Ronaldo quer ser o maior empresário do esporte mundial. E o Corinthians na Libertadores de 2011?

reuters09 Ronaldo quer ser o maior empresário do esporte mundial. E o Corinthians na Libertadores de 2011?
Está definido o futuro de Ronaldo assim que parar com o futebol.

Não, ele não será o embaixador do Corinthians.

A não ser que o clube pague e pague bem por isso.

Ele irá seguir o caminho do aposentado William.

Mas em escala altíssima.

Ele quer ser o maior empresário do esporte mundial.

Vai abrir uma consultoria e gerenciar carreiras de jogadores, astros do esporte.

A informação saiu na Folha de S. Paulo.

Na lista dos prováveis clientes da 9INE, Kaká, Pato e Anderson Silva, melhor peso por peso do UFC.

O plano é ousado.

Ronaldo quer administrar a carreira dos esportistas com maior destaque.

Não só brasileiros.

Peixe pequeno não serve.

Ele usará todo o seu relacionamento de decádas como um dos jogadores mais midiáticos do planeta.

A notícia não vazou por acaso.

Ele mesmo a revelou em entrevista para a revista Alpha.

Agora vieram os detalhes.

Ronaldo não suporta mais as dores no corpo.

O sacrifício da dieta.

Beber e fumar pouco charuto.

Há muita possibilidade de antecipar o encerramento da carreira.

Não seguir até dezembro de 2011.

O fim da participação do Corinthians na Libertadores da América pode marcar o abandono das chuteiras.

Isso se o clube do Parque São Jorge não chegar ao título.

Aí, lógico, ele decidiria o Mundial em dezembro.

Ronaldo já está completamente envolvido com o projeto.

Ele, seu sócio, o empresário Marcus Buaiz e o maior grupo publicitário do planeta, o britânico WPP.

O atacante vai aproveitar a quase década e meia que foi o jogador mais midiático do futebol.

Tem imensos contatos.

E vai utilizá-los para projetos grandes.

A sede da empresa não será no Rio de Janeiro por acaso.

Ronaldo quer fechar grandes contratos para a Copa do Mundo, Olimpíada e UFC, que acontecerá em agosto.

A final da Copa, as provas olímpicas e o UFC serão privilégios dos cariocas.

Ronaldo pode tentar até negociar já o nome da arena do Corinthians que será construída em Itaquera.

O jogador está empolgadíssimo com o projeto.

Tem todos os contados e sente que será o intermediário perfeito entre as empresas e os atletas.

Neymar, Ganso e até Adriano também estão na sua mira.

A preocupação no Parque São Jorge é que livre, sem outra atividade, Ronaldo já não entrava em forma.

Agora com a 9INE a todo vapor já em 2011, ninguém sabe o quanto ele se dedicará ao futebol.

Com seus exercícios extenuantes.

Suas partidas sem sentido pelo desinteressante Campeonato Paulista.

Como motivá-lo se o foco do seu pensamento agora está na 9INE?

Outro ponto importante: a prioridade para a representação da empresa será para o Corinthians.

Mas se outro clube se interessar em ter a 9INE cuidando de seus patrocínios, não haverá discriminação.

Desde que seja uma equipe forte, grande.

A meta de Ronaldo é pegar a elite do futebol brasileiro e até mundial.

Se atletas estrangeiros decidirem trabalhar com ele, não haverá problema.

Até de outros esportes.

Ele acredita que precisa entrar de cabeça nesse mundo milionário do UFC.

Anderson Silva é só o primeiro que ele busca capturar para sua empresa.

O mesmo vale para atletas olímpicos.

Corredores de Fórmula 1, quem for importante...

Andres sabe desta decisão de Ronaldo há muito tempo e o tem apoiado.

E vai tentar usar a 9INE o máximo que puder.

Agora, em relação ao artilheiro Ronaldo, o clube só o usará em 2011 quando o jogador quiser...

(Quero aproveitar esse post e desejar um Feliz Natal aos meus masoquistas leitores.

A todos os companheiros do dia-a-dia deste nebuloso mundo dos bastidores do futebol.

Está sendo um privilégio acompanhar o crescimento do portal R7.

Do blog.

Obrigado a todos pelo apoio, pelas reclamações, pelas queixas, pelos palavrões até.

São mais de 100 mil comentários...

Além de informar, quero acordar, incomodar, acordar o leitor para que perceba o que está acontecendo.

Não ficar na pura notícia.

Mostrar suas conseqüências, os caminhos que a tornaram possível.

E o cenário nem sempre é bonito.

Muito pelo contrário...

O resultado está melhor do que eu esperava.

Este já é o meu grande presente neste Natal de 2010...

Grande abraço...

Cosme Rímoli...)

Decepcionado com o Palmeiras, Kléber pensa em voltar para o Cruzeiro…

gettyimages9223 Decepcionado com o Palmeiras, Kléber pensa em voltar para o Cruzeiro...
O triângulo amoroso entre Kléber, Palmeiras e Cruzeiro é inexplicável.

Quando o atacante estava pela primeira vez no Palmeiras, ele foi desprezado.

Vanderlei Luxemburgo convenceu Belluzzo que era melhor deixá-lo ir embora.

Tinha um garoto que seria "mil vezes" melhor do que ele.

Keirrison.

O garoto realmente teve uma excelente fase no Palestra Itália.

Mas não pensou duas vezes em virar as costas ao clube seduzido pelo Barcelona.

Foi contratado e nunca jogou pelo clube catalão.

Talvez atingido pela maldição de Luxemburgo, que perdeu o emprego com sua saída e nunca mais foi o mesmo.

Perambulou por clubes médios da Europa e agora está desprestigiado, escondido na reserva do Santos.

Enquanto isso, Kléber ganhou espaço no Cruzeiro.

Se tornou o grande líder da equipe.

O jogador que acabou com a postura politicamente correta dos mineiros.

Distribuiu cotoveladas e gols.

Foi vice da Libertadores.

Mas nunca escondeu a saudade do clube que o tratou melhor na carreira: o Palmeiras.

Os torcedores amaram o atacante raçudo.

Era uma reencarnação do espírito indomável de Edmundo.

Kléber nunca teve uma torcida que o colocasse como ídolo.

Mesmo no Cruzeiro, comparecia à sede da Mancha Verde e falava do seu sonho em voltar.

Seu empresário, Giuseppe Dioguardi, incentivava esse desejo.

Ele é ligado não só de coração, mas também politicamente ao Palestra Itália.

Há chance até de se tornar diretor de futebol se Paulo Nobre ganhar a eleição presidencial.

Giuseppe e Kléber tanto insistiram com Belluzzo e Zezé Perrella que o jogador voltou ao Palmeiras.

O negócio foi excelente para o Cruzeiro: três milhões de euros por 50% dos direitos federativos de um jogador de 27 anos.

E que fez uma importante cirurgia de púbis.

Tudo isso é levado em conta pelo especialista em vendas, Zezé Perrella.

Kléber voltou para o Palmeiras.

Beijou a camisa verde com vontade.

Tinha no coração as promessas de Belluzzo de jogar em uma grande equipe que seria montada.

E ainda mais um carro, sócio remido do Palmeiras e salário diferenciado, sem nunca atrasar.

Kléber voltou e se decepcionou.

Encontrou uma equipe fraca.

Felipão, irritado com o potencial do time, tratou de comandá-lo com mão de ferro.

Proibindo os jogadores de dar entrevistas, deixando o clima pesado, de cobrança exagerada.

Jogadores com fama de bons moços, como Marcos e Marcos Assunção, detestam trabalhar nessa ditadura.

Pior ainda Valdivia e Kléber, comandos sob esse regime autoritário.

Kléber não se conforma com as multas aos jogadores que resolverem falar aos jornalistas.

E com o técnico que fica com todas as explicações sobre a partida para ele mesmo.

O atacante não suporta os gritos de Felipão nos vestiários.

Ainda mais com o clube devendo salários, não lhe dando o carro prometido e nem a simbólica carteirnha de sócio remido do Palmeiras.

Mesmo com a proteção dos torcedores que ainda o amam, ele não está satisfeito no Palestra Itália.

Não é o ambiente que sonhava.

Acompanha diariamente o noticiário sobre as contratações e sabe que a responsabilidade continuará sob os seus ombros.

Assim como a postura controladora de Felipão.

Essa falta de liberdade sufoca Kléber.

Até mais do que os atrasos de salários.

A direção do clube está irritada porque sabe que não tem como calar a boca do jogador.

Fosse qualquer outro que assumisse os atrasos cairia em desgraça com a diretoria e Felipão.

Como foi o caso de Valdivia.

Enquanto isso, vivendo a eterna calmaria financeira, o Cruzeiro sente falta de Kléber.

Os comportados e instáveis Welligton Paulista e Thiago Ribeiro só fizeram aumentar a saudade do briguento artilheiro.

O sonho é ter na Libertadores uma nova dupla: Kléber e Rafael Moura.

Zezé Perrella sabe que o Palmeiras só pagou €$ 1,5 milhão (R$ 3,33 milhões).

E o clube paulista está vivendo uma grave crise financeira.

Fez uma proposta para lá de tentadora.

Ofereceu o atacante argentino Farias, o meia Bernardo e a liberação do pagamento de €$ 1,5 milhão.

Tudo para ter Kléber de volta.

A proposta abalou o atacante.

Seu empresário, envolvido no processo eleitoral do Palmeiras, tenta acalmá-lo.

Giuseppe promete que se for diretor de futebol, acalmará Felipão, fará com que os salários não atrasem e trará grandes jogadores ao Palmeiras.

O empresário promete milagres.

Só que Kléber e os torcedores palmeirenses estão cansados de promessas vazias.

O Gladiador sabe que terá vida de rei se retornar a Belo Horizonte.

Disputará a Libertadores em uma equipe muito mais forte do que a palmeirense.

Receberá até aumento sobre o ótimo salário que negociou no Palestra Itália.

Sabe que, se insistir com Belluzzo e com Felipão, será liberado.

Ele está tentado.

Zezé Perrella promete até aumentar a proposta aos palmeirenses, oferecendo mais dois jogadores.

Este triângulo amoroso está perto de mais uma reviravolta.

O Palmeiras fez tudo errado depois de reconquistar o atacante.

E está por um triz de perder Kléber outra vez.

E para o mesmo rival...

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Juvenal Juvêncio a um passo de se tornar o Alberto Dualib do Morumbi…

divulgação231 569x1024 Juvenal Juvêncio a um passo de se tornar o Alberto Dualib do Morumbi...
O Corinthians sempre foi usado como exemplo nas eleições no São Paulo.

Exemplo do que nunca aconteceria no clube.

O continuísmo de Alberto Dualib era apontado como atraso de vida...

Comportamento típico de clube de uma república de bananas...

A modernidade impunha a alternância no poder, de idéias, de homens...

E que tal fato não aconteceria no São Paulo porque a oposição e mesmo a situação não permitiriam.

Os dirigentes do clube do Morumbi sempre batiam no peito repetindo que lá imperava a democracia.

Pois bem...

Nada como o passar do tempo.

Juvenal Juvêncio já é presidente do clube há cinco anos.

Ou seja: dois mandatos, como prevê os estatutos do clube.

O máximo que qualquer ser vivente poderia ficar.

O máximo.

Um mandato e outra reeleição, no máximo.

Pois bem, Juvenal Juvêncio quer ficar no poder.

Tem energia e apoio político para ficar mais três anos.

Assim como Dualib já teve um dia.

Ele sabe que pode concorrer e ganhar com larga margem de vantagem.

Seja qual for o adversário.

A oposição no São Paulo atualmente é tão representativa quanto era a corintiana com Dualib.

E na situação, Leco, Marco Aurélio Cunha, Jesus Lopes são espertos.

Não assumem que desejam o cargo.

Todos tem a certeza que Juvenal deseja a continuidade.

A virada de mesa.

Quando se quer achar uma possibilidade legal, advogados fazem milagres.

E quase todos são advogados no São Paulo.

Até o pipoqueiro que fica na entrada do clube tem OAB.

Para preparar o caminho para o continuísmo de Juvenal há uma boa desculpa.

Que quando ele ficou no primeiro mandato, o estatuto foi mudado.

Então, os dois primeiros anos não contariam.

E ele poderia concorrer a uma reeleição para ficar mais três anos, como é o seu atual mandato.

O caminho está aberto.

Juvenal Juvêncio quer ficar.

Deve anunciar no começo do ano que está sendo 'forçado' a concorrer por mais três anos.

Exatamente como fazia Alberto Dualib.

E para quem ninguém se esqueça: houve um período que ele adorado, bajulado no Corinthians.

Foi o presidente de maior número de conquistas.

Com a chegada da MSI ele se perdeu de vez e acabou expulso do clube por sócios e torcedores.

"Meu maior erro foi o apego ao poder.

Não soube a hora de sair", me confessou o dirigente em exclusiva para o blog.

Já que Juvenal Juvêncio está seguindo os passos do ex-corintiano, o aviso está dado.

Geralmente não funciona para quem está comandando sem oposição.

Seja um clube ou um país.

O poder enebria, cega.

Só depende de você, Juvenal seguir o exemplo de Dualib e se perpetuar no poder.

O São Paulo está a seus pés.

Democracia ou continuísmo.

A decisão é sua.

O que já por si só é um enorme erro.

Nunca um clube tão poderoso quanto o São Paulo poderia estar nas mãos de um só homem.

Esse foi o maior erro do Corinthians e de várias republiquetas na era das ditaduras...

Luís Álvaro, dê parabéns ao Marcelo Teixeira e chega de comemorar os títulos por decreto…

divulgação23 Luís Álvaro, dê parabéns ao Marcelo Teixeira e chega de comemorar os títulos por decreto...
Unificação dos títulos do futebol brasileiro.

Idéia nascida e patrocinada Marcelo Teixeira, ex-presidente do Santos.

Seu nome é ouvido com tremor na Vila Belmiro porque tentou fazer do clube uma posse de sua família.

Foi ele quem primeiro trouxe Marta.

Viu no futebol feminino uma chance boa e barata de conquistar títulos e mídia.

Depois investiu neste plano de unificação dos títulos, contratou o competente jornalista Odir Cunha.

Conseguiu um ótimo trabalho pago.

Fez levantamento profundo e obsessivo.

Levou anos e mostrou a importância da Taça Brasil e Roberto Gomes Pedrosa.

Os torneios tinham a relevância de Brasileiros.

Ao conseguir que João Havelange, ex-presidente da CBD, e ex-sogro de Ricardo Teixeira, fizesse parte dessa luta pelo reconhecimento, a batalha estava ganha.

O filho de Milton Teixeira não estava nem mais no comando do Santos quando a CBF reconheceu as conquistas.

Luís Álvaro aproveitou bem a carona.

Encheu o peito com as faixas, carregou para a Vila os troféus.

Pelé quase teve torcicolo ao colocar no peito as medalhas representativas.

O reconhecimento foi justo.

Mas acabou.

O departamento de marketing santista quer tirar água da pedra.

Já convenceu Luís Álvaro a fazer uma grande festa no Campeonato Paulista, no clássico contra o São Paulo.

Fazer os antigos jogadores darem volta olímpica com as taças.

Os atletas merecem todas as celebrações, que já tiveram na época em que venceram as competições.

É um exagero.

É artificial.

É forçar uma situação.

A justiça que foi patrocinada por Marcelo Teixeira já foi alcançada.

O Santos é octacampeão brasileiro.

Excelente marca para negociar seus amistosos, vender seus jogadores no Exterior.

Sua façanha só foi igualada pelo Palmeiras.

Mas o sofrido clube rival está tão abatido pelos recentes fracassos que nem se animou a comemorar.

Pegaria mal demais.

O Santos de Neymar e Ganso ainda justifica a animação.

O Palmeiras, nem isso.

Mas alguém precisa acalmar Luís Álvaro.

Aliás, o mérito nem é dele.

As diretorias de Palmeiras, Fluminense, Botafogo, Bahia e Cruzeiro também foram agraciadas pelos que suas antecessoras conseguiram.

Só que não estão com essa histeria santista.

A sensação dos torcedores, mesmo santistas, não é de empolgação.

Campeonatos obtidos por decreto valem pelo reconhecimento óbvio que havia futebol antes de 1971.

Mas dar volta olímpica, encher o peito de faixas para ser fotografado é ser 'Robert' demais.

Já deu Luís Álvaro.

Dê os parabéns para o filho de Milton Teixeira e vamos virar a página...

Celso Roth já é o técnico mais pressionado em 2011…

reuters332 Celso Roth já é o técnico mais pressionado em 2011...
Jornalistas que acompanham o dia a dia do Internacional estranharam.

Até jogadores ficaram surpresos.

Mas Celso Roth renovou seu contrato com o Internacional.

Mesmo.

A notícia é verdadeira

Impossível negar que ele evoluiu demais como treinador.

Aprendeu a montar sua equipe mais ofensivamente.

Se aproximou mais dos atletas, desceu do pedestal.

É capaz de conversar, rir, descontrair o ambiente.

Mas a continuidade do seu trabalho no Inter depois do que aconteceu no Mundial de Clubes é um erro.

Erro porque acabou a confiança de grande parte dos dirigentes.

Dos jornalistas.

Dos torcedores.

E de quem interessa: dos jogadores.

Toda a preparação meticulosa para o Internacional voltar de Abu Dhabi com o título foi para o ralo.

Por causa do comando de Celso Roth.

Os erros não foram individuais, dos atletas.

Mas estratégicos.

O Mazembe foi desprezado estrategicamente.

Os africanos não foram marcados.

Tiveram espaço absurdo para jogar quando tinham a posse de bola.

A certeza de quem entrou em campo certo de que ganharia o jogo sem sacrifícios logo virou apatia.

Basta comparar com a firmeza com que os italianos da conturbada Inter de Milão venceram os africanos.

A decepção que o Brasil teve com o Internacional foi grande demais.

Para os torcedores colorados, então, a sensação foi de profunda vergonha.

Vergonha da maneira com que o time enfrentou os africanos.

Não representou a tradição colorada.

E pode sim ser considerado um dos maiores fracassos da sua história.

Isso se não for o maior.

Abel Braga já é nome mais comentado do porteiro até membros da nova direção que assume o Inter.

Mas o que fez o novo presidente Giovanni Luigi?

Resolveu acatar a vontade do dono do futebol no clube, Fernando Carvalho.

E para a transição ser pacífica, confirmou o desgastado Roth no cargo.

Traz desnecessariamente a pressão, a cobrança, a raiva da própria torcida ao time.

Qualquer treinador do mundo teria tranquilidade para começar um novo trabalho em 2011 no Inter.

Menos quem?

O técnico que montou a equipe contra o Mazembe.

Qualquer derrota terá o peso dobrado no Beira-Rio.

A renovação é injusta até com o próprio Roth.

Não terá paz para trabalhar.

Ele está na alça de mira de quem acompanha e admira o Internacional.

Seu trabalho terá de ser muitas vezes melhor do que os concorrentes para ser aceito.

Será um desgaste enorme, desnecessário, para os dois lados.

A nova direção do Inter errou feio.

E Celso Roth também.

A troca seria salutar para os dois lados.

Não adianta trabalhar querendo a revanche com o Mazembe.

O jogo já foi, a decepção não passará.

A vida não tem ensaio.

A partida não voltará mais.

O Internacional começará 2011 cobrado, pressionado tenso porque quer...

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O árbitro de Corinthians e Cruzeiro ganha hoje o escudo da Fifa… Sandro Meira Ricci…

reuters930 O árbitro de Corinthians e Cruzeiro ganha hoje o escudo da Fifa... Sandro Meira Ricci...
A Comissão de Arbitragem escolheu quem ficará com o escudo Fifa do aposentado Carlos Eugênio Simon.

Sim, ele mesmo.

Sandro Meira Ricci.

O árbitro de Corinthians e Cruzeiro.

A partida mais polêmica do Campeonato Brasileiro de 2010.

A que fez o pacífico Cuca dar um soco na mesa.

Capaz de provocar a deserção em campo de Fabrício, tamanha a sua revolta.

Ele foi para os vestiários sem ser substituído.

Disse que saiu em protesto pelo que nunca viu na sua vida como jogador.

Zezé Perrela xingou Sandro Meira Ricci de tudo.

Só a torcida corintiana ficou satisfeita com aquela arbitragem desastrosa.

O árbitro é protegido de Sérgio Corrêa.

Ele o quer na Copa do Mundo de 2014.

O juiz tem 36 anos, apenas quatro de carreira e já chegou à Fifa.

É um fenômeno.

Chega rápido demais ao principal ponto da arbitragem brasileira.

Poderá ficar nove anos como árbitro da Fifa.

Trabalhar nas Copas de 2014 e 2018.

Na entrega do prêmido de melhor árbitro de 2010, no Teatro Muncipal do Rio, ele foi vaiado e xingado.

Não pela torcida do Cruzeiro, pela torcida do campeão Fluminense.

Os jornalistas que estavam comigo no Rio não entenderam a premiação.

Foi um enorme momento de constrangimento.

Sérgio Corrêa ficou mais nervoso e constrangido do que Ricci com as vaias.

Mineiro, Sandro Meira Ricci foi trabalhar como árbitro em Brasília.

Esta é a explicação para apitar jogos de cariocas, gaúchos, paulistas e mineiros.

Por isso ele estava no Pacaembu naquele fatídico Corinthians e Cruzeiro, quando o time de Belo Horizonte foi absurdamente prejudicado.

E, em seguida, ele viajou para Nova York.

Todos têm direito a erros, à segunda chance na vida.

Que Sandro Meira Ricci prove ao longo dos anos que é mais do que um árbitro protegido politicamente.

Até porque fez mesmo boas partidas na curta carreira.

Que se transforme no melhor do mundo.

Mas nada vai apagar o que aconteceu no Pacaembu.

As faltas invertidas, os quatro ataques claros em que foram marcados impedimentos absurdos.

A convicção com que marcou o pênalti em Ronaldo...

Convicção espantosa, já que estava de frente para a jogada.

Não poderia ter a certeza de que o rodado jogador estava apenas desabando por perceber a chegada de Gil.

O Fluminense foi campeão com 71 pontos.

O Cruzeiro, vice com 69 pontos.

Se tivesse vencido no Pacaembu, teria três pontos a mais na tabela.

Chegaria a 72 e ganharia o título.

Boa sorte, Sandro Ricci Meira.

Que honre o escudo da Fifa.

Que Poços de Caldas possa se orgulhar do seu filho brilhando em Brasília.

Tomara que você já tenha cometido o seu maior pecado no Pacaembu.

Tomara...

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O fracasso da Copa de 2006 revelado em detalhes. Pelo ex-técnico Carlos Alberto Parreira…

epa O fracasso da Copa de 2006 revelado em detalhes. Pelo ex técnico Carlos Alberto Parreira...
Em fevereiro de 2011, completará 68 anos.

Não parece, mas ele está cansado.

E com razão.

Foram 43 anos como treinador.

Sua carreira foi um turbilhão de emoções.

Felizes demais como ser campeão do mundo e quebrar um jejum de 24 anos para o Brasil.

E várias decepções como não passar da primeira fase da Copa com a África do Sul, país anfitrião.

Desde o início ao fim como técnico, anunciado hoje, Parreira foi questionado.

Teórico, nunca chutou uma bola.

Inteligentíssimo, compensou com teoria e estudo a falta de vivência em um campo de futebol.

Mas ninguém pode desmerecer o afinco com que trabalhou.

Não foi por acaso campeão do mundo como auxiliar de preparação física em 1970.

Era ele que, já antenado na modernidade, levou conceitos importantes para o Brasil enfrentar a altitude mexicana.

Depois, foi Parreira quem teve a paciência para enfrentar o maior massacre já feito a um treinador no comando da Seleção Brasileira.

Foi durante as Eliminatórias, com a inesquecível derrota para a Bolívia, e na Copa de 1994.

O Jornal da Tarde chegou a estampar uma foto sua com duas orelhas de burro.

Um absurdo que veio do próprio dono do jornal e que os repórteres nos Estados Unidos nada puderam fazer.

A não ser pedir desculpas pela grosseria e falta de visão, já que ele conquistaria o título.

Sofreu também com o time do coração.

Foi campeão brasileiro em 1984 e campeão da Série C em 1999.

Viveu de tudo.

Foi sabotado no São Paulo.

Mas sempre digno, manteve a discrição.

No final de carreira como treinador Parreira ficou mais ousado.

Montou um belíssimo Corinthians que se não fosse a geração de Robinho e Diego teria um lugar ainda mais significativo na história.

Tem oito Copas no currículo, treinador em seis delas, uma como auxiliar de preparação física e a de 2002, como observador.

Fiz inúmeras entrevistas exclusivas com Parreira treinador.

A que mais me marcou foi a recente.

Como treinador da África do Sul.

Ele fez várias revelações sobre a fatídica Copa do Mundo de 2006.

Vou repeti-la porque mostra que ele não foi tão culpado do desastre na Alemanha.

Esta é minha singular homenagem a uma pessoa que aprendi a respeitar em mais de 20 anos de convívio.

Que venha Parreira, o dirigente...

Concentração da África do Sul aqui em Johannesburgo.

Meio-dia e meia desta sexta-feira fria na África do Sul.

Carlos Alberto Parreira aceita dar uma longa entrevista para o programa Esporte Fantástico.

Ficou muito interessante e vai ao ar no próximo sábado.

Conheço Parreira há 17 anos, desde as sofridas eliminatórias para a Copa de 1994.

Fui junto com a equipe da TV Record.

E pedi a minha entrevista, que tinha um tema só.

A Copa de 2006.

Dunga usa a bagunça que aconteceu na Copa passada para justificar o clima de colégio militar que criou para a seleção brasileira.

Ninguém diz, mas nas entrelinhas, Parreira ficou com a imagem de um frouxo.

De um treinador permissivo, que incentivou os treinos com mulatas, escolas de samba e farras dos jogadores até às cinco da manhã.

Em plena Copa do Mundo.

Também de alguém sem coragem e cínico, capaz de escalar jogadores com mais de 100 quilos como Ronaldo e Adriano.

Por quatro anos, ele sempre foi político.

Sorria amarelo, dizia que não era bem assim.

Mas o assunto estava atravessado na sua garganta.

Chegou a hora de ele se defender e fazer várias revelações.

E escancarar a falta de comprometimento que sabotou a chance do Brasil ser campeão do mundo pela sexta vez na Alemanha.

Parreira, vamos direto ao ponto. Como é ser o culpado pelo grande fracasso de 2006?

Culpado? Do que você está falando? Não perdi a Copa de 2006 sozinho. Chega disso! A mídia vem insistindo há quatro anos. Quatro anos a mesma história! Vamos parar de hipocrisia! Tenho parte na culpa. Formei uma seleção maravilhosa que ganhou a Copa América, ganhou a Copa das Confederações vencendo a Alemanha e Argentina. E classifiquei o Brasil três jogos antes do final das eliminatórias.
Não posso fazer nada se jogadores são irresponsáveis a ponto de chegar para uma Copa do Mundo pesando 100, 101 quilos. Isso não tem cabimento. Na Alemanha eu tive nas mãos um time sem comprometimento, sem ambição, jogadores enriquecidos, não se preocupando de verdade com a competição. Atletas que não perceberam ou que esqueceram o que significa ganhar a Copa. Um time de barriga cheia. Cansado de conquistas. Se a legislação da Fifa permitisse, eu teria até tirado alguns deles do grupo.

Como assim, cortado?

Eu tive de fazer alguns cortes importantes agora na África do Sul. E fiz sem medo, sem problema algum. Sou assim, penso no grupo. Eu não pude fazer isso na Copa de 2006. Porque depois da convocação final, só sairiam jogadores por contusão. Como foi o caso do Edmílson. Eu repito que se estivesse valendo o critério de agora, os atletas desinteressados que encontrei não teriam ido ao Mundial.

Você está falando de Ronaldo, Adriano, Ronaldinho Gaúcho?

Não quero falar nomes. Todos sabem muito bem quem estava acima do peso. E o que essas pessoas fizeram para a seleção brasileira no mundial. O ser humano precisa sempre de desafio. Ter o bolso cheio, falta de vontade de conquistar é fatal. Principalmente no futebol. Não foi só o Brasil que ficou decepcionado com algumas pessoas, eu também. E o resultado aconteceu porque o desempenho da Seleção dependia desses jogadores. O time estava entrosado, não era só mudar e acabou. Foi decepcionante demais, não tive o que fazer. Não esperava que esses jogadores chegassem a uma Mundial daquela maneira, fora de forma. Isso era impensável para mim...

Mas você não era o comandante? Por que não tomou uma medida drástica?

Eu era o comandante, mas o time estava pronto, entrosado. Levei muito tempo para isso.Sim. Por três anos e meio o Brasil ganhou tudo. As pessoas fazem questão de esquecer a campanha maravilhosa que fizemos. Ganhamos tudo o que disputamos. Tanto que chegamos como superfavoritos a ganhar a Copa. Não tinha quem não apostasse contra o Brasil. E eu era o treinador também quando tudo estava dando certo. Acontece que fui surpreendido com o que encontrei. Fizemos o possível para condicionar os jogadores. Apostei na superação. Eram jogadores com currículo, vencedores. Só que o time fracassou.

Por que você morreu abraçado com o quadrado mágico?

Agora é fácil criticar, mas quem não apostaria em Kaká, Ronaldo, Ronaldinho Gaúcho e Adriano? Quem não gostaria de ter esses jogadores na sua seleção? O time estava montado, pronto para que eles jogassem tudo o que pudessem. Mas para isso eles deveriam estar bem fisicamente. E não foi o caso. Não posso ser o culpado.... Não mereço.... E vou falar a verdade para você, Cosme, não carrego esse trauma comigo, não. Eu deletei. Tenho parte da culpa, mas não a culpa inteira. Assim como não fico olhando no espelho e me vangloriando por ter ganho a Copa de 1994. Tudo é um processo. Fui apenas uma peça. Mas parece que é mais fácil no Brasil crucificar um técnico. Fica mais fácil para as pessoas entenderem. Mas isso é uma mentira. Técnico nenhum ganha ou perde sozinho uma Copa do Mundo. Nenhum.

Vamos, por favor, tocar no ponto que é a desculpa para o Dunga ter trancado a concentração brasileira. A preparação para a Copa em Weggis, na Suíça, foi uma farra. Com torcida, mulatas, escolas de samba nas arquibancadas. Não houve concentração nenhuma para o time... A postura de Dunga foi fazer o contrário do que você permitiu. E não está havendo um exagero?

Sou sincero. Não esperava aquele clima em Weggis. Aquela agitação toda não serve para um time com a responsabilidade do Brasil que vai disputar uma Copa do Mundo. Mas as pessoas precisam pensar um pouco. Existem coisas na seleção brasileira que não cabe ao técnico dizer se elas vão acontecer assim ou não. Tentei de todas as formas proteger o grupo. Fiz o meu papel. Tenho a consciência tranquila. Você me conhece há anos. Sabe que sou uma pessoa muito séria.

Você quer dizer que treinar em Weggis, com aquela arquibancada lotada, mulher invadindo o campo para abraçar o Ronaldinho Gaúcho foi uma decisão que veio acima do seu cargo. Hieraquicamente você não teria como dizer não...

É evidente que não poderia dizer não para Weggis. Nenhum técnico poderia. Basta as pessoas pensarem um pouco. É mais simples culpar o Parreira, o Zagallo. Mas às vezes eu fico assustado como as pessoas buscam explicações simplórias para as coisas. A preparação não foi a ideal. Pelo contrário até. Mas é muito pobre pensar que o Brasil perdeu a Copa pelo que aconteceu em Weggis. Foi pela falta de ambição e falta de comprometimento de jogadores fundamentais. Por pesar mais de 100 quilos...

Parreira, você foi até considerado fraco para conter as baladas. Como é que um técnico libera jogadores para farrear até as cinco da manhã em plena Copa do Mundo?

A imprensa brasileira caiu nesta desculpa fácil, infantil. E mentirosa. Ou os jornalistas não sabiam que em 2002, com o Felipão, os jogadores também não iam aproveitar suas folgas após os jogos? E voltavam de madrugada como em 2006? Em 1970 já era assim. Em 1994 também. Os jogadores sempre saíram depois das partidas e voltavam de madrugada. Eu vou participar da minha oitava Copa e aprendi uma coisa. Quando o time perde, tudo é desculpa. Mas quanto ganha tudo estava certo. Futebol é assim. Essa folgas que todos falam até hoje sempre aconteceram. Sempre. Não fui eu quem inventei. E sei que o Brasil não perdeu a Copa por causa delas. E digo mais, grupo nenhum fica preso na concentração por 40, 50 dias. Isso não existe.

Mas até as cinco da manhã não era demais?

Era depois dos jogos. Depois os atletas dormiam o dia todo, se recuperavam. Isso sempre aconteceu. Preste atenção: essas folgas não tiveram a menor culpa na derrota da Copa. O problema eu já falei várias vezes a você: a falta de vontade, de responsabilidade, de comprometimento.

Ninguém melhor do que você para confirmar se o Roberto Carlos teve alguma culpa no gol de Henry que eliminou o Brasil da Copa de 2006. Ele estar arrumando as meias na cobrança de falta foi fatal?

O Roberto Carlos tem um metro e meio. O lugar dele nunca foi dentro da área em faltas levantadas para a área. Ele deveria estar na frente, esperando o rebote. Mas atento. Estar arrumando as meias mostrou displicência. Mas ele não deveria estar marcando o Henry, que mede o dobro dele. Houve um erro coletivo dos nossos jogadores altos. Não dele. O Roberto Carlos não merece essa culpa que querem jogar nos ombros dele. Eu era o técnico e o absolvo. Só critico a displicência. Bola em jogo não se deve ficar arrumando meia.

Todas essas explicações que você está dando agora poderiam ter sido evitadas. Eu sei que você não queria ser o treinador de 2006. Estava bem, consagrado com a conquista de 1994...

É verdade. Eu não queria de jeito nenhum. Mas acontece que o Felipão ganhou em 2002 e saiu. Eu estava fazendo um sucesso incrível com o Corinthians. O time estava realmente muito bem. O Brasil inteiro estava impressionado com a força da equipe. Foi quando o Ricardo resolveu me chamar. Falei que não, várias vezes. Não queria. Mas o Ricardo me perguntou por que eu estava recusando o melhor emprego do mundo. Dirigir a melhor seleção do mundo. Parei, pensei nos jogadores. Na importância da Copa do Mundo. Em trabalhar de novo com o Zagallo na seleção. Com o Américo Faria, que é muito meu amigo. E acabei aceitando. Sei que a próxima pergunta é se me arrependo. Não me arrependo, não. Ganhei a Copa América e a Copa das Confederações, que faltava no meu currículo.

O que você faria de diferente se pudesse voltar à Copa de 2006?

Não poderia fazer nada. Porque não saberia como os jogadores chegariam para o Mundial. E vou dizer mais. Não fico pensando nisso. Da mesma maneira que não fico pensando como consegui ganhar a Copa de 1994, depois de 24 anos de fracassos do Brasil no Mundial. E eu sou o primeiro a falar: não ganhei sozinho 1994 e não perdi sozinho em 2006.

O Dunga está certo em usar o exemplo de 2006 para trancar a seleção brasileira na concentração?

Conheço profundamente o Dunga. Não foi por acaso o meu capitão na conquista do tetracampeonato. Ele tem os seus critérios para estar agindo dessa maneira. Mas vou repetir o quanto puder que o Brasil não perdeu a Copa na preparação em 2006. Como também garanto que não será a preparação que fará qualquer time ganhar o Mundial daqui da África.

Quais são as chances da África do Sul na Copa?

Tenho uma seleção inexperiente internacionalmente. Só um jogador meu é titular na Europa. Vamos lutar muito para tentar nos classificar na primeira fase da Copa do Mundo. Será uma façanha. O grupo é dificílimo. Com México, Uruguai e França. A África do Sul vai depender demais do apoio da torcida e do espírito de superação. Vamos para a guerra. Eu confio no algo a mais que cada um terá de dar neste mundial.

O Brasil do Dunga tem chances de ser campeão?

Muitas. O Brasil tem o melhor time do mundo. Melhor. Mas não vou entrar em detalhes. Agora o problema é do Dunga. E eu desejo toda boa sorte para ele. Temos uma amizade sincera. Preciso ir embora, Cosme...

A última pergunta. O que você fará depois da Copa?

Seis meses de 'dolce far niente'. Não vou fazer nada a não ser esperar o nascimento do meu quarto neto. Depois vou pensar. Tentei parar de trabalhar como treinador e virar um administrador. Mas o trabalho é dobrado. Acredito que posso continuar como técnico. Ainda tenho muita energia.

Pensa ainda na seleção brasileira?

Não. Meu ciclo na seleção do Brasil se encerrou em 2006. Tchau, Cosme...

Santos, Fluminense e … Corinthians interessados em Valdivia…

divulgação928 Santos, Fluminense e ... Corinthians interessados em Valdivia...
Santos, Fluminense e...Corinthians.

Esses são os três clubes que sondaram o conselheiro do Palmeiras, Osório Furlan Júnior.

Três que vão disputar a Libertadores...

Ele tem 36% dos direitos federativos de Valdivia.

Pagou por eles: R$ 5 milhões do próprio bolso.

E quer uma definição sobre o que o clube irá fazer com seu jogador.

Rememorando, Felipão pediu e o clube fez um documento exigindo que Valdivia se cuidasse nas férias.

E ameaçava multá-lo em 40% do seu salário caso participasse de amistosos ou simples bate-bolas.

O documento foi feito apenas para ele.

Os demais jogadores do Palmeiras não receberam nada parecido.

Valdivia ficou revoltado e alegou que jogou machucado para ajudar o Palmeiras, a pedido do técnico.

E não quis assinar o documento.

O Palmeiras mandou uma cópia ao Sindicato dos Jogadores Profissionais de São Paulo uma cópia do documento.

Seria uma prova que o departamento jurídico do clube considerava importantíssima no caso dele voltar contundido.

Valdivia foi claro.

Disse que só voltaria ao clube se fosse tratado com respeito.

Inclusive do treinador.

O presidente Belluzzo está tentando aproximar as duas partes, Valdivia e Felipão.

Mas está faltando boa vontade dos dois lados.

Felipão nunca foi desafiado como foi agora.

E em toda a sua carreira.

Osório é candidato a vice-presidente na chapa de Palaia na eleição à presidente do clube no dia 17 de janeiro de 2011.

Mas ele garante que isso não importa.

Prevenido, conhece bem demais o gênio de Valdivia.

Se os dirigentes palmeirenses resolverem mesmo puni-lo pelas declarações exigindo respeito, o chileno é capaz de querer atuar em outro time.

E Osório quer liberdade para emprestá-lo ou vendê-lo a quem quiser.

Até para o Corinthians.

Por quê não?

"Há três clubes que vão disputar a Libertadores e já me sondaram sobre o Valdivia...", confirmou Osório.

E já está até definido o planejamento em caso de rompimento entre Valdivia e Palmeiras.

Osório quer a liberação por escrito da direção do clube de que poderá negociar o meia com que achar melhor.

Nada de proibição para clubes brasileiros, principalmente o Corinthians.

Andres Sanches confidenciou que na Copa do Mundo sondou mesmo o chileno.

E só desistiu quando soube uma negociação envolvendo Valdivia chegaria a R$ 14 milhões.

Agora a situação estaria bem mais fácil com o desgaste entre o meia e Scolari.

Para evitar briga com Belluzzo, com quem se dá bem, Andres diz que 'agora' Valdívia não interessa.

O 'agora' é vago de propósito.

Sobre toda a confusão, Osório fez questão de deixar um alerta.

"O jogador de futebol é um patrimônio, um bem do clube.

Treinador, não.

Vem e vai embora.

Quando quiser..."

Está claro que ele não valoriza Scolari.

Valdivia foi o jogador em toda a história que o Palmeiras investiu mais dinheiro...

Ronaldo fez o Corinthians travar seu planejamento para a Libertadores por Adriano. Tempo precioso perdido. E agora?

reuters29 Ronaldo fez o Corinthians travar seu planejamento para a Libertadores por Adriano. Tempo precioso perdido. E agora?
Desde a semana passada, Andrés Sanchez vinha tentando desviar o foco.

O empresário Gilmar Rinaldi foi claro com ele: Adriano não viria para o Corinthians.

E nem para clube nenhum do Brasil.

Ficaria na Roma.

Isso foi antes do domingo passado, na vitória contra o Milan, quando o atacante jogou como titular.

E acabou elogiado por todos: técnico, imprensa e torcida.

Antes de sair de Roma, o jogador deixou todos sossegados, garantindo que seguiria sua vida normalmente.

Agradeceria a Ronaldo, que realmente se dispôs a fazer tudo para ter a sua companhia, e ponto final.

O pior foi que a diretoria corintiana ficou paralisada por 40 dias esperando que Ronaldo conseguisse Adriano.

Os dirigentes sonharam com um reforço de alcance mundial sem gastar.

Como em um conto de Natal, eles esperavam que Adriano conseguisse se livrar do contrato de três anos com a Roma.

Pouca gente no Parque São Jorge levava em consideração os cerca de 6 milhões de euros que o clube investiu nele.

Pagou 3 milhões de luvas e mais 3 milhões pela primeira temporada.

Cerca de R$ 13,4 milhões.

Ela acertou 3 milhões de euros (cerca de R$ 6,7 milhões) por ano até 2013.

Conselheiros ligados ao presidente Belluzzo do Palmeiras insistiram com Felipão.

Ele deveria ligar para Adriano, pois dinheiro para o salário de R$ 1 milhão, esses conselheiros garantiriam.

Mas foi pura perda de tempo.

Havia o problema da liberação da Roma e o convite feito anteriormente por Ronaldo.

Patricia Amorim também resolveu entrar na onda e autorizou a sondagem pelo Imperador.

Só por tentar.

Não tinha nem os R$ 1 milhão para oferecer e ouviu sutilmente a negativa, que ficaria na Roma.

Gilmar Rinaldi se mostrou tranquilo e repetiu várias vezes a amigos:

"Não menti para ninguém. Falei que o Adriano não voltaria ao Brasil."

Com isso ele não se responsabiliza por clubes como o Corinthians que pararam seu planejamento apostando no atacante ao lado de Ronaldo.

O jogador lançou seu projeto social há pouco na amada e sofrida favela Vila Cruzeiro.

Foi lá o palco que escolheu para dizer que continuará na Itália.

Ele recebeu o convite de Ronaldo quando estava deprimido.

Chegou na Roma com 15 quilos acima e nem era relacionado.

Ele emagreceu e tudo mudou.

Mas Adriano nunca prometeu que iria de qualquer maneira para o Corinthians.

Dependeria do que acontecesse na Roma.

Ele repetiu isso várias vezes a Ronaldo.

E confirmou agora, às 13h07, pela TV: ficará na Itália.

"Não tem como sair da Roma agora.

Dia 29 volto para lá."

Ponto final...

Ou seja: se iludiu quem quis...

Sem conseguir segurar Marcelinho Paraíba, São Paulo apela para factóide Beckham. Ainda bem que ninguém acreditou…

reuteres003 Sem conseguir segurar Marcelinho Paraíba, São Paulo apela para factóide Beckham. Ainda bem que ninguém acreditou...
Foi o factóide da terça-feira.

O São Paulo interessado em Beckham.

O clube não sabe se continua ou não com Marcelinho Paraíba e tenta contratar o jogador símbolo do futebol nos Estados Unidos.

O eterno auxiliar e olheiro Milton Cruz fez uma mera consulta em um bate papo com o inglês.

O São Paulo tem emprestado jovens jogadores para o Los Angeles Galaxy para ampliar o mercado.

Cruz foi até lá para ver qual a real situação desses atletas.

E bem falante, se aproximou de Beckham e arriscou.

O inglês foi educado, agradeceu, recusou a inusitada sondagem e seguiu a vida.

Fez bem porque nunca houve no São Paulo um plano sério para David Beckham.

Ele é o jogador de futebol que mais recebe nos Estados Unidos.

Só do clube, cerca de R$ 14,6 milhões por ano.

Fora premiações especiais.

E publicidade, muita publicidade.

Em média, ele ganhar cerca de R$ 20 milhões por ano atuando no Los Angeles Galaxy e morando nos EUA.

Fora as inúmeras publicidades feitas por sua mulher Victoria, ex-Spice Girls.

Milton Cruz teve seus cinco minutos de fama com esse factóide irresponsável neste final de ano.

Na vida real, o São Paulo implora para Alex dê prioriade ao clube se não renovar seu contrato com o Fenerbhace.

E em maio ele viria de graça.

O clube desistiu de Wagner do Lokomotiv por ser muito caro.

Carpegiani sonha acordado com Branquinho do Atlético Paranaense.

O metrosexual Beckham foi uma iniciativa insólita e bizarra de Milton Cruz.

É ela só foi levada a sério por gente inocente e fora do São Paulo.

Fica claro que até o contido auxiliar sabia que a conversa não iria dar em nada.

E a espalhou para tentar mostrar prestígio.

Mas se for analisada a sério, sua atitude foi ridícula, tola.

Ou alguém imaginou de verdade, Beckham estreando contra o Treze na Paraíba, pela Copa do Brasil.

E sua esposa Victória toda vestida de Armani nas tribunas do estádio Amigão tomando suco da açaí?

Pior para quem acreditou nesta bobagem...