Enquanto Kalil faz a festa na 25 de Março, o Cruzeiro, travado, depende de Itamar Franco…

agencia estado211 Enquanto Kalil faz a festa na 25 de Março, o Cruzeiro, travado, depende de Itamar Franco...
"Não vamos fazer como outros clubes que compram jogadores no atacado."

A resposta denuncia irritação e talvez até uma ponta de inveja.

O gerente de futebol do Cruzeiro, Valdir Barbosa, perdeu a sua tradicional serenidade.

Não resistiu ao massacre de perguntas sobre o que está acontecendo com seu clube.

Principalmente comparado ao Atlético Mineiro.

Alexandre Kalil parece ser um sacoleiro saindo da 25 de Março...

Com o patrocínio do BMG e o respaldo de Dorival Júnior, tem limpado as prateleiras.

Já é o repórter com mais furos em 2011, anunciando todas as contratações no seu Twitter.

Enquanto faz a festa, o Cruzeiro vive uma profunda crise financeira.

Negada nas palavras, confirmada nas atitudes.

Zezé Perrella decidiu cortar os gastos.

Não por acaso, depois de ser confirmado como senador suplente da República.

Basta Itamar Franco, ex-presidente do Brasil, assumir um cargo no atual governo...

E Zezé Perrella invadir o Senado.

Como bom mineiro, a solução é estar precavido e resolver equilibrar as contas.

Não interessa se o clube vai disputar a desejada Libertadores.

A hora é vender.

Não interessa a quem.

Até a concorrente direto na Libertadores.

Repassou Jonathan para o Santos.

Abriu mão de ótimos reservas como Fabinho e Caçapa.

Elicarlos também tomou o bonde azul.

Mas dolorido foi ver Leonardo Silva vestindo a camisa do Atlético Mineiro por não ter aumento.

Assistindo a tudo de mãos amarradas, Cuca só reza para que um atacante seja contratado.

Implora a todos os deuses que cuidam de frigoríficos...

Sem dinheiro e sem imaginação, o Cruzeiro tentou quem?

Sim, Kléber...

"O Valdir Barbosa ligou e mandou vários torpedos para o Kléber.

Queria convencê-lo a voltar para Belo Horizonte.

Eu vi os torpedos.

Só que ele não vai, de jeito nenhum.

Principalmente, falando direto com o jogador", me revelou, irado, o empresário Giuseppe Dioguardi.

O Cruzeiro tentou Kléber porque ainda tem 50% dos direitos federativos do jogador.

O Palmeiras só pagou 25% dos 50% combinados.

Seria mais fácil, mais econômico.

O time do Cruzeiro continua forte.

Mas não há elenco para resistir à maratona da Libertadores.

Ainda mais tendo de disputar o inútil Campeonato Mineiro, outro estadual que só desgasta os clubes...

Zezé Perrella já deu a ordem de despejar juniores nas mãos de Cuca.

Ele que se vire com o que tem.

E agradeça que nenhum clube europeu ainda não fez uma grande proposta por Montillo.

O senador suplente tem uma imagem a manter.

Foi convencido de que não pode querer resolver os problemas do Brasil com seu clube endividado.

A agonia da torcida cruzeirense tem raízes profundas.

O clube rico e que desperta a atenção do Brasil todo em Belo Horizonte é o Atlético Mineiro.

O grande Cruzeiro vive à sombra da economia do senador suplente...

Depende dos conchavos políticos de Itamar Franco...

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Assis e Ronaldinho Gaúcho estão fazendo todos nós de palhaços…

gettyimages296 Assis e Ronaldinho Gaúcho estão fazendo todos nós de palhaços...
A camisa 10 do Flamengo, que foi de Zico, espera por ele.

A camisa 10 do Palmeiras, que foi de Ademir da Guia, está a seu dispor.

A camisa 10 do Corinthians, que já foi de Rivellino, lhe é oferecida.

A camisa 10 do Grêmio, que já foi sua, quer seu talento outra vez.

É de uma crueldade nunca vista na história do futebol brasileiro.

Ronaldinho Gaúcho está pisando em quatro das maiores torcidas do País.

Paralisou os torcedores de três estados.

Desde o dia 28 de dezembro, quando abandonou o treinamento do Milan, em Dubai, flamenguistas, gremistas, palmeirenses e corintianos estão sendo torturados.

Dirigentes flamenguistas, gremistas e palmeirenses afirmaram ter tudo acertado com Assis.

Ele é o irmão/procurador/leiloeiro de Ronaldinho Gaúcho.

Hoje, o presidente Andres Sanches confirmou que o Corinthians oferece R$ 1,8 milhão mensais a ele, a maior proposta já feita ao jogador.

Enquanto isso, os irmão se esbaldam em torturar a imprensa brasileira.

Convocaram uma ridícula entrevista coletiva no Copacabana Palace.

No mais luxuoso hotel do Brasil, os dois e mais o vice do Milan, Adriano Galliani, dissertaram sobre o nada.

Conseguiram enrolar mais de 100 jornalistas presentes na coletiva.

Frustraram as quatro torcidas que esperavam o anúncio que Ronaldinho iria jogar pelo seu time.

Foi estúpido, tosco, aviltante.

Os repórteres se submeteram a ouvir respostas evasivas, que não levavam a lugar algum.

Cada vez mais fica evidenciado que o leilão está no meio.

Galliani quer arrancar o máximo dos interessados para o Milan.

Assim como Assis para o bolso do irmão e para o seu.

Como a entrevista foi marcada para o melhor hotel do Rio, torcedores do Flamengo lotaram a entrada do Copa.

Esperavam uma quinta-feira de Carnaval antecipado.

Saíram frustrados, desapontados, desorientados.

Assim como vários jornalistas que conheço.

Por eles soube que já existem há muito tempo cadernos especiais sobre Ronaldinho Gaúcho.

No Grêmio, no Flamengo, no Palmeiras e no Corinthians.

Toda essa ansiedade por um jogador que só faz decepcionar há quatro anos tem explicação.

O maior ídolo do futebol brasileiro é um barrigudo, Ronaldo.

Os nossos melhores atletas estão na Europa.

Neymar e Ganso são duas jovens realidades, mas estão longe de serem ídolos mundiais, da magnitude de Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho nos bons tempos.

Com exceção deles, temos jovens promessas.

Veteranos que voltaram desgastados do Velho Continente.

E a imensa maioria de jogadores esforçados, limitados.

Por isso Assis faz a todos de palhaços.

Palhaços...

Sem piedade.

Todos ficamos paralisados, esperando por uma decisão.

Pelo final do leilão do melhor do Mundo...

Em 2004 e 2005, bem entendido...

O pobre futebol de Brasil está de joelhos por ele...

Esperando ser pisoteado pelo irmão/empresário/leiloeiro de nome Assis...

Somos todos palhaços à sua disposição...

(Os ridicularizados do dia foram os gremistas.

A diretoria preparou uma festa para anunciar a contratação dos jogadores.

Torcedores foram ao Olímpico com o coração disparado.

Mais de 50 jornalistas também, para a entrevista coletiva.

Ela deveria ser de apresentação de Ronaldinho.

Mas outra cena patética.

O vice de futebol, Antonio Vicente Martins, não sabia o que falar.

Disfarçou e pediu paciência.

Ronaldinho e Assis não apareceram em Porto Alegre.

Teriam ficado no Rio.

Outro vexame.

Pelé resolveu tirar a sua casquinha e ironizou.

Disse que Ronaldinho deveria jogar de graça no clube que ama, o Grêmio.

Assis merece parabéns.

Está acabando com a boa imagem que o irmão tinha no Brasil.

Parabéns, Assis...)

O escândalo que Roberto Brum provocou no Santos de Neymar…

divulgação023 O escândalo que Roberto Brum provocou no Santos de Neymar...
Roberto Brum.

Religioso fervoroso.

Pastor evangélico.

Chegou a ser perseguido por treinadores que passaram pela Vila Belmiro.

Diziam que suas reuniões para rezar e comentar a Bíblia atrapalhavam o time.

Na verdade, temiam a liderança que impunha perante o elenco.

Como religioso fervoroso, se orgulha de preferir ser prejudicado por dizer a verdade a mentir.

E garantiu ter seguido o seu princípio de vida logo após a dispensa do Santos.

Escolheu um palco errado, a emissora de tevê de Marcelo Teixeira, ex-presidente e inimigo de Luís Álvaro.

Mas o que chocou foram as suas declarações.

Claras, transparentes.

Cristalinas.

Garantiu que não foi o presidente do Santos quem demitiu Dorival Júnior.

A ordem teria partido do grupo de empresários que investem no time.

Eles estariam preocupados com a desvalorização de Neymar...

O treinador havia decidido afastá-lo do grupo depois do ataque de histeria contra o Atlético Goianiense.

O atacante disse todos os palavrões que conhecia quando o técnico não lhe deixou cobrar um pênalti.

"Se o Neymar não jogasse contra o Corinthians, ameaçaram não pagar o salário de ninguém.

E digo mais, nem o presidente nem o diretor de futebol queriam a demissão do Dorival.

A ordem veio lá de cima."

Para deixar bem claro, quando ele se refere a 'lá de cima', não é o Céu.

Longe disso.

São empresários que formam o grupo Guia (Gestão Unificada de Inteligência e Apoio ao Santos).

Enfatizou ainda mais a absurda situação.

Repetiu sua verdade.

"Se o Neymar não jogasse contra o Corinthians, o pessoal 'lá de cima' ameaçou de não pagar o nosso salário.

Se o Dorival tivesse ficado, teríamos ganhado a tríplice coroa.

A ordem da demissão foi acima do presidente."

De cair o queixo.

Como assim?

Se Neymar não fosse punido o salário não seria liberado, os jogadores não receberiam?

A diretoria teria cedido à chantagem?

Luís Álvaro seria mero marionete dos empresários?

A direção do Santos reagiu imediatamente e avisou que vai processar Brum.

Terá de provar na Justiça o que falou.

As declarações foram fortes demais e desmoralizantes.

Tudo precisa ser apurado.

Brum disse mais na tevê de Marcelo Teixeira.

Revelou ter sido foi criada uma comissão de jogadores para exigir da diretoria punição a Neymar.

A comissao era formada por ele, Léo, Edu Dracena e Marquinhos.

Mas não foi levada a sério.

A direção santista reagiu rápido.

Considerou as suas declarações mentirosas e levianas.

E vai levá-lo aos tribunais.

Brum não conseguirá provar ser verdade tudo o que disse.

Pesa contra ele o fato de haver sido dispensado do Santos.

A palavra de trabalhador perde força com a mágoa.

Ele deveria ter falado enquanto fazia parte do elenco santista.

Seria uma postura muito mais digna.

Por mais que seja um religioso fervoroso e não diga mentiras, precisa de provas.

É óbvia a influência de quem coloca dinheiro em qualquer clube.

Mas daí a colocar o presidente como mero marionete vai uma distância grande.

Por mais que Roberto Brum estivesse magoado com a dispensa...

E acreditasse estar dizendo a verdade...

Ele se deixou levar pela emoção e bancarará sozinho o erro.

Mas conseguiu levantar várias dúvidas sobre a administração de Luís Álvaro.

Até onde o presidente é independente?

Qual é a real força do Grupo Guia?

Suficiente para ameaçar não pagar o salário do time se for contrariado?

O que o Santos ainda tolerará do mimado Neymar para não desvalorizá-lo?

Essas perguntas não serão respondidas com um processo na Justiça.

Mas apenas com o passar do tempo.

Quem perde com tudo isso é o Santos Futebol Clube...

O ambiente ficou tenso, sob suspeita...

Permite novos questionamentos...

Será que Adilson Batista sabe até onde poderá ir, quando quiser punir alguém?

Ou terá de parar para pensar quem é esse jogador e quanto vale?

Principalmente quando tiver cabelo moicano?

O preconceito ao filho transexual emperra a carreira de Toninho Cerezo…

divulgação9399 O preconceito ao filho transexual emperra a carreira de Toninho Cerezo...
Telê Santana sempre apostou na visão de jogo de Toninho Cerezo.

Para um dos maiores treinadores que o futebol brasileiro já teve, o volante faria história fora dos campos.

Teria potencial para trabalhar como um grande técnico.

E foi o que um dos melhores jogadores da fantástica Seleção Brasileira de 1982 buscou fazer.

A transição foi fácil.

Sempre foi um líder por onde passou: Atlético Mineiro, São Paulo, Sampdoria, Roma.

Depois de passar pelo Vitória, em 1999, foi para o Exterior.

Ficou cinco anos no futebol japonês, no Kashiwa Antlers.

Voltou, passou novamente pelo Vitória e Atlético Mineiro.

Depois, de 2006 a 2010, na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes.

Ganhou dois campeonatos japoneses, duas Copas do Japão e um árabe.

Mas o currículo de títulos pouco importou.

De volta ao Brasil, trabalhou só três meses no Sport Recife.

Estava disposto a mergulhar de vez no futebol brasileiro.

Só que enfrentou algo inédito, impensável para o machista país que habita.

Foi exatamente no meio do ano que estourou a campanha da importante grife Givanchi na Europa.

A estrela da campanha era a transexual Lea T.

Léa T. é o nome que adotou Leandro Cerezo.

Filho de Toninho.

Era um segredo de família.

Só que Léa T se tornou uma celebridade na Europa.

Em entrevistas para publicações internacionais, Leandro não poupou o pai e expôs a situação.

Falou à Vanity Fair, foi capa de Vogue...

A campanha do Sport já não era boa.

A revelação que o filho do treinador era um transexual tornou o ambiente insuportável.

A imprensa pernambucana não o perdoou e perguntava impiedosamente sobre Léa T.

Ele se recusou a falar sobre Leandro.

As torcidas de Náutico e Santa Cruz fizeram inúmeras gozações.

A diretoria do Sport não pensou em duas vezes em se livrar do técnico.

E, principalmente, do fantasma do transexual.

Toninho Cerezo se tornou um personagem recluso, fechado.

Foge da imprensa, não se expõe.

Não quer ouvir perguntas sobre o filho.

Seu nome como treinador é vetado nos grandes clubes.

Mesmo nos mais modestos, que vão disputar o Campeonato Paulista, por exemplo, também.

Não interessa saber que ele aceitaria um salário baixo.

Os dirigentes ligam a sua figura à do filho.

E se negam a entregar seus times ao seu comando.

Puro e cruel preconceito.

E que refletiu na vida de Toninho Cerezo.

Ele e Leandro não se falam.

Tudo é muito triste.

Empresários me dão o veredicto: por mais talentoso, não há mercado no Brasil para Toninho Cerezo.

E ele sabe disso.

Tanto que em uma entrevista chegou a declarar ter apenas três filhos.

Mas ele tem quatro.

Não quis contabilizar o transexual.

Era como Léa T. não existisse.

Talvez fosse o que desejasse.

Tudo é triste demais...

A barriga de Ronaldo faz Tite repensar seus planos no Corinthians… Feliz 2011…

the sun A barriga de Ronaldo faz Tite repensar seus planos no Corinthians... Feliz 2011...
Em Itu, ontem, outra vez a camisa delatava.

Justo nele, que teve um dia a mais de férias do que o restante do time...

A enorme barriga se sobressaindo mais do que a careca.

Ronaldo não seguiu sua dieta nas férias.

Muito pelo contrário.

O diário inglês, The Sun, o ridicularizou de todas as formas possíveis.

Escreveu sobre bacon, tortas e a sorte de não ter barcos baleeiros no Caribe.

O comparou com uma baleia.

Tudo por causa de uma foto.

Ela 'diz' tudo.

Assustadora para um atleta de alto nível.

Mostra Ronaldo se espreguiçando, sem camisa, com uma bermuda.

Não há músculos trabalhados.

Lembra o corpo de um ex-jogador que se deixou seduzir por tudo o que não podia consumir.

E o pior, não foi publicada na editoria de Esportes.

Mas na seção reservada às situações bizarras do mundo.

Os ingleses acham que um atleta com tamanha barriga não pode ser um atleta em atividade.

Daí ter colocado Ronaldo entre as bizarrices.

Eles estão errados?

A foto foi espalhada no mundo todo.

Foi tirada perto do réveillon.

Divulgada ontem.

Antecipou aos médicos, fisiologistas, fisioterapeutas e nutricionistas o que será a última temporada de Ronaldo.

Todos entraram em alerta mais uma vez para tentar diminuir os estragos provocados por Ronaldo.

Ninguém, nem Andrés Sanchez, tem autoridade para cobrar, reclamar de alguma coisa.

As consequências são óbvias.

E vão além do desapontamento.

Tite já repensa a ideia de utilizá-lo no início do Campeonato Paulista.

Ainda mais na estreia do time, no dia 16, contra a Portuguesa, no Pacaembu.

Colocá-lo para jogar agora é uma temeridade.

Pesado, pode se machucar e ficar de fora da pré-Libertadores diante do Tolima.

O primeiro jogo contra os colombianos é apenas dez dias depois do jogo contra a Portuguesa.

Sim, a conjuntura obriga qualquer treinador do Corinthians a colocar Ronaldo para jogar na Libertadores.

A pressão é imensa por parte dos patrocinadores, da torcida, da diretoria.

Até Mano Menezes teve de ceder e o escalou em partidas importantíssimas.

E sacrificou o time.

Desde o segundo semestre de 2009 tem sido a mesma coisa.

O detalhe é que Ronaldo está gordo mesmo depois da lipoaspiração.

Ele está fazendo o contrário do que os médicos recomendam.

Ao retirar a gordura da barriga, eles exigem que o paciente altere a sua dieta para sempre.

Não é o caso de Ronaldo.

Ele continua fazendo o que quer.

O pior é que não pensa só nele, no vexatório final de carreira...

Desrespeitando um dos maiores jogadores da história do futebol mundial...

Ronaldo não tem a menor preocupação com o Corinthians.

Sabe o quanto o time, o clube, a torcida precisam dele em forma.

A desejada Libertadores começa já neste mês.

Esta é o última temporada como jogador.

Pelo Twitter, mesmo gordo, ele ironizou a concentração em Itu.

Lógico que preferia estar no Caribe, nas festas milionárias patrocinadas pelo russo Abramovich.

Mas está 'preso' na provinciana cidade que fez a fama com os exageros.

'Onde tudo é grande' é o seu lema.

Nunca foi tão profético.

Basta olhar a barriga de Ronaldo...

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Fábio Costa, o maior inimigo de Fábio Costa…

divulgação92 Fábio Costa, o maior inimigo de Fábio Costa...
Corinthians e Santos já duelaram feio por ele.

Marcelo Teixeira quase rompeu relações com Dualib quando soube da proposta salarial da MSI.

E lá se foi o seu jogador preferido ser campeão brasileiro pelo rival.

O ano era 2005.

Ele falava em Seleção Brasileira, jogar no Exterior, ser um dos melhores do mundo.

Mas tudo passou rápido demais.

Acabou se desentendendo com todos no Parque São Jorge.

Jogando o carro em cima de jornalistas.

Seu gênio difícil acabou por superar o grande goleiro que chegou a ser.

Suas saídas do gol se tornaram cada vez mais violentas.

E seu problema com a balança mais recorrente.

Voltou para o Santos.

Com muito menos prestígio.

Mas se comportava como se fosse o melhor do mundo.

Tinha respaldo de seu amigo íntimo, Marcelo Teixeira.

Se comportava como fosse diretor de futebol.

Confundiu garra com violência.

E cobrava violentamente os companheiros no vestiário após as derrotas.

Fazia o que queria diante de treinadores submissos.

Tinha o aval do presidente.

Um camarote da Vila Belmiro era seu, alugado com seu salário.

O seu futuro deveria ser encerrar a carreira no Santos e assumir um cargo como dirigente.

Mas uma briga errada, uma contusão, Dorival Junior e uma eleição mudaram para sempre o script.

Fábio Costa não se conformou com o comportamento de um jovem garoto em campo.

Ele insistia em driblar.

O goleiro resolveu partir para cima dele cobrando violentamente no vestiário santista.

Acabou trocando socos com Fabiano Eller que protegeu o menino.

Menino de nome comprido: Paulo Henrique Ganso.

A briga vazou pela imprensa e teve duas conseqüências.

Mostrar a impulsividade absurda do goleiro.

E a revolta dos jovens companheiros de Ganso, como Neymar, Wesley e André.

O restante do elenco também ficou do lado do jovem meia.

Em seguida, Fábio Costa se contundiu, graças a mais uma saída do gol de forma estranha, forte demais.

Ao se recuperar encontrou pela frente Luís Álvaro.

Ele havia derrotado Marcelo Teixeira, o presidente que sempre lhe deu guarida.

E além disso, encontrou Dorival Júnior.

O técnico estava vacinado contra Fábio Costa.

E decidiu deixá-lo afastado do elenco.

Sua postura agradou a fantástica geração que surgia.

Deprimido, Fábio Costa foi fazer curso de culinária para se acalmar.

Sem espaço, o goleiro foi para o Atlético Mineiro de Luxemburgo.

Por falta de interessados, o Santos aceitou pagar metade dos salários de Fábio Costa.

Tudo para mantê-lo longe da Vila Belmiro.

O time acabou sendo um desastre.

Luxemburgo foi demitido.

E quem chegou para salvar o clube mineiro?

Dorival Júnior.

A primeira providência foi afastar Fábio Costa.

Com a reformulação para 2011, Dorival já adiantou que não quer mais o jogador.

Ele tem contrato até o final do ano.

Mas a direção já decidiu.

Irá tentar rescindir seu contrato.

Ou então repassá-lo para quem quiser.

Luís Álvaro não o quer na Vila Belmiro, onde Ganso e Neymar são reis.

Não há um interessado no terceiro goleiro do Atlético Mineiro.

Triste situação de um bom goleiro que acabou engolido por seu gênio forte...

A noite acabou com o brilho, com a magia de Ronaldinho Gaúcho…

divulgação033 A noite acabou com o brilho, com a magia de Ronaldinho Gaúcho...
Show do grupo Sambaí.

Ida na badalada casa noturna Posh.

E terminar a noite no camarote do El Divino Lounge.

Às 6 horas da manhã.

Essa foi a madrugada desta segunda-feira de Ronaldinho Gaúcho em Santa Catarina.

Três fortes, pesadas baladas em apenas uma noitada.

Ele é o jogador que abandonou a concentração do Milan em Dubai.

Avisou que não suportaria mais a reserva do clube.

Era perseguido pelo treinador Allegri.

Ele e seu irmão e empresário Assis encontrariam uma nova equipe.

A direção do clube italiano só avisou que ele não sairia de graça.

Sua multa é de R$ 17,5 milhões.

Assis já disse a dirigentes do Grêmio, Flamengo e Palmeiras que consegue uma grande redução.

Cerca de R$ 8 milhões.

Mas exige que seu irmão ganhe pelo menos R$ 1,3 milhão a cada 30 dias.

E começou o leilão.

Empolgado com a chance de brigar pela Libertadores com a volta do filho pródigo, os gremistas se dedicam de corpo e alma para dobrar Assis.

Usam o argumento de que ele e seu irmão nasceram no Olímpico.

Lembram da saída pela porta dos fundos para o Paris Saint Germain.

E pararam de buscar outros jogadores para levantar recursos para ter a grande estrela.

O Flamengo já contatou empresas, fez mil e uma promessas.

Luxemburgo, como não poderia deixar de ser, foi o encarregado de projetar a 'vida de rei' que Ronaldinho Gaúcho teria no Rio de Janeiro.

Em todos os sentidos.

O Palmeiras encarregou um representante para seguir Assis 'até o inferno'.

Belluzzo vai deixar a presidência sem um título sequer.

Mas promete usar o uniforme do clube e seus amigos mais íntimos para juntar dinheiro na contratação.

Enquanto negocia com todos que aparecem pela frente, Assis é inteligente.

Ganha tempo.

Sabe que a janela está aberta na Europa.

Ronaldinho Gaúcho pode ficar no Brasil.

Ou não.

Ele sabe que seu irmão está nos últimos anos de carreira.

Tem como trunfo a promessa de Mano Menezes de que dará chance ao jogador na Seleção.

O técnico já havia garantido a sua presença no primeiro amistoso da Seleção, em fevereiro contra a França.

Estranha promessa para quem prega a renovação...

Isso não é pouco.

Enquanto isso, Ronaldinho Gaúcho vive como se não houvesse amanhã.

Como um vampiro.

Um guarda noturno.

A noite não termina para ele.

Essa relação que parece não terminar nunca o fez despencar.

Foi o melhor jogador do mundo.

O mais espetacular.

Mas a noite cobra em suaves prestações.

A arrancada, a explosão muscular, a velocidade...

Elas foram tiradas de Ronaldinho Gaúcho.

Ficaram com a noite.

Sem elas, ele passou a ser o jogador que ocupa apenas a ponta esquerda.

Foi lá que os últimos treinadores que o tiveram nas mãos o colocaram.

Em um lugar longe de ser fundamental para o time.

Nem pensar em dar a ele a função de articular o meio de campo.

Ou ser o meia atacante capaz de destruir a defesa adversária.

Não.

Como diziam os técnicos do passado, o ponta esquerda é o atleta mais perto do banco de reservas.

Ou o primeiro a sair.

Foram essas funções que mais Ronaldinho cumpriu nos últimos anos.

Renato Gaúcho, Felipão e até Vanderlei Luxemburgo sabem disso.

Mas precisam se dobrar aos dirigentes.

Eles querem de qualquer maneira ter uma estrela no clube.

Não importa se ela está desgastada, sem o mesmo brilho.

O que vale é o marketing.

Ele cega a todos.

Gordo de tanto aceitar jantares, Assis vai conversando.

E enrolando para dar a resposta.

Só aceitará uma equipe brasileira se não houver proposta da Europa.

E pagando os milhões que o Milan pretende receber.

Enquanto isso, Ronaldinho Gaúcho procura por mais baladas e noites em claro.

A noite, tranquila, o espera de braços abertos.

Pronta para sugar um pouco mais energia de um dos melhores jogadores de futebol de todos os tempos.

Que virou sombra, triste caricatura do que já foi.

É por ele que dirigentes do Grêmio, Flamengo e Palmeiras rezam, fazem promessas, suspiram...

Pobre futebol brasileiro...

Paulo Nobre e Arnaldo Tirone enfrentam um dilema no Palmeiras. O salário de Scolari…

AgenciaEstado29 Paulo Nobre e Arnaldo Tirone enfrentam um dilema no Palmeiras. O salário de Scolari...
Paulo Nobre e Arnaldo Tirone Júnior têm plataforma política quase idêntica.

Prometem modernizar o Palmeiras.

Investir na nova arena.

E baixar drasticamente o custo do futebol.

Os dois enfrentam o mesmo dilema.

Estão sendo cobrados por conselheiros pelo alto salário de Luiz Felipe Scolari.

Nenhum dos dois têm coragem de garantir a redução.

Eles também consideram exagerado ter o treinador mais bem pago da América Latina.

Ainda mais com o falta de resultados.

Depois de contratar, demitir e pagar multas para Luxemburgo e Muricy, foi Belluzzo quem acertou tudo com Scolari.

Foi ele quem aceitou a pedida de Luiz Felipe.

Nem discutiu.

Acreditava que a chegada dele iria revolucionar o futebol do Palmeiras.

Portanto aceitou pagar os R$ 700 mil mensais, sem impostos.

Ele ficou muito chateado quando o salário vazou para a imprensa.

Foram membros importantes da oposição que revelaram aos jornalistas, quando tiveram de analisar o balanço do clube.

E entender o motivo de o futebol estar gastando tanto...

Os mesmos conselheiros que dizem hoje ser um absurdo pagar tanto ao técnico foram os que comemoraram a contratação.

Além de deixarem roxas as costas de Belluzzo com tantos cumprimentos, disseram que fez ótimo negócio.

Antes do final do ano, Scolari falou com os dois e disse da necessidade de contratações.

A dupla não teve nem como entrar no assunto salário.

Se calaram diante do consagrado treinador.

E agora, correndo atrás de cada valioso voto, não deixam claro o que pensam.

Deixam cada conselheiro pensar o que quiser.

Vai resolver quem vencer a eleição.

Luiz Felipe não vai tomar qualquer atitude...

Principalmente oferecer uma redução salarial.

Seu contrato foi muito bem amarrado.

Ele esperava que trabalharia apenas com Belluzzo.

Tem acertada a sua permanência no Palmeiras até dezembro de 2012.

Pessoas ligadas ao técnico sabem que não é bom quem assumir nem tentar diminuir seu salário.

Sua permanência no Palmeiras pode se tornar muito menor do que parece.

A eleição está marcada para o dia 17 de janeiro...

O Corinthians perdeu o seu melhor jogador: Lula…

divulgação21 O Corinthians perdeu o seu melhor jogador: Lula...
Primeiro dia de 2011...

Dilma Roussef recebeu a faixa de Lula.

Muito emocionado, ele foi para a Base Aérea de Brasília.

E pouco antes do embarque de despedida, para São Bernardo do Campo, a música certa.

Lula ouve o hino do Corinthians.

Nunca um presidente da República esteve tão ligado a um clube como ele.

Foram oito anos fazendo tudo o que podia e não pelo clube do coração.

Começou recebendo a delegação no Planalto quando o time ganhava algum campeonato.

A sua paixão pelo clube se tornou ainda mais significativa.

O motivo: Andres Sanches, amigo de velha data.

A proximidade abriu as entranhas do Parque São Jorge ao retirante que vibrava com seu time.

Partilhou da intimidade de Ronaldo e do time.

Mas a tietagem foi além do esperado.

Com a selvagem briga entre Juvenal Juvêncio e Ricardo Teixeira, tudo mudou de rumo.

E Lula pôde fazer pelo Corinthians o que ninguém fez.

Ele mantinha distância de Ricardo Teixeira desde a CPI.

Soube por Andres Saches da vontade da CBF de tirar a abertura da Copa do Mundo de 2014 do Morumbi.

Andres garantiu ter ouvido de Teixeira que se São Paulo dependesse do Morumbi poderia esquecer o festivo jogo inicial.

E politicamente seria importante manter o equilíbrio das forças.

O Maracanã fará a final da Copa

São Paulo deveria ficar com a abertura.

Na África do Sul, Lula pôde comprovar a resistência da Fifa em relação ao Morumbi.

E, sem nenhuma tristeza, procurou Emilio Odebrechet, velho amigo.

O convenceu a construir uma arena para o clube.

Ótima oportunidade para a empresa.

Certeza de retorno financeiro...

E nunca fez mal para uma empreiteira fazer um favor a um presidente...

Teixeira conseguiu travar o sonho de Juvenal Juvêncio, aquele que tanto sonha com uma liga independente.

E Lula entrou para a história de vez do clube que ama.

Ninguém mereceria mais ouvir o hino do Corinthians hoje do que Lula.

Era a despedida do melhor jogador do clube.

Como não iria ter hino, depois de uma carreira tão produtiva de oito anos?

Fica apenas uma pergunta...

Mas é justo um presidente da República defender apenas um clube?

Bem-vinda, Dilma...

A melhor do ano. Exclusiva com Del Bosque. Uma lição para Dunga…Para Mano…Para Scolari…

reuters251 A melhor do ano. Exclusiva com Del Bosque. Uma lição para Dunga...Para Mano...Para Scolari...
Último dia do ano.

Dia de olhar para trás.

E quero lembrar o que foi melhor.

Minha retrospectiva...

A entrevista que me deu maior prazer em escrever.

Satisfação em conseguir.

Foi com Vicente del Bosque, técnico da Espanha.

Ele havia acabado de conquistar o título mundial.

Era a primeira vez que o país que ama tanto o futebol conseguiu ganhar a Copa do Mundo.

Ao contrário do que acontece em qualquer time de Segunda Divisão no Brasil, os assessores de imprensa não foram os reis em Johanesburgo.

O acesso era direto não só ao técnico como aos jogadores na zona mista do Soccer City.

Estarrecido, me aproveitei da situação.

E da boa vontade de Vicente.

Fui acompanhando sua passagem por jornalistas do mundo todo.

E fazendo perguntas e mais perguntas.

Ele respondeu a todas com uma consciência e firmeza de raciocíno impressionantes.

Nem parecia que havia conquistado o Olimpo.

E o contraste ficou ainda maior ao comparar com o infeliz comportamento agressivo de Dunga.

Ainda ganhei um surreal abraço, que me constrangeu.

Aprendi a ter sempre o espírito armado, a faca preparada para os técnicos e jogadores brasileiros...

Vicente del Bosque me desarmou...

Respondendo a vários leitores, aqui está a grande matéria que fiz em 2010...

Vicente: o que muda no futebol espanhol com o primeiro título mundial?

A certeza que de os nossos jogadores precisam ser valorizados.

O futebol espanhol é um grande comprador.

Temos estrangeiros demais no país.

E acabamos não dando o valor necessário aos nossos atletas.

A geração que comandei nesta Copa é maravilhosa.

E fruto de um trabalho sério nas categorias de base.

Eles não se juntaram por acaso.

Foram escolhidos com muito critério.

A Espanha percebeu a sua necessidade de investir nos garotos para ter grande jogadores.

Houve muito critério e muita justiça na nossa conquista.

O título não veio do nada.

Não ganhamos hoje a Copa, ganhamos anos atrás quando demos estrutura aos meninos.

Os estrangeiros que infestam os clubes espanhóis atrapalharam a Espanha a ser campeã do Mundo ?

Disseram que eu havia dado essa declaração.

Não falei isso.

Muito pelo contrário.

Eles ajudaram demais no desenvolvimento do nosso futebol.

E ainda ajudam.

Quem não quer ter os melhores do mundo jogando na sua casa?

Estou falando que muito se pensou nos clubes e a seleção espanhola acabou abandonada, sem planos.

Não adianta chamar os melhores jogadores e não ter uma base, um plano de trabalho.

A Espanha aprendeu a conviver com os estrangeiros e com sua seleção.

Por isso ganhamos o mundial.

Muita gente critica o nível técnico do Mundial. Você acha justo falar que a Copa foi ruim?

O que acontece é que poucas pessoas percebem que o futebol mudou.

Grandes jogadores não brilharam nesta Copa porque times inferiores não os deixaram jogar.

É preciso analisar com cuidado, perceber o quanto a estratégia e a parte física se tornaram importantes.

Um atleta talentoso sem espaço, entre duas linhas de quatro marcadores, pouco pode fazer.

Principalmente se ele não tiver companheiros à altura.

Por isso muitos jogadores não brilharam.

Não concordo que o nível tenha sido ruim.

Houve uma grande evolução do futebol competitivo, como conjunto.

Só os talentos individuais não foram suficientes para vencer.

Isso pode ser que não tenha agradado aos olhos de quem vê futebol.

Principalmente vocês, brasileiros.

Mas essa maneira de competir já acontece há anos.

Nós fomos campeões assim da Eurocopa.

A Espanha coloca os seus jogadores de talento em benefício do time.

Não o contrário.

O time não joga para os seus atletas de talento.

Você tocou em um assunto delicado para nós, brasileiros.

A seleção de Dunga foi uma decepção para você, por priorizar a marcação?

Não.

Acho que vocês, jornalistas brasileiros, foram injustos com Dunga.

Ele conseguiu ganhar a Copa América e a Copa das Confederações.

O Brasil mudou a sua maneira de atuar e sei que não agradou à imprensa e à torcida brasileira.

Dunga modernizou a sua seleção.

Era muito difícil jogar com o Brasil marcando forte e tendo tanto talento.

A seleção brasileira teve tudo para eliminar a Holanda que decidiu o título conosco.

Só que desperdiçou a chance no primeiro tempo.

O futebol de hoje entre as principais seleções está muito equilibrado.

O Brasil perdeu a chance e no segundo tempo acabou eliminado.

Os brasileiros precisavam analisar com mais calma tudo o que passou.

Mas sei que vocês são como espanhóis: muitas vezes a emoção é mais forte do que a razão.

Há que se respeitar o trabalho do Dunga.

Qual a maior virtude da Espanha campeã do mundo?

Respeitar as características do time.

Nós temos uma filosofia de dominar a posse de bola.

Nossos jogadores são talentosos: Iniesta, Xavi, Xabi Alonso, David Villa, Sérgio Ramos...

Ficar com a bola, tocando com objetividade.

Respeitando a ofensividade do time.

Ter jogadores inteligentes e velozes.

E que se conhecem.

Temos uma defesa dura, forte.

Um grande goleiro.

Analisamos todos os adversários e sabíamos que tínhamos condições de vencê-los.

Sem euforia ou autoconfiança demasiadas.

A Espanha conseguiu formar mesmo o melhor grupo desta Copa.

A derrota diante da Suíça foi "boa" para, de alguma forma, a Espanha ser até mais séria?

Essa tese é absurda.

Eu ouvi muito isso de jornalistas espanhóis.

Não existe derrota boa durante a Copa do Mundo.

A competição é curtíssima.

A vitória suíça foi injusta. Perdemos muitos e muitos gols, mas poderia ter nos custado a eliminação.

O resultado me irrita até hoje.

Não poderíamos ter perdido aquela partida.

O efeito foi que depois dessa derrota tivemos de jogar ainda mais pressionados.

Por falar em pressão e gols, a Espanha foi uma seleção que marcou pouquíssimos gols.

Oito em sete partidas. (É um recorde negativo na história de todas as Copas. Média de 1,14 por jogo)

Foi mesmo um problema.

Nós criamos inúmeras chances para marcar.

Isso não pode nos abalar nem manchar nossa conquista porque tivemos sempre o controle do jogo.

Sempre, em todas as partidas.

Até na final, a Holanda mudou sua postura, ficou mais defensiva e agressiva por conta do nosso jogo.

Os gols foram poucos mesmo.

Mas o que me conforta como técnico é que foram decisivos.

E nunca a Espanha esteve subjulgada por nenhum adversário.

O que pode falar sobre o fracasso do artilheiro Fernando Torres.

E da violência da Holanda?

O Fernando se esforçou, fez o máximo pelo grupo.

Quando senti que o Pedro seria melhor para a Espanha, o troquei.

Uma situação normal no futebol.

Mas agradeço a postura leal com o grupo de Fernando.

Em relação à Holanda, não quero falar de coisas desagradáveis.

Acabamos de ser campeões do mundo.

E o futuro da seleção espanhola e o seu?

A seleção espanhola conta com jogadores jovens.

Tenho a certeza de que essa geração ainda vai continuar junta por alguns anos.

Isso é ótimo para brigar por novas conquistas.

E quanto a mim, o meu compromisso acabou com a seleção espanhola.

Vamos ver se eles querem continuar comigo.

Eu quero ficar e tentar classificar a Espanha para a Europa.

Não será fácil... (responde rindo, e se afastando)

Chamo o treinador pela última vez.

E aí acontece a cena surreal, acompanhada por vários jornalistas brasileiros no Soccer City...

'Homem, chega de perguntas...

Me deixa comemorar o título..."

Fala em tom de brincadeira e me estica a mão, me cumprimentando.

Vicente, só quero agradecer o seu respeito.

E dizer que a vitória da Espanha fará bem para a Seleção Brasileira.

Tenho certeza que vamos nos preocupar de novo com o ataque e não com a defesa...

Bastou. Foi o suficiente para Vicente del Bosque se alegrar de vez.

E me deu um forte e surpreendente abraço.

"Muito obrigado pelas suas palavras, amigo brasileiro.

Muito obrigado..."

A Copa do Mundo da África havia acabado da forma mais inesperada e amistosa para este repórter...

Mas o clima de harmonia,união, fraternidade durou 30 segundos.

Foi o tempo de ouvir de um repórter brasileiro me confidenciar no ouvido.

"Te vi abraçado ao Vicente del Bosque, corri para ver o que era.

Quando alguém do futebol te abraça, só pode ser briga, Cosme..."

Desta vez, não era.

Desta vez...

(Para quem chegou até aqui, excelente 2011...

Obrigado pela companhia neste louco mundo do futebol...

Nesta sempre surpreendente vida...

Cosme Rímoli...)