De 35 a 17 graus em quatro dias. Entenda o que a CBF faz com a seleção brasileira…

34f01fl De 35 a 17 graus em quatro dias. Entenda o que a CBF faz com a seleção brasileira...

Mudou o técnico.

Mudou a filosofia.

Mudaram os jogadores.

Não mudou o planejamento da seleção brasileira de Ricardo Teixeira.

O que importa nos amistosos com Mano Menezes é o mesmo princípio que valeu com Falcão, Leão, Vanderlei Luxemburgo, Parreira, Dunga e tantos outros...

Fazer política, buscar dinheiro e não levar em consideração os jogadores.

Um bom exemplo está nestes dois amistosos contra Irã e Ucrânia.

O que aconteceu ontem (7), em Abu Dhabi, além do ótimo futebol de André Santos e Robinho?

O time foi exposto a uma temperatura de 35 graus.

Ganhou de 3 a 0, correu, se desgastou ao extremo.

E, dos Emirados Árabes, embarca para a Inglaterra.

Na segunda-feira (11), a seleção enfrentará a Ucrânia.

A temperatura prevista para a partida?

17 graus...

Nada menos do que 19 graus de diferença em quatro dias.

Não existe motivo racional para tamanho desgaste.

Imagine ser o presidente do Milan e ter Robinho, Alexandre Pato e Thiago Silva expostos a esse sacrifício...

Que boa vontade você teria com a seleção brasileira?

Que visão teria dos dirigentes?

Ainda mais ao saber dos motivos desse itinerário sem sentido.

A grande maioria dos países civilizados evita qualquer contato com o Irã.

A política bélica do presidente Mahamoud Ahmadinejah é o motivo.

Acontece que o presidente Lula se aproveita desse isolamento do mundo para fazer vários acordos com o Irã.

A sua visão: sem grande contato com o mundo ocidental, os iranianos podem facilitar as negociações com os brasileiros.

Em todas as áreas, até mesmo a nuclear, na qual, com Ahmadinejah, eles estão bem avançados.

O amistoso serviu como respaldo político ao Irã.

Foi um pedido de Lula a Ricardo Teixeira, já que a seleção sempre foi embaixadora do nosso país.

Como a relação entre o presidente do Brasil e o da CBF nunca esteve tão próxima, pedido aceito.

Nunca ninguém saberá com certeza quanto rendeu o amistoso.

E até se rendeu.

Ou foi apenas um favor pessoal.

Já a partida de segunda-feira, em Derby, não.

É tradicional.

O Brasil jogará na Inglaterra graças à empresa Kentaro.

Israelense, ela se encarrega de buscar organizadores dispostos a pagar para o Brasil atuar nos seus domínios.

Geralmente, os mais empolgados são os ingleses.

Por isso, o Brasil atua tanto por lá.

A Kentaro repassa US$ 2 milhões livres à CBF.

Ainda organiza a logística: viagem, hospedagem.

Fica com o dinheiro que sobrar.

E sobra.

Como sobra...

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São Paulo se prepara para a operação Kaká…Onde estão os são-paulinos que o chamaram de pipoqueiro?

kaka lula São Paulo se prepara para a operação Kaká...Onde estão os são paulinos que o chamaram de pipoqueiro?

O jornalismo oferece situações absurdas, mas se elas aparecem, não há porque renegá-las.

Trabalhando como repórter, setorista do São Paulo, Corinthians e Palmeirav, fui testemunha da história várias vezes.

Foram 22 anos e meio em um um jornal diário.

A editoria de Esportes sempre foi o seu ponto mais forte e muito respeitada no Brasil.

Por uma questão de pauta e oportunidade, estava em uma sala reservada do aeroporto de Cumbica, quando Kaká estava embarcando, vendido para o Milan.

Foi uma conversa exclusiva, de 45 minutos.

Ele estava acompanhado com seu pai Bosco e seu empresário, na época, Wagner Ribeiro.

Embora nunca tivesse sido um repórter próximo de Kaká, a insistência e a importância do jornal ajudaram.

E ele meu deu um depoimento emocionado.

Com água nos olhos.

Se sentia um injustiçado.

Estava muito triste com o comportamento das torcidas organizadas do São Paulo.

Elas o tratavam como pipoqueiro, como jogador sem personalidade para enfrentar jogos difíceis.

De atleta seduzido pela Itália, pelo Milan.

Realmente, ele tinha um grande sonho de atuar por lá.

Mas queria ficar mais um tempo no São Paulo.

Só que não suportava sair nas ruas e ser chamado de pipoqueiro.

Ele tinha apenas 21 anos.

Havia o interesse do Chelsea, que ofereceu US$ 12 milhões.

Só que ele desejava atuar no Milan, que colocou US$ 8 milhões na mesa.

A diretoria do São Paulo ficou contrariada.

Mas Kaká fez um grande favor para o clube que o mostrou para a mídia mundial.

Na entrevista que me deu, destacou que poderia esperar alguns meses e ir embora sem deixar um tostão.

Seu contrato estava para acabar.

Ele acelerou sua saída de propósito.

E por isso escolheu para onde ia.

Se transformou no melhor jogador do mundo, em 2007.

Foi contratado pelo Real Madrid por 65 milhões de euros.

A segunda maior transação da história de um atleta de futebol.

Chegou contundido, mas teve de jogar para fazer valer investimento tão alto.

Lógico que iria pagar caro demais por entrar em campo com o joelho baleado e a pubalgia apitando.

Na Copa de 2010, também contundido, foi uma triste sombra do que poderia ser.

Assim como em 2006.

Sofreu uma importante operação e está se recuperando.

José Mourinho nunca foi o fã número um do brasileiro.

Pelo contrário.

Ele acredita que por seu preço, o Real Madrid pode ter quatro jogadores importantes.

E recomendou sim à direção do clube espanhol negociar Kaká.

Isso ainda antes de assinar seu contrato.

Mas com a operação de Kaká, a direção do Real Madrid não quer perder muito dinheiro.

A Inter de Milão quer o jogador e tenta aproveitar a oferta de ocasião.

Só que os dirigentes espanhóis estão mesmo tentados a seguir a fórmula que o Santos ensinou.

Emprestar Kaká ao seu clube de origem para recuperá-lo.

E, na seqüência, vendê-lo no retorno.

Exatamente como aconteceu com Robinho que, de encostado no Manchester City, voltou a ser estrela no Santos.

E foi bem vendido ao Milan.

A situação não é fácil.

Pelo contrário, é complicada.

Os salários de Kaká são absurdos para a realidade do futebol brasileiro.

Ele recebe R$ 24,5 milhões por ano.

Mais de R$ 2 milhões mensais ou R$ 500 mil por semana.

Mesmo assim, o departamento de marketing do clube se mobilizou e garantiu a Juvenal Juvêncio que consegue patrocínios para bancar a estrela.

O presidente do São Paulo vai tentar o contato ainda hoje com os dirigentes espanhóis.

Quer viabilizar de qualquer maneira a contratação.

Seria uma compensação para Juvenal por haver perdido o Morumbi como sede da abertura da Copa de 2014...

O irônico é que as diretorias das principais torcidas organizadas do São Paulo estão histéricas, eufóricas com a chance do retorno.

Se esqueceram do que fizeram há oito anos.

Caso dê certo a complicada transação, Kaká pode sorrir.

O garoto que saiu do Brasil assustado, decepcionado, injustiçado está vingado.

De indesejado, virou sonho...

Razão de promessas e novenas...

Nada como um dia após o outro no futebol...

Na vida...

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Thiago Heleno. O tcheco de Adilson Batista…

tcheco ao lado do presidente andres sanches e do dx Thiago Heleno. O tcheco de Adilson Batista...

Indicar um jogador do ex-clube é ter a obrigação de escalá-lo.

Mano já passou por isso no próprio Parque São Jorge com Tcheco.

O meia deveria ser o seu capitão, o comandante da equipe na Libertadores do centenário.

Porém, o técnico percebeu logo que faltava energia, força física, mobilidade.

Recomendou, fez o Corinthians gastar e não escalou.

Tinha moral e tempo de casa para isso.

Já Adilson Batista, não.

Colocou ontem Thiago Heleno como companheiro de William.

Tendo condições de escalar Paulo André, que está em ótima fase.

E deu no que deu.

A defesa corintiana tinha problemas em qualquer bola cruzada.

Falta entrosamento, ritmo de jogo para Thiago Heleno.

Duas bolas paradas, levantadas para a área paulista e a partida foi definida.

Werley e Zé Luís marcaram como quiseram.

Fazendo até pose para os fotógrafos.

O treinador fez o que gosta: improvisou.

Colocou, de maneira inesperada, e sem treinar, o lateral Moacir como volante.

E ele foi muito mal.

Não protegeu a zaga, não fez a bola sair da defesa para o meio com velocidade.

Adilson Batista não quer que ninguém veja fantasmas, mas o Corinthians perdeu outro jogo importantíssimo ontem.

Por participação fundamental de suas escolhas.

Está na hora de alguém ter coragem de cobrar o treinador.

Ou o Corinthians quer jogar esse Brasileiro fora, de propósito, e não avisou aos seus torcedores?

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Para defender Neymar, o presidente Luís Álvaro não vê nada demais em festinha com prostitutas. Na concentração santista. Depois ainda alguém estranha o comportamento de Neymar…

Locadora de mulher Para defender Neymar, o presidente Luís Álvaro não vê nada demais em festinha com prostitutas. Na concentração santista. Depois ainda alguém estranha o comportamento de Neymar...

Quando os grandes personagens do esporte têm qualquer problema só procuram quatro lugares.

Locais onde há a certeza de que poderão falar à vontade.

Sem perguntas difíceis de responder.

Mesmo falando os maiores absurdos não serão interrompidos.

Pelo contrário, poderão se justificar à vontade.

Pela ordem de importância dos envolvidos são eles:

Fantástico, Jornal Nacional, Redação ou Arena Sportv.

Todos programas de canais que pertencem à TV Globo.

É a emissora que possui os direitos de transmissão dos campeonatos.

Há uma linha de conduta de preservar o espetáculo.

Não atacar o artista, mesmo que ele esteja muito errado.

Essa postura vai além.

Quando alguém está em dificuldade, basta pedir ajuda.

Essa é uma orientação que vai muito além dos meros jornalistas.

A esmagadora maioria dos que trabalham na emissora sabe muito bem o que deveria perguntar.

E que resposta não aceitar.

Mas estranhamente, não reagem como deveriam.

Estranhamente, os entrevistados falam o que querem.

Suas respostas são aceitas como dogmas celestiais.

Quando Ronaldo foi flagrado com os travestis...

Quando Adriano sumiu na favela...

Vagner Love foi flagrado em um baile com traficantes...

Quando Ganso se recusou a sair do campo na final do Paulista...

Sempre foi assim.

Não é de estranhar que o presidente do Santos, Luiz Álvaro, tenha falado no Arena sobre Neymar.

E disse absurdo atrás de absurdo para tentar justificar a falta de comando da direção do clube.

Chegou à falta de senso de dizer que não houve mal algum na farra do jogador com as prostitutas.

A partida com o Grêmio já havia passado.

Se for essa a lógica, o Santos deveria se hospedar logo em um bordel.

Seria mais econômico.

Depois das partidas, tudo resolvido.

E vamos esquecer que Neymar estava na concentração do Santos...

Disse que há uma perseguição da imprensa.

Ele tem razão.

Houve uma enquete entre os jornalistas sobre qual jogador brasileiro iríamos atormentar.

Foi uma votação nacional.

E nós escolhemos Neymar.

Houve uma caixinha inclusive para pagar as prostitutas de Porto Alegre.

Elas deram recibo e aceitaram cartão de crédito.

Também colocamos Neymar no colo e ensinamos os palavrões que ele usou com Dorival Júnior e Edu Dracena, capitão do time, por não cobrar um pênalti.

A estratégia de Luiz Álvaro é irracional, estúpida.

Todos os jornalistas do Sportv perceberam.

Mas quem iria interromper o presidente santista e avisar da bobagem que o dirigente dizia?

Luís Álvaro falou o que quis e tudo bem.

Ficou apenas mais explicado porque acontecem tantas coisas nos bastidores do Santos.

E Neymar nunca é punido.

Ainda bem que o poder de Luiz Álvaro falar bobagem e não ser questionado não vai além dos programas televisivos em que confia.

Só que essa postura de negar a realidade não funciona.

Não vivemos mais sob a ditadura militar.

As pessoas são livres para enxergar, para pensar.

Luís Álvaro está passando  por um papel ridículo.

Estragando com a carreira de Neymar.

E mostrando o quanto falta de autoridade para ser presidente de um clube glorioso como o Santos.

Depois dos Teixeira, que juravam ter nascido para dominar a Vila Belmiro...

Vem a retórica vazia de Luís Álvaro.

E sua falta de visão.

Capaz de mandar um competente treinador para agradar um garoto mimado de 18 anos.

Que faz farra na concentração santista e ainda é aplaudido pelo presidente...

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Kassab foi pouco. Lula deveria liberar a Arena Palmeiras para Belluzzo…

japones vacina agulha Kassab foi pouco. Lula deveria liberar a Arena Palmeiras para Belluzzo...

Nada mais justo do que o prefeito Gilberto Kassab ir até o hospital.

E avisar pessoalmente para Luiz Gonzaga Belluzzo que não há mais qualquer obstáculo burocrático.

Estão liberadas as obras para a construção da Arena do Palmeiras.

Um estádio para 45 mil pessoas.

Obra difícil já que está cercada de casas, ruas, no coração da populoso bairro da Água Branca.

Belluzzo fez uma operação muito delicada no coração.

Colocou duas pontes de safena e duas de mamárias.

Nos últimos meses, ele estava uma pilha de nervos por causa do Palmeiras.

O time dando vexames seguidos.

O clube endividado, ele tendo de usar o seu prestígio pessoal para pedir empréstimos a bancos.

A oposição barrando suas contas.

A própria situação trabalhando contra suas decisões.

A Prefeitura travando o início das obras na Arena.

Belluzzo decepcionou sim como presidente do Palmeiras.

Até por quem conhece o seu intelecto, sua capacidade como empresário, como economista.

Agiu como um torcedor insandecido muitas vezes e não como dirigente.

Mas ninguém, nem o seu maior perseguidor pode negar o seu amor ao Palmeiras.

Amor que a família sabe que levou ao leito do hospital.

Por isso, muito justa essa visita de Gilberto Kassab para dar a boa notícia a ele.

Este senhor que completará 68 anos merecia ter esse momento de felicidade.

Pena que quem acabou posando para as fotos com o Diário Oficial confirmando a liberação foi outra pessoa.

O presidente em exercício, Salvador Hugo Palaia.

Justo quem questionou tanto a Arena Palmeiras.

Coisas do futebol.

Sai logo desta cama, Belluzzo...

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O Santos ficou de joelhos. E Neymar aproveitou. Até com prostitutas na concentração. E agora? Quer pagar quanto?

article 0 026C5E1F00000578 505 468x347 O Santos ficou de joelhos. E Neymar aproveitou. Até com prostitutas na concentração. E agora? Quer pagar quanto?

Quando o Santos não vendeu Neymar, o clube foi aplaudido de pé.

Recusou a maior quantia já oferecida por um atleta brasileiro atuando no país em toda história.

Luís Álvaro se credenciou a ser beatificado.

Os torcedores de todos os clubes quase beijaram os pés do dirigente, do jogador e do empresário Wagner Ribeiro.

Eu quase fui apedrejado ao escrever que era um enorme risco recusar tanto dinheiro.

Até porque ninguém sabe o futuro.

Ninguém saberia a reação de quando a emoção de Neymar passasse e ele imaginasse a vida que poderia estar levando no Chelsea.

E mais perigoso: como ele ficaria no Santos, sendo tratado como a nova encarnação do Buda?

A excelente matéria do Lance publicada hoje choca, irrita e decepciona quem apostou em Neymar.

Sem meias palavras, fica escancarado o quanto ele se acha inatingível no Santos Futebol Clube.

E a falta de pulso de Luís Álvaro, que teve coragem de mandar embora Dorival Júnior, mesmo sabendo tudo o que Neymar aprontou.

Vamos aos fatos.

Durante a Copa do Mundo, Neymar, Ganso, Madson e André chegaram à concentração às 3h da manhã.

Deveriam estar às 23h.

Estavam na festinha de aniversário de Madson.

Dorival Júnior pediu severa punição até para educar os garotos.

Ele queria a negociação imediata de Madson.

Os dirigentes não quiseram “desvalorizar o patrimônio”, principalmente Neymar e Ganso.

Veio a proposta do Chelsea de R$ 70 milhões pelo garoto de 18 anos.

A diretoria implorou para ele, para a família, para Wagner Ribeiro, para o pipoqueiro do Santos...

E Neymar resolveu ficar.

Sua multa rescisória pulou para R$ 101 milhões.

Ele teve um novo contrato de cinco anos.

Seu salário aumentou absurdamente.

De R$ 160 mil, passou para R$ 500 mil.

E no ano que vem, quando completar 19 anos, ganhará R$ 1 milhão.

Contrato renovado.

A grande mídia brasileira publicou e falou que estava começando uma nova relação entre os clubes do Brasil e os da Europa.

Os empresários que ouvi me disseram ser “uma loucura” o que o Santos havia feito.

E que o clube arriscou demais o seu patrimônio.

Profetas.

Quem frequenta todos os dias a Baixada Santista avisa: Neymar mudou da água para o vinho.

Ou para a cerveja.

O que ficou provado pela matéria de hoje.

De acordo com ela, logo após a partida contra o Grêmio, em Porto Alegre, houve uma “festinha” como os jogadores gostam de dizer, na concentração santista.

Em pleno hotel Holiday Inn.

Primeiro, os jogadores pediram 30 latinhas de cerveja.

Depois cinco prostitutas chegaram ao hotel.

Uma delas para Neymar.

Percebendo que havia uma câmera de segurança no corredor do hotel, um jogador a destruiu para que não registrasse as imagens das garotas.

Só que percebeu tarde.

De acordo com a matéria, a direção do Santos teve acesso a tudo.

Dorival Júnior ficou ensandecido.

E pediu a punição imediata.

Queria que Neymar passasse a treinar entre os juniores para aprender.

Mas o presidente Luís Álvaro resolveu passar a mão no cabelo de moicano do mimado jogador.

Mas Neymar soube do pedido de Dorival.

A relação entre eles nunca mais foi a mesma.

Tanto que, quando o treinador não o deixou cobrar um pênalti contra o Atlético Goianiense, veio o escândalo que o derrubou.

Toda essa história já está na Europa.

Por ironia do destino, um dia depois de Neymar dar uma entrevista ao londrino The Sun, dizendo que estará pronto para jogar no Chelsea em 2011.

Mas a que preço.

Imagine qualquer presidente de um clube europeu...

Quanto vale um jogador que leva prostitutas para a concentração?

Que faz festa com cerveja?

Que xinga seu treinador durante uma partida?

Que humilha seus companheiros porque não vai cobrar um pênalti?

Que não é convocado para a seleção brasileira por indisciplina?

Quanto vale Neymar, o baladeiro mimado hoje?

Quanto?

E a postura da direção santista?

As promessas de Luís Álvaro de ser um dirigente moderno?

O presidente santista simboliza a submissão a um jogador talentoso...

 De um menino que faz o que bem entende no glorioso Santos... (clique nesta linha verde...)

É... realmente... ninguém sabe o futuro...

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Exclusiva com Kalil, presidente do Atlético Mineiro. “Só 192 corintianos estarão no estádio amanhã. Se as torcidas organizadas vierem, serão barradas pela polícia na estrada…”

divulgação28 Exclusiva com Kalil, presidente do Atlético Mineiro. Só 192 corintianos estarão no estádio amanhã. Se as torcidas organizadas vierem, serão barradas pela polícia na estrada...

17h06...

"O Atlético Mineiro só cedeu 192 ingressos para a torcida do Corinthians.

É o máximo que o estádio permite.

Tenho laudo da Polícia Militar.

Se as torcidas corintianas resolverem vir para Sete Lagoas, não vão entrar na cidade."

As palavras são do presidente do Atlético Mineiro, Alexandre Kalil.

Em entrevista exclusiva, ele antecipa o quanto pode ficar confuso o fundamental jogo de amanhã.

Presidente, o senhor pode, por favor, me reservar um ingresso para o jogo contra o Corinthians?

A situação não é para brincadeira, não.

A situação é grave.

O jogo é muito importante.

Vamos jogar contra o Corinthians e não contra o Grêmio Prudente.

O estádio é minúsculo para a importância do jogo.

Por uma questão de segurança, designamos 192 ingressos para a torcida do Corinthians.

É o que dá.

O estádio não é setorizado.

Presidente, essa não é uma manobra para o Atlético ter toda a torcida a seu favor?

Não existe o regulamento exigindo a liberação de 10% dos ingressos aos adversários?

Sim, existe regulamento.

Mas não é pelo regulamento que vamos expor vidas.

Já mandei um documento para a CBF, para a Federação Mineira de Futebol e para as polícias Militares e Civil.

E até, que não era minha obrigação, um documento para o presidente do Corinthians avisando o que estava acontecendo.

Não mudou muita coisa, porque ele havia pedido só 500 ingressos.

Fiz uma reunião com a Federação Mineira e a Polícia Militar.

Ficou certo que agora os jogos do Atlético em Sete Lagoas serão assim.

Só 192 ingressos para os adversários.

Até o final do Brasileiro.

Vai começar contra o Corinthians.

Serão contra todos os que vierem, repito.

Só 192 ingressos.

Repito: isso não é uma manobra do Atlético para tentar não cair?

Não. É uma questão de segurança.

Até porque mil torcedores adversários não fariam diferença.

Não estou dando mais ingressos porque não posso.

Mas presidente, as torcidas organizadas do Corinthians vão para Sete Lagoas.

A Polícia Militar já está avisada.

E não deixará entrar na cidade.

Quem vier sem ingresso será barrado.

Não adianta chiar, reclamar, fazer o que quiser.

Estou pensando na segurança das pessoas.

Eu, não.

Houve um estudo da Polícia Militar.

Não há como reverter a situação.

O Corinthians ou a CBF se manifestaram?

Não.

Ninguém reclamou.

A situação deve ter sido muito bem entendida por todos.

Se no clássico contra o Cruzeiro não houve um torcedor adversário, desta vez serão 192 corintianos.

Presidente, o Atlético Mineiro vai cair?

Não, não vai.

O jogo de amanhã é muito importante para nós.

Estamos a apenas quatro pontos para sair desta zona do rebaixamento.

Já começamos a reação.

Uma vitória amanhã nos deixará apenas a um ponto.

Por que o senhor escolheu Dorival Júnior?

Porque ele era o único treinador de ponta livre no país.

Confio demais no trabalho dele.

O senhor está dando uma estocada no Juvenal que tomou Carpegiani do Atlético Paranaense?

Não. De jeito nenhum.

O Juvenal faz o que ele achar melhor para o clube dele.

Por que o senhor demorou tanto para demitir o Luxemburgo?

Eu tentei dar todo o apoio possível para reagir.

Ele é testemunha disso.

Mas chegou uma hora que não havia mais jeito.

O Atlético Mineiro não poderia correr o risco de cair...

Presidente, há alguma chance de aumentar o número de corintianos amanhã?

De jeito nenhum.

Fizemos isso pela própria segurança dos corintianos.

192 já está um bom número...

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Luxemburgo no Flamengo. Seleção na mente. E sanguessugas no pescoço…

gettyimages Luxemburgo no Flamengo. Seleção na mente. E sanguessugas no pescoço...

Os sanguessugas de Vanderlei Luxemburgo estão em festa.

De um jeito torto, o sonhado plano de vê-lo na Seleção na Copa de 2014 está em ação.

Depois que Luís Álvaro ganhou a eleição no Santos, ele despachou o cabo eleitoral de Marcelo Teixeira.

Sem choro nem vela.

Grande amigo pessoal de Ricardo Teixeira, o treinador sabia que o presidente da CBF lhe deve um enorme favor.

Na CPI do Futebol, em 2000, Luxemburgo teve a sua cabeça cortada do comando da Seleção.

Caiu pelo vexame da Seleção Olímpica.

Mas sabe que sua saída desviou o foco da imprensa.

Diminuiu, e muito, a fome dos jornalistas.

Um grande peixe perdeu o maior cargo entre os treinadores do mundo.

Ele aceitou a demissão, se calou.

Em nenhum momento fez escândalo.

Aceitou, defendeu lealmente Ricardo Teixeira.

O presidente da CBF ficou eternamente grato pelo gesto do amigo.

Com o passar dos anos, a carreira de Luxemburgo foi despencando.

Depois do Brasileiro de 2004, nada mais representativo ele ganhou.

Apenas estaduais que servem de pré-temporada no País.

As demissões se sucederam.

As saídas dos clubes cada vez mais deprimente.

Palmeiras, Santos e Atlético Mineiro.

Ele aceitou trabalhar em Belo Horizonte porque não as portas estavam fechadas para ele nos grandes clubes paulistas e cariocas.

Foi com a determinação de aproveitar a popularidade do Atlético Mineiro.

Clube sem conquista de Brasileiro desde 1971.

"Quero fazer história por aqui", declarou na sua chegada.

E fez mesmo.

Foi demitido depois de uma derrota por 5 a 1 diante do Fluminense.

O caro time que montou com o dinheiro do clube e do BMG foi um fracasso.

Luxemburgo estava levando o clube para a Segunda Divisão.

Foi devidamente demitido pelo presidente Alexandre Kalil.

Por telefone.

Sua estratégia de conseguir um grande título para o Atlético Mineiro e, de lá saltar para um clube importante do eixo Rio-São Paulo, parecia ter fracassado.

Mas para o bem ou para o mal, Luxemburgo tem estrela.

Zico já lhe havia convidado para assumir o Flamengo.

Parecia o roteiro sem imaginação de um dos filmes de Stallone.

A redenção logo no lugar mais desejado, na manjedoura onde nasceu.

No sagrado Flamengo.

Luxemburgo logo se esqueceu das duas passagens fracassadas por lá.

E aceitou.

Os sanguessugas e pessoas que vivem de adular a sua personalidade comemoraram.

E repetiram em coro o mesmo mantra que quase acabou com sua carreira.

"Você é o melhor treinador do universo."

Ele acreditou.

Esses vampiros estão mais felizes do que o próximo ganhador da megasena.

Para eles, Luxemburgo não só salvará o Flamengo.

O clube da Gávea será o trampolim para a Seleção Brasileira.

Seu contrato vai até o final de 2012.

Ano fundamental para a permanência ou não de Mano Menezes.

Ano de Olimpíada de Londres.

A derrota pode ter conseqüências.

Abrir a possibilidade de cobrar a dívida com Teixeira.

O marombado Stallone já estaria esfregando as mãos ao escrever esse roteiro de quinta categoria.

Basta Mano Menezes fracassar.

E o Flamengo fazer campanhas maravilhosas.

Adivinhe quem os sanguessugas já estão vendo com o agasalho verde e amarelo?

Isso é péssimo para quem ainda nem começou seu trabalho na Gávea.

Ele chega com o espaço de um manager.

Poderá comprar, vender e construir um Centro de Treinamento.

Mas antes de tudo, precisará fazer o que parece haver esquecido: ganhar jogos e títulos importantes.

Esperta, a diretoria do Flamengo não permitiu que ele levasse à Gávea a maior Comissão Técnica do Brasil.

E também a mais cara.

Apenas Antônio Mello, preparador físico da velha caixa de areia.

E como auxiliar, o filho de Antônio Lopes.

O destino colocou Luxemburgo na encruzilhada.

Ou ele recupera o respeito como treinador de ponta.

Ou se afunda de vez.

Fica taxado como treinador decadente, que perdeu o encanto.

Fascinado com o pôquer.

Sua única saída seria seguir os passos de gente importante da tevê.

Tentar a política.

Quem sabe consiga brigar pelo Senado do seu amado Tocantins?

Para vencer uma eleição não é preciso ganhar campeonato nenhum.

Muitas vezes, nem ler ou escrever.

Ler, Luxemburgo sabe bem.

Principalmente as últimas rescisões de contrato.

As que sacramentaram suas seguidas demissões...

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Depois de derrubar Zico, Capitão Léo promete não deixar o manager Luxemburgo respirar, se ele fechar com o Flamengo…

wagner 8117 1191968097 Depois de derrubar Zico, Capitão Léo promete não deixar o manager Luxemburgo respirar, se ele fechar com o Flamengo...

Capitão Léo, ex-chefe de torcida organizada do Flamengo, tem outro famoso na alça de mira.

O presidente do Conselho Fiscal do clube derrubou Zico.

Ele sabe que os seus questionamentos em relação ao CFZ desgastaram o ídolo.

E não deixaram outro caminho a não ser a demissão.

Ao saber que Luiz Augusto Veloso e Michel Levy ofereceram a ele o cargo de manager, o Capitão Léo reagiu.

Prometeu que todas as contrataçãoes que Luxemburgo indicar ou vetar serão analisadas profundamente.

Ele já revelou que não aceitará no Flamengo o que ocorre na Europa.

Por lá é comum manager ganhar parte do lucro das vendas de jogadores.

Algumas vezes até nas compras.

Luxemburgo será vigiado de perto, porque o presidente do Conselho Fiscal insiste que o Flamengo precisa só de um técnico.

Ele está comandando a pressão para o veto da enorme Comissão Técnica de Luxemburgo.

Também quer de todas as maneiras a redução dos seus salários.

Acredita ser impossível pagar R$ 500 mil em um treinador em baixa, demitido de um clube na zona do rebaixamento.

Capitão Léo cada vez se sente mais forte para suceder Patricia Amorim.

Só para recordar, ele foi o grande cabo eleitoral de Amorim nas três vezes em que ela conseguiu ser vereadora.

Ele garantiu os votos dos torcedores do Flamengo.

Por isso tanta gratidão da presidente/vereadora.

Enquanto isso, Zico promete processar o Capitão Léo.

Quer provas de que ele ou seus filhos se beneficiaram de transações entre CFZ e Flamengo.

Capitão Léo diz estar pronto para o processo...

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O fracasso e o vexame de O Fiel. O jornal oficial do Corinthians…

 O fracasso e o vexame de O Fiel. O jornal oficial do Corinthians...

Os comandantes do departamento de marketing do Corinthians juraram que iriam mudar o mundo.

Revolucionar.

Fazer com que o dinheiro chovesse no Parque São Jorge.

E começaram a atirar em todas as áreas.

Cruzeiros, cartão de crédito, milhares de modelos de camisetas, agência de viagens.

Sites, filme, lingerie, isqueiros e até cachaça.

A ordem de Luiz Paulo Rosenberg e Caio Campos é faturar, ganhar o máximo com a marca Corinthians.

Lógico que com essa gana toda seria impossível acompanhar todos os projetos de perto.

E foi o que aconteceu com o jornal O Fiel.

Único jornal do mundo a ter o direito de estampar o distintivo do Corinthians na capa.

E se apresentava, também na capa, como oficial do clube.

Em setembro de 2009 a direção corintiana acertou com a gráfica Novaforma, de Santana do Parnaíba, a criação de um diário.

Sim, no projeto inicial, o jornal era para ir às bancas todos os dias, depois da Libertadores deste ano.

Com planos para os próximos cinco anos.

Começou semanal.

Estampado na capa levava a sugestiva frase: "jornal oficial do Corinthians".

O departamento de marketing acompanhou de perto o lançamento.

Tanto que, com o esperado crescimento do jornal, a redação deveria ser no próprio Parque São Jorge.

Houve edições em que foram impressos 42 mil exemplares.

A distribuição era na capital paulista, na Baixada Santista e interior do Estado.

O fracasso do Corinthians na Libertadores e a crise que atinge os jornais fez O Fiel definhar.

Os torcedores não empolgaram com as notícias impressas, como Rosenberg e Caio esperavam.

Muito menos os anunciantes.

O que deveria ser uma situação normal no mundo capitalista, se transformou em um vexame.

Como o marketing terceiriza os produtos Corinthians, o clube não tem responsabilidade jurídica sobre eles.

Foi o que aconteceu com a equipe que fazia o jornal O Fiel.

Desde novembro de 2009, funcionários não recebem.

Embora com carteira assinada, não ganharam férias, 13º, salários...Nada.

O conselho que os jornalistas receberam: procurar seus direitos na Justiça.

Um jornalista já chegou a procurar o presidente Andres Sanches e ouviu dele:

"Não tenho nada a ver com isso."

O departamento de marketing também se isenta de responsabilidade.

A velha desculpa de que o produto é terceirizado.

O Fiel está indo às bancas de maneira precária, sem periodicidade, feito de maneira artesanal.

Esse tipo de marketing revolucionário, o futebol dispensa, envergonhado...

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