O empresário Ronaldo sabe que precisa justificar 2010. E abater o principal inimigo: o São Paulo…

divulgação748 O empresário Ronaldo sabe que precisa justificar 2010. E abater o principal inimigo: o São Paulo...
Se existe um jogador no elenco com quem Andres Sanches se abre é Ronaldo.

A conversa não é entre presidente e atleta.

É entre empresário e empresário.

O dirigente corintiano considera a contratação do atacante o maior feito da sua administração.

Foi a mola propulsora de tudo que aconteceu no Parque São Jorge.

Do estouro do marketing até a garantia da construção da arena para a Copa em Itaquera.

Ronaldo é inteligente.

Sabe que vale quanto pesa.

Ou seja: os R$ 48 milhões de patrocínio recorde que trouxe ao Corinthians.

Mas tem plena consciência que o ano do centenário está sendo um fracasso para o clube.

Fracasso em termos de conquistas do time.

Não houve nenhuma.

A Libertadores foi um vexame.

O Paulista não interessava.

Sobrou o Campeonato Brasileiro.

Passou o surto de Ronaldo.

Quando percebeu que não iria para a Copa do Mundo, ele relaxou.

Já estava sentindo dores intensas com o treinamento.

As oito operações que passou lhe deixaram lembranças: as dores constantes.

Irritado, se deu o direito de comer, beber o que quis.

E, de vez em quando, um charuto cubano.

O surto passou.

Ele percebeu que estava para terminar a carreira de forma deplorável.

O desperdício ficava pior porque percebia ter pela frente jogadores limitados.

O nível do Campeonato Brasileiro permite a Ronaldo marcar gols, criar jogadas importantes.

Basta não estar tão acima do peso.

Vivido, ele sabe o quanto o Corinthians precisa vencer o São Paulo no domingo.

Ainda mais com 95% de torcedores são-paulinos.

Uma vitória no clássico de domingo serviria como o estopim de uma redenção.

Como se o time começasse a pagar a dívida pela decepção de 2010.

Na festa de comemoração do seu centenário teve até morte.

Amanda Ferraz Geremias, com apenas 21 anos, foi esmagada pelas rodas do ônibus que levou o time para a festa dos 100 anos no centro de São Paulo.

Uma tragédia.

Ronaldo, Andres e os demais jogadores do clube não esqueceram desta representativa morte.

Eles ajudaram os familiares de Amanda com o funeral, mas o terrível sentimento amargo ficou.

Ronaldo e Andres querem usar a conquista do Brasileiro para dar um alento aos torcedores.

E atrair mais patrocinadores com o simples jogo de palavras.

Garantirem juntos que a Libertadores do centenário será a de 2011.

Afinal, o Corinthians 'nasceu' em setembro de 1910.

Para isso, a primeira missão é eliminar o inimigo que mais incomoda: o São Paulo de Juvenal Juvêncio.

O presidente que teve a ousadia de começar a dar 10% dos ingressos para a torcida do Corinthians.

No domingo, nem isso, a metade: apenas 5%.

Por isso o empresário e o jogador Ronaldo sabem: derrotar o São Paulo é obrigação.

É preciso abater o principal inimigo, aquele que ainda tenta tirar a Copa de Itaquera.

O clube cujo vice presidente Leco o chamou de ex-jogador.

Poucas vezes o viram tão concentrado para uma partida no Parque São Jorge.

Nem nas finais do Paulista e da Copa do Brasil de 2009.

Se depender dele, domingo será o primeiro e mais importante passo dos cinco até o título brasileiro.

A conquista que o Corinthians está devendo para a sua torcida em 2010.

E de sobremesa, tirando o odiado rival da Libertadores de 2011, a do 'centenário'...

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Por que Richarlyson, ou Felisbino, não jogará no Palmeiras. Apesar do convite de Luiz Felipe Scolari…

divulgação231 Por que Richarlyson, ou Felisbino, não jogará no Palmeiras. Apesar do convite de Luiz Felipe Scolari...

Em 2005, quando era diretor de futebol do Palmeiras, Salvador Hugo Palaia comemorou.

Havia acertado verbalmente com o versátil jovem meia do Santo André.

Por achar o seu nome difícil de pronunciar, o dirigente preferiu rebatizá-lo.

Ele seria Felisbino no Palmeiras.

Essa decisão deve ter ajudado, porque quando estava para assinar o contrato, ele preferiu o São Paulo.

No Morumbi, ele pôde manter o seu nome de batismo, Richarlyson.

Palaia nunca o perdoou.

Disse que se sentiu traído por Felisbino e que ele não jogaria em tempo algum no Palmeiras.

Em 2005, Luiz Felipe Scolari estava na Seleção Portuguesa.

Nem imaginava o que havia acontecido entre Palaia e Felisbino.

Cinco anos depois, o treinador voltou para o Palmeiras.

Encontrou uma equipe de potencial mediano, precisando urgentemente de reforços.

A promessa do presidente Belluzzo quando o contratou foi a de que traria jogadores importantes para 2011.

Felipão começou a se informar.

Quis saber quem no cenário nacional está com seu contrato por vencer.

Mais esperto do que vários empresários, tratou de usar o seu prestígio para convencer os jogadores que o interessam.

E Richarlyson confessou que o treinador o convidou para jogar no Palmeiras em 2011.

Seria titular com um pé nas costas no atual elenco do time rival.

De acordo com o jogador, ele disse a Felipão que a prioridade no Brasil é ficar no São Paulo.

No exterior, ele deseja atuar na Alemanha.

Mas se a diretoria do São Paulo não quiser renovar seu contrato, voltaria a conversar com o Palmeiras.

Tudo certo?

Não.

Quem é o presidente em exercício do Palmeiras?

O homem que foi desprezado por Felisbino.

Palaia havia garantido que ele não jogaria pelo clube.

Felipão não sabia dessa promessa.

O impasse não foi nem criado.

Felisbino ou Richarlyson ou ainda Ricky foi vetado no Palmeiras.

A diretoria do São Paulo ainda está indecisa se renova ou não o seu contrato.

Há até a possibilidade de renovação para negociá-lo com o exterior, fazer dinheiro.

Mas Felisbino não usará camisa verde enquanto Palaia tiver força política no Palmeiras...

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Os dirigentes estão chocados com as noites e os gastos de Luxemburgo com o pôquer. Perder R$ 1 milhão em uma noite é demais…

reuters992 682x1024 Os dirigentes estão chocados com as noites e os gastos de Luxemburgo com o pôquer. Perder R$ 1 milhão em uma noite é demais...

Excelente e dolorida matéria da revista ESPN.

Sem enfeites, relaciona a decadência de Luxemburgo às noites jogando pôquer.

Em uma só noite de jogatina, ele teria perdido R$ 1 milhão.

Outra vez, perdeu R$ 200 mil.

Viagens para fora do Brasil para disputar torneios.

Uma obsessão.

A revista deixa claro.

Como ter concentração para comandar uma equipe?

Como treinar pela manhã se passou a noite jogando?

No mundo de futebol, há anos se comenta a atração de Luxemburgo pelo pôquer.

Mas ninguém havia ido atrás e mostrado de maneira tão clara o que o baralho fez com ele.

A ESPN assumiu de maneira corajosa todas as informações.

Inclusive no Atlético Mineiro, jogando com a cúpula do BMG.

Triste, chocante.

Um treinador cinco vezes campeão brasileiro.

Que já dirigiu a seleção nacional.

O Real Madrid.

Há seis anos não conquista algo relevante no futebol.

Ele não esconde para ninguém que gosta mesmo de pôquer.

Parece ter orgulho ao falar do assunto.

Com a dura confirmação da atração pelo jogo, novas portas de clubes grandes se fecham para ele.

Como dar o comando de um time a uma pessoa capaz de perder R$ 1 milhão em uma noite jogando baralho?

No São Paulo, os dirigentes cumprimentaram Juvenal Juvêncio por não tê-lo contratado.

No Palmeiras, conselheiros dizem que todos no clube sabiam que a situação era descabida.

No Corinthians, perdeu os raros defensores que tinha.

E no Santos, os diretores de Luís Álvaro comemoram por ele ser cabo eleitoral de Marcelo Teixeira.

Empresários comentam assustados a repercussão da reportagem.

Uma grande ironia na vida de Vanderlei Luxemburgo.

Foi o pôquer que garantiu a sua sobrevivência no Flamengo.

Lateral medíocre, Zico não permitiu que saísse logo da Gávea.

Era o melhor jogador de baralho da Gávea.

E passava noites jogando e distraindo o maior ídolo rubro negro de todos os tempos.

Só que, de acordo com a revista, a brincadeira ficou séria.

O resultado está aí, escancarado para todos.

Quem aplaudiu Vanderlei Luxemburgo entendeu o porquê de ele não conseguir reagir.

Mesmo quem não o suporta, tem outro olhar sobre esse treinador com tanto potencial.

Impossível não ficar constrangido com o que ele fez com a própria carreira.

Parabéns à revista ESPN...

(Recebo às 18h10, telefonema do assessor de imprensa do BMG.

Ele diz que o presidente do banco, Ricardo Guimarães, tinha uma nota de esclarecimento sobre a reportagem da ESPN.

E que gostaria de esclarecer também os leitores do blog, já que o post tem a reportagem da ESPN como base.

Direito dele.

Abaixo, a íntegra da nota.)

A propósito da matéria intitulada “O último blefe de um jogador”, veiculada na Revista ESPN, venho esclarecer que em nenhum momento fui procurado pela reportagem para me manifestar a propósito dos fatos noticiados.

Tivesse sido observada essa regra jornalística, teria tido a oportunidade de esclarecer os seguintes pontos:

1) É notório que o Banco BMG patrocina o Clube Atlético Mineiro. Entretanto, o Banco não tem qualquer ingerência nem no Departamento de Futebol do referido clube, nem em outras agremiações que também patrocina, seja na indicação ou contratação de atletas e treinadores, seja no pagamento de remuneração direta a estes profissionais;

2) Conheço o técnico Vanderlei Luxemburgo como profissional do esporte, sendo que o mesmo nunca privou de minha intimidade ou frequentou minha casa, muito menos para a prática de jogos de azar;

3) Do mesmo modo, jamais em minha vida patrocinei ou participei de mesas de jogos de pôquer ou de qualquer outro tipo de jogo de azar, o que pode ser atestado pelas pessoas de meu relacionamento próximo. A única modalidade esportiva a que me dedico na qualidade de amador é o tênis;

A reportagem, conforme publicada, é inverídica e merecerá de minha parte as iniciativas cabíveis.

Ricardo Annes Guimarães

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Neymar com a camisa do Palmeiras. Uma brincadeira de menino. Polêmica barata…

divulgação004 Neymar com a camisa do Palmeiras. Uma brincadeira de menino. Polêmica barata...

Sou um convicto torcedor.

Das orelhas do Neymar.

Puxo com gosto, como adoraria ter feito no início de carreira de Robinho, Carlos Alberto e Adriano.

Acredito que o talento excepcional que possui não pode ser desperdiçado pelo ego.

Nem por mimo da família, da diretoria, de treinador, de companheiros de time, de ninguém.

Cobro com força para que não se perca.

Quero vê-lo bilionário, campeão do mundo e dando orgulho para a seleção brasileira.

Serão dez anos de cobrança por ter derrubado Dorival Júnior do Santos.

Mais cinco por ironizar adversários.

Outros três por se jactar do salário que recebe para jogadores do Atlético Goianiense, Ceará e Santo André.

Mais um de quebra por andar com a gola da camisa levantada com 60 anos de atraso, o James Dean da Baixada.

Só que não posso concordar com a nova polêmica em relação ao jogador.

Várias pessoas distribuíram uma foto de Neymar pela internet.

Com prováveis 14 ou 15 anos, usando a camisa do Palmeiras.

Foto ingênua, posando para amigos.

E daí se ele quis brincar?

Se quando mais menino gostava do Palmeiras?

Pelé não adorava, quando criança, o Corinthians?

Rogério Ceni não acompanhava os jogos do Internacional?

Ademir da Guia não posou recentemente com a camisa do São Paulo?

Uma mera brincadeira de garoto não pode ser tratada com a virulência de alguns santistas puristas.

Eles dizem que se sentem ofendidos.

Neymar nunca poderia ter colocado a camisa verde e branca.

A situação rompeu todas as barreiras do bom senso.

É um policiamento fora de propósito.

Feito apenas para faturar com a ingenuidade de um garoto.

O irônico é que vários palmeirenses sérios ficaram orgulhosos vendo a inesperada foto.

Embora disfarcem, reverenciam o talento do jovem atacante santista.

Quem não o queria em seu time?

Vestindo a sagrada camisa pela qual sofre, torce?

Mas raciocínios menores estão cobrando Neymar com a veemência de neonazistas.

Pura bobagem.

Desta vez, Neymar não merece ser criticado, cobrado.

Mas fica a lição.

Ele não é uma pessoa normal.

Nesta vida midiática que vivemos, qualquer motivo é uma ótima desculpa para ser massacrado.

Até uma camisa de time que um garoto de 14 anos colocou no corpo...

A resposta que Neymar mandou a assessoria de imprensa do Santos dar foi brilhante.

Disse que tem uma de Ronaldo, do Corinthians, e pode colocá-la para provocar polêmica.

Está amadurecendo...

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Carlos Eduardo. A aposta de Mano Menezes de 20 milhões de euros…

reuters7581 Carlos Eduardo. A aposta de Mano Menezes de 20 milhões de euros...

Aos 13 anos, no Grêmio, ele era chamado de Ronaldinho Gaúcho.

A semelhança física era grande: franzino e dentuço.

O talento no meio de campo, também.

Percebeu que só tinha a perder se seguisse atendendo pelo apelido.

Com personalidade, decidiu que só atenderia a todos pelo nome de batismo, Carlos Eduardo.

Foi apontado como a grande revelação do Grêmio nos anos 2000.

Com apenas 20 anos era o destaque do time vice campeão da Libertadores em 2007.

Quem era o treinador e fã das suas arrancadas e dribles curtos em velocidade?

Sim, ele mesmo.

Mano Menezes.

O Brasil não o conheceu porque o Grêmio precisava de dinheiro.

Não pôde esperar e aceitou negociá-lo com o Hoffenheim, então na Segunda Divisão alemã.

Ajudou o clube a crescer, a subir e conseguir o vice-campeonato na Primeira Divisão da Alemanha.

Não foi por acaso que ele esteve nas três primeiras convocações de Mano na seleção principal.

Nesta última, contra a Argentina, ficou de fora.

Deu lugar justamente a Ronaldinho Gaúcho.

Mas ele não tem do que reclamar.

Além de fazer parte dos planos de Mano, ele foi vendido do Hoffenheim para o Rubin Kazan.

Mesmo com a Europa em crise, os russos aceitaram pagar cerca de R$ 48 milhões pelo meia.

E de Kazan, na Rússia, ele deu uma entrevista exclusiva ao blog...

Carlos Eduardo, você entendeu ter ficado fora do jogo contra a Argentina?

De novo o Ronaldinho Gaúcho no seu caminho...

- É sina...(ri). Ele é o meu grande ídolo no futebol. É uma honra dar o lugar para ele.

O Mano está tentando resgatar o Ronaldinho para a seleção.

Seu grande talento não pode ser desperdiçado.

Fiquei de fora, vou ficar torcendo para que dê tudo certo para ele.

Meu sonho é jogar ao lado do Ronaldinho Gaúcho na seleção brasileira.

Quem sabe contra a França, no ano que vem?

Esse respeito pelo Mano, pelo Ronaldinho Gaúcho, pela seleção brasileira é algo seu? Ou orientação do próprio Mano para os jovens?

- É uma coisa que nem precisaria alguém pedir. A seleção brasileira que encontrei com o Mano Menezes é ótima para jogar.

O clima é leve, sem constrangimento.

Há liberdade para conversas, trocas de ideias.

O ambiente é fundamental para o jogador se sentir bem pelo que tem de enfrentar todos os dias.

Não é fácil defender a seleção brasileira, a pressão é muito grande.

A responsabilidade também.

Por isso se houver um ambiente sadio na concentração é muito melhor para todos.

Você também esteve em algumas convocações do Dunga.

A liberdade dos jogadores é a maior diferença entre a seleção dele e a do Mano?

- Sim. Com o Dunga era tudo muito sério.

O trabalho era forte, ele deu muito apoio aos jovens atletas que testou.

Mas não há como negar que o clima era tenso.

Os jogadores eram muito bem tratados por ele, mas o clima era de grande pressão.

O que o Mano Menezes quer do time?

Ele teve algumas conversas importantes antes das partidas contra os Estados Unidos, Irã e Ucrânia.

Ficou claro que pretende resgatar a maneira brasileira de jogar, misturando competitividade.

Não quer o drible pelo drible, quer uma busca objetiva pelo gol.

Tocar a bola, mas não em câmera lenta, em velocidade.

Para dificultar a marcação adversária.

Há uma grande preocupação da parte do Mano em montar uma seleção bem ofensiva.

Para ganhar os jogos.

Mas com grande poder de marcação quando perder a bola.

Eu e todos os jogadores gostamos do que ele quer transformar a seleção brasileira.

Ele consegue misturar a competitividade da Europa com o nosso jeito de jogar.

O que ele quer de você como meia?

- O que ele vai querer do Ronaldinho Gaúcho. Ele me disse que deseja meia de ligação atuando centralizado.

Estou jogando há anos pelos lados do campo.

Tive alguma dificuldade em me readaptar.

Mas entendi o que ele pretende: uma participação mais efetiva com os atacantes.

Tabelas, infiltrações.

Eu posso fazer isso.

Assim como o Ronaldinho Gaúcho.

O meia fica de frente para o gol adversário com a bola dominada.

É uma maneira que dá inúmeras opções de ataque.

Ele me conhece bem do Grêmio.

Sabe o que posso render.

Ele conversou muito comigo e o que planeja é que eu faça na seleção o que fazia no Olímpico.

Como é que você foi parar no Rubin Kazan da Rússia?

Em época de crise foi vendido por 20 milhões de euros...

- Eu também não esperava.

Fui muito bem no Hoffenheim.

Acreditava que iria jogar no Manchester City.

Mas o clube alemão não baixou a pedida e, enquanto os ingleses pensavam, chegaram os russos com o dinheiro.

Não teve nem o que falar.

Como você, franzino, consegue jogar como meia na Rússia?

Olha, confesso que ter passado pela Segunda Divisão da Alemanha foi fundamental.

Os caras entrem como trem na gente.

Ou pegam a bola ou acertam a sua perna.

A solução é driblar em velocidade e antecipar o que os beques vão fazer.

Vim para cá sabendo o que iria encontrar.

Não deixo minhas pernas de bobeira.

O futebol daqui é forte mesmo.

Aceitei a transação porque o Rubin Kazan disputa a Champions League.

Qual a principal atitude que você tomou para sobreviver no futebol russo?

- Foram duas: trazer a minha empregada para cozinhar e cuidar da minha casa.

E o meu preparador físico particular, o Vinícius Silva.

A preparação na Europa é muito falha.

Mesmo na Alemanha se treina muito pouco.

Tive essa ideia e está sendo fantástico para mim.

Meu rendimento é forte porque acaba o treinamento no clube, vou treinar com o meu preparador físico.

E o futuro?

- Olha, sei que não vou ficar no Rubin Kazan para sempre.

Quero jogar em um centro mais adiantado da Europa.

Antes quero fazer o meu melhor para o Kazan, como fiz pelo Hoffenheim.

Depois ir para a Espanha, Inglaterra, Itália.

Quero muito jogar em uma equipe grande desses países.

Comecei pelo Hoffenheim porque o Grêmio estava passando por dificuldades financeiras e não pôde esperar por um clube de maior tradição.

Precisava do dinheiro.

Por isso a minha carreira está indo por um lado diferente.

Mas tenho apenas 23 anos e sei do meu potencial, do meu futuro.

Quero muito servir a seleção brasileira.

Amadurecer junto com esse time que está sendo formado.

E depois, com uns 29, 30 anos, jogar pelo Grêmio.

Saí cedo demais de lá e no Brasil quero ter a chance de jogar pelo time que tanto gosto.

Mas isso está longe.

Agora a minha preocupação é outra: esperar o inverno de 15 graus negativos daqui da Rússia...

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Grafite: depois da tristeza da Copa da África, entre o dinheiro de Dubai e o Internacional…

AgenciaEstado83 Grafite: depois da tristeza da Copa da África, entre o dinheiro de Dubai e o Internacional...

Por dois anos seguidos, o Internacional vem tentando Grafite.

Agora o quer para a vaga de Alecsandro.

A diretoria resolveu colocar um fim na crise constante entre o jogador e a torcida.

Depois do Mundial, a direção quer outro atacante alto e forte no elenco.

O contrato do atacante com o Wolfsburg termina na metade do ano que vem.

A multa que o clube alemão colocou no seu contrato é de 20 milhões de euros.

Mas se alguém oferecer 8 milhões acaba levando.

Ele já tem 31 anos.

Está indeciso se volta ou não para o Brasil.

Tem uma proposta para atuar com seu amigo, o volante Magrão, em Dubai.

Além do Inter, alguns conselheiros do Corinthians já pensaram no atacante.

Mas o preço é inviável.

Além da enorme dificuldade que estão tendo para se livrar de Souza.

Grafite foi um dos jogadores que mais ficaram abalados com o fracasso do Brasil na Copa.

A diretoria do Inter ainda não se deu por convencida.

Depois do Mundial, voltará a procurar Grafite.

Se ele conseguir reduzir o preço dos direitos federativos e quiser voltar ao Brasil, o Inter quer a prioridade.

A negociação não acabou.

E essa história não abala Alecsandro; ele também já decidiu deixar o Beira-Rio depois do Mundial.

Por coincidência, o Corinthians também se mostra interessado nos seus gols...

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Entenda o sentido da vida… E por quê você abaixa o som para manobrar o carro…Chat às 15h30…

divulgação001 Entenda o sentido da vida... E por quê você abaixa o som para manobrar o carro...Chat às 15h30...
Chat às 15h30.

Todas as perguntas estão liberadas.

Política, filosofia, cinema, bailes da Terceira Idade.

Por que Washington parou de marcar...

Quantos quilos tem o Ronaldo...

Se Andres Sanches e Juvenal Juvêncio vão se abraçar no domingo...

O que Joel Santana fala ao pé do ouvido dos seus jogadores para o Botafogo ser o quarto do Brasil...

Se Luxemburgo parou de jogar poquêr na Gávea...

Qual é o salário de Felipão...

Por que PC Gusmão está tão triste no Vasco...

Quais livros de auto ajuda Cuca precisa ser para redescobrir a coragem para atacar...

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São Paulo sem Libertadores ou Corinthians sem título no centenário? Rogério Ceni ou Ronaldo? Quem vai sorrir domingo à noite?

divulgação27 São Paulo sem Libertadores ou Corinthians sem título no centenário? Rogério Ceni ou Ronaldo? Quem vai sorrir domingo à noite?

Libertadores de um lado.

Evitar que o outro ganhe pelo menos um título em 2010.

Morumbi desprezado.

Abertura da Copa do Mundo em Itaquera.

Juvenal Juvêncio se sente perseguido por Lula, Teixeira, Blatter...

Andrés é ressentido pelas críticas por causa da falta de refinamento, por ter 'vindo de baixo'.

Paulo Cesar Carpegiani quer provar que é subestimado no futebol brasileiro.

Tite quer tirar o carimbo de retranqueiro, de temer demais as derrotas.

Ronaldo quer provar que o último capítulo da sua carreira será brilhante.

Rogério Ceni sonha exorcizar as lágrimas pela Libertadores de 2010, quando temeu ser a última da carreira.

São Paulo e Corinthians terá todos esses ingredientes e muitos mais picantes.

Na atualidade são mais do que rivais.

São inimigos.

Na postura, no ressentimento, na maneira de encarar o futebol.

Nunca os dois precisaram tanto da vitória neste Brasileiro.

Por proveito próprio e para travar o caminho do adversário.

O São Paulo adoraria tirar o Corinthians da briga pelo título.

E o Corinthians travar a árdua luta de recuperação da chance de disputar a Libertadores.

A diretoria são-paulina lamentou demais a derrota de José Serra.

A corintiana não para de festejar a eleição de Dilma.

O árbitro será Carlos Eugenio Simon, a CBF está fazendo todas as homenagens possíveis a ele nos últimos meses da sua carreira.

As diretorias do São Paulo e do Corinthians não gostaram da escolha.

Mas não vão reclamar publicamente.

Mandante da partida, o São Paulo fez uma promoção raivosa.

Colocou ingressos de arquibancadas para seus sócios torcedores a R$ 5,00.

Postura inédita da direção tricolor em clássicos.

São pouco mais de 62 mil ingressos colocados à venda.

Apenas 5% para os corintianos.

Esse duelo de inimigos vai parar a cidade, o Estado.

Façam suas apostas.

O São Paulo irá colaborar muito para o Corinthians ficar sem títulos em 2010?

Ou o Corinthians ensinará o caminho esquecido da Copa do Brasil ao São Paulo?

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A rodada de sonho para o Corinthians. Vice líder.E até Ronaldo fez dois gols…

divulgação045 A rodada de sonho para o Corinthians. Vice líder.E até Ronaldo fez dois gols...

Uma rodada dos sonhos para o Corinthians.

O Fluminense empatou com o Internacional.

O São Paulo venceu o Cruzeiro.

E o time no Pacaembu se impôs como quis diante do pobre Avaí.

Descoordenada e sem confiança, foi presa fácil demais.

Bruno César teve toda a liberdade.

O Corinthians tocou a bola como quis.

Com direito a dois gols de Ronaldo.

A ajuda do árbitro alagoano Francisco Carlos Nascimento foi providencial também.

Na expulsão de Robinho e no pênalti inexistente em Dentinho.

O time está em segundo lugar.

A um ponto do líder Fluminense.

E não precisou nem se desgastar para ganhar ontem.

Passeou no Pacaembu.

O Avaí não é nem sombra da equipe que assustava no início do Brasileiro.

E com a presença mais do que garantida de Ronaldo.

Os dois gols que marcou ontem lhe deram vida nova.

Prometeu aos companheiros se segurar nestes últimos cinco jogos que restam.

Nada de abuso na comida, bebida, charutos.

Concentração.

O Corinthians pode finalmente ganhar um título no ano do seu centenário.

O Avaí foi o sparring perfeito.

Foi o índio nos velhos filmes de cowboy.

Não passou de um adversário que serviu apenas para resgatar a autoestima, a confiança.

E fortalecer ainda mais a ligação entre esse clube e seus torcedores.

O São Paulo que se cuide no domingo.

O Corinthians é o mais confiante dos três clubes que brigam pelo título.

Mesmo com Tite...

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O São Paulo renasceu para a Libertadores. E o Cruzeiro de Cuca está desistindo de ser campeão do Brasil…

gettyimages07 O São Paulo renasceu para a Libertadores. E o Cruzeiro de Cuca está desistindo de ser campeão do Brasil...

Sim, não há como negar.

Léo não fez pênalti em Ricardo Oliveira.

O atacante cavou a falta e além disso foi fora da área.

Nielson Nogueira Dias estragou o ótimo jogo marcando a penalidade inexistente.

Rogério Ceni não perdoou e fez 2 a 0.

Antes, o jovem Lucas havia feito um golaço, driblando com personalide, Fábio.

Mesmo com Nielson Nogueira Dias, o São Paulo foi muito melhor do que o Cruzeiro.

Ou melhor: Paulo Cesar Carpegiani colocou Cuca no bolso, como diziam os cronistas dos anos 60...

O treinador cumpriu o que prometeu, o que treinou diante de todos.

Colocou seu time para atacar na casa do adversário.

Pouco importava que o Cruzeiro está brigando lá no alto pelo título.

Carpegiani é franco atirador em busca do sonho de uma vaga para a Libertadores.

Realmente, ele não tem nada a perder.

Se não conseguir, tudo bem.

Herdou uma campanha modesta para as tradições do São Paulo.

Ricardo Gomes, Sérgio Baresi e a disputa da Libertadores de 2010 contribuíram para a difícil situação.

Agora, se o time paulista chegar de novo na competição que ama, Carpegiani será canonizado.

Diante do Cruzeiro, ele colocou um meio de campo ágil, leve e Fernandão, Dagoberto e Ricardo Oliveira juntos.

Já Cuca o máximo de ousadia que teve foi colocar Gilberto ao lado de Montillo.

No mais, seu time entrou no 4-4-2, estático, sem criatividade ou jogadas pela lateral.

Montillo, melhor jogador do Brasileiro, não conseguiu jogar o que sabe.

Foi muito bem cercado por Rodrigo Souto, Carlinhos Paraíba e Jean.

Eles foram orientados para antecipar, não deixar Montillo dominar a bola e levantar a cabeça.

A principal jogada de ataque cruzeirense estava desarmada.

Já o São Paulo conseguiu atuar de forma compacta, firme, decidida.

Por vários momentos parecia que estava em casa.

Ganhou a partida na personalidade.

Nem parecia que o Cruzeiro estava jogando a chance de disparar na liderança do Brasileiro.

Os comandados de Cuca sabiam que o Fluminense havia empatado com o Internacional.

A torcida azul não perdoou e em vários momentos do jogo vaiou sua equipe.

A atuação foi mais do que decepcionante.

Quando o time precisou de Cuca, ele refugou.

Quem deveria buscar o ataque em todo o instante e provar que merece ser campeão do Brasil era o Cruzeiro.

Estava apático diante da marcação.

Não havia plano B, jogadas ensaiadas, nada.

Tudo era mais do mesmo...

Mas o ímpeto, a coragem e o talento do São Paulo se impôs.

Nem parecia o time de 2010.

Lembrou a equipe de anos atrás, que acumulava títulos.

Era a melhor do Brasil.

E vai continuar tentando embalar na busca de uma vaguinha para a Libertadores.

Enquanto isso, o Cruzeiro precisa lamber as feridas.

Pode reclamar quanto quiser do árbitro pernambucano Nielson.

O erro foi gravíssimo no pênalti inexistente.

Mas o time azul já entrou derrotado para o importantíssimo jogo.

Quando a equipe mais está precisando de Cuca, o treinador está decepcionando.

Nas duas últimas partidas, diante da sua torcida, duas derrotas.

Seis gols sofridos e três marcados.

Isso não é ímpeto de campeão...

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