Felipão é o grande entrave para a volta de Alex ao Palmeiras. Ele não se esqueceu de 2002. Por isso pode parar no São Paulo…

divulgação2888 Felipão é o grande entrave para a volta de Alex ao Palmeiras. Ele não se esqueceu de 2002. Por isso pode parar no São Paulo...
Suprema traição.

Assim foi tratada, no domingo ensolarado no Palestra Itália, a declaração de Alex.

O meia, ainda na Turquia, disse que, se surgir uma proposta interessante de um rival do Palmeiras, ele pode aceitar.

Sem drama de consciência.

Afinal, ele atuou no Palmeiras em 2002 e não se sente obrigado a voltar ao clube quando retornar ao Brasil.

Dirigentes do clube alviverde não pensam assim.

Tanto que nos últimos quatro anos ofereceram pré-contrato ao jogador.

Quatro anos.

Alex sempre recusou e, de maneira discreta, nunca quis dar a sua palavra que voltaria ao Palmeiras.

E continuou na Turquia ganhando muito, mas muito bem.

Aos 33 anos, ele está pensando seriamente em retornar ao Brasil.

Só que há um grande problema no Palmeiras e que as pessoas fingem não ver.

Conselheiros, dirigentes e Belluzzo não gostam nem de comentar.

O meia considerou aí sim uma grande traição de Luiz Felipe Scolari não levá-lo à Copa de 2002.

Os dois tinham ótima relação e fizeram muito sucesso no Palmeiras.

Na última hora, Felipão levou Kaká e se esqueceu de Alex.

Depois teve nova chance com a contusão e corte de Emerson.

Chamou Ricardinho.

Em uma festa em que os dois se encontraram, a esposa de Alex mostrou toda a sua decepção com Felipão.

Alex tem uma família muito unida.

E os familiares continuam ainda magoados com Scolari.

Não o perdoam porque o relacionamento era muito próximo, o treinador sempre disse que considerava o meia um dos grandes jogadores que viu atuar.

E não o levou para o Japão.

Em 2003, com todo rancor, Alex ganhou tudo com o Cruzeiro, foi o melhor jogador do país, e mostrou a injustiça cometida pelo seu amigo.

Portanto, voltar para o Palmeiras e reencontrar Felipão não o estimula.

Existe proposta do São Paulo.

Conselheiros importantes do Corinthians e do Grêmio começam a pensar no jogador para a Libertadores.

Além da eterna possibilidade de voltar a atuar no Palestra Itália.

Felipão não coloca nenhuma restrição no seu retorno.

Pelo contrário até.

Gostaria de se reaproximar do jogador, com quem já teve grande amizade.

Alex vai decidir na próxima semana que rumo dará à sua vida.

Seu contrato com o Fenerbahce vai até maio de 2011.

Ele acredita que já está há muito tempo longe do Brasil e se mostra, pela primeira vez, disposto a voltar.

E não se sente obrigado nem a dar satisfação ao Palmeiras.

Não mesmo.

Ainda mais com o treinador que possui...

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A sorte do lateral Carlinhos. Trocou o triste e confuso Palmeiras pelo Fluminense campeão do Brasil…

divulgação11 A sorte do lateral Carlinhos. Trocou o triste e confuso Palmeiras pelo Fluminense campeão do Brasil...

- Para você ver como é a vida.

Ainda bem que não acertei com o Palmeiras.

Os dirigentes de lá têm uma maneira muito estranha de negociar.

Me ligaram, falaram que iriam me contratar.

E depois ninguém falou mais nada.

Eu esperando...

Ainda bem que veio o Fluminense.

Olha onde está um e onde está o outro.

Sou campeão do Brasil.

Onde estaria com o Palmeiras?

Este é o surpreendente resumo da entrevista exclusiva de Carlinhos, lateral-esquerdo campeão brasileiro, ao blog.

Carlinhos, depois de uma excelente campanha no Paulista pelo Santo André, por que você não foi para o Palmeiras?

- Não sei. As pessoas que representavam o Palmeiras e ligaram foram estranhas demais.

Me ligaram, disseram que iriam me contratar.

Falaram muita coisa e depois sumiram.

Chegou o Fluminense e não pensei duas vezes.

Foi a melhor coisa que fiz pela minha carreira.

Se tivesse ficado esperando pelo Palmeiras acho que estaria ao lado do telefone até agora.

Os clubes agem assim com os jogadores?

- Não sei com os outros.

Mas complicado assim foi só o Palmeiras.

Mas a vida me reservou o Fluminense.

Foi ótima a troca.

Como cada um dos clubes terminou o ano?

Fui campeão do Brasil pelo Fluminense.

E o Palmeiras?

Ficou alguma mágoa em relação aos dirigentes palmeirenses?

- Não, nenhuma.

Você é que está me perguntando sobre esse clube.

E eu estou respondendo.

Minha vida está focada no Fluminense há muito tempo.

O que passou, passou.

Como eu disse, a vida me reservava algo muito melhor.

Carlinhos, você surgiu bem no Santos, depois teve um problema com empresários que custou um ano à sua carreira...

- É verdade... Na verdade é algo que nem gosto de comentar.

Só eu sei o quanto eu sofri parado.

Foi em 2009.

Fui emprestado pelo Santos ao Mirassol.

Me contundi e depois teve um grande problema entre os empresários.

Resumo, perdi o ano inteiro.

Mas em 2010 dei a volta por cima.

Você imaginava que o Santo André seria o caminho?

- Olha, eu vou falar a verdade.

Quando fechei com o Santo André tinha ideia que o time montado seria bom.

Mas foi sensacional.

Nunca, pode escrever o que estou falando, nunca o Santo André terá um elenco daqueles.

Era um timaço.

Não ganhamos do Santos de Neymar e Ganso nas finais do Paulista por pura injustiça.

Fomos muito melhores.

Uma pena que a diretoria não teve visão, não fez força para segurar aquele time.

Era excelente.

Deixou todo mundo sair e agora caiu para a Série C do Brasileiro.

Tudo na vida é uma questão de escolhas...

Como a que eu fiz acertando com o Fluminense e não com o Palmeiras...

Carlinhos, você ficou preocupado? Pensou que o Fluminense fosse deixar escapar o título?

- O time ficou um pouco tenso demais na última partida contra o Guarani.

E também, vamos falar a verdade, o que eles correram contra nós foi um absurdo.

Se tivessem feito isso durante o campeonato não teriam caído para a Série B.

Mas eu tinha uma certeza dentro de mim que seria campeão do Brasil.

Nosso time tinha potencial, estava unido, e os jogadores queriam muito essa conquista.

Você foi fundamental no gol do título...

- Foi uma jogada de raiva, de raça.

O Guarani estava fechado demais.

A saída estava na linha de fundo.

Com raiva, com raça, consegui levar a bola e cruzar.

Ela foi para o Washington, que a desviou para o Emerson.

Nós merecíamos aquele gol.

E toda a festa pelo título.

Agora qual é a sua meta para 2011?

Tenho duas.

A primeira é fazer o Fluminense campeão da Libertadores.

Estamos vendo todo o esforço da diretoria, do Muricy, em montar um grande time.

E vamos encarar para valer a Libertadores.

Esse título é o nosso grande objetivo do ano.

E eu quero voltar à seleção brasileira.

Me sinto amadurecido, mais preparado para encarar a briga pela lateral esquerda.

Tudo que aconteceu na minha vida me deixou forte, consciente do que eu posso atingir como jogador.

Você tem algum recado aos dirigentes do Palmeiras?

- Que eles sejam bem felizes.

Respeito muito o Palmeiras, que é um grande clube e com muita tradição.

É só uma pena a forma de agir de alguns dirigentes de lá.

Mas estou bem demais no Fluminense.

Aqui é o meu lugar.

Me deixa quietinho aqui.

O que passou, passou.

Sou campeão do Brasil e é isso que importa...

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Gilmar Rinaldi é o maior entrave para Adriano jogar no Corinthians. E vai sobrar para o Danilo…

gettyimages00032 Gilmar Rinaldi é o maior entrave para Adriano jogar no Corinthians. E vai sobrar para o Danilo...
Há um motivo que contribuiu para Danilo estar na lista de dispensas do Corinthians.

Seu empresário é Gilmar Rinaldi.

Goleiro tetracampeão do Mundo que virou empresário.

E tem nas mãos o objeto de desejo, negado, secreto, mas desejado por Andrés Sanchez: Adriano.

Desde a morte do seu pai, Adriano cultiva uma relação de extrema confiança em Rinaldi.

Ele só o contrariou uma vez.

Quando abandonou a Inter de Milão, e o empresário quis interná-lo em uma clínica.

A tentativa era para que se livrasse do alcoolismo.

Ele resistiu e preferiu se 'curar' com os amigos da favela da Vila Cruzeiro.

Mas depois entrou nos eixos e voltou a jogar pelo Flamengo.

Fez o time carioca campeão do Brasil.

Depois confiou em Gilmar Rinaldi e ele o colocou de volta na Itália, desta vez na Roma.

O que o empresário conseguiu foi uma façanha, já que Adriano estava mais do que queimado após abandonar a Inter.

O atacante ficou muito grato a Gilmar.

Só que enfrenta a imprensa na Itália.

Ele nega entrevistas.

Mas não pode impedir as notícias.

A nutricionista do clube divulgou que ele chegou em Roma com 15 quilos acima do peso.

Depois se contundiu nos treinos.

E chegou o frio.

Hoje, por exemplo, a máxima foi de 5º e a mínima, 0º.

Ou seja, a saudade do Brasil bateu forte no atacante.

Atiçada ainda por telefonemas, sim telefonemas no plural.

De Ronaldo, recordando tudo o que tem para viver no Brasil.

E que o Corinthians pode lhe garantir recuperação e dinheiro, com patrocinadores.

Andrés Sanchez sabe que precisa de um nome forte para 2011.

Só que encontrou em Gilmar um grande e inesperado inimigo.

Ele não quer o retorno de Adriano ao Brasil agora.

Considera que seria fechar de novo as portas do futebol europeu.

E desta vez para sempre, já que ele não está suportando cinco meses de Roma.

Por isso já aconselhou várias vezes Adriano a esquecer o Brasil.

Cumprir seu contrato e garantir o futuro da família.

E Gilmar repetiu a Andrés o que pensa sobre uma eventual volta de Adriano agora.

É completamente contrário.

Está fazendo de tudo para o jogador seguir sua vida na Itália.

Andrés não gostou de ter pela frente Gilmar como adversário.

Ainda mais tendo no elenco um jogador do empresário que só decepcionou: Danilo.

O presidente aproveitou a negativa de Gilmar para revelar que não quer continuar com o apático meia.

Gilmar entendeu o recado, mas não vai ceder.

Se depender dele, Adriano não joga no Corinthians em 2011...

Ele só voltará ao Brasil se resolver enfrentar o seu mentor...

Situação complicadíssima...

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A maior contratação do Santos para 2011…A saída de Madson, o pequeno homem que incendiava Ganso e Neymar…

divulgação3993 A maior contratação do Santos para 2011...A saída de Madson, o pequeno homem que incendiava Ganso e Neymar...

A diretoria do Santos tem certeza de que acabaram as farras de Neymar e de Ganso.

Os dois não irão dar mais trabalho, como voltar de madrugada para a concentração.

Ou ficar provocando rivais e se mostrando sem camisa na webcam.

O motivo era um baixinho de 1m58.

E que carrega no braço a singela tatuagem "Eu sou foda".

Como o blog havia publicado, Madson não ficaria depois da temporada 2010.

Ele é apontado como o jogador que incendiava a concentração santista.

Como já disseram dirigentes mais velhos santista, o jogador que levava Neymar e Ganso para o mau caminho.

Todas as farras na concentração santista ou aconteciam no quarto dele ou eram por ele organizadas.

Apesar da baixa estatura, Madson não é de levar desaforo para casa.

A impressão que todos têm na Vila Belmiro é que ele teria influenciado Neymar na triste discussão entre ele e Dorival Júnior na partida contra o Atlético Goianiense.

E que custou a cabeça do treinador.

Aliás, Dorival não se dava bem com Madson.

Chegou até a colocá-lo para treinar sozinho, em separado, longe da dupla Neymar e Ganso.

Ele foi contratado pelo Santos quando a fase era ruim, no início de 2009.

Não havia dinheiro na Vila Belmiro.

Os projetos eram muito menores.

Com o despontar de Neymar, Ganso, Wesley, Marquinhos, Madson foi escanteado.

E descontava fazendo farra.

Mesmo que o Santos contrate Zé Roberto, Willians e Ricardo Oliveira, o maior reforço para muitos dirigentes é o empréstimo de Madson.

Agora Neymar e Ganso poderão se concentrar só no futebol, sonha a diretoria.

Seu preço é caro: US$ 1 milhão por 50% dos direitos federativos.

Mas o empréstimo saiu de graça para o Atlético Paranaense...

O time terá apenas de bancar os salários dele por um ano.

A alegria dos dirigentes santistas com a saída de Madson é impressionante...

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Ney Franco revela o planejamento sério para ganhar a medalha olímpica em Londres. Neymar será enquadrado já no Sul-Americano sub-20. Para não repetir Robinho em 2004… Pela primeira vez seriedade de primeiro mundo na base brasileira…

reuteres362 Ney Franco revela o planejamento sério para ganhar a medalha olímpica em Londres. Neymar será enquadrado já no Sul Americano sub 20. Para não repetir Robinho em 2004... Pela primeira vez seriedade de primeiro mundo na base brasileira...

Há um plano silencioso de sucessão na seleção brasileira.

Sem alarde, sem espalhafato.

Lembra o que acontece com vário países de primeiro mundo.

Se der certo, ótimo.

Se não, tudo bem, a vida segue.

Ney Franco será preparado para substituir Mano Menezes.

Pela primeira vez na história do futebol brasileiro, um treinador assina um contrato de seis anos.

Para coordenar as categorias de base e ser o braço direito do técnico da seleção principal.

E com salário alto.

"Na teoria está tudo ótimo.

Mas se não vier as vitórias, tudo pode acabar.

No Brasil, sem resultado treinador nenhum continua no cargo.

Mas eu confesso que estou empolgado com a seriedade do planejamento.

Estamos no caminho certo para a inédita medalha olímpica e para a Copa de 2014.

Nunca se fez nada parecido no Brasil", diz Ney, empolgado, em entrevista exclusiva ao blog.

Cosme Rímoli: Antes de falar da seleção brasileira, diga qual a emoção que sentiu com o Coritiba voltando para a Série A?

Ney Franco: Foi uma emoção única, que vai marcar a minha vida para sempre.

Nós caímos para a Série B em 2009.

Fomos duramente punidos pela confusão que aconteceu no Couto Pereira.

A queda foi duplamente triste.

Conseguimos nos unir de uma maneira impressionante.

Fomos buscar forças quando ninguém acreditava.

Ganhamos o Campeonato Paranaense.

E cumprimos a punição de jogar fora do nosso estádio, da nossa cidade.

Mesmo assim, conseguimos as vitórias suficientes, os pontos que trouxeram de forma brilhante o time de volta para a Série A.

Recusei vários convites para sair, para ganhar mais até, mas nunca abandonaria o Coritiba na Série B.

Era uma questão de honra.

Eu estava no comando quando o clube caiu e eu tinha de resgatá-lo.

Foi uma das maiores vitórias da minha carreira.

Saí do clube de cabeça erguida para a seleção brasileira.

CR: Por que trabalhar nas categorias de base, quando você teve ofertas excelentes de vários clubes grandes?

Franco: Por uma questão de projeto.

O plano que foi traçado na CBF pelo Mano Menezes é excelente e muito sério.

A categoria de base do Brasil nunca foi tratada de maneira tão profissional e com tanto foco.

Queremos aproveitar ao máximo o talento que surge com os meninos para que, no futuro, sirva para a seleção principal.

Vamos preparar os garotos, dar estrutura, dar todo o apoio possível para que se desenvolvam.

E que não estranhem quando chegarem à seleção principal.

Estejam completamente ambientados e pronto para as cobranças, para a responsabilidade.

CR: Tudo começa com o sul-americano sub-20 no Peru.

O Brasil tem a obrigação de conseguir uma das duas vagas para disputar a Olimpíada.

Serve de referência o que aconteceu com Ricardo Gomes, em 2004, e o Brasil não se classificou para a Olimpíada de Atenas, mesmo tendo Robinho, Diego e tantos outros bons jogadores ?

Franco: Sua pergunta é ótima.

Eu e o Mano Menezes conversamos muito sobre o que aconteceu naquele ano no Paraguai.

Houve muita falta de responsabilidade dos jogadores.

A Comissão Técnica acabou dando espaço demais, confiou nos atletas e faltou seriedade.

Mesmo com um grande time, tudo se perdeu com as brincadeiras de Robinho, Diego e os outros jogadores.

Conosco isso não acontecerá.

O trabalho será muito sério.

Tanto que jogadores que se desgastaram muito em 2010, como o Neymar, pediram licença da fase de preparação para o Sul-Americano.

Mas nós não demos.

Nossa preparação precisa ser a melhor possível.

E Neymar e os outros irão treinar muito já em dezembro para que o Brasil chegue muito forte no Peru.

Seleção brasileira tem que ser prioridade.

Se não for, o jogador não nos interessa.

CR: Você tocou no Neymar. Ele tem vários episódios de indisciplina no Santos.

Vai merecer uma atenção especial?

Franco: Conheço bem o Neymar, é um ótimo menino.

Mas sabemos que ele precisa ter um limite.

Não é porque tem tanto talento que irá além dos demais.

Não haverá lugar para estrelismos na seleção sub-20.

Todos os garotos serão tratados da mesma maneira na preparação e no Peru.

Quem não se adaptar ficará fora.

Seja quem for.

Até o Neymar.

CR: Você comandará o Brasil no Sul-Americano e o Mano na Olimpíada?

Franco: Sim. Isso já estava decidido há muito tempo.

Eu não vejo problema algum.

Quero contar com o apoio e as observações do Mano para montar o time mais forte possível no Peru.

E na Olimpíada, os papéis se invertem.

Serei eu quem ajudará o Mano Menezes nesta busca pela medalha de ouro.

E posso adiantar mais um detalhe.

Ao contrário do que aconteceu nas outras Olimpíadas, o Brasil chegará preparado em Londres.

Já estamos estudando diversos amistosos até a Olimpíada.

Não vamos juntar o grupo faltando pouco para começar a competição e vamos ver no que dá.

Issom não existe mais na seleção brasileira.

A falta de planejamento fez com que várias gerações vitóriosas fracassassem nas Olimpíadas.

Isso não acontecerá para 2012.

CR: Você será o coordenador exclusivo da CBF ou trabalhará também em clubes?

Franco: É uma situação que está completamente descartada.

Acredito que houve um enorme acerto por parte do presidente Ricardo Teixeira por definir desta maneira.

Não dá para conciliar as duas funções.

Quero observar os nossos principais meninos espalhados pelo Brasil e pela Europa.

Os jogadores saem do país cada vez mais cedo.

Não vou acreditar em relatórios, telefonemas de treinadores.

Farei uma observação verdadeira, profunda.

Acompanharei treinamentos, jogos.

Será um trabalho inédito na base do Brasil.

Estamos atrasados.

Vários outros países já fazem isso há muito tempo.

Vamos recuperar o tempo perdido...

CR: Várias seleções da Europa fazem esse tipo de trabalho com os treinadores também.

Pegam um técnico do profissional e o coloca na base para ganhar experiência.

E depois de anos, suceder o da seleção principal.

Posso dizer que desde já você é o favorito para assumir quando o Mano sair?

Franco: Olha, o meu contrato vai até 2016.

Quero é tratar colocar todo o conhecimento que adquiri ao dispor deo Mano.

Quero é ajudá-lo a conquistar a Olímpiada, a Copa de 2014 e a Copa de 2018.

Foi o Mano quem me indicou acreditando no meu trabalho, no meu caráter.

E sou uma pessoa leal.

Vim para a seleção para dar minha contribuição mas seguir as determinações do Mano.

Não para competir com ele.

Não quero o seu lugar.

Quero o meu, cumprir cada missão.

Conseguir uma vaga no Sul-Americano do Peru é a primeira.

E estou envolvido de corpo e alma nesta missão.

É isso que interessa para mim.

Quero é ser fundamental para o Mano e o Brasil ganharem as duas próximas Copas.

Isso é o que eu quero.

Estou orgulhoso de ser peça importante desse processo.

E orgulhoso também por contar com toda confiança do Mano.

Vamos mudar o conceito de seleção de base no Brasil.

E de uma vez por todas...

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Mano disse a Muricy que daria chance a Conca se ele fosse brasileiro. O meia está se naturalizando. E agora? Mano terá coragem de dar a camisa 10 da seleção a um argentino?

divulgação11111 Mano disse a Muricy que daria chance a Conca se ele fosse brasileiro. O meia está se naturalizando. E agora? Mano terá coragem de dar a camisa 10 da seleção a um argentino?
Fernando Meligeni nasceu em Buenos Aires.

Quando ele tinha quatro anos sua família decidiu morar no Brasil.

É um paulistano de coração e documentos.

Foi número um do ranking brasileiro.

Representou o Brasil em Panamericano, Olimpíada...

Mas sempre foi visto com um pezinho atrás, por ter nascido na Argentina.

O argentino Rubem Magnano é o treinador da seleção brasileira de basquete masculino.

Situação que provoca coceiras em ídolos como Oscar Schmidt e Marcel.

Imagine agora se há a mínima chance de a seleção de futebol ter nascido na pequena 'ciudad' argentina General Pacheco.

E atender pelo nome de Dario Conca.

O melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2010 resolveu adotar o país que melhor lhe acolheu.

Roberto Miguel, empresário do meia, garante que o caminho não é impossível.

Muito pelo contrário.

Já falou a amigos que se o jogador continuar a atuar como fez este ano, Mano será 'forçado pela opinião pública' a lhe dar uma chance.

E talvez não seja assim tão impossível.

Mano Menezes conversando com seu grande amigo Muricy Ramalho citou Conca.

E o técnico da Seleção lhe garantiu que se fosse brasileiro não pensaria duas vezes em chamá-lo.

Serio o jogador moderno, habilidoso, rápido, vertical que precisa encontrar e não acha.

Falava em tom de pilhéria.

Nunca imagiria o que iria acontecer.

Agora terá a chance.

O princípio do processo de naturalização já se iniciou.

O motivo não é tão nobre quanto a Seleção Brasileira.

O mundo da burocracia para um estrangeiro adquirindo bens no País não é fácil.

O imposto de renda é complicado.

A vida melhorará demais para Conca sendo brasileiro.

O futuro deve lhe reservar sim pelo menos um teste no time de Mano.

Talento não lhe falta.

A grande pergunta é quanto o Brasil mudou.

A afeição à seleção já não é a mesma há anos.

Cai a cada jogador importante que vai atuar no exterior.

Não há identificação.

Mas em toda Copa do Mundo o nacionalismo fica à flor da pele.

Parece que só é digno de respirar quem nasceu entre o Oiapoque ao Chuí.

Todos os demais são tratados como inimigos mortais.

Será que a mentalidade permitirá um argentino com a famosa camisa 10?

Mesmo em um amistoso?

Evoluímos tanto assim?

Cabe agora saber se Mano vai cumprir sua palavra.

O inesperado aconteceu.

Conca vai virar brasileiro.

E agora?

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Exclusiva com Fábio, melhor goleiro do Brasil: o maior injustiçado na Seleção de Mano Menezes…

reuters032 Exclusiva com Fábio, melhor goleiro do Brasil: o maior injustiçado na Seleção de Mano Menezes...

Ter a sensação de que o tempo está passando...

Ser o melhor da sua posição no Brasil...

E a Seleção sempre lhe vira as costas...

É assim que Fábio do Cruzeiro se sente.

Escolhido como o melhor goleiro na eleição da CBF de 2010.

Bola de Prata da revista Placar.

Os prêmios, os elogios da crítica, as declarações de amor da torcida do Cruzeiro não bastam.

Aos 30 anos, Fábio está vendo a chance de disputar uma Copa do Mundo diminuir a cada convocação de Mano Menezes.

Ele sabe que Júlio César voltará a ser convocado em 2011.

E que Victor é o goleiro de confiança de Mano no Brasil.

O que fazer nesta terrível e injusta situação?

Foi o que perguntei a ele em entrevista exclusiva no Teatro Municipal no Rio.

Segurando o prêmio de melhor goleiro do Brasil, deixando Victor para trás, Fábio mostrou o dilema.

Mas deixou claro seu caráter, um jogador maduro e admirável...

Fábio o que você pode fazer para convencer Mano que merece uma chance?

De coração aberto? Não sei.

Eu tenho dado o meu melhor no Cruzeiro.

Nunca estive tão bem em termos de cabeça, de reflexo, de clube, família.

As pessoas não deixam de reconhecer o meu rendimento.

Fico torcendo a cada convocação mas ela não vem.

Sinceramente, não sei o que fazer a não ser jogar e torcer.

Você acha que é melhor pedir a convocação pela imprensa ou se calar?

Tudo o que não quero é passar para o Mano a imagem de alguém prepotente que está exigindo jogar pela Seleção.

Se falar em toda entrevista que me sinto preparado para servir a Seleção posso me queimar.

Não sou de fazer lobby.

Tanto que dou pouquíssimas entrevistas.

Prefiro ficar focado no meu trabalho.

Agora também tem o outro lado.

Meus amigos e as pessoas que torcem por mim dizem que se eu ficar quieto vou parecer conformado.

Satisfeito com a situação.

Não quero forçar nada, mas também não estou conformado.

Sonho com a Seleção e acredito que estou fazendo por onde.

O que você acha do Victor, do Júlio César, da concorrência?

O nível dos goleiros brasileiros subiu muito.

Respeito demais o Victor, o Júlio César são excelentes jogadores.

Eu não tenho nada a falar mal de ninguém.

A Seleção está bem servida, mas vejo um espaço para que eu possa ajudar.

Atuo em um dos maiores clubes do País.

Ser goleiro do Cruzeiro exige muita responsabilidade e o trabalho está sendo bem feito.

Os prêmios, os elogios mostram um reconhecimento.

Por isso espero tanto pela Seleção.

Ganhar a Libertadores pelo Cruzeiro pode ajudar nesta briga?

Tomara porque sei que nosso time entrará forte demais na Libertadores.

O Brasileiro escapou por pura falta de sorte.

Em jogos decisivos aconteceram várias coisas que acabaram nos prejudicando.

Mas tínhamos potencial para ser campeão e não apenas vice.

Todos os jogadores do Cruzeiro sabem disso.

E na Libertadores faremos tudo para compensar algumas injustiças que aconteceram.

Quero muito dar o título para a nossa torcida porque ela merece.

Agora se vai valer para ser convocado pela Seleção eu não sei.

Continuo torcendo e esperando uma convocação.

Mas com todo o respeito que o nosso treinador merece.

Nunca vou falar uma palavra contra o Mano Menezes, sendo chamado ou não...

Afinal, você é o grande injustiçado da Seleção Brasileira?

Não vou falar isso, por exemplo.

De jeito nenhum.

O Mano Menezes sabe o que faz.

E o que é melhor para a Seleção.

Se um dia lembrar de mim, sabe que estarei esperando pronto para ajudar.

E se a convocação não vier nunca, mesmo você sendo o melhor do País?

(Muito sério) Vou torcer para quem estiver lá.

Não sou uma pessoa rancorosa.

Tenho obrigação com o meu clube, com o Cruzeiro, com a minha família, com meus amigos.

Continuarei a fazer o meu trabalho da melhor forma possível.

Nunca torcerei contra ninguém...

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Apesar de o Goiás suar sangue, o Grêmio vai representar muito melhor o Brasil na Libertadores. Se cuida, Independiente…

divulgação9227 Apesar de o Goiás suar sangue, o Grêmio vai representar muito melhor o Brasil na Libertadores. Se cuida, Independiente...
Proibição de treinar no estádio de Avellaneda.

Foguetório dos torcedores para não deixar os jogadores dormir.

Pedras no ônibus que levava o time ao jogo.

Várias janelas rompidas pelos tijolos.

Intimidação da fanática torcida no caldeirão argentino.

Humilhação do técnico El Turco depois do jogo, dizendo que o lugar do time brasileiro era a segunda divisão, enfrentando o Bragantino e não disputando a Libertadores.

E ainda jogando com desprezo a flâmula que recebeu do Goiás na mesa da sala de imprensa.

Nada que o Independiente fez deveria ser surpresa.

O time argentino arrancou a fórceps a vaga do Goiás para a Libertadores de 2011.

Nas derrotas de ontem por 3 a 1 no tempo normal e por 5 a 3 nos pênaltis, o Independiente fez exatamente o que se esperava dele.

Jogou com garra, raiva e uma boa dose de maldade.

O colombiano Oscar Ruiz mostrou de novo que não é mais o grande árbitro que já foi.

Acabou a coragem.

Permitiu que os argentinos dessem os pontapés à vontade.

O placar de 2 a 0 no Serra Dourada, tão comemorado, mostrou-se insuficiente, pequeno.

O Goiás perdeu o título em casa, quando teve a chance de golear o Independiente.

Saiu perdendo ontem por 1 a 0.

Mas deu esperança ao Brasil todo, com exceção de Porto Alegre, quando o possuído Rafael Moura empatou a partida.

Os argentinos tinham de fazer mais dois gols para levar o jogo à prorrogação.

Mas fizeram os gols, com toda a facilidade, ainda no primeiro tempo.

Parra ganhava sozinho as divididas dos três zagueiros que Arthur Neto escalou.

Rafael Tolói, Ernando e Marcão não tiveram nem personalidade para se impor.

Jogaram acuados, tensos.

Deram confiança e espaço para Parra marcar os gols que o Independiente precisava.

Harlei mostrava o velho defeito: goleiro baixo para os tempos modernos.

Facilitava para os argentinos que usaram e abusaram dos cruzamentos.

Nos chutes da entrada da área, ele se recuperava mostrando agilidade.

O Goiás se desdobrou no segundo tempo.

Não só segurou o ímpeto do maldoso adversário, como quase ganhou o título.

Rafael Moura fez sensacional jogada, driblando os zagueiros, e, na hora do chute, acertou o goleiro Navarro.

Na prorrogação, o Goiás poderia ter vencido.

Rafael Tolói, livre na pequena área, cabeceou na trave direita.

Aí vieram os pênaltis, e o jogador que mais decaiu no time goiano acertou a trave.

E o Independiente ganhou por 5 a 3.

Vitória feia, catimbada, de dar raiva, mas justa.

Não há como negar que os argentinos a buscaram.

Com toda a sujeira que a Conmebol finge não enxergar.

Nos próximos cem anos será a mesma coisa.

Rafael Moura foi sensacional e quase levou sozinho o rebaixado Goiás para a Libertadores.

Marcou nove gols na Sul-Americana.

Mas não teve companheiros à altura.

O maior castigo para toda a sujeira que o Independiente aprontou virá do Olímpico.

O melhor time brasileiro do segundo semestre está na Libertadores.

O Grêmio de Renato Gaúcho ficou com a quarta vaga do Brasil.

O ótimo time que o treinador montou será ainda muito reforçado com a vaga.

Diego Souza é o primeiro nome da lista.

Quem sabe ele não volta a ser jogador de primeira linha no Olímpico, de onde nunca deveria ter saído?

Irá fazer de tudo para repetir o feito do rival Internacional e ganhar o título.

Se os deuses da bola forem justos, esse Grêmio encontrará pela frente o Independiente.

E fará tudo o que o Goiás não teve força para fazer.

Fica a tristeza pelo incrível esforço do time goiano, que foi implodido pela política interna do clube, pela vaidade de seus conselheiros.

Mas surge a certeza de que o Brasil será muito melhor representado pelo Grêmio...

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Anunciar interesse por Ronaldinho Gaúcho e Adriano. Ou como prolongar a dor do palmeirense em 2010…

divulgação3322 Anunciar interesse por Ronaldinho Gaúcho e Adriano. Ou como prolongar a dor do palmeirense em 2010...
Salvador Hugo Palaia é milionário.

Tem uma enorme imobiliária no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Inúmeros imóveis valorizados.

Poderia ter uma vida tranquila e desfrutar do império que construiu.

Mas não consegue se livrar de um sonho.

Deseja ser presidente do Palmeiras.

Faz política no clube há décadas.

Foi passado para trás inúmeras vezes.

Viu surgirem personagens com muito menos história do que ele assumirem o clube.

Seu gênio difícil, autoritário sempre foi o ponto fraco.

A compensação era cuidar da parte financeira do clube.

Nos anos 80, ele conseguiu se aventurar no futebol.

Foi um desastre.

No início dos anos 2000, outra incursão e novamente foi muito mal.

Inclusive com direito a mandar Tite 'calar a boca' e dar uma autoentrevista.

Palaia perguntava e ele mesmo respondia diante da imprensa.

Fez isso em uma triste tentativa de ser surpreendido pelas perguntas dos repórteres.

Ele tinha o mesmo assessor de imprensa de Luiz Felipe Scolari.

Acabou sendo rotulado de folclórico.

Perdeu o futebol.

Mas não poder e dinheiro.

Foi ele quem trouxe Valdivia a primeira vez para o clube.

Com os problemas cardíacos de Belluzzo, ele quer, mas não deve concorrer à reeleição.

Palaia ficou 60 dias como presidente interino.

Aumentou a dívida do Palmeiras em R$ 5 milhões de acordo com o balancete do clube.

Palaia sonha em ser indicado pela situação, oposição, ou por alguma chapa viável.

Mas vê surgir Paulo Nobre como candidato.

Tão rico quanto ele, mas muito mais jovem.

Do outro lado, Arnaldo Tirone, também bem mais moço.

Palaia tem como último argumento o seu dinheiro.

E sabe que a eleição do Palmeiras será logo no início do ano.

Para ter alguma chance de pelo menos concorrer, ele precisava criar um fato novo.

E decidiu fazer algo que garantiria a manchete dos jornais, espaço nos rádios, na tevê.

Esperto, sabe que a mera tentativa de contratação já é uma notícia e tanto.

E vem confirmando há dias que decidiu atropelar o Corinthians para ter Adriano.

Oferece R$ 300 mil mensais.

Cerca de três vezes e meia menos do que ele recebe na Roma.

Também entrou em contato com a direção do Milan e disse que o Palmeiras quer Ronaldinho Gaúcho.

Não para pagar os R$ 2 milhões que ele recebe mensalmente na Itália.

Mas R$ 600 mil.

Luiz Felipe Scolari seria o responsável por convencer os dois jogadores a receber bem menos.

As manchetes, o sonho da sofrida torcida palmeirense estão garantidos.

Os jogadores, longe, mas muito longe disso.

Assim como a candidatura à presidência do Palmeiras.

Palaia sabe que a rejeição ao seu nome continua enorme.

Mas ele tenta de tudo, até ser sabatinado por torcedores organizados.

Só que o sonho continua longe, muito longe.

Nem as improvavéis, para não escrever impossíveis, contratações de Adriano e Ronaldinho Gaúcho poderiam inverter o péssimo quadro da sua candidatura.

Os empresários dos dois jogadores, Gilmar Rinaldi e Assis, não trocariam o palco europeu pelo Campeonato Paulista e a Copa do Brasil.

Se o Palmeiras ainda estivesse na Libertadores teria uma chance mínima.

Em 2011, nem isso.

Por mais que Felipão possa ser bom de lábia, não há argumentos a favor do Palmeiras.

Palaia sabe disso.

Mas não dá o braço a torcer.

Vai lutar até o fim.

É o seu gênio, faz parte da sua personalidade.

Mas é uma pena que essa sua luta acabe iludindo tantos torcedores...

Pessoas que estão com o coração apertado com os sucessivos fracassos...

E o crescimento dos rivais...

Quando as humilhações de 2010 pareciam haver terminado...

Surge esse 'interesse' em Ronaldinho Gaúcho e Adriano.

Os palmeirenses além de serem alvos de chacotas pelas sucessivas derrotas em campo agora sofrem pelos delírios de um candidato à presidência do clube.

Que 2010 interminável...

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Aposentado e com um pé na Bandeirantes, Simon admite: “No Brasil não querem que os árbitros sejam profissionais independentes”

reuters83 Aposentado e com um pé na Bandeirantes, Simon admite: No Brasil não querem que os árbitros sejam profissionais independentes
O presidente da Comissão de Arbitragem, Sérgio Correa, está tenso.

Foi péssima a participação dos juízes brasileiros em 2010.

A renovação forçada que ele promoveu foi um fracasso.

As vaias e palavrões no Teatro Municipal do Rio a seu protegido Sandro Meira Ricci, escolhido como melhor do país, representam bem o que todos pensam do trabalho da Comissão de Arbitragem.

Não há clube no país que não tenha sido prejudicado e lamente erros de um árbitro.

E para piorar, o pressionado Sérgio Correa perdeu o seu homem de confiança.

Aos 45 anos, Carlos Eugênio Simon se aposentou.

O homem de três Copas do Mundo tem planos.

Em entrevista exclusiva ao blog, ele mostra que deixará de ser vidraça para ser pedra.

E pela primeira vez, ele confirma que deve trabalhar mesmo como comentarista de arbitragem.

Na TV Bandeirantes, substituindo Oscar Roberto Godói.

Simon, vamos direto ao assunto.

Você começa quando na TV Bandeirantes?

Carlos Eugênio Simon: Antes eu não queria falar desse assunto porque estava trabalhando como árbitro.

Mas estamos negociando há muito tempo.

Estamos próximos de um acordo.

Eu acredito que posso colaborar com tudo que aprendi em anos e anos de arbitragem.

Será uma ótima oportunidade para esclarecer situações que o público em geral não percebe envolvendo o jogo de futebol.

Sou jornalista e me sinto pronto para exercer a função.

O convite da Bandeirantes aconteceu em uma boa hora.

Está fechado? Tudo certo?

Ainda faltam alguns detalhes para a gente fechar.

Estamos negociando, estamos negociando...

Qual a avaliação da sua carreira?

Simon: Foi fantástica.

Apitei três Copas do Mundo.

Olimpíada, Libertadores, decisões de Campeonato Brasileiro.

E inúmeros estaduais.

Procurei ser o mais justo possível.

Fui presidente do Sindicato dos Árbitros do Rio Grande do Sul.

Briguei como pude por minha classe.

Dentro do campo aconteceram muito mais acertos do que erros.

Ser árbitro é uma profissão dificílima, que exige demais da pessoa, da família, te consome.

Mas estou plenamente satisfeito com o que fiz pelo futebol.

Por que o nível dos árbitros brasileiros atuais é tão fraco?

Quando vai acontecer a profissionalização no país?

Simon: Não concordo que o juiz brasileiro seja fraco, não.

Pelo contrário, acho que é um dos melhores do mundo, se não for o melhor.

Apitar aqui com toda a pressão dos clubes e as manhas do jogador brasileiro é terrível.

As condições que são dadas não ajudam.

Não há como a pessoa só se dedicar a arbitragem.

O que deveria acontecer, concordo com você, é a profissionalização.

Há um processo tramitando pelo Congresso Nacional pedindo a nossa profissionalização há anos.

Mas está parado.

No Brasil não querem que os árbitros sejam profissionais independentes.

Não há interesse.

Não me pergunte de quem...

Vou perguntar: o interesse é das Federações, dos clubes, para que os árbitros sejam sempre vulneráveis a pressões e dependentes?

Simon: Olha... é mais ou menos por aí.

Não há mesmo interesse na independência total dos árbitros no Brasil.

Por isso não somos profissionalizados.

Está tudo amarrado.

Não podemos levar toda a nossa vida para nos dedicarmos apenas ao jogo de futebol.

Como todos os outros personagens da partida.

Somos amadores.

Não deixam os árbitros virarem profissionais no Brasil.

Não deixam.

Trabalhar no Brasil como árbitro exige sacrifícios pessoais que ninguém tem ideia.

É pressão por todo o lado.

Nós deveríamos ser muito mais valorizados e em todos os sentidos.

Qual a partida mais importante da sua carreira?

Simon: As que fiz nas três Copas do Mundo foram fundamentais.

Mas a de despedida no Engenhão ficará para sempre no meu coração.

A torcida do Fluminense gritou o meu nome antes e no intervalo.

Nunca havia imaginado isso.

Fiquei mesmo emocionado.

Foi o reconhecimento por tantos anos no futebol.

Agora pretendo continuar colaborando de outra maneira.

Minha missão nos gramados foi cumprida...

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