Corinthians que ganhe o Brasileiro por suas pernas. O Palmeiras vai se poupar contra Fluminense e Cruzeiro. O aviso está dado…

gettyimages883 Corinthians que ganhe o Brasileiro por suas pernas. O Palmeiras vai se poupar contra Fluminense e Cruzeiro. O aviso está dado...
O Palmeiras enfrenta o Guarani com uma equipe desfigurada.

São oito jogadores poupados para o confronto contra o Atlético Mineiro pela Sul-Americana.

Scolari segue o caminho natural e não esconde de ninguém sua prioriade.

No Brasileiro, sua missão está cumprida.

O time não cairá para a Série B, como era o medo de muitos quando o campeonato começou.

A equipe tentará de qualquer maneira a vaga para a Libertadores pela Sul-Americana.

A competição parece ter sido feita para o Palmeiras de Scolari.

A falta de técnica é compensada com a combatividade, a gana, vontade de ganhar.

Com esquema rígido que não dá espaço ao adversário e ataque em bloco.

Foi assim que Scolari aprendeu quando não tem um cardápio variado de talentos.

Ganhou a Copa do Brasil com o Criciuma no distante ano de 1991, e surgiu para o cenário nacional.

A estratégia é a mesma.

Isso precisa ficar bem claro.

Scolari não tem medo de suas escolhas, suas convicções.

Tudo isso foi escrito porque no caminho restante do Palmeiras no Brasileiro existem dois grandes candidatos ao título.

Fluminense na penúltima rodada, no dia 28, na Arena Barueri.

E Cruzeiro, na última, dia 5, no Parque do Sabiá.

Qual o interesse extra do Palmeiras em ganhar essas duas partidas?

Se ainda estiver envolvido na Sul-Americana, nenhum.

E não estiver, também não.

A preocupação será a reformulação profunda no elenco que Scolari prometeu fazer e a diretoria acena com dinheiro para as contratações.

O treinador tem obrigação com o Palmeiras, fazer o que é melhor para o seu clube.

Ele já está fazendo isso hoje contra o Guarani.

Que o Corinthians se quiser ganhar o Brasileiro, vença com suas pernas.

Não com as pernas dos palmeirenses.

Isso ele não poderá contar.

Não será traição, entrega de jogo.

Felipão está mostrando hoje o que fará nas últimas rodadas.

É um direito dele.

E desta vez, ele está certo.

Andres Sanches, Tite e Ronaldo não chorem nas últimas rodadas esperando o apoio palmeirense...

Para deixar ainda mais claro o que era obscuro, Scolari falou.

Logo após a vitória de seus reservas contra o fraco Guarani, ele se adiantou.

Perguntado se iria poupar jogadores nas partidas que faltam, ele não disfarçou.

"Tenho de cuidar da minha casa.

Mulher que não é bem cuidada, mete corno.

Portanto, os outros que se preocupem com o que é deles."

Direto, bem ao seu estilo....")

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Ferguson, 24 anos comandando o Manchester United. Saudade do injustiçado Lula e seu magistral Santos…

divulgação0888 Ferguson, 24 anos comandando o Manchester United. Saudade do injustiçado Lula e seu magistral Santos...

Quantas e quantas vezes dirigentes e treinadores brasileiros afirmam ter um plano de longo prazo?

Longo prazo pode ser traduzido como um, dois anos.

E quantas vezes cumprem?

Quase nunca...

Colocam multas nos seus contratos já pensando em quanto vão ganhar em possíveis demissões.

Leão e Luxemburgo quebraram os recordes de ganhar sem trabalhar.

Viver às custas das multas rescisórias.

Tudo isso vem à mente no dia em que Alex Feguson completa 24 anos no Manchester United.

Sim, 24 anos.

Impossível cogitar essa hipótese no futebol brasileiro atual.

Na filosofia rasteira dos clubes é mais fácil trocar um do que 22 e mandam embora os treinadores.

E dos técnicos, que quando começam a fazer sucesso ficam ávidos por propostas melhores.

Ferguson funciona como manager e tem identificação total com o Manchester United.

Teve várias propostas para trocar de clube neste 24 anos e nunca aceitou.

Seu maior mérito é fazer com que seus jogadores priorizem o Manchester em qualquer circunstância.

Ficou famos a história de que Beckham estava deslumbrado com seu sucesso como símbolo sexual.

Ferguson exigiu que se dedicasse mais como jogador.

Beckham não gostou.

Os dois discutiram feio e Ferguson não teve dúvidas: pelo Manchester United jogou um par de chuteiras no valorizado rosto do jogador.

Ele chegou a tomar pontos.

E Ferguson ganhou ainda mais moral no clube que virou sua casa.

Continua sendo disciplinador, enfrentando os jogadores.

Com todo o respaldo dos dirigentes.

Ganhou todos os títulos possíveis e imagináveis com o Manchester United.

De Campeonato Inglês até Mundial de Clubes, passando pela Liga dos Campeões.

Tem o apelido de The Boss (o Chefe) não por acaso.

No futebol brasileiro o único caso parecido foi o de Lula.

Treinador do magistral Santos de Pelé.

Dirigiu a equipe por 12 anos e meio.

"Não tinha porque trocar.

Ele enxergava muito bem o jogo.

E não complicava,não inventava.

Esse era o seu grande mérito.

Foi importante demais no nosso Santos.

Foi um dos grandes injustiçados do futebol brasileiro", relembra Pelé.

"Nunca foi um distribuidor de camisas e nem dormia no banco como diziam", destaca o melhor jogador de todos os tempos.

No futebol do nosso país, que fez da demissão uma profissão, uma reverência a Ferguson.

No dia 6 de novembro de 1986 ele assumia o Mancheter United.

Ele é um exemplo a ser seguido.

Comandar uma das maiores equipes do mundo por 24 anos é uma façanha.

Parabéns às várias diretorias do clube que se sucederam e apostaram no The Boss.

Saudade do injustiçado Lula, dos seus 12 anos e meio comandando o magistral Santos de Pelé...

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Neymar e Dorival Júnior. O abraço combinado mais triste do futebol brasileiro…

gettyimage551 Neymar e Dorival Júnior. O abraço combinado mais triste do futebol brasileiro...
Como encarar o chefe que o demitiu injustamente?

E o pivô da abrupta saída?

Menos de dois meses da demissão?

Quando os sentimentos ainda se misturam: a raiva, a decepção, a sensação de traição...

No futebol isso se resolve com um abraço.

Pelo menos é o que está preparado para hoje em Minas Gerais.

Dorival Júnior já adiantou para as redes de tevê que embalará Neymar nos braços.

E o jogador também já adiantou o seu script.

Vai pedir perdão a Dorival diante das câmeras.

Ter provocada a demissão do treinador campeão paulista e da Copa do Brasil foi o maior erro na carreira de Neymar.

Foi um marco.

Acabou com a simpatia que grande parte dos torcedores brasileiros nutria por ele.

Até Mano Menezes, sempre politicamente correto, resolveu lhe dar um castigo não convocando para enfrentar Irã e Ucrânia.

O garoto de 18 anos sentiu pela primeira vez na vida que o mundo não ficará batendo palmas para tudo o que fizer.

É bom destacar que Neymar não esteve sozinho no triste desfecho.

Pelo contrário.

A participação do dirigente que se apresentava como 'moderno' foi decepcionante.

Inclusive para seus parceiros de direção de clube.

Ele demitiu sumariamente Dorival quando ele quis manter Neymar afastado, tentar lhe ensinar respeito.

A repercusão foi imensa, inclusive na Europa.

Hoje, Neymar é apresentado como um grande talento, mas jogador rebelde.

Daqueles que xingam treinadores em campo por não ter atendida a vontade de bater um pênalti.

Os empresários explicaram com todas as letras para Luís Álvaro o significado da palavra desvalorização.

Hoje Neymar vale menos do que os R$ 82 milhões que os ingleses estavam dispostos a pagar.

E Luís Álvaro tem sua participação na desvalorização.

Se não demitisse Dorival, a situação seria feia, mas contornável.

Com a demissão fez a rejeição por Neymar ser mundial.

Comprar talento brasileiro vale muito dinheiro.

Comprar talento brasileiro problemático vale menos.

A equação é simples.

Luís Álvaro tinha a certeza de que contrataria Abel Braga para a vaga de Dorival.

Só que não contava com a multa de US$ 1 milhão e a falta de disposição do treinador em decepcionar os dirigentes do Al Jazira dos Emirados Árabes.

Agora o presidente está entre as promessas de Paulo Autuori se livrar do Al Rayan do Catar.

Ou a instabilidade emocional de Adilson Batista.

Muitos, mas muitos mesmo, conselheiros imploram para que Luís Álvaro tente recontratar Dorival para a Libertadores de 2011, que ele mesmo conseguiu a classificação.

Até mesmo os jogadores já pediram ao presidente.

Não Neymar, mas Paulo Henrique Ganso.

Luís Álvaro não quer passar pelo vexame de ouvir um não.

Demitir alguém sumariamente e se arrepender é assumir incompetência.

Dorival quer seguir com o Atlético Mineiro.

Já está corrigindo o péssimo trabalho de Vanderlei Luxemburgo.

Tem todas as condições de salvar o time do rebaixamento.

E, depois, prometeu para a diretoria montar uma equipe forte, competitiva no próximo ano.

Sem trazer jogadores sem comprometimento, como fez o demitido Luxemburgo.

Ele tem contrato até o final de 2011.

Esse é o quadro atual.

Hoje tem o abraço para as câmeras entre Neymar e Dorival Júnior.

O treinador precisará apelar para o seu sangue frio.

Para a grandeza de espírito que possui.

E Neymar enfrentar a vergonha pela injustiça que provocou e só prejudicou o Santos e ele mesmo.

Será o abraço mais triste do ano para quem aprendeu a amar o Santos Futebol Clube.

E o sonhava campeão da Libertadores, campeão do mundo em 2011.

Mas o ego de Neymar e o paternalismo de Luís Álvaro colocaram tudo a perder...

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Carpegiani será cruel. Vai apostar na lentidão de Chicão e William para vencer o inimigo chamado Corinthians…

divulgação33 Carpegiani será cruel. Vai apostar na lentidão de Chicão e William para vencer o inimigo chamado Corinthians...

Carpegiani pode ter ficado desnorteado em relação a como montar o sistema de marcação.

A suspensão de Richarlyson o atrapalhou demais para o clássico de amanhã.

Mas ele tem certeza de que a chave do jogo está nas suas mãos.

Em Lucas, Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira.

A ordem do treinador é para o quarteto explorar o que o Corinthians tem de pior.

Qual é o calcanhar de Aquiles corintiano no entender do treinador tricolor?

A lentidão da zaga.

Chicão e William.

Por mais que Ralf tenha conseguido o dom raro da onipresença em 90% dos jogos, a orientação de Carpegiani é aproveitar ao máximo os 10% restantes.

Quando Chicão e William ficam "no mano a mano", como repete Carpegiani.

No largo Morumbi, o treinador quer repetir a estratégia usada contra o Santos.

Supreender o rival no clássico atacando o máximo que puder.

Não importa se sua defesa acabar exposta para contragolpes.

O que vale a Carpegiani é montar uma estratégia quase camicase.

Aceitar o risco de deixar o Corinthians solto.

Mais do que ninguém, o técnico do São Paulo sabe que é tudo ou nada.

As chances pequenas de classificação para a Libertadores passa pelos três pontos de amanhã.

Além do poder de barganha do técnico diante de sua própria diretoria.

Ele sabe que nos últimos tempos o Corinthians virou a pedra no sapato de camurça de Juvenal Juvêncio.

Vencer o jogo pode até não significar a Libertadores.

Mas garante a força moral para exigir reforços ainda mais importantes do que Branquinho.

Derrubar o inimigo do caminho do único título possível no centenário não tem preço.

Por isso, a coragem beirar a irresponsabilidade de Carpegiani.

Ainda mais com o estádio com 95% de são-paulinos.

Na sua filosofia gaúcha que lembra um certo Capitão Rodrigo, de Erico Verissimo.

É até simplista demais.

Será vencer ou morrer tentando.

Carpegiani sabe o quanto tem a ganhar nesse clássico.

E não terá piedade em explorar o lado mais fraco, que o inimigo não consegue disfarçar.

A lentidão de Chicão e William.

O plano está traçado...

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Palmeiras: o maior trauma na carreira de Muricy, o líder do Brasileiro…

Agencia Estado 45 Palmeiras: o maior trauma na carreira de Muricy, o líder do Brasileiro...

Para tirar do sério Muricy Ramalho basta citar o nome Palmeiras.

Ter trabalhado no clube é o maior arrependimento na sua carreira.

Não pelo clube.

Mas pelo que lhe foi prometido e não foi cumprido.

No São Paulo ele havia cansado de ouvir a direção comentar com o Palmeiras trabalhava.

A sua gestão conjunta com a Parmalat.

Com a Traffic.

E, como treinador, sempre pensou nos reforços que as empresas ofereciam.

Ele estava ferido, magoado como a forma com que o São Paulo o demitiu.

Tricampeão brasileiro, sinceramente não esperava o bilhete azul por haver fracassado na Libertadores de 2009.

Queria descansar, se afastar até o final do ano.

Mas o presidente Belluzzo insistiu.

Havia a promessa de assumir um grande time.

E ainda depois comandá-lo na Libertadores de 2010.

A equipe estava bem encaminhada no Brasileiro.

Bastaria Muricy Ramalho conduzi-la ao menos entre os primeiros para garantir a disputa da competição sul-americana.

O técnico queria mais.

Sonhava no quarto Brasileiro seguido, desta vez com as cores verde e branca.

Tudo estava indo muito bem.

Até a chegada de Vagner Love, jogador que não pediu aos dirigentes.

Eles o ofereceram como bônus.

Seria a 'cereja no bolo', como muitos dirigentes palmeirenses disseram.

Só que a cereja fez o bolo desandar.

Ao chegar ganhando mais do que os outros jogadores.

E ainda querendo marcar gols de qualquer maneira, atuando de forma egoísta, sabotou o grupo.

Muricy sabia que ele era o atleta do presidente.

E não conseguiu evitar que o ambiente no clube deteriorasse.

O ciúmes fez a equipe degringolar.

Ninguém confiava ou se importava com o outro.

Havia muito ressentimento e o Palmeiras não só fracassou na busca do título.

Não obteve a classificação para a Libertadores.

Um caos nos planos do clube e do mecenas Jota Hawilla, dono da Traffic.

O resultado foi a falta de investimentos em 2010.

E a retirada de jogadores fundamentais como Cleiton Xavier e Diego Souza.

Muricy Ramalho nem acompanhou, foi demitido antes.

Por isso quando hoje teve de comparar a situação do Fluminense com a do Palmeiras, ele surtou.

Perdeu todo o bom humor que o sol carioca lhe deu.

Depois de 33 rodadas, o Palmeiras, tal qual o Fluminense, liderava o Brasileiro.

A diferença é que somava 57 pontos, um a menos que a equipe carioca.

E a equipe paulista não conseguiu nem ser campeão e muito menos a Libertadores.

Isso também seria um caos nas Laranjeiras.

O mínimo que a Unimed espera é a Libertadores.

Muricy mostrou que a ferida ainda está aberta.

Vai tentar fazer tudo ao contrário do que fez nos últimos cinco jogos do Palmeiras.

A começar pelo clássico contra o Vasco.

Irá colocar o seu time para ganhar o jogo.

As brigas internas do Palmeiras impediram que o time se impusesse no final do Brasileiro.

Muricy tem a equipe do Fluminense nas mãos.

Isso é uma diferença e tanto.

Mas mesmo assim não esquece o que passou.

E para exorcizar seu medo, uma vitória no Engenhão será fundamental.

Na busca do seu quarto título brasileiro e, principalmente, da paz de espírito que perdeu no Palestra Itália...

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O empresário Ronaldo sabe que precisa justificar 2010. E abater o principal inimigo: o São Paulo…

divulgação748 O empresário Ronaldo sabe que precisa justificar 2010. E abater o principal inimigo: o São Paulo...
Se existe um jogador no elenco com quem Andres Sanches se abre é Ronaldo.

A conversa não é entre presidente e atleta.

É entre empresário e empresário.

O dirigente corintiano considera a contratação do atacante o maior feito da sua administração.

Foi a mola propulsora de tudo que aconteceu no Parque São Jorge.

Do estouro do marketing até a garantia da construção da arena para a Copa em Itaquera.

Ronaldo é inteligente.

Sabe que vale quanto pesa.

Ou seja: os R$ 48 milhões de patrocínio recorde que trouxe ao Corinthians.

Mas tem plena consciência que o ano do centenário está sendo um fracasso para o clube.

Fracasso em termos de conquistas do time.

Não houve nenhuma.

A Libertadores foi um vexame.

O Paulista não interessava.

Sobrou o Campeonato Brasileiro.

Passou o surto de Ronaldo.

Quando percebeu que não iria para a Copa do Mundo, ele relaxou.

Já estava sentindo dores intensas com o treinamento.

As oito operações que passou lhe deixaram lembranças: as dores constantes.

Irritado, se deu o direito de comer, beber o que quis.

E, de vez em quando, um charuto cubano.

O surto passou.

Ele percebeu que estava para terminar a carreira de forma deplorável.

O desperdício ficava pior porque percebia ter pela frente jogadores limitados.

O nível do Campeonato Brasileiro permite a Ronaldo marcar gols, criar jogadas importantes.

Basta não estar tão acima do peso.

Vivido, ele sabe o quanto o Corinthians precisa vencer o São Paulo no domingo.

Ainda mais com 95% de torcedores são-paulinos.

Uma vitória no clássico de domingo serviria como o estopim de uma redenção.

Como se o time começasse a pagar a dívida pela decepção de 2010.

Na festa de comemoração do seu centenário teve até morte.

Amanda Ferraz Geremias, com apenas 21 anos, foi esmagada pelas rodas do ônibus que levou o time para a festa dos 100 anos no centro de São Paulo.

Uma tragédia.

Ronaldo, Andres e os demais jogadores do clube não esqueceram desta representativa morte.

Eles ajudaram os familiares de Amanda com o funeral, mas o terrível sentimento amargo ficou.

Ronaldo e Andres querem usar a conquista do Brasileiro para dar um alento aos torcedores.

E atrair mais patrocinadores com o simples jogo de palavras.

Garantirem juntos que a Libertadores do centenário será a de 2011.

Afinal, o Corinthians 'nasceu' em setembro de 1910.

Para isso, a primeira missão é eliminar o inimigo que mais incomoda: o São Paulo de Juvenal Juvêncio.

O presidente que teve a ousadia de começar a dar 10% dos ingressos para a torcida do Corinthians.

No domingo, nem isso, a metade: apenas 5%.

Por isso o empresário e o jogador Ronaldo sabem: derrotar o São Paulo é obrigação.

É preciso abater o principal inimigo, aquele que ainda tenta tirar a Copa de Itaquera.

O clube cujo vice presidente Leco o chamou de ex-jogador.

Poucas vezes o viram tão concentrado para uma partida no Parque São Jorge.

Nem nas finais do Paulista e da Copa do Brasil de 2009.

Se depender dele, domingo será o primeiro e mais importante passo dos cinco até o título brasileiro.

A conquista que o Corinthians está devendo para a sua torcida em 2010.

E de sobremesa, tirando o odiado rival da Libertadores de 2011, a do 'centenário'...

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Por que Richarlyson, ou Felisbino, não jogará no Palmeiras. Apesar do convite de Luiz Felipe Scolari…

divulgação231 Por que Richarlyson, ou Felisbino, não jogará no Palmeiras. Apesar do convite de Luiz Felipe Scolari...

Em 2005, quando era diretor de futebol do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia comemorou.

Havia acertado verbalmente com o versátil jovem meia do Santo André.

Por achar o seu nome difícil de pronunciar, o dirigente preferiu rebatizá-lo.

Ele seria Felisbino no Palmeiras.

Essa decisão deve ter ajudado, porque quando estava para assinar o contrato, ele preferiu o São Paulo.

No Morumbi, ele pôde manter o seu nome de batismo, Richarlyson.

Palaia nunca o perdoou.

Disse que se sentiu traído por Felisbino e que ele não jogaria em tempo algum no Palmeiras.

Em 2005, Luiz Felipe Scolari estava na Seleção Portuguesa.

Nem imaginava o que havia acontecido entre Palaia e Felisbino.

Cinco anos depois, o treinador voltou para o Palmeiras.

Encontrou uma equipe de potencial mediano, precisando urgentemente de reforços.

A promessa do presidente Belluzzo quando o contratou foi a de que traria jogadores importantes para 2011.

Felipão começou a se informar.

Quis saber quem no cenário nacional está com seu contrato por vencer.

Mais esperto do que vários empresários, tratou de usar o seu prestígio para convencer os jogadores que o interessam.

E Richarlyson confessou que o treinador o convidou para jogar no Palmeiras em 2011.

Seria titular com um pé nas costas no atual elenco do time rival.

De acordo com o jogador, ele disse a Felipão que a prioridade no Brasil é ficar no São Paulo.

No exterior, ele deseja atuar na Alemanha.

Mas se a diretoria do São Paulo não quiser renovar seu contrato, voltaria a conversar com o Palmeiras.

Tudo certo?

Não.

Quem é o presidente em exercício do Palmeiras?

O homem que foi desprezado por Felisbino.

Palaia havia garantido que ele não jogaria pelo clube.

Felipão não sabia dessa promessa.

O impasse não foi nem criado.

Felisbino ou Richarlyson ou ainda Ricky foi vetado no Palmeiras.

A diretoria do São Paulo ainda está indecisa se renova ou não o seu contrato.

Há até a possibilidade de renovação para negociá-lo com o exterior, fazer dinheiro.

Mas Felisbino não usará camisa verde enquanto Palaia tiver força política no Palmeiras...

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Os dirigentes estão chocados com as noites e os gastos de Luxemburgo com o pôquer. Perder R$ 1 milhão em uma noite é demais…

reuters992 682x1024 Os dirigentes estão chocados com as noites e os gastos de Luxemburgo com o pôquer. Perder R$ 1 milhão em uma noite é demais...

Excelente e dolorida matéria da revista ESPN.

Sem enfeites, relaciona a decadência de Luxemburgo às noites jogando pôquer.

Em uma só noite de jogatina, ele teria perdido R$ 1 milhão.

Outra vez, perdeu R$ 200 mil.

Viagens para fora do Brasil para disputar torneios.

Uma obsessão.

A revista deixa claro.

Como ter concentração para comandar uma equipe?

Como treinar pela manhã se passou a noite jogando?

No mundo de futebol, há anos se comenta a atração de Luxemburgo pelo pôquer.

Mas ninguém havia ido atrás e mostrado de maneira tão clara o que o baralho fez com ele.

A ESPN assumiu de maneira corajosa todas as informações.

Inclusive no Atlético Mineiro, jogando com a cúpula do BMG.

Triste, chocante.

Um treinador cinco vezes campeão brasileiro.

Que já dirigiu a seleção nacional.

O Real Madrid.

Há seis anos não conquista algo relevante no futebol.

Ele não esconde para ninguém que gosta mesmo de pôquer.

Parece ter orgulho ao falar do assunto.

Com a dura confirmação da atração pelo jogo, novas portas de clubes grandes se fecham para ele.

Como dar o comando de um time a uma pessoa capaz de perder R$ 1 milhão em uma noite jogando baralho?

No São Paulo, os dirigentes cumprimentaram Juvenal Juvêncio por não tê-lo contratado.

No Palmeiras, conselheiros dizem que todos no clube sabiam que a situação era descabida.

No Corinthians, perdeu os raros defensores que tinha.

E no Santos, os diretores de Luís Álvaro comemoram por ele ser cabo eleitoral de Marcelo Teixeira.

Empresários comentam assustados a repercussão da reportagem.

Uma grande ironia na vida de Vanderlei Luxemburgo.

Foi o pôquer que garantiu a sua sobrevivência no Flamengo.

Lateral medíocre, Zico não permitiu que saísse logo da Gávea.

Era o melhor jogador de baralho da Gávea.

E passava noites jogando e distraindo o maior ídolo rubro negro de todos os tempos.

Só que, de acordo com a revista, a brincadeira ficou séria.

O resultado está aí, escancarado para todos.

Quem aplaudiu Vanderlei Luxemburgo entendeu o porquê de ele não conseguir reagir.

Mesmo quem não o suporta, tem outro olhar sobre esse treinador com tanto potencial.

Impossível não ficar constrangido com o que ele fez com a própria carreira.

Parabéns à revista ESPN...

(Recebo às 18h10, telefonema do assessor de imprensa do BMG.

Ele diz que o presidente do banco, Ricardo Guimarães, tinha uma nota de esclarecimento sobre a reportagem da ESPN.

E que gostaria de esclarecer também os leitores do blog, já que o post tem a reportagem da ESPN como base.

Direito dele.

Abaixo, a íntegra da nota.)

A propósito da matéria intitulada “O último blefe de um jogador”, veiculada na Revista ESPN, venho esclarecer que em nenhum momento fui procurado pela reportagem para me manifestar a propósito dos fatos noticiados.

Tivesse sido observada essa regra jornalística, teria tido a oportunidade de esclarecer os seguintes pontos:

1) É notório que o Banco BMG patrocina o Clube Atlético Mineiro. Entretanto, o Banco não tem qualquer ingerência nem no Departamento de Futebol do referido clube, nem em outras agremiações que também patrocina, seja na indicação ou contratação de atletas e treinadores, seja no pagamento de remuneração direta a estes profissionais;

2) Conheço o técnico Vanderlei Luxemburgo como profissional do esporte, sendo que o mesmo nunca privou de minha intimidade ou frequentou minha casa, muito menos para a prática de jogos de azar;

3) Do mesmo modo, jamais em minha vida patrocinei ou participei de mesas de jogos de pôquer ou de qualquer outro tipo de jogo de azar, o que pode ser atestado pelas pessoas de meu relacionamento próximo. A única modalidade esportiva a que me dedico na qualidade de amador é o tênis;

A reportagem, conforme publicada, é inverídica e merecerá de minha parte as iniciativas cabíveis.

Ricardo Annes Guimarães

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Neymar com a camisa do Palmeiras. Uma brincadeira de menino. Polêmica barata…

divulgação004 Neymar com a camisa do Palmeiras. Uma brincadeira de menino. Polêmica barata...

Sou um convicto torcedor.

Das orelhas do Neymar.

Puxo com gosto, como adoraria ter feito no início de carreira de Robinho, Carlos Alberto e Adriano.

Acredito que o talento excepcional que possui não pode ser desperdiçado pelo ego.

Nem por mimo da família, da diretoria, de treinador, de companheiros de time, de ninguém.

Cobro com força para que não se perca.

Quero vê-lo bilionário, campeão do mundo e dando orgulho para a seleção brasileira.

Serão dez anos de cobrança por ter derrubado Dorival Júnior do Santos.

Mais cinco por ironizar adversários.

Outros três por se jactar do salário que recebe para jogadores do Atlético Goianiense, Ceará e Santo André.

Mais um de quebra por andar com a gola da camisa levantada com 60 anos de atraso, o James Dean da Baixada.

Só que não posso concordar com a nova polêmica em relação ao jogador.

Várias pessoas distribuíram uma foto de Neymar pela internet.

Com prováveis 14 ou 15 anos, usando a camisa do Palmeiras.

Foto ingênua, posando para amigos.

E daí se ele quis brincar?

Se quando mais menino gostava do Palmeiras?

Pelé não adorava, quando criança, o Corinthians?

Rogério Ceni não acompanhava os jogos do Internacional?

Ademir da Guia não posou recentemente com a camisa do São Paulo?

Uma mera brincadeira de garoto não pode ser tratada com a virulência de alguns santistas puristas.

Eles dizem que se sentem ofendidos.

Neymar nunca poderia ter colocado a camisa verde e branca.

A situação rompeu todas as barreiras do bom senso.

É um policiamento fora de propósito.

Feito apenas para faturar com a ingenuidade de um garoto.

O irônico é que vários palmeirenses sérios ficaram orgulhosos vendo a inesperada foto.

Embora disfarcem, reverenciam o talento do jovem atacante santista.

Quem não o queria em seu time?

Vestindo a sagrada camisa pela qual sofre, torce?

Mas raciocínios menores estão cobrando Neymar com a veemência de neonazistas.

Pura bobagem.

Desta vez, Neymar não merece ser criticado, cobrado.

Mas fica a lição.

Ele não é uma pessoa normal.

Nesta vida midiática que vivemos, qualquer motivo é uma ótima desculpa para ser massacrado.

Até uma camisa de time que um garoto de 14 anos colocou no corpo...

A resposta que Neymar mandou a assessoria de imprensa do Santos dar foi brilhante.

Disse que tem uma de Ronaldo, do Corinthians, e pode colocá-la para provocar polêmica.

Está amadurecendo...

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Carlos Eduardo. A aposta de Mano Menezes de 20 milhões de euros…

reuters7581 Carlos Eduardo. A aposta de Mano Menezes de 20 milhões de euros...

Aos 13 anos, no Grêmio, ele era chamado de Ronaldinho Gaúcho.

A semelhança física era grande: franzino e dentuço.

O talento no meio de campo, também.

Percebeu que só tinha a perder se seguisse atendendo pelo apelido.

Com personalidade, decidiu que só atenderia a todos pelo nome de batismo, Carlos Eduardo.

Foi apontado como a grande revelação do Grêmio nos anos 2000.

Com apenas 20 anos era o destaque do time vice campeão da Libertadores em 2007.

Quem era o treinador e fã das suas arrancadas e dribles curtos em velocidade?

Sim, ele mesmo.

Mano Menezes.

O Brasil não o conheceu porque o Grêmio precisava de dinheiro.

Não pôde esperar e aceitou negociá-lo com o Hoffenheim, então na Segunda Divisão alemã.

Ajudou o clube a crescer, a subir e conseguir o vice-campeonato na Primeira Divisão da Alemanha.

Não foi por acaso que ele esteve nas três primeiras convocações de Mano na seleção principal.

Nesta última, contra a Argentina, ficou de fora.

Deu lugar justamente a Ronaldinho Gaúcho.

Mas ele não tem do que reclamar.

Além de fazer parte dos planos de Mano, ele foi vendido do Hoffenheim para o Rubin Kazan.

Mesmo com a Europa em crise, os russos aceitaram pagar cerca de R$ 48 milhões pelo meia.

E de Kazan, na Rússia, ele deu uma entrevista exclusiva ao blog...

Carlos Eduardo, você entendeu ter ficado fora do jogo contra a Argentina?

De novo o Ronaldinho Gaúcho no seu caminho...

- É sina...(ri). Ele é o meu grande ídolo no futebol. É uma honra dar o lugar para ele.

O Mano está tentando resgatar o Ronaldinho para a seleção.

Seu grande talento não pode ser desperdiçado.

Fiquei de fora, vou ficar torcendo para que dê tudo certo para ele.

Meu sonho é jogar ao lado do Ronaldinho Gaúcho na seleção brasileira.

Quem sabe contra a França, no ano que vem?

Esse respeito pelo Mano, pelo Ronaldinho Gaúcho, pela seleção brasileira é algo seu? Ou orientação do próprio Mano para os jovens?

- É uma coisa que nem precisaria alguém pedir. A seleção brasileira que encontrei com o Mano Menezes é ótima para jogar.

O clima é leve, sem constrangimento.

Há liberdade para conversas, trocas de ideias.

O ambiente é fundamental para o jogador se sentir bem pelo que tem de enfrentar todos os dias.

Não é fácil defender a seleção brasileira, a pressão é muito grande.

A responsabilidade também.

Por isso se houver um ambiente sadio na concentração é muito melhor para todos.

Você também esteve em algumas convocações do Dunga.

A liberdade dos jogadores é a maior diferença entre a seleção dele e a do Mano?

- Sim. Com o Dunga era tudo muito sério.

O trabalho era forte, ele deu muito apoio aos jovens atletas que testou.

Mas não há como negar que o clima era tenso.

Os jogadores eram muito bem tratados por ele, mas o clima era de grande pressão.

O que o Mano Menezes quer do time?

Ele teve algumas conversas importantes antes das partidas contra os Estados Unidos, Irã e Ucrânia.

Ficou claro que pretende resgatar a maneira brasileira de jogar, misturando competitividade.

Não quer o drible pelo drible, quer uma busca objetiva pelo gol.

Tocar a bola, mas não em câmera lenta, em velocidade.

Para dificultar a marcação adversária.

Há uma grande preocupação da parte do Mano em montar uma seleção bem ofensiva.

Para ganhar os jogos.

Mas com grande poder de marcação quando perder a bola.

Eu e todos os jogadores gostamos do que ele quer transformar a seleção brasileira.

Ele consegue misturar a competitividade da Europa com o nosso jeito de jogar.

O que ele quer de você como meia?

- O que ele vai querer do Ronaldinho Gaúcho. Ele me disse que deseja meia de ligação atuando centralizado.

Estou jogando há anos pelos lados do campo.

Tive alguma dificuldade em me readaptar.

Mas entendi o que ele pretende: uma participação mais efetiva com os atacantes.

Tabelas, infiltrações.

Eu posso fazer isso.

Assim como o Ronaldinho Gaúcho.

O meia fica de frente para o gol adversário com a bola dominada.

É uma maneira que dá inúmeras opções de ataque.

Ele me conhece bem do Grêmio.

Sabe o que posso render.

Ele conversou muito comigo e o que planeja é que eu faça na seleção o que fazia no Olímpico.

Como é que você foi parar no Rubin Kazan da Rússia?

Em época de crise foi vendido por 20 milhões de euros...

- Eu também não esperava.

Fui muito bem no Hoffenheim.

Acreditava que iria jogar no Manchester City.

Mas o clube alemão não baixou a pedida e, enquanto os ingleses pensavam, chegaram os russos com o dinheiro.

Não teve nem o que falar.

Como você, franzino, consegue jogar como meia na Rússia?

Olha, confesso que ter passado pela Segunda Divisão da Alemanha foi fundamental.

Os caras entrem como trem na gente.

Ou pegam a bola ou acertam a sua perna.

A solução é driblar em velocidade e antecipar o que os beques vão fazer.

Vim para cá sabendo o que iria encontrar.

Não deixo minhas pernas de bobeira.

O futebol daqui é forte mesmo.

Aceitei a transação porque o Rubin Kazan disputa a Champions League.

Qual a principal atitude que você tomou para sobreviver no futebol russo?

- Foram duas: trazer a minha empregada para cozinhar e cuidar da minha casa.

E o meu preparador físico particular, o Vinícius Silva.

A preparação na Europa é muito falha.

Mesmo na Alemanha se treina muito pouco.

Tive essa ideia e está sendo fantástico para mim.

Meu rendimento é forte porque acaba o treinamento no clube, vou treinar com o meu preparador físico.

E o futuro?

- Olha, sei que não vou ficar no Rubin Kazan para sempre.

Quero jogar em um centro mais adiantado da Europa.

Antes quero fazer o meu melhor para o Kazan, como fiz pelo Hoffenheim.

Depois ir para a Espanha, Inglaterra, Itália.

Quero muito jogar em uma equipe grande desses países.

Comecei pelo Hoffenheim porque o Grêmio estava passando por dificuldades financeiras e não pôde esperar por um clube de maior tradição.

Precisava do dinheiro.

Por isso a minha carreira está indo por um lado diferente.

Mas tenho apenas 23 anos e sei do meu potencial, do meu futuro.

Quero muito servir a seleção brasileira.

Amadurecer junto com esse time que está sendo formado.

E depois, com uns 29, 30 anos, jogar pelo Grêmio.

Saí cedo demais de lá e no Brasil quero ter a chance de jogar pelo time que tanto gosto.

Mas isso está longe.

Agora a minha preocupação é outra: esperar o inverno de 15 graus negativos daqui da Rússia...

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