75 pessoas em um jogo do Campeonato Carioca. Acabou a luz no Gaúcho. As catracas foram puladas no Cearense. Esses são os Estaduais que enriquecem as Federações…

As cenas não foram no Egito.

Foram no Brasil, em Fortaleza, no estádio Presidente Vargas.

Getúlio cometeria suícidio novamente se vissem o que seu país virou.

O jogo foi entre Ceará e Tiradentes pelo Campeonato Cearense.

A Federação Cearense disse que não tem nada a ver com o que aconteceu.

A responsabilidade é do clube que manda o jogo.

E ponto final.

Em Santa Cruz do Sul, jogavam Avenida e Canoas.

A partida estava empatada em 3 a 3.

Mas aos 30 minutos do segundo tempo, a luz acabou.

E o jogo não terminou.

Bonsucesso e Madureira, pelo nobre Campeonato Carioca.

A partida foi em Moça Bonita.

Público pagante.

75 torcedores.

No interior paulista, os clubes aumentam os preços de ingresso.

E os times grandes levam reserva.

Pouquíssima gente no estádio.

Os índices de audiência despencam.

Jogadores desgastados.

Treinadores irritados com partidas que não levam a nada.

Esses são os estaduais no Brasil.

Só servem para os presidentes de Federações mostrarem poder político.

Enriquecer suas entidades com a venda da transmissão dos jogos.

E agora se esbaldar com o naming rights.

Sim, alguns estaduais no Brasil levam o nome de um patrocinador.

O dinheiro é das Federações.

Assim como os árbitros não recebem um tostão das publicidade que mostram nas costas...

Está entendido o porquê de eles nunca terminarem no Brasil?

Vamos é pular catraca...

Simples operários unidos mostram o lado podre da Copa do Mundo no Brasil. A construção das arenas. A proposital falta de um órgão para controlar todas as 12. Basta comparar com a África e passamos vergonha…

AE1 Simples operários unidos mostram o lado podre da Copa do Mundo no Brasil. A construção das arenas. A proposital falta de um órgão para controlar todas as 12. Basta comparar com a África e passamos vergonha...
Na África do Sul, a decisão era simples.

Havia um comitê responsável pela construção das arenas da Copa de 2010.

Tudo centralizado e controlado.

Havia uma uniformidade em relação aos trabalhadores.

Todos recebiam a mesma coisa.

A segurança, alimentação, transporte, higiene...

Havia um padrão e ponto final.

Esse comitê também avaliava os gastos de cada obra para evitar o superfaturamento.

Isso aconteceu na África do Sul.

Da forma mais transparente possível.

No Brasil, não.

O governo e Comitê Organizador Local oficializaram a confusão, o descontrole.

Parece que foi proposital.

Parece...

Tudo tem origem no escândalo das 12 arenas.

Em todas as copas, o número máximo de estádios exigidos era oito.

Por quê no Brasil subiu para 12?

Porque nosso país aceitou.

Festa para as construtoras.

Depois, e muito pior, foi a liberação absurda.

Cada estado é responsável pela construção da sua arena.

Oportunidade para cada governador, prefeito, senadores, deputados, vereadores, tirarem sua casquinha.

Contratarem as empreiteiras que acharem melhor.

Pagando quanto quiser, dando condição de trabalho que achar melhor, ou pior, aos operários.

Ninguém precisa dar satisfação a ninguém em relação a isso.

Os cadernos de encargo da Fifa devem ser seguidos como cada um achar melhor.

E acabou.

Sem um controle único das 12 arenas fica garantida a bagunça, a falta de transparência.

A única preocupação do governo central é o prazo.

O estádios precisam estar prontos para a Copa.

Não importa como.

Nem quanto for o gasto.

A ameaça de greve dos 25 mil trabalhadores nas arenas brasileiras é importante, fundamental.

Alerta as autoridades que ainda têm um certo grau de decência, os absurdos que acontecem no Brasil.

Apostando no silêncio das operários, há todo tipo de abuso.

Desde a distribuição de comida estragada, falta de banheiros, turnos exaustivos de trabalho...

Descontrole proposital em relação às horas extras, falta de plano de saúde, maus tratos...

Condições, que juntas, remetem a algo perto do trabalho escravo.

Que os operários tenham coragem.

Se as condições de trabalho não forem muito melhoradas e unificadas, que façam a greve.

Recebam Blatter de braços cruzados.

Paralisem as arenas.

Mostrem que não aceitam serem escravos de ninguém.

E que desejam apenas trabalhar de uma maneira decente.

Quem manda na Copa de 2014 articulou essa bagunça inaceitável com interesses vergonhosos...

Mas não contava com esse efeito colateral.

A revolta da classe operária.

A situação é mais séria do que parece.

Muito mais.

Lembrando, esta é a Copa mais cara da história.

Custará aos cofres público, R$ 70 bilhões.

Mais do que os mundiais do Japão, Alemanha e da África do Sul.

Juntos.

É ou não é para dar orgulho?

Com o Brasil ninguém pode.

Até na gastança...

O País vai pagar satisfeito mais do que as três...

Enquanto isso, Ronaldo promete jogar com os operários que terminarem suas arenas.

Não pôquer, que tanto gosta.

Os trabalhadores não teriam dinheiro para suas rodadas.

Vai disputar peladas.

É essa a contribuição que ele acha que está dando ao seu país.

E quer que todos se orgulhem.

Da Copa de 2014 no Brasil...

E do seu desempenho como membro executivo do Comitê Organizador Local...

O Corinthians contratou a peça que faltava para brigar pela Libertadores. Recontratou Douglas, o meia pensante e talentoso que havia saído pela estupidez dos dirigentes…

divulgacao42 O Corinthians contratou a peça que faltava para brigar pela Libertadores. Recontratou Douglas, o meia pensante e talentoso que havia saído pela estupidez dos dirigentes...
Em 2009 o Corinthians tinha o melhor time da América Latina.

Ganhou o Campeonato Paulista e a Copa do Brasil com sobras.

Ronaldo estava sensacional.

O time era moderno, compacto, vibrante, talentoso.

Se tivesse disputado a Libertadores naquele semestre poderia ter se livrado da sina de não conquistar o torneio.

Mas poderia ter disputado com o mesmo time a Libertadores do centenário, a de 2010.

Mas aí entra a filosofia do vice de futebol, o delegado Mário Gobbi.

"Futebol é business."

E o clube feriu de morte o time bem montado por Mano Menezes, no seu último bom trabalho como técnico.

Vendeu André Santos, Cristian e Douglas.

André era o único que queria sair.

Insistia que queria ganhar o dinheiro oferecido pelos turcos do Fenerbhace.

Sua postura foi clara, queria sair de qualquer jeito.

Faltou visão e competência à diretoria para convencê-lo.

Se ele ficasse para a Libertadores e o clube vencesse, ele sairia muito mais valorizado.

Mesmo os parceiros donos do fatiado jogador poderiam ser convencidos.

Só que os dirigentes não se deram ao trabalho.

Pior foi com Cristian.

O volante não deseja ir embora de maneira alguma.

Só que não teve opção.

A direção impôs a negociação goela abaixo do jogador.

Insistiu que ele conquistaria a sua independência financeira.

E que um dia voltaria.

Assim foi despachado também para o Fenerbhace.

Dougla era o cérebro da equipe.

Vivia a sua melhor fase.

Ronaldo adorava jogar ao seu lado.

Inteligente, sempre soube articular muito bem o ataque dos times em que atuou.

Nunca tinha atuado por uma equipe tão popular e com tanto sucesso.

Estava deslumbrado.

Acreditava que poderia não só ganhar a Libertadores.

Mas disputar a Copa de 2010.

Ronaldo era o maior defensor da sua candidatura à meia no time de Dunga.

Só que a filosofia de 'futebol é business' acabou com seu sonho.

Os dirigentes não pensaram duas vezes em vendê-lo aos Emirados Árabes.

Foi jogar no Al Wasl.

Conversei com ele por telefone.

"Não queria ter ido.

Falei com todos no Corinthians.

Mas não houve jeito.

Queriam me vender.

Quando é assim, o jogador não pode fazer nada.

Mas eu gostaria muito de voltar."

Isso em 2009...

Ou seja, há três anos ele acalentava o desejo do retorno.

A excelente atuação de Andres Sanchez e Mario 'futebol é business' Gobbi teve consequências...

A venda do trio resultou em R$ 32 milhões.

Bom valor.

Não fosse por um detalhe.

Ao Corinthians coube R$ 11 milhões.

E parcelados...

A diretoria desmanchou o melhor time que teve na última década por migalhas.

A equipe nunca mais venceu nada.

Foi um fracasso na Libertadores.

Ronaldo começou o seu processo de engorda na saída do trio.

"Perder três jogadores importantes de uma vez em um time azeitado é duro.

Não se repõe de uma hora para outra.

Sofremos com isso", confessou, na épóca, Mano Menezes.

O arrependimento foi generalizado no clube.

A transação dos três acabou sendo um enorme erro admitido depois por Andres.

Nos Emirados Árabes, Douglas teve a proposta do Palmeiras para voltar ao Brasil.

Foi o primeiro time a se interessar por ele.

Só que o meia não quis confusão na sua vida e preferiu esperar outra proposta.

Ela não demorou.

O Grêmio o foi buscar.

E mesmo no competitivo e duro futebol gaúcho, ele conseguiu impor a sua técnica no meio de campo.

Chegou à Seleção nas mãos de Mano Menezes.

Mas foi displicente num jogo em que não poderia: contra a Argentina de verdade, com Messi e tudo.

Falhou no lance do gol da derrota do Brasil.

Vingativo e esperto para repassar responsabilidade em derrotas, Mano nunca mais o chamou.

E Douglas se desmotivou no Grêmio.

Embora muito talentoso, ele é o típico jogador que precisa estar sempre sendo estimulado.

A falta de rumo do clube gaúcho, como contratações feita à base do coração, como Renato Portaluppi o desestimulou de vez.

Enquanto isso, o Corinthians buscava um meia pensante de qualquer maneira para a Libertadores de 2012.

Desde setembro de 2011, o clube articulava buscar Montillo.

Quando o Cruzeiro perdia qualquer chance de conseguir vaga para a Libertadores, o caminho ficou aberto.

Irmãos de filosofia, de estilo de vida, Andres e Zezé Perrella tinham combinado o negócio.

Só que o novo presidente eleito, Gilvan Tavares não quis.

Acreditou que compraria briga com os torcedores logo de cara.

E mesmo com o meia implorando a sua saída, resolveu segurá-lo.

Apesar de não ter dinheiro sequer para pagar os salários em dia.

A direção corintiana esperou o quanto pôde.

Insistiu, aumentou proposta.

Incluiu jogador na transação.

Mas Gilvan foi categórico.

Não quis vender por menos de 15 milhões de euros.

Mais de R$ 33 milhões.

Não houve jeito.

Tite ficou desesperado.

Sabia que precisava de um meia que pensasse o jogo.

Alex flutua, corre de um lado do outro da intermediária, chuta forte, mas não tem esse dom.

Danilo é muito técnico, lúcido, mas sua condição física, sua letargia o impede de assumir a função.

Se o Cruzeiro não aceitava os R$ 22,5 milhões que o clube paulista chegou a oferecer...

Uma solução surgiu no horizonte.

Douglas queria sair do Grêmio.

Voltar para São Paulo.

Outra vez, para variar, recusou proposta do Palmeiras.

Pelo mesmo motivo, não queria enfrentar as organizadas do clube.

E esperava por uma transação.

O São Paulo teve a chance.

Mas Juvenal Juvêncio e Leão queriam um atleta mais vibrante.

E fecharam com Jadson.

Foi quando os sinais chegaram ao Corinthians.

E três anos depois, o clube se redime.

Por uma pechincha, R$ 3 milhões, recontrata o jogador que não deveria ter vendido.

Tudo mudou, o time é outro.

Mas Douglas pode ser muito importante na caminhada da Libertadores.

É o jogador que faltava na engrenagem.

Precisava desesperadamente de um meia pensante, talentoso, articulador.

Alguém para ditar o ritmo do jogo.

Um maestro.

Desde que Tite saiba estimulá-lo, foi uma excelente contratação.

A volta de quem nunca deveria ter ido.

O clube comprou a peça certa no melhor momento.

Agora pode brigar para valer pela sonhada Libertadores...

A decadência de Vanderlei Luxemburgo. O ego acabou com um excepcional treinador. O Flamengo paga para se livrar dele…

divulgacao94 A decadência de Vanderlei Luxemburgo. O ego acabou com um excepcional treinador. O Flamengo paga para se livrar dele...
Não adiantaram nada os beijinhos...

Os abraços, o jogo de cena.

Ronaldinho Gaúcho e Michel Levy derrubaram Luxemburgo do Flamengo.

A dócil entrevista que deu depois da vitória diante do Real Potosí de nada adiantou.

Está cada vez mais claro que o seu ciclo no futebol brasileiro acabou.

Pelo menos para ser levado em consideração para os grandes clubes.

Impossível pensar em Luxemburgo na Seleção Brasileira.

Ele virou companheiro fixo do fracasso.

Foi despachado do Santos, do Palmeiras, do Atlético Mineiro.

E agora, do seu clube do coração, o Flamengo.

Foi mandando embora sem o menor ressentimento.

Assim como Belluzzo, Kalil, Patricia Amorim sente um imenso alívio ao se livrar do problemático técnico.

Desde que colocou na cabeça que treinar um time é pouco para ele, Vanderlei mergulhou na decadência.

Passou a se preocupar com quanto o jogador ganha, quem o clube deve contratar, como deve pagar, quem tem de vender e por quanto.

Deixou a preocupação básica com o esquema tático para ficar investigando jogador.

Caçando se ele leva mulher para concentração.

Em vez de deixar esse trabalho para o chefe da segurança e diretoria.

Incoerente, ao mesmo tempo em que vigia os atletas, samba com eles na avenida.

Dá beijinho no rosto de alguns.

De outros mal sabe o nome.

Cercado de sanguessugas, Luxemburgo pensa que é mais importante que os clubes em que trabalha.

Esses parasitas que o cercam o transformaram.

Incentivaram o seu imenso ego.

O convenceram que deveria ensinar futebol para o mundo.

E fez questão de criar um instituto com seu nome.

Como gostaria que fosse escrito, com w e y.

E abolindo o Silva, que detesta.

Instituto Wanderley Luxemburgo.

E nunca Instituto Vanderlei Luxemburgo da Silva.

Seus delírios de poder também alcançaram a política.

Ele pensa seriamente em ser candidato ao senado por Tocantins.

Por isso, o futebol saiu do seu único foco.

A esperança que mudasse era o Flamengo.

Com toda a inexperiência no futebol, Patricia Amorim foi uma presa fácil.

Cedeu diante da conversa modernista de Vanderlei.

Ele continua se vendendo muito melhor do que é.

Propôs transformar o Flamengo em um dos melhores clubes do mundo.

Tinha plano para Centro de Treinamento, administração do Maracanã ou construção do estádio.

Eram planos e mais planos.

Só que sua função básica foi muito mal exercida.

Bate no peito e diz que salvou o time da Segunda Divisão no ano passado.

Mas a equipe nunca esteve tão mal.

Quase ele levou o Atlético Mineiro à série B.

Avalizou a contrataçãode jogadores descompromissados.

E chegou muitas vezes nem a treinar o time...

Alexandre Kalil já repetiu várias vezes que se o mantivesse, o destino do seu time seria trágico.

Luxemburgo ganhou o Carioca de forma invicta.

O principal adversário, o Fluminense estava envolvido na Libertadores.

Mas os resultados a seguir nunca esconderam sua decadência como técnico.

A eliminação da Copa do Brasil para o Ceará.

Ceará de Vagner Mancini!

Depois a queda na Copa Sul-Americana, perdendo por 4 a 0 para a Universidad de Chile.

No Brasileiro, seu time ficou dez partidas sem uma única vitória.

Classificou-se para a Libertadores no sufoco.

Foi quando começou a sua derrocada na Gávea.

O Conselho Deliberativo votou contra a sua função de manager.

Ele deveria ficar treinando o time e só.

Mas era pouco para ele.

Quando os salários atrasaram, ele cobrou publicamente.

Desmoralizou o vice de finanças Michel Levy.

E ganhou o seu pior inimigo.

Colecionar inimigos é algo que Luxemburgo faz muito bem.

Depois foi se meter com Ronaldinho.

Os dois já tinham problemas antes da concentração em Londrina.

O que aconteceu lá foi o ponto final.

O jogador soube que foi ele quem vazou a jornalistas que ele estaria acompanhado na concentração.

E passou a não mais falar com ele.

Procurou Patricia Amorim e disse que não continuaria no Flamengo tendo Luxemburgo como técnico.

O laço foi apertando na Bolívia.

Dentro do gramado, taticamente, Luxemburgo é uma sombra do que foi.

A coragem, o brilhantismo, a mudança de estratégia durante o jogo.

Tudo é coisa do passado.

Contra o fraco Potosí ele colocou o time para empatar.

Quatro volantes no meio de campo.

Uma pobreza intelectual, atitude covarde, constrangedora.

O Flamengo perdeu por 2 a 1 e ele comemorou.

Disse que seu plano havia dado certo.

Ele pensou que o Flamengo houvesse se apequenado tanto.

Foi aí que cometeu seu suicídio.

Levy conseguiu unir toda a direção do clube contra ele.

Ronaldinho liderou os jogadores.

Basta prestar atenção nos gols de ontem.

Nenhum jogador foi comemorar o gol com o indesejado técnico.

Luxemburgo sonhava que a multa de R$ 3,3 milhões o salvaria.

Mas a revolta é tanta contra ele, que não houve jeito.

Nem Patricia Amorim que chegou a garantir ontem que ele continuaria, teve de ceder.

Ou então perderia todo o seu apoio político na Gávea.

E vai pagar para ele ir embora.

Quer apenas diminuir o preço da multa.

Mas aceita pagar para não o ter mais criando problemas na Gávea.

A determinação de Levy foi acabar com qualquer indício de Luxemburgo no futebol.

E seu preparador físico, Antônio Mello, seu auxiliar Júnior Lopes.

Ainda o diretor executivo Luiz Augusto Veloso e o gerente Isaias Tinoco.

A ideia é começar novo ciclo.

Os favoritos a trabalharem na Gávea são Joel Santana como treinador.

E Paulo Angioni como coordenador de futebol.

Luxemburgo nem fez questão de se despedir dos jogadores.

Sabe que haverá a menor tristeza com sua saída.

Muito pelo contrário.

Os jogadores já sabiam que ela iria acontecer.

Mesmo antes da partida de ontem contra o Potosí, eles sabiam.

O time vai seguir.

Mas agora o futuro de Vanderlei é incerto.

Ele não pisa no Palmeiras, no Santos, no São Paulo, no Corinthians.

No Cruzeiro também não trabalha, assim como no Atlético Mineiro.

Sua decadência está escancarada em praça pública.

Um excepcional treinador vencido pelo ego...

(Joel Santana pediu demissão ontem mesmo do Bahia.

E arrumou as malas para o Rio de Janeiro.

Está mais do que pronto.

Chegará o conciliador na Gávea...)

A faixa caiu. O Terceiro Mundo venceu o Imperialismo da Nike. A camisa da Seleção Brasileira volta a ser a camisa da Seleção Brasileira…

divulgacao7 A faixa caiu. O Terceiro Mundo venceu o Imperialismo da Nike. A camisa da Seleção Brasileira volta a ser a camisa da Seleção Brasileira...
Os comunistas do passado ficariam exultantes...

Comemorariam em praça pública.

O gigante do império norte-americano cedeu.

Diante do apelo dos brasileiros, terceiromundistas, a Nike pediu trégua.

E a partir de amanhã, a camisa da Seleção volta às origens.

Nada mais da inexplicável faixa verde no peito.

A modernidade perdeu diante do bom senso.

Com a ajudinha do péssimo futebol do time de Mano Menezes, a camisa com a faixa vai para o armário da história.

O que aconteceu foi a vitória da rejeição.

A Nike leva em consideração em primeiro lugar as vendas das camisas, o faturamento.

No mundo todo.

E as camisas da Seleção com o rabisco verde seguiram o futebol do time de Mano.

Foram mal.

Não emplacaram.

O sacrilégio não foi aceito.

Lógico que os números são sempre um segredo.

Mas em todas as partidas da Seleção em 2011 foi possível perceber nas arquibancadas.

E mesmo na rua, que o torcedor usava a tradicional, a inteira amarela.

Camisa que o Brasil usou nas suas cinco conquistas mundiais.

Com toda a pompa e circunstância, a multinacional lançará amanhã a camisa 'nova'.

Algumas alterações tecnológicas, cibernéticas...

Os estilistas mudaram a gola redonda para em V...

Mas o essencial estará lá.

Ela será amarela inteira.

Nos calções uma faixa para compensar a derrota.

Foi a pequena compensação que a Nike conseguiu.

Mas o resultado da guerra é claro, límpido.

Os ianques foram derrotados.

Neymar e Ganso mostrarão a vitória tupiniquim ao mundo.

O baixo clero da América do Sul pode vibrar.

Ler com paixão os Veias Abertas da América Latina.

O imperialismo perdeu uma.

Pelo menos uma.

Evoé...

divulgacao32 A faixa caiu. O Terceiro Mundo venceu o Imperialismo da Nike. A camisa da Seleção Brasileira volta a ser a camisa da Seleção Brasileira...

Ronaldo está desgastando a imagem dos dois maiores ídolos do esporte atual. Neymar e Anderson Silva. Eles estão no caminho do insuportável…

Superexposição.

Neymar e Anderson Silva são os dois maiores ídolos brasileiros.

Referências no futebol e no MMA.

Em comum, além da fama, a 9ine.

A agência de Ronaldo.

O lema da empresa é conseguir gerenciar a carreira dos melhores atletas do Brasil.

E com os dois, o caminho está sendo seguir o que o ex-jogador fazia.

Superexposição.

Os dois nunca estiveram tão expostos na mídia.

De uma maneira absurdamente exagerada.

Usando a sua ligação umbilical com a Globo...

Tão útil como no caso dos travestis...

Na reconcilação com a esposa...

Ronaldo fez da emissora carioca a segunda casa de Neymar e Anderson Silva.

O lutador só ainda não participou do Globo Rural.

Do resto esteve em todos os programas.

O jogador imita perfeitamente o que fazia Ronaldo quando jogava.

Procura o microfone da Globo para falar.

Além também de ser um frequentador assíduo da emissora.

Foi lá que ele também se redimiu em público depois da briga estúpida com Dorival Júnior.

Reconciliação de ídolos com a opinião pública por muito tempo foi especialidade de Patricia Poeta.

Com entrevistas que não ofereciam risco.

Anderson ainda não precisou.

Quando precisar sabe onde ir.

Em relação à superexposição, Ronaldo não percebeu que muita coisa mudou desde 1994, quando começou a ganhar espaço na mídia.

Os veículos se multiplicaram de maneira espantosa.

A ganância precisa ter uma medida.

Não há como colocar Anderson Silva e Neymar em todos os eventos que são chamados.

O atacante santista tomou uma atitude digna ao enfrentar a sua patrocinadora Lupo.

Na semana passada se recusou a desfilar apenas de cuecas em Gramado.

Fez muito bem.

Apesar de adorar um flash, ele viu que era demais.

Os grandes lutadores do MMA sempre sonharam com o reconhecimento no Brasil.

E por isso, Anderson ainda tem tolerado participações em humorísticos que tentam ridicularizar sua voz.

Não precisa.

Ele é um ídolo mundial.

Alguém precisa orientar não só Neymar e Anderson Silva.

Mas Ronaldo.

É ele que precisa entender que quem tem nas mãos.

Incentivar a idolatria e superexposição são duas coisas muito diferentes.

O Brasil já tem tão poucos personagens importantes...

Que a 9ine não os torne insuportáveis.

Ou a quem interessa Neymar dançando vestido de gorila?

Um ano do vexame diante do Tolima. Eliminação na Pré-Libertadores…. Ronaldo gordo demais e desprezo ao adversário. Os erros fatais do Corinthians…

AE Um ano do vexame diante do Tolima. Eliminação na Pré Libertadores.... Ronaldo gordo demais e desprezo ao adversário. Os erros fatais do Corinthians...
Hoje é um dia que o corintiano quer esquecer.

Pular do calendário...

Faz exatamente um ano a eliminação da Pré-Libertadores para o Tolima.

Vexame só superado na história pelo rebaixamento à Segunda Divisão do Brasileiro.

Com as classificações ontem de Internacional e Flamengo, tudo ainda fica um pouco pior.

A frustração, que tanta alegria provoca nos torcedores rivais, tem explicação.

Do roupeiro a até Andrés Sanchez, todos menosprezaram o Tolima.

E não tiveram coragem de vetar Ronaldo.

Com dores absurdas nas juntas do corpo e um sobrepeso perto de 14 quilos, ele foi um estorvo.

Prejudicou demais a equipe.

Não conseguia andar.

Nos treinos já era assim.

Tanto que, de tão envergonhado, ele encerrou a carreira logo após o jogo.

Porque se dependesse de Tite e Andrés estaria com a camisa 9 até hoje.

E a última vez que Ronaldo atuou pelo Corinthians foi em Ibagué.

Depois, ele inflou de vez.

A ponto de nem se esforçar por um jogo de despedida do clube.

O fim do relacionamento foi mesmo na Colômbia.

Outro jogador que teve o seu fim decretado no Parque São Jorge foi Roberto Carlos.

E de modo humilhante.

Tite alegou que ele tinha dores na coxa e não o colocou para jogar.

O lateral disse que tinha condições de atuar.

Na verdade, o técnico resolveu agir diante da decadência física do veterano atleta.

Foi constrangedor.

O clima ruim entre os dois refletiu no grupo de atletas.

Roberto Carlos era um dos líderes daquele time.

Outra demonstração de improviso, falta de visão do treinador.

Ele já queria o tirar do time há muito tempo.

Só que criou coragem apenas em Ibagué.

Entre os jogadores, ninguém se mostrava tenso, preocupado.

Todos acreditavam que depois do 0 a 0 no Pacaembu, seria fácil vencer o Tolima.

O espírito relaxado, descontraído do time bateu de frente com uma equipe competitiva, lutadora.

Sem nada de especial, mas muito determinados, os colombianos venceram por 2 a 0.

Todo o planejamento de 2011 foi comprometido.

Andrés Sanchez sonhava na sua última Libertadores como presidente...

E com Ronaldo em campo fazer uma festa inesquecível.

Se o Corinthians passasse pelo Tolima, iria arriscar.

Buscaria um ou dois reforços importantes.

O então presidente dizia a amigos que seria do nível de Diego Forlan, a quem havia tentado.

Quem esteve perto foi Paulo Henrique Ganso.

Se o clube passasse pelo Tolima, o acordo de cavalheiros com Luís Álvaro poderia ter sido desprezado.

O único motivo de orgulho de Andrés no vexame em Ibagué foi ter mantido Tite.

"O mundo queria que ele fosse embora.

Falei que quem mandava era eu e ele iria ficar.

E acabou ganhando o Brasileiro.

A culpa não foi dele pela derrota para o Tolima."

O dirigente sempre soube que para agradar a Hypermarcas, ele cobrava a permanência de Ronaldo como titular.

Esse foi o maior erro corintiano.

Somado ao menosprezo diante do humilde adversário...

O salário de Ronaldo pagaria todo o time colombiano...

E veio a humilhante e inesquecível eliminação.

Jucilei, Dentinho, Ronaldo e Roberto Carlos deixaram o clube com o vexame.

E o Corinthians se tornou uma equipe mais competitiva, vibrante e venceu o Campeonato Nacional.

Enquanto nenhum outro time brasileiro cair na Pré-Libertadores...

Dois de fevereiro será uma mancha na história corintiana.

E ela será lembrada nos quatro cantos do Brasil.

O dia em que o Corinthians foi eliminado em Ibagué.

Como dizem os cruéis...

Tolima day...

O inseguro Luxemburgo sabe que nada está decidido no Flamengo. A vitória contra o Potosí não é garantia de permanência. Para mandá-lo embora,como Ronaldinho quer, Patricia Amorim tem de bancar a multa de R$ 3,3 milhões…

divulgacao41 O inseguro Luxemburgo sabe que nada está decidido no Flamengo. A vitória contra o Potosí não é garantia de permanência. Para mandá lo embora,como Ronaldinho quer, Patricia Amorim tem de bancar a multa de R$ 3,3 milhões...
"Fui bem, não fui?"

A pergunta foi de Luxemburgo para o repórter Jorge Eduardo da rádio Globo/Rio.

Ele se referia à lamentável coletiva que deu após a vitória contra o Real Potosí.

O treinador fugiu de todas as perguntas.

Inseguro.

Disse que estava trabalhando já para a partida de sexta-feira contra o Olaria.

Ou seja: não estava demitido.

No mais, enrolou, não falou nada com nada.

E fez o que mais gosta.

Elogiar o próprio trabalho.

Disse que chegou para salvar o Flamengo da Segunda Divisão em 2010.

Salvou.

Depois ganhou o Carioca invicto e conseguiu a vaga para a Libertadores.

Ficou sete meses invicto.

Da eliminação da Copa do Brasil pelo Ceará de Vagner Mancini, ele não falou.

Nem pelos 4 a 0 que tomou da Universidad de Chile, no Engenhão, na eliminação da Copa Sul-Americana.

Muito menos dos dez jogos sem vencer no Brasileiro.

Destacar o lado favorável é típico dele.

Ficou claro que ele não vai pedir demissão.

Não quer perder o emprego e muito menos a multa de R$ 3,3 milhões.

Se o Flamengo quiser vê-lo longe terá de pagar.

Ele não está nem um pouco preocupado se Ronaldinho o quer ver longe da Gávea.

Assim como a maioria dos atletas.

O desgaste é evidente.

E percebido nos detalhes.

Todos sabiam que sua cabeça está a prêmio.

A ameaça de demissão é absoluta.

Mesmo assim, os jogadores titulares não fizeram questão de comemorar com ele os gols.

Léo Moura e, principalmente Ronaldinho Gaúcho, não quiseram lhe dar moral.

Uma mera corrida para o banco seria significativa.

Os experientes jogadores sabiam muito bem disso.

Por isso correram em sentindo inverso a Luxemburgo.

O Flamengo mostrou muita disposição e criou inúmeras chances no primeiro tempo.

Mas no segundo, a equipe cansou.

E Luxemburgo reforçou o sistema de marcação com medo dos bolivianos.

Houve muita tensão na vitória por 2 a 0.

A torcida ficou muito irritada porque o Real Potosí criou chances de empatar na etapa final.

O belo gol de Ronaldinho Gaúcho no final do segundo tempo aliviou o clima.

Mas o Flamengo outra vez foi um time muito irregular.

Outro detalhe que não pode ser desprezado foi a ausência dos dirigentes na coletiva de Luxemburgo.

Esta é a demonstração clássica de apoio incondicional.

Muito pelo contrário quando um dirigente não o acompanha.

Ele sabe que já se transformou em persona non grata na Gávea.

O motivo: expor Ronaldinho Gaúcho.

Deixar vazar que ele estava com mulher em Londrina.

Justo ele, a quem o Flamengo deve a maior parte dos salários dos últimos seis meses.

A Traffic não lhe pagou R$ 4,5 milhões.

E mesmo assim, ele foi o líder que o time precisava na vitória diante do Real Potosí.

De nada adiantaram os beijinhos, abraços.

A direção sabe que o jogador não suporta Luxemburgo.

Assim como grande parte da direção.

O vice Michel Levy telefonou e acertou até os salários de Joel Santana.

Ele tem a certeza que deixará o Bahia hoje e acertará sua ida ao Flamengo.

"Ninguém sabe o amanhã", disse Joel ontem ao ser questionado se estava se despedindo do Bahia.

Só que existem os R$ 3,3 milhões de multa.

Luxemburgo já mandou avisar Patricia Amorim que não abrirá mão.

A presidente está sem saber o que fazer.

Tem se aconselhado com os dirigentes que nomeou, mas juridicamente está amarrada.

A situação está confusa.

Nem mesmo a classificação na Pré-Libertadores mudou o quadro.

A insegurança de Luxemburgo é o maior sinal de que tudo pode mudar hoje.

A Gávea não está calma.

Muito pelo contrário.

O dia promete ser muito agitado.

Na prática, Luxemburgo conseguiu só algumas horas a mais como treinador do Flamengo.

A decisão sairá hoje.

(Isso se Patricia Amorim conseguir se controlar.

Após a vitória do Flamengo, ela colocava a culpa na imprensa pela crise que o clube vive.

"Vocês queriam me derrubar", dizia, incoerente.

Era a sua diretoria que deseja a saída de Luxemburgo.

Ela não quis dizer se ele continuará ou não.

Com certeza queria pensar.

Para tomar decisões importantes no Flamengo ela precisa ouvir muita gente...)

O espírito de Port Said já está no Brasil há muito tempo. Os erros são os mesmos, o descaso das autoridades, as selvagens organizadas fazendo o que querem. Só estamos esperando o nosso massacre…


Outra vez será a mesma história.

O mundo chocado.

A Fifa prometendo mudanças.

E daqui seis meses, todos se esquecem.

A selvageria dos torcedores e incompetência das autoridades se juntam outra vez.

O resultado...

Dezenas de mortos.

Até agora, 73 pessoas perderam a vida.

São mais de mil feridos.

Por um jogo de futebol no Egito.

Tudo filmado ao vivo, filmado.

Em 2012, a barbárie.

A falta de visão, planejamento, autoridade foi responsável pelo massacre.

E as gangues batizadas de torcidas organizadas.

Na cidade egípcia de Port Said haveria um jogo importante.

O time da casa, o Al-Masry, enfrentaria o melhor time do Egito: o invicto Al-Ahly.

O clima era de guerra.

 

As declarações irresponsáveis de dirigentes, de jogadores do Al-Masry...

O clima de guerra contagiou os torcedores.

Principalmente os membros das organizadas.

Os do Al-Masry eram esmagadora maioria.

As agências internacionais informam que houve negligência.

Falta de policiais no estádio.

E os que estavam não se importavam.

Esqueceram-se das suas obrigações e, omissos, colaboraram com a barbárie.

A partida já havia sido paralisada na comemoração de um dos gols do Al-Masry.

Os torcedores alucinados comemoraram com fogos de artifício.

E muitos sinalizadores de fumaça.

O estádio ficou um caos.

Era um sinal do que viria pela frente.

Ao final do jogo, confirmada a vitória do time local por 3 a 1, o terror.

Os policiais permissivos, nada fizeram para evitar a invasão dos torcedores do Al Masry.

Irresponsáveis, não tinham idéia do que estavam fazendo.

Quando tentaram agir, foi tarde.

Ensandecidos com a facilidade para entrar no gramado, os torcedores organizados partiram para a agressão aos jogadores e comissão técnica do Al-Ahly.

Esmurravam, chutavam, queriam linchar os adversários.

Eles conseguiram correr, fugir.

E acabaram se escondendo em um quartel perto do estádio.

Porque se não fossem para o quartel, poderiam ser mortos.

Nas arquibancadas ficou tudo pior.

Incentivados com a displicência da polícia, os torcedores do Al-Masry, em covarde maioria, partiram para cima da torcida do Al-Ahly.

Foi onde aconteceram as mortes.

Pessoas tentavam fugir e morriam pisoteadas.

Ou asfixiadas, presas entre as organizadas da casa e os alambrados.

No meio disso tudo, os policiais em pequeno número e despreparados tentavam fazer alguma coisa.

E agrediam quem passava pela frente.

As cenas começam a chegar de todos os lados.

Foi uma selvageria, lamentável.

A contagem de mortos e feridos só aumenta.

Até porque pessoas foram mortas no gramado, agredidas de todas as formas.

Linchadas por estarem com a camisa do Al-Ahly.

Até nos corredores que levavam ao vestiário torcedores foram mortos.

As autoridades egípcias suspenderam o campeonato devido à barbárie em Port Said.

Sempre é a mesma situação.

Depois que acontece, o início das providências.

Mas está cada vez mais claro: as torcidas organizadas são as grandes inimigas do futebol.

O que aconteceu no Egito foi a prova do que elas são capazes quando ficam livres.

E ainda mais em grande vantagem numérica diante do adversário.

Só medidas extremas como aconteceram na Inglaterra para acabar com seu poderio.

Medidas que o Egito deve tomar depois do massacre de hoje.

Sempre assim.

Depois que muitas vidas foram perdidas de maneira estúpida, as providências são tomadas.

O Brasil vai organizar a Copa do Mundo de 2014.

A maior comemoração da Fifa foi o acordo pela liberalização da cerveja.

Em troca permitirá um certo número de meias-entradas.

Ricardo Teixeira, o ministro Aldo Rebelo, Ronaldo, Dilma Rousseff comemoram.

Mas até hoje não há plano algum traçado em relação à segurança dos torcedores.

Só se pensa nos R$ 70 bilhões que o Brasil gastará com a Copa.

Uma notícia que poucas pessoas prestaram atenção.

E é chocante.

O secretário extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, José Ricardo Botelho, pediu demissão do cargo.

No dia 24 de janeiro.

A secretaria, vinculada ao Ministério da Justiça, foi criada no ano passado.

Sua função: coordenar e planejar as ações de segurança dos grandes eventos que o Brasil vai sediar nos próximos anos.

Botelho era responsável pelo planejamento da Copa e da Olimpíada de 2016.

Ele alegou 'motivos pessoais'.

Mas na verdade, ele pediu demissão porque não havia vontade política...

Investimento de verdade do governo federal para o plano de segurança.

Lógico...

Esse serviço não aparece.

O que importa é jogar dinheiro no ralo com arenas modernas e dispensáveis.

Plano de segurança não rende inauguração, foto em jornais.

Talvez o que tenha acontecido hoje no Egito faça a nossa presidente acordar.

Talvez.

Se não houver um planejamento sério para a Copa...

O controle absoluto das torcidas organizadas...

Quem vai para estádio no Brasil sabe que o quanto estamos perto de Port Said...

Antes de criticar os Estados Unidos por Guantánamo...

Pense no que acontece no seu país, presidente...

Descubra que o espírito de Port Said já chegou por aqui...

Paulo Henrique Ganso. O jogador mais triste com o fechamento da janela. Ele queria demais sair do Santos agora e ir para a Europa…

divulgacao6 Paulo Henrique Ganso. O jogador mais triste com o fechamento da janela. Ele queria demais sair do Santos agora e ir para a Europa...
Ele foi o jogador mais desgostoso com o final da janela na Europa.

Está isolado, sozinho.

Se cansou da sua situação na Vila Belmiro.

Não do clube, a quem deve toda a vida boa que leva.

Nem da torcida.

Paulo Henrique Ganso não está mais satisfeito com a sua relação com a direção do clube.

E os dirigentes também cansaram da sua adesão apaixonada ao grupo DIS.

Consideram que o meia faz questão de seguir os conselhos dos funcionários de Delcir Sonda...

E nem leva em consideração as várias propostas que Luís Álvaro fez para se encaixar de vez no Santos.

Na negociação com o Porto, os dirigentes notaram a vontade de sair de Ganso.

Ele cansou de ligar e mandar recados aos representantes do DIS.

Foi a sua vontade de sair que estimulou os dirigentes do Porto.

Convictos que ele queria a Europa agora, eles oficializaram a proposta de 15 milhões de euros.

Dinheiro só para os 45% que o Santos tem direito do meia.

A resposta foi: ou os 22,5 milhões de euros que o clube tem direito do passe estipulado em 50 milhões de euros...

Ou nada feito.

E nada foi feito.

Porque Ganso vive uma grande baixa em relação aos clubes europeus.

2011 foi um enorme atraso de vida para o jogador.

Ele se mostrou intimidado com a camisa da Seleção.

Teve outra contusão grave.

Todos os dirigentes dos principais clubes do Velho Continente sabem das operações que fez nos dois joelhos.

É um jogador muito delicado fisicamente.

E seu talento sumiu quando foi requisitado por Mano Menezes.

Exatamente o contrário de Neymar.

Atacante que não sofreu nenhuma contusão importante na carreira.

E que joga cada vez melhor.

Na Seleção Brasileira não foi brilhante, mas foi muito melhor do que Ganso.

A comparação é inevitável.

O meia detesta, mas não há como fugir.

Luís Álvaro anda completamente descrente em relação ao jogador.

"Se ele quiser ir para a Europa, se o Santos receber o que vale, pode ir.

Não quero jogador descontente por aqui.

Isso vale para todos.

Para o Paulo Henrique não é diferente."

Luís Álvaro ofereceu três vezes um plano de carreira a Ganso.

Nos moldes parecidos do que acertou com Neymar.

Mas o meia não quis abrir mão dos seus direitos de imagem, como o Santos queria.

Só isso explica os R$ 135 mil que recebe.

Neymar embolsa R$ 3 milhões.

A confirmação de que será pai teve um efeito interessante em Ganso.

Ele passou a insistir com os dirigentes do DIS que a hora de sair era neste começo de ano.

Queria ter um pouco de paz na Europa.

Mas a direção santista não quis abaixar o preço.

E nem o Porto quis investir tanto em um jogador que ainda não confia.

No meio do ano, os portugueses já adiantaram a Luís Álvaro que vão voltar.

Logo depois da Libertadores.

Paulo Henrique ficou chateado com o fracasso das negociações.

Não vai assumir publicamente para não arrumar confusão.

Mas pessoas ligadas a ele na Vila Belmiro já perceberam.

Ele não quer mais ficar no meio do furacão entre DIS e Luís Álvaro.

E está muito decidido.

Depois do meio do ano, não fica mais no Santos.

Quer mudar a sua vida.

Os representantes do DIS juram que farão a sua vontade.

Queira ou não Luís Álvaro.

O pior é que ele também já está querendo...