Que pecado cometeu a torcida do glorioso Esporte Clube Bahia?

bahia Que pecado cometeu a torcida do glorioso Esporte Clube Bahia?

Renato Gaúcho.

Cinco vezes treinador do Fluminense.

Duas do Vasco, inclusive rebaixado.

Uma do Madureira.

Campeão só da Copa do Brasil pelo Fluminense.

Foi vice em casa também com o tricolor.

Relutou o quanto pôde para trabalhar como técnico fora do Rio de Janeiro.

Recusou Grêmio, Santos, Atlético Mineiro, Coritiba.

Ao perceber que o mercado dos grandes clubes da Série A se fechou para ele, aceitou trabalhar no Bahia.

O Bahia precisava retornar às manchetes nacionais.

Depois de diretorias nefastas, o clube com uma das maiores e mais apaixonadas torcidas do Brasil despencou.

Chegou até o inferno da Série C.

Foram campanhas vergonhosas que fizeram esquecer a conquista do Brasileiro de 1988.

Até o estádio onde jogava apodreceu, a Fonte Nova.

E matou sete torcedores, que afundaram em um buraco nas arquibancadas.

Morreram comemorando o acesso da Série C para a B.

Mortes que nunca foram justiçadas.

Ninguém pagou por elas, em mais um absurdo de um país chamado Brasil.

Depois de perder o reinado do Estado para o Vitória, empresários se uniram para tentar resgatar o Bahia.

E aproveitar da sua popularidade.

Onde o time  vai, seja em que condição for, os torcedores estarão lá, pagando sua entrada sabe Deus como.

Para buscar a mídia do eixo do mal, Rio-São Paulo, a saída foi criar fatos novos.

O primeiro foi a contratação de Renato Gaúcho.

Não importava a fase péssima que ele passava como treinador.

Era garantia de manchetes e aparição no Jornal Nacional.

A nova diretoria acertou na mosca.

Sem dinheiro, tiraram da aposentadoria Edílson.

O ex-jogador, que havia virado empresário de grupos de pagode baiano, acertou no ato.

Outra vez manchetes e Jornal Nacional.

Só que começou o Campeonato Baiano.

O time que Renato tem nas mãos é fraquíssmo.

Só a iludida torcida não pode carregá-lo nas costas.

Bem que tentou.

Veio a decepção na derrota diante do Vitória: 2 a 0.

A diretoria, sem nenhum pudor, resolveu interferir no time.

Dirigentes disseram que Renato Gaúcho estava escalando errado a equipe.

Houve uma grave reunião em que o treinador até ameaçou pedir demissão.

Tudo resolvido.

Veio a estreia de Edílson contra o Bahia de Feira de Santana.

A festa estava armada, como se precisasse desculpa para festas em Salvador.

E o Bahia verdadeiro tomou uma sova do clone por 5 a 3.

Uma vergonha.

E dá-lhe novas declarações dos dirigentes.

Novas críticas a Renato Gaúcho.

Nova ameaça de intervenção.

Hoje haverá nova partida, contra o Atlético de Alagoinhas.

Nova derrota, o treinador poderá arrumar as malas.

Renato Gaúcho e o Bahia estão plantando o que colheram.

O treinador é personalista e, mesmo novo, não tratou de se reciclar, buscar novos conhecimentos.

Estudar novas táticas pela Europa ou mesmo pelo Brasil.

Fez questão de no máximo aprimorar seu futevôlei nas praias do Rio de Janeiro.

Ele mesmo deveria se levar mais a sério.

Não participar de rachões.

Virar um técnico de verdade.

Ainda há tempo.

Já a direção do Bahia precisa esquecer os holofotes e ter um projeto sério.

Não importa se tiver de investir em jovens e levar dois anos para formar um time competitivo, forte para voltar à Série A.

Os grandes do Brasil lamentam muito o Bahia ter encolhido.

Ter ficado para trás.

Não só por simpatia, mas pelas sensacionais arrecadações que esse time proporcionava.

Mas não será dessa maneira que irá mudar.

Com dirigentes agindo como antigos coronéis.

Tomando decisões precipitadas, na base da raiva, na falta de foco.

Ou então loucos para fazer o time ser manchete no Rio e em São Paulo.

Triste e sofrido glorioso Esporte Clube Bahia...

Quem está mais ensandecida em Minas Gerais? A torcida do Cruzeiro ou a do Atlético Mineiro?

duplinha Quem está mais ensandecida em Minas Gerais? A torcida do Cruzeiro ou a do Atlético Mineiro?

Belo Horizonte está à beira da loucura.

Está rachada e fazendo festa até para relâmpago.

As torcidas de Atlético Mineiro e Cruzeiro decidiram endeusar quem decidir vestir os respectivos uniformes.

Os cruzeirenses inovaram e perderam qualquer vergonha de celebrar uma transação que não deu certo.

Kléber foi saudado como se tivesse sido comprado por Zezé Perrella.

E não como o jogador que Perrella tentou empurrar para o Porto e não ficou pelo tempo de contrato e porque pediu mais dinheiro.

A recepção desarmou completamente o jogador.

E seu empresário.

Os dois estavam culpando Perrella de falta de carinho com o atleta.

E desprezou a vontade que ele tinha de disputar a Libertadores.

Muito carente, o atacante já ia começando a armar o seu tradicional bico e começava a pensar em sair do Cruzeiro.

Sim, o velho caminho.

O presidente Belluzzo se comporta como uma noiva arrependida que terminou o noivado.

Quer Kléber de volta ao Palestra Itália.

E vai iludindo quem passa perto dele.

Até para ascensoristas ele diz que Kléber está perto de voltar.

Mas parece que agora Perrella vai ouvir Adilson Batista sobre a necessidade de manter o jogador.

Ele representa como poucos a garra, a coragem que a Libertadores exige.

Kléber sabe que está devendo.

Teve duas atuações pífias nas finais do ano passado.

A chance de dar a volta por cima é agora.

Depois de ser carregado nos ombros por uma torcida que o ama e não veste verde, Kléber mudou o foco.

De novo.

Agora quer retribuir tamanha demonstração de carinho.

E agora diz que fica.

Em compensação, do outro lado da cidade, paraguaio está até agora com os olhos esbugalhados.

Cáceres, jogador mediano teve uma recepção de Beckenbauer pelos atleticanos.

Ele ficou até constrangido.

Esperava que que só seu empresário estivesse no seu retorno ao Galo.

Mas ele não sabe que os torcedores estão 'dopados' pelas promessas da dupla Luxemburgo e Kalil.

E qualquer jogador passa a ser um gênio, um superdotado.

Foi assim com Zé Luís, Obina e por aí vai.

O importante é fazer festa.

Dizer que seu time é o maior do mundo.

A hegemonia em Minas Gerais é cruzeirense.

Os atleticanos garantem que isso irá acabar.

As cartas estão na mesa.

A ansiedade é igual nos dois lados.

Zezé Perrella não tolera nem ouvir falar o nome de Luxemburgo.

E exigiu de Adílson Batista a conquista do quintal, antes da América.

Quer o Campeonato Mineiro.

Já Kalil avisou Luxemburgo que deseja a Libertadores via Copa do Brasil.

E exige o Mineiro para acabar com a empáfia de Zezé Perrella.

O clima em Belo Horizonte está de euforia.

Todos estão contaminados.

Até a centrada imprensa.

Os reforços começam a ganhar adjetivos imerecidos

Mas o que vale é a rivalidade.

Um está empurrando, cutucando o outro.

Isso é bom para o Cruzeiro e para o Atlético Mineiro.

Belo Horizonte acordou.

E de um modo nada discreto.

Mas fica a dúvida.

Qual torcida está mais ensandecida?

A que comemora uma negociação fracassada?

Ou a que faz festa para um zagueiro paraguaio bem 'mais ou menos'?

(Não queria. Evitei o máximo que pude. 

Mas como fui muito acarinhado pela torcida do Atlético Mineiro, vou recordar um dado importante.

 Analisem esse time: Bruno; Cáceres, Lima e Thiago Junio; Rodrigo Dias, Alicio, Rafael Miranda, Tchô (Rodrigo Silva) (Euller) e Rubens Cardoso; Renato e Pablito (Quirino)
Técnico: Lori Sandri. 

Essa equipe foi rebaixada para a Série B em 2005.

Cáceres além de ter disputado duas Copas com o Paraguai, traz no currículo esse rebaixamento.

Para mim a festa ficou ainda mais estranha.

Eu gostaria que viessem jogadores mais fortes do que o Cáceres para o Atlético Mineiro.

Mas há gosto para tudo.)

A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias…

head A pior venda que o São Paulo poderia fazer: André Dias...

Sim, seu contrato terminaria no final do ano.

E ele poderia ir embora de graça.

Mas quem falou que se ele tivesse uma boa proposta, André Dias não ficaria no São Paulo.

Ele foi para a Lazio por cerca de R$ 6,5 milhões.

Dinheiro muito baixo para quem tinha a responsabilidade de comandar a defesa tricolor.

Gritar, orientar, cobrar.

Não trocou agressões em pleno jogo com Hugo?

É dessa raça que o São Paulo abriu mão.

E não só raça.

O poder de antecipação.

A saída de jogo com a bola dominada.

Foi um péssimo negócio.

O time ficou com Renato Silva, Alex Silva e Miranda para a zaga.

Ricardo Gomes assistiu a tudo de camarote.

Ele esperava ter de escalar o São Paulo no 4-4-2, mas apostava na ida de Miranda para a Europa.

No fim, foi André Dias.

Os próprios jogadores lamentaram a ida de um dos líderes do elenco.

E, para vários atletas, André Dias era bem melhor do que o badalado Miranda.

Mas a diretoria não tentou segurá-lo.

Ele disse que seu sonho era atuar na Europa, mas esperava uma oferta do São Paulo para ficar.

Não simplesmente um "Vá com Deus".

Agora o São Paulo vai começar a Libertadores sem o seu zagueiro com maior personalidade.

Com novo esquema tático.

Com vários jogadores desentrosados.

E sem um lateral direito talentoso de ofício.

Muito estranho essa planejamento do São Paulo para tentar ganhar a Libertadores.

Muito estranho...

Muricy Ramalho não merece ser um outdoor ambulante. É um desrespeito ao Palmeiras…

que Muricy Ramalho não merece ser um outdoor ambulante. É um desrespeito ao Palmeiras...

O departamento de marketing do Palmeiras está em festa.

Acredita haver inovado no mundo esportivo.

Depois de inúmeras reuniões conseguiu criar um plano de impressionar gênios da propaganda.

Há a chance de alguém filmar esse projeto para ganhar, fácil, o Leão de Ouro em Cannes.

Os dirigentes simplesmente transformaram Muricy Ramalho em painel ambulante.

Por R$ 1,3 milhões anuais ele estará com boné e camiseta azuis de uma seguradora.

Não vale a pena citar o nome neste modesto blog, já que terá visibilidade demais.

O treinador, constrangido, não teve como dizer não.

Ele sabe o quanto o Palmeiras tem problemas financeiros.

Precisa de reforços para montar um time que represente um clube tão glorioso.

Vai que uma parcela do que a seguradora está pagando não pode ajudar a trazer um meia canhoto?

Do tipo Douglas, que ele pediu, indicou e o Palmeiras perdeu por falta de recursos para o Grêmio?

Ou então faça o clube aumentar a proposta por Val Baiano, que até se ofendeu com tão pouco dinheiro oferecido...

Ironias à parte, o papel que Muricy está se sujeitando é ultrajante.

Ele tem uma carreira muito respeitosa.

É um dos maiores treinadores do País.

Sua imagem vale muito mais do ser um homem-sanduíche.

Qual a diferença de ostentar uma camiseta e um boné azuis bebê de um pobre aposentado na praça da Sé anunciando ouro?

O intuito é o mesmo.

Vender o produto anunciado.

Muricy tem uma missão nobre no mundo do futebol.

Ser o treinador do Palmeiras.

Único clube a ter a honra de ter vestido a camisa da Seleção Brasileira na inauguração do Mineirão.

Sucede Oswaldo Brandão, Luiz Felipe Scolari, Rubens Minelli, Telê Santana e tantos outros.

O apaixonado presidente Luiz Gonzaga Belluzzo deveria poupar o técnico do clube que tanto ama de passar por esse vexame.

Não há dinheiro que valha transformar o treinador palmeirense em um outdoor ambulante...

O que você sente quando vê Ronaldo e Dunga recomendando cerveja?

cerveja O que você sente quando vê Ronaldo e Dunga recomendando cerveja?

Essa pesquisa foi imposta por leitores do blog.

Foram inúmeros pedidos.

Dunga, técnico da seleção brasileira, acaba de participar de uma propaganda de cerveja.

Antes havia sido Ronaldo.

O Mininistério Público de São José dos Campos entrou com uma representação na Justiça contra a Ambev em relação ao comercial.

As cervejas estão banidas dos estádios brasileiros.

A cerveja Kaiser fechou patrocínio com os quatro grandes de São Paulo: Santos, Corinthians, São Paulo e Palmeiras.

Por dinheiro, tornou-se a bebida oficial do G4 paulista.

Vários atletas famosos já indicaram bebidas, remédios inúteis e cigarros em propagandas.

É justo?

É honesto com o torcedor?

Qual a sua reação quando você vê os campeões mundiais Dunga e Ronaldo divulgando cerveja?

Eles incentivam jovens gerações a beber?

Ou é hipocrisia e tudo tem de ser permitido?

A mãe Patrícia Amorim tentando manter Petkovic no Flamengo…

supermae A mãe Patrícia Amorim tentando manter Petkovic no Flamengo...

Ser mãe traz serenidade, paciência, poder de conciliação.

Ainda mais mãe de quatro filhos.

Quatro.

A escritora Raquel de Queiroz já disse que 'uma vez mãe, a mulher passa a tratar todos como mãe'.

E é exatamente isso que Patrícia Amorim está fazendo no affair Petkovic e Marcos Braz.

Ela tem uma nova crise no futebol do Flamengo para administrar.

A primeira ela já conseguiu  domar.

Conseguiu convencer Andrade a receber um salário digno sem supervalorização.

Patrícia chegou na hora certa.

Em que o mesmo vice Marcos Braz estava quase duelando com Andrade.

Entrando na fase do 'eu ou ele'.

Contrariado, Marcos viu Andrade receber um aumento substancial.

O dirigente diz a amigos que defende o dinheiro do Flamengo mais do que o seu.

E aí surgiu Petkovic.

Braz já foi contra o acordo do retorno do sérvio.

Mas não tinha como trabalhar politicamente contra o fato de o Flamengo economizar R$ 8 milhões.

O clube devia R$ 16 milhões a Pet, e ele aceitou receber a metade desde que voltasse a jogar.

A convivência vinha boa até o pedido de aumento de bichos nos jogos finais do Brasileiro.

E a repentina revolta do sérvio com a substituição no clássico de domingo.

A troca de palavrões entre os dois no vestiário e Pet desafiando o bom senso e Braz.

Foi embora.

Voltou, sem graça, ontem.

Pensou que seria tudo perdoado imediatamente.

Só que Braz havia dito no domingo que seria ele ou Pet na Gávea.

A mãe e presidente Patrícia Amorim entrou em cena e usou a mesma estratégia que utiliza com os filhos.

Repreendeu o mais levado, que provocou a briga.

No caso, Pet.

E o fez prometer a Braz que não faria de novo.

Os dois ainda estão de mal.

Não se falam.

Mas Patrícia tem quase certeza de que venceu mais uma crise no papo.

Quase.

Ainda há risco no ar.

Empresários de clubes sem um meia talentoso quanto o sérvio, como o Palmeiras, São Paulo e Botafogo se assanharam.

E estarão atentos às palavras de Braz.

Ele garante que irá definir o futuro de Pet nesta tarde.

Patrícia tenta mostrar tranquilidade, mas tem uma ponta de preocupação.

Se um dos seus filhos a desobedecer, ela sabe como agir.

Como presidente, ela não pode ser colocada à prova.

Se Braz resolver fazer o que deseja, quebrar a hierarquia e demitir Pet, a contragosto Patrícia terá de agir.

E sobrará para o dirigente que se sentiu desrespeitado, ofendido.

Coração de mãe tem limite...

O sangue frio, e os muitos gols de Dodô, a serviço do Vasco da Gama…

dodo O sangue frio, e os muitos gols de Dodô, a serviço do Vasco da Gama...

O exílio é como uma prisão invisível.

O ex-presidente do Brasil, Fernando Henrique Cardoso, costuma repetir essa frase.

Ele se recorda da ditadura, quando não podia pisar no Brasil.

Se exilou no Chile e na França.

O exílio de Dodô não foi tão glamuroso.

Foi em São Paulo.

Teve como companheiro o meia Rodrigo Beckham, que se recuperava de uma operação que atrasou sua carreira, sua vida.

E no exílio, como na cadeia é onde as confissões são feitas.

Rodrigo sonhava voltar a jogar no Botafogo, seu time de coração.

Dodô, não.

Ele só sonhava em jogar.

Poderia ser em qualquer equipe.

Ele sempre foi assim, ligado no futebol, não nas cores da camisa.

Muito gente o questiona desde o início da carreira por ser assim.

Mas trilhou seu caminho em inúmeros clubes.

Desde o pequeno Nacional da capital paulista, Fluminense, São Paulo, Paraná,  Santos, Botafogo, Palmeiras, Ulsan da Coréia, Oita do Japão, Goiás, Al Ain e Vasco da Gama.

A queixa é sempre a mesma.

Dodô não tem sangue nas veias.

Não se irrita, não xinga, não vibra.

Mas faz gols maravilhosos.

É habilidoso, tem senso de oportunismo e não gosta dos gols toscos, de canela.

Sente vergonha de fazer gols que atacantes dão cambalhotas e socam o próprio peito vibrando.

Dodô, não.

Ele estava quase certo com o Botafogo, quando o Vasco apresentou a melhor proposta.

Embora tenha tudo, exatamente tudo diferente do presidente e eterno artilheiro Roberto Dinamite.

O agora dirigente soube valorizar o jogador sui generis que estava levando para São Januário

Dodô é tão diferenciado que conseguiu explicar a situação para a diretoria botafoguense e se despediu como amigo.

No Vasco de Mancini, Dodô não quer ser líder.

Deixa isso para Carlos Alberto.

Não quer polêmicas.

Não esquece o que acredita ser a grande injustiça da sua vida.

Ter sido pego com doping por ingerir suplementos alimentares turbinados.

Ele jura que não pediu.

Se existia alguém no Botafogo que acreditava o estar ajudando conseguiu para ele uma pena de dois anos.

A história nunca foi esclarecida e nem será.

Dodô cumpriu a pena do exílio do futebol.

Treinou como um jogador profissional.

Tendo em Rodrigo Beckham seu ombro amigo.

Lá recordou outra tristeza que foi o rebaixamento do Palmeiras.

"Nós tínhamos time para ser campeões.

Mas não houve união, liga.

Cada grupo brigou por si e o Palmeiras pagou.

Fomos rebaixados e até hoje eu não me conformo", diz o atacante em raro momento de revolta.

Dodô está mais do que contente com a nova fase no Vasco.

Não é por acaso que anda pedido cantigos religiosos no Fantástico.

Ele se tornou muito crente em Deus quando cumpria suspensão.

Foi o que o segurou.

Mancini não cobra nada a mais de Dodô do que ele pode e gosta de fazer.

O seu esquema o facilita.

Deixa os jovens talentosos que o Vasco reuniu correrem por ele.

Joga com liberdade perto do gol adversário.

Os times fracos do Campeonato Carioca são ótimos sparrings.

E dá-lhe gols de Dodô e manchetes em jornais cariocas, no Brasil todo.

Em maio ele completará 36 anos.

E aproveita muito mais do que qualquer veterano cada gol que marca.

Cada aplauso.

Cada pedido de autógrafo.

Ele sonhava com isso nos dois anos de exílio.

Dodô tem um grande talento.

Só faltou vibração à altura do seu potencial.

Mesmo assim é um ótimo jogador.

Que deixa sempre a sensação de que poderia ter ido muito além do que foi.

Mas ainda há tempo.

Na terra de Adriano, Fred, Vagner Love, do Loco Abreu...

Que Dodô e o Vasco aproveitem como puderem esse casamento inesperado.

Exatamente como ele sonhou no exílio.

Só não sabia que na camisa haveria uma gloriosa cruz de Malta...

Vagner Love não quer largar o Rio. Nem sua camiseta Dolce&Gabanna… E muito menos o Créu…

50 Vagner Love não quer largar o Rio. Nem sua camiseta Dolce&Gabanna... E muito menos o Créu...

Com uma camiseta Dolce & Gabanna, Vagner Love finalmente falou sobre o Palmeiras.

No Sportv, ele foi pouco perguntado sobre o ex-clube.

Queria falar sobre o Flamengo e a esmagadora maioria destas questões sobre o rubro-negro.

Que sorte que ele tem...

Mas o pouquíssimo que falou sobre o Palmeiras foi o suficiente.

Disse que estava 'preso' taticamente.

Não podia se movimentar como faz no seu amado Flamengo porque o time não tinha um jogador como Adriano como referência.

A culpa, lógico foi de Muricy Ramalho.

E mais.

Disse que o time inteiro estava mal e as cobranças eram feitas só a ele.

Demonstrou no olhar a mágoa que sente.

Age como se tivesse sido crucificado.

Mas seria interessante a todos que viram a entrevista e as poucas perguntas sobre o Palmeiras, o que Vagner Love falou a uma revista com distribuição mundial.

Ele assegurou ter acertado com o Palmeira com a disposição de ser artilheiro do time, do Brasileiro.

E que seria egoísta, não estaria tão preocupado em servir.

Por isso insistiu tanto em prender a bola e virar para o gol enquanto estava no clube no segundo semestre.

Não era nem sombra do jogador servil de ontem .

Ele procurava Adriano como um filho perdido procura a mãe no shopping.

Vagner Love sabe que não agiu direito com o Palmeiras.

Não irá admitir isso nunca.

Irá se esconder atrás de esquemas táticos, cobranças, dos tapas que levou dos torcedores na agência bancária.

Na verdade, Vagner Love veio jogar para Vagner Love no ano passado.

O elenco percebeu e ninguém soltou uma lágrima com a saída dele.

Ninguém se preocupou.

Mas isso não importa mais ao jogador.

Agora ele quer é espalhar que está no seu clube do coração, o Flamengo...

E mostrar a sua Dolce & Gabbana.

Por que jogadores do Flamengo sem prestígio dão entrevistas com a camiseta social do clube?

E Love com Dolce & Gabbanna?

O Flamengo não lhe paga direitos de imagem?

Ou ele recebe direto da D&G?

Vagner Love precisava ter aprendido muito mais com o que aconteceu no Palmeiras.

Ele não joga tênis.

Não é um cantor de hip hop.

Quer ser estrela, que arque com as conseqüências.

Para o bem e para o mal.

Vagner Love mostrou que só gosta de falar de Vagner Love.

Mas há algo importante para ele lembrar sempre.

Ser personalista, egocêntrico tem um preço.

Ele já deveria ter aprendido com o que passou na sua saída do Palmeiras...

Só para não perder o costume, as pessoas ligadas ao jogador têm certeza que ele não aceitará voltar ao CSKA.

Mesmo depois de seu contrato terminado com o Flamengo.

Por que ninguém fica surpreso com essas informações de bastidores?

Por que será?

Na Internet circula esse vídeo mostrando o quanto Love é feliz no Rio de Janeiro.

Veja mais:

+ Petkovic deve deixar Flamengo
+ Love faz dois na estreia e dá vitória ao Flamengo
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Robinho: o ídolo que o Santos precisava vai descer dos céus…Corra para ver…

vale Robinho: o ídolo que o Santos precisava vai descer dos céus...Corra para ver...

Robinho deve descer à Vila Belmiro daqui a pouco de helicóptero.

Há muito mais nesta imagem do que pode alcançar a vista.

O Santos está precisando que um ídolo venha dos céus.

O clube apanha com as dívidas deixadas pela dinastia Teixeira.

Sofre a concorrência desleal do trio de ferro da capital paulista.

Mas santista que é santista se incomoda com o Corinthians.

O Santos elegeu há décadas o clube do Parque São Jorge como rival.

A réplica não acontece.

Mas não faz mal.

O Corinthians atual tem Ronaldo, Roberto Carlos, o maior patrocínio do Brasil, a sombra de Kia Joorabchian, o centenário...

A Libertadores...

O Santos precisaria ter de um enviado dos céus para enfrentar o rival.

O clube não tinha nem força para conseguir um patrocínio forte para a camisa mais gloriosa do Brasil.

Foi tirar da aposentadoria Giovanni.

Neymar e Ganso são muito talentosos, porém jovem demais.

Não param a mídia nem de São Vicente.

O clube precisou se dobrar diante de Robinho.

Oferecerá uma recepção de gala ao jogador que saiu brigado, quase fugido do clube.

Com a imagem que o importante era ficar longe da cidade para proteger sua família, evitar sequestros.

Coração de mãe tudo esquece.

E é isso que o Santos está fazendo.

Mas só que essa mãe é interesseira.

Por trás de todo o discurso apaixonado do presidente Luís Álvaro, das palmas dos jogadores campeões do mundo pelo clube...

Há a certeza de dinheiro, holofote, patrocinador.

O salário acertado de R$ 1 milhão será diluído por empresas.

O patrocínio do uniforme, as camisas vendidas, o triplo das arrecadações e a maior exposição pelas tevês.

O enviado dos Céus mudará tudo isso para o Santos.

O desespero por dinheiro é tão grande que existe a chance de a diretoria fazer a sua estréia na quinta-feira.

Não esperar nem o clássico de domingo contra o São Paulo.

Vai o Santo André mesmo.

Os dirigentes tentavam, neste Campeonato Paulista onde tudo pode, mudar o local do jogo.

A diretoria do Santo André, que tudo aceita, não criava dificuldades.

Principalmente recebendo mais dinheiro.

Isso será anunciado logo mais, na apresentação do jogador.

Antes os torcedores farão aquecimento com Charlie Brown Júnior.

Se Luís Álvaro tentou, implorou para Pelé ser o garoto-propaganda do Santos e ouviu 'depende dos meus contratos', com Robinho será diferente.

O jogador que saiu fugido do Santos para ser o maior do mundo, volta tentando disfarçar a cabeça baixa.

Decepcionou no Real Madria e no Manchester City não se interessou em treinar, em jogar.

Agora volta como o enviado dos Céus.

Até o dia 4 de agosto, o Santos terá um ídolo para chamar de seu.

Sem se preocupar com Ronaldo, Adriano, Fred, Kléber.

Terá Robinho.

E fechar patrocínios, contratos, ganhar dinheiro.

Depois, no segundo semestre, que Luís  Álvaro cumpra a sua promessa de levar R$ 40 milhões de reforços ao time.

Até lá, vamos bater palmas para os Céus.

O enviado está chegando.

Nunca o Santos parou desse jeito.

Nem por Pelé.

Que Robinho justifique tanta esperança.

Ele já decepcionou gente demais...

Kléber e Deyvid Sacconi. Duas negociações ainda mais estúpidas…

yes Kléber e Deyvid Sacconi. Duas negociações ainda mais estúpidas...

Os deuses do futebol não perdoaram.

As diretorias de Cruzeiro e Palmeiras passaram por um enorme vexame neste final de semana.

Tiveram de explicar porque não conseguiram prejudicar seus times.

Porque não conseguiram se livrar de dois jogadores que os torcedores mereciam ter no elenco.

Kléber não fechou com o Porto.

E Deyvid Sacconi não se tornou atleta do Nantes.

A questão com o atacante que se transformou na alma do Cruzeiro foi mais complexa.

Como o blog havia publicado, ele havia dado a palavra a Adílson Baptista que não sairia do clube.

Estava decidido a fazer tudo para o Cruzeiro ganhar a Libertadores.

Ele sabia que era peça fundamental do esquema do treinador.

Dando essa segurança a ele, Adílson poderia pensar nos outros dez jogadores para entrar em campo.

Kléber é tão importante para o Cruzeiro quanto Adriano é para o Flamengo.

Ou até mais.

Só que os Perrellas tem o DNA de negociadores.

Eles sentem comichão quando surge qualquer proposta para qualquer um de seus jogadores.

Até mesmo Kléber.

E como eles têm o canal aberto com Portugal, resolveram vencer Kléber independente de Libertadores, de torcida.

O importante era o dinheiro.

O valor estipulado era de 5,5 milhões de euros e mais um argentino, Farias, de contrapeso.

O negócio era tão bom que o Grêmio vendeu o zagueiro Rever por 5 milhões de euros.

Vale a pena escrever de novo.

O Grêmio vendeu o zagueiro Rever por 5 milhões de euros para o Wolfsburg.

Só que os deuses não perdoaram.

A começar pelo argentino Farias que se recusou a atuar no Cruzeiro, no Brasil.

E depois, Kléber viajou a contragosto para Portugal.

Quem conhece o seu gênio sabe que ele não faz o que não quer.

E começou a criar problemas na hora de assinar definitivamente o contrato.

Quis diminuir o tempo de vínculo.

E ganhar mais.

Resultado: negociação desfeita.

Qual o efeito colateral desse desgaste?

Kléber perdeu a confiança nos dirigentes.

Ele é absolutamente emocional.

Soube que o Palmeiras, sempre o Palmeiras, estaria se articulando para juntar mais dinheiro e tentar comprar grande parte dos seus direitos federativos.

Agora há a possibilidade de o atacante brigar de vez pela volta ao Palestra Itália.

Já que os dirigentes cruzeirenses o estavam vendendo pelo preço de um zagueiro, porque se dedicar?

A frustração de negociação mexe com o psicológico do time mineiro.

Thiago Ribeiro e Wellington Paulista já se sentiam absolutos com a saída de Kléber.

Não querem voltar outra vez a brigar para ser um mero coadjuvante.

Tudo isso por ganância.

Os Perrellas precisam encarar o time do Cruzeiro, como uma equipe de futebol.

Criada para dar alegria aos torcedores, ganhar títulos internacionais, ser importante.

Não como um balcão de negócios.

Seria muito melhor ficarem lidando  com frigoríficos, com bolsa de Valores.

O Cruzeiro merece muito mais carinho, respeito para o planejamento de uma equipe.

Respeito pela Libertadores.

Ainda mais com o rival Atlético Mineiro se reforçando, lutando para acabar com a hegemonia azul.

Os deuses puniram e fizeram com os Perrellas o que eles mais odeiam: ver cancelada a venda de um jogador de futebol.

E o Palmeiras?

Muricy Ramalho viu ontem sua equipe perder para o Corinthians e não ter uma opção de meia para ajudar Cleiton Xavier, muito marcado, intimidado.

Ainda mais com Diego Souza fora do clássico.

O clube tinha esse jogador.

Mas tentou empurrá-lo de qualquer maneira para o futebol francês.

Deyvid Sacconi não é um grande craque, um jogador espetacular.

Mas no atual contexto do futebol brasileiro, ele pode se impor, virar titular do Palmeiras.

Foi muito injustiçado no elenco.

Mas o endividado clube tentou ganhar com ele 2,5 milhões de euros.

Só que ninguém checou que o Nantes precisava do atleta já com o passaporte europeu.

Deyvid conseguiu a cidadania italiana.

O passaporte comunitário chega em março.

O clube francês queria inscrevê-lo já.

Não houve jeito.

E o atleta já treina hoje no CT palmeirense.

Muricy não irá reclamar.

Para o Palmeiras se reforçar só assim, com jogador voltando depois de uma negociação amarrada de forma infantil.

Os deuses puniram quem merecia?

Ou deram novas chances a Cruzeiro e Palmeiras?

Os dois ex-Palestras?

 

 

(Lembrando que haverá o tradicional chat das segundas-feiras.

Hoje às 15 horas. Quem tiver coragem, compareça.

Grande abraço. Cosme Rímoli.)