ano seguinte, ainda mais forte.

Por que as pessoas não lembram que foi comigo que vencemos a Libertadores da América?

Modernizamos o clube com a Parmalat?

Demos estrutura de primeiro mundo ao nosso CT?

Sabe por quê?

Por que não gastei R$ 60 mil com assessores de imprensa e formadores de imagem.

Esse foi o meu problema.

Se tivesse feito isso seria visto como quem modernizou o Palmeiras.

CR: Uma última pergunta: como torcedor, o que achou das voltas do Kléber e do Valdivia?

Contursi: Foram uma mostra enorme de falta de imaginação, de alguém que não vê o futuro.

O dirigente só tem olhos para o passado e posa de moderno.

Contratar a peso de ouro atletas que fizera sucesso no clube, mas voltam desgastados é bom negócio?

O clube gastou o que não podia com esses retornos, e o restante da equipe?

Que material humano o Felipão tinha para trabalhar?

O gasto com a dupla dava para formar um time muito forte.

E com o detalhe que agora, em 2011, é que o Palmeiras vai sentir o quanto eles foram caros.

Principalmente o Valdivia, que foi um absurdo.

E o clube ainda não começou a pagar.

O Belluzzo acha que ninguém sabe.

Mas o peso financeiro do Valdivia, o Palmeiras sentirá no próximo ano.

E isso é apontado como modernidade.

É fácil entender por que nossos adversários em São Paulo cresceram tanto.

Para entender por que Corinthians, Santos e São Paulo evoluíram, olhe bem para o Palmeiras...

Veja mais:

+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Os nervos de Celso Roth são os responsáveis pelo maior vexame da história do Internacional…E é bom ele se preparar para procurar emprego em 2011…

Agencia Estado99222 Os nervos de Celso Roth são os responsáveis pelo maior vexame da história do Internacional...E é bom ele se preparar para procurar emprego em 2011...

Pela primeira vez na história não haverá um sul-americano na final do Mundial de Clubes.

Não haverá o esperado confronto com a Inter de Milão.

Os brasileiros caíram nas semifinais.

O Internacional proporcionou o maior feito da história do futebol africano.

O Mazembe do Congo venceu o campeão da Libertadores, o time de Celso Roth por 2 a 0 em Abu Dahbi.

Não há nada do que reclamar.

Do árbitro holandês, da violência que não veio.

Não aconteceu nada além da incompetência dos brasileiros.

Foi o maior vexame de um clube brasileiro no Mundial de clubes.

Deu pena dos cerca de dez mil torcedores colorados que cruzaram o mundo para apoiar a equipe do coração.

Eles tiveram de ver o excêntrico goleiro Kidiaba pular sentado, impulsionado pelos pés e pelo bumbum.

Depois, a dancinha do restante da equipe africana, comemorando a grande vitória.

A grande pergunta que todos estão se fazendo: quem é o culpado?

Infelizmente, ele responde pelo nome de Celso Roth.

O treinador precisa ser responsabilidade pela ansiedade, pelo nervosismo, pelo Inter jogar tão longe da área até tomar o primeiro gol dos africanos.

E também pela apatia na marcação.

Os brasileiros tomaram dois gols como se estivessem treinando.

Bolivar e Indio assistiram Kabangu e Kaluiytuka marcarem os gols.

Tiveram a postura de repórteres privilegiados.

O desenho tático da partida foi simples.

Os africanos trataram de marcar com duas linhas de quatro.

A segunda na sua própria intermediária.

E os dois atacantes ajudando, mas prontos para o contragolpe.

Se desdobrando.

Não apelaram nem para os pontapés.

O Inter foi uma equipe burocrática, sem imaginação.

E pior, sem vibração, sem garra, sem sangue.

Uma postura inesperada, omissa.

Representou bem a agonia do seu travado comandante.

D'Alessandro se embolou entre os africanos.

Roth deixou apenas Alecsandro na frente.

Rafael Sóbis chamou a responsabilidade partindo com a bola dominada.

Mas, estranhamente, estava orientado para atuar longe da área, na intermediária.

Mesmo assim, foi o grande jogador do Inter, conseguiu quatro chances para marcar.

Veio o primeiro gol em uma bobeada absurda do time que ficou olhando Kabangu dominar e marcar.

O lance aconteceu aos sete minutos do segundo tempo.

Havia tempo demais para um time consciente e muito melhor tecnicamente virar o placar.

Mas faltou consciência aos gaúchos.

O descontrole partiu de Roth.

Suas substituições enfraqueceram o Inter.

Ele tirou Alecsandro que era mesmo de uma inutilidade absurda.

Só que saiu também Tinga, o melhor do meio-campo colorado.

Inexplicável.

Pior ainda foi tirar Rafael Sóbis.

De fazer a festa de qualquer gremista.

E sem estratégia nenhuma, o Inter partiu desesperado para o ataque.

Além de se locomover com o bumbum, o goleiro Kidiaba fazer boas defesas.

Nada fora do normal.

Os jogadores do Inter mostravam nervosismo e falta de confiança na hora de finalizar.

Isso facilitou o trabalho do goleiro africano.

Em mais um contragolpe normal, Kaluyituka dominou a bola e bateu da entrada da área.

Renan demorou para ir para a bola: 2 a 0.

Desastre completo.

O vexame terá conseqüências.

E o principal culpado, Celso Roth deverá pagar.

Haverá troca de diretoria do Inter.

Há enorme chance dele ser trocado em 2011.

Mas não há nada que diminuirá a dor, a frustração.

A raiva.

Perder o Mundial para a Inter de Milão, seria terrível, mas aceitável.

Agora, ser derrotado na semifinal, pelo Mazembe, era inimaginável.

Até gremista fanático não esperava.

Mas não há como fugir.

O maior inimigo do Internacional não nasceu no Congo.

Nasceu em Caxias do Sul.

Tem contrato só até o dia 31 de dezembro.

E responde pelo nome de Celso Roth.

Um homem que ainda não aprendeu a vencer.

Levou para o abismo o gigante Internacional.

E lá em Abu Dahbi definiu bem o seu possível futuro.

"A vitória não cumpre o que promete.

Mas a derrota, sim."

Ou seja: ele sabe que não há futuro para ele no Beira Rio depois do vexame que proporcionou hoje...

Veja mais:
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

São Paulo perde a virgindade. Vai ganhar um camisa 10 de verdade. Se rendeu a investidores para competir com Corinthians e Santos…

divulgação2292 São Paulo perde a virgindade. Vai ganhar um camisa 10 de verdade. Se rendeu a investidores para competir com Corinthians e Santos...
"Se o Barcelona resolveu aceitar patrocínio pela primeira vez na sua camisa...

O São Paulo não ficaria virgem a vida toda."

Foi assim que um membro da diretoria de Juvenal Juvêncio me confirmou a mudança de filosofia do clube.

O São Paulo está para aceitar, pela primeira vez, a ação de um grupo de investidores no futebol.

E, com o dinheiro deles, tentará contratar Alex, do Fenerbahce, Wagner, do Lokomotiv, ou Thiago Neves, do Al Hilal.

Um camisa dez talentoso de graça, sem o clube colocar a mão no bolso.

Juvenal Juvêncio, que tanto criticava os investidores, desde os tempos da Parmalat, se rendeu.

Não há como sobreviver no futebol de hoje em dia sem dinheiro de fora do clube.

Esses investidores não estão interessados em comprar para revender Alex.

Não tem cabimento.

O jogador já tem 33 anos.

Querem ganhar visibilidade e confiança da diretoria para buscar outros jogadores, aí, sim, jovens.

Estão tentando é abrir as portas do Morumbi.

Diante da forte concorrência de Corinthians e Santos, principalmente, Juvenal cedeu.

"A diferença é que nunca o São Paulo venderá sua alma.

Outros clubes venderam e não conseguem hoje andar sozinhos.

Não sabem para onde ir sem a tutela de investidores", critica o empolgado dirigente são-paulino.

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

A pior contratação de um time brasileiro em 2010: Diogo… Que pena que foi logo você quem o trouxe para a Gávea, Zico…

agencia estado2333 A pior contratação de um time brasileiro em 2010: Diogo... Que pena que foi logo você quem o trouxe para a Gávea, Zico...
Diogo surgiu para o futebol em São Paulo, no Canindé.

Na Portuguesa, foi apontado como um dos maiores talentos já surgidos por lá.

Habilidoso, driblador, ótima visão de jogo, ótimo no arremate e, principalmente, confiante.

Na hora de falar, deixava transparecer a confiança no seu futebol.

Corinthians, São Paulo e, principalmente, o Palmeiras insistiram muito na sua contratação.

A diretoria da Portuguesa resistia ao assédio, certa de que faria muito dinheiro o negociando com o exterior.

Vários clubes se mostraram interessados.

Sporting, Benfica, Arsenal, Liverpool, Lokomotiv e CSKA.

Até que o Olimpiakos ofereceu o que os dirigentes sonhavam: €$ 9 milhões.

Mais de R$ 20,5 milhões.

Foi a maior transação da história da Portuguesa.

Diogo aceitou porque foi convencido de que faria da Grécia um trampolim para um grande clube europeu.

Jogou duas temporadas por lá e seu futebol não foi o mesmo.

Não surgiram os sonhados empresários do Milan, Chelsea, Manchester United, Inter de Milão, Barcelona...

Veio o telefonema de Zico.

Um dos grandes ídolos de Diogo oferecia a possibilidade de jogar no Flamengo.

Voltar a ter alegria.

Respaldado pela torcida maravilhosa do rubro negro, com seu potencial, logo chegaria à seleção brasileira.

A valorização esperada chegaria no Rio de Janeiro.

Zico avisou que estava contratando Deivid.

Os dois teriam todas as condições de substituir, e bem, o Império do Amor: Vagner Love e Adriano.

Diogo acreditou.

E Zico tinha certeza de que havia feito a melhor contratação da temporada.

Garantiu para a presidente do Flamengo, Patricia Amorim, que ela não se arrependeria.

E fechou o empréstimo do jogador em um milhão de euros, cerca de R$ 2,3 milhões.

Essa quantia ainda estava parcelada, vibrava Zico.

Havia algo muito estranho no ar, que ninguém percebia.

Por maior que fosse o poder de convencimento de Zico e de Diogo, como um clube paga €$ 9 milhões e aceita emprestar o jogador por um milhão e ainda parcelado?

Infelizmente, foi algo que Zico e os dirigentes do clube carioca só perceberam quando o meia atacante chegou e passou a treinar.

Assim como Keirrison no Santos, Diogo perdeu o brilho como jogador.

Sua principal arma não existe mais: a confiança.

Não consegue dar arrancadas, driblar em velocidade, chutar forte com as duas pernas.

Se mostrou na Gávea um atleta abaixo até dos demais.

Sem iniciativa, inseguro, facilmente marcável.

Zico caiu do cargo de coordenador com a grande decepção de ter insistido na sua contratação.

Adversários políticos do maior ídolo da Gávea fustigam até hoje o literalmente "presente de grego".

O Flamengo só pagou cerca de R$ 1,5 milhão ao Olimpiakos.

A parcela de junho, R$ 800 mil, não foi paga.

De junho!

Os gregos procuraram a Fifa e o clube brasileiro tem de pagar para não ser suspenso.

Vanderlei Luxemburgo sugeriu e os dirigentes flamenguistas estão implorando para os gregos aceitarem Diogo de volta.

Há um jogo de cena dizendo que haverá um reunião para decidir esse assunto na Gávea.

Se o clube decide devolver ou não o atleta.

O Flamengo já decidiu, emissários insistem com os gregos.

Só que eles querem pelo menos receber a parcela de junho.

Aí aceitam o jogador brasileiro.

Para tentar repassá-lo a outra equipe e tentar diminuir o prejuízo.

Na Gávea, o futebol do meia foi constrangedor.

Ele marcou apenas um gol e deu duas assistências.

Para quem seria o grande articulador do ataque flamenguista, seu desempenho foi vergonhoso.

Se houvesse prêmio para a pior contratação de um clube brasileiro em 2010, Diogo levaria o troféu.

Ainda hoje, o triste caso poderá ser resolvido.

Dirigentes cariocas acreditam que um outro clube brasileiro poderá ajudar.

E não está descartada a possibilidade, se os gregos aceitarem, de Diogo ser repassado a outro time do país.

Desde que pague o salário e parte do empréstimo.

As diretorias do Palmeiras e do São Paulo já sabem dessa possibilidade.

Os diretores do Flamengo rezam para que alguém se manifeste.

Para se livrar de Diogo, o homem que não justificou a confiança de Zico...

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

D’Alessandro…Você não é mais importante do que o Internacional. Lembre-se disso ao tomar o primeiro pontapé amanhã dos africanos…

gettyimages0022 DAlessandro...Você não é mais importante do que o Internacional. Lembre se disso ao tomar o primeiro pontapé amanhã dos africanos...
D' Alessandro.

Argentino que pode dar o título de bicampeão mundial ao Internacional.

Ou ser o pivô de uma desclassificação histórica.

Celso Roth é prático e metódico quanto um jogador de xadrez russo.

Principalmente nas entrevistas coletivas.

Ele usa os jornalistas para mandar recados que, dados cara a cara, poderiam desestabilizar o time.

E 'morrer' com o jogador.

Roth sabe que vive a redenção da carreira.

Depois de tanto perder, ele começou a ganhar.

E gostou.

Vencer a Libertadores o remoçou pelo menos dez anos.

A carranca foi embora.

Já é capaz de sorrir, conversar com os jornalistas e com os jogadores.

Sem grunir para ninguém, como fazia na fase perdedora.

Em Abu Dhabi, ele sabe que tem a chance da sua vida.

A principal rival para o título mundial, a Inter de Milão vive uma rara crise técnica.

Rafa Benites não se entende com seus jogadores.

Eles se sentem órfãos, abandonados por José Mourinho.

A convivência é ruim.

Os resultados, também.

Não é nada impossível o Internacional vencer a poderosa homônima e chegar ao bicampeonato mundial.

E deixar os tricolores gremistas roendo os ossos dos dedos de inveja.

Não há preço se isso acontecer.

Mas o meticuloso Roth sabe que existe um obstáculo antes da final.

A semifinal de amanhã contra os africanos do Mazambe.

O Internacional é mais do que favorito.

Assim como era o Pachuca, que acabou derrotado pelos esforçados jogadores do Congo.

Os africanos mostraram contra os mexicanos um poder de marcação irritante.

Dá raiva em quem assistiu ao jogo.

Imagine para quem é irritadiço por natureza.

Por quem quis agredir a babá por ter dado leite mais quente do que o ideal.

Isso aos três anos...

Assim é D'Alessandro, o meia enxaqueca.

Talentoso, mas com os nervos a flor da pele.

Celso Roth já perdeu a conta de quantas vezes já conversou com o jogador.

Ainda mais agora que ele está sendo convocado para a Seleção Argentina.

E tem toda a possibilidade de ser vendido para um grande clube europeu após o Mundial.

Mas, matreiro, Roth não ficou satisfeito.

E procurou a imprensa internacional para mandar o recado definitivo para o argentino.

Se pudesse falar em português claro seria: "Não nos sabote, por favor".

Roth só vê uma maneira de o Internacional proporcionar uma enorme decepção.

D'Alessandro perder a paciência e ser expulso.

Um mero revide a um pontapé e acabou...

Sem ele, o time gaúcho não conta mais com o diferente.

Com o talento, com o improviso.

Assim, depois da terapia interna, terapia via imprensa.

O recado já chegou a D'Alessandro.

Tomara que ele tenha se conscientizado.

Para provar que merece um clube muito maior do que o Wofsburg, Portmouth e Zaragoza, o argentino tem de domar seus nervos amanhã.

Mostrar a ele mesmo que tem talento e cabeça para atuar em uma equipe realmente forte européia.

A chance, os holofotes estarão apontados para ele.

Assim como os olhos determinados dos volantes e zagueiros africanos.

Será a verdadeira prova de fogo para o enfezado D'Alessandro, de quem o Inter tanto depende.

Roth foi inteligente, mandou o recado.

Tomara que o meia argentino tenha entendido.

Domingo, qualquer Gabiru pode decidir.

Mas o jogo-chave é o de amanhã...

D'Alessandro não pode nem pensar em ser o garoto mimado que reclama de tudo e de todos.

E não se julgar mais importante que a gloriosa camisa colorada...

Veja mais:
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

A cena mais pavorosa, covarde de 2010. E, de acordo com a própria polícia, ela irá se repetir…Até quando?

Foi a cena mais pavorosa ligada ao futebol em 2010.

Sábado à noite, 27 de novembro.

Torcedores do Atlético Mineiro faziam fila para bater com barras de ferro...

Paus...

O alvo: a cabeça de Otávio Fernandes, que já estava inerte no chão.

Eram cerca de vinte deles se revezando no festim diabólico, covarde.

Se não fossem as câmeras dos prédios, Otávio ficaria estendido morto.

Seria mais uma vítima nas estatísticas.

Ninguém saberia quem cometeu tamanha barbaridade.

Pelo crânio massacrado, se poderia supor o que teria acontecido com ele.

Mas as câmeras serviram como testemunhas.

Mostraram o cruel revezamento.

Havia uma comemoração de quem conseguia a pancada mais efetiva.

E surgiu até uma placa de sinalização que servia como martelo na cabeça de Otávio.

Impressionante o prazer, o sadismo com que essas pessoas o pisoteavam.

O linchamento aconteceu no sofisticado bairro da Savassi, em Belo Horizonte.

No sábado à noite, quando todos saiam de uma exibição de Vale Tudo.

Cerca de 40 torcedores do Atlético Mineiro brigaram com dez do Cruzeiro.

Nessas brigas, quem cai, morre.

Foi o que aconteceu com Otávio.

A Polícia Militar mineira começa a prender os suspeitos dos assassinatos.

Eles pertencem à torcida organizada do Atlético Mineiro, Galoucura.

Inclusive o presidente da torcida, Roberto Augusto Pereira, o Bocão.

E o vice, William Palumbo, o Ferrugem.

Há cinco presos.

A polícia busca os outros suspeitos do covarde assassinato.

A Galoucura possui advogados que estão fazendo de tudo para livrar os suspeitos da cadeia.

A mãe de Otávio, Monica de Castro Fernandes, não quis ver as imagens da morte do filho.

Depois de enterrar Otávio, ela decidiu voltar para o interior de Minas Gerais.

A família havia saído de lá para oferecer melhores escolas para os filhos.

Otávio pertencia à torcida organizada Máfia Azul.

Foi a sua sentença de morte.

Vários policias de Belo Horizonte garantem que não há como controlar as torcidas rivais.

E que novas mortes acontecerão.

A torcida cruzeirense estaria preparando uma vingança pela morte de Otávio.

A do Atlético dever retrucar e o festim diabólico não termina.

As autoridades brasileiras precisam acordar que há anos já deixou de ser o estádio o palco da selvageria.

Confrontos, assassinatos acontecem todos os dias longe do campo do futebol.

Enquanto não houver vontade política de investigar todos as torcidas organizadas do País, novos Otávios irão aparecer mortos.

A indignação dura os breves momentos que as câmeras mostram a morte.

Depois, todos se esquecem.

E neste terrível rodízio, fica a pergunta: quem será o próximo?

( O Ministério Público suspendeu as duas torcidas por quatro meses.

Entenda a suspensão.

Elas não poderão levar instrumentos musicais, faixas ou bandeiras.

Mas os membros das torcidas poderão vestir as camisetas da Galoucura e da Máfia Azul.

E poderão sentar juntos, como sempre fizeram.

Essa foi a duríssima pena imposta pelo Ministério Público às torcidas mineiras.

Triste Brasil...)

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Dorival Júnior pronto para tentar salvar a carreira de Jobson…

Agencia Estado29 Dorival Júnior pronto para tentar salvar a carreira de Jobson...

"O maior desafio da minha carreira como técnico."

Essa definição é de Dorival Júnior a amigos, neste início de férias.

Ele não estava se referindo ao milagre que fez no Atlético Mineiro.

Quando salvo a terra devastada deixada por Vanderlei Luxemburgo.

Ao ser contratado, Dorival tinha até a promessa do presidente Kalil da montagem de um grande time.

Para a série B!!!

O treinador assegurou que conseguiria reverter a situação e salvou o Atlético Mineiro.

Mas se tirar do fundo do poço o time de Luxemburgo não foi o maior desafio de Dorival, qual seria?

Jobson.

O técnico sabe que o jogador está muito próximo de Belo Horizonte.

A diretoria e o técnico Joel Santana se cansaram da irresponsabilidade do jogador.

Os dirigentes botafoguenses preferem negociar com o Atlético Mineiro do que com o Palmeiras.

A relação entre a direção carioca e paulista não é boa.

Piorou com a pueril acusação do último jogo entre os dois clubes.

O Botafogo acusa o Palmeiras de deixar o vestiário sujo no Engenhão.

O bate boca foi forte, assim como o mal estar.

Jobson cumpriu suspensão por utilizar cocaína em 2009.

Ao voltar ao Botafogo não foi o mesmo jogador.

Não se aplicava nos treinos.

Se atrasou e faltou a vários.

Mesmo assim, Dorival vê muito potencial no atacante.

Ainda mais porque o Atlético Mineiro pode negociar Diego Tardelli.

Jobson acredita que chegou a hora de mudar de ares.

Quer sair do Botafogo.

O cenário está montado.

Amanhã (14) o Botafogo se pronuncia oficialmente em relação ao jogador.

Anunciar que ele não deve continuar no clube e está livre para negociar.

O único recado do presidente botafoguense Mauricio Assumpção a Kalil.

Ele não deseja emprestá-lo.

Quer a venda.

O clube carioca precisa de dinheiro.

Mesmo assim, os mineiros oferecerão jogadores.

O Palmeiras ofereceu Lincoln e o Botafogo recusou...

Tudo parece indicar que Dorival terá seu maior desafio da carreira...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

O medo de um novo vexame na Libertadores domina o Corinthians…

reuters23 O medo de um novo vexame na Libertadores domina o Corinthians...
Grupo da morte na Libertadores.

Estudiantes, Cruzeiro e Guarani, do Paraguai.

Isso se o time passar pelos dois jogos eliminatórios com o terceiro colocado do Campeonato Colombiano.

O medo de uma desclassificação prematura domina o clube.

Seria o fundo do poço.

Uma pá de cal no crédito de Ronaldo.

De Andrés, não, já que as obras em Itaquera serão intensificadas.

Tite sabe que a situação do time está longe de ser confiável.

A saída do polivalente Elias.

A aposentadoria de William.

Reforços fundamentais estão sendo buscados.

A equipe precisando de novos jogadores para a zaga, para o meio e ataque.

O time será encaixado às pressas.

Só Adriano já divide o clube, deixa os dirigentes perdidos com os vários sinais contraditórios que recebem.

Ele acaba de ser escolhido como o Bidone d'Oro, como o pior jogador do ano na Itália.

Seis meses já bastaram.

Os dirigentes da Roma não querem dar o braço a torcer e liberar o jogador.

O empresário Gilmar Rinaldi não deseja seu retorno ao Brasil.

O jogador está dividido, tem a proposta de R$ 400 mil e mais os contratos publicitários que o Corinthians arrumar.

Tite nem dá palpite na transação.

Se der certo seriam, dois pesos pesados no ataque.

Enquanto isso, o volante Cristian está negociando seu retorno.

Anderson Polga ouve propostas e não se anima a atuar no Parque São Jorge.

O treinador corintiano não entrará em férias.

Coordenará as contratações que Andrés fizer e estudará os adversários na Libertadores.

Ele já sabe que a competição, para variar, é prioridade.

Andrés adora dizer que o centenário terminará apenas em agosto de 2011.

Para tentar amenizar a profunda decepção de 2010, quando o clube não conseguiu sequer um título.

Toda alegria e confiança do final do ano passado virou tensão neste ano.

Contratações de jogadores promissores como Wallace, 23 anos, para a zaga não confortam.

Até o otimista vice de marketing, Luiz Paulo Rosenberg, se mostra tenso.

Por mais que tenha conseguido lançar pedaços de carne e cachaça com a marca Corinthians, ele sabe que o clube precisa de títulos para convencer novos patrocinadores a colocar mais dinheiro.

Ronaldo e Roberto Carlos conversam como diretores de futebol pensando em reforços que possam sugerir a Andrés.

A interferência dos dois no futebol do clube cresceu com a definição da Libertadores.

Eles sabem que serão os mais cobrados em caso de novo fracasso.

Os sorrisos já diminuíram e chegou a preocupação.

Há uma aura de medo dominando 2011 no Parque São Jorge.

A definição do grupo que deverá ser o Corithians na Libertadores foi o golpe final na tranquilidade.

Veja mais:

+ Tudo sobre futebol no R7
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

Felipão é o grande entrave para a volta de Alex ao Palmeiras. Ele não se esqueceu de 2002. Por isso pode parar no São Paulo…

divulgação2888 Felipão é o grande entrave para a volta de Alex ao Palmeiras. Ele não se esqueceu de 2002. Por isso pode parar no São Paulo...
Suprema traição.

Assim foi tratada, no domingo ensolarado no Palestra Itália, a declaração de Alex.

O meia, ainda na Turquia, disse que, se surgir uma proposta interessante de um rival do Palmeiras, ele pode aceitar.

Sem drama de consciência.

Afinal, ele atuou no Palmeiras em 2002 e não se sente obrigado a voltar ao clube quando retornar ao Brasil.

Dirigentes do clube alviverde não pensam assim.

Tanto que nos últimos quatro anos ofereceram pré-contrato ao jogador.

Quatro anos.

Alex sempre recusou e, de maneira discreta, nunca quis dar a sua palavra que voltaria ao Palmeiras.

E continuou na Turquia ganhando muito, mas muito bem.

Aos 33 anos, ele está pensando seriamente em retornar ao Brasil.

Só que há um grande problema no Palmeiras e que as pessoas fingem não ver.

Conselheiros, dirigentes e Belluzzo não gostam nem de comentar.

O meia considerou aí sim uma grande traição de Luiz Felipe Scolari não levá-lo à Copa de 2002.

Os dois tinham ótima relação e fizeram muito sucesso no Palmeiras.

Na última hora, Felipão levou Kaká e se esqueceu de Alex.

Depois teve nova chance com a contusão e corte de Emerson.

Chamou Ricardinho.

Em uma festa em que os dois se encontraram, a esposa de Alex mostrou toda a sua decepção com Felipão.

Alex tem uma família muito unida.

E os familiares continuam ainda magoados com Scolari.

Não o perdoam porque o relacionamento era muito próximo, o treinador sempre disse que considerava o meia um dos grandes jogadores que viu atuar.

E não o levou para o Japão.

Em 2003, com todo rancor, Alex ganhou tudo com o Cruzeiro, foi o melhor jogador do país, e mostrou a injustiça cometida pelo seu amigo.

Portanto, voltar para o Palmeiras e reencontrar Felipão não o estimula.

Existe proposta do São Paulo.

Conselheiros importantes do Corinthians e do Grêmio começam a pensar no jogador para a Libertadores.

Além da eterna possibilidade de voltar a atuar no Palestra Itália.

Felipão não coloca nenhuma restrição no seu retorno.

Pelo contrário até.

Gostaria de se reaproximar do jogador, com quem já teve grande amizade.

Alex vai decidir na próxima semana que rumo dará à sua vida.

Seu contrato com o Fenerbahce vai até maio de 2011.

Ele acredita que já está há muito tempo longe do Brasil e se mostra, pela primeira vez, disposto a voltar.

E não se sente obrigado nem a dar satisfação ao Palmeiras.

Não mesmo.

Ainda mais com o treinador que possui...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7

A sorte do lateral Carlinhos. Trocou o triste e confuso Palmeiras pelo Fluminense campeão do Brasil…

divulgação11 A sorte do lateral Carlinhos. Trocou o triste e confuso Palmeiras pelo Fluminense campeão do Brasil...

- Para você ver como é a vida.

Ainda bem que não acertei com o Palmeiras.

Os dirigentes de lá têm uma maneira muito estranha de negociar.

Me ligaram, falaram que iriam me contratar.

E depois ninguém falou mais nada.

Eu esperando...

Ainda bem que veio o Fluminense.

Olha onde está um e onde está o outro.

Sou campeão do Brasil.

Onde estaria com o Palmeiras?

Este é o surpreendente resumo da entrevista exclusiva de Carlinhos, lateral-esquerdo campeão brasileiro, ao blog.

Carlinhos, depois de uma excelente campanha no Paulista pelo Santo André, por que você não foi para o Palmeiras?

- Não sei. As pessoas que representavam o Palmeiras e ligaram foram estranhas demais.

Me ligaram, disseram que iriam me contratar.

Falaram muita coisa e depois sumiram.

Chegou o Fluminense e não pensei duas vezes.

Foi a melhor coisa que fiz pela minha carreira.

Se tivesse ficado esperando pelo Palmeiras acho que estaria ao lado do telefone até agora.

Os clubes agem assim com os jogadores?

- Não sei com os outros.

Mas complicado assim foi só o Palmeiras.

Mas a vida me reservou o Fluminense.

Foi ótima a troca.

Como cada um dos clubes terminou o ano?

Fui campeão do Brasil pelo Fluminense.

E o Palmeiras?

Ficou alguma mágoa em relação aos dirigentes palmeirenses?

- Não, nenhuma.

Você é que está me perguntando sobre esse clube.

E eu estou respondendo.

Minha vida está focada no Fluminense há muito tempo.

O que passou, passou.

Como eu disse, a vida me reservava algo muito melhor.

Carlinhos, você surgiu bem no Santos, depois teve um problema com empresários que custou um ano à sua carreira...

- É verdade... Na verdade é algo que nem gosto de comentar.

Só eu sei o quanto eu sofri parado.

Foi em 2009.

Fui emprestado pelo Santos ao Mirassol.

Me contundi e depois teve um grande problema entre os empresários.

Resumo, perdi o ano inteiro.

Mas em 2010 dei a volta por cima.

Você imaginava que o Santo André seria o caminho?

- Olha, eu vou falar a verdade.

Quando fechei com o Santo André tinha ideia que o time montado seria bom.

Mas foi sensacional.

Nunca, pode escrever o que estou falando, nunca o Santo André terá um elenco daqueles.

Era um timaço.

Não ganhamos do Santos de Neymar e Ganso nas finais do Paulista por pura injustiça.

Fomos muito melhores.

Uma pena que a diretoria não teve visão, não fez força para segurar aquele time.

Era excelente.

Deixou todo mundo sair e agora caiu para a Série C do Brasileiro.

Tudo na vida é uma questão de escolhas...

Como a que eu fiz acertando com o Fluminense e não com o Palmeiras...

Carlinhos, você ficou preocupado? Pensou que o Fluminense fosse deixar escapar o título?

- O time ficou um pouco tenso demais na última partida contra o Guarani.

E também, vamos falar a verdade, o que eles correram contra nós foi um absurdo.

Se tivessem feito isso durante o campeonato não teriam caído para a Série B.

Mas eu tinha uma certeza dentro de mim que seria campeão do Brasil.

Nosso time tinha potencial, estava unido, e os jogadores queriam muito essa conquista.

Você foi fundamental no gol do título...

- Foi uma jogada de raiva, de raça.

O Guarani estava fechado demais.

A saída estava na linha de fundo.

Com raiva, com raça, consegui levar a bola e cruzar.

Ela foi para o Washington, que a desviou para o Emerson.

Nós merecíamos aquele gol.

E toda a festa pelo título.

Agora qual é a sua meta para 2011?

Tenho duas.

A primeira é fazer o Fluminense campeão da Libertadores.

Estamos vendo todo o esforço da diretoria, do Muricy, em montar um grande time.

E vamos encarar para valer a Libertadores.

Esse título é o nosso grande objetivo do ano.

E eu quero voltar à seleção brasileira.

Me sinto amadurecido, mais preparado para encarar a briga pela lateral esquerda.

Tudo que aconteceu na minha vida me deixou forte, consciente do que eu posso atingir como jogador.

Você tem algum recado aos dirigentes do Palmeiras?

- Que eles sejam bem felizes.

Respeito muito o Palmeiras, que é um grande clube e com muita tradição.

É só uma pena a forma de agir de alguns dirigentes de lá.

Mas estou bem demais no Fluminense.

Aqui é o meu lugar.

Me deixa quietinho aqui.

O que passou, passou.

Sou campeão do Brasil e é isso que importa...

Veja mais:
+ Veja os destaques do dia
+ Siga o R7 no Twitter
+ Veja os destaques do dia
+ Todos os blogs do R7