Acabaram os privilégios no Palmeiras. A começar por Kleber e Valdivia. Belluzzo cansou dos dois anos de fracassos…

divulgação38 Acabaram os privilégios no Palmeiras. A começar por Kleber e Valdivia. Belluzzo cansou dos dois anos de fracassos...
Luiz Gonzaga Belluzzo assumiu o Palmeiras com o discurso que iria revolucionar o futebol mundial.

Aproveitar o potencial financeiro adormecido do principal esporte do planeta.

Intelectual renomado, seu discurso contagiou a todos.

Foi até a Suíça em uma reunião na Fifa representando os dirigentes brasileiros, com o aval de Ricardo Teixeira.

Contagiou também o presidente do Clube dos 13, Fábio Koff.

Parecia que iria tirar o Palmeiras de sua estagnação como um dos mais importantes clubes do Brasil.

Acabar com as dívidas, cuidar da construção da já agendada arena multiuso.

Só que o intelecto se chocou o lado torcedor.

E Belluzzo se perdeu.

Participou de festas com torcida uniformizada, prometeu caçar 'bambis'.

Prometeu quebrar a cara, chutar 'a bunda' de Carlos Eugênio Simon.

Demitiu Luxemburgo porque teve a sua autoridade questionada.

Trouxe Vagner Love a peso de ouro e desestruturou o time pronto para ser campeão brasileiro em 2009.

Não ofereceu respaldo a Muricy Ramalho.

Pagou muito mais do que deveria para recontratar Valdivia.

Preso à síndrome de buscar ex-ídolos, foi atrás de Kleber.

Insistiu, pediu, fez chantagem emocional para buscar Luiz Felipe Scolari.

O elenco como um todo continuou limitado.

Jogadores fracos recebendo pouco e as poucas estrelas ganhando além da conta.

Perdeu a saúde com inúmeras reuniões com bancos pedindo empréstimos para o Palmeiras.

Antecipando cotas da televisão.

Tudo foi ficando pesado demais com o time perdendo títulos, a torcida cobrando.

Com Belluzzo sofrendo a cada derrota.

Acabou sendo submetido a uma grave cirurgia cardíaca.

Cedeu seu posto por dois meses a Salvador Hugo Palaia, seu vice e dono da quantidade de votos que lhe garantiram o poder no Palmeiras.

Palaia acabou com o departamento de futebol de Belluzzo.

Tinha antigo desentendimento com Gilberto Cipullo.

Seguindo a postura mais agressiva de Palaia, os jogadores passaram a ser mais cobrados.

Não importa o fraco potencial técnico.

Acabaram as longas conversas de Belluzzo.

Chegaram as broncas, os desaforos de Pescarmona.

O time sentiu a pressão.

Felipão também exigiu a reação do time.

Disse que abriria mão do restante do Brasileiro, mas era para dar o coração para ganhar a Sul-Americana.

O milionário Palaia garantia que se o Palmeiras chegasse à Libertadores de 2011, traria grandes reforços.

E que o clube seria um dos mais fortes do País.

Só que veio a imensa desilusão contra o Goiás.

Coincidiu com o restabelecimento de Belluzzo.

Mesmo contrariando familiares, ele voltou à presidência do Palmeiras.

E com outro tom.

Foi convencido por Palaia que chegou a hora de colocar os jogadores na parede.

Felipão concordou que a cobrança deveria ser mais rígida.

Foi o que aconteceu ontem.

O tom foi além do que o time esperava.

Valdivia e Kleber descobriram que não são imprescindíveis.

Se estiverem insatisfeitos é só falar que serão negociados.

Principalmente Kleber, que reclamou por jogar sozinho no ataque, o que é muito verdade.

Além de pendências financeiras que o clube mantém com ele.

Mas daqui para frente, Belluzzo e Felipão não vão tolerar cobranças pela imprensa.

Kleber ouviu sem rodeios que, se quiser ir embora, é só falar.

Ele ficou surpreso com o tom da conversa.

Seu empresário jura que não sairá do Palmeiras, mas o jogador ficou desgastado com a conversa.

Lincoln também terá de parar de cobrar o dinheiro que o clube lhe deve pela imprensa.

E Valdivia terá de seguir da maneira mais rígida possível o tratamento que os médicos lhe passarem

Acabar de vez com esse misterioso estiramento na coxa que não sara.

Scolari ganhou poder de manager, que foi negado a Luxemburgo.

Está liberado para correr atrás dos jogadores que deseja para 2011, desde que não sejam caros demais.

E confessou que já ligou para um jogador que bebe 'umas cervejinhas' a mais.

E o convidou para jogar no Palmeiras em 2011.

Jobson do Botafogo parece ser esse atacante.

E vários outros atletas serão contratados.

Não de ponta, mas jogadores competitivos, muito melhores dos que os que estão no Palestra Itália.

Vários sairão do clube.

Belluzzo está a ponto de anunciar o que garantiu que não faria: sair candidato à reeleição.

Palaia ficará de vez com o futebol.

Os dois se unirão para enfrentar Arnaldo Tirone Filho, o Pituca, candidato da oposição, 'homem de Mustafá'.

Muita coisa mudará no Palmeiras em 2011.

Mas antes, os jogos contra Fluminense e Cruzeiro.

Partidas que o time não fará força para ganhar.

Uma eventual conquista do Brasileiro por parte do Corinthians só deixaria tudo ainda pior.

Tudo já está sofrido demais no Palestra Itália.

São dois anos de administração Belluzzo sem sequer a conquista de um título...

(E como é de praxe, as organizadas foram até o CT neste sábado.

Protestaram, pediram a saída de jogadores e dirigentes.

E disseram que não suportam mais passar vergonha...)

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De processado, boicotado, ao maior cabo eleitoral para a eleição na Fifa. A enorme mudança de Pelé em relação a Ricardo Teixeira…

Agencia Estado733 De processado, boicotado, ao maior cabo eleitoral para a eleição na Fifa. A enorme mudança de Pelé em relação a Ricardo Teixeira...

"Existe muita corrupção, infelizmente.

Já aconteceu de a CBF não aceitar uma proposta nossa melhor do que a que acabou aceitando por causa de conchavos com outros grupos.

Propostas menores acabam sendo aceitas, só para não tirar outros grupos."

Pelé estava irritado porque não conseguiu comprar os direitos de transmissão do Brasileiro no início da década de 90.

Ele tinha a empresa Pelé Sports & Marketing.

E deu essas declarações à revista Playboy, em 1993.

As acusações não deixavam dúvidas.

Foi processado por Ricardo Teixeira.

Ficou de fora dos sorteios da Copa do Mundo entre 1994 e 2002.

Quem presidia a Fifa?

João Havelange, então sogro de Ricardo Teixeira.

O boicote era tão forte, que Havelange enfrentava pressão até de presidentes de países que desejavam ter Pelé, o melhor jogador de futebol de todos os tempos.

Nessas Copas, jornalistas de outros países procuravam colegas brasileiros para entender o que acontecia.

O rompimento acabou graças a pessoas poderosas no futebol, como Jota Hawilla.

Em 2008, Pelé passou a integrar o Comitê da Fifa para a Copa de 2014.

Mas a relação sempre foi fria entre os dois.

Havia muito ressentimento, que  foi sumindo com a confirmação da Copa no Brasil.

E com o crescimento do poder de Teixeira na Fifa.

Ele seguiu todos os ensinamentos de Havelange.

Sua amizade com o atual presidente da Fifa, Joseph Blatter, é mais do que íntima.

Blatter fez o que Teixeira indicou em relação ao Morumbi.

Sem pestanejar aceitou a Arena Itaquera, sem projeto nem nada, como estádio da abertura da Copa do Mundo.

E ponto final.

Foi um troco de Teixeira em Juvenal Juvêncio.

Ficar contra o presidente da CBF com a próxima Copa marcada para o Brasil é se preparar para tempestade.

E é justamente o que o setentão Pelé não quer.

Ele passou a ser o maior cabo eleitoral de Teixeira à presidência da Fifa.

Seu apoio é total, irrestrito, absoluto.

Quando a campanha para 2015 começar, ele irá até o Afeganistão, China, onde precisar para buscar votos para Teixeira.

Blatter encerrará o seu quarto mandato e ficou empolgado ao saber que Pelé apoia o seu canditado à sucessão.

Pelé é o embaixador da Copa do Mundo no Brasil.

Cargo dado por Teixeira a ele.

"Ele já mostrou ser um ótimo administrador.

É preparado.

Como candidato será uma grande conquista para o futebol mundial", falou Pelé.

Mas o que aconteceu com a 'corrupção', com o 'conchavo' que denunciou em 1993?

Pelé diz que 'foi coisa da imprensa' e que tudo já passou.

É incrível o que os anos fazem com as convicções de certas pessoas.

Principalmente em relação ao que pensava Pelé da CBF Ricardo Teixeira.

17 anos transformaram o seu jeito de ver as coisas.

A mudança foi radical.

De acusador a cabo eleitoral à presidência da Fifa.

Milagres do futebol.

Isto é Pelé...

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A vingança de Tite. Ele nunca esqueceu a humilhação que passou no Palmeiras…

Agencia Estado23 A vingança de Tite. Ele nunca esqueceu a humilhação que passou no Palmeiras...

Tite saiu pela porta dos fundos no Palmeiras em 2006.

Foi vergonhoso.

O então responsável pelo futebol, Salvador Hugo Palaia, se irritou por ele reclamar dos árbitros.

O mandou calar a boca publicamente.

Isso não se faz com ninguém.

Ainda mais com um pai de família.

No desembarque da delegação, parte da torcida organizada, que sempre se deu bem com Palaia, ameaçava Tite.

Com hombridade, ele enfrentou os torcedores.

Eles o xingaram, mas não tiveram coragem de encostar a mão no treinador.

Várias vezes Tite pediu para os policiais se afastarem.

De aeroporto, Tite pediu demissão.

Foi uma das saídas de treinador mais deprimente da história do Palmeiras.

Tite guardou no fundo do guarda-roupa as várias camisas verdes que havia comprado para dirigir o clube paulista e seguiu sua vida.

Agora, nesse momento delicado do Brasileiro, ele teceu inúmeros elogios ao clube onde foi pior tratado na vida.

E lembra da honra, do brio do pentacampeão do mundo, Luiz Felipe Scolari.

O treinador que ontem pediu desculpas à torcida pelo vexame, pela desclassificação da Sul-Americana.

Tite não engoliu à toa seu orgulho falando tão bem do Palmeiras.

Sua intenção foi colocar Felipão em um dilema.

O que fazer contra o Fluminense?

Colocar um time misto, mas com toda a gana de vencer?

E ajudar o Corinthians a ser campeão brasileiro?

Ir contra a parte mais ruidosa da torcida que deseja que o time perca o jogo insignificante para o Palmeiras?

Ou colocar uma equipe fraca e perder o jogo?

E acabar desmoralizado internacionalmente?

Afinal, ele pretende trabalhar na Copa do Mundo de 2014, dirigindo uma seleção...

Tite conseguiu dividir o Palmeiras.

Belluzzo que voltou à presidência ontem quer que o time lute, vença.

A maior parte da diretoria, não.

Espera pela derrota.

Ela levaria a pressão para o Parque São Jorge.

Felipão?

É uma incógnita.

As palavras de Tite ressoam no Palestra Itália como um mantra.

Felipão salvará sua honra e ajudará o Corinthians?

Ou colocará para jogar atletas mais fracos do que os limitados que formam seu time titular?

Ajuda o Fluminense e deixa a vida seguir, dizendo que 'não é problema dele'?

Xeque-mate.

Tite conseguiu se vingar do clube que tanto o humilhou...

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Qualquer quarteto que o Fluminense escalar será fatal para o Palmeiras em Barueri… Qualquer um…

divulgação33331 Qualquer quarteto que o Fluminense escalar será fatal para o Palmeiras em Barueri... Qualquer um...
Muricy Ramalho e seus jogadores gostaram da goleada contra o São Paulo.

Adoraram jogar sem marcação.

Com espaço para olhar, ajeitar o corpo, posar para a televisão e chutar.

Golear.

Ainda serem apoiados pelas duas torcidas na Arena Barueri.

No mesmo local, no domingo, a certeza de que a cena será a mesma.

Diante do Palmeiras sem a menor motivação, jogando com reservas ou limitados titulares, Muricy Ramalho escalará o seu time mais ofensivo.

Finalmente, para delírio da torcida tricolor e palmeirense, Deco, Emerson, Conca e Fred atuarão juntos.

Só contra um adversário sem preocupação em vencer que Muricy pode colocar esse quarteto.

Os quatro jogadores não têm vocação para defender.

Se tivesse pela frente um time organizado e motivado para explorar os contragolpes, o Fluminense estaria arriscando muito.

Mas todos nas Laranjeiras sabem que não é o caso.

O Palmeiras eliminado da Sul-Americana não irá se empenhar em vencer e ajudar o Corinthians a ser campeão brasileiro.

Kleber já avisou que o melhor seria ter férias do que jogar...

Ninguém poderá provar que o time entregará a partida.

Mas vai entrar sem o ânimo que marca os times de Felipão.

Ainda mais depois do vexame contra o Goiás.

Muricy tem a convicção disso.

Tanto que não será de estranhar que, durante o jogo, ele arrisque até um quinteto.

Colocando Washington para se redimir das dezenas de gols que perdeu durante o Brasileiro.

Os risos e a felicidade nos treinos do Fluminense denunciam uma certeza.

Adversário para se preocupar, só o último: o Guarani que chegará ao Rio carregado de malas brancas.

O Palmeiras em Barueri não preocupa.

Porque esse jogo ao time de Felipão não tem peso nenhum.

Ganhar a partida seria dar um tiro no próprio pé.

Proporcionar a festa aos rivais corintianos.

Não teria sentido, já que o Palmeiras vive dias de luto depois da eliminação da Sul-Americana.

Por isso, Muricy Ramalho pode ir para Barueri com quarteto, quinteto ou sexteto fantástico.

Esse jogo já está decidido.

Como deixou escapar o veterano Felipe do Vasco, se referindo ao jogo contra o Corinthians.

"Por que correr para ajudar um rival?".

Ele se referia ao Fluminense.

Os palmeirenses não irão ajudar os corintianos.

Não adianta sonhar.

Imaginar uma batalha pela redenção da moralidade do futebol brasileiro.

A tristeza de um jogo decidido antes de começar voltará a Barueri.

Exatamente como aconteceu no domingo passado.

A diretoria do Palmeiras até cedeu mais lugares para os torcedores do Fluminense.

Serão 11 mil, com direito a assistir um filme que eles já sabem que terá final feliz.

A vida como ela é, como diria Nelson Rodrigues, torcedor eterno do Tricolor das Laranjeiras...

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Eliminação da Sul-Americana pode tirar o arrependido Kleber do Palmeiras

reuters984 Eliminação da Sul Americana pode tirar o arrependido Kleber do Palmeiras
Só faltava essa.

Nesta manhã não se fala outra coisa no Palestra Itália.

O comentário que Kleber está disposto a ir embora do Palmeiras.

Seria o primeiro efeito da eliminação para o Goiás da Sul-Americana.

Conselheiros importantes revelaram que ele está insatisfeito com o clube.

Que as promessas que lhe foram feitas não foram cumpridas.

Ele enfrentou a torcida e a diretoria do Cruzeiro para voltar ao Palmeiras.

Disse que havia tomado essa atitude por amor ao clube.

Que nunca havia sido tão bem tratado.

Só que recebeu várias promessas dos dirigentes.

Entre elas a formação de um grande time.

A certeza da contratação de reforços de altíssimo nível em 2011.

Só que ele já soube que, como o time não conseguiu se classificar para a Libertadores, os reforços que virão serão de um nível comum.

Não há como gastar em grandes contratações para disputar a Copa do Brasil e o Paulista.

Kleber mesmo sabe que será desvalorizado, esquecido do mercado internacional atuando nestas competições internas.

Não haverá projeção.

Ele ficou muito aborrecido com a eliminação do time da Sul-Americana diante do Goiás.

E com as cobranças de torcedores e de dirigentes.

As críticas foram na mesma direção: que ele esteve sumido na partida.

Aceitou a marcação goiana e nada produziu.

Ao término do jogo, Kleber reclamou por estar muito "'sozinho" no ataque.

A queixa foi direta ao esquema tático de Luiz Felipe Scolari.

Os dois não têm uma relação de grandes amigos.

É apenas profissional.

Kleber percebeu que ele deixou de ser tratado como um jogador especial.

No clube e nas arquibancadas.

Pelo contrário, a cobrança até aumentou com a ausência de Valdivia, contundido.

Kleber se iludiu ao deixar o Cruzeiro.

Pensou que a sua contratação, a de Valdivia e a de Felipão, fosse o começo da formação de uma grande equipe.

E não o máximo que a diretoria poderia contratar.

Kleber não estaria disposto a passar 2011 sofrendo.

Lutando em uma equipe fraca.

Sabe que o mundo árabe tem interesse no seu futebol.

Casado, ele quer tratar do futuro da família.

A incerteza do que irá acontecer com Belluzzo na presidência do Palmeiras também o incomoda.

Vazou também a história de que lhe foi prometido um carro zero ao voltar para o Palesta Itália.

Só que o tempo passou e o carro não chegou.

A situação é essa.

Kleber não vai assumir publicamente.

Mas seu arrependimento por ter voltado ao Palmeiras torna-se cada vez mais evidente.

O Cruzeiro ainda possui 50% dos direitos federativos do jogador.

E Zezé Perrella não gosta de desperdiçar dinheiro.

Para o presidente cruzeirense, a hora de vender Kleber seria agora.

Em 2011 a tendência é de desvalorização sem a Libertadores.

Zezé nem sonha em levá-lo de volta ao Cruzeiro, depois de tantos pedidos do jogador para voltar ao Palmeiras...

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Lula assegurou a Teixeira que o Exército nas ruas garantirá a Copa do Mundo no Rio de Janeiro…

divulgação282 Lula assegurou a Teixeira que o Exército nas ruas garantirá a Copa do Mundo no Rio de Janeiro...
O mundo está chocado com a onda de violência no Rio de Janeiro.

Justo na cidade onde já está marcada a final da Copa do Mundo de 2014.

E as Olimpíadas de 2016.

A imprensa do planeta está relacionando as mortes, os carros queimados e os arrastões com as duas competições.

Será que o Rio terá condições de oferecer segurança para as delegações, turistas e dirigentes?

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, já pediu satisfação para o presidente da CBF.

Já não bastasse os atrasos nos estádios, agora a violência desenfreada.

Mas Blatter foi tranquilizado por Teixeira.

Teve a garantia que a Copa do Mundo está mais do que garantida.

O motivo: a ligação de Teixeira com Lula.

O presidente da República já garantiu que a fórmula que deu certo no Pan-Americano será repetida.

Ou seja: o Exército tomará as ruas e as favelas do Rio de Janeiro.

Enquanto acontecer a Copa, a segurança será mais do que rígida.

O pedido de Lula já chegou até Dilma e ela não colocou qualquer obstáculo ao plano.

Para o governo brasileiro será fundamental organizar a Copa do Mundo e as Olimpíadas.

E a violência não pode atrapalhar.

Blatter está para vir ao Brasil.

Ele terá um encontro com Lula e receberá dele as garantias do Mundial.

Essa festa dos bandidos não acontecerá em 2014, quando soldados do Exército estarão nas ruas do Rio.

Mesmo assim, as seleções deverão trazer suas escoltas especiais de seguranças.

Há um clima tenso em relação à Copa do Mundo no Brasil.

Mas a Fifa usará essa promessa do Exército nas ruas para acalmar os já preocupados dirigentes das seleções europeias.

Por isso Ricardo Teixeira pôde divulgar a nota de ontem, garantindo a Copa no Brasil e a sua final no Rio de Janeiro.

Mas a desconfiança do mundo inteiro continua.

O ideal seria o Exército assumir as ruas da cidade desde já...

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Santos quer um artilheiro para a Libertadores. Há vários nomes sendo discutidos. Um chama a atenção: Dagoberto do São Paulo…

divulgação931 Santos quer um artilheiro para a Libertadores. Há vários nomes sendo discutidos. Um chama a atenção: Dagoberto do São Paulo...
O empresário Luiz Taveira tem o aval do Santos.

Ele está oferecendo Zé Eduardo para vários clubes europeus.

Não há grande interesse da diretoria em continuar com ele.

Nem com Keirrison.

O empréstimo do jogador foi um fracasso.

Seu vínculo termina no meio de 2011, mas há a chance de ser devolvido ao Barcelona antes, no final deste ano.

Se Zé Eduardo ainda tem feito gols, o ex-jogador do Palmeiras é uma decepção.

Tem treinado muito mal

E, nas poucas vezes que jogou, muito pior.

Marcel também não agradou.

O maior destaque que conseguiu foi quando quase bateu em Neymar, no trote de comemoração do aniversário de Zé Eduardo.

Os dirigentes querem um artilheiro consagrado para atuar ao lado de Neymar na Libertadores.

Há uma lista de nomes circulando na Vila Belmiro.

Todo tipo de jogador.

Viável e inviável.

Vagner Love, Luís Fabiano, Grafite são os muito difíceis de serem contratados.

E há os mais à mão.

Alecsandro, que sairá do Inter depois do Mundial.

Guilherme, ex-Cruzeiro, no Dínamo de Kiev.

Souza, do Corinthians, é oferecido em todo semestre.

Wellington Paulista, do Cruzeiro.

Os dirigentes estão na dúvida, querem sondar todas as possibilidades.

Até os vários estrangeiros que estão sendo oferecidos por empresários ligados ao futebol argentino e uruguaio.

Mas querem alguém rodado.

E que também desperte a atenção dos zagueiros adversários.

Facilite para que Neymar possa jogar mais livre.

Mesmo precisando desesperadamente de zagueiros, Luís Álvaro avisou que deseja um artilheiro.

Alguém que decida os jogos.

Com tantos nomes, há uma certa indecisão.

Há um que agrada a todas as partes.

Não seria tão caro.

O relacionamento entre as diretorias é excelente.

Adilson Batista gosta.

Ele se encaixaria bem no esquema ofensivo que pretende montar para o Santos em 2011.

Uma equipe ágil, eficiente na frente.

Talvez seja um trauma por ter passado pelo Corinthians de Ronaldo.

É rápido, habilidoso e sabe driblar, tabelar, fazer gols.

Tem os mesmos empresários de Keirrison.

Ele atende por Dagoberto e joga no São Paulo.

Está longe de ser uma negociação impossível...

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Sorteio da Libertadores foi carrasco. Com Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Quem for campeão ganhará o grupo da morte…

reuters054 Sorteio da Libertadores foi carrasco. Com Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. Quem for campeão ganhará o grupo da morte...
2010 ficará mesmo marcado como o ano das ironias.

Acabou há pouco o sorteio dos grupos da Libertadores.

O sorteio foi terrível para quem for campeão Brasileiro.

A primeira fase reserva o grupo da morte, o 3, aguarda o melhor do Brasil.

Os adversários: Argentino Juniors, Nacional do Uruguai e América do México.

Dos quatro, lembrando, se classificam dois.

Isso aconteceu porque o campeão do Brasil não foi cabeça de chave.

Faltou força política para Ricardo Teixeira.

Ter conseguido uma vaga na Sul-Americana já o fez queimar parte de sua força na entidade.

E sobrou para os outros melhores do Brasileiro.

O vice colocado no Brasileiro também terá uma missão dificílima.

Enfrentará o campeão do Apertura argentino, Estudiantes ou Velez...

O vice do Paraguai.

E o vencedor das partidas entre o terceiro do Brasileiro e o terceiro do Campeonato Colombiano.

Esse é o grupo 7.

O quarto colocado do Brasileiro ou o Goiás enfrentará o Liverpool do Uruguai.

Quem vencer estará no grupo 6, do Atletico Junior da Colômbia, o segundo da Bolívia e o segundo do Peru.

Muito mais fácil.

Santos e Internacional tiveram ainda mais tranqüilidade, por serem cabeça de chave.

O time de Neymar terá pela frente o Deportivo Tachira da Venezuela, o segundo colocado do Campeonato Chileno e o vencedor do confronto entre o terceiro colocado do Paraguai e o venuzuelano Deportivo Petares.

O Internacional terá ainda mais paz.

Os adversários: o boliviano Jorge Wilstermann, o segundo colocado no Campeonato Equatoriano e o vencedor de Jaguares do México e o terceiro do Campeonato Peruano.

O sorteio castigou os primeiros colocados do Campeonato Brasileiro.

Fluminense, Corinthians e Cruzeiro.

Privilegiou o campeão da Libertadores e da Copa do Brasil.

Houve uma acomodação política para colocar equipes como Atletico Junior da Colômbia, o campeão equatoriano, o campeão peruano e o Caracas da Venezuela.

O segundo colocado da Argentina foi sorteado como um dos cabeças de chave.

O sorteio foi carrasco com os primeiros colocados deste confuso Campeonato Brasileiro.

Como se fosse uma vingança por tudo o que está acontecendo.

Principalmente com o campeão.

Muita ironia...

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Globo pressiona CBF para volta do mata-mata. Entrega dos clubes matou a credibilidade dos pontos corridos…

divulgação883 Globo pressiona CBF para volta do mata mata. Entrega dos clubes matou a credibilidade dos pontos corridos...
Ninguém suporta mais essa falta de credibilidade do Brasileiro.

Corinthians,Palmeiras, Goiás, Vasco, Flamengo, São Paulo...

E muitos outros times envolvidos na lamentável história de entregar partidas.

Jogar para não ganhar.

A desmoralização é enorme...

Principalmente a cúpula da TV Globo.

Marcelo Campos Pinto é o responsável da emissora junto à CBF.

E ele já procurou seu amigo Ricardo Teixeira com o pedido.

Quer a mudança da fórmula do Brasileiro.

Deseja a volta do mata-mata.

A fórmula de pontos corridos turno e returno para classificar os oito melhores.

A partir daí, mata-mata.

O primeiro contra o oitavo.

O segundo contra o sétimo...

E assim por diante.

Com partidas de ida e volta.

A pressão é imensa.

A CBF, leia Ricardo Teixeira, está a ponto de ceder.

Você considera justa a mudança?

Que fórmula prefere: pontos corridos ou mata-mata?

Qual é a mais justa?

Porque Itália, Inglaterra, França, Alemanha fazem seus campeonatos por pontos corridos há décadas?

Brasileiro tem menos vergonha na cara?

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A primeira enorme decepção com Felipão. Para tristeza dos palmeirenses, não… Ele não é um enviado dos deuses… É só um técnico…

Agencia Estado56 1024x682 A primeira enorme decepção com Felipão. Para tristeza dos palmeirenses, não... Ele não é um enviado dos deuses... É só um técnico...
Se fosse qualquer treinador no mundo ontem no Pacaembu, ele seria massacrado pela torcida do Palmeiras.

Qualquer um: José Mourinho, Guardiola, Alex Ferguson, Vicente del Bosque...

Menos Luiz Felipe Scolari.

Por isso a tristeza foi maior.

A sensação de profunda decepção sem o desabafo de acusar ninguém.

Muito menos Felipão.

O treinador que deu a maior conquista da história do clube: a Libertadores de 1999.

Que orgulhou a todos com o pentacampeonato no Japão.

Aquele que os dirigentes tentavam trazer de volta há três anos.

E que trouxeram a peso de ouro.

O técnico que mais recebe na América Latina.

E que promete processar quem citar a fortuna que recebe, sem impostos.

Ele a estava justificando.

Levou o time à semifinal da Sul-Americana.

Mas mostrou ontem que ele não é um enviado dos céus.

É apenas um treinador de futebol, para desencanto dos palmeirenses.

O elenco é limitado, inseguro, com pouquíssimos jogadores com talento.

Mas todos confiaram em Felipão.

A sua estrela é tão grande que, em 2010, a fraca Sul-Americana passa a valer uma vaga à Libertadores da América.

Competição formada por times que fracassaram nos seus países, ela parecia moldada para Scolari.

Uma sequência de mata-matas, sua especialidade desde o Criciuma, em 1991.

A fé, a confiança dos palmeirenses na redenção do clube foi imensa.

Todos apostavam em Felipão.

O clube e os brasileiros largaram sem remorso o Brasileiro.

A confiança era imensa na Sul-Americana.

Aos trancos e barrancos, o time foi chegando.

Mal assessorado, o treinador mostrava uma faceta antiga, ultrapassada.

Todos fingiam não ligar porque ele estava ganhando.

Seguindo os conselhos de seu assessor de imprensa, primeiro ele calou o time.

Duvidando da capacidade intelectual dos seus jogadores, eles foram proibidos de dar entrevistas.

Ninguém fala no gramado: antes, durante ou depois da partida.

Ninguém.

Só Felipão.

Passou a ser o treinador no país que mais fechou treinos para a imprensa.

Ninguém podia ver o seu trabalho.

Depois passou a não responder perguntas que não lhe interessavam.

Até que houve o lamentável episódio de chamar os repórteres que insistiam no absurdo "caso Valdivia" de palhaços.

E a torcida, como previa o seu assessor de imprensa, ficou do lado do técnico.

Afinal, o Palmeiras estava vencendo.

Só que Felipão sonha um dia em voltar para a seleção brasileira.

Ele não poderia manter o rompimento com a imprensa de São Paulo.

Teve mais bom senso do que seu assessor e se reuniu na Aceesp.

Acabou com a má educação e birra com os jornalistas.

Não chamou mais ninguém de palhaço.

Enquanto isso, continuava manipulando as informações.

Escondendo.

Proibiu e ninguém fala de maneira aberta sobre Valdivia.

Jogador de R$ 14 milhões que teve de sair três vezes antes do primeiro tempo, sentindo um estiramento na coxa esquerda.

Por que ele entrou em campo contudido ninguém soube dizer até agora...

Mas as vitórias serviam como escudo a Scolari.

Os dirigentes se sentiam protegidos com ele.

Podiam esconder a sua falta de competência.

Scolari é e gosta de ser o centro das atenções.

Passou a ter o poder de vida e morte no Palmeiras.

Só ele para dizer não a um dos maiores ídolos da história do clube.

A grande maioria dos dirigentes queria o retorno de graça de Rivaldo.

Apenas uma voz foi contrária.

E ela prevaleceu: a de Luiz Felipe.

Constrangidos, os dirigentes não ousaram enfrentá-lo.

Nem mesmo os torcedores, que também queriam pelo menos ver em que condições físicas o talentoso jogador estava.

Mas não houve sequer a possibilidade de ele fazer um teste no clube.

Um mero coletivo com os reservas.

Não de Scolari é não.

Ai de quem ousar contestá-lo no Palmeiras.

Por isso a frustração é maior no clube.

A maneira com que o time de Felipão perdeu para o Goiás.

A falta de reação, de luta.

Se faltava talento, o time também não teve atitude.

A televisão mostrava que não houve uma mudança tática, sequer uma tentativa.

Nada.

Parecia estar atônito como um técnico comum, como existem às dezenas pelo futebol brasileiro...

E que valem bem menos...

Conselheiros ontem de madrugada choravam, atônitos.

Mal conseguiam falar ao telefone.

Só diziam que 2011 estava perdido.

Mas preservavam Felipão.

Não tinham a velha escapatória de crucificar o técnico.

Não...

Scolari continua intocável no Palmeiras.

Ele fez por onde.

E até por isso, a dor talvez seja muito maior.

A frustração de ser eliminado da semifinal da Sul-Americana em casa, diante de 38 mil torcedores.

Para o rebaixado Goiás.

"Brochante", como disse o diretor de futebol Pescarmona.

O resultado espantou investidores dispostos a montar um grande time para a Libertadores.

Para o desprestigiado Campeonato Paulista ou a Copa do Brasil, com visibilidade interna, não vale a pena.

Scolari sabe bem que perdeu o poder de barganha com a eliminação de ontem.

Sua lista de reforços passa a ter nomes bem mais fracos, mais baratos.

Pior.

Sua credibilidade como técnico do Palmeiras ainda é imensa.

Mas sofreu um baque ontem.

Silencioso, dolorido.

Durante o vexame no Pacaembu, torcedores olhavam para o banco de reservas.

Como se esperassem um milagre.

Milagre que não veio.

Scolari não conseguiu fazer seu time empatar com o Goiás.

Não era cover, nem um representante.

Muito menos seu assessor de imprensa que o transformou em uma figura antipática, rústica, agressiva.

Era o treinador que os dirigentes e a torcida sonhavam desde que foi embora, há dez anos.

O vexame foi comandado por ele.

Fosse qualquer outro técnico do mundo, estaria sendo contestado, questionado.

Seu emprego, ameaçado.

Mas Felipão ainda desfruta de uma aura no Palmeiras.

Justificada.

Telê Santana, Vanderlei Luxemburgo, Muricy Ramalho, Rubens Minelli, Ênio Andrade, Oswaldo Brandão também já a tiveram um dia.

E a perderam.

Que Luiz Felipe Scolari trabalhe muito para continuar justificando tanta confiança.

Tantas lágrimas, tanta dor, tanta revolta silenciosa.

Ninguém está acima do bem e do mal no futebol.

Ninguém.

Nem mesmo Luiz Felipe Scolari...

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