O entusiasmo e o pacto secreto de Carpegiani com os líderes do São Paulo…

loteria O entusiasmo e o pacto secreto de Carpegiani com os líderes do São Paulo...

Quem o conhecia, como Milton Cruz, está de queixo caído.

Paulo César Carpegiani está feliz como uma criança no seu retorno ao São Paulo.

Ele mudou muito com os anos de ostracismo, de decepções.

Milton Cruz e aqueles mais próximos do novo técnico percebem o quanto ele sabe de futebol.

É impressionante quando se propõe a discutir estratégias, táticas, conceitos de futebol.

"O Carpegiani foi o cérebro do melhor time que o Flamengo montou.

O que foi campeão mundial."

O elogio é de ninguém menos do que Zico.

Foi essa visão privilegiada que o transformou no treinador que levou o rubro-negro à sua maior conquista.

E uma operação mal sucedida no menisco do joelho esquerdo.

Aos 31 anos, ele abandonou o futebol, atuando pelo Flamengo.

Em seguida assumiu o time.

Ganhou a Libertadores e o Mundial Interclubes.

Depois, resolveu ir ganhar dinheiro na Arábia Saudita.

Rodou por vários clubes no país, até ir para o Cerro Portenho do Paraguai.

Fez tanto sucesso que assumiu a seleção do Paraguai na Copa de 1998.

A campanha, excelente.

Eliminado nas oitavas-de-final para a França.

Voltou, teve uma breve passagem pelo São Paulo.

Sempre de fisionomia fechada, guardou enorme distância dos jogadores.

Não havia intimidade entre o treinador e o time.

Faltava amizade.

Não fez sucesso.

Voltou a rodar como um nômade.

Até que o mercado não aceitou mais os seus insucessos.

Ficou dois anos de molho.

De 2007 a 2009.

A principal queixa dos clubes era a falta de diálogo entre ele e os jogadores.

E os inúmeros esquemas táticos que gostava de adotar em uma mesma partida.

Orecesso lhe fez bem.

Voltou mais simples, objetivo.

Foi assim no Vitória, no Atlético Paranaense.

Ele tem muito bem a visão mercantilista.

Trocou a equipe de Curitiba, que lhe pagava R$ 100 mil pelo São Paulo.

Acertou pelo triplo, incluído o filho.

Mas desta vez, chegou mudado.

Mais humano.

Próximo dos atletas.

Suas conversas com os jogadores têm impressionado.

Ele quer resgatar não só o São Paulo, mas a sua própria carreira.

Sabe que o clube do Morumbi é uma das últimas oportunidades de ele mostrar quem é.

E largou aquela bobagem de só ser chamado de senhor.

No Paraguai, ele adorava ser o "'mister" Carpegiani.

Inteligente, fez uma aliança com Rogério Ceni, Fernandão e Ricardo Oliveira, as principais lideranças do time.

Querem o máximo.

Buscar o milagre da Libertadores.

Sem prometer nada a ninguém.

Sem alardear para a própria diretoria.

Depois das duas vitórias seguidas, há luz no horizonte.

A oito pontos de distância do Corinthians, terceiro do Brasileiro.

O grande teste será atropelar o Santos, no clássico de domingo, no Morumbi.

Os jogadores estão entusiasmados.

Mas Carpegiani está muito mais...

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Cuca: esqueça a insegurança. O Cruzeiro é o líder merecido do Brasileiro…

Mudancas Quem mexeu no meu Queijo Cuca: esqueça a insegurança. O Cruzeiro é o líder merecido do Brasileiro...

E o Cruzeiro chegou.

Não de forma empolgante.

Mas pelas beiradas.

Enquanto os holofotes mais poderosos iluminavam Corinthians e Fluminense, por fora os mineiros chegaram ao primeiro lugar.

A arrancada foi impressionante.

Mesmo com Cuca precavido demais, o toque de bola do time se impôs.

O time foi crescendo, ganhando jogos importantes, jogando fora como se estivesse em casa.

Tropeçou.

Mas tropeçou menos neste Brasileiro dos tombos inesperados.

Com rodadas em seqüência devido à Copa do Mundo.

Sem descanso.

A partida de ontem contra o Fluminense foi com gosto de final.

E com o gostinho doce e temperatura fria da vingança.

Ou Cuca não tomou um chute nos fundilhos para que 'limpasse' a área para Muricy Ramalho assumir?

Edcarlos não foi considerado pelos dirigentes como a pior contratação feita nos últimos anos?

Roger não foi a promessa que nunca se firmou.

E Wellington Paulista foi oferecido duas vezes às Laranjeiras e não interessou...

Muricy tinha de fazer seu time reagir.

A goleada sofrida diante do Santos no Rio, desacreditou seu trabalho.

E ofereceu a chance ao Cruzeiro de Cuca lhe roubar a liderança.

Em um dos jogos que serão responsabilizados por haver decidido o Brasileiro, os mineiros foram superiores.

O toque de bola, a troca constante de posição, a sutileza.

Mesmo com o argentino Montillo nos seus melhores dias, o Cruzeiro mostrou que merecia tomar a liderança.

Apesar de sua defesa titubear algumas vezes, criou as melhores chances.

Venceu com mérito.

Com o oportunismo do imprevisível Wellignton Paulista.

Não vale nem a pena comentar o incrível gol perdido por Rodriguinho, quando o Flu tentou o empate na empolgação, mas faltou estratégia.

O Cruzeiro tem elenco e fôlego para seguir líder.

Apenas alguém precisa avisar Cuca que ele é o comandante do elenco.

E passar mais confiança.

Seu discurso é muito inseguro.

Venceu ontem a razão dos seus traumas,o Fluminense, mas continua parecendo com medo de vencer.

Receio de assumir o fortíssimo time que tem nas mãos.

E líder por todo o mérito do Brasileiro.

Depois de tanto sofrimento e descaso da mídia de São Paulo e do Rio, está na hora de o técnico do Cruzeiro bater no peito e assumir com prazer o primeiro lugar.

E não envergonhado, tímido, como se devesse favor a alguém.

O Cruzeiro chegou ao sonhado primeiro lugar.

O sacrifício foi imenso.

Até com incríveis erros da arbitragem, como contra o Botafogo.

Agora precisa de um líder conduzindo a equipe.

Acorda, Cuca.

Deixe de melindres.

Esqueça os traumas.

Ninguém vai lhe dar um inesperado chute nos fundilhos como aconteceu nas Laranjeiras...

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A demissão de Adilson, “sugerida” por Andrés. O sonho do Corinthians é Parreira…

parreira corinthians 2003 A demissão de Adilson, sugerida por Andrés. O sonho do Corinthians é Parreira...

Adilson Batista não pediu demissão do Corinthians.

A saída foi "sugerida" por Andrés Sanchez.

E acatada.

O medo de o Corinthians nem estar entre os três primeiros e ficar fora da Libertadores de 2011 foi decisivo.

O presidente decidiu agir o mais rápido possível.

Ao perceber a fragilidade do time.

O nervosismo, a teimosia de Adilson Batista.

O velho trauma na hora decisiva dos campeonatos que seus times disputam.

Mas, para preservar a imagem do técnico, foi criada a aversão de pedido de demissão.

Havia sinais de descontentamento com o trabalho dele.

Entre os jogadores, a irritação com as improvisações.

Ele ficou completamente sem forças diante de Ronaldo.

O atacante fazia o que queria.

Bem ao contrário dos tempos de Mano Menezes, que o enfrentava.

Roberto Carlos também não estava contente com as seguidas substituições.

Até que decidiu sair do time.

Tudo ficou pior ainda com a resistência do treinador em colocar Dodô.

O lateral esquerdo dos selecionados das categorias de base não tinha chances com ele.

Adilson nunca confiou em jovens promessas.

Tudo era contornável.

Era.

Até que veio a insistência com Thiago Heleno.

Mesmo treinando, ele mostrava um futebol fraco demais.

Mas Adilson resolveu bancá-lo contra tudo e contra todos.

Os dois vexames: a derrota contra o Atlético Mineiro e o Atlético Goianiense.

Seis gols tomados com a presença de Thiago Heleno.

Os palavrões fizeram Andrés Sanchez fugir das tribunas.

A revolta da torcida esperando a saída da delegação.

E a demissão.

Andrés Sanchez quer um treinador o mais rápido possível.

Nem pensa no Corinthians fora da Libertadores de 2011, a última de Ronaldo.

A que ainda pode ser considerada a do centenário.

Há o patrocinador que gasta R$ 47 milhões.

Já surgiu um nome adorado por Ronaldo e Roberto Carlos.

E com grife, como adora a diretoria, apelidada de baixo clero pela oposição.

Carlos Alberto Parreira.

Ele será convidado...

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Andrés e Adilson estão fazendo de tudo para o Corinthians jogar o título do Brasileiro no lixo…

april 2008 hair new mamma21 Andrés e Adilson estão fazendo de tudo para o Corinthians jogar o título do Brasileiro no lixo...

E agora, Andrés?

Choque elétrico?

Você levou a torcida ontem para pressionar seus jogadores.

E o Corinthians acaba de perder para o limitadíssimo Atlético Goianiense por 4 a 3.

Em pleno Pacaembu.

O vexame começou antes mesmo de a bola rolar.

Quando os dirigentes proibiram os goleiros do Atlético Goianiense de se aquecerem em campo.

Pequeno demais...

Adilson Batista colocou uma caricatura de time.

Desprezou seu adversário.

E o bom senso.

Decidiu enfrentar a imprensa, os torcedores e os dirigentes.

Colocou por sua conta e risco Thiago Heleno.

Zagueiro sem ritmo e que está se mostrando fraco demais.

Fez a festa do Atlético Mineiro.

E hoje merece uma estátua do Atlético Goianiense.

Indeciso, lento e dando todo o espaço possível aos atacantes rivais.

Ainda mais ao lado de William.

Com Chicão com condições de jogo.

Quando a derrota estava desenhada, ele colocou o zagueiro na partida.

Até os parentes de Thiago Heleno esperavam o óbvio.

Mas Adilson Batista resolveu tirar William.

E foi xingado até o final da partida de burro e insultado com outras palavras impublicáveis.

Nas tribunas, Andrés Sanchez sentiu o ódio dos torcedores corintianos que foram ao Pacaembu.

Se revoltaram com ele pelo treinador que escolheu para substituir Mano Menezes.

E por haver contratado Thiago Heleno.

Ele não aguentou a pressão dos torcedores, que por coincidência, não eram das organizadas.

Portanto, não havia maneira de controlá-los.

Mais envergonhado do que assustado, Andrés resolveu sair das tribunas.

A reação corintiana se valeu da superação dos jogadores e da fragilidade técnica do Atlético Goianiense.

A vitória era mais do que obrigação na caminhada corintiana.

O time não vence há cinco partidas.

Empacou.

Tomou 14 gols em seis partidas.

O vexame dói mais na tabela.

O clube está em terceiro.

Adilson Batitsta está justificando a fama de começar torneios muito bem e tropeçar no final.

Quando ele começa a inventar.

Além de adorar ir contra o senso comum.

A escalação de Thiago Heleno é fruto de uma teimosia amadora, tosca.

O clima ruim do vestiário do clube foi proporcionado por Adilson.

O Corinthians é muito mais time do que o Atlético Goianiense.

Desde que atue de maneira responsável, organizado.

A fase aguda do Brasileiro começou.

Não há espaço para amadorismo.

Para técnico teimoso, irônico, que posa como se apenas ele entendesse de futebol.

Na verdade, qualquer psicólogo percebe fácil a necessidade de autoafirmação.

E muito menos de presidente que leva torcedores para pressionar seus jogadores.

Repetindo a pergunta.

Depois da torcida, virá o que para o Corinthias começar a ganhar?

Choque elétrico?

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Andrés Sanchez aos jogadores do Corinthians: se não vai no amor, vai na dor…

 divulgação561 Andrés Sanchez aos jogadores do Corinthians: se não vai no amor, vai na dor...

Andrés Sanchez é um dos fundadores da Pavilhão Nove.

Uma das torcidas organizadas do Corinthians.

O nome dado homenageia uma das alas do antigo presídio Carandiru.

O símbolo da torcida é um dos Irmãos Metralha, bandidos das histórias em quadrinhos da Disney.

A maior parte da diretoria corintiana atual é ligada às torcidas organizadas.

Por isso ganhou o apelido de baixo clero pela oposição.

Em compensação, essa ligação permitiu uma trégua que nenhum outro presidente corintiano teve.

O clube teve vitórias significantes com Andrés.

Como a conquista da Copa do Brasil de 2009.

A campanha vitoriosa na Série B em 2008.

Mas teve enormes decepções dentro de campo.

Como a própria queda para a Série B.

O presidente era ele.

A eliminação em casa da Libertadores do Centenário para o Flamengo.

E os torcedores organizados se controlaram.

Não quiseram invadir o gramado.

Não caçaram jogadores.

E muito menos fizeram campanha contra Andrés Sanchez.

Não abriram a boca em público.

E ontem seis membros das organizadas foram cobrar os jogadores corintianos.

Exigiram a reação do time e o título do Brasileiro.

Ciceroneando os torcedores, o próprio Andrés Sanchez.

E os jogadores tiveram de ouvir o pedido de garra, de coração.

Que a torcida não perdoaria jogar esse título no lixo.

Ser obrigatória a vitória diante do Atlético Goianiense hoje.

Os atletas não tiveram coragem de contestar, ainda mais com Andrés Sanchez ao lado dos torcedores.

Abaixaram a cabeça e ouviram.

Prometeram que iriam fazer tudo para ganhar o Brasileiro.

Além de ter o direito de cobrar os jogadores, as torcidas recebem apoio para fazer seu carnaval.

Assim é possível entender por que os dirigentes atuais do Corinthians têm tanta paz para trabalhar.

Nas vitórias e nas derrotas.

Nunca as torcidas organizadas tiveram tanto acesso ao time como tem com Andrés.

Por isso, ai de quem ousar xingá-lo, cobrá-lo de qualquer coisa, se for um torcedor organizado.

A relação é clara, sem o menor pudor de críticas.

Para se livrar da pressão, o presidente corintiano dá acesso total à torcida.

Até as contas, os investimentos, Andrés explica a esses torcedores.

Há um absurdo exagero.

Comprometimento.

O lugar de torcedores é na arquibancada.

Dirigente precisa ter coragem de cobrar os jogadores e treinador.

Os atletas respondererem apenas à dirigentes do clube e não a torcedores.

Nunca um presidente fez tudo o que a torcida quer.

Nunca um presidente corintiano esteve tão à vontade em relação aos torcedores.

Ele acha que o caminho é esse.

Jogador tem de se explicar a torcedor.

Só para recordar, Andrés deseja suceder Teixeira em 2014.

Se o Brasil perder a Copa de 2018, o que o presidente corintiano seria capaz de fazer?

Seguindo a sua lógica ele reuniria os jogadores na Praça da Sé ou no Corcovado.

E todos teriam de se explicar para a população brasileira.

Se não convencessem seriam apedrejados?

Andrés, não se esconda atrás de torcedores.

Tenha coragem de cobrar quem precisa.

Os jogadores não podem atuar sob ameaça de corintianos.

O Corinthians não pode ser refém de ninguém.

Do alto, do baixo...

De clero nenhum...

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Um soco na cara chamado Tropa de Elite 2

dinheiro+na+meia Um soco na cara chamado <i>Tropa de Elite 2</i>...

A atuação de Wagner Moura é primorosa.

A direção de José Padilha, surpreendente.

Tropa de Elite 2 consegue a façanha de ser muito melhor do que o primeiro.

Troca a chocante matança indiscriminada pela corrupção do alto escalação do país.

Que facilita o tráfico, não se importa com as favelas e não percebe a descrença da população nos políticos brasileiros.

Tiririca que o diga.

A pergunta que fica para mim, que estava no shopping com as lojas mais sofisticadas e caras do Brasil.

O Shopping Cidade Jardim...

Por que quando o Capitão Nascimento agride um político, os representantes da elite começaram a aplaudir?

Eu era um infiltrado e vi...

Foi um aplauso sentido, com gosto de vingança.

De quem não suporta mais ser enganado, menosprezado.

A classe política no Brasil não merece mesmo confiança.

A elite está cansada.

Assim como as camadas desfavorecidas da população.

Com a grande diferença é que elas não aprenderam a reclamar de nada.

Continuam com uma fé bovina de que a marreta não está no final do curral...

E se iludem ainda com qualquer promessa vazia...

Uma propaganda bem feita na TV.

Pela situação ou oposição.

A sensação é que não há saída.

Tropa de Elite 2 é revoltante...

Poderoso...

Imperdível...

Revoltante...

E mostra que está na hora de acordar.

Ou fechar os olhos de vez...

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Mais importante do que Ronaldo, Roberto Carlos vai descansar…

divulgação033 Mais importante do que Ronaldo, Roberto Carlos vai descansar...

Ele já estava saindo nos últimos jogos.

Até que pediu água.

Não suportou o calendário espremido do Campeonato Brasileiro.

A Copa do Mundo fez com que os times atuassem quartas e domingos seguidamente.

Acompanhar todas as partidas já cansa.

Imagine para um jogador de 37 anos.

Mesmo atendendo pelo nome de Roberto Carlos.

E ele está fora da partida contra o Atlético Goianiense.

Por tudo que significa para o Corinthians, ele fará muito mais falta do que seu amigo Ronaldo.

Mesmo com sete quilos a menos (com quantos será que está? 99?), o Corinthians aprendeu a jogar sem ele.

O atacante é um convidado especial.

Joga quando quer, quando pode, quando lhe interessa.

Roberto Carlos, não.

Ele foi além do que todos esperavam.

Treina, faz regime.

Está milionário, mas se priva de tudo do que poderia aproveitar.

Sabe esperar.

Tem a noção que pode acabar com dignidade sua carreira.

Respeita o seu passado...

Seu presente...

O Corinthians...

Tem surpreendido pelo empenho, dedicação e volúpia.

Um atleta que já ganhou todos os títulos possíveis tem dado a alma para ganhar o Brasileiro.

Corre, luta, dá carrinho, orienta, cobra, incentiva.

E administra crises internas.

Consola jogadores que tomam broncas públicas.

Como fez com Bruno César, que reclamou por estar jogando onde acha que não rende.

Ninguém no Parque São Jorge lembra que vestiu com o mesmo amor a camisa do Palmeiras.

Ou que ele sonhava em encerrar a carreira no Santos, seu time.

Com exceção da mídia, Roberto Carlos é muito mais importante ao Corinthians que Ronaldo.

Adilson Batista sabe disso e fez o máximo para que ele não ficasse de fora do jogo de domingo.

Mas as pernas de Roberto Carlos não suportaram tanto esforço.

O treinador pensou, consultou preparador físico, fisiologista.

Decidiu pela folga para ter o lateral na fase decisiva do Brasileiro.

O ameaçado Adilson Batista sabe.

E reza para que um jogo apenas seja suficiente sem ele.

O Corinthians pode ser campeão brasileiro sem Ronaldo.

Sem Roberto Carlos é impossível...

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Jonas: el peor delantero del mundo e artilheiro do Brasileiro…

divulgação4444 Jonas: el peor delantero del mundo e artilheiro do Brasileiro...

"El peor delantero del mundo."

A manchete do jornal espanhol Mundo Deportivo tinha com alvo um brasileiro.

Jogador que teve a coragem de perder três vezes o gol sozinho, diante do goleiro.

Primeiro chutou fraco, o arqueiro rebateu.

O atacante driblou o goleiro e com o gol vazio chutou na trave.

Pegou o rebote levou a bola até a pequena área e chutou.

Para fora.

O lance correu o mundo.

Virou sucesso na Internet.

El peor delantero do mundo hoje é o artilheiro do Campeonato Brasileiro.

Tem 17 gols.

E a primeira declaração do novo presidente do seu clube é fazer de tudo para renovar seu contrato.

A reviravolta na carreira de Jonas é impressionante.

Nascido no interior paulista, em Taiuva, Jonas nunca perdeu a timidez fora do campo.

Sua família o preparou para estudar e não jogar.

Estava cursando Farmácia e atuando pelo Guarani.

Mas o faro de gols falou mais alto.

Vamos ser mais verdadeiros e menos clichê...

O faro para fazer gols difícies e perder os incrivelmente fáceis falou mais alto.

Esta característica original marca a carreira desde os tempos de bebê de Jonas.

Ele já fez gols belíssimos, mas perdeu ridículos.

Como este que foi contado em detalhes, contra o Boyacá Chicó, da Colômbia, no ano passado.

O artilheiro disparado do Brasileiro mistura provocação diante dos zagueiros, lances de habilidade, com momentos toscos.

Mas tem como qualidade maior o oportunismo, se coloca muito bem.

E não tem vergonha de arriscar.

Nem de perder gols incríveis.

Os companheiros de Grêmio e até o milagroso Renato Gaúcho já se acostumaram.

O slogan de Jonas no Olímpico lembra Paulo Maluf: perde, mas faz.

Revelado no Guarani, no Santos não houve paciência com os gols perdidos.

Ao contrário.

Foi tratado como caso perdido.

Jogador sem talento para ficar na Vila Belmiro.

O Grêmio o contratou com a maior facilidade.

E também tentou se livrar dele.

Primeiro o emprestou para a Portuguesa, disputar a Série B, em 2008.

Marcou dez gols, perdeu 30, mas Jonas é assim.

Foi oferecido como moeda de troca ao Goiás, como parte do pagamento do lateral Vitor.

Os goianos recusaram e o jogador veio parar na reserva do Palmeiras.

Aliás, ele foi oferecido ao próprio time de Palestra Itália.

Ao Flamengo.

Ao Corinthians.

Ao Botafogo.

Ao Atlético Mineiro.

Mas ninguém se interessou.

Mas em uma prova que o mundo é repleto de reviravoltas, Jonas desandou a marcar gols em 2010.

E desespera a diretoria e a torcida gremistas.

Seu contrato vai até o final de 2011.

Foram feitas inúmeras propostas de renovação por dois, três, cinco anos.

O irmão do jogador é o seu procurador, Thiago.

Ele recusou todas.

Há um enorme medo de que el peor delantero del mundo tenha planos.

A partir de junho de 2011 ele pode assinar um pré-contrato com qualquer time.

Até mesmo um espanhol para atuar perto dos jornalistas do Mundo Deportivo.

E sair sem render um centavo ao Grêmio.

Por isso, o novo presidente, Paulo Odone já avisou que deseja uma reunião urgente com Jonas e Thiago.

Na partida contra o Grêmio Prudente, na quarta-feira, marcou três gols.

Mas no último minuto, driblou o goleiro Giovanni e, com o gol livre, chutou para fora.

Renato Gaúcho e os companheiros do time riram.

Jonas é isso.

Tem lances e gols de craque.

E jogadas del peor delantero del mundo...

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Muricy Ramalho, enfrente Fred se quiser ver o Fluminense campeão do Brasil…

washing hands Muricy Ramalho, enfrente Fred se quiser ver o Fluminense campeão do Brasil...

Os dirigentes brasileiros se acostumaram com treinadores que vão além do campo.

Não que comprem e vendam jogadores, como quer ser Vanderlei Luxemburgo.

Mas em profissionais que resolvam também os problemas disciplinares que apareçam.

Na grande maioria dos clubes é assim.

No São Paulo, não.

Juvenal Juvêncio tem um prazer especial em 'enquadrar' o jogador que cria caso.

Talvez seja uma herança dos tempos em que foi investigador de polícia.

Foi o que o dirigente fez com Adriano, Carlos Alberto e outros casos mais leves...

Muricy Ramalho se acostumou com isso no São Paulo.

Ele repassa os problemas aos dirigentes e eles que resolvam.

Ou não.

Na época em que era jogador, Muricy foi um atleta tão talentoso quanto rebelde.

Dizem os antigos que o São Paulo não pensou duas vezes quando surgiu uma proposta mexicana por ele.

E como técnico, ele percebe a indisciplina.

Mas não é de se expor.

Não gosta de discussões diante do grupo, repreender, afastar o jogador.

Ele prefere que os dirigentes façam isso.

Só que a esmagadora maioria deles não foi investigador de polícia.

Falta personalidade para enfrentar o jogador.

Muricy já sentiu isso no Palmeiras.

No ano passado, o clube estava brigando pelo título quando chegou Vagner Love.

Era a cereja que faltava para o bolo, teoricamente.

Só que ele veio da Rússia ganhando mais do que todos os atletas.

Houve uma revolta com o grupo que colocou o Palmeiras no primeiro lugar da tabela.

Principalmente de Diego Souza.

Muricy Ramalho percebeu, cobrou o jogador e passou o caso à diretoria.

Mas os dirigentes fizeram questão de fingir que não percebiam.

Não compraram a briga.

Jogadores passaram a não se falar.

O ambiente ficou péssimo.

Tiveram de aumentar o salário de Diego Souza.

O que irritou ainda mais os demais.

Resultado: nada de título.

Nem mesmo classificação para a Libertadores...

No Fluminense, a situação parece se encaminhar para o mesmo desfecho.

O clube fazia ótima campanha no Brasileiro.

Era líder, a sensação.

Até Fred resolver se manifestar.

E acabar com o clima de harmonia.

Derrubou o chefe do departamento médico que viu na sua insegurança a demora na recuperação.

Fred convocou uma coletiva para lutar por “sua honra”.

E esculhambou com o departamento médico e bom ambiente no clube.

O demissionário Michel Simoni o chamou de egoísta, traidor...

Muricy Ramalho não agiu.

Passou o caso à direção do clube, que não fez nada.

Com o clube entrando na fase aguda do Brasileiro, novamente Fred.

Ele voltou contra o Santos e sentiu outra vez a contusão na panturrilha esquerda.

A mesma que o deixou afastado dos campos por 70 dias.

Chorou e deixou a todos preocupados.

Mas no dia seguinte, tuitou que estaria de volta em cinco dias.

Só que o novo chefe do departamento médico do clube, Douglas Santos, disse que sua avaliação estava errada.

Fred delirou.

Sua contusão é bem mais séria do que gostaria e do que informou aos torcedores.

Falando em cinco dias e voltando em um prazo muito maior, tudo o que ele conseguiu foi jogar a torcida contra os médicos.

Novo clima tenso nas Laranjeiras.

Os demais jogadores estão irritados com a atitude de Fred.

E ainda mais com a maneira que ele é superprotegido.

Justo ele, que ficou 50 partidas de fora desde que foi contratado pelo Fluminense.

Muricy de novo repassou o problema aos dirigentes.

E, para variar, todos se fingem de morto.

Adorariam que o treinador enquadrasse Fred.

Mas isso não vai acontecer.

Não é da personalidade de Muricy Ramalho.

Somada à omissão dos dirigentes, o quadro é perfeito para que o fenômeno do Palmeiras, em 2009, se repita no Fluminense.

E para que os próprios jogadores sabotem a chance de o time ser campeão brasileiro.

Ou até mesmo garantir uma vaga na Libertadores.

Passou da hora de Muricy Ramalho reagir.

E pegar o touro à unha.

Enfrente o jogador que causa problema, que destrói o seu trabalho.

Fred é importante, mas o Fluminense é muito mais.

Muricy, não jogue outro título brasileiro na lata do lixo...

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De 35 a 17 graus em quatro dias. Entenda o que a CBF faz com a seleção brasileira…

34f01fl De 35 a 17 graus em quatro dias. Entenda o que a CBF faz com a seleção brasileira...

Mudou o técnico.

Mudou a filosofia.

Mudaram os jogadores.

Não mudou o planejamento da seleção brasileira de Ricardo Teixeira.

O que importa nos amistosos com Mano Menezes é o mesmo princípio que valeu com Falcão, Leão, Vanderlei Luxemburgo, Parreira, Dunga e tantos outros...

Fazer política, buscar dinheiro e não levar em consideração os jogadores.

Um bom exemplo está nestes dois amistosos contra Irã e Ucrânia.

O que aconteceu ontem (7), em Abu Dhabi, além do ótimo futebol de André Santos e Robinho?

O time foi exposto a uma temperatura de 35 graus.

Ganhou de 3 a 0, correu, se desgastou ao extremo.

E, dos Emirados Árabes, embarca para a Inglaterra.

Na segunda-feira (11), a seleção enfrentará a Ucrânia.

A temperatura prevista para a partida?

17 graus...

Nada menos do que 19 graus de diferença em quatro dias.

Não existe motivo racional para tamanho desgaste.

Imagine ser o presidente do Milan e ter Robinho, Alexandre Pato e Thiago Silva expostos a esse sacrifício...

Que boa vontade você teria com a seleção brasileira?

Que visão teria dos dirigentes?

Ainda mais ao saber dos motivos desse itinerário sem sentido.

A grande maioria dos países civilizados evita qualquer contato com o Irã.

A política bélica do presidente Mahamoud Ahmadinejah é o motivo.

Acontece que o presidente Lula se aproveita desse isolamento do mundo para fazer vários acordos com o Irã.

A sua visão: sem grande contato com o mundo ocidental, os iranianos podem facilitar as negociações com os brasileiros.

Em todas as áreas, até mesmo a nuclear, na qual, com Ahmadinejah, eles estão bem avançados.

O amistoso serviu como respaldo político ao Irã.

Foi um pedido de Lula a Ricardo Teixeira, já que a seleção sempre foi embaixadora do nosso país.

Como a relação entre o presidente do Brasil e o da CBF nunca esteve tão próxima, pedido aceito.

Nunca ninguém saberá com certeza quanto rendeu o amistoso.

E até se rendeu.

Ou foi apenas um favor pessoal.

Já a partida de segunda-feira, em Derby, não.

É tradicional.

O Brasil jogará na Inglaterra graças à empresa Kentaro.

Israelense, ela se encarrega de buscar organizadores dispostos a pagar para o Brasil atuar nos seus domínios.

Geralmente, os mais empolgados são os ingleses.

Por isso, o Brasil atua tanto por lá.

A Kentaro repassa US$ 2 milhões livres à CBF.

Ainda organiza a logística: viagem, hospedagem.

Fica com o dinheiro que sobrar.

E sobra.

Como sobra...

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